sábado, 2 de março de 2013

Maior percepção do ego, super-ego e id e conhecimentos de percepção.

Introdução:
Olá amigos. Após algum tempo sem escrever no blog, cá estou. Começando com uma notícia bem recente: passei na federal. Pois é. Porém, vou ficar na UPE por uma série de motivos. Proteção de greves, mais perto de casa, qualidade de ensino quase no mesmo nível, menor e menos bagunçada. Embora eu vá perder o campus enorme da federal e seu prestígio. Sobre o dia-a-dia, tenho jogado muito Path of Exile. Esse jogo me pegou forte por sua semelhança com o Diablo II, um dos jogos que mais tenho afeto até hoje. Já estou em uns 60% de sua conclusão, pretendo zerá-lo ainda esse mês. Também pretendo continuar com o LOL, porém com menos freqüência. Parece que os jogos do lol voltaram a ser agradáveis por eu ter ficado um pouco fora de seu ambiente. No Path, eu jogo sozinho ou com desconhecidos, isso deixa o jogo um pouco menos divertido do que ele poderia ser. Mais uma notícia sobre o dia-a-dia, a academia vai bem. Mas também está enjoando. Eu não posso forçar tanto quanto gostaria porque não tenho acompanhamento médico nem estou investindo em suplementação, daí a coisa se torna básico e enjoativo. Pra evitar isso, pretendo fazer um esporte junto com a academia, e intercalar os dois. Segunda, quarta e sexta academia, terça e quinta um esporte. Já imagino qual, lá na rural tem umas pessoas que treinam rugby e meu amigo me convidou pra treinar também. Próxima semana vou lá conhecer. Vamos a postagem de hoje, que tratará sobre os conhecimentos nascidos através das experiências cotidianas.

Maior percepção do ego, super-ego e id:
Como estudante informal de psicologia, sempre tive a curiosidade sobre os termos “ego, super-ego e id”. Estes termos, que está meio que está no conhecimento comum das pessoas, acompanham-me faz tempo, e eu nunca soube identificá-los com precisão. É uma tarefa difícil, imagino, pois eu, mesmo com toda a minha preocupação em observar e sistematizar o comportamento humano, percebi apenas um dia desses, através do exemplo. É preciso estar com os olhos abertos para certos aspectos para se criar a condição de se observá-los. Há algum tempo eu já mencionei no blog ter percebido o “ego” em certas experiências, e esta postagem será para anunciar a observação do que eu imagino ser o “super-ego” e o “id”. Vou contar qual experiência permitiu a mim percebê-los: um conhecido postou um status no facebook dele, e eu respondi a este status discordando dele e reprovando tal afirmação que ele postou. Então ele me respondeu com certa agressividade, porque não gostou da reprovação, que inclusive, foi em público. Ele me agrediu, mesmo que de forma disfarçada, publicamente, e em seguida, me agrediu privadamente. Provavelmente essa agressão foi motivada por seu “ego”, pois na cabeça dele, tal comentário não era necessário e o prejudicou, e movido por raiva ao ser prejudicado, ele buscou uma forma de me agredir. Como eu agi neutramente, eu consegui meio que desarmá-lo, contudo, durante o processo, foi possível perceber os vários fatores que moviam o comportamento dele. Justamente o “ego”, “super-ego” e “id”. Vou explicar onde observei cada um deles.

Observei o ego justamente na motivação de raiva de seu comportamento. Seus sentimentos, ao ser prejudicado, fizeram-no acreditar que ele estava certo e eu errado, e isto seria justificativa o suficiente para me agredir. O ego, que é a interpretação de si próprio e do ambiente a sua volta da melhor maneira para seus sentimentos, o fez me agredir para satisfazer seu sentimento de raiva, e, durante o estado de excitação, que é quando ele estava se satisfazendo e me agredindo, ele publicou uma série de coisas públicas que foram o suficiente para satisfazê-lo momentaneamente. Porém, após a excitação da raiva ter acabado, entrou em ação um outro agente comportamental, o superego. O superego age em momentos de não excitação, reavaliando as experiências para saber como melhorá-las ou corrigi-las. Então, no momento em que o seu superego começou a reavaliar as publicações que ele fez no facebook, me agredindo, o seu superego observou que tais agressões seriam associadas a imagem ruim pra ele, e isso seria ruim pra ele. Portanto, mesmo tais publicações tendo sido feitas em um momento de excitação, em que apenas um pequeno conjunto de fatores estava sendo levado em consideração pelo instinto, após estes fatores serem ampliados, foi percebido que tais publicações na verdade poderiam ser nocivas. Foi quando ele apagou tais publicações.

Ele, provavelmente motivado pela raiva de eu ter feito ele apagar uma publicação, segundo suas interpretações, foi tirar satisfação comigo no chat do facebook, de forma privada. Durante a conversa, ele me acusou de ter agredido ele, por isso ele me agrediu também, e de eu não ter o direito de expor minha opinião e dele ter o direito de publicar o que quiser, afinal, o facebook é uma página social, não um site de jornalismo. Eu respondi a tais acusações de forma neutra, ou seja, evocando fatos e não sentimentos. Foi ai que eu pude perceber o ID dele. Durante a discussão, ele estava sendo motivado pela raiva, e ele queria satisfazer sua raiva. Contudo, ao evocar valores contidos no seu ID, eu pude fazer com que seu desejo de satisfação da raiva fosse, de certa forma, anulados, em determinados assuntos. Foi quando eu evoquei os princípios do Direito, aos quais ele, e seu ID, respeitam. Durante o processo, eu afirmei que ele não poderia ter me agredido daquela forma porque ele não tinha o direito disto. Neste momento eu consegui com que ele reconhecesse que errou, pedir desculpas e esquecer pelo menos daquela discussão. Contudo, qual outra entidade seria tão forte a ponto de fazê-lo a se comportar de modo contrário, apenas por ser evocada? Poucas. Por isso é possível afirmar que tal entidade está enraizada em sua psique, no ID, que é a parte onde os valores estão contidos. No caso, ele é ateu, ou algo perto disto, portanto, esta entidade pouco representa pra ele. Contudo, o Direito é uma entidade pesada em sua psique. Porém, a raiva ainda estava nele, e ele buscou outra forma de satisfazê-la, porém, não por meio da agressão, mas sim por meio de uma visão má interpretada sobre o entendimento de direito, ética, liberdade de expressão e etc.

Estes três conceitos comportamentais, que junto com o princípio do prazer e da realidade formam aparelho psíquico de Freud. Estas informações foram lidas no Wikipédia e interpretadas com o que eu já entendo e experimentei sobre o assunto, provavelmente está errado, impreciso ou incompleto. De qualquer forma, eu acredito que isto é uma mecânica desenvolvida a partir da prática que dá condições para analisar o comportamento humano. Porém, como uma mecânica, ou um aparelho de medição, ele pode não ser tão preciso. Na verdade, acredito que os conhecimentos da psicologia evolutiva são uma forma aprofundada deste aparelho, que leva em consideração seus fatores de desenvolvimento. De qualquer forma, é um passo muito interessante pra mim perceber estes conceitos. Isto me leva também a pensar sobre todo o papel dos impulsos vindos do ego, sobre como controlá-los e usá-los para desenvolver uma boa forma de evolução. Isto é um conhecimento muito importante pro desenvolvimento humano. Quanto mais se entende exatamente o que se é, melhores são as condições de desenvolver um sistema de boa evolução. Para isto, eu estou utilizando uma forma de me basear em fatos e possibilidades como forma de justificar o que se é, e inibir o ego de se espalhar e montar uma imagem muito ilusória da realidade. O real problema disto é entender o que é fato e o que é interpretação, por isto o princípio da realidade deve ser muito bem usado, além dos conhecimentos da p.e. para entender todos os fatores que compõe o ser humano.

Conhecimentos para percepção:
Ultimamente eu tenho percebido que existe uma característica do conhecimento muito interessante, e pouco utilizada: sua capacidade de aumentar a percepção sobre determinado evento. Tenho percebido isto ao me deparar com pessoas que desejam obter certos resultados, mas não tem os conhecimentos necessários para obter tais resultados. Contudo, com os devidos conhecimentos, a capacidade de percepção aumenta e então a pessoa se torna capaz de desenvolver um plano para chegar aonde quer. Um exemplo: perceber que o vestibular é, na verdade, uma competição como qualquer outra. Exige disciplina, estudo sobre os elementos da competição, noções de probabilidade, estatística, esforço, e planejamento a longo prazo. Como um dançarino, que tem que perceber quais movimentos corporais precisam ser trabalhados para alcançar os requisitos necessários para obter tal pontuação dos jurados, o aluno precisa entender quais os procedimentos são necessários pra ele obter a máxima eficiência no acerto de questões, que é o que faz alguém passar no vestibular. Porém, como alguém vai saber quais são estes procedimentos a serem trabalhados? Das duas uma: ou ela descobre, ou alguém a conta.

A parte da descoberta se assemelha a uma mutação. Por exemplo, quem passa por um processo de competição muito intenso em determinado esporte, ao ir pra outro, vai notar que parte daqueles conhecimentos podem ser adaptados para este novo esporte. A outra parte do conhecimento que falta pra ela obter uma alta eficiência neste esporte será alcançada através da variação, tentativa e erro. Ainda, uma pessoa pode começar sem a mínima noção num esporte, porém, através da variação, tentativa e erro, obter os conhecimentos para se obter uma alta eficiência naquele esporte. Porém, provavelmente a pessoa que já tem os conhecimentos de outro esporte vai desenvolver mais rapidamente a alta eficiência por haver certa “mutação” entre os conhecimentos. De certa forma, acredito que eu ter passado no vestibular este ano foi devido a justamente isto, eu ter percebido, através do discurso dos professores, bem como a observação sobre como funciona a competição, além das noções básicas de estatística e probabilidade, que o método de estudo que eu escolhi era o mais adequado para alcançar o objetivo. A maioria dos professores tem esse tipo de noção, a questão é o aluno acreditar e fazer isto.

Acredito que as escolas poderiam trabalhar um pouco melhor neste aspecto do conhecimento. A matemática é uma grande aliada dos meus raciocínios, contudo, não de forma precisa, mas sim através de suas noções. Porém, apenas obteve tais noções quando entendi, na prática, o que significava cada assunto após passar por todo processo de calculo e aprendizado. Seria interessante também, de modo geral, as pessoas desenvolverem uma noção de que, pra certas sensibilidades, é preciso certos conhecimentos. Por exemplo, pra entender uma competição bem específica ou forma artística, ou qualquer outro tipo de resultado, é preciso desenvolver certas noções. Inclusive, esse tipo de sensibilidade é desenvolvido através, também, dos conhecimentos sobre a própria percepção. Por exemplo, uma pessoa que, antes não percebia e não entendia nada, ao passar e entender muito bem algum tipo de atividade e se tornar muito sensível a ela, pode assumir também que outros tipos de atividades seguem o mesmo princípio, e pode aceitar e entender melhor a multiplicidade de sentimentos, comportamentos e atividades que outros seres humanos podem alcançar.

Encerramento:
Enfim amigos, por hoje será só isso. Faz muito tempo que eu não produzo nada relacionado a literatura. Acho que a fonte de criatividade secou. Não sei explicar exatamente, mas não vejo mais motivo pra procurar novos poemas dentro da filosofia, como fazia. Aliás, motivos eu tenho, mas não sinto a necessidade. Também era bastante trabalhoso fazer aqueles poemas, e eu precisava, de certa forma, ter novas inspirações como fonte criativa. Novas experiências ou novos conceitos a serem transpostos para poema, e que descem certo nesse formato. Contudo, não esquematizo o processo porque se não os poemas ficaram muito vulgares. O interesse seria apenas conceitos importantes. Outra curiosidade também é que tem uns tópicos no meu bloco de notas que eu não faço a menor idéia do que sejam. Eram assuntos pra escrever no blog, mas que eu esqueci sobre o que se tratam e as palavras chaves não ajudam a lembrar. Um exemplo: “diferença por diferente”. Nem imagino o que seja isso. Posso ter até uma hipótese, mas como confirmar? Pois é. Boa noite a todos, até a próxima postagem.