segunda-feira, 9 de abril de 2018

Algumas mensagens sobre Cristo, parte 6

--- A disciplina é quando algo externo pede ao ser humano que ele siga reto a um propósito ou resultado. A retidão é quando algo interno pede ao ser humano que ele siga reto a um propósito ou resultado. Acaso não achas que o reino de Deus não tem disciplina e retidão? Pois saiba que Deus espera de nós que cada um frutifiquemos de acordo com os dons que ele deu para nós. Se isto te escandaliza ou te preocupa, então leia a palavra e confio no espírito santo que há dentro de ti.

No entanto, se tens de dar tanto resultado quanto o mundo, e a palavra diz que até mais, o que diferencia então o reino de Deus do governo do mundo? Ora, quem domina o governo do mundo é o império do mal. Lá os resultados são produzidos através da mentira, do sofrimento, do fermento que faz crescer mas não nutre. No reino de Deus, entretanto, os resultados são obtidos através da palavra e da oração. No governo do mundo as pessoas esperam dar resultados para que sejam recompensadas, para que tenham prazer. Já no reino de Deus, buscamos dar resultados porque Deus nos capacitou para isto, buscamos dar resultado por amor, porque Deus nos amou primeiro.


--- Durante algum tempo venho buscando uma forma sistemática de separar a autoridade política da religiosa. No entanto, uma vez que eu faça isto, estou assumindo que o reino de Deus funciona através de leis, como era no tempo de Moisés, e não através de seus princípios e do espírito santo. Portanto, vos afirmo: é impossível separar a autoridade religiosa da autoridade política.

Como faremos, no entanto, se aqueles com autoridade religiosa usarem o nome de Cristo para crescer através da política, mas não através do amor? Como, também, evitar que o inverso aconteça? Concluí que não precisamos fazer nada para evitar este tipo de coisa. Afinal, quando isto acontece, o evangelho de Cristo é profanado e sem Cristo tais coisas não irão prosperar.

Portanto, a resposta sobre como agir com a mistura das autoridades políticas e religiosas é simples: você vê a Cristo nelas? Se sim, então as respeite. Se não, mostre a elas quem é Cristo através das escrituras ou busque autoridades que realmente o sejam. Percebam, portanto, que em última instância, Cristo deve estar no coração de todo cristão, e este é o única coisa que podemos confiar para que sua volta ocorra.


--- Muitas igrejas usam o nome de Cristo de forma inadequada. No entanto, não se assuste com isto. Lembre-se de que todo aquele que leva o nome de Cristo não é inimigo[1], e que um reino que briga entre si não prospera[2]. Leve para ele, portanto, a forma adequada de levar o nome de Cristo, e se ele realmente tiver Cristo em seu coração, certamente considerará sua autoridade ou te revelará algo novo, mas se não tiver certamente cairá.

1: Marcos 9:39-40
2: Mateus 12:26

terça-feira, 3 de abril de 2018

Reconciliando o efêmero com o eterno

No mundo natural, toda causa tem um efeito, que por sua vez é a causa de outro efeito. Deste modo, uma pessoa natural sempre terá um motivo pra explicar tudo aquilo que ela faz. Sempre poderá dizer que foi algum sentimento, que foi induzido por algum comportamento inadequado, que a fez errar.

É tentador pensar que apenas a tomada de consciência deste processo é o suficiente para impedir este ciclo. No entanto, isto é um mero engano. Afinal, cada pessoa natural é plenamente resultado do seu mundo natural, de modo que, mesmo ela buscando conscientemente não dar continuidade este ciclo, dentro dela não há nada mais além do natural, que, por sua vez, também é constituído de causa e efeito.

Ora, qual outra força seria forte o suficiente para resgatar qualquer um deste mundo de escravidão, que se estende desde o começo dos tempos, além da palavra? Afinal, somente ela pode elevar o ser humano do plano natural para o plano espiritual, de modo que ele vença todas as suas limitações naturais. Afinal, aquele que tem a palavra no seu coração responde ao que é efêmero com o eterno, anulando assim o ciclo de escravidão da causa e efeito da natureza e elevando-se ao plano espiritual, aonde verdadeiramente é livre para trazer os céus ao plano terrestre.

Assim construimos o reino dos Céus aqui na terra, quando o coração de cada homem se eleva ao eterno, trazendo de lá coisas para a dimensão do espaço e tempo. Ora, pois, isto não significa que o ser humano não terá dentro de si elementos efêmeros, como fome ou sede, ou que não cometerá erros durante este processo, aonde as vezes passaremos fome e as vezes nos afartemos demais, ou mesmo misture dentro de si aquilo que é natural com o que é espiritual. No entanto, tenhamos consciência que temos dentro de nós o ministério da reconciliação, de modo a nos capacitar a unir aquilo que é eterno, a palavra de Deus e a sua presença, com aquilo que é efêmero, nossa própria carne e nossos pecados.

Cresçamos, pois, no espírito, para que cada vez mais sejamos capazes de responder ao que é natural com o que é espiritual. Como filhos de Deus, nascemos pequenos, mas o desejo do pai é que cresçamos. Lembremos que todo processo de crescimento também é envolto em erros, uma vez que se estamos fazendo algo novo e não temos a onisciência, fatalmente haverá acidentes. Aquele que não erra, pois, certamente não está crescendo, não atingindo assim o propósito que Deus preparou para nós. Quanto maiores no espírito, maior nossa capacidade de reconciliar o reino do Céu com o governo do mundo, destruindo assim o império do mal.

Saibamos que quando crianças no espírito, estamos aprendendo. Quando jovens no espírito, estamos conquistando nosso espaço no mundo. Quando adultos no espírito, estamos trazendo a presença de Deus para a terra. Quando anciãos no espírito, estamos auxiliando todas as demais gerações a orquestrarem-se para que o reino prospere. Não te apega, no entanto, naquilo que aparentava ser, pois somente Deus conhece tua verdadeira natureza. Te apega a palavra e no que Deus deseja de ti, teu crescimento. Assim a vitória de Cristo será consumada não somente no espírito, mas também na natureza.