sábado, 26 de dezembro de 2009

Evolução do s. economico e moedas e relação com a sociedade e tecnologia

Sistema economico e tecnologia

Olá amiguinhos, minha internet, por algum motivo, está desconectada, o que me força a arrumar algo pra fazer. Estava jogando Age of Empires 2, mas não gostei muito, pois achei-o muito confuso. Há algum tempo eu estou querendo escrever sobre economia, e vou aproveitar hoje para escrever sobre isso, e logo para não esquecer, feliz natal para todos.

Para iniciar, vou falar genericamente sobre a evolução dos sistemas econômicos. As primeiras formas de economia muito provavelmente começaram com trocas. Quem tem muita carne troca com quem tem muito arroz, e todo mundo ficava com a mesma quantidade de mercadorias em geral. O problema dessa economia, é que ela é muito instável, dependia muito do interesse de cada pessoa quanto ao valor do produto.

Por exemplo, uma pessoa que precisasse de comida trocaria um quilo de comida por pedras muito raras que achou, já que a pedra não dá pra comer e a comida dá. Contudo, o valor da pedra é muito maior, e, se essa pessoa tivesse pensado melhor, trocaria a pedra por itens de valor parecido, só que números, para poder trocar uma pequena parte desses itens por comida, e não perder o “valor” inteiro das pedras preciosas.

O nome disso é escambo, pelo o que eu lembre. As pessoas começaram a perceber isso, e para resolver, escolheram um produto como referência, e esse produto foi o metal. Na verdade, as diferentes formas de metais tinham diferentes valores. E notando também que antes estávamos falando de uma época com baixíssima tecnologia, e agora, com tecnologia o suficiente para usar os metais. Meu professor de geografia que falou dessas coisas de metais.

Acredito que de metal para dinheiro foi um passo. E agora entramos na parte interessante. O dinheiro, nada mais é do que a representação física do valor abstrato da mercadoria ou força de trabalho, de forma que nada se perca, apenas se transforme em dinheiro, para de dinheiro, se transformado em outra mercadoria.

Para provar isso, o dinheiro nada mais é do que papel, sem utilidade nenhuma na prática, apenas com um valor a qual cada cidadão acrescenta e aceita como valor abstrato de troca. Uma história interessante e que eu adoro, é que na china, o imperador teve que obrigar o povo a trocar seu alimento por dinheiro, pois o povo não acreditava que um pedaço de papel valesse igualmente ou mais que arroz. Na verdade, não vale mesmo. E alias, eu acredito que o que viabilizou as moedas em forma de papel atualmente foi além da evolução das ideias, a tecnologia, pois antigamente, como não se tinha tecnologia, utilizava-se ferro.

Mas o que mais me interessa é o seguinte. Como marcar o valor de uma coisa referente a todas as outras? Por exemplo, como dizer que seu trabalho vale um salário mínimo e que um quilo de arroz vale dois reais? Será que se todo o esforço utilizado por você em seu emprego fosse redirecionado para a fabricação de arroz, fabricaria a mesma quantidade que você foi capaz de comprar com o valor do seu emprego?

Eu acredito fortemente que sim, e ainda mais, como há grandes industrias fabricando arroz, o valor de trabalho de cada pessoa numa industria é menor, podendo fabricar mais coisas com menos esforço, ainda mais com a ajuda das maquinas. O mesmo acontece para todas as outras coisas. Notem também a evolução, pois a cada nova ferramenta criada para facilitar o trabalho humano e poupar o esforço, é mais liberdade para gastarmos esforço com complexidade social. Já explico isso melhor.

Uma nova ferramenta significa, um pequeno valor de esforço físico junto com a tecnologia e conhecimento adquiridos anteriormente para a fabricação de algo que exercerá uma tarefa que para ser feita sem ferramenta, seria necessário um grande valor de esforço humano. Copiadoras são um belo exemplo. Com uma quantidade mínima de trabalho, apenas uns botões, é capaz de se copiar livros em dias, o que antigamente era feito em meses.

Se supusemos que no mundo, todas as trocas forem juntas mesmo em diferentes tempos, o esforço o humano em diferentes tempos seria redirecionado de diferentes formas. Nos princípios da economia, cada coisa valeria apenas o seu valor de necessidade. Pedras preciosas, embora bonitas, não valeriam carne, pois carne é muito difícil de se conseguir, e cada cidadão só conseguia para si próprio.

Com o avanço da sociedade, as tarefas como caçar foram redirecionadas para certas pessoas, que faziam aquilo pela tribo inteira, em troca de certas coisas. Essa pessoa passava o seu tempo todo caçando, e por isso, conseguia o suficiente pra tribo toda, que fazia outras coisas. E também, começa ai a entrar o fator “conhecimento”, como essa pessoa começou a ter conhecimento no assunto, ela caçava melhor e com menos esforço, passando isso para seus filhos e assim, a sociedade conseguia comida com menos esforço.

Isso foi acontecendo em todas as áreas do conhecimento. Aos poucos, a sociedade tinha o que precisava com pouquíssimo esforço, e sobrava tempo para as pessoas fazerem o que quisessem, o instinto básico de evolução de cada pessoa, de sempre querer melhorar, começou a surgir na sociedade também, e ela começou a investir em artes como dança e música, e assim foram surgindo as culturas.
A coisa continuou evoluindo. Cada vez mais fácil da sociedade consegui o que quisesse, uma mínima quantidade de pessoas conseguia comida para a tribo inteira, e isso fez a tribo, além de criar arte, criar artesanatos, itens de valor que serviam apenas para enfeitar e deixar uma pessoa melhor que a outra. Ai as pessoas começaram a trabalhar não por necessidade de sobrevivência, mas sim por necessidade de reprodução.

Funcionava da seguinte forma: Um homem conseguia carne para si próprio e para os outros, então ele trocava a carne com um homem que fazia artesanato. O homem que fazia artesanato conseguia conquistar as mulheres com sua arte, mas não conseguia comida. O homem que trabalha com caça, conseguia comida, mas não conseguia conquistar mulheres com sua arte, então eles trocavam. Vejam que a evolução atuando nesse exemplo. Antigamente, não precisava-se de arte para conquistar mulheres, agora precisa-se.

Quando eu digo arte, considerem como coisas que fazem as mulheres se sentirem superiores em relação as outras. E já que toda mulher quer um homem que a deixe superior, e todo homem quer uma fêmea boa, e o cara que faz arte conseguia fazer a fêmea se sentir superior e por conseqüência, conquistá-la, e todos os homens queriam conquistar mulheres, e todos os homens sabiam caçar, e só o cara que faz arte sabia fazer arte, o cara que sabe fazer arte vende toda sua arte para todo o grande mercado, conseguindo assim mais poder que os outros.E quando eu digo poder, é produtos, como variações de comida e trabalho dos outros. Isso se já não existir moedas.

Lembrando que a arte só é possível por causa do conhecimento. Mas claro, esse exemplo é mais complexo, pois existem outras variáveis. Contudo, vamos avançar um pouco mais. Supondo que esse cara saiba fazer diferentes tipos de artes, e que artes simples sejam rápidas de fazer, e artes complicadas sejam demoradas de fazer, surgem dois níveis de artes. As mulheres com níveis de arte complicada se sentem mais superiores que as que usam arte simples, e só os homens que conseguem ter poder o suficiente para fazer o fornecedor de arte achar que é melhor demorar para fazer uma só arte complicada do que muitas simples, conseguem ter as artes complicadas, então esse homem vai ter a arte mais complicada e por conseqüência, a mulher mais bonita de sua sociedade, já que o motivo de se ter arte é conquistar mulheres.

Vejam então o surgimento de níveis sociais e a beleza predominando como determinadora de poder. Eu já disse antes aqui que beleza é poder, beleza é complexidade. Para os humanos, tudo o que é bonito, é complexo, e por isso tem seu valor. Agora, meus amigos, imaginem a sociedade continuando sua complexidade. Surgem várias formas de se passar o tempo, várias formas de se demonstrar poder, e como tudo é representado pelo dinheiro. Lembrando que não é só de mulheres que vive um homem.

Só para terminar, é interessante notar a diferença entre as moedas dos países. O dólar e o real, por exemplo, o que se é capaz de se conseguir no Brasil com 2 reais, é possível conseguir no EUA com 1 dólar. Isso se a cotação do dólar estiver a dois reais. Isso porque o EUA é mais evoluído que o Brasil, e tem mais no que se gastar, mais indústrias, e por isso, seus produtos são mais baratos. Se não fosse isso, se o dólar fosse igual ao real, uma pessoa poderia ir no EUA, comprar lá uma certa quantidade de produtos em dólar, e vim vender aqui no Brasil, por uma quantidade maior de reais, pois o produto aqui vale, lá não. Vejam ai que pessoas iam ganhar dinheiro muito fácil.

E com isso amiguinhos, vou me despedindo. Notei agora que falei sobre dois assuntos, lembrando que é tudo teoria minha, com fontes de informações não confiaveis e tudo mais. Mas não vou dividi-los. Talvez outra hora, e alias, até mesmo é por isso que eu estou pensando em fazer um outro blog, um blog mais profissional, com meus artigos revisados e bem escritos. Esse aqui ta super mal escrito e com uma coisa dentro da outra, só o fiz pra passar o tempo. Se fosse num blog profissional, seria organizado e cada assunto com sua postagem. Enfim, com isso, abraços a todos, feliz ano novo e até mais.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Diablo 2 e seus jogadores e a vida real, característica e relação de ambos segundo a psicologia evolucionista

Diablo II e as várias formas de se jogar

Olá amiguinhos, sem nenhuma novidade ultimamente, tirando a de que voltei a jogar Diablo II, e com tudo. O Diablo II ocupa meu tempo total, se eu não o tivesse, não sei como ocuparia meu tempo, e isso é uma coisa que deve ser notada, pois preciso ocupar meu tempo com coisas úteis, contudo, não sei com o que. Mesmo assim, só passarei uns dois meses jogando diablo, no máximo, e é sobre ele que eu vim falar hoje.

Na verdade, não propriamente dele, mas sim do que eu acho dele e em como ele pode ser usado no interessante no ponto de vista da psicologia evolucionista. Primeiro, vou falar um pouco sobre o diablo II. Um jogo de RPG que mistura habilidade, sorte e estratégia, tendo como diferencial dos outros jogos de RPG, o fato de o jogo é salvo constantemente sem a sua autorização, dando-o assim um ar mais dramático, pois caso você faça alguma burrada, essa burrada se seguirá para o resto do seu personagem.

Outro fator interessante no diablo, é que a cada morte, você perde experiência de evolução do seu personagem e dinheiro, e já que se você morrer, o jogo salva automaticamente, a tensão de não morrer faz com que seu corpo lance adrenalina, fazendo o jogo ficar mais emocionante. Agora que já falei sobre as características gerais, vou me aprofundar na ótica dos interesses da psicologia evolucionista.

Como diablo é um jogo com evolução progressiva e lenta, porém muito longa, ele acaba fazendo com que você se prenda nele por alguns meses. Quando você joga alguns meses com seu personagem, você acaba se apegando sentimentalmente, acaba valorizando-o bastante e, ao ver seu processo de evolução se estendendo, ficar satisfeito ao ver todo o esforço do jogo sendo concretizado. Isso é uma demonstração prática de como o instinto humano se apega a evolução, seja lá qual for.

Contudo, não podemos esquecer as pessoas com filosofia “ruim” e que se esquece de evoluir por esforço. Temos como exemplo, pessoas que usam programas ilegais para evoluir numa velocidade muito maior do que as demais pessoas. Isso gera um evento interessante. A pessoa que usou programa para evoluir seu personagem sem fazer esforço, mesmo tendo seu personagem no nível máximo de evolução, acaba tendo menos apego sentimental do que uma pessoa que se sacrificou bastante evoluindo lentamente, esta se sente muito mais realizada ao ver seu personagem no jogo, mesmo tendo menos da metade da força do personagem de uma pessoa que evoluiu de forma ilegal. Para confirmar isso, a possibilidade de uma pessoa que se sacrificou muito para evoluir seu personagem é muito menor do que uma pessoa que usou programas ilegais. Muito menor mesmo. (Lembrando que ninguém tem culpa da filosofia que tem)

Isso pode ser exemplificado na vida real, já que pessoas que conseguem dinheiro de forma fácil, sem ser por sua própria evolução, não dão tanto valor assim, se sente pouco realizada na vida. Já as outras, que conseguem as coisas com mais dificuldades e vêem o resultado de sua própria evolução, se sentem mais realizadas com suas vidas. Ainda dentro dessa analogia entre vida real e diablo, podemos verificar outro exemplo, a de pessoas que usam programas ilegais para se dar bem e a analogia com pessoas que só pensam em se dar bem na vida real também.

Tem algumas pessoas que usam programas ilegais só para adquirir experiência, conhecer o jogo, e depois fazer um boneco pra jogar normal. Porém, há pessoas que gostam de jogar usando hacker. Isso se deve a principalmente um fator. Distúrbio de evolução social. Esse distúrbio é gerado por uma má construção dos valores morais enquanto criança e atua da seguinte forma, em vez da pessoa querer crescer normalmente, vagarosamente, passando por desafios, dificuldades, e superando-os, ela tem uma tendência muito forte a evoluir de outra forma.

Existem várias formas de se evoluir socialmente, mas eu considero que a melhor é a citada a cima. No caso de gente que usa programas ilegais no diablo, eles não estão nem ai para a evolução pessoal, mas sim para uma evolução social. Eles querem ficar fortes para se gabarem de serem bons em relação aos outros, gostam da sensação de poder que seus personagens de alto nível representam. E ainda, há outros que gostam de evoluir por meio da malandragem, por meio do “se dar bem”. Esse tipo de gente acha que todo é malandro, e que dentre os malandros, ele tem que ser o mais esperto, para se dar melhor. Vejam o “mais” como uma forma de evolução. Quando eles se dão mal em uma coisa, eles procuram saber como poderiam se dar bem, com alguma malandragem, e ficam melhores, ta ai a evolução.

Só para citar mais alguns tipos, tem aqueles que gostam de evoluir com os amigos, ajudando e sendo ajudado por eles, e outros que gostam de ser hardcoricos, jogar sem hacker, mas com a maior velocidade de evolução possível, esquecendo até da diversão. Lembrando que cada caso desse, normalmente é influenciado pela construção de valores de uma criança. Não sei ainda a origem de todos os tipos, mas se pensar, alguns são fácies de se saber. Se você quiser saber mais sobre construções de valores morais, eu fiz uma postagem sobre isso, ela se chama psicologia infantil, e o link segue abaixo.
http://barnabasspenser.blogspot.com/2009/11/psicologia-infantil-e-relacao-com.html

E antes de terminar a postagem, vou completá-la com dois parágrafos referidos a diablo, pois outra postagem eu não farei. O jogo, além dos aspectos que eu falei, tem uma coisa muito interessante, algo muito parecido com programação, mas deixa o jogo mais fantasioso, é o seguinte: Os títulos. Além do fundo da história de diablo, que é bastante rico, pois cada item do jogo tem um título. Por exemplo, cinto da sanguessuga, cujo qual absorve 5% dos pontos de vida do inimigo, ou então, Cajado envenenado da dor, cujo qual adiciona habilidades de veneno a quem o usa.

Essas coisas são muito excitantes se você usa a imaginação para imaginar o item, pois o gráfico é parecido com os outros, porém, se você imagina, “como seria um cinto sanguessuga? Teria ele uma boca?”, e então você imagina isso no seu personagem, o jogo ganha uma riqueza incrível. Isso é um artifício muito legal. Além disso, tem também os nomes dos lugares, que são parecidos em gráfico, mas diferente em nome e em história, por exemplo, “Pantano negro”, “Cidade perdida” e “Oasis distante”. Todos esses lugares são muito parecidos com os outros, tirando o detalhe das ruínas na “cidade perdida”, os lagos do “Oasis distante”, que são ambos num deserto, e o “Pântano negro” que é perecido com o “Bosque sombrio” ambos numa planície, muda só alguns detalhes nesse caso também.

Agora sim amiguinhos, terminei a postagem, que foi até um pouco longa, e vou jogar diablo. Normalmente eu faço a postagem de noite e digo boa noite para todos, mas ontem não deu tempo de terminar e por isso, eu terminei hoje de tarde. Então boa tarde para todos, forte abraço e até a próxima postagem.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O milagre da existência - Caçadores de chuva

O milagre da existência
(Caçadores de chuva)

Guilherme e Liliane estavam sentados na praia, de mãos dadas, se beijando, até que uma forte ventania os surpreendeu. As nuvens estavam fechando o céu, que já não mais tinha um sol muito forte. Começou a chover e o mar a se agitar. Eles correm para se abrigar debaixo de uma cabana de palha, então se sentam e ficam olhando a chuva e o mar.

Guilherme olha maravilhado as cores do mar azul se misturando com o cinza azulado da chuva. Aquele friozinho gostoso que vem da ventania o fez se agarrar ainda mais a Liliane, e ouvindo os coqueiros balançar por causa do vento, ele comenta:
- Liliane, olha que coisa surpreendente a chuva caindo sobre o mar agitado. Só de pensar que, cada gota de chuva, ao atravessar o ar, se torna a forma aerodinâmica mais perfeita conhecida pelo homem, e que ao bater na água, um impacto é gerado, e se esse impacto fosse calculado em um dos nossos computadores, mesmo sendo ele de ultima geração, demoraria anos para que pudéssemos simular esse impacto perfeitamente com todas as variáveis que aqui se encontra hoje, tais como a movimentação que a enorme força do vento causa no mar, formando as ondas, e que se multiplicarmos isso pelas milhares de gotas de chuva que caem durante um segundo, demoraríamos milênios para calcular uma coisa que, simplesmente, acontece em uma fração de segundo.
- Nossa, que interessante Gui. Fala Liliane, se abraçando ainda mais nele, que continua a falar.

- Eu como físico acho isso surpreendente, e é nessas horas que eu fico pensando na presença de Deus, e em como ele age na natureza. Se ele é as equações físicas, que determinam como cada coisa será, ou se foi ele quem criou tudo isso, e deixa as coisas acontecerem, e fica lá, só contemplando sua criação. De qualquer forma, eu acho um milagre estarmos aqui agora, observando isso, com a consciência de nossas complexas mentes, o computador mais avançado já visto pelo homem, e que foi sendo feito através dos tempos, pela evolução. Se isso foi ao acaso ou não, eu não sei. Eu só sei que temos sorte por esse planeta ser da distancia exata do sol, o suficiente para manter o planeta entre 0 e 40 graus, dando condições a existência da vida, pois se a terra fosse alguns quilômetros mais próxima do sol, nossa temperatura ultrapassaria os 70 graus, desestruturando a maioria das formas de vida simples que se formaram, e se fosse alguns quilômetros mais distantes, faltaria calor para mover as mesmas, fazendo tudo se congelar, inclusive a água, que ora está na chuva, ora está nos seres vivos, prejudicando assim, a evolução da vida.

- Incrível isso, eu não sabia de nada disso. Comenta Liliane.
- Existir por si só já é um milagre, sendo de Deus ou não. Eu e você estarmos aqui hoje, abraçadinhos, de mãos dadas, vendo essa chuva caindo sobre o mar e sentindo o frio que o vento dela trás pra cá que balança os coqueiros. Sentindo também o calor que nossos corpos produzem por estarem vivos, sentindo os nossos lábios se tocando, se beijando... E o amor, o amor que eu sinto por você, isso tudo é incrível, e é por isso temos que aproveitar, contemplar, cada minuto desse maravilhoso evento que é a vida que temos.
Liliane, emocionada, abraça Guilherme com muita força e o beija brevemente, interrompendo o beijo para dizer:
- Que lindo Gui, te amo.

Por: Leandro de Andrade Moura