sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Fé, esperança e racionalidade

Introdução:
Olá amigos, bem vindos à mais uma postagem. Hoje vou escrever sobre alguns aspectos da fé, esperança e racionalidade, segundo aquilo que eu tenho experimentado através da minha vivência na igreja e da leitura bíblica e de livros complementares. Um destes livros é um curso de Fé, de Kenneth Height. Este livro me inspirou a pensar em alguns aspectos da fé, através do milagre que o próprio autor teve através de sua própria transformação. Antes de começar a postagem, devo admitir que estou passando por um período de pouca atividade de criação. Enfim, vamos à postagem.

Fé, seu fundamento e funcionamento:
Em Hebreus 11:1 diz: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem”. Através deste texto é possível começar a expressar o que é a fé. Ora, a fé nada mais é do que a palavra arraigada no coração do homem, de modo que ele não solte aquilo que ele crê de modo algum. Portanto, aquilo que declaramos, e se realmente cremos quando declaramos, passa a ser realidade no mundo espiritual, e passando a ser verdade no mundo espiritual, é uma questão de tempo até que sua manifestação material ocorra. Afinal, bem sabemos que Deus chama as coisas à existência mesmo que elas não existam (Romanos 4:14b) e que, Jesus é o Pai e nós, que aceitamos a Cristo, o somos, portanto, também somos o Pai (João 17). Ou seja, o poder de chamar à existência aquilo que não existe também é nosso.

Fato é que para Jesus atuar ele precisa que as pessoas tenham fé nele. Em Mateus 18:58, Jesus não pode fazer muitos milagres em sua terra natal, justamente porque a fé das pessoas era diminuída já que elas tinham um conhecimento natural de Jesus, pois o viram criança e conheciam sua família. De tal modo, sem fé, não há Cristo nem Pai, nos reduzimos ao natural, à matéria, à esperança. É preciso, no entanto, notar um aspecto da fé: para que ela funcione, ela precisa ser colocada em prática. Se não existe nenhuma fonte de fé nas pessoas, naturalmente ela não pode ser colocada em prática.

A prática inicial da fé é a declaração, como vemos em Mateus 21:21. No entanto, não somente a declaração, mas também a perseverança, afinal, em Mateus 21:22 está escrito, “Crendo”. Ora, a declaração torna aquilo real no mundo espiritual, mas é preciso que o mundo espiritual encontre suas maneiras sobrenaturais para materializar aquilo que está sendo declarado. Por isso, é preciso continuar crendo, até que aquilo que não existe, mas foi chamado a existência, realmente seja real. Ora, agora surge a seguinte reflexão: se já está realizado no mundo espiritual, de fato, faltando somente que se materialize no mundo material, não seria a minha responsabilidade agir de tal modo que, aquilo que foi dito no mundo espiritual se torne verdade? Concluímos, afinal, já é verdade, e se é verdade, é preciso agir como se aquilo fosse verdade!

Esta reflexão, para mim, em absoluto, revela o modo como a fé opera. Ouvi em uma ministração que, se percebemos bem nas escrituras, Cristo, para realizar uns milagres, pediu para que os homens agissem como se já estivessem curados, para então o curá-los, como é exemplo da cura da mão seca, em Mateus 12.9-13. No entanto, para mim, este aspecto da fé revela, ainda mais, a lei da semeadura, tão conhecida no meio cristão. Ora, pois, se não formos capazes de agir no pouco, através da fé e da certeza da realização no mundo espiritual, tão pouco seremos capazes de agir no mundo, através dos nossos sentidos e na realização no mundo espiritual.

De tal modo, aqui escrevo, para aqueles que buscam ter fé: não somente declarem, mas ajam como se aquilo fosse verdade. Exemplo: uma pessoa quer se tornar médica, mas não tem a menor noção natural de que irá se tornar ou não. O que ela faria se tivesse a certeza de que seria médica? Iria estudar! Ora, pois, então vá estudar, pois se declarares de coração, e crendo, receberes. E se não houver a mínima noção de como agir caso aquilo fosse verdade, vá orar, buscar sabedoria nas escrituras e ou com outras pessoas, passando pelo devido filtro da palavra, para que então descobrir o que fazer. Neste sentido, declarar é de fundamental importância, pois somente através dela o reino de Deus, tocados pela graça de Deus, poderão se mover a seu favor, de modo que o sobrenatural aconteça.

Relação entre esperança e fé:
O que é esperança, afinal, senão a certeza natural de que alguma coisa acontecerá? Curioso que existe até uma operação na matemática estatística chamada esperança. De qualquer forma, qualquer pessoa pode ter esperança. Temos a esperança de que o sol irá nascer de novo. Isto não é fé. Na bíblia diz para que tenhamos fé nas suas escrituras, mesmo que, para nosso natural, aquilo que lá está escrito não tenha a menor possibilidade natural de acontecer! Isto pode ser um contra senso, mas aquele que busca a Deus e ora por revelação do espírito, sabedoria e entendimento, receberá a revelação dos céus e aceitará isto como verdade. Na dúvida, basta perguntar aos homens e mulheres de Deus o quanto do sobrenatural eles já viveram! Para mim, pessoalmente, o casamento, por exemplo, já é uma operação sobrenatural, que muitas pessoas que pensam naturalmente veem como uma prisão ou como uma estrutura de castração social.

Entendendo o que é esperança, e já sabendo o que é fé, o que eu proponho nessa relação de fé e esperança é o seguinte: que tal usar a fé para ter um pouco mais de esperança, de modo que, através da esperança, se torne mais fácil ter fé? Isto parece um pouco complicado, mas para mim é uma operação perfeitamente possível. Ora, pois, se Deus coloca algo em nossos corações que seja muito difícil de termos esperança, para que assim as coisas sejam mais fáceis, creiamos, portanto, em esperança! Afinal, Deus não deseja que carreguemos fardos pesados, afinal, Jesus já carregou a cruz, o maior dos fardos, para que nós possamos carregar fardos leves, e ter fé em algo sem ter esperança é um fardo pesado, penso eu.

Comecemos, portanto, a declarar esperança sobre aquilo que está em nossos corações. Mas não somente declarar, como também buscar por coisas que tragam esperança em relação à aquilo que está em nossos corações. Afinal, se precisamos agir como se tivéssemos esperança, o que precisamos fazer para termos esperança? Buscar a esperança! Através disto ela certamente virá, pois está escrito que ela deve vir. No entanto, pode ocorrer que o fato que está em nossos corações seja tão sobrenatural que até mesmo encontrar a esperança seja difícil! Neste caso, mais fácil que o próprio caso em si aconteça do que a vinda da esperança. No entanto, não acredito que este seja a maioria dos casos. Portanto, rogo ao povo de Cristo que orem por esperança, para que seja mais fácil, para que tenham mais alegria e misericórdia com aqueles que decidem levar uma vida através dos meios naturais.

Sobre a declaração e a racionalidade:
Kenneth Height é um pouco extremo com a questão da declaração. Ele diz que se a gente falar do contrário, mesma que seja um pouquinho, já estamos afastando de nós aquilo que estamos declarando. Para mim, é até possível que se fale o contrário daquilo que se deseja, desde que saibamos claramente que o que estamos falando é natural, para fins natural, e que preservemos em nossos corações as nossas declarações espirituais, e acreditemos mais no espírito que no natural. Afinal, está escrito, em João 20:29b, “bem-aventurados os que não viram e creram!”, e também em  2 Coríntios 4:18, que diz “Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”.

Para mim, agir como se já fosse verdade e declarar espiritualmente é o suficiente para que a fé entre em funcionamento. Chegar ao ponto de negar o mundo natural, para mim, é exagero e pode ser prejudicial, pois parecemos irracionais perante aos ímpios, e bem sabemos que o cristianismo é um culto racional á Deus, como descrito em Romanos 12:1. Sabemos, no entanto, que para os ímpios, aqueles que creem são loucos, como dito em 1 Coríntios 1:18, no entanto, percebam a diferença: uma coisa é ignorar a racionalidade, outra coisa é ser louco. Ignorar a racionalidade, para mim, em certo ponto, pode envergonhar ao evangelho pois irá aparentar ao ímpio falta de estabilidade emocional, falta de consciência do mundo natural. No entanto, se mesmo declarando que naturalmente é impossível, mas espiritualmente declararmos que já aconteceu e agirmos como se estivesse acontecido, ai sim pareceremos loucos, como dizem as escrituras, mas também seremos dominantes, como também diz em Gênesis 1:26-28, e pessoalmente, acredito ser mais adequado.

Obviamente, terá meu respeito todos aqueles que preferem seguir como Kenneth diz e declarar sempre aquilo que estão crendo, mesmo que eu sempre tenha que perguntar se aquela é uma declaração espiritual ou natural. Ora, pois, imaginem a chegada de um médico (ou mesmo uma pessoa que possa orar pela cura dela), e este médico pergunta: você está bem? E mesmo a pessoa estando com dor de cabeça, ela dirá, estou bem. Mesmo tendo sido o médico enviado por Deus, o que ele irá poder fazer por aquela pessoa? É isso o que eu quero dizer por afirmação natural. Espiritualmente, obviamente, aquela pessoa irá agir como curada, pois Jesus levou todas as nossas enfermidades consigo, e ela não irá aceitar viver com dor de cabeça ou seja lá o que for, e irá lutar e agir tão naturalmente quanto possível, em espírito, porque lá ela é perfeita aos olhos de Deus, então ela, por fé, agirá como.

Encerramento:
Este texto é a escrita sincera daquilo que eu acredito e pratico na minha vida. Pode haver algum erro, e se houver, podem escrever nos comentários. Esta separação entre mundo natural e mundo espiritual pode parecer que estou diminuindo a força das escrituras e do próprio Deus, no entanto, eu assim o faço para que eu consiga comunicar melhor aquilo que está dentro do meu coração. No final, eu sei que para Deus, mundo espiritual e natural são uma coisa só, assim como que, para ele, tempo não existe. Fico feliz por ter escrito este texto e ter saído do meu hiato de produção. Boa semana para todos.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Evolução espiritual e relação com os valores familiares

Olá amigos, bem vindos a mais uma postagem. É muito frequente ouvir por ai as pessoas falando sobre valores como a família nuclear. No entanto, certas vezes, ouço coisas que me incomodam, e normalmente o incomodo surge quando percebo que as pessoas defendem o desenvolvimento da família nuclear não somente de forma espiritual, mas de forma mecânica. Ou seja, elas tentam se utilizar de artifícios físicos para convencer as pessoas a terem famílias nucleares, quando, na verdade, nosso campo de batalha é somente o espiritual. Afinal, de que vale coibir pessoas a formarem famílias se não existir amor durante esse processo de construção?

Portanto, gostaria de adicionar algumas argumentações à esta discussão para que possamos agir de forma correta para o desenvolvimento de uma sociedade mais integra. Para começar, respondamos a seguinte pergunta: afinal, qual é a importância da família? Como cristão, aceito como verdadeira a proposição de que um homem para uma mulher. Além disto, considero que o desenvolvimento sadio de uma sociedade passa por estes princípios, pois, sendo o homem a materialização da energia masculina, sendo a mulher a materialização da energia feminina, nada mais justo que ambos se relacionarem um a um.

Além disso, também precisamos perceber que as características hereditárias do espírito. Assim, o filho tende a herdar espiritualmente ao seu pai, e a filha à sua mãe. Para tanto, é necessário que aquilo que se herde seja o suficiente para desenvolver uma vida saudável e forte. Portanto, o ritual do casamento nada mais é que a construção de um símbolo que testifica que o casal tem força o suficiente para manter uma relação firme e, também, passar seu espírito feminino e masculino adiante. Certamente isto é algo que agrada a Deus, afinal, Deus nada mais quer além do desenvolvimento prospero da sua criação.

Neste ponto, chegamos à situação crítica, que é justamente o casamento. Ora, para casar é necessário investimento de recursos. No entanto, se o desenvolvimento social de uma dada sociedade não for satisfatório, haverá uma grande parcela da sociedade que não terá os recursos necessários para desenvolver o casamento, tal como explicado no texto “Níveis de degeneração social e a renovação social”. Neste ponto, as pessoas começam a desistir de casarem-se, e o comportamento promíscuo começa a se tornar comum. Promiscuidade por promiscuidade, as pessoas começam a perder sua maturidade sexual, e logo a sociedade começa a construir símbolos profanos, ou seja, cujo objetivo é o puro consumo da carne, sem responsabilidade nenhuma com o desenvolvimento humano.

É neste ponto bastante sensível que os religiosos começam a querer levantar sua voz, gritando valores como família e querendo desenvolver mecanismos para forçar a sociedade que assim seja feito, como no velho testamento. No entanto, percebam que o motivo pelo qual há a degeneração cultural é a falta de uma estrutura econômica capaz de estruturar a cultura em seus símbolos. Portanto, tentar desenvolver mecanismos, geralmente violentos, que tentem orientar as pessoas, mas sem realmente tentar desenvolver uma reestruturação economia, é pura perda de tempo! Estão, afinal, tentando lutar contra os sintomas da doença, não contra a causa.

De uma forma mais abstrata, eu costumo argumentar o seguinte: para se ter uma família é necessário ter uma certa quantidade de fé, tanto o homem quanto a mulher, para esperarem em Deus todas as provações que os testificam prontos para estabelecerem uma relação sexual saudável, que ao mesmo tempo os dará prazer pela vida e os fará gerar vida. No entanto, quanto menos desenvolvida socialmente uma sociedade for, maior é a quantidade de fé necessária para que este homem e mulher alcancem o casamento. Deste modo, quando a sociedade média de fé de uma sociedade é menor que a quantidade de fé média necessária para que se tenha uma família em uma sociedade, se inicia o um processo de degeneração cultural.

O interessante do processo de degeneração cultural é que ele chega às estranhas da economia. Afinal, a economia e a cultura fazem juntas parte do sistema social que governa a sociedade, se uma vai mal, puxa a outra. Nesta situação, pelo menos nos tempos antigos, é provável que um país se aproveitasse dessa fraqueza espiritual de uma sociedade para atacá-la, conquistá-la, e expandir seu poder econômico e cultural. Afinal, segundo alguns pontos de vista, isto já está acontecendo aqui no Brasil, quando a cultura e a economia brasileira é frequentemente desvalorizada frente aos símbolos e produtos importados de outros países. Além disto, é notório alguns casos de investimento para a desestruturação da política do nosso país.

Portanto, o que podemos nós, aqueles que acreditam em Deus, fazer para contornar a situação deste país? Certa vez meu pastor disse que se sentia muito realizado em lançar o evangelho de Cristo lá na África, porque para ele, basta que ele alcançasse um homem como Davi que eles poderiam, de fato, transformar a realidade Africana. Isto significa que nós, como cristãos, levando evangelho, estamos desenvolvimento a atmosfera necessária para que se desenvolva uma estrutura espiritual necessária para que algum grande homem governe e estabeleça condições para que nosso país lute. Afinal, este homem, líder, não poderia governar uma população que não fosse capaz de entender seus valores e princípios.

Isto nos faz concluir que é uma perca de tempo lutar para que valores como o da família sejam mecanicamente estabilizados. Aqueles que têm o amor de Deus em seu coração e a fé necessária para esperar o bom desenvolvimento de suas vidas vão esperar o tempo que for necessário para desenvolvem suas famílias. No entanto, aquele que esperar para ter sua família só porque tem que ser assim, sem sentir em seu coração, só para fazer aquilo que socialmente o obrigam, este se tornará um religioso sem amor, mas com raiva daqueles que fazem aquilo que ele gostaria de fazer. A linguagem de Cristo, afinal, é o amor.

Isto também nos direciona na luta política dos evangélicos, a qual eu acompanho pouquíssimo, mas geralmente só vejo notícias relacionando a luta deles contra leis que representem o avanço da cultura mundana no sistema de lei brasileiro. Ora, porque, afinal, eles não lutam para desenvolver uma estrutura econômica melhor no nosso país, para que, através disso, a quantidade de fé necessária para ter uma família diminua e as pessoas tenham mais chances de construir seu casamento? Se eles já fazem isto, que me perdoem, e pode ser também que o tempo para que isto aconteça ainda não tenha chegado. De qualquer forma, que este texto fique de registro.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Estamos em guerra espiritual

Bem vindos a mais um texto. Hoje vou comentar sobre uma visão que tenho acerca do mundo espiritual sobre a perspectiva bíblica. Para tanto, estarei me baseando no conhecimento comum sobre o cristianismo, no entanto, posso perfeitamente estar cometendo enganos neste texto. Esta visão se desenvolveu durante minha leitura da bíblia e através dos conhecimentos adquiridos através dos vários cultos e vídeos que eu estou tendo acesso através da minha igreja local e da internet. Futuramente, se for o caso, eu trago alguns versículos para apoiar as afirmações aqui contidas.

Tudo se inicia no velho testamento, aonde Deus cria o mundo. Até ai, já falei sobre isto aqui no blog. A parte que interessa, no entanto, é o que vem a partir da queda de Adão: a construção de uma civilização. Deus tentou fazer uma civilização se levantar, no entanto, tal civilização não teve a menor reverência pela palavra de Deus. Neste caso, ele se irou, matou todos, menos Noé, pois ele sentia em Noé um homem bom. Com isto Deus quis nos provar que para combater o mal do homem, recorrer à destruir toda humanidade não é válido, pois sempre haverá um justo no meio dos injustos. Através disto, ele iniciou seu plano para a volta de Cristo.

Percebamos que a humanidade se desenvolveu até que Moisés chegasse e libertasse o povo escolhido por Deus para dar origem à seu filho. Moisés assim o fez, mas o fez através do estabelecimento de regras duras e, de certo modo, violentas. Estabeleceu o pecado, e aquele que pecasse deveria pagar com morte. Quanto mais grave o pecado, mais morte deve ser provocada. Isto ia até o ponto em que os pecados mais graves eram pagos com a morte do próprio pecador, já comentei o assunto na postagem “Apedrejamentos em Deuteronômio”. Sendo Deus aquele quem concedeu a palavra a Moisés, pra que finalidade ele autorizou tal prática, afinal?

A resposta é simples: estamos em guerra. Isto porque tais regras faziam o povo desperdiçar menos tempo com futilidades e mais tempo com o que realmente importa: se tornar um povo guerreiro, integro e forte. Isto garantiu ao povo do Deus Jeová prosperidade, de tal modo que dominou militarmente os demais povos da região e seus deuses. Quando o povo começava a pecar e não pagava com sacrifícios de morte pelos pecados, era o inicio da decadência de uma geração guerreira, a qual constantemente eram subjulgadas por outros povos até compreender que a palavra de Deus é real.

A capacidade de resistir ao tempo mostrou que a palavra de Deus é verdadeira e prospera. O interesse de Deus é ver seu povo prosperando, e não sofrendo a toa. Como explicado no texto anteriormente citado, a palavra de Deus começou a não mais espelhar a realidade espiritual sobre o qual seu povo vivia, de modo que Cristo foi trazido até nós para que uma nova realidade surgisse. Este, afinal, é o novo testamento. No entanto, vindo o novo testamento, a pergunta que surge é: ainda estamos em guerra? Ora, a resposta é sim. Mas calma! Trago boas notícias, Cristo já venceu esta guerra! Por isto o Cristão pode ser chamado que mais que vencedor.

Porém, se Cristo venceu a guerra, como ainda estamos em guerra? É preciso pensar que para Deus, passado, presente e futuro é a mesma coisa. Cristo venceu a guerra, mas esta vitória foi estabelecida apenas no mundo espiritual, de modo que aquele que ascende ao mundo espiritual através do renascimento em Cristo herda tal vitória. A volta de Cristo será o ato final de vitória, afinal, no qual poderemos dizer que a guerra contra a morte foi vencida não somente no mundo espiritual, mas também no mundo físico. O principal motivo pelo qual estou dizendo é pelo seguinte: a linguagem cristã, por incrível que pareça, é uma linguagem de guerra.

Isso mesmo. A linguagem cristã é uma linguagem de guerra. No entanto, sua arma é o amor de Cristo, e a certeza de sua vitória no mundo espiritual nos faz agir em amor independente do que aconteça! Estamos em guerra contra o pecado, contra o mal que jaz no mundo. Certamente é triste ver nossos amigos caindo, ver a sociedade se deteriorando, mas isto nada mais representa que a mortificação da carne necessária para a ascensão espiritual. O que nós, como Cristãos, guerreiros da paz, podemos fazer, é simplesmente oferecer o amor e a palavra de Cristo para estas pessoas. Torná-las nossos discípulos, assim que renascerem, para oferecer a elas um estilo de vida completamente novo e que as preencha completamente, livrando-as do pecado.

No antigo testamento, a guerra era feita no mundo físico. Os povos que pecavam ficavam fracos fisicamente e eram subjulgados pelo mal, que eram outros povos e seus deuses. Agora, no entanto, na realidade Cristã, um cristão ainda pode ser derrotado. Contudo, esta derrota acontece se, e somente se, este cristão, por algum motivo, se separa de Cristo. Neste caso, a vitória, que está em Cristo, também se separará dele, de modo que ele fica aberto para o pecado, que traz morte, e em algum momento essa morte pode se manifestar fisicamente em alguma área da vida dele.

Portanto, na realidade Cristã, quando pecamos, nos tornamos fracos espiritualmente, ou seja, nos afastamos de Cristo. Quando deixamos de ter uma vida com Deus através da condenação, falta de oração ou falta da palavra em nossas vidas, também estamos nos afastando de Cristo. Quanto mais afastados de Cristo formos, mais distantes da vitória que Ele conquistou para nós através de Cruz estaremos e mais apagados para o mundo e para o corpo de Cristo seremos. De tal modo, podemos até mesmo morrer espiritualmente, quando nos distanciamos completamente de Deus. Neste caso, estaremos à mercê do mundo, sem nenhuma garantia de vitória e sem nada que nos torne espiritualmente eternos.

PS: ao falar em morte espiritual, lembrei que já escrevi sobre renascimento. Acredito que seja a leitura se relaciona e seja interessante: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2017/10/a-introducao-de-jesus-em-mateus.html

Opinião pública do caso Lula

A boca fala do que o coração está cheio. Obviamente, o coração pode estar cheio de mentiras, e diante disto, da boca também sairá mentiras. No entanto, de acordo com as escrituras, mentiras não geram bons frutos e nem boas obras.

Pode um homem sacrificar sua própria liberdade a favor de suas mentiras? Ou somente a verdade tem o poder de fazer um homem enfrentar seu destino, sabendo que mais importante que sua vida, serão os frutos que irá deixar?

Há quem fale muito sobre verdades que nada muda sua vida, mas não seria melhor que se resguardasse as verdades que pudessem mudar, para melhor, um pouco do ambiente aonde vivem? Há quem pague seus impostos e ganhe seu dinheiro, achando que isto é o seu dever para desenvolver uma boa sociedade. No entanto, votam de acordo com o que veem sem saber que seus impostos se transformam em mentiras.

Cuidar da própria terra vai muito além de simplesmente trabalhar, pagar impostos e votar em quem pareça ser honesto. Cuidar da própria terra é aprender a lidar com seres humanos, de modo a ser responsável por saber podar os defeitos e cultivar as qualidades! É nisto que se baseia uma verdadeira cultura, e seria isto o que fazem aqueles que reclamam sobre o nosso declínio cultural? Ao que percebo, não.

Quem se achar dono da verdade, saiba que somente Deus o é. Portanto, esperemos o tempo, pois ele demonstrará a verdade aos nossos olhos. Que, através dela, amadureçamos. Assim sendo, faço aquilo que acredito ser minha pequena contribuição para a cultura através deste texto.

https://www.facebook.com/Lula/videos/1585074464894881/
Resumo do vídeo: Lula diz que é inocente, que não tem condições de saber tudo o que acontece no partido, que lutou como pôde pelo povo brasileiro pra mostrar que o problema não é o pobre. Também acusou a politização da justiça e falou sobre o pensamento da elite. Também afirmou que está bem viúvo, não tem preocupação de casar de novo, e que a palavra fugir não existe em seu dicionário.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Certeza de subida ao céu e artimanhas de satanás

É certo que a bíblia diz que satanás é muito astuto. Seu objetivo é penetrar no corpo de Cristo, através da falta de fé dos filhos de Deus, para destruí-los, fazê-los se afastar do Pai, de seus ensinamentos e sua presença.  Mas, para mim, fica claro que algumas pessoas não percebem que a maior atuação de satanás não é sobre a sociedade, mas sobre si mesmas. É sobre isto que desejo escrever hoje de maneira ousada, afinal, sei que minha base bíblica é pequena.

Em Lucas 18:27, Jesus respondeu: “O que é impossível para os homens é possível para Deus” em resposta a pergunta: “neste caso (contexto do texto do jovem rico), quem pode ser salvo?” Em Marcos 10:40, Jesus diz: “todavia, o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados”. Em Mateus 24:36, Jesus diz: “Entretanto, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão exclusivamente o Pai.” É com base nestes versículos que montarei minha argumentação.

 O primeiro versículo nos dá a ideia de que, para Deus, a salvação de qualquer pessoa é possível. Portanto, não cabe a nós julgar quem irá ou não ser salvo, somente a ele. Isto se confirma no versículo seguinte, no qual demonstra que existem coisas que nem mesmo o próprio Cristo pode fazer. Sendo tudo criação de Deus, bem sabemos que, portanto, somente ele pode preparar tais coisas. O papel do homem, portanto, é ter fé, seguir os ensinamentos de Cristo e levar sua palavra à frente. É através disto que a salvação e a graça de Deus se manifestam.

É, para alguns homens, motivo de aflição saber se agradam ou não ao próprio Deus. Tanto é que o jovem rico, mesmo seguindo a tudo o que sua própria doutrina especifica para que ele faça, se preocupa em saber se irá subir ou não, pois não tem essa confirmação dentro de si. Imagino que seja provável que nem mesmo o próprio Jesus saiba que vai sentar a sua direita ou esquerda, pois ele não tem autoridade para outorgar isto e sabemos que há questões que apenas o pai sabe, como demonstrado no terceiro versículo. Assumindo isto como verdade, ainda sim há a seguinte constatação: Cristo sabe que o seu lugar no céu está lá.

Com base nisto, como lidar com a incerteza se estamos agradando ou não a Deus? Ora, isto é uma questão puramente interna, pois agradar a Deus não pode depender de ferramentas externas. Obviamente, precisamos ser nutridos através da palavra, mas sabemos que só é cobrado daquele que recebe. Ter a certeza se agradamos ou não à Deus é ter a certeza se seguimos ou não os ensinamentos de Cristo, pois, afinal, se Deus reservou o lugar de Cristo, também reservará o lugar de todos aqueles que tem a Cristo dentro de si.

Percebam, no entanto, que existem situações em que o coração do homem se expõe a dúvida se segue ou não o caminho de Cristo. Isto acontece quando seu entendimento não é grande o suficiente para ter certeza deste ou daquele caminho. Isto é uma oportunidade grande para Satanás, pois é a partir daí que ele pode montar as mais diversas armadilhas. Afinal, é simples livrar-se desta situação, basta buscar a palavra e orar bastante. Tendo nós a certeza que estamos seguindo o espírito santo, através da oração, e o caminho de Cristo, através da palavra, quem poderá nos apontar o dedo para dizer que não? No entanto, os homens geralmente dão pouca atenção para a leitura da palavra e a oração, preferindo buscar outros caminhos para agradar a Deus.

Um destes caminhos é combater o próprio satanás. Ora, sabemos que o satanás já está derrotado, deste modo, não é nosso objetivo derrotá-lo, mas sim não cair em suas armadilhas. De tal modo que nossa luta não é contra o satanás em si, mas é contra as sugestões que ele pode fazer para que não sigamos o caminho de Deus. Como não seguir o caminho de Deus? Basicamente, não lendo a palavra e não orando. Ora, é certo que satanás gosta bastante daqueles que o combatem em nome de Jesus, pois isto os mantém ocupados, distante da oração e da palavra.

Existem muitos campos de combate que as pessoas podem pensar que são de combate a satanás. O campo físico, quando achamos que, uma vez que pensamos que uma pessoa está com pactuando com o mal, basta violentá-la ou mesmo matá-la que tudo estará resolvido. O campo intelectual, quando achamos que, para combater satanás, é preciso combater algum tipo de ideia maligna tal que poucas pessoas são capazes de perceber tal mal, impedindo que outras pessoas, por si só, sejam capazes de pensar e decidir. O campo espiritual, quando achamos que outros deuses são ameaça ao nosso Deus, e que é preciso fazer algum tipo de cruzada ou censura contra eles.

De fato, creio: satanás está derrotado. Não é preciso que o cristão faça nada além de viver segundo os ensinamentos de Cristo. Isto irá garantir toda a proteção necessária para ele e sua família. No entanto, uma vez que ele comece a combater satanás, ai sim é que os espaços de atuação de satanás são instalados. Veja, esta é a verdadeira obra do inferno, que nos faz desviar do caminho de Deus. Começamos a querer mudar o mundo, livrando-o de satanás, ao invés de querer mudar a nós mesmos e as coisas que estão ao nosso redor, fazendo com que nos tornemos mais semelhantes a Cristo e, portanto, diminuindo a capacidade de satanás influenciar nós e a nossos familiares.

Lembremos: a autoridade de Cristo é na igreja, e isto justifica um dos únicos (se não o único) caso em que Cristo age com agressividade na bíblia. Cristo vai ao mundo para levar sua palavra, seu exemplo e o amor de Deus, e através disto assisti-lo quando requisitado, fazer o bem quando for possível e agir segundo os planos de Deus. Do mesmo modo deve ser aquele que o segue, através da inspiração do espírito santo e da palavra, e deste modo toda sua vida estará protegida e completa, até que Cristo volte e revolucione o modo de viver Cristão de maneira inimaginável para o homem.