Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de maio de 2013

Modelo estrutural do comportamento humano e fatores que influenciam na velocidade sexual e publicação: Consciência da artificialidade

Introdução:
Olá amigos. Bem vindos a mais uma postagem do blog. Sobre as novidades, continuo fazendo exercícios e passando o dia jogado. Tenho tentado aprender inglês, mas isso é algo que eu estou fazendo um pouco forçado, pois meu instinto não sente necessidade disto. Porém, assumindo várias considerações futuras, existe alguma chance de eu precisar desse conhecimento. Eu estou meio que enjoando de jogar Dwarf Fortress, faz algum tempo que não jogo. Acredito entender metade dos mecanismos do jogo pelo menos, mas ainda sim não me sinto satisfeito em montar uma fortaleza. Tirando um ou outro fato inusitado que acontece, não encontro muita diversão. Porém, vou deixá-lo instalado no meu PC, é um ótimo passa-tempo. Uma coisa interessante que eu notei nele, pelo menos. Eu senti na pele o que é ter uma indústria eficiente, porém sem consumo. Uma enorme quantidade de itens sem nenhum valor, todos armazenados numa dispensa. Acredito ser assim um sistema socialista, pois a produção, padronizada e focada apenas na utilidade, supera em muito o consumo. O desejo de ser fútil é um dos principais motores de consumo, e, conseqüentemente, produção. Porém, uma boa alternativa para a futilidade é a competição ou a saúde, de qualquer forma, são ambas mais difíceis de serem conquistadas através de sistemas sociais, pois parte do indivíduo essa vontade. Bem, devido a este fato, agora eu chamo minha fortaleza carinhosamente de fortaleza comunista. Vamos a postagem de hoje, que aprofundará conhecimentos antigos e revelará novos conhecimentos sobre o comportamento humano, além de uma nova poesia.

Modelo estrutural do comportamento humano:
Durante muito tempo o comportamento humano tem sido confuso em minhas observações. A confusão consistia basicamente em quais elementos faziam os comportamentos continuarem existindo, e se esses elementos tendiam a entrar em conflito com os elementos de outros comportamentos ou se eles podiam coexistir harmoniosamente. Um dos principais motivos para esta dúvida é o fato de que muitos comportamentos se baseiam no sentimento de “querer ser o melhor”, contudo, quando quem é pior passa muito tempo neste estado, a tendência é ele abandonar esse comportamento, enfraquecendo-o , e a buscar um novo comportamento. Com esse novo modelo estrutural, acredito ser possível estruturar os comportamentos para explicar quais deles são ou não podem coexistir e se sustentar por bastante tempo. Agora, segue o modelo e sua explicação, que consiste em organizar o comportamento humano nos seguintes três elementos: Causa; Método; Sentimento.

 O modelo foi estruturado nestes três elementos porque eles parecem ser os fatores que, através de suas variações, é capaz de explicar a grande diversidade consistência dos comportamentos humanos. Isto porque todo comportamento tem uma causa, precisa se manifestar de alguma forma na realidade e precisa alcançar algum sentimento humano para continuar se manifestando. Através do estudo dessa estrutura, é possível perceber qual a função do comportamento na evolução, tanto individual quanto social, e se ele se sustenta ou precisa passar por alguma modificação para se tornar saudável. É preciso perceber que os comportamentos são análogos aos seres vivos, eles sofrem mutações e precisam ser alimentados de alguma forma.  Agora explicando cada elemento mais detalhadamente:

Causa: pode ser separa em dois tipos: a causa origem e a causa modificadora. Ambas pode ser qualquer coisa. Seja um novo sentimento, um novo método, uma reação a um acontecimento, a  outro comportamento, contra ou a favor, novas informações ou contatos ou mesmo herança positiva ou negativa. A causa origem é para maior aprofundamento sobre a tendência inicial de funcionamento daquele comportamento, tanto em seu método quanto em sentimento, e tornar possível um maior estudo sobre isso. Contudo, todo comportamento tende a sofrer mutações, e o motivo dessas mutações são tratadas como uma causa modificadora. De um modo ou outro, a intenção é entender como o comportamento surgiu e se tornou o que ele é hoje para poder analisar sua contribuição para a evolução humana.

Método: é a forma como o comportamento funciona na realidade. Consiste de todos os mecanismos, habilidades, recursos ou condições necessárias para que as pessoas tenham acesso a esse comportamento e o sentimento que ele manifesta. A importância de analisar este fator é entender onde e como o comportamento atua, para ter então melhores condições de lidar com ele. Basicamente, os meios de manipulação do comportamento são observados em seus métodos. É impossível um comportamento existir sem ter um como existir.

Sentimento: é basicamente o alimento do comportamento. As pessoas se comportam de uma maneira ou outra para acessarem os sentimentos que aquele comportamento irá trazer, pois é nos sentimentos humanos que se encontram os seres humanos encontram esforço para realizar algo. Os sentimentos podem ser os mais variados possíveis, como conforto, saúde, prazer, competição, ser o melhor, nostalgia, que seria a herança positiva, quando se gosta do sentimento nostálgico, ou negativa, quando não se gosta do sentimento nostálgico, dentre outros sentimentos. Um mesmo sentimento pode ser obtido através de vários comportamentos, por exemplo, o sentimento de ser campeão em um esporte pode ser parecido para dois atletas, cujos esportes são completamente diferentes. Enfim, vários e vários comportamentos surgem para explorar as sensações e sentidos humanos, e seus sentimentos, que são inumeráveis.

Essa estruturação permitiu com que as confusões que eu fazia na cabeça fosse dissipadas, pois, normalmente eu observava os sentimentos e o método do comportamento, contudo, não observava sua origem, um elemento muito importante para entender a atual situação do comportamento. Por exemplo, a causa de um comportamento pode ser uma, com uma função definida, mas, depois de várias mutações, as pessoas se apropriaram deste comportamento simplesmente para se sentirem melhores que outras. Nestes casos eu me confundia bastante. Um exemplo disso é em questões envolvendo imagem, pois é muito mais fácil um comportamento se basear em uma imagem que em um método mais complexo, e o instinto das pessoas costumam se ligar a imagem que mais benéfica parece pra ela. Mas é bem difícil observar o surgimento de um comportamento, é preciso ir a seu início mesmo.

Por exemplo, comportamento de torcedor, em que se sustenta? No começo, suponho que simplesmente os familiares próximos iam assistir aos jogos e, por se envolverem com a vontade do jogador em ganhar, torciam. Depois dos familiares, os amigos, depois amigos de amigos, e então o comportamento evoluiu. Atualmente se sustenta nos sentimentos transmitidos pela imagem daquilo que se torce através da associação. Se tal time é bom e eu sou seu torcedor, eu também sou bom. Porém, esse comportamento se tornou se transformou que é possível ver pessoas que mal se envolvem afetivamente com seu time, mas assumem um papel de torcedor. Lógico, já é possível assumir que isto é outro comportamento, pois acessa sentimentos e método diferente. Enquanto que o primeiro era necessário o envolvimento afetivo para sua concretização, o segundo surge simplesmente por associação de imagem. Futuramente pretendo fazer uma postagem explicando os tipos de causas, sentimentos e métodos, se isso for possível. Para finalizar, este é mais um daqueles conhecimentos que eu não sei bem como usá-lo ainda, mas acho importante a sua posse. Vamos agora para o próximo tópico.

Fatores que influenciam na velocidade sexual:
Nesta postagem http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2013/02/velocidade-sexual-comentario-sobre.html eu comentei sobre um conceito chamado velocidade sexual. Contudo, percebi que já é perfeitamente possível explicar quais fatores alteram a velocidade sexual de cada pessoa. É isto o que eu pretendo fazer neste tópico. Lá, eu expliquei por cima alguns fatores, minha intenção é aprofundá-los. É interessante que se leia a postagem citada antes de continuar nessa. Algo interessante de observar é que modelo estrutural do comportamento também pode ser utilizado nos comportamentos sexuais, pois afinal, eles são um comportamento humano. Vamos aos fatores.

Poderes sexuais:
Quanto mais tempo uma pessoa dedicar cultivando seu poder sexual, seja o ativo ou o passivo, mais desejo ela terá de vê-lo em ação. Este é um fator que aumenta a libido sexual, e, portanto, aumenta a quantidade de desejo que uma pessoa tem se relacionar sexualmente. Quanto mais ela se relaciona, maior será a tendência dela explorar novos comportamentos sexuais, já que as sensações antigas começaram a se tornar comuns e novas sensações serão necessárias.

Tempo disponível:
Este é um fator que influência diretamente na mecânica de exploração. Quanto mais tempo ela tiver pra se relacionar, mais tempo ela terá para explorar. O contrario também é válido, sendo isto, portanto, um fator que altera a velocidade com a qual ela irá explorar suas sensações e sentimentos.  Um mesmo comportamento sexual pode enjoar em semanas ou em meses, tudo depende do tempo disponível para praticá-lo.

Exploração:
A exploração dos sentimentos e sensações é o que faz uma pessoa desenvolver novas práticas sexuais. Esta exploração depende do histórico de sensações da pessoa e de seus valores culturais e morais. A exploração também pode ser individual, em casal ou em maior número, tudo depende se o comportamento consegue se sustentar ou não. Durante o processo de exploração, tanto grandes comportamentos podem ser descobertos como também mínimos detalhes, que só as pessoas envolvidas entendem o seu significado e sensação.

Valores culturais:
O organismo pode ser considerado como um intensificador de sensações. Portanto, é comum entender o porquê as pessoas trazem sensações do seu cotidiano e introduzem-no em suas práticas sexuais. Para amplificar essas sensações. Deste modo, os valores culturais se tornam um elemento importante no desenvolvimento de novos comportamentos sexuais e em sua velocidade. Os valores sexuais também podem servir como um inibidor, quando alguma prática é considerada nociva ou sem condições para se sustentar a longo prazo.

Saúde e DST:
A saúde e as doenças sexualmente transmissíveis influenciam diretamente na velocidade sexual. A saúde, por ser um fator de seleção, já que se tende a preferir pessoas saudáveis, como também por um indivíduo com saúde boa ter normalmente mais tempo para as práticas sexuais que um doente. As DSTs influenciam diretamente na noção de promiscuidade que os valores culturais costumam ter, assim como também seu risco influencia na vontade de uma pessoa se relacionar com outra quando ele é consciente.

Enfim, a noção destes elementos pode explicar muitas coisas na velocidade com a qual a pessoa desenvolve seus comportamentos. Ela é importante, também, para conscientizar e tirar o medo. Explorar o comportamento sexual não significa diretamente desenvolver distúrbios, como sexo nocivo, mas sim se conhecer, é sempre importante esta noção.

Consciência da artificialidade

Sinto-me tão artificial, e isso me dá um pouco de medo.
Este medo que surge da idéia coletiva de naturalidade.
Natural, vocês dizem para mim, isso é o que você deve ser.
Mas eles se esquecem de que vivemos em artificialidades.

Estamos a cada dia mais longe do que se pensa por natural,
Tudo está passando pela mente humana, por seus artifícios,
Nossos hábitos e sentimentos, todos adequados as tecnologias,
Que tipo de inocência acredita em naturalidade hoje em dia?

Entrego-me a consciência dos meus artifícios, com coragem,
Para a saciedade do meu animal selvagem, sem estratégia,
Que quer provar da vida, experimentá-la a toda intensidade,
Sobreviver neste mundo, tão cheio de mecânicas e invenções.

Torno-me, portanto, diferente do considerado normal e seguro,
Mas não mais artificial que aqueles que transitam na normalidade,
Pois suas normas são artifícios que não estão em sua consciência,
Nasce disto a impressão de naturalidade a que tanto se sustentam.

Transitarei num ambiente novo: meus artifícios, meus sentimentos.
Estarei freqüentemente à beira do erro, e às vezes da descoberta,
Mas descobrir a mim mesmo, aos meus artifícios e sentimentos,
Tornar-me-á forte, e é isto o melhor para mim e para o próximo.

Pois, por ser forte, criarei meus artifícios para resolver problemas,
E assim irei descobrir a melhor forma de viver meus sentimentos.
Terei consciência da minha força, e mesmo que poucos entendam,
A usarei para transformar o mundo num lugar que eu deseje estar.

Por: Leandro de Andrade Moura


Encerramento:
Enfim, chegamos ao fim de mais uma postagem. Hoje pretendia escrever ainda sobre o princípio de impessoalidade, mas preciso desenvolver melhor esta idéia antes de apresentá-la. Um pensamento que eu gostaria de compartilhar é o seguinte: se existisse algo perfeito em todos os aspectos, a força da seleção natural faria deste algo, o padrão, para que a partir dele surgissem diferentes coisas boas em diferentes aspectos. Pensei nisso quando tava refletindo sobre os aspectos do comportamento, mas achei algo válido para quaisquer elementos que passam pela seleção natural, que são, além dos seres vivos, os elementos virtuais que estão surgindo por esses tempos, como características de jogo e etc. Sobre o poema a cima, ele foi escrito a pouco tempo. Ele se parece bastante com um chamado Consciência dos caminhos, posso até considerá-los irmãos, pois eles têm a mesma estrutura e temática, o que muda, acredito poder considerar assim, é o tópico. Um trata sobre caminhos a se seguir e o outro sobre as artificialidades encontradas no viver. Até a próxima postagem amigos, abraços.

sábado, 27 de abril de 2013

Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas, formalização do sofrimento humano e publicação de conto: A raiz dos problemas.

Introdução:
Olá amigos. Desta vez escrevo porque não tenho nada melhor pra fazer enquanto baixo uns episódios pra assistir. Como sempre, vamos as novidades primeiro: estou em guerra pela conquista de sentimentos, meus amigos, e isto sempre é complicado. Isto me lembra que a filosofia da psicologia evolutiva é um pouco mais complicada que o que aparenta ser, preciso trabalhar bastante para deixá-la mais fluente. Isto também me lembra sobre a artificialidade instintiva. Pretendo fazer um poema ou um conto sobre isso qualquer dia, é uma boa maneira de eu me posicionar quanto a isto além de ser um bom tema. Continuo praticando Rugby e academia, mas dei uma parada de jogar LOL, embora eu ainda aprecie muito as partidas. Mas este jogo toma algum tempo e só se torna bom jogando com algum amigo. Na despedida da ultima postagem, lembro que falei sobre a minha confusão de conceito da realidade. Contudo, eu havia me esquecido que já tinha resolvido isso com o gráfico da realidade. Foi certa confusão das minhas memórias, vou tentar resolver isso de uma vez por todas, ou pelo menos tornar menos confuso por enquanto. A postagem de hoje irá tratar sobre isto, e também sobre algo muito interessante, uma tendência que talvez seja a causa da inspiração de muitos filósofos e também a uma característica humana muito importante: o sofrimento. Já faz algum tempo que eu estou afim de escrever esse assunto, vou aproveitar que ele se relaciona com o texto que eu fiz e que não há nada mais importante para escrever. Sobre o texto que eu fiz, trata-se de um conto falando sobre problemas. Enfim, com a introdução concluída, vamos a mais uma postagem:

Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas:
No gráfico da realidade, eu separei a realidade em duas: a realidade universal, a que não depende dos humanos para existir, e a realidade humana, a que depende dos humanos para existir. Contudo, é possível assumir que a realidade humana está contida na realidade universal, porém, devido a sua complexidade e seu mecanismo baseado em tendências e longas associações, é impossível calcular tudo o que acontece nas dimensões dos sentimentos humanos, pois quando se encontrar técnicas para fazer isto, o cenário humano já irá ter mudado assim como a forma como os sentimentos funcionam. Contudo, é preciso explicar um pouco melhor o modo como o ser humano lida com a realidade universal, que, embora precise ser descoberta, é de fundamental importância para a formação da realidade humana.

É preciso observar que na realidade universal existem duas coisas: as propriedades e leis. Estes dois elementos são a parte imutável da realidade. Cada propriedade é responsável pela existência de um elemento, e cada lei é responsável pela forma como estes elementos irão se interagir entre si. Estas duas coisas respeitam ao princípio do fator-resultado, exibido lá no gráfico da realidade, e se manifestam no ambiente. As propriedades e as leis se organizam no ambiente, que é o local onde estes dois elementos se encontram e se relacionam, através das configurações, e, desta forma, podemos definir o universo. Contudo, enquanto no ambiente sem a presença humana, as coisas simplesmente tende a acontecer como o previsto, devido ao enorme e complexo sistema desenvolvido pelos humanos, é possível definir, para fins de estudo, a existência de duas forças: a força que provém da realidade universal e a força que provém da realidade humana.

A primeira é simplesmente a manifestação da realidade, exemplos, a gravidade, os elementos químicos, e a os sistemas geralmente simples que estes elementos tende a formar. A segunda, contudo, é a vontade humana se manifestando na realidade universal através das suas possibilidades. Isto quer dizer que o humano tende modificar a realidade de acordo com o seu desejo e com as formas que estão disponíveis para ele fazer isto. Desta forma, o humano se torna um elemento capaz de alterar o ambiente e os seus sistemas através, contudo, não é capaz de alterar as propriedades e leis do universo. Sem utilizar a separação entre as duas forças, simplesmente é possível assumir que o ser humano é apenas mais um sistema que modifica o ambiente e suas configurações, assim como a gravidade ou os elementos químicos. Porém, como o foco deste estudo é entender principalmente a força humana, para torná-la melhor adequada aos outros sistemas, foi feito utilizado este artifício de separação.

Conclui-se, portanto, que o ser humano é capaz de alterar as configurações e sistemas as quais esta realidade se apresenta, mas não suas leis e propriedades, de acordo com as configurações e sistemas que ele mesmo tem a seu dispor. Observa-se que quanto mais o ser humano evolui, maior é a quantidade de sistemas e configurações que ele consegue adotar. Enquanto que antigamente alterar certo sistema universal era impossível para o ser humano, como a gravidade sempre mantê-los no chão, atualmente já é possível alterar este sistema para outro sistema, onde já é possível voar através de dispositivos adequados para isto, como aviões ou helicópteros. É preciso notar aqui a definição de sistemas, que é um conjunto de fatores organizados de modo a controlar algum resultado. Se o desejo do resultado muda ou os fatores que envolvem aquele resultado mudam, o sistema também deve mudar ou então ele não estará mais tão próximo da realidade quanto antes.

Formalização do sofrimento humano:
Atualmente é possível perceber certa vontade de se distanciar do sofrimento em algumas pessoas. Assim que começam a sofrer, recorrem ao consumo de produtos que diluem esta dor. Contudo, através dos pressupostos estabelecidos pela psicologia sobre como funciona o instinto humano, é possível concluir que é impossível não sofrer enquanto na condição de humano e que também o sofrimento faz parte da adaptação. A intenção desta postagem é explicar quais são estes pressupostos e como funciona este processo, para que assim as pessoas possam tirar maior proveito de seu sofrimento para se adaptarem ao que realmente importa para cada uma delas.

Tudo se inicia pela propriedade humana do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa. Ao receber informações através dos seus sentidos, o ser humano começa a organizá-las e a associá-las de modo inconsciente, e assim ele constrói sua noção de realidade que será a base para suas tomadas de decisões futuramente. Contudo, devido a tendência citada no início desse parágrafo, o instinto humano influencia seu raciocínio a organizar tais informações de modo que melhor pareça para o instinto e que ao mesmo tempo não entre em conflito com o que já foi percebido pelos sentidos. Mas nem sempre esta informação, que geralmente é o melhor cenário que o instinto consegue montar da realidade através das informações que recebe, está realmente de acordo com a realidade. Quando isto acontece, há um processo em que o humano precisa se desapegar daquilo que ele considera que é o melhor, como reação deste processo surge o sofrimento.

Portanto, o sofrimento é, na maioria das vezes, um indício de que o ser humano está recebendo novas informações de seus sentidos que demonstra que sua visão era falsa e que uma nova precisa ser construída. Esta nova visão pode não ser tão boa quanto a primeira, mas provavelmente será mais adaptada a realidade por conter um maior número de experiências envolvidas na sua formação. Uma visão de realidade perfeitamente adaptada a realidade, por exemplo, significa que o humano tem consciência de todos os elementos a sua volta e conhece sua total capacidade de modificá-los de acordo com sua vontade, tornando-os o que ele quiser e for possível. Porém, um nível de consciência tão profundo é algo utópico, pois a realidade, principalmente a humana, é algo absurdamente complexo e em constante mutação. É devido a esta constante mutação, aliás, que o sofrimento sempre estará acompanhando a evolução do ser humano, ou seja, mesmo em uma pessoa com bastante experiência de vida poderá se enganar em algum aspecto que acha que conhece. Uma tentativa de evitar este tipo de coisa é se manter sempre atualizado, porém, isto é cansativo, e o cansaço pode ser considerado como um tipo de sofrimento já que ele também leva ao desejo de evitá-lo.

Porém, esta característica do ser humano não é ruim. É isto o que o torna capaz de desenvolver a dimensão da realidade humana, que faz o ser humano desejar buscar conhecer mais e mais a realidade universal para se adaptar a ela e ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Sem isto o humano sequer existiria, e se perdêssemos esta característica por algum motivo, a humanidade simplesmente se estagnaria em um determinado sistema e deixaria de evoluir e de explorar a realidade. Isto sim é algo nocivo a vida e a evolução, pois diminui a capacidade dos seres humanos de se adaptarem a novas condições e aí a vida estaria dependendo de um sistema muito específico para existir. Bem, provavelmente outra raça que tivesse desenvolvendo tais condições de evolução substituiria caso isso acontecesse, e esta raça provavelmente teria um sistema parecido com o nosso para incentivar seus indivíduos a buscar novas formas de se adaptar as diferentes realidades. Apenas uma curiosidade, o mecanismo citado na construção da visão do mundo também é o utilizado na construção da imagem de si próprio e das outras pessoas, o que se torna parte do ego.

Conto:

A raiz dos problemas.
Problemas não são para serem vividos, mas sim resolvidos. Esta é a definição de problema, certo? Algo a ser resolvido. Porém, é perceptível que muitas pessoas vivem seus problemas, não os resolvem. Elas fazem isto não por querer, mas sim porque em seus valores subconscientes viver isto é algo natural. Pois eu, o humano que se supera, digo que isto não é natural. Afinal, se um problema não tem solução, ele não é um problema, é simplesmente um fato, uma característica da realidade. O sofrimento está presente no viver humano, nos momentos em que o humano precisa sair de sua zona de conforto e se adaptar ao que for preciso para sobreviver. Neste aspecto, sofrer para solucionar um problema se torna algo benéfico, saudável, natural. Porém, sofrer por sofrer, por achar que se deve sofrer, sofrer por uma mentira ou por uma imagem má definida da realidade que talvez nunca vá se concretizar, isto sim é prejudicial e não natural. Por isto é preciso escolher bem por quais coisas sofrer, por quais coisas buscar solução, se houver, e solucionar. A partir do processo de busca haverá o sofrimento, pois é doloroso investir esforço em algo que dá errado, mas também haverá a recompensa, quando, de tantas tentativas, algo bom surgir, e isto é bom o suficiente para tornar válido o sofrer. Não é fácil buscar uma solução. Não é fácil enfrentar o desconhecido e ir a lugares que poucas pessoas foram. Não é fácil lidar com o novo, com o preconceito daqueles que tem medo do desconhecido, com o não ter a quem pedir conselhos caso algo dê errado, porque as pessoas simplesmente não sabem onde você está, porque você foi longe demais, mais longe que a maioria das pessoas em certo aspecto da realidade. Sim, você é o único responsável si mesmo, caminhe com cuidado e estratégia. Saiba como retornar ou reagir caso algo dê errado, pois sempre existe a chance disto acontecer quando o desconhecido te cerca. Farás descobertas de soluções novas, soluções tuas, que servem apenas para ti e para teu modo de viver. Poucas são as pessoas que te conhecerão o suficiente para entender a profundidade de tuas escolhas, as coisas importantes da tua vida. Podes desenvolver uma solução que pareça um absurdo para outras pessoas, mas que te seja saudável. Por isto precisarás ter coragem e consciência do que fazes, do porque fazes, para se manter no caminho daquilo acreditas e defines como bom para tu, independente da avaliação daqueles que não te compreendem, nem compreendem teus motivos e tua vida. Mas não tenha medo de ficar só, pois viver em comunidade é uma necessidade humana e ao teu lado terás pessoas que acreditam em valores parecidos com os teus e estão dispostas a buscar, junto a ti, solução para os problemas. Portanto, escolha bem os teus valores, o que acreditas ser bom e o que desejas para ti, pois somente assim sempre surgirão bons problemas para serem resolvidos por ti e por quem estiver ao teu lado.

Por: Leandro de Andrade Moura.

Encerramento:
Enfim amigos, chegamos a mais uma postagem finalizada. Achei tão curioso eu ter escrito os dois tópicos de cima certinhos com quatro parágrafos, parece que eu estou escrevendo com mais coerência e objetividade em um assunto específico e deixando de dar umas viajadas durante a construção do texto. Isto é bom caso eu pretenda escrever para um grande publico, que precisará do material bem construído, imagino. Uma coisa que eu esqueci de dizer na introdução é que eu estou tentando estudar inglês pelo site do MEC, algo bem chatinho, estou tentando arrumar um jeito de gostar disso, e também voltei a jogar Dwarf Fortress. Dessa vez quero encontrar toda a diversão que esse jogo promete, mas vai demorar até eu aprender a maioria das coisas. São muitas coisas nesse jogo a se aprender. Eles têm uma filosofia de “Losing is fun” bem curiosa, estou começando a entender. Vou aproveitar pra jogar DF nessas férias, embora eu esteja parando de jogar lol por causa disto também. Enfim amigos, acredito que é tudo por hoje. Até a próxima postagem, que eu não imagino qual será o tema, e forte abraço.

domingo, 21 de outubro de 2012

Considerações sobre o consciente e inconsciente e públicações de: Consciência dos caminhos, Divina existência do ser e resumo interpretativo do artigo de Nietzsche.

Introdução:
Olá amigos. Daqui a umas semanas será a prova, e eu não estou estudando. É difícil mudar este comportamento, mas amanhã tentarei fazer algum esforço para o ENEM. Quanto as novidades, passei a semana fazendo um CD de dança bem legal. Poucos erros foram encontrados, e vai ser interessante utilizá-lo como forma de ficar mais saudável e com maiores conhecimentos sobre linguagem corporal, sem contar que o trabalho de arte deste CD, especificamente, ficou ótimo, é bonito de se ver. Também continuo trabalhando nos poemas com o tema “o humano consciente de si”, estão ficando interessantes, de alguma forma. Pretendo escrever um ensaio para cada um deles, e alguns, inclusive, eu já escrevi. Isto será outro algo trabalhoso. Hoje eu tirei o dia para escrever um poema e agora escrever sobre os temas de hoje, que são fruto do meu empenho em entender as nuances consciente e inconsciente. Também vou postar alguns poemas da citada temática anterior, sendo que um deles não faz parte necessariamente da temática, e provavelmente em outra postagem irei fazer um ensaio sobre eles.

Considerações sobre o consciente e o inconsciente:
Antigamente eu já tinha feito algumas hipóteses sobre como funciona o cérebro humano, inclusive, fiz um diagrama para representar isso (link aqui). Neste diagrama, eu apresentei o funcionamento geral do cérebro, com a entrada de informações e o fluxo delas entre as memórias e a saída. Eu ainda penso que o cérebro funciona de modo semelhante ao apresentado neste diagrama, e será em cima deste esquema que iremos trabalhar, embora eu precise fazer uma atualização deste gráfico com minhas mais recentes descobertas. Sendo assim, assumiremos que o “Consciente” é o módulo de simulação, e que o “inconsciente” é o conjunto de pré-definições que estão na memória. Minha intenção é explicar como acontece, de forma mecânica, a relação entre o consciente e inconsciente. Embora eu já possa ter feito isto antigamente, suponho que agora eu um aprofundamento teórico maior pra fazer esse tipo de análise. Antes de continuar, é preciso levar em consideração os conhecimentos desta postagem: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html

As pré-definições instintivas são resultado das experiências armazenadas na memória e os sentimentos relacionados a elas. Se determinada simbologia é associada a um sentimento, sempre que esta simbologia for invocada, o sentimento irá junto. Isto acontece de forma inconsciente, ou seja, independente da vontade da pessoa, sempre que ela acionar uma simbologia na sua memória, o sentimento associado a esta simbologia irá junto. É quando entramos no módulo de simulação, ou no consciente. Lá ocorrem as associações entre memórias, experiências de forma controlada e as operações lógicas. De modo geral, é quando o instinto trabalha em cada experiência de forma individual, tem a liberdade de simular variações destas experiências e pensar nas possibilidades de atitudes e em como as coisas podiam ser diferentes. Desta forma, após interpretar a experiência de modo diferente após analisar as possibilidades, o inconsciente poderá associar aquela experiência a novos sentimentos ou poderá extrair novos comportamentos, que irá influenciar no modo como ele agirá em situação parecida.

Diferente do inconsciente, o consciente pode ser trabalhado de forma mais livre. A quantidade de informações que são invocadas enquanto o humano está mais consciente é maior, ou seja, quando ele encontra uma simbologia, ele sente se precisa de novas informações para interpretar aquilo e vai procurar ou se as informações que estão em sua memória recente são o suficiente para continuar interpretando aquela experiência. Quanto mais concentrada a pessoa estiver em seu consciente, maior será a atenção que ela irá dar para a experiência e para suas variações e interpretações e para a busca de informações na memória, chegando a tirar, inclusive, atenção do ambiente. O inconsciente, por sua vez, atua com maior intensidade em momentos em que o humano não tem tempo ou condições para fazer associações para buscar a melhor alternativa. Neste caso, o humano reage através de suas pré-definições, ou seja, se ele programa seu instinto a agir de determinada forma com tal experiência, seu instinto não irá fazer outra coisa senão aquela, porque é a única que ele sabe que irá ter vantagens e, dependendo da ocasião, ele não irá querer tentar coisas novas para não se arriscar.

Levando em consideração os níveis de raciocínio, um raciocínio de alto nível é aquele em que as simulações são feitas com experiências bem enraizadas na memória, importantes, e que estão associadas com coisas que a pessoa faz o dia-a-dia e que, devido a aquele pensamento, ela irá alterar o modo como ela faz tal algo. Um pensamento de baixo nível de raciocínio é aquele que é feito a esmo, sem relacionar as informações com as experiências na memória e sem levar em consideração no que aquele raciocínio poderá mudar a forma como ele age um dia. De forma geral, estou assumindo aqui uma interpretação prática sobre o consciente, assumindo que sua principal função é raciocinar novas formas de agir para se tornar melhor. O inconsciente, no caso, pode ser interpretado como um conjunto de gatilhos, que é ativado e modificado durante o raciocínio do consciente, mas que, contudo, dependendo da situação, desencadeia reações de forma irracional, levando a pessoa a fazer coisas que conscientemente ela não faria. Normalmente isto ocorre quando há acúmulo de sentimento em uma experiência, ou quando há uma situação que exija uma atitude instintiva.

Por fim, é possível assumir que o consciente, na verdade, é um prolongamento do inconsciente. Quando o humano vai pensar em determinada coisa, ele assume os valores do inconsciente e processa este algo de forma consciente, ou seja, buscando relacionar as informações e explorando as associações. Portanto, um inconsciente mal organizado e cheio de experiências associadas a os sentimentos estranhos, cuja função não está adequada a aquela experiência em termos gerais de evolução, pode levar a uma interpretação errada da realidade. Um exemplo é a pessoa ter uma experiência ruim com determinado algo, e assumir que todo mundo que experimentar este algo irá ter a mesma experiência que ela, e, devido a isto, lutar contra este algo, quando na verdade este algo faz bem a uma razoável quantidade de pessoas. Embora talvez ela nunca seja capaz de entender o porquê as pessoas se sentem bem com aquela experiência, as pessoas se sentem, e se ela não levar isso em consideração, ela irá assumir que as pessoas não se sentem bem com aquilo e irá lutar contra aquilo de forma errônea. Buscar o conhecimento enraizado em fatos, não em sentimentos, é uma das metodologias para evitar erros como estes.



Consciência dos caminhos

Segue teu caminho, aquele que tu constrói com teu esforço.
Descubra novas coisas, aquelas que realmente te satisfazem.
Prova, humano independente, que és o melhor que podes ser.
Então serás capaz de respeitar o caminho que segues, e seguir.

Lembra-te que vinculada a tua escolha não está somente tu,
Está também a forma com a qual te encaixas na sociedade,
A história da tua família, de teu país, do mundo onde vives.

Como humano precisarás produzir, competir, ter saúde e prazer.
Dinheiro e imagem são apenas ferramentas para estes elementos.
Mas será o teu caminho que te proporcionará isto, a tua evolução.

Se estiveres certo, serás capaz de provar a verdade da tua certeza.
Se errares, foi o erro mais sincero, fruto da tua busca pelo melhor.
Será tua a responsabilidade das conseqüências de teus atos e apostas.

Então entenderás o que cada um encontra para seguir seu caminho,
Terás certeza de que somente eles podem seguir os deles, e tu o teu.
Será quando tu responderás: eu sou o que sou porque sou; e viverás,
Porque isto é o poder de explorar e modificar tanto quanto desejares.



Divina existência do ser

Existo por causa sol,
Que bombardeia sua energia a mim.
Ela precisa ser gasta,
Crio e destruo apenas para sentir.
Seja o prazer e a dor,
Tudo aquilo que busco construir.
Assim tomarei formas,
Surgem minhas regras e condições.
Posso aceitá-las ou não,
Sou o deus da minha própria mente.
Exploro as possibilidades,
Sou o deus da minha própria existência.




Padrões na beleza

Eu sinto beleza naquilo que valorizo.

Eu valorizo a beleza sexual,
porque ela demonstra ser melhor em me dar prazer.
Eu valorizo a beleza inocente,
porque ela me induz a certeza de que será só minha.
Eu valorizo a beleza comprada,
porque ela surge da ostentação que poucos podem manter.
Eu valorizo a beleza alternativa,
porque ela desenvolve novas formas de alcançar o desejado.
Eu valorizo a beleza atlética,
porque ela sabe o valor do esforço e desenvolve boa saúde.
Eu valorizo a beleza meiga,
porque ela acha diversão e satisfação nas pequenas coisas.
Eu valorizo a beleza festeira,
porque ela encontra humor até nas adversidades da vida.

Existirão tantas belezas quanto forem os valores,
Eu valorizo a tua beleza, pessoa valiosa pra mim,
porque ela é o resultado da tua busca pelo melhor.


Todos por: Leandro de Andrade Moura


Resumo interpretativo por mim e por Bruno Pontual acerca do artigo da "obra" no Wikipédia de (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche) Friedrich Nietzsche.

"O objetivo do homem é vencer, e ele vence quando conquista a realidade, pois isto indica que ele conseguiu se superar. Embora a realidade seja coisas que "dançam ao acaso", o homem se condiciona a uma perspectiva, e para ele é preciso descobrir o que é bom e o que é ruim, o que é a vitória e então buscar ela. Quando ele faz isto, ele supera a realidade, pois, neste caso, ele supera sua própria perspectiva e encontra sua vitória nela, que é sue objetivo. São virtudes verdadeiras de quem vence: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Os ausentes destas virtudes estarão para sempre presos a sua própria perspectiva, não alçando, portanto, sua vitória, pois são estas as virtudes necessárias para o homem se superar."

Encerramento:

Hoje eu ia falar um pouco sobre condicionamento, mas eu lembrei já ter falado sobre este assunto em uma postagem anterior, e ele se chama "configuração mental". Portanto, agora percebo que o que eu devo fazer é conseguir aliar os conhecimentos de condicionamento e consciente e inconsciente ao gráfico do bem-estar evolutivo, junto também com o sentimento de empatia, muito importante para a imagem. Ou ainda eu posso estar com sono demais para falar sobre o que eu realmente quero falar de condicionamento, depois irei reorganizar esta postagem caso isto for percebido. Os poemas públicados aqui fazem parte daquela temática, exceto o segundo. O terceiro ainda está em processo de revisão, mas será algo parecido com aquilo ao ser finalizado. Minha área de trabalho está uma bagunça, vou organizar tudo isto daqui há uns dias. Vou lanchar para ir dormir agora, boa noite para vocês e até a próxima postagem.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mapeamento dos v. instintivos e publicação: O fluxo da vida e Desejar o viver bem.

Introdução:
Olá amigos. Vamos a mais uma postagem. Hoje estou sem internet, embora já pretendesse escrever, vou passar o resto da noite só fazendo isso aparentemente. Passei o dia assistindo a dois filmes, achei os dois interessantes. Ultimamente eu tenho dedicado algum tempo a tentar compor poemas pra resumir a filosofia e comunicá-la com força, acredito que disto tenha surgido algo legal. Contudo, uma coisa me preocupa: meus poemas, assim como minha filosofia, parecem ser muitos de auto-ajuda. Sempre tive uma visão negativa quanto a filosofia auto-ajuda, ela geralmente tenda maquiar a verdade ou desenvolver algum modo mecânico de resolver as coisas que não pode ser muito bom. O que me faz pensar que ela não é igual as filosofias anteriores é que ela se preocupa principalmente em não maquiar a realidade, mas sim encará-la e se acostumar com ela, para então melhorar. Como meu amigo Elon disse, ciência é auto-ajuda, desta forma, minha filosofia, que se baseia na ciência, acaba herdando também esta característica. Também estou me notando cada vez mais tímido, talvez seja a pouca convivência com pessoas diferentes. Vou pensar em ser um pouco mais orgânico, pra me permitir errar um pouco mais e me adaptar a isso. Perder o medo de me expor talvez também seja bom, mas terei que administrar isso bem pra não ter objetivos prejudicados. Se bem que talvez um objetivo o qual eu tenha que não me expor para alcançar não seja assim tão bom, pois isto pode ser considerado algo próximo a mentir. Encerrando a introdução, vamos a postagem, que hoje será mais uma vez sobre psicologia e também será a publicação de dois poemas que eu fiz recentemente.

Mapeamento e transmissão dos valores instintivos:
Em uma postagem anterior eu descrevi um pouco sobre como ocorre o processo de adaptação de um individuo aos sistemas evolutivos. Lá eu expliquei que de forma bastante resumida que o humano, através de erros e acertos, vai se adaptando a determinado sistema evolutivo. Contudo, após fazer bastantes observações sobre o conjunto de valores de uma pessoa, aliando isto com os conhecimentos do gráfico do bem-estar evolutivo e também com o pensamento de mutação comportamental, eu pude perceber algo bem mais interessante: o mapeando dos valores instintivos. Enquanto que no texto anterior simplesmente eu assumo que as pessoas têm acesso a experiências e conhecimentos diferentes, e, portanto, são guiadas a sistemas evolutivos diferentes, agora se torna mais concreto o entendimento sobre como ocorre este processo. Considero que este conhecimento será muito interessante para a psicologia evolutiva por ele dar melhores condições de autoconhecimento e de fazer o raciocínio encontrar melhores soluções para os conflitos instintivos.

 No texto anterior, eu, com licença para fins de estudo, resumi que a fase infantil era a fase de descobrimento e observação de como funciona a realidade. Contudo, o instinto humano, mesmo nesta fase, já aflora. A criança não somente tem sentimentos de sobrevivência, como também tem desejos. Na maioria dos casos, os desejos infantis são simples, pois elas conhecem pouco da realidade para entenderem que podem desejar coisas mais complexas, porém, ainda sim existe. Com o desejo, há o acarretamento dos outros sentimentos, tais como alegria, raiva, medo, ciúme, inveja e tristeza. Isto significa que desde cedo, o indivíduo já começa a criando uma biblioteca de experiências associando cada elemento a seu respectivo sentimento. Sendo assim, sempre que o indivíduo quiser experimentar aquele sentimento novamente, ele recorrerá ao elemento que sua memória associa com aquele sentimento, e por desconhecimento, se for o caso, ele não irá recorrer a nenhum outro elemento. Observa-se, portanto, um tipo de mapeamento de experiências instintivas que levam a pessoa agir de determinada forma sem o consciente de ela estar diretamente envolvido.

Por exemplo: vamos supor que existe uma criança que, por algum motivo, deseje andar com determinada tribo na sua escola. Esta tribo não a aceita, e por isto esta criança acaba sentindo raiva dos indivíduos desta tribo. Este sentimento de raiva a quaisquer grupos parecidos com aquele que a negou a acompanhará até a fase da adolescência ou mesmo adulta. É interessante também observar que este sentimento leva a estereotipagem, e que geralmente isto monta um sistema em si, onde nem o grupo aceita a outra pessoa pela imagem, nem ela gosta do grupo, sentido raiva. Por isso esse sentimento é levado até a adolescência ou mesmo fase adulta, e geralmente a pessoa deseja o grupo principal porque lá há bons parceiros sexuais. Durante este período, ela irá buscar se sentir bem com algo, e quando encontrar, é a este algo que ela irá associar coisas boas. Então se percebe que, mesmo sendo apresentado algo novo a esta pessoa, ela irá continuar recorrendo ao que faz bem a ela para se sentir bem, pois isto seu instinto sabe que funciona e com o menor esforço. É comum notar que há uma supervalorização de determinada atividade para mantê-la alvo do desejo. Porém, é algo que acontece de forma orgânica pela própria propriedade do lastro de que o indivíduo olha com bons olhos aquilo que lhe faz bem e com maus olhos aquilo que lhe faz mal.

O perigo disto, e é onde a psicologia evolutiva pretende atuar, é que estes sentimentos podem ser causa de distúrbio. Vamos supor que, devido a uma grande experiência ruim, se apegue demais a uma coisa só e sinta raiva das outras. Sua visão da realidade irá ficar presa ao que ele acha bom e ao que ele acha ruim, e isto o inibirá de descobrir novas formas de se tornar uma pessoa melhor. Para exemplificar, vamos supor que o indivíduo comentado no parágrafo anterior tenha se tornado um bom político, e que os indivíduos da tribo citada anteriormente seja parte importante da sociedade, mas que, contudo, não tem atividade política. Logo, devido à raiva, o político não irá tentar ajudar a esta parte importante da sociedade, e com isto atrapalhará não somente a si, como também as pessoas não envolvidas com tudo isto. Também é preciso observar que a falta de conhecimento que aquela raiva irá trazer irá lhe atrapalhar também em suas atividades de socialização, de educação, de transmissão de valores, dentre tantas e tantas coisas. Aos indivíduos da tribo que não aceitaram o rapaz que agora é um bom político também vale o mesmo, se eles ainda nutrirem sentimentos ruins e preconceituosos contra aqueles que são diferentes deles.

Embora este exemplo tenha sido um bastante clichê, provavelmente ele foi o suficiente para entender como funciona o mapeamento de valores instintivos. Contudo, é interessante observar algo mais profundo ainda: imaginemos que haja algo bem difícil de obter, mas que a pessoa é levada a desejar aquilo devido a pressões externas. Mas, por perceber que aquilo estava muito longe de sua realidade e o esforço para obtê-la seria absurdo de grande, se comparado a outras pessoas mais estruturadas, a pessoa irá recorrer às coisas que a faz bem. É através disto que novos sistemas evolutivos surgem, podendo, portanto, ser considerado como uma mutação de comportamento. Vamos supor que, um adolescente, incentivado a fazer engenharia civil, porém, sempre viveu em computadores e se sente bem com aquilo, e sabe que tem futuro. Embora para seus pais, o que haja futuro é a engenharia civil, porque é isso o que o mapeamento instintivo deles indica, o adolescente, com um novo mapeamento instintivo, vai lá e aposta na engenharia de computadores, e então consegue ganhar dinheiro e montar um sistema evolutivo. Se não fosse por essa mutação de comportamento, possibilitada pelo avanço tecnológico, o jovem iria concorrer num mercado saturado que é a engenharia civil neste contexto, talvez até mesmo ganhando menos e tendo uma qualidade de vida menor.

Neste exemplo também é possível perceber a transição de mapeamento instintivo que acontece dos pais pros filhos, e que pode haver mutações neste processo, positivas ou negativas. Sendo assim, é preciso estar atento as boas mutações, para incentivá-las com responsabilidade, e as más mutações, para corrigi-las. Más mutações são distúrbios, e para corrigir um distúrbio, é preciso primeiro identificá-lo, daí a utilidade de fazer um mapeamento dos valores instintivos, para então corrigir o que for possível e não for saudável. Existe um ditado popular que diz “os filhos são espelhos da criação familiar”, e esta frase parece ter sua fundamentação nesta propriedade. Se existir uma família cuja transmissão de valores seja feita de forma forte, o filho irá tender a ter aqueles mesmos valores. Porém, se a família for fraca em sua transmissão de valores, o filho provavelmente poderá desenvolver distúrbios, algo próprio das mutações humanas. É importante lembrar que não apenas os familiares têm influência nas transmissões de valores, como também os amigos, conhecidos, televisão, enfim, todos e tudo aquilo que aparente ter um bom poder instintivo. Para finalizar, entendo que a utilização destes conhecimentos como estou descrevendo pode ser bastante utópico, porém, já é o suficiente para uma nova percepção de realidade e para pequenos melhoramentos.

O fluxo da vida

Havia dois pontos e uma estrada ligando eles.
No primeiro ponto está o humano, incompleto.
No segundo ponto está o objetivo, esperando.
Por instinto, o humano deseja alcançar seu objetivo.

O humano caminha na estrada e alcança seu desejo.
As coisas são simples. Ele se sente bem, se sente vivo.
Quando seu objetivo o deixar de ser, um novo surgirá,
E assim o humano continuará caminhando: evoluindo.

Mas é cansativo caminhar, o humano deseja melhorar.
Desenvolve ferramentas, mecanismos, explora a realidade.
Encontra uma maneira melhor para alcançar seu objetivo,
Um automóvel, então com menos esforço se obtém o que deseja.

A sociedade evolui. Humanos seguem caminhos diferentes.
Alguns, por sorte, alcançam logo os automóveis. Outros não.
Então a estrada se torna diversificada, todos se olham entre si.
Os que andam, cansados, desejam obter sua própria melhora.

Então o que antes era o meio de transporte se torna o desejo.
O objetivo se torna um ponto, algo para ser alcançado sem esforço.
Apenas um ponto qualquer, não se entende mais o objetivo.
Se chega nele apenas por costume, desaprendeu-se como usá-lo.

Agora todos têm automóveis, mas os avanços continuam.
O que antes era bom em poupar esforço deixou de ser.
Apareceu um melhor. As pessoas não se sentem mais satisfeitas.
Estão presas num transito sem sentido. Desejam o que nunca tem.

Aqueles que conseguem estar sempre com o que há de melhor.
São os poucos que se sentem satisfeito neste transito maluco.
Pois isto os permite mudar de realidade de acordo com sua vontade.
Sem consciência do que são. Insatisfeitos com sua própria satisfação.

Há ainda quem consiga conquistar o melhor através de seu trabalho.
Estes se tornam escravos do sistema. Não desfrutam do conquistado.
É notório o distúrbio na definição de melhor. Na definição de satisfação.
A identidade se torna perdida. Os objetivos, esquecidos. A vida, vendida.

 --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- ---

Desejar o viver bem.

Nenhum humano sofre pelo impossível.
Há quem chore por não viver em marte?
Concluí-se: o conhecimento molda o instinto,
Mas o que seria da razão sem a emoção?

O humano precisa desejar para se esforçar,
Assim ele sente, vive. Enfrenta o desconhecido.
Adapta-se ao que for necessário para sobreviver.

Todo humano tem o dever de melhorar.
A si próprio, o lar, o cotidiano, a quem ama.
Do desejo vem a o esforço, e disto a melhora.

Mas como melhorar o que não se conhece?
Como conhecer sem tentar, e errar, e errar...?
Da variação de tentativas, a seleção natural.
Da boa utilização dos sentimentos, a evolução.

Como se satisfazer desejando o impossível?
Mas e quando o impossível se torna possível,
Através das mentiras, trapaças e egoísmo?

A corrupção invade os desejos, o ser humano.
Inicia-se a construção do um futuro mentiroso.
Logo surge o desrespeito, a vontade do tudo fácil.

É preciso desejar o melhor que a realidade oferece,
Ter forças para não deixar o desejo se corromper,
Vencer os sentimentos ruins, saber o valor do esforço,
E assim seguir o caminho da boa evolução, o viver bem.

Encerramento:
Hoje eu planejava fazer a explicação dos dois poemas, mas isto irá render uma postagem enorme se eu levar em consideração que cada estrofe será um parágrafo.  Acredito que explicar a linha de raciocínio que eu quis expor ao desenvolver o poema seja algo interessante pela própria proposta do poema, que é transmitir pensamentos filosóficos de modo mais impactante. Estou tentando desenvolver soluções para salvar o final de ano letivo que ainda tenho, mas está difícil. Percebi que possa haver uma rede de valores instintivos um pouco mais extensas do que imaginei para explicar meu comportamento, que se estendem a configurações humanas. Amanhã iniciarei os procedimentos para por minha solução em prática. Salvar este resto de ano letivo é necessário para situações que eu ainda não defini muito bem, mas que estão acontecendo por ai. Finalizando, abraços a todos e até a próxima postagem.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Estrutura do desejo e processo de adaptação a realidade

Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu para mais uma postagem. Passei a semana inteira querendo escrever sobre isso, contudo, em respeito ao meu período de estudo eu não o fiz. Se bem que ontem eu estudei pouquíssimo, um pequeno deslize. Percebi que meu modelo de estudo agora se baseia principalmente em fazer exercícios, e isto está me fazendo ter dificuldades para estudar as matérias humanas, cujos exercícios são um pouco mais complicados de achar. Ou talvez seja simplesmente preguiça de me adaptar a outro estilo de conhecimento, a outro modo de raciocinar que não seja o de exatas. Na verdade, até nos exercícios de exatas eu demoro bastante, e me pergunto se este é o modo mais eficiente de estudar. É o único que eu conheço. Testar variações seria uma boa opção mesmo estando no fim do ano. Assisti a dois filmes muito interessantes, “Freud: além da alma” e “Quando Nietzsche chorou”. Do primeiro, pude conhecer um pouco melhor sobre o trabalho dos psicanalistas e também um pouco mais sobre os casos de psicologia, como também observei a coragem do Freud em seguir suas teorias mesmo que elas revelassem o lado escuro do humano. No segundo, pude entender melhor Nietzsche e como sua filosofia é aplicada. Não pude deixar de relacionar as teorias de ambos a psicologia evolutiva. A primeira traz autoconhecimento, a segunda traz força, e a psicologia evolutiva seria aquela que organiza o instinto. A postagem de hoje será composta de um estudo mais profundo sobre alguns conceitos da psicologia evolutiva e que podem ser observados no gráfico, que são o desejo e a adaptação a realidade.

Introdução a estrutura do desejo:
A possibilidade de explorar o redirecionamento do desejo como uma forma de aumentar a qualidade de vida foi algo já previsto pela psicologia evolutiva em seu gráfico do bem-estar evolutivo. Esta capacidade, baseada na propriedade do instinto que influencia o raciocínio e vice-versa, é uma das principais formas para que, através da reorganização dos desejos, obtenha-se um aumento na qualidade de vida. Desejar é algo essencial para todo humano, pois através disto ele encontrará a vontade para se esforçar. Porém, um desejo mal formulado pelo instinto pode ser bastante nocivo, pois, além de jogar esforço fora, poderá fazer a pessoa se frustrar e abandonar uma evolução de alto nível, se entregando a uma vida cheia de distúrbios. Por isto, entender como o instinto formula e estrutura o desejo é um conhecimento bastante importante para a psicologia evolutiva. Para isto, será necessário explicar como funciona o desejo e as estruturas básicas nas quais ele surge.

Idéias gerais:
O desejo surge da necessidade do instinto humano se sentir bem. Ele funciona liberando bons sentimentos sempre que o humano alcança algo que deseja e forçando o humano conseguir isto, pois caso não consiga, ele pode ser gatilho para alguns sentimentos ruins. Ele surge naquilo que o humano considera que é o “melhor” para si, e é isto o que o torna o principal responsável por não permitir que os humanos se tornem conformados com um estilo de vida seguro e pacato. Durante algum tempo o humano se sente bem por ter alcançado algum desejo, porém, este sentimento logo é diluído e ele se sente normal novamente, precisando alcançar algum novo desejo, que pode ser diferente ou não do desejo anterior, tudo depende das circunstâncias. O gráfico do bem-estar evolutivo mostra como utilizar o desejo para a manutenção de uma boa evolução, por isto explicar este mecanismo não será a intenção desta postagem.

Definição de estrutura:
É possível perceber que na própria definição de desejo que ele é algo bastante relativo ao que o humano percebe, sente e entende. Isto é demonstrado em “o desejo surge naquilo que o humano considera o melhor para si”, onde esta consideração pode ser feita através de experiências, teorias ou observação. Contudo, o que significa melhor neste caso? É esta a grande pergunta que faz surgir alguns mecanismos de estruturação do desejo. Chamarei aqui de estruturação do desejo as propriedades humanas a quais o instinto humano se baseia para formular o que desejar e como conseguir isto. É possível perceber a existência principalmente de dois mecanismos: um é associativo, e deriva das propriedades humanas de associação de informações. O outro é adaptativo, e deriva das propriedades humanas de raciocínio que influencia o instinto e vice-versa. Agora será explicado como funciona cada um deles.

Estrutura de desejo associativa:
A capacidade associativa que o ser humano desenvolveu através dos mecanismos evolutivos o tornou mais inteligente, já que isto o tornou capaz de relacionar uma grande quantidade de sentimentos e experiências, obtendo informações novas. É através desta propriedade associativa que parte do desejo humano é concebido, e será explicado agora como isto ocorre na prática: imaginemos um grupo de pessoas cujas características são parecidas, chamaremos este grupo de A. Supondo que exista algo que algumas destas pessoas do grupo A experimentem e se sintam bem com isto, este algo logo se tornará objetivo de desejo. Porém, por terem características bem semelhantes, as outras pessoas deste mesmo grupo A, por meio da observação e associação, logo desejaram também este algo, mesmo não tendo experimentado. Ou seja, um desejo surge por meio da associação, pois se algum semelhante ao A se sente bem com algo, logo, existe uma grande probabilidade de que A também se sentirá bem com este mesmo algo, e se sentir bem é algo que ele deseja.

Estrutura de desejo adaptativa:
A estrutura adaptativa do desejo funciona através da propriedade do instinto que influencia o raciocínio e vice-versa. Este um princípio na psicologia que diz que nenhum humano deseja aquilo que acredita ser impossível, logo, o entendimento completo da realidade faz o humano desejar somente aquilo que é possível a ele. Porém, este entendimento da realidade não é algo natural ao humano, por isto ele precisa se esforçar bastante para entendê-la e com isto se adaptar a ela. Isto é o que se chama de “processo de adaptação a realidade”. Quando mais conectado a realidade o humano estiver, mais seus desejos estarão coerentes com as propriedades da realidade, e isto tornará maior as chances deles se tornarem reais. Porém, ao lembrar que o desejo tende a focar no melhor, o humano irá querer o melhor que a realidade pode fornecer, por isto existirá a tendência dele desejar coisas difíceis de serem conquistadas no sentido de exigirem muito esforço e conhecimento.

Considerações gerais sobre as estruturas:
Enquanto que os desejos formados pelo processo associativo costumam ter como característica serem mais simples e grupal, e se sustenta já que coisas que fazem bem a um grupo semelhante de pessoas geralmente tendem a ser genéricas e simples de se obter, os formados por processo de adaptação acabam sendo mais individuais e complexos, já que são formulados só após um processo de adaptação a realidade e exige muito esforço a construção de um mesmo algo. Podemos citar como exemplo de desejo formado por processo associativo a moda, onde pessoas se sentem bem por serem relacionadas a coisas que são desejadas e associadas a coisas boas, enquanto que um desejo formado por processo adaptativo é alguém que deseja desenvolver uma ferramenta bem específica, e passa algum tempo se dedicando, estudando e testando essa ferramenta para ela se adaptar a realidade e funcionar. De forma geral, é possível definir que desejos associativos bons são aqueles superficiais e de consumo rápido e coletivo, enquanto que bons desejos de adaptação sejam aqueles profundos, de produção ou consumo constante.

Benefícios de uso:
Esta definição é útil para evitar distúrbios. Supondo que uma pessoa deseje profundamente algo, mas este desejo tenha sido gerado através do processo associativo. Isto pode ser problemático, pois para o instinto dela, ela é capaz de fazer a mesma coisa que uma ou outra pessoa fez já que seu desejo surgiu através da associação, porém, a realidade pode ser diferente e talvez falte algum conhecimento, experiência ou recurso para que ela de fato seja capaz disto. Se for este o caso, existe uma enorme tendência dela se culpar por não conseguir e não entender o porquê não conseguiu. Outro exemplo é uma pessoa que apenas tem desejos superficiais, como os desejos consumistas, por exemplo. Se um dia algo, como a perca de fonte de renda, mudar a realidade dela bruscamente e ela não tiver previsto isto por não estar conectada a realidade, existirá uma grande probabilidade de ela sofrer bastante por não conseguir manter seus desejos e por ter que desenvolver desejos e estrutura de produção, algo um tanto difícil pra ser feito em pouco tempo.

Considerações finais:
O objetivo destes conhecimentos é fazer com que os desejos executem sua função, que é ser alcançado e fazer bem aos humanos. Após entendido estes dois processos, já é possível investigar as causas da maioria dos desejos e tentar modificá-los de modo saudável e coerente com a evolução, tal como explicado no gráfico do bem-estar evolutivo. O processo de adaptação da realidade será explicado melhor em um tópico exclusivo, porém, é interessante observar como, através da mutação, que pode ser considerada a descoberta acidental de algo, novos desejos surgem. Foi notado que alguma pessoa do grupo A descobriu algo, e logo este algo se espalhou por seus semelhantes, tornando-se uma característica de grupo. É possível também notar que os desejos mais profundos, que geralmente são de produção, são também aqueles auxiliados altamente pela tecnologia e pelo conhecimento, já que para se dedicar a algo por muito tempo, este algo precisa ter capacidade de continuar a se desenvolver e chegar a altos níveis de complexidade.

Processo de adaptação a realidade:
O processo de adaptação a realidade surgiu devido à necessidade que a psicologia evolutiva sentiu em possuir realmente a verdade, para então adequar o instinto humano a ela e fazer o que melhor a realidade permitir para o desenvolvimento humano. Contudo, descobrir a verdade não é uma tarefa fácil, pois o instinto humano possui muitos mecanismos de associação, que em tarefas cotidianas ajuda-o a se tornar mais eficiente, mas que cedo ou tarde, acaba caindo em alguns erros de lógica que acabam levando-o ao distúrbio. Se fossem pequenos distúrbios, não haveria tanto problema. O real problema é quando estes distúrbios são proliferados e evoluem, já que eles vão beneficiar algumas pessoas, mas vão prejudicar outras. É assim que nascem as grandes mazelas sociais: da má interpretação da realidade.

A metodologia científica nasceu como uma ferramenta de investigação da realidade. Ela se baseia nas propriedades do universo, onde cada efeito tem uma causa, e estabelece métodos para a investigação da causa e efeito com o intuito de conhecer a realidade e desenvolver mecanismos para ajudar ao humano. O exemplo disto, o computador, que, por ser projetado para respeitar a realidade lógica, física e química do universo, é capaz de executar seus milhares de cálculos com precisão e determinismo. Contudo, o modo como os humanos percebem a realidade é diferente. Devido à propriedade do instinto que influencia o raciocínio e vice-versa, a percepção da realidade humana não é simplesmente baseada em fatos, mas sim em sentimentos. Se existe um fato, este fato pode ser classificado como bom e bonito, para uma pessoa que se sente bem com isto, e ruim e feio, para outra pessoa que se sente mal com isto. Diante disto, perceber a realidade se torna algo complexo, pois afinal, o referido fato é bom ou ruim?

O processo de adaptação a realidade é um conjunto de princípios que tem como objetivo fazer a razão humana se desprender de seu instinto e, através disto, dar condições do humano buscar todos os conhecimentos necessários para dominar a realidade e usufruí-la a seu favor. É perceptível que o humano é capaz de mudar as configurações da realidade de modo que ela traga alguns resultados, mas ele não é capaz de mudar as suas propriedades. Por dominar a realidade, imaginemos aqueles que projetaram o computador: se eles não tivessem o domínio das propriedades da realidade, eles teriam conseguido organizá-la de tal modo que ela produza os efeitos do computador. Embora a metodologia científica tenha surgido há alguns séculos atrás, ela é incompleta como método de adequação do instinto a realidade porque ela apenas tem conhecimentos sobre a realidade física, química e matemática. O complemento necessário para isto são os conhecimentos da psicologia evolutiva, e por isso com ela surge esta noção de necessidade em adaptar-se a realidade bem definida.

Isto porque, enquanto que para a metodologia científica um fato é simplesmente um fato, para o instinto humano, um fato pode ganhar uma enorme quantidade de simbologias que o torna bom ou ruim. Além disto, a realidade, para os humanos, também é constituída de esforço e interesses, e um fato por si só pode ser constituído por muito esforço ou interesse de várias pessoas. Antes de se chegar quaisquer conclusões sobre a natureza boa ou ruim de algum fato, é necessário respeitar que este fato está envolvido com uma serie de processos evolutivos e buscar compreende-los, para só depois assumir uma posição seguindo um critério de julgamento. Desta forma, entende-se o porquê alguém acha bom e bonito algo e o porquê outro alguém acha ruim e feio este mesmo algo, além disto, através de um critério, é possível classificar este algo de modo que todos concordem sem desrespeitar ou ofender ninguém.  Com este procedimento, é possível conhecer e adequar todos os elementos da realidade e organizá-los de modo que produzam uma evolução sustentável e saudável. Agora vamos aos princípios, que também podem ser considerados como etapas do processo de adaptação a realidade.

Etapa um: Princípio de valorização da realidade:
Valorizar a realidade acima de tudo é o inicio para o processo de adaptação a realidade. Sem isto, o humano acabará cedendo a interpretação da realidade que mais lhe agrada e não terá coragem de enfrentar aquelas interpretações que o põe em posição ruim. Neste momento, é preciso se transformar em um agente que busca a realidade, seja ela muito boa ou muito ruim ao instinto. Sem isto, aceitar que tudo aquilo que faz o instinto se sentir bem seja mentira, por exemplo, se torne algo bastante difícil, pois o instinto se sente bem estando próximo daquilo que ele valoriza, e ainda existe a tendência do instinto fazer o raciocínio se apegar a aquela interpretação da realidade que melhor agrade a ele e então pare por ai. Então, a intenção real deste princípio é fazer com que as pessoas abandonem aquilo que as façam se sentir bem ou mal, seja verdade ou mentira, para então buscar e se sentir bem primordialmente com a realidade, e só após isto iniciar o processo de evolução, que estará adaptado a realidade.

Etapa dois: Princípio da compreensão da realidade universal:
Após valorizar a realidade, é necessário compreendê-la. A necessidade de compreender a realidade existe porque é através disto que o humano irá desenvolver as técnicas necessárias para aumentar sua qualidade de vida. Porém, compreender totalmente a realidade atualmente é impossível, portanto, o que realmente interessa entender são seus princípios de funcionamento. São basicamente dois. O primeiro princípio: tudo há um porquê. Isto implica dizer que tudo no universo tem um motivo para ser como é. O segundo princípio: os motivos que fazem as coisas agirem de determinada forma são chamados de leis ou propriedades. A importância de entender estas duas características do universo é ter a capacidade de ter a noção de configurações de realidade. No exemplo do computador, nós, humanos, utilizamos e isolamos as propriedades da lógica e da eletrônica de tal forma que ela tome a configuração desejada por nós. E enquanto esta configuração se manter intacta, nada modificar este sistema, ele sempre irá funcionar e responder de acordo com o programado. É basicamente isto o que a metodologia científica nos diz, e compreender isto é essencial para desenvolver projetos e estudos para melhorar a qualidade de vida além de auxiliar o entendimento e aceitação dos conhecimentos da psicologia evolutiva.

Etapa três: Princípio compreensão da realidade humana:
Diferente da realidade universal, a realidade humana não pode ser entendida e aceita completamente apenas pela lógica e por definições. Devido ao enorme poder de relatividade da mente humana, é possível perceber comportamentos que, para alguns, não faça o menor sentido, mas para outros faz muito bem. E, embora a psicologia evolutiva entre como uma ferramenta que auxilie e organize o entendimento dos sentimentos humanos, é perceptível que em alguns casos seja necessário viver e sentir para entender. O objetivo deste princípio é fazer com que as pessoas busquem respeitar e entender a realidade de outras pessoas como forma de melhorar a qualidade de vida, e este objetivo se sustenta no fato de que, embora aparentemente estejamos conectados a algumas poucas pessoas, na prática, estas conexões funcionam como uma teia onde opiniões emitidas apenas para conhecidos podem chegar ao conhecimento de muitos desconhecidos. Além disto, outro motivo que o sustenta é que com este conhecimento humano adicional, se tornam maiores às possibilidades de encontrar comportamentos saudáveis bem como também ajude na convivência e na dinâmica em grupo, valores que, de modo geral, melhoram a comunicação, o autoconhecimento e o entrosamento familiar e social, e isto colabora no aumento de qualidade de vida.

Etapa quatro: Princípio de envolvimento com os sistemas evolutivos:
Após entender como a realidade universal e humana funcionam, é preciso iniciar um processo de evolução adaptado a realidade já que se assume, através dos conhecimentos da psicologia evolutiva, que é necessário que o humano estabeleça uma boa evolução para se sentir bem. Porém, é preciso observar que ter uma boa evolução não significa ter uma vida fácil. Isso porque por mais que o humano se esforce pra entender todos os aspectos teóricos da realidade, há uma forte tendência de que a prática não seja igual a teoria. Isto acontece porque ele não nasce conhecendo a realidade, e sim a descobre ou se adapta a ela. A descoberta se refere à realidade universal, que são as leis e propriedades da natureza, e o humano geralmente precisa estudar a ciência envolvida com aquele ramo de conhecimento e se esforçar para desenvolver métodos para descobri-la, mas uma vez feito isto, dificilmente irá mudar, apenas aperfeiçoar. A adaptação se refere à realidade humana, que é formada por sistemas humanos. Estes sistemas mudam constantemente devido a dinâmica trazida pela descoberta de novas tecnologias ou comportamentos, e se o humano não tiver sempre a preocupação de conhecer e acompanhar suas mudanças, é possível que ele se torne obsoleto ou usufrua menos dos benefícios que isto pode trazer. Portanto, é possível perceber que se envolver com os sistemas de adaptação ou descoberta da realidade está intimamente ligado com se esforçar para alcançar os resultados desejados, sendo a função dos princípios anteriores fazer com que este esforço seja corretamente direcionado.

Considerações finais sobre o processo de adaptação a realidade:
Após valorizar a realidade, entendê-la tanto do ponto de vista científico/universal e humano e aprender a aplicar o esforço de modo que ele produza alguma evolução, os conhecimentos da psicologia evolutiva são úteis apenas para organizar os setores da vida de modo geral e evidenciar as propriedades humanas, como mostrado no gráfico do bem-estar evolutivo. Contudo, como cada aspecto social, político, cultural, econômico e geográfico dos países é diferentes, cada sociedade desenvolverá sua própria configuração, e isto fará com que cada pessoa encontre seu modo específico de se adaptar a isto e desenvolver sua boa evolução. O impasse demonstrado no exemplo da introdução seria resolvido através do conhecimento sobre as duas realidades, já que haveria a percepção do por que determinada pessoa considera algo bom ou ruim. A metodologia científica também ajudará no impasse ensinando que, para se julgar algo, é preciso estabelecer critério de julgamento, pois como tudo tem um por que, se não for estabelecido nenhum critério, o julgamento acabará sendo feito pelo inconsciente das pessoas, que é fortemente movido por sentimentos que podem induzir o instinto a desejar a mentira.


Encerramento:
Enfim amigos, finalmente termino esta que foi uma das postagens mais longas que eu lembro ter feito. Comecei no sábado e só terminei no domingo. Abordei dois assuntos importantíssimos para a psicologia evolutiva de forma técnica e clara, espero. Novamente ficarei devendo a revisão, e olhe que esperava falar sobre outros temas. Já está dando hora de ir dormir, amanhã irei estudar. Esse horário de sono está me dando bastantes problemas. É difícil resolver isso. Também vou tentar reorganizar meu método de estudo para não acontecer de novo o que aconteceu na sexta-feira, fiquei um pouco chateado com aquilo. Finalizando o encerramento, boa noite a todos e até a próxima postagem.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Comportamentos e poderes sexuais segundo a psicologia evolutiva

Introdução:
Olá amigos. Decidi escrever após perceber que esta era a melhor opção para o fim de noite. Estes dias que se passaram desde a última atualização foram interessantes. Estou quase terminando de ler “A Batalha do Apocalipse”, emprestado de um amigo. O inicio do livro foi um pouco complicado, porque eu estava pouco familiarizado com os termos. Mas isto logo foi resolvido, e quando me acostumei a linguagem do livro, acabei me envolvendo por ele. O plano inicial para hoje a noite era continuar a leitura, mas como tem um som alto aqui do lado de casa, vou escrever essa postagem de hoje. Outra coisa legal que eu tenho feito é aprender a jogar “Dwarf Fortress”, um jogo cuja linha de aprendizagem é um tanto árdua. Decidi aprender a jogá-lo durante estas férias pra não deixar minha mente cair em preguiça. Tive a sorte, também, de encontrar um ótimo tutorial dividido em vários vídeos, que me poupou bastante esforço em procurar as funções da interface do jogo na wiki inglesa do jogo. Este jogo tem uma profundidade enorme de detalhes, tanto é que eu acho que aprendi apenas uns 70% de seus mecanismos iniciais dos quais eu tive conhecimento da existência através do tutorial. Terminada a atualização de novidades pessoais no blog, vamos agora para a postagem, que hoje será sobre uma teoria envolvendo sexualidade, ela é derivada de observações de das já conhecidas estratégias evolutivas para a reprodução e dos princípios de analise da psicologia evolutiva que busca encontrar a mais comportamental humana mais simples possível.

Introdução a poderes sexuais:
A princípio, reproduzir significa simplesmente produzir algo já troduzido. No caso dos animais, gerar mais de si mesmos, que neste caso é seus filhos. Porém, devido a seleção natural e a propriedade de hereditariedade genética, os animais que, por mutação, desenvolviam mecanismos para selecionar os parceiros que mais sobreviviam ao ambientes, transmitiam estas capacidades aos seus filhos. Tanto a capacidade de seleção como também a capacidade de sobrevivência. Devido a estes mecanismos e também a mutação genética, surgiu a diferenciação entre animais da mesma espécie em macho e fêmea, que foi benéfica por aumentar a variedade de mutações da população, tornando-a mais adaptável ao ambiente. Devido a esta forte variação e da continua ação da seleção natural, a especialização das funções do macho e da fêmea se tornou ainda mais evidente para que houvesse mais das chances de sobrevivência e reprodução para a espécie. Foi assim que surgiu as estratégias evolutivas que define “macho” e “fêmea”.

De modo geral e simplificado, o macho ficou responsável por garantir principalmente as chances de sobrevivência, gastando toda sua energia na caça e proteger a fêmeas. A fêmea, por sua vez, costuma guardar uma maior parte de energia em seu corpo para o árduo trabalho de gerar um filho, algo que consome bastante tempo e energia do indivíduo, e cuidar dele. Devido a estas características, o macho tem como objetivo encontrar formas de demonstrar que é o melhor do seu bando para conquistar uma fêmea, e a fêmea tem o objetivo de selecionar o melhor macho, para que seu filho tenha mais chances de sobreviver à seleção natural. Após este processo, há o acasalamento e a fêmea ficará grávida. A seleção atua na fêmea por meio da saúde: aquela que for mais saudável terá mais filhos, e passará essa característica a seus filhos. Para saber sobre isso de forma mais detalhada, ouça o nerdcast número 316 (link aqui). Estas informações são necessárias para, após acrescentar as propriedades que faz o humano se tornar um ser relativo, ser possível fazer uma analogia sobre como estas características estão agindo.

Relativização dos poderes sexuais:
A partir do momento em que o humano desenvolveu a capacidade de modificar o ambiente, houve também uma diluição na força da seleção natural que o ambiente exerce na espécie. Devido a isto, as técnicas que foram desenvolvidas para o humano se adaptar ao ambiente, dentre elas a diferenciação entre os sexos, também sofreram modificações. Sendo mais específico, o contexto o qual essas técnicas foram desenvolvidas deixou de existir quando o humano deixou de viver na floresta para viver em sociedade, devido a isto, a sociedade foi montada de modo a tecnologias humanas. É isto o que se chama de herança genética, algo que uma espécie recebeu sem necessariamente fazer o melhor uso disto. Quanto maior o nível tecnológico desta sociedade, maior é a capacidade do homem modificar o ambiente e também mais distante se torna a sociedade do contexto a qual as tecnologias humanas. É por isto que, em pleno século de tecnologia em que estamos ainda existem muitos distúrbios relacionados ao sexo.

Um bom exemplo sobre isso foi no inicio das primeiras organizações sociais um pouco mais complexas, onde já existia propriedade privada. A propriedade privada faz o humano precisar definir quem é seu parceiro e quem são seus filhos para que haja transmissão de conhecimentos e riquezas de forma específica. Devido a isto, um homem precisa escolher uma mulher e vice-versa, para ambos terem um filho e constituir um núcleo familiar. Contudo, enquanto que antigamente o objetivo do homem era demonstrar as fêmeas em geral que era forte e merecia ser escolhido, e o da fêmea era escolher, parir e cuidar do filho, agora o homem precisa escolher e a mulher precisa atrair. Isto encontrou um modo de ser feito através das tecnologias humanas. A mulher começou a atrair através da tecnologia da beleza, onde ela buscava ser associada a valores que os homens valorizavam, além de o homem já estabelecer seu padrão de beleza por aspectos corporais que ele considerava importante. O homem, por sua vez, começou a atrair as mulheres pela sua capacidade de dar boas condições de vida a elas e a seus filhos, e foi em conseqüência disto que surgiu o status, onde a beleza é dada através da valorização da riqueza ou poder social. Uma curiosidade é que, até o período em que a medicina não tinha condições de garantir um bom parto para mulher, o padrão de beleza era as mulheres com maior saúde para parto.

A partir de então, devido a mulher estar vinculada a necessidade de ter um filho, ela sempre foi associada a valores de saúde e a beleza. O homem, por ter tomado a responsabilidade social devido a sua necessidade de se tornar melhor e competir com os machos para ser selecionado, acabou tomando a rédea da sociedade e tomando a responsabilidade de fazê-la melhorar em relação às outras, por isto, ele é vinculado a uma imagem de produção e competição. Embora o sexo estar associado ao prazer para ambos os gêneros, a mulher, devido a responsabilidade de carregar o filho consigo, desenvolveu uma certa aversão ao sexo, enquanto que o homem, devido a ausência causada pela aversão da mulher, acabou desenvolvendo uma super-valorização ao sexo. É isto também o que explica a mulher estar associada a prazer de tal forma que faz o homem mentir para conquistá-las para apenas uma noite. Quando as mulheres perceberam isto, começaram utilizar o prazer como uma tática para atrair os homens e fazê-los compartilhar aquilo que eles produzem, e isto logo foi integrado ao sistema social. Devido a isto, é possível também assumir que a manipulação do prazer, coisas que satisfaçam o instinto, não somente no sentido sexual, estão também relacionados ao sexo feminino, já que o masculino está preocupado demais com a produção e a competição.

Como explicado anteriormente, a capacidade de se tornar relativo do humano é tão grande que, já no século passado, é possível perceber mulheres se focando exageradamente na competição e homens se focando exageradamente na beleza, coisas que ao serem comparadas com o princípio do comportamento da sexualidade pode significar uma inversão de funções. Contudo, devido à característica do sexo feminino de gerar um filho, algo que nunca mudará, é possível determinar a essência de comportamento masculino e comportamento feminino para a natureza humana. Comportamento masculino, também chamado de poder ativo por efeitos práticos, é aquele que se foca na competição e produção. Comportamento feminino, também chamado de poder passivo por efeitos práticos, é aquele que se foca na saúde e no prazer. A importância de compreender estes elementos é ter condições de observar em como atuam, na prática, a estratégia sexual masculina e feminina para atrair e escolher aquilo que desejam. Para continuar, é preciso imaginar um cenário onde já haja a tecnologia de anticoncepção e anti-dst, como nossa sociedade atual e a camisinha, e também lembrar que o comportamento humano é relativo ao ponto de uma mulher que utiliza o poder ativo conquistar o homem que utiliza o poder ativo.

Poder ativo:
O comportamento masculino é assim chamado, pois, na prática, é ele quem conquista. Isto acontece porque este comportamento, ao ter como principal característica a busca pela produção e pela competição, acaba acumulando uma boa quantidade de recursos para viver bem, porém, deseja utilizar estes recursos em coisas que lhe tragam bastante prazer e façam bem ao seu futuro. É então que ele decide investir os recursos para conquistar aquela pessoa que aparenta apresentar os melhores conhecimentos e esteja relacionada às melhores coisas, ou seja, alguém de poder passivo. Para conquistá-la, a partir deste momento, ele irá empregar seus recursos para demonstrar a essa pessoa que realmente está interessado em suas capacidades e realmente deseja dar-lhe as melhores condições de sobrevivência através destes recursos possíveis, e que não é simplesmente um charlatão querendo ter prazer através de mentiras. A partir desta movimentação de esforço é que ocorre a conquista do poder passivo, quando este se convence de que o partido é realmente alguém com bons poderes em relação às opções e deseja fazê-la bem, coisa que as outras opções podem não desejar tanto.

Poder passivo:
O comportamento feminino é assim chamado, pois, na prática, é ele quem é conquistado. Isto acontece porque este comportamento, ao ter como principal objetivo encontrar meios de gerar saúde e bem-estar para si próprio e a quem nutre afeto, acaba se associando também a coisas prazerosas para conseguir conquistar a atenção daqueles que detém os recursos para a sobrevivência. Esta associação é feita de forma instintiva, é exemplo da dança provocativa e da moda, e é bastante útil dentro do sistema social. É através disto que o poder passivo atrai a maior quantidade de poderes ativos possível, e diante de todos os que são atraídos, aquele que mais se dispõe a lhe fazer bem e tiver mais recursos será o escolhido. A competição também ocorre no poder passivo, pois afinal, aquele que atrair mais poderá ter maior oportunidade de escolha e mais certeza o poder ativo terá para investir seus recursos para a conquista. Esta competição se dá principalmente através da imagem a qual aqueles que se valem do poder passivo se associam. O poder ativo quer ter, através da imagem, garantias de que seu investimento trará resultados para futuro. Por isto, um poder passivo difícil de ser conquistado demonstra que quer realmente se envolver com alguém que queira um envolvimento sério, que realmente faça bem e não seja superficial, e isto é algo que o poder ativo valoriza.

Considerações sobre os poderes sociais na sociedade:
Este sistema de poderes sexuais se consolidou porque é ele quem específica de maneira mais acentuada as características do comportamento de sobrevivência e reprodução. O poder ativo, portanto, é o comportamento da sobrevivência, que busca meios de se tornar excelente em produzir recursos, e o comportamento passivo é o da reprodução, que busca meios de selecionar aqueles que melhor consegue produzir recursos e cuidar bem do filho. Contudo, este é um sistema genérico, pois é possível observar que existe uma enorme quantidade de variações destes poderes na sociedade. Isto porque a tecnologia e a luta pela igualdade permitiram que o comportamento passivo também buscasse sua fonte de recurso, deixando de depender somente do ativo, e que o ativo também buscasse formas de atrair o passivo por estarem associado coisas boas, deixando de depender somente de seus recursos. Podemos ver então, em alguns casos, versões diluídas destes comportamentos ou mesmo invertidas. Isto é vantajoso, pois permite uma maior gama de variações de comportamentos, o que possibilita que cada pessoa busque se adequar naquilo que ela é melhor. Existem alguns homens que são melhores em ser passivos e existem algumas mulheres que são melhores em ser ativas, se a realidade é esta, é preciso respeitar. Obviamente, diante tanta variação de comportamento, existem os distúrbios, como casais que são montados apenas por interesses superficiais, como dinheiro ou beleza, coisas que são importantes, mas que na maioria das vezes não sustentam um relacionamento voltado à família por serem enjoativos.

Parte dos grandes distúrbios socais relacionados a guerra do sexo está relacionada ao não respeito com a realidade. Embora que para algumas mulheres seja vantajoso ser passiva, isto não significa que para toda mulher é vantajoso ser da mesma forma. Foi isto o que motivou a luta pela igualdade, que poderia ser mais bem titulada como a luta pelo direito de ser igual se quiser. O mesmo vale para os homens. Outro fato que ocorreu foi a falência do núcleo familiar constituído de maneira tradicional, onde o pai trabalha e a mãe em casa cuidado dos filhos. Este sistema faliu não devido a sua estrutura, que por princípio é ótima, mas sim pelo não entendimento de sua estrutura e a falta de compromisso com a realidade e com o melhor. As esposas e maridos buscavam omitir ou mentir sobre os fatores levados pela idéia de que manter o núcleo familiar é mais importante que a verdade, e isto levava, fatalmente, a tragédias ao núcleo, como traição, casamento ruim, qualidade de vida baixa, filhos rebeldes e que não apóiam os pais, dentre outras coisas. Isto foi sustentado por muitos para manter a imagem perante a sociedade que, embora parecesse respeitosa e todos os que não estavam envolvidos no núcleo admiravam, era constituída de mentiras. É por isto que o compromisso com a verdade e a liberdade para escolher o que se acha melhor deve vir antes de toda forma de estrutura social.

Poderes sexuais e definição da sexualidade:
Através do inconsciente coletivo e através da tecnologia da beleza, as pessoas aprendem a valorizar o sexo oposto desde crianças para fins reprodutivos. Na fase adolescente, os hormônios do sexo entram em ação. Os hormônios do corpo masculino desenvolvem uma tendência de comportamento masculino, que busca ser ativo, conquistar, produzir, já os hormônios do corpo feminino desenvolvem uma tendência de comportamento feminino, a de ter uma atenção maior aos sentimentos e gostar de ser conquistada. Através disto é que surge a sexualidade que o homem busque conquistar e a mulher busque ser conquistada. Porém, devido a mutações genéticas ou a distúrbios sociais, é possível observar que uma parcela da população acaba não seguindo esta tendência. É quando surgem homens que usam o poder passivo e mulheres que usam o poder ativo.

O cérebro humano não nasce sabendo a diferença entre homem e mulher. Esta diferença é percebida durante o crescimento, na idade infantil e na adolescência. Porém, são as tendências hormonais que tem a maior tendência de estabelecer que tipo de poder cada indivíduo desejará seguir. Quando há uma mutação genética que faz o homem ter tendências homossexuais, mesmo ao ser incentivado a gostar de meninas, seu instinto passivo acaba desejando ser conquistado pelo poder ativo, aquele que representa os homens, e a partir disto ele desenvolve a valorização sexual por homens, coisa que o faz achá-los bonitos e o faz desejá-los. A mesma coisa ocorre com mulheres que, por influências hormonais, desenvolvem uma tendência ativa. Elas acabam desejando o passivo, que é representado pelo sexo feminino, e por isso aprende a valorizar sexualmente e a desejar a mulher. O mesmo pode acontecer através de distúrbios sociais, onde o homem encontra vantagem em ser passivo, mesmo tendo taxa hormonal para ser ativo, e a mulher encontra vantagem em ser ativa, mesmo tendo taxa hormonal para ser passivo. O distúrbio está em não simplesmente eles mudarem sua natureza, como também valorizarem o mesmo sexo, algo que pode diminuir a taxa de natalidade de um país além de ser maior a dificuldade para manter um núcleo familiar entre casais homossexuais. Porém, estes tipos de distúrbios sexuais costumam ser passageiros.

Para a psicologia evolutiva, os poderes sexuais servem como algo que engata uma relação familiar, contudo, não somente com eles ela se sustenta. É preciso que o casal se goste, se compreenda, queira um o melhor pro outro, sejam sinceros e tenham objetivos evolutivos parecidos. O maior benefício do núcleo familiar são os filhos, que são investimentos que duram para vida toda ou mesmo para além dela. É por isto que mesmo casais formados com gatilho homossexual também podem sustentar, embora que com mais dificuldade, um núcleo familiar por maio da adoção, pois afinal, ambos são humanos e tem o mecanismo evolutivo igual ao dos heterossexuais, só com algumas poucas configurações diferentes. Como ultima observação, é importante que tanto o homem quanto a mulher entendam como os dois tipos de poderes funcionam para melhor compreender e administrar a relação com seu parceiro. Muito dos conflitos ocorrem devido ao não entendimento, causado pela imagem de que o homem só deve ser homem e a mulher só deve ser mulher, e que um não deve entrar no mundo do outro. Na verdade, ambos compartilham as mesmas características, porém, cada um se especializa naquilo que é mais forte, embora possa compreender e sentir um pouco do outro. Isto aumentará a empatia e o entendimento entre o casal, o que aumenta a confiança e a qualidade de vida deles e de seu núcleo social.

Encerramento:
Enfim, finalizo esta postagem. Ela demorou bem mais que eu imaginava, pois, seu projeto original só detinha uma introdução e os conceitos de poder ativo e passivo. Ao iniciar a viagem histórica pelos principais fatores que modificaram a sexualidade, acabei sentindo a necessidade de explicar de onde surgiram os fatores que me fizeram criar este sistema de definições e em como eles se relacionam com os conhecimentos gerais da psicologia evolutiva. Também esqueci de afirmar que utilizei um método de elaboração teórica para chegar a essas conclusões que me induz a pensar nas tecnologias mais simples que faz o cérebro ter os resultados que é percebido, foi assim que eu concebi as tecnologias básicas da psicologia evolutiva e é assim que essa postagem também foi feita. Terminada esta postagem, está também terminando as minhas férias. Pretendo ainda alugar alguns filmes, terminar o livro e voltar à rotina de estudo que me fará me afastar novamente do computador. Desculpem-me se mais uma vez faltei com a revisão, um abraço a todos e até a próxima postagem.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Publicação e explicação do gráfico do bem-estar evolutivo

Introdução:
Olá amigos. Após certa procrastinação, resolvo escrever. Provavelmente não vou terminar esta postagem hoje, mas faz uma semana que eu to pensando em escrever. Planejava em escrevê-la neste sábado, mas então me lembrei que a possibilidade de eu sair sábado ou domingo é grande. Então vamos à postagem. Hoje ela trata sobre um gráfico montado por mim cujo nome ainda não foi definido. Provavelmente se chamará gráfico do bem-estar, pois seu principal objetivo é reunir os elementos que façam com que o humano se sinta bem de maneira plena e continua. Para chegar a este objetivo, foi necessário analisar e traduzir os conceitos da psicologia evolutiva para atual situação da sociedade capitalista, modelo que permite uma evolução bastante orgânica.

Apresentação: O gráfico foi montado através da aproximação topográfica dos fatores que produzem a evolução humana, e através desta aproximação, sua conexão através de setas que indicam a relação entre eles. Estes fatores, assim como a evolução humana, se adaptam a quaisquer ambientes que ele o humano se encontre. Se algum deles não for devidamente desenvolvido, mesmo que por vias alternativas, existe uma grande tendência de esta evolução desenvolver algum tipo de distúrbio, algo que atrapalha o bem-estar. Sendo então esta a principal utilidade desta tabela: observar os elementos da evolução e descobrir quais são fatores que estão causando o mau desenvolvimento da evolução. Vamos ao gráfico. As linhas pontilhadas indicam influencia, enquanto que as não pontilhadas indicam produção. Clique na imagem para ampliá-la.


Indivíduo: É definido, por princípio, que o indivíduo deve se sentir bem. Para que isto aconteça, é preciso que haja saúde, prazer e imagem. Um indivíduo sem saúde não consegue realizar as atividades que o faça bem. O prazer é responsável por fazê-lo se sentir bem através dos bons hormônios. A iimagem trás ao indivíduo a sensação de segurança instintiva para realizar as atividades que o proporciona prazer e saúde. Sem ela, ele não tem certeza se seu esforço está sendo ou não bem aplicado.

Sociedade: A sociedade decide se o que está sendo produzindo é ou não benéfico para o coletivo. É desta forma que se algo que estiver sendo produzido não for bom para a sociedade, haverá reações instintivas ou dispositivos socais que irão desestimular ou mesmo coibir tal produção ou competição. É ela também que torna válido os efeitos do dinheiro. Sem ela, tais efeitos não existiriam, e toda a estrutura do gráfico se modificaria.

Ciência: É o conhecimento de como a realidade funciona. Sua função é permitir que o humano possa prever como obter saúde ou como melhor aplicar seu esforço para produzir o que deseja a fim de melhorar a qualidade de vida e bem-estar. O entendimento da realidade vem sendo transmitido ao humano desde o momento em que ele começa a observar quais resultados suas ações desencadeia. A partir disto, notam-se os primeiros princípios de causa e efeito dos quais se fundamenta a ciência.

Desejo: Neste gráfico, desejo é o que faz surgir a vontade do indivíduo de querer se tornar ou estar entre os melhores ou possuir o melhor. É derivado do comportamento de reprodução, que é responsável pela seleção natural. Sua importância é que, quanto maior o desejo, maior o esforço que a pessoa estará disposta a empregar para obter o que deseja. É propriedade do desejo desejar sempre aquilo que o humano considera acessível para si. É isto que garante, por exemplo, que o humano que entenda sua realidade irá desejar o melhor que sua realidade possa o conceder, seja através do esforço ou através de outros mecanismos. Um exemplo clássico é que nenhum humano sofre por não morar em marte, já que é impossível morar lá atualmente.

Imagem: A imagem é o conjunto de valores que o individuo considera bom para a sua evolução. Ela surge devido à tendência humana de querer sempre estar perto daquilo que considera bom para si, por isto é formada pelo o que ele entende como saudável e prazeroso. Quando o humano busca o que produzir ou competir, a tendência é que sua imagem o influencie a escolher algo relacionado a ela, caso contrário ele sentirá que não está se esforçando por algo que realmente valha à pena, pois não sentirá que o fruto desta produção será tão benéfico para seu futuro quanto poderia ser algum outro tipo de produção a qual sua imagem se identificasse.

Produção: É a capacidade que o indivíduo tem de produzir os recursos necessários para a sua sobrevivência. Devido à atual estrutura da sociedade, toda produção tende a estar relacionada com o dinheiro, já que é ele, e não mais a caça, que garante o alimento. São inúmeras as formas de produção social. Estudos que aperfeiçoem o modo como o indivíduo entende a realidade também são considerados como produção, pois fazem o mesmo esforço produzir mais resultados. Cabe ao indivíduo encontrar, através de seu conhecimento acerca da realidade, uma forma de produção que se adéqüe a sua evolução e também a sociedade.

Dinheiro: É um dispositivo criado como forma de recompensar o quão um indivíduo colaborou para a sociedade, e garante a ele o direito de trocar o dinheiro por algum produto, a sua escolha, que a sociedade desenvolve. Quanto melhor for a técnica de produção, mais será produzido com o mesmo esforço. Esta relação é a chave para entender o porquê o conhecimento da realidade é importante. O dinheiro garante fontes de prazer, caso o indivíduo se interesse, e saúde, já que ambos são produtos que a sociedade oferece em troca de dinheiro.

Competição: Neste gráfico, competição significa o ato de se tornar melhor. A competição pode ser tanto contra si próprio, como também contra outras pessoas. Ela também pode ser nas mais variadas áreas. Quando não há a busca por se tornar melhor, existe a chance de que a pessoa se torne cansativa para as outras ao seu redor ou obsoleta para a sociedade, algo que diminui as chances de evoluir. Além disto, é importante saber lidar com os vários fatores que envolvem a competição e equilibrá-los de modo que haja uma evolução saudável, ou seja: o indivíduo saber lidar com pessoas mais fortes ou mais fracas que ele, com os fracassos e os sucessos e saber equilibrar os outros elementos da vida ao mesmo tempo em que a competição ocorre. Este conhecimento torna o indivíduo mais apto a ter relações sociais e profissionais, por conseqüência, melhora suas chances de se adequar a sociedade.

Saúde: São todos os elementos, psíquicos ou físicos, que fazem o humano ter condições de realizar suas atividades para se sentir bem. Sem saúde, o esforço disponível para a evolução tende a ser menor. Por saúde física, entende-se como o perfeito funcionamento do corpo humano de modo a permiti-lhe desenvolver atividades físicas que promova prazer, como também a ter uma alta expectativa de tempo de vida. Por saúde mental, entende-se como a saciedade de todas as necessidades de sobrevivência e reprodução que a mente confere ao humano. Devido a enorme versatilidade da mente humana, é difícil especificar quais elementos são os essências. Contudo, um modo para trabalhar a saúde mental é observar os sentimentos com sinceridade e verificar quais deles estão fundamentados em coisas verdadeiras e quais deles são fundamentados em coisas maleáveis ou falsas. Sentimentos fundamentados na realidade são bons guias. Dentre as necessidades que tendem a ser comum a todos, estão a necessidade de se sentir bem, a necessidade de se socializar e a necessidade de fazer sexo.

Prazer: É o responsável por fazer o humano se sentir muito bem através de picos hormonais. Surge sempre que ele alcança ou possui algo que deseja. Sua função, para a evolução, é recompensar o humano por chegar ou ter o que deseja e, quando não tiver, encorajá-lo a buscar este algo. Isto acontece da seguinte forma: por ser influenciado pelo desejo, ele sempre tende a querer o melhor para que o prazer seja liberado. Por querer, ele irá se esforçar para alcançar este algo, que pode ser qualquer outro elemento do gráfico. Assim sendo, ele pode se sentir bem produzindo, tendo saúde, competindo ou estando associado a uma boa imagem, por exemplo. Através deste mecanismo, a qualidade de vida e o bem-estar são alcançados, o que se configura uma boa evolução. Portanto, buscar uma forma de sempre melhorar que seja saudável é primordial para não banalizar o prazer e ter sua função corretamente exercida.

Encerramento:
Outra observação que pode ser feita através deste gráfico é que, além de proporcionar uma evolução que seja capaz de garantir o bem estar e uma evolução equilibrada, ele também garante que o indivíduo tenha as condições necessárias, como conhecimento e poder instintivo, para estabelecer relações saudáveis com outras pessoas. Este tipo de relação é bastante benéfico para a evolução, pois garante novos conhecimentos humanos e científicos além de proporcionar maiores chances de reprodução. Outro nome para este gráfico, pensando por mim, é o nome de “célula humana”, pois ele tem as estruturas básicas que todos os humanos precisam ter para se conectarem com a sociedade, independente do tipo de evolução que tiverem. Exemplo: um cientista, um artista, um operário, um empresário, um esportista, todos eles apresentam estes elementos, porém em diferentes configurações, mas ainda sim equilibrados de modo a proporcionar o bem-estar e a boa evolução.