Comentários Fé cristã e ação política:
- citações: uma das citações sobre o livro relata sobre o desejo de ter
até partidos políticos cristãos. Isto, inicialmente, me assustou, mas a
depender de como for feito pode até ser possível, talvez? Melhor ler o
livro antes de ir com abordagens preconceituosas.
- Pág 23: é interessante essa reflexão de que só existe uma forma
secular de organizar a sociedade em resposta à uma forma religiosa.
Isto também me leva a pensar acerca das minhas reflexões sobre ética e
estética estatal. Quais valores, além dos divinos, são poderosos o
suficiente para impor um consenso de ética e estética à um estado? Isto
explica prq os estados eram em grande parte religiosos, mas também me
faz pensar se temos condições de construir algo diferente. Se não, muito
do meu esforço pode ser desconsiderado e/ou redirecionado.
- Pág 25: o autor comenta que anão distinção masculino/feminino
pode ser um possível sinal de falta de amadurecimento. Isto, ao meu ver,
é um juízo de valor, porém é relevante. Quanto a isto eu digo que a
secularização permitiu mais formas energéticas para além do masculino e
feminino, mas concordo que a diferenciação entre ambos é um sinal de
maturidade, mas maturidade sob o ponto de vista da tradição cristã e não
no sentido absoluto. Isto harmoniza essa expressão linguística com as
outras vivências religiosas, mesmo que sejam religiões não
transcendentais.
- Pág 26: essa análises históricas são por demais ricas. e demonstram o ponto de Doowyeerd com precisão.
- Pág 34: Esta caracterização do pobre é bem interessante.
Concordo que a visão do evangelho que é por demais politizada também é
por demais material, fugindo do espírito de Cristo, que é trazer a
redenção à humanidade através do próprio sacrifício. Foge porque eles
querem a estrutura material para sacrificar o outro, o rico, em favor do
pobre, que não é ele, ou mesmo pode ser. à imagem de Deus; pessoas em
rebelião; encarnação de Cristo; o favorito de Deus; almas perdidas;
- Pág 37: o autor afirmou que a teologia protestante tem mais
condições de fornecer os parâmetros de justiça distributiva para uma
nova configuração social porque a sociedade tem raízes culturais no
cristianismo. Para mim, está é uma afirmação muito pesada. Estou a
esperar para ver o que ele quis falar com isto.
- Pág 38: aqui o autor evocou um sentimento de injustiça inato ao
leitor. Não é possível demonstrar que todo leitor terá este mesmo
sentimento de injustiça inata. Parte dessa argumentação, portanto, pode
ser questionável. Ainda sim, mesmo com essas imprecisões, a visão
teológica construída é boa.
- Pág 39: o autor traz a citação de que somente Deus sabe
distribuir corretamente a totalidade dos bens da humanidade. Isto me é
uma conclusão agradável.
- Pág 43: o autor traz uma sugestão de que a harmonia de
conceitos antagônicos, como progressismo e conservadorismo, é atingida
através da estética. Isto pode ser um ponto que eu posso trabalhar
futuramente dentro de mim mesmo, a questão estética da minha filosofia.
- Pág 43: uma interessante visão quanto a dicotomia de todo X
partes: o todo ultrapassa a soma das partes, mas as partes tbm não são
limitadas pelo todo.
- Pág 50: na página anterior, fala-se no religioso como cura do
modernismo. Na página em questão, fala-se sobre na incapacidade de um
grupo de religiosos em julgar o que é melhor para todos. Estou a começar
a compreender o que se prega aqui: que cada autoridade, como eles
dizem, ou organismo social, que eu digo, começa a compreender sua
identidade em Deus e, com isso, exercer corretamente todas as outras
soberanias. Isto é algo parecido com o que eu penso acerca do que seria
uma possível vinda de Cristo: quando todas as autoridades - política e
científica, por exemplo - se prostrariam diante dEle, mas somente dEle,
não de seus representantes, isto é, autoridades da igreja. Isto traria
equilíbrio ao mundo, de modo que poderíamos viver uma nova realidade.
Indiretamente creio que o autor esteja falando disto.
- Pág 53: Não entendi o que ele quis dizer por "natureza" e "mundo". Este mesmo parágrafo é todo discutível e confuso.
- Pág 55: "um acordo entre autoridades plurais e reciprocamente
responsáveis poderia honrar honrar a convicção de que a soberania
absoluta pertencia somente a Deus".
- Pág 56: interessante o exemplo do bispo, trazendo a luz da vida
até as questões mais intimas da igreja, pelo o que eu entendi. Um
exemplo bonito de comunidade cristã, que talvez esteja próximo ao que
Cristo fala em alguns momentos. Parece que nossa cultura não está
preparada para isto.
- Pág 62: o autor explícita o prq ele considera o cristianismo
como a religião central para o ocidente. Admiro a posição dele, pois
desenvolvi minha filosofia com o mesmo pensamento, porém, ele tem a
coragem de explicita-lo, enquanto eu mantenho implícito, embora não o
esconda. Talvez o tenha feito por não ter as justificativa
historico-social que o autor traz consigo. Essa argumentação sobre
esfera público-privada é bem forte. Além de coragem, tbm sofisticação
- Pág 71: é interessante essa reflexão acerca do corpo político.
Minha filosofia de organismo social está longe de chegar em tais
conclusões, e a conclusão parece ser forte: a de que teremos que fazer
mudanças comportamentais através da vida nua. No entanto, eu preciso
entender o que isto realmente significa quando contraposto com o passado
ou contemporâneo. De algum modo creio que signifique que não adianta
mais tentarmos mudar as coisas através da imposição, prq tudo é dominado
pela política, e de que não temos condições de negar isto, mas somente
de aceitar e transformar através da nossa própria transformação.
- Pág 72: essa comparação entre os rituais de dispensação da
gloria é a mídia foi excelente. Inclusive, tenho a impressão que a mídia
do pós-modernismo está esgotada. Parece que não há mais o que se
produzir, se produz mais do mesmo. Universo de super-heróis e filmes
cada vez mais apelativos ao institutos humanos. Idem as séries. Raro ver
algo inovador. Mas isto pode ser apenas uma impressão minha. Mas, se
não for, indica claramente uma saturação da pós modernidade.
- Pág 77: aqui o autor aponta para a necessidade de diminuir-se a
politização. Isto, no entanto, parece-me entrar em contradição com a
conclusão anterior de biopolitica. Se a conclusão é que, a parte da
biopolitica, chegamos num ponto sem volta do corpo ocidental, então não
há como não politizar tais questões no ocidente. Ou diminuir a
importância delas. Diminuir a importância delas é diminuir o poder da
biopolítica. Como cristão, estou inclinado a aceitar que a biopolítica
tem menos poder, uma vez que o verdadeiro valor está em Cristo. Como
pensador político, penso que as estruturas sociais que formam a política
são bem fortes na nossa modernidade, não é trivial convencer as pessoas
a desistirem de suas pautas de luta. Todos temos uma proposta contra o
capital bruto, mas o cristianismo me faz crer que não existe resposta
organizacional capaz de lutar contra isso que não a volta de Cristo. O
que é a volta de Cristo? Não sei. Sei que o cristianismo é o lugar para
onde todo aquele que entende que um sistema econômico plenamente justo
só é possível nEle e, mesmo assim, sacrificam-se para viver em Cristo e
demonstrar a bondade de Deus aqui na terra, como sinal para o que há de
vir. Neste sentido, ainda espero, do autor, saber qual vai ser a
proposta de ação para este pensamento político. Ainda acho que é algo
semelhante ao já mencionado anteriormente. Um pensamento me ocorreu
agora: a glória de Cristo deve ser algo que transforma o ser humano. Um
ritual cristão, se não for transformador, então pode ser convertido
simplesmente a algo secular, realizado para manter o prestígio social da
estrutura social em torno dele. Essa estrutura, se não for instituída
por Deus, provavelmente utiliza-se de violência para se manter. Assim,
podemos analisar os rituais das sociedades e entender quais violências
elas comentem. O ritual do consumo, por exemplo, deixa a mercê milhares
de pessoas fora dele, e pra isso se instrumentaliza através da
biopolítica para decidir quais grupos vão ascender ao consumo ou não. O
estado chinês, por sua vez, ao que me parece, está tendo bastante
sucesso na prosperidade, mas tbm comete violência através do controle
extremo. Porém, justificar que a violência do controle chinês é
responsabilidade do estado e as mortes que ocorrem no brasil por falta
de estado não são responsabilidades do estado brasileiro, então ele está
sendo incoerente.
- Pág 83: novamente o autor parece criticar todas as formas de
ser política: nacionalismo, liberalismo, socialismo, etc... Porém, volto
sempre a pergunta: como ele irá resolver isto? Creio que seja através
do ensinamento de que não podemos usar essas ideologias como depósito da
nossa fé, mas tão somente como instrumentos políticos. Novamente
lembro-me da relação que fiz anteriormente com a violência: será o tipo
de violência que cada um desses sistemas estão dispostos a fazer algum
tipo de representação ou tipologia dos sacrifícios que fazia-se, no
antigo testamento? Ou seja: a violência do comunismo é contra o
capitalista e vice-versa. A violência do nacionalista é contra o
estrangeiro. A violência do anarquismo é contra qualquer forma de
estado. Etc... Cristo aponta uma solução pra isto uma vez que ele é o
sacrifico que redimiu a humanidade, demonstrando como todas essas
ideologias estão distorcidas e atrasadas.
- Pág 87: o "livre de ideologia" me preocupa, pois se Dooyweerd
argumenta que na filosofia não há união prq não se consegue partir do
mesmo lugar no pré-teorico, eu argumento que isto tbm acontece na fé
cristã. Inclusive, a depender da vertente de teologia, há o próprio
anticristo que está a solta por aí. Então para mim estas coisas não são
tão triviais. Ou seja: não será simples este projeto de livrar-se da
ideologia, ou mesmo impossível. Mas isto não significa que não devemos
fazer nosso melhor para tentar. Tal como o processo de santificação.
Neste ponto, ser capaz de quebrar os ídolos é necessário. E os santos
vão ser capazes de quebrar um a um, até que sobre somente Cristo.
- Pág 88: lembro-me de alguma menção a isso anteriormente. De
que, embora tenhamos "eliminando" o consumismo da nossa teoria - forma
de racionalizar as percepções da vida - ainda vivemos na prática, o que
não deixa de ser idolatria.
- Pág 92: o que o autor está descrevendo é o que eu descrevo na minha filosofia como a polarização da jornada do herói.
- Pág 94: nessa citação se toca em dois temas importantes:
assimilação cultural e moral. Pelo jeito o autor está usando, como
moral, o que eu chamo de ética de estado. Sendo assim, não consigo
compreender bem o que ele quer dizer valor moral igual. O que significa
uma moral ser igual a outra ou melhor ou pior que outra?
- Pág 95: este parágrafo continua sendo um mistério para mim. Não
entendo onde ele quer chegar. E tbm não me parece adequado que ele
queria criticar um movimento intelectual de pessoas cuja revelação em
Cristo ainda não chegou. De fato, eles pensam que estão em guerra. Nós
já vencemos essa guerra com a vitória de Cristo. Não será tão simples
resolver. Acredito que o autor saiba disso, portanto essa menção ao
evento intelectual foi apenas desnecessária ou exemplificadora. No
entanto, é preciso levar em consideração que a ideia de estado
democrático de direito está caindo por terra. Então pode ser uma menção
não tão desnecessária assim.
- Pág 98: essa bandeira da educação é perigosa, uma vez que
nenhum conhecimento é desprovido de política. Parece um apelo a
apolítica, ou seja, que existem estruturas técnicas capazes de responder
de maneira objetiva e material o que é melhor para todo mundo. Isto é
um assunto complicadíssimo. Entretanto, defendo que todo cristão tenha o
direito de expressar sua opinião política.
- Pág 103: nessa página o autor revela um pouco mais
concretamente que ele espera que o melhor entendimento de como a
sociedade funciona através da soberania das esferas nos leve a uma
melhor discussão política. Nisto concordo. Discordo, porém, quando o
autor diz que a separação entre esquerda e direita será diluída através
do "ser cristão". Diante da minha perspectiva, não irá. Isto não
significa que todo este trabalho está perdido, ele só não é tão forte
quanto se imagina. Ainda sim, é forte o suficiente para nos trazer
importantes avanços.
- Pág 107: o autor faz um expressivo ataque a ideologia de
gênero. A tirar a negar a dissociação da matéria com a alma que a
ideologia de gênero costuma fazer, que não é aceitável para um cristão
como sendo natural, não entendo o prq tanta força neste ataque. No
entanto, na página anterior, a descrição sobre como a uniformização
destrói a vida foi muito bonita.
- Pág 109: o autor fala que devemos impedir líderes de igreja que abusam emocionalmente de seus fiéis. Mas não ficou claro como.
- Pág 112: ser julgada de acordo com qual perspectiva? De acordo
com quais compromissos? Tbm não entendi, na página anterior, o que
significa esse financiamento independente da abordagem confessional.
Achei bastante estranho. Ele trata sobre tratar os corpos com justiça,
mas que justiça? A justiça de Deus? Do estado? Do mercado? Isto ficou
bastante vago. Entendo que o autor, ao falar do multiculturalismo,
precisa ser bastante cauteloso devido a carga de preconceito que a
cultura cristã deve ter. Muito bonita essa reflexão final sobre
atividade e passividade.
- Pág 114: normatizar como? Determinar como? Como aplicar a justiça de Deus na materialidade das coisas?
- Pág 115: o autor parece estar batendo em fantasmas visto que
não é pauta de nenhum pacote ideológico que eu conheça a defesa da
pedofelia ou neonazismo. Pelo menos não um legitimado em lei e com
instituições bem formadas. Tais absurdos tbm não podem ser veiculados em
rede pública de comunicação. Pra piorar, ele diz que não é papel do
estado não opinar no formato das famílias, mas não esclarece, novamente,
como ele pretende estabelecer isso no estado como premissa. E tbm
parece confundir a afirmação do tal filósofo brasileiro da função dos
intelectuais numa revolução com a função do governo. Sem contar que se
ele quer dizer que os indivíduos sabem o que fazem para justificar um
estado não grande, então ele tá falando sobre seres humanos pecadores e
está indo além do confessional, uma vez que a maioria das pessoas se
dizem cristãs mas mal lêem a bíblia. Enfim, estou achando esse
posicionamento fraco. O autor tbm elogia o afastamento do Chaplin e fala
sobre equilíbrio. Novamente: equilibro sobre que ponto de vista
teórico? Tudo isto me parece ser dito do ponto de vista cristão, o que é
bom, porém não creio que seja filosofia de estado. Repreensão como?
Incentivo como?
- Pág 117: o autor dá o que possivelemente um exemplo dessa
pratica de incentivo do estado. Isto me preocupa, pois uma vez que há
incentivo do estado p entididades religiosas, e uma vez sendo o
cristianismo uma das únicas religiões capaz de suportar a modernidade,
então será o cristianismo o único beneficiado?
- Pág 120: a crítica do autor foi boa, mas quem garante que ele
tbm não está sob alguma ótica ideológica? Isto não ficou claro. Mas ele
segue com uma pergunta fundamental: qual a confissão do estado? Estou
muito tentado a dizer que é a própria sobrevivência.
- Pág 121: o autor reconhece importantes atributos do estado, e a
não ser como os cristãos que querem dominar o estado por interesse
próprio. Porém, esse estado do qual ele fala pra mim parece
inalcançável. Só na volta de Cristo. Não fica claro, novamente, tudo
isto na prática, embora eu já esteja achando estranho algumas afirmações
que na boca de um cristão é ok, mas não na boca de um estado. Ou seja:
ele não é está produzindo um estado verdadeiramente secular, e eu não
acredito que nossa sociedade seja capaz de aceitar um estado não
secular. Para mim, cristaos devem ser fortes o suficiente para até mesmo
influenciar o estado secular através do voto e da opinião. Mas para
isto é preciso muita maturidade.
- Pág 129: parece-me que o autor não tem ideia de onde ele está
se metendo ou eu não entendi o que ele quer dizer. Cristianismo meter-se
nessa briga de progressistas X conservadores? Como? O autor falou sobre
meta-argumentação, mas até agora não vi nada de concreto do autor,
apenas argumentações em nível abstrato. O autor crítica que autores que,
como ele, vieram da mesma tradição. Porém, não estou enxergando nenhum
posicionamento prático até agora.
- Pág 131: o autor não define o conceito de verdade em momento
algum. Com isso, ataca o tipo de verdade que quer. Em específico, ataca a
verdade política como sendo inexistente porque toda verdade por trás da
verdade política é um compromisso religioso. Isto, para mim, também é
um tipo de absolutismo, porém um absolutismo insuperável. Autoridades
políticas sempre vão absolutizar a realidade para a política, enqunato
que autoridades religiosas sempre irão absolutizar a realidade para a
religião e a ciência idem. Neste ponto começo a discordar do livro e
vejo alguns erros de compreensão. Os cristãos devem sim afirmar um
estado, mas um estado laico, porque os impostos são feito em cima de
pessoas não por critérios religiosos, mas por critérios políticos. Se a
afirmação de um estado passar pela afirmação religiosa, haverá
problemas. O autor ainda não está claro no que ele está falando e
parece-me que ele está ganhando um tom mais agressivo no final deste
livro o que, pra mim, parece desequilibrado.
- Pág 132: um exemplo claro está na sexualidade. Como o autor
pretende fazer com que a visão cristã opere na sexualidade? Como vamos
impor ou fazer isto acontecer? Ensinando as crianças, por meio do
estado, de que homossexualismo é errado? Com base em que? Temos nossas
igrejas pra fazer isto, certo? Além disso, parece que a influência que
leva uma pessoa a um caminho ou outro é puramente racional, e não o
espírito santo. Não entendo o que este autor está falando, volto a
insistir.
- Pág 138: exemplo interessante. O autor parece-me um pouco
desequilibrado ao chamar uma iniciativa de "lamentável". Acaso ele é o
dono da verdade para saber se não existem planos ou motivos que ele
desconhece? Principalmente se tratando de irmãos em Cristo? Para mim
isto é uma coisa muito confusa.
- Pág 140: neste ponto o autor anuncia que vai entrar no aspecto
litúrgico. Desde que a liturgia tenha como objetivo a formação da
virtude, e que seja sempre este o critério prioritário para a adoção ou
não de uma liturgia, não me oponho. Mas é preciso tomar cuidado porque a
liturgia pode ganhar outras dimensões não desejáveis, que talvez sejam
inevitáveis, mas nunca podem se tornar prioritárias. Isto lembra o Tao
Te Ching.
- Pág 143: o autor aumenta o conceito de liturgia. Entretanto, não fica claro o que é liturgia para o autor.
- Pág 145: o autor volta a ter um ar balanceado. Talvez seja a
minha a falta de balanço por não entender precisamente ao que o autor
crítica. De qualquer forma, venho pensando acerca do que ele disse por:
"transpolitico". Isto significa que há áreas da religião que afetam a
vida humana e que não tem dimensão política, pelo o que eu entendi. Se
for isto, tbm é possível assumir o "transreligioso", ou seja, áreas da
política que não tem dimensão religiosa? É preciso definir bem o que é
política e o que é religião para não recair em erros de linguagem. O
autor parece-me estar muito no campo do abstrato e por vezes tenho
dificuldade de traduzir suas abstrações para a prática. Esse texto do
Lewis é excelente.
- Pág 148: uma vez que eu tive uma formação cristã muito atípica,
tenho imensas dificuldades em enxergar a liturgia como elemento de
formação cristã. Por outro lado, entendo que há um vazio na existência
humana, em minha própria, que deve ser preenchido. Como preencher?
Liturgia certamente pode ser uma resposta. Mas, como dito anteriormente,
se a liturgia tiver outros propósitos, como apresentados pelo autor, de
nada valem. Mas como, por outro lado, garantir que a liturgia tenha os
propósitos corretos? Daí encontra-se a habilidade ou a revelação do
ministro. Neste sentido, o ministro é o ponto chave para administração
da boa liturgia. Mas como garantir boa formação de ministros? Nosso
primeiro ministro é Cristo. Ele nos ministra com sua vida. Através de
Cristo, ministros são formados. Estes ministros levam Cristo a outras
pessoas. Toda liturgia, portanto, nada mais é que levar Cristo para as
pessoas, para que através disso elas tenham a revelação de Cristo.
Parece-me inocente falar sobre liturgia com propósito de desenvolver
virtudes. O que isto significa? Que nossos jovens vão ter a revelação de
Cristo ao aprenderem, mecanicamente, a serem pacientes? Ao aprenderem,
mecanicamente, que precisam colocar sua esperança de vida em Cristo?
Para mim isto não está claro. Os jovens aprendem, por outro lado, quando
há um ministro de Cristo levando Cristo a eles. Mas e se não há um
ministro de Cristo levando Cristo a eles, significa que não há chance
dos jovens aprenderem? Não creio nisso, pois creio que o próprio
espírito santo encontre maneiras de ministrar a aqueles que o buscam.
Ele é pai dos órfãos. Talvez eu simplesmente esteja fazendo uma leitura
errada do que o autor quer dizer. Mas me preocupa o autor depositar
esperança no mecanismo da igreja para geração de jovens virtuosos. O
problema de decidir se um jovem é virtuoso não é determinístico. Não
existe mecanismo satisfatório para tanto. Somente aqueles cujo coração
está iluminado pelo espírito santo pode, talvez, conseguir julgar com
mais assertividade, pois mesmo estes podem falhar por engano do inimigo.
Entendo a preocupação do autor e acho válida, só faço estas correções
ou considerações.
- Pág 148: o autor, para mim, comete um erro grave ao afirmar que
ideologia nenhuma resiste numa comunidade que adora a Cristo. Isto
significa que as comunidades cristãs que dizem adorar a cristão e que,
segundo a visão do autor, tbm servem a alguma ideologia, como as
comunidades cristãs que tem viés humanista ou viés liberal, não são
comunidades cristãs? Como o autor julga o que é ou não é de Cristo?
Através da escritura? Então ele aponta para uma comunidade e diz: vc não
é de Cristo prq em vc há ideologia? Isto é extremamente complicado. Não
me agrada essa abordagem. Além disto, como ele pode dizer que a
comunidade cristã é a única capaz de produzir virtudes humanas? Isto tbm
é uma afirmação extremamente perigosa. Aceita quem quer e isto será uma
afirmação de fé, mas há quem possa discordar. Mas posso ter entendido
errado tbm.
- Pág 152: parece-me aqui ficou um pouco mais concreto os
conceitos que ele anteriormente falava: conseguir influenciar o coração
de pessoas importantes na sociedade com o evangelho para que, através
disso, essas pessoas importantes transformem a sociedade de dentro pra
fora. Lembro-me do exemplo já dado do cara que desistiu da carreira
política dele com o intuito de não "negociar seus princípios". Por outro
lado, pede-se que pessoas que trabalhem em instituições falidas se
convertam, e transformem tais instituições prq, naturalmente, elas não
vão negociar princípios para trabalhar nestas instituições. Isto pode
dar certo? Para mim, parece contraditório ou o exemplo só foi
ilustrativo, não normativo. De qualquer forma, se o exemplo for
ilustrativo, significa que pessoas vão se converter ao evangelho, mas se
defrontar com uma realidade de pecado tão pesada que nada podem fazer
ou, se puderem, no máximo, vai ser desistir de suas carreiras de maneira
autosacrificial. Ou seja: ainda sim as instituições vão continuar
pecaminosas. Há ainda a possibilidade de elas conseguirem transformar,
através do tempo, de pouco a pouco, através de pequenos vários
sacrifícios, aquela instituição. O que é o cenário mais realístico.
Neste caso, ela precisará saber conviver com o pecado, negociar, ter
sabedoria para saber quando é o momento de dizer sim e não, ter o
espírito santo para saber quando recuar e quando avançar em busca do seu
propósito. Isto, porém, traz uma consequência que o autor parece não
estar consciente: a atuação cristã acontecerá de maneira não ideal e não
avaliável. Isto pode ser um problema para o autor, uma vez que ele
parece criticar igrejas que posturas híbridas e de negociação com
ideologias para alcançar fieis. Para mim, isso é um erro teológico,
ficar reclamando desse tipo de coisa, pois ele não reconhece que mais
importante de tudo é a palavra de Cristo chegar. Se ele assume que
existe uma forma perfeita para essa palavra chegar e critica o outro
para que isso aconteça, ele tá assumindo uma posição que não é
confortável para mim, pois o que eu desejo é que ele mesmo seja a
mudança que ele espera para o mundo ao invés de ficar fazendo pressão
por argumentos racionais e teológicos que o outro mude.
- Pág 157: o que o autor tanto critica parece-me natural à
escolha de alguns por quantidade ao invés de qualidade. Em alguns
momentos da história, os evangelistas escolheram a quantidade. Mas prq,
fundamentalmente, isto é errado? Prq não existe um corpo teórico para
justificar as práticas? Posso ter entendido errado, mas acredito que o
autor falou isto deste caso em tom de reprovação. Ou seja: perdeu-se o
caráter familiar, desejável, da comunidade cristã, para um caráter
industrial. Concordo com ele, mas não vejo isto nem como bom ou como
ruim, só como algo que aconteceu na época. A pergunta é: o que queremos
para nossa época? O que queremos para agora? E como construir isto? O
autor deu uma pequena pista. Novamente ele começa a bater nas igrejas
brasileiras, por outro lado, defendendo alguns pastores que eu chamo de
anticristo que tiveram a coragem de ir à público defender de maneira
completamente inadequada pautas que o autor considera cristãs. O que eu
vejo? Muita crítica, muita argumentação abstrata, e pouca prática, até
agora. Eu estava esperando algo mais prático. Estou sendo crítico agora,
e talvez nem eu mesmo tenha essa prática. No fim da página o autor diz:
o Brasil não mudará. A pergunta que fica é: mudar de onde pra onde? Com
qual propósito? Ainda não está claro pra mim.,
- Pág 158: o autor evoca que a prática da catequese deve
retornar, como uma forma de instruir nossas crianças desde cedo. Mas se
essa prática é tão boa assim, prq ela foi abandona, a começo de
conversa? O que eu digo é que esta prática pode ser boa ou pode ser
ruim, a depender de quem a ministra. Se aquele que a ministra não a faz
com o coração em Cristo, ele pode buscar catequizar apenas como modo de
manter a fidelidade da igreja ao longo das gerações. Isto não é algo
trivial de ser feito da maneira correta.
- Pág 159: o que eu não entendo é o prq o autor fica falando
sobre sociedades voluntárias X orgânicas. Será que ele acredita que se
incutir na cabeça das pessoas que igrejas são orgânicas, ou seja, devem
ser relações mais profundas, isso vai ser o suficiente para expurgar a
cultura liberal das pessoas? Para piorar, ele não parece estar colocando
isto de maneira razoável. O que isto significa? Que se minha igreja
fizer coisa errada, se eu não estiver me sentindo bem, ainda sim eu devo
insistir no meu relacionamento com a igreja? Até quando? Quais limites?
E se eu falar e ninguém me escutar? Não existe procedimentos
estabelecidos que ditam qual é a correta cultura de relacionamento de
igreja? A discussão não deveria ser simplesmente tipificar o tipo de
igreja, mas sim quais são os processos que fazem com que a igreja seja
um organismo ao invés de uma associação voluntária. No estado bem
sabemos quais são estes mecanismos, a saber o corpo jurídico. Na
família, tbm, que são os laços de sangue. Mas e na igreja? Além disso,
espera-se que aceitemos tais mecanismos prq os reconhecemos a luz da
bíblia e através da revelação do espírito santo, e por nenhum outro
motivo. Não é uma argumentação racional mas sim uma revelação do
espírito santo que nos faz querer nos submetermos a autoridade da
igreja. Isto precisa ser mais explanado, e talvez o autor faça isso
melhor em outro livro ou futuramente no livro.
- Pág 160: os evangélicos estão crescendo cada vez mais no país.
Isto, provavelmente, devido a estas práticas de massificar o evangelho.
Porém, o autor parece não gostar disso, querendo um evangelho mais
lento, porém forte. Será que o autor quer um evangelho melhor dos dois
mundos? Ou por ele, seria melhor os evangelhos crescerem muito
lentamente, mas com qualidade?
- Pág 162: essa conceituação de igreja invisível e igreja visível
é muito bonita. Seria interessante arrumar nomes mais apropriados para
isto. Não sei quais. De qualquer forma, é muito bonita. No fim da
página, o autor novamente fala sobre igreja cristã sem Cristo. Isto,
como já dito, é preocupante para mim, visto que até as igrejas
anticristo eu considero cristã.
- Pág 164: o autor finaliza lembrando da importância de irmos a
igreja local, pelo o que eu entendi, e que a igreja local vai demonstrar
a cidade dos homens a força da cidade de Deus. No entanto, ainda não
continua claro. Ele só tem a conclusão para esclarecer muita coisa, não
tenho tanta esperança que ele irá conseguir. A ver.
- Pág 169: será que existem pastores que realmente estão de
acordo de que seja simplesmente o objetivo do cristianismo manter as
pessoas entre quatro paredes? Será que eles fazem isto realmente
acreditando que é assim que deva ser? Pra mim a coisa é um pouco mais
complicada pois, ou eles sabem que está errado e estão buscando
amadurecer o seu povo ou eles sabem que isto é errado e mesmo assim
continuam fazendo. Um ou outro, a crítica do autor me parece
desnecessária. Entretanto, é bastante bonito essa analogia de
trabalho-festival e Plantação-colheita. É, pensando bem pode haver casos
de pastores que simplesmente não percebem que isto é ruim. Embora eu
ache que seja casos raros.
- Pág 169: talvez a formação de um discípulo de Cristo requeira
simplesmente Cristo. A questão é como a igreja de Cristo vai se
manifestar para nos ajudar a confortar o vazio de nossos corações e
demonstrar a bondade de Deus enquanto não alcançamos a glória
- Pág 171: o que separa essa visão da visão da imanetizacao? Não
está claro pra mim a diferença entre uma coisa ou outra. Temos que
desfrutar desse mundo? Pra mim isso é bem estranho. Penso que temos que
ser gratos por Cristo, que nos resgatou do pecado, adorarmos a Deus e
demonstrarmos sua bondade aqui na terra. Se, por ventura, tivermos a
graça de ter uma vida boa, então é graças a Deus. Se, por outro lado,
tivermos uma vida sofrida, que seja graças a Deus tbm. De um jeito o
outro, que cada um de nós sirva a Deus de todo coração em busca de seus
galardões, e que nos encontremos no céu, ao lado de Cristo, onde será
nossa morada eterna. Acredito que este ponto de vista é um pouco
diferente do que o autor fala. Pensando bem, não existe padrão nos
homens de fé de Deus. Alguns tiveram vida boa, outros tiveram começo
bom, e final ruim, outros tiveram começo ruim e final bom. O que importa
é que cada um deles serviu a Deus e ajudou a revelar Cristo na terra.
Então essas conclusões sobre como a vida de um cristão deve ser me soam
mal.
- Pág 172: o autor crítica outras formas de teologia, mas me
parece que ele está se esforçando demais pra estabelecer a teologia
dele. Além disso, esse conceito de onde começa a teologia não é muito
fácil de ser averiguado. Parece um conceito abstrato que não encontra
formas de se materializar.
- Pág 174: pelo o que eu entendi, para o autor, há o reino dos
céus e o reino do homem. O que eu entendi é que quando o homem se
converte, ele converte tbm o reino, pois só assim se alcança a visão de
viver Deus em todas as esferas da vida. Entretanto, essa visão não me é
muito agradável. Prefiro a anterior, de que o mundo jaz no pecado. Sei
que o autor se incomoda com isso prq leva ao pensamento de que, uma vez
que o mundo jaz no pecado, não tem prq tentarmos transformá-lo. Mas isso
é facilmente combatido quando lembramos da nossa missão de mostrar o
amor de Deus ao mundo e de que Deus recompensará de maneiras diferentes
as diferentes pessoas, os galardões revelados por Paulo. Só acredito na
remissão da matéria quando Cristo voltar. Mais ainda: não nós enganemos
ao achar que o mundo não faz parte de nós. Faz. E adoramos coisas do
mundo. E Cristo nos perdoa por isso. De fato, sempre que adoramos algo
do mundo o fazemos por fraqueza, é uma vergonha para nós. Mas assim
fazemos prq nosso corpo caído quer se sentir bem agora, quer ser
alimentado agora, e nos falta fé para que nosso único alimento seja
Cristo e a esperança de seu reino. Mas isso nada mas é que o processo de
maturidade. Nascemos adorando a matéria, crescemos e temos a revelação
de Cristo, a partir daí nossa matéria decai, de modo a nos ajudar a
adorar cada vez menos a ela, embora isto não seja determinante, para que
adoremos cada vez mais a Cristo, até que morremos e temos nosso corpo
glorificado. O céu nos é garantido desde quando reconhecemos Cristo como
salvador, mas quanto maior nossa adoração a Cristo, maior será nosso
galardão.
- Pág 176: uma importante observação, que vivamos não de acordo com a força de nossos braços, mas com a graça de Deus em nós
- Pág 179: o autor afirma que a árvore é o que é prq ela é
natural. No entanto, nessa analogia com a sociedade, o que significaria
"natural"? Há algo na nossa economia que é natural? Para ele, enquanto
concordante com o princípio da autonomia das esferas sociais, deve ser
fácil imaginar que determinada esfera social tenha uma autonomia
natural. Porém, ainda sim, o "natural" não significa da natureza, mas
sim "designada por Deus" nesse contexto. Portanto, essa é uma visão
claramente teológica. Tenho dificuldade em ver a academia aceitando algo
como isso.
- Pág 180: o autor traz uma construção completamente enviesada de
sociedade e a coloca como se ela fosse autoevidente. Pior: não
estrutura e nem explica como tal visão é alcançada, como se tudo isso
fosse alcançado simplesmente quando todos os indivíduos tiverem um bom
relacionamento com Deus. Se assim o for, o que ele está descrevendo é a
volta de Cristo. Se não for, está faltando ele explicar o que ele vai
fazer com aqueles que desejam a maçã que vai fazer essa sociedade se
desequilibrar. Vão fazer como os antigos, e eliminar o mau do meio do
povo? Não é está claro. Em seguida o autor deixa claro que isto é uma
utopia que regência o trabalho deles. Isto, pelo menos, faz mais
sentido, embora os questionamentos que eu fiz ainda não estejam claros.
Provavelmente são questões que vão ser resolvidas no fazer, não na
teoria.
- Pág 182: novamente, o autor fala como se fosse um aspecto
autoevidente o que significa obedecer e se submeter à vontade de Deus.
Inclusive, lembro que Guilherme de Carvalho usava o termo
"contrarevolucionário". O autor parece ter traduzido esse termo para
"antirevolucionário", o que pode perder um pouco da ideia original de
não ser, em si, contra a revolução, mas buscar uma forma não violenta e
obediente à Deus de revolução. O autor pede para que deixemos a
arrogância revolucionária de lado. Acredito que já fiz uma crítica
semelhante a essa que farei: se o público a quem ele pede isto for um
público não cristão, não adianta prq esse público não tem a revelação de
Cristo. Se for cristão e ainda sim ter uma arrogância revolucionária,
ou é prq ele quer usar o nome de Cristo para o projeto socio-político
dele, e daí entende-se que ele é um anticristo, ou que usa o nome de
Cristo através de uma má índole, e neste caso não adianta pedir, ou ele
realmente não sabe sobre Cristo. Neste último caso, existe a chance dele
ser cristão, só não ter tido a revelação específica desse caso, então
este aviso seria útil para este público, ou ele, ao descobrir sobre
Cristo, tbm descobre-se não cristão. Enfim, estou um pouco crítico prq
estou questionando a necessidade de tal afirmações. Porém, sei que devo
respeitar o autor pela caminhada cristã e de estudo dele.
- Pág 184: o autor, assim como eu, parece estar produzindo um
conteúdo para o seu "eu mais jovem". Afinal, minha filosofia tbm é
construída para um "eu mais jovem". Então começo a compreender melhor o
autor, porém só peço um pouco mais de cuidado com a forma como ele
coloca o texto. Porém, tbm preciso ver se eu tenho esse cuidado.
Ademais, tbm me preocupa o fato dessa visão "naturalizada" do shalom
seja usada por anticristos. Neste sentido, é fundamental a igreja
produzir algo para combater esta visão. Esta produção, naturalmente,
virá através da graça de Deus e não pelo esforço ou merecimento da
igreja. Em última instância, o que a igreja deve fazer é continuar a
buscar Cristo prq nele certamente já vencemos.
- Pág 188: é perigoso o autor afirmar que existe uma incoerência
em um movimento. Há uma incoerência sob o ponto de vista dele. Contudo, o
movimento em si pode achar a si próprio coerente, e realmente sê-lo,
bastando que adapte-se o conjunto de significado da sua linguagem à sua
ação. A linguagem não é de maneira nenhuma estática. A criação de um
novo movimento social indica a criação de novas formas de produção, as
novas formas de produção não tem nome e, portanto, são nomeadas por
aqueles que as cria, que são autoridades sobre a criação. Dizer que há
incoerência interna em um movimento qualquer é algo extremamente
perigoso, pois é impor a própria linguagem e forma de ver o mundo sobre o
outro.
- Pág 189: ele criticou, mas não apresentou nenhum posicionamento prático alternativo.
- Pág 191: esta finalização é um convite para que deixemos a
discussão pública, porém superficial, para olharmos para dentro e
descobrirmos acerca de nós mesmos, mas não sob nossa própria ótica, prq
somos potencialmente infinitos, mas sob a ótica de Deus. Isto me parece
bastante razoável, assim como é razoável todo o final desta leitura. O
autor comete algumas coisas que eu consideraria imprecisões, mas não
estou na pele do autor para entender suas motivações. Também ele não
deixa claro acerca das práticas ou acerca de como construir, mas o
convite inicial já é forte o suficiente para motivar uma mudança para
aquele pequeno público que está confuso quanto a relação
cristão-político. Sim, acredito ser um público pequeno. A maioria que
tenta fazer esta mistura o faz por desejo de poder, o que, pra mim, são
anticristos. Tbm creio em uma pequena parcela que usa se mistura com
essas ideologias para alcançar mais pessoas. A diferença entre essas
pessoas e quem usa o nome de Cristo de maneira indevida como projeto de
poder é que elas, pouco a pouco, vão substituindo a adoração pela
ideologia para a adoração de Cristo. Porém, estou falando isso em um
recorte teórico, pois não conheço ninguém que, de fato, faça isso -
assim como não conheço quem misture ideologia de esquerda com
cristianismo, de uma maneira geral, como o autor tanto criticou em
determinado momento. Ficou bem claro tbm a crítica que o autor faz ao
liberalismo cego. Este convite à reflexão é, pelo menos, um inicio
necessário para que possamos construir uma força que atua na política de
maneira correta. Agora resta-nos conhecer os próximos passos, que tenho
fé que virão, pela graça de Deus.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
Comentários: fé cristã e ação política
Postado por:
Devir Social
às
15:43:00
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