quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Características e funções da igreja e relativismo bíblico

Introdução:
Bem vindos a mais uma postagem. Este dia tem sido estranho, tanta coisa pra fazer que acabo não fazendo nada. Portanto, vou escrever e depois continuar a leitura de Mateus, se der tempo. Hoje venho escrever sobre mais três assuntos fundamentais para a fundamentação do meu pensamento teológico. No entanto, estes assuntos não se baseiam diretamente da leitura que tenho de Mateus, até agora, mas penso que eles estão adequados com o que está escrito na palavra.

Características e funções da igreja:
Pra que serve a igreja, afinal? Penso que em algum lugar na bíblia diz que o congregar no corpo de Cristo é um dos princípios sagrados que agradam ao próprio Deus. Isto, afinal, deve acontecer porque Deus não criou o homem para viver só, e sua a obra e presença ficam mais fortes quanto feitas em comunhão. No entanto, características extras da manifestação da fé começam a surgir através da congregação, e é sobre elas que irei falar agora.

Adaptação da palavra:
Um dos objetivos da vinda de Jesus, como explicado em “Portas do céu”, foi ser o caminho para que as pessoas acessem o paraíso. Portanto, sendo a igreja a representante de Cristo aqui na terra, ela tem função idêntica. Porém, quando começamos a estruturar uma igreja aqui na terra, nos deparamos com questões físicas a serem resolvidas, como geografia, cultura, recursos. Portanto, o conjunto de decisões estabelecidas por determinada igreja determinará como ela atua na terra.

De tal forma que, parece-me, cada igreja tem sua própria forma de acessar a Deus, todas válidas em Jesus. Para entender melhor isto, dou o seguinte exemplo: Jesus falaria da mesma forma à um camponês e a um homem da lei? Imagino que não, afinal, Jesus busca aproximar sua linguagem do cotidiano das pessoas para que elas acessem dentro de si o reino dos céus. Idem a igreja, que desenvolve sua própria linguagem e costume para acessar determinado povo específico e elevá-los a Cristo.

Isto que dizer que cada igreja tem sua base de funcionamento, mas sendo ela Cristã, todas elas devem ter como objetivo final trazer Cristo a terra.  Portanto, é natural que nos identifiquemos mais com um tipo de igreja à outra. Afinal, ninguém é igual. Ainda adiciono mais: Jesus dá a autoridade para todos aqueles que conhecem sua palavra para eles mesmos montarem suas próprias igrejas. Portanto, se alguém não se sentir representado por nenhuma igreja, ele mesmo que monte a sua e convide seus semelhantes. Afinal, desde que sigam a palavra de Jesus e o declarem com o seu salvador, eles possuem a autoridade da vida.

Aprender a relacionar-se:

Outra coisa que faz o congregar ser tão importante é o aprender a relacionar-se. Aquele que se isola do relacionamento humano esfria seu coração. Por mais conhecimento que ele tenha, tanto teológico quanto natural, devido ao seu coração frio, certamente ele se afastará de Deus.  É fácil imaginar que este não é o desejo do nosso criador. É possível concluir que relacionar-se na igreja é um modo de estar próximo ao criador, pois as superações diárias do convívio revelam a natureza humana para a criatura, e a necessidade dela confiar em seu criador para prosseguir.

O conhecimento obtido através do convívio na igreja deve ser aplicado no mundo. Isto significa que, ao aprendermos a nos relacionar com a igreja, estamos também aprendendo a nos relacionar com o mundo natural. Através dos desafios que a igreja nos impõe para adorarmos cada vez melhor, para conhecermos melhor a Deus, aprendemos, com o auxílio das nossas autoridades espirituais, a ser fortes em espírito. Assim, estamos fortes no espírito para realizar as obras no mundo mesmo que não tenhamos o auxílio da nossa autoridade espiritual. É através de obras cheias do Espírito Santo que abençoamos o mundo no tempo histórico que vivemos.

Calibragem no Espírito Santo:
Para finalizar, já ouvi falar de um princípio da bíblia do não escândalo, e somando isto ao fato de que precisamos escutar nossos ancestrais, explicado no conceito fundamental a equivalência do feminino e masculino, encontramos mais uma interessante característica da igreja: a autocalibragem cultural. No entanto, é preciso lembrar que estamos no contexto Cristão, portanto, aquele que deve determinar nossa cultura é o Espírito Santo. Dei alguns exemplos disto no conceito fundamental separação, mas vou dar mais uma breve explicação.

Imaginemos que cada comportamento tenha um impacto no convívio social. Na igreja em específico, este impacto será avaliado três fontes: o pai, a mãe e a autoridade espiritual de quem efetuou aquele comportamento. É preciso que os três estejam de acordo para que aquela pessoa tenha capacidade de sustentar aquele comportamento, de modo a influenciar as outras pessoas a segui-lo. Caso contrário, certamente ela será desestimulada a continuar com aquele comportamento. Se, ela ainda assim seguir em busca daquilo, significa que existe algo mal construído na vida dela, que fatalmente a levará a algum pecado.

Dado que ela consiga sustentar aquele comportamento, é chegada a hora da própria comunidade sentir o impacto daquele comportamento. A comunidade poderá segui-la ou ignorá-la. De qualquer forma, quem decidirá isto é o próprio amadurecimento espiritual das pessoas que pairam ali, de modo que a igreja se adapte às características culturais de cada local. Portanto, é perfeitamente possível um comportamento que é mal visto em uma igreja ser comum em outra, e ambas as igrejas estarem alinhadas no caminho do senhor.

Obviamente, na realidade, isto não acontece. É comum, primeiro, a igreja sofrer o impacto, para depois haver a intervenção da autoridade religiosa. Ainda, precisamos contar que nem sempre todos que entram na igreja têm uma boa estrutura familiar, faltando-lhes a figura materna e paterna, de modo que eles irão precisar suprir isto da maneira que o espírito lhes revelar. De qualquer forma, nenhuma igreja deverá ser perfeita assim como nenhum humano o é, somente Cristo, que é o destino final de ambos, igreja e humano.

Existem, ainda, muitas pessoas que precisam elevar-se espiritualmente para se adaptarem ao convívio na igreja. Certamente elas se sentem incomodadas com certos comportamentos que em essência não são maus. Portanto, este é o momento adequado para que elas amadureçam, e é esperado que elas tenham o auxílio de sua autoridade espiritual, da palavra ou mesmo do próprio Espírito Santo, através da oração, para tanto. Desta forma, a igreja se acostuma a receber vidas, e através disto crescimento, ao invés de se acomodar ao seu nível espiritual e deixar que o mundo decaia.

Relativismo bíblico:
Certa vez ouvi que um dos maiores inimigos atuais da igreja é o relativismo bíblico. Não sei se ainda é válido ou como a igreja tem se comportado a tal ataque, mas gostaria de deixar clara aqui minha posição na seguinte afirmação: este não é nosso inimigo. Digo isto pois acredito que o relativismo não é a causa, mas sim a consequência de um profundo processo de transformação que nosso mundo está sofrendo, e este processo tem haver com a crise de autoridade. No entanto, antes de explicar melhor um pouco isto, gostaria de dissertar o quão estranha me parece ser a ideia de que o relativismo é o inimigo.

Imaginemos, pois, uma pessoa que acredite na relatividade do gênero. Outra, no entanto, mostrará a bíblia e afirmará: Deus diz que se criou o homem e a mulher, e assim deve ser. Porém, aquela que acredita na relatividade dos gêneros dirá: não concordo com isto! Minha interpretação é outra. E logo haverá a acusação do relativismo bíblico, que fechará a discussão. Portanto, finalizamos com a seguinte situação: uma, por algum motivo, busca provar uma visão diferente daquela dita pela bíblia, enquanto que outra busca provar, através das escrituras, a visão da bíblia. Elas, não encontrando conciliação, se afastaram, fugindo da unidade de Deus. Portanto, percebam: a palavra de Deus, ao invés de causar união, causará separação.

É certo que Deus nos pede para nos separar do mundo e olhar para as coisas espirituais, e sua palavra certamente é nosso guia espiritual. No entanto, percebam que a pessoa que busca provar algo diferente do que está na bíblia irá se afastar do corpo de Cristo, perdendo a oportunidade de aprender. A que está no corpo de Cristo, por outro lado, perderá a oportunidade de encontrar formas de demonstrar a aquela pessoa que aquilo que ela acredita está errado. afinal, ela estará afastada à deriva das mentiras do mundo ou em busca da verdade de Deus fora das escrituras, tendo que passar por todo tipo de engano que ela poderia aprender conhecendo a palavra, mesmo que discordando de parte dela.

Isto me parece ser uma situação não desejável. Afirmo isto porque é possível imaginarmos que as pessoas que buscam ser contrárias a bíblia estão imersas em algum tipo de mentira demoníaca, e quando elas se afastam da igreja, afasta-se também a oportunidade da igreja descobrir e buscar formas de salvar pessoas desta mentira. Portanto, a igreja perde aquilo que de mais valioso há na terra, que são as vidas dos fiéis. O mesmo caso pode ser aplicado às pessoas com diferentes religiões, muitas vezes espiritualmente menos evoluídas. No entanto, é preciso deixar clara diferença entre as pessoas que buscam à Deus, mas estão submersas em mentiras, das que se convencem a servir Satanás através das mentiras e destruir a igreja. Que o espírito nos guie com a sabedoria para que diferenciemos o trigo do joio.

Ora, se aplicarmos nelas diretamente a palavra, sem que elas tenham tempo de absorver e buscar dentro de si aquilo que a palavra diz e comprovar como verdade, como esperamos que elas amadureçam espiritualmente? Certamente fazemos o contrário, a afastamos do amadurecimento, e ainda mostramos que somos nós quem precisamos amadurecer. O mesmo se aplica a quem faz mau uso da bíblia para desenvolver uma religiosidade que faz mal ao invés do bem. Não devemos atacá-las simplesmente com palavras, mas sim convencê-las através do espírito, através do exemplo, e utilizando as escrituras para validar que seu exemplo é a verdadeira vontade de Deus, assim como Jesus vez ao vir para cá.

Jesus, com sua vinda, não somente nos ensinou a verdade, como também nos mostrou que é possível vivê-la. Este é o verdadeiro amor de Cristo, esta é a verdadeira força de Cristo. As palavras certamente tem poder, contudo, quando usadas com amor, certamente são imbatíveis. Certo Cristão pode se ver frustrado ao perder certas batalhas, mas que ele mesmo se lembre de que tais batalhas são perdidas por ele, mas não por Cristo, e que nenhuma palavra lançada por ele, em Cristo, voltará vazia. Orar para ter um bom relacionamento com Deus e rogar por sabedoria certamente diminuirá suas frustrações e lhe mostrará boas colheitas, mas que principalmente seu amor por Cristo torne digno seu sacrifício. Aquele que vive por Cristo não vive pela alegria, mas por sua vida eterna.

Acredito que todo relativismo caí quando um Cristão levanta suas mãos em adoração. Porém, quem convence um Cristão a adorar é o próprio Espírito Santo. No entanto, isto é o que verdadeiramente tem se tornado mais difícil, sendo esta a verdadeira batalha a qual a igreja enfrenta. Afinal, a falta de estrutura social ao quais muitos países são submetidos faz com que o Espírito Santo dificilmente encontre pessoas preocupadas com ele, mas sim com a carne. Nestes casos, como podemos esperar que o Espírito Santo atue aonde ele não é buscado ou autorizado a agir?

Deus certamente respeita o livre-arbítrio, por isso mandou seu filho Jesus para convencer aos primeiros Cristãos a aceitarem-no, e estes foram as sementes que se espalharam pelo mundo. Estas sementes foram plantadas em terra fértil, geraram frutos, que se transformaram em sementes que chegaram até onde estamos atualmente. Porém, é certo que é necessário cada vez mais oração para que a verdade nos seja revelada pelo próprio Deus de modo que saibamos como plantar neste tempo histórico a semente de Cristo, para que assim a colheita continue a crescer. O verdadeiro inimigo, portanto, não é o relativismo bíblico, mas sim a própria igreja, que deverá orar a Deus sabedoria para seguir o bom combate ao qual Jesus nos capacitou, de tal modo que preparemos cada vez mais a terra para a atuação do Espírito Santo.

Conclusão:
Foram dois textos pesados nesta postagem! O primeiro será classificado como minha série de conceitos fundamentais acerca da teologia que eu acredito, já o segundo como liberdade espiritual, afinal, não estou propriamente fundamentado para desenvolver uma crítica tão profunda a igreja, portanto, estou usando de liberdade para tanto. Há um conceito entre o primeiro texto e o outro texto mencionado no primeiro, no entanto, vou deixar como está por enquanto, mas talvez eu faça outro texto somente com tal conceito e reorganize este dois. Está começando a ficar meio confuso, mas depois eu organizo direitinho de acordo com a necessidade de uso. No mais, finalizada mais esta postagem. Um abraço a todos e até a próxima!

domingo, 15 de outubro de 2017

Mateus e relacionamentos

Assumindo o lugar de Deus:
Quando te achas importante o suficiente para não ter tempo de orar a Deus, mandas uma mensagem a Ele: estou no teu lugar, não preciso de ti, dou conta! Alerto-te, neste caso: esteja preparado para aguentar o peso da responsabilidade do mundo nas tuas costas, pois estás tu mesmo te colocando na posição Dele. Afinal, preferes tu contar contigo mesmo, teu próprio esforço e sabedoria que aproveitar tua presença com Ele e adorá-lo, confiando que Ele resolverá ao modo e à sabedoria Dele tudo aquilo que está além de ti.

O peso, a graça e a honra:
Estes dias, ao ir louvar à Deus na igreja, senti um certo peso. Nada mais era que minhas preocupações invadindo o meu ser. Ao escutar isso, um amigo meu comentou que nosso pastor comentou que o peso do mundo nos impede de louvar. Isto ficou na minha cabeça. Associado a isto, em Mateus 11:28-30, Jesus diz: vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; encontrareis descanso para vossas almas. Porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Acredito que esta visão não seja novidade na igreja, pois já ouvi uma ministração que falou algo parecido com a que estou falando, e o pastor de hoje também disse que o cristão tem sua cruz, mas que ela era leve, citando também este versículo. No entanto, esta noite surgiu um questionamento: por que uns são capazes de suportar mais peso que outros? Ou, reformulando a pergunta, por que uns são mais que outros?

Muito se fala na nossa igreja sobre a graça. Em 1 coríntios 1:27 diz: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Portanto, acredito que com base neste versículo, é possível afirmar que a graça de Deus é algo imprevisível para os homens. Ora, qual seria o efeito de qualquer homem ser agraciado por Deus, se não ter a capacidade de carregar um peso maior que outros?

Desta forma, encontrei uma conexão interessante entre dois conceitos. A graça e o peso da cruz. Muitos podem questionar-se: mas por que carregar um peso maior seria uma graça? Isto me parece ser claramente respondido por outro conceito bastante citado lá na igreja que estou frequentando, que é a honra. Aquele que suporta maior peso, é mais honrado. E ele só suportará mais peso se a graça de Deus estiver nele, do contrário, ele estará carregando uma cruz maior que ele, e isto certamente não agradaria a Deus, pois o levaria a morte a qual Jesus já sofreu.

Ora, a honra é como uma forma de beleza. Assim como a beleza, a honra é uma finalidade em si, um elemento capaz de satisfazer o viver humano. Portanto, ser uma pessoa honrada é algo desejável. Por ser desejável, assim como a beleza, pode haver quem a queira através de artifícios humanos, mas a verdadeira honra vem apenas de Deus, pois é ele que nos dá a graça para suportar o peso da cruz de maneira leve e suave, mas ainda sim seguros de que a vida prosperará. Toda honra que vem de Deus é boa, mesmo que não entre para a história. É ela que alimenta nossa sociedade. Idem para beleza.

Separação:
Há um versículo interessante para que possamos introduzir o tema, em Mateus 5:32, no qual Jesus diz: Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.

Este versículo pode assustar ou parecer injusto para quem o lê sem entendimento, mas é preciso considerar que Jesus considerava que Deus criou um homem para uma mulher, e, portanto, um só casamento bastava. Portanto, o homem que colocasse sua mulher em posição de adultério, se ela o cometesse, este se separaria dela ou teria de aceitar o fato ocorrido. No entanto, caso ele se separe, não poderia mais se casar com nenhuma outra mulher, pois já era casado. Idem pra ela, e por isso que qualquer um que se case com ela também é adultero.

No entanto, ainda sim, há uma questão complicada neste versículo. Casar e assumir que, por isso, um casal irá ficar junto para o resto da vida, é um conceito complexo e que pode levar as pessoas à separação de sua comunhão com Deus ao invés da verdade plena. Pelo menos eu considero isto. Afinal, implementar apenas parte da verdade, como se ela fosse uma verdade completa, pode ser uma mentira pior que deixar que a verdade seja encontrada por si só.

Portanto, o que fazer numa situação destas? Para responder a esta pergunta, é bom que se tenha lido o conceito fundamental Renascimento. Nele está a chave para compreendermos uma visão harmônica e justa desta situação. Afinal, assim como a primeira vida, um casamento pode ter se iniciado com bases espirituais enganosas. Portanto, eu acredito que, quando há o renascimento do espírito, este mesmo espírito é lavado de um casamento ruim, pois é uma nova vida. Desta forma, percebam que os ensinamentos sagrados não nos obriga a nada. Ele apenas dá suas instruções divinas para que alcancemos aos céus, se assim acreditarmos na sua palavra.

Como foi dito no renascimento, tudo aquilo que foi construído em bases sagradas pode ser convertido para uma nova vida. Isto pode incluir o casamento, se ele resistir. Mas certamente incluirá os filhos, pois toda vida é sagrada. O convívio poderá ser convertido ou não, a depender do espírito no qual as coisas ali estão construídas. Lembremo-nos dos frutos que aqueles que vivem no espírito de Deus carregam consigo: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Quaisquer relações que apresentem estas características, certamente há algo de Deus nelas.

Assim como no renascimento, é preciso tomar cuidado para que o casamento não se torne algo banal. Este cuidado é tomado através do conceito de promiscuidade, que diz que todo comportamento sexual que avance os limites aceitáveis dentro da cultura podem ser pecaminosos. Há o pai, a mãe e/ou as autoridades religiosas de cada um dos envolvidos em um namoro, assim como a comunidade. Toda esta dinâmica de relacionamento, por si só, é capaz de determinar um comportamento sadio de construção de relacionamento que leve ao casamento, desde que todas estas pessoas estejam comprometidas com o espírito santo. Ser promíscuo é ignorar estas coisas, o que levará a desequilíbrio a ser tratado através de oração.

Lembremos que, em Gênesis, Deus criou um homem para uma mulher. Isto ainda é verdade, pois quando o homem ou a mulher renascem, é bom que eles esperem por seus pares para que assim agrademos a Deus. Sei que foge um pouco ao tema, mas para finalizar: relações sexuais por si só são vazias, a menos que aconteçam como consequência de toda a construção de vida. Neste caso, todo o vazio das relações sexuais é preenchido com vida, tanta vida que chega a transbordar tanto no espírito quanto no físico. Afinal, é através do sexo que novas criaturas são geradas, e é através do amor do pai e da mãe que novos filhos de Deus o são.

PS: o vídeo da ministração: https://www.youtube.com/watch?v=ADXNDbECEOw

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Tradutores de humanidade


     Tudo antes do nascimento de um ser humano assim como tudo depois da sua morte pode ser convergido em eternidade. Sendo assim, qual o significado do ínfimo sopro de existência que é um ser humano? Seria nenhum, se não fôssemos capazes de conceber a humanidade. Embora a humanidade também seja um ínfimo ponto de existência na eternidade, para o ser humano, ela é eterna, afinal, todo ele nasce e morre dentro da humanidade. Porém, diferente do ser humano, que é um vazio em busca do seu próprio preenchimento, a humanidade satisfaz a si mesma com sua própria existência.

    Ora, como não assumir que todo ser humano deve preencher seu vazio com humanidade? Pois o que de melhor haveria para o ser humano que se preencher de uma satisfação que em si mesma é satisfeita? No entanto, é notável que nem todo ser humano consegue encontrar a humanidade. Preenche-se da transformação, da estabilidade, do poder, do desejo, de tarefas, de fartura, de buscas enganosas, de bondade ou de malícia, mas não de humanidade.  O que seria então humanidade, se todas estas coisas são necessárias à vida, mas, em si, não possuem humanidade?

    Observemos como, durante o viver humano, as transformações estão presentes. Transforma-se a tecnologia, o comportamento, os conceitos, de modo que tudo parece novo a cada geração que se passa. Contudo, para a humanidade, todas estas transformações são contempladas por sua própria existência, afinal, quem transforma é o ser humano, que por sua vez está imerso na humanidade. Portanto, as transformações que o humano impõe na sua existência nada significam para humanidade, mas o que significam estas transformações em si?

    Para responder a esta pergunta, pensemos, porém, no significado da existência da humanidade. Assumimos que ela é tangível ao ser humano e que, por outro lado, as transformações efetuadas pelo ser humano não teriam efeito sobre ela. Assim sendo, porque não conceber a humanidade como algo imutável? Afinal, se o direto uso da humanidade é feita pelo ser humano, mas ele em si não consegue transformá-la, o que mais conseguiria? Portanto, a humanidade para o ser humano é imutável assim como a existência para humanidade também o é.

    Embora não tenhamos respondido exatamente o que é a humanidade, descobrimos uma característica sua. Ao unir esta característica com a constatação anterior de que o ser humano deve se preencher dela para satisfazer seu vazio, é possível concluir que as transformações efetuadas por cada ser humano durante sua existência nada mais é que traduzir a humanidade para seu tempo histórico. Ou seja, a humanidade é algo que deve ser trazido para realidade através da busca humana, por cada ser humano, adaptando-a aos comportamentos, à geografia e às tecnologias, aos conceitos específicos daquele tempo que ele existe.

     Ou seja: a humanidade pode estar em tudo aquilo buscado ou produzido pelo ser humano, desde que esta busca ou produção tenha como motivação trazer a humanidade para a existência. Desta forma, coisas que antes eram vazias, como descrito anteriormente, tornam-se cheias de satisfação, e nisto está incluso o próprio ser humano. Quando uma sociedade não está preocupada em traduzir a humanidade para seu tempo histórico, ela fatalmente decairá em sofrimento ou, no máximo, manterá a humanidade herdada. No entanto, quando o contrário acontece, ela viverá uma ascensão de grande satisfação em sua existência.

A introdução de Jesus em Mateus

Introdução:
Dia após dia sigo minha caminhada no amadurecimento espiritual em Cristo. Estes dias tenho estado muito ocupado com o teatro evangélico que participei recentemente, mas agora acabou e tenho tempo para voltar aos meus estudos bíblicos. Participar desta peça, porém, foi uma experiência sobrenatural. É interessante notar o mover do espírito, pois durante a peça não senti emoção precisamente, mas senti que estava num momento único e especial, dado por Deus, que aconteceu simplesmente porque era da vontade dela. Não deveria ser assim todo o proceder da vida? Obviamente, eu e meus irmãos do teatro trabalhamos bastante para seu acontecimento, oramos a Deus, criamos, para que tudo ocorresse perfeitamente, mas ainda sim não foi mérito nosso tal acontecimento, apenas honra por termos participado de tal evento.

Estou caminhando através de Mateus, atualmente. Encontro-me em Mateus 10. Até agora, vi o início da vida de Jesus, que foi pulada diretamente para o seu próprio renascimento. Acredito que esse início tenha sido mencionado para convergir certas profecias em Jesus e para dar base histórica para o que acontecerá em seguida. De qualquer forma, chegamos logo no renascimento de Jesus, através do seu batismo por João. É tão interessante quanto o próprio Jesus passou pelo processo de segunda vida. Toda vida antes do renascimento de Jesus parece ter sido ignorada, assim como todos devemos ignorar toda vida antes que tivemos no mundo. Ainda, depois do discurso que Jesus da no monte, parece-me que ele estava se descobrindo. Essa foi à sensação que eu tive. Obviamente, por espírito, ele sempre soube que ele é ele. Enfim, não há momento mais oportuno para que eu escrava sobre o que eu penso sobre o renascimento. Prossigamos.

Renascimento:
No vídeo da prof. Lúcia Helena Galvão, ela diz que o renascimento é uma prática muito recorrente em diversas culturas. Esquecer toda vida animal para então renascer espiritualmente parece fazer sentido, afinal, todo ser humano nasce na ignorância, e caminha para a luz, que é o crescimento espiritual e para nós, cristãos, o próprio Cristo. De qualquer forma, o renascimento em si pode causar uma série de confusões. Gostaria aqui de estabelecer uma visão que, a meu ver, parece lidar bem com eles. Antes, no entanto, é preciso estabelecer o cenário no qual este conceito irá atuar.

Atualmente, as igrejas cristãs buscam novos fieis ou reacender o fogo dos antigos que se distanciaram da palavra de Deus. Para ser um fiel, no entanto, é preciso declarar Jesus como verdadeiro salvador. Este é um processo de renascimento, pois quando se aceita Jesus, se toda a vida anterior construída antes dele. A partir de agora, uma nova vida irá ser construída através dos ensinamentos de Jesus. Tradicionalmente, uma única nova vida é o suficiente. Mas, para mim, não é. Para mim, devem ser necessárias tantas segundas novas vidas quanto for necessário.

Esta afirmação, no entanto, pode parecer absurda para muitos, mas quando pensamos o que é construir uma segunda vida, ela se torna factível. Porque afirmo isto? Ora, pensemos o que é construir uma segunda vida: abandona-se tudo o que traz morte na vida anterior, assim como todos os pecados, num verdadeiro processo de renovação espiritual, para então construir em cima disso o novo. Ora, a partir de então há a construção de um modo de trabalho, de uma família, de amizades e tudo mais o que tiver de haver construído para dar condições ao bom combate do homem.

Porém, este próprio processo pode ser feito de forma inadequada. Imaginemos que tal pessoa construiu sua vida em cima de uma espiritualidade pouco desenvolvida ou influenciada por pessoas que realmente não a amam, é óbvio que ela irá desenvolver esta nova vida com algum resquício de pecado. Portanto, o processo de renascer de novo é adequado, embora possa expor uma falha da influência que venha das autoridades espirituais sobre aquela pessoa. Ela, novamente, passará tudo a limpo e começará a reconstruir, e a autoridade poderá orar para melhorar sua influência.

O que acontecerá, por exemplo, num casamento em uma situação dessas? Ora, Deus tem a infinita capacidade de perdoar, seres humanos não. Se for preciso que haja a separação, que assim seja. Mas quando haver o renascimento, qualquer ligação que havia entre duas pessoas foi desfeito e precisará ser reconstruído. Imaginemos um casal que não deu certo, a pessoa escolheu renascer, se distanciou e após uns anos, tentou de novo. A outra terá a opção de escolher ou não de se casar com esta nova pessoa ou estará livre para ficar com outra. Idem acontece para quaisquer outros tipos de relação que aquela pessoa renascida tiver. Com a igreja, amigos, família, trabalho, etc etc etc.

O perdão humano deve ser sincero e todo ser humano tem o direito de ignorar outro ser humano. No entanto, peço a todos que tenham a compaixão de não ignorar um filho de Deus. Ou seja: se uma pessoa te fez mal, é direito seu de romper todo relacionamento com ela, mas é dever seu direcioná-la a um bom caminho, seja guiando-a as autoridades espirituais ou até mesmo humanas que tiver na sua região. Isto fará com que ela tenha melhor andamento em seu processo de renascimento, e para que ela saiba que, embora ela tenha cometido erros, nela existe a vida, aquela que você respeitou, para que ela reconstrua tudo, seja com você ou outra pessoa.

Obviamente, cada processo de renascimento tem um custo. E isto garante que não haja uma pessoa renascendo a cada erro que possa ser perdoado tanto por Deus quanto pelos humanos em volta e possa ser recuperado sem a necessidade de um renascimento. Por isso, o ideal é que seja feito apenas uma vez, mas como citado anteriormente, nem sempre é possível. Renascer é um processo árduo e custoso em sua própria essência, e o que cada pessoa irá perder a cada renascimento é tempo, mas o que ela irá ganhar é a oportunidade de ser restituída por Deus. Afinal, se ela realmente seguir os planos que Deus tem pra ela, assim será feito.

Há outra controvérsia no renascimento, que é a seguinte: se uma pessoa renasce, todos os seus pecados são esquecidos. Portanto, sobre o ponto de vista da carne, pequemos tanto quanto possamos para no fim da vida renasçamos. Sobre essa controvérsia, é preciso dizer o seguinte: o pecado traz a morte, e cada vez uma pessoa peca, ela mesma corre risco de morrer. Portanto, se você desejar passar toda sua vida num constante risco de morte e trazendo morte para pessoas ao seu redor, isto é uma escolha sua. Porém, imagine a glória que há para Deus quando uma pessoa que passou sua vida toda pecando aceita Jesus com sinceridade?

Qual é o melhor momento para renascer? Quando uma pessoa sente que as bases construídas em sua vida são todas falsas e quando ela reconhece em Cristo as verdadeiras bases para a vida. Por isso, preocupa-me um pouco um renascimento muito cedo, pois pode ser movido por ilusão e gerar decepção. Ainda, há certo conflito sobre como decidir quais elementos da vida anterior devem ser renascidos juntos com a pessoa. Acredito que o modo mais fácil de resolver esse conflito é através de uma autoridade religiosa que converta os elementos da vida anterior da pessoa à nova vida, declarando Jesus sobre estas coisas, se assim for adequado.

Portas do céu:
Acredito que o Mateus 7:14 seja um versículo bem conhecido. Fala que as portas do céu são estreitas. Penso que esta seja uma analogia para que eu possa expressar uma visão sobre uma coisa que pode ser melhorada na vida cristã. Atualmente, pela minha experiência de vida, muito se afirma sobre a salvação e o medo de ir para o inferno. É neste cenário que este versículo é muitas vezes usado para mostrar o quão é difícil subir aos céus. No entanto, eu acredito que possamos senti-lo de outra forma. Vejamos:

O que, afinal, fez Jesus descer à terra, se não o amor do próprio Deus com o seu povo, para que este pudesse acessar o paraíso criado pelo próprio Deus? Ora, Jesus desceu justamente para nos salvar, para nos mostrar a verdade. Jesus, que é a vida e a verdade nos diz: a porta do céu é pequena. Mas o que seria de nós se Jesus não tivesse descido para nos avisar isto? Jesus é o caminho, e o caminho é estreito, mas o que caminho existiria se Jesus não tivesse descido?

Pra mim, Jesus veio à terra para aumentar tornar a porta do céu maior. Pra mim, Jesus veio à terra para tornar o caminho aos céus menos estreito. Portanto, Jesus veio à terra para salvar mais pessoas, para que um dia nenhuma pessoa mais seja perdida. Ora, se, ao aceitarmos Jesus, damos continuidade à sua obra, o que mais deveríamos fazer, além de tentar alargar a porta e o caminho do céu, assim como Jesus fez? Estava Jesus preocupado se ele ia ou não entrar nos céus?

Quando realmente aceitamos Jesus, e seguimos seu caminho, ensinamos e ganhamos a mesma autoridade que ele, contato que ensinemos o seu nome e levemos sua palavra. Isto me indica claramente que um cristão que está mais preocupado que subir ou descer ao invés de alargar a porta dos céus está seguindo uma vida espiritual cristã de forma errônea. Ainda: dá clara diretrizes de que, uma vez seguindo um caminho de autoridade cristã, devemos nos preocupar em alargar o caminho e a porta ao invés de acusar sem nada oferecer para melhorar. Devemos lembrar que Jesus ofereceu a nós sua vida.

Este versículo pode ser uma demonstração de como uma autoridade pode utilizar de duas maneiras um versículo. Por um lado, este versículo pode ser usado como forma de medo. Siga o caminho de Deus ou então você vai para o inferno. Por outro, por amor: você já aceitou Jesus através da sua boca e o tem em seu coração, portanto, estais no céu. Vá e salve mais pessoas. Prefiro a interpretação por amor. Aumentar as portas do céu ao invés de ficar se preocupando se estamos nela ou não é algo fundamental para nossa atualidade, afinal, esta porta está tão pequena que nossas sociedades aqui na terra estão todas em puro declínio.

Se antes a principal preocupação do cristão era não pecar para não ir ao inferno, agora sua preocupação é sobreviver. Portanto, precisamos reverter este quadro nos preocupando em trazer salvação para pessoas que nem mesmo conhecemos, que nem mesmo merecem, que nem mesmo aceitaram Jesus, assim como o próprio Jesus fez ao vir. Uma vez feito isto teremos a chance de voltar a nos preocupar em não viver uma vida em pecado, quem sabe, até mesmo presenciar a volta do próprio Cristo à terra.

Encerramento:
Interessante notar como no final de Mateus 7, se fala da autoridade de Cristo. Assim espero que seja com todos aqueles que aceitem-no como salvador e que buscam encontrar sua identidade nele. Fico satisfeitos em escrever estes textos, embora eu não tenha escrito eles da melhor forma possível, vou deixá-los como registro. Futuramente quando eu falar em renascimento, estarei falando sobre este tipo de renascimento mencionado aqui. São dois conceitos fundamentais que acredito ter vindo de Jesus, o renascimento para a nova vida e a expansão das portas do céu. Um abraço a todos e até a próxima!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sobre homossexualidade e armamento

Sobre a homossexualidade:
Para aqueles que atingem certo grau de autoconhecimento, a sexualidade se torna uma força, mais forte ou mais fraca a depender de como ela é exercitada. Para estes, enxergar os homossexuais com normalidade se torna tarefa paradoxal, pois eles próprios educam-se para tratar o sexo através de uma construção moral que faça a sociedade funcionar em paz. Aceitar com normalidade os homossexuais a seu cotidiano se torna uma difícil tarefa, pois implica em conviver com pessoas que não tem autoconhecimento o suficiente para direcionar corretamente seu ímpeto sexual ou, se tiverem, desprezam o bom convívio social. Como, portanto, oferecer um espaço à aqueles que parecem não ligar para uma estrutura de sociedade o suficientemente estável e forte para aguentar as pressões de desenvolvimento que a realidade possa exercer, como o próprio crescimento da nossa sociedade? No entanto, pecam do mesmo pecado dos que ignoram aqueles que tratam não somente com ignorância, mas com violência aqueles que parecem ignorar. Pois é verdade que cada um de nós deseja oferecer solução para a vida do próximo, e se nos falta conhecimento para solucionar a ignorância alheia, que nos reste amor para fazer o que de melhor possamos fazer para compreender a nós mesmos e, através disto, oferecer alguma ajuda ao próximo em seu próprio processo de autoconhecimento.

PS: Homossexualismo foi só o caso que me gerou a inspiração. No entanto, aqui podem ser encaixados outros comportamentos que geram instabilidade social.

Sobre o armamento:
Todo ser humano está armado. Ele tem seus dois punhos, suas duas pernas. Ele pode defender, atacar, esquivar. O mal, no entanto, não se contenta com o que tem, reforça-se com armas externas, de fogo ou branca. O ser humano de bem é tentado a achar que o melhor a se fazer se armar, esquecendo-se, no entanto, de que já está armando. Estando, portanto, já armado, ele irá aumentar seu armamento tanto quanto o mal. O mal, por sua vez, como antes, não irá se contentar em estar menos armado, irá se armar mais. E, na impossibilidade de armar-se melhor, irá fazer abordagens mais agressivas. Poderá o homem de bem ser bom tendo a preocupação constante de lutar contra o mal? Pode ou não um homem de bem já ser morto por um ataque surpresa de um assaltante que quer apenas os seus pertences? Ainda: quanto vale a vida de um homem de bem, que luta contra um bandido, ambos armados? Estamos igualando a vida de um homem de bem à vida de um homem de mal ao aceitarmos que ambos se armem. O bem deve sim lutar contra o mal, mas através da organização, da inteligência, do acumulo de conhecimento e práticas que levam a eficiência e a minimização dos danos. Pois todo dano no mal é pouco, mas todo dano no bem é muito. Sem este tipo de organização, o bem e o mal podem se confundir, pois o que separa um ou outro pode ser simplesmente a posição de referência. No entanto, se nem os homens de bem conseguem se organizar e lutar em paz, pode significar que o mal que se levanta não seja tão mal assim senão apenas um reflexo da falta de bem.

PS: Toda autoridade, mesmo que instituída, sem amor se torna ilegal. É dever daqueles que amam encontrar um modo de reinstituir sua legalidade.