domingo, 23 de setembro de 2018

Algumas mensagens sobre Cristo, parte 8



--- Que exemplo de tolerância da verdade alheia! Sabemos que o mistério que nos leva a crer em Cristo é a graça de Deus. No entanto, não cabe a nós julgar a verdade do próximo como verdadeira ou não, mas tão somente levar o evangelho, que é a nossa verdade. Há certos homens que alcançam a lei do coração de Deus por si mesmos. Há outros, por sua vez, que de frente ao senhor, não o reconhecem. Misteriosos são os caminhos dos homens, pois até mesmo alguns que nunca ouviram alcançam a lei de Deus, que é o amor, em seus corações. Há verdades duras que precisam ser ditas, mas sabemos que o sofrimento que vem de Cristo causa arrependimento, já o sofrimento que vem do mundo causa morte. Se o que saí da tua boca causa a morte do teu irmão, te arrepende e cala-te. Se, no entanto, ele se arrepende, alegra-te no senhor, pois ele te amou primeiro para que, através do amor, te abriste ao espírito santo ao ponto de salvar ao próximo. Ele, afinal,é nosso salvador.

--- Anunciamos o evangelho para muitos, sabemos que esta é a nossa parte. Oramos para que aquele que tem ouvidos, ouça, para que ele aceite e conheça as verdades vindas do céu. No entanto, não é nossa tarefa convencê-los, mas sim do espírito santo. Contudo, muitas vezes vemos satanás atuando na vida dos pecadores, turvando sua visão e obstruindo seus ouvidos. Naturalmente, sentimos raiva do inimigo, sentimos raiva também daquele que, ao escutar, não se agarrou a nossa verdade com toda sua força para se salvar. Porém, uma vez que fazemos isto, ferimos ao próprio espírito santo, pois o trabalho de convencimento é Dele, não nosso. Afinal de contas, nosso trabalho é buscá-lo, através do conhecimento da palavra, através da consagração à Cristo, através da busca. Assim, a liberdade que ele terá em nós se tornará tão forte que a luz que exalamos será capaz de alcançar até mesmo o mais cauterizado dos seres, através da graça do senhor Jesus.

https://barnabasspenser.blogspot.com/2018/07/algumas-mensagens-sobre-cristo-parte-7.html

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

O equilíbrio vem do espírito

    Muitos tentam aplicar respostas prontas para a vida. No entanto, apenas o que é vivo pode responder a vida, do contrário, tornam-se apenas coisas mortas reagindo à estímulos mecânicos. O que é, contudo, estar vivo? Por certo, sabemos que Cristo nos trouxe a vida através do seu sacrifício. Através dele, temos acesso ao espírito santo, e este nos capacita para a vida eterna, aonde as respostas não são encontradas fora, mas sim na palavra e dentro de nós.
    Muitos, porém, que não nasceram de novo tentam desenvolver uma resposta pronta à vida. Um sistema capaz de responder a todo estímulo de maneira automática, de modo que nós não precisaríamos mais confiar em nós e naquilo que há dentro de nós, mas sim neste sistema. Entretanto, para implantar este tais sistemas, agem como servos da morte, pois sustentam que o sofrimento e sacrifícios são necessários para um bem maior. Afinal, que bem comum é este construído em cima de morte e sofrimento?
    Cristo, pois, já nos ensinou qual é o maior bem comum: usar nossa própria vida como sacrifício para servir as pessoas. Portanto, independente de qual sistema estamos inseridos, o que mais importa é usarmos nossa própria vida para servir as pessoas. Isto significa que para cada problema seremos capazes de observá-lo e usar o que tem dentro de nós para trazer boas respostas ao mundo. Sem o espírito santo, contudo, o que temos a oferecer? Apenas mais morte, naturalmente, até que alguém guiada pelo espírito consiga converter aquilo que é produzido por pessoas naturais aos propósitos de Deus.
    Portanto, que tipo de reformas deveremos desejar ao nosso país, senão aquelas que nos permite a servir mais? Através do serviço é que poderemos responder à vida, pois nós somos o que realmente são vivos. Quanto mais o espírito de Deus puder atuar na nossa sociedade, mais próximos da volta estaremos. Entretanto, quanto mais outros sistemas governarem, mais próximos do pecado estaremos.
Portanto, reconciliar este sistema, que foi construído por mentes naturais e, portanto, que não contemplam a relação com Deus e só produzem pecado, é nosso ministério enquanto Cristãos. Este é o caminho para converter o pecado do mundo à glória do Senhor, oferecendo nosso próprio corpo como sacrifício vivo a serviço de Cristo e não buscando o sacrifício do próximo, renovando este século através da renovação das nossas mentes.

sábado, 11 de agosto de 2018

A relação do indivíduo com a verdade

Introdução:
Durante esta semana eu escrevi algumas importantes postagens no Devir Social. Acontece que todas estas postagens, que buscam criar ferramentas para observar o indivíduo sociologicamente, também nos direcionam a refletir a relação do indivíduo com a verdade. Portanto, a postagem de hoje terá como objetivo entender um pouco melhor algumas das grandes questões da nossa sociedade à luz das ferramentas criadas no Devir Social. Quem desejar ler antes sobre quais textos que estou falando dirijam-se aos seguintes links: Linguagem dos organismos sociais, Análise das autoridades segundo a linguagem dos organismos.

Relação dos organismos com a verdade segundo a linguagem dos organismos:
O que é a verdade, segundo a linguagem dos organismos? É possível conceituar a verdade como, simplesmente, como a existência. No entanto, no contexto deste estudo, entende-se que a verdade é percebida pela forma como ela se efetiva. Isto porque existe uma produção social e uma linguagem, e se a linguagem consegue resultar na produção social, então ela é verdadeira. Do contrário, obviamente, a linguagem é falsa. Caso um organismo se estruture sobre uma linguagem falsa, ele não produz, porque a falseabilidade se dá com a não conferência da linguagem com a realidade. Este conceito de efetivação de verdade, um tanto simples, pode ser bastante intrigante quando relacionamos as diferentes formas que as autoridades dos organismos sociais são legitimadas.

A religião, por exemplo, busca construir uma linguagem que é capaz de compreender as verdades eternas sobre a realidade do ser humano. A ciência, por sua vez, a mesma coisa, no entanto, seu foco é compreender as verdades eternas sobre a realidade da matéria. A política, entretanto, busca utilizar as verdades e aplicando-as ao contexto econômico e cultural daquele tempo, objetivando seus fins eleitoreiros. Portanto, ela se preocupa muito mais com os resultados práticos, mesmo que neles haja imprecisões, manipulações ou mesmo mentiras, do que com sua a integridade à longo prazo. Se dá resultado, então, provavelmente, a política se “apodera” destas ferramentas que, naquele contexto, se mostram verdadeiras.

Portanto, cada indivíduo, que é a autoridade de menor grau de uma sociedade e, portanto, possuí uma linguagem e uma produção social, se relaciona com as diferentes verdades produzidas pelos diferentes organismos sociais, cada um a seu nível de responsabilidade e comprometimento com sua própria produção social dentro daqueles organismos. Por possuir uma produção social, cada indivíduo, também, tem sua própria relação com a verdade, sendo ele aquele que seleciona e gera pequenas mutações nas verdades que chegam até ele, sendo também o responsável pela reprodução daquilo que ele acha verdadeiro. Assim, concluí-se que é possível analisar a relação do indivíduo com as formas que ele efetiva as verdades que ele emite.

Relação do indivíduo com a verdade segundo a linguagem dos organismos:
Se o indivíduo é capaz de produzir suas próprias maneiras de efetivar as verdades, isto significa que ele é capaz de produzir uma linguagem e relacionar sua linguagem com sua produção. Obviamente, cada ser humano é capaz de associar novas informações, das diferentes fontes dos agentes, de uma maneira inovadora, de modo a ter uma produção mais eficiente. Esta produção, que é coordenada e anunciada através da linguagem, pode se reproduzir entre outros seres humanos e ter um enorme impacto nos próprios organismos sociais. Tanto é que a história está lotada por grandes seres humanos que revolucionaram a religião, a ciência e a política.

No entanto, esta interpretação nos permite ir um pouco além. Isto porque diferentes indivíduos estão em diferentes posições nos organismos sociais, de modo que a produção social e linguagem que saí deles tem diferentes impactos. Por consequência, toda a percepção de realidade deles é alterada por conta destes impactos que aquilo que é produzida causa no mundo. Em outras palavras, a depender da relação do indivíduo com o organismo, ele tem uma diferente percepção acerca da verdade. Esta é uma conclusão muito importante, pois permite que analisemos cada indivíduo e sua relação com a verdade a depender da sua relação com os organismos sociais.

Inicialmente, já é possível compreender os indivíduos que tem uma relação “determinística” ou de “livre-arbítrio” com a realidade, isto porque se forma como eles efetivam a verdade que saí deles tem algum impacto nos organismos sociais aos quais eles pertencem, eles sentem que, de fato, tiveram escolha, do contrário, eles sentem que de nada adianta tentar contra a verdade que se propagada, portanto, ou a reforça ou a ignora. Também é possível entender a relação do indivíduo com o coletivo no sentido de “é o indivíduo que faz o coletivo ou vice-versa?”. Isto também é algo relativo, uma vez que é preciso analisar o impacto do que é produzido pelo indivíduo em relação ao coletivo e vice-versa.

Verdade: eterna ou uma decisão política?
É possível perceber duas características acerca da efetivação da verdade: ela pode ser eterna ou efêmera. No entanto, se a a efetivação for efêmera, ela só tem utilidade material. Se ela for eterna, ela só tem utilidade ideal. É o ser humano que decide, afinal, quais verdades ele vai inserir na sua vida. A consequência de ser uma pessoa que busca apenas a verdade de utilidade ideal é que ela apenas irá saber como as coisas devem ser para que sejam coerentes, mas nunca vai conseguir traduzir essa verdade para seu próprio tempo histórico. A pessoa que só utiliza verdades de utilidade material vai ser muito hábil em manobrar a matéria, mas não saberá o que fazer com ela de modo a se harmonizar com os outros indivíduos.

A ciência busca a verdade eterna sobre a matéria, enquanto que a religião busca a verdade eterna sobre o ser humano. Cada uma ao seu modo são produtoras de verdade, portanto, são elas as fontes das verdades que irão alimentar os indivíduos da sociedade. Estas fontes necessariamente precisam preocupar-se em anunciar uma verdade que seja eterna, pois, do contrário, elas estão anunciando uma verdade que visa à utilidade, e uma vez que visa a utilidade ela se transforma em uma verdade política. Portanto, se estas autoridades basearem sua busca em verdades temporais, certamente correm o risco de poluir sua própria produção com princípios e método de efetivação de verdade que não pertencem a elas próprias.

Cada decisão do indivíduo tem suas consequências, tanto para bem quanto para o mal. É dele o dever de encontrar o caminho da sua própria evolução. Se o indivíduo busca usar uma mentira que funciona socialmente para alcançar seus objetivos, deve ser dele a responsabilidade de arcar com as consequências desta mentira. Sob o ponto de vista do conceito de efetivação verdade anunciado neste texto, uma mentira também é uma verdade, pois ela causa produção social. No entanto, é uma verdade de prazo limitado e com consequências incalculáveis. De um modo geral, a mentira é rejeitada pelas linguagens religiosas, podendo até mesmo ser chamada de blasfêmia. Já na linguagem científica, ela é chamada de falsidade e descredencia metodicamente a autoridade que a emite.

Naturalismo ou moralismo:
Uma consequência muito séria deste conceito de efetivação de verdade aqui anunciado e a relação do indivíduo com ele é que várias questões que antes se buscava serem absolutas se provam relativas. Em especial é preciso discutir como se construir e validar as verdades políticas, afinal, se sabe com mais clareza qual é a fonte da verdade religiosa, que são os livros sagrados, e da verdade científica, que é o método científico, mas, no entanto, as verdades políticas são uma área cinzenta. É possível entender que a fonte da verdade política é o documento de constituição de um país sobre o qual se derivam todas as leis. Este documento é uma peça natural aplicada a todos os seres humanos aplicado a um território e características especificadas. No entanto, também tem um aspecto interpretativo em si, uma vez que são leis que guiam ações de seres humanos. Portanto, como resolver esta situação?

Um dos maiores exemplos disto pode ser observado na questão “naturalismo VS positivismo” que muito se discute nas academias jurídicas. Qual é a verdadeira, afinal? Ora, segundo a interpretação deste texto, a verdade vai depender da relação do indivíduo com a sociedade e até mesmo com a própria lei. Portanto, esta é uma questão política, então é necessário que se pense em resolvê-la politicamente. No entanto, o que se vê é que apenas os mais graduados na área jurídica têm acesso a este tipo de discussão. Isto parece um absurdo, pois o poder judiciário também é um poder político, portanto, precisa ser construído politicamente e não impositivamente.

Uma alternativa seria construir um modo de fazer este tipo de questão ser resolvido democraticamente, por exemplo. Ou ainda pode ser que exista alternativas, como construir um sistema de hierarquia que seja construída sobre determinados valores e resultados. Porém, é preciso que esta fonte de produção de verdade entre na discussão política e seja resolvida também politicamente, e não simplesmente imposta pelo poder judiciário. Afinal, o poder judiciário é um poder político, e se ele estiver corrompido, como imaginar sua devida restauração sem que haja um processo político que misture as outras esferas do poder constitucional? Sei que são os outros poderes que constroem o topo do poder judiciário. No entanto, através deste texto, gostaria apenas alertar que isto é uma pauta de discussão que pode ajudar ao Brasil a diminuir esta discrepância entre o que o povo espera e o que realmente acontece na política para, portanto, ajudar no processo de validação da nossa democracia.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Renovem vossa mente através da palavra, não vossa sociedade

    Caros irmãos, assim está escrito: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”. Sabemos que a palavra de  Deus é a expressão da sua vontade, assim como o próprio Cristo o é. Portanto, o advirto: não desejei transformações fora, mas transformações dentro. Não use a palavra como instrumento para transformar as pessoas, mas sim para transformar a si mesmo e usa-te como exemplo de convencimento. Através da tua própria transformação, elevarás o padrão do mundo, para que ele se torne aceitável ao Senhor. Afinal, como a autoridade da matéria é do inimigo, somente através da renovação de vossa mente alcançarás o bem, pois tudo o que se torna sólido pode ser consumido pelo mal. Sabes, no entanto, que a capacidade de criação de Deus é infinita, basta que busques renovar a ti à luz da palavra que certamente conseguirás.

    Lembra-te: conheceres a verdade e a verdade vos libertará. Conhece a matéria para que submetê-la à tua autoridade santa e agradável a Deus. Sei, no entanto, que tua natureza urge por ver o espírito de Deus se materializando na face desta terra. Assim também é o desejo de Deus, meu caro amado, pois ele quer se relacionar com seu povo. No entanto, não pegue o caminho errado para alcançar a este destino. Lembra-te como Deus foi paciente, como Deus preparou cada detalhe para vinda do seu Filho. Assim também tu terás de ser para a volta dEle. O ministério de Cristo é um ministério de serviço, e somente aqueles que servem a seu próprio interesse, não por amor a Deus, são reprovados. A todos os demais Cristo serviu e amou. Sobre esta revelação te advirto: qualquer transformação social que tu pregas em nome de Cristo, se essa transformação não permitir que você sirva mais a sociedade, então ela é mentirosa.

    Afirmo-te mais: esta transformação trata-se tão somente de tu usando a Cristo para proteger-te de teus próprios medos, tentando impor aos ímpios aquilo que Cristo não é. Isto envergonha a Cristo e entristece a Deus, portanto, dupla é tua perda de galardão. Envergonha a Cristo pois não é isto o que ele nos ensina e tão pouco é isto o que ele é. Entristece a Deus pois isto faz com que o povo não o reconheça dentro de si quando, diante das dificuldades, busca elevar sua alma ao eterno, mas não tem conhecimento da palavra. Desta forma, buscando agir em nome de Cristo, por amor a Cristo, mas sem realmente enfrentares o teu medo e transformares tua mente, torna-te tão somente aquilo que o próprio Cristo reprova: alguém que usa o serviço para seu próprio benefício. Tornaste-te, portanto, matéria, e o mal está exercendo autoridade sobre ti.

    Ama a Cristo, meu caro, pois tu o tens dentro de ti. Confia nele e não tenta fazer justiça com tuas próprias mãos. Humilha-te, submete-te as autoridades, tanto as terrenas quanto as celestiais, para que ele tenha autoridade sobre ti, e assim serás verdadeiramente exaltado por Deus. Quando fores exaltado, tamanho será teu galardão que teu coração daquilo que só pode ser o próprio Deus. Tua paz será indestrutível, serás irrepreensível, tua palavra será tão pesada quanto rocha, mas carregará em si a verdade que não machuca, mas exorta em amor todos os corações que ainda estão distantes do relacionamento com o Pai. Amado, não enxergas que assim é como Cristo foi? Cristo encheu-se do Pai e provou-te ser possível. Não somente isto, mas deu a ti a autoridade de ser como ele, para que carregues o espírito santo dentro de ti e mostres ao mundo o verdadeiro amor do Pai. Não te intimides, pois Cristo profetizou: os que virão e crêem em mim farão obras maiores que as minhas.

    Creia na palavra e cumpra-a, ame ao teu Deus e confia nEle. Assim o espírito santo te capacitará para toda boa obra de amor e de paz, te dará o que há de melhor neste mundo e, ainda sim, teu coração entenderá que tudo vem do altíssimo e tudo voltará para Ele. Somente assim teu coração será verdadeiramente nobre para governar a criação, então verdadeiramente estarás em Cristo, serás eterno e testemunharás a glória de Deus reinando na terra. Cristo já veio e se sacrificou por nós, suas palavras já foram lançadas, a profecia já foi estabelecida: ele irá voltar e glorificará nosso corpo. Não sejamos como os judeus, que crêem na letra, ou seja, na matéria, mas não crêem no Cristo, que também é o espírito santo. Rogo, irmãos, que não busquemos renovar este século através da nossa própria força ou justiça, fazendo uso da matéria e não do espírito, mas tão somente sejamos como Cristo para que assim a profecia se cumpra. Graça e paz para todos.

Não negue tua natureza, mas encontre-a em Cristo Jesus.

    Ouça-me: a única forma de destruir os preconceitos daqueles que produzem é tomando o seu lugar. No entanto, a única forma de tomar o lugar de alguém que produz é sendo melhor que ela naquilo que ela produz, mas não somente isto, também provar isto a sociedade. Sei que parece ser algo absurdamente improvável, mas lembre-se que a quebra de um preconceito é um ato heróico, digno de notas em livros históricos. E se dúvidas que alguém pode fazer algo deste tipo, rogo que olhe os livros de história. Se ainda sim não tiveres convencido, rogo-lhe que observe ao próprio Jesus, que destruiu, através da sua própria vida, um verdadeiro império de pessoas que usavam a palavra de Deus para criar problemas e oferecer a solução através da hipocrisia.

     No entanto, o advirto: se acaso sua alma buscar tamanha grandeza ao ponto de buscares conhecer a Cristo, o conheça profundamente. Nele, verás que o espírito santo fortalece aqueles que são fracos. Tenha em ti a força do espírito de Deus para cumprir com o propósito da tua vida, para que assim tenhas paz e vida eterna. No entanto, para isto, é necessário que faças parte do corpo de Cristo, pois ninguém que nega ao corpo tem a autoridade de usar o nome do filho. Se não és capaz de amar a um corpo, que convive na sociedade, tão pouco és capaz de amar a sociedade, portanto, que moral tens para propor melhorias a ela?

    Bem sei que, para os que nunca viveram em autoridade, deve ser difícil submeter-se a alguma. No entanto, ao submeter-se ao corpo de Cristo, te submetes à autoridade da palavra. Se algum líder te fizer algo que não está na palavra, estás livres para abandonar aquele corpo, desde que haja em ti a tentativa de repará-lo através da exposição das escrituras. No entanto, é necessário falar de algo específico neste texto para convencer tua alma à necessidade de respeitar e submeter-se as escrituras: trata-se da sexualidade. Digo-te o seguinte: o masculino e o feminino não são somente gêneros biológicos, são formas que a energia encontra para manifestar sua existência. Por isto, na natureza, as formas com maior capacidade de adaptarem-se a vida encontram-se especializadas nestes dois gêneros. No entanto, desde que o ser humano começou a modificar o ambiente a seus próprios propósitos, um novo ambiente se construiu: o espiritual.

    Negar isto é negar a própria natureza, e negar a própria natureza é negar ao próprio corpo. Através destas negativas, qualquer coisa pode surgir. No entanto, a principal questão é: estas coisas são verdadeiras? Se forem, certamente fará com que vós produzais melhor que qualquer outro que não está sobre esta verdade, e tomarás o lugar daqueles que produzem na sociedade. No entanto, o que eu acredito é que esta negativa não é verdadeira. Se insistires a continuar negando teu próprio corpo, passarás tua vida lutando, tentando destruir preconceitos, mas no final das contas aqueles que aceitam sua natureza produzem mais, e por produzir mais, dominam a sociedade de modo a perpetuar a sua própria cultura. Sim, eu sei que te sentes fraco neste momento, no entanto, lembra-te somente disto: o Espírito Santo fortalece ao fraco que nEle habita. Buscai aprender sobre a palavra, te santifica no corpo de Cristo e então terás algo maravilhoso para oferecer a este mundo.

domingo, 29 de julho de 2018

Algumas mensagens sobre Cristo, parte 7

--- Creio que um cristão, para levar a palavra de Cristo, não precisa invocar nenhum sentimento que aqueles referenciados pelos frutos do espírito, tanto nele quanto em quem ele envia sua mensagem. A única exceção, no entanto, é para aquele que usa a palavra para fazer coisa ruim. Neste caso, pode o cristão invocar sentimentos ligados a reprovação, uma vez que aquele que se fundamenta na palavra para fazer aquilo que é ruim prejudica não somente a si mesmo, mas sim todo o corpo de Cristo.

--- Cristianismo trata-se de elevar o coração das pessoas à Cristo. Lança-se as sementes e espera-se que o espírito santo as faça brotar, retirando o coração de pedra e colocando o coração de carne. Uma vez transformada, cabe ao cristão elevar seu coração, dia após dia, ao patamar de Cristo, de modo que os frutos do espírito lhe sejam constantes. Se um coração for raivoso, direcione-o a raiva correta, as obras do inimigo. Se um coração for ambicioso, direcione-o a ambição correta, servir ao reino de Deus. Se um coração desejar poder, direcione-o ao poder correto, o de curar, fazer milagres e libertar as pessoas da prisão do pecado. Se o coração for sonhador, mostre que o maior sonho é o reino de Deus. Não há posição que a luz da verdade e no tempo de Deus não possa ser direcionada a Cristo.

--- Há quem construa conceitos no cristianismo para retratar o agir de Deus. De fato, isto não é de todo mal, pois conceitos específicos atingem públicos específicos. Mal é, no entanto, esquecermos que Deus é maior que qualquer conceito e que o espírito santo é livre para agir segundo a graça de Deus. Como, no entanto, pode o cristão confiar em tamanha liberdade? Acaso se pode advogar que no cristianismo tudo é livre?

Quem assim o faz se esquece que Cristo também é a palavra. Assim sendo, a todo aquele que aceita que Cristo renasceu dos mortos para ser seu senhor e salvador recebe o espírito santo dentro de si, mas assim só o faz porque conheceu a palavra, que é a verdade. De fato, o que convence o homem a trocar seu coração de pedra por um coração de carne não é nenhum conceito, mas a própria atuação do espírito santo que age através do ouvir a palavra de Deus.

Portanto, da mesma forma deve ser todo trabalho de convencimento cristão: através da proferição da palavra e da oração para que o espírito santo trabalhe da maneira como deseja nosso coração. No entanto, nos submetamos com a confiança naquele que se sacrificou por nós à sabedoria do altíssimo quando o desejo do nosso coração não é alcançado, para que ele trabalhe em nós nos dando sabedoria para que direcionemos corretamente nosso coração. Certamente isto nos alinhará a Cristo, pois ele se torna nossa verdadeira natureza no exato momento que o aceitamos como nosso senhor e salvador.

Algumas mensagens sobre Cristo - parte 6

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Algumas mensagens sobre Cristo, parte 6

--- A disciplina é quando algo externo pede ao ser humano que ele siga reto a um propósito ou resultado. A retidão é quando algo interno pede ao ser humano que ele siga reto a um propósito ou resultado. Acaso não achas que o reino de Deus não tem disciplina e retidão? Pois saiba que Deus espera de nós que cada um frutifiquemos de acordo com os dons que ele deu para nós. Se isto te escandaliza ou te preocupa, então leia a palavra e confio no espírito santo que há dentro de ti.

No entanto, se tens de dar tanto resultado quanto o mundo, e a palavra diz que até mais, o que diferencia então o reino de Deus do governo do mundo? Ora, quem domina o governo do mundo é o império do mal. Lá os resultados são produzidos através da mentira, do sofrimento, do fermento que faz crescer mas não nutre. No reino de Deus, entretanto, os resultados são obtidos através da palavra e da oração. No governo do mundo as pessoas esperam dar resultados para que sejam recompensadas, para que tenham prazer. Já no reino de Deus, buscamos dar resultados porque Deus nos capacitou para isto, buscamos dar resultado por amor, porque Deus nos amou primeiro.


--- Durante algum tempo venho buscando uma forma sistemática de separar a autoridade política da religiosa. No entanto, uma vez que eu faça isto, estou assumindo que o reino de Deus funciona através de leis, como era no tempo de Moisés, e não através de seus princípios e do espírito santo. Portanto, vos afirmo: é impossível separar a autoridade religiosa da autoridade política.

Como faremos, no entanto, se aqueles com autoridade religiosa usarem o nome de Cristo para crescer através da política, mas não através do amor? Como, também, evitar que o inverso aconteça? Concluí que não precisamos fazer nada para evitar este tipo de coisa. Afinal, quando isto acontece, o evangelho de Cristo é profanado e sem Cristo tais coisas não irão prosperar.

Portanto, a resposta sobre como agir com a mistura das autoridades políticas e religiosas é simples: você vê a Cristo nelas? Se sim, então as respeite. Se não, mostre a elas quem é Cristo através das escrituras ou busque autoridades que realmente o sejam. Percebam, portanto, que em última instância, Cristo deve estar no coração de todo cristão, e este é o única coisa que podemos confiar para que sua volta ocorra.


--- Muitas igrejas usam o nome de Cristo de forma inadequada. No entanto, não se assuste com isto. Lembre-se de que todo aquele que leva o nome de Cristo não é inimigo[1], e que um reino que briga entre si não prospera[2]. Leve para ele, portanto, a forma adequada de levar o nome de Cristo, e se ele realmente tiver Cristo em seu coração, certamente considerará sua autoridade ou te revelará algo novo, mas se não tiver certamente cairá.

1: Marcos 9:39-40
2: Mateus 12:26

terça-feira, 3 de abril de 2018

Reconciliando o efêmero com o eterno

No mundo natural, toda causa tem um efeito, que por sua vez é a causa de outro efeito. Deste modo, uma pessoa natural sempre terá um motivo pra explicar tudo aquilo que ela faz. Sempre poderá dizer que foi algum sentimento, que foi induzido por algum comportamento inadequado, que a fez errar.

É tentador pensar que apenas a tomada de consciência deste processo é o suficiente para impedir este ciclo. No entanto, isto é um mero engano. Afinal, cada pessoa natural é plenamente resultado do seu mundo natural, de modo que, mesmo ela buscando conscientemente não dar continuidade este ciclo, dentro dela não há nada mais além do natural, que, por sua vez, também é constituído de causa e efeito.

Ora, qual outra força seria forte o suficiente para resgatar qualquer um deste mundo de escravidão, que se estende desde o começo dos tempos, além da palavra? Afinal, somente ela pode elevar o ser humano do plano natural para o plano espiritual, de modo que ele vença todas as suas limitações naturais. Afinal, aquele que tem a palavra no seu coração responde ao que é efêmero com o eterno, anulando assim o ciclo de escravidão da causa e efeito da natureza e elevando-se ao plano espiritual, aonde verdadeiramente é livre para trazer os céus ao plano terrestre.

Assim construimos o reino dos Céus aqui na terra, quando o coração de cada homem se eleva ao eterno, trazendo de lá coisas para a dimensão do espaço e tempo. Ora, pois, isto não significa que o ser humano não terá dentro de si elementos efêmeros, como fome ou sede, ou que não cometerá erros durante este processo, aonde as vezes passaremos fome e as vezes nos afartemos demais, ou mesmo misture dentro de si aquilo que é natural com o que é espiritual. No entanto, tenhamos consciência que temos dentro de nós o ministério da reconciliação, de modo a nos capacitar a unir aquilo que é eterno, a palavra de Deus e a sua presença, com aquilo que é efêmero, nossa própria carne e nossos pecados.

Cresçamos, pois, no espírito, para que cada vez mais sejamos capazes de responder ao que é natural com o que é espiritual. Como filhos de Deus, nascemos pequenos, mas o desejo do pai é que cresçamos. Lembremos que todo processo de crescimento também é envolto em erros, uma vez que se estamos fazendo algo novo e não temos a onisciência, fatalmente haverá acidentes. Aquele que não erra, pois, certamente não está crescendo, não atingindo assim o propósito que Deus preparou para nós. Quanto maiores no espírito, maior nossa capacidade de reconciliar o reino do Céu com o governo do mundo, destruindo assim o império do mal.

Saibamos que quando crianças no espírito, estamos aprendendo. Quando jovens no espírito, estamos conquistando nosso espaço no mundo. Quando adultos no espírito, estamos trazendo a presença de Deus para a terra. Quando anciãos no espírito, estamos auxiliando todas as demais gerações a orquestrarem-se para que o reino prospere. Não te apega, no entanto, naquilo que aparentava ser, pois somente Deus conhece tua verdadeira natureza. Te apega a palavra e no que Deus deseja de ti, teu crescimento. Assim a vitória de Cristo será consumada não somente no espírito, mas também na natureza.

sábado, 24 de março de 2018

Lei da demanda X lei da semeadura

Muito se fala acerca da lei da demanda, também conhecida como oferta e procura. Ela é, inclusive, reconhecida no meio acadêmico. Afinal, é fácil verificar seu efeito quando se fixa a atenção em qualquer produto no mercado, observando a relação entre as suas variáveis de oferta e procura. No entanto, existe uma lei que me chama bastante a atenção, mas que não é possível de ser reconhecida metodologicamente, e, portanto, nunca será aceito pela academia científica. Esta é a lei da semeadura, reconhecida por diversas religiões.

Ora, o motivo pelo qual esta lei nunca poderá ser reconhecida por uma metodologia é que, seguindo a analogia, cada semente e terreno têm seu próprio tempo e características, de modo que, embora seja possível encontrar associações, elas nunca poderão ser modularizadas a ponto de se tornar um modelo científico. Meu objetivo neste texto, porém, não é somente anunciar a lei da semeadura, mas analisar seus efeitos em nossa sociedade e contrapô-la com a lei da demanda.

A lei da demanda é uma lei imediatista. Em curto período de tempo é possível verificar seus efeitos. Já na lei da semeadura, no entanto, nada podemos dizer. Uma semente pode brotar rápido ou pode demorar. Geralmente, as práticas que geralmente geram efeitos sociais são sistematizadas pelas ciências sociais, como é o exemplo da propaganda. Porém, não é sobre isto que fala a lei da semeadura, pois ela é muito mais abrangente uma vez que se estende a valores e sentimentos, exemplo: quem planta violência, colhe violência. Inclusive, algumas religiões identificam isto como a lei do retorno.

Uma vez explicado um pouco melhor acerca da lei da semeadura, vamos analisar um pouco a sociedade à luz desta lei. Muitos dizem que o livre mercado deve ser o ambiente ideal pelo qual uma sociedade deve se desenvolver. Interferência mínima do governo, as empresas dando o melhor de si para oferecer o melhor produto, o consumidor com todo direito de escolha pra decidir o que é bom e o que é ruim. Isto seria verdadeiro se não existisse em qualquer coisa que é viva a capacidade de utilizar técnicas egoístas, que geram um bem para si, mas um mal maior para o próximo.

Ora, uma vez que as empresas sejam livres para fazer o que for necessário para conquistar mercado, sem nenhum filtro que decida aquilo que é bom e aquilo que é ruim, certamente haverá uma grande proliferação de práticas egoístas. A curto prazo, elas funcionam, a longo, não. Além disto, as empresas vão buscar semear o máximo possível do seu produto, da maneira mais agressiva possível, para conquistar mercado. A maneira pela qual se consegue agressividade é apelando aos instintos humanos, de maneira que as pessoas acabam sendo expostas constantemente a sementes que geram nela o estado de animalidade, que, afinal, o que gera consumo. Este é o ponto principal deste texto.

Sobre o ponto de vista da propaganda, quanto mais lugares para plantar a mensagem que ela quer passar, melhor. Quanto mais estas mensagens apelarem aos instintos humanos também, melhor. Ora, o que seria isto senão a própria lei da semeadura em ação? O que eles estão plantando afinal, senão o consumo? Deste modo, como desejaremos ter uma sociedade em que as pessoas tenham equilíbrio de consumo e produção, se a força que predomina é a do mercado, e esta força faz de tudo para que se consuma mais e mais? Para mim, há uma clara contradição neste modelo, a menos que a intenção daqueles que o plantam seja realmente produzir um bando de zumbis consumidores, sem nenhum valor mais elevado nenhum em si.

Isto reflete diretamente na construção dos nossos estados. Obviamente, para quem deseja este tipo de cenário, um estado pequeno, sem capacidade de articular seus agentes de modo que traga melhores benefícios para sua população é o ideal. A população, quando não consciente do que está acontecendo e sobre o efeito do que está acontecendo, acaba por votar naquele que traga melhor resultados à curto prazo, afinal, ela está sob um estado animalesco de consciência. A consequência disto é claramente um estado corrupto e ineficiente, que vende seus valores mais elevados ao consumo imediato.

Uma pena, pois o maior potencial semeador de um país é certamente seu governo. Se a população soubesse usar bem seu poder de voto e seu dever constitucional de cuidar do seu próprio estado, certamente se preocuparia com quem colocaria no governo e desenvolveria modos de acompanhar aquilo que os governantes fazem, pois são estas as sementes que se massificam em nossa sociedade. Então fica o alerta a todos aqueles que dizem que se preocupam com seu país, mas que também dizem que o livre mercado é o suficiente para o desenvolvimento da produção: isto, seguindo a linha de raciocínio que desenvolvo neste texto, é contraditório.

Obviamente, o livre mercado é sim importante, pois ele reflete a natureza animal do ser humano, que não deve ser ignorada. No entanto, também devemos lembrar que o ser humano é um ser espiritual, aqui entrando a lei da semeadura. Embora a lei da semeadura tenha origem no mundo espiritual, não podemos utilizar o estado para massificar uma estrutura específica de sementes. Por outro lado, devemos fazer com que o estado massifique sementes gerais, como a dignidade, o trabalho, a integridade, dentre outras coisas. Assim contribuiremos para a criação de um ambiente propício à produção de uma cultura mais elevada, de modo a tornar uma sociedade forte e saudável. Do contrário, se o consumo for à ordem da vida das pessoas, sempre teremos algum tipo de degeneração ao animalesco, o que gera uma sociedade violenta.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Temor e aflições

Temor é o medo de sair de Deus. Este medo vem através do reconhecimento de que a verdadeira vida só vem Dele e que sem ele só há morte. Não devemos nos sentir interesseiros por desejar a vida que ele criou para que tenhamos nele, afinal, quantas são as pessoas que, por falta de conhecimento, preferem desejar a morte? Ele é o Deus da vida e foi para que tenhamos uma vida com ele que ele nos criou.

Estando em Cristo, no entanto, sabemos que não devemos ter medo algum. Portanto, nesta nova aliança, o temor ganha um novo aspecto. Tudo aquilo que era ruim no temor a Deus foi eliminado através da nosso renascimento em Cristo, pois agora o espírito santo está dentro de nós. Portanto, não tenhamos medo, ansiedade, mas respeito por aquele que nos criou e desejo para buscar sua presença. Assim se faz o temor na nova aliança.

No mundo tereis aflições, mas Cristo venceu o mundo. Portanto, aquele que vive em Cristo sentirá aflições, no entanto, elas não serão medo ou sofrimento, mas sim a ausência da palavra. Mas, estando em Cristo, basta que leia, pois é certo que o espírito santo irá guia-lo de modo que suas aflições sejam sanadas. Afinal, Jesus é a palavra e ele a tudo nos supre. Se nos falta algo, certamente é a renovação da nossa mente a luz de Cristo.

Uma vez que coloques a palavra pra dentro, Deus poderá se comunicar com as palavras específicas acerca do teu chamado em Cristo. Será uma voz interna, um conselho do espírito santo, e saberás que foi Deus porque tudo aquilo que ele te diz está de acordo com a palavra.

Se a palavra diz que serás generoso, aquilo que ele te disser também vai te levar a ser generoso. Se ele diz que és paciente, aquilo que ele disser vai te fazer ser paciente. Se ele diz que és próspero, aquilo que ele te disser também te levará a prosperidade. Assim conheceras a Deus intimamente, de modo que nada que venha do mundo e seja lançado pelo inimigo contra ti poderá fazer você se separar Dele. Será através deste chamado que te tornaras embaixador de Cristo, levando a palavra ao mundo e destruindo o império do mal.

quinta-feira, 15 de março de 2018

A realidade do coração


A boca fala do que o coração está cheio. Mas e se seu coração estiver cheio de mentiras? Maior satisfação do inimigo seria um coração cheio de mentiras, que pareçam verdades, pois é deste modo que falarás aquilo que pensas ser verdade, quando, de fato, estará tão somente enganando a si próprio. Como, no entanto, saber se aquilo que se crê de coração é verdade ou mentira? Ora, pois, basta verificar os frutos. Bem sabemos que não é possível que uma árvore boa dê frutos ruins, assim como também uma árvore ruim não dá frutos bons. Através da forma como fazemos as coisas, descobrimos a qualidade do que está em nossos corações.

Se fazemos através da mentira, nosso coração é mentiroso. Se fazemos através da integridade, sabemos que nosso coração é integro. Em verdade, isto é uma boa maneira para sabermos se nosso coração está de acordo com a palavra. Afinal, a palavra dita a forma como as coisas agradam a Deus, e se fazemos as coisas que agradam a Deus, e se com a boca confessamos aquilo que está escrito, então certamente estamos no caminho que Jesus conquistou para nós. Portanto, não existe alternativa senão recorrer à palavra, que é a verdade eterna.

Nela, fale o que lá está escrito, para que teu ouvido ouça da tua boca, e através do teu ouvido, a palavra caia no teu coração. Assim te enriquecerás do espírito de Deus, para que te prontifiques a receber toda graça que ele a ti dispõe. Na nova aliança, não existem formas externas de condenação. Tudo é interno. Assim, cabe a cada um avaliar se realmente está seguindo ou não a palavra. Pois bem sabemos que, uma vez colocada a salvação em algum fator externo ao ser humano, o mal certamente encontra formas de se apossar daquilo.

Somente através dentro e com o auxílio do espírito santo é que temos a confirmação da nossa salvação conquistada por Cristo. O pecado nos afasta dessa certeza interna, e sem ela não é possível que tenhamos perseverança. Sem perseverança, como podemos acessar às riquezas de Deus, alcançadas através da fé? Pois bem sabemos que Deus faz tudo à seu tempo, de acordo com seus propósitos e quando em nós está construída a estrutura espiritual para recebermos sua riqueza sem que nos consumamos nela.

Sigamos firmes na palavra e confiemos no espírito santo. Assim, toda semente que lançarmos frutificará. Trabalharemos para nos alimentar, mas a graça do senhor alimentará nossos sonhos até um dia que, através da palavra, colheremos os frutos daquilo que plantamos. Que tudo que saia da nossa boca seja guiado pelo espírito santo, para que não murmuremos, mas glorifiquemos ao senhor e mostraremos sua realidade ao mundo através de nosso exemplo. Assim é a estação da nova aliança, assim será até que toda a realidade dos céus se torne real também na terra. Este é o desejo de Deus para nosso tempo, e para depois, só Ele sabe como será. Vivamos conforme a sua vontade, pois confiamos que ela é boa.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Vida eterna

    O que é a vida eterna? Ora, é o espírito vivo que é transmitido de geração a geração, através das escrituras e dos planos de Deus. Possuir a vida eterna transcende tua consciência não somente para o aqui e o agora, mas para o tudo o que veio antes e que virá depois. Antigamente a vida eterna estava em doutrinas. Agora, a vida eterna está em Cristo Jesus. Futuramente, após a vinda de Jesus, talvez ela paire sobre toda terra, quem sabe? O que se sabe é que, para aquele que não possui a vida eterna dentro de si, viver necessita ser o consumo da sua vida material. Neste ponto, cada segundo perdido é um enorme prejuízo, pois só existe uma vida para se viver. Quem, no entanto, transcende sua consciência à eternidade sabe, através das escritas, que muito do que ela sua carne deseja viver para consumir a vida material já foi vivido, e no final das contas, não levou o ser humano a lugar nenhum, senão a morte.

    Fato é que toda vida é construída em Deus. Aquele que herda sua vida e peca, irá somente consumir um legado construído por sua família e cairá em desonra. No entanto, aquele que continua seguindo aos desígnios de Deus, certamente crescerá. Assim, aquele que vive em Deus, vive em paz. Já o que não vive, nunca está satisfeito. Encontra problemas em tudo, é ansioso, pode pensar que tudo é conquistado através da sua própria força e, por isso, não consegue relaxar. Pensa que o único que pode protegê-lo dos inimigos é si mesmo, e que todos tem seu preço e, portanto, não consegue confiar em ninguém. Por não viver segundo os propósitos de Deus, nem tudo o que faz prospera, ou, se prospera, não acontece exatamente como planejado. Não dura, ou as outras pessoas e mesmo a próxima geração pode não encontrar paz naquilo. Isto não se equipara ao que popularmente se imagina como inferno?

     Aquele que transcende a vida eterna, por outro lado, entende que cada momento tem seu propósito para Deus e que a sua graça se estende para a realização de tudo. Em certo ponto, ele deseja que avancemos, em outro, ele deseja que resistamos aos avanços do mal. Tudo articulado por sua sabedoria divina e oculto aos olhos carnais. Por cada momento ser único, cada ser humano tem seu único propósito, já planejado por Deus. Alguns podem demorar a descobrir, mas ao descobri-lo, cabe a ele aceitá-lo e cumpri-lo para acessar a eternidade ou viver segundo sua própria carne, consumindo a vida e caindo no esquecimento. Para quem tem plena confiança em Deus e segue sua palavra, não existe nada perdido. Cada segundo é um passo para aquilo que Deus planejou para ele, independente do que aconteça. Ao final de tudo, irá adorá-lo com a consciência de quem já sabe que seu propósito já está realizado, afinal, para Deus, passado e futuro é a mesma coisa.

sábado, 10 de março de 2018

A palavra que sustenta o reino

Há aqueles que, do alto do seu orgulho e da sua independência, dizem: religião até que é uma coisa boa para ajudar a quem precisa. Pois aviso a estes arrogantes: saiam desta posição de arrogância. Vá, e conheça verdadeiramente a Jesus. Do contrário, verás aqueles que, um dia tu disseste que precisa de ajuda, crescer através da palavra de Deus. E irão crescer tanto que te porão para trás. Enquanto eles crescem, continuarás estagnado, na tua própria posição. Então antes, quando olhavas do alto e fazia tua avaliação na tua mente, agora, olha de baixo, se sentido o menor dos menores. Então descobrirás a verdade: de a palavra não é somente para quem precisa, somente algo útil que se permite que usem quando nada mais dá certo. A palavra é a própria vida, fundamento de todas as coisas. Através dela, o Reino de Deus virá.

Acaso não acreditas que a palavra de Deus é capaz de gerar seu reino? Pois saiba: a palavra de Deus é vida! É sobre a vida que todas as coisas são construídas, e sem a palavra, não há vida, portanto, não há nada além da existência fria da matéria! Quer um exemplo? Veja uma cadeira. Qual outra possibilidade de uma cadeira existir, se não fosse para dar descanso à vida? No entanto, sem a vida, trazida através da palavra de Deus, qual seria o destino da cadeira, além de se deteriorar, transforma-se em matéria, sem forma e propósito, apenas acumulando em si os acasos da sua existência? Pois assim é com tudo mais.

O ser humano, por natureza, é capaz de sentir a vida. Ele sabe, por exemplo, quando uma casa é habitada por quem está vivo ou quando uma casa é habitada por quem está morto. Pois quem está morto não traz vida para dentro da sua casa. Tal como a cadeira, a casa se deteriora, se empoeira, se desgasta e, por fim, torna-se decrépita. Por outro lado, uma casa com vida também é viva. Ela se transforma assim como a vida de quem lá vive. Ela é limpa, aquilo que se desgasta é renovado. Ela funciona em seus vários sistemas, assim desempenha melhor sua função. Acaso não seria assim também um com reino?

Veja o reino do mundo: corrupto, destrutivo, impiedoso. São estas as características que espera para tua própria casa, para tua própria vida? Acredito que não. Acredito que no fundo do teu coração, justamente por seres criatura de Deus, é que esperas viver em um reino como as escrituras dizem que é o reino de Deus. Conheça a palavra, para então conhecer o reino por teus próprios olhos. Ouça a palavra, para então conhecer o reino com teu próprio ouvido. Quem tem olhos, que veja. Quem tem ouvidos, que ouça. Assim então farás tua própria vida uma extensão do reino de Deus, através do nosso senhor Jesus. Então, devido a isto, tua casa será vida, tua rua será vida, teu país será vida. Será este o reino de Deus.

terça-feira, 6 de março de 2018

Algumas mensagens sobre Cristo, parte 5

--- Sabemos que o desejo pode cegar. Como podemos enxergar a verdade se estamos cegos? Se não enxergamos a verdade, é certo que não podemos sentir a vontade do próprio Deus, uma vez que ele mesmo é a verdade. No entanto, uma vez enxergando a verdade de Deus, surge uma vontade em nós, um desejo, que não é fruto de nós mesmos, mas sim fruto Dele. Este desejo, entretanto, não cega, mas sim une. Realizar o desejo de Deus é o que torna um ser humano puro, uma vez que todas as suas vontades são satisfeitas através da verdade e do amor. Do contrário, o humano será corrompido, aonde a realização da sua própria vontade causa a morte, o pecado, a separação de Deus e o mal na sua comunidade. Sabemos agora que o desejo que cega é aquele que surge do nosso próprio ser, que é limitado a esta vida, que não tem maturidade para acessar ao plano espiritual de Deus e, portanto, nunca estará em harmonia com sua própria existência. O desejo de Deus, entretanto, não nos cega, mas nos realiza. Não nos obriga a andar em mentiras, mas sim a andar em sabedoria. Não nos faz plantar o mal, mas sim o bem. Não nos faz matar, mas gerar vida. O desejo pela vida é aquilo que realmente deveria mover a todo ser humano, mas certamente deve ser aquilo que move todo que nasceu de novo.

--- A rigidez daqueles que não são flexíveis a verdade do próximo é o que determina sua incapacidade de se unir em um objetivo comum. Deste modo, quanto ao mal daqueles que só enxergam a si próprios, contra este me tranquilizo, pois eles nunca serão capazes de moverem-se através do espírito santo, já que não conseguem enxergar nada além de si.

--- Certo dia eu senti raiva de alguém que sentia raiva. No entanto, logo percebi: sofro do mesmo mal a qual condeno. Portanto, o que fazer além de me libertar? Mas, ora, aquilo que me liberta também deve libertar àquele que tem raiva. Sei então que os caminhos que me livrará daquilo que não gosto também fará com que eu liberte ao próximo daquilo que ele também não gosta. Afinal, quem gosta de ser escravo de algo que destrói? A diferença, no final, entre mim e ele, é que eu tomei consciência da minha própria prisão. Sei, pois, através de Cristo Jesus que sou capaz de mudar, de me transformar, mediante a fé e oração, e encontrarei os caminhos. Ele, entretanto, acha que sua raiva pertence a sua própria natureza, portanto, como pode buscar aquilo que considera sólido como pedra? Em verdade, está escrito: diga, e crê de coração, para se mover o monte para o mar, e assim acontecerá. Através do meu exemplo, mostrarei a ele o próprio Cristo. Não será de outra fonte que ele afirmará ser a sabedoria que transformará a mim mesmo naquilo que está escrito.

Algumas mensagens sobre Cristo, parte 4

Pecado, crime e autoridade

Certas vezes perguntam-me acerca da salvação de Cristo. Ora, se Cristo nos livrou do pecado, pode um cristão pecar? Sabemos que o pecado ocorre quando fazemos algo sem fé, e que o pecado gera nossa morte espiritual. No entanto, também sabemos que Deus perdoa nossas falhas, e que nossa salvação está garantia por Cristo Jesus independente de nossos pecados. No entanto, o que acontece se um Cristão pecar? Existem duas dimensões para esta resposta. A primeira é no mundo espiritual, pois uma vez que ele peque, provavelmente seu galardão é diminuído. Ora, sua salvação ainda está garantida, esta nunca será revogada porque foi conquistada por Cristo. No entanto, temos sim nosso prejuízo espiritual. Também, nos afastamos de Deus e da graça, e isto pode ser muito perigoso na vida de um Cristão. É certo que ambos os efeitos são sanados através do arrependimento, pois Deus é misericordioso, nos perdoa e nos faz continuar com nosso amadurecimento espiritual.

Muitos, porém, podem perguntar: ora, é assim tão fácil? Eu peco, mas continuo salvo? Isto significa que se, por exemplo, eu matar alguém e me arrepender em seguida, Deus me perdoa? A resposta é que sim. Se você se arrepender de coração, Deus é misericordioso e certamente o perdoará. Porém, é preciso lembrar quando Jesus diz: “Dá a Cesar o que é de Cesar, dá a Deus o que é de Deus”, o que significa que as leis humanas existem tanto quanto as leis espirituais. Ora, na velha aliança seriamos mortos se cometêssemos tal pecado, no entanto, na nova aliança, somos perdoados. Entretanto, tal pecado, além de pecado, é crime. Por ser crime, é preciso que aquele que o cometeu responda diante da justiça humana. Acredito que, através do que Jesus disse, podemos entender que a nova aliança entende que as leis humanas são para o estabelecimento de um reino espiritual mais elevado.

Como é curioso notar um homem que, ao pecar, mas não conseguir encontrar perdão para seus atos, pode chegar se torturar e guardar consigo um rancor e uma condenação enquanto que outro homem, acusado injustamente de um crime, mas em paz espiritualmente, pode encontrar paz em sua solidão. De fato, Cristo percebe que nossa relação com Deus independente do mundo, e que o desenvolvimento do mundo ocorre segundo a vontade de Deus. Sabemos que autoridades são constituídas por Deus, e que devemos respeitá-las. Cá está um bom motivo para que aprendamos, ainda mais, a respeitar as autoridades humanas, enquanto Cristãos. Sem elas, o conceito de crime e pecado poderiam se misturar, de modo que Deus precisaria agir de outro modo para com seus filhos, que não através da sua graça.

Deve ser preocupante, para os cristãos, verem suas autoridades humanas se deteriorando. No entanto, é preciso buscar entender a fonte de toda autoridade humana, que é a carta de constituição de um país. Firmar a autoridade desta carta perante os humanos é uma forma de enaltecer o sistema humano de leis, de modo que a justiça divina possa atuar na justiça humana. Através da efetivação da justiça humana, certamente a justiça de Deus poderá ser vista com mais clareza. No entanto, nem sempre a justiça humana está de acordo com aquilo que os cristãos acham correto. Neste ponto, é preciso entender que a sociedade ainda está em processo de amadurecimento, então é nosso dever atuar para que as leis humanas amadureçam, através da graça de Deus, e não de outra força, para que possamos trazer o reino dos céus à terra.

Existe, ainda, uma situação mais grave e digna de reflexão. Se, no final de tudo, a própria constituição de um país contiver, em si, elementos malignos? Enquanto que anteriormente nós deveríamos respeitar as autoridades humanas, que por sua vez respeitam a autoridade da constituição, se ela mesma for corrompida, o que faríamos? Neste caso é preciso observar que, uma vez que não exista a autoridade da C.F., não existe nenhum tipo de autoridade, senão a autoridade de Deus. Sendo assim, e também por isso, devemos nós mesmos ser observadores daquilo que constituí um país para ter certeza de que tal construção agrada a Deus, para que então possamos atuar nas pessoas, trazendo Jesus e o reino dos céus até elas. Do contrário, também podemos fazer pressão para que aquilo que é ruim seja alterado, pois, uma vez que não exista nenhuma autoridade acima da constituição de um país, há o próprio Deus, que é criador e autoridade sobre todas as coisas.

Para concluir, devemos lembrar que tudo isto deve ser feito através da graça, pois de outra forma estamos utilizando nossa própria força, e não a força de Deus. Se as coisas são feitas por nossa própria força, não temos condições de confiar o rumo de nossas vidas à Deus, e isto dimensionado a um país implica em um sítio de alerta, não de paz. Certamente os homens que irão construir a constituição de um país, nem todos eles são tocados diretamente por Cristo, afinal, estão lá justamente por sua força natural. No entanto, é preciso que cada Cristão acredite que, dentro deles, durante o processo de construção de uma constituição federal, as leis espirituais mais profundas do reino de Deus serão claras para eles. Afinal, se um país for construído sem a menor presença de Deus, o futuro deste país é a destruição total. Afinal, é o próprio Deus que constituí as autoridades humanas, e, sendo assim, há algo de inspiração divina nelas. Portanto, o respeito às autoridades é requisito fundamental para volta do reino de Deus para a terra.

quinta-feira, 1 de março de 2018

A natureza da graça, as estações da vida e um texto

Demorei muito para entender que a lei que governa o mundo é a graça, e aonde não há graça, há corrupção. É certo que as leis humanas têm seu lugar assim como a lei da natureza. No entanto, se tentarmos entender a humanidade por outro meio que não seja a graça de Deus, falharemos, e, no pior dos casos, criaremos um cenário aonde o mal poderá se instalar, gerando corrupção.

É certo que a lei da graça é espiritual, e, portanto, ela precisa se materializar na natureza através de estruturas rígidas. Porém, é preciso entender que nenhuma destas estruturas são absolutas. Todas elas têm suas estações, seu tempo de nascimento, crescimento e morte. Quando velha, assim como os seres humanos, uma estrutura pode assumir diversas posições.

Pode ela preparar o futuro para seu herdeiro, aquele aonde ela reconheça que a graça acompanha, ou pode tentar manter-se no poder, mas se tornando cada vez mais caduca, dando lugar para o mal se instalar. No primeiro caso, a transição é suave. No segundo, é violenta. Mas, de um jeito ou de outro, o mundo precisará se renovar e a graça continuará a atuar.

Uma vez que assumamos que a graça é a lei que governa a vida humana, precisamos entender precisamente o que isto significa neste texto. Aqui, a graça é aquilo que alcançamos quando buscamos a Deus, no entanto, não por nosso mérito, mas pelos propósitos dele. Reconhecemos a graça espiritual, aquela que habita no corpo de Cristo, mas também a graça natural, aquela que aquele que busca conhecer a natureza em seus detalhes alcança. A primeira leva a eternidade espiritual, a segunda leva a prosperidade efêmera.

Disto isto, é preciso considerar que Deus quer que o busquemos de forma completa. Não somente em espírito, pois aquele que somente busca o espírito de Deus, mas não compreende a natureza da sua criação, não tem os recursos para ter acesso ao sobrenatural que a sua graça nos reserva. Também, aquele que busca somente conhecer a natureza, tanto a material quanto a natureza do homem, este está fadado a falhar, pois não existe paz sem o espírito de Deus. Quantos são aqueles que enriquecem, mas caem em desgraça?

No final das contas, precisamos confiar no Espírito Santo. É este, afinal, que nos guiará ao equilíbrio de uma vida plena de Deus, não somente o espiritual ou o natural, mas o Deus completo. De tal modo que seremos eternos, mas também reinaremos em vida.  Muitas vezes enrijecemos nossos corações em torno de certas verdades, que não são as trazidas pelo Espírito Santo, mas sim herdadas e, talvez, caducas, ou construídas com propósitos malignos, mas que aparentam ser boas. Certa vez eu imaginei uma história que pode ilustrar tal situação, e eu irei aproveitar este texto para escrevê-la. Lá vai:

O artista e o ocupado

    Havia um homem com o coração muito rígido. Ele pensava que sabia demais sobre o mundo, sobre como as coisas funcionavam. Ele acreditava que a vida era difícil, trabalhava muito, não tinha tempo para orar, conhecia pouco a história daqueles que nos salvou e, portanto, nunca confiou no Espírito Santo. Ele preferia confiar na sua própria força, afinal. Se não lutasse, não venceria, este era o seu pensamento.

    Um dia, teve uma oportunidade muito incomum de falar frente a frente com um artista que defenda que nossa sociedade deveria se preocupar com o futuro. Afinal, como ele estava inserido numa cultura ocupada demais com sua sobrevivência, esta mesma cultura não conseguia refletir sobre seus atos através do tempo. Estavam se autodestruído, como uma criança com acesso ilimitado a doces provavelmente o faria. Este artista, portanto, utiliza seu tempo livre para proferir tal discurso. Nesta oportunidade, este homem falou ao artista:

    - É bonito teu discurso de que temos que salvar nosso planeta. No entanto, tu falas isto porque tens tempo sobrando. Se, por outro lado, tivesses tu que lutar por tua sobrevivência, assim como eu, não teria tempo para pensar nestas coisas!

    Prontamente o artista respondeu:

    - É justamente por ter tempo sobrando que posso pensar acerca destas coisas, vir aqui e falar a vocês a verdade a qual acredito. Não estou gastando meu tempo aproveitando os prazeres que o dinheiro poderia me dar como outros fazem, mas sim tentando plantar uma semente de esperança para nossas crianças em seus corações!

    Nisto o homem se calou. As certezas do seu coração foram quebradas e pela primeira vez ele pode ouvir o Espírito Santo. Aquilo mudou sua vida.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Fé, esperança e racionalidade

Introdução:
Olá amigos, bem vindos à mais uma postagem. Hoje vou escrever sobre alguns aspectos da fé, esperança e racionalidade, segundo aquilo que eu tenho experimentado através da minha vivência na igreja e da leitura bíblica e de livros complementares. Um destes livros é um curso de Fé, de Kenneth Height. Este livro me inspirou a pensar em alguns aspectos da fé, através do milagre que o próprio autor teve através de sua própria transformação. Antes de começar a postagem, devo admitir que estou passando por um período de pouca atividade de criação. Enfim, vamos à postagem.

Fé, seu fundamento e funcionamento:
Em Hebreus 11:1 diz: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem”. Através deste texto é possível começar a expressar o que é a fé. Ora, a fé nada mais é do que a palavra arraigada no coração do homem, de modo que ele não solte aquilo que ele crê de modo algum. Portanto, aquilo que declaramos, e se realmente cremos quando declaramos, passa a ser realidade no mundo espiritual, e passando a ser verdade no mundo espiritual, é uma questão de tempo até que sua manifestação material ocorra. Afinal, bem sabemos que Deus chama as coisas à existência mesmo que elas não existam (Romanos 4:14b) e que, Jesus é o Pai e nós, que aceitamos a Cristo, o somos, portanto, também somos o Pai (João 17). Ou seja, o poder de chamar à existência aquilo que não existe também é nosso.

Fato é que para Jesus atuar ele precisa que as pessoas tenham fé nele. Em Mateus 18:58, Jesus não pode fazer muitos milagres em sua terra natal, justamente porque a fé das pessoas era diminuída já que elas tinham um conhecimento natural de Jesus, pois o viram criança e conheciam sua família. De tal modo, sem fé, não há Cristo nem Pai, nos reduzimos ao natural, à matéria, à esperança. É preciso, no entanto, notar um aspecto da fé: para que ela funcione, ela precisa ser colocada em prática. Se não existe nenhuma fonte de fé nas pessoas, naturalmente ela não pode ser colocada em prática.

A prática inicial da fé é a declaração, como vemos em Mateus 21:21. No entanto, não somente a declaração, mas também a perseverança, afinal, em Mateus 21:22 está escrito, “Crendo”. Ora, a declaração torna aquilo real no mundo espiritual, mas é preciso que o mundo espiritual encontre suas maneiras sobrenaturais para materializar aquilo que está sendo declarado. Por isso, é preciso continuar crendo, até que aquilo que não existe, mas foi chamado a existência, realmente seja real. Ora, agora surge a seguinte reflexão: se já está realizado no mundo espiritual, de fato, faltando somente que se materialize no mundo material, não seria a minha responsabilidade agir de tal modo que, aquilo que foi dito no mundo espiritual se torne verdade? Concluímos, afinal, já é verdade, e se é verdade, é preciso agir como se aquilo fosse verdade!

Esta reflexão, para mim, em absoluto, revela o modo como a fé opera. Ouvi em uma ministração que, se percebemos bem nas escrituras, Cristo, para realizar uns milagres, pediu para que os homens agissem como se já estivessem curados, para então o curá-los, como é exemplo da cura da mão seca, em Mateus 12.9-13. No entanto, para mim, este aspecto da fé revela, ainda mais, a lei da semeadura, tão conhecida no meio cristão. Ora, pois, se não formos capazes de agir no pouco, através da fé e da certeza da realização no mundo espiritual, tão pouco seremos capazes de agir no mundo, através dos nossos sentidos e na realização no mundo espiritual.

De tal modo, aqui escrevo, para aqueles que buscam ter fé: não somente declarem, mas ajam como se aquilo fosse verdade. Exemplo: uma pessoa quer se tornar médica, mas não tem a menor noção natural de que irá se tornar ou não. O que ela faria se tivesse a certeza de que seria médica? Iria estudar! Ora, pois, então vá estudar, pois se declarares de coração, e crendo, receberes. E se não houver a mínima noção de como agir caso aquilo fosse verdade, vá orar, buscar sabedoria nas escrituras e ou com outras pessoas, passando pelo devido filtro da palavra, para que então descobrir o que fazer. Neste sentido, declarar é de fundamental importância, pois somente através dela o reino de Deus, tocados pela graça de Deus, poderão se mover a seu favor, de modo que o sobrenatural aconteça.

Relação entre esperança e fé:
O que é esperança, afinal, senão a certeza natural de que alguma coisa acontecerá? Curioso que existe até uma operação na matemática estatística chamada esperança. De qualquer forma, qualquer pessoa pode ter esperança. Temos a esperança de que o sol irá nascer de novo. Isto não é fé. Na bíblia diz para que tenhamos fé nas suas escrituras, mesmo que, para nosso natural, aquilo que lá está escrito não tenha a menor possibilidade natural de acontecer! Isto pode ser um contra senso, mas aquele que busca a Deus e ora por revelação do espírito, sabedoria e entendimento, receberá a revelação dos céus e aceitará isto como verdade. Na dúvida, basta perguntar aos homens e mulheres de Deus o quanto do sobrenatural eles já viveram! Para mim, pessoalmente, o casamento, por exemplo, já é uma operação sobrenatural, que muitas pessoas que pensam naturalmente veem como uma prisão ou como uma estrutura de castração social.

Entendendo o que é esperança, e já sabendo o que é fé, o que eu proponho nessa relação de fé e esperança é o seguinte: que tal usar a fé para ter um pouco mais de esperança, de modo que, através da esperança, se torne mais fácil ter fé? Isto parece um pouco complicado, mas para mim é uma operação perfeitamente possível. Ora, pois, se Deus coloca algo em nossos corações que seja muito difícil de termos esperança, para que assim as coisas sejam mais fáceis, creiamos, portanto, em esperança! Afinal, Deus não deseja que carreguemos fardos pesados, afinal, Jesus já carregou a cruz, o maior dos fardos, para que nós possamos carregar fardos leves, e ter fé em algo sem ter esperança é um fardo pesado, penso eu.

Comecemos, portanto, a declarar esperança sobre aquilo que está em nossos corações. Mas não somente declarar, como também buscar por coisas que tragam esperança em relação à aquilo que está em nossos corações. Afinal, se precisamos agir como se tivéssemos esperança, o que precisamos fazer para termos esperança? Buscar a esperança! Através disto ela certamente virá, pois está escrito que ela deve vir. No entanto, pode ocorrer que o fato que está em nossos corações seja tão sobrenatural que até mesmo encontrar a esperança seja difícil! Neste caso, mais fácil que o próprio caso em si aconteça do que a vinda da esperança. No entanto, não acredito que este seja a maioria dos casos. Portanto, rogo ao povo de Cristo que orem por esperança, para que seja mais fácil, para que tenham mais alegria e misericórdia com aqueles que decidem levar uma vida através dos meios naturais.

Sobre a declaração e a racionalidade:
Kenneth Height é um pouco extremo com a questão da declaração. Ele diz que se a gente falar do contrário, mesma que seja um pouquinho, já estamos afastando de nós aquilo que estamos declarando. Para mim, é até possível que se fale o contrário daquilo que se deseja, desde que saibamos claramente que o que estamos falando é natural, para fins natural, e que preservemos em nossos corações as nossas declarações espirituais, e acreditemos mais no espírito que no natural. Afinal, está escrito, em João 20:29b, “bem-aventurados os que não viram e creram!”, e também em  2 Coríntios 4:18, que diz “Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”.

Para mim, agir como se já fosse verdade e declarar espiritualmente é o suficiente para que a fé entre em funcionamento. Chegar ao ponto de negar o mundo natural, para mim, é exagero e pode ser prejudicial, pois parecemos irracionais perante aos ímpios, e bem sabemos que o cristianismo é um culto racional á Deus, como descrito em Romanos 12:1. Sabemos, no entanto, que para os ímpios, aqueles que creem são loucos, como dito em 1 Coríntios 1:18, no entanto, percebam a diferença: uma coisa é ignorar a racionalidade, outra coisa é ser louco. Ignorar a racionalidade, para mim, em certo ponto, pode envergonhar ao evangelho pois irá aparentar ao ímpio falta de estabilidade emocional, falta de consciência do mundo natural. No entanto, se mesmo declarando que naturalmente é impossível, mas espiritualmente declararmos que já aconteceu e agirmos como se estivesse acontecido, ai sim pareceremos loucos, como dizem as escrituras, mas também seremos dominantes, como também diz em Gênesis 1:26-28, e pessoalmente, acredito ser mais adequado.

Obviamente, terá meu respeito todos aqueles que preferem seguir como Kenneth diz e declarar sempre aquilo que estão crendo, mesmo que eu sempre tenha que perguntar se aquela é uma declaração espiritual ou natural. Ora, pois, imaginem a chegada de um médico (ou mesmo uma pessoa que possa orar pela cura dela), e este médico pergunta: você está bem? E mesmo a pessoa estando com dor de cabeça, ela dirá, estou bem. Mesmo tendo sido o médico enviado por Deus, o que ele irá poder fazer por aquela pessoa? É isso o que eu quero dizer por afirmação natural. Espiritualmente, obviamente, aquela pessoa irá agir como curada, pois Jesus levou todas as nossas enfermidades consigo, e ela não irá aceitar viver com dor de cabeça ou seja lá o que for, e irá lutar e agir tão naturalmente quanto possível, em espírito, porque lá ela é perfeita aos olhos de Deus, então ela, por fé, agirá como.

Encerramento:
Este texto é a escrita sincera daquilo que eu acredito e pratico na minha vida. Pode haver algum erro, e se houver, podem escrever nos comentários. Esta separação entre mundo natural e mundo espiritual pode parecer que estou diminuindo a força das escrituras e do próprio Deus, no entanto, eu assim o faço para que eu consiga comunicar melhor aquilo que está dentro do meu coração. No final, eu sei que para Deus, mundo espiritual e natural são uma coisa só, assim como que, para ele, tempo não existe. Fico feliz por ter escrito este texto e ter saído do meu hiato de produção. Boa semana para todos.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Evolução espiritual e relação com os valores familiares

Olá amigos, bem vindos a mais uma postagem. É muito frequente ouvir por ai as pessoas falando sobre valores como a família nuclear. No entanto, certas vezes, ouço coisas que me incomodam, e normalmente o incomodo surge quando percebo que as pessoas defendem o desenvolvimento da família nuclear não somente de forma espiritual, mas de forma mecânica. Ou seja, elas tentam se utilizar de artifícios físicos para convencer as pessoas a terem famílias nucleares, quando, na verdade, nosso campo de batalha é somente o espiritual. Afinal, de que vale coibir pessoas a formarem famílias se não existir amor durante esse processo de construção?

Portanto, gostaria de adicionar algumas argumentações à esta discussão para que possamos agir de forma correta para o desenvolvimento de uma sociedade mais integra. Para começar, respondamos a seguinte pergunta: afinal, qual é a importância da família? Como cristão, aceito como verdadeira a proposição de que um homem para uma mulher. Além disto, considero que o desenvolvimento sadio de uma sociedade passa por estes princípios, pois, sendo o homem a materialização da energia masculina, sendo a mulher a materialização da energia feminina, nada mais justo que ambos se relacionarem um a um.

Além disso, também precisamos perceber que as características hereditárias do espírito. Assim, o filho tende a herdar espiritualmente ao seu pai, e a filha à sua mãe. Para tanto, é necessário que aquilo que se herde seja o suficiente para desenvolver uma vida saudável e forte. Portanto, o ritual do casamento nada mais é que a construção de um símbolo que testifica que o casal tem força o suficiente para manter uma relação firme e, também, passar seu espírito feminino e masculino adiante. Certamente isto é algo que agrada a Deus, afinal, Deus nada mais quer além do desenvolvimento prospero da sua criação.

Neste ponto, chegamos à situação crítica, que é justamente o casamento. Ora, para casar é necessário investimento de recursos. No entanto, se o desenvolvimento social de uma dada sociedade não for satisfatório, haverá uma grande parcela da sociedade que não terá os recursos necessários para desenvolver o casamento, tal como explicado no texto “Níveis de degeneração social e a renovação social”. Neste ponto, as pessoas começam a desistir de casarem-se, e o comportamento promíscuo começa a se tornar comum. Promiscuidade por promiscuidade, as pessoas começam a perder sua maturidade sexual, e logo a sociedade começa a construir símbolos profanos, ou seja, cujo objetivo é o puro consumo da carne, sem responsabilidade nenhuma com o desenvolvimento humano.

É neste ponto bastante sensível que os religiosos começam a querer levantar sua voz, gritando valores como família e querendo desenvolver mecanismos para forçar a sociedade que assim seja feito, como no velho testamento. No entanto, percebam que o motivo pelo qual há a degeneração cultural é a falta de uma estrutura econômica capaz de estruturar a cultura em seus símbolos. Portanto, tentar desenvolver mecanismos, geralmente violentos, que tentem orientar as pessoas, mas sem realmente tentar desenvolver uma reestruturação economia, é pura perda de tempo! Estão, afinal, tentando lutar contra os sintomas da doença, não contra a causa.

De uma forma mais abstrata, eu costumo argumentar o seguinte: para se ter uma família é necessário ter uma certa quantidade de fé, tanto o homem quanto a mulher, para esperarem em Deus todas as provações que os testificam prontos para estabelecerem uma relação sexual saudável, que ao mesmo tempo os dará prazer pela vida e os fará gerar vida. No entanto, quanto menos desenvolvida socialmente uma sociedade for, maior é a quantidade de fé necessária para que este homem e mulher alcancem o casamento. Deste modo, quando a sociedade média de fé de uma sociedade é menor que a quantidade de fé média necessária para que se tenha uma família em uma sociedade, se inicia o um processo de degeneração cultural.

O interessante do processo de degeneração cultural é que ele chega às estranhas da economia. Afinal, a economia e a cultura fazem juntas parte do sistema social que governa a sociedade, se uma vai mal, puxa a outra. Nesta situação, pelo menos nos tempos antigos, é provável que um país se aproveitasse dessa fraqueza espiritual de uma sociedade para atacá-la, conquistá-la, e expandir seu poder econômico e cultural. Afinal, segundo alguns pontos de vista, isto já está acontecendo aqui no Brasil, quando a cultura e a economia brasileira é frequentemente desvalorizada frente aos símbolos e produtos importados de outros países. Além disto, é notório alguns casos de investimento para a desestruturação da política do nosso país.

Portanto, o que podemos nós, aqueles que acreditam em Deus, fazer para contornar a situação deste país? Certa vez meu pastor disse que se sentia muito realizado em lançar o evangelho de Cristo lá na África, porque para ele, basta que ele alcançasse um homem como Davi que eles poderiam, de fato, transformar a realidade Africana. Isto significa que nós, como cristãos, levando evangelho, estamos desenvolvimento a atmosfera necessária para que se desenvolva uma estrutura espiritual necessária para que algum grande homem governe e estabeleça condições para que nosso país lute. Afinal, este homem, líder, não poderia governar uma população que não fosse capaz de entender seus valores e princípios.

Isto nos faz concluir que é uma perca de tempo lutar para que valores como o da família sejam mecanicamente estabilizados. Aqueles que têm o amor de Deus em seu coração e a fé necessária para esperar o bom desenvolvimento de suas vidas vão esperar o tempo que for necessário para desenvolvem suas famílias. No entanto, aquele que esperar para ter sua família só porque tem que ser assim, sem sentir em seu coração, só para fazer aquilo que socialmente o obrigam, este se tornará um religioso sem amor, mas com raiva daqueles que fazem aquilo que ele gostaria de fazer. A linguagem de Cristo, afinal, é o amor.

Isto também nos direciona na luta política dos evangélicos, a qual eu acompanho pouquíssimo, mas geralmente só vejo notícias relacionando a luta deles contra leis que representem o avanço da cultura mundana no sistema de lei brasileiro. Ora, porque, afinal, eles não lutam para desenvolver uma estrutura econômica melhor no nosso país, para que, através disso, a quantidade de fé necessária para ter uma família diminua e as pessoas tenham mais chances de construir seu casamento? Se eles já fazem isto, que me perdoem, e pode ser também que o tempo para que isto aconteça ainda não tenha chegado. De qualquer forma, que este texto fique de registro.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Estamos em guerra espiritual

Bem vindos a mais um texto. Hoje vou comentar sobre uma visão que tenho acerca do mundo espiritual sobre a perspectiva bíblica. Para tanto, estarei me baseando no conhecimento comum sobre o cristianismo, no entanto, posso perfeitamente estar cometendo enganos neste texto. Esta visão se desenvolveu durante minha leitura da bíblia e através dos conhecimentos adquiridos através dos vários cultos e vídeos que eu estou tendo acesso através da minha igreja local e da internet. Futuramente, se for o caso, eu trago alguns versículos para apoiar as afirmações aqui contidas.

Tudo se inicia no velho testamento, aonde Deus cria o mundo. Até ai, já falei sobre isto aqui no blog. A parte que interessa, no entanto, é o que vem a partir da queda de Adão: a construção de uma civilização. Deus tentou fazer uma civilização se levantar, no entanto, tal civilização não teve a menor reverência pela palavra de Deus. Neste caso, ele se irou, matou todos, menos Noé, pois ele sentia em Noé um homem bom. Com isto Deus quis nos provar que para combater o mal do homem, recorrer à destruir toda humanidade não é válido, pois sempre haverá um justo no meio dos injustos. Através disto, ele iniciou seu plano para a volta de Cristo.

Percebamos que a humanidade se desenvolveu até que Moisés chegasse e libertasse o povo escolhido por Deus para dar origem à seu filho. Moisés assim o fez, mas o fez através do estabelecimento de regras duras e, de certo modo, violentas. Estabeleceu o pecado, e aquele que pecasse deveria pagar com morte. Quanto mais grave o pecado, mais morte deve ser provocada. Isto ia até o ponto em que os pecados mais graves eram pagos com a morte do próprio pecador, já comentei o assunto na postagem “Apedrejamentos em Deuteronômio”. Sendo Deus aquele quem concedeu a palavra a Moisés, pra que finalidade ele autorizou tal prática, afinal?

A resposta é simples: estamos em guerra. Isto porque tais regras faziam o povo desperdiçar menos tempo com futilidades e mais tempo com o que realmente importa: se tornar um povo guerreiro, integro e forte. Isto garantiu ao povo do Deus Jeová prosperidade, de tal modo que dominou militarmente os demais povos da região e seus deuses. Quando o povo começava a pecar e não pagava com sacrifícios de morte pelos pecados, era o inicio da decadência de uma geração guerreira, a qual constantemente eram subjulgadas por outros povos até compreender que a palavra de Deus é real.

A capacidade de resistir ao tempo mostrou que a palavra de Deus é verdadeira e prospera. O interesse de Deus é ver seu povo prosperando, e não sofrendo a toa. Como explicado no texto anteriormente citado, a palavra de Deus começou a não mais espelhar a realidade espiritual sobre o qual seu povo vivia, de modo que Cristo foi trazido até nós para que uma nova realidade surgisse. Este, afinal, é o novo testamento. No entanto, vindo o novo testamento, a pergunta que surge é: ainda estamos em guerra? Ora, a resposta é sim. Mas calma! Trago boas notícias, Cristo já venceu esta guerra! Por isto o Cristão pode ser chamado que mais que vencedor.

Porém, se Cristo venceu a guerra, como ainda estamos em guerra? É preciso pensar que para Deus, passado, presente e futuro é a mesma coisa. Cristo venceu a guerra, mas esta vitória foi estabelecida apenas no mundo espiritual, de modo que aquele que ascende ao mundo espiritual através do renascimento em Cristo herda tal vitória. A volta de Cristo será o ato final de vitória, afinal, no qual poderemos dizer que a guerra contra a morte foi vencida não somente no mundo espiritual, mas também no mundo físico. O principal motivo pelo qual estou dizendo é pelo seguinte: a linguagem cristã, por incrível que pareça, é uma linguagem de guerra.

Isso mesmo. A linguagem cristã é uma linguagem de guerra. No entanto, sua arma é o amor de Cristo, e a certeza de sua vitória no mundo espiritual nos faz agir em amor independente do que aconteça! Estamos em guerra contra o pecado, contra o mal que jaz no mundo. Certamente é triste ver nossos amigos caindo, ver a sociedade se deteriorando, mas isto nada mais representa que a mortificação da carne necessária para a ascensão espiritual. O que nós, como Cristãos, guerreiros da paz, podemos fazer, é simplesmente oferecer o amor e a palavra de Cristo para estas pessoas. Torná-las nossos discípulos, assim que renascerem, para oferecer a elas um estilo de vida completamente novo e que as preencha completamente, livrando-as do pecado.

No antigo testamento, a guerra era feita no mundo físico. Os povos que pecavam ficavam fracos fisicamente e eram subjulgados pelo mal, que eram outros povos e seus deuses. Agora, no entanto, na realidade Cristã, um cristão ainda pode ser derrotado. Contudo, esta derrota acontece se, e somente se, este cristão, por algum motivo, se separa de Cristo. Neste caso, a vitória, que está em Cristo, também se separará dele, de modo que ele fica aberto para o pecado, que traz morte, e em algum momento essa morte pode se manifestar fisicamente em alguma área da vida dele.

Portanto, na realidade Cristã, quando pecamos, nos tornamos fracos espiritualmente, ou seja, nos afastamos de Cristo. Quando deixamos de ter uma vida com Deus através da condenação, falta de oração ou falta da palavra em nossas vidas, também estamos nos afastando de Cristo. Quanto mais afastados de Cristo formos, mais distantes da vitória que Ele conquistou para nós através de Cruz estaremos e mais apagados para o mundo e para o corpo de Cristo seremos. De tal modo, podemos até mesmo morrer espiritualmente, quando nos distanciamos completamente de Deus. Neste caso, estaremos à mercê do mundo, sem nenhuma garantia de vitória e sem nada que nos torne espiritualmente eternos.

PS: ao falar em morte espiritual, lembrei que já escrevi sobre renascimento. Acredito que seja a leitura se relaciona e seja interessante: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2017/10/a-introducao-de-jesus-em-mateus.html