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domingo, 11 de novembro de 2012

Princípio da conexão entre vontade e desejo, mutações comportamentais entre as gerações sociais e publicação: humano metasistemático e a força da competição

Introdução:
Olá amigos. Minha internet está instável e eu precisarei escrever, uma hora ou outra, então será agora. Como novidade, comecei a jogar um jogo chamado Leagues of Legends, ou lol, abreviadamente. Estou começando a pegar agora os princípios fundamentais do pra me tornar competitivo nesse jogo, mas é preciso adiantar que ele é um pouco difícil pra entender. Estou contando com a ajuda de um conhecido pra me adaptar ao estilo de jogo. Quando se aprende, se torna bem divertido. Além disto, continuo dançando. Dançar ainda é divertido pra mim, mas já estou sentindo um pouco de preguiça no início das sessões. Não sei se é por causa do corpo que está um pouco cansado ou se é porque eu já estou enjoando dos estímulos, seja lá o que for, vou buscar outra atividade e não parar de fazer exercícios. Também fiz a prova do ENEM, tirei uma nota acima da média, que com quase certeza me abrirá porta para alguns cursos, mas que, contudo, não sei se será o suficiente para eu entrar em Psicologia ou Engenharia. Estou sem planejamento nenhum de estudo pra realizar as próximas provas para outras faculdades federais daqui, e elas com certeza têm psicologia e engenharia de graça. Amanhã tentarei organizar alguma forma de estudar. Minha postagem de hoje tratará sobre umas observações que eu tenho feito sobre a harmonia entre vontade e desejo, talvez um novo princípio psicológico, bem como a publicação de novos poemas. Vamos a ela.

Princípio da conexão entre vontade e desejo:
Ultimamente eu tenho percebido a nítida diferença entre desejo e vontade. A vontade, que aqui será definida como o desejo racional, apresenta características diferentes do desejo instintivo em si.  A partir da associação de vários desejos instintivos e de cálculos a partir de experiências sobre como obter estes desejos, chega-se a vontade. Isto implica dizer que enquanto que o desejo instintivo é algo mais imediatista, a vontade é algo em longo prazo, pois ela se utiliza da capacidade de raciocínio do humano para existir. Um bom exemplo disto é fazer atividades físicas, que se baseia na associação de outros desejos, como ter saúde e beleza e também com os estudos sobre como obter estes elementos a partir destes exercícios. Mesmo que fazer exercício físico não seja algo que o humano deseje, a vontade dele o guiará a fazer isto, pois é uma maneira de alcançar o que ele deseja. Diante disto, seu instinto irá se sentir motivado a seguir sua vontade, e aquilo que antes não passaria pelo desejo humano agora se torna alvo e natural a ele, como fazer exercícios.  Este mesmo exemplo pode ser aplicado aos estudos, treinamentos, ou a qualquer outra coisa que exija muito esforço e longo prazo. É a vontade do humano, desejo racional baseado em seus desejos instintivos, que o faz ir tão longe. É a vontade que o faz gastar esforço naquilo que ele deseja.

Contudo, é interessante observar a harmonia entre a vontade e o desejo. Todos os humanos desejam coisas, contudo, nem todos eles se sentem motivados o suficiente para irem atrás deste algo a qual eles desejam. Muitas vezes eles desejam algo idealizado, e assumem que este algo virá com o tempo ou de alguma forma desconhecida pra eles. Normalmente isto acontece através da associação de informações, algo que é muito comum neste século da informação. Enquanto que o desejo existe, a vontade está ausente. O resultado disto é o humano a deriva de sua existência, sem saber onde empregar seu esforço, entediado e insatisfeito com isto, já que ele não alcança o que deseja. É possível assumir que, nestes casos, existe uma desconexão entre a vontade e o desejo. Isto significa que os desejos instintivos não encontram uma forma de se manifestar na realidade desta pessoa, pois se encontrassem, essa pessoa encontraria a vontade para buscar aquilo que deseja. Isto pode ser considerado um problema um tanto grave, pois leva a pessoa a gastar muito do seu tempo com coisas que não a satisfaz e não traz melhoras significativas a qualidade de vida e satisfação dela.

Neste caso, é preciso que o humano busque entender seus próprios desejos e sua própria realidade, para através disto encontrar uma forma de manifestar sua vontade. Isto é algo realmente difícil, pois requere uma grande reflexão sobre o porquê se deseja o que se deseja, e se sobre é possível obter o que se deseja e se sim, como obter. É preciso também, neste caso, explorar a realidade, pois quanto mais conhecimento sobre como as coisas funcionam, maiores são as possibilidades de a vontade encontrar formas de se manifestar. Através de uma vontade bem direcionada, coisas que parecem ruins, como estudar, treinar, trabalhar, fazer exercícios ou ter responsabilidades tornam-se naturais ao instinto humano e até mesmo satisfatórias. Uma vontade razoavelmente direcionada pode ser observada quando a pessoa sabe que deve fazer algo, mas sente preguiça e, se não fizer, se sente culpada ou insatisfeita por não ter feito, ou ainda, quando faz, não sente tanta satisfação, mas não chega a ser algo desagradável ou desnecessário. Portanto, concluí-se que o autoconhecimento e conhecimento da realidade é preciso para estabelecer uma boa conexão entre a vontade e o desejo, e desta forma desenvolver uma evolução mais satisfatória.

Mutações comportamentais entre as gerações:
Desde que eu percebi a “analogia das relações sociais com as relações ecológicas”, que foi o tema de uma postagem minha há algum tempo atrás, observar a sociedade tem se tornado mais fácil para mim. Nestas observações foi possível perceber as mutações comportamentais que ocorrem entre as gerações. Para falar sobre este assunto, vamos assumir uma sociedade razoavelmente estável, com poucos avanços tecnológicos e boa qualidade de vida. Também vamos assumir todos os conceitos da psicologia evolutiva, dando ênfase principalmente a busca do humano por sistemas do gráfico do bem-estar evolutivo, com o objetivo principal de se sentir bem. Para o humano conseguir montar um sistema com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo é preciso que ele explore bastante sua realidade. Ele precisa encontrar um nicho de evolução social em que ele seja capaz de estabelecer os quatro elementos do gráfico, produção, competição, saúde e prazer, para daí então se sentir bem e continuar a se desenvolver. Contudo, isto não é simples, pois se determinado nicho evolutivo já estiver saturado, as chances dele se tornar funcional o suficiente para estabelecer os elementos diminui. Em outras palavras, como já tem muita gente fazendo algo há algum tempo, as chances dele conseguir produzir ali ou competir ali diminui bastante, principalmente se ele é novato. É neste ambiente que se faz sentido observar as mutações comportamentais.

Quando uma nova geração chega, ela precisa se adaptar a sociedade. Essa sociedade, que é construída através das gerações, atualmente é comandada pelos pais dessa geração, e é responsabilidade deles ensinar a seus filhos a se adaptar a sociedade. Quando digo adaptar, quero dizer que é responsabilidade deles ensinarem a seus filhos obter os quatro elementos citados anteriormente. Contudo, os filhos, que iniciam sua busca pela adaptação e pela satisfação, exploram não só o que seus pais dizem e mostram como também todo um conjunto de informações novas a quais eles têm acesso. Isto acontece porque embora seus pais possivelmente também tenham acesso a estas informações, eles já sua configuração evolutiva definida, por isto não costumam se interessar ou atribuir tanta atenção a novas configurações evolutivas, que é ao que essas informações estão relacionadas. Deste modo, os filhos, que estão interessados em buscar coisas que o satisfaçam, acabam buscando nessas novas informações a satisfação e aprendendo comportamentos novos em relação aos seus pais. Percebemos, portanto, a mutação ocorrendo.

Durante o crescimento dessa geração, ela percebe que muito daqueles novos comportamentos não são sustentáveis. É quando ela volta a estabelecer o mesmo padrão de comportamento que seus pais. Porém, embora muitos daqueles novos comportamentos não sejam sustentáveis, ou seja, apresentam elementos prejudiciais ou não apresentam grande potencial evolutivo, que em outras palavras, enjoam fácil, alguns daqueles novos comportamentos se apresentam benéficos e melhoram a qualidade de vida daquela geração, sem contar que mesmo os comportamentos que enjoam fácil podem, também, contribuir para o autoconhecimento e amadurecimento desta geração. Uma fase muito marcante desta mutação é a infanto-juvenil, a qual se percebe a mutação ocorrendo com mais ênfase, pois, como já deve ser possível prever, eles têm bastante tempo livre para buscar e energia, que vem da busca pela satisfação, para explorar as informações as quais eles têm acesso. A volta dos mesmos padrões que seus pais se devem ao fato deles terem que encarar uma nova fase de vida, que é a do trabalho, e devido a isto suas vidas se tornam mais parecidas com a vida de seus pais, que é a vida de adulto. Outro fator que motiva a tendência disto acontecer é que a influencia da convivência, que por meio de associações de simbologias e comportamento, faz os filhos imitar seus pais em certos aspectos, seja porque eles não sabem como agir de forma diferente e já não estão na fase de explorar as coisas, seja porque eles guardam as lembranças dos pais e reproduzam isto de forma inconsciente.



Humano metasistemático

Meu inconsciente são as memórias das minhas experiências,
Meu consciente são as associações das minhas experiências,
Minhas memórias são meus sentimentos, eu sinto a existência.
Minhas associações são meus raciocínios, eu calculo a realidade.

A existência daquilo que eu sinto constitui meu ponto de vista,
Sobre ele desenvolvo meus cálculos, constitui-se minha ciência.
Em novas realidades há novos sentimentos, a recíproca é válida,
Busco, nesta infinita rede de relações, e isto é minha vontade.

Minha vontade que surge do meu ser, das minhas memórias.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas associações.
Minha vontade que surge do meu ser, do que eu acho possível.

O que eu acho possível depende do sistema ao qual eu participo,
Cuja existência procede e sucede a minha, apenas transformo,
Com a força das ferramentas a mim cedidas e da minha vontade,
É meu o dever de proliferar todas as mutações benéficas a mim.

Sou o consciente das minhas próprias ações, do meu inconsciente.
Sou o consciente dos meus próprios objetivos, da minha vontade.
Busco em minha realidade a minha adaptação, a minha satisfação,
Busco o sistema que melhor se adapte ao meu ser e meu ser a ele.



A força da competição

Nunca será forte quem não aprende a ser fraco,
Pois em tudo há competição e o mundo é selvagem.
Quem é forte por algum motivo será fraco por outro,
Força ou fraqueza é relativo à definição, ao objetivo.

Nunca será forte quem não aprender a competir,
Porque competição ensina o fracasso e o sucesso,
Ensina a tentar, a errar, a aprender e a acertar,
Através da vontade coisas inimagináveis são possíveis.

Nunca será forte quem não entende os motivos da força.
Quem não tiver humildade para assumir que não os sabe,
Quem não buscar por variações, inspirações, novidades.
Forte ou fraco tem motivo para o ser, mesmo não aparente.

Nunca será forte quem não aprende a ter prazer,
O prazer de ganhar, aprender, experimentar, apostar.
De ser fraco e se tornar forte, e se tornar melhor por isso,
O prazer de conquistar, conhecer, compartilhar e sentir.

Para que ser forte? Sentir a existência da melhor maneira,
Sentir a vida pulsando com todas as suas possibilidades,
Sentir a evolução acontecendo em torno de si e participar,
Deste enorme fluxo de satisfação, melhorias e sentimentos.



Ambos por: Leandro de Andrade Moura

Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem, amigos. Hoje foi bastante produtivo, esperava escrever apenas um texto, mas acabei escrevendo os dois, pois o segundo já estava na fila faz tempo e era de minha vontade escrevê-lo. Quanto aos poemas, eles também fazem parte do conjunto de poemas que eu estou escrevendo sobre “o homem consciente de si” e carregam em si as ferramentas da psicologia evolutiva. Provavelmente estão terminados. O poema da postagem passada, eu alterei mesmo após ter publicado no blog. Eu busco manter todo o histórico de alterações dos poemas salvos no meu computador. Ainda hoje vou jogar um pouco mais de lol e depois vou dançar. Espero conseguir estudar amanhã para as próximas provas. A dúvida entre engenharia ou psicologia é grande, mas vou escolher a primeira, pois ela será meu modo de produção e também poderei estudar psicologia em paralelo. Evito estudar psicologia porque se não meus estudos acabaram sendo muito “meta-aplicados”, ou seja, eu estudo o comportamento humano porém, a maior parte do meu comportamento é o estudo do comportamento humano. Desejo evitar isso, fazendo com que a maior parte do meu comportamento seja outras coisas, como estudar engenharia, dentre outras. Além disso, ampliarei a quantidade de experiências e informações as quais terei acesso, é uma forma de me tornar mais abrangente, talvez. Enfim amigos, faz tempo que eu não faço um encerramento longo, abraços e até a próxima postagem.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O viver em uma hora - O livro do fim do mundo

Olá a todos. Faz algumas semanas que eu não atualizo o blog porque ando um pouco ocupado consumindo alguns jogos, vídeos, e o livro. Mas esta minha temporada de consumo parece já estar acabando, porque eu não estou com a menor paciência de dedicar muito tempo aos jogos, o livro eu só leio a noite, e os vídeos que estou assistindo são de canais que lançam um ou dois por dia. São apenas estas as novidades do cotidiano, e quanto as postagens aqui nos blogs, eu provavelmente tenho bons assuntos pra postar, mas ainda não dediquei um tempo pra produzi-los. Hoje a postagem será um pouco diferente da temática padrão do blog. É uma pequena história que eu criei para o site O livro do fim do mundo (se quiser curtir no facebook: http://www.olivrodofimdomundo.com.br/ler/366/o-viver-em-uma-hora), que tem como proposta fazer um livro com os contos escritos pelos próprios leitores, definindo apenas algumas regras básicas de organização e ambientação, sendo a principal: seu personagem descobrirá que o mundo irá acabar dali a uma hora às 16:15 (horário de Brasilía) do dia 12/12/2012, portanto, o mundo acabará às 17:15, e a causa do fim não pode ser especificada. Dentro desta proposta eu desenvolvi a história que segue dentro de uns dois ou três dias. A postagem hoje será apenas isto, espero que apreciem, abraços e até a próxima.

 O viver em uma hora

Abri os olhos como se tivesse despertado de um terrível pesadelo, mas não era apenas isso. Nele havia o algo misterioso que faz nossas mentes diferenciarem as ilusões da realidade. Ele é real, e o mundo irá acabar daqui à uma hora. Sentei-me no sofá sem esboçar nenhuma outra expressão facial além daquela que busca não acreditar naquilo que sua mente acabará de descobrir: o mundo irá acabar em menos de uma hora a partir de agora.

Levei minhas mãos à cabeça, talvez uma tentativa de não fazê-la explodir, talvez uma tentativa desnecessária, pois os pensamentos começam a se atropelar de tal forma que não consigo concluir nenhum deles. Meus pais? Meus amigos? Meus projetos? Droga! Nem ao menos tive tempo de ter uma família, ter uma esposa. Não! Preciso fazer alguma coisa. Mas o que? Não importa, preciso fazer alguma coisa.

Contar a alguém? Ninguém acreditará na minha verdade, e mesmo se acreditassem, não há nada que possa ser feito para evitar este fim. Ele virá, algo programou minha mente a não acreditar em outro destino. Que outra coisa eu faria? Fazer aquilo que sempre desejei? Construir uma família, aprender a atirar, criar um universo de RPG, gerenciar um projeto que ajude o mundo. Nada disto pode ser feito em menos de uma hora.

Não é que eu deseje apenas coisas trabalhosas, mas tento mantê-las em prioridade na minha mente. Existe uma ou outra coisa que possa ser realizada a curto prazo com os devidos recursos ou a devida sorte, mas estas eu apenas espero acontecer, e quando acontecem, as aprecio adequadamente. São coisas simples: um bom lugar, uma boa comida, disputas amigáveis e competitivas, filmes, músicas, pessoas.

Mas nenhum destes prazeres mundanos parecem ter sentido agora, nem mesmo o beijo de uma agradável mulher. O mundo irá acabar, merda! Olhei a minha volta, apenas minha sala, com o televisor, sofá, computador, varanda, tapete pendurado na parede. Este tapete me custou uma nota e é incrivelmente bonito e confortável. Tirei-o da parede e o puis no chão, deitei-me nele. Sei que isto não faz o menor sentido, e todo meu prazer se converte em dor ao lembrar que o mundo vai acabar. Preciso fazer alguma outra coisa, vou buscar isto em outro lugar.

Levantei-me pra ir à rua e logo cheguei a ela. Toda aquela vida pulsava de forma tão harmoniosa, seguindo todas as leis e condutas sociais construídas através dos milênios de desenvolvimento tecnológicas. O direito a expressão, a liberdade, a igualdade, tudo se desenvolvendo junto com a imprensa, a eletricidade, a computação. Ao mesmo tempo tudo tão caótico na cabeça destas pessoas, cercadas por seus problemas, desafios, qualidades, construções, prazeres, dilemas, defeitos, conhecimentos, amores, medos. Cada uma delas se esforçando para fazer o melhor que sua realidade a permite e se adequando ao fluxo da vida.

Eu perdi as forças das pernas e sentei no chão da calçada num rápido movimento sem jeito. Meus olhos já lacrimejavam ao perceber a interrupção do desenvolvimento coletivo e individual da sociedade. Nada restará! Todo e qualquer esforço se perderá completamente. Isto certamente é o pior de todos os cenários humanos, pois mesmo aqueles que morrem na pior das circunstâncias deixavam algum legado para a sociedade, alguma prova de sua existência no universo. Foi inevitável deixar algumas gotas de lágrima cair dos meus olhos.

Em volta observei as pessoas seguindo pela calçada. Elas percebiam minha situação e pareciam querer ajudar, mas o estilo de vida atarefado destas pessoas as fazia não ter disposição para ajudar um desconhecido. Sei disto pois já passei por esta situação, vendo as pessoas com problemas mas estando ocupado de mais melhorando minha vida que já poderia ser considerada boa. Agora nada do que foi construído por mim poderá ser usado para diminuir este sofrimento, logo ele que sempre me fora útil para mostrar onde eu deveria melhorar para evitá-lo, mas neste caso, de que adianta sofrer tanto? Nada mudará o final.

Levantei-me novamente, enxuguei as lágrimas, limpei a mente. Não há muito o que fazer, vou apenas andar. Peguei a chave do carro e comecei a dirigir pela cidade. Desviei minha atenção da pista e verifiquei no celular que já havia passado quinze minutos desde que o fim me foi revelado. Ao voltar minha atenção para pista novamente, percebi uma mulher com o mesmo olhar desesperado que o meu há alguns minutos atrás. Parei o carro imediatamente provocando o susto e as buzinas de muitos motoristas, desci e fui em direção a ela.
- Você está bem?
É bonita o suficiente para eu me apaixonar caso descubra que ela é uma boa pessoa. Ela balançou a cabeça como quem tenta afastar alguns pensamentos, ou pô-los no lugar.
- Não sei... Não há como saber, ou o que fazer.
Demorou alguns instantes para perceber o que eu fizera por ela, foi quando ela tomou a iniciativa do diálogo.
- Quem é você? Porque quer saber sobre mim?
Os carros ainda buzinam, preciso saber se o fim também foi relevado a ela.
- Te foi revelado algo hoje que mudou sua vida?
- Sim.
- O fim?
- A você também?
- A mim também. Isto é confuso, não? Suba no carro, vamos conversar.
Ela aceitou meu convite imediatamente. Ao entrar no carro, não mais me sentia solitário por ser o único a ter percebido o fim. Sentia que agora estava conectado a alguém neste evento tão extraordinário, e imagino que ela também sentia isto.

Um pouco após ter dado partida no carro, começa o nosso diálogo.
- Então você também sente o fim?
- Sim. Estava em casa quando ele me foi revelado. Foi algo absurdamente estranho, solitário, desesperador. Demorei pra processar e me acostumar a esta nova realidade.
Ela deu um longo suspiro.
- Ainda estou tentando me acostumar, mas se quer saber, não sei se vale o esforço já que nos restam apenas uns quarenta minutos. Descobri enquanto estava atendendo uma cliente lá na loja de roupas em que trabalho. Foi algo que invadiu minha cabeça e eu apenas sentei e chorei. A atenção de todos voltou-se a mim, ofereceram-me água e perguntaram o que era, se havia algo que podia ser feito. Foi assim que eu percebi que apenas eu senti isso, foi quando eu me senti tão sozinha... Saí de lá e tava indo pra casa, quando você chegou.
- Não temos muito o que fazer agora, não é?
- Tudo mudou, embora tudo pareça igual. Realmente não temos mais nossas obrigações, mas eu desejo ir à praia pela última vez, e terminar meu dia lá.
- Porque deseja isso?
- É um desejo meu voltar lá desde muito tempo, mas o emprego e os estudos me impediam. Pra mim não existe lugar melhor que a praia, vivi muitas emoções boas lá durante a infância, e é um lugar incrível para se estar em contato com a natureza.

Entendi seus sentimentos. Eu, por exemplo, me tornei programador graças às boas lembranças e ao clima mágico em torno da matemática e da lógica que meu pai criou pra mim. Dizia que tudo poderia ser traduzido em números e em propriedades lógicas, só não especificou o quão trabalhoso isto era, porém, as boas lembranças e um futuro satisfatório me fizeram continuar nos estudos. Já estava satisfeito quanto ao modo e a qualidade da minha sobrevivência, faltava-me agora uma família. Imagino que esta mulher, embora não pareça tão diferente de algumas outras que eu já conheci, tenha algo que a faça semelhante a mim, o que talvez explique o fim ter se revelado apenas a nós dois entre muitos. Se ele não tivesse tão próximo, acredito que ela se tornaria uma boa mãe para meus filhos, e uma boa mulher para mim.

- Tudo bem, vamos à praia.
- Você faria isto por mim?
Ela está muito surpresa e seu semblante demonstrou alguma animação que, de algum modo, mesmo naquele momento, foi irradiante.
- Sim. Como já disse, não tenho muito o que fazer deste restinho de vida, e seu desejo é bom a ponto de também se tornar o meu.
- Isto me deixa muito feliz. Mas lembro que a viagem durava pelo menos quarenta minutos.
- É verdade, deixe-me pensar um pouco.
Qualquer que seja minha escolha, precisarei de dinheiro.
- Vamos ao banco aqui perto fazer uma retirada enquanto eu penso em algo.
- Tudo bem.
Ela aceitou enquanto pedia permissão para ver meus CDs, concordei, e a viagem até o banco foi preenchida com comentários sobre as músicas e as lembranças que elas traziam. Não demorou mais que cinco minutos, tenho sorte de morar numa capital bem organizada, o que também me permitiu dirigir em alta velocidade. Ao chegar no banco, fui direto ao gerente explicar a retirada da alta quantia de dinheiro.
- Tá vendo aquela moça?
- Sim.
- Quero fazer a surpresa mais incrível da vida dela, vou pedi-la em casamento. Quero fazer uma retirada alta de dinheiro para isto.
O gerente se surpreendeu. Conhecia-me das minhas visitas para a manutenção das economias da minha pequena e inovadora empresa de softwares e jogos. Sempre tivera uma imagem de que eu fosse consciente do uso do meu dinheiro, e permitiu que eu retirasse apenas o meu fundo pessoal de economias sem maior burocracia, o que era o suficiente para o que eu planejei.

Estávamos eu e ela indo em direção ao aeroporto. É fácil perceber que ela está com um olhar curioso quanto ao nosso destino. Logo surgiram as perguntas, contudo, para trazê-la a empolgação da surpresa e evitar a frustração de expectativas não atendidas caso eu não conseguisse, preferi manter segredo. Já no interior do aeroporto, sugeri que ela se sentasse enquanto ia em busca da surpresa.
- Olá, você é piloto de helicóptero, certo?
- Sim senhor. Sei bem como dirigir estas belezinhas. E você, quem é?
Falou enquanto dava uma tapinha no helicóptero ao lado.
- Muito bem. Sou alguém que precisa desta sua habilidade com urgência.
Mostrei a ele a pequena fortuna que foi retirada do banco e estava em minha mala.
- Hooow, então é algo sério, hein?
- Muitíssimo. Não tenho muito tempo, mas te dou metade disto agora e metade disto quando chegarmos ao destino final, que fica certa de 40 minutos a carro daqui.
- Vamos partir agora, senhor?
Ele não pensou duas vezes. Quaisquer que fossem as punições por fazer uma decolagem não autorizada como aquela seriam facilmente remediadas por aquela quantia de dinheiro. Acenei positivamente com a cabeça e fui buscar minha companheira, que estava sentada e veio em minha direção ao me ver.
- Estou ansiosa.
- Vamos.

Puxei-a pela mão e ela se surpreendeu com o helicóptero e a ventania que empurrava seu corpo para trás. Sentamos, entreguei parte do dinheiro a ele, informei o destino através do GPS, equipamos os protetores auriculares e começamos a viagem. A previsão de chegada ao destino era dez minutos, já que o helicóptero não enfrenta as mesmas resistências que o carro, como trânsito ou desvios e curvas que alongam o caminho. Nossa viagem foi fantástica. Era assustador pensar que não há nada além do piso e das paredes do helicóptero para evitar uma queda fatal, mas não ao ponto de tirar a sensação prazerosa de ver tudo do alto. Devido à empolgação, suponho, ela segurou firme a minha mão e não a soltou durante toda viagem. Aquele definitivamente não era um momento para ter pensamentos ruins. Apenas apreciei.

O piloto encontrou um morro relativamente plano de pedras e resolveu pousar ali, que era bem próximo a faixa de areia da praia. Paguei o prometido e desembarcamos do avião, eu e ela. A descida até a praia foi algo bastante divertido, pois tivemos que escalar e pular várias pedras, o que aumentou ainda mais nossa intimidade corporal porque tive muitas vezes que pegar em suas mãos e cintura. Ao chegar à faixa praieira, sentamos um ao lado do outro apreciamos o cenário. Fim de tarde, sol se pondo e colorindo algumas nuvens densas com um vermelho alaranjado que fazia contraste ao azulado do céu. A brisa balançando os vários coqueiros que produziam um som que se misturava com os das ondas.

Ficamos alguns instantes em silêncio, apreciando a beleza daquele lugar. Eu já estava pensando em algo para falar e assim evitar os pensamentos ruins, até que ela me perguntou.
- Eu estudo e trabalho com moda, e você, o que faz?
- Sou programador e tenho uma pequena empresa de software.
- Você está bem em forma para o estereótipo de programador, hein?
Sorrimos com esta constatação curiosa.
- Obrigado, tento manter uma vida equilibrada.
- Sabe, eu escolhi a moda porque imaginei que através dela eu poderia ajudar as pessoas a se explorarem e descobrirem que podem ser melhores que imaginam, principalmente aquelas que tem coragem o suficiente, ou nada a perder, para mudarem e experimentar coisas novas. Mas existem muitas pressões da minha empresa para fazer as pessoas se sentirem bem apenas com o que é mais caro. Eu não concordo com isto, mas ela é mais forte que eu, e se eu não o fizer, perco meu emprego.
Ela se levantou, ainda estava com seu uniforme de trabalho.
- Não quero morrer com esta roupa que representa aquela empresa.
Ela se despiu de sua blusa e calça e jogou as peças ao vento, ficando apenas de calcinha e sutiã, ambas rendadas, algo que eu não pude deixar de achar sensual. Enquanto ela via suas roupas se distanciando com vento, levantei e peguei em suas mãos para obter sua atenção.
- Você é uma mulher incrível.
- Obrigada.
Respondeu-me olhando diretamente nos olhos e segurando minhas mãos com firmeza. Não resisti a este contato, peguei-a pela cintura, colei seu corpo ao meu e a beijei. Não demorou muito para que eu me despisse e jogasse as roupas ao vento também, deitamos no chão. Entreguei-me completamente a ela, tanto em corpo quanto em pensamento, e o frio da brisa praieira não era mais problema.
O sol se pôs pela última vez.

Por: Leandro de andrade Moura

domingo, 12 de junho de 2011

Hipoteses sobre D. Casmurro e novidades gerais

Ponto de vista

Olá a todos. Cada vez mais difícil atualizar esse blog, hoje não sei se começo pelas novidades ou se parto logo para a postagem de hoje, cujo tema eu também não sei qual será. Vamos para as novidades. Está decidido que eu irei divulgar minhas teorias nas faculdades, vou fazer isso escrevendo um pequeno folheto, que irá ser entregue nos departamentos de psicologia de faculdades publicas e particulares, convidando os interessados a me ajudarem a formalizar a teoria nos conformes científicos. Devo admitir que bate certos sentimentos de receio e medo, tanto para se der errado quanto para se der certo, mas eu devo enfrentar a responsabilidade das minhas idéias para saber seguramente quem eu sou. Além disso, também tenho tido alguns avanços teóricos quanto ao estilo de vida humano, tanto no aspecto reprodutivo como também de sobrevivência. Ambas as conclusões se baseiam na premissa que o humano deve procurar o que melhor a realidade pode lhe oferecer, e esta premissa se deriva das conclusões da psicologia evolutiva, onde o “melhor” é “boa evolução” neste caso. Houve outros pequenos avanços técnicos na preparação de redações e entendimento dos signos, que de alguma forma se relacionam com a eficiência de estud, mas estes são irrelevantes para o momento. Vou continuar mantendo meu plano original e escrever hoje sobre minha teoria do livro D. Casmurro.

Meu professor de literatura nos passou o livro D. Casmurro para ser lido estas semanas e para ser usado como base de uma prova tem um bom peso na média. No final do período de leitura, eu já tendo terminado o livro, ele comentou conosco sobre as hipóteses de objetivo da história, explicando que Machado de Assis quis fazer uma crítica a sociedade que valorizava os direitos masculinos a cima de tudo, já que apenas ficaríamos com pena do Bentinho, enquanto nem sequer chegamos a conhecer a versão da Capitu sobre os fatos. Também comentou que como os fatos foram explicados apenas por Bentinho, aquela pode não ser a total realidade dos acontecimentos, tendo então Bentinho, por causa do seu ciúme obsessivo, nos mostrado uma realidade confusa ou mesmo ilusória, como a cisma, que pode ser verdadeira ou não, de que seu filho se parece com o Escobar. Tudo isto tem uma coerência bastante convincente, mas o que realmente me irrita é apenas uma coisa: porque Capitu e Bentinho tiveram apenas um filho, e porque este único filho se parece com o Escobar - se isto realmente for verdade, e não apenas ilusão do bentinho -? Pois é nisto, e somente nisto, que se baseia minha teoria meus amigos. Lá vai ela.

Capitu era uma garota relativamente pobre, mas muito bonita e inteligente. Teve boa educação por parte dos seus pais e contato com amizades femininas. Por ser pobre e também ter contato com o universo dos ricos, também desejará se tornar rica, mas sua educação a fez desejar fazer isto de forma honesta. Para tal, ela observava curiosamente todo aquele universo para tentá-lo entendê-lo, aprendendo deste modo, as artimanhas do instinto humano. Sua relação com Bentinho foi sincera, ela o amava, embora este amor não se configurasse uma paixão. Ela via em Bentinho tudo o que ela desejava para o futuro, não apenas como homem, mas também como estrutura familiar e social. Enquanto que ela já tinha visão de mundo e sabia o que queria, construindo uma linha de pensamento bastante rica para alcançar seu objetivo, Bentinho ia apenas vivendo sem objetivos definidos e com a confusão do seminário na sua cabeça. Por causa disto, Capitu acabou se desenvolvendo muito mais rapidamente que o Bentinho, e além do seu maior poder instintivo por natureza, já que ela é uma jovem fêmea, também desenvolveu um poder racional que auxilia na melhoria deste poder instintivo. Bentinho sentia isso e daí vinha sua paixão por ela.

Notemos que enquanto Bentinho para Capitu era um projeto de vida, um amor, Capitu para Bentinho era uma paixão, um desejo de posse, misturado também com amor. Eles cresceram e se casaram, Bentinho desenvolveu bem seus poderes sociais e Capitu continuava com um altíssimo poder instintivo se comparado as demais fêmeas da época. Acontece que em dado momento do casamento, o desejo por um filho chega ao casal, e por motivos desconhecidos, eles não conseguem tê-lo. Quais motivos são estes que motivaram a apreensão do casal? É aqui que se encontra o ápice da minha hipótese: Bentinho era estéreo. Capitu, muito desejosa de ter um filho e criá-lo junto a Bentinho, achou como solução ter um filho ter um filho com Escobar, o melhor amigo do seu marido, tudo em segredo e dissimuladamente por causa do ciúme de seu marido. Percebam que isto faz algum sentido quando lembramos que Capitu aprendeu a dissimular bem seus sentimentos desde criança, e que contar a Bentinho que ele era estéreo poderia fazê-lo muito mal, então ela articulou com o Escobar o que já foi dito aqui. Isto explica duas coisas: porque o casal não teve outro filho e porque o filho de Bentinho se parece tanto com o Escobar.

Existem fatores que podem quebrar minha teoria, e eu os vou considerar agora. Não conhecendo muito sobre medicina e sobre os costumes daquela época, existe a possibilidade de ter poucos filhos ser uma coisa comum, embora eu não acredite nisso. Um casal rico ter apenas um filho por quê? O segundo questionamento é porque a Capitu nunca disse ao Bentinho a verdade através das tantas cartas que eles enviavam-se no durante a parte final do livro. Mas imagino que possa haver motivos, como orgulho, vingança ou sentimento de injustiça. Afinal, Capitu fez tanto por Bentinho e ele a retribuiu com ciúme e acusações, pois afinal, se pensarmos friamente, mesmo que Capitu tenha engravidado de Escobar para dar o filho ao Bentinho, ela fez isso pelo casal. De alguma forma foi um ato de amor. Nas cartas trocadas pelo casal no final do livro, sinto que Capitu ainda desejava carinho ao bentinho, como quem espera que ele mude de idéia e a traga de volta para que ambos possam ser felizes. Capitu sabia amar si mesma, por isso ela agüentou a distancia e ficar sozinha. Podemos ainda compor outras possibilidades de baixíssima probabilidade, e que de tão baixas eu não chego a acreditar, como a de Escobar e Capitu terem tido um caso, ou ela ter uma paixão secreta por Escobar, mas nunca ter revelado.

Enfim, devo terminar esta postagem elogiando as escrituras de Machado de Assis, realmente muito boa. Pra falar a verdade, espero que o professor da minha escola passe outro livro dele. Também penso escrever algo, ou mesmo filmar com o meu amigo Bruno, sobre o tema de entretenimento como indústria e como fonte de conhecimento humano. No mais, espero que gostem da minha teoria e foi legal ter perdido uns quarenta minutos escrevendo isso, desculpem-me pela repetição de nomes que possa ter havido, talvez depois eu revise. Até mais a todos e abraços.

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PS: Não sei se escrevi sobre isso antes, mas se não escrevesse agora, iria ficar encucado. Acredito que a probabilidade da teoria que o professor propôs seja mais adquada que a minha seja maior, pois ela foi composta por críticos literários que conhecem mais a filosofia do Machado de Assis. Porém, ainda sim, acredito que ele possa ter feito esta história pra mostrar que o ciúme e a insegurança pode estragar o casamento, já que a Capitu fez algo pro bem de Bentinho e ele retribuiu mandando-a para Londres e se afastando do filho do casal. Enfim, era apenas isso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pequena reflexão sobre dinamica humana e Tweets favoritos pt. 2

Tweets favoritos pt. 2

Olá a todos. Dessa vez escrevo com o único objetivo de alcançar a minha meta de quatro postagens por mês, mas já que agora escrevo, vou aproveitar e falar sobre as novidades. Tenho passado por novas experiências no dia-a-dia, e estas acabam por aumentar meu banco de dados de pesquisa sobre a dinâmica prática dos humanos. Acabo por criar uma nova ambição, que é um estudo mais aprofundado sobre a verdadeira essência das dinâmicas de namoro. O que me surpreendeu, de fato, foi saber que no mundo dos relacionamentos humanos, a imagem conta muito, e muitas vezes se luta por uma imagem que após algum tempo, descobre-se irreal. Eu, no meu mais profundo instinto racionalizado, acabo por ignorar completamente este jogo de imagens que determinam o ritmo da dinâmica humana, e isto acaba por me enfraquecer como humano. Principal exemplo disto é meu princípio científico de nunca mentir, que faz com que eu mesmo avalie minha própria filosofia, para saber quais conceitos estão baseados num pilar instintivo, e procurar racionalizá-los, firmá-los em bases reais e racionais. Isto significa que, se existe algum conceito filosófico criado por meu próprio instinto para me proteger e me dar força e vantagem aparente, eu os excluo e troco por algo mais ameno, equilibrado, racionalizado, e que por conseqüência tira as vantagens que tal mentira daria a mim em curto prazo. Eu realmente preciso repensar sobre estes acontecimentos, e em como planejar isto tudo para me dar as melhores chances de evolução possíveis, embora eu já tenha dito que vou fazer isto há algum tempo. Quando eu fizer isto, eu posto aqui, já que o assunto da postagem de hoje não é esse, e sim a continuação do “Meus tweets que foram favoritos”. Legenda: T#: Tweet, C#: Comentário.

C#: As vezes sinto que não há nada aqui, daí quero mudar de mundo, outras vezes sinto que preciso construir um mundo novo, preicso é mudar esse. (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/10580332600360961)
T#: Se eu bem me lembro, este tweet foi postado pouco depois que eu terminei o livro e minha vida se tornou um completo vazio, já que todas as atividades as quais eu estava envolvido foram encerradas para a concentração no livro. Quando eu digo “não há nada aqui”, quero dizer justamente que não há evolução ocorrendo, não há nada que me envolva, e isto causa um tédio profundo ao instinto humano. Logo vem a vontade de mudar, mas mudar o que? É o que eu reflito nas passagens seguintes. Construir outro mundo é possível, se adotarmos que a definição de mundo neste caso seja aquele que está na sua cabeça. Explicando as passagens, primeiro eu quero mudar minha própria cabeça, depois eu percebo que meus pensamentos não são bons para se adequar ao mundo real, vem então a vontade d’eu construir novos pensamentos que se adéqüem. Em seguida, noto que meus pensamentos estão bastante coerentes com a realidade, e que na verdade o que é necessário mudar é a própria realidade, através do meu esforço físico. É realmente interessante o que se pode observar em uma escrita de 144 caracteres, quando bem analisado.

C#: Ques.básicas ao se fazer analises sociais ou ñ:poderia ser diferente?Seria bom se fosse diferente?Prq não é diferente?como tornar diferente? (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/11508867376615424)
T#: Espero que não haja incômodos por conta das abreviações, mas as vezes se mostra necessário. Ainda com a cabeça voltada para as questões da psicologia, seja ela individual ou grupal, buscava encontrar uma forma de transmitir bem minhas idéias. Novamente forçando minha memória, podendo vir daí pode alguma memória falsa, lembro que neste momento, eu estava querendo fazer com que as pessoas utilizem a mesma linha de indagação que eu, para então caminhar pelo mesmo caminho e encontrar as mesmas respostas. Foi então que eu defini estas perguntas para serem feitas em relação ao comportamento social, que também pode ser aplicado para qualquer realidade. “Poderia ser diferente?” Existem muitas pessoas que pensam que poderia ser diferente, e esta pergunta serve de introdução para as próximas perguntas. “Seria bom se fosse diferente” esta pergunta talvez tenha sido posta só pra ocupar espaço, porém, notemos que nela há seu sentido; se fosse diferente, será mesmo que seria melhor? Não dizem que há mal que vem para o bem. Neste caso, desejamos o diferente porque teoricamente, ele é melhor, mas e se não fosse? E se fosse diferente do jeito que há o desejo, mas que por não haver conhecido o pior, não houver a capacidade de identificar o melhor? Enfim, são estas perguntas e afirmações que devem ser levadas em consideração nesta etapa. “Prq não é diferente?” Esta pergunta serve como contentamento racional ao nosso instinto que deseja a mudança. Ao sabermos os motivos que tornam o agora, este agora, descobrimos que não poderia ser diferente. Sim, há o determinismo matemático aqui, por exemplo: havia uma garota, você poderia falar oi, mas toda sua estrutura psicológica estava configurada, através de traumas ou distúrbios, para que você não falasse “oi”, desta forma, não há condições reais de você falar “oi”, e é por isso mesmo que você não fala. Após o ocorrido, a experiência de não ter feito já conta como um mecanismo que muda a configuração, é importante observar isto. “Como tornar diferente” é uma pergunta voltada ao futuro e a melhoria. Se quisermos o diferente, é porque o agora não está bom, e por isso é importante analisar a realidade e descobrir formas de melhorar.

T#: Notei dois modos de viver:Um é por meio de uma delicada politica racional,muito boa,outro é por uma firme poli.instintiva,não tão boa assim. (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/12353693097656320)
C#: Neste momento eu estava refletindo sobre se era ou não, de fato, ter uma sociedade tão racionalizada quanto eu costumo ser. Este tweets é a conclusão desta analise, que se baseia no próprio conceito de distúrbio do meu livro, e no pré-suposto que numa sociedade com forte desenvolvimento tecnológico artificial, onde a política que reina é a instintiva, é muito provável a existência de muitos distúrbios. Explicando a conclusão e o conceito de distúrbio do meu livro: lá diz que quanto maior a quantidade de distúrbios, menor será a qualidade de vida. Sendo assim, uma sociedade instintiva, com distúrbios, terá a qualidade de vida ruim. Temos então dois modos de viver: um é ser se esforçar pra ser racional, diminuindo a quantidade de distúrbios e aumentando a qualidade de vida, o outro é continuar se preocupando com o instinto, mesmo que isso leve a uma qualidade de vida menor. Há outros dois conceitos importantes a serem adicionados, o primeiro diz que existem distúrbios tão profundos que é melhor deixá-los existir, já que o esforço para melhorá-los devido a baixa tecnologia humana (pode existir outros motivos) é enorme, e que muita qualidade de vida também é um distúrbio. Na verdade não lembro se botei este último, mas é dedutível; é desnecessário ter muita sobrevivência, já que reprodução também faz parte do humano, e isto significa riscos.

T#: Ao definir o significado de uma palavra, é necessario levar em consideração seu contexto histórico e objetivo de comunicação e conceituação. (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/13007876033351680)
C#: Este tweets é bem interessante pra mim. Criei-o pensando em palavras com aparentemente o mesmo significado, mas que acabam ganhando sentidos diferentes para exprimir coisas parecidas, mas diferentes. O que me levou a pensar foi um amigo que me perguntou como fazer para falar difícil. Notei então que falar difícil significa se comunicar bastante especificadamente, precisamente. A parte histórica faz parte disto, pois é a história que faz com que explica o motivo das palavras serem ligadas aos seus objetos reais, e é ela também que faz um mesmo grupo de pessoas conseguirem se comunicar.

T#: Penso nela antes de acordar até depois de dormir, Elena é o motivo de tudo isto, e poucas pessoas sabem da profunda verdade que nos rodeia. (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/13024567362588672)
C#: Estes tweets românticos podem começar a aparecer a partir daqui. Na verdade são frases que eu acabo por gostar, já que também sou humano. E esta frase em especifico me acompanha desde a minha primeira paixão. Resolvi adaptá-la a Elena.

T#: Cahajo,como é diferente ficar com foto,parece que minha gosminha (que sempre ficará no meu blog) ganhou forma e se transformou em mim! Hahah (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/15975336156073984)
C#: Mais um dos meus devaneios humanos. Antigamente eu utilizava uma gosminha sem forma definida na imagem de exibição do meu twitter. Resolvi trocar por uma foto minha, pra transparecer uma imagem mais próxima a realidade da sociedade comum. O engraçado é que eu realmente imaginei a gosminha tomando forma e transformando-se na foto do twitter de agora, e aliás, esta gosma pode ser observada como imagem de exibição do “quem sou eu” deste blog.

T#: O lucro vem do sol e da tecnologia e é determinado pela lei da oferta e procura regulada pelo interesse de consumo e dificuldade de produção (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/16000331632615424)
C#: Ai vai uma das minhas reflexões sobre a economia. Ainda continuo concordando com a primeira frase, contudo, a história tem me ensinado que a lei da oferta e procura não é tão soberana quanto pensado por mim. A coisa é mais complexa, mas não vou me aprofundar nisto agora, e pra falar a verdade, ainda não consigo definir nem em outras ocasiões, pois são muitas variáveis.

T#: A lua tá bem aqui na janela, é impressionante como ela tá cheia e também como ela consegue ficar lá em cima sem cair, surreal imaginar isso.
C#: O efeito da gravidade é algo muito engraçado. Poucas pessoas percebem, mas o que deveria ser normal é você levantar um objeto, e ele continuar lá. Mas não, ele é puxado para baixo. Percebam a diferença: ele não caí, é puxado. Contudo, devido a constante experiência humana na terra, faz-se parecer que o certo é ele simplesmente cair, mas a lua não caí. É engraçado imaginá-la lá em cima, sem nada segurando, apenas rodando a nossa volta. E se um dia ela cair? Deve ser enorme.

T#: Natalie Portman fez closer e agora a rainha Padmé Amidala, eu bem que reconheci ela no primeiro e sei que vou me apaixonar no segundo. Medo! (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/16679979735588864)
C#: Lado humano falando novamente, adoro esta atriz. Percebi ela em closer, mas depois descobri que ela também fez starwars. Sim, cheguei a um ponto de humanisse que apaixonar-me por personagens tem se tornado comum e alguns casos, se bem que isto nunca mais aconteceu. O coração esteve meio ocupado por esses tempos.

T#: http://migre.me/3bbm5 << Esse site de chuva é mt legal, ele me lembra tanto meu parado projeto de narrativa que um dia, eu pretendo retomar. (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/18431119208747008)
C#: Escutar o som da chuva é legal, se bem que artificialmente e direto perde a graça. No mais, esse site está fora do ar, mas conheço outro com o mesmo objetivo, vou postar aqui: http://choc.la/dc

T#: Não quero chá,não quero café,não quero Coca-Cola,não adianta vir com Guaraná,prá mim é chocolate o que eu quero beber. http://migre.me/3dSF3 (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/19180871571472384)
C#: É uma música que me anima e me faz esquecer do mundo. Adoro cantar ela.

T#: Sinceramente, um dia desses eu vou preparar um kit de emergência pra quando minha internet cair, é desesperador ter um pc sem nada pra fazer (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/19596949820801024)
C#: Até hoje não fiz esse bendito kit de emergência pra quando a internet cair, e até hoje eu sofro quando ela caí. Agora estou imaginando que favoritei algumas coisas não tão interessantes assim, e imagino se deixei de favoritar alguma frase interessante. Depois investigo, ou não.

T#: O amanhecer está lindo, é incrivel como as cores azul e vermelho se entrelaçam entre a atmosfera, as nuvens e o sol, queria reproduzir isso. (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/20382078579249152)
C#: Ainda lembro deste tempo, e dá saudades, nos próximos tweets irei explicar o porquê. Sobre este dia, se bem me lembro, o amanhecer estava lindo. Era férias, madruguei assistindo seriado (ou acordei muito cedo por causa do sono descontrolado, não lembro). Sempre foi uma vontade minha saber pintar paisagens como essas, mas é difícil no computador. Mas uma vez consegui algo aproximado, enfim, já to com preguiça de escrever.

T#: Mulheres como a Penny representam o paraiso e o inferno ao mesmo tempo,cabe a nós,homens inteligentes,apreciar o primeiro e ignorar o seg... (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/20833137659486208)
C#: Me apaixonei pela Penny, principalmente por ela ser linda, instintiva e gostar de um nerd. E no fundo, meu instinto esperava que este nerd também possa ser eu. Me permito a tais sinceridades neste ponto pois sei que poucos serão os que chegaram aqui. Enfim, mulheres instintivas fazem o que sentem, e se sentem bem, fazem o bem, se sentem o mal, fazem o mal, e tem poder o suficiente pra fazer isso. Bem e mal aqui significa algo diferente do contexto que normalmente eu aceito, é bem ou mal para o instinto dela, e não necessariamente para seu quadro geral. As vezes o instinto humano se engana, e és a dificuldade destes tipos de mulheres.

T#: "Se sabe que é assim, e o que fazer com isso, atravês da expêriencia, mas não se sabe a causa" "A P.E. investiga a causa, que é a evolução". (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/21207049836691457)
C#: Acredito que este tweet tenha sido uma tentativa minha de enquadrar a psicologia evolutiva que eu desenvolvi no meio das tantas outras psicologias existentes por ai. Embora eu não conheça, imagino que elas tenham um potencial técnico muito maior que a psicologia evolutiva, por serem desenvolvidas através de várias experiências e através dos erros e acertos, contudo, ainda sim continuo achando que a P.E. dá as bases teóricas do princípio do motor que move o humano, que é a evolução.

T#: Pensando em ver documetários para aumentar minha bagabem e passar o tempo,não apenas ver, como tbm absorver é importante,e isso é cansativo. (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/22468907537272834)
C#: Neste tempo eu estava tentando assistir documentários por assistir, mas notei que só isso não é suficiente, é necessário absorve-los. Não vou me aprofundar aqui, pois esta teoria faz parte de algo que possivelmente, no futuro, eu irei escrever aqui no blog, que é a maquina instinto-racional.

T#: Já tinha explicado tudo e tinha escrito mais de 1000 caracteres, tudo bem feito,o que aprender com isso? SEMPRE USE O WORD! ele salva vidas. (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/26043346719866880)
C#: Eu tinha resumido a minha teoria sobre as cores pra postar no Orkut, num tópico de dúvidas. Resultado: apertei num botão errado e o Orkut apagou tudo. Se eu tivesse usado o Word, isto não haverá acontecido.

T#: Nossa, minha cabeça quase explode aqui comigo entendendo listas encadeadas enquanto escutava o thema de James Bond, o random tá ótimo hoje! (http://twitter.com/#!/Kingreey/status/26094400492797952)
C#: A música tema do James Bond é clássica, e depois que eu passei a ver os filmes do 007 com outros olhos, passei ainda mais a admirar e esperar pelos próximos filmes da serie (não sei quem escreve nem se haverá próximo, isso é um pouco tenso). Sobre as listas encadeadas, eu já me meti a programar em C, foi uma experiência muito interessante. Entender listas encadeadas foi uma forma de me tornar mais profissional em C, em vez de apenas um curioso. Não deu muito certo, necessário muito mais dedicação que eu estava disposto a dar, mesmo com o esforço do Thaylo em explicar-me algumas teorias.

OK amiguinhos, já estou muito cansado e fazendo isto apenas por obrigação. Acredito que o resultado não tenha saído tão bom, mas pelo menos gostei do começo. Além disso, notei que houve uma pequena confusão nas minhas memórias, mas é coisa pouca. Até a próxima postagem.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Reflexões sobre filmes de zumbis e confirmação de teoria

Renovação nos filmes de zumbis

Olá amiguinhos, enquanto passa a novela, eu estou sem concentração, vontade e rumo para escrever o meu livro, ao mesmo tempo em que eu não tenho nada divertido e/ou interessante para fazer, desta forma, resolvi escrever para o blog sobre um assunto que de repente, me ocorreu, e este assunto é os filmes de zumbis. Mas antes disso, vamos as novidades, não é? Novidades? Nenhuma, contudo, descobri uma coisa interessante, que inclusive, puis no meu twitter, vou botar minhas mensagens referentes ao assunto para ilustrar, primeiro: Coragem Leandro, coragem. Junte todos os seus conhecimentos no seu módulo simulativo com a iniciativa e esperança no seu modulo evolutivo e transforme, através dos impulsos elétricos ordenados por seu módulo de pré-definições automáticas q mexem seus dedos, o virtual em realidade. Segundo: Fico até emocionado, é incrível como se você cria um mecanismo para processar elementos, e define quais são eles, a coisa funciona naturalmente... Estas duas frases se referem ao momento que eu passei esses dias, na construção do capítulo sobre cultura, resumindo: Me perdi no meio de tanta informação. Não sabia mais o que tinha escrito, o que estava faltando, o interessante é que eu notei e confirmei minha teoria escrita aqui: http://barnabasspenser.blogspot.com/2010/05/pequena-mas-importante-descoberta-sobre.html , ou seja, depois de eu ler e reunir todas as informações sobre o capitulo que eu estava escrevendo, organizado tudo, estruturado, daí então eu notei a linha de raciocínio e objetivo que eu estava seguindo de capitulo a capitulo, e então que surgiu a segunda frase, confirmando os mecanismos racionais. Foi uma hora realmente emocionante, embora ainda me falte organizar o final, que ta meio desajustado, coisa que farei após o filme, hoje a noite. Notem também que quando estamos fazendo algo por obrigação racional, ou seja, quando sabemos que só vai fazer efeito num futuro muito distante, e nosso instinto não percebe isso, trabalhamos de forma preguiça e desatenciosa, é um pouquinho chato também, mas necessário. Agora, ao tópico.

Recentemente eu assisti zumbilandia, um filme sobre zumbi que me surpreendeu devido ao seu objetivo foco, que foi realmente ser bom, divertido e comercial. Porém, ele fugiu só um pouco da essência dos filmes de zumbis, que é o teste da natureza humana. Normalmente nos filmes de zumbis, vemos um grupo de pessoas com personalidade diferentes, que normalmente, no convívio comum e social, nunca se relacionam, contudo, são obrigadas a se relacionar e a trabalhar em equipe para sobreviver. O enredo se desenvolve normalmente sobre como estas pessoas irão sobreviver, suportar a pressão, o suspense, o perigo, a falta de esperança, a constante associação com o mundo que havia antes e a qual as pessoas atribuem sentimentos como afeto, a loucura e as baixas condições de sobrevivência que um ambiente de zumbi trás, onde, querendo ou não, algumas pessoas não suportam estes elementos, fazem alguma besteira e morrem. Ou seja, a morte nos filmes de zumbis são que nem os próprios zumbis, lenta e burra, por isso, mantendo o devido equilíbrio emocional e racional, é fácil fugir dela utilizando as ferramentas e métodos racionais que tornam os humanos diferentes dos outros animais, contudo, se o equilíbrio emocional e racional não for mantido, e há elementos que proporcionam o não equilíbrio, a pessoa acabará morrendo. Além disso, podemos perceber as dinâmicas de grupo para a sobrevivência que ocorrem durante o processo dos filmes de zumbis, onde alguns acabam se tornando lideres, e outros morrendo por não respeitar o grupo, mas a priori, o grupo sempre deveria sobreviver, como aconteceu no filme, zumbilandia. Resumindo, os filmes de zumbis, para mim, deveriam atuar como um laboratório, onde veríamos pessoas com personalidades diferentes sendo submetidas a perigos complicados e sendo obrigadas a se organizar para sobreviver, onde as personalidades ruins acabam morrendo devido a seus erros.

O que ocorre nos filmes de zumbis atualmente, é que eles não acabam desenvolvendo esta trama, apenas parte dela, e embora eu goste apenas da parte da trama, eu não gosto da outra parte, que é quando todo mundo acaba morrendo. É chato torcer por um personagem e ele acabar morrendo no final, dá um sentimento de falta de esperança e de falta de necessidade de todo o processo ocorrido naquele filme, ou seja, sento que assistir o filme foi algo inútil, como foi o caso de um filme chamado dawn of the dead. O filme zumbilandia, para mim, foi uma tentativa da industria de sair desses filmes que sempre acabam mal, levando os zumbis a um nível mais divertido e de passa tempo, ele também mantém a essência de fazer personagens bem legais e excêntricos, contudo, inteligentes, como é geralmente os personagens que morrem por ultimo nos filmes que todo mundo morre, porém, o que não me agradou muito no filme zumbilandia, foi a falta de personagens ruins e a falta de uma situação mais extrema, onde fatalmente estes personagens ruins morreriam, sobrevivendo apenas os bons, no zumbilandia, todos os personagens sobreviveram, menos um que teve a morte de zumbi mais cômica que eu me lembro, ao imitar um zumbi para o garoto mais medroso e precavido do filme, e levar um tiro, nossa, eu ri de mais, acho até mesmo que o caráter do filme zumbilandia é mais cômico mesmo, e neste ponto, ele alcançou seu objetivo. Enfim, gostaria de um filme de zumbie com o equilíbrio de cômico e extremo, e de bons e ruins, abalos de grupo, coisas do tipo, sem todo mundo morrer no final, seria bem interessante.

Com isso, concluo minha opinião sobre filmes de zumbis, assim como esta postagem. Provavelmente a novela daqui a pouco vai acabar, vou assistir o filme que irá passar e trabalhar no livro, pensando sobre qual será seu rumo e pesquisando na net pra confirmar minhas teorias. Desculpem-me por mais um texto sem revisão, acreditem, revisão melhora em muitas vezes qualquer texto, enfim, um forte abraço a todos, e até mais.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um pouco sobre futebol com relações com o instinto de sobrevivencia e NFSMW

Descobertas ao jogar NFSMW

Olá amiguinhos, não muitas novidades para contar, além de eu estar com um pouco neurótico pra estudar psicologia entre outras coisas, uma das é que eu estou lendo a continuação do Guia do mochileiro das galáxias, que é o Restaurante no fim do universo (não lembro se é “do” ou “no”), e também jogando Need for Speed: most wanted, e é sobre este ultimo que eu vou falar agora, na verdade não necessariamente dele, mas sim de uns mecanismos psicóticos que eu descobri jogando ele.

Vou contar-lhes exatamente como aconteceu, segundo minha lesa memória. Eu estava jogando NFSMW, então eu notei que eu batia de mais em qualquer coisa, errava as curvas, batia de mais nos carros e etc., tudo isso porque eu me preocupava apenas em andar sem tirar o dedo do acelerador. Então eu resolvi fazer um estudo de mim mesmo e do jogo, foram resultados empolgantes.

Primeiramente, correr com um carro não se resume apenas em acelerar, você tem que saber andar nas curvas com o ângulo certo para perder o mínimo de velocidade possível nela, pois quanto maior a velocidade, menor será sua capacidade de fazer curvas por causa da quantidade de força acumulada no seu carro e desta força não ser tão de acordo assim com a inclinação da curva, que é pequena, e isso faz-se necessário muita força para virar o carro, por isso a necessidade de pelo menos tirar o dedo do acelerador, para não dizer apertar no freio.

Constatando isso, eu comecei a jogar bem melhor, entretanto, ainda precisava melhorar minha atenção na pista, pois era muito comum eu ir direto numa parede ou coisa parecida, então foi o que eu fiz, deixei de escutar musicas que eu gostava, pra não perder a atenção, tal como eu faço ao escrever no blog, e me enfoquei apenas em fazer o percurso certo da pista. E isso melhorou bem meu desempenho também.

Chegamos ao clímax desta postagem nesse parágrafo. Eu comecei a jogar bem melhor a pista depois que eu comecei a me preocupar em olhar cada detalhe dela com bastante atenção, entretanto, isso desencadeou um fenômeno interessante, eu, por estar muito preocupado em fazer a pista com muita perfeição, acabei me esquecendo dos carros, e no jogo, quando eu vi um carro na minha frente, eu fiquei sem saber o que fazer e dividido entre: desviar do carro e bater na parede e não fazer a pista com perfeição; bater no carro ou procurar outra solução.

Só tive dois segundos, como eu só decidi uma prioridade, que é a de correr bem, ao me deparar com um obstáculo que obstruísse minha prioridade, eu não soube o que fazer e nem tive tempo de pensar, visando que eu não tinha pensado sobre isso antes e só me restavam dois segundos, então eu pensei em achar uma solução que não fosse bater, mas não tive tempo de analisar, e isso me fez ficar nervoso e sem reação, e logo em seguida eu bati. Logo após, eu notei que a melhor decisão a ser tomada era bater na parede e continuar, mas acredito que o “nervoso e sem reação” possa ser expresso por pânico, e foi isso o que eu senti, e por isso não pensei em nada.

Então, devido a minha neurose deu estar sempre procurando experiências novas pra estudar, considerei essa uma ótima experiência. Comecei então a buscar os motivos desse caso, e escrevo agora a teoria para o tal: Quando eu enfatizei na minha cabeça que deveria fazer a pista totalmente certinha, eu guardei esse comando na parte do meu cérebro de instinto de sobrevivência, como se isso dependesse minha vida, e isso fez com que eu conseguisse focar bastante a atenção.

E então eu comecei a correr, e foi tudo ocorrendo bem até aparecer o carro, o obstáculo, e como eu defini apenas fazer a pista certinha como meta, e nada mais, e isto foi definido por meu raciocínio, não pelo instinto que há dentro de mim, meu instinto de sobrevivência ficou sem o que fazer, vendo a o carro vindo em minha direção, enviando sinais nervosos para mim para eu fazer algo, sendo que eu, devido ao curto tempo, não tive oportunidade de fazer nenhuma analise e tal.

Jogadores de futebol também passam por isso, normalmente no momento em que estão na cara do gol e com vários jogadores do outro time na cola deles, ainda mais numa final de decisão, é uma carga muito grande de adrenalina que o cara deve receber nessa hora, pois de fato, fazer ou não fazer o gol está relacionado as chances de sobrevivência dele, pois se ele fizer o gol, será bem recompensado tanto pela torcida, como pelo dinheiro, além da vitória do time.

A experiência e você saber do que é capaz vai ter muito peso nessa hora, experiência para você saber o que fazer e não ficar que nem eu, em pânico, e você saber do que é capaz pra você não ficar inseguro ou ansioso e mandar a bola logo pra dentro do gol ou se for o caso de não der, a experiência volta a contar pra você passar a bola pra alguém ou fizer o que você achar que a situação pede com o objetivo de fazer o gol. Foi falta de conhecimento que me faltou no jogo naquela hora.

O instinto usa algo para persuadir você a fazer o que você definiu necessário racionalmente para melhorar suas chances de sobrevivência. Eu e o jogador de futebol somos bons exemplos, mas vou usar apenas o jogador de futebol pra não falar sempre de dois casos. O jogador de futebol, quando define que sua meta é fazer gol, o instinto associa isso a emoção, pro corpo, além de dar a atenção necessária, também poderá usar cargas de adrenalina e outras coisas se necessário, e não é só isso.

Quando o jogador ganha, o instintivo envia emoções boas pra ele, fazendo ele continuar do jeito que está pra continuar ganhando (acho que quem inventou a frase “em time que ganha não se mexe foi o próprio instinto” Hehehe), e se o jogador perder, o instinto põe cargas de emoções ruins nele, pra ele saber que precisa mudar, e isso faz ele procurar um jeito de melhorar, seja por meio do raciocínio ou atitudes instintivas. Meu caso, eu bati no carro, pensei “merda” e busquei uma solução racional, então achei a de desviar, e se isso acontecer de novo desviarei por causa da experiência.

Uma atitude instintiva seria o ciúmes por uma fêmea, por exemplo. Tem gente que cultua mais o instinto e outras mais o raciocínio, meu caso é o raciocínio. Ambos, na sociedade atual, tem seus lados positivos e negativos, estamos numa época meio equilibrada, embora tenda mais pro instintivo ainda, pelo menos em meu meio social. Mas eu botaria em termos, racional bom pra você, instintivo bom pra comunidade, algo nessa base. Um dia eu faço uma postagem explicando sobre isso, se eu lembrar.

Futebol, o esporte mais popular do mundo

E a propósito, futebol é um ótimo esporte, envolve raciocínio e instinto de uma ótima forma respectivamente nas táticas do time como um inteiro e no pessoal de cada jogador, e na emoção que gera apenas uma mudança, que é o gol, e não é a toa que é o esporte mais popular do mundo, além de ser fácil de ser jogador por qualquer um e com qualquer renda, abraços a todos, até outro dia.

-------------------- Acréscimos----------------------

Farei apenas uma pequena edição acrescentando uns dois parágrafos de um assunto relacionado à cima e que eu me esqueci de citar.

Segundo minha teoria, o nervosismo de instinto de sobrevivência também tem outras ligações, por exemplo, se você está na sala de aula e tem a garota que você é pseudo-apaixonado ou apaixonado, e ela olha pra você, você fica nervoso e sem saber o que fazer. Você fica desse jeito porque o seu instinto dá um grau de importância pra ela muito grande, e ao você notar que ela ta olhando pra você, seu instinto envia o nervosismo pra você fazer alguma coisa para que mude aquela situação, de alguma maneira.

Isso também pode aplicar-se a diversos outros exemplos. Há vários complexos relacionados a isso, tais como o medo da violência excessivo, que o faz ficar com medo de qualquer coisa com comportamento meio fora do padrão, ou complexo de mentiras e inclusive, complexos sexuais. O racional consegue meio que configurar o instinto para fazer as condições que ele acha que tem mais chances de sobreviver e reproduzir, se uma pessoa recebe durante o dia um turbilhão de noticias de assaltos e mortes, o que acontece nos jornais, ela fica com certo complexo por causa disso, mas quando na verdade, os assaltos e mortes acontecem em uma enorme quantidade de população, por isso é meio que um complexo.

Tinha planejando apenas dois parágrafos, terminei de escrevê-los e publiquei a postagem, mas lembrei de uma coisa, que vai ser do tamanho de um parágrafo. O Instinto de sobrevivência também está ligado à memória, quando você define racionalmente que há uma meta de se preocupar, por exemplo, apenas em lembrar todas as formulas matemáticas que o professor passa em sala de aula, apenas isso, você provavelmente irá não se lembrar do nome dele, mesmo ele tendo repetido umas duas ou três vezes. Isso se aplica a vários outros casos também, minha falta de memória foi devido a um certo tempo, eu apenas ter me preocupado com explicações filosóficas, esquecendo todo o resto, mas agora tentando entrar no equilibro.

Com isso amiguinhos, termino minha edição, abraços a todos novamente.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Influencia da Disney e do capitalismo na vida das pessoas desde pequenas

Disney é coisa do capeta

Ah cara, eu sempre digo que vou escrever algo legal e umas coisas românticas que eu tenho pensado, mas sempre que vou começar a escrever sobre isso, acontece alguma coisa que me tira atenção ou algo pra fazer, ai eu acabo não fazendo. Entretanto, o que vou escrever hoje não tem nada haver com isso. Vou adiantar, entretanto, que irei fazer uma lista de várias coisas para por ali de lado no blog, entre elas, sobre filmes. E é sobre algo relacionado a filmes que eu vou falar hoje, a Disney.

Não, não acredito que a Disney seja coisa do capeta, só falei isso pra chamar atenção. É que eu me lembro que isso me chamava muita atenção quando eu não sabia muito sobre as técnicas usadas pelo mercado capitalista pra arrebatar publico, e hoje eu vejo que a Disney é a campeã nessas técnicas. Sim, estou falando da lavagem cerebral que a Disney faz para conquistar publico. Odeio dizer, mas qualquer pessoa que tenha instintos humanos se sentem um pouco, pelo menos, seduzidos por essa lavagem cerebral. É o capitalismo baby.

Uma cena que me tocou muito foi quando iniciou o filme Wall E, apareceu o castelo da Disney, que antes era feito de forma simples, agora com muito mais glamour e detalhes mágicos. Olhei aquilo meio horrorizado, pois na hora me passou a idéia de burguesia, de muito para poucos e pouco para muitos. O castelo mágico da Disney meio que representa isso, pois precisa-se de muita mão de obra para tal. E desde obras antigas da Disney, vemos o fator dinheiro envolvido em muitos enredos da Disney, mas a Disney camufla isso com amor.

Mas o que é mais curioso é que todos aqueles pobres que merecem o amor dos ricos, são ricos, em termos de beleza em personalidade. Então, ainda estamos falando de riquezas, e é isso o que o capitalismo quer, riqueza. Isso ilude as pessoas, que acabam procurando pessoas ricas de outras coisas, e achar pessoas ricas de outras coisas por ai não é uma coisa tão fácil. E outra coisa curiosa é a falta de realidade contida nos personagens. Como um robô se apaixonaria por outra robô? Só sendo programado.

Não para por ai, como pode existir pessoas 100% boas? Ou pessoas bonitas ou feias de acordo com que a historia do casal principal necessite? Tudo perfeitamente combinando? Cara, é tudo isso um sonho. A Disney vende isso, vende sonhos, muito bem vendidos. Não sei se gosto muito da idéia de sonhos. A realidade pode ser dura, mas você se acostuma ao viver ela. Os sonhos podem ser confortáveis, mas não duram pra sempre e você vai se machucar quase sempre que cair de um sonho. Sonho é como se fosse você voando, quanto mais alto se voa, mais alta a queda, conseqüentemente, a dor.

Eu descobri um publico perfil da Disney, são pessoas moralmente certinhas e que precisam de algo para se divertir, já que não podem se divertir fazendo coisas erradas, por isso se adaptam a idolatrar sonhos e historias e, provavelmente, desejam viver algo assim. Não sei ao certo, tive pouco contato com o estereótipo, contato de verdade, de idéias. Mas imagino que seja isso, ou algo parecido. O romantismo domina muito ai, acredito que isso seja um ponto negativo pelo fato pelo fato de romantismo não ser algo feito por meio do pensamento, mas sim por meio do instinto, e que o instinto pode mudar dependendo da situação, e é mais imprevisível que o pensamento. É mais arriscado investir em uma pessoa romântica, embora talvez seja melhor. Mas ainda sim, prefiro pessoas sóbrias, o que é raríssimo de se encontrar.

Não é só a Disney que utiliza essas técnicas, vira e meche aparece alguma outra coisa usando também. Mas a Disney é a principal, mas antiga e mais experiente. Uma coisa que me impressiona é o fato de pessoas gastarem uma boa quantia de dinheiro comprando produtos da Disney, como é o caso das varias pessoas que adoram dizer que compraram toda a coleção de DVDs e mais alguns suvinies, e quem ganha com isso é a Disney. Mas é uma troca de favores também, pois essa disputa dá uma certa graça de viver para essas pessoas. Uma graça meio capitalista, sem sentido. Se essas pessoas fossem pensar mesmo, elas veriam que isso é uma bobagem, entretanto, temos que ver mais fatores pra ver se realmente isso é ou não uma bobagem de fato.

Talvez não possa ser mesmo, talvez isso ajude a alguém sobreviver, fazendo ela se sentir melhor, pois ela não pode fazer nada pra mudar o sistema em que ela vive, portanto, tem que se adaptar. Pois sabemos que há pessoas diferentes, e portanto, umas melhores que outras em determinadas coisas, e isso faz com que pessoas ruins em determinadas coisas busquem coisas a qual elas são boas, e se elas encontram a solução em colecionar objetos, não acho que de forma geral isso seja um ato ruim, já que faz bem aquela pessoa. Viver só de pensamento é muito complicado, como meu caso, mas talvez esse tenha sido o melhor jeito que eu tenha achado pra me adaptar a minha realidade, como se colecionar pensamento fosse colecionar algo, por exemplo.

Com isso amiguinhos, vou terminando esta postagem, um grande abraço para vocês e até outro dia.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Livro: O vendedor de sonhos. Pequena analise sobre sistema capitalismo e psicologia humana.

O vendedor de sonhos

Eu tinha três coisas importantes e legais para falar pra vocês, mas agora eu me esqueci, e como minha memória é fraca, provavelmente eu não lembrarei. Entretanto, vou esquecer esse assunto, se realmente for importante, provavelmente eu lembrarei. Meu PC quebrou, por isso eu não pude escrever quando quis, entretanto, como meu PC chegou, vou fazer uma postagem em comemoração e com um assunto qualquer.

Lembrei de uma coisa muito boa para se falar. Estou terminando de ler um livro, chamado: O vendedor de sonhos. De August Cury. Estou nos últimos capítulos, por isso posso adianta que minha leitura até agora foi excelente, eu comecei a ler o livro antes do meu PC quebrar. Vou fazer uma rápida sinopse sobre o livro.

A historia fala sobre um homem que apareceu do nada para vender sonhos para um intelectual que pretendia se matar. E ai começa a jornada deles, vendendo sonhos por ai. Acabou a sinopse. Mas onde se lê sonhos, na verdade são emoções humanas. O vendedor de sonhos até agora me mostrou uma realidade que eu pouco estive pensando, em ser completamente humano. Algo que para mim, é dificílimo. Mas o vendedor de sonhos tem uma larga experiência de vida e consegue fazer as pessoas se comoverem apenas com poucas frases de efeito moral, consegue fazer o mundo de mentira delas cair e fazer elas enxergarem o que é importante.

Discutir sobre esse livro é um ótimo assunto para essa postagem de hoje, por isso vou fazer render o assunto. Eu acredito que alguém que leu meu blog uma ou duas vezes sobre os casos de psicologia, já ouviu eu falar no tempo “animal e racional”. Para mim, isso é a principal essência do ser humano, mesclar o animal com a capacidade de racionar. O instinto é mais forte que o racional, mas o racional pode redirecionar o objetivo do instinto, para onde o racional convencer o instinto que há melhores chances de sobrevivência.

Mas, o racional pode consegui conformar o instinto, mas o instinto fica aprisionado num certo grau de insatisfação aceitável. O que o vendedor de sonhos pretende é liberar essa conformação e fazer as pessoas viverem mais intensamente e melhor, fazer com que as pessoas sejam muito bem equilibradas entre animal e racional, equilíbrio este que, certamente, eu não tenho. E tal equilíbrio seria muito útil para uma sociedade totalmente desequilibrada como a nossa, por causa do capitalismo e da religião. Ele propõe que paremos de ser parte do sistema e sejamos mais seres humanos.

O problema é que eu acho essa idéia extremamente complexa, devido ao fato de que só pessoas que sofrem aceitariam essa idéia, a maioria das outras pessoas iriam continuar no seu status de poder enquanto não fossem destronadas, provavelmente ele pensou nisso, ele só resgatou aqueles que precisavam, não força ninguém a mudar de vida, seus discípulos eram todos problemáticos, mas se mostraram bons homens depois de segui-lo, aprendendo a arte de vender sonhos, de fazer as pessoas se sentirem melhor e etc.

Ele falou de Jesus, o chamou de O Mestre dos Mestres. Simplesmente nunca concordarei com esta afirmação, Jesus pode ser sim uma grande fonte inspiradora de ótimas idéias, mas Jesus, na condição de filho de Deus, conseguindo fazer milagres e curar doentes, não merecia ser reverenciado, pois tal dom não foi desenvolvido por ele, e sim, simplesmente dado por Deus. E quem garante que deus não fez Jesus justamente para ser daquele jeito? Uma possibilidade que eu cogito é de Jesus ter sido um humano comum, mas portador de um grande conhecimento, tal coisa que o fez entrar para as lendas e ser usado em várias religiões. Mas é só uma teoria.

E de fato, eu não consigo o equilibro que o tal Vendedor dos sonhos queria vender, não consigo, pelo menos por enquanto, me socializar bem com as pessoas, faze-las felizes, falar as coisas certas, consola-las e etc. E ainda mais que o meu lado animal pede por poder, é difícil você não se encantar pela vida fácil e falsa que é o status. Status é meio comparável a religião, num curto período de tempo funciona, mas num longo não funciona, mas todos continuam por serem muitíssimos incentivados. Mas também acho que preciso de um pouco de status para me relacionar nessa sociedade, levando em consideração que a maioria das pessoas, de qualquer classe, valorizem algum tipo de status.

Então eu pensei, vou criar um status pra mim. O problema é que eu me sinto falso em fazer isso, por isso eu desisti da idéia, voltei a tentar ser o velho racional que tenta entender todo o mundo mas não trás nenhuma emoção pra ninguém. A sociedade capitalista usa muito a emoção como fonte pra render dinheiro, pois o dinheiro consegue aumentar o status e o status, por sua vez, aumenta a emoção. Mas me impressionei muito com o tipo de emoção sugerida pelo Vendedor de sonhos, é bem ao contrario.

Ele quer mudar a filosofia das pessoas, e não o sistema a qual elas vivem. Mas se as pessoas mudassem, parassem de ser consumistas e começassem a filosofar e ter apenas o necessário para a vida delas, o sistema capitalista cairia em uma grande depressão, porque pessoas que pensam consomem menos e gerariam menos lucro. Também já ouvi falar que já temos tecnologia o suficiente para sermos auto-sustentáveis, mas ainda queimamos petróleo porque esse é um gigantesco mercado.

As pessoas hoje em dia se preocupam de mais com cultura, status, dinheiro, poder e se preocupam de menos com suas próprias emoções, o que é realmente importante para a vida de um ser humano ser completa e equilibrada e era isso o que o vendedor de sonhos queria alertar a todos. Eu já estava meio alerta, pegando um pouquinho de status para entrar mais na sociedade, mas esse livro foi muito esclarecedor. O que é necessário para se viver equilibradamente? O equilibro, simplesmente isso. Não, não é tão simples, na verdade é, quando se sabe todos os fatores, o problema é saber todos os fatores.

Para você querer o equilíbrio, você tem que se desequilibrar, porque se não o equilíbrio é instável. É como uma ótima frase dita pelo vendedor de sonhos no livro, “Para se achar, é necessário se perder” e “quanto maior a confusão, maior a compreensão”. O cara que fez o livro é um psicólogo, não sei que linha terapêutica ele segue, mas gostei em parte do livro, tirando as partes de Jesus e os personagem serem meio forçados, mas não se são bem forçados, sabe... Podem até ser reais, conheço pouca quantidade de pessoas.

E eu acho que preciso melhorar minha vida nisso, conhecer mais gente e me divertir mais ao lado de humanos, assim eu terei mais cobaias pra continuar estudando e a vida vai ficar mais alegre, não é fácil ser filosofo, mas não reclamo, é bom também. Eu ainda sou fraco, o vendedor de sonhos é fortíssimo se comparado a mim, em termos de experiência com humanos, leiam o livro. Com isso amiguinhos, vou tomar banho e ir dormir, forte abraço a todos.

domingo, 9 de novembro de 2008

Reflexão das relações entre modo de vida, filosofia, trabalho, cultura e meu jogo.

Reflexões pessoais

Olá amiguinhos, como poucos sabem, eu estou tentando fazer um RPG online e, talvez, vá virar RPG, ou vice-versa. Vou explicar porque eu estou me referindo a esse fato agora depois, o que acontece é que eu to sem nada pra iniciar o parágrafo, então eu vou adianta outro assunto que tratarei a seguir, que é dinheiro.

Eu tava pensando um dia desses nas diferenças entre meu amigo e eu. Meu amigo sempre fala pra mim, é melhor você viver a vida intensamente, porque você não sabe se vai morrer amanhã, então eu digo a ele, eu não me preocupo com viver intensamente, pois sei que vou morrer um dia. Tudo bem que eu entro em contradição, pois, se eu não estou preocupado em viver, então porque vivo? Para isso, eu precisaria explicar sobre instintos e raciocínios, que talvez eu explique em algum outro tópico, mas vamos logo ao assunto a seguir.

Ele só pensa em curtir a vida por enquanto, porque quando ele crescer, ele vai ter que se preocupar com trabalho, ele deseja ser assim até morrer, e pra mim, ele irá conseguir. Já eu estou preocupado apenas em entender o mundo, pois já que eu não tenho motivos para viver além dos quais o meu instinto põe em mim, como a incapacidade de desejar a morte se ela realmente for uma possibilidade real, eu me preocupo em conhecer o mundo, pois sei que isso me ajuda e me ajudará a viver melhor e a garantir mais sobrevivência, mesmo que teoricamente eu não me preocupe com isso.

Ele só se preocupa em curtir a vida, viver intensamente. Talvez eu me preocupe apenas em viver bem, mas não intensamente. Então seria isso, eu me preocupando em conhecer o mundo e ele em apenas curtir os instintos. Mas por que eu estou comentando isso agora? Certamente não é pra falar só entre as diferenças dele e minha. Por que eu estou comentando isso agora? Essa resposta é o objetivo dessa postagem. Porque eu estou escrevendo isso agora? Se realmente querem saber, o que eu quero realmente discutir aqui hoje é qual das duas filosofias de vida é a melhor.

Mas pelo conceito de filosofia, não existe nem melhor nem pior, apenas um modo de pensar. Eu penso nisso porque tais coisas me levaram a pensar nisso, assim como ele pensa naquilo por tais coisas que o levaram a levar naquilo, estando essa filosofia de acordo com os fatos que o levaram a pensar tal coisa. Então, como julgar a melhor filosofia, se para mim, a minha filosofia ta certa e a dele estar errado e vice-versa, se o que me fez pensar que a filosofia dele ta errada, talvez seja um fato que eu ainda não conheça e que ele conheça, ou então uma outra explicação para todas as coisas que ele achou e vice-versa. Então como julgar?

Bem, uma das coisas que eu sempre disse para julgar o nível filosófico ou cultural é a quantidade de coisas que aquela coisa pode explicar, supor e a quantidade de elementos da qual era composta, sem se contradizer. Mas agora, isso não vem ao caso, porque a intenção desse meu julgamento é saber qual é a melhor pra seguir pra ter uma vida melhor.

Uma vida melhor, para mim, é conseguir sobreviver suprindo todas as minhas necessidades primarias, uma vida melhor, para ele, é conseguir viver com bastante emoção. Todos os dois vivem, independentemente de estarem bem ou felizes, estão vivendo. Então a vida existiria de qualquer forma e não tem pra que saber qual é a melhor. Minto eu, há sim, há o que faz a seleção natural existir, a maior quantidade de chances de sobrevivência. Quem tem maior chance de sobrevivência vive mais e, portanto, vive melhor. Então resta decidir quem tem melhores chances de sobreviver. Mas se levarmos em conta que eu ele vivemos no mesmo ambiente e somos sustentados por nossa família, então como saber qual tem melhor chance de sobreviver?

Bem, nossa sobrevivência já está garantida por nossa família que se preocupa para que não falte nada para nós, como por exemplo, comida. Mas se um dia nossa família não existir mais, como arrumaremos comida? Teremos que ter dinheiro, então como arrumaremos dinheiro? Teremos que trabalhar. Se levarmos em consideração que eu passei minha infância todinha apenas conhecendo o mundo e por isso, tenho mais capacidade intelectual que meu amigo para resolver problemas, e ele tem mais capacidade de socialização que eu, já que ele passou a infância todinha conhecendo as pessoas, eu vou arrumar um trabalho em determinada área, já ele em outra. Ambos vamos ter dinheiro.

Acredito que eu irei ter mais dinheiro que ele, porque eu terei mais condições de ajudar a sociedade, e ganhar dinheiro é isso, ajudar a sociedade, ou enganá-la. Mesmo assim, eu não estudo direito, então eu não tenho capacidade de trabalhar em algo especifico e muito bem remunerado, tal como engenheiro, assim como meu amigo. Mas meu amigo, mesmo ganhando menos, terá uma vida mais intensa que a minha, pois ele terá mais amigos. Talvez ele viva menos por beber e fumar mais, mas eu também viva menos porque não tenho muita interação social e passe noites acordado trabalhando, talvez. Enfim, ainda estamos empatados.

Eu acho que nós desempatamos quando se refere a casar, ter filhos e mulher. Eu sairia na frente, já que tenho maior capacidade de resolver problemas. Mas ele diz que não se importa muito com isso. Ele tem mais capacidade de arrumar garotas que eu, porque é mais sociável, já eu tenho mais capacidade de namorar. Ás vezes, eu penso, que eu ou ele um deseja um pouco o que o outro tem. Não agora, porque agora ele não deseja o que eu tenho, porque ele tem tudo o que precisa, já eu não tenho namorada. Mas daqui a um tempo, ele vai desejar estabilidade, e eu emoção.

Talvez, acredito, eu não seja que nem ele porque eu não sou bom no que ele faz, assim como ele não é bom no que eu faço. Eu poderia dizer, ah, mas tu vai viver pouco desse teu modo de vida todo instável, ai ele diz, mas vou viver o suficiente, mas com emocionante, e vice-versa, e ele poderia dizer, tu não tem nenhuma emoção nesse teu tipo de vida, ai eu poderia dizer, tenho pouca, mas o suficiente para viver bem. Eu acho que isso não é nem filosofia, mas sim estilo de vida. Eu poderia ter uma filosofia igual a minha, mas com o estilo de vida dele, quem sabe? O que na minha filosofia me proíbe me divertir?

Mas acredito que eu me prendo a meu estilo de vida porque eu não me dou bem no estilo de vida dele assim como ele se prende no estilo de vida dele, porque ele não se dá bem no meu estilo de vida. Então, de qualquer forma, não tem estilo de vida melhor que o outro, é tudo muito relativo. Outro amigo meu disse que filosofia era perca de tempo, já que a filosofia é muito absolutista. Ele tem razão, de certa forma. Mas talvez, possa-se achar o que é melhor que o outro pondo objetivos. Se o objetivo é explicar o maior número de coisas com o maior número de argumentos, eu acredito que dê para se definir qual a melhor filosofia.

Talvez seja isso o que muitos levam em consideração ao afirmarem que a ciência é melhor que o cristianismo ou qualquer uma dessas religiões que assumem uma verdade absoluta e não devem ser contestada. Se ela é verdade absoluta, qual o problema em ser contestada? Talvez seja uma dessas contradições no cristianismo.

O que acontece entre meu amigo e eu, de não nos darmos bem um com a filosofia do outro, acredito que isso acontece porque temos genética e experiências de vida, um diferente do outro, e por isso temos, cada um, sua filosofia. O objetivo principal desse post hoje era dizer qual tinha mais capacidade de ganhar dinheiro e por isso, viver melhor. Mas acho que acabei escapando um pouco do tema principal, mas falei sobre isso. O que me levou a pensar em dinheiro agora é o fato deu estar crescendo e tendo que me preparar profissionalmente.

Eu, por ter mais conhecimento do mundo, terei mais facilidade em me preparar profissionalmente, levando em conta que eu já esteja com alguma base de psicologia e dinâmica social, e isso me arrume a me dar bem no emprego que eu arrumarei, então só faltará eu me capacitar profissionalmente. Já Jonas, terá mais trabalho que eu, porque ele não sabe muito bem a dinâmica social em si, ele só faz parte dela, e também não sabe psicologia. Foi isso o que eu levei em conta ao dizer que eu iria ganhar mais dinheiro que ele ao crescer. Mas ele pode aprender, afinal.

Eu vou ter que começar a estudar pra arrumar emprego. Vou ter que me confrontar com os nerds de verdade, não os que ficam pensando, mas sim os que ficam de cara com um livro, pra poder entrar em uma faculdade ou na CEFET (colégio de ensino federal de tecnologia, ou algo assim), o que eu já estou fazendo, estudando. Mas é muita coisa pra estudar, eu nunca fui um bom aluno, mesmo eu sabendo mais coisas que eles no geral, eles são melhores em resolver problemas acadêmicos que eu, tais como problemas que caem em vestibular.

Precisarei arrumar algum modo de fazer dinheiro. Ganhar dinheiro é fazer alguma coisa que a sociedade precise. Ai você tem que ver o mercado de oferta e procura e também a capacidade de outra pessoa fazer o que faz, aumentado o mercado e diminuindo a procura. Enfim, isso não vem ao caso agora. Eu to me iludindo, fazendo um jogo, que talvez eu vá terminar, e mais talvez ainda, vou tentar por online e tentar ganhar algum dinheiro com ele. Mas ta difícil. Eu sei que fazer jogo, musica, literatura, pintura, tudo isso é uma arte. O pessoal pensa que é fácil fazer, mas não é tão fácil assim não, por isso que alguma pessoa que se dedica a alguma dessas áreas ganha muito dinheiro.

Não é fácil, mas eu acho que espero que seja. O meu caso, eu tava tentando fazer os sistemas, mas é algo muito complicado, ai eu to tendo dificuldades e já to querendo desistir. Mas acontece que se eu desistir, eu não vou ter mais nada pra fazer e nem vou pelo menos, ter a chance de ganhar algum dinheiro, que é o real motivo deu estar fazendo esse jogo. Por isso que eu to me iludindo talvez. Agora eu vou falar que nem esses otimistas instintivos, quem sabe não haja uma remota possibilidade disso dar certo? Vai depender de mim, claro. De dedicação e tal. Fazer arte, eu preciso ver no que to errando e corrigir, assim sucessivamente.

Tem dois tipos de artes talvez, a arte instintiva, popular, que são essas bandas modinhas, populares, que fazem o povo dançar e cantam sobre sentimento, e a arte racional, que é tipo esses quadros que valem muito. A arte racional é a arte que o cara precisa errar e se corrigir muito pra alcançar um objetivo, a instintiva é a arte que serve pra melhorar o instinto ou cultura da massa, cultura popular. Acho que cada um tem um pouquinho de cada, mas bem pouquinho. Enfim, eu quero que meu jogo também haja um equilíbrio, o problema é que eu tenho pouquíssimo instinto pro RPG, tenho pouca cultura, eu acredito, mas vou ver o que faço. Melhor fazer isso que fazer nada, e isso é assunto com meus amigos também.

Eu acho que se eu me dedicar muito ao RPG, talvez possa sair o resultado de muita dedicação, que poucas pessoas fazem, por isso eu terei algo que tenha pouco no mercado e por isso, ganharei algum dinheiro se vender. Essa é minha linha de raciocínio. O problema é me dedicar, sou preguiçoso e pessimista pra caramba, se algo não vai bem no começo, eu não procuro me envolver, me afasto. Prefiro não me envolver pra não perder tempo. Eu não gosto de português por causa disso, nem de matemática eu gostava, até eu entender a filosofia da matemática, e agora, acredito, se eu conhecer a filosofia do português, eu gostarei.

Mas acontece que, coisas que você seja bom por natural, podem até existir, mas você precisa se dedicar em melhorar para oferecer mais a sociedade e poder melhorar de vida. Isso eu tomei consciência agora, é o que terei que fazer no meu jogo. É a lei evolutiva racional. Já chegamos ao auge de evolução orgânica eu acho, talvez ainda estamos evoluindo, mas pouquíssimo, já que eu vejo gente com altas deformações genéticas sobrevivendo ai, utilizando o raciocínio, agora o que importa mais é o raciocínio, a capacidade de você fazer dinheiro.

Então é isso, esse meu jogo vai ser minha arte, meu hobbie. Talvez eu pegue idéias dos outros, mas quem vai decidir ou não se pego essas idéias sou eu, o que vai ser eu o responsável pelo jogo. Eu já falei que acho que criatividade é a junção de 2 idéias pra formar uma outra, e que as coisas não se criam, e sim se transformam. Como pegar uma idéia e transformar em outra, a partir de outra. Isso é criatividade. E também, se eu não ganhar nada fazendo esse jogo, claro que vou ficar um pouco desiludido, mas eu não to pondo tanta esperança não. Vai ser algo mais para passar tempo.

Eu quero por um principio equilibrista no meu jogo, quero muita dinâmica, também vou tentar encontrar um equilíbrio entre eu e esse meu amigo, talvez sair um pouco mais de casa pra dançar e tal, isso é bom, já fiz e foi ótimo. Mais uma coisa que eu botei o principio equilibrista, nesse ponto de Instinto X Raciocínio, o equilíbrio dos dois seria ótimo, já que somos humanos mas precisamos evoluir como seres pensantes.

E com isso amiguinhos, vou acabar essa postagem. Não sei se vocês perceberam, mas eu escrevi uns 3 temas agora, umas 3 pra 4 páginas do Word, normalmente costumo escrever 1,5, então eu escrevi bastante se comparar ao de costume. Boa noite amiguinhos, até outra postagem.

Só mais uma coisinha que eu acabei de notar e que quero deixar registrado. Na cultura do Egito, os gatos são guardiões do outro mundo, eu acho que descobri o porquê. Eles fazem uns sons muito estranho quando estão no cio, ou sei lá como eles estão, mas um som como se fossem mortos, ou algo assim. Nossa, legal ter descoberto isso, vou pesquisar. Abraços e fui!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Battle for Wesnoth

E ae galerinha do mal, na ultima postagem eu falei sobre wesnoth e a mente humana, mas bem pouco e com muitas criticas pessoais, pelo menos eu acho que teve bastante criticas pessoais, já que eu não reli o bagulho por preguiça. Mas, hoje farei uma postagem bem completa e com boas criticas não pessoais, meio que técnico, porque eu não gosto de criticas pessoais. Ah sim, em uma próxima postagem, falarei melhor sobre a mente humana, preparei uns argumentos bons para isso. Agora vamos ao jogo Battle for Wesnoth!

Primeiramente, uma das características mais curiosas que eu vi em wesnoth é que ele é código aberto, isso significa que, se você tiver uma boa idéia pro jogo, chegue lá e anuncie, ou então se você quiser produzir ou melhorar algum arquivo gráfico ou musical, ou então fazer uns códigos de programação legal ou uns mapas, um uma historia e por no jogo oficial, enfim, tudo lá é feito assim, por um bando de pessoas reunidas fazendo o jogo sem ganhar nada, a não ser os créditos e a satisfação de ter contribuído para tal coisa.

Mas, como sendo código aberto, às vezes, algumas coisas dependem da vontade ou da disposição de alguns, pois, acredito que a maioria dos que fazem devem fazer faculdade ou até mesmo já trabalham, porque precisa de um conhecimento um pouco maior para fazer jogo, e por isso o jogo é meio desorganizado, algumas coisas mais adiantadas que outras. O maior exemplo disso e o que fica mais evidente é a tradução, que está meio incompleta.

Tem também a parte dos extras, que são coisas feitas por jogadores, mas eu não sei se é oficial ou não, talvez seja um extra oficial mas que não faz parte da historia central do jogo. Mas a única parte que realmente sentimos a diferença quando jogamos é a da tradução, porque as musicas e os gráficos são ótimos, e não tem nada faltando. O jogo tem uma ótima jogabilidade, eu me diverti bastante jogando ele com o gut, o meu nick normalmente é Kingreey, o dele é Gut336.

Só pra deixar registrado, eu uso quatro nomes em jogo, mas uns mais que outros, vou botá-los em ordem decrescente: Kingreey, Barnabas Spenser, Kaus Mara e Kravus Everight. Sendo Kaus Mara meu primeiro nome de jogo, encontrado na lista de nomes do tibia 7.6, sinto saudades daquela época. Em seguida vem Barnabas Spenser, fruto de um conversor de nome de normal para nome vampiro (que ta nos sites preferidos), Kravus Everight, que veio na doida e Kingreey, que também veio na doida. Fora os outros nomes bestas que eu usava no tibia, como o “Demulidor do futuro” e o “Ninja de Chimera”. Grande saudades desses tempos, nossa. Nesse tempo, eu adorava tibia como perfeito, por isso sentia tanto prazer ao jogar, e esse é um dos mecanismos sobre o cérebro que eu explicarei em uma futura postagem, até tentarei me lembrar de referir isso aqui no futuro.





(
Atualização (14/11/11): Agora eu utilizo Kingreey Skyblade e Philos Stardust. O Skyblade é um nome que veio de um jogo que eu foi muito marcante pra mim, além do nome ser bem legal. Ao procurar algo para completar Kingreey, me veio este nome. O Philos é um nome que vem do meu gosto pela filosofia, e me lembra verdade, que é o que eu gosto de buscar, e o Stardust vem de um dos meus filmes preferidos de fantasia e romance.

Philos Stardust
Kingreey Skyblade
Barnabas Spenser
Kravus Everight
Kaus Mara
 )
(
Atualização (24/11/11): Falando com meu amigo Elon sobre o nome dos personagens de RPG, me veio a vontade de lembrar de um nome que eu gosto de uma personagem femenina. Percebi então que assim como esse, que foi uma dificuldade achar, tinha outro que eu gostava muito. Por isso resolvi iniciar essa pequena lista de nomes femininos que eu gosto em RPG's. Embora a lista esteja pouquissimo trabalhada, segue os nomes.

Dafne
Kefera
)



Eu sinto uma enorme vontade de fazer parte da equipe de tradução, porque afinal, eu jogo o jogo mas não faço nada pra contribuir, e já que o jogo não tem lucratividade e é a própria vontade boa vontade que mantêm o jogo sendo atualizado, eu tenho vontade de ajudar pro jogo não parar. Mas não tenho muito conhecimento técnico pra isso, e se eu fosse traduzir, precisaria muito de dicionário e tradutor on-line, além da minha preguiça me impedir um pouco. Pro material do jogo ser oficial, tem que ser aprovado pelo cara que produziu o jogo parece, ai ele disponibiliza o material pra download no site e pronto.

Para mim, isso é meio como se fosse um trabalho comunitário, onde cada um ajuda no que pode para obter o melhor, e isso é uma coisa legal de se ver. Isso é um bom exemplo de que trabalho comunitário é muito bom, e que o individualismo não é muito bom, porque uma pessoa individualista nesse caso, normalmente só esperaria que os outros fizessem por ela e pronto. Talvez nem ao mesmo reconhecesse o esforço dos caras e reclamasse do jogo. Mas isso tudo é só hipótese. Enfim, voltando a repetir, o legal mesmo é juntas em nome de um trabalho, sem receber nada, para o próprio bem e para o bem de todos.

E um dia eu falarei sobre o individualismo e sobre o negocio sobre a mente que eu falei de hoje, mas a preguiça é grande. E também tentarei ver se eu consigo fazer alguma coisa pra ajudar no jogo, porque eu queria contribuir e tal e talvez toda a ajuda seja bem vinda, ou talvez não, eles consigam se manter bem sem ajuda, mas, de qualquer forma, Battle for Wesnoth é um ótimo jogo e muito bem feito. Ah, e a historia do jogo está tudo nas campanhas e tudo mais.

E com isso, vou me despedindo de vocês, o site oficial é http://www.wesnoth.org/ e tem no baixaki pra jogar. Abraço a todos e até outro dia galerinha.
Editado: Só pra deixar claro, eu fiz esse post mais como uma propaganda, e não como algo uma analise.