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segunda-feira, 12 de março de 2018

Vida eterna

    O que é a vida eterna? Ora, é o espírito vivo que é transmitido de geração a geração, através das escrituras e dos planos de Deus. Possuir a vida eterna transcende tua consciência não somente para o aqui e o agora, mas para o tudo o que veio antes e que virá depois. Antigamente a vida eterna estava em doutrinas. Agora, a vida eterna está em Cristo Jesus. Futuramente, após a vinda de Jesus, talvez ela paire sobre toda terra, quem sabe? O que se sabe é que, para aquele que não possui a vida eterna dentro de si, viver necessita ser o consumo da sua vida material. Neste ponto, cada segundo perdido é um enorme prejuízo, pois só existe uma vida para se viver. Quem, no entanto, transcende sua consciência à eternidade sabe, através das escritas, que muito do que ela sua carne deseja viver para consumir a vida material já foi vivido, e no final das contas, não levou o ser humano a lugar nenhum, senão a morte.

    Fato é que toda vida é construída em Deus. Aquele que herda sua vida e peca, irá somente consumir um legado construído por sua família e cairá em desonra. No entanto, aquele que continua seguindo aos desígnios de Deus, certamente crescerá. Assim, aquele que vive em Deus, vive em paz. Já o que não vive, nunca está satisfeito. Encontra problemas em tudo, é ansioso, pode pensar que tudo é conquistado através da sua própria força e, por isso, não consegue relaxar. Pensa que o único que pode protegê-lo dos inimigos é si mesmo, e que todos tem seu preço e, portanto, não consegue confiar em ninguém. Por não viver segundo os propósitos de Deus, nem tudo o que faz prospera, ou, se prospera, não acontece exatamente como planejado. Não dura, ou as outras pessoas e mesmo a próxima geração pode não encontrar paz naquilo. Isto não se equipara ao que popularmente se imagina como inferno?

     Aquele que transcende a vida eterna, por outro lado, entende que cada momento tem seu propósito para Deus e que a sua graça se estende para a realização de tudo. Em certo ponto, ele deseja que avancemos, em outro, ele deseja que resistamos aos avanços do mal. Tudo articulado por sua sabedoria divina e oculto aos olhos carnais. Por cada momento ser único, cada ser humano tem seu único propósito, já planejado por Deus. Alguns podem demorar a descobrir, mas ao descobri-lo, cabe a ele aceitá-lo e cumpri-lo para acessar a eternidade ou viver segundo sua própria carne, consumindo a vida e caindo no esquecimento. Para quem tem plena confiança em Deus e segue sua palavra, não existe nada perdido. Cada segundo é um passo para aquilo que Deus planejou para ele, independente do que aconteça. Ao final de tudo, irá adorá-lo com a consciência de quem já sabe que seu propósito já está realizado, afinal, para Deus, passado e futuro é a mesma coisa.

quinta-feira, 1 de março de 2018

A natureza da graça, as estações da vida e um texto

Demorei muito para entender que a lei que governa o mundo é a graça, e aonde não há graça, há corrupção. É certo que as leis humanas têm seu lugar assim como a lei da natureza. No entanto, se tentarmos entender a humanidade por outro meio que não seja a graça de Deus, falharemos, e, no pior dos casos, criaremos um cenário aonde o mal poderá se instalar, gerando corrupção.

É certo que a lei da graça é espiritual, e, portanto, ela precisa se materializar na natureza através de estruturas rígidas. Porém, é preciso entender que nenhuma destas estruturas são absolutas. Todas elas têm suas estações, seu tempo de nascimento, crescimento e morte. Quando velha, assim como os seres humanos, uma estrutura pode assumir diversas posições.

Pode ela preparar o futuro para seu herdeiro, aquele aonde ela reconheça que a graça acompanha, ou pode tentar manter-se no poder, mas se tornando cada vez mais caduca, dando lugar para o mal se instalar. No primeiro caso, a transição é suave. No segundo, é violenta. Mas, de um jeito ou de outro, o mundo precisará se renovar e a graça continuará a atuar.

Uma vez que assumamos que a graça é a lei que governa a vida humana, precisamos entender precisamente o que isto significa neste texto. Aqui, a graça é aquilo que alcançamos quando buscamos a Deus, no entanto, não por nosso mérito, mas pelos propósitos dele. Reconhecemos a graça espiritual, aquela que habita no corpo de Cristo, mas também a graça natural, aquela que aquele que busca conhecer a natureza em seus detalhes alcança. A primeira leva a eternidade espiritual, a segunda leva a prosperidade efêmera.

Disto isto, é preciso considerar que Deus quer que o busquemos de forma completa. Não somente em espírito, pois aquele que somente busca o espírito de Deus, mas não compreende a natureza da sua criação, não tem os recursos para ter acesso ao sobrenatural que a sua graça nos reserva. Também, aquele que busca somente conhecer a natureza, tanto a material quanto a natureza do homem, este está fadado a falhar, pois não existe paz sem o espírito de Deus. Quantos são aqueles que enriquecem, mas caem em desgraça?

No final das contas, precisamos confiar no Espírito Santo. É este, afinal, que nos guiará ao equilíbrio de uma vida plena de Deus, não somente o espiritual ou o natural, mas o Deus completo. De tal modo que seremos eternos, mas também reinaremos em vida.  Muitas vezes enrijecemos nossos corações em torno de certas verdades, que não são as trazidas pelo Espírito Santo, mas sim herdadas e, talvez, caducas, ou construídas com propósitos malignos, mas que aparentam ser boas. Certa vez eu imaginei uma história que pode ilustrar tal situação, e eu irei aproveitar este texto para escrevê-la. Lá vai:

O artista e o ocupado

    Havia um homem com o coração muito rígido. Ele pensava que sabia demais sobre o mundo, sobre como as coisas funcionavam. Ele acreditava que a vida era difícil, trabalhava muito, não tinha tempo para orar, conhecia pouco a história daqueles que nos salvou e, portanto, nunca confiou no Espírito Santo. Ele preferia confiar na sua própria força, afinal. Se não lutasse, não venceria, este era o seu pensamento.

    Um dia, teve uma oportunidade muito incomum de falar frente a frente com um artista que defenda que nossa sociedade deveria se preocupar com o futuro. Afinal, como ele estava inserido numa cultura ocupada demais com sua sobrevivência, esta mesma cultura não conseguia refletir sobre seus atos através do tempo. Estavam se autodestruído, como uma criança com acesso ilimitado a doces provavelmente o faria. Este artista, portanto, utiliza seu tempo livre para proferir tal discurso. Nesta oportunidade, este homem falou ao artista:

    - É bonito teu discurso de que temos que salvar nosso planeta. No entanto, tu falas isto porque tens tempo sobrando. Se, por outro lado, tivesses tu que lutar por tua sobrevivência, assim como eu, não teria tempo para pensar nestas coisas!

    Prontamente o artista respondeu:

    - É justamente por ter tempo sobrando que posso pensar acerca destas coisas, vir aqui e falar a vocês a verdade a qual acredito. Não estou gastando meu tempo aproveitando os prazeres que o dinheiro poderia me dar como outros fazem, mas sim tentando plantar uma semente de esperança para nossas crianças em seus corações!

    Nisto o homem se calou. As certezas do seu coração foram quebradas e pela primeira vez ele pode ouvir o Espírito Santo. Aquilo mudou sua vida.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Fé, esperança e racionalidade

Introdução:
Olá amigos, bem vindos à mais uma postagem. Hoje vou escrever sobre alguns aspectos da fé, esperança e racionalidade, segundo aquilo que eu tenho experimentado através da minha vivência na igreja e da leitura bíblica e de livros complementares. Um destes livros é um curso de Fé, de Kenneth Height. Este livro me inspirou a pensar em alguns aspectos da fé, através do milagre que o próprio autor teve através de sua própria transformação. Antes de começar a postagem, devo admitir que estou passando por um período de pouca atividade de criação. Enfim, vamos à postagem.

Fé, seu fundamento e funcionamento:
Em Hebreus 11:1 diz: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem”. Através deste texto é possível começar a expressar o que é a fé. Ora, a fé nada mais é do que a palavra arraigada no coração do homem, de modo que ele não solte aquilo que ele crê de modo algum. Portanto, aquilo que declaramos, e se realmente cremos quando declaramos, passa a ser realidade no mundo espiritual, e passando a ser verdade no mundo espiritual, é uma questão de tempo até que sua manifestação material ocorra. Afinal, bem sabemos que Deus chama as coisas à existência mesmo que elas não existam (Romanos 4:14b) e que, Jesus é o Pai e nós, que aceitamos a Cristo, o somos, portanto, também somos o Pai (João 17). Ou seja, o poder de chamar à existência aquilo que não existe também é nosso.

Fato é que para Jesus atuar ele precisa que as pessoas tenham fé nele. Em Mateus 18:58, Jesus não pode fazer muitos milagres em sua terra natal, justamente porque a fé das pessoas era diminuída já que elas tinham um conhecimento natural de Jesus, pois o viram criança e conheciam sua família. De tal modo, sem fé, não há Cristo nem Pai, nos reduzimos ao natural, à matéria, à esperança. É preciso, no entanto, notar um aspecto da fé: para que ela funcione, ela precisa ser colocada em prática. Se não existe nenhuma fonte de fé nas pessoas, naturalmente ela não pode ser colocada em prática.

A prática inicial da fé é a declaração, como vemos em Mateus 21:21. No entanto, não somente a declaração, mas também a perseverança, afinal, em Mateus 21:22 está escrito, “Crendo”. Ora, a declaração torna aquilo real no mundo espiritual, mas é preciso que o mundo espiritual encontre suas maneiras sobrenaturais para materializar aquilo que está sendo declarado. Por isso, é preciso continuar crendo, até que aquilo que não existe, mas foi chamado a existência, realmente seja real. Ora, agora surge a seguinte reflexão: se já está realizado no mundo espiritual, de fato, faltando somente que se materialize no mundo material, não seria a minha responsabilidade agir de tal modo que, aquilo que foi dito no mundo espiritual se torne verdade? Concluímos, afinal, já é verdade, e se é verdade, é preciso agir como se aquilo fosse verdade!

Esta reflexão, para mim, em absoluto, revela o modo como a fé opera. Ouvi em uma ministração que, se percebemos bem nas escrituras, Cristo, para realizar uns milagres, pediu para que os homens agissem como se já estivessem curados, para então o curá-los, como é exemplo da cura da mão seca, em Mateus 12.9-13. No entanto, para mim, este aspecto da fé revela, ainda mais, a lei da semeadura, tão conhecida no meio cristão. Ora, pois, se não formos capazes de agir no pouco, através da fé e da certeza da realização no mundo espiritual, tão pouco seremos capazes de agir no mundo, através dos nossos sentidos e na realização no mundo espiritual.

De tal modo, aqui escrevo, para aqueles que buscam ter fé: não somente declarem, mas ajam como se aquilo fosse verdade. Exemplo: uma pessoa quer se tornar médica, mas não tem a menor noção natural de que irá se tornar ou não. O que ela faria se tivesse a certeza de que seria médica? Iria estudar! Ora, pois, então vá estudar, pois se declarares de coração, e crendo, receberes. E se não houver a mínima noção de como agir caso aquilo fosse verdade, vá orar, buscar sabedoria nas escrituras e ou com outras pessoas, passando pelo devido filtro da palavra, para que então descobrir o que fazer. Neste sentido, declarar é de fundamental importância, pois somente através dela o reino de Deus, tocados pela graça de Deus, poderão se mover a seu favor, de modo que o sobrenatural aconteça.

Relação entre esperança e fé:
O que é esperança, afinal, senão a certeza natural de que alguma coisa acontecerá? Curioso que existe até uma operação na matemática estatística chamada esperança. De qualquer forma, qualquer pessoa pode ter esperança. Temos a esperança de que o sol irá nascer de novo. Isto não é fé. Na bíblia diz para que tenhamos fé nas suas escrituras, mesmo que, para nosso natural, aquilo que lá está escrito não tenha a menor possibilidade natural de acontecer! Isto pode ser um contra senso, mas aquele que busca a Deus e ora por revelação do espírito, sabedoria e entendimento, receberá a revelação dos céus e aceitará isto como verdade. Na dúvida, basta perguntar aos homens e mulheres de Deus o quanto do sobrenatural eles já viveram! Para mim, pessoalmente, o casamento, por exemplo, já é uma operação sobrenatural, que muitas pessoas que pensam naturalmente veem como uma prisão ou como uma estrutura de castração social.

Entendendo o que é esperança, e já sabendo o que é fé, o que eu proponho nessa relação de fé e esperança é o seguinte: que tal usar a fé para ter um pouco mais de esperança, de modo que, através da esperança, se torne mais fácil ter fé? Isto parece um pouco complicado, mas para mim é uma operação perfeitamente possível. Ora, pois, se Deus coloca algo em nossos corações que seja muito difícil de termos esperança, para que assim as coisas sejam mais fáceis, creiamos, portanto, em esperança! Afinal, Deus não deseja que carreguemos fardos pesados, afinal, Jesus já carregou a cruz, o maior dos fardos, para que nós possamos carregar fardos leves, e ter fé em algo sem ter esperança é um fardo pesado, penso eu.

Comecemos, portanto, a declarar esperança sobre aquilo que está em nossos corações. Mas não somente declarar, como também buscar por coisas que tragam esperança em relação à aquilo que está em nossos corações. Afinal, se precisamos agir como se tivéssemos esperança, o que precisamos fazer para termos esperança? Buscar a esperança! Através disto ela certamente virá, pois está escrito que ela deve vir. No entanto, pode ocorrer que o fato que está em nossos corações seja tão sobrenatural que até mesmo encontrar a esperança seja difícil! Neste caso, mais fácil que o próprio caso em si aconteça do que a vinda da esperança. No entanto, não acredito que este seja a maioria dos casos. Portanto, rogo ao povo de Cristo que orem por esperança, para que seja mais fácil, para que tenham mais alegria e misericórdia com aqueles que decidem levar uma vida através dos meios naturais.

Sobre a declaração e a racionalidade:
Kenneth Height é um pouco extremo com a questão da declaração. Ele diz que se a gente falar do contrário, mesma que seja um pouquinho, já estamos afastando de nós aquilo que estamos declarando. Para mim, é até possível que se fale o contrário daquilo que se deseja, desde que saibamos claramente que o que estamos falando é natural, para fins natural, e que preservemos em nossos corações as nossas declarações espirituais, e acreditemos mais no espírito que no natural. Afinal, está escrito, em João 20:29b, “bem-aventurados os que não viram e creram!”, e também em  2 Coríntios 4:18, que diz “Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”.

Para mim, agir como se já fosse verdade e declarar espiritualmente é o suficiente para que a fé entre em funcionamento. Chegar ao ponto de negar o mundo natural, para mim, é exagero e pode ser prejudicial, pois parecemos irracionais perante aos ímpios, e bem sabemos que o cristianismo é um culto racional á Deus, como descrito em Romanos 12:1. Sabemos, no entanto, que para os ímpios, aqueles que creem são loucos, como dito em 1 Coríntios 1:18, no entanto, percebam a diferença: uma coisa é ignorar a racionalidade, outra coisa é ser louco. Ignorar a racionalidade, para mim, em certo ponto, pode envergonhar ao evangelho pois irá aparentar ao ímpio falta de estabilidade emocional, falta de consciência do mundo natural. No entanto, se mesmo declarando que naturalmente é impossível, mas espiritualmente declararmos que já aconteceu e agirmos como se estivesse acontecido, ai sim pareceremos loucos, como dizem as escrituras, mas também seremos dominantes, como também diz em Gênesis 1:26-28, e pessoalmente, acredito ser mais adequado.

Obviamente, terá meu respeito todos aqueles que preferem seguir como Kenneth diz e declarar sempre aquilo que estão crendo, mesmo que eu sempre tenha que perguntar se aquela é uma declaração espiritual ou natural. Ora, pois, imaginem a chegada de um médico (ou mesmo uma pessoa que possa orar pela cura dela), e este médico pergunta: você está bem? E mesmo a pessoa estando com dor de cabeça, ela dirá, estou bem. Mesmo tendo sido o médico enviado por Deus, o que ele irá poder fazer por aquela pessoa? É isso o que eu quero dizer por afirmação natural. Espiritualmente, obviamente, aquela pessoa irá agir como curada, pois Jesus levou todas as nossas enfermidades consigo, e ela não irá aceitar viver com dor de cabeça ou seja lá o que for, e irá lutar e agir tão naturalmente quanto possível, em espírito, porque lá ela é perfeita aos olhos de Deus, então ela, por fé, agirá como.

Encerramento:
Este texto é a escrita sincera daquilo que eu acredito e pratico na minha vida. Pode haver algum erro, e se houver, podem escrever nos comentários. Esta separação entre mundo natural e mundo espiritual pode parecer que estou diminuindo a força das escrituras e do próprio Deus, no entanto, eu assim o faço para que eu consiga comunicar melhor aquilo que está dentro do meu coração. No final, eu sei que para Deus, mundo espiritual e natural são uma coisa só, assim como que, para ele, tempo não existe. Fico feliz por ter escrito este texto e ter saído do meu hiato de produção. Boa semana para todos.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Evolução espiritual e relação com os valores familiares

Olá amigos, bem vindos a mais uma postagem. É muito frequente ouvir por ai as pessoas falando sobre valores como a família nuclear. No entanto, certas vezes, ouço coisas que me incomodam, e normalmente o incomodo surge quando percebo que as pessoas defendem o desenvolvimento da família nuclear não somente de forma espiritual, mas de forma mecânica. Ou seja, elas tentam se utilizar de artifícios físicos para convencer as pessoas a terem famílias nucleares, quando, na verdade, nosso campo de batalha é somente o espiritual. Afinal, de que vale coibir pessoas a formarem famílias se não existir amor durante esse processo de construção?

Portanto, gostaria de adicionar algumas argumentações à esta discussão para que possamos agir de forma correta para o desenvolvimento de uma sociedade mais integra. Para começar, respondamos a seguinte pergunta: afinal, qual é a importância da família? Como cristão, aceito como verdadeira a proposição de que um homem para uma mulher. Além disto, considero que o desenvolvimento sadio de uma sociedade passa por estes princípios, pois, sendo o homem a materialização da energia masculina, sendo a mulher a materialização da energia feminina, nada mais justo que ambos se relacionarem um a um.

Além disso, também precisamos perceber que as características hereditárias do espírito. Assim, o filho tende a herdar espiritualmente ao seu pai, e a filha à sua mãe. Para tanto, é necessário que aquilo que se herde seja o suficiente para desenvolver uma vida saudável e forte. Portanto, o ritual do casamento nada mais é que a construção de um símbolo que testifica que o casal tem força o suficiente para manter uma relação firme e, também, passar seu espírito feminino e masculino adiante. Certamente isto é algo que agrada a Deus, afinal, Deus nada mais quer além do desenvolvimento prospero da sua criação.

Neste ponto, chegamos à situação crítica, que é justamente o casamento. Ora, para casar é necessário investimento de recursos. No entanto, se o desenvolvimento social de uma dada sociedade não for satisfatório, haverá uma grande parcela da sociedade que não terá os recursos necessários para desenvolver o casamento, tal como explicado no texto “Níveis de degeneração social e a renovação social”. Neste ponto, as pessoas começam a desistir de casarem-se, e o comportamento promíscuo começa a se tornar comum. Promiscuidade por promiscuidade, as pessoas começam a perder sua maturidade sexual, e logo a sociedade começa a construir símbolos profanos, ou seja, cujo objetivo é o puro consumo da carne, sem responsabilidade nenhuma com o desenvolvimento humano.

É neste ponto bastante sensível que os religiosos começam a querer levantar sua voz, gritando valores como família e querendo desenvolver mecanismos para forçar a sociedade que assim seja feito, como no velho testamento. No entanto, percebam que o motivo pelo qual há a degeneração cultural é a falta de uma estrutura econômica capaz de estruturar a cultura em seus símbolos. Portanto, tentar desenvolver mecanismos, geralmente violentos, que tentem orientar as pessoas, mas sem realmente tentar desenvolver uma reestruturação economia, é pura perda de tempo! Estão, afinal, tentando lutar contra os sintomas da doença, não contra a causa.

De uma forma mais abstrata, eu costumo argumentar o seguinte: para se ter uma família é necessário ter uma certa quantidade de fé, tanto o homem quanto a mulher, para esperarem em Deus todas as provações que os testificam prontos para estabelecerem uma relação sexual saudável, que ao mesmo tempo os dará prazer pela vida e os fará gerar vida. No entanto, quanto menos desenvolvida socialmente uma sociedade for, maior é a quantidade de fé necessária para que este homem e mulher alcancem o casamento. Deste modo, quando a sociedade média de fé de uma sociedade é menor que a quantidade de fé média necessária para que se tenha uma família em uma sociedade, se inicia o um processo de degeneração cultural.

O interessante do processo de degeneração cultural é que ele chega às estranhas da economia. Afinal, a economia e a cultura fazem juntas parte do sistema social que governa a sociedade, se uma vai mal, puxa a outra. Nesta situação, pelo menos nos tempos antigos, é provável que um país se aproveitasse dessa fraqueza espiritual de uma sociedade para atacá-la, conquistá-la, e expandir seu poder econômico e cultural. Afinal, segundo alguns pontos de vista, isto já está acontecendo aqui no Brasil, quando a cultura e a economia brasileira é frequentemente desvalorizada frente aos símbolos e produtos importados de outros países. Além disto, é notório alguns casos de investimento para a desestruturação da política do nosso país.

Portanto, o que podemos nós, aqueles que acreditam em Deus, fazer para contornar a situação deste país? Certa vez meu pastor disse que se sentia muito realizado em lançar o evangelho de Cristo lá na África, porque para ele, basta que ele alcançasse um homem como Davi que eles poderiam, de fato, transformar a realidade Africana. Isto significa que nós, como cristãos, levando evangelho, estamos desenvolvimento a atmosfera necessária para que se desenvolva uma estrutura espiritual necessária para que algum grande homem governe e estabeleça condições para que nosso país lute. Afinal, este homem, líder, não poderia governar uma população que não fosse capaz de entender seus valores e princípios.

Isto nos faz concluir que é uma perca de tempo lutar para que valores como o da família sejam mecanicamente estabilizados. Aqueles que têm o amor de Deus em seu coração e a fé necessária para esperar o bom desenvolvimento de suas vidas vão esperar o tempo que for necessário para desenvolvem suas famílias. No entanto, aquele que esperar para ter sua família só porque tem que ser assim, sem sentir em seu coração, só para fazer aquilo que socialmente o obrigam, este se tornará um religioso sem amor, mas com raiva daqueles que fazem aquilo que ele gostaria de fazer. A linguagem de Cristo, afinal, é o amor.

Isto também nos direciona na luta política dos evangélicos, a qual eu acompanho pouquíssimo, mas geralmente só vejo notícias relacionando a luta deles contra leis que representem o avanço da cultura mundana no sistema de lei brasileiro. Ora, porque, afinal, eles não lutam para desenvolver uma estrutura econômica melhor no nosso país, para que, através disso, a quantidade de fé necessária para ter uma família diminua e as pessoas tenham mais chances de construir seu casamento? Se eles já fazem isto, que me perdoem, e pode ser também que o tempo para que isto aconteça ainda não tenha chegado. De qualquer forma, que este texto fique de registro.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Estamos em guerra espiritual

Bem vindos a mais um texto. Hoje vou comentar sobre uma visão que tenho acerca do mundo espiritual sobre a perspectiva bíblica. Para tanto, estarei me baseando no conhecimento comum sobre o cristianismo, no entanto, posso perfeitamente estar cometendo enganos neste texto. Esta visão se desenvolveu durante minha leitura da bíblia e através dos conhecimentos adquiridos através dos vários cultos e vídeos que eu estou tendo acesso através da minha igreja local e da internet. Futuramente, se for o caso, eu trago alguns versículos para apoiar as afirmações aqui contidas.

Tudo se inicia no velho testamento, aonde Deus cria o mundo. Até ai, já falei sobre isto aqui no blog. A parte que interessa, no entanto, é o que vem a partir da queda de Adão: a construção de uma civilização. Deus tentou fazer uma civilização se levantar, no entanto, tal civilização não teve a menor reverência pela palavra de Deus. Neste caso, ele se irou, matou todos, menos Noé, pois ele sentia em Noé um homem bom. Com isto Deus quis nos provar que para combater o mal do homem, recorrer à destruir toda humanidade não é válido, pois sempre haverá um justo no meio dos injustos. Através disto, ele iniciou seu plano para a volta de Cristo.

Percebamos que a humanidade se desenvolveu até que Moisés chegasse e libertasse o povo escolhido por Deus para dar origem à seu filho. Moisés assim o fez, mas o fez através do estabelecimento de regras duras e, de certo modo, violentas. Estabeleceu o pecado, e aquele que pecasse deveria pagar com morte. Quanto mais grave o pecado, mais morte deve ser provocada. Isto ia até o ponto em que os pecados mais graves eram pagos com a morte do próprio pecador, já comentei o assunto na postagem “Apedrejamentos em Deuteronômio”. Sendo Deus aquele quem concedeu a palavra a Moisés, pra que finalidade ele autorizou tal prática, afinal?

A resposta é simples: estamos em guerra. Isto porque tais regras faziam o povo desperdiçar menos tempo com futilidades e mais tempo com o que realmente importa: se tornar um povo guerreiro, integro e forte. Isto garantiu ao povo do Deus Jeová prosperidade, de tal modo que dominou militarmente os demais povos da região e seus deuses. Quando o povo começava a pecar e não pagava com sacrifícios de morte pelos pecados, era o inicio da decadência de uma geração guerreira, a qual constantemente eram subjulgadas por outros povos até compreender que a palavra de Deus é real.

A capacidade de resistir ao tempo mostrou que a palavra de Deus é verdadeira e prospera. O interesse de Deus é ver seu povo prosperando, e não sofrendo a toa. Como explicado no texto anteriormente citado, a palavra de Deus começou a não mais espelhar a realidade espiritual sobre o qual seu povo vivia, de modo que Cristo foi trazido até nós para que uma nova realidade surgisse. Este, afinal, é o novo testamento. No entanto, vindo o novo testamento, a pergunta que surge é: ainda estamos em guerra? Ora, a resposta é sim. Mas calma! Trago boas notícias, Cristo já venceu esta guerra! Por isto o Cristão pode ser chamado que mais que vencedor.

Porém, se Cristo venceu a guerra, como ainda estamos em guerra? É preciso pensar que para Deus, passado, presente e futuro é a mesma coisa. Cristo venceu a guerra, mas esta vitória foi estabelecida apenas no mundo espiritual, de modo que aquele que ascende ao mundo espiritual através do renascimento em Cristo herda tal vitória. A volta de Cristo será o ato final de vitória, afinal, no qual poderemos dizer que a guerra contra a morte foi vencida não somente no mundo espiritual, mas também no mundo físico. O principal motivo pelo qual estou dizendo é pelo seguinte: a linguagem cristã, por incrível que pareça, é uma linguagem de guerra.

Isso mesmo. A linguagem cristã é uma linguagem de guerra. No entanto, sua arma é o amor de Cristo, e a certeza de sua vitória no mundo espiritual nos faz agir em amor independente do que aconteça! Estamos em guerra contra o pecado, contra o mal que jaz no mundo. Certamente é triste ver nossos amigos caindo, ver a sociedade se deteriorando, mas isto nada mais representa que a mortificação da carne necessária para a ascensão espiritual. O que nós, como Cristãos, guerreiros da paz, podemos fazer, é simplesmente oferecer o amor e a palavra de Cristo para estas pessoas. Torná-las nossos discípulos, assim que renascerem, para oferecer a elas um estilo de vida completamente novo e que as preencha completamente, livrando-as do pecado.

No antigo testamento, a guerra era feita no mundo físico. Os povos que pecavam ficavam fracos fisicamente e eram subjulgados pelo mal, que eram outros povos e seus deuses. Agora, no entanto, na realidade Cristã, um cristão ainda pode ser derrotado. Contudo, esta derrota acontece se, e somente se, este cristão, por algum motivo, se separa de Cristo. Neste caso, a vitória, que está em Cristo, também se separará dele, de modo que ele fica aberto para o pecado, que traz morte, e em algum momento essa morte pode se manifestar fisicamente em alguma área da vida dele.

Portanto, na realidade Cristã, quando pecamos, nos tornamos fracos espiritualmente, ou seja, nos afastamos de Cristo. Quando deixamos de ter uma vida com Deus através da condenação, falta de oração ou falta da palavra em nossas vidas, também estamos nos afastando de Cristo. Quanto mais afastados de Cristo formos, mais distantes da vitória que Ele conquistou para nós através de Cruz estaremos e mais apagados para o mundo e para o corpo de Cristo seremos. De tal modo, podemos até mesmo morrer espiritualmente, quando nos distanciamos completamente de Deus. Neste caso, estaremos à mercê do mundo, sem nenhuma garantia de vitória e sem nada que nos torne espiritualmente eternos.

PS: ao falar em morte espiritual, lembrei que já escrevi sobre renascimento. Acredito que seja a leitura se relaciona e seja interessante: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2017/10/a-introducao-de-jesus-em-mateus.html

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Certeza de subida ao céu e artimanhas de satanás

É certo que a bíblia diz que satanás é muito astuto. Seu objetivo é penetrar no corpo de Cristo, através da falta de fé dos filhos de Deus, para destruí-los, fazê-los se afastar do Pai, de seus ensinamentos e sua presença.  Mas, para mim, fica claro que algumas pessoas não percebem que a maior atuação de satanás não é sobre a sociedade, mas sobre si mesmas. É sobre isto que desejo escrever hoje de maneira ousada, afinal, sei que minha base bíblica é pequena.

Em Lucas 18:27, Jesus respondeu: “O que é impossível para os homens é possível para Deus” em resposta a pergunta: “neste caso (contexto do texto do jovem rico), quem pode ser salvo?” Em Marcos 10:40, Jesus diz: “todavia, o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados”. Em Mateus 24:36, Jesus diz: “Entretanto, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão exclusivamente o Pai.” É com base nestes versículos que montarei minha argumentação.

 O primeiro versículo nos dá a ideia de que, para Deus, a salvação de qualquer pessoa é possível. Portanto, não cabe a nós julgar quem irá ou não ser salvo, somente a ele. Isto se confirma no versículo seguinte, no qual demonstra que existem coisas que nem mesmo o próprio Cristo pode fazer. Sendo tudo criação de Deus, bem sabemos que, portanto, somente ele pode preparar tais coisas. O papel do homem, portanto, é ter fé, seguir os ensinamentos de Cristo e levar sua palavra à frente. É através disto que a salvação e a graça de Deus se manifestam.

É, para alguns homens, motivo de aflição saber se agradam ou não ao próprio Deus. Tanto é que o jovem rico, mesmo seguindo a tudo o que sua própria doutrina especifica para que ele faça, se preocupa em saber se irá subir ou não, pois não tem essa confirmação dentro de si. Imagino que seja provável que nem mesmo o próprio Jesus saiba que vai sentar a sua direita ou esquerda, pois ele não tem autoridade para outorgar isto e sabemos que há questões que apenas o pai sabe, como demonstrado no terceiro versículo. Assumindo isto como verdade, ainda sim há a seguinte constatação: Cristo sabe que o seu lugar no céu está lá.

Com base nisto, como lidar com a incerteza se estamos agradando ou não a Deus? Ora, isto é uma questão puramente interna, pois agradar a Deus não pode depender de ferramentas externas. Obviamente, precisamos ser nutridos através da palavra, mas sabemos que só é cobrado daquele que recebe. Ter a certeza se agradamos ou não à Deus é ter a certeza se seguimos ou não os ensinamentos de Cristo, pois, afinal, se Deus reservou o lugar de Cristo, também reservará o lugar de todos aqueles que tem a Cristo dentro de si.

Percebam, no entanto, que existem situações em que o coração do homem se expõe a dúvida se segue ou não o caminho de Cristo. Isto acontece quando seu entendimento não é grande o suficiente para ter certeza deste ou daquele caminho. Isto é uma oportunidade grande para Satanás, pois é a partir daí que ele pode montar as mais diversas armadilhas. Afinal, é simples livrar-se desta situação, basta buscar a palavra e orar bastante. Tendo nós a certeza que estamos seguindo o espírito santo, através da oração, e o caminho de Cristo, através da palavra, quem poderá nos apontar o dedo para dizer que não? No entanto, os homens geralmente dão pouca atenção para a leitura da palavra e a oração, preferindo buscar outros caminhos para agradar a Deus.

Um destes caminhos é combater o próprio satanás. Ora, sabemos que o satanás já está derrotado, deste modo, não é nosso objetivo derrotá-lo, mas sim não cair em suas armadilhas. De tal modo que nossa luta não é contra o satanás em si, mas é contra as sugestões que ele pode fazer para que não sigamos o caminho de Deus. Como não seguir o caminho de Deus? Basicamente, não lendo a palavra e não orando. Ora, é certo que satanás gosta bastante daqueles que o combatem em nome de Jesus, pois isto os mantém ocupados, distante da oração e da palavra.

Existem muitos campos de combate que as pessoas podem pensar que são de combate a satanás. O campo físico, quando achamos que, uma vez que pensamos que uma pessoa está com pactuando com o mal, basta violentá-la ou mesmo matá-la que tudo estará resolvido. O campo intelectual, quando achamos que, para combater satanás, é preciso combater algum tipo de ideia maligna tal que poucas pessoas são capazes de perceber tal mal, impedindo que outras pessoas, por si só, sejam capazes de pensar e decidir. O campo espiritual, quando achamos que outros deuses são ameaça ao nosso Deus, e que é preciso fazer algum tipo de cruzada ou censura contra eles.

De fato, creio: satanás está derrotado. Não é preciso que o cristão faça nada além de viver segundo os ensinamentos de Cristo. Isto irá garantir toda a proteção necessária para ele e sua família. No entanto, uma vez que ele comece a combater satanás, ai sim é que os espaços de atuação de satanás são instalados. Veja, esta é a verdadeira obra do inferno, que nos faz desviar do caminho de Deus. Começamos a querer mudar o mundo, livrando-o de satanás, ao invés de querer mudar a nós mesmos e as coisas que estão ao nosso redor, fazendo com que nos tornemos mais semelhantes a Cristo e, portanto, diminuindo a capacidade de satanás influenciar nós e a nossos familiares.

Lembremos: a autoridade de Cristo é na igreja, e isto justifica um dos únicos (se não o único) caso em que Cristo age com agressividade na bíblia. Cristo vai ao mundo para levar sua palavra, seu exemplo e o amor de Deus, e através disto assisti-lo quando requisitado, fazer o bem quando for possível e agir segundo os planos de Deus. Do mesmo modo deve ser aquele que o segue, através da inspiração do espírito santo e da palavra, e deste modo toda sua vida estará protegida e completa, até que Cristo volte e revolucione o modo de viver Cristão de maneira inimaginável para o homem.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Igreja cristã: guardiã da vida

Introdução:
São momentos difíceis os que a igreja passa quando ela se encontra inserida numa região com bastantes problemas sociais. Em certo ponto a sociedade que não acompanha o trabalho que a igreja desenvolve impõe a ela a responsabilidade de atuar naquele local ou a taxa como aproveitadora do sofrimento alheio através de seus dízimos. De fato, a igreja desenvolve um papel de empresa, pois ela tem aspectos físicos a serem gerenciados e se utiliza de diversos aparatos tecnológicos para poder exercer sua função de acordo com o mínimo de expectativa. Algumas vezes até a própria atuação da igreja confunde a divina missão da sua existência com as expectativas que a sociedade impõe a ela. Portanto, acredito ser importante refletirmos sobre qual é o papel da igreja na atuação social.

Origem:
Começaremos partindo do princípio de que a igreja é o lugar aonde conhecemos e damos continuidade aos ensinamentos de Jesus. Sendo assim, é de extrema importância entender quem é Jesus e seus ensinamentos. Muito se pode teorizar sobre o assunto através das escrituras bíblicas, mas acredito ser possível afirmar que todo o ensinamento e exemplo que Jesus trouxe a nós através de sua vinda a terra pode ser resumido pelo amor à vida. Sendo assim, em essência, ser cristão é amar a vida. Cabe ao cristão utilizar todos os ensinamentos de Cristo e sua fé em Deus para buscar dentro de si o caminho para a vida e para o amor, para que assim encontre o sagrado em si e consiga caminhar em paz e prosperidade cristã, realizando o ide de Cristo.

Guardiã da vida:
Não é preciso que Cristo se faça carne novamente para se sacrificar por nós e nos ensinar tudo o que ele já nos ensinou. Sua vinda se mantém viva nas igrejas, que são todas as reuniões aonde haja duas ou mais pessoas que invoquem seu nome. Portanto, a própria atuação das igrejas é a vida de Cristo na terra, através do espírito santo, porque é somente através dele que temos a revelação das escrituras sobre como agir para agradar a Deus. Deste modo, acredito ser possível afirmar que o título “guardiã da vida” se adéqua bem à igreja, pois é na fé e nos ensinamentos de cristo que se desenvolve um ambiente capaz de suportar os comportamentos que geram a vida eterna. Portanto, o ambiente da igreja é um ambiente sagrado, que agrada a Deus, que gera vida.

Divisão da fé:
É preciso observar, no entanto, que cada grupo de pessoas é diferente. São culturas diferentes, situações econômicas diferentes. Isto implica diretamente em uma atuação cristã diferente, o que explica as diferentes formas de atuar de uma igreja. Porém, sendo uma igreja cristã, embora possa ter uma base diferente, seu objetivo final é claro: fazer com que aqueles que creem se assemelhem a Cristo. Qualquer igreja que se desvirtue deste propósito está se desvirtuando de sua autoridade aqui na terra, que é gerar vida. Afinal, há a maior expressão de vida que o próprio Jesus? Cristo também é a expressão da verdade. Portanto, a igreja cristã não pode ter medo da verdade sob nenhum aspecto: nem da verdade ser contra ela ou a favor dela. Em verdade sabemos que Cristo também é fé. Deste modo, tão importante quanto à verdade é a própria fé. Sem fé, a igreja perde o seu sobrenatural, buscando agir exclusivamente pelos meios naturais, sem necessitar da presença de Deus.

Os iludidos:
Há pessoas que acreditam não precisar dos ensinamentos de Cristo para encontrar a vida ou sequer se preocupam com ela, de modo que assumem comportamentos irresponsáveis ou cometem suicídio, mesmo que vagarosamente. Estes são vistos pela igreja como “mundanos” ou “profanos”, pois carregam neles ensinamentos que só funcionam em determinada temporalidade e que não necessariamente levam a vida completa e sagrada, mas sim a vida parcial, que só faz bem a eles e as pessoas que estão imediatamente próximas a eles. Estas pessoas assim o são por serem inundadas pela ilusão de conhecimento suficiente, por não terem sentido a dor da morte em suas vidas ou por nunca sentiram a paz e o amor que um cristão encontra em seu caminho para saber que isto é algo desejável sobre todas as outras coisas. Ora, mas como Cristo, tenhamos amor, pois a única coisa que separa aquele que aceitou a Cristo deles é a revelação da vida eterna.

Os semivivos:
Há cristãos que se convertem sem que tenham morrido para o mundo, de fato. Convertem-se desejando a paz e a prosperidade de Cristo em suas vidas para melhorar suas vidas mundanas. No entanto, muitas vezes eles se esquecem que o princípio de Cristo é o amor à vida, independente de que vida seja esta e estando a sua inclusa. Quando isto acontece, o medo que o “profano” supere a paz e a prosperidade de Cristo se torna maior que o próprio amor. É a partir disto que a igreja, que deveria ser a guardiã da vida, se fecha e se torna guardiã de si mesma, pois ignora tudo o que vem do mundo e perde sua capacidade de converter vidas à Cristo. As paredes da igreja, que antes deveriam representar a presença física de Deus na terra bem como sua capacidade de acolher a quem precisa e ser uma casa de oração, torna-se um muro que separa quem está dentro de quem está fora e perde sua autoridade de vida.

Descaracterização de Cristo:
Isto é algo ruim para todo o cristianismo e mesmo para nossa sociedade, por três motivos principais: o primeiro dele é que isto cria uma imagem diferente de Cristo do que ele realmente é. Ele é a verdade, a fé e a vida, e seu princípio é o amor. Afinal, por amor ele se sacrificou por nós, e sem amor, de nada vale a verdade, a fé e a vida. Ora, quando a igreja resolve se isolar do mundo, é fácil imaginarmos as pessoas que agem de forma mecânica: fazem tudo igual, da mesma forma, sempre. Este não é o verdadeiro caráter da vida, bem como não é o verdadeiro caráter de Jesus, pois a vida se transforma assim como deve se transformar a fé em busca dos caminhos para seguir a Jesus até a sua vinda. Isolamento é algo que certamente Deus não quer para nós, pois ele se manifesta por meio da verdade, mesmo na vida daqueles que nunca ouviram falar dele, pois do contrário a vida destas pessoas não funcionariam nem de modo parcial.

Cristalização da igreja:
O segundo é que a igreja perde sua capacidade de se renovar. Se há alguma verdade, se há alguma vida, certamente há um pedaço de Deus ali, esperando para ser reconhecido e amado pela igreja, e é somente através do amor que seremos capazes de reconhecer este pedaço de Deus que há ali e seremos capazes de convertê-los a vida eterna, que é a de Cristo. Através da vinda daquela pessoa para dentro da igreja, com o que há de Deus nela, há uma renovação da própria igreja, que se parecerá mais com Cristo que antes. Do contrário, imaginemos se a vida da igreja fosse puramente determinada por rituais fechados e sem renovação: poderíamos encontrar Deus em um conjunto fechado de ações se ele próprio é ilimitado? Ora, pois não, do contrário não seria necessário à atuação do espírito santo para que seja feita a vontade de Deus. Apenas através de Cristo, que é amor e que nos concede tal espírito, é que podemos conhecer ao próprio Deus.

A frieza de coração:
O terceiro, a igreja perde sua capacidade de perdoar. O desconhecido muitas vezes é um grande inibidor do agir humano, mas também é um verdadeiro trabalho de fé e sacrifício. Ao lidar com o novo, podemos ser recompensados por Deus e trazer nova vida para a nossa igreja, como também Deus pode achar que aquela não é o momento ou o propósito adequado e fazer-nos falhar, de modo que nosso sacrifício mostrará a igreja que aquele não é o caminho e receberemos o apoio e conforto da igreja como a base para nossa recuperação. Afinal, De que serviria o perdão de Cristo se não cometêssemos erros? Um erro pode ser genuíno, quando realmente inovamos por acreditar que aquele é o caminho, como também pode ser um erro trazido pelo pecado, quando ignoramos os ensinamentos de Cristo e desejamos agir à nossa própria maneira. Se não cometermos erros, mesmo que seja para melhorar a nossa própria igreja, como poderemos perdoar a nós mesmo para aprender a perdoar daquele que está perdido? De um modo ou outro, Jesus ensina o perdão.

O esfriamento:
Quando uma igreja se cristaliza, ela se transforma em uma rocha. No entanto, a rocha já é Cristo, sobre o qual se fundamenta a igreja, de modo que o que atua nela é o espírito santo, que é vivo. Quando deixamos de semear a palavra, deixamos também de transformar a morte dos perdidos em vida para Cristo, de modo que a morte deles será perdida no mundo e irá gerar mais morte. Uma vez que recebida uma nova vida, ela precisará de amor, precisará se sentir parte do reino. Se, como dito anteriormente, a igreja não tiver sabedoria para receber a esta nova vida e tudo de novo que ela traz consigo, ela poderá buscar outra igreja que assim o faça. Deste modo, uma igreja de Cristo morrerá. Porém, isto não é algo que deva ser da preocupação Cristã, pois sabemos que a vitória de Cristo é eterna. O que realmente deve ser preocupante é o esfriamento do amor de Cristo no nosso tempo histórico.

Publicidade da igreja:
Se a igreja cristã como um todo esfriar, a colheita certamente será menor, de modo que perderemos mais vidas para o mundo e perderemos ainda mais a capacidade de plantar. Com a presença de Cristo menor na terra, o mal irá prosperar com mais facilidade, trazendo sofrimento tanto para a igreja quanto para toda a sociedade. Deste modo, um espírito de desespero pode começar a surgir na sociedade. No entanto, não esqueçamos: a principal publicidade da igreja é a vida, de modo que aqueles que sintam o desejo de ver sua igreja crescendo não se preocupem fazê-la crescer por meios naturais, mas preocupem-se em viver, amar, aprender e fazer o melhor que puder pelo próximo assim como Jesus ensinou e escutando a voz do espírito santo. Esta vida irá gera um brilho, típico da luz de Jesus, que irá iluminar a obscuridade da sociedade e chamar a atenção daqueles que realmente buscam a vida eterna. É certo que também chamará a atenção dos semivivos, mas a sabedoria da igreja saberá diferenciar aquele que vive por Cristo daquele que quer somente suas bênçãos.

A fé em Cristo prevalece:
Percebam: sempre será um trabalho de fé lidar com a igreja. Afinal, sem a fé, a igreja se reduz a um grupo de pessoas que não podem dar nada que qualquer outra entidade social possa dar com mais eficácia em menor prazo, pois ela estará limitada aos ensinamentos mortos da palavra, enquanto que as entidades sociais utilizariam todos os métodos naturais possíveis para atingir o seu objetivo. Ora, sabemos que os ambientes aonde não seja necessário a fé são aqueles que certamente a mente perversa daquele que conhece a palavra e todos os métodos naturais já dominou tudo, infectando estes lugares com pecado. É nisto que percebemos: quando Cristo parece mais fraco é quando ele estará mais forte. Sua vitória é eterna e Deus certamente dará modos para aquele que crê consiga vencer o mal de seus tempos e seguir adiante com o amor de Cristo.

Conclusão:
Preocupem-se em seguir a justiça de Deus e todo resto lhes será acrescido. Aos que não estiverem prontos para aceitar vida eterna vinda de Cristo, lancem neles a palavra e o amor que todo resto Deus fará, no tempo e propósito desconhecidos por nós, mas certamente adequados para a vinda de Cristo. Uma vez que a igreja realmente haja por fé e amor, ela certamente será capaz de materializar a presença do próprio espírito santo nela, que dará provisão, sabedoria e proteção para aqueles que buscam. Estando ele na igreja, certamente ele se espalhará pela sociedade, junto com a palavra, trazendo vida para aonde antes havia morte. Deste modo a igreja não será somente um local aonde as pessoas vão para buscar a Deus, mas também será a porta de entrada do reino dos Céus para a terra.  Esta deve ser a ocupação da igreja, e quando menos ela perceber, tudo estará preparado para a volta de Cristo, e ele voltará.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O deserto de Deus

Certo homem já não via mais vida em sua vida. Ele não era compreendido, porque embora ele possuísse recursos naturais, isto não lhe basta. Via nestas coisas apenas morte, de modo que um dia ele mesmo transformaria sua vida em morte se ele assim continuasse. No entanto, conheceu o filho de Deus, que lhe disse: largue tudo o que tem e venha a mim, pois eu sou a vida, o caminho e a verdade. Este homem não pensou duas vezes, agarrou o pouco de vida que ainda lhe restava e foi.

O filho de Deus providenciou para ele tudo o que ele necessitava para que começasse sua jornada em direção à vida, que foi: a palavra, o exemplo e o amor. Em troca, pediu fé, fidelidade e compromisso, pois para alcançar a verdadeira vida seria necessário passar por um deserto próprio para cada homem, providenciado pelo próprio Deus.

Este homem, crente de que não tinha mais vida senão através do filho de Deus, aceitou a proposta. Seguiu para o deserto, e lá conheceu a si mesmo como em nenhum outro momento da sua vida teria oportunidade de conhecer. No entanto, este deserto era estéril, sendo ele o único humano vivo que atravessava lá. Interrogou-se: que farei eu da minha vida se vida não há aqui? O que este Deus faz de mim?

Lembrou-se, no entanto: eu tenho a palavra, tenho o exemplo de como usá-la e tenho o amor que moveu o filho do homem a me salvar! Assim sendo, terei fé, serei fiel e honrarei com meu compromisso de atravessar este deserto. Continuou andando, percebendo, através do ambiente estéril que Deus havia colocado ele, o quanto cada mínimo de vida que existia importava.

Seguiu aprendendo até que se questionou: mas Deus, até quando andarei por aqui? A resposta logo brotou, através da palavra, em seu coração: eu sou o Deus da sabedoria, o Deus da bondade e o Deus da justiça. Se tu acreditas que realmente sou este Deus e que os demais deuses nada mais são que a ausência daquilo que eu sou, confia no que meu filho diz e o segue, pois teu galardão será grande e está sendo preparado.

Esta resposta acalmou o coração do homem. No entanto, dias e dias se passavam e ele não sabia até quando mais iria caminhar. Seu coração se encheu de ira, afinal, a vida que havia dentro de si queria viver. Lembrou-se, porém, que o filho de Deus, mesmo passando por tanto sofrimento, não se enfureceu. Pelo contrário, confiou no pai e entregou sua vida, portanto, deveria ele mesmo seguir o filho e também confiar no pai. Assim acalmou o seu coração, assim seguiu em frente.

Uma última dúvida surgiu neste homem, uma dúvida capaz de converter toda sua luta pela vida através do deserto estéril na mesma morte que ali reinava: este Deus realmente é tudo aquilo que ele diz que é? Para tanto parou de caminhar, ajoelhou-se e orou: Deus, se realmente és tu o deus da Justiça, é justo que faças isto comigo? Se realmente és tu o deus da Bondade, é bom que faças isto comigo? Se realmente és tu o deus da sabedoria, é sábio que faças isto comigo?

Ao proferir estes questionamentos foram sopradas em seu coração, através da palavra, as seguintes palavras: se me amas, meu filho, tende fé e acredita: eu sou Deus. Por amor ele acreditou, e através deste amor seus questionamentos foram respondidos: meu filho, duvidas da minha sabedoria, mas sei bem o quanto podes caminhar se confiares em mim. Meu filho, duvidas da minha bondade, mas ao receber meu galardão, todo sofrimento pelo qual passastes será, para ti, como a lembrança da morte de Cristo na cruz. Meu filho, duvidas da minha justiça, mas eu dei o Éden aos teus antepassados e eles pecaram, é justo que eu espere teu espírito estar preparado para o que eu guardo para ti, para que não pequeis também.

Através desta resposta, o homem olhou para os céus com alegria e orou: Deus, por amor criastes o homem à tua imagem e semelhança para que ele também crie vida. No entanto, senhor Deus, por falta de obediência à tua palavra, que instrui para a criação da vida, eles pecaram e deram origem à morte. Agora sei que este deserto estéril por qual prossigo, meu Deus, nada mais é que resultado da escolha que o homem fez ao tentar ser igual a ti. Mas ao caminhar por este deserto com minha vida, esta que foi dada pelo próprio Cristo, me torno eu um exemplo vivo de que teu filho realmente venceu a morte.

Portanto, meu Deus, caminharei com fidelidade. Caminharei vencendo a morte, dia após dia, até que o galardão que guardas para mim esteja pronto, até que meu espírito esteja pronto para recebê-lo. Sei que somente tu sabes sobre este tempo, sei que somente suportarei esta caminhada praticando a tua palavra. Agradeço-te Deus, pois sei que este pouco de vida que me restou é o suficiente para aceitar à Cristo como meu salvador, e nele serei eterno. Sou um sacrifício vivo para tua obra, meu Deus. Usa-me, traga teu reino através de mim e nele eu prosperarei, pois agora sei que este é o teu desejo desde toda a criação.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Características e funções da igreja e relativismo bíblico

Introdução:
Bem vindos a mais uma postagem. Este dia tem sido estranho, tanta coisa pra fazer que acabo não fazendo nada. Portanto, vou escrever e depois continuar a leitura de Mateus, se der tempo. Hoje venho escrever sobre mais três assuntos fundamentais para a fundamentação do meu pensamento teológico. No entanto, estes assuntos não se baseiam diretamente da leitura que tenho de Mateus, até agora, mas penso que eles estão adequados com o que está escrito na palavra.

Características e funções da igreja:
Pra que serve a igreja, afinal? Penso que em algum lugar na bíblia diz que o congregar no corpo de Cristo é um dos princípios sagrados que agradam ao próprio Deus. Isto, afinal, deve acontecer porque Deus não criou o homem para viver só, e sua a obra e presença ficam mais fortes quanto feitas em comunhão. No entanto, características extras da manifestação da fé começam a surgir através da congregação, e é sobre elas que irei falar agora.

Adaptação da palavra:
Um dos objetivos da vinda de Jesus, como explicado em “Portas do céu”, foi ser o caminho para que as pessoas acessem o paraíso. Portanto, sendo a igreja a representante de Cristo aqui na terra, ela tem função idêntica. Porém, quando começamos a estruturar uma igreja aqui na terra, nos deparamos com questões físicas a serem resolvidas, como geografia, cultura, recursos. Portanto, o conjunto de decisões estabelecidas por determinada igreja determinará como ela atua na terra.

De tal forma que, parece-me, cada igreja tem sua própria forma de acessar a Deus, todas válidas em Jesus. Para entender melhor isto, dou o seguinte exemplo: Jesus falaria da mesma forma à um camponês e a um homem da lei? Imagino que não, afinal, Jesus busca aproximar sua linguagem do cotidiano das pessoas para que elas acessem dentro de si o reino dos céus. Idem a igreja, que desenvolve sua própria linguagem e costume para acessar determinado povo específico e elevá-los a Cristo.

Isto que dizer que cada igreja tem sua base de funcionamento, mas sendo ela Cristã, todas elas devem ter como objetivo final trazer Cristo a terra.  Portanto, é natural que nos identifiquemos mais com um tipo de igreja à outra. Afinal, ninguém é igual. Ainda adiciono mais: Jesus dá a autoridade para todos aqueles que conhecem sua palavra para eles mesmos montarem suas próprias igrejas. Portanto, se alguém não se sentir representado por nenhuma igreja, ele mesmo que monte a sua e convide seus semelhantes. Afinal, desde que sigam a palavra de Jesus e o declarem com o seu salvador, eles possuem a autoridade da vida.

Aprender a relacionar-se:

Outra coisa que faz o congregar ser tão importante é o aprender a relacionar-se. Aquele que se isola do relacionamento humano esfria seu coração. Por mais conhecimento que ele tenha, tanto teológico quanto natural, devido ao seu coração frio, certamente ele se afastará de Deus.  É fácil imaginar que este não é o desejo do nosso criador. É possível concluir que relacionar-se na igreja é um modo de estar próximo ao criador, pois as superações diárias do convívio revelam a natureza humana para a criatura, e a necessidade dela confiar em seu criador para prosseguir.

O conhecimento obtido através do convívio na igreja deve ser aplicado no mundo. Isto significa que, ao aprendermos a nos relacionar com a igreja, estamos também aprendendo a nos relacionar com o mundo natural. Através dos desafios que a igreja nos impõe para adorarmos cada vez melhor, para conhecermos melhor a Deus, aprendemos, com o auxílio das nossas autoridades espirituais, a ser fortes em espírito. Assim, estamos fortes no espírito para realizar as obras no mundo mesmo que não tenhamos o auxílio da nossa autoridade espiritual. É através de obras cheias do Espírito Santo que abençoamos o mundo no tempo histórico que vivemos.

Calibragem no Espírito Santo:
Para finalizar, já ouvi falar de um princípio da bíblia do não escândalo, e somando isto ao fato de que precisamos escutar nossos ancestrais, explicado no conceito fundamental a equivalência do feminino e masculino, encontramos mais uma interessante característica da igreja: a autocalibragem cultural. No entanto, é preciso lembrar que estamos no contexto Cristão, portanto, aquele que deve determinar nossa cultura é o Espírito Santo. Dei alguns exemplos disto no conceito fundamental separação, mas vou dar mais uma breve explicação.

Imaginemos que cada comportamento tenha um impacto no convívio social. Na igreja em específico, este impacto será avaliado três fontes: o pai, a mãe e a autoridade espiritual de quem efetuou aquele comportamento. É preciso que os três estejam de acordo para que aquela pessoa tenha capacidade de sustentar aquele comportamento, de modo a influenciar as outras pessoas a segui-lo. Caso contrário, certamente ela será desestimulada a continuar com aquele comportamento. Se, ela ainda assim seguir em busca daquilo, significa que existe algo mal construído na vida dela, que fatalmente a levará a algum pecado.

Dado que ela consiga sustentar aquele comportamento, é chegada a hora da própria comunidade sentir o impacto daquele comportamento. A comunidade poderá segui-la ou ignorá-la. De qualquer forma, quem decidirá isto é o próprio amadurecimento espiritual das pessoas que pairam ali, de modo que a igreja se adapte às características culturais de cada local. Portanto, é perfeitamente possível um comportamento que é mal visto em uma igreja ser comum em outra, e ambas as igrejas estarem alinhadas no caminho do senhor.

Obviamente, na realidade, isto não acontece. É comum, primeiro, a igreja sofrer o impacto, para depois haver a intervenção da autoridade religiosa. Ainda, precisamos contar que nem sempre todos que entram na igreja têm uma boa estrutura familiar, faltando-lhes a figura materna e paterna, de modo que eles irão precisar suprir isto da maneira que o espírito lhes revelar. De qualquer forma, nenhuma igreja deverá ser perfeita assim como nenhum humano o é, somente Cristo, que é o destino final de ambos, igreja e humano.

Existem, ainda, muitas pessoas que precisam elevar-se espiritualmente para se adaptarem ao convívio na igreja. Certamente elas se sentem incomodadas com certos comportamentos que em essência não são maus. Portanto, este é o momento adequado para que elas amadureçam, e é esperado que elas tenham o auxílio de sua autoridade espiritual, da palavra ou mesmo do próprio Espírito Santo, através da oração, para tanto. Desta forma, a igreja se acostuma a receber vidas, e através disto crescimento, ao invés de se acomodar ao seu nível espiritual e deixar que o mundo decaia.

Relativismo bíblico:
Certa vez ouvi que um dos maiores inimigos atuais da igreja é o relativismo bíblico. Não sei se ainda é válido ou como a igreja tem se comportado a tal ataque, mas gostaria de deixar clara aqui minha posição na seguinte afirmação: este não é nosso inimigo. Digo isto pois acredito que o relativismo não é a causa, mas sim a consequência de um profundo processo de transformação que nosso mundo está sofrendo, e este processo tem haver com a crise de autoridade. No entanto, antes de explicar melhor um pouco isto, gostaria de dissertar o quão estranha me parece ser a ideia de que o relativismo é o inimigo.

Imaginemos, pois, uma pessoa que acredite na relatividade do gênero. Outra, no entanto, mostrará a bíblia e afirmará: Deus diz que se criou o homem e a mulher, e assim deve ser. Porém, aquela que acredita na relatividade dos gêneros dirá: não concordo com isto! Minha interpretação é outra. E logo haverá a acusação do relativismo bíblico, que fechará a discussão. Portanto, finalizamos com a seguinte situação: uma, por algum motivo, busca provar uma visão diferente daquela dita pela bíblia, enquanto que outra busca provar, através das escrituras, a visão da bíblia. Elas, não encontrando conciliação, se afastaram, fugindo da unidade de Deus. Portanto, percebam: a palavra de Deus, ao invés de causar união, causará separação.

É certo que Deus nos pede para nos separar do mundo e olhar para as coisas espirituais, e sua palavra certamente é nosso guia espiritual. No entanto, percebam que a pessoa que busca provar algo diferente do que está na bíblia irá se afastar do corpo de Cristo, perdendo a oportunidade de aprender. A que está no corpo de Cristo, por outro lado, perderá a oportunidade de encontrar formas de demonstrar a aquela pessoa que aquilo que ela acredita está errado. afinal, ela estará afastada à deriva das mentiras do mundo ou em busca da verdade de Deus fora das escrituras, tendo que passar por todo tipo de engano que ela poderia aprender conhecendo a palavra, mesmo que discordando de parte dela.

Isto me parece ser uma situação não desejável. Afirmo isto porque é possível imaginarmos que as pessoas que buscam ser contrárias a bíblia estão imersas em algum tipo de mentira demoníaca, e quando elas se afastam da igreja, afasta-se também a oportunidade da igreja descobrir e buscar formas de salvar pessoas desta mentira. Portanto, a igreja perde aquilo que de mais valioso há na terra, que são as vidas dos fiéis. O mesmo caso pode ser aplicado às pessoas com diferentes religiões, muitas vezes espiritualmente menos evoluídas. No entanto, é preciso deixar clara diferença entre as pessoas que buscam à Deus, mas estão submersas em mentiras, das que se convencem a servir Satanás através das mentiras e destruir a igreja. Que o espírito nos guie com a sabedoria para que diferenciemos o trigo do joio.

Ora, se aplicarmos nelas diretamente a palavra, sem que elas tenham tempo de absorver e buscar dentro de si aquilo que a palavra diz e comprovar como verdade, como esperamos que elas amadureçam espiritualmente? Certamente fazemos o contrário, a afastamos do amadurecimento, e ainda mostramos que somos nós quem precisamos amadurecer. O mesmo se aplica a quem faz mau uso da bíblia para desenvolver uma religiosidade que faz mal ao invés do bem. Não devemos atacá-las simplesmente com palavras, mas sim convencê-las através do espírito, através do exemplo, e utilizando as escrituras para validar que seu exemplo é a verdadeira vontade de Deus, assim como Jesus vez ao vir para cá.

Jesus, com sua vinda, não somente nos ensinou a verdade, como também nos mostrou que é possível vivê-la. Este é o verdadeiro amor de Cristo, esta é a verdadeira força de Cristo. As palavras certamente tem poder, contudo, quando usadas com amor, certamente são imbatíveis. Certo Cristão pode se ver frustrado ao perder certas batalhas, mas que ele mesmo se lembre de que tais batalhas são perdidas por ele, mas não por Cristo, e que nenhuma palavra lançada por ele, em Cristo, voltará vazia. Orar para ter um bom relacionamento com Deus e rogar por sabedoria certamente diminuirá suas frustrações e lhe mostrará boas colheitas, mas que principalmente seu amor por Cristo torne digno seu sacrifício. Aquele que vive por Cristo não vive pela alegria, mas por sua vida eterna.

Acredito que todo relativismo caí quando um Cristão levanta suas mãos em adoração. Porém, quem convence um Cristão a adorar é o próprio Espírito Santo. No entanto, isto é o que verdadeiramente tem se tornado mais difícil, sendo esta a verdadeira batalha a qual a igreja enfrenta. Afinal, a falta de estrutura social ao quais muitos países são submetidos faz com que o Espírito Santo dificilmente encontre pessoas preocupadas com ele, mas sim com a carne. Nestes casos, como podemos esperar que o Espírito Santo atue aonde ele não é buscado ou autorizado a agir?

Deus certamente respeita o livre-arbítrio, por isso mandou seu filho Jesus para convencer aos primeiros Cristãos a aceitarem-no, e estes foram as sementes que se espalharam pelo mundo. Estas sementes foram plantadas em terra fértil, geraram frutos, que se transformaram em sementes que chegaram até onde estamos atualmente. Porém, é certo que é necessário cada vez mais oração para que a verdade nos seja revelada pelo próprio Deus de modo que saibamos como plantar neste tempo histórico a semente de Cristo, para que assim a colheita continue a crescer. O verdadeiro inimigo, portanto, não é o relativismo bíblico, mas sim a própria igreja, que deverá orar a Deus sabedoria para seguir o bom combate ao qual Jesus nos capacitou, de tal modo que preparemos cada vez mais a terra para a atuação do Espírito Santo.

Conclusão:
Foram dois textos pesados nesta postagem! O primeiro será classificado como minha série de conceitos fundamentais acerca da teologia que eu acredito, já o segundo como liberdade espiritual, afinal, não estou propriamente fundamentado para desenvolver uma crítica tão profunda a igreja, portanto, estou usando de liberdade para tanto. Há um conceito entre o primeiro texto e o outro texto mencionado no primeiro, no entanto, vou deixar como está por enquanto, mas talvez eu faça outro texto somente com tal conceito e reorganize este dois. Está começando a ficar meio confuso, mas depois eu organizo direitinho de acordo com a necessidade de uso. No mais, finalizada mais esta postagem. Um abraço a todos e até a próxima!

domingo, 15 de outubro de 2017

Mateus e relacionamentos

Assumindo o lugar de Deus:
Quando te achas importante o suficiente para não ter tempo de orar a Deus, mandas uma mensagem a Ele: estou no teu lugar, não preciso de ti, dou conta! Alerto-te, neste caso: esteja preparado para aguentar o peso da responsabilidade do mundo nas tuas costas, pois estás tu mesmo te colocando na posição Dele. Afinal, preferes tu contar contigo mesmo, teu próprio esforço e sabedoria que aproveitar tua presença com Ele e adorá-lo, confiando que Ele resolverá ao modo e à sabedoria Dele tudo aquilo que está além de ti.

O peso, a graça e a honra:
Estes dias, ao ir louvar à Deus na igreja, senti um certo peso. Nada mais era que minhas preocupações invadindo o meu ser. Ao escutar isso, um amigo meu comentou que nosso pastor comentou que o peso do mundo nos impede de louvar. Isto ficou na minha cabeça. Associado a isto, em Mateus 11:28-30, Jesus diz: vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; encontrareis descanso para vossas almas. Porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Acredito que esta visão não seja novidade na igreja, pois já ouvi uma ministração que falou algo parecido com a que estou falando, e o pastor de hoje também disse que o cristão tem sua cruz, mas que ela era leve, citando também este versículo. No entanto, esta noite surgiu um questionamento: por que uns são capazes de suportar mais peso que outros? Ou, reformulando a pergunta, por que uns são mais que outros?

Muito se fala na nossa igreja sobre a graça. Em 1 coríntios 1:27 diz: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Portanto, acredito que com base neste versículo, é possível afirmar que a graça de Deus é algo imprevisível para os homens. Ora, qual seria o efeito de qualquer homem ser agraciado por Deus, se não ter a capacidade de carregar um peso maior que outros?

Desta forma, encontrei uma conexão interessante entre dois conceitos. A graça e o peso da cruz. Muitos podem questionar-se: mas por que carregar um peso maior seria uma graça? Isto me parece ser claramente respondido por outro conceito bastante citado lá na igreja que estou frequentando, que é a honra. Aquele que suporta maior peso, é mais honrado. E ele só suportará mais peso se a graça de Deus estiver nele, do contrário, ele estará carregando uma cruz maior que ele, e isto certamente não agradaria a Deus, pois o levaria a morte a qual Jesus já sofreu.

Ora, a honra é como uma forma de beleza. Assim como a beleza, a honra é uma finalidade em si, um elemento capaz de satisfazer o viver humano. Portanto, ser uma pessoa honrada é algo desejável. Por ser desejável, assim como a beleza, pode haver quem a queira através de artifícios humanos, mas a verdadeira honra vem apenas de Deus, pois é ele que nos dá a graça para suportar o peso da cruz de maneira leve e suave, mas ainda sim seguros de que a vida prosperará. Toda honra que vem de Deus é boa, mesmo que não entre para a história. É ela que alimenta nossa sociedade. Idem para beleza.

Separação:
Há um versículo interessante para que possamos introduzir o tema, em Mateus 5:32, no qual Jesus diz: Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.

Este versículo pode assustar ou parecer injusto para quem o lê sem entendimento, mas é preciso considerar que Jesus considerava que Deus criou um homem para uma mulher, e, portanto, um só casamento bastava. Portanto, o homem que colocasse sua mulher em posição de adultério, se ela o cometesse, este se separaria dela ou teria de aceitar o fato ocorrido. No entanto, caso ele se separe, não poderia mais se casar com nenhuma outra mulher, pois já era casado. Idem pra ela, e por isso que qualquer um que se case com ela também é adultero.

No entanto, ainda sim, há uma questão complicada neste versículo. Casar e assumir que, por isso, um casal irá ficar junto para o resto da vida, é um conceito complexo e que pode levar as pessoas à separação de sua comunhão com Deus ao invés da verdade plena. Pelo menos eu considero isto. Afinal, implementar apenas parte da verdade, como se ela fosse uma verdade completa, pode ser uma mentira pior que deixar que a verdade seja encontrada por si só.

Portanto, o que fazer numa situação destas? Para responder a esta pergunta, é bom que se tenha lido o conceito fundamental Renascimento. Nele está a chave para compreendermos uma visão harmônica e justa desta situação. Afinal, assim como a primeira vida, um casamento pode ter se iniciado com bases espirituais enganosas. Portanto, eu acredito que, quando há o renascimento do espírito, este mesmo espírito é lavado de um casamento ruim, pois é uma nova vida. Desta forma, percebam que os ensinamentos sagrados não nos obriga a nada. Ele apenas dá suas instruções divinas para que alcancemos aos céus, se assim acreditarmos na sua palavra.

Como foi dito no renascimento, tudo aquilo que foi construído em bases sagradas pode ser convertido para uma nova vida. Isto pode incluir o casamento, se ele resistir. Mas certamente incluirá os filhos, pois toda vida é sagrada. O convívio poderá ser convertido ou não, a depender do espírito no qual as coisas ali estão construídas. Lembremo-nos dos frutos que aqueles que vivem no espírito de Deus carregam consigo: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Quaisquer relações que apresentem estas características, certamente há algo de Deus nelas.

Assim como no renascimento, é preciso tomar cuidado para que o casamento não se torne algo banal. Este cuidado é tomado através do conceito de promiscuidade, que diz que todo comportamento sexual que avance os limites aceitáveis dentro da cultura podem ser pecaminosos. Há o pai, a mãe e/ou as autoridades religiosas de cada um dos envolvidos em um namoro, assim como a comunidade. Toda esta dinâmica de relacionamento, por si só, é capaz de determinar um comportamento sadio de construção de relacionamento que leve ao casamento, desde que todas estas pessoas estejam comprometidas com o espírito santo. Ser promíscuo é ignorar estas coisas, o que levará a desequilíbrio a ser tratado através de oração.

Lembremos que, em Gênesis, Deus criou um homem para uma mulher. Isto ainda é verdade, pois quando o homem ou a mulher renascem, é bom que eles esperem por seus pares para que assim agrademos a Deus. Sei que foge um pouco ao tema, mas para finalizar: relações sexuais por si só são vazias, a menos que aconteçam como consequência de toda a construção de vida. Neste caso, todo o vazio das relações sexuais é preenchido com vida, tanta vida que chega a transbordar tanto no espírito quanto no físico. Afinal, é através do sexo que novas criaturas são geradas, e é através do amor do pai e da mãe que novos filhos de Deus o são.

PS: o vídeo da ministração: https://www.youtube.com/watch?v=ADXNDbECEOw

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Desafiando os trabalhadores da vinha

Achaste a mim injusto porque sou bom a eles? Porque, afinal, trabalhaste mais? Ora, pois, trabalhaste na segurança da minha fazenda, na boa obra, sobre minha proteção. Olhe para estes homens, são filhos de Deus tanto quanto tu, e o que faziam eles enquanto tu trabalhavas? Acaso vês ocupação mais importante que o serviço ao teu Senhor? Ocupação que te agrada mais que esta? Se existir, vá, e descobrirás, assim como estes homens que buscam a mim descobriram, que não existe nada lá fora melhor que servir ao teu verdadeiro senhor. Mas, lembra-te, sou o senhor da justiça. Eram eles criaturas, arriscaram-se como criaturas, e, portanto, o tempo lhes será reconstituído. É por isto que eles receberão o mesmo que ti. Tu, no entanto, se fores, irás como servo meu por teu desejo, não pelo meu, sendo justo com os que ficam que a tua recompensa seja menor. Vá, se teu coração pede isto, e se voltares, te receberei com braços abertos, assim como a recebo todos.

Os últimos serão os primeiros

Todos estão numa corrida pela vida. Cada um usando o máximo da sua energia, buscando chegar em primeiro lugar, com medo da morte que busca aqueles que ficam para trás. No entanto, nem todos conseguiam seguir o ritmo, e os que corriam a frente se tornaram egoístas demais para olhar para trás. Alguns, vez ou outra, conseguia recuperar um caído, perdendo sua posição na frente e nada mais além disto.

Dos que ficavam pelo caminho, a maioria desistia, caiam exaustos e não conseguiam mais sequer olhar para frente. Outros, ainda, tentavam correr, mas já perdendo os que corriam de vista, já desistiam, indo ao chão em espera da morte. No entanto, havia os poucos que não buscavam mais olhar para frente nem para baixo, mas sim olhar para cima.

Estes, que se recusavam a morrer ao levantar seus olhos, viam o céu se abrindo e o próprio Deus descendo, entregando a eles duas instruções: construa a minha obra e leve nela os que buscam viver. Agora, os que antes lutavam pela vida, vivem em regozijo por servir ao próprio Deus, sabendo que não há honra maior para quem busca a vida que esta. Vivem, portanto, no bom combate.

A obra trata-se de uma máquina, que nem mesmo seria terminada naquela geração. Mas para aqueles que aceitavam trabalhar na obra, pouco importava, pois seu coração estava cheio da felicidade vinda das vitórias. Gerações após gerações, o povo de Deus anda através da pista, recrutando todo aquele que não consegue olhar pra cima, estando ele ainda em pé ou não chão, mas que dentro de si exista a vontade de vida.

Os que subiam, viviam através da obra de Deus. Os que nem mesmo através da obra viva de Deus encontravam a vida, eram alcançados pela morte, e, portanto, esquecidos pela eternidade. Assim a obra, que é uma máquina, geração após geração fora sido construída, cada vez mais veloz, cada vez por gerações mais capacitadas na obra, assim como Deus projetou no início.

Com o projeto concluído, a obra de Deus leva a todos para a vida em muitas ordens de grandeza a mais que aqueles que antes corriam desesperados, fixados a frente, sem nunca olhar para trás. Não demorou muito até que os últimos, vencidos pelo cansaço de suas próprias existências solitárias, através da obra de Deus, alcançassem os mais rápidos dos primeiros que corriam.