domingo, 22 de junho de 2014

Gráficos da psicologia evolutiva

Psicologia evolutiva e seus gráficos:
Durante algum tempo, através da observação, eu venho desenvolvendo um sistema filosófico baseado nas premissas evolutivas. Este sistema, que no começo era apenas uma tentativa de observar melhor o humano sob a ótica da evolução, amadureceu e pode ter se tornado uma interessante ferramenta de analise e estudo sobre o comportamento humano. Para tentar comunicar da melhor forma possível esse complexo ponto de vista que se baseia nos pilares evolutivos, foi desenvolvido um conjunto de três gráficos, cada um com foco em explicar a relação do ser humano com algum determinado sistema relacionado a sua evolução. São eles: o gráfico da realidade, que explica a relação do ser humano com o novo e com o desconhecido; o gráfico do bem-estar evolutivo, que explica a relação entre o comportamento do individuo com a sociedade; e o gráfico da mecânica adaptativa, que explica quais elementos compõe um comportamento. (Clique nos gráficos para ampliá-los.)

Gráfico da realidade:
O gráfico da realidade da psicologia evolutiva tem como objetivo explicar a relação entre o ser humano, o novo e o desconhecido. A dinâmica do sistema evolutivo não é algo simples, porque a evolução se manifesta na realidade, e a realidade tem suas próprias leis e propriedades ao qual o ser que evolui precisa descobrir e se adaptar. Contudo, o ser que evolui também faz parte da realidade, tendo em si o poder de modificá-la de acordo com suas limitações. Esse gráfico tenta demonstrar que evoluir é um ato de contato com o desconhecido e com o novo, e que toda evolução depende da interação do individuo, que é impulsionado pelas forças dos mecanismos evolutivos, com esses elementos.



Realidade (existência):
O gráfico parte da existência, da realidade. Nós existimos, e para a psicologia evolutiva, essa é a axioma da qual deriva todas as outras coisas, inclusive os mecanismos evolutivos. Não há como explicar a existência, apenas existimos, assim como as propriedades e leis que governam o universo químico e físico, o tempo e espaço.

Verdades:
A definição de verdade para o gráfico é toda relação ente fator-resultado em determinada configuração da realidade, onde a própria configuração pode modificar a si mesma se tiver as condições necessárias para isso. Esta definição se torna melhor apropriada quando percebemos o papel do ser humano na realidade. Ele é um ser que pertence a realidade, mas que também tem os mecanismos necessários para modificá-la de acordo com suas projeções. Ou seja, é a realidade modificando a si própria. Isto é a justifica classificar as verdades de duas maneiras, as universais e as humanas.

Verdades universais:
Existem certas características do nosso universo que não dependem de configurações. Elas simplesmente existem, assim como a existência. Tais características, como a gravidade ou a força eletromagnética, podem ser consideradas como uma forma de verdade, pois são fatores que geram resultados, que são universais no sentido de que não dependem de uma configuração específica para existir. Mesmo que se descubra, por ventura, que estes elementos são resultados das configurações de outros elementos, como a matéria é resultado do átomo, é possível assumir que um dia chegaremos a alguma propriedade que não deriva de nenhuma outra. Esta será chamada de verdade universal.

Estas verdades são tituladas como “a serem descobertas”, pois é através da descoberta destes elementos que toda a dinâmica evolutiva pode ser alterada. Por exemplo, de uma nova tecnologia pode surgir um novo sistema de relacionamento humano, que, mesmo obedecendo de forma abstrata aos princípios da mecânica evolutiva, tem em sua dinâmica um aspecto bastante diferente da tecnologia anterior.

Verdades humanas:
Já existem outras características da verdade que dependem de certa configuração para existirem. Por exemplo, a beleza em uma determinada época precisa de um conjunto de valores para ser definida de tal maneira e exercer seu efeito de fator-relação. Por isso, esses sistemas são mutáveis e adaptáveis, verdades em só um período de tempo para o qual é válido um conjunto de configurações sociais e tecnológicas.

É possível inferir que as verdades humanas são um caso especial da verdade universal, já que são das propriedades e leis que derivam o comportamento de toda sistemática humana, seja social e tecnológica. Porém, o interesse de classificá-la deste jeito é demonstrar o aspecto mutável e de adaptação do ser humano, seja ele indivíduo ou sociedade.

Mecânica evolutiva:
Quando falamos de mecânica evolutiva, estamos falando também em seres que evoluem. Tais seres são os responsáveis pela evolução, e dentro deles estão contidos os princípios evolutivos. Portanto, mesmo que as mecânicas evolutivas descubram novas verdades ou se configurem de diferentes formas, ainda sim tais princípios são preservados e reproduzidos, pois existem mecânicos que garante isso dentro dos próprios seres. E mesmo que os próprios seres se modifiquem através do tempo pela própria evolução, tais princípios também se adaptam e seguem a abstração. Obviamente, estas são concepções filosóficas sobre a evolução e seus mecanismos, não há garantias de que sempre será assim.

As mecânicas evolutivas garante que o ser que evolui sempre passe por mudanças. Ela dá o estímulo e as tecnologias necessárias para forçá-lo a estar sempre mudando de estágio, sempre evoluindo. O princípio mais básico disso pode ser observado através da resistência que todo ser humano, por exemplo, tem de desenvolver certos sentimentos quando uma atividade se repete. Uma atividade que da primeira vez o encheu de alegria, na segunda vez, o encherá com um pouco menos de alegria, até chegar a um ponto em que ele precise desenvolver algo novo para continuar encontrando algo que o satisfaça. As mecânicas evolutivas serão explicadas melhor em seu próprio gráfico a frente.

Propriedades e leis e relação fator-resultado:
A intenção de deixar estes dois elementos claros no gráfico da realidade é mostrar a importância deles na relação entre o ser humano e a evolução, e suas respectivas influencias na ciência e na engenharia. São gerados através das mecânicas evolutivas e tem uma enorme influencia sobre a dinâmica dos sistemas evolutivos.

Propriedades e leis:
Como explicado anteriormente, estes são os elementos que derivam diretamente da existência. A intenção de compreendê-los é que apenas através disto é possível modificar as configurações da realidade de maneira significativa e eficiente, sendo possível prever o resultado dessas alterações ao longo do tempo. Quanto mais domínio se tem sobre a realidade, maior será a precisão com a qual cada esforço será aplicado para modificá-la. Portanto, um sistema evolutivo, uma sociedade, por exemplo, que melhor se aproxime da realidade tende a ser mais eficiente.

Relação fator-resultado:

Já as relações fator-resultado nascem de um determinado sistema já formado pelas forças da realidade ou da evolução. Compreender seu funcionamento ajudam ao ser humano a tomar decisões imediatistas, que tragam benefícios a curto e médio prazo. A importância de tomar boas decisões, sendo o sistema bom ou ruim, está no fato de que alterar qualquer sistema evolutivo requer uma enorme demanda de esforço, tempo e conhecimento. Nem sempre é possível ter o melhor sistema evolutivo possível, mas o ser que evolui precisa se adaptar a isto e continuar a evoluir de qualquer maneira.

Ciência:

Ciência é a busca do entendimento das propriedades e leis do universo. Uma vez que se detém o domínio, a ciência, de determinada propriedade, isto se torna parte da consciência coletiva da sociedade e se torna mais um instrumento a ser usado pela sociedade para melhorar sua qualidade de vida. Ela busca e se alimenta de propriedades e leis do universo.

A ciência se utiliza de suas próprias descobertas para desenvolver mecanismos para continuar descobrindo mais coisas. Porém, sua relação mais direta é com a observação do que com o desenvolvimento. Ela está mais interessada em descobrir o novo do que descobrir como utilizar o já conhecimento para modificar o ambiente e melhorar a qualidade de vida, sendo esta a função da engenharia.

Engenharia:
Pegar todo o conhecimento existente na sociedade e engenhar uma solução para um problema que diminui a qualidade de vida de seus integrantes é a preocupação de um engenheiro. Engenhar, criar, desenvolver, não são tarefas triviais e também estão conectadas com as fronteiras do desconhecido. Mesmo uma pessoa dotada de todos os conhecimentos das propriedades e leis do universo de seu tempo não pode ser capaz de conectar tais conhecimentos da maneira certa para prover determinada solução. Esta parte de conectar da maneira certa, que antes era feita ao acaso pelas forças da natureza, agora passa por diversos artifícios e processos de criação para ser concebida da melhor forma possível. Isto é possível graças a evolução do intelecto e dos métodos de engenharia do ser humano acumulados através do tempo.

Engenharia e ciência:
É possível afirmar que em toda ciência há um pouco de engenharia, e que em toda engenharia há um pouco de ciência. Afinal, não deixa de ser um conhecimento ter os métodos pra conectar os conhecimentos de determinada maneira, bem como não deixa de ser uma engenharia desenvolver determinados instrumentos para poder testar e verificar a validade de uma teoria na realidade. De qualquer forma, a motivação para separar estas duas atividades em áreas diferentes é, da mesma forma que para as propriedades e relações, deixar clara as suas funções na relação entre o ser humano, a evolução e a realidade.

Humano:
O ser humano está destacado neste gráfico porque ele é, atualmente, o único ser com as tecnologias necessárias para tomar consciência da realidade e desenvolver artifícios para modificá-la de acordo com suas decisões e necessidades. No ser humano está a decisão de das infinitas concepções de realidade que ele é capaz de imaginar, escolher uma e buscar os artifícios para transformá-la em realidade. Isto o torna um ser único, pois todos os outros seres que estão submetidos às mecânicas da evolução agem modificam a realidade por simples impulso instintivo. O ser humano, contudo, tem noção do desconhecido, das possibilidades e suas probabilidades e do conhecido.  Para tanto, ele utiliza seus sistemas científicos e engenharias para tomar as decisões de modificar ou observar a realidade.

Observação:
A observação da realidade é feita através dos sentidos humanos, tecnologias cedidas pelo próprio histórico da evolução da raça humana no processo evolutivo, assim como novas tecnologias desenvolvidas por ele de modo artificial cujo intuito é traduzir a realidade para os seus sentidos. Um termômetro, por exemplo, tem como função traduzir uma informação climática, como calor, de forma mais precisa possível para uma informação visual, que é a indicação de quanto calor há em um local. Ou ainda um microscópio tem como função tornar possível a observação de imagens microscópicas através da ampliação da informação a ponto de se tornar detectável ao olho humano.

Entender como funciona o processo de observação é importante para que o humano possa recolher as informações necessárias para formalizar as teorias, que dão suporte à suas decisões. É a maneira de tornar o desconhecido algo conhecido, algo muito importante para o processo evolutivo.

Modificação:
Escolher modificar a realidade faz parte das decisões que um ser humano pode tomar. Quando ele começa a tentar a modificar sua própria realidade, ele está, indiretamente, modificando também todo o conjunto de verdades humanas a qual ele está submetido. Isto é algo a ser levado em consideração, pois ele será o responsável pelas consequências daquele ato que podem ter reações imprevisíveis dada a complexidade de alguns sistemas humanos. Contudo, embora imprevisível, é  possível calcular uma margem de alteração através do que se já conhece. Este é chamado desconhecido conhecido. Por exemplo: dada uma modificação em um ambiente com certo nível de controle assegurado por certas características ou propriedades, é garantido que as consequências não vão se alastrar até determinados níveis.

É possível extrair uma informação importante sobre os sistemas humanos quando se observa a dificuldade de modificá-los: sempre que se chega perto de algum domínio científico sobre tais sistemas, eles já estão passando por novos processos e se reconfigurando. Portanto, nunca será possível ter domínio científico sobre a evolução, ela sempre será uma caixinha de surpresa porque ela se relaciona tanto com o desconhecido quanto com si mesma em vários níveis de dinamismo. Alguém que toma a decisão de modificar a realidade deve ter em mente isto, e as pessoas mais acostumadas com atitudes que tem como consequências modificações da realidade são as que mais tendem a conhecer as configurações do atual sistema.

Arte e filosofia:
Arte e filosofia são sistemas que nascem da capacidade humana de conceber infinitas possibilidades de realidade. São auxiliadores da evolução humana e de sua relação com o desconhecido.

A filosofia se preocupa com a especulação do desconhecido dado um conjunto de informações conhecidas, e é trabalho de um bom filosofo guiar os cientistas para aonde eles devem voltar sua atenção, já que a preocupação principal dos cientistas é observar e não tirar as conclusões sobre todas as possibilidades daquilo que já foi observado. Nada impede que um cientista seja filosofo e vice-versa.

A arte se preocupa em materializar no presente as mais fortes concepções de realidade que determinado conhecimento da época é capaz de produzir. De certa forma, a arte também pode ser considerada como a exploração dos sentimentos humanos, e como os sentimentos humanos respondem diretamente aos estímulos que eles recebem da realidade, a arte é algo que conecta o ser humano com suas próprias projeções.

A arte precisa de técnicas para se materializar. Muitas vezes o estudo da arte também se relaciona bastante com o estudo das suas técnicas, pois a escolha da técnica reflete que melhor se adéqua com a realidade a ser materializada é uma decisão importante do artista. Essa parte da técnica pode se relacionar com a engenharia, pois desenvolver uma nova técnica artística é mexer com as tecnologias disponíveis na atual sociedade. Grandes artistas se destacaram por ter o conhecimento necessário para escolher precisamente a técnica mais adequada para materializar suas concepções internas de realidade.

A filosofia se relaciona com a observação porque ela indica quais possíveis conhecimentos podem gerar mais frutos para os sistemas sociais. Já a arte se relaciona com a modificação porque ela mostra ao ser humano do presente quais as implicações de determinadas decisões e de determinado sistema através do tempo ou das concepções de realidade. Novamente, nada impede que um artista seja filosofo e vice-versa.

Ambiente (Terra):

É no ambiente onde se localiza o desconhecido e onde se acumula o conjunto de processos mecânicos que quaisquer fatores da realidade produzem, inclusive os fatores da mecânica evolutiva e as várias das decisões humanas. Do ambiente também surgem certas forças evolutivas que atuam na mecânica da evolução, como a seleção natural e alguns fatores pseudoaleatórios que contribuem para o processo mutação.

Todo ato de observar e de modificar se dá através do ambiente. O resultado da observação, que geralmente se aplica ao desconhecido, ou das modificações, que geralmente se aplica nas configurações, são os que contribuem para que o humano tenha um maior conjunto de informações para trabalharem e ampliar seu conjunto de verdades. Esta relação será melhor explicada com o quando o mecanismo evolutivo for explicado mais detalhadamente.

Desconhecido e configurações:
Muito já foi explicado sobre estes dois elementos do gráfico da realidade no decorrer do texto. Portanto, será só relembrado as definições e alguns princípios.

Da observação do desconhecido é possível extrair muitas propriedades e leis novas, que após passar pelas mecânicas evolutivas se tornarem parte da ciência da nossa sociedade, podem contribuir muito para o desenvolvimento de um sistema mais eficiente e que melhore a qualidade de vida. Podemos observar, contudo, que do já conhecido é possível especular o quanto de desconhecido existe, este é o chamado desconhecido conhecido, e seu conhecimento é importante tanto para a tomada de decisões, tanto cientificas quanto de engenharias.

Da modificação das configurações do ambiente temos a adaptação do ambiente para melhor servir a evolução. Porém, modificar uma dada configuração não é sempre algo simples, pois estas configurações podem resultar de elementos desconhecidos ou mesmo de processos muitos mais poderosos que os recursos que há disponível no momento para alterá-los. Da configuração dos sistemas também tiramos o princípio dos sistemas humanos, que diz que uma vez que a ciência tenta se conhecer todos os fatores que moldam o comportamento de uma sociedade, estes fatores já estão se reconfigurando, seja pelo desconhecido quanto por sua própria dinâmica interna de evolução, e se torando algo diferente.

Evolução:

Evoluir acaba sendo o processo total de todo o mecanismo evolutivo. Evoluir significa ter sucesso em sobreviver e reproduzir no ambiente. Portanto, todo mecanismo evolutivo é auxiliado por mecânicas de sobrevivência e de reprodução. Esta dinâmica é importante para que a evolução continue, para que uma espécie seja capaz de se adaptar ao ambiente e suas constantes mudanças. O ser humano está onde está porque foi o único capaz de desenvolver as tecnologias necessárias para levar a evolução a um nível superior de abstração em relação aos outros animais, pois além de manipular ferramentas, ter uma memória que seleciona os fatos mais importantes, ele também é capaz de simular várias concepções de realidades na sua imaginação e comunicar suas descobertas para seus descendentes.

Gráfico da mecânica evolutiva:
Este gráfico originalmente foi desenvolvido junto ao gráfico da realidade. Porém, para ficar mais organizado, resolvi separá-los. A mecânica evolutiva é um importante conjunto de tecnologias que dá aos seres vivos todos os comportamentos necessários para eles continuarem seu processo de sobrevivência e reprodução. É este conjunto de tecnologias que define um ser como capaz ou não de evoluir. Porém, as explicações a seguir, embora tentem generalizar, estão um pouco mais aproximadas do nível de abstração evolutiva do ser humano.


Ambiente (terra):
É no ambiente onde se acumulam o conjunto de processos físicos, químicos e evolutivos, além de ser nele onde se localiza as propriedades e leis a serem descobertas ou as reações de cada decisão humana. Durante a história da evolução, o ambiente natural foi sempre muito decisivo, pois dele nascia os critérios para a seleção natural, uma das principais forças da evolução. Contudo, devido ao nível de abstração dos conceitos evolutivos terem subido graças ao surgimento dos seres humanos, o que se entende por ambiente também mudou. Os seres humanos moldam o ambiente de forma artificial e ativa, portanto, a própria raça humana e seu estado atual se tornam um elemento do ambiente a ser considerado. Dele nascem duas forças importantes para a evolução: a seleção natural e a mutação.

Seleção natural:
Desde o princípio dos mecanismos evolutivos, a seleção natural foi uma força importante para determinar os caminhos que a evolução iria seguir. A seleção natural é determinada primordialmente pelo ambiente, que oferece as características físicas e químicas aos quais os seres precisam se adaptar para sobreviver. Ou seja, os organismos evolutivos estão sujeitos às condições ambientais, e estas condições selecionam aqueles que melhor se adaptam a ela.

Contudo, quando falamos de seleção natural no nível de abstração de evolução ao qual se encontra o ser humano atualmente, a característica da seleção natural atuando no organismo por meio de critérios físicos e químicos deixa de ser válida. Agora ela atua não mais nos organismos, mas sim nas tecnologias que envolvem estes organismos e também o critério de seleção passam a ser as tecnologias que melhor se adéquam a eles. Isto acontece porque os organismos, neste caso os seres humanos, já dominaram a maioria dos processos químicos e físicos básicos do ambiente que atuavam como fatores de seleção dos organismos. O que o ambiente oferece atualmente é o desconhecido com suas leis e propriedades, e todas as descobertas são convertidas em tecnologias.

Mutação:
A mutação também é uma importante característica da mecânica evolutiva, e sempre esteve presente, de uma forma ou outra, na história da evolução. Este mecanismo garante que os próximos seres de uma geração de organismos sejam diferentes de seus pais, para então a seleção natural atuar naqueles cuja diferença seja mais adequada ao ambiente. Desta forma os seres foram evoluindo, geração após geração. Novamente, ao chegar ao estado de abstração que a evolução que se encontra os seres humanos, estes mecanismos sofreram modificações. Para ser mais preciso, eles ganharam um novo nível de atuação que não o orgânico. Agora eles também atuam nas tecnologias e na própria estrutura do ambiente.

Isto é fácil explicar quando percebemos que o objetivo do processo de mutação é dar material para a seleção natural agir, e uma vez que a seleção natural mudou seu foco de atuação, a mutação também a acompanha. Embora as mecânicas antigas, como a reprodução sexuada e a mutação genética, ainda existam e são importantes por alguns motivos para a nossa sociedade atual, as mecânicas de mutação que mais contribuem para o processo evolutivo atualmente são as que ocorrem a nível tecnológico. Como o próprio ambiente está relacionado com as tecnologias que os humanos usam para viver nele ou determina quais poderiam ser as que melhor resolveriam algum problema nele, uma vez que há a modificação de uma importante tecnologia, exista a chance também de haver uma modificação na própria estrutura do ambiente. Segue um exemplo:

Supondo que haja um conjunto de conhecimentos que separados, não são uteis aos seres humanos e são pesquisados independentemente por um conjunto de cientistas diferentes. Uma vez que este conjunto de conhecimentos se unam, por meio de um engenheiro por exemplo, e uma nova tecnologia surge por meio da união destes conhecimentos conectados de uma determinada maneira, e esta nova tecnologia é útil a sociedade, ela terá uma grande chance de sobreviver. Notem que foi um processo de mutação, pois o que antes era de um jeito, mudou e se tornou de outro jeito derivado do anterior. Um exemplo prático disto é a indústria automobilística, que se utiliza de conhecimentos de física mecânica, que por sua vez usa muito geometria, e química de combustão, para desenvolver o automóvel. E esta tecnologia muda também a estrutura do próprio ambiente, uma vez que todas as distancias podem ser percorridas num período de tempo consideravelmente menor, as relações sociais e de trabalho mudam. Tecnologias que dependem de um estilo de vida mais lento, como leitura, por exemplo, acabam perdendo espaço na vida da maioria das pessoas pra uma tecnologia que resolva o mesmo problema de uma maneira mais rápida.

Embora este exemplo tenha sido um pouco forçado, pois a ligação entre duas indústrias completamente diferentes, a do entretenimento e a automobilística, é muito indireta, foi possível perceber o impacto do processo de mutação em ambos os sentidos, quanto da tecnologia para ambiente quanto do ambiente para a tecnologia. Esses processos de mutação nem sempre precisam ocorrer no nível físico, podem ocorrer também no nível intelectual, e também nem sempre são frutos de uma grande tecnologia, pode ser resultado de um conjunto de melhorias tecnologias pequenas que se acumularam no ambiente durante o tempo. Percebe-se também a seleção natural atuando em ambas as tecnologias.

Tecnologias:
As tecnologias ganham um destaque muito grande na mecânica evolutiva do ser humano. Muitos motivos já foram explicados anteriormente, bem como já foram cedidas algumas informações sobre seu funcionamento. As tecnologias, que tanto podem ser físicas quanto intelectuais, são o meio que o ser humano encontra para aplicar seu esforço na realidade. Um exemplo de tecnologia intelectual são algoritmos de computador, ou alguma forma específica de analisar alguma coisa e que dela nasce uma decisão, como algumas correntes filosóficas ou culturais. Em certo ponto de vista, todo o comportamento humano pode ser explicado através do seu histórico, conteúdo sua origem e seu desenvolvimento, e das suas tecnologias atuais, que implicam em um custo e em um benefício para ele.

As tecnologias que suprem a necessidade de um determinado conjunto de pessoas passam por constantes processos de mutação. Seja porque estas pessoas estão conectadas a sociedade, e, portanto, conectadas à outras informações que possam contribuir para a mutação daquela tecnologia, seja porque essa tecnologia precisa ser passada através das gerações, de pai pra filho, e durante essa passagem mudanças podem ocorrer. De qualquer forma, a tendência é que a essa tecnologia continue evoluir e a suprir a necessidade deste conjunto de pessoas até que outra mais eficiente no que é necessário para aquela população apareça. Por exemplo, dada uma tecnologia que serve bem às necessidades de uma população, mas é complexa, rígida, de difícil adaptação. Se outra aparecer, mais simples e flexível, e tenha eficiência semelhante, ela ainda sim tenderá a ocupar o espaço daquela tecnologia anterior por ser mais flexível e atender melhor às mecânicas adaptativas. As religiões são um bom exemplo disso.

Sobreviver e reproduzir:
Sobreviver e reproduzir são duas abstrações de comportamento que definem a evolução. Se um ser está apto a sobreviver em um ambiente e ele tem sucesso em se reproduzir, ele está diante de um processo evolutivo. Podemos considerar que houveram alguns estágios de sobrevivência e reprodução durante o histórico da evolução até chegar nos seres humanos. No começo, sobreviver ao ambiente e conseguir reproduzir, mesmo que através de mecanismos assexuados, já era um sucesso. Com a evolução, contudo, que desenvolveu novas tecnologias nos organismos através da mutação, sobreviver e reproduzir no ambiente passou a ser algo trivial, se tornando um desafio, contudo, sobreviver à ameaça dos outros seres e conseguir um bom parceiro para a reprodução. Estes mecanismos, que aceleram a taxa de adaptação dos organismos, fizeram com que os organismos se desenvolvessem tanto ao ponto de chegar ao nível do ser humano.

É possível definir, de maneira geral, os comportamentos de sobreviver e reproduzir. Sobreviver seria todo o comportamento que visa à manutenção, já a reprodução seria todo o comportamento que visa à seleção. Estas definições tentam abranger o significado de sobreviver e reproduzir mesmo no nível de abstração que o ser humano se encontra, mas também explicar a evolução dos animais. Mesmo no começo da evolução, quando a reprodução não era feita de forma sexuada, a seleção ainda sim ocorria, embora fosse do ambiente para o organismo. Durante a fase intermediaria entre o atual e o inicio, tanto o ambiente quanto a própria espécie selecionava aqueles que iriam se reproduzir. Para os seres humanos, embora o sistema antigo seja válido, a reprodução de uma tecnologia implica na seleção dela em relação às outras, seja lá qual seja o motivo. E em cada reprodução, a tendência de uma nova mutação, ou seja, a tecnologia também está passando por um processo evolutivo. A mesma linha de raciocínio se segue para a manutenção, que no começo era apenas se alimentar e sobreviver ao ambiente, depois passou a também se proteger de outros perigos, como outros animais, e agora, na fase da tecnologia, a estabilidade e eficiência do seu funcionamento.

Toda mecânica evolutiva precisa destes dois comportamentos para exercer sua função corretamente. Se um determinado organismo ou tecnologia tiver um comportamento de sobreviver muito bem desenvolvido, por exemplo, pouco desenvolvimento no de reprodução, a tendência é que uma espécie que seja mediana nos dois o substitua ao longo do tempo no ambiente no qual ambos convivem. Além disto, estes dois comportamentos formam uma dinâmica peculiar, pois quanto mais energia se gasta na sobrevivência, menos se gasta na reprodução e vice-versa. Por exemplo, uma tecnologia que precisou de muito tempo pra ser desenvolvida terá dificuldades ao se reproduzir, porém, provavelmente será boa no que faz. Por outro lado, uma que seja simples terá facilidade em se reproduzir, porém não será tão boa assim no que faz. Ser ou não ser boa no que faz é uma questão que se relaciona com sobrevivência. Em alguns ambientes ou para algumas funções há mais vantagem em tender para a sobrevivência, enquanto que outros a vantagem está na reprodução.

Quadrados ao lado:
O quadrado que contém Construir, desenvolver, colaboração e produção, são comportamentos que podem ser relacionados à sobrevivência. Já o quadrado que contém divertir, expandir, competição e consumo são os quadrados relacionados à reprodução. A existência desses dois quadrados é uma tentativa de comunicar de maneira melhor algumas das formas de observar os comportamentos de sobreviver e reproduzir, que não puramente o animal. É uma tentativa de comunicar que a abstração desses comportamentos é um tanto maior que o que se imagina normalmente.

Outra tentativa ao expor esses termos em quadros diferentes desta maneira é mostrar a relação dinâmica entre o comportamento da sobrevivência e reprodução. Como os comportamentos de sobreviver e reproduzir se relacionam, não é possível afirmar, por exemplo, que o comportamento de colaborar está estritamente relacionado à sobrevivência, ele só tende a isso. O mesmo vale para a competição e a reprodução. O mesmo vale para a relação entre os elementos do quadro e os elementos de “grupo” e “indivíduo”.

Grupo e indivíduo:
A relação entre o grupo e indivíduo é algo a ser considerado em qualquer mecanismo evolutivo. Não existe evolução de apenas um indivíduo, como também não apenas a evolução de todo um grupo. Toda evolução é constituída tanto por indivíduo e suas contribuições particulares quanto pelo grupo e sua contribuição massiva. É importante comunicar isto por alguns motivos: existem pessoas que se preocupam demais apenas com o grupo ou se preocupam demais apenas com si mesmas, e não entendem o desequilíbrio que isto pode causar em suas vidas. Embora, assim como sobreviver e reproduzir, existam certos casos em que é mais vantajoso tender a um que a outro, é desaconselhado se dedicar unicamente a um destes elementos.

Mecânicas sociais:
Podemos, ainda, pensar nos tipos de tecnologias desenvolvidas sob o critério de grupo ou indivíduo. As mecânicas sociais são as tecnologias relacionadas ao grupo. Elas servem para aumentar a qualidade de vida das pessoas de uma maneira geral. Com melhor qualidade de vida aumenta-se a chance de mais de pessoas desenvolverem uma evolução mais satisfatória. De uma forma geral, quanto mais desenvolvida uma sociedade, mais complexo é manter a sociedade funcionando. Por isto sistematizar isto é um tanto relativo. Porém, é possível estabelecer três mecânicas sociais principais: política, cultura e economia, que seguem configurando os seguintes elementos sociais: entretenimento, produção, saúde, educação, produção, segurança e infraestrutura.

Bem-estar evolutivo (gráfico):
O bem-estar evolutivo é um sinônimo de satisfação. Para a psicologia evolutiva, o objetivo de todo ser humano como indivíduo é se satisfazer de forma saudável. Porém, para isto, ele precisa desenvolver um sistema evolutivo que comporte tal façanha. Por isto o nome. Este gráfico será explicado detalhadamente e separadamente, porém, a importância deste elemento no gráfico da mecânicas evolutiva é deixar claro que todo humano tem o direito de buscar sua satisfação, de pensar em si próprio. Como explicado, deve haver um equilíbrio entre fazer bem-comum e o bem-individual.

A psicologia entende todo comportamento como uma série de tecnologias, físicas ou intelectuais, conectadas e direcionadas tanto ao desenvolvimento da qualidade de vida quanto ao desenvolvimento da satisfação individual, pois, novamente, estes são dois aspectos que se relacionam dinamicamente. Quanto maior a qualidade de vida de uma pessoa, maior a chance dela alcançar a sua satisfação como também quanto mais satisfeita uma pessoa.

Esta ultima relação vem do fato de que, se uma pessoa encontra a satisfação em sua evolução significa de maneira saudável, isto tem uma grande chance de significar que ela está bem conectada a sua realidade. Se ela está bem conectada a realidade significa também que ela sabe a importância de contribuir para o grupo, e tem as técnicas necessárias para fazer isto. De fato, a grande lição tirada do gráfico da realidade é convencer as pessoas de que, se algo vai ruim na vida delas, a culpa é pura e simplesmente da falta de conexão entre elas e a realidade. E é possível afirmar isto pela característica de adaptação do ser humano. Cada adaptação tem um custo em sofrimento ou esforço, e se adaptar a uma mentira significa se esforçar por algo que não valha o esforço ou sofrer sem necessidade.

Novas tecnologias, relação fator-resultado e propriedades e leis :
De todo este processo de mutação, seleção natural, e das dinâmicas de sobreviver e reproduzir e da interação entre o grupo e o indivíduo e vice-versa, tudo isto sendo conectado pelo ambiente e também acumulado nele, origina-se novas tecnologias. A importância do novo é basicamente dar continuidade as transformações que melhoram a qualidade de vida e bem-estar da população, além de tornar a sociedade, como um todo, com maior capacidade de se adaptar a quaisquer que sejam as casualidades que o ambiente nos imponha. Daqui a algumas centenas de anos seremos capazes de colonizar marte provavelmente. Isto só é possível graças a evolução. Entender qual a importância de evoluir é o mesmo que entender qual a importância de viver. A vida tem valor para quem dá valor a ela, do mesmo modo que a evolução. Quem ignorar a evolução ignora, também, a vida, pois ela só existiu e só chegou ao estágio que está atualmente graças à evolução.

Além desta interpretação há outra a se notar: não se pode parar no tempo quando estamos falando de mecânicas evolutivas. Sempre que uma for desenvolvida, provavelmente surgirá outra melhor daqui a alguns anos. É responsabilidade do ser humano perceber isto e sempre se esforçar para se manter atualizado e produtivo, embora isto seja cansativo. É o preço que se tem a pagar por não mais precisamos caçar por nossa própria comida para sobreviver. Algumas pessoas, no entanto, conseguem passar anos em uma zona de conforto, embora isto as vezes funcione por determinadas condições específicas, tende a ser algo perigoso. Enfim, é esta força que pressiona o ser humano a sempre estar produzindo coisas novas, sempre estar observando e modificando seu ambiente. Os dois elementos “Nova relação fator-resultado” e “novas propriedades e leis”só foi para deixar claro a conexão e continuação do gráfico da realidade com este gráfico.

Gráfico do bem-estar evolutivo:
Este gráfico começou como uma tentativa de categorizar todo comportamento humano em alguns tipos específicos de elementos que poderiam ser considerados como elementos mínimos e necessários para qualquer evolução saudável. Com o sucesso dessa categorização, logo foi possível perceber que estes elementos estabeleciam uma conexão entre si, e estas conexões são estabelecidas através das setinhas que ligam um elemento a outro. Contudo, certos comportamentos precisem ser vistos sobre determinado ponto de vista para seres ajustados a alguma categoria do gráfico, e isto acontece devido a enorme complexidade do comportamento humano, que envolve inclusive fatores históricos.


Sociedade:
sociedade aqui simboliza um conjunto de indivíduos reunidos e estabelecendo diferences funções entre si de modo organizado a obter a maior eficiência em obter maiores chances de sobreviver e produzir. De modo geral, qualquer ambiente onde as pessoas se organizem de maneira razoavelmente organizada e que desenvolvam relações econômicas, sociais e políticas entre si pode ser considerado uma sociedade.

A sociedade funciona principalmente através das diversas atividades que ela é capaz de formalizar através do seu conhecimento científico. Esta formalização em sua etapa final são as indústrias. Se uma descoberta é importante o suficiente para alterar o modo como uma indústria funciona ou mesmo desenvolver um novo ramo industrial, a chance disto alterar o estilo de vida dos indivíduos é alta. Como uma descoberta científica pode ser feita tanto por apenas uma pessoa ou por um grande conjunto de pessoas, isto explica a relação dupla que ocorre entre a ciência e a sociedade. Tanto a ciência influencia a sociedade quanto a sociedade influencia a ciência.

A sociedade estabelece uma relação com o desejo através das propriedades do desejo associativo dos seres humanos, que diz que um indivíduo, através da observação, passa a desejar aquilo que ele nunca experimentou. Esta relação passa a ser estabelecida quando o indivíduo passa a desejar, através da observação, algo que alguma parcela da sociedade tem ou alguma possibilidade de melhoria que ela oferece. Por ser um desejo associativo, ou seja, o indivíduo nunca chegou a ter ou teve pouco contato com aquilo, provavelmente é algo um pouco fora do seu alcance, embora o motive a consegui-lo, pois outro princípio do desejo garante que se uma pessoa deseja algo, é porque ela, em alguma de suas concepções de realidade, encontrou um jeito de tornar aquilo real. Desta forma é possível perceber a influência que a sociedade estabelece com o desejo.

A influência que a sociedade exerce sobre a produção e sobre o dinheiro pode ser considerada como basicamente as relações de comercio estabelecidas por ela de acordo com suas necessidades. Uma vez que determinada produção seja muito necessária, a tendência é a sociedade pedir mais demanda desta produção e então os indivíduos atenderem a essa demanda. A influência da sociedade para o dinheiro é explicado pelas medidas que os responsáveis pela boa manutenção do dinheiro tomam. Neste caso, os políticos que lidam com medidas econômicas. Isto porque, como será explicado a seguir, o dinheiro é um artifício mecânico de representação do esforço, porém, por ser um artifício, podem ocorrer comportamentos inesperados a serem ajustado de forma torná-lo mais próximo do esperado. A inflação é um bom exemplo disto.

A influência que a sociedade exerce sobre a competição é explicada através do inconsciente coletivo. Uma vez que determinada atividade competitiva esteja dando bons resultados, a tendência é que as pessoas comuniquem-se uma às outras, transmitindo suas experiências e opiniões, de modo que através do choque e da síntese deste grande fluxo de informações uma opinião geral é formada sobre determinada coisa. Com base nesta opinião geral, que tende a estar certa, a maioria das pessoas que ainda não definiram as atividades que vão exercer para consolidar sua evolução vão buscar. Embora a importância da competição neste gráfico não seja a atividade em si, para uma atividade ser exercida é preciso certo desejo, mas é o inconsciente coletivo vindo da sociedade que tende a canalizar este desejo para alguma direção quando ele está solto.

Ciência:
Representa aqui todo conhecimento formalizado na sociedade. É através deste conhecimento que as indústrias se baseiam, e, portanto várias das atividades econômicas da sociedade são estabelecidas. Porém, o poder da ciência vai além. Ela interfere em todos os comportamentos dos seres humanos, pois de uma forma ou outra, toda atividade humana está relacionado com o que ela conhece.

Os comportamentos mais relacionados com a ciência são os de saúde e os de produção. Os de produção, como já citado anteriormente, são relacionados à ciência através do conhecimento que torna possível a criação ou o aumento de eficiência de alguma produção. No entanto, na área da saúde, a ciência atua como àquela que indica, através dos seus estudos, os comportamentos mais saudáveis disponíveis naquele ambiente, além de seus tratamentos para doenças. Isto é um fator importante para todo ser humano, pois, por motivos práticos, a saúde está diretamente ligada ao bem-estar de qualquer individuo já que é ela que permite o desenvolvimento dos outros comportamentos. Isto é demonstrado no gráfico através de saí da ciência e aponta para o interior do gráfico.

A ciência pode ser tanto influenciada pela sociedade quanto pelo indivíduo. Isto porque não são poucos os casos em que um indivíduo sozinho, movido por uma sensibilidade peculiar da realidade, conseguiu desenvolver provas que foram importantíssimas para o desenvolvimento de importantes tecnologias. Estes indivíduos frequentemente são lembrados pela história, pois representaram um atalho para conhecimentos que a sociedade só possivelmente iria obter, se dependesse exclusivamente do avanço da indústria científica, muito mais tarde. Esta é a explicação para a linha que liga o indivíduo a ciência.

Desejo:
Toda ação humana é motivada por algum tipo de desejo. Se não existisse desejo, o humano seria igual a uma equação matemática, que por si só não tem finalidade alguma, mas tem pode comportar infinitas quando alguma força lhe impõe uma finalidade. Neste caso, esta força é o desejo. Existem três tipos de desejo, o associativo, aquele que é obtido através da observação. O adaptativo, aquele que é obtido através da sensação. E o reativo, aquele que é a resposta dos dois desejos desenvolvidos pelos mecanismos anteriores. A importância saber disto é que o desejo, neste gráfico, representa mais fortemente o desejo associativo.

Assim como a ciência, o desejo é um elemento que influencia todo o gráfico, mesmo que de forma indireta e/ou inconsciente, e também, quanto mais perto do desejo mais influenciado por ele este elemento é. Isto indica que comportamentos relacionados a prazer e a competição são mais movidos pelo desejo que os comportamentos de produção e saúde. De fato, estes dois últimos comportamentos dependem muito mais de planejamento e boa ciência que simplesmente de desejo, enquanto que atividades relacionadas a competição e a prazer são mais relacionadas com o desejo, já que elas usam técnicas já desenvolvidas pela sociedade, embora de intermediado pelo dinheiro.

Outro fato que explica essa relação maior proximidade do prazer e da competição ao desejo é que eles são mais comparativos que a produção e a saúde. Isto significa que uma pessoa que tem prazer por algo ou compete por algo, quer desenvolver esse comportamento da melhor maneira possível, pois geralmente é isto o que a estimula. E ela sabe que este comportamento está bem adequado quando, ao observar as outras pessoas, ela sentir que consegue bons resultados ou está usando boas tecnologias, seja física ou intelectual, para fazer aquilo. Enquanto isto, as atividades relacionadas a saúde e a produção simplesmente se preocupam com suas finalidades, independente dos outros. Ou seja: quem produz, quer produzir para ganhar dinheiro e quem tem saúde, quer ter saúde para desenvolver melhor seus comportamentos de prazer e competição. É preciso salientar que os comportamentos humanos não são tão categorizados desse jeito. Um comportamento relacionado a produção também se relaciona com competição ou a prazer, e um de competição pode se relacionar com prazer ou saúde, e isto é natural. Essa separação categoriza é utilizada apenas pra melhor exemplificar as relações da maneira mais clara possível.

A relação do desejo como indivíduo é o fato de que, dependendo do desejo, o indivíduo faz diferentes escolhas. Embora óbvia, é interessante deixar essa representação marcada no gráfico. Além disto, o próprio indivíduo, através das suas escolhas, pode manipular os seus desejos. Por isto essa relação é dupla. Porém, esta capacidade de manipulação é limitada por alguns fatores psicológicos. Por exemplo, uma pessoa nunca vai deixar de ter algum desejo relacionado a algo que a sociedade passa o tempo todo a estimulando a desejar. Além disso, o desejo é o principal elemento que causa a satisfação, objetivo final de todo indivíduo.

Indivíduo:
O indivíduo, neste gráfico, representa o objeto que decide quais comportamentos irá adotar e que tem por objetivo final se satisfazer. Porém, para ter um comportamento satisfatório e capaz de durar um bom período de tempo, ou seja, saudável, o indivíduo precisa encontrar uma maneira de se conectar a sociedade, sendo esta a principal informação que este gráfico tenta demonstrar. No indivíduo existem duas importantes características: sua busca por satisfação e sua capacidade de desenvolver uma consciência. A consciência é o elemento que guiará o indivíduo por suas escolhas e definirá quais comportamentos são ou não satisfatórios, de acordo com aquilo que observa como saudável e importante ao longo do tempo e para si e a sociedade.

O indivíduo pode influenciar a ciência através da sua busca por satisfação e pelas experiências que ele obtém do seu ambiente. Se ele está condicionado de uma forma única em seu ambiente, seja lá pelo motivo que seja, ele pode também ser capaz de sentir a realidade de uma forma única, e esta forma pode ser importante para alguma tecnologia. Por exemplo, um professor que, de tanto ensinar física para os seus alunos, compreende perfeitamente bem todos os conceitos a ponto de, ao observar o ambiente e tentar explicá-lo de uma maneira mais profunda, se torna capaz de perceber alguma propriedade ou lei nova do universo que a maioria das pessoas não perceberiam por não ter sua experiência em física e seus conhecimentos.

O indivíduo também é capaz de influenciar o desejo através de suas escolhas, que são fruto da sua consciência. Se, por exemplo, ele deseja algo através do processo associativo, mas sua consciência lhe indica que, na verdade, aquele algo pode ser danoso, ele tem a escolha de simplesmente buscar meios de não receber mais aqueles estímulos. O contrário também pode acontecer. Se o indivíduo percebe algum pequeno estimulo ou indicio de algo e sua consciência identifica aquilo como algo com um bom potencial de se tornar bom, ele pode escolher buscar investigar aquilo até descobrir o que realmente é. Neste caso ele estaria enfrentando o desconhecido, parte da relação entre o indivíduo e o desconhecido, explicado no gráfico da realidade. As influências recebidas de saúde e prazer no indivíduo são basicamente mecânicas. A saúde serve para o indivíduo ter maior condição de desenvolver os outros comportamentos, enquanto que o prazer serve para satisfazer o indivíduo.

A imagem influencia o indivíduo como parte daquilo que ele experimenta da realidade ou das possibilidades que a realidade o permite conceber. Por exemplo, se a pessoa tem uma imagem de si como alguém que é bom em matemática, a realidade que ele irá conceber para si é relacionado com todos os elementos que a matemática pode se aplicar, fazendo, inclusive, sua consciência se adequar e se tornar mais sensível a este conjunto de comportamentos. Ou, de outro modo, se o indivíduo percebe que é bom em dançar, sua consciência irá explorar a realidade para saber como aquela sua habilidade, que é boa em relação a maioria das pessoas, pode ser explorada para fazê-lo conseguir um bom sistema evolutivo. De repente fazendo-a se tornar um modo de produção de dinheiro, por exemplo. Deste modo é importante observamos uma característica importante da imagem: ela tende a ser a condição média daquele indivíduo.

Imagem:
Para o gráfico, este é o elemento que representa a imagem na consciência que o indivíduo tem de si mesmo. Isto é importante, pois de acordo com esta imagem, várias decisões vão ter tomadas. Isto explica a linha de influência de imagem para o indivíduo. De certo modo, é comum ocorrer certa associação da imagem que a consciência do indivíduo faz de si mesmo com a imagem real que ele busca obter. Isto acontece devido há algumas propriedades: a capacidade associativa do indivíduo e a forma como a beleza funciona. Existe outro texto explicando como a beleza funciona de maneira mais detalhada, mas em resumo, ela é a marcação que o instinto do indivíduo faz naquilo que ele acha importante. Desta forma, devido também a sua capacidade associativa, quando ele vê algo na realidade que está associado com as coisas importantes da sua consciência, ele acha bonito e busca alguma forma de obtê-lo. Exemplo: um atleta que busca se vestir, mesmo que no dia-a-dia, com elementos que remetam sua principal atividade de produção e prazer.

A imagem é construída por experiências vindas tanto do comportamento de prazer quanto do comportamento de saúde. Dada certa saúde, é possível estabelecer uma estimativa de quais comportamentos certo indivíduo é ou não capaz de se adaptar e o esforço necessário a isto. Por exemplo, uma pessoa sedentária precisaria de muito mais esforço para se adaptar a um comportamento esportivo que uma pessoa que já tem algum condicionamento físico. De certo modo, isto influência quais atividades competitivas e produtivas ela tenderá a escolher. Isto se torna um pouco mais profundo quando percebemos que, pessoas saudáveis tendem a ser mais bonitas pelo princípio do funcionamento da beleza, e isto se torna também um elemento que determina se a pessoa vai buscar ou não algum comportamento que depende da boa aparecia.

Se algum comportamento for capaz de gerar algum prazer no indivíduo, este prazer é, seja de forma negativa ou positiva, associado a imagem que o indivíduo faz de si próprio. Esta associação pode ser forte, ao ponto que o indivíduo tenha dificuldade de esquecê-la, ou fácil, indo para o inconsciente do indivíduo com facilidade e só sendo lembrada em poucos momentos. Isto, de certa forma, também influência nas escolhas em suas escolhas, pois se algo é capaz de gerar prazer nele, é porque ou ele tem as condições para ser melhor naquele determinado algo que a maioria das pessoas, ou porque ele está no ambiente adequado para gerar determinado comportamento prazeroso de forma recorrente. Isto, claro, assumindo que este comportamento seja saudável. Uma característica do prazer humano é que, uma vez que algo dê certo prazer, a consciência humana decide se irá ou não buscar aquele prazer novamente, isto porque prazer sem contexto evolutivo não é algo que faça sentido para a mecânica evolutiva. O prazer deve ser algo difícil de obter ou específico para ser mantido. Quando eu digo específico, quero dizer que a consciência encontrou uma justificativa para o comportamento.

Prazer:
O prazer é a forma que o instinto humano encontra para recompensá-lo por ter alcançado algo do seu desejo. Ele pode se manifestar em quaisquer comportamentos humano, contudo, é preciso que haja algum tipo de experiência ou propriedade instintiva para justificar aquele prazer naquele determinado comportamento. Existem experiências que induzem o ser humano a sentir prazer em coisas que sua consciência não aprova. Nestes casos, é preciso que ele resolva este conflito, seja encontrando uma nova forma de prazer como também mudando a consciência daquele prazer em específico e tornando-o algo aceitável. De uma forma ou outra, ter prazer é algo necessário a vida de qualquer pessoa e não pode ser ignorado. Melhor ainda quando acompanhado por satisfação, que é quando a consciência consegue encaixar determinado prazer no seu contexto evolutivo.

Uma característica importante do prazer neste gráfico é que ele em si não é um comportamento, é uma recompensa. Porém, certos comportamentos podem ser exercidos principalmente pelo objetivo de obter a recompensa do prazer e são eles o que este elemento está representando no gráfico. Um exemplo disto é uma pessoa que costuma guardar dinheiro para obter algo que normalmente ela não costuma ter, e que deseja quando não o tem. Embora o objetivo principal do comportamento seja a recompensa do prazer, ele está de alguma forma relacionado com à evolução de um indivíduo. Portanto, tem justificativa de comportamento. Esta justificativa pode ser uma necessidade instintiva ou algo que sua consciência acredita ser bom pra ela ou para a sociedade.

Ele também pode ser obtido através do dinheiro, quando uma pessoa consegue ter uma experiência em algo que ela costuma ter melhor que a média na qual ela é condicionada. Este tipo de prazer é útil para a evolução, pois motiva o ser humano a buscar produzir quando ele não tem nada importante para a sociedade sendo desenvolvido. Afinal, se todas as pessoas se preocupassem exclusivamente em produzir coisas importantes para a sociedade, e durante esta produção o aperfeiçoamento de novas tecnologias, não haveria quem consumi-las e recompensar a quem se dedicou a produzir.

Saúde:
Ser saudável é um dos requisitos necessários para que o indivíduo consiga estabelecer certos comportamentos evolutivos. Sem a saúde adequada, até mesmo tarefas simples podem parecer complicadas ou limitantes para a adequação ou não do indivíduo a um comportamento. Isto acontece porque o ser humano, originalmente, foi desenvolvido para viver em um ambiente selvagem e hostil cuja própria mecânica é encarregada de dar o direcionamento correto as mutações que não se adequam ao ambiente. Como não mais se vive neste ambiente selvagem, a sociedade precisa desenvolver seus próprios mecanismos para lidar com os acidentes e mutações que podem ocorrer com todo o indivíduo.

Além disto, por vivemos num ambiente para o qual nossos corpos não foram originalmente desenvolvidos, é preciso utilizar o conhecimento da ciência, a responsável por construir este ambiente, para também adaptar nossos corpos a ele com maior eficiência. Isto é uma forma de garantir uma mais longa e com mais possibilidades de comportamentos. Como explicado anteriormente, existem certos níveis competitivos que só são alcançados com determinada quantidade de saúde, assim como algumas atividades que produzem dinheiro.

Ter o conhecimento ou os equipamentos necessários para se atingir determinado nível de saúde não é algo simples. Isto porque para que estas coisas sejam desenvolvidas é preciso gastar tempo e dinheiro, e as pessoas envolvidas nesse projeto precisam ser recompensadas de alguma forma. Assim, essas coisas tendem a custar caro. Obviamente que com o avanço da ciência, certos conhecimentos que antes eram complicados passam a se tornar simples. Porém, sempre quem tem mais dinheiro vai ter mais condições de alcançar um estado superior de saúde, e isto explica o porquê certos indivíduos, como os atletas, tendem a investir mais nisso que outro, uma vez que sua imagem e suas atividades evolutivas estão voltadas a isso.

Competição:
Neste gráfico, competir está relacionado com a habilidade de se tornar melhor em determinada tarefa. Ter domínio sobre ela implica que aquele que a possuí tem certo domínio sobre a maioria dos mecanismos de adaptação básicos da psicologia humana. Isto é algo importante, pois torna o ser humano mais apto a mudanças de comportamento ou quaisquer outros processos adaptativos. Além disto, o processo competitivo também está diretamente ligado com a relação entre o ser humano e o desconhecido, porque em certas atividades competitivas desenvolvidas pela sociedade, os seus indivíduos tendem a utilizar todos os recursos que se tem disponível para se tornar bons naquilo, e, para se destacarem, precisam encontrar algo que poucos tenham acesso. O desconhecido é um dos locais onde os indivíduos tendem a ir para alcançar tal coisa.

A competição pode ser um comportamento muito complexo, pois ele pode assumir diversos níveis de envolvimento psicológico e tecnológico. Não é difícil encontrar comportamentos de outras áreas que, mesmo de forma inconsciente, estejam ligados à competição. Isto acontece porque o ato de competir é muito próximo ao de evoluir, então o ser humano acaba tendo uma tendência natural à competição devido aos seus instintos evolutivos. Esta é também a explicação para o fato de encontrarmos a competição tão presente em nossa sociedade, em várias formas de cultura e em diferentes condições e aspectos. Muitas vezes algumas atividades competitivas estão relacionadas a processos destrutivos, como uma pessoa que prejudica sua saúde para ter mais chances em vencer competição. Este é outro motivo que torna importante entender este processo para o gráfico e para o sistema evolutivo.

Quanto mais indivíduos estiverem envolvidos numa atividade competitiva, maiores são as chances de ela alcançar seu auge de excelência no quesito de eficiência tecnológica. Isto porque, como é maior o número de pessoas, é também maior o número de mutações e de buscas no desconhecido para alcançar um bom resultado. Embora a psicologia evolutiva considere que exista a competição individual, ela o considera bastante arriscado. Embora seja o caso da maioria dos artistas ou de pessoas que se destaca em alguma área, o perigo é que uma vez que só há uma fonte de resultados para avaliar ou não o resultado de determinada tecnologia que produz resultados, a garantia de que esta é a tecnologia mais eficiente é mínima, já que o indivíduo pode estar seguindo uma linha de raciocínio não tão boa em relação às outras. Quanto maior o número de pessoas, menor a chance disto acontecer.

Produção:
Produzir é algo importante para estabelecer uma boa conexão entre o indivíduo e a sociedade. Afinal, ele está se aproveitando de toda uma estrutura artificial desenvolvida justamente para que ele possa desenvolver atividades mais complexas que caçar animais ou colher frutos, e tudo isto tem um custo para si manter estável e em funcionamento. Este custo é pago pela produção. Porém, quanto mais desenvolvida é tecnologicamente é uma sociedade, mais é preciso entender sobre como funcionam as tecnologias para desenvolver um bom e útil sistema produtivo para a sociedade.

Quando algo é útil para a sociedade, mas também é simples, a tendência é que este algo seja massificado e perca seu valor de mercado. Ou seja, todos conseguem produzi-lo e, portanto, embora útil, é pouco valorizado. Porém, quando algo é útil e complexo, ou seja, usa alguma tecnologia a qual poucos têm acesso ou que é necessário alguns anos de treinamento, a tendência é que quem produza este algo tenda a ser bastante valorizado, já que haverá poucos no mercado. Os que encontram as condições necessárias para enfrentar o desconhecido e conseguir desenvolver novas tecnologias úteis à sociedade são mais valorizados ainda, ganhando uma grande recompensa por isto. Pois afinal, se fosse fácil desenvolver tais condições todos o fariam, o que tornaria a descoberta menos exclusiva e com menos valor no mercado.

Dinheiro:
Atualmente, dinheiro é o principal artifício de intermédio entre o indivíduo e a sociedade, pois sua principal característica é estabelecer uma relação entre o que é produzido e consumo. Obviamente, estabelecer esta relação não é algo simples. É preciso muitos processos de calibragem de valores e mecanismos para impedir fraudes. Por isto, em torno do dinheiro existem vários mecanismos para mantê-lo funcionando corretamente. Dentre estes mecanismos, estudos científicos e as relações de mercado.

Produzir dinheiro não é algo tão simples, porque ele, embora seja representado por algo sem valor como um papel ou um digito no monitor, representa, de alguma forma, o esforço de alguém. Este esforço, cujo valor é aquele representado pela nota ou pelo digito, tem o potencial de ser trocado por outro semelhante de valor igual. Portanto, assim nascem vários princípios da economia, como a especialização, por exemplo, onde uma pessoa se especializa em produzir apenas um produto e dele obtém os outros que precisa para sobreviver. Se, por acaso, dinheiro for produzido sem nele conter algum valor real, podem ocorrer bastantes distúrbios econômicos, como a inflação, e isto pode levar o país a um estado caótico.

O ato de produzir é justamente isto: transformar o esforço, por meio de alguma técnica, em um produto que tenha potencial para ser trocado por outros, e, portanto, tenha algum valor econômico. Se algo tem bastante potencial de ser trocado, ou seja, muitas pessoas o desejam, significa que ele tem uma grande demanda no mercado. Isto fará com que sua valorização seja alta. Porém, é preciso perceber também o quanto de esforço este produto precisa sobre determinada técnica para ser produzido. Se for muito e as pessoas que o desejam não acharem que ele valha esse preço, provavelmente este produto não vai pra frente. Este tipo de relação estudado pela economia demonstra a importância da ciência para a produção e também para o dinheiro. Pois uma técnica mais eficiente promove um produto mais barato, e, por consequência, mais pessoas se beneficiando dele.

É importante ressaltar que a psicologia evolutiva prevê que todo ser humano é capaz de estabelecer um sistema evolutivo satisfatório com uma quantidade de dinheiro média se ele e a sua sociedade forem saudáveis. Isto é garantido porque dado um sistema evolutivo, o que faz ele se tornar satisfatório são os objetivos evolutivos que aquela pessoa impõe para si mesma e o alcance deles. Contudo, estes objetivos tendem a se relacionar com o desconhecido ou com o contexto social dela, e em ambos os casos o dinheiro só serve de auxilio, pois o que realmente é determinador são os processos adaptativos que levam a pessoa até seu objetivo. Estes processos, que são únicos e pessoais, são coisas que o dinheiro não é capaz de comprar, já que ele, em raras exceções, só se aplica a coisas indústrias, que são mecanizadas por natureza.

Gráfico da mecânica adaptativa:
Enquanto que o gráfico da realidade busca entender a relação do humano com o desconhecido, e o gráfico do bem-estar evolutivo busca entender a relação do humano com a sua sociedade, o gráfico da mecânica adaptativa surgiu para tentar entender as características do comportamento específico e individual, bem como sua relação com a satisfação e a consciência geral de um individuo. Durante o desenvolvimento deste estudo, contudo, foi percebido que esta relação se estabelece de forma muito mais profunda que se imagina a princípio.



O fato do ser humano ter seus mecanismos instintivos, que atuam no presente, se comunicando constantemente com seus mecanismos racionais, que atuam no futuro, estabelece uma mecânica de escolhas que podem ser tanto direcionadas ao presente ou ao futuro, dependendo da consciência e da satisfação do indivíduo em relação a si mesmo e ao seu meio. Para expressar bem isto, o gráfico precisou ser dividido em dois níveis de abstração, o nível orgânico e o nível racional. Começaremos primeiro explicando o que significa cada nível e as características gerais que os cerca, depois serão detalhados os elementos de cada um deles.


Nível Orgânico e nível racional:
Aqui se estabelece toda a relação da mecânica instintiva do ser humano. O ser humano não tem controle do seu nível orgânico, que simplesmente atua de acordo com as condições dos elementos que conectam o ambiente e o individuo. O nível racional, por sua vez, expressa o entendimento e as características que aquele comportamento representa para o individuo, sua consciência e satisfação. A comunicação entre os níveis ocorre através das “escolhas”, que são feitas através da consciência e satisfação do indivíduo, e tem relação direta no ambiente e no próprio indivíduo, que por sua vez alteram as relações do nível orgânico.

Satisfação e consciência:
Estes dois elementos são comuns aos dois níveis, e, ainda mais, são comuns a todos os comportamentos. Isto significa que, embora cada comportamento tenha seu próprio conjunto de conhecimento, desejo, atividade e passividade, a consciência e satisfação são comuns a todos. As relações do nível orgânico alimentam estes dois atributos, enquanto que no nível racional estes dois atributos são utilizados para a escolha ser desenvolvida.

Para a psicologia evolutiva, é de direito e objetivo final de todo ser humano alcançar sua satisfação. Contudo, cada escolha humana estabelece um conjunto de consequências que devem ser levadas em consideração pela consciência. Isto porque as consequências de suas escolhas geram consequências nas escolhas de outros indivíduos, tanto no presente quanto no futuro. Quando mal utilizadas, este conjunto de consequências pode alterar o nível orgânico a ponto do indivíduo não mais conseguir extrair satisfação de certo comportamento, ou mesmo da configuração geral da sua evolução. Quando bem utilizadas, entretanto, podem potencializar a satisfação do individuo e das pessoas que o cercam.
Individuo e ambiente:

Para este gráfico, ambiente e indivíduo devem ser entendidos de maneira similar ao explicado ao gráfico do bem-estar evolutivo, e também estão presentes nos dois níveis de abstração do gráfico. O que deve ser considerado aqui em relação a cada um destes elementos é que, cara ambiente e indivíduo, por terem diferentes características, também têm diferentes potenciais e estimulo para estabelecer certo comportamento. Isto é reforçado ainda mais através da atuação do tempo e do conjunto de escolhas de cada indivíduo, por isto é possível perceber uma diversidade comportamental tão grande nos seres humanos. Chega-se a um ponto em que, enquanto que certo comportamento é natural e satisfatório para uns indivíduos, é extremamente complexo e inibidor a outros.

A psicologia evolutiva foi desenvolvida como uma filosofia que tenta esclarecer para o ser humano como funciona a evolução e os mecanismos mentais associados a ela, porém, todos os outros mecanismos utilizados para estabelecer outros comportamentos são compreendidos apenas por aqueles que, por algum motivo, foram levados a compreendê-los. Portanto, cada ser humano é um explorador de sua própria realidade e características, e nenhum ser humano será igual a outro em sua consciência e satisfação. Entender a conviver com isto é parte essencial para o bom desenvolvimento de uma consciência mais ligada à realidade, melhorando a satisfação e qualidade de vida através de projetos melhores desenvolvidos. Agora entendido os conceitos gerais do gráfico e seus elementos comum aos dois níveis, partiremos agora para entender cada um dos elementos. Começando pelo nível orgânico.

Desejo:
Neste gráfico, o desejo tem a função de auxiliar a percepção do indivíduo. Uma vez que o indivíduo passe a desejar algo, seja lá por qual mecanismo de desejo ele comece a fazer isto, a tendência é que sua percepção se torne mais atenta aquilo, e isto é algo benéfico, pois quanto mais informações ele tiver em relação a aquilo que ele deseja, maior será chance de ele obtê-lo. A seta que se passa no indivíduo e chega no desejo existe porque é as características, o histórico e as informações que o indivíduo recebe que auxiliam na formação do desejo.

Contudo, é importante notar que desejo é diferente de satisfação. Desejo é o sentimento que impulsiona o indivíduo a querer alcançar algo, já a satisfação é o sentimento de gratificação quando o indivíduo consegue este algo de modo adequado. Devido a grande capacidade de associação do ser humano, é comum o ser humano associar um desejo a um meio prejudicial, e mesmo que ele consiga alcançar seu desejo, tendo prazer, portanto, a satisfação não é alcançada porque sua consciência sabe que tal meio não é sustentável ou saudável. Sentimentos de culpa são comuns nesse caso. A informação vinda da satisfação ou não resultante de um comportamento é fundamental para nutrir o indivíduo de experiências para guiar os seus desejos.

Conhecimento:
Neste gráfico, o conhecimento, que geralmente se baseia exclusivamente na experiência de vida de determinado indivíduo com aquele comportamento, tem como função auxiliar o indivíduo a entender como aquele comportamento funciona através do tempo e de suas variáveis. Isto explica a seta que passa pelo conhecimento e chega à consciência. Esta seta se origina no ambiente porque é o ambiente que responde a cada escolha do indivíduo. Saber quais consequências cada escolha traz em um determinado comportamento é parte fundamental para o seu entendimento, e varia de indivíduo para indivíduo e ambiente para ambiente.

O conhecimento também auxilia na percepção, pois uma vez que se tem conhecimento de algum tipo de conexão de escolhas e consequências de algum comportamento que antes não tinha, é possível fazer a percepção prestar mais atenção naquilo com o objetivo de entender melhor como funciona. Isto é potencializado mais ainda quando este algo também é marcado com o desejo, pois os mecanismos de memória se tornam mais eficazes. Por exemplo, se uma pessoa deseja muito algo, qualquer mínimo conhecimento de algum indício que a ajude a conquistar este algo será gravado em sua memória e ela buscará entender melhor isto.

Passividade:
O conceito de passividade originou-se da observação de que, dado cada indivíduo ser diferente do outro, é natural que ele tenha características inatas mais adequadas para determinados comportamentos que outros. Ou seja, naturalmente, sem nenhum esforço, ele tende a ser melhor que outro em determinado comportamento. E isto é uma importante característica a ser considerada no entendimento do comportamento, pois sem sua definição, vários deles tendem a tornam-se aparentemente aleatórios.

De modo geral, quanto maior a passividade, maior a chance de a pessoa desejar aquele comportamento. Isto porque, como ela naturalmente tem mais facilidade com aquilo, ela se esforça menos que as outras pessoas para chegar a satisfação. Como chega a satisfação mais facilmente, esta informação é enviado ao indivíduo, que a envia para o desejo, e assim o ciclo é realimentado de acordo com os bons resultados. Contudo, quando a passividade é baixa, o inverso acontece. A pessoa precisa se esforçar muito mais que a maioria das outras para alcançar a satisfação em determinado comportamento, e se não houver motivos para ela fazê-lo, talvez nem mesmo o faça. Portanto, a informação de não satisfação é enviada ao indivíduo e seu desejo passa simplesmente a ignorar aquele comportamento de baixa passividade.

A passividade também é influenciada pelo indivíduo, já que é o indivíduo que carrega as características que determinam se ele tem ou não uma boa passividade para o comportamento. Além disto, a passividade é essencial para a interação do indivíduo com o comportamento, pois sem ela, o indivíduo simplesmente pode não ter meios de exercê-lo. Por exemplo, se para exercer algum dado comportamento é preciso que o indivíduo aprenda certos conhecimentos, porém, o seu ambiente não oferece de nenhuma maneira tais conhecimentos a ele. Embora estes conhecimentos existam, os fatores ambientais tornam-nos inacessíveis, e a probabilidade do indivíduo desenvolver em pouco tempo conhecimentos que demoraram gerações para serem desenvolvidos é quase nula. Ou, em certos casos, estes fatores só são acessíveis mediante as determinadas variáveis ambientas e com uma grande dosagem de esforço.

Atividade:
Este conceito surge como um complementar à passividade. Embora uns indivíduos tendam a ser melhores que outros em certos comportamentos, estes outros, muitas vezes, também exercem tal comportamento. Contudo, eles precisam ter uma “atividade” maior para exercê-los, ou seja, eles precisam se esforçar mais para estabelecê-los. Portanto, de modo geral, atividade pode ser definida deste modo: como o preço que um indivíduo tem a pagar por certo comportamento. Porém, a atividade em si não é qualquer preço. É o preço pago constantemente para manter o comportamento. Por exemplo, uma pessoa manter o corpo em forma precisa se alimentar corretamente e se esforçar constantemente para manter seu comportamento e obter resultados.

No nível racional será explicada melhor essa relação entre custo e benefício, bem como os tipos de custos e expectativas de benefícios.  A atividade precisa de um ambiente para ocorrer, e as características deste ambiente determinará o quão caro é tal comportamento. Isto explica a seta que saí do ambiente e passa pela atividade.  E ela influência na interação pois, cada indivíduo precisa decidir se vai ou não exercer as atividades necessárias para que a interação ocorra. Uma vez ocorrendo, a interação gera informações que nutrem o conhecimento humano. O conhecimento por sua vez aumenta sua percepção sobre o comportamento, que por sua vez aumenta a consciência. Uma vez que certa característica do comportamento em relação ao ambiente foi notada pela consciência, dificilmente ela é ignorada ou esquecida. E ter conhecimento disto pode mudar todo o conjunto de escolhas do indivíduo, ou, se não mudar as escolhas, ao menos mudar o conjunto de associações. Isto implica que a consciência altera o ambiente para o indivíduo, mesmo que ele continue a fazer as mesmas escolhas.

Percepção:
É o conjunto de associações e informações que o indivíduo estabelece e carrega consigo em relação a determinado comportamento. Sua importância se dá porque é através dela que o ambiente e as características são percebidas e convertidas em consciência ou passividade. Algumas confusões comuns aos seres humanos podem ser resolvidas simplesmente dando a eles a argumentação necessária para que suas informações sejam conectadas corretamente, ou as informações que faltam para eles compreenderem um determinado comportamento que antes lhes era estranho e intimidador.
Sua influencia direta à passividade é explicada porque, além do indivíduo precisar ser, de fato, bom em algum comportamento, ele precisa perceber aquilo. Porém, alguns comportamentos são tão complexos que não é claro quais características tornam alguém bom à aquele comportamento, e isto confunde e faz com que algumas pessoas percam alguma passividade que de fato, exista. Inclusive, até mesmo este entendimento pode ser considerado como uma passividade, quando o comportamento precisa basicamente de percepção bem construída para serem executados.

A consciência, inclusive, pode ser considerada como a união e organização de todas as percepções contida em todos os comportamentos exercidos por um ser humano. Portanto, é natural a percepção de um comportamento individual alimente a consciência. Passar algum tempo refletindo sobre a vida, organizando as informações, entendendo a conexão entre as escolhas e suas consequências, seja lá de qual for o comportamento e seja lá qual for a pessoa, é um exercício recomendado para aqueles que desejam assumir uma grande responsabilidade em suas vidas, pois quanto maior a consciência, quando falamos em construção de vida, ou a percepção, quando falamos em comportamento individual, maior a eficiência da sua execução.

Interação:
A interação, neste gráfico, simboliza o funcionamento do comportamento na realidade. Como o objetivo de todo ser humano é se sentir satisfeito, é preciso que haja um comportamento que o satisfaça. Porém, todo comportamento é uma interação entre o indivíduo e seu meio, e é justamente isto o que este elemento quer comunicar no gráfico. Para uma interação ser bem sucedida, ou seja, ela ser capaz de gerar satisfação a um indivíduo, é necessário que tanto ele exerça as atividades necessárias para ela ocorrer quanto ele tenha alguma passividade que permita isto. Isto explica o porquê há uma seta ligando estes dois elementos na interação.

Todo indivíduo precisa estar em alguma atividade para seu corpo sentir que ele está vivo, e esta atividade precisa estar ligada com a satisfação de alguma forma. Porém, sua passividade pode estar relacionada com atividades que ele não compreende ou não são aceitas por ele, a tendência é ele escolher fazê-las por precisar ter alguma atividade e não ter outra opção, mas não conseguir alcançar a satisfação duradoura. Ou ainda pode ocorrer o contrário, o indivíduo exercer uma atividade aceitável pela sua consciência, mas para a qual ele tenha pouco potencial. Neste caso, a satisfação momentânea não existirá, porém, existe a chance dele alcançar um estado de satisfação de longo prazo. Toda esta organização pode ser melhor compreendida quando subimos o para o nível racional, que estabelece conceitos que explicam a relação entre a aceitação ou não de um comportamento, e a relação disso com o custo-benefício. Vamos agora iniciar a explicação dos elementos racionais.

Escolha:
O poder da escolha, o livre-arbítrio, é uma das características mais importantes de todo ser humano. O nível racional, onde a escolha se encontra, é o que difere os animais comuns dos seres humanos. Se não fosse nossa capacidade de escolher, seriamos como outros animais, agindo puramente por instinto. Porém, seres humanos não são robôs puramente racionais. Ainda temos em nosso código genético impulsos genéticos que nos mantém perto da instintividade e faz parte das nossas escolhas serem feitas a partir das nossas necessidades animais. Se fossemos puro racional, seriamos robôs, com todos os possíveis comportamentos pré-definidos e sem capacidade de adaptação.
A psicologia evolutiva tem um interesse muito grande em entender o papel da escolha para a evolução. Explicar o porquê algumas pessoas parecem ter total domínio de suas escolhas, enquanto que outras cedem e escolhem aquilo que não querem para suas vidas é um conhecimento muito valioso para tornar possível o aumento da eficiência da adaptação humana. Para entender melhor isto, iremos utilizar quatro medidores para quais são as características que cada escolha representa, são eles: o método, o lúdico, o estímulo e a potência.

Marcadores de tempo, indicadores e custos:
A capacidade de observação do passado e simulação no presente torna o humano capaz de algo determinador à sua habilidade de escolha: a capacidade de imaginar cenários para o futuro. Isto é importante porque deste modo ele é capaz de decidir se quer uma escolha que gere consequências diretas no seu presente ou que gerem consequências no seu futuro. Isto foi indicado no gráfico através dos marcadores de tempo, são eles “passado”, “presente” e “futuro”. Cada um deles é associado a um indicador para comunicar melhor o que ele quer representar. Porém, essa relação entre o indicador e o tempo será explicada melhor no decorrer de suas explicações.

Toda escolha tem relação com seu passado, presente e futuro, assim como toda escolha é constituída pelos quatro indicadores, método, estimulo, potência e lúdico. Porém, elas são constituídas por proporções diferentes. Por exemplo, certas escolhas podem se basear muito mais no lúdico, enquanto que outras podem se basear no método. Além disto, cada comportamento estabelece uma relação entre custo e benefício, e cada um destes indicadores comunicam ou um custo ou um benefício de forma diferente. Para adiantar, segue a relação: método: custo fixo; estimulo: custo de operação; potência: benefício no presente; lúdico: benefício no futuro.

Determinar qual a melhor escolha para cada comportamento, para cada modelo evolutivo, é algo impossível. Somente aquele portador da responsabilidade de escolher o melhor para si e suas características tem as informações necessárias para fazer tal calculo. Além disto, cada comportamento tem um custo e um benefício. Pela complexidade e variedade das características humanas, é possível que uma mesma escolha que seja péssima para umas pessoas sejam ótimas para outras, entender isto é um caminho fundamental para o respeito, e, acima de tudo, bom convívio e aumento na eficiência de adaptação.

Método:
O método é a parte da escolha que se relaciona com o quanto de sabedoria aquela escolha carrega consigo, com a parte mecânica relacionada ao comportamento. Isto quer dizer que uma escolha baseada no método tende a ser bastante conservadora, pois ela é baseada em algo que aconteceu no passado e que muito provavelmente vai ocorrer também no futuro. Muitas vezes quando uma escolha não gera as consequências desejadas, é preciso rever justamente rever o método que ela se utiliza para existir. Este método pode ser ineficiente e com baixíssima conexão com a realidade, se tornando essencial que ele seja trabalhado para que melhore sua eficiência.

Em termos de custo, é possível afirmar que o método é um que tende a ser fixo, pois uma vez que certo comportamento é aprendido, pelo menos o caminho para exercer aquele comportamento, ele tende a não ser esquecido. Portanto, muitas vezes as pessoas pagam um alto preço de esforço para adquirem determinada técnica, através do estudo daquilo que foi construído ou vivido no passado, porém, isto implicará que para algum comportamento que necessidade desses métodos ela fará com mais eficiência. Quando esta característica é utilizada com estratégia, é possível perceber resultados se encadeando de forma exponencial.

Estimulo:
Todo comportamento precisa de um ambiente para se manifestar. Quanto mais estimulante esse comportamento for, mais barato será manter este comportamento, e o inverso também acontece. Isto é uma importante característica a se notar porque muitas escolhas são feitas simplesmente porque elas atendem as necessidades do indivíduo e são baratas em seu ambiente. Porém, isto nem sempre pode acontecer, e quando não acontece tudo fica mais difícil. O indivíduo precisará aprender mais ou se esforçar mais para manter um comportamento menos estimulante que outra pessoa precisaria em outro ambiente.

Tornar um ambiente mais estimulante é algo extremamente complexo. As vezes torna-se mais fácil simplesmente trocar de ambiente. Contudo, se aquele ambiente for realmente importante, é preciso superar muitas barreiras que as vezes só o tempo pode ser capaz de enfraquecer para melhorar o seu estimulo. Em ultimo caso, pode ser possível dar aquele ambiente um método novo para que ele saiba tornar algum comportamento mais estimulante, porém, as chances disto acontecer são baixas. Como explicado anteriormente, na dimensão de evolução do ser humano, o próprio ambiente também evolui, portanto, ele precisa de coisas que podem ser chamadas de método.

Lúdico:
É o quanto o ser humano acredita naquele comportamento. Certos comportamentos apresentam a característica de investimento, como estudar por exemplo. Contudo, é preciso acreditar que este investimento um dia irá trazer retorno, e que este retorno será o suficiente pra ter feito o sacrifico valer a pena. É disto que o lúdico se trata. Muitas vezes o lúdico pode ser mal planejado, porque ele depende que muitas coisas que independem da força do individuo aconteça para poder acontecer, porém, um lúdico bem planejado, que só dependa da força do indivíduo para acontecer, é algo muito benéfico para a evolução.

O lúdico pode variar de muito a pouco, como também de positivo e negativo. Um lúdico negativo é um comportamento que a pessoa imagine gerar consequências que ela não deseja. Muito do sentimento de culpa apresentado a certos comportamentos consistem de pessoas que o fazem por necessidade ou por potencial, mas apresentam um lúdico negativo em relação à aquele comportamento, e sentem que devem fazer algo para não fazê-lo mais. Contudo, a falta de comportamento lúdico positivo para preencher aquele nicho torna tal transição inviável muitas vezes.

Potência:
Este indicador está relacionado com o quanto cada escolha está relacionada com a sua capacidade de beneficiar o ser humano ao curto prazo. Uma escolha com muito potencial tende a gerar muitas consequências, e tais consequências são usadas para o indivíduo suprir suas necessidades e aprender novas coisas. Entretanto, existem certas escolhas que com baixo potencial, mas ainda sim são feitas, quando motivadas por lúdico, estimulo ou método. Estudo continua sendo um estudo interessante, pois tem pouca potência, mas é altamente lúdica, porque aumenta o método.

Muitas escolhas fortemente baseadas em potência são feitas no período em que o indivíduo precisa conhecer aquilo que ele parece ter mais capacidade de se adaptar. Portanto, ela faz parte do processo de aprendizagem do ser humano. Porém, é preciso ter cuidado, pois certas consequências geram marcas associativas na história da pessoa que muitas vezes o ambiente não consegue lidar, ou dá muito trabalho para rever. É sempre aconselhável calcular o desconhecido com base no método já conhecido e calcular a quanto tais consequências podem chegar, e saber se o indivíduo que faz tal escolha é capaz de lidar saudavelmente com elas.

obs:
Durante a explicação dos indicadores eu cometi o engano de falar sobre “comportamento” ao invés de “escolha”. Isso se dá porque todo comportamento é resultado das escolhas e das necessidades que o envolve. Portanto, de forma indireta, explicar as características de uma escolha é semelhante à explicar as características do comportamento. Isto será aperfeiçoado numa próxima versão de texto. Além disso, é preciso notar que certos comportamentos contribuem para a satisfação no presente, enquanto que outros são motivados pelo lúdico no futuro. De alguma forma todo ser humano precisa encontrar um arranjo que o faça continuar a evoluir e se manter saudável durante toda a sua vida. Notem também que as próximas atualizações pretendem melhorar estas definições e explicar melhor a relação entre escolha e necessidade.