Olá amigos. Faz muito tempo que eu não escrevo para este blog. Meus projetos
têm sido completamente absorvidos pelo Devir Social e pela Coletânea Evolutiva.
Contudo, hoje pensei em uma coisa interessante como resolução de alguns
conflitos que estou tendo e achei por bem escrevê-los. Contudo, antes de
prosseguir, é preciso que o leitor saiba que todo o conteúdo que se segue se
baseara na minha filosofia sobre sexualidade, na qual eu separo a tendência
sexual em duas grandes forças: a biológica e a cultural, e atribuo ao sexo a
função de reprodução, quanto biológica como cultural também. Vamos ao texto.
Ultimamente é possível perceber um grande clima de desanimo e desesperança na
nossa sociedade, acompanho por um comportamento que as igrejas julgam
“pecaminosos”. O pecado, na interpretação da filosofia citada anteriormente, é
o caminho que leva a morte. Morrer não é de todo ruim: faz parte da vida, mas
há alguns indícios que demonstram que a sociedade precisa se renovar para que a
vida poda surgir novamente. São esses os níveis de degeneração social.
A minha filosofia da sexualidade veio através de uma interpretação da evolução.
Portanto, uma sociedade degenerada é aquela que não consegue produzir evolução.
Evoluir é um comportamento complexo, pois para tanto é preciso que haja mutação
e seleção. O medo de mudar ou a incapacidade de escolher o que é bom ou o que é
ruim demonstram o quão difícil é evoluir para qualquer ser humano. Isto nos
leva, pouco a pouco, a uma sociedade degenerada, em que a degradação ocorrida
devido ao tempo que ocorre nela é maior que sua capacidade de recuperação.
Vejamos um dos primeiros níveis: a dificuldade de reprodução. Pessoas com vinte
anos já estão aptas a iniciar sua vida sexual, e por consequência começam sua
busca por um parceiro. A dificuldade de reprodução pode ocorrer por motivos
econômicos ou culturais. Existem ritos de reprodução, que são simbologias que
servem tanto para movimentar a economia quanto dar senso de progressão a um
relacionamento e marcar o ganho de confiabilidade do casal. Porém, quando a
situação economia tá feia, estes ritos começam a se tornar falsos e parte da
população começa a desprezá-los. Por fim, eles perdem seu significado cultural,
e a reprodução passa a ser feita de qualquer forma.
A dificuldade economia também prejudica o casal a iniciar uma vida em sua
própria casa, e isto implica em constantes brigas e num difícil inicio de
relacionamento. É preciso ter uma cultura que se adapte a isto, pois um modelo
de cultura em que os pais sempre acabem sem nenhum filho consigo não é
sustentável, pois junto aos pais também há a casa deles, que ocupa um espaço
geográfico que não deve ser desconsiderado. Este é o primeiro nível de
degeneração cultural.
Em seguida, podemos começar a observar comportamentos que andem direcionados à
violência e a morte. Pessoas aceitando que o ser humano é ruim e que para viver
é preciso fazer o mal, é um forte indicio de que a sociedade precisa se
renovar. Neste ponto, os relacionamentos tendem a ficar ainda mais caóticos, em
que os casais sequer conseguem se respeitar a ponto de passar a experiência
pros filhos, e a cultura se desestabiliza. Como os filhos ficam sem noção de
progressão cultural, a parte central da sexualidade humana começa a se perder e
a tentar buscar formas de dar sentido a vida. É quando os comportamentos de
exploração reprodutiva começam a se configurar.
Homossexualismo, casamentos abertos, adoção, repulsão pela reprodução, são
comportamentos que, ao invés de se tornarem exceção no sistema reprodutivo,
tornam-se comuns. A desvalorização da figura humana começa a se tornar
fortíssima, bem como os comportamentos de resgate da figura humana, mas através
da violência. A economia neste ponto também anda caótica, pois a corrupção
impera graças ao imediatismo trazido pela falta de marcadores de evolução.
Basicamente, acredita-se que beleza e dinheiro mandam em tudo e ninguém tem fé
o suficiente pra iniciar uma inovação que realmente melhore a vida das pessoas.
Só perpetuam o já existente. Quando a corrupção atinge a níveis alarmantes, já
é possível chamar isto de terceiro nível de degeneração.
Enfim, pior que isso não fica. Ou há guerra ou há inovação. E em ambos os
casos, a economia melhora, e a maturidade trazida pelos comportamentos de
exploração social daqueles que cresceram sem figura paterna e materna definidas
acabam por voltar a regular a sociedade. É possível cogitar que isto já
aconteceu inúmeras vezes na nossa sociedade pelos registros históricos trazidos
através dos livros sagrados, como a bíblia, por exemplo. Enfim, esta postagem
só foi mesmo para deixar a ideia registrada e trazer um pouco de reflexão a
quem ler. Um abraço a todos e até a próxima.