segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Comentários: fé cristã e ação política

Comentários Fé cristã e ação política:

- citações: uma das citações sobre o livro relata sobre o desejo de ter até partidos políticos cristãos. Isto, inicialmente, me assustou, mas a depender de como for feito pode até ser possível, talvez? Melhor ler o livro antes de ir com abordagens preconceituosas.
- Pág 23: é interessante essa reflexão de que só existe uma forma secular de organizar a sociedade em resposta à uma forma religiosa. Isto também me leva a pensar acerca das minhas reflexões sobre ética e estética estatal. Quais valores, além dos divinos, são poderosos o suficiente para impor um consenso de ética e estética à um estado? Isto explica prq os estados eram em grande parte religiosos, mas também me faz pensar se temos condições de construir algo diferente. Se não, muito do meu esforço pode ser desconsiderado e/ou redirecionado.
- Pág 25: o autor comenta que anão distinção masculino/feminino pode ser um possível sinal de falta de amadurecimento. Isto, ao meu ver, é um juízo de valor, porém é relevante. Quanto a isto eu digo que a secularização permitiu mais formas energéticas para além do masculino e feminino, mas concordo que a diferenciação entre ambos é um sinal de maturidade, mas maturidade sob o ponto de vista da tradição cristã e não no sentido absoluto. Isto harmoniza essa expressão linguística com as outras vivências religiosas, mesmo que sejam religiões não transcendentais.
- Pág 26: essa análises históricas são por demais ricas. e demonstram o ponto de Doowyeerd com precisão.
- Pág 34: Esta caracterização do pobre é bem interessante. Concordo que a visão do evangelho que é por demais politizada também é por demais material, fugindo do espírito de Cristo, que é trazer a redenção à humanidade através do próprio sacrifício. Foge porque eles querem a estrutura material para sacrificar o outro, o rico, em favor do pobre, que não é ele, ou mesmo pode ser. à imagem de Deus; pessoas em rebelião; encarnação de Cristo; o favorito de Deus; almas perdidas;
- Pág 37: o autor afirmou que a teologia protestante tem mais condições de fornecer os parâmetros de justiça distributiva para uma nova configuração social porque a sociedade tem raízes culturais no cristianismo. Para mim, está é uma afirmação muito pesada. Estou a esperar para ver o que ele quis falar com isto.
- Pág 38: aqui o autor evocou um sentimento de injustiça inato ao leitor. Não é possível demonstrar que todo leitor terá este mesmo sentimento de injustiça inata. Parte dessa argumentação, portanto, pode ser questionável. Ainda sim, mesmo com essas imprecisões, a visão teológica construída é boa.
- Pág 39: o autor traz a citação de que somente Deus sabe distribuir corretamente a totalidade dos bens da humanidade. Isto me é uma conclusão agradável.
- Pág 43: o autor traz uma sugestão de que a harmonia de conceitos antagônicos, como progressismo e conservadorismo, é atingida através da estética. Isto pode ser um ponto que eu posso trabalhar futuramente dentro de mim mesmo, a questão estética da minha filosofia.
- Pág 43: uma interessante visão quanto a dicotomia de todo X partes: o todo ultrapassa a soma das partes, mas as partes tbm não são limitadas pelo todo.
- Pág 50: na página anterior, fala-se no religioso como cura do modernismo. Na página em questão, fala-se sobre na incapacidade de um grupo de religiosos em julgar o que é melhor para todos. Estou a começar a compreender o que se prega aqui: que cada autoridade, como eles dizem, ou organismo social, que eu digo, começa a compreender sua identidade em Deus e, com isso, exercer corretamente todas as outras soberanias. Isto é algo parecido com o que eu penso acerca do que seria uma possível vinda de Cristo: quando todas as autoridades - política e científica, por exemplo - se prostrariam diante dEle, mas somente dEle, não de seus representantes, isto é, autoridades da igreja. Isto traria equilíbrio ao mundo, de modo que poderíamos viver uma nova realidade. Indiretamente creio que o autor esteja falando disto.
- Pág 53: Não entendi o que ele quis dizer por "natureza" e "mundo". Este mesmo parágrafo é todo discutível e confuso.
- Pág 55: "um acordo entre autoridades plurais e reciprocamente responsáveis poderia honrar honrar a convicção de que a soberania absoluta pertencia somente a Deus".
- Pág 56: interessante o exemplo do bispo, trazendo a luz da vida até as questões mais intimas da igreja, pelo o que eu entendi. Um exemplo bonito de comunidade cristã, que talvez esteja próximo ao que Cristo fala em alguns momentos. Parece que nossa cultura não está preparada para isto.
- Pág 62: o autor explícita o prq ele considera o cristianismo como a religião central para o ocidente. Admiro a posição dele, pois desenvolvi minha filosofia com o mesmo pensamento, porém, ele tem a coragem de explicita-lo, enquanto eu mantenho implícito, embora não o esconda. Talvez o tenha feito por não ter as justificativa historico-social que o autor traz consigo. Essa argumentação sobre esfera público-privada é bem forte. Além de coragem, tbm sofisticação
- Pág 71: é interessante essa reflexão acerca do corpo político. Minha filosofia de organismo social está longe de chegar em tais conclusões, e a conclusão parece ser forte: a de que teremos que fazer mudanças comportamentais através da vida nua. No entanto, eu preciso entender o que isto realmente significa quando contraposto com o passado ou contemporâneo. De algum modo creio que signifique que não adianta mais tentarmos mudar as coisas através da imposição, prq tudo é dominado pela política, e de que não temos condições de negar isto, mas somente de aceitar e transformar através da nossa própria transformação.
- Pág 72: essa comparação entre os rituais de dispensação da gloria é a mídia foi excelente. Inclusive, tenho a impressão que a mídia do pós-modernismo está esgotada. Parece que não há mais o que se produzir, se produz mais do mesmo. Universo de super-heróis e filmes cada vez mais apelativos ao institutos humanos. Idem as séries. Raro ver algo inovador. Mas isto pode ser apenas uma impressão minha. Mas, se não for, indica claramente uma saturação da pós modernidade.
- Pág 77: aqui o autor aponta para a necessidade de diminuir-se a politização. Isto, no entanto, parece-me entrar em contradição com a conclusão anterior de biopolitica. Se a conclusão é que, a parte da biopolitica, chegamos num ponto sem volta do corpo ocidental, então não há como não politizar tais questões no ocidente. Ou diminuir a importância delas. Diminuir a importância delas é diminuir o poder da biopolítica. Como cristão, estou inclinado a aceitar que a biopolítica tem menos poder, uma vez que o verdadeiro valor está em Cristo. Como pensador político, penso que as estruturas sociais que formam a política são bem fortes na nossa modernidade, não é trivial convencer as pessoas a desistirem de suas pautas de luta. Todos temos uma proposta contra o capital bruto, mas o cristianismo me faz crer que não existe resposta organizacional capaz de lutar contra isso que não a volta de Cristo. O que é a volta de Cristo? Não sei. Sei que o cristianismo é o lugar para onde todo aquele que entende que um sistema econômico plenamente justo só é possível nEle e, mesmo assim, sacrificam-se para viver em Cristo e demonstrar a bondade de Deus aqui na terra, como sinal para o que há de vir. Neste sentido, ainda espero, do autor, saber qual vai ser a proposta de ação para este pensamento político. Ainda acho que é algo semelhante ao já mencionado anteriormente. Um pensamento me ocorreu agora: a glória de Cristo deve ser algo que transforma o ser humano. Um ritual cristão, se não for transformador, então pode ser convertido simplesmente a algo secular, realizado para manter o prestígio social da estrutura social em torno dele. Essa estrutura, se não for instituída por Deus, provavelmente utiliza-se de violência para se manter. Assim, podemos analisar os rituais das sociedades e entender quais violências elas comentem. O ritual do consumo, por exemplo, deixa a mercê milhares de pessoas fora dele, e pra isso se instrumentaliza através da biopolítica para decidir quais grupos vão ascender ao consumo ou não. O estado chinês, por sua vez, ao que me parece, está tendo bastante sucesso na prosperidade, mas tbm comete violência através do controle extremo. Porém, justificar que a violência do controle chinês é responsabilidade do estado e as mortes que ocorrem no brasil por falta de estado não são responsabilidades do estado brasileiro, então ele está sendo incoerente.
- Pág 83: novamente o autor parece criticar todas as formas de ser política: nacionalismo, liberalismo, socialismo, etc... Porém, volto sempre a pergunta: como ele irá resolver isto? Creio que seja através do ensinamento de que não podemos usar essas ideologias como depósito da nossa fé, mas tão somente como instrumentos políticos. Novamente lembro-me da relação que fiz anteriormente com a violência: será o tipo de violência que cada um desses sistemas estão dispostos a fazer algum tipo de representação ou tipologia dos sacrifícios que fazia-se, no antigo testamento? Ou seja: a violência do comunismo é contra o capitalista e vice-versa. A violência do nacionalista é contra o estrangeiro. A violência do anarquismo é contra qualquer forma de estado. Etc... Cristo aponta uma solução pra isto uma vez que ele é o sacrifico que redimiu a humanidade, demonstrando como todas essas ideologias estão distorcidas e atrasadas.
- Pág 87: o "livre de ideologia" me preocupa, pois se Dooyweerd argumenta que na filosofia não há união prq não se consegue partir do mesmo lugar no pré-teorico, eu argumento que isto tbm acontece na fé cristã. Inclusive, a depender da vertente de teologia, há o próprio anticristo que está a solta por aí. Então para mim estas coisas não são tão triviais. Ou seja: não será simples este projeto de livrar-se da ideologia, ou mesmo impossível. Mas isto não significa que não devemos fazer nosso melhor para tentar. Tal como o processo de santificação. Neste ponto, ser capaz de quebrar os ídolos é necessário. E os santos vão ser capazes de quebrar um a um, até que sobre somente Cristo.
- Pág 88: lembro-me de alguma menção a isso anteriormente. De que, embora tenhamos "eliminando" o consumismo da nossa teoria - forma de racionalizar as percepções da vida - ainda vivemos na prática, o que não deixa de ser idolatria.
- Pág 92: o que o autor está descrevendo é o que eu descrevo na minha filosofia como a polarização da jornada do herói.
- Pág 94: nessa citação se toca em dois temas importantes: assimilação cultural e moral. Pelo jeito o autor está usando, como moral, o que eu chamo de ética de estado. Sendo assim, não consigo compreender bem o que ele quer dizer valor moral igual. O que significa uma moral ser igual a outra ou melhor ou pior que outra?
- Pág 95: este parágrafo continua sendo um mistério para mim. Não entendo onde ele quer chegar. E tbm não me parece adequado que ele queria criticar um movimento intelectual de pessoas cuja revelação em Cristo ainda não chegou. De fato, eles pensam que estão em guerra. Nós já vencemos essa guerra com a vitória de Cristo. Não será tão simples resolver. Acredito que o autor saiba disso, portanto essa menção ao evento intelectual foi apenas desnecessária ou exemplificadora. No entanto, é preciso levar em consideração que a ideia de estado democrático de direito está caindo por terra. Então pode ser uma menção não tão desnecessária assim.
- Pág 98: essa bandeira da educação é perigosa, uma vez que nenhum conhecimento é desprovido de política. Parece um apelo a apolítica, ou seja, que existem estruturas técnicas capazes de responder de maneira objetiva e material o que é melhor para todo mundo. Isto é um assunto complicadíssimo. Entretanto, defendo que todo cristão tenha o direito de expressar sua opinião política.
- Pág 103: nessa página o autor revela um pouco mais concretamente que ele espera que o melhor entendimento de como a sociedade funciona através da soberania das esferas nos leve a uma melhor discussão política. Nisto concordo. Discordo, porém, quando o autor diz que a separação entre esquerda e direita será diluída através do "ser cristão". Diante da minha perspectiva, não irá. Isto não significa que todo este trabalho está perdido, ele só não é tão forte quanto se imagina. Ainda sim, é forte o suficiente para nos trazer importantes avanços.
- Pág 107: o autor faz um expressivo ataque a ideologia de gênero. A tirar a negar a dissociação da matéria com a alma que a ideologia de gênero costuma fazer, que não é aceitável para um cristão como sendo natural, não entendo o prq tanta força neste ataque. No entanto, na página anterior, a descrição sobre como a uniformização destrói a vida foi muito bonita.
- Pág 109: o autor fala que devemos impedir líderes de igreja que abusam emocionalmente de seus fiéis. Mas não ficou claro como.
- Pág 112: ser julgada de acordo com qual perspectiva? De acordo com quais compromissos? Tbm não entendi, na página anterior, o que significa esse financiamento independente da abordagem confessional. Achei bastante estranho. Ele trata sobre tratar os corpos com justiça, mas que justiça? A justiça de Deus? Do estado? Do mercado? Isto ficou bastante vago. Entendo que o autor, ao falar do multiculturalismo, precisa ser bastante cauteloso devido a carga de preconceito que a cultura cristã deve ter. Muito bonita essa reflexão final sobre atividade e passividade.
- Pág 114: normatizar como? Determinar como? Como aplicar a justiça de Deus na materialidade das coisas?
- Pág 115: o autor parece estar batendo em fantasmas visto que não é pauta de nenhum pacote ideológico que eu conheça a defesa da pedofelia ou neonazismo. Pelo menos não um legitimado em lei e com instituições bem formadas. Tais absurdos tbm não podem ser veiculados em rede pública de comunicação. Pra piorar, ele diz que não é papel do estado não opinar no formato das famílias, mas não esclarece, novamente, como ele pretende estabelecer isso no estado como premissa. E tbm parece confundir a afirmação do tal filósofo brasileiro da função dos intelectuais numa revolução com a função do governo. Sem contar que se ele quer dizer que os indivíduos sabem o que fazem para justificar um estado não grande, então ele tá falando sobre seres humanos pecadores e está indo além do confessional, uma vez que a maioria das pessoas se dizem cristãs mas mal lêem a bíblia. Enfim, estou achando esse posicionamento fraco. O autor tbm elogia o afastamento do Chaplin e fala sobre equilíbrio. Novamente: equilibro sobre que ponto de vista teórico? Tudo isto me parece ser dito do ponto de vista cristão, o que é bom, porém não creio que seja filosofia de estado. Repreensão como? Incentivo como?
- Pág 117: o autor dá o que possivelemente um exemplo dessa pratica de incentivo do estado. Isto me preocupa, pois uma vez que há incentivo do estado p entididades religiosas, e uma vez sendo o cristianismo uma das únicas religiões capaz de suportar a modernidade, então será o cristianismo o único beneficiado?
- Pág 120: a crítica do autor foi boa, mas quem garante que ele tbm não está sob alguma ótica ideológica? Isto não ficou claro. Mas ele segue com uma pergunta fundamental: qual a confissão do estado? Estou muito tentado a dizer que é a própria sobrevivência.
- Pág 121: o autor reconhece importantes atributos do estado, e a não ser como os cristãos que querem dominar o estado por interesse próprio. Porém, esse estado do qual ele fala pra mim parece inalcançável. Só na volta de Cristo. Não fica claro, novamente, tudo isto na prática, embora eu já esteja achando estranho algumas afirmações que na boca de um cristão é ok, mas não na boca de um estado. Ou seja: ele não é está produzindo um estado verdadeiramente secular, e eu não acredito que nossa sociedade seja capaz de aceitar um estado não secular. Para mim, cristaos devem ser fortes o suficiente para até mesmo influenciar o estado secular através do voto e da opinião. Mas para isto é preciso muita maturidade.
- Pág 129: parece-me que o autor não tem ideia de onde ele está se metendo ou eu não entendi o que ele quer dizer. Cristianismo meter-se nessa briga de progressistas X conservadores? Como? O autor falou sobre meta-argumentação, mas até agora não vi nada de concreto do autor, apenas argumentações em nível abstrato. O autor crítica que autores que, como ele, vieram da mesma tradição. Porém, não estou enxergando nenhum posicionamento prático até agora.
- Pág 131: o autor não define o conceito de verdade em momento algum. Com isso, ataca o tipo de verdade que quer. Em específico, ataca a verdade política como sendo inexistente porque toda verdade por trás da verdade política é um compromisso religioso. Isto, para mim, também é um tipo de absolutismo, porém um absolutismo insuperável. Autoridades políticas sempre vão absolutizar a realidade para a política, enqunato que autoridades religiosas sempre irão absolutizar a realidade para a religião e a ciência idem. Neste ponto começo a discordar do livro e vejo alguns erros de compreensão. Os cristãos devem sim afirmar um estado, mas um estado laico, porque os impostos são feito em cima de pessoas não por critérios religiosos, mas por critérios políticos. Se a afirmação de um estado passar pela afirmação religiosa, haverá problemas. O autor ainda não está claro no que ele está falando e parece-me que ele está ganhando um tom mais agressivo no final deste livro o que, pra mim, parece desequilibrado.
- Pág 132: um exemplo claro está na sexualidade. Como o autor pretende fazer com que a visão cristã opere na sexualidade? Como vamos impor ou fazer isto acontecer? Ensinando as crianças, por meio do estado, de que homossexualismo é errado? Com base em que? Temos nossas igrejas pra fazer isto, certo? Além disso, parece que a influência que leva uma pessoa a um caminho ou outro é puramente racional, e não o espírito santo. Não entendo o que este autor está falando, volto a insistir.
- Pág 138: exemplo interessante. O autor parece-me um pouco desequilibrado ao chamar uma iniciativa de "lamentável". Acaso ele é o dono da verdade para saber se não existem planos ou motivos que ele desconhece? Principalmente se tratando de irmãos em Cristo? Para mim isto é uma coisa muito confusa.
- Pág 140: neste ponto o autor anuncia que vai entrar no aspecto litúrgico. Desde que a liturgia tenha como objetivo a formação da virtude, e que seja sempre este o critério prioritário para a adoção ou não de uma liturgia, não me oponho. Mas é preciso tomar cuidado porque a liturgia pode ganhar outras dimensões não desejáveis, que talvez sejam inevitáveis, mas nunca podem se tornar prioritárias. Isto lembra o Tao Te Ching.
- Pág 143: o autor aumenta o conceito de liturgia. Entretanto, não fica claro o que é liturgia para o autor.
- Pág 145: o autor volta a ter um ar balanceado. Talvez seja a minha a falta de balanço por não entender precisamente ao que o autor crítica. De qualquer forma, venho pensando acerca do que ele disse por: "transpolitico". Isto significa que há áreas da religião que afetam a vida humana e que não tem dimensão política, pelo o que eu entendi. Se for isto, tbm é possível assumir o "transreligioso", ou seja, áreas da política que não tem dimensão religiosa? É preciso definir bem o que é política e o que é religião para não recair em erros de linguagem. O autor parece-me estar muito no campo do abstrato e por vezes tenho dificuldade de traduzir suas abstrações para a prática. Esse texto do Lewis é excelente.
- Pág 148: uma vez que eu tive uma formação cristã muito atípica, tenho imensas dificuldades em enxergar a liturgia como elemento de formação cristã. Por outro lado, entendo que há um vazio na existência humana, em minha própria, que deve ser preenchido. Como preencher? Liturgia certamente pode ser uma resposta. Mas, como dito anteriormente, se a liturgia tiver outros propósitos, como apresentados pelo autor, de nada valem. Mas como, por outro lado, garantir que a liturgia tenha os propósitos corretos? Daí encontra-se a habilidade ou a revelação do ministro. Neste sentido, o ministro é o ponto chave para administração da boa liturgia. Mas como garantir boa formação de ministros? Nosso primeiro ministro é Cristo. Ele nos ministra com sua vida. Através de Cristo, ministros são formados. Estes ministros levam Cristo a outras pessoas. Toda liturgia, portanto, nada mais é que levar Cristo para as pessoas, para que através disso elas tenham a revelação de Cristo. Parece-me inocente falar sobre liturgia com propósito de desenvolver virtudes. O que isto significa? Que nossos jovens vão ter a revelação de Cristo ao aprenderem, mecanicamente, a serem pacientes? Ao aprenderem, mecanicamente, que precisam colocar sua esperança de vida em Cristo? Para mim isto não está claro. Os jovens aprendem, por outro lado, quando há um ministro de Cristo levando Cristo a eles. Mas e se não há um ministro de Cristo levando Cristo a eles, significa que não há chance dos jovens aprenderem? Não creio nisso, pois creio que o próprio espírito santo encontre maneiras de ministrar a aqueles que o buscam. Ele é pai dos órfãos. Talvez eu simplesmente esteja fazendo uma leitura errada do que o autor quer dizer. Mas me preocupa o autor depositar esperança no mecanismo da igreja para geração de jovens virtuosos. O problema de decidir se um jovem é virtuoso não é determinístico. Não existe mecanismo satisfatório para tanto. Somente aqueles cujo coração está iluminado pelo espírito santo pode, talvez, conseguir julgar com mais assertividade, pois mesmo estes podem falhar por engano do inimigo. Entendo a preocupação do autor e acho válida, só faço estas correções ou considerações.
- Pág 148: o autor, para mim, comete um erro grave ao afirmar que ideologia nenhuma resiste numa comunidade que adora a Cristo. Isto significa que as comunidades cristãs que dizem adorar a cristão e que, segundo a visão do autor, tbm servem a alguma ideologia, como as comunidades cristãs que tem viés humanista ou viés liberal, não são comunidades cristãs? Como o autor julga o que é ou não é de Cristo? Através da escritura? Então ele aponta para uma comunidade e diz: vc não é de Cristo prq em vc há ideologia? Isto é extremamente complicado. Não me agrada essa abordagem. Além disto, como ele pode dizer que a comunidade cristã é a única capaz de produzir virtudes humanas? Isto tbm é uma afirmação extremamente perigosa. Aceita quem quer e isto será uma afirmação de fé, mas há quem possa discordar. Mas posso ter entendido errado tbm.
- Pág 152: parece-me aqui ficou um pouco mais concreto os conceitos que ele anteriormente falava: conseguir influenciar o coração de pessoas importantes na sociedade com o evangelho para que, através disso, essas pessoas importantes transformem a sociedade de dentro pra fora. Lembro-me do exemplo já dado do cara que desistiu da carreira política dele com o intuito de não "negociar seus princípios". Por outro lado, pede-se que pessoas que trabalhem em instituições falidas se convertam, e transformem tais instituições prq, naturalmente, elas não vão negociar princípios para trabalhar nestas instituições. Isto pode dar certo? Para mim, parece contraditório ou o exemplo só foi ilustrativo, não normativo. De qualquer forma, se o exemplo for ilustrativo, significa que pessoas vão se converter ao evangelho, mas se defrontar com uma realidade de pecado tão pesada que nada podem fazer ou, se puderem, no máximo, vai ser desistir de suas carreiras de maneira autosacrificial. Ou seja: ainda sim as instituições vão continuar pecaminosas. Há ainda a possibilidade de elas conseguirem transformar, através do tempo, de pouco a pouco, através de pequenos vários sacrifícios, aquela instituição. O que é o cenário mais realístico. Neste caso, ela precisará saber conviver com o pecado, negociar, ter sabedoria para saber quando é o momento de dizer sim e não, ter o espírito santo para saber quando recuar e quando avançar em busca do seu propósito. Isto, porém, traz uma consequência que o autor parece não estar consciente: a atuação cristã acontecerá de maneira não ideal e não avaliável. Isto pode ser um problema para o autor, uma vez que ele parece criticar igrejas que posturas híbridas e de negociação com ideologias para alcançar fieis. Para mim, isso é um erro teológico, ficar reclamando desse tipo de coisa, pois ele não reconhece que mais importante de tudo é a palavra de Cristo chegar. Se ele assume que existe uma forma perfeita para essa palavra chegar e critica o outro para que isso aconteça, ele tá assumindo uma posição que não é confortável para mim, pois o que eu desejo é que ele mesmo seja a mudança que ele espera para o mundo ao invés de ficar fazendo pressão por argumentos racionais e teológicos que o outro mude.
- Pág 157: o que o autor tanto critica parece-me natural à escolha de alguns por quantidade ao invés de qualidade. Em alguns momentos da história, os evangelistas escolheram a quantidade. Mas prq, fundamentalmente, isto é errado? Prq não existe um corpo teórico para justificar as práticas? Posso ter entendido errado, mas acredito que o autor falou isto deste caso em tom de reprovação. Ou seja: perdeu-se o caráter familiar, desejável, da comunidade cristã, para um caráter industrial. Concordo com ele, mas não vejo isto nem como bom ou como ruim, só como algo que aconteceu na época. A pergunta é: o que queremos para nossa época? O que queremos para agora? E como construir isto? O autor deu uma pequena pista. Novamente ele começa a bater nas igrejas brasileiras, por outro lado, defendendo alguns pastores que eu chamo de anticristo que tiveram a coragem de ir à público defender de maneira completamente inadequada pautas que o autor considera cristãs. O que eu vejo? Muita crítica, muita argumentação abstrata, e pouca prática, até agora. Eu estava esperando algo mais prático. Estou sendo crítico agora, e talvez nem eu mesmo tenha essa prática. No fim da página o autor diz: o Brasil não mudará. A pergunta que fica é: mudar de onde pra onde? Com qual propósito? Ainda não está claro pra mim.,
- Pág 158: o autor evoca que a prática da catequese deve retornar, como uma forma de instruir nossas crianças desde cedo. Mas se essa prática é tão boa assim, prq ela foi abandona, a começo de conversa? O que eu digo é que esta prática pode ser boa ou pode ser ruim, a depender de quem a ministra. Se aquele que a ministra não a faz com o coração em Cristo, ele pode buscar catequizar apenas como modo de manter a fidelidade da igreja ao longo das gerações. Isto não é algo trivial de ser feito da maneira correta.
- Pág 159: o que eu não entendo é o prq o autor fica falando sobre sociedades voluntárias X orgânicas. Será que ele acredita que se incutir na cabeça das pessoas que igrejas são orgânicas, ou seja, devem ser relações mais profundas, isso vai ser o suficiente para expurgar a cultura liberal das pessoas? Para piorar, ele não parece estar colocando isto de maneira razoável. O que isto significa? Que se minha igreja fizer coisa errada, se eu não estiver me sentindo bem, ainda sim eu devo insistir no meu relacionamento com a igreja? Até quando? Quais limites? E se eu falar e ninguém me escutar? Não existe procedimentos estabelecidos que ditam qual é a correta cultura de relacionamento de igreja? A discussão não deveria ser simplesmente tipificar o tipo de igreja, mas sim quais são os processos que fazem com que a igreja seja um organismo ao invés de uma associação voluntária. No estado bem sabemos quais são estes mecanismos, a saber o corpo jurídico. Na família, tbm, que são os laços de sangue. Mas e na igreja? Além disso, espera-se que aceitemos tais mecanismos prq os reconhecemos a luz da bíblia e através da revelação do espírito santo, e por nenhum outro motivo. Não é uma argumentação racional mas sim uma revelação do espírito santo que nos faz querer nos submetermos a autoridade da igreja. Isto precisa ser mais explanado, e talvez o autor faça isso melhor em outro livro ou futuramente no livro.
- Pág 160: os evangélicos estão crescendo cada vez mais no país. Isto, provavelmente, devido a estas práticas de massificar o evangelho. Porém, o autor parece não gostar disso, querendo um evangelho mais lento, porém forte. Será que o autor quer um evangelho melhor dos dois mundos? Ou por ele, seria melhor os evangelhos crescerem muito lentamente, mas com qualidade?
- Pág 162: essa conceituação de igreja invisível e igreja visível é muito bonita. Seria interessante arrumar nomes mais apropriados para isto. Não sei quais. De qualquer forma, é muito bonita. No fim da página, o autor novamente fala sobre igreja cristã sem Cristo. Isto, como já dito, é preocupante para mim, visto que até as igrejas anticristo eu considero cristã.
- Pág 164: o autor finaliza lembrando da importância de irmos a igreja local, pelo o que eu entendi, e que a igreja local vai demonstrar a cidade dos homens a força da cidade de Deus. No entanto, ainda não continua claro. Ele só tem a conclusão para esclarecer muita coisa, não tenho tanta esperança que ele irá conseguir. A ver.
- Pág 169: será que existem pastores que realmente estão de acordo de que seja simplesmente o objetivo do cristianismo manter as pessoas entre quatro paredes? Será que eles fazem isto realmente acreditando que é assim que deva ser? Pra mim a coisa é um pouco mais complicada pois, ou eles sabem que está errado e estão buscando amadurecer o seu povo ou eles sabem que isto é errado e mesmo assim continuam fazendo. Um ou outro, a crítica do autor me parece desnecessária. Entretanto, é bastante bonito essa analogia de trabalho-festival e Plantação-colheita. É, pensando bem pode haver casos de pastores que simplesmente não percebem que isto é ruim. Embora eu ache que seja casos raros.
- Pág 169: talvez a formação de um discípulo de Cristo requeira simplesmente Cristo. A questão é como a igreja de Cristo vai se manifestar para nos ajudar a confortar o vazio de nossos corações e demonstrar a bondade de Deus enquanto não alcançamos a glória
- Pág 171: o que separa essa visão da visão da imanetizacao? Não está claro pra mim a diferença entre uma coisa ou outra. Temos que desfrutar desse mundo? Pra mim isso é bem estranho. Penso que temos que ser gratos por Cristo, que nos resgatou do pecado, adorarmos a Deus e demonstrarmos sua bondade aqui na terra. Se, por ventura, tivermos a graça de ter uma vida boa, então é graças a Deus. Se, por outro lado, tivermos uma vida sofrida, que seja graças a Deus tbm. De um jeito o outro, que cada um de nós sirva a Deus de todo coração em busca de seus galardões, e que nos encontremos no céu, ao lado de Cristo, onde será nossa morada eterna. Acredito que este ponto de vista é um pouco diferente do que o autor fala. Pensando bem, não existe padrão nos homens de fé de Deus. Alguns tiveram vida boa, outros tiveram começo bom, e final ruim, outros tiveram começo ruim e final bom. O que importa é que cada um deles serviu a Deus e ajudou a revelar Cristo na terra. Então essas conclusões sobre como a vida de um cristão deve ser me soam mal.
- Pág 172: o autor crítica outras formas de teologia, mas me parece que ele está se esforçando demais pra estabelecer a teologia dele. Além disso, esse conceito de onde começa a teologia não é muito fácil de ser averiguado. Parece um conceito abstrato que não encontra formas de se materializar.
- Pág 174: pelo o que eu entendi, para o autor, há o reino dos céus e o reino do homem. O que eu entendi é que quando o homem se converte, ele converte tbm o reino, pois só assim se alcança a visão de viver Deus em todas as esferas da vida. Entretanto, essa visão não me é muito agradável. Prefiro a anterior, de que o mundo jaz no pecado. Sei que o autor se incomoda com isso prq leva ao pensamento de que, uma vez que o mundo jaz no pecado, não tem prq tentarmos transformá-lo. Mas isso é facilmente combatido quando lembramos da nossa missão de mostrar o amor de Deus ao mundo e de que Deus recompensará de maneiras diferentes as diferentes pessoas, os galardões revelados por Paulo. Só acredito na remissão da matéria quando Cristo voltar. Mais ainda: não nós enganemos ao achar que o mundo não faz parte de nós. Faz. E adoramos coisas do mundo. E Cristo nos perdoa por isso. De fato, sempre que adoramos algo do mundo o fazemos por fraqueza, é uma vergonha para nós. Mas assim fazemos prq nosso corpo caído quer se sentir bem agora, quer ser alimentado agora, e nos falta fé para que nosso único alimento seja Cristo e a esperança de seu reino. Mas isso nada mas é que o processo de maturidade. Nascemos adorando a matéria, crescemos e temos a revelação de Cristo, a partir daí nossa matéria decai, de modo a nos ajudar a adorar cada vez menos a ela, embora isto não seja determinante, para que adoremos cada vez mais a Cristo, até que morremos e temos nosso corpo glorificado. O céu nos é garantido desde quando reconhecemos Cristo como salvador, mas quanto maior nossa adoração a Cristo, maior será nosso galardão.
- Pág 176: uma importante observação, que vivamos não de acordo com a força de nossos braços, mas com a graça de Deus em nós
- Pág 179: o autor afirma que a árvore é o que é prq ela é natural. No entanto, nessa analogia com a sociedade, o que significaria "natural"? Há algo na nossa economia que é natural? Para ele, enquanto concordante com o princípio da autonomia das esferas sociais, deve ser fácil imaginar que determinada esfera social tenha uma autonomia natural. Porém, ainda sim, o "natural" não significa da natureza, mas sim "designada por Deus" nesse contexto. Portanto, essa é uma visão claramente teológica. Tenho dificuldade em ver a academia aceitando algo como isso.
- Pág 180: o autor traz uma construção completamente enviesada de sociedade e a coloca como se ela fosse autoevidente. Pior: não estrutura e nem explica como tal visão é alcançada, como se tudo isso fosse alcançado simplesmente quando todos os indivíduos tiverem um bom relacionamento com Deus. Se assim o for, o que ele está descrevendo é a volta de Cristo. Se não for, está faltando ele explicar o que ele vai fazer com aqueles que desejam a maçã que vai fazer essa sociedade se desequilibrar. Vão fazer como os antigos, e eliminar o mau do meio do povo? Não é está claro. Em seguida o autor deixa claro que isto é uma utopia que regência o trabalho deles. Isto, pelo menos, faz mais sentido, embora os questionamentos que eu fiz ainda não estejam claros. Provavelmente são questões que vão ser resolvidas no fazer, não na teoria.
- Pág 182: novamente, o autor fala como se fosse um aspecto autoevidente o que significa obedecer e se submeter à vontade de Deus. Inclusive, lembro que Guilherme de Carvalho usava o termo "contrarevolucionário". O autor parece ter traduzido esse termo para "antirevolucionário", o que pode perder um pouco da ideia original de não ser, em si, contra a revolução, mas buscar uma forma não violenta e obediente à Deus de revolução. O autor pede para que deixemos a arrogância revolucionária de lado. Acredito que já fiz uma crítica semelhante a essa que farei: se o público a quem ele pede isto for um público não cristão, não adianta prq esse público não tem a revelação de Cristo. Se for cristão e ainda sim ter uma arrogância revolucionária, ou é prq ele quer usar o nome de Cristo para o projeto socio-político dele, e daí entende-se que ele é um anticristo, ou que usa o nome de Cristo através de uma má índole, e neste caso não adianta pedir, ou ele realmente não sabe sobre Cristo. Neste último caso, existe a chance dele ser cristão, só não ter tido a revelação específica desse caso, então este aviso seria útil para este público, ou ele, ao descobrir sobre Cristo, tbm descobre-se não cristão. Enfim, estou um pouco crítico prq estou questionando a necessidade de tal afirmações. Porém, sei que devo respeitar o autor pela caminhada cristã e de estudo dele.
- Pág 184: o autor, assim como eu, parece estar produzindo um conteúdo para o seu "eu mais jovem". Afinal, minha filosofia tbm é construída para um "eu mais jovem". Então começo a compreender melhor o autor, porém só peço um pouco mais de cuidado com a forma como ele coloca o texto. Porém, tbm preciso ver se eu tenho esse cuidado. Ademais, tbm me preocupa o fato dessa visão "naturalizada" do shalom seja usada por anticristos. Neste sentido, é fundamental a igreja produzir algo para combater esta visão. Esta produção, naturalmente, virá através da graça de Deus e não pelo esforço ou merecimento da igreja. Em última instância, o que a igreja deve fazer é continuar a buscar Cristo prq nele certamente já vencemos.
- Pág 188: é perigoso o autor afirmar que existe uma incoerência em um movimento. Há uma incoerência sob o ponto de vista dele. Contudo, o movimento em si pode achar a si próprio coerente, e realmente sê-lo, bastando que adapte-se o conjunto de significado da sua linguagem à sua ação. A linguagem não é de maneira nenhuma estática. A criação de um novo movimento social indica a criação de novas formas de produção, as novas formas de produção não tem nome e, portanto, são nomeadas por aqueles que as cria, que são autoridades sobre a criação. Dizer que há incoerência interna em um movimento qualquer é algo extremamente perigoso, pois é impor a própria linguagem e forma de ver o mundo sobre o outro.
- Pág 189: ele criticou, mas não apresentou nenhum posicionamento prático alternativo.
- Pág 191: esta finalização é um convite para que deixemos a discussão pública, porém superficial, para olharmos para dentro e descobrirmos acerca de nós mesmos, mas não sob nossa própria ótica, prq somos potencialmente infinitos, mas sob a ótica de Deus. Isto me parece bastante razoável, assim como é razoável todo o final desta leitura. O autor comete algumas coisas que eu consideraria imprecisões, mas não estou na pele do autor para entender suas motivações. Também ele não deixa claro acerca das práticas ou acerca de como construir, mas o convite inicial já é forte o suficiente para motivar uma mudança para aquele pequeno público que está confuso quanto a relação cristão-político. Sim, acredito ser um público pequeno. A maioria que tenta fazer esta mistura o faz por desejo de poder, o que, pra mim, são anticristos. Tbm creio em uma pequena parcela que usa se mistura com essas ideologias para alcançar mais pessoas. A diferença entre essas pessoas e quem usa o nome de Cristo de maneira indevida como projeto de poder é que elas, pouco a pouco, vão substituindo a adoração pela ideologia para a adoração de Cristo. Porém, estou falando isso em um recorte teórico, pois não conheço ninguém que, de fato, faça isso - assim como não conheço quem misture ideologia de esquerda com cristianismo, de uma maneira geral, como o autor tanto criticou em determinado momento. Ficou bem claro tbm a crítica que o autor faz ao liberalismo cego. Este convite à reflexão é, pelo menos, um inicio necessário para que possamos construir uma força que atua na política de maneira correta. Agora resta-nos conhecer os próximos passos, que tenho fé que virão, pela graça de Deus.

Fé Cristã E Ação Política | Pedro Dulci