Olá galerinha, hoje eu venho a vocês com uma peça teatral que eu fiz para o trabalho de filosofia. Esse trabalho tem como tema a Educação. Eu fiz ele em um dia, mas demorei 3 pra pensar no enredo e eu tinha 5 dias pra fazer, então demorei 4, daí ficou muito grande e eu fiquei com preguiça de copiar, daí ele deu na terça feira, eu tinha feito na quinta, na sexta eu não levei, na segunda a gente(o grupo) decidiu que ia diminuir, mas acabou que eu não consegui diminuir, e então mais um dia se passou e encontrava-nos no dia da apresentação. Ninguém tinha decorado ou diminuído a peça, para a nossa sorte, o trabalho foi adiado por falta de temp. Na quarta, decidimos fazer outro texto. Passamos dois dias decidindo quem ia fazer e o que, mas não deu nada, os outros dois dias não fizemos nada, chegada segunda, ninguém tinha feito nada. Na terça, o professor se invocou porque ninguém tinha feito nada e passou um trabalho maior ainda, valendo mais ponto ainda. Ninguém fez.
O trabalho ficou salvo no meu computador. Até uma semana atrás, que eu resolvi fazer uma limpeza, eu excluído o arquivo. Três dias depois, eu pensei que seria uma ótima idéia postar o trabalho no blog, pois fala da educação de um ponto de vista pratico, e não moral, como a maioria das pessoas cometem o erro de pensar. Então, eu notei que havia excluído o arquivo (caso não lembrem, eu tenho uma péssima memória), e comecei a me irritar. Falei com a garota do meu grupo para quem eu havia enviado o trabalho, ela não achou o arquivo. Eu anotei na minha “agenda” sobre fazer isso para o blog (vou falar dela no próximo post), mas como eu não tinha o arquivo, não deu pra fazer. Passaram-se alguns dias, e eu resolvi fazer outra limpeza no pc, dessa vez, olhei a lixeira, e o que eu encontro? O arquivo! Fiquei bem feliz, tanto é que agora eu to motivado a escrever isso. Enfim, ai vai a peça de teatro.
Ta mal escrita, mas a idéia é o que importa aqui.
Ato 1
Um dia, Victor estava na praça fazendo qualquer coisa, até que então conheceu dois garotos, Esder e Robinho, eles pareciam ser bem legais e que sabiam se diverti, e então roubinho chegou lá e começou a falar com eles. Eles se tornaram amigos e dois dias depois, foram à casa de Victor assistir televisão
- Mãe, trouxe amigos pra assistir TV – diz Victor
- Tudo bem filho – diz a mãe, na cozinha
Robinho e Esder sentam-se no sofá, e põe os sapatos sujos no sofá da casa de Victor, que se sentiu incomodado, mas não fez nada com medo de causar inimizade. A mãe de dele passou e viu aquela cena, o chamou no canto e disse:
- Filho, aqueles seus dois amigos estão com os pés podres em cima do sofá, dá pra você pedir pra eles tirarem? – Diz a mãe, num tom de sermão
- Mas mãe, eles são meus amigos, acho que eles iriam ficar chateados se eu pedisse pra eles tirarem o pé do sofá. Diz Victor
- Mas o sofá irá ficar sujo, isso é falta de educação da parte deles. Disse Flávia
- Pode deixar que eu limpo mãe. Diz Victor
- A questão não é essa filho, o que está em questão é que se você chegar na casa deles e fazer a mesma coisa, eles não irão gostar, e eles poderiam ficar muito bem sem o pé no sofá melando as coisas, é uma questão de respeito, se ta limpo, não precisa sujar, quem vai ter o trabalho de limpar não é eles. Diz Flávia
- Você ta certa mãe, mas eu acho que eles vão ficar com inimizade comigo se eu pedir pra eles tirarem o pé do sofá. Diz Victor
- Meu filho, se esses garotos ficarem com inimizade com você por você pedir pra eles ter um pouco de respeito com a pessoa que limpa a casa, eles não são boas pessoas. Devemos fazer o que é certo, e o certo é respeitar os outros como se fosse você mesmo. Diz Flávia
- É verdade mãe, mas não tem como a senhora ir pedir pra eles tirarem o pé não? Assim eles não iriam ficar com raiva de mim. Diz Victor
- Não filho, os convidados são seus, vá lá e fale com eles, se eles forem pessoas compreensivas e respeitadoras, eles vão entender. Diz Flávia
- Ok mãe. – Disse o garoto, indo em direção a sala.
- Galera, é o seguinte, o pé de vocês ta sujo, daria pra tirar o pé do sofá? – Diz Victor
- Ah cara, deixa a gente assim, depois tua mãe limpa o sofá. – Disse Esder
- É, ela poderia limpar mesmo, mas vocês estão dando trabalho pra ela, como visita. – Diz Victor
- E daí? – Diz Robinho
- E daí que seria agradável pra ela vocês não darem trabalho dela limpar tudo de novo, até porque ela já tem bastante coisa pra se preocupar. - Diz Victor
- É ela, não nós, relaxa ai cara. – Diz Esder
- Relaxar nada, ela é minha mãe, e mesmo que não fosse, vocês estão errados. Eu queria ver se fosse com vocês, um bando de desconhecido sujando suas casas, queria ver se vocês iam gostar. – Diz Victor
- Falou bem, SE, fosse conosco, mas não é. – Diz Robinho
- Mas imaginem, se acontecesse isso com vocês, o que vocês iam sentir? E o que iam fazer? – Diz Victor
- Sei lá. – diz Robinho
- Pensa ai diz – diz Victor
- Acho que eu ia ficar com raiva e não iria deixar mais esses visitantes entrarem. – diz Robinho
- Então, é assim que minha mãe ta se sentindo, e os visitantes são vocês, ela tem todo o direito de expulsar vocês daqui, porque a casa é dela. – Diz Victor
- Mas isso seria grande falta de educação da parte dela, nos expulsar – diz Esder
- Mas ela tem uma justificativa pra fazer isso, olha o que vocês estão fazendo! – Diz Vicotr
- Aff, ok, a gente tira o pé de seu sofá limpinho – diz Esder
- É – confirma Robinho
- Pois bem, vamos continuar assistindo TV. Diz Victor
- Ato 2 -
E assim, os dois tiraram o pé do sofá, e continuaram a assistir a televisão durante alguns minutos, e então resolveram ir pra rua.
- Vamo pra rua galera? – Diz esder
- Vamo. – diz Robinho
- Ok, mãe, to saindo pra rua. – diz Victor
- Certo, mas volte cedo. – Diz flávia
E foram. No meio do caminho, Robinho pega de sua calça uma latinha de piche, e diz
- Vamo pichar galera.
- Beleza – diz esder
Robinho, sem falar nada, vai atrás deles, não concordando muito com a idéia. Chegam na parede, limpinha, e começam a pichar
- Ta ficando irado. – diz esder
- É, hahahaha - diz Robinho
- Galera, isso não é uma boa idéia. – diz Victor
- Por que? Ta com medo de ser pego? – Diz Esder
- Você não? – Respondeu Victor
- Um pouco, mas essa é a emoção de pichar, fazer errado, neh não Robinho– diz esder
- Então. – Diz Robinho
- Mas se é errado, por que fazer? Só pela emoção? – Diz Victor
- É – afirma esder
- Mas cara, isso é errado. – Diz Victor
- Não quero saber, ninguém vai saber. – Diz Esder
- Você vai. – Diz Victor
- E daí? – diz Esder
- E se você for pego? – diz Victor
- Ah, isso é besteira, só um muro, os policias só prendem porque é dever deles. – diz esder
- Os policias prendem porque é errado. – diz Victor
- Por que é errado? Só porque o delegado diz? – Pergunta Robinho
- Não, porque o dono do muro não gosta que você piche o muro dele. – Diz Victor
- E o que a policia tem haver com isso? – Diz Robinho
- Tem haver que se não houvesse a policia pra fazer justiça, alguém teria que faze – lá, e esse alguém certamente seria o dono desse muro que você está pichando, e ele certamente poderia te matar, já que a policia não teria nada haver com isso. Diz Robinho
- Pera ae, matar já é outra coisa. Diz Victor
- É nada, ele tem um motivo de te matar. Toda vez que ele pinta a parede, vem você e suja, daí ele pinta, e você suja. O dinheiro que ele gastar, se juntar, ele poderia fazer outra coisa pra melhorar a vida dele. Por isso a necessidade da existência da justiça. Ela atua sobre todos, e a favor de todos.
- É, mas tem um monte de policial corrupto. – Diz Robinho
- É, nada tão perfeito quando deveria ser. Mas com certeza esses policias devem pensar igual a você. Então não reclame deles existirem.
- É, você ta certo. – Disse Robinho.
- Verdade. Eu e minha mãe sempre reclamamos dos políticos safados. Mas pensando bem, nós devemos primeiro olhar para nós mesmos. Disse Esder
- Pois é, é tão fácil criticar os outros por seus atos, que as vezes você nem repara em si mesmo. E o pior de tudo isso é que as vezes criticas são feitas e conceitos são formados sem se saber toda a verdade, pessoas podem forma conceitos errados devido a uma critica má intencionada ou má interpretada. Vai que alguém queira fazer a justiça baseado em alguma afirmação mentirosa? Por isso a necessidade de provas, para a policia agir. Diz Victor
- Verdade – diz esder.
- Ah cara, é legal pichar muro, mas eu não quero me torna aqueles políticos safados dos quais todos criticam. Vou parar de pichar. – Diz Robinho
- Pois é, eu também. – Diz Esder.
- Que bom. Vamos andar por ai.- Diz Victor
- Beleza. – Afirma os outros dois
Ato 3
Os três garotos foram andando na rua, passou um velhinho de bengala. Esder olhou pra Robinho e disse
- Vamo?
- Vamo – responde robinho, já começando a correr. Foram em direção ao velhinho de bengala e começaram a bater nele. A mãe de Victor estava no local, viu o absurdo e Victor indo ao encontro do velhinho de bengala. Victor foi ajudar o velhinho de bengala, enquanto a mãe esperava pra ver a reação do filho.
- Você ta bem? – Perguntou Victor
- To sim meu jovem, muito obrigado. Que mal educado aqueles outros jovens lá, quero ver quando eles tiverem na minha idade, o que vão pensar das crianças que fizerem isso com eles. – Reclamou o velho
- Pois é, vou falar com eles – disse Victor
- Não vá arrumar encrenca meu jovem, obrigado pela ajuda, vou indo. Tchau – Disse o velho
- Tchau, boa tarde pro senhor – Disse Victor
- Obrigado – Disse o velho.
Logo após esse pequeno dialogo, a mãe de Victor chega revoltada com tal ato
- Filho, sinceramente, você acha isso certo? Diz flávia
- Claro que não mãe! Diz Victor
- Eu não concordo com você andando com esses garotos. Diz flávia
- Eu sei, mas eu vou conversar com eles. Diz Victor
- Filho, eu quero que vc se afaste deles, não quero esse tipo de influencia pra vc. – Diz flávia
- Mãe, eu já tenho consciência do que é certo e errado, não é porque eu ando com eles que eu vou deixar de saber o que é certo ou errado. Diz Victor
- Eu sei, mas por causa desses jovens, as vezes outros jovens são levados a fazerem o que não querem. Diz flávia
- Mãe, isso é problema deles, cada um é o único responsável por seus atos, não é por que meus amigos disseram que é pra eu fazer que isso vai se torna certo ou a culpa cairá sobre eles. Eu que fiz, eu que sou o responsável. Diz Victor
- Pois é, eu confio em vc, espero que vc fale com esses garotos. Diz flávia
- Vou ir agora falar com eles mãe, em casa a gente conversa mais. Diz Victor
- Ok – Afirma flávia, seguindo para casa.
Victor foi até os dois jovens que tinham feito tal ato, os dois encontravam-se rindo muito.
- uhauHUASHuashuAHsushSAUH – Esder
- Uhaushasuhasuhauhaauhahaa – Robinho
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk asahasuhahahaha – Esder e robinho
- Por que vc fizeram aquilo? – ChegaVictor, bem irritado
- Cara, tu não achou divertido? – Perguntou Esder
- Divertido até pode ter sido, o que eu não acho. Mas e aquele senhor, ele quase se feriu na brincadeira de mal gosto de vocês. – Disse Victor
- Ah, mas é apenas um velho que come aposentaduria. – Diz Victor
- Um velho que trabalhou e teve sua participação na sociedade em que você vive, e mesmo assim ele não tem culpa de envelhecer, todos envelheceremos. – Victor
- É, mas ainda somos jovens, não temos que nos preocupar com isso. – Diz esder
- Claro que tem que se preocupar sim. Vocês são jovens mas serão velhos um dia, e quando vocês forem velhos? Gostaram que crianças façam isso em vcs? – Disse Victor
- Claro que não. – Disse Esder
- É a mesma coisa da situação anterior, estamos errados, mas eu te pergunto, como vamos nos diverti? – Pergunta Robinho
- Podemos nos diverti de varias formas respeitando os outros em volta.- Diz Victor
- Como? - Interroga esder.
- Antigamente, na época da minha mãe, todos se divertiam sem precisar fazer isso o que vocês fazem hoje. Basta um pouco de criatividade, e francamente, com tanta tecnologia que temos hoje, não é possível que vc não pense em nada divertido. – Disse Victor
-FIM-
Eu vou falar agora um pouco sobre o que eu penso sobre educação.
Há conceitos sobre educação que eu acho muito errado. As pessoas são educadas, mas não sabem o porquê que devem ser educadas. Por isso acham tudo isso uma grande tolice e só são educadas em meios sociais onde são observadas e avaliadas. Mas, como talvez, todas as coisas no mundo, tudo existe uma razão de ser como é. É exatamente isso o que eu quis mostrar nesse texto, que a educação existe em razão a deixar todas as pessoas no meio a que se encontram confortáveis.
Muita gente diz, “é mal educado comer de boca cheia’. Frescura? Não, imaginem só vocês comendo, daí chega um cara e põe um monte de gororoba na boca e começa a falar, comendo e falando, cuspindo comida enquanto fala. Certamente, não é uma coisa muito agradável de se ver enquanto se está comendo. Mas tem gente que nem liga, mas pelo sim, pelo não, é bom ser agradável.
“Não façam com os outros o que você não quer para si mesmo”. Essa frase ajuda bastante as relações humanas, se pelo menos, metade das pessoas fizessem isso, o mundo seria melhor. Mas hoje em dia, as pessoas só pensam em si mesmas e julgam os outros, mas reclamam ao serem julgadas. Ora, se não gosta que façam com você, por que faz com os outros? Há uma coisa muito ruim, chama “individualismo”. Muitas pessoas pensam que felicidade, é conseguir o que quer, leia o post anterior e você vai ver meu conceito de felicidade.
O próximo assunto sobre o qual eu vou falar, possivelmente será sobre o individualismo ou mais alguns conceitos de valores. E com isso eu vou encerrando, acho que não tenho muita coisa pra falar hoje. Boa noite a todos, até a próxima.