Casamentos
Olá amigos. É com um esforço e preguiça enorme que eu começo a escrever para atingir a meta mensal de quatro postagens. Foi difícil sair do twitter hoje e parar de escutar música, mas cá estou eu para falar de um tema mencionado na postagem passada. Não sei se alguns chegaram a ler, mas lá eu citei “avanços em teorias do relacionamento humano que não são importantes no momento.“ ou algo parecido. Pois será nesta postagem que tal assunto se tornará importante, porque afinal, vou escrever sobre ele. Sobre as novidades, desde a última vez que eu escrevi até hoje não aconteceram muitas coisas nem mesmo na minha vida pessoal, mas parte do que será escrito hoje foi pensado neste período. Vale comentar que, ao ler minha última postagem pra saber sobre o que eu tinha falado nas novidades e não repetir nada, notei alguns errinhos de ortografia, preciso começar a me perguntar sobre o porquê eu não reviso os meus textos. Vamos agora à postagem, que se iniciará partindo do pré-suposto que os leitores tenham conhecimentos básicos de psicologia evolutiva (ou da vida).
Estes pensamentos nasceram da minha própria necessidade em ser humano na prática, e quando eu digo ser humano, quero dizer evoluir equilibradamente em todos os três poderes humanos, tanto no individual quanto no grupal, enfim, amar. Embora teoricamente esteja tudo certinho, na prática, nos deparamos com uma infinidade de novos fatores que torna confuso e difícil o alcance do objetivo. Por exemplo, é interessante que todo humano encontre uma função social, e se dedique pra ser bom nela, porém, ter certeza se aquela função social é realmente a que você quer se dedicar pro resto da vida é realmente difícil. Outro exemplo é a questão da construção de uma família. O que leva duas pessoas a ficarem juntas pelo resto da vida? É interessante observar que questões como estas são difíceis de serem respondidas até mesmo por adultos ou idosos. Sentimentos a complexidade da vida. Pois é nisto que eu estou dedicando meus esforços teóricos agora, principalmente na questão de relacionamentos.
Muitas hipóteses já foram feitas por mim para definir os motivos que causam os casamentos. Novamente, acabo me deparando com o impreciso e sábio discurso popular: "Eu, x, te recebo y, como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe". Lembremos aqui o que muitos dizem: que casamento é um contrato, um negócio a ser administrado e cuidado. Não quero aqui discordar ou concordar com ambos os dizeres, e sim fazer uma analise de acordo com a psicologia evolutiva que levará a conclusão já feita por mim. No primeiro discurso, é interessante perceber o quão certo a pessoa tem que estar para se casar, aceitando o casamento até a morte. Tipicamente, os únicos que têm certeza são os apaixonados, já que os hormônios da paixão induzem ao seu instinto a entender que de todas as formas de evolução possíveis, aquela é e sempre será a melhor. Ao analisarmos o segundo discurso, notarmos a racionalidade envolvida no casamento para que ele dê certo. Algumas pessoas entendem que não é simplesmente contar com a sorte e esperar que o amor der certo, pois é necessário enfrentar as dificuldades e se esforçar pra descobrir soluções, pensar racionalmente no assunto, nos fatores que compõe o casamento e o dia-a-dia, e não somente com o sentimento, tendo o casamento, neste caso, características de uma empresa.
O que é amor? Como já dito pela psicologia evolutiva e por mim várias vezes neste blog, amor é evolução, neste caso, humana. Utilizando a linha de pensamento dos discursos anteriores com esta definição, podemos concluir que o casamento nada mais é que uma empresa de amor. Parece-me um tanto cafona escrever isto, mas é o que concluo sobre o assunto. Contudo, amigos, entender a definição torna a tarefa de casar-se e ter um bom casamento um pouco menos difícil, mas ainda sim difícil. São, teoricamente, necessário no mínimo dois requerimentos para que haja um casamento com boa qualidade de felicidade, o primeiro é o sentimento, o instinto ver naquele outro humano a oportunidade de evoluir a si igualmente com a evolução do cônjuge, ou seja, o casal terá pelo menos dois objetivos evolutivos em comum, que é o de ter filhos, e um auxiliar o outro na evolução individual para que ambos tenham condições de cuidar bem de tais filhos. Com o tempo, o casal se ligará de tal forma que irão, de fato, se identificar como uma só pessoa, mais precisamente, uma só evolução, o “outro pedaço da laranja”, a “cara metade” como se diz por ai.
É neste ponto que vem o segundo requerimento necessário: o conhecimento sobre a natureza humana e sobre as funções sociais, ou seja, o poder racional. Entendam que ao enfrentar dificuldades práticas, cada parte de um casal precisa ter bastante conhecimento de sua própria natureza e da natureza humana em geral para encontrar soluções para o problema. Saber diferenciar amor de paixão, entender o quão a linha de raciocínio interfere nos sentimentos, e como manipular isto, entender os objetivos da vida e saber desenvolver funções para alcançar tai objetivos, são esses alguns dos conhecimentos básicos necessários para um casamento de boa qualidade de felicidade. É nisto o que se baseia o amadurecimento e é por isso que dizem que casar-se cedo não é aconselhável. Além disso, também é necessário conhecimento sobre a sociedade, já que é fato que estamos em sociedade e precisamos produzir recursos para ela para ter direito de consumir nela invés de caçar como fazíamos lá pelo período pré-histórico. Dinheiro, que é o recurso social, é importante para que construamos um ambiente onde a evolução possa ser desenvolvida sem enormes distúrbios ou mesmo traumas. Por conseqüência, saber produzir dinheiro se torna importante.
Concluindo: casamento é uma empresa de amor movido por sentimentos e tecnologias humanas, que é instinto e racionalidade respectivamente, sendo a sociedade o meio onde isto ocorre. Ao entender isto, podemos também concluir que a parte racional do casamento pode ser desenvolvida, trabalhada, ensinada e aperfeiçoada através do tempo, coisa que os humanos podem fazer com o auxilio ou não da psicologia evolutiva, analisada no meu livro, por exemplo, ou de quaisquer outra. Contudo, mesmo com a parte racional toda desenvolvida, ainda sim resta a parte instintiva do relacionamento, ou seja, o que faz uma pessoa querer se esforçar pela outra? Ou ainda se levarmos em consideração que o trabalho é uma forma de relacionamento, o que faz a pessoa escolher uma profissão pro resto da vida? São estas perguntas que mais perturbam a cabeça dos noivos e dos jovens, respectivamente. É a estas perguntas que eu tento encontrar a resposta nesta postagem.
(OBS: A resposta da segunda pergunta é a seguinte: é interessante que os humanos busquem aquelas profissões em que eles tenham a maior facilidade de aprender, para que se esforcem e alcancem níveis elevados de poder social relacionados àquela função e assim, possam ter uma maior conversão de poder social pra instintivo. Na verdade não é uma regra, como a maioria dos casos humanos, não é uma regra e sim um padrão, mas que pode variar bastante. Só estou escrevendo essa OBS porque essa resposta não se encaixou no resto do texto e eu não quis atrapalhar a estrutura.)
Para entender a resposta que eu vou dar agora, é necessário entender razoavelmente como a evolução, que é o amor, de fato funciona e como os poderes instintivos estão relacionados a isto. Teoricamente, se o casamento é um empreendimento relacionado ao amor, que, a princípio, será construído com mesmo o esforço de ambos os cônjuges, então eles devem necessariamente ter a quantidade de poderes instintivos equivalentes ou muito próximas. Obviamente, casos em que haja distúrbios de poderes instintivos são freqüentes, em que um dos cônjuges se esforça mais que o outro para que o casamento dê certo, como resposta a esta observação, relembro um dos conceitos de distúrbios que diz: quanto maior o distúrbio, menor a qualidade de vida. É por isso que de fato, é interessante ter um casamento em que o casal tenha a quantidade de poderes instintivos equilibrada, para que possam construir com igual esforço todo o ambiente de amor para cada um, de um para o outro, dos dois para os filhos e parentes, amigos, etc.
Construção está sendo usado aqui como metáfora para evolução. Tão importante quanto poderes para a construção é o desejo de construir algo. É por isso que é importante o casal ter os mesmos objetivos evolutivos e conjunto de valores humanos. Os humanos tendem a atribuir valores instintivos diferentes a enorme variedade de signos existentes por ai, um exemplo disto é a cultura, e mesmo a pessoa conhecendo seus valores instintivos, muito dificilmente ela consegue os mudar totalmente. Os objetivos evolutivos estão ligados a tais valores já que a pessoa irá escolher evoluir naquilo que ela valoriza. Com este pequeno resumo, percebemos que se o casal não tiver estes dois fatores compatíveis, eles não vão ter comum acordo ao construir algo juntos, o que irá gerar conflitos e separação, caso sejam muito incompatíveis ao ponto de um achar que está perdendo tempo com o outro. Aqui vem uma pergunta de grande importância: Como saber se os poderes e o conjunto de valores humanos e objetivos evolutivos são compatíveis?
Testando e aprendendo, amigos. Esta é a resposta que eu concluí após muito pensar no caso. Percebam que existe uma enorme quantidade de fatores a serem analisados em um humano, e este conjunto de fatores tendem a se aglomerar numa única imagem. Normalmente temos um nítido exemplo dessas imagens nos rótulos dados por ai, como hippie, pagodeiro, malandro, patricinha, roqueiro, estressado, dentre outros. Porém, a imagem não é precisamente a verdade e a maioria das vezes passa longe dela. Por isso é importante que entendamos isto, e que busquemos conhecer realmente aquela pessoa, para conhecer de fato seus poderes humanos, seus valores, seus objetivos, e saber se é compatível com os nossos. Se for, ótimo, construa-se o amor. Se não for, e triste, mas haverá ao menos um maior conhecimento sobre as pessoas e mais experiência para um próximo encontro. É parecido com um emprego que a gente aprende durante uns anos, mas ao trocar de função, tem que utilizar o conjunto de experiências de um para melhor se adaptar ao outro.
Se relacionar com imagens é algo muito complicado, porque é nelas que se desenvolve a maior quantidade de artimanhas e manipulações instintivas. Por isso é necessário ter uma prévia instrução sobre relacionamentos humanos, vinda dos pais, dos amigos ou de outras fontes, para que durante o percurso de conhecimento e relacionamento não se desenvolva tantos distúrbios ou traumas. Também é necessário ter as noções de amor e paixão bem definidas para que não haja confusões e se consiga fazer uma boa analise dos sentimentos e fatos, além dos conhecimentos já citados anteriormente. Diante de tantos requerimentos, notem o quão difícil é existir duas pessoas que completem tanto a parte individual como também a parte de desejos evolutivos complementares. É igualmente interessante como não existe mágica no mundo, fazendo com que cada pessoa deva e seja a melhor para entender e resolver seus próprios problemas, porque ela melhor que ninguém entende seus valores e objetivos.
Enfim amigos. Após algumas horinhas encerro esta postagem. Gostei de tê-la escrito, e muito mais de ter criado esta teoria. Estou sempre a aperfeiçoando, pois afinal, a uso na minha vida. Novamente, desculpem-me pelos erros e pela falta de revisão. Estou pensando seriamente em revisar esse texto depois, adicionar uns subtítulos e imagens pra ficar mais atrativo ao instinto, mas é apenas um desejo. Lembrando também que este texto deve estar bastante denso, quaisquer dúvidas só me falar que eu esclareço.