segunda-feira, 27 de junho de 2011

Publicação: Observadores

Pequena publicação

Olá a todos. Continuo na minha caminhada diária rumo à boa evolução. Estou quase decidido a levar uma vida mais disciplinada que a que eu vivo agora, mas isto me causa certo medo que ainda não sei explicar. Também estou considerando aumentar minha produção literária mesmo que para um pequeno público. Pensando bem, levar uma vida mais técnica me ajudaria neste objetivo também. Hoje a postagem será uma publicação de um pequeno texto filosófico, escrito por mim durante para uma redação de discurso direto e objetivo. Na verdade eu já estava com esta idéia a algum tempo, mas a falta de disciplina, organização, objetivo, dentre outras coisas, me atrapalharam. Espero que gostem:

Observadores

Sentou-se ao lado do seu amigo.
- Magia existe!
- Não existe! – Respondeu o garoto que já estava sentado.
- Pois me disseram que existe.
- Pois me prove.
Desafiado, o garoto olha em volta e vê uma pequena folha voando.
- Olha lá! Aquilo é magia.
- Não é. É apenas física.
- E o que rege a física? – Agora o peguei, pensou.
- Não sei. – E pegou mesmo. – Mas para tudo há um motivo que a ciência busca saber.
- E porque este motivo não é a magia?
- Porque existem leis determinando-os. Estas leis são mecânicas tais qual a exatidão de um computador.
- Mas ainda sim não sabemos o que causa estas leis, e isto pode ser a magia!
Houve uma pequena pausa no dialogo; depois a retomada.
- Só se for a magia da existência, meu amigo.
Ambos voltaram a olhar a folha, que ainda flutuava devido a força do vento. Curiosos olhares pensativos.


Eu lembro que ia falar mais alguma coisa nessa postagem, mas me esqueci. Bem, de qualquer forma, meu amigo Bruno me sugeriu escrever crônicas. Pretendo, como dito anteriormente, fazer algo ligado a literatura, uma arte barata e rica. Minhas crônicas, se concretizadas, estarão ligadas a filosofia e a psicologia evolutiva com certeza. Estou forçando pra ver se há algo mais para escrever, mas não lembro. Enfim, ainda acho que nessa postagem esta faltando alguma coisa que eu não sei o que é. Qualquer coisa que seja constará na próxima postagem, até mais amiguinhos.

sábado, 18 de junho de 2011

Publicações do novo poema "Quem sou eu" e do folheto de divulgação

Publicações

Olá a todos. Esta é apenas uma pequena postagem para postar duas coisas produzidas por mim e escrever sobre o que eu pretendo falar futuramente. Sobre o que eu pretendo escrever será: a importância da imagem em vários aspectos da vida; merda, esqueci a outra coisa, mas acho que era essa postagem mesmo. Bem senhores, essa semana eu não resisti e acabei voltando a usar o Orkut. Embora eu tenha perdido meu outro perfil tragicamente, com todas as comunidades que eu tanto gostava e todo o meu registro nele contido, a vida continua. Logicamente que eu não vou ter o mesmo apego que eu tinha antes, mas ainda sim eu valorizo um perfil bem organizado. Por isso, e por não me identificar mais com o antigo, acabei escrevendo outro poema para o “Quem sou eu”. Outra coisa que eu farei próxima semana é mandar um pequeno folheto para vários departamentos de psicologia das faculdades da região, cuja intenção estará contida nele. Vou publicar estas duas coisas hoje, vamos as publicações: Primeiro o quem sou eu ou, atualmente, sobre o Leandro:

Eu me configuro:
Sou uma máquina de sentimentos meus amigos.
Eu me sinto:
Vou explorar tudo o que a boa evolução tem a dar.

Mais sobre mim:
http://barnabasspenser.blogspot.com/
http://youtube.com/user/Kingreey
http://twitter.com/Kingreey

Agora o folheto:
Caros leitores, sou um pesquisador amador que desenvolveu uma tese e precisa de ajuda para validá-la e divulgá-la nos conformes científicos. Tal tese se trata da psicologia evolutiva, que busca entender a psique humana pré-supondo que ela foi moldada através de mecanismos que a tragam maiores chances de sobreviver e reproduzir. Tenho trabalhado nisto há algum tempo, e embora não tenha detalhamentos técnicos, a essência da idéia têm se mostrado muito prática na investigação do comportamento humano, tendo potencial, inclusive, de definir alguns conceitos até então subjetivos, como o amor, bem e mal, distúrbios, dentre outras coisas. Embora eu saiba que já existam pesquisadores que estudem este ramo da psicologia, acredito ter desenvolvido um ponto de vista próprio e eficiente, e é também objetivo deste folheto buscar a certeza disto. Interessados podem entrar em contato comigo através do e-mail: barnabas-spenser@hotmail.com

Pronto, publicações feitas. Só queria deixar registrado também que eu estou notando algumas mudanças de comportamento em mim, algo mais humanizado. Estou achando interessante tudo isso, embora eu deva organizar e processar ainda. Só não sei quando farei isso. Talvez ainda haja modificações no folheto, no poema do quem sou eu dificilmente.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Analises sobre o casamento e seus fundamentos teóricos e práticos

Casamentos

Olá amigos. É com um esforço e preguiça enorme que eu começo a escrever para atingir a meta mensal de quatro postagens. Foi difícil sair do twitter hoje e parar de escutar música, mas cá estou eu para falar de um tema mencionado na postagem passada. Não sei se alguns chegaram a ler, mas lá eu citei “avanços em teorias do relacionamento humano que não são importantes no momento.“ ou algo parecido. Pois será nesta postagem que tal assunto se tornará importante, porque afinal, vou escrever sobre ele. Sobre as novidades, desde a última vez que eu escrevi até hoje não aconteceram muitas coisas nem mesmo na minha vida pessoal, mas parte do que será escrito hoje foi pensado neste período. Vale comentar que, ao ler minha última postagem pra saber sobre o que eu tinha falado nas novidades e não repetir nada, notei alguns errinhos de ortografia, preciso começar a me perguntar sobre o porquê eu não reviso os meus textos. Vamos agora à postagem, que se iniciará partindo do pré-suposto que os leitores tenham conhecimentos básicos de psicologia evolutiva (ou da vida).

Estes pensamentos nasceram da minha própria necessidade em ser humano na prática, e quando eu digo ser humano, quero dizer evoluir equilibradamente em todos os três poderes humanos, tanto no individual quanto no grupal, enfim, amar. Embora teoricamente esteja tudo certinho, na prática, nos deparamos com uma infinidade de novos fatores que torna confuso e difícil o alcance do objetivo. Por exemplo, é interessante que todo humano encontre uma função social, e se dedique pra ser bom nela, porém, ter certeza se aquela função social é realmente a que você quer se dedicar pro resto da vida é realmente difícil. Outro exemplo é a questão da construção de uma família. O que leva duas pessoas a ficarem juntas pelo resto da vida? É interessante observar que questões como estas são difíceis de serem respondidas até mesmo por adultos ou idosos. Sentimentos a complexidade da vida. Pois é nisto que eu estou dedicando meus esforços teóricos agora, principalmente na questão de relacionamentos.

Muitas hipóteses já foram feitas por mim para definir os motivos que causam os casamentos. Novamente, acabo me deparando com o impreciso e sábio discurso popular: "Eu, x, te recebo y, como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe". Lembremos aqui o que muitos dizem: que casamento é um contrato, um negócio a ser administrado e cuidado. Não quero aqui discordar ou concordar com ambos os dizeres, e sim fazer uma analise de acordo com a psicologia evolutiva que levará a conclusão já feita por mim. No primeiro discurso, é interessante perceber o quão certo a pessoa tem que estar para se casar, aceitando o casamento até a morte. Tipicamente, os únicos que têm certeza são os apaixonados, já que os hormônios da paixão induzem ao seu instinto a entender que de todas as formas de evolução possíveis, aquela é e sempre será a melhor. Ao analisarmos o segundo discurso, notarmos a racionalidade envolvida no casamento para que ele dê certo. Algumas pessoas entendem que não é simplesmente contar com a sorte e esperar que o amor der certo, pois é necessário enfrentar as dificuldades e se esforçar pra descobrir soluções, pensar racionalmente no assunto, nos fatores que compõe o casamento e o dia-a-dia, e não somente com o sentimento, tendo o casamento, neste caso, características de uma empresa.

O que é amor? Como já dito pela psicologia evolutiva e por mim várias vezes neste blog, amor é evolução, neste caso, humana. Utilizando a linha de pensamento dos discursos anteriores com esta definição, podemos concluir que o casamento nada mais é que uma empresa de amor. Parece-me um tanto cafona escrever isto, mas é o que concluo sobre o assunto. Contudo, amigos, entender a definição torna a tarefa de casar-se e ter um bom casamento um pouco menos difícil, mas ainda sim difícil. São, teoricamente, necessário no mínimo dois requerimentos para que haja um casamento com boa qualidade de felicidade, o primeiro é o sentimento, o instinto ver naquele outro humano a oportunidade de evoluir a si igualmente com a evolução do cônjuge, ou seja, o casal terá pelo menos dois objetivos evolutivos em comum, que é o de ter filhos, e um auxiliar o outro na evolução individual para que ambos tenham condições de cuidar bem de tais filhos. Com o tempo, o casal se ligará de tal forma que irão, de fato, se identificar como uma só pessoa, mais precisamente, uma só evolução, o “outro pedaço da laranja”, a “cara metade” como se diz por ai.

É neste ponto que vem o segundo requerimento necessário: o conhecimento sobre a natureza humana e sobre as funções sociais, ou seja, o poder racional. Entendam que ao enfrentar dificuldades práticas, cada parte de um casal precisa ter bastante conhecimento de sua própria natureza e da natureza humana em geral para encontrar soluções para o problema. Saber diferenciar amor de paixão, entender o quão a linha de raciocínio interfere nos sentimentos, e como manipular isto, entender os objetivos da vida e saber desenvolver funções para alcançar tai objetivos, são esses alguns dos conhecimentos básicos necessários para um casamento de boa qualidade de felicidade. É nisto o que se baseia o amadurecimento e é por isso que dizem que casar-se cedo não é aconselhável. Além disso, também é necessário conhecimento sobre a sociedade, já que é fato que estamos em sociedade e precisamos produzir recursos para ela para ter direito de consumir nela invés de caçar como fazíamos lá pelo período pré-histórico. Dinheiro, que é o recurso social, é importante para que construamos um ambiente onde a evolução possa ser desenvolvida sem enormes distúrbios ou mesmo traumas. Por conseqüência, saber produzir dinheiro se torna importante.

Concluindo: casamento é uma empresa de amor movido por sentimentos e tecnologias humanas, que é instinto e racionalidade respectivamente, sendo a sociedade o meio onde isto ocorre. Ao entender isto, podemos também concluir que a parte racional do casamento pode ser desenvolvida, trabalhada, ensinada e aperfeiçoada através do tempo, coisa que os humanos podem fazer com o auxilio ou não da psicologia evolutiva, analisada no meu livro, por exemplo, ou de quaisquer outra. Contudo, mesmo com a parte racional toda desenvolvida, ainda sim resta a parte instintiva do relacionamento, ou seja, o que faz uma pessoa querer se esforçar pela outra? Ou ainda se levarmos em consideração que o trabalho é uma forma de relacionamento, o que faz a pessoa escolher uma profissão pro resto da vida? São estas perguntas que mais perturbam a cabeça dos noivos e dos jovens, respectivamente. É a estas perguntas que eu tento encontrar a resposta nesta postagem.

(OBS: A resposta da segunda pergunta é a seguinte: é interessante que os humanos busquem aquelas profissões em que eles tenham a maior facilidade de aprender, para que se esforcem e alcancem níveis elevados de poder social relacionados àquela função e assim, possam ter uma maior conversão de poder social pra instintivo. Na verdade não é uma regra, como a maioria dos casos humanos, não é uma regra e sim um padrão, mas que pode variar bastante. Só estou escrevendo essa OBS porque essa resposta não se encaixou no resto do texto e eu não quis atrapalhar a estrutura.)

Para entender a resposta que eu vou dar agora, é necessário entender razoavelmente como a evolução, que é o amor, de fato funciona e como os poderes instintivos estão relacionados a isto. Teoricamente, se o casamento é um empreendimento relacionado ao amor, que, a princípio, será construído com mesmo o esforço de ambos os cônjuges, então eles devem necessariamente ter a quantidade de poderes instintivos equivalentes ou muito próximas. Obviamente, casos em que haja distúrbios de poderes instintivos são freqüentes, em que um dos cônjuges se esforça mais que o outro para que o casamento dê certo, como resposta a esta observação, relembro um dos conceitos de distúrbios que diz: quanto maior o distúrbio, menor a qualidade de vida. É por isso que de fato, é interessante ter um casamento em que o casal tenha a quantidade de poderes instintivos equilibrada, para que possam construir com igual esforço todo o ambiente de amor para cada um, de um para o outro, dos dois para os filhos e parentes, amigos, etc.

Construção está sendo usado aqui como metáfora para evolução. Tão importante quanto poderes para a construção é o desejo de construir algo. É por isso que é importante o casal ter os mesmos objetivos evolutivos e conjunto de valores humanos. Os humanos tendem a atribuir valores instintivos diferentes a enorme variedade de signos existentes por ai, um exemplo disto é a cultura, e mesmo a pessoa conhecendo seus valores instintivos, muito dificilmente ela consegue os mudar totalmente. Os objetivos evolutivos estão ligados a tais valores já que a pessoa irá escolher evoluir naquilo que ela valoriza. Com este pequeno resumo, percebemos que se o casal não tiver estes dois fatores compatíveis, eles não vão ter comum acordo ao construir algo juntos, o que irá gerar conflitos e separação, caso sejam muito incompatíveis ao ponto de um achar que está perdendo tempo com o outro. Aqui vem uma pergunta de grande importância: Como saber se os poderes e o conjunto de valores humanos e objetivos evolutivos são compatíveis?

Testando e aprendendo, amigos. Esta é a resposta que eu concluí após muito pensar no caso. Percebam que existe uma enorme quantidade de fatores a serem analisados em um humano, e este conjunto de fatores tendem a se aglomerar numa única imagem. Normalmente temos um nítido exemplo dessas imagens nos rótulos dados por ai, como hippie, pagodeiro, malandro, patricinha, roqueiro, estressado, dentre outros. Porém, a imagem não é precisamente a verdade e a maioria das vezes passa longe dela. Por isso é importante que entendamos isto, e que busquemos conhecer realmente aquela pessoa, para conhecer de fato seus poderes humanos, seus valores, seus objetivos, e saber se é compatível com os nossos. Se for, ótimo, construa-se o amor. Se não for, e triste, mas haverá ao menos um maior conhecimento sobre as pessoas e mais experiência para um próximo encontro. É parecido com um emprego que a gente aprende durante uns anos, mas ao trocar de função, tem que utilizar o conjunto de experiências de um para melhor se adaptar ao outro.

Se relacionar com imagens é algo muito complicado, porque é nelas que se desenvolve a maior quantidade de artimanhas e manipulações instintivas. Por isso é necessário ter uma prévia instrução sobre relacionamentos humanos, vinda dos pais, dos amigos ou de outras fontes, para que durante o percurso de conhecimento e relacionamento não se desenvolva tantos distúrbios ou traumas. Também é necessário ter as noções de amor e paixão bem definidas para que não haja confusões e se consiga fazer uma boa analise dos sentimentos e fatos, além dos conhecimentos já citados anteriormente. Diante de tantos requerimentos, notem o quão difícil é existir duas pessoas que completem tanto a parte individual como também a parte de desejos evolutivos complementares. É igualmente interessante como não existe mágica no mundo, fazendo com que cada pessoa deva e seja a melhor para entender e resolver seus próprios problemas, porque ela melhor que ninguém entende seus valores e objetivos.

Enfim amigos. Após algumas horinhas encerro esta postagem. Gostei de tê-la escrito, e muito mais de ter criado esta teoria. Estou sempre a aperfeiçoando, pois afinal, a uso na minha vida. Novamente, desculpem-me pelos erros e pela falta de revisão. Estou pensando seriamente em revisar esse texto depois, adicionar uns subtítulos e imagens pra ficar mais atrativo ao instinto, mas é apenas um desejo. Lembrando também que este texto deve estar bastante denso, quaisquer dúvidas só me falar que eu esclareço.

domingo, 12 de junho de 2011

Hipoteses sobre D. Casmurro e novidades gerais

Ponto de vista

Olá a todos. Cada vez mais difícil atualizar esse blog, hoje não sei se começo pelas novidades ou se parto logo para a postagem de hoje, cujo tema eu também não sei qual será. Vamos para as novidades. Está decidido que eu irei divulgar minhas teorias nas faculdades, vou fazer isso escrevendo um pequeno folheto, que irá ser entregue nos departamentos de psicologia de faculdades publicas e particulares, convidando os interessados a me ajudarem a formalizar a teoria nos conformes científicos. Devo admitir que bate certos sentimentos de receio e medo, tanto para se der errado quanto para se der certo, mas eu devo enfrentar a responsabilidade das minhas idéias para saber seguramente quem eu sou. Além disso, também tenho tido alguns avanços teóricos quanto ao estilo de vida humano, tanto no aspecto reprodutivo como também de sobrevivência. Ambas as conclusões se baseiam na premissa que o humano deve procurar o que melhor a realidade pode lhe oferecer, e esta premissa se deriva das conclusões da psicologia evolutiva, onde o “melhor” é “boa evolução” neste caso. Houve outros pequenos avanços técnicos na preparação de redações e entendimento dos signos, que de alguma forma se relacionam com a eficiência de estud, mas estes são irrelevantes para o momento. Vou continuar mantendo meu plano original e escrever hoje sobre minha teoria do livro D. Casmurro.

Meu professor de literatura nos passou o livro D. Casmurro para ser lido estas semanas e para ser usado como base de uma prova tem um bom peso na média. No final do período de leitura, eu já tendo terminado o livro, ele comentou conosco sobre as hipóteses de objetivo da história, explicando que Machado de Assis quis fazer uma crítica a sociedade que valorizava os direitos masculinos a cima de tudo, já que apenas ficaríamos com pena do Bentinho, enquanto nem sequer chegamos a conhecer a versão da Capitu sobre os fatos. Também comentou que como os fatos foram explicados apenas por Bentinho, aquela pode não ser a total realidade dos acontecimentos, tendo então Bentinho, por causa do seu ciúme obsessivo, nos mostrado uma realidade confusa ou mesmo ilusória, como a cisma, que pode ser verdadeira ou não, de que seu filho se parece com o Escobar. Tudo isto tem uma coerência bastante convincente, mas o que realmente me irrita é apenas uma coisa: porque Capitu e Bentinho tiveram apenas um filho, e porque este único filho se parece com o Escobar - se isto realmente for verdade, e não apenas ilusão do bentinho -? Pois é nisto, e somente nisto, que se baseia minha teoria meus amigos. Lá vai ela.

Capitu era uma garota relativamente pobre, mas muito bonita e inteligente. Teve boa educação por parte dos seus pais e contato com amizades femininas. Por ser pobre e também ter contato com o universo dos ricos, também desejará se tornar rica, mas sua educação a fez desejar fazer isto de forma honesta. Para tal, ela observava curiosamente todo aquele universo para tentá-lo entendê-lo, aprendendo deste modo, as artimanhas do instinto humano. Sua relação com Bentinho foi sincera, ela o amava, embora este amor não se configurasse uma paixão. Ela via em Bentinho tudo o que ela desejava para o futuro, não apenas como homem, mas também como estrutura familiar e social. Enquanto que ela já tinha visão de mundo e sabia o que queria, construindo uma linha de pensamento bastante rica para alcançar seu objetivo, Bentinho ia apenas vivendo sem objetivos definidos e com a confusão do seminário na sua cabeça. Por causa disto, Capitu acabou se desenvolvendo muito mais rapidamente que o Bentinho, e além do seu maior poder instintivo por natureza, já que ela é uma jovem fêmea, também desenvolveu um poder racional que auxilia na melhoria deste poder instintivo. Bentinho sentia isso e daí vinha sua paixão por ela.

Notemos que enquanto Bentinho para Capitu era um projeto de vida, um amor, Capitu para Bentinho era uma paixão, um desejo de posse, misturado também com amor. Eles cresceram e se casaram, Bentinho desenvolveu bem seus poderes sociais e Capitu continuava com um altíssimo poder instintivo se comparado as demais fêmeas da época. Acontece que em dado momento do casamento, o desejo por um filho chega ao casal, e por motivos desconhecidos, eles não conseguem tê-lo. Quais motivos são estes que motivaram a apreensão do casal? É aqui que se encontra o ápice da minha hipótese: Bentinho era estéreo. Capitu, muito desejosa de ter um filho e criá-lo junto a Bentinho, achou como solução ter um filho ter um filho com Escobar, o melhor amigo do seu marido, tudo em segredo e dissimuladamente por causa do ciúme de seu marido. Percebam que isto faz algum sentido quando lembramos que Capitu aprendeu a dissimular bem seus sentimentos desde criança, e que contar a Bentinho que ele era estéreo poderia fazê-lo muito mal, então ela articulou com o Escobar o que já foi dito aqui. Isto explica duas coisas: porque o casal não teve outro filho e porque o filho de Bentinho se parece tanto com o Escobar.

Existem fatores que podem quebrar minha teoria, e eu os vou considerar agora. Não conhecendo muito sobre medicina e sobre os costumes daquela época, existe a possibilidade de ter poucos filhos ser uma coisa comum, embora eu não acredite nisso. Um casal rico ter apenas um filho por quê? O segundo questionamento é porque a Capitu nunca disse ao Bentinho a verdade através das tantas cartas que eles enviavam-se no durante a parte final do livro. Mas imagino que possa haver motivos, como orgulho, vingança ou sentimento de injustiça. Afinal, Capitu fez tanto por Bentinho e ele a retribuiu com ciúme e acusações, pois afinal, se pensarmos friamente, mesmo que Capitu tenha engravidado de Escobar para dar o filho ao Bentinho, ela fez isso pelo casal. De alguma forma foi um ato de amor. Nas cartas trocadas pelo casal no final do livro, sinto que Capitu ainda desejava carinho ao bentinho, como quem espera que ele mude de idéia e a traga de volta para que ambos possam ser felizes. Capitu sabia amar si mesma, por isso ela agüentou a distancia e ficar sozinha. Podemos ainda compor outras possibilidades de baixíssima probabilidade, e que de tão baixas eu não chego a acreditar, como a de Escobar e Capitu terem tido um caso, ou ela ter uma paixão secreta por Escobar, mas nunca ter revelado.

Enfim, devo terminar esta postagem elogiando as escrituras de Machado de Assis, realmente muito boa. Pra falar a verdade, espero que o professor da minha escola passe outro livro dele. Também penso escrever algo, ou mesmo filmar com o meu amigo Bruno, sobre o tema de entretenimento como indústria e como fonte de conhecimento humano. No mais, espero que gostem da minha teoria e foi legal ter perdido uns quarenta minutos escrevendo isso, desculpem-me pela repetição de nomes que possa ter havido, talvez depois eu revise. Até mais a todos e abraços.

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PS: Não sei se escrevi sobre isso antes, mas se não escrevesse agora, iria ficar encucado. Acredito que a probabilidade da teoria que o professor propôs seja mais adquada que a minha seja maior, pois ela foi composta por críticos literários que conhecem mais a filosofia do Machado de Assis. Porém, ainda sim, acredito que ele possa ter feito esta história pra mostrar que o ciúme e a insegurança pode estragar o casamento, já que a Capitu fez algo pro bem de Bentinho e ele retribuiu mandando-a para Londres e se afastando do filho do casal. Enfim, era apenas isso.