quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Algumas mensagens sobre Cristo

--- Sinto que eu mesmo podia ter dito essas palavras, mas a honra foi dele, hehehe. Mas isso é ou não é o mesmo espírito pegando junto? De coisas tão singelas, embora ele seja capaz de fazer outras coisas maravilhosas, o espírito santo demonstra sua existência!

--- Deus não é ciumento, pois ele é o Deus da graça.

De graça ele enviou seu filho, que nos capacitou e nos guiou para trazer o reino dos céus para a terra. Não mais pertencemos a uma comunidade que guerreira contra o mundo e se protegendo das ofensivas do mal. Pelo contrário, amamos ao mundo e convertemos a morte em vida através dos dons de Cristo. Deste modo, não temos mais a necessidade de sermos ciumentos, temos sim a necessidade de amar. Amor deve ser nossa linguagem, essa é a nova aliança. Como querer possuir algo que é infinito?

Deus oferece a graça, aquele que deseja seguir por outro caminho que não a graça de Deus, o fará por sua responsabilidade. Será aceito de volta, trazendo consigo suas experiências e seu testemunho da grandeza de Deus em sua vida. Nenhum mais se afastará de nós por nós não o aceitarmos a menos que ele insista em mudar aquilo que ele não tem autoridade para mudar. Neste caso, que crie ele mesmo sua própria autoridade e, se for da vontade de Deus, ela crescerá.

Nenhum mais se afastará de nós caso o caminho seja muito duro, porque a cruz que Jesus designa para nós é leve. Se acaso a cruz ficar pesada, lembremo-nos de que Deus não dá peso que não possamos suportar, portanto, oremos caso desejemos termos a honra de receber mais graça para suportar mais ou passemos a ele este peso, que sua sabedoria providenciará provisão.

Todo aquele que busca a verdade, através do amor, será bem-vindo. Deus não quebra seus princípios, Deus é um ser espiritual, mas aquele que contempla a verdade humana entende que o espírito é tão real quanto às leis que regem a natureza. Aquele que verdadeiramente busca o sagrado deverá saberá unir o natural ao espiritual, do contrário decairá em espíritos enganosos ou matéria à sem propósito.

--- Não violente o mundo. Se estás com Jesus e o próximo não, e tu crê nisto de todo coração, certamente Ele te proverá e o próximo será violentado o suficiente para que possas tu ser testemunha daquele que tu carregas dentro de ti. Se, por outro lado, sentes tu a necessidade de violentá-lo para provar aquele que está dentro de ti, este certamente não está, pois a maior prova que ele deu ao mundo de que ele era o próprio Deus foi transformá-lo sem a necessidade de nenhum tipo de violência.

-- O sofrimento que antes me fazia entrar em desespero e pensar em morte é o mesmo sofrimento que agora me faz buscar a graça de Deus para cumprir meu propósito em Cristo.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Igreja cristã: guardiã da vida

Introdução:
São momentos difíceis os que a igreja passa quando ela se encontra inserida numa região com bastantes problemas sociais. Em certo ponto a sociedade que não acompanha o trabalho que a igreja desenvolve impõe a ela a responsabilidade de atuar naquele local ou a taxa como aproveitadora do sofrimento alheio através de seus dízimos. De fato, a igreja desenvolve um papel de empresa, pois ela tem aspectos físicos a serem gerenciados e se utiliza de diversos aparatos tecnológicos para poder exercer sua função de acordo com o mínimo de expectativa. Algumas vezes até a própria atuação da igreja confunde a divina missão da sua existência com as expectativas que a sociedade impõe a ela. Portanto, acredito ser importante refletirmos sobre qual é o papel da igreja na atuação social.

Origem:
Começaremos partindo do princípio de que a igreja é o lugar aonde conhecemos e damos continuidade aos ensinamentos de Jesus. Sendo assim, é de extrema importância entender quem é Jesus e seus ensinamentos. Muito se pode teorizar sobre o assunto através das escrituras bíblicas, mas acredito ser possível afirmar que todo o ensinamento e exemplo que Jesus trouxe a nós através de sua vinda a terra pode ser resumido pelo amor à vida. Sendo assim, em essência, ser cristão é amar a vida. Cabe ao cristão utilizar todos os ensinamentos de Cristo e sua fé em Deus para buscar dentro de si o caminho para a vida e para o amor, para que assim encontre o sagrado em si e consiga caminhar em paz e prosperidade cristã, realizando o ide de Cristo.

Guardiã da vida:
Não é preciso que Cristo se faça carne novamente para se sacrificar por nós e nos ensinar tudo o que ele já nos ensinou. Sua vinda se mantém viva nas igrejas, que são todas as reuniões aonde haja duas ou mais pessoas que invoquem seu nome. Portanto, a própria atuação das igrejas é a vida de Cristo na terra, através do espírito santo, porque é somente através dele que temos a revelação das escrituras sobre como agir para agradar a Deus. Deste modo, acredito ser possível afirmar que o título “guardiã da vida” se adéqua bem à igreja, pois é na fé e nos ensinamentos de cristo que se desenvolve um ambiente capaz de suportar os comportamentos que geram a vida eterna. Portanto, o ambiente da igreja é um ambiente sagrado, que agrada a Deus, que gera vida.

Divisão da fé:
É preciso observar, no entanto, que cada grupo de pessoas é diferente. São culturas diferentes, situações econômicas diferentes. Isto implica diretamente em uma atuação cristã diferente, o que explica as diferentes formas de atuar de uma igreja. Porém, sendo uma igreja cristã, embora possa ter uma base diferente, seu objetivo final é claro: fazer com que aqueles que creem se assemelhem a Cristo. Qualquer igreja que se desvirtue deste propósito está se desvirtuando de sua autoridade aqui na terra, que é gerar vida. Afinal, há a maior expressão de vida que o próprio Jesus? Cristo também é a expressão da verdade. Portanto, a igreja cristã não pode ter medo da verdade sob nenhum aspecto: nem da verdade ser contra ela ou a favor dela. Em verdade sabemos que Cristo também é fé. Deste modo, tão importante quanto à verdade é a própria fé. Sem fé, a igreja perde o seu sobrenatural, buscando agir exclusivamente pelos meios naturais, sem necessitar da presença de Deus.

Os iludidos:
Há pessoas que acreditam não precisar dos ensinamentos de Cristo para encontrar a vida ou sequer se preocupam com ela, de modo que assumem comportamentos irresponsáveis ou cometem suicídio, mesmo que vagarosamente. Estes são vistos pela igreja como “mundanos” ou “profanos”, pois carregam neles ensinamentos que só funcionam em determinada temporalidade e que não necessariamente levam a vida completa e sagrada, mas sim a vida parcial, que só faz bem a eles e as pessoas que estão imediatamente próximas a eles. Estas pessoas assim o são por serem inundadas pela ilusão de conhecimento suficiente, por não terem sentido a dor da morte em suas vidas ou por nunca sentiram a paz e o amor que um cristão encontra em seu caminho para saber que isto é algo desejável sobre todas as outras coisas. Ora, mas como Cristo, tenhamos amor, pois a única coisa que separa aquele que aceitou a Cristo deles é a revelação da vida eterna.

Os semivivos:
Há cristãos que se convertem sem que tenham morrido para o mundo, de fato. Convertem-se desejando a paz e a prosperidade de Cristo em suas vidas para melhorar suas vidas mundanas. No entanto, muitas vezes eles se esquecem que o princípio de Cristo é o amor à vida, independente de que vida seja esta e estando a sua inclusa. Quando isto acontece, o medo que o “profano” supere a paz e a prosperidade de Cristo se torna maior que o próprio amor. É a partir disto que a igreja, que deveria ser a guardiã da vida, se fecha e se torna guardiã de si mesma, pois ignora tudo o que vem do mundo e perde sua capacidade de converter vidas à Cristo. As paredes da igreja, que antes deveriam representar a presença física de Deus na terra bem como sua capacidade de acolher a quem precisa e ser uma casa de oração, torna-se um muro que separa quem está dentro de quem está fora e perde sua autoridade de vida.

Descaracterização de Cristo:
Isto é algo ruim para todo o cristianismo e mesmo para nossa sociedade, por três motivos principais: o primeiro dele é que isto cria uma imagem diferente de Cristo do que ele realmente é. Ele é a verdade, a fé e a vida, e seu princípio é o amor. Afinal, por amor ele se sacrificou por nós, e sem amor, de nada vale a verdade, a fé e a vida. Ora, quando a igreja resolve se isolar do mundo, é fácil imaginarmos as pessoas que agem de forma mecânica: fazem tudo igual, da mesma forma, sempre. Este não é o verdadeiro caráter da vida, bem como não é o verdadeiro caráter de Jesus, pois a vida se transforma assim como deve se transformar a fé em busca dos caminhos para seguir a Jesus até a sua vinda. Isolamento é algo que certamente Deus não quer para nós, pois ele se manifesta por meio da verdade, mesmo na vida daqueles que nunca ouviram falar dele, pois do contrário a vida destas pessoas não funcionariam nem de modo parcial.

Cristalização da igreja:
O segundo é que a igreja perde sua capacidade de se renovar. Se há alguma verdade, se há alguma vida, certamente há um pedaço de Deus ali, esperando para ser reconhecido e amado pela igreja, e é somente através do amor que seremos capazes de reconhecer este pedaço de Deus que há ali e seremos capazes de convertê-los a vida eterna, que é a de Cristo. Através da vinda daquela pessoa para dentro da igreja, com o que há de Deus nela, há uma renovação da própria igreja, que se parecerá mais com Cristo que antes. Do contrário, imaginemos se a vida da igreja fosse puramente determinada por rituais fechados e sem renovação: poderíamos encontrar Deus em um conjunto fechado de ações se ele próprio é ilimitado? Ora, pois não, do contrário não seria necessário à atuação do espírito santo para que seja feita a vontade de Deus. Apenas através de Cristo, que é amor e que nos concede tal espírito, é que podemos conhecer ao próprio Deus.

A frieza de coração:
O terceiro, a igreja perde sua capacidade de perdoar. O desconhecido muitas vezes é um grande inibidor do agir humano, mas também é um verdadeiro trabalho de fé e sacrifício. Ao lidar com o novo, podemos ser recompensados por Deus e trazer nova vida para a nossa igreja, como também Deus pode achar que aquela não é o momento ou o propósito adequado e fazer-nos falhar, de modo que nosso sacrifício mostrará a igreja que aquele não é o caminho e receberemos o apoio e conforto da igreja como a base para nossa recuperação. Afinal, De que serviria o perdão de Cristo se não cometêssemos erros? Um erro pode ser genuíno, quando realmente inovamos por acreditar que aquele é o caminho, como também pode ser um erro trazido pelo pecado, quando ignoramos os ensinamentos de Cristo e desejamos agir à nossa própria maneira. Se não cometermos erros, mesmo que seja para melhorar a nossa própria igreja, como poderemos perdoar a nós mesmo para aprender a perdoar daquele que está perdido? De um modo ou outro, Jesus ensina o perdão.

O esfriamento:
Quando uma igreja se cristaliza, ela se transforma em uma rocha. No entanto, a rocha já é Cristo, sobre o qual se fundamenta a igreja, de modo que o que atua nela é o espírito santo, que é vivo. Quando deixamos de semear a palavra, deixamos também de transformar a morte dos perdidos em vida para Cristo, de modo que a morte deles será perdida no mundo e irá gerar mais morte. Uma vez que recebida uma nova vida, ela precisará de amor, precisará se sentir parte do reino. Se, como dito anteriormente, a igreja não tiver sabedoria para receber a esta nova vida e tudo de novo que ela traz consigo, ela poderá buscar outra igreja que assim o faça. Deste modo, uma igreja de Cristo morrerá. Porém, isto não é algo que deva ser da preocupação Cristã, pois sabemos que a vitória de Cristo é eterna. O que realmente deve ser preocupante é o esfriamento do amor de Cristo no nosso tempo histórico.

Publicidade da igreja:
Se a igreja cristã como um todo esfriar, a colheita certamente será menor, de modo que perderemos mais vidas para o mundo e perderemos ainda mais a capacidade de plantar. Com a presença de Cristo menor na terra, o mal irá prosperar com mais facilidade, trazendo sofrimento tanto para a igreja quanto para toda a sociedade. Deste modo, um espírito de desespero pode começar a surgir na sociedade. No entanto, não esqueçamos: a principal publicidade da igreja é a vida, de modo que aqueles que sintam o desejo de ver sua igreja crescendo não se preocupem fazê-la crescer por meios naturais, mas preocupem-se em viver, amar, aprender e fazer o melhor que puder pelo próximo assim como Jesus ensinou e escutando a voz do espírito santo. Esta vida irá gera um brilho, típico da luz de Jesus, que irá iluminar a obscuridade da sociedade e chamar a atenção daqueles que realmente buscam a vida eterna. É certo que também chamará a atenção dos semivivos, mas a sabedoria da igreja saberá diferenciar aquele que vive por Cristo daquele que quer somente suas bênçãos.

A fé em Cristo prevalece:
Percebam: sempre será um trabalho de fé lidar com a igreja. Afinal, sem a fé, a igreja se reduz a um grupo de pessoas que não podem dar nada que qualquer outra entidade social possa dar com mais eficácia em menor prazo, pois ela estará limitada aos ensinamentos mortos da palavra, enquanto que as entidades sociais utilizariam todos os métodos naturais possíveis para atingir o seu objetivo. Ora, sabemos que os ambientes aonde não seja necessário a fé são aqueles que certamente a mente perversa daquele que conhece a palavra e todos os métodos naturais já dominou tudo, infectando estes lugares com pecado. É nisto que percebemos: quando Cristo parece mais fraco é quando ele estará mais forte. Sua vitória é eterna e Deus certamente dará modos para aquele que crê consiga vencer o mal de seus tempos e seguir adiante com o amor de Cristo.

Conclusão:
Preocupem-se em seguir a justiça de Deus e todo resto lhes será acrescido. Aos que não estiverem prontos para aceitar vida eterna vinda de Cristo, lancem neles a palavra e o amor que todo resto Deus fará, no tempo e propósito desconhecidos por nós, mas certamente adequados para a vinda de Cristo. Uma vez que a igreja realmente haja por fé e amor, ela certamente será capaz de materializar a presença do próprio espírito santo nela, que dará provisão, sabedoria e proteção para aqueles que buscam. Estando ele na igreja, certamente ele se espalhará pela sociedade, junto com a palavra, trazendo vida para aonde antes havia morte. Deste modo a igreja não será somente um local aonde as pessoas vão para buscar a Deus, mas também será a porta de entrada do reino dos Céus para a terra.  Esta deve ser a ocupação da igreja, e quando menos ela perceber, tudo estará preparado para a volta de Cristo, e ele voltará.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O deserto de Deus

Certo homem já não via mais vida em sua vida. Ele não era compreendido, porque embora ele possuísse recursos naturais, isto não lhe basta. Via nestas coisas apenas morte, de modo que um dia ele mesmo transformaria sua vida em morte se ele assim continuasse. No entanto, conheceu o filho de Deus, que lhe disse: largue tudo o que tem e venha a mim, pois eu sou a vida, o caminho e a verdade. Este homem não pensou duas vezes, agarrou o pouco de vida que ainda lhe restava e foi.

O filho de Deus providenciou para ele tudo o que ele necessitava para que começasse sua jornada em direção à vida, que foi: a palavra, o exemplo e o amor. Em troca, pediu fé, fidelidade e compromisso, pois para alcançar a verdadeira vida seria necessário passar por um deserto próprio para cada homem, providenciado pelo próprio Deus.

Este homem, crente de que não tinha mais vida senão através do filho de Deus, aceitou a proposta. Seguiu para o deserto, e lá conheceu a si mesmo como em nenhum outro momento da sua vida teria oportunidade de conhecer. No entanto, este deserto era estéril, sendo ele o único humano vivo que atravessava lá. Interrogou-se: que farei eu da minha vida se vida não há aqui? O que este Deus faz de mim?

Lembrou-se, no entanto: eu tenho a palavra, tenho o exemplo de como usá-la e tenho o amor que moveu o filho do homem a me salvar! Assim sendo, terei fé, serei fiel e honrarei com meu compromisso de atravessar este deserto. Continuou andando, percebendo, através do ambiente estéril que Deus havia colocado ele, o quanto cada mínimo de vida que existia importava.

Seguiu aprendendo até que se questionou: mas Deus, até quando andarei por aqui? A resposta logo brotou, através da palavra, em seu coração: eu sou o Deus da sabedoria, o Deus da bondade e o Deus da justiça. Se tu acreditas que realmente sou este Deus e que os demais deuses nada mais são que a ausência daquilo que eu sou, confia no que meu filho diz e o segue, pois teu galardão será grande e está sendo preparado.

Esta resposta acalmou o coração do homem. No entanto, dias e dias se passavam e ele não sabia até quando mais iria caminhar. Seu coração se encheu de ira, afinal, a vida que havia dentro de si queria viver. Lembrou-se, porém, que o filho de Deus, mesmo passando por tanto sofrimento, não se enfureceu. Pelo contrário, confiou no pai e entregou sua vida, portanto, deveria ele mesmo seguir o filho e também confiar no pai. Assim acalmou o seu coração, assim seguiu em frente.

Uma última dúvida surgiu neste homem, uma dúvida capaz de converter toda sua luta pela vida através do deserto estéril na mesma morte que ali reinava: este Deus realmente é tudo aquilo que ele diz que é? Para tanto parou de caminhar, ajoelhou-se e orou: Deus, se realmente és tu o deus da Justiça, é justo que faças isto comigo? Se realmente és tu o deus da Bondade, é bom que faças isto comigo? Se realmente és tu o deus da sabedoria, é sábio que faças isto comigo?

Ao proferir estes questionamentos foram sopradas em seu coração, através da palavra, as seguintes palavras: se me amas, meu filho, tende fé e acredita: eu sou Deus. Por amor ele acreditou, e através deste amor seus questionamentos foram respondidos: meu filho, duvidas da minha sabedoria, mas sei bem o quanto podes caminhar se confiares em mim. Meu filho, duvidas da minha bondade, mas ao receber meu galardão, todo sofrimento pelo qual passastes será, para ti, como a lembrança da morte de Cristo na cruz. Meu filho, duvidas da minha justiça, mas eu dei o Éden aos teus antepassados e eles pecaram, é justo que eu espere teu espírito estar preparado para o que eu guardo para ti, para que não pequeis também.

Através desta resposta, o homem olhou para os céus com alegria e orou: Deus, por amor criastes o homem à tua imagem e semelhança para que ele também crie vida. No entanto, senhor Deus, por falta de obediência à tua palavra, que instrui para a criação da vida, eles pecaram e deram origem à morte. Agora sei que este deserto estéril por qual prossigo, meu Deus, nada mais é que resultado da escolha que o homem fez ao tentar ser igual a ti. Mas ao caminhar por este deserto com minha vida, esta que foi dada pelo próprio Cristo, me torno eu um exemplo vivo de que teu filho realmente venceu a morte.

Portanto, meu Deus, caminharei com fidelidade. Caminharei vencendo a morte, dia após dia, até que o galardão que guardas para mim esteja pronto, até que meu espírito esteja pronto para recebê-lo. Sei que somente tu sabes sobre este tempo, sei que somente suportarei esta caminhada praticando a tua palavra. Agradeço-te Deus, pois sei que este pouco de vida que me restou é o suficiente para aceitar à Cristo como meu salvador, e nele serei eterno. Sou um sacrifício vivo para tua obra, meu Deus. Usa-me, traga teu reino através de mim e nele eu prosperarei, pois agora sei que este é o teu desejo desde toda a criação.

Política através dos tempos

Introdução:
Olá amigos. Estas semanas tem sido bastante proveitosas. Tenho conhecido pessoas de diferentes segmentos de pensamento e atuação, o que me tem feito pensar bastante em democracia. Portanto, hoje será este o tema. Aproveitando, irei também escrever sobre a complicada relação entre a igreja e a política, e minha opinião e posicionamento diante disto. Afinal, tenho dedicado bastante tempo da minha vida ao estudo e à vida evangélica.

A hereditariedade da democrática:
Conversando com certos amigos, é possível perceber que existe um conflito muito grande no conceito de democracia com sua atuação. Afinal, o modelo democrático se supõe como aquele que dá a escolha de voto a todos, e, portanto, dentre os existentes, é o que maior liberdade confere ao povo. No entanto, tais amigos insistem que a democracia não traz tanta liberdade assim, afinal, quando se impõe o voto não há liberdade. Fica a pergunta: a democracia é ou não é um sistema que concede liberdade?

 Para responder a esta pergunta, é preciso entender a origem e a formação do estado de direito que regula a democracia, e então observar a atuação da democracia para um pouco além de somente uma geração.

Iniciamos com a formação do estado de direito, que nada mais é que uma sociedade regulada através de uma constituição da qual dela se deriva todas as leis. Ora, a constituição é o documento mais importante de qualquer estado regido por leis, porque nele está toda a base, a intenção e a identidade da construção do direito daquela sociedade. No entanto, o que sustenta esta carta são as pessoas que nela acreditam e que a ela obedecem. Porém, sob o ponto de vista do direito, o que existe antes da formação da constituição? A resposta é que o direito nada pode dizer sobre Isto e classifica este processo como abstrato.

É possível pensar que existam inúmeros processos que levem a um país a desenvolver sua constituição. É o que vem antes que dá a cara da constituição, mas uma vez que ela é formada e o estado se consolida como de direito, então ela deve ser respeitada por todos aqueles que trabalham com a lei. A democracia, neste escopo, entra como uma lei que regula as posições de liderança desta sociedade, e é possível imaginarmos que ela foi desenvolvida de modo a adequar a cultura e a economia de um povo dentro de si. Portanto, quem se submete a um estado de direito também se submete à democracia. De outro modo, rebelar-se contra a democracia é também rebelar-se contra o estado de direito.

No momento que uma pessoa se rebela contra a constituição, ela basicamente diz que é preciso voltar ao processo abstrato de formação social, no qual o direito não tem nenhum tipo de poder. Além disto, ir contra a constituição é alterar os aspectos gerais que desenvolveram aquela constituição, como a intenção e a identidade do estado. Portanto, é algo absolutamente profundo e importante para a característica de um país. Disto podemos concluir: todos aqueles que não desejam se submeter a democracia, na realidade, não desejam submeter-se ao seu próprio país, o que implica no desejo de ou alterá-lo profundamente ou mesmo na emancipação, criando seu próprio estado.

A partir do entendimento da formação do estado do direito é possível concluir que recusar-se a se submeter a democracia é algo sério, que deve ser feito com a responsabilidade de carregar a estabilidade social de um povo em processos que não são capazes de ser previstos pelo homem. Podemos usar parte dessa explicação para estruturar nosso pensamento sobre a liberdade da democracia.

Para começar, a democracia já nasce com suporte de liberdade adequado ao seu povo. Afinal, se o estado de direito nascesse sem dar as condições de liberdade necessárias ao seu povo, ele não prosperaria, logo seria alterado ou mesmo substituído. Isto significa que aqueles que aceitaram a nacionalidade definida por aquele estado de direito, aceitam também sua carta constitucional com democracia inclusa. Portanto, esta liberdade é, de fato, garantida pela democracia e aceitada por aqueles que ascenderam a aquela nacionalidade.

No entanto, como ficam as pessoas que nasceram algumas gerações após o desenvolvimento daquele estado de direito? Afinal, elas não tiveram a oportunidade de participar da formação do estado, tão pouco escolheram ou nasceram estar nele. No entanto, é aqui que entramos numa interessante característica da democracia: ela é hereditária. Afinal, quem nasce em solo de uma nação, na maioria das constituições, herda a nacionalidade daquele solo. Ora, junto com a nacionalidade, a democracia.

Aqui enxergamos a sociedade como um processo contínuo de vida. Ora, uma vez que aqueles indivíduos aceitaram gerar uma vida em determinada nação, sabiam e estavam de acordo com as imposições feitas a eles pelo estado de direito. Do contrário, ao invés de gerar vida, eles teriam que depositar todo seu esforço para desenvolver as mudanças necessárias para viverem em um estado no qual eles estejam de acordo viver. Sei que isto parece uma situação utópica, no entanto, sob a face do declínio cultural e econômico de um país, podemos assumir que situação semelhante está acontecendo.

Portanto, todo filho que nasce herda dos pais a submissão à democracia. Disto concluímos que questionamentos feitos acerca da liberdade da democracia fazem pouco sentido. São verdadeiros somente em contextos limitados e construídos propositalmente para revelar um paradoxo que, no decorrer do desenvolvimento do real cenário de atuação da democracia, não se sustentam. Desta forma, concluo com o seguinte: todos aqueles rebelados com a democracia, ao afirmar que ela limita a própria liberdade, conversem com seus progenitores sobre tal situação. Se verificarem um cenário real de cerceamento da liberdade pelo estado de direito, unam-se com seus semelhantes e preparem-se para o desconhecido.

A igreja e a política:
Como desenvolver uma relação entre a política e a fé? Em um poema meu, da coletânea evolutiva, chamado Linguagens Sociais, eu descrevo a religião como uma linguagem declarativa, já o direito, do qual se deriva a democracia, uma linguagem de orientação a objeto. Também descrevo a própria democracia como uma linguagem estatística, ou seja, que utiliza métodos científicos para sua própria comunicação. Estou me referindo a estas definições porque, já para resumir o que será escrito aqui, acredito que se cada linguagem trabalhar estritamente para aquilo que ela foi projetada, nenhum mal irá acontecer. Sigamos o texto para uma demonstração com mais clareza.

 Iniciando com religião, ela é uma linguagem declarativa. Isto significa que, na religião, coisas são declaradas e acatadas ou não através deste dispositivo. Uma pessoa, através da fé, pode declarar qualquer coisa, afinal, ela é livre. No entanto, ela terá uma maior autoridade se tiver ao seu lado o exemplo e a palavra de algum sistema religioso com aqueles que respeitam a autoridade de tais coisas. Se, por exemplo, a palavra for dita para alguém que ignora aquela autoridade, ela pode não surtir efeito imediatistas. Deste modo, a fé é a base de um sistema de hierarquia daquela religião, que busca transmitir uma forma de se ligar ao mundo.

Por outro lado o estado de direito, do qual se deriva a política, teve sua construção histórica levando em conta principalmente as dinâmicas de funcionamento da sociedade em curto e em médio prazo. Portanto, ao contrário da religião, que tradicionalmente costuma ter milênios de formação e carrega consigo questões acerca da eternidade, a política tem certo grau de imediatismo e a necessidade de construção de garantias naturais para seu funcionamento. Esta noção de construção histórica e também a construção das garantias naturais conferem ao estado maior facilidade de autoridade para pessoas sem fé ou de diferentes fontes de fé.

Entendo as diferentes bases de autoridade e atuação de cada um dos sistemas, o político e o religioso, acredito ser possível afirmar que não é adequado substituir um com o outro, mas sim vivê-los em harmonia. Isto acontece quando a liberdade que a religião confere ao seu fiel é utilizada para a busca do bem na política. A política, por outro lado, deve respeitar as posições e as restrições assumidas pelo lado religioso. Afinal, a política, por ser mais nova, tende a ser bem mais ampla em liberdade que a religião, mas sua sabedoria não é capaz de estruturar íntimos detalhes que a religião de fazer.

Para ilustrar isto, vamos imaginar uma pessoa que tenha a necessidade de equilibrar sua atuação política e religiosa. Ora, se ela deixar que seu lado religioso domine os aspectos da política, será visto casos em que se utilize fé para causar transformações impositivas na sociedade. Por exemplo, impor por meio da lei costumes que só são seguidos por religiões específicas, acredito que a imposição do ensino religioso de uma doutrina específica seja um exemplo interessante. Se, de outra forma, o lado político dominar o lado religioso, a pessoa passará a questionar costumes antigos, pois sua fé estará mais fundamentada nas fontes naturais que no espírito que rege as instituições religiosas.

Em ambos os casos ocorrerá desarmonia. Tanto a religião não gostará de ter seus costumes questionados por aqueles que não têm autoridade para tanto, como a política não gostará de ter leis impostas por núcleos de pessoas que não tem fundamento em dados naturais. Falando agora especificamente do cristianismo, o cristão deverá entender a política como mais uma ferramenta das tantas que ele usa para viver, mas não depositar sua fé nela. Assim sendo, é inconcebível que a política seja causa de rincha no corpo de Cristo. Se assim for, será claro que a fé em Cristo e as atividades exercidas pela igreja, que são a própria atuação do espírito Santo, são menores que a política, uma ferramenta criada para a atuação de homens.

Encerramento:
Chegamos ao fim de mais um texto. É interessante ver a nova fase deste blog, que agora se vê norteado por temas cristãos, sem, no entanto, ter perdido seu hábito de dissertar sobre temas relacionados ao cotidiano humano. Neste texto, a política, seguida por uma reflexão de sua relação com a religião. Acredito que este texto será importante para demonstrar meu posicionamento em futuros momentos. Portanto, para o que vier, já está escrito. No mais, espero que todos lembrem que neste blog, escrevo o que acredito e o que sei, portanto, não tenho vínculo com nenhum tipo de autoridade específica além de mim mesmo. Obviamente que correções serão bem vindas, assim como conselhos. Abraços a todos e até a próxima postagem.