domingo, 28 de outubro de 2012

Publicações: Resposta de afirmação; Materialização do ser; Mais pequenos pensamentos

Introdução:
Olá amigos. Hoje vou escrever este rápido texto para publicar algumas coisas. Antes de começar, vamos às novidades. Esta semana foi muito curiosa, senti novamente aquele breve prazer irracional de estar perto de algo grande e misterioso. Já passou, mas é bem interessante como isto é um combustível para a vontade humana. Algo que me incomoda muito é esta minha impessoalidade, algo que eu estive pensando durante algum tempo. Ela, como deve ser fácil perceber, surgiu da minha necessidade de entregar meu ser ao racional como uma tentativa de não deixar com que meus sentimentos interfiram em minhas linhas de raciocínio e na busca pela filosofia. Porém, minha impessoalidade é, na verdade, uma posição instintiva, tal como qualquer outra. Sinto-me preparado para avançar, e começar a construir uma identidade. Ano que vem veremos se eu farei tudo o que planejo e desejo, ou se algum fator desconhecido irá me desviar do pretendido. A postagem de hoje não conterá nenhuma teoria nova, apenas publicações. O motivo de eu não estar trazendo nenhuma teoria nova hoje é pelo fato de que eu realmente não observei nada de necessariamente novo, só revisei algumas situações e observo a necessidade de reorganizar a estrutura das minhas teorias. Vamos à postagem.

Resposta de afirmação:
Podem me chamar de medroso aqueles que têm coragem para entregar sua ideologia às suas experiências. Podem me chamar de fraco aqueles que dizem que eu resumo a metodologia como forma de me tornar forte. Mas saibam, todos estes que vêem em mim o medo e a fraqueza de não assumir meu próprio ser e minha própria sorte, que eu estou lutando por algo que vai além de mim, das minhas experiências ou dos meus sentimentos. Eu luto por uma utopia! E o sentimento de não alcance à utopia não será o suficiente para invalidar minhas conquistas.

Algumas vezes eu me pergunto se vale à pena dedicar tanto esforço para compreender o comportamento humano, e incluindo o meu, sendo eles são seres tão relativos e complexos. E chego a conclusão de que se eu passar metade da minha vida aprendendo a ser um bom humano, a outra metade eu viverei sendo um bom humano, e isto para mim, principalmente na fase adulta e idosa, é algo muito vantajoso. Não é raro encontrar pessoas que mesmo na velhice ainda não entendem vários aspectos importantes da vida, e que por isto não desenvolvem uma boa qualidade de vida, ou adultos que, por não entender a lógica dos sistemas humanos, se entregam facilmente a corrupção, aos maus desejos e não conseguem tirar prazer do que constroem dia-a-dia. Portanto, mesmo demorando metade de uma vida para eu aprender a ser um bom humano, acredito que isto é um bom negócio. Se eu estiver errado, não será a primeira utopia errada que surgiu neste mundo, nem a última.

Síntese de pensamentos:
“O ser humano é prático, aprende vivendo e é movido por desejos. A única utilidade da teoria é prever a realidade para que ele encontre o que deseja antes de viver.”

“Não se limite ao que você é condicionado. Um humano apenas tem a força de mil e isto demonstra que o conhecimento cresce em função exponencial, mas somente quando os gatilhos das associações tecnológicas são acionados. Portanto, sempre busque quebrar seus próprios condicionamentos, seus próprios limites, e então encontrarás a verdadeira forma de explorar a realidade.”



Materialização do ser

Todo porquê precisa do seu como.
Todo como precisa do seu porquê.
O porquê está contido no humano.
O como está contido na realidade.

Quando apenas existe o como,
Ele é o universo, desconhecido.
Quando apenas existe o porquê,
Ele é a vontade, inquietante.

O universo direciona a vontade,
A vontade descobre o universo,
Dois fatores em retro-alimentação.

Quando o porquê se vincula ao como,
A inquietude consegue se direcionar,
E, finalmente, o ser se materializar.

Por: Leandro de Andrade Moura


Encerramento:
Em resumo, a postagem de hoje foi muito mais breve que o normal. Já está tarde, e ela foi motivada principalmente pela vontade de postar meu novo poema. Pensem que ele deu um trabalho pra sair, mas estou satisfeito com ele. Irei tomar banho e ir dormir para a aula amanhã. Ultima semana antes do ENEM, amanhã irei assistir mais uns vídeos de resumo para a prova como forma de me preparar melhor. Embora eu tenha desistido de estudar da maneira convencional, acredito que estas pequenas ajudas possam ser boas, melhor que nada. Após essa semana haverá revisões para a UPE, as quais eu também pretendo me dedicar. Também estou fazendo um rascunho de livro sobre poemas, talvez fique bom. No mais, abraço para todos e até a próxima postagem.

domingo, 21 de outubro de 2012

Considerações sobre o consciente e inconsciente e públicações de: Consciência dos caminhos, Divina existência do ser e resumo interpretativo do artigo de Nietzsche.

Introdução:
Olá amigos. Daqui a umas semanas será a prova, e eu não estou estudando. É difícil mudar este comportamento, mas amanhã tentarei fazer algum esforço para o ENEM. Quanto as novidades, passei a semana fazendo um CD de dança bem legal. Poucos erros foram encontrados, e vai ser interessante utilizá-lo como forma de ficar mais saudável e com maiores conhecimentos sobre linguagem corporal, sem contar que o trabalho de arte deste CD, especificamente, ficou ótimo, é bonito de se ver. Também continuo trabalhando nos poemas com o tema “o humano consciente de si”, estão ficando interessantes, de alguma forma. Pretendo escrever um ensaio para cada um deles, e alguns, inclusive, eu já escrevi. Isto será outro algo trabalhoso. Hoje eu tirei o dia para escrever um poema e agora escrever sobre os temas de hoje, que são fruto do meu empenho em entender as nuances consciente e inconsciente. Também vou postar alguns poemas da citada temática anterior, sendo que um deles não faz parte necessariamente da temática, e provavelmente em outra postagem irei fazer um ensaio sobre eles.

Considerações sobre o consciente e o inconsciente:
Antigamente eu já tinha feito algumas hipóteses sobre como funciona o cérebro humano, inclusive, fiz um diagrama para representar isso (link aqui). Neste diagrama, eu apresentei o funcionamento geral do cérebro, com a entrada de informações e o fluxo delas entre as memórias e a saída. Eu ainda penso que o cérebro funciona de modo semelhante ao apresentado neste diagrama, e será em cima deste esquema que iremos trabalhar, embora eu precise fazer uma atualização deste gráfico com minhas mais recentes descobertas. Sendo assim, assumiremos que o “Consciente” é o módulo de simulação, e que o “inconsciente” é o conjunto de pré-definições que estão na memória. Minha intenção é explicar como acontece, de forma mecânica, a relação entre o consciente e inconsciente. Embora eu já possa ter feito isto antigamente, suponho que agora eu um aprofundamento teórico maior pra fazer esse tipo de análise. Antes de continuar, é preciso levar em consideração os conhecimentos desta postagem: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html

As pré-definições instintivas são resultado das experiências armazenadas na memória e os sentimentos relacionados a elas. Se determinada simbologia é associada a um sentimento, sempre que esta simbologia for invocada, o sentimento irá junto. Isto acontece de forma inconsciente, ou seja, independente da vontade da pessoa, sempre que ela acionar uma simbologia na sua memória, o sentimento associado a esta simbologia irá junto. É quando entramos no módulo de simulação, ou no consciente. Lá ocorrem as associações entre memórias, experiências de forma controlada e as operações lógicas. De modo geral, é quando o instinto trabalha em cada experiência de forma individual, tem a liberdade de simular variações destas experiências e pensar nas possibilidades de atitudes e em como as coisas podiam ser diferentes. Desta forma, após interpretar a experiência de modo diferente após analisar as possibilidades, o inconsciente poderá associar aquela experiência a novos sentimentos ou poderá extrair novos comportamentos, que irá influenciar no modo como ele agirá em situação parecida.

Diferente do inconsciente, o consciente pode ser trabalhado de forma mais livre. A quantidade de informações que são invocadas enquanto o humano está mais consciente é maior, ou seja, quando ele encontra uma simbologia, ele sente se precisa de novas informações para interpretar aquilo e vai procurar ou se as informações que estão em sua memória recente são o suficiente para continuar interpretando aquela experiência. Quanto mais concentrada a pessoa estiver em seu consciente, maior será a atenção que ela irá dar para a experiência e para suas variações e interpretações e para a busca de informações na memória, chegando a tirar, inclusive, atenção do ambiente. O inconsciente, por sua vez, atua com maior intensidade em momentos em que o humano não tem tempo ou condições para fazer associações para buscar a melhor alternativa. Neste caso, o humano reage através de suas pré-definições, ou seja, se ele programa seu instinto a agir de determinada forma com tal experiência, seu instinto não irá fazer outra coisa senão aquela, porque é a única que ele sabe que irá ter vantagens e, dependendo da ocasião, ele não irá querer tentar coisas novas para não se arriscar.

Levando em consideração os níveis de raciocínio, um raciocínio de alto nível é aquele em que as simulações são feitas com experiências bem enraizadas na memória, importantes, e que estão associadas com coisas que a pessoa faz o dia-a-dia e que, devido a aquele pensamento, ela irá alterar o modo como ela faz tal algo. Um pensamento de baixo nível de raciocínio é aquele que é feito a esmo, sem relacionar as informações com as experiências na memória e sem levar em consideração no que aquele raciocínio poderá mudar a forma como ele age um dia. De forma geral, estou assumindo aqui uma interpretação prática sobre o consciente, assumindo que sua principal função é raciocinar novas formas de agir para se tornar melhor. O inconsciente, no caso, pode ser interpretado como um conjunto de gatilhos, que é ativado e modificado durante o raciocínio do consciente, mas que, contudo, dependendo da situação, desencadeia reações de forma irracional, levando a pessoa a fazer coisas que conscientemente ela não faria. Normalmente isto ocorre quando há acúmulo de sentimento em uma experiência, ou quando há uma situação que exija uma atitude instintiva.

Por fim, é possível assumir que o consciente, na verdade, é um prolongamento do inconsciente. Quando o humano vai pensar em determinada coisa, ele assume os valores do inconsciente e processa este algo de forma consciente, ou seja, buscando relacionar as informações e explorando as associações. Portanto, um inconsciente mal organizado e cheio de experiências associadas a os sentimentos estranhos, cuja função não está adequada a aquela experiência em termos gerais de evolução, pode levar a uma interpretação errada da realidade. Um exemplo é a pessoa ter uma experiência ruim com determinado algo, e assumir que todo mundo que experimentar este algo irá ter a mesma experiência que ela, e, devido a isto, lutar contra este algo, quando na verdade este algo faz bem a uma razoável quantidade de pessoas. Embora talvez ela nunca seja capaz de entender o porquê as pessoas se sentem bem com aquela experiência, as pessoas se sentem, e se ela não levar isso em consideração, ela irá assumir que as pessoas não se sentem bem com aquilo e irá lutar contra aquilo de forma errônea. Buscar o conhecimento enraizado em fatos, não em sentimentos, é uma das metodologias para evitar erros como estes.



Consciência dos caminhos

Segue teu caminho, aquele que tu constrói com teu esforço.
Descubra novas coisas, aquelas que realmente te satisfazem.
Prova, humano independente, que és o melhor que podes ser.
Então serás capaz de respeitar o caminho que segues, e seguir.

Lembra-te que vinculada a tua escolha não está somente tu,
Está também a forma com a qual te encaixas na sociedade,
A história da tua família, de teu país, do mundo onde vives.

Como humano precisarás produzir, competir, ter saúde e prazer.
Dinheiro e imagem são apenas ferramentas para estes elementos.
Mas será o teu caminho que te proporcionará isto, a tua evolução.

Se estiveres certo, serás capaz de provar a verdade da tua certeza.
Se errares, foi o erro mais sincero, fruto da tua busca pelo melhor.
Será tua a responsabilidade das conseqüências de teus atos e apostas.

Então entenderás o que cada um encontra para seguir seu caminho,
Terás certeza de que somente eles podem seguir os deles, e tu o teu.
Será quando tu responderás: eu sou o que sou porque sou; e viverás,
Porque isto é o poder de explorar e modificar tanto quanto desejares.



Divina existência do ser

Existo por causa sol,
Que bombardeia sua energia a mim.
Ela precisa ser gasta,
Crio e destruo apenas para sentir.
Seja o prazer e a dor,
Tudo aquilo que busco construir.
Assim tomarei formas,
Surgem minhas regras e condições.
Posso aceitá-las ou não,
Sou o deus da minha própria mente.
Exploro as possibilidades,
Sou o deus da minha própria existência.




Padrões na beleza

Eu sinto beleza naquilo que valorizo.

Eu valorizo a beleza sexual,
porque ela demonstra ser melhor em me dar prazer.
Eu valorizo a beleza inocente,
porque ela me induz a certeza de que será só minha.
Eu valorizo a beleza comprada,
porque ela surge da ostentação que poucos podem manter.
Eu valorizo a beleza alternativa,
porque ela desenvolve novas formas de alcançar o desejado.
Eu valorizo a beleza atlética,
porque ela sabe o valor do esforço e desenvolve boa saúde.
Eu valorizo a beleza meiga,
porque ela acha diversão e satisfação nas pequenas coisas.
Eu valorizo a beleza festeira,
porque ela encontra humor até nas adversidades da vida.

Existirão tantas belezas quanto forem os valores,
Eu valorizo a tua beleza, pessoa valiosa pra mim,
porque ela é o resultado da tua busca pelo melhor.


Todos por: Leandro de Andrade Moura


Resumo interpretativo por mim e por Bruno Pontual acerca do artigo da "obra" no Wikipédia de (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche) Friedrich Nietzsche.

"O objetivo do homem é vencer, e ele vence quando conquista a realidade, pois isto indica que ele conseguiu se superar. Embora a realidade seja coisas que "dançam ao acaso", o homem se condiciona a uma perspectiva, e para ele é preciso descobrir o que é bom e o que é ruim, o que é a vitória e então buscar ela. Quando ele faz isto, ele supera a realidade, pois, neste caso, ele supera sua própria perspectiva e encontra sua vitória nela, que é sue objetivo. São virtudes verdadeiras de quem vence: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Os ausentes destas virtudes estarão para sempre presos a sua própria perspectiva, não alçando, portanto, sua vitória, pois são estas as virtudes necessárias para o homem se superar."

Encerramento:

Hoje eu ia falar um pouco sobre condicionamento, mas eu lembrei já ter falado sobre este assunto em uma postagem anterior, e ele se chama "configuração mental". Portanto, agora percebo que o que eu devo fazer é conseguir aliar os conhecimentos de condicionamento e consciente e inconsciente ao gráfico do bem-estar evolutivo, junto também com o sentimento de empatia, muito importante para a imagem. Ou ainda eu posso estar com sono demais para falar sobre o que eu realmente quero falar de condicionamento, depois irei reorganizar esta postagem caso isto for percebido. Os poemas públicados aqui fazem parte daquela temática, exceto o segundo. O terceiro ainda está em processo de revisão, mas será algo parecido com aquilo ao ser finalizado. Minha área de trabalho está uma bagunça, vou organizar tudo isto daqui há uns dias. Vou lanchar para ir dormir agora, boa noite para vocês e até a próxima postagem.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sentimento de empatia e pequenas publicações

Introdução:
Mais um texto, mais novidades: estou viciado em jogar “FTL”, um jogo de nave estilo “Roguelike” muito bem feito. Sexta, sábado e metade do domingo foram consumidos por ele. Vou tentar parar segunda pra voltar a estudar. Ultimamente eu tenho escrito alguns poemas, mas também escrevi textos, vou publicá-los aqui no blog hoje.  A maioria deles só são síntese de pensamentos que não foram organizados em estrutura de poema por não serem importantes o suficiente ou serem breves demais, mas ainda sim comunicam coisas interessantes. Outro dia eu tive uma idéia de começar a fazer pesquisas de laboratório de uma forma bem simples: fazer um questionário pras pessoas responder e utilizar essas respostas pra provar uma propriedade. Embora isto não seja tão científico, já é um inicio para desenvolver idéias com base em resultados apresentáveis. Agora vamos para a postagem de hoje, que surgiu curiosamente depois de eu ter ido a uma palestra de comportamento no mundo virtual, em que o autor falou sobre “empatia”, que de forma resumida é o sentimento de envolvimento e identificação que as pessoas que vivem na internet não têm pelas pessoas que vivem em outros ambientes e vice-versa. Embora eu não soubesse como explicar teoricamente este comportamento, ele ficou gravado na minha memória. Após refletir bastante, consegue encontrar uma ligação entre o sentimento de empatia e minhas teorias. Vamos a ela.

Sentimento de empatia:
Sentimento de empatia é aquele que surge devido à identificação instintiva positiva. Isto acontece porque, devido à enorme capacidade de associação do cérebro humano, quando ele encontra em algo ou em alguma pessoa elementos que nos é comum, o cérebro joga os sentimentos associados a este algo a também aquela coisa. Esta identificação pode ser positiva, simpatia, ou negativa, antipatia. Exemplos: quando uma pessoa gosta de determinado tipo de comportamento, a tendência é que as pessoas que se comportarem daquele jeito também caiam no gosto dela. Ou ainda, quando existe algo que uma pessoa detesta, como a roupa que o ex-namorado dela usava, e alguém usar o mesmo tipo de roupa, a tendência é que este alguém passe automaticamente a não ser bem-vista por aquela pessoa. Isto porque, nos dois casos, o cérebro tende a associar que o mesmo motivo que faz com que uma pessoa seja boa, e, portanto, apresente determinada característica, fará com que a outra pessoa que apresente tal característica também seja boa naquilo. Isto costuma ser verdadeiro para a maioria dos casos.

A questão é que o sentimento de empatia é um pouco mais profundo que simplesmente associações quanto a simbologias. Isto porque existe a tendência de haver uma associação entre o ser, em que a pessoa se vê no lugar da outra. Basicamente, em dado momento, o instinto de uma pessoa associa que se aquilo acontece com alguém, e este alguém é parecido com ela, então existe a chance de acontecer com ela também. É a partir disto que o sentimento de empatia, que não precisa ser necessariamente positivo ou negativo, surge, e então algum sentimento surge e normalmente a pessoa é motivada a agir como gostaria que alguém agisse com ela. Isto é um comportamento importante, pois com isto se torna possível entender o porquê certas pessoas sentem quando outras pessoas estão em situação ruim, e ignoram quando outras pessoas estão nesta mesma situação. Um bom exemplo é quando alguém vê um drogado na rua e simplesmente o ignora, imaginando que algo como aquilo nunca aconteceria com ela e sua família. Um dia, seu filho passa a se drogar, e então ela perceber que aquilo também pode acontecer com ela. A partir deste dia, sempre que ela olha um drogado, ela se lembra da família dele e isto gera algum sentimento, que antes não existia.

De forma geral, todos podem ser iguais, se o critério de empatia for “ser humano”, como também todos podemos ser diferentes, se o critério de empatia for “conjunto de idéias e experiências”. A partir desta linha de raciocínio é possível assumir que a escolha do critério de empatia é variável de pessoa a pessoa. Ou seja, elas valorizam o critério de empatia que mais se encaixam com seu estilo de vida. Contudo, é possível assumir que exista um critério médio de empatia para a maioria dos estilos de vida, que é aquele em que a pessoa sente empatia essencialmente pelas pessoas com o mesmo estilo de vida dela. Com isto se conclui que pessoas com mesmo estilo de vida tendem a se ajudar, enquanto que pessoas com estilos de vida diferentes tendem a serem indiferentes umas pras outras. Um bom exemplo disto foi a escravidão, em que a cor foi utilizada como um forte critério de empatia. Devido a ela, surgiu duas classes, os negros e os brancos, em que os brancos dominavam e não sentiam nenhum tipo de empatia pelos negros. Foi isto que permitiu que eles fossem usados como foram sem que as pessoas achassem absurdo de modo ponto de impedir a escravidão.

O sentimento de empatia também pode ser muito observado nos eventos competitivos da sociedade. Durante a competição, é preciso haver algum tipo de negociação entre as relações políticas para que, ao mesmo tempo em que as pessoas se tornem fortes umas com as outras a ponto de vencer, também sejam poucas o suficiente para que o prêmio final não seja dividido com muita gente, e, portanto, se torne mais valioso. Nestas organizações atua também o sentimento de empatia, pois as pessoas precisam escolher parceiros de forma rápida e sem muita avaliação, e decidem isso pela imagem e empatia. O sentimento de empatia pode ser usado como forma de persuasão. Foi ele um dos fatores que tornaram possível a escravidão. Por isto, é preciso ter cuidado em como usar o sentimento de empatia em uma competição ou na hora de avaliar o que é justo ou não para as pessoas.

Foi pensando no tipo de pessoa que utiliza a empatia para fazer alianças políticas e conseguir se tornar melhor sem muito esforço que eu pensei na seguinte: “O ser quer que seus semelhantes sejam melhores que seus diferentes e que ele seja melhor que seus semelhantes. Quando todo aquele diferente se torna semelhante, a diferença que antes era ignorada agora se torna evidente, e novos diferentes surgem dos semelhantes. Disto torna possível observar que todos são semelhantes e diferentes ao mesmo tempo, tudo depende do critério valorizado. A semelhança e a diferença se tornam, portanto, apenas um mecanismo de agregação de poder para aqueles que buscam, através disto, se tornarem melhores sem muito esforço.” Este pensamento pode ter sido um pouco forçado, mas acredito que é possível observar sua existência por ai, como o EUA que faz seus cidadãos trabalhem poucos e que chineses trabalhem muito.

PS: no terceiro parágrafo, quando foi explicado que as pessoas normalmente tendem a agir como gostariam que agissem com ela, isto é provavelmente influência da mecânica do desejo, que faz as pessoas querer o melhor. Como elas são associadas a outras pessoas, elas acabam querendo o melhor para outras pessoas também. Mais sobre desejo em:  http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html

Contextos da realidade:
Havia um pequeno papel escrito "impossível". Não satisfeito com sua situação, determinado garoto usou suas mãos e rasgou o "im" deste papel e provou para si próprio que o impossível", na verdade, pode se tornar "possível" de acordo com seu desejo. Convencido disto, buscou o que queria, e não conseguiu.

Insatisfeito, ele foi perguntar ao seu deus o porquê daquilo não ter dado certo, se o papel o provara que funcionava. Seu deus então o mandou escrever outro papel novamente com a mesma palavra. Porém, desta vez, ele deveria rasgar o papel usando apenas seu desejo, e nenhuma outra ferramenta.

O garoto ficou horas olhando para o papel, desejando que o "impossível" escrito ali se tornasse "possível", e desistiu. Chegou a conclusão que realmente era impossível fazer isto apenas com a força do seu desejo. Precisava de mais, precisava de suas mãos, ou de qualquer outra ferramenta que exercesse a mesma função.

Pequenos pensamentos:
“Quanto mais distante do número áureo e dos valores de beleza sociais, maior será o esforço para encontrar a beleza.”

“A verdade é todo mecanismo lógico que compreende e manipula os fatores da realidade. A realidade universal é tudo aquilo que por si só existe, e a realidade humana é aquilo que depende do humano para existir.”

“O que fazer quando se sabe o que se deve fazer mas a vontade não surge? Talvez seja essa a hora de sofrer, para então o instinto acordar para a realidade e se entregar a sua vontade. Ou ainda seja essa a hora de descobrir o que realmente se deseja, de conhecer a si próprio e descobrir se aquele algo realmente deve ser feito por você ou se tudo deve mudar, e então ter coragem de mudar.”

“As únicas pessoas de quem preciso é de mim mesmo e de quem gosta de fazer as mesmas coisas que eu. Então, se eu estou sozinho, a culpa é minha e daquilo que eu faço. Cabe a mim decidir se este é ou não um bom caminho.”

Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Vou jogar um jogo de dança com a finalidade de fazer exercício. Uma coisa que me preocupa é sobre a dificuldade de ser saudável. Conheço muitas pessoas inteligentes que caíram no sedentarismo. Será isto algo realmente tão difícil assim? Este pensamento me perturba, pois se for, ele quebra um pouco da estrutura teórica que eu idealizei. É esperar o tempo responder. Independente disto, dançar por si só é um exercício bem interessante, pois envolve elementos de conhecimentos sobre como fazer o movimento e recondicionar a memória corporal para executá-los. Além disso, também há a linguagem corporal, que é algo bem interessante e instintiva. Depois, vou tentar jogar mais um pouco de LTF, vai ser difícil largar esse jogo para estudar, ele tem muito conteúdo interessante, e um sistema de várias possibilidades, típico dos roguelikes. Hoje eu planejava falar também sobre objetivo de recondicionamento, mas se eu começar agora, só terminarei daqui a umas duas ou três horas, e vai ficar tarde. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.