Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu para escrever mais uma postagem. Vamos começar pelas novidades: estou aprendendo muita coisa prática sobre relacionamentos. Curioso é saber a teoria, e depois a prática. Isto sempre me faz lembrar sobre a função das teorias para a vida das pessoas, de conseguir organizar as informações recebidas e direcionar o esforço com mais precisão, mas também a prática, que é o ato de recolher tais informações e o modo com o qual o esforço é empregado. Talvez isto seja tema de alguma próxima postagem se eu trabalhar nessa idéia. Além disto, continuo com meu treino de rugby, academia e algumas vezes LOL. Sobre a academia, meu treino tem estado pesado demais, e minha alimentação meio ruim. Logo irei me consultar com um nutricionista e acredito que terei as informações necessárias pra organizar isso. Uma ultima novidade é que eu tenho pensado seriamente em estruturar todos os tópicos falados nesse blog sobre a psicologia evolutiva num grande gráfico. Afinal, cada postagem depende dos conhecimentos das anteriores. A coisa não será tão organizada, afinal, será uma adaptação, mas pelo menos terei um mínimo de organização. Tenho tantas observações que algumas até me esqueço, ou ainda outras não são mais tão precisas. Quero organizar isto. Hoje tratei a esta postagem um novo conto que eu fiz, além de uma reflexão sobre o sofrimento, algo que eu sempre sentia, mas nunca consegui, exatamente, expressar num princípio. Vamos a postagem.
A função do sofrimento para uma boa evolução:
Há duas postagens atrás eu formalizei o sofrimento para a psicologia evolutiva, (http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2013/04/explicacoes-sobre-iteracao-entre-o.html), nesta postagem eu demonstro como sempre ele será um sentimento recorrente em todo o ser humano. Contudo, algo que eu sempre quis fazer foi especificar a função do sofrimento para uma boa evolução. Isto porque existem diversas formas em que o sofrimento pode se manifestar. Afinal, o sofrimento surge de acordo com os desejos, e existem várias maneiras de lidar com o desejo, dependendo da filosofia. Contanto, se tornou uma preocupação minha explicar quais destas formas é a mais útil para que os seres humanos desenvolvam uma boa evolução. De maneira simples, é possível assumir que a forma mais útil de sofrimento é quando se espera que dele surja uma solução. É sempre bom deixar claro que muitas pessoas já chegaram a esta concepção de sofrimento, mesmo que por experiência própria de vida, contudo, quero explicar com a linha de raciocínio da psicologia evolutiva.
Cada sofrimento resulta de uma forma de desejo, e cada desejo resulta de algo que o humano, por associação ou por experimentar, resolve que será bom para si. Acontece que nem toda associação é verdadeira, e nem toda a experiência é completa, e disto surgem desejos que não condizem com a realidade, ou seja, nunca poderão se concretizar. É exemplo disto alguém que se apega a uma forma ideal de viver, ou que não tem estrutura psicológica o suficiente para aceitar determinada realidade devido a algum trauma. Sendo a função do desejo dar ao ser humano a motivação necessária para mudar sua realidade, e com isto satisfazer, como, então, o humano irá se satisfazer desejando algo que nunca poderá se concretizar? Não irá. Portanto, este tipo de sofrimento não passa do ser humano não querendo aceitar sua realidade, continuando a desejar uma realidade que não existe, mas que é melhor para ele. Por exemplo, determinada pessoa deseja conseguir um emprego, porém, é preciso se esforçar muito para conseguir este emprego. Ela se esforça, mas não muito, não consegue, e sofre porque não entende o porque não conseguiu, e continua a desejar o emprego, e a sofrer, sem entender o porquê disto.
Contudo, diferente seria se ele assumisse que deste sofrimento deve surgir uma solução. Ou seja, ele desejaria este emprego porque ele não sabia que era necessário tanto esforço para consegui-lo, e após não conseguir, ele iria sofrer, mas iria buscar uma solução para este sofrimento, que seria justamente entender o porquê ele não conseguiu passar. Descobriria que era necessário muito mais esforço para tanto e, percebendo que seu desejo por aquele emprego não era tanto a ponto dele querer depositar esse esforço, desistiria deste desejo e ficaria livre para desejar outra coisa. Ou ainda, se de fato o desejo fosse o suficiente, ele iria estudar o suficiente e passaria em outras tentativas. Isto demonstra o porquê à psicologia evolutiva assume que a melhor forma de sofrimento é aquele que resulta em uma solução. Afinal, o homem que conseguiu se livrar do desejo de tal emprego conseguirá abrir os olhos, e seus desejos, para novas oportunidades que surgirem, enquanto que o outro ficará com aquele desejo fixado em seu inconsciente, prejudicando-o em novas experiências.
Esta conclusão sofre a funcionalidade do desejo também se baseio no princípio da realidade, aquele que diz que nenhum ser humano irá desejar aquilo que ele sente ser impossível. Quando este homem do exemplo buscou entender o porquê não passou, para solucionar a causa do seu sofrimento, ele descobriu também que era impossível passar com a quantidade de desejo que ele tinha. Então seu instinto tinha apenas duas opções: ou aumentar a quantidade de desejo, ou simplesmente desistir, pois ele não iria continuar desejando algo impossível. Isto também traria um maior autoconhecimento para este indivíduo, pois ao entender seus desejos, lutaria por eles, e esta parte do lutar significa enfrentar o sofrimento, buscando entender a realidade para saber se é ou não possível, para então, a partir do entendimento, desenvolver soluções que o faça alcançar o desejado e se satisfazer. Percebam que, para esta visão de sofrimento, o principal fator do sofrimento é a dúvida, e a solução vem junto com as certezas. Enquanto o ser humano não tem as informações necessárias para ter certeza, ele irá sofrer, mas irá lutar para conhecer a realidade, tentar modificá-la com seu esforço, criando soluções, para então, com isto, alcançar ou não o desejado, mas de forma consciente e satisfatória.
Tipos de consumos da vida e suas tendências:
Há muito eu tenho percebido os vários tipos de comportamentos. E ao analisá-los sobre os critérios de saúde e diversão, percebi algo interessante. Existem várias formas de consumir a vida, e, mais interessante que isto, existem características que determinam se uma pessoa irá decidir por um ou por outro modo. Antes disto, vou explicar algo antes. Quando eu digo consumir a vida, quero dizer o modo como aproveitá-la no decorrer do tempo. É possível consumi-la rapidamente, aproveitando com muita intensidade e vivendo pouco por causa disto, ou aproveitá-la vagarosamente, aproveitando com pouca intensidade, mas vivendo muito. Esta mecânica existe por um simples motivo: o tempo passa igual para todos. Sendo assim, existirão aqueles que irão aproveitar este tempo para consumir a vida com baixa intensidade e prolongá-la cultivando sua saúde, e outros que irão aproveitar este tempo para consumir a vida muito, porém, esquecerão de prolongá-la. Além disto, existe também nos seres humanos um elemento que aumenta a intensidade da diversão de forma quase instantânea, contudo, ele diminui o tempo de vida. Ele consegue isto burlando os mecanismos que mantém o indivíduo saudável, o que faz o indivíduo viver menos, este elemento é as drogas. Entendido isto, vamos as características determinadoras.
Durante as observações, notei que certas características tornam o instinto de uma pessoa achar mais propenso um tipo de consumo que outro. Estas características são resumidamente duas: a capacidade que ela tem de consumir a vida no presente e a expectativa que ela tem de consumir a vida no futuro. Estas capacidades são determinadas por inúmeros fatores, como poder instintivo, expectativa de vida, noção de desenvolvimento ou a pressão do desejo, tanto individual quanto social. Existem, para fins de estudo, pelo menos nove configurações que estas características podem desenvolver, e estas configurações são dadas pelas combinações dos seguintes elementos: capacidade de consumir a vida baixa, média, alta e expectativa de consumir a vida baixa, média ou alta. Por exemplo, uma pessoa com capacidade de consumir a vida baixa no presente, mas com alta expectativa de consumo de vida no futuro provavelmente irá desejar consumir a vida lentamente, cuidar da sua saúde, para quando chegar no seu futuro está tudo bem para ela se satisfazer. Enquanto que outra com muito potencial de consumo no presente e pouca expectativa no futuro irá consumir rapidamente. Há ainda aquelas com alto potencial no presente e muita expectativa, estas irão tentar viver equilibradamente, consumir a vida intenso, mas com saúde, pois o futuro também a espera, e ainda o outro extremo, as não tem capacidade de consumir a vida no presente e não tem expectativa para o futuro, estas têm uma grande tendência ao uso de drogas.
De todas as combinações, a psicologia evolutiva considera que o mais saudável é a alta capacidade de consumir a vida no presente e também uma alta expectativa de consumo para o futuro. Assim, a pessoa irá aproveitar bem a vida e ainda cuidar de sua saúde para continuar aproveitando. Mas situações como estas são raras, pois as condições para o consumo de vida no presente, sem o uso de drogas, são altos e poucas pessoas tem possibilidade de alcançá-los, e muitas pessoas que tem, só o tem devido a uma estrutura econômica má desenvolvida, que dá muitos recursos para poucos. Portanto, cada caso é um caso. O importante, de tudo, é conseguir estar sempre consciente e satisfeito com o consumo e com o que esperar da vida, e tentar consumi-la de forma saudável. Compreender isto também pode ser útil para situações de risco, a que torna alta a tendência do uso de drogas, e para tentar modificar isto de alguma maneira. A consciência, contudo, é um grande aliado, pois de forma semelhante a consciência do desejo e do sofrimento, tendo consciência sobre seu próprio ritmo de consumo de vida, se torna mais fácil lidar e entender as escolhas das outras pessoas.
Encerramento:
Enfim, finalizamos mais um texto. Eu percebi que não comentei nada sobre minha opinião nestes protestos que estão acontecendo pelo Brasil. O que eu acho é que isto é um grande tiro no escuro. Não tiveram a mínima de consciência de futuro. Foram as ruas tentar mudar algo, e pronto. Contudo, acertaram algum alvo. Algo inesperado que pode acontecer é a concretização de uma cultura anticorrupção e de maior eficiência nos órgãos públicos. Quem faz parte deles pode começar a sentir o peso de sua responsabilidade e deixar de fazer vista grossa para o que há de errado. Mas mudar não é fácil. Fiquei surpreso até com o pronunciamento da Dilma. Vamos ver o que irá acontecer daqui pra frente. Também vou postar o conto em uma postagem separada, essa já está grande o suficiente para uma página. No mais, abraço a todos e até a próxima postagem.