quinta-feira, 19 de abril de 2012

Publicação: Um merda feliz e Domínio do conhecimento

 Também é arte

Olá amigos. Cá estou eu escrevendo mais uma vez para o blog. Desta vez demorou para o velho senso de dever vencer a preguiça. Hoje irei falar sobre uns poemas, mas antes, vamos às novidades: continuo firme com minha rotina de estudo. Não tão pesada quanto eu gostaria, mas ainda sim forte se comparada a maioria dos estudantes. Junto a rotina de estudo, também preparei uma rotina de exercício que até o momento está me satisfazendo muito. Inclusive, hoje é dia, assim que terminar esta postagem. Embora eu esteja nesta rotina apertada, tenho tido algum tempo para ter algumas idéias. Na verdade, talvez até mesmo esta rotina apertada, que consiste de novos ambientes e costumes e me permite experimentar novas coisas, tenha inspirado alguma coisa. Provavelmente algumas destas coisas serão escritas aqui no blog, basta minha coragem deixar. Hoje, como já adiantado, só irei falar duas coisas que eu escrevi apenas à caráter experimental. Quis, de certa forma, sintetizar uma simbologia forte e que comunicasse o meu desejado. Foi disto que surgiram os dois poemas que serão mostrados a seguir, mas, desta vez, não farei comentários sobre eles. Pelo menos por enquanto.

Um merda feliz.
De que a felicidade é constituída?
Por definição, eu sou feito de merda.

Precisarei mudar para constituir uma felicidade?

Para que irei eu, um merda, querer viver?

Se nunca encontrarei a felicidade em lugar algum.
O que é preciso ter para possuir a felicidade?

Algum tipo de poder? Algum objeto comprável?

E os fracos e sem dinheiro, nunca serão felizes?
Crianças pobres morrem de fome e desejam comer,
Enquanto obesos ricos desejam emagrecer.

O que se nota nesta confusão sobre a felicidade,

É que ela não se encontra em objetos ou status.
Nem em classe social ou econômica, poder ou fama.
Todos buscam a felicidade, independente do que sejam.

Nisto se conclui que ela é imaterial, transcendental.

Nunca terão o suficiente aqueles que buscam erroneamente.
Para isto, terão de buscar naquele que é o lugar mais próximo,
Mais difícil e mais comum a todos: dentro de si mesmos.

Deste modo eu descubro de que se constitui a felicidade:

Ela se constitui do que eu sou, do que há dentro de mim.
É assim que mesmo sendo um merda, eu sei que sou feliz.


Este próximo não tem formato de poema, mas também foi sintetizado. Esclarecer que quando eu digo sintetizado, quero dizer que foi criado ao método de erro, tentativa e construção de acordo com o objetivo. Ou seja, não é algo que vem através e unicamente da inspiração, e que tende a demorar um ou dois dias, pelo menos, pra ser concluído. Este não tem título, mas qualquer referência da analogia do conhecimento sendo dominado igual a um cavalo selvagem é comôdo.

O conhecimento é como um cavalo selvagem. No começo parece indomável, até que haja a coragem para a primeira tentativa. Haverá várias quedas, mas a cada uma delas se notará que foi possível permanecer um pouco mais no cavalo. Quanto mais forte ele for, mais preciosa será sua montaria. É preciso ter força para cair e levantar tantas vezes forem necessárias até dominá-lo, segurá-lo pelas rédeas e fazer dele o que bem quiser.

Encerramento: Enfim amigos. Espero que tenham gostado do que foi escrito por mim. Agora eu estou escutando Tuatha de Danann, ter jogado Settles Online, de alguma forma, me fez voltar a gostar dessa banda. Além disso, ela tem uma ótima sonoridade. Ainda continuo muito admirador da Lady Gaga, mas quero continuar explorando o mundo da música e não deixar a comodidade da velhice me possuir. Por falar em jogo, este jogo não tá atrapalhando muito a minha rotina de estudo pois, até agora, só precisa de meia hora por dia para fazer os ajustes na economia necessários. To gostando desse jogo também porque nele me sinto um arquiteto/economista, e isto me faz pensar sobre o quanto é difícil organizar uma cidade mal estruturada, e o quão é difícil também estruturar uma cidade. Os governadores devem ser pessoas com bastante conhecimento e boa vontade para ter paciência de absorver e utilizar de forma eficiente as ferramentas que o conhecimento traz. Boa noite a todos, até a próxima postagem.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Imersão artística e princípios das pressões de expectativa exterior e interior

Olá amigos. Percebi que esta seria uma ótima manhã pra escrever porque eu estou sem nada pra fazer e, para acentuar isto, a internet está ruim. Porém, demorei a iniciar a postagem por falta de assunto, foi então que eu me lembrei de abrir meu bloco de notas com os lembretes e vou escrever sobre algum assunto que está lá, apenas para atualizar o blog mesmo. Sobre as novidades, esta semana há algumas. Como provavelmente eu já informei em alguma postagem anterior, eu quase trocava de pré-vestibular, mas acabei não fazendo isto por alguns estresses que haveria no processo de troca por estar ficando algum tipo de laço com o meu pré-atual. Mas isto me revelou uma questão bem preocupante: minha dependência do pré-vestibular. Algumas pessoas com quem conversei me afirmaram que o aluno não pode ser dependente do andamento do pré-vestibular, tendo que, portanto, encontrar formas de estudar sozinho. Fazer isto é um grande problema pra mim, que não sei como iniciar o processo de estudo individual, se irei fazer da forma certa, e se o que estou estudando é ou não valido, e nem se o quanto eu estou estudando é o suficiente. Além disso, falta disciplina até mesmo para trabalhar em cima dessas perguntas, isto é algo que eu pretendo fazer hoje de tarde ou depois. Vamos agora à postagem.

Imersão artística:
Mais uma vez volto ao conceito de arte para a psicologia evolutiva, que é toda e qualquer técnica que mexa com os sentimentos humanos. Mas de alguns tempos prá cá eu observei que não somente a técnica mexe com os sentimentos humanos, como também o contexto. Foi isto o que me induziu a pensar na “imersão artística”, que é o esforço em se posicionar na posição do artista ou do objetivo da arte para sentir a mesma coisa que as pessoas envolvidas sentem, para então entender os sentimentos e o propósito do que está sendo produzido.O exemplo mais interessante que eu me lembro atualmente é o caso de uma banda russa chamada t.A.T.u., duas lindas garotas que produziam um som futurista bem trabalhado e se apoiavam principalmente  na temática do homossexualismo para fazer com que suas letras, um tanto subliminares, fizessem algum sentido. As letras dão a entender que falam sobre elas lutando contra o preconceito e os desafios que um casal lésbico vive, e todos sentiam que isso era verdadeiro e se identificavam com o que estava sendo produzindo, sentindo os mesmos sentimentos que elas estavam vivendo e superando, por serem lésbicas.

Porém, elas não eram lésbicas. E isto desmanchou toda a magia e o sentimento de estar superando os desafios que o clima das músicas transmitia. Tanto é que no começo da banda, elas faziam certo esforço para parecem lésbicas, contudo, após revelarem que eram heterossexuais, a banda entrou em declínio. Outro exemplo interessante foi o de Azaghal, num vídeo do Jovem Nerd, que, por não concordar com a ideologia do jogo, não se sentiu a vontade em empenhar esforço para alcançar o objetivo que o jogo propunha. Porém, em outros vídeos, quando ele concordava e entendia racionalmente a dificuldade ou os sentimentos que determinado feito representavam, ele se esforçava para sentir a mesma coisa que os personagens sentiam.

Estes dois exemplos mostram que o racional influencia absurdamente na forma como a arte é sentida. Por ser racional, e partindo do princípio que o humano controla seu raciocínio, é possível fazer uma imersão artística para buscar entender e posteriormente sentir tudo aquilo que o artista está produzindo, se assim houver o desejo. Porém, principalmente para as mentes não tão bem trabalhadas no autoconhecimento, esta é uma tarefa complica. Compreender isto é importante, principalmente para quem produz ou aprecia arte, pois através deste conhecimento é possível entender e desenvolver várias funções para a arte, e posicioná-la de várias formas diferentes. Na realidade, muitos artistas já percebem isto intuitivamente, assim como os apreciadores, porém, para evitar confusões, ações despropositadas, e para aumentar a eficiência da produção e apreciação artística, é bom ter estes conhecimentos em mente.

Princípio das pressões de expectativa exterior e interior:
Faz algum tempo que eu percebi isto, porém, não tive paciência e nem estava encontrando a linha de raciocínio correta para expressar essa idéia da melhor maneira possível na última vez que eu fui escrever, o que me fez guardar este assunto para outra ocasião. Desta vez vou fazer diferente, provavelmente vai funcionar. Observando a sociedade como um todo, percebi que existem algumas pessoas que acham determinadas posições naturais pra elas, a tal ponto de se envolver completamente com tal posição. Em alguns casos, esta posição era de alto nível de poder humano, em outros casos, baixo nível de poder humano. Isto me fez pensar o que faz cada pessoa aceitar a imagem que transmite para a sociedade e se envolver com isto em vez de buscar algo melhor ou diferente, foi então que eu desenvolvi um princípio, chamado princípio das pressões de expectativa exterior e interior.

Ele se baseia principalmente nas propriedades humanas de sempre buscar a melhor forma de evoluir e de se adaptar ao meio. Na prática, ele ocorre da seguinte forma: cada pessoa busca, para si, a melhor forma de evolução. Para tomar esta decisão, ela utiliza principalmente duas formas de julgamento: o julgamento interior, que são os resultados que ela observa que consegue alcançar através de seus conhecimentos instintos e racionais, bem como seus recursos individuais, e o julgamento exterior, que é o que as pessoas esperam dela e como elas reagem a cada resultado alcançado por aquela pessoa. Quando uma pessoa tenta se desenvolver em uma área que a maioria das pessoas não esperam, ela sofre um certo tipo de pressão de expectativas, que pode ser observado principalmente através do preconceito na  resistência em apreciar e valorizar. Quando, por outro lado, a maioria das pessoas espera algo de alguém, este alguém sente uma pressão enorme para atender aquelas expectativas, e quando não atende, a maioria das pessoas jogam nela sentimentos de depreciação e decepção, dentre outros ruins.

Embora a tendência seja a maioria das evoluções ocorrerem com estes dois tipos de pressões equilibradas, é possível evoluir quando há o desequilíbrio. Isto ocorre quando a pressão interna é forte o suficiente para suportar a pressão externa, em termos práticos, a pessoa é capaz de resistir a todo o preconceito e olhares depreciativos até as pessoas reconhecerem aquilo que ela está tentando produzir, como também pode ocorrer quando a pressão externa é maior que a interna, quando as pessoas sabem que aquela pessoa é capaz de produzir algo que mesmo ela não sabe que é capaz, mas através do incentivo acaba conseguindo fazer. É preciso observar que em algum momento a evolução individual precisa encontrar a grupal, pois o processo de evolução humana não se completa se for apenas individualmente. Seguindo a analogia de pressão para este comportamento, a pressão interna e a pressão externa, embora em desequilíbrio, precisam se encontrar em algum momento para ambas seguirem o fluxo da evolução, porém, elas não precisam necessariamente estar em constante equilíbrio.

Encerramento:
Bom amigo, por hoje é só. Eu pensei em escrever sobre mais dois temas, mas não vou fazer isso agora porque a postagem irá ficar muito grande e também porque eu ainda preciso trabalhar neles. Um está relacionado com os traumas de infância que podem determinar o futuro, quero entender como isso pode ser determinante nas escolhas de um adulto, e também sobre como comportamentos artificiais, ou montados instintivamente através da observação, podem gerar uma dinâmica social vantajosa. Estou acumulando textos não revisados este mês, pois este será o terceiro, mas a preguiça é maior. Enfim, até a próxima postagem e abraços.