quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Resumo: Projeto nacional: o dever da esperança, por Ciro Gomes.

Ciro Gomes livro Projeto Nacional Dever da Esperança

Este é um resumo bem informal, feito para uns amigos, que resolvi compartilhar aqui para posterioridade. É apenas um ponto de vista pessoal do que foi lido, pode conter erros, imprecisões, etc. A introdução do livro se dá por um lembrete de que ele foi escrito às vésperas de uma pandemia, e toda analise que se faz nele se torna crítica por causa deste fator. O prefácio é escrito por Mangabeira Uber, que anuncia que Ciro é um intelectual que dedicou a vida para conhecer novo povo e também que não podemos brincar, pois o desenvolvimento do nosso estado-nação é o único caminho real de emancipação do nosso povo. Em seguida, Ciro introduz uma análise histórica acerca do Brasil. Revelou que o Brasil já teve um projeto de país, liderado por Getúlio Vargas e seguido por outros nomes, como Juscelino Kubitschek, mas que foi interrompido pelas forças armadas. Não que as forças armadas não deram continuidade ao projeto de país, mas o fez através de financiamento externo ao invés de fazer as reformas para dar a estrutura econômica necessária para nosso país. Isto significou, portanto, um desenvolvimento sim, mas com sérios problemas sociais e uma dívida em dólar. Esta dívida, devido à mudança de política dos EUA, quando ele aumentou a taxa de juros, fez quebrar vários países latino-americanos, Brasil incluso. Foi neste período que começou a hiperinflação.

Ciro relata que sua geração venceu todas: conseguiram redemocratizar o país, conseguiram vencer a hiperinflação. No entanto, Ciro alerta: a hiperinflação brasileira não é somente uma doença da moeda, é um projeto de poder, pois perdurou 30 anos, algo não visto em outro lugar do mundo, pois conseguiu estabelecer um esquema que suga o poder de compra da maioria pobre brasileira enquanto corrige a poupança daqueles que conseguiam acumular dinheiro no banco. Ou seja: foi um mecanismo de transferência de capital, dos mais pobres para os mais ricos. Isto foi vencido, porém, foi preciso abrir mão de algumas coisas para estabilizar o país. Queimou-se reserva internacional e também fixou-se uma taxa de juros exorbitante, que devia ser temporada, mas acabou não sendo, pois a elite podre brasileira encontrou nisto o mecanismo de transferência de capital que tivera perdido anteriormente com o fim da hiperinflação. Foi demonstrado que o Brasil é um dos dez países mais desiguais do mundo, e a depender do método de avaliação, o primeiro. Ainda, essa desigualdade só piora nos governos Temer e Bolsonaro e será ainda mais agravada pela pandemia.

Isto fez o Ciro decepcionar-se com o partido que ele ajudou a criar, também fez ele sair do governo. O fez até perder a esperança na vida pública, seguindo a carreira privada e acadêmica temporariamente. Nisto tudo ele aponta o PT que, ao entrar no poder, ao invés de buscar as reformas reestruturantes necessárias para acabar com as desigualdades do país e permitir o crescimento de uma indústria forte, acabou por escolher o caminho mais fácil de negociar com o capital e continuar financiando o rentismo. O resultado disto foi que o grande capital e os pobres sentiram alívio, mas a classe média foi onerada. Por fim: o PT cooptou os líderes políticos da maioria dos partidos sociais, o que desestruturou toda a luta social durante 16 anos, e por isto o povo se tornou incapaz de organizar em torno de interesses maiores que não o próprio. Isto foi um processo despolitização promovido pelo PT enquanto estava no poder para não precisar lidar com as contradições das suas atitudes. Ciro relata isto com tristeza, e afirma nisto a nossa falta de capacidade de lidar com o bolsonarismo.

O bolsonarismo, por sua vez, continua o processo de sabotar quaisquer reformas necessárias para corrigir a grave situação do Brasil. Pelo contrário, a pretexto do neoliberalismo de goela do Paulo Guedes, que pouco conhece do Brasil e demonstra não saber o que está fazendo nesta pandemia, sendo o real uma das grandes moedas com maior desvalorização no mundo, vende nossas empresas estatais estratégicas à pretexto que de que a iniciativa privada é melhor em tudo o que faz. Esquece-se, porém, de princípios importantes como o do mercado para que isto seja verdadeiro, e, portanto, coloca pontos estratégicos da infraestrutura brasileira na mão de desconhecidos. Um exemplo disto é que o EUA não permitiu que uma das suas grandes empresas privadas de tecnologia fosse vendida para China enquanto que o Brasil permite vender a Embraer, que tem muito investimento do governo, seja vendida para o EUA. A Embraer é uma pérola nacional, pois conseguiu desenvolver boas tecnologias com pouca coisa e se destaca no mundo da aviação. Toda tecnologia seria transferida para o EUA, neste caso.

Ele então anuncia o projeto de país dele. Trata-se de baratear tudo quanto possível através do trabalho e da inteligência do povo brasileiro, enquanto buscamos aprimorar o que de melhor nós temos, e ainda buscando uma presença soberana no equilíbrio de poderes nacional, dando uma grande atenção às forças armadas. Falou-se, portanto, de 4 grandes setores: o médico, o do petro-quimico, o de defesa e o agronegócio. Também citou da necessidade de incentivar a inovação e reestruturar a construção civil. Por fim, deu sua opinião sobre as necessárias reformas tributária, educacional, previdenciária e política, demonstrando através de exemplos, dados e estudos que suas propostas são praticáveis no que há de mais moderno no mundo. Citou a necessidade do nosso povo compreender que nosso estado não é grande em áreas chaves, como saúde e educação, como os liberaróides anunciam com orgulho, mas que possuí um enorme peso na sustentação do rentismo. Também citou a necessidade de re-espiritualizarmos nosso povo, ou transformar nossos valores culturais, de um consumismo fútil e insustentável para a existência do planeta para um processo de consumo e produção responsável, que não somente se preocupa com o ato de consumo, mas com o ato político e ecológico do consumo.
 
A importância de cada setor é explicada: o médico, pois 80% dos medicamentos comprados pelo Brasil são importados que já possuem patente vencida. Isto significa que uma equipe de engenharia reversa poderia conseguir produzir no Brasil tais medicamentos, diminuindo a necessidade e a dependência do externo e valorizando nosso povo. A petro-químico: a Petrobrás é uma grande expoente tecnológica no mundo e, no entanto, vendemos petróleo para comprar seus refinados. Isto é um absurdo quando há refinarias brasileiras paradas podendo fazer este trabalho. O da defesa: é inconcebível que tecnologias chaves para defesa nacional estejam na mão de outros países. Nosso país precisa ter capacidade de dizer não para potências externas, e para isto é preciso se defender. Isto é um princípio de soberania. Lembrou dos casos de espionagem americana ao Brasil denunciados por Snowden e Julian Assange. E, por fim, o agronegócio: é o único destaque do Brasil atualmente, no entanto, está sofrendo. É preciso um forte investimento no estado orientado à fortalecer o que já é forte, pois grande parte dos insumos do agronegócio ainda hoje são importados e o governo Bolsonaro parece fazer pouco caso do agronegócio brasileiro quando faz acordos com o trumpismo puramente baseado em subserviência.

Durante todo o livro Ciro demonstra que ele não conhece estas coisas somente da boca pra fora, mas sim por uma busca profunda por respostas. Também mostra que dedicou sua vida à vida pública, e que por isto tem moral para falar sobre o que precisa ser feito. Demonstra resultados positivos nas diversas oportunidades que ele teve de agir como executor, os excelentes índices de saúde, educação e finanças públicas de Sobral. Também agradece a todos aqueles do campo acadêmico que o ajudaram a construir seu pensamento e também agradece aos seus pais, servidores públicos de baixo-clero, mas que o ensinaram a amar o país e a entender o quão revolucionário é um estado bem desenvolvido, a sua esposa, filhos, etc. Por fim reflete: se ele quisesse ser presidente do Brasil, como um dos governadores mais jovens, como aquele que ajudou o plano real, dentre diversos outros feitos políticos, ele certamente já teria o feito, porém, recusa-se, pois deseja somente ser presidente do Brasil quando o país estiver pronto para fazer as reformas necessárias para encontrar seu caminho de soberania e de processo civilizatório que será capaz de dar exemplo ao mundo e, quando isto chegar, estará pronto para dar sua vida para tanto.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Impureza e linguagem religiosa e a produção de consenso

 Introdução:
    Olá a todos. Hoje vou escrever um pouco sobre algumas peculiaridades sobre a forma como eu vejo as linguagens religiosas. Escrevo com um certo cansaço, pois atualmente estou num processo bastante quanto à questão profissional. Estou terminando uma faculdade de tecnologia, mas não consigo me enxergar trabalhando na área, embora eu esteja consigo terminar todas as cadeiras da faculdade. Acredito que isto tenha mais haver com a falta de capacidade de projetar uma identidade. De qualquer forma, creio que o próprio tempo se encarregará de resolver isto, bastando a mim ter equilíbrio suficiente para passar por isto. Portanto, todo este processo me deixa cansado até para escrever sobre minhas ideias referentes a filosofia. Mas, aproveitando um dia desocupado, vamos escrever, ressaltando porém que boa parte da experiência que eu estou usando para produzir estes textos advém do Cristianismo e sua história, porém, acredito que eles são generalizáveis.

Impureza:
    Acredito ser possível afirmar que é comum em linguagens religiosas haver a figura do “impuro”. Ou seja: são elementos, práticas, símbolos, objetos, cuja propriedade é tirar a pureza daquilo com o qual eles entram em contato. Pureza neste contexto acaba tendo um valor implícito, pois uma vez que algo é puro significa que todo o seu ser é bom, enquanto que algo impuro significa que embora aquele ser tente demonstrar somente sua bondade, há algo de mal nele. Em outras palavras, em uma sociedade é comum que as pessoas busquem demonstrar sua melhor face, enquanto que a melhor face de alguém pura representa ela toda, e é boa, a melhor face de alguém impura representa apenas parte dela, sendo a outra face, portanto, oculta e má. Assim entende-se o porquê da pureza ser valorizada em algumas culturas e também o porquê de buscar-se não misturar-se com coisas impuras.

    Entendido isto, podemos passar então para a análise do impuro. Imaginemos que existe alguma comida que, uma vez que se coma, a pessoa passe mal. Numa dada sociedade onde existe esta comida, não se sabe o porquê ela provoca este mal, só se sabe que ela faz mal. Sabe-se isto através da experimentação. Portanto, é provável que as autoridades religiosas dessa sociedade ou comidade taxará esta comida como impura. No entanto, este exemplo da comida é muito simples, pois a ciência trouxe para nós capacidade o suficiente não somente para entender o motivo desta “impureza” como também para modificá-la, se necessário, fazendo com que aquele alimento que fazia mal deixe de fazer mal. Isto seria uma espécie de processo de purificação caso alguém daquele tempo tivesse descoberto isto por acaso. Contudo, este mesmo princípio observado na comida também pode ser vista em coisas mais complexas, inclusive no comportamento.

    Quando a impureza está no plano da matéria, como, por exemplo, este da alimentação, é fácil para a ciência desvendar o porquê isto fazia mal e propor como melhorar. No entanto, é preciso lembrar que a linguagem religiosa muitas vezes é usada para construir a identidade de uma comunidade e, sendo assim, a própria linguagem religiosa é quem determina algumas funções comportamentais. Ora, como então entender o que é impuro para determinada linguagem religiosa se esta impureza está relacionada com o comportamento? Para tanto, é preciso entender o próprio espírito desta comunidade para entender o porquê ela considera determinado comportamento impuro, ou seja, maléficos para os seus membros. Ouso dizer, no entanto, que isto pode ser impossível para o método científico, pois envolve um profundo processo de relacionamento e mesmo de identificação para ser possível.

    Por fim, é necessário ressaltar que é possível encontrar este princípio da impureza em toda comunidade humana. Porém, modernamente, este termo entrou em desuso, então as pessoas simplesmente entendem comportamentos impuros como “ruins” ou “não desejáveis”, mas não conseguem construir um pensamento sistemático e objetivo para definir o porquê assim o são. Em outras palavras, a impureza existe na linguagem não dita, no conjunto de comportamentos que as pessoas eticamente sabem que é errado, mas não existe nenhuma sistematização da comunidade para oficializar aquilo como não eticamente desejável. Provavelmente isto ocorre porque se existisse, uma linguagem religiosa começaria a ser produzida e estas comunidades são construídas eticamente já para evitar a linguagem religiosa por traumas do passado. Então eles ficam neste limbo do contraditório.

Linguagem religiosa e a produção de consenso:
    Uma comunidade religiosa existe através do consenso. Seus membros concordam com o que a autoridade religiosa diz. Naturalmente, é possível imaginar que em todo consenso possa existir algum grau de dissenso, mas este dissenso nasce da diferença aleatória que cada indivíduo e tem entre si e não é o suficiente para se organizar e ir contra a verdade produzida por aquela linguagem religiosa. Também, a tendência é quanto mais tempo se passe numa comunidade religiosa, maior seja a concordância entre as partes, já que os elementos aleatórios que separam as partes se tornam cada vez menos importantes através do tempo. Esta mesma relação pode ser vista sob o ponto de vista das escrituras.

    Uma vez que um documento é escrito, há um processo de acomodação para saber se este documento será ou não aprovado pela comunidade. Isto pode demorar algumas gerações, inclusive. Porém, uma vez aprovado e o consenso assumir este documento como verdadeiro, ele fará parte da identidade da comunidade. Assim, as próximas gerações passaram a conhecê-lo como elemento normalizador da sua linguagem religiosa. Estou falando deste processo pois ele lembra-me bastante uma tecnologia chamada blockchain. Trata-se da principal tecnologia hoje em dia usada para produzir moedas virtuais e consiste de uma série de protocolos de tal modo que, uma vez que uma “verdade”, que neste contexto é uma transição econômica, seja consolidado pela rede blockchain, ou seja, por todos aqueles que colaboram na verificação se uma transição foi verdadeira, então isto nunca mais sairá da rede.

    Também é possível que aconteça alguma coisa na realidade daquele grupo que faça com que o dissenso, antes aleatório, torne-se ordenado. Neste caso, provavelmente pode ocorrer uma cisão neste grupo, fazendo existir duas correntes religiosas vindas do mesmo tronco comum. Neste caso, uma das correntes pode descobrir falsa ou simplesmente não suportar o peso da realidade, ou então pode ser que, de fato, dali surjam duas vertentes que podem se reconhecer como irmãs de fé ou podem seguir caminhos durante o tempo. No entanto, é necessário ressaltar que haverá um tronco em comum entre as duas, a menos que uma delas decida abandonar aquela tradição. Neste caso, também estará abandonado parte da sua identidade. O mesmo vale para edição: qualquer alteração no tronco comum também significa uma alteração de identidade. Por isto é tão sério adulterar qualquer texto religioso: ao se fazer isto, está se adulterando o artefato normalizador da linguagem religiosa de um povo.

Encerramento:
    Com encerro mais um texto. Hoje eu também estava pensando em escrever sobre a importância da filosofia para a formação do estado. No entanto, acho por bem encerrar esta postagem por aqui, pois estes dois temas têm a ver com religião. Numa próxima postagem abordo essa questão. Também estive pensando em escrever um texto sobre o ato do voto. Ultimamente tenho achado bem confuso votar. Quais critérios são bons ou ruins? Está tudo uma confusão e nossas autoridades parecem achar tudo isto normal. A sensação que eu tenho é que nosso país está perdendo sua capacidade de se comunicar, e com isto de produzir qualquer tipo de consenso que nos leve a algum lugar. Enfim, amigos, um abraço a todos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

O povo de dois reinos e o reino de Deus

    Era uma vez uma região com um povo dividido em dois reinos. Estes reinos, pouco a pouco, começaram a odiar um ao outro e muitas brigas começaram a ocorrer. Certo dia este povo resolveu fazer o seguinte acordo: cada reino vai treinar um guerreiro seu e, em certo momento da vida destes guerreiros, eles iriam duela até a morte, e o perdedor teria seu reino escravizado pelo reino do vencedor. Isto deve acontecer a cada geração, mas o reino escravizado deve ter o direito de treinar seu próprio guerreiro. Assim, ambos começaram a treinar seus guerreiros desde crianças, para que eles tornam-se o mais fortes possíveis. Desde criança estas crianças entendiam que suas vidas só tinha um único propósito: vencer este duelo. Assim, o dia do grande duelo chegou e um dos guerreiros foi vitorioso em relação ao outro.

    Esta tradição perdurou algumas gerações até que as pessoas começaram a indagar: por que um duelo até a morte? Isto é bárbaro! Que o duelo não seja até a morte. Então assim foi feito. No entanto, algo curioso aconteceu: os guerreiros, após a derrota, não aguentavam uma vida sem propósito e em um patamar inferior de existência, a de um escravizado. Portanto, seja entregando-se aos vícios ou diretamente, suicidavam-se. Após algumas gerações, estes suicídios entristeceram a Deus. Então ele interveio surgindo para um dos perdedores e disse: a partir de hoje você não é mais derrotado, pois servirá a mim, e isto lhe trará a honra necessária para viver. Então este guerreiro, a partir de então serviu a Deus, e começou a falar do nome de Deus para o seu reino. Geração após geração este reino continuava a perder, mas eles convenciam-se mais da existência de Deus, até que um dia, um dos guerreiros venceu e bradou: esta vitória será em honra de Deus.

    Agora o outro reino passava a ser escravizado. Este reino, que ainda não conhecia a Deus, se viu escravizado por pessoas que proclamavam o seu nome. Logo perguntavam-se: o que é Deus? Mas a partir de seus primeiros guerreiros derrotados, Deus revelou-se a eles. Agora aquele outro reino começava a entender de qual Deus estava sendo falado pelo outro reino, que os escravizava. Assim ambos os reinos batalhavam em nome de Deus, mas desejando escravizar ao outro. Uns venciam, outros perdiam. Mas não havia mais suicídios. Um dia Deus falou a todos: escutem-me, acabem com este ódio, acabem com este desejo de escravizar ao outro. Sejam livres. Porém, a única fonte de alegria que aquele povo conhecia era escravizar o outro. Portanto, não deram ouvidos a Deus e continuaram com sua tradição.

    Entristecido com isto, Deus, novamente, interveio. Desta vez, porém, falou a todo povo: vocês que alegram-se em escravizar ao outro, abandonem isto alegrem-se em tornar-se meus escravos, pois em mim vocês encontrarão liberdade. Mas, a vocês que desejam continuar alegrando-se na escravização do outro, eu decido que cada um de vocês receberão leis a seguir. A cada geração descerei para julgá-los e o reino que menos seguir minhas leis se tornará escravo do outro. Portanto, está acabada esta tradição de eleição de guerreiros para o duelo. Assim a história seguiu: alguns preferindo continuar no seu reino para tornar-se escravizador, mas aceitando quando Deus os julgava a serem escravizados e outros preferindo se desvincular do seu próprio reino para submeter-se a Deus.