Introdução:
Olá amigos, bem vindos à mais uma postagem. Hoje vou escrever sobre alguns aspectos da fé, esperança e racionalidade, segundo aquilo que eu tenho experimentado através da minha vivência na igreja e da leitura bíblica e de livros complementares. Um destes livros é um curso de Fé, de Kenneth Height. Este livro me inspirou a pensar em alguns aspectos da fé, através do milagre que o próprio autor teve através de sua própria transformação. Antes de começar a postagem, devo admitir que estou passando por um período de pouca atividade de criação. Enfim, vamos à postagem.
Fé, seu fundamento e funcionamento:
Em Hebreus 11:1 diz: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem”. Através deste texto é possível começar a expressar o que é a fé. Ora, a fé nada mais é do que a palavra arraigada no coração do homem, de modo que ele não solte aquilo que ele crê de modo algum. Portanto, aquilo que declaramos, e se realmente cremos quando declaramos, passa a ser realidade no mundo espiritual, e passando a ser verdade no mundo espiritual, é uma questão de tempo até que sua manifestação material ocorra. Afinal, bem sabemos que Deus chama as coisas à existência mesmo que elas não existam (Romanos 4:14b) e que, Jesus é o Pai e nós, que aceitamos a Cristo, o somos, portanto, também somos o Pai (João 17). Ou seja, o poder de chamar à existência aquilo que não existe também é nosso.
Fato é que para Jesus atuar ele precisa que as pessoas tenham fé nele. Em Mateus 18:58, Jesus não pode fazer muitos milagres em sua terra natal, justamente porque a fé das pessoas era diminuída já que elas tinham um conhecimento natural de Jesus, pois o viram criança e conheciam sua família. De tal modo, sem fé, não há Cristo nem Pai, nos reduzimos ao natural, à matéria, à esperança. É preciso, no entanto, notar um aspecto da fé: para que ela funcione, ela precisa ser colocada em prática. Se não existe nenhuma fonte de fé nas pessoas, naturalmente ela não pode ser colocada em prática.
A prática inicial da fé é a declaração, como vemos em Mateus 21:21. No entanto, não somente a declaração, mas também a perseverança, afinal, em Mateus 21:22 está escrito, “Crendo”. Ora, a declaração torna aquilo real no mundo espiritual, mas é preciso que o mundo espiritual encontre suas maneiras sobrenaturais para materializar aquilo que está sendo declarado. Por isso, é preciso continuar crendo, até que aquilo que não existe, mas foi chamado a existência, realmente seja real. Ora, agora surge a seguinte reflexão: se já está realizado no mundo espiritual, de fato, faltando somente que se materialize no mundo material, não seria a minha responsabilidade agir de tal modo que, aquilo que foi dito no mundo espiritual se torne verdade? Concluímos, afinal, já é verdade, e se é verdade, é preciso agir como se aquilo fosse verdade!
Esta reflexão, para mim, em absoluto, revela o modo como a fé opera. Ouvi em uma ministração que, se percebemos bem nas escrituras, Cristo, para realizar uns milagres, pediu para que os homens agissem como se já estivessem curados, para então o curá-los, como é exemplo da cura da mão seca, em Mateus 12.9-13. No entanto, para mim, este aspecto da fé revela, ainda mais, a lei da semeadura, tão conhecida no meio cristão. Ora, pois, se não formos capazes de agir no pouco, através da fé e da certeza da realização no mundo espiritual, tão pouco seremos capazes de agir no mundo, através dos nossos sentidos e na realização no mundo espiritual.
De tal modo, aqui escrevo, para aqueles que buscam ter fé: não somente declarem, mas ajam como se aquilo fosse verdade. Exemplo: uma pessoa quer se tornar médica, mas não tem a menor noção natural de que irá se tornar ou não. O que ela faria se tivesse a certeza de que seria médica? Iria estudar! Ora, pois, então vá estudar, pois se declarares de coração, e crendo, receberes. E se não houver a mínima noção de como agir caso aquilo fosse verdade, vá orar, buscar sabedoria nas escrituras e ou com outras pessoas, passando pelo devido filtro da palavra, para que então descobrir o que fazer. Neste sentido, declarar é de fundamental importância, pois somente através dela o reino de Deus, tocados pela graça de Deus, poderão se mover a seu favor, de modo que o sobrenatural aconteça.
Relação entre esperança e fé:
O que é esperança, afinal, senão a certeza natural de que alguma coisa acontecerá? Curioso que existe até uma operação na matemática estatística chamada esperança. De qualquer forma, qualquer pessoa pode ter esperança. Temos a esperança de que o sol irá nascer de novo. Isto não é fé. Na bíblia diz para que tenhamos fé nas suas escrituras, mesmo que, para nosso natural, aquilo que lá está escrito não tenha a menor possibilidade natural de acontecer! Isto pode ser um contra senso, mas aquele que busca a Deus e ora por revelação do espírito, sabedoria e entendimento, receberá a revelação dos céus e aceitará isto como verdade. Na dúvida, basta perguntar aos homens e mulheres de Deus o quanto do sobrenatural eles já viveram! Para mim, pessoalmente, o casamento, por exemplo, já é uma operação sobrenatural, que muitas pessoas que pensam naturalmente veem como uma prisão ou como uma estrutura de castração social.
Entendendo o que é esperança, e já sabendo o que é fé, o que eu proponho nessa relação de fé e esperança é o seguinte: que tal usar a fé para ter um pouco mais de esperança, de modo que, através da esperança, se torne mais fácil ter fé? Isto parece um pouco complicado, mas para mim é uma operação perfeitamente possível. Ora, pois, se Deus coloca algo em nossos corações que seja muito difícil de termos esperança, para que assim as coisas sejam mais fáceis, creiamos, portanto, em esperança! Afinal, Deus não deseja que carreguemos fardos pesados, afinal, Jesus já carregou a cruz, o maior dos fardos, para que nós possamos carregar fardos leves, e ter fé em algo sem ter esperança é um fardo pesado, penso eu.
Comecemos, portanto, a declarar esperança sobre aquilo que está em nossos corações. Mas não somente declarar, como também buscar por coisas que tragam esperança em relação à aquilo que está em nossos corações. Afinal, se precisamos agir como se tivéssemos esperança, o que precisamos fazer para termos esperança? Buscar a esperança! Através disto ela certamente virá, pois está escrito que ela deve vir. No entanto, pode ocorrer que o fato que está em nossos corações seja tão sobrenatural que até mesmo encontrar a esperança seja difícil! Neste caso, mais fácil que o próprio caso em si aconteça do que a vinda da esperança. No entanto, não acredito que este seja a maioria dos casos. Portanto, rogo ao povo de Cristo que orem por esperança, para que seja mais fácil, para que tenham mais alegria e misericórdia com aqueles que decidem levar uma vida através dos meios naturais.
Sobre a declaração e a racionalidade:
Kenneth Height é um pouco extremo com a questão da declaração. Ele diz que se a gente falar do contrário, mesma que seja um pouquinho, já estamos afastando de nós aquilo que estamos declarando. Para mim, é até possível que se fale o contrário daquilo que se deseja, desde que saibamos claramente que o que estamos falando é natural, para fins natural, e que preservemos em nossos corações as nossas declarações espirituais, e acreditemos mais no espírito que no natural. Afinal, está escrito, em João 20:29b, “bem-aventurados os que não viram e creram!”, e também em 2 Coríntios 4:18, que diz “Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”.
Para mim, agir como se já fosse verdade e declarar espiritualmente é o suficiente para que a fé entre em funcionamento. Chegar ao ponto de negar o mundo natural, para mim, é exagero e pode ser prejudicial, pois parecemos irracionais perante aos ímpios, e bem sabemos que o cristianismo é um culto racional á Deus, como descrito em Romanos 12:1. Sabemos, no entanto, que para os ímpios, aqueles que creem são loucos, como dito em 1 Coríntios 1:18, no entanto, percebam a diferença: uma coisa é ignorar a racionalidade, outra coisa é ser louco. Ignorar a racionalidade, para mim, em certo ponto, pode envergonhar ao evangelho pois irá aparentar ao ímpio falta de estabilidade emocional, falta de consciência do mundo natural. No entanto, se mesmo declarando que naturalmente é impossível, mas espiritualmente declararmos que já aconteceu e agirmos como se estivesse acontecido, ai sim pareceremos loucos, como dizem as escrituras, mas também seremos dominantes, como também diz em Gênesis 1:26-28, e pessoalmente, acredito ser mais adequado.
Obviamente, terá meu respeito todos aqueles que preferem seguir como Kenneth diz e declarar sempre aquilo que estão crendo, mesmo que eu sempre tenha que perguntar se aquela é uma declaração espiritual ou natural. Ora, pois, imaginem a chegada de um médico (ou mesmo uma pessoa que possa orar pela cura dela), e este médico pergunta: você está bem? E mesmo a pessoa estando com dor de cabeça, ela dirá, estou bem. Mesmo tendo sido o médico enviado por Deus, o que ele irá poder fazer por aquela pessoa? É isso o que eu quero dizer por afirmação natural. Espiritualmente, obviamente, aquela pessoa irá agir como curada, pois Jesus levou todas as nossas enfermidades consigo, e ela não irá aceitar viver com dor de cabeça ou seja lá o que for, e irá lutar e agir tão naturalmente quanto possível, em espírito, porque lá ela é perfeita aos olhos de Deus, então ela, por fé, agirá como.
Encerramento:
Este texto é a escrita sincera daquilo que eu acredito e pratico na minha vida. Pode haver algum erro, e se houver, podem escrever nos comentários. Esta separação entre mundo natural e mundo espiritual pode parecer que estou diminuindo a força das escrituras e do próprio Deus, no entanto, eu assim o faço para que eu consiga comunicar melhor aquilo que está dentro do meu coração. No final, eu sei que para Deus, mundo espiritual e natural são uma coisa só, assim como que, para ele, tempo não existe. Fico feliz por ter escrito este texto e ter saído do meu hiato de produção. Boa semana para todos.