Demorei muito para entender que a lei que governa o mundo é a graça, e aonde não há graça, há corrupção. É certo que as leis humanas têm seu lugar assim como a lei da natureza. No entanto, se tentarmos entender a humanidade por outro meio que não seja a graça de Deus, falharemos, e, no pior dos casos, criaremos um cenário aonde o mal poderá se instalar, gerando corrupção.
É certo que a lei da graça é espiritual, e, portanto, ela precisa se materializar na natureza através de estruturas rígidas. Porém, é preciso entender que nenhuma destas estruturas são absolutas. Todas elas têm suas estações, seu tempo de nascimento, crescimento e morte. Quando velha, assim como os seres humanos, uma estrutura pode assumir diversas posições.
Pode ela preparar o futuro para seu herdeiro, aquele aonde ela reconheça que a graça acompanha, ou pode tentar manter-se no poder, mas se tornando cada vez mais caduca, dando lugar para o mal se instalar. No primeiro caso, a transição é suave. No segundo, é violenta. Mas, de um jeito ou de outro, o mundo precisará se renovar e a graça continuará a atuar.
Uma vez que assumamos que a graça é a lei que governa a vida humana, precisamos entender precisamente o que isto significa neste texto. Aqui, a graça é aquilo que alcançamos quando buscamos a Deus, no entanto, não por nosso mérito, mas pelos propósitos dele. Reconhecemos a graça espiritual, aquela que habita no corpo de Cristo, mas também a graça natural, aquela que aquele que busca conhecer a natureza em seus detalhes alcança. A primeira leva a eternidade espiritual, a segunda leva a prosperidade efêmera.
Disto isto, é preciso considerar que Deus quer que o busquemos de forma completa. Não somente em espírito, pois aquele que somente busca o espírito de Deus, mas não compreende a natureza da sua criação, não tem os recursos para ter acesso ao sobrenatural que a sua graça nos reserva. Também, aquele que busca somente conhecer a natureza, tanto a material quanto a natureza do homem, este está fadado a falhar, pois não existe paz sem o espírito de Deus. Quantos são aqueles que enriquecem, mas caem em desgraça?
No final das contas, precisamos confiar no Espírito Santo. É este, afinal, que nos guiará ao equilíbrio de uma vida plena de Deus, não somente o espiritual ou o natural, mas o Deus completo. De tal modo que seremos eternos, mas também reinaremos em vida. Muitas vezes enrijecemos nossos corações em torno de certas verdades, que não são as trazidas pelo Espírito Santo, mas sim herdadas e, talvez, caducas, ou construídas com propósitos malignos, mas que aparentam ser boas. Certa vez eu imaginei uma história que pode ilustrar tal situação, e eu irei aproveitar este texto para escrevê-la. Lá vai:
O artista e o ocupado
Havia um homem com o coração muito rígido. Ele pensava que sabia demais sobre o mundo, sobre como as coisas funcionavam. Ele acreditava que a vida era difícil, trabalhava muito, não tinha tempo para orar, conhecia pouco a história daqueles que nos salvou e, portanto, nunca confiou no Espírito Santo. Ele preferia confiar na sua própria força, afinal. Se não lutasse, não venceria, este era o seu pensamento.
Um dia, teve uma oportunidade muito incomum de falar frente a frente com um artista que defenda que nossa sociedade deveria se preocupar com o futuro. Afinal, como ele estava inserido numa cultura ocupada demais com sua sobrevivência, esta mesma cultura não conseguia refletir sobre seus atos através do tempo. Estavam se autodestruído, como uma criança com acesso ilimitado a doces provavelmente o faria. Este artista, portanto, utiliza seu tempo livre para proferir tal discurso. Nesta oportunidade, este homem falou ao artista:
- É bonito teu discurso de que temos que salvar nosso planeta. No entanto, tu falas isto porque tens tempo sobrando. Se, por outro lado, tivesses tu que lutar por tua sobrevivência, assim como eu, não teria tempo para pensar nestas coisas!
Prontamente o artista respondeu:
- É justamente por ter tempo sobrando que posso pensar acerca destas coisas, vir aqui e falar a vocês a verdade a qual acredito. Não estou gastando meu tempo aproveitando os prazeres que o dinheiro poderia me dar como outros fazem, mas sim tentando plantar uma semente de esperança para nossas crianças em seus corações!
Nisto o homem se calou. As certezas do seu coração foram quebradas e pela primeira vez ele pode ouvir o Espírito Santo. Aquilo mudou sua vida.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 1 de março de 2018
sábado, 27 de abril de 2013
Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas, formalização do sofrimento humano e publicação de conto: A raiz dos problemas.
Introdução:
Olá amigos. Desta vez escrevo porque não tenho nada melhor pra fazer enquanto baixo uns episódios pra assistir. Como sempre, vamos as novidades primeiro: estou em guerra pela conquista de sentimentos, meus amigos, e isto sempre é complicado. Isto me lembra que a filosofia da psicologia evolutiva é um pouco mais complicada que o que aparenta ser, preciso trabalhar bastante para deixá-la mais fluente. Isto também me lembra sobre a artificialidade instintiva. Pretendo fazer um poema ou um conto sobre isso qualquer dia, é uma boa maneira de eu me posicionar quanto a isto além de ser um bom tema. Continuo praticando Rugby e academia, mas dei uma parada de jogar LOL, embora eu ainda aprecie muito as partidas. Mas este jogo toma algum tempo e só se torna bom jogando com algum amigo. Na despedida da ultima postagem, lembro que falei sobre a minha confusão de conceito da realidade. Contudo, eu havia me esquecido que já tinha resolvido isso com o gráfico da realidade. Foi certa confusão das minhas memórias, vou tentar resolver isso de uma vez por todas, ou pelo menos tornar menos confuso por enquanto. A postagem de hoje irá tratar sobre isto, e também sobre algo muito interessante, uma tendência que talvez seja a causa da inspiração de muitos filósofos e também a uma característica humana muito importante: o sofrimento. Já faz algum tempo que eu estou afim de escrever esse assunto, vou aproveitar que ele se relaciona com o texto que eu fiz e que não há nada mais importante para escrever. Sobre o texto que eu fiz, trata-se de um conto falando sobre problemas. Enfim, com a introdução concluída, vamos a mais uma postagem:
Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas:
No gráfico da realidade, eu separei a realidade em duas: a realidade universal, a que não depende dos humanos para existir, e a realidade humana, a que depende dos humanos para existir. Contudo, é possível assumir que a realidade humana está contida na realidade universal, porém, devido a sua complexidade e seu mecanismo baseado em tendências e longas associações, é impossível calcular tudo o que acontece nas dimensões dos sentimentos humanos, pois quando se encontrar técnicas para fazer isto, o cenário humano já irá ter mudado assim como a forma como os sentimentos funcionam. Contudo, é preciso explicar um pouco melhor o modo como o ser humano lida com a realidade universal, que, embora precise ser descoberta, é de fundamental importância para a formação da realidade humana.
É preciso observar que na realidade universal existem duas coisas: as propriedades e leis. Estes dois elementos são a parte imutável da realidade. Cada propriedade é responsável pela existência de um elemento, e cada lei é responsável pela forma como estes elementos irão se interagir entre si. Estas duas coisas respeitam ao princípio do fator-resultado, exibido lá no gráfico da realidade, e se manifestam no ambiente. As propriedades e as leis se organizam no ambiente, que é o local onde estes dois elementos se encontram e se relacionam, através das configurações, e, desta forma, podemos definir o universo. Contudo, enquanto no ambiente sem a presença humana, as coisas simplesmente tende a acontecer como o previsto, devido ao enorme e complexo sistema desenvolvido pelos humanos, é possível definir, para fins de estudo, a existência de duas forças: a força que provém da realidade universal e a força que provém da realidade humana.
A primeira é simplesmente a manifestação da realidade, exemplos, a gravidade, os elementos químicos, e a os sistemas geralmente simples que estes elementos tende a formar. A segunda, contudo, é a vontade humana se manifestando na realidade universal através das suas possibilidades. Isto quer dizer que o humano tende modificar a realidade de acordo com o seu desejo e com as formas que estão disponíveis para ele fazer isto. Desta forma, o humano se torna um elemento capaz de alterar o ambiente e os seus sistemas através, contudo, não é capaz de alterar as propriedades e leis do universo. Sem utilizar a separação entre as duas forças, simplesmente é possível assumir que o ser humano é apenas mais um sistema que modifica o ambiente e suas configurações, assim como a gravidade ou os elementos químicos. Porém, como o foco deste estudo é entender principalmente a força humana, para torná-la melhor adequada aos outros sistemas, foi feito utilizado este artifício de separação.
Conclui-se, portanto, que o ser humano é capaz de alterar as configurações e sistemas as quais esta realidade se apresenta, mas não suas leis e propriedades, de acordo com as configurações e sistemas que ele mesmo tem a seu dispor. Observa-se que quanto mais o ser humano evolui, maior é a quantidade de sistemas e configurações que ele consegue adotar. Enquanto que antigamente alterar certo sistema universal era impossível para o ser humano, como a gravidade sempre mantê-los no chão, atualmente já é possível alterar este sistema para outro sistema, onde já é possível voar através de dispositivos adequados para isto, como aviões ou helicópteros. É preciso notar aqui a definição de sistemas, que é um conjunto de fatores organizados de modo a controlar algum resultado. Se o desejo do resultado muda ou os fatores que envolvem aquele resultado mudam, o sistema também deve mudar ou então ele não estará mais tão próximo da realidade quanto antes.
Formalização do sofrimento humano:
Atualmente é possível perceber certa vontade de se distanciar do sofrimento em algumas pessoas. Assim que começam a sofrer, recorrem ao consumo de produtos que diluem esta dor. Contudo, através dos pressupostos estabelecidos pela psicologia sobre como funciona o instinto humano, é possível concluir que é impossível não sofrer enquanto na condição de humano e que também o sofrimento faz parte da adaptação. A intenção desta postagem é explicar quais são estes pressupostos e como funciona este processo, para que assim as pessoas possam tirar maior proveito de seu sofrimento para se adaptarem ao que realmente importa para cada uma delas.
Tudo se inicia pela propriedade humana do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa. Ao receber informações através dos seus sentidos, o ser humano começa a organizá-las e a associá-las de modo inconsciente, e assim ele constrói sua noção de realidade que será a base para suas tomadas de decisões futuramente. Contudo, devido a tendência citada no início desse parágrafo, o instinto humano influencia seu raciocínio a organizar tais informações de modo que melhor pareça para o instinto e que ao mesmo tempo não entre em conflito com o que já foi percebido pelos sentidos. Mas nem sempre esta informação, que geralmente é o melhor cenário que o instinto consegue montar da realidade através das informações que recebe, está realmente de acordo com a realidade. Quando isto acontece, há um processo em que o humano precisa se desapegar daquilo que ele considera que é o melhor, como reação deste processo surge o sofrimento.
Portanto, o sofrimento é, na maioria das vezes, um indício de que o ser humano está recebendo novas informações de seus sentidos que demonstra que sua visão era falsa e que uma nova precisa ser construída. Esta nova visão pode não ser tão boa quanto a primeira, mas provavelmente será mais adaptada a realidade por conter um maior número de experiências envolvidas na sua formação. Uma visão de realidade perfeitamente adaptada a realidade, por exemplo, significa que o humano tem consciência de todos os elementos a sua volta e conhece sua total capacidade de modificá-los de acordo com sua vontade, tornando-os o que ele quiser e for possível. Porém, um nível de consciência tão profundo é algo utópico, pois a realidade, principalmente a humana, é algo absurdamente complexo e em constante mutação. É devido a esta constante mutação, aliás, que o sofrimento sempre estará acompanhando a evolução do ser humano, ou seja, mesmo em uma pessoa com bastante experiência de vida poderá se enganar em algum aspecto que acha que conhece. Uma tentativa de evitar este tipo de coisa é se manter sempre atualizado, porém, isto é cansativo, e o cansaço pode ser considerado como um tipo de sofrimento já que ele também leva ao desejo de evitá-lo.
Porém, esta característica do ser humano não é ruim. É isto o que o torna capaz de desenvolver a dimensão da realidade humana, que faz o ser humano desejar buscar conhecer mais e mais a realidade universal para se adaptar a ela e ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Sem isto o humano sequer existiria, e se perdêssemos esta característica por algum motivo, a humanidade simplesmente se estagnaria em um determinado sistema e deixaria de evoluir e de explorar a realidade. Isto sim é algo nocivo a vida e a evolução, pois diminui a capacidade dos seres humanos de se adaptarem a novas condições e aí a vida estaria dependendo de um sistema muito específico para existir. Bem, provavelmente outra raça que tivesse desenvolvendo tais condições de evolução substituiria caso isso acontecesse, e esta raça provavelmente teria um sistema parecido com o nosso para incentivar seus indivíduos a buscar novas formas de se adaptar as diferentes realidades. Apenas uma curiosidade, o mecanismo citado na construção da visão do mundo também é o utilizado na construção da imagem de si próprio e das outras pessoas, o que se torna parte do ego.
Conto:
A raiz dos problemas.
Problemas não são para serem vividos, mas sim resolvidos. Esta é a definição de problema, certo? Algo a ser resolvido. Porém, é perceptível que muitas pessoas vivem seus problemas, não os resolvem. Elas fazem isto não por querer, mas sim porque em seus valores subconscientes viver isto é algo natural. Pois eu, o humano que se supera, digo que isto não é natural. Afinal, se um problema não tem solução, ele não é um problema, é simplesmente um fato, uma característica da realidade. O sofrimento está presente no viver humano, nos momentos em que o humano precisa sair de sua zona de conforto e se adaptar ao que for preciso para sobreviver. Neste aspecto, sofrer para solucionar um problema se torna algo benéfico, saudável, natural. Porém, sofrer por sofrer, por achar que se deve sofrer, sofrer por uma mentira ou por uma imagem má definida da realidade que talvez nunca vá se concretizar, isto sim é prejudicial e não natural. Por isto é preciso escolher bem por quais coisas sofrer, por quais coisas buscar solução, se houver, e solucionar. A partir do processo de busca haverá o sofrimento, pois é doloroso investir esforço em algo que dá errado, mas também haverá a recompensa, quando, de tantas tentativas, algo bom surgir, e isto é bom o suficiente para tornar válido o sofrer. Não é fácil buscar uma solução. Não é fácil enfrentar o desconhecido e ir a lugares que poucas pessoas foram. Não é fácil lidar com o novo, com o preconceito daqueles que tem medo do desconhecido, com o não ter a quem pedir conselhos caso algo dê errado, porque as pessoas simplesmente não sabem onde você está, porque você foi longe demais, mais longe que a maioria das pessoas em certo aspecto da realidade. Sim, você é o único responsável si mesmo, caminhe com cuidado e estratégia. Saiba como retornar ou reagir caso algo dê errado, pois sempre existe a chance disto acontecer quando o desconhecido te cerca. Farás descobertas de soluções novas, soluções tuas, que servem apenas para ti e para teu modo de viver. Poucas são as pessoas que te conhecerão o suficiente para entender a profundidade de tuas escolhas, as coisas importantes da tua vida. Podes desenvolver uma solução que pareça um absurdo para outras pessoas, mas que te seja saudável. Por isto precisarás ter coragem e consciência do que fazes, do porque fazes, para se manter no caminho daquilo acreditas e defines como bom para tu, independente da avaliação daqueles que não te compreendem, nem compreendem teus motivos e tua vida. Mas não tenha medo de ficar só, pois viver em comunidade é uma necessidade humana e ao teu lado terás pessoas que acreditam em valores parecidos com os teus e estão dispostas a buscar, junto a ti, solução para os problemas. Portanto, escolha bem os teus valores, o que acreditas ser bom e o que desejas para ti, pois somente assim sempre surgirão bons problemas para serem resolvidos por ti e por quem estiver ao teu lado.
Por: Leandro de Andrade Moura.
Encerramento:
Enfim amigos, chegamos a mais uma postagem finalizada. Achei tão curioso eu ter escrito os dois tópicos de cima certinhos com quatro parágrafos, parece que eu estou escrevendo com mais coerência e objetividade em um assunto específico e deixando de dar umas viajadas durante a construção do texto. Isto é bom caso eu pretenda escrever para um grande publico, que precisará do material bem construído, imagino. Uma coisa que eu esqueci de dizer na introdução é que eu estou tentando estudar inglês pelo site do MEC, algo bem chatinho, estou tentando arrumar um jeito de gostar disso, e também voltei a jogar Dwarf Fortress. Dessa vez quero encontrar toda a diversão que esse jogo promete, mas vai demorar até eu aprender a maioria das coisas. São muitas coisas nesse jogo a se aprender. Eles têm uma filosofia de “Losing is fun” bem curiosa, estou começando a entender. Vou aproveitar pra jogar DF nessas férias, embora eu esteja parando de jogar lol por causa disto também. Enfim amigos, acredito que é tudo por hoje. Até a próxima postagem, que eu não imagino qual será o tema, e forte abraço.
Olá amigos. Desta vez escrevo porque não tenho nada melhor pra fazer enquanto baixo uns episódios pra assistir. Como sempre, vamos as novidades primeiro: estou em guerra pela conquista de sentimentos, meus amigos, e isto sempre é complicado. Isto me lembra que a filosofia da psicologia evolutiva é um pouco mais complicada que o que aparenta ser, preciso trabalhar bastante para deixá-la mais fluente. Isto também me lembra sobre a artificialidade instintiva. Pretendo fazer um poema ou um conto sobre isso qualquer dia, é uma boa maneira de eu me posicionar quanto a isto além de ser um bom tema. Continuo praticando Rugby e academia, mas dei uma parada de jogar LOL, embora eu ainda aprecie muito as partidas. Mas este jogo toma algum tempo e só se torna bom jogando com algum amigo. Na despedida da ultima postagem, lembro que falei sobre a minha confusão de conceito da realidade. Contudo, eu havia me esquecido que já tinha resolvido isso com o gráfico da realidade. Foi certa confusão das minhas memórias, vou tentar resolver isso de uma vez por todas, ou pelo menos tornar menos confuso por enquanto. A postagem de hoje irá tratar sobre isto, e também sobre algo muito interessante, uma tendência que talvez seja a causa da inspiração de muitos filósofos e também a uma característica humana muito importante: o sofrimento. Já faz algum tempo que eu estou afim de escrever esse assunto, vou aproveitar que ele se relaciona com o texto que eu fiz e que não há nada mais importante para escrever. Sobre o texto que eu fiz, trata-se de um conto falando sobre problemas. Enfim, com a introdução concluída, vamos a mais uma postagem:
Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas:
No gráfico da realidade, eu separei a realidade em duas: a realidade universal, a que não depende dos humanos para existir, e a realidade humana, a que depende dos humanos para existir. Contudo, é possível assumir que a realidade humana está contida na realidade universal, porém, devido a sua complexidade e seu mecanismo baseado em tendências e longas associações, é impossível calcular tudo o que acontece nas dimensões dos sentimentos humanos, pois quando se encontrar técnicas para fazer isto, o cenário humano já irá ter mudado assim como a forma como os sentimentos funcionam. Contudo, é preciso explicar um pouco melhor o modo como o ser humano lida com a realidade universal, que, embora precise ser descoberta, é de fundamental importância para a formação da realidade humana.
É preciso observar que na realidade universal existem duas coisas: as propriedades e leis. Estes dois elementos são a parte imutável da realidade. Cada propriedade é responsável pela existência de um elemento, e cada lei é responsável pela forma como estes elementos irão se interagir entre si. Estas duas coisas respeitam ao princípio do fator-resultado, exibido lá no gráfico da realidade, e se manifestam no ambiente. As propriedades e as leis se organizam no ambiente, que é o local onde estes dois elementos se encontram e se relacionam, através das configurações, e, desta forma, podemos definir o universo. Contudo, enquanto no ambiente sem a presença humana, as coisas simplesmente tende a acontecer como o previsto, devido ao enorme e complexo sistema desenvolvido pelos humanos, é possível definir, para fins de estudo, a existência de duas forças: a força que provém da realidade universal e a força que provém da realidade humana.
A primeira é simplesmente a manifestação da realidade, exemplos, a gravidade, os elementos químicos, e a os sistemas geralmente simples que estes elementos tende a formar. A segunda, contudo, é a vontade humana se manifestando na realidade universal através das suas possibilidades. Isto quer dizer que o humano tende modificar a realidade de acordo com o seu desejo e com as formas que estão disponíveis para ele fazer isto. Desta forma, o humano se torna um elemento capaz de alterar o ambiente e os seus sistemas através, contudo, não é capaz de alterar as propriedades e leis do universo. Sem utilizar a separação entre as duas forças, simplesmente é possível assumir que o ser humano é apenas mais um sistema que modifica o ambiente e suas configurações, assim como a gravidade ou os elementos químicos. Porém, como o foco deste estudo é entender principalmente a força humana, para torná-la melhor adequada aos outros sistemas, foi feito utilizado este artifício de separação.
Conclui-se, portanto, que o ser humano é capaz de alterar as configurações e sistemas as quais esta realidade se apresenta, mas não suas leis e propriedades, de acordo com as configurações e sistemas que ele mesmo tem a seu dispor. Observa-se que quanto mais o ser humano evolui, maior é a quantidade de sistemas e configurações que ele consegue adotar. Enquanto que antigamente alterar certo sistema universal era impossível para o ser humano, como a gravidade sempre mantê-los no chão, atualmente já é possível alterar este sistema para outro sistema, onde já é possível voar através de dispositivos adequados para isto, como aviões ou helicópteros. É preciso notar aqui a definição de sistemas, que é um conjunto de fatores organizados de modo a controlar algum resultado. Se o desejo do resultado muda ou os fatores que envolvem aquele resultado mudam, o sistema também deve mudar ou então ele não estará mais tão próximo da realidade quanto antes.
Formalização do sofrimento humano:
Atualmente é possível perceber certa vontade de se distanciar do sofrimento em algumas pessoas. Assim que começam a sofrer, recorrem ao consumo de produtos que diluem esta dor. Contudo, através dos pressupostos estabelecidos pela psicologia sobre como funciona o instinto humano, é possível concluir que é impossível não sofrer enquanto na condição de humano e que também o sofrimento faz parte da adaptação. A intenção desta postagem é explicar quais são estes pressupostos e como funciona este processo, para que assim as pessoas possam tirar maior proveito de seu sofrimento para se adaptarem ao que realmente importa para cada uma delas.
Tudo se inicia pela propriedade humana do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa. Ao receber informações através dos seus sentidos, o ser humano começa a organizá-las e a associá-las de modo inconsciente, e assim ele constrói sua noção de realidade que será a base para suas tomadas de decisões futuramente. Contudo, devido a tendência citada no início desse parágrafo, o instinto humano influencia seu raciocínio a organizar tais informações de modo que melhor pareça para o instinto e que ao mesmo tempo não entre em conflito com o que já foi percebido pelos sentidos. Mas nem sempre esta informação, que geralmente é o melhor cenário que o instinto consegue montar da realidade através das informações que recebe, está realmente de acordo com a realidade. Quando isto acontece, há um processo em que o humano precisa se desapegar daquilo que ele considera que é o melhor, como reação deste processo surge o sofrimento.
Portanto, o sofrimento é, na maioria das vezes, um indício de que o ser humano está recebendo novas informações de seus sentidos que demonstra que sua visão era falsa e que uma nova precisa ser construída. Esta nova visão pode não ser tão boa quanto a primeira, mas provavelmente será mais adaptada a realidade por conter um maior número de experiências envolvidas na sua formação. Uma visão de realidade perfeitamente adaptada a realidade, por exemplo, significa que o humano tem consciência de todos os elementos a sua volta e conhece sua total capacidade de modificá-los de acordo com sua vontade, tornando-os o que ele quiser e for possível. Porém, um nível de consciência tão profundo é algo utópico, pois a realidade, principalmente a humana, é algo absurdamente complexo e em constante mutação. É devido a esta constante mutação, aliás, que o sofrimento sempre estará acompanhando a evolução do ser humano, ou seja, mesmo em uma pessoa com bastante experiência de vida poderá se enganar em algum aspecto que acha que conhece. Uma tentativa de evitar este tipo de coisa é se manter sempre atualizado, porém, isto é cansativo, e o cansaço pode ser considerado como um tipo de sofrimento já que ele também leva ao desejo de evitá-lo.
Porém, esta característica do ser humano não é ruim. É isto o que o torna capaz de desenvolver a dimensão da realidade humana, que faz o ser humano desejar buscar conhecer mais e mais a realidade universal para se adaptar a ela e ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Sem isto o humano sequer existiria, e se perdêssemos esta característica por algum motivo, a humanidade simplesmente se estagnaria em um determinado sistema e deixaria de evoluir e de explorar a realidade. Isto sim é algo nocivo a vida e a evolução, pois diminui a capacidade dos seres humanos de se adaptarem a novas condições e aí a vida estaria dependendo de um sistema muito específico para existir. Bem, provavelmente outra raça que tivesse desenvolvendo tais condições de evolução substituiria caso isso acontecesse, e esta raça provavelmente teria um sistema parecido com o nosso para incentivar seus indivíduos a buscar novas formas de se adaptar as diferentes realidades. Apenas uma curiosidade, o mecanismo citado na construção da visão do mundo também é o utilizado na construção da imagem de si próprio e das outras pessoas, o que se torna parte do ego.
Conto:
A raiz dos problemas.
Problemas não são para serem vividos, mas sim resolvidos. Esta é a definição de problema, certo? Algo a ser resolvido. Porém, é perceptível que muitas pessoas vivem seus problemas, não os resolvem. Elas fazem isto não por querer, mas sim porque em seus valores subconscientes viver isto é algo natural. Pois eu, o humano que se supera, digo que isto não é natural. Afinal, se um problema não tem solução, ele não é um problema, é simplesmente um fato, uma característica da realidade. O sofrimento está presente no viver humano, nos momentos em que o humano precisa sair de sua zona de conforto e se adaptar ao que for preciso para sobreviver. Neste aspecto, sofrer para solucionar um problema se torna algo benéfico, saudável, natural. Porém, sofrer por sofrer, por achar que se deve sofrer, sofrer por uma mentira ou por uma imagem má definida da realidade que talvez nunca vá se concretizar, isto sim é prejudicial e não natural. Por isto é preciso escolher bem por quais coisas sofrer, por quais coisas buscar solução, se houver, e solucionar. A partir do processo de busca haverá o sofrimento, pois é doloroso investir esforço em algo que dá errado, mas também haverá a recompensa, quando, de tantas tentativas, algo bom surgir, e isto é bom o suficiente para tornar válido o sofrer. Não é fácil buscar uma solução. Não é fácil enfrentar o desconhecido e ir a lugares que poucas pessoas foram. Não é fácil lidar com o novo, com o preconceito daqueles que tem medo do desconhecido, com o não ter a quem pedir conselhos caso algo dê errado, porque as pessoas simplesmente não sabem onde você está, porque você foi longe demais, mais longe que a maioria das pessoas em certo aspecto da realidade. Sim, você é o único responsável si mesmo, caminhe com cuidado e estratégia. Saiba como retornar ou reagir caso algo dê errado, pois sempre existe a chance disto acontecer quando o desconhecido te cerca. Farás descobertas de soluções novas, soluções tuas, que servem apenas para ti e para teu modo de viver. Poucas são as pessoas que te conhecerão o suficiente para entender a profundidade de tuas escolhas, as coisas importantes da tua vida. Podes desenvolver uma solução que pareça um absurdo para outras pessoas, mas que te seja saudável. Por isto precisarás ter coragem e consciência do que fazes, do porque fazes, para se manter no caminho daquilo acreditas e defines como bom para tu, independente da avaliação daqueles que não te compreendem, nem compreendem teus motivos e tua vida. Mas não tenha medo de ficar só, pois viver em comunidade é uma necessidade humana e ao teu lado terás pessoas que acreditam em valores parecidos com os teus e estão dispostas a buscar, junto a ti, solução para os problemas. Portanto, escolha bem os teus valores, o que acreditas ser bom e o que desejas para ti, pois somente assim sempre surgirão bons problemas para serem resolvidos por ti e por quem estiver ao teu lado.
Por: Leandro de Andrade Moura.
Encerramento:
Enfim amigos, chegamos a mais uma postagem finalizada. Achei tão curioso eu ter escrito os dois tópicos de cima certinhos com quatro parágrafos, parece que eu estou escrevendo com mais coerência e objetividade em um assunto específico e deixando de dar umas viajadas durante a construção do texto. Isto é bom caso eu pretenda escrever para um grande publico, que precisará do material bem construído, imagino. Uma coisa que eu esqueci de dizer na introdução é que eu estou tentando estudar inglês pelo site do MEC, algo bem chatinho, estou tentando arrumar um jeito de gostar disso, e também voltei a jogar Dwarf Fortress. Dessa vez quero encontrar toda a diversão que esse jogo promete, mas vai demorar até eu aprender a maioria das coisas. São muitas coisas nesse jogo a se aprender. Eles têm uma filosofia de “Losing is fun” bem curiosa, estou começando a entender. Vou aproveitar pra jogar DF nessas férias, embora eu esteja parando de jogar lol por causa disto também. Enfim amigos, acredito que é tudo por hoje. Até a próxima postagem, que eu não imagino qual será o tema, e forte abraço.
Postado por:
Devir Social
às
23:43:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Ciência,
Filosofia,
Literatura,
Psicologia
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Sobre o dia-a-dia e publicações: Conversa sobre o amor e A descoberta do erro
Olá amigos. Estou sem internet e por isso resolvi escrever um pouco para passar o tempo. Tenho novidades interessantes pra compartilhar, provavelmente esta postagem só será sobre isso e sobre novas publicações. Faz um pouco de tempo que eu não me lembro de ter avançado um pouco mais nos conhecimentos da psicologia evolutiva, mas sinto que a necessidade agora não é avançar, mas sim organizar. Após organizar, tornar utilizável a ponto de tornar profissional. A questão é que isto será algo complicadíssimo, porque pressupõe a participação de profissionais, coisa que eu não tenho atualmente. Profissionais da psicologia, que topassem em desenvolver a teoria comigo e demonstrar a quais resultados ela pode chegar, isso é algo que estou muito distante de ter, e realmente não é fácil. Tirando estas preocupações, passei no vestibular. Em engenharia da computação, então não terei preocupações com trabalho, mas sim com estudos. Não será fácil, sinto que como eu não consigo desenvolver o projeto da psicologia evolutiva, outros desejos acabam ocupando o lugar deste projeto. Desejos mais simples, porém que envolvem riscos. Sinto que isto é meu instinto buscando uma forma mais fácil de evoluir, sem precisar levar em frente estes projetos. Mas estes riscos são uma problemática que eu não quero ter. Acredito que valha mais a pena, pelo menos nesse período, buscar fundar a psicologia evolutiva.
Outra coisa me preocupa além desta. É sobre a criação de literatura que envolva a psicologia evolutiva. Acredito que esteja no senso comum que o artista produz sua arte com naturalidade. Não é o meu caso. Produzo minha arte com esforço. É cansativo, parece um trabalho de parto. Preciso buscar e buscar. Mas o porquê faço isso é o que meu preocupa bastante. Antigamente era um pouco mais simples, eu fazia por naturalidade, só para experimentar coisas novas. Agora o trabalho de busca precisa ser direcionado, não é exatamente natural. Isto me preocupa. Contudo, por naturalidade, o trabalho não surge mais. Minha mente não está mais preocupada com estas questões porque os dilemas que faziam minha poesia ser produzida com naturalidade saíram do meu dia-a-dia. Eu simplesmente já tenho tudo organizado e não tenho vivido novas, e isto não faz surgir poesia. Daí então que vem este trabalho de busca, que procura na organização algo a ser mostrado, e que precisa buscar como isto será mostrado. Naturalmente eu não faria isto, mas é possível forçar. Mas para que forçar? Pra falar a verdade, não lembro exatamente como era o tempo em que os poemas saíam com certa naturalidade, acredito que era quando eu vivia coisas novas e a vontade inconsciente de exteriorizar isso. Era mais pessoal. Agora é mais artificial. Porém, mesmo artificial, acredito que seja algo com a mesma qualidade que o natural, porque eu faço até me sentir satisfeito, embora seja mais difícil.
Esta vontade de exteriorizar continua presente, mas ela agora é mais consciente. Além disto, não tenho vivido coisas novas. Vivo coisas que desejo, que atualmente é me tornar bom no LOL e passar no vestibular, mas isto não é poético, é mecânico. Já devo ter transformado essa mecânica em poesia nos meus poemas anteriores. A poesia é a descoberta, e agora eu não estou descobrindo, e sim produzindo o que eu já sei. Mas continuo querer a produzir porque quero ter conteúdo pra mostrar que se relacionem com a psicologia evolutiva. E mais ainda, quero tornar a psicologia evolutiva, como já falei, algo profissional. Estes poemas seriam uma forma de demonstrar os resultados da psicologia evolutiva, por isso eu busco criá-los. Não é por outro motivo. Não sou romântico a ponto de criar pra demonstrar que eu sou uma boa pessoa, ou dizer que não me preocupo se as pessoas não vão ver, mas, no fundo, desejar que elas vejam e gostem. Se fosse este o caso, criaria algo que evocasse valores instintivos que estivessem no inconsciente coletivo e fosse capaz de atingir as pessoas, e não algo que busque demonstrar a estruturação da p.e.. Pelo menos eu acredito nisto. Também não criaria nada apenas por criar, por me sentir bem com a criação. Toda a ação humana precisa estar ligada a algo que aumente suas chances de sobreviver e reproduzir, seja a nível consciente ou subconsciente. A regra é essa, devem existir exceções, mas não imagino nenhuma no momento. No meu caso, eu crio porque tenho um objetivo de um dia exibir para demonstrar meu ponto de vista. Mas é cansativo, e talvez eu nem alcance este objetivo. Não que isto seja algo totalmente ruim, estou aprendendo, mas é cansativo sustentar isso.
Sobre o LOL, estou entrando numa fase um pouco complicada. Não jogo tão bem quanto esperava jogar, e fico imaginando se isso é culpa do meu computador. Esta dúvida me faz pensar se eu devo continuar jogando pra progredir, pois a potencia do computador não influencia, ou se devo parar de jogar já que não tenho condições de ser tão competitivo quanto as pessoas que tem PC bom, algo que eu desejo. Um amigo irá trocar de computador, provavelmente ele irá rodar o LOL com a tela fluída, coisa que eu na tenho e ele também não tem. Dependendo do que ele disser, poderei concluir se a velocidade do computador influencia no desempenho do jogo. Eu acredito que sim, mas só terei condições de comprar um PC novo daqui há algum tempo. Além de jogar LOL, estou no facebook, criando poemas, não faço muita coisa além disso. Provavelmente entrarei na academia esse mês, isto será interessante. Fazia um bom tempo que eu não tinha uma conversa aleatória neste blog, mas os assuntos já estão acabando. Sendo assim, essa postagem não estará na estrutura normal, apenas terá essa conversa e as publicações. As publicações, por sinal, que acredito ter ficado boa, embora foram feitas de modo artificial, ou seja, através de artifícios, como a busca. Não nasceram de forma espontânea, quero dizer. Enfim, um abraço a todos e fiquem com as publicações.
Conversa sobre o amor
Vou defini-lo.
Não tenha medo,
Se você aceitar,
Irá se acostumar.
O amor, um sentimento?
Não somente um sentimento,
Um equilíbrio, és a explicação:
Quem não sabe amar, não ama.
Quem não quer amar, não ama.
Só ama quem sabe e quem quer amar.
Pois de que adianta ter as melhores intenções,
Se não haver condições de ajudar o que se ama?
Amor é um conceito simples,
Mas não se engane,
Sua simplicidade não implica em facilidade,
Amar é difícil!
Como começar a conceituar?
Observando o objeto do conceito.
Neste caso, o amor, com todas as suas faces.
Amor a família, aos amigos, ao trabalho,
Há algo presente em todos os casos:
Amar é fazer algo se tornar melhor.
Observe: é isto o que tu sentes por tudo o que amas!
Se tu amas e não fazes o melhor, isso não é amor.
É qualquer confusão de sentimentos ou pensamentos,
Mas não amor.
Começas a perceber a definição? Vou declará-la:
O equilíbrio que produz, entre
O pensamento e o sentimento,
A evolução, é o amor.
Amar é evoluir!
Se achares que definir o amor deste modo é um erro,
Entenderas esta relação com as seguintes questões:
O que fez a espécie humana surgir tal como surgiu,
E ainda continua moldando seu comportamento?
A evolução!
É esta a linha de raciocínio que permite entender
A importância da evolução para a raça humana.
Mas, de forma geral, é possível também assumir,
Que todos consideram algo importante em suas vidas:
O Amor!
Porque não concluir que,
O mais importante para o individuo,
O mais importante para a espécie,
São uma única coisa?
Amar é evoluir, e evoluir é amar.
Não pense que definição é limitação.
Mesmo definida, a evolução é ilimitada,
Assim como as formas de viver e de amar.
Agora entendes:
Não adianta ter apenas desejo,
É preciso ter as condições para fazer algo evoluir.
E não adianta ter apenas tais condições,
O desejo também é necessário para a evolução.
É algo simples, porém, não é algo fácil.
Perceberás respondendo com sinceridade:
Tens condições de fazer evoluir ao que desejas?
É teu desejo fazer evoluir ao que tens condições?
Tornou-se possível perceber o quão difícil é
A união destes dois elementos?
Pois é, amar é difícil.
Mas não desista nem tenha medo,
Todo humano foi feito para amar,
Todo humano foi feito para evoluir,
Porque é isto o que define um ser:
Humano.
A descoberta do erro
Estavam dois amigos discutindo sobre uma idéia:
- Você está errado.
- Não estou.
- Está sim.
- Como você sabe? Por acaso está na minha posição para saber?
- Não preciso estar. Já vivi algo semelhante, por isso digo que você está errado.
- Semelhante não é igual. Isto não é o suficiente para me convencer.
- Você é muito teimoso. Simplesmente aceite que está errado, vai ser melhor pra você.
- Não concordo com isso.
- Como não? Vai correr o risco de realmente errar em algo que podia ser evitado?
- Eu acho necessário. Isto é o que realmente vai ser melhor pra mim.
- Por quê? Eu já estou dizendo vai ser ruim pra você.
- Você acredita nisso, eu não. Por mais que você alerte, apenas por meio da experiência poderei descobrir se isto é ou não bom pra mim. Você pode até saber da verdade, mas eu preciso descobrir isso também.
- Ora, você é um ser inteligente! Não precisa sentir se isto é bom ou não, eu estou te dizendo que não é e te expliquei os motivos. Utilize seu raciocínio e preveja o que acontecerá.
- Seus motivos são carregados de sentimentos, mas são os seus sentimentos. Eu quero descobrir quais sentimentos eu experimentarei caso faça isso.
- Mas é perigoso... Não quero que faça isto.
- Sim, mas segundo o que você me diz, eu posso me recuperar caso eu realmente esteja errado. Não é um erro irreparável. Só será trabalhoso, mas saciar esta dúvida e conhecer estes sentimentos valerá o trabalho.
- E se isto fosse um erro irreparável?
- Se fosse este o caso, eu usaria o acontecido para alertar a todos e buscar uma forma para que isto não aconteça novamente. Afinal, as medidas de seguranças só existem por causa dos acidentes. Bem, este não é um erro irreparável. Acredito que vai dar certo na verdade. Preciso saber.
- Então você irá querer cometer todos os erros só pra saber? Isto irá te fazer perder um tempo absurdo cuidando de coisas que poderiam ser evitadas.
- Mas não são do meu interesse todos os erros. Só são aqueles que podem influenciar no meu dia-a-dia, que eu sinta que fará diferença no modo em que eu acredito como as coisas funcionam. Este é um deles.
- Ok. Faça como achar melhor pra você. Talvez o erro seja meu.
Ambos por: Leandro de Andrade Moura.
Outra coisa me preocupa além desta. É sobre a criação de literatura que envolva a psicologia evolutiva. Acredito que esteja no senso comum que o artista produz sua arte com naturalidade. Não é o meu caso. Produzo minha arte com esforço. É cansativo, parece um trabalho de parto. Preciso buscar e buscar. Mas o porquê faço isso é o que meu preocupa bastante. Antigamente era um pouco mais simples, eu fazia por naturalidade, só para experimentar coisas novas. Agora o trabalho de busca precisa ser direcionado, não é exatamente natural. Isto me preocupa. Contudo, por naturalidade, o trabalho não surge mais. Minha mente não está mais preocupada com estas questões porque os dilemas que faziam minha poesia ser produzida com naturalidade saíram do meu dia-a-dia. Eu simplesmente já tenho tudo organizado e não tenho vivido novas, e isto não faz surgir poesia. Daí então que vem este trabalho de busca, que procura na organização algo a ser mostrado, e que precisa buscar como isto será mostrado. Naturalmente eu não faria isto, mas é possível forçar. Mas para que forçar? Pra falar a verdade, não lembro exatamente como era o tempo em que os poemas saíam com certa naturalidade, acredito que era quando eu vivia coisas novas e a vontade inconsciente de exteriorizar isso. Era mais pessoal. Agora é mais artificial. Porém, mesmo artificial, acredito que seja algo com a mesma qualidade que o natural, porque eu faço até me sentir satisfeito, embora seja mais difícil.
Esta vontade de exteriorizar continua presente, mas ela agora é mais consciente. Além disto, não tenho vivido coisas novas. Vivo coisas que desejo, que atualmente é me tornar bom no LOL e passar no vestibular, mas isto não é poético, é mecânico. Já devo ter transformado essa mecânica em poesia nos meus poemas anteriores. A poesia é a descoberta, e agora eu não estou descobrindo, e sim produzindo o que eu já sei. Mas continuo querer a produzir porque quero ter conteúdo pra mostrar que se relacionem com a psicologia evolutiva. E mais ainda, quero tornar a psicologia evolutiva, como já falei, algo profissional. Estes poemas seriam uma forma de demonstrar os resultados da psicologia evolutiva, por isso eu busco criá-los. Não é por outro motivo. Não sou romântico a ponto de criar pra demonstrar que eu sou uma boa pessoa, ou dizer que não me preocupo se as pessoas não vão ver, mas, no fundo, desejar que elas vejam e gostem. Se fosse este o caso, criaria algo que evocasse valores instintivos que estivessem no inconsciente coletivo e fosse capaz de atingir as pessoas, e não algo que busque demonstrar a estruturação da p.e.. Pelo menos eu acredito nisto. Também não criaria nada apenas por criar, por me sentir bem com a criação. Toda a ação humana precisa estar ligada a algo que aumente suas chances de sobreviver e reproduzir, seja a nível consciente ou subconsciente. A regra é essa, devem existir exceções, mas não imagino nenhuma no momento. No meu caso, eu crio porque tenho um objetivo de um dia exibir para demonstrar meu ponto de vista. Mas é cansativo, e talvez eu nem alcance este objetivo. Não que isto seja algo totalmente ruim, estou aprendendo, mas é cansativo sustentar isso.
Sobre o LOL, estou entrando numa fase um pouco complicada. Não jogo tão bem quanto esperava jogar, e fico imaginando se isso é culpa do meu computador. Esta dúvida me faz pensar se eu devo continuar jogando pra progredir, pois a potencia do computador não influencia, ou se devo parar de jogar já que não tenho condições de ser tão competitivo quanto as pessoas que tem PC bom, algo que eu desejo. Um amigo irá trocar de computador, provavelmente ele irá rodar o LOL com a tela fluída, coisa que eu na tenho e ele também não tem. Dependendo do que ele disser, poderei concluir se a velocidade do computador influencia no desempenho do jogo. Eu acredito que sim, mas só terei condições de comprar um PC novo daqui há algum tempo. Além de jogar LOL, estou no facebook, criando poemas, não faço muita coisa além disso. Provavelmente entrarei na academia esse mês, isto será interessante. Fazia um bom tempo que eu não tinha uma conversa aleatória neste blog, mas os assuntos já estão acabando. Sendo assim, essa postagem não estará na estrutura normal, apenas terá essa conversa e as publicações. As publicações, por sinal, que acredito ter ficado boa, embora foram feitas de modo artificial, ou seja, através de artifícios, como a busca. Não nasceram de forma espontânea, quero dizer. Enfim, um abraço a todos e fiquem com as publicações.
Conversa sobre o amor
Vou defini-lo.
Não tenha medo,
Se você aceitar,
Irá se acostumar.
O amor, um sentimento?
Não somente um sentimento,
Um equilíbrio, és a explicação:
Quem não sabe amar, não ama.
Quem não quer amar, não ama.
Só ama quem sabe e quem quer amar.
Pois de que adianta ter as melhores intenções,
Se não haver condições de ajudar o que se ama?
Amor é um conceito simples,
Mas não se engane,
Sua simplicidade não implica em facilidade,
Amar é difícil!
Como começar a conceituar?
Observando o objeto do conceito.
Neste caso, o amor, com todas as suas faces.
Amor a família, aos amigos, ao trabalho,
Há algo presente em todos os casos:
Amar é fazer algo se tornar melhor.
Observe: é isto o que tu sentes por tudo o que amas!
Se tu amas e não fazes o melhor, isso não é amor.
É qualquer confusão de sentimentos ou pensamentos,
Mas não amor.
Começas a perceber a definição? Vou declará-la:
O equilíbrio que produz, entre
O pensamento e o sentimento,
A evolução, é o amor.
Amar é evoluir!
Se achares que definir o amor deste modo é um erro,
Entenderas esta relação com as seguintes questões:
O que fez a espécie humana surgir tal como surgiu,
E ainda continua moldando seu comportamento?
A evolução!
É esta a linha de raciocínio que permite entender
A importância da evolução para a raça humana.
Mas, de forma geral, é possível também assumir,
Que todos consideram algo importante em suas vidas:
O Amor!
Porque não concluir que,
O mais importante para o individuo,
O mais importante para a espécie,
São uma única coisa?
Amar é evoluir, e evoluir é amar.
Não pense que definição é limitação.
Mesmo definida, a evolução é ilimitada,
Assim como as formas de viver e de amar.
Agora entendes:
Não adianta ter apenas desejo,
É preciso ter as condições para fazer algo evoluir.
E não adianta ter apenas tais condições,
O desejo também é necessário para a evolução.
É algo simples, porém, não é algo fácil.
Perceberás respondendo com sinceridade:
Tens condições de fazer evoluir ao que desejas?
É teu desejo fazer evoluir ao que tens condições?
Tornou-se possível perceber o quão difícil é
A união destes dois elementos?
Pois é, amar é difícil.
Mas não desista nem tenha medo,
Todo humano foi feito para amar,
Todo humano foi feito para evoluir,
Porque é isto o que define um ser:
Humano.
A descoberta do erro
Estavam dois amigos discutindo sobre uma idéia:
- Você está errado.
- Não estou.
- Está sim.
- Como você sabe? Por acaso está na minha posição para saber?
- Não preciso estar. Já vivi algo semelhante, por isso digo que você está errado.
- Semelhante não é igual. Isto não é o suficiente para me convencer.
- Você é muito teimoso. Simplesmente aceite que está errado, vai ser melhor pra você.
- Não concordo com isso.
- Como não? Vai correr o risco de realmente errar em algo que podia ser evitado?
- Eu acho necessário. Isto é o que realmente vai ser melhor pra mim.
- Por quê? Eu já estou dizendo vai ser ruim pra você.
- Você acredita nisso, eu não. Por mais que você alerte, apenas por meio da experiência poderei descobrir se isto é ou não bom pra mim. Você pode até saber da verdade, mas eu preciso descobrir isso também.
- Ora, você é um ser inteligente! Não precisa sentir se isto é bom ou não, eu estou te dizendo que não é e te expliquei os motivos. Utilize seu raciocínio e preveja o que acontecerá.
- Seus motivos são carregados de sentimentos, mas são os seus sentimentos. Eu quero descobrir quais sentimentos eu experimentarei caso faça isso.
- Mas é perigoso... Não quero que faça isto.
- Sim, mas segundo o que você me diz, eu posso me recuperar caso eu realmente esteja errado. Não é um erro irreparável. Só será trabalhoso, mas saciar esta dúvida e conhecer estes sentimentos valerá o trabalho.
- E se isto fosse um erro irreparável?
- Se fosse este o caso, eu usaria o acontecido para alertar a todos e buscar uma forma para que isto não aconteça novamente. Afinal, as medidas de seguranças só existem por causa dos acidentes. Bem, este não é um erro irreparável. Acredito que vai dar certo na verdade. Preciso saber.
- Então você irá querer cometer todos os erros só pra saber? Isto irá te fazer perder um tempo absurdo cuidando de coisas que poderiam ser evitadas.
- Mas não são do meu interesse todos os erros. Só são aqueles que podem influenciar no meu dia-a-dia, que eu sinta que fará diferença no modo em que eu acredito como as coisas funcionam. Este é um deles.
- Ok. Faça como achar melhor pra você. Talvez o erro seja meu.
Ambos por: Leandro de Andrade Moura.
Postado por:
Devir Social
às
20:53:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Ciência,
Literatura
domingo, 30 de dezembro de 2012
Reflexões acerca do ego e minhas experiências e publicação de conto: Os chocolates e a existência
Introdução:
Olá amigos. Realmente faz um bom tempo que eu não escrevo, inclusive está quase acabando o mês. Não estou só distanciado de escrever, mas também das minhas teorias. Estou vivendo um pouco mais o lado prático da coisa agora, aprendendo a jogar league of legends e terminando de assistir algumas séries ou de fazer coisas que antes eu queria. Mas isto não significa que eu tenha abandonado o pensamento em si. Continuo observando as coisas e tenho sentido comportamentos interessantes durante a competição no LOL. Acredito que isto me enrique muito como pessoa, e também ajuda a aprofundar minhas teorias acerta do ser. Pretendo escrever sobre isso hoje e publicar um novo conto que eu fiz inspirado nas minhas idéias sobre desejo, vontade e manipulação do instinto através do raciocínio. Alias, se um dia eu realmente for publicar um livro, botarei alguns contos. Antes, gostaria de relatar que, por me concentrar demais em competição e por falta dos devidos investimentos, acabei abandonando meu programa de exercícios físicos. Próximo ano, com a chegada dos resultados do vestibular, eu terei o que é preciso para voltar a fazê-los. Agora, vamos à postagem.
Reflexões acerca do ego e minhas experiências:
O título dessa postagem é o parecido com o desse vídeo (link aqui), que foi passado por meu amigo dias atrás mas que só agora fui ver. Por coincidência, tenho tido experiências nos jogos que me iriam me motivar a falar sobre esse assunto, o ego. Nunca dei importância as teorias psicológicas consolidadas na academia científica por sempre pensar que o conhecimento devia vir a partir do momento que eu tivesse capacidade de percebê-lo ao meu redor, e parece que isto está acontecendo agora com o Ego. Pela primeira vez em muito tempo, eu senti meu ego batendo forte durante alguma ocasião, e essa ocasião foi durante as competições no League of Legends.
Sempre relatei aos meus amigos, e acredito que tenha algum registro disso aqui no blog, de que a psicologia evolutiva esmaga o ser. Na verdade ela esmaga o ego, porque põe o humano frente-a-frente com o que ele realmente é, com a verdade. Embora seja complicado definir o que seja verdade por causa dos sistemas humanos, que são um tanto mais complexos, eu geralmente assumo, desde aquela época, que verdade é a relação entre fator-resultado. Ou seja, quando eu aplicava verdade em psicologia, buscava saber quais fatores fez o humano se tornar o que é, não simplesmente assumia que o tal pessoa é como é porque é. Isso me deu um distanciamento dos sentimentos, tanto bons quanto ruins, porque eu apenas via uma relação de fator-resultado, nada além disso. Contudo, o ego é algo que vai um pouco além do fator-resultado, porque ele é a expectativa do fator-resultado que deseja ser alcançada independente da realidade. De certo modo, abandonar a expectativa de fator-resultado é abandonar o ego, já que a expectativa pode ser traduzida em desejo, foi isto o que eu acabei fazendo durante algum tempo.
Foi interessante notá-lo com força durante os jogos de LOL. Aconteceu da seguinte forma: eu ainda estou em processo de aprendizagem, portanto, ainda cometo muitos erros por falta de noção de tempo e posicionamento. Contudo, eu não jogo sozinho e com outras pessoas. Essas pessoas querem vencer, elas querem muito isso porque o tempo e esforço delas estão sendo investidos na partida. Elas querem se sentir bem com o gosto da vitória e da conquista. Porém, elas vêem a sensação essa sensação sendo perdida por causa de outra pessoa, e isso causa raiva nelas. É quando ocorrem os xingamentos a pessoa, e não ao fator-resultado, ou seja: é quando ocorrem os xingamentos ao ego. Eu tinha consciência do meu timing errado, bem como do posicionamento errado, e já estava trabalhando em melhorá-los. Já estava buscando formas. Mas a questão é que o ataque é a pessoa, não ao método. Ignora-se tudo o que a pessoa está trabalhando e ela simplesmente é chamada de “lixo” por cometer alguns erros.
Percebam então que se inicia uma disputa de egos. O ego de quem joga bem desenvolve uma expectativa de que vai ganhar o jogo, porque ele se esforçou e buscou as melhores formas de jogar e alcançar esse objetivo. Contudo, quando ele se depara com algum fator que o fará perder, algo que ele não deseja, ele sente raiva, e por impulso da raiva deseja destruir aquilo que o faz perder. O método que ele utiliza para destruir nesse caso é a agressão moral, que deseja atacar diretamente o ego da pessoa que ta fazendo o time perder. A pessoa que está perdendo e tem seu ego atacado moralmente busca se defender, porque ela sente que todas as habilidades que ela já adquiriu no jogo, que a fazem ser boa também, estão sendo ignoradas. Ela busca se defender atacando também o ego da pessoa que está ganhando, como acusar que só errou porque ele errou também, ou buscando algum defeito que não esteja sobre o domínio do seu ego para justificar os erros, como velocidade de conexão lenta, seleção de campeão ruim, time adversário muito forte contra aquele campeão, ou alguma coisa do tipo. Obviamente não existem apenas esses desfeches no conflito de egos, mas são os mais comuns. É possível notar que durante todo esse conflito o objeto final era um só: alcançar o que se deseja. Nesse caso era se sentir um bom jogador, não um jogador ruim.
Nenhum momento houve uma discussão baseada em fator-resultado durante o conflito entre os egos. Ou seja, em nenhum momento ambos os jogadores buscaram analisar o que estava fazendo quem ganhar, ganhar, ou quem perder, perder. Houve apenas acusações do que poderia ter sido feito no mundo de expectativas criado pelo ego de cada uma das pessoas. Uma fica dizendo que a outra poderia ter jogado melhor no que ela acha que poderia ter sido feito e não em consideração sobre o porquê aquela pessoa não fez aquilo. Quando leva, simplesmente assume que ele não fez porque é ruim, mas não busca realmente entender a relação entre fator-resultado que gera aquilo que ela deseja. O ego simplesmente assume que já sabe, porque fez algo parecido em algum momento mesmo sem saber como. Podemos perceber, inclusive, que o ego não se monta baseado no nada, mas sim num conjunto de experiências anteriores que se associam para projetá-lo naquilo que ela deseja. A idealização é alimentada quando, vez ou outra, por coincidência, o ego alcança o resultado que deseja já que ele é baseado em experiências anteriores idealizadas. Contudo, isto não é feito de modo consciente, pois a pessoa não busca entender toda a relação de fator-resultado que baseia aquilo que ela deseja.
O real problema da falta de consciência é esse: o ego se adaptar a um ambiente idealizado demais. O complicado disso é que, por exemplo, numa batalha do LOL, enquanto houver disputas de egos, não haverá o avanço da melhor maneira possível. Informações serão trocadas, mas informações imprecisas e manipuladas pela idealização do ego, tanto por parte de quem emite quanto por parte de quem recebe. A coisa não vai rolar tão eficiente quanto poderia ser, o esforço será mal empregado, sentimentos ruins vão ser invocados com mais freqüência que os bons devido a adaptação má estruturada. Um exemplo: durante uma partida de lol, o time sente que vai perder. A tristeza acontecerá por si só, porque perder não é o que eles desejam. Contudo, se junto a tristeza vier o sentimento de raiva, e esse sentimento for empregado em buscar um culpado, como o ego deseja, e não uma solução, haverá brigas e mais brigas e ninguém chegará a nenhuma conclusão. Caso contrário, um ego conscientizado iria buscar uma solução real para melhorar o desempenho do time, e o que antes seria motivo de acusações de culpa só se torna mais uma característica a ser melhorada entre tantas e tantas.
Eu busco construir um desejo consciente, desejar aquilo que eu sei que sou capaz por meio de associações ou analógicas, só falta esforço ou buscar outros modos. Neste caso, sei que sou capaz de me tornar bom no LOL, e estou me esforçando para isso. Eu quero isso porque é bom competir, deixa a mente afiada, acostuma ao esforço, aos erros e acertos. Contudo, durante uma dessas partidas, que foi a que eu me entreguei ao ego, o cara me chamou de lixo e eu resolvi revidar, embora soubesse que tanto eu não era o lixo, como ele não estava falando aquilo baseado em alguma linha de raciocínio, estava falando apenas por raiva. Revidei atacando seus erros, que é uma das formas padrões desse tipo de conflito se desenrolar. Realmente senti nessa ocasião que eu estava emitindo informações imprecisas, mas que eu tive que fazer para poder sustentar o ponto de vista forte que meu ego desejava para eu não me sentir ruim e fazer o cara se sentir ruim. Ou seja, eu me lembrava de algo mais ou menos parecido com o que eu tava falando, mas eu falava mesmo assim com firmeza pra não dar chance dele dizer que foi diferente, chegou a ser próximo da mentira. Isto não é necessariamente saudável, mas foi o que aconteceu. No final, a batalha nem tinha mais importância porque já estava perdida, o foco era a disputa de egos. Agora, pouco me lembro da partida, dos personagens ou quem foi o cara com quem discuti. Não devo ter aprendido muita coisa além da experiência de confronto em si, assim como ele.
Antes de encerrar esse tema, gostaria de fazer alguns acréscimos relacionados a ele: é um pouco difícil entender todos os fatores relacionados com um resultado. Tenho um amigo que ele se adaptou muito rápido ao LOL, mas ele já veio antes de jogos de PVP. Já outro amigo demorou bastante pra se adaptar ao LOL, esse jogou poucos jogos PVP, que são os de confronto entre os jogadores. Acredito que a experiência de outros jogos no estilo seja favorável a uma adaptação mais fácil, já que já se sabe o padrão de comportamento de jogadores, não do jogo em si, e se explora isso, como os erros. Esse amigo que se adaptou bem era bastante agressivo e se aproveitava muito dos erros dos outros jogadores, não do conhecimento da mecânica do jogo em si. Ela ser boa no jogo por ter experiências em outros jogos não invalida ela ser boa, apenas justifica. Do mesmo jeito, esse meu amigo que se adaptou lentamente ao jogo não pode ser chamado simplesmente de ruim, é fazer uma comparação entre os estilos de obter o resultado para descobrir o que um tem e o outro não, daí então se desenvolver um projeto pra alcançar isso também. O que falta nesse amigo nesse caso é agressividade, ele foca demais no estudo teórico da mecânica do jogo e cometia erros da dinâmica que acontece, mas que não se específica em teoria, como o tempo de ação, por exemplo. Esse amigo que ganhava bastante tinha um ego bastante idealizado. Quando perdia o jogo nunca era culpa dele, mas quando ganhava, era ele que tinha carregado o time para a vitória.
Conto:
Os chocolates e a existência
Eu adoro chocolates. Chocolates são muito bons. Minha casa é cheia deles. Estão em todos os cômodos. No quarto, no banheiro, na cozinha, na sala de estar. Vários tamanhos, formas, embalagens e sabores. Eles já fazem parte da decoração da minha casa. Li em uma pesquisa que neles há substâncias que estimulam os hormônios do prazer ao chegarem ao cérebro. Não sei se é por causa disto que eu os gosto tanto, mas como-os sempre que posso, sempre que quero me sentir bem. Muitas pessoas me criticam por este meu hábito. Sustentam-se no fato de que este excesso não é bom para a saúde.
No começo eu ignorava isso, mas agora já vejo as conseqüências. Engordei muito. Agora sinto dificuldades de fazer quaisquer tipos de atividade física. Pior, preocupo-me com minha saúde. Provavelmente viverei menos se continuar nesta condição. Não quero isto. Como chocolates para me sentir bem, mas para isso também preciso estar viva. Sem contar que preciso fazer outras coisas para me sentir bem. Já notei que o efeito prazeroso do chocolate passa caso seja consumido demais. Suponho que seja o mesmo mecanismo das drogas convencionais: quanto mais se usa, mais é necessário usar para que o mesmo efeito surja novamente. Está decidido, vou parar de comer chocolates, mas não posso simplesmente parar, eu já tentei. O desejo fala mais alto. Se eu depender meu bem-estar apenas deles, estou condenada.
Preciso descobrir como fazer isto para não dar errado como na ultima tentativa. Algo me fez comê-los, talvez se eu descobrir o que foi poderei mudar a causa e então a conseqüência. Comecei a comê-los por puro acidente. Um dia eu estava triste e buscando algo para me animar. Comi uns chocolates que estavam perto dali. A tristeza era por algo que eu não lembro mais, mas adotei o costume. Recorria a eles na maioria dos momentos que não estavam ao meu agrado. Logo comecei a deixar de ligar para as coisas que me deixavam tristes ou buscar coisas para acabar com o meu tédio. Substitui as atividades saudáveis, porém difíceis, por chocolate. Acho que sem perceber entrei em um ciclo vicioso e agora estou presa. Abandonei tudo o que me fazia bem e dava prazer por algo que dá prazer com facilidade, mas que não faz bem.
Estou onde estou por buscar facilidade sem pensar nas conseqüências. Agora começarei a buscar dificuldade pensando nas conseqüências, que neste caso será a saúde. Busco saúde, este é meu desejo agora. O que faço? Não é algo tão fácil. Exatamente, não é fácil, mas é saudável. Começarei por um esporte, depois uma dieta, e depois novos projetos para ocupar o tempo livre. Arte, estudos, entretenimento, algo que eu deseje a ponto de substituir o desejo que tenho por chocolates. Não será fácil descobrir isto, mas buscarei. Existem muitas coisas neste mundo, alguma delas há de despertar meu desejo mais que comer chocolates. Inclusive, já sei por qual esporte começar: futebol. Comprarei uma bola.
Quando criança, nas reuniões de família, meus tios costumavam organizar um enorme futebol para todas as crianças se entreterem. Formavam-se os times. Minhas primas jogavam muito bem, coisa pouco comum para meninas naqueles tempos. Isto, talvez, tenha motivado o meu desejo por jogar igual a elas, que de tão boas os primos faziam até questão da sua presença no time. Mas eu tinha pouca oportunidade para jogar futebol ao contrário delas. Contentei-me com minha situação e nunca tentei jogar. Acordarei este desejo. Encontrarei formas de realizá-los, afinal, não é algo impossível já que eu vi tantas pessoas fazendo. Entrarei numa escola de futebol. Aproveitarei e já iniciarei desenvolvendo um novo regime alimentar, próprio para o desenvolvimento saudável.
Como isto é difícil, tive que procurar um nutricionista. Ele me falou que terei que readequar meu paladar, pois o gosto da comida ruim é meu corpo estranhando a novidade e logo aprenderei a apreciar tais sabores. Talvez o corpo humano tenha certas tendências, como apreciar coisas doces ou gordurosas. Uma explicação para isto seria nossos antepassados terem passado muitas crises alimentar, e aqueles que comiam todo doce e gordura que encontravam sobreviviam mais. De qualquer forma, o nutricionista me garantiu que eu apreciarei os novos sabores assim que eu me acostumar com eles e perceber o quanto são uma boa opção alimentar. De certa forma, estou olhando o chocolate agora com certo receio enquanto que antigamente o olhava como algo maravilhoso. Se eu transformei algo tão bom em algo médio, existiria algum motivo para não conseguir transformar algo médio em algo bom?
Comecei a treinar futebol. Ai! Como eu sou ruim. As garotas preferem não me escolher. Eu as entendo, elas querem ganhar. É comum ouvir delas que eu não deveria estar ali, estou atrapalhando o ritmo de treino, a dinâmica de jogo. O professor me apóia e umas poucas também. Sou atenciosa, mas é a primeira vez que jogo com todas as regras e preposições táticas. É quantidade razoável de informações, algo que se torna um problema já que até dominar a bola é algo que eu não consigo fazer com facilidade. Minhas primas jogavam tão bem ainda com pouca idade. O pai delas as fazia sempre jogar futebol. Somos da mesma família, portanto, provavelmente temos condições corporais parecidas. Devo conseguir desenvolver as mesmas habilidades que elas, mas preciso treinar. É isto o que elas tinham e eu não tenho até hoje.
Cheguei em casa. Os chocolates continuam decorando os cômodos. A vontade de comê-los bate, mas não me entregarei. Encontrarei o prazer que antes eram deles nos meus novos projetos. Minha refeição é a que foi prescrita no regime. Continua ruim, mas agora menos ruim. O gosto fica na memória, e eu costumo associá-lo sempre a saúde e a satisfação da fome. É uma tentativa de tornar o processo de adaptação mais rápido. Mas os chocolates continuam me chamando. Comê-los faria sentir-me satisfeita rapidamente, mas eu não estou satisfeita agora? Tenho um projeto a fazer, um bom projeto. Sim, estou satisfeita, mas de um modo diferente. Estou satisfeita, mas não estou me sentindo bem. Estou neutra. Este estado já costuma chamar os chocolates, mas o que eu farei agora é outra coisa: treinarei futebol. Vou passar o resto do dia brincando com a bola nos tempos apropriados. Este acréscimo de intimidade com a bola fará eu me acostumar mais rápido com o treinamento lá na escola, sem contar que será um passa-tempo para eu não pensar nos chocolates.
Como me sinto estranha tentando fazer algo que minhas primas quando crianças faziam com tanta habilidade. Estou errando tudo, mesmo tendo mais idade. Existem crianças tão melhores que eu nisto, pensar nisso me desanima. Essa desanimação me dá vontade de comer chocolates. Oh... Não! Não irei. Se não for o futebol, será outro projeto com a mesma finalidade. De qualquer forma, crianças não devem nascer sabendo. Todos dizem que crianças aprendem rápido, talvez porque tudo seja novidade para elas e porque elas não têm medo de se divertir com as coisas mais bobas. Nestas diversões elas aprendem muito e sem perceber se tornam aptas a jogar futebol bem. Talvez até exista sentimento de competição enquanto criança, mas não o suficiente para que a diversão seja esquecida. Contudo, o mesmo não se aplica quando elas são estimuladas a competirem artificialmente. Não é o caso das minhas primas.
Vou me divertir. Não vou esquecer-me do objetivo, nem vou esquecer-me do treinamento, mas vou preferir passar mais tempo fazendo algo que me divirta do que passar pouco tempo fazendo algo sério e que eu não goste. Isto me fará mais saudável, e o objetivo final disto tudo é isso. Assim o fiz, passei horas tentando fazer certas brincadeiras com a bola. Equilibrá-la no meu pé foi um desafio, já estou conseguindo. Chutá-la na parede e deixá-la bater no chão apenas uma vez e dar outro chute. Fiz algumas adaptações na casa para poder fazer esse tipo de coisa. A parede ficou toda manchada, mas não é algo que me incomode. O dia passou rápido hoje, estou me sentindo satisfeita em ter equilibrado a bola no pé daquele jeito. Isto parece uma besteira, mas não duvido que isto vá me ajudar no treinamento e que logo estarei jogando futebol razoavelmente bem, o suficiente para não atrapalhar a dinâmica de jogo e me sentir parte de toda aquela emoção.
Quando acordei, antes de ir trabalhar, meu telefone toca. Era um parente anunciando algo terrível: minha mãe morreu. Foi um choque. Passei alguns instantes na cama, não acredito que isso aconteceu. Comecei a chorar. A morte, um acidente de trabalho. Minha mãe já estava em meia-idade, mas ainda duraria muito tempo. Ela trabalhava em uma indústria importante, porém, nova. Continuei chorando, não fui ao trabalho. Meu tio veio me buscar, não consigo acreditar. Sim, era verdade. Um representante da empresa veio falar comigo pedindo desculpas, acidentes como aquele nunca haviam ocorrido antes e medidas serão tomadas para que aquilo não aconteça novamente. Estava muito triste, voltei para casa. Não fui treinar, quis evitar chorar em público. Eles não podem me ajudar. Continuei chorando ao relembrar de todos os comportamentos que só eu e minha mãe tínhamos. Coisas vindas do nosso passado. Agora restam as lembranças. Meu pai e irmãos estão muito sensibilizados também, uma parte importante nossa se foi com muito ainda a viver. Não há o que fazer, continuaremos a nossa vida, voltei para casa.
A tristeza continua em mim. É algo ruim, quero que isso passe. Mas sempre volta quando eu penso que minha mãe morreu. Quero me sentir bem novamente. Os chocolates estão aqui perto, é só eu levantar e pegá-los. Sentirei prazer, me sentirei bem, embora isto me faça mal. Porque eu quero me sentir bem agora? Porque eu preciso me sentir bem agora? Não, eu não preciso. Minha mãe morreu, e isto é algo importante para mim. Eu quero sofrer. Eu quero sofrer como homenagem, eu quero sofrer como forma de eu me acostumar a um mundo sem ela. Não vou tentar apagar a morte dela com algo que faça mal, como os chocolates. Vou deixar meu instinto encontrar um caminho saudável para se acostumar com este novo mundo. Eu sei que ele irá fazer isto, pois todos os dias milhares pessoas diferentes perdem coisas preciosas para si e encontram o caminho para continuar vivendo. Só terei que ter paciência e viver meus sentimentos.
Alguns dias se passaram após o acidente. Preciso voltar a trabalhar, afinal, isto é minha sobrevivência. Os dias se passaram e as coisas foram voltando ao normal. Eu já não chorava por qualquer lembrança. Senti que poderia voltar ao futebol sem maiores problemas. Lá, algumas pessoas sentiram falta de mim, algo que eu não esperava. Um bom acidente talvez, que acabei aproveitando. Convidei-as para sair. Tornamos disto um hábito. Logo freqüentávamos filmes, escutávamos música, compreendíamos arte. Não era sempre bom. Havia briga algumas vezes, divergências, coisas do tipo. Mas com o tempo, depois de superar essas coisas e principalmente por participarmos da mesma escola, acabamos criando uma ligação forte, familiar. Numa noite dessas redescobri minha sensualidade numa boate. Isto foi algo bom também. A forma do meu corpo ainda não está plenamente dentro dos padrões sociais valorizados, mas bons homens saberão aproveitá-lo. São esses os que eu quero. Não ligo caso ele não chegue nestes padrões, afinal, não irei trabalhar com o corpo. Só preciso que ele seja saudável.
Agora estou aqui. Saudável, aprendendo nos momentos ruins, aproveitando os momentos bons, buscando coisas novas nos momentos de tédio, mas satisfeita em ambos os casos. Satisfeita em estar desenvolvendo um bom projeto de vida, satisfeita em conseguir as coisas que desejei, e de ter desejado coisas boas para mim. Não busco mais mentir sobre meus sentimentos ou maquiá-los. Busco redirecioná-los com meu raciocínio para uma boa direção, e, essencialmente, vivê-los. É interessante perceber como eu estava seguindo uma vida artificial, condicionada, aprisionada há alguns poucos elementos, destinada a deterioração. Agora estou livre para buscar o que quero, e o que eu quero é sentir a vida da melhor maneira possível. Quanto aos chocolates, eles ainda são uma bonita decoração. Vou deixá-los nesta situação por um bom tempo. Eles são uma lembrança de onde a minha falta de consciência sobre minha existência me levou: a quase não existência.
Encarramento:
Ao final de mais uma postagem, gostaria de comentar sobre o texto a cima. A idéia dele surgiu quando eu percebi que as pessoas tinham pequenos relances de desejo de algo mais fácil como forma de substituir um desejo mais difícil. Sofrer se tornou algo evitado em nossa cultura, e isso não é necessariamente saudável. Tento mostrar no texto, através da boa representatividade dos chocolates, que sofrer faz parte do processo de adaptação do desejo a coisas realmente boas, que é necessário que o instinto se acostume com elas mesmo sendo difíceis. É interessante notar como até mesmo as formas de entreternimento e de comemoração atualmente são baseadas em coisas de comusumo simples, mas que prejudicam, ao invés de coisas de consumo complicado mas que fazem bem. Exemplo: uma festa cheia de bebida ao invés de algum tipo de comemoração saudável e recreatíva ou esportiva. Até mesmo as danças se adaptaram a essa tendência, quando percebe-se que as pessoas dançam com pouco treinamento, mas com necessidade de estarem bem-vestidas. Enfim, até a próxima postagem amigos, abraços.
Olá amigos. Realmente faz um bom tempo que eu não escrevo, inclusive está quase acabando o mês. Não estou só distanciado de escrever, mas também das minhas teorias. Estou vivendo um pouco mais o lado prático da coisa agora, aprendendo a jogar league of legends e terminando de assistir algumas séries ou de fazer coisas que antes eu queria. Mas isto não significa que eu tenha abandonado o pensamento em si. Continuo observando as coisas e tenho sentido comportamentos interessantes durante a competição no LOL. Acredito que isto me enrique muito como pessoa, e também ajuda a aprofundar minhas teorias acerta do ser. Pretendo escrever sobre isso hoje e publicar um novo conto que eu fiz inspirado nas minhas idéias sobre desejo, vontade e manipulação do instinto através do raciocínio. Alias, se um dia eu realmente for publicar um livro, botarei alguns contos. Antes, gostaria de relatar que, por me concentrar demais em competição e por falta dos devidos investimentos, acabei abandonando meu programa de exercícios físicos. Próximo ano, com a chegada dos resultados do vestibular, eu terei o que é preciso para voltar a fazê-los. Agora, vamos à postagem.
Reflexões acerca do ego e minhas experiências:
O título dessa postagem é o parecido com o desse vídeo (link aqui), que foi passado por meu amigo dias atrás mas que só agora fui ver. Por coincidência, tenho tido experiências nos jogos que me iriam me motivar a falar sobre esse assunto, o ego. Nunca dei importância as teorias psicológicas consolidadas na academia científica por sempre pensar que o conhecimento devia vir a partir do momento que eu tivesse capacidade de percebê-lo ao meu redor, e parece que isto está acontecendo agora com o Ego. Pela primeira vez em muito tempo, eu senti meu ego batendo forte durante alguma ocasião, e essa ocasião foi durante as competições no League of Legends.
Sempre relatei aos meus amigos, e acredito que tenha algum registro disso aqui no blog, de que a psicologia evolutiva esmaga o ser. Na verdade ela esmaga o ego, porque põe o humano frente-a-frente com o que ele realmente é, com a verdade. Embora seja complicado definir o que seja verdade por causa dos sistemas humanos, que são um tanto mais complexos, eu geralmente assumo, desde aquela época, que verdade é a relação entre fator-resultado. Ou seja, quando eu aplicava verdade em psicologia, buscava saber quais fatores fez o humano se tornar o que é, não simplesmente assumia que o tal pessoa é como é porque é. Isso me deu um distanciamento dos sentimentos, tanto bons quanto ruins, porque eu apenas via uma relação de fator-resultado, nada além disso. Contudo, o ego é algo que vai um pouco além do fator-resultado, porque ele é a expectativa do fator-resultado que deseja ser alcançada independente da realidade. De certo modo, abandonar a expectativa de fator-resultado é abandonar o ego, já que a expectativa pode ser traduzida em desejo, foi isto o que eu acabei fazendo durante algum tempo.
Foi interessante notá-lo com força durante os jogos de LOL. Aconteceu da seguinte forma: eu ainda estou em processo de aprendizagem, portanto, ainda cometo muitos erros por falta de noção de tempo e posicionamento. Contudo, eu não jogo sozinho e com outras pessoas. Essas pessoas querem vencer, elas querem muito isso porque o tempo e esforço delas estão sendo investidos na partida. Elas querem se sentir bem com o gosto da vitória e da conquista. Porém, elas vêem a sensação essa sensação sendo perdida por causa de outra pessoa, e isso causa raiva nelas. É quando ocorrem os xingamentos a pessoa, e não ao fator-resultado, ou seja: é quando ocorrem os xingamentos ao ego. Eu tinha consciência do meu timing errado, bem como do posicionamento errado, e já estava trabalhando em melhorá-los. Já estava buscando formas. Mas a questão é que o ataque é a pessoa, não ao método. Ignora-se tudo o que a pessoa está trabalhando e ela simplesmente é chamada de “lixo” por cometer alguns erros.
Percebam então que se inicia uma disputa de egos. O ego de quem joga bem desenvolve uma expectativa de que vai ganhar o jogo, porque ele se esforçou e buscou as melhores formas de jogar e alcançar esse objetivo. Contudo, quando ele se depara com algum fator que o fará perder, algo que ele não deseja, ele sente raiva, e por impulso da raiva deseja destruir aquilo que o faz perder. O método que ele utiliza para destruir nesse caso é a agressão moral, que deseja atacar diretamente o ego da pessoa que ta fazendo o time perder. A pessoa que está perdendo e tem seu ego atacado moralmente busca se defender, porque ela sente que todas as habilidades que ela já adquiriu no jogo, que a fazem ser boa também, estão sendo ignoradas. Ela busca se defender atacando também o ego da pessoa que está ganhando, como acusar que só errou porque ele errou também, ou buscando algum defeito que não esteja sobre o domínio do seu ego para justificar os erros, como velocidade de conexão lenta, seleção de campeão ruim, time adversário muito forte contra aquele campeão, ou alguma coisa do tipo. Obviamente não existem apenas esses desfeches no conflito de egos, mas são os mais comuns. É possível notar que durante todo esse conflito o objeto final era um só: alcançar o que se deseja. Nesse caso era se sentir um bom jogador, não um jogador ruim.
Nenhum momento houve uma discussão baseada em fator-resultado durante o conflito entre os egos. Ou seja, em nenhum momento ambos os jogadores buscaram analisar o que estava fazendo quem ganhar, ganhar, ou quem perder, perder. Houve apenas acusações do que poderia ter sido feito no mundo de expectativas criado pelo ego de cada uma das pessoas. Uma fica dizendo que a outra poderia ter jogado melhor no que ela acha que poderia ter sido feito e não em consideração sobre o porquê aquela pessoa não fez aquilo. Quando leva, simplesmente assume que ele não fez porque é ruim, mas não busca realmente entender a relação entre fator-resultado que gera aquilo que ela deseja. O ego simplesmente assume que já sabe, porque fez algo parecido em algum momento mesmo sem saber como. Podemos perceber, inclusive, que o ego não se monta baseado no nada, mas sim num conjunto de experiências anteriores que se associam para projetá-lo naquilo que ela deseja. A idealização é alimentada quando, vez ou outra, por coincidência, o ego alcança o resultado que deseja já que ele é baseado em experiências anteriores idealizadas. Contudo, isto não é feito de modo consciente, pois a pessoa não busca entender toda a relação de fator-resultado que baseia aquilo que ela deseja.
O real problema da falta de consciência é esse: o ego se adaptar a um ambiente idealizado demais. O complicado disso é que, por exemplo, numa batalha do LOL, enquanto houver disputas de egos, não haverá o avanço da melhor maneira possível. Informações serão trocadas, mas informações imprecisas e manipuladas pela idealização do ego, tanto por parte de quem emite quanto por parte de quem recebe. A coisa não vai rolar tão eficiente quanto poderia ser, o esforço será mal empregado, sentimentos ruins vão ser invocados com mais freqüência que os bons devido a adaptação má estruturada. Um exemplo: durante uma partida de lol, o time sente que vai perder. A tristeza acontecerá por si só, porque perder não é o que eles desejam. Contudo, se junto a tristeza vier o sentimento de raiva, e esse sentimento for empregado em buscar um culpado, como o ego deseja, e não uma solução, haverá brigas e mais brigas e ninguém chegará a nenhuma conclusão. Caso contrário, um ego conscientizado iria buscar uma solução real para melhorar o desempenho do time, e o que antes seria motivo de acusações de culpa só se torna mais uma característica a ser melhorada entre tantas e tantas.
Eu busco construir um desejo consciente, desejar aquilo que eu sei que sou capaz por meio de associações ou analógicas, só falta esforço ou buscar outros modos. Neste caso, sei que sou capaz de me tornar bom no LOL, e estou me esforçando para isso. Eu quero isso porque é bom competir, deixa a mente afiada, acostuma ao esforço, aos erros e acertos. Contudo, durante uma dessas partidas, que foi a que eu me entreguei ao ego, o cara me chamou de lixo e eu resolvi revidar, embora soubesse que tanto eu não era o lixo, como ele não estava falando aquilo baseado em alguma linha de raciocínio, estava falando apenas por raiva. Revidei atacando seus erros, que é uma das formas padrões desse tipo de conflito se desenrolar. Realmente senti nessa ocasião que eu estava emitindo informações imprecisas, mas que eu tive que fazer para poder sustentar o ponto de vista forte que meu ego desejava para eu não me sentir ruim e fazer o cara se sentir ruim. Ou seja, eu me lembrava de algo mais ou menos parecido com o que eu tava falando, mas eu falava mesmo assim com firmeza pra não dar chance dele dizer que foi diferente, chegou a ser próximo da mentira. Isto não é necessariamente saudável, mas foi o que aconteceu. No final, a batalha nem tinha mais importância porque já estava perdida, o foco era a disputa de egos. Agora, pouco me lembro da partida, dos personagens ou quem foi o cara com quem discuti. Não devo ter aprendido muita coisa além da experiência de confronto em si, assim como ele.
Antes de encerrar esse tema, gostaria de fazer alguns acréscimos relacionados a ele: é um pouco difícil entender todos os fatores relacionados com um resultado. Tenho um amigo que ele se adaptou muito rápido ao LOL, mas ele já veio antes de jogos de PVP. Já outro amigo demorou bastante pra se adaptar ao LOL, esse jogou poucos jogos PVP, que são os de confronto entre os jogadores. Acredito que a experiência de outros jogos no estilo seja favorável a uma adaptação mais fácil, já que já se sabe o padrão de comportamento de jogadores, não do jogo em si, e se explora isso, como os erros. Esse amigo que se adaptou bem era bastante agressivo e se aproveitava muito dos erros dos outros jogadores, não do conhecimento da mecânica do jogo em si. Ela ser boa no jogo por ter experiências em outros jogos não invalida ela ser boa, apenas justifica. Do mesmo jeito, esse meu amigo que se adaptou lentamente ao jogo não pode ser chamado simplesmente de ruim, é fazer uma comparação entre os estilos de obter o resultado para descobrir o que um tem e o outro não, daí então se desenvolver um projeto pra alcançar isso também. O que falta nesse amigo nesse caso é agressividade, ele foca demais no estudo teórico da mecânica do jogo e cometia erros da dinâmica que acontece, mas que não se específica em teoria, como o tempo de ação, por exemplo. Esse amigo que ganhava bastante tinha um ego bastante idealizado. Quando perdia o jogo nunca era culpa dele, mas quando ganhava, era ele que tinha carregado o time para a vitória.
Conto:
Os chocolates e a existência
Eu adoro chocolates. Chocolates são muito bons. Minha casa é cheia deles. Estão em todos os cômodos. No quarto, no banheiro, na cozinha, na sala de estar. Vários tamanhos, formas, embalagens e sabores. Eles já fazem parte da decoração da minha casa. Li em uma pesquisa que neles há substâncias que estimulam os hormônios do prazer ao chegarem ao cérebro. Não sei se é por causa disto que eu os gosto tanto, mas como-os sempre que posso, sempre que quero me sentir bem. Muitas pessoas me criticam por este meu hábito. Sustentam-se no fato de que este excesso não é bom para a saúde.
No começo eu ignorava isso, mas agora já vejo as conseqüências. Engordei muito. Agora sinto dificuldades de fazer quaisquer tipos de atividade física. Pior, preocupo-me com minha saúde. Provavelmente viverei menos se continuar nesta condição. Não quero isto. Como chocolates para me sentir bem, mas para isso também preciso estar viva. Sem contar que preciso fazer outras coisas para me sentir bem. Já notei que o efeito prazeroso do chocolate passa caso seja consumido demais. Suponho que seja o mesmo mecanismo das drogas convencionais: quanto mais se usa, mais é necessário usar para que o mesmo efeito surja novamente. Está decidido, vou parar de comer chocolates, mas não posso simplesmente parar, eu já tentei. O desejo fala mais alto. Se eu depender meu bem-estar apenas deles, estou condenada.
Preciso descobrir como fazer isto para não dar errado como na ultima tentativa. Algo me fez comê-los, talvez se eu descobrir o que foi poderei mudar a causa e então a conseqüência. Comecei a comê-los por puro acidente. Um dia eu estava triste e buscando algo para me animar. Comi uns chocolates que estavam perto dali. A tristeza era por algo que eu não lembro mais, mas adotei o costume. Recorria a eles na maioria dos momentos que não estavam ao meu agrado. Logo comecei a deixar de ligar para as coisas que me deixavam tristes ou buscar coisas para acabar com o meu tédio. Substitui as atividades saudáveis, porém difíceis, por chocolate. Acho que sem perceber entrei em um ciclo vicioso e agora estou presa. Abandonei tudo o que me fazia bem e dava prazer por algo que dá prazer com facilidade, mas que não faz bem.
Estou onde estou por buscar facilidade sem pensar nas conseqüências. Agora começarei a buscar dificuldade pensando nas conseqüências, que neste caso será a saúde. Busco saúde, este é meu desejo agora. O que faço? Não é algo tão fácil. Exatamente, não é fácil, mas é saudável. Começarei por um esporte, depois uma dieta, e depois novos projetos para ocupar o tempo livre. Arte, estudos, entretenimento, algo que eu deseje a ponto de substituir o desejo que tenho por chocolates. Não será fácil descobrir isto, mas buscarei. Existem muitas coisas neste mundo, alguma delas há de despertar meu desejo mais que comer chocolates. Inclusive, já sei por qual esporte começar: futebol. Comprarei uma bola.
Quando criança, nas reuniões de família, meus tios costumavam organizar um enorme futebol para todas as crianças se entreterem. Formavam-se os times. Minhas primas jogavam muito bem, coisa pouco comum para meninas naqueles tempos. Isto, talvez, tenha motivado o meu desejo por jogar igual a elas, que de tão boas os primos faziam até questão da sua presença no time. Mas eu tinha pouca oportunidade para jogar futebol ao contrário delas. Contentei-me com minha situação e nunca tentei jogar. Acordarei este desejo. Encontrarei formas de realizá-los, afinal, não é algo impossível já que eu vi tantas pessoas fazendo. Entrarei numa escola de futebol. Aproveitarei e já iniciarei desenvolvendo um novo regime alimentar, próprio para o desenvolvimento saudável.
Como isto é difícil, tive que procurar um nutricionista. Ele me falou que terei que readequar meu paladar, pois o gosto da comida ruim é meu corpo estranhando a novidade e logo aprenderei a apreciar tais sabores. Talvez o corpo humano tenha certas tendências, como apreciar coisas doces ou gordurosas. Uma explicação para isto seria nossos antepassados terem passado muitas crises alimentar, e aqueles que comiam todo doce e gordura que encontravam sobreviviam mais. De qualquer forma, o nutricionista me garantiu que eu apreciarei os novos sabores assim que eu me acostumar com eles e perceber o quanto são uma boa opção alimentar. De certa forma, estou olhando o chocolate agora com certo receio enquanto que antigamente o olhava como algo maravilhoso. Se eu transformei algo tão bom em algo médio, existiria algum motivo para não conseguir transformar algo médio em algo bom?
Comecei a treinar futebol. Ai! Como eu sou ruim. As garotas preferem não me escolher. Eu as entendo, elas querem ganhar. É comum ouvir delas que eu não deveria estar ali, estou atrapalhando o ritmo de treino, a dinâmica de jogo. O professor me apóia e umas poucas também. Sou atenciosa, mas é a primeira vez que jogo com todas as regras e preposições táticas. É quantidade razoável de informações, algo que se torna um problema já que até dominar a bola é algo que eu não consigo fazer com facilidade. Minhas primas jogavam tão bem ainda com pouca idade. O pai delas as fazia sempre jogar futebol. Somos da mesma família, portanto, provavelmente temos condições corporais parecidas. Devo conseguir desenvolver as mesmas habilidades que elas, mas preciso treinar. É isto o que elas tinham e eu não tenho até hoje.
Cheguei em casa. Os chocolates continuam decorando os cômodos. A vontade de comê-los bate, mas não me entregarei. Encontrarei o prazer que antes eram deles nos meus novos projetos. Minha refeição é a que foi prescrita no regime. Continua ruim, mas agora menos ruim. O gosto fica na memória, e eu costumo associá-lo sempre a saúde e a satisfação da fome. É uma tentativa de tornar o processo de adaptação mais rápido. Mas os chocolates continuam me chamando. Comê-los faria sentir-me satisfeita rapidamente, mas eu não estou satisfeita agora? Tenho um projeto a fazer, um bom projeto. Sim, estou satisfeita, mas de um modo diferente. Estou satisfeita, mas não estou me sentindo bem. Estou neutra. Este estado já costuma chamar os chocolates, mas o que eu farei agora é outra coisa: treinarei futebol. Vou passar o resto do dia brincando com a bola nos tempos apropriados. Este acréscimo de intimidade com a bola fará eu me acostumar mais rápido com o treinamento lá na escola, sem contar que será um passa-tempo para eu não pensar nos chocolates.
Como me sinto estranha tentando fazer algo que minhas primas quando crianças faziam com tanta habilidade. Estou errando tudo, mesmo tendo mais idade. Existem crianças tão melhores que eu nisto, pensar nisso me desanima. Essa desanimação me dá vontade de comer chocolates. Oh... Não! Não irei. Se não for o futebol, será outro projeto com a mesma finalidade. De qualquer forma, crianças não devem nascer sabendo. Todos dizem que crianças aprendem rápido, talvez porque tudo seja novidade para elas e porque elas não têm medo de se divertir com as coisas mais bobas. Nestas diversões elas aprendem muito e sem perceber se tornam aptas a jogar futebol bem. Talvez até exista sentimento de competição enquanto criança, mas não o suficiente para que a diversão seja esquecida. Contudo, o mesmo não se aplica quando elas são estimuladas a competirem artificialmente. Não é o caso das minhas primas.
Vou me divertir. Não vou esquecer-me do objetivo, nem vou esquecer-me do treinamento, mas vou preferir passar mais tempo fazendo algo que me divirta do que passar pouco tempo fazendo algo sério e que eu não goste. Isto me fará mais saudável, e o objetivo final disto tudo é isso. Assim o fiz, passei horas tentando fazer certas brincadeiras com a bola. Equilibrá-la no meu pé foi um desafio, já estou conseguindo. Chutá-la na parede e deixá-la bater no chão apenas uma vez e dar outro chute. Fiz algumas adaptações na casa para poder fazer esse tipo de coisa. A parede ficou toda manchada, mas não é algo que me incomode. O dia passou rápido hoje, estou me sentindo satisfeita em ter equilibrado a bola no pé daquele jeito. Isto parece uma besteira, mas não duvido que isto vá me ajudar no treinamento e que logo estarei jogando futebol razoavelmente bem, o suficiente para não atrapalhar a dinâmica de jogo e me sentir parte de toda aquela emoção.
Quando acordei, antes de ir trabalhar, meu telefone toca. Era um parente anunciando algo terrível: minha mãe morreu. Foi um choque. Passei alguns instantes na cama, não acredito que isso aconteceu. Comecei a chorar. A morte, um acidente de trabalho. Minha mãe já estava em meia-idade, mas ainda duraria muito tempo. Ela trabalhava em uma indústria importante, porém, nova. Continuei chorando, não fui ao trabalho. Meu tio veio me buscar, não consigo acreditar. Sim, era verdade. Um representante da empresa veio falar comigo pedindo desculpas, acidentes como aquele nunca haviam ocorrido antes e medidas serão tomadas para que aquilo não aconteça novamente. Estava muito triste, voltei para casa. Não fui treinar, quis evitar chorar em público. Eles não podem me ajudar. Continuei chorando ao relembrar de todos os comportamentos que só eu e minha mãe tínhamos. Coisas vindas do nosso passado. Agora restam as lembranças. Meu pai e irmãos estão muito sensibilizados também, uma parte importante nossa se foi com muito ainda a viver. Não há o que fazer, continuaremos a nossa vida, voltei para casa.
A tristeza continua em mim. É algo ruim, quero que isso passe. Mas sempre volta quando eu penso que minha mãe morreu. Quero me sentir bem novamente. Os chocolates estão aqui perto, é só eu levantar e pegá-los. Sentirei prazer, me sentirei bem, embora isto me faça mal. Porque eu quero me sentir bem agora? Porque eu preciso me sentir bem agora? Não, eu não preciso. Minha mãe morreu, e isto é algo importante para mim. Eu quero sofrer. Eu quero sofrer como homenagem, eu quero sofrer como forma de eu me acostumar a um mundo sem ela. Não vou tentar apagar a morte dela com algo que faça mal, como os chocolates. Vou deixar meu instinto encontrar um caminho saudável para se acostumar com este novo mundo. Eu sei que ele irá fazer isto, pois todos os dias milhares pessoas diferentes perdem coisas preciosas para si e encontram o caminho para continuar vivendo. Só terei que ter paciência e viver meus sentimentos.
Alguns dias se passaram após o acidente. Preciso voltar a trabalhar, afinal, isto é minha sobrevivência. Os dias se passaram e as coisas foram voltando ao normal. Eu já não chorava por qualquer lembrança. Senti que poderia voltar ao futebol sem maiores problemas. Lá, algumas pessoas sentiram falta de mim, algo que eu não esperava. Um bom acidente talvez, que acabei aproveitando. Convidei-as para sair. Tornamos disto um hábito. Logo freqüentávamos filmes, escutávamos música, compreendíamos arte. Não era sempre bom. Havia briga algumas vezes, divergências, coisas do tipo. Mas com o tempo, depois de superar essas coisas e principalmente por participarmos da mesma escola, acabamos criando uma ligação forte, familiar. Numa noite dessas redescobri minha sensualidade numa boate. Isto foi algo bom também. A forma do meu corpo ainda não está plenamente dentro dos padrões sociais valorizados, mas bons homens saberão aproveitá-lo. São esses os que eu quero. Não ligo caso ele não chegue nestes padrões, afinal, não irei trabalhar com o corpo. Só preciso que ele seja saudável.
Agora estou aqui. Saudável, aprendendo nos momentos ruins, aproveitando os momentos bons, buscando coisas novas nos momentos de tédio, mas satisfeita em ambos os casos. Satisfeita em estar desenvolvendo um bom projeto de vida, satisfeita em conseguir as coisas que desejei, e de ter desejado coisas boas para mim. Não busco mais mentir sobre meus sentimentos ou maquiá-los. Busco redirecioná-los com meu raciocínio para uma boa direção, e, essencialmente, vivê-los. É interessante perceber como eu estava seguindo uma vida artificial, condicionada, aprisionada há alguns poucos elementos, destinada a deterioração. Agora estou livre para buscar o que quero, e o que eu quero é sentir a vida da melhor maneira possível. Quanto aos chocolates, eles ainda são uma bonita decoração. Vou deixá-los nesta situação por um bom tempo. Eles são uma lembrança de onde a minha falta de consciência sobre minha existência me levou: a quase não existência.
Encarramento:
Ao final de mais uma postagem, gostaria de comentar sobre o texto a cima. A idéia dele surgiu quando eu percebi que as pessoas tinham pequenos relances de desejo de algo mais fácil como forma de substituir um desejo mais difícil. Sofrer se tornou algo evitado em nossa cultura, e isso não é necessariamente saudável. Tento mostrar no texto, através da boa representatividade dos chocolates, que sofrer faz parte do processo de adaptação do desejo a coisas realmente boas, que é necessário que o instinto se acostume com elas mesmo sendo difíceis. É interessante notar como até mesmo as formas de entreternimento e de comemoração atualmente são baseadas em coisas de comusumo simples, mas que prejudicam, ao invés de coisas de consumo complicado mas que fazem bem. Exemplo: uma festa cheia de bebida ao invés de algum tipo de comemoração saudável e recreatíva ou esportiva. Até mesmo as danças se adaptaram a essa tendência, quando percebe-se que as pessoas dançam com pouco treinamento, mas com necessidade de estarem bem-vestidas. Enfim, até a próxima postagem amigos, abraços.
Postado por:
Devir Social
às
02:32:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Criações,
Estudos,
Literatura,
Psicologia
domingo, 2 de dezembro de 2012
Configurações sociais da evolução e publicação: Energia da existência, Função do sofrimento e A entrevista da idealização
Introdução:
Olá amigos. Hoje a postagem tratará apenas de uma curiosidade que eu notei como também de publicações de dois poemas novos. Estes poemas saíram com um tanto de dificuldade, não ficaram exatamente bons, mas eu gostei do resultado e acredito ter chegado ao fim. Sobre as novidades: não vou mais pro pré-vestibular porque minha prova só é específicas, vou estudar em casa provavelmente. Minha nota da UPE parece ter sido boa, porém, não tive nenhuma outra prova pra utilizar de comparação. Dizem que minha nota do ENEM será o suficiente pra passar na Rural no curso que eu quero. Só me resta esperar. Estou jogando Lol e me divertindo bastante. No começo eu morria muito, mas já estou conseguindo me adaptar bem ao jogo e conseguindo interagir com bons jogadores. O curioso que jogar lol é a meio que a observação prática de toda a teoria sobre adaptação. Pessoas te xingando e você tendo que ser forte no que você é para agüentar e aprender, errando bastante. É preciso esperar que a mente consiga se adaptar ao cenário novo, e ela só faz isso através da tentativa, erro e acerto. Vamos à postagem de hoje.
Configurações sociais da evolução:
Explicar o que significa a evolução humana é realmente algo muito complicado. Entender a dinâmica entre o individuo e grupo, observar as várias formas que uma configuração social pode assumir, e entender quais fatores fazem isto se tornar desta forma é uma das coisas que tem me chamado muito a curiosidade. Durante as minhas observações acerca dos períodos históricos, que foram obtidas através da mídia de entretenimento ou do ensino médio, eu pude perceber as várias formas que a sociedade se organizou. Meu interesse nessa postagem será simplesmente analisar algumas delas e relacioná-las com a dinâmica grupo-indivíduo para explicar sua estabilidade, e observar quando esta estabilidade foi quebrada. Obviamente que isto será feito de forma muito superficial, só a título de curiosidade e como rascunho de futuros estudos. Como eu não estou me baseando em nenhum tipo de fonte histórica em específica, apenas em noções gerais, vou descrever algum tipo de civilização e explicar as características dela segundo as propriedades da p.e. Vamos a primeira.
Primeiro vamos começar por uma sociedade que contenha escravos. Sociedades que contém escravos é algo muito curioso, pois há um nítido contraste entre os indivíduos e as características e modos de evolução entre cada um deles. É possível explicar esse contraste através da seguinte analogia: cada pessoa teria sua parte na sociedade, porém, a escravidão faz com que a maioria dê sua parte para uma minoria, e daí surge uma minoria tendo muito e uma maioria tendo pouco. Mas o que faz uma maioria dar sua parte para a minoria? Como meu objetivo nesta postagem é explicar isto através da p.e, vou analisar isto de acordo com que os grupos fazem para se satisfazer, que seria o auge da adaptação e da evolução. O grupo rico se satisfaz mantendo seus escravos e, através de seus escravos, concretizando seus desejos. Ou seja, se seu desejo é dominar algum lugar apenas por diversão ou por necessidade de manter fontes de recursos, usará seus escravos. Se seu desejo for usar seus escravos para ele ganhar muito dinheiro para desenvolver um bom status, ele o fará. Enfim, neste sistema, os escravos sempre farão algo muito trabalhoso, mas com pouca técnica para seu dono. É possível concluir, através disto, que uma sociedade escravagista deve ter funções de baixa complexidade.
Já os escravos, por sua vez, tiveram seus desejos castrados através das gerações. Falando de outra forma, todo o tipo de coisa que eles desejavam eram negadas a eles, e aos poucos, através da capacidade associativa humana, eles foram aceitando que sua realidade era aquela e que não havia o porquê desejar coisas complexas. Acabavam por desejar coisas simples, como sobreviver, reproduzir, algumas festas talvez. Obviamente, mutações sempre ocorrem, e através de contatos dos escravos com certas experiências, principalmente em funções especiais, eles percebiam que podiam mais que ser escravos. Quero dizer, entre os escravos, havia os mais ou menos satisfeitos em serem escravos e os não satisfeitos em serem escravos. Estes buscam alternativas, estes são as mutações. O que torna os escravos presos dentro do sistema é justamente a força daqueles que impedem as mutações. Se um escravo tenta algo novo, como fugir, ele é perseguido e morto, não incentivando mais este tipo de mutação. Afinal, quem buscasse fugir daquela mesma maneira saberia que estaria morto, através da associação. Novos modos de fuga eram encontrados, alguns com sucesso, mas a força dos opressores nesse tipo de sistema costuma ser muito grande, força esta vinda da tecnologia.
Existem também escravos através da força religiosa. Pessoas que acreditam que se não servirem vão para o inferno ou algo parecido. Neste caso, podemos falar sobre as sociedades religiosas como um todo. Este tipo de sociedade utiliza seus deuses como a força da materialização de seus desejos e valores humanos. Por exemplo, se uma sociedade valoriza a guerra como forma de se satisfazer, de ter o que deseja, seus deuses serão os da guerra. Escravos neste tipo de sociedade servem com satisfação, já que acreditam que estão servindo para um bem-maior de seus deuses e que algo bom acontecerá quando eles morrerem. Obviamente, há mutações, e deve haver mecânicas para impedir estas mutações. De qualquer forma, os escravos contribuem bastante para que a civilização cresça forte. Há também uma divisão da sociedade por vontade divina. Exemplo, reis que são os próprios deuses, representantes dos deuses ou protegidos dos deuses. Isto se explica já por o rei representar a vontade da sociedade em questão. Satisfazer o rei é satisfazer a si próprio. Rei protegido, sociedade protegida. Rei agressivo, sociedade agressiva. Assim funciona a dinâmica dos desejos dessa sociedade.
Observem que nestes casos não havia direitos humanos. Direitos humanos é uma invenção muito interessante, vinda da autonomia de cada indivíduo em seus desejos. Surgiu quando a sociedade começou a desenvolver condições para o consumismo, que é uma tecnologia social que dá um motivo as pessoas para desejar e produzir de forma que seja aproveitável pela sociedade a ponto dela obter sua manutenção. Foi quando esta tecnologia se desenvolveu que a escravidão se tornou algo obsoleto, pois era mais produtivo ter gente consumindo das indústrias e concentrando o dinheiro que ter escravos só produzindo coisas com pouca complexidade e não aproveitando a indústria. A produtividade era convertida, também, em desejos para aqueles que a dominavam. O dinheiro das indústrias sendo utilizados para fazer guerra ou para agitar a competição entre os próprios donos da indústria, isto para satisfazê-los. A partir daí um novo sistema surgiu, o capitalismo. Pessoas livres para desejar, e como elas não têm poder o suficiente pra desejar qualquer outro tipo de coisa mais complexa, desejam o consumo, e ele acaba sendo utilizado para produzir o capital que torna a sociedade mais forte.
Energia da existência
Somos ferramentas de gastar energia concebidas pela realidade.
Encontra a forma de gastar a tua energia, e eu a apreciarei,
Encontrarei a minha forma de gastar energia, e tu apreciarás.
Talvez a tua forma ajude a minha, ou a minha ajude a tua,
Mas apreciaremos, pois sentir a beleza é satisfazer a existência.
Função do sofrimento
Desejar é sofrer, sofrer é se adaptar.
Ao que se adaptar? A escolha é tua,
Liberdade tu tens, descubra a si mesmo.
Pois és tu quem viverá teus sentimentos.
Teu sofrimento revela tua adaptação,
Tua adaptação revela teu ser, diferente.
A diferença mostrará tuas propriedades,
Conheça-as e utilize-as como tua força.
Força para assumir tua adaptação,
Suportar as incertezas do diferente,
Sentir o sofrimento e não desistir.
Assim darás um bom valor à liberdade,
A usarás para explorar a tua realidade,
Encontrar nela teu ser e nele se satisfazer.
A entrevista da idealização
Durante uma entrevista, surgiu a pergunta:
- Como foi a sua relação com seu pai? Você sente falta disto?
- Foi inexistente. Porém, não pense que por causa disto eu sofri ou sou insatisfeito por sentir a falta de algo na minha vida. É comum as pessoas buscarem a causa de seu sofrimento em coisas externas a si. A ausência de algum benefício, a presença de algum prejuízo, quaisquer coisas que as torne diferente do que a maioria aparenta ser se torna, portanto, motivo para justificar a própria insatisfação. De fato, eu não tive um pai e isto, de maneira padrão, representa prejuízo, pois um pai ensina a seu filho a maioria das mecânicas básicas de socialização e profissionalismo no meio masculino. Realmente, obtive este tipo de conhecimento um pouco tarde em relação à maioria das pessoas e isto pode ser considerado um prejuízo. Porém, isto não é motivo para eu me sentir insatisfeito e desejar um pai. Existem muitos fatores que compõe a vida humana, todos eles determinado por histórico ou sorte, para quem assim preferir. Ter ou não ter pai é apenas um deles. Assumir que minha vida seria melhor e eu me sentiria satisfeito só por causa da presença de um pai é assumir uma idealização. E, embora a maioria das pessoas acredite nesse tipo de idealização e se sintam insatisfeitas por não ter o que idealizam, eu entendo que isto é apenas uma mecânica do instinto humano e não entrego o meu desejo a isto. Este tipo de mecânica, que se baseia na observação do dia-a-dia das pessoas como referência de análise para a própria vida, assume determinados valores instintivos que, uma hora ou outra, se tornam idealizações de desejos. Mas uma análise pouco aprofundada acaba revelando apenas o mundo das aparências, que não contempla o que realmente se passa nos elementos observados. Observem que sempre que uma pessoa que não tem algo o idealiza, esta idealização é concebida da melhor forma possível e se assumi que, através dela, a vida seria melhor e ela finalmente se sentiria satisfeita. Ao exemplo do pai, quando o imaginam, é sempre um que pode ajudar naquilo que a função de pai se pressupõe necessária. Neste cenário, realmente, um pai pode ser algo válido a se desejar. Contudo, se ao invés disto imaginassem um pai cheio de defeitos, problemas, preconceitos e vícios, que tornasse a vida do filho pior e não melhor, ele se torna algo dispensável. Mesma analogia para todas as outras situações de idealização. Seja para namoro, trabalho ou carro, quando há a idealização também há a formação da imagem sobre como aquilo irá suprir perfeitamente a insatisfação da vida. Não se mensura todos os pequenos problemas que tais elementos podem realmente trazer caso existissem, coisa que com muita probabilidade existe, mas que a análise pouco aprofundada, que para apenas no mundo das aparências, não revela. Se isto fosse mensurado, a idealização se tornaria muito parecida com a realidade e a pessoa iria idealizar outra coisa como resposta a esta situação ou simplesmente não desejaria o que idealiza. Afinal, elas idealizam por estarem insatisfeitas, e estão assim por não saberem resolver os problemas da sua vida e da sua realidade ou não ter desejo de resolvê-los por entregá-lo a suas idealizações. Há ainda quem diga que sabe que sua idealização não é perfeita, mas que se apega na idéia de que este ideal é o suficiente para fazê-la satisfeita. É preciso lembrar que este caso ainda se trata de uma idealização, e se ela idealiza e não realiza, é porque existe algo que não está coerente entre o ideal e a realidade. O único jeito de perceber completamente a realidade é vivendo-a. Sendo assim, qualquer universo idealizado tende ter uma transição para a realidade incompleta. Porém, buscar o ideal não deve ser tratado como algo ruim. Mas é preciso buscar saber que ideal é este e como fazê-lo se tornar real antes de desejá-lo. Quando isto for feito, que utilize o desejo como ferramenta para fazer o ideal se tornar real. Se o ideal surgir apenas do mecanismo associativo do instinto humano, sem nenhuma análise se realmente é ou não algo válido, sempre surgirá elementos como motivo da insatisfação humana. Neste caso, um pai, em outros, um carro, um emprego ou um namoro melhor. Se a pessoa tiver todos estes elementos concretizados, mas ainda não souber como resolver seus problemas e fazer da sua realidade o que ela quer, fatalmente irá buscar outros elementos de idealização como resposta aos problemas que surgem pela dinâmica desconhecida da natureza e ela nunca se conectará, de fato, com sua realidade.
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Fazia tempo que eu não me permitia ser um tanto impreciso e livre nos meus textos como eu fiz no “Configurações sociais da evolução”. De qualquer forma, ele deve ter um monte de imprecisões e é apenas um rascunho feito a título de curiosidade. Sobre os poemas, eles saíram um tanto forçado, mas saíram. Cada dia mais difícil criar poemas novos sobre o tema, a fonte criativa acabando. Penso em desenvolver algum método pra ver verificar os temas que estão faltando e escrevê-los. Mas eu sinto preguiça, talvez ficasse artificial demais, talvez fosse muito trabalho a toa, não sei se teria utilidade. Vou esperar e ver o potencial e o motivo dos meus poemas. Sobre “A entrevista da idealização”, acredito que isto seja um conto. O escrevi baseado em mim como ponto de partida, até para ele ter uma força representativa maior, porém, ele vai além de mim. Ele é a tentativa de explicar um comportamento muito comum na sociedade consumista que temos, e, além disto, tentar mostrar uma solução, ou pelo menos que não se deve continuar com isto, buscar alternativas. Enfim, amigos, encerrando mais uma postagem. Vou tentar jogar Lol, se minha internet permitir, ou alugar um filme. Um abraço a todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Hoje a postagem tratará apenas de uma curiosidade que eu notei como também de publicações de dois poemas novos. Estes poemas saíram com um tanto de dificuldade, não ficaram exatamente bons, mas eu gostei do resultado e acredito ter chegado ao fim. Sobre as novidades: não vou mais pro pré-vestibular porque minha prova só é específicas, vou estudar em casa provavelmente. Minha nota da UPE parece ter sido boa, porém, não tive nenhuma outra prova pra utilizar de comparação. Dizem que minha nota do ENEM será o suficiente pra passar na Rural no curso que eu quero. Só me resta esperar. Estou jogando Lol e me divertindo bastante. No começo eu morria muito, mas já estou conseguindo me adaptar bem ao jogo e conseguindo interagir com bons jogadores. O curioso que jogar lol é a meio que a observação prática de toda a teoria sobre adaptação. Pessoas te xingando e você tendo que ser forte no que você é para agüentar e aprender, errando bastante. É preciso esperar que a mente consiga se adaptar ao cenário novo, e ela só faz isso através da tentativa, erro e acerto. Vamos à postagem de hoje.
Configurações sociais da evolução:
Explicar o que significa a evolução humana é realmente algo muito complicado. Entender a dinâmica entre o individuo e grupo, observar as várias formas que uma configuração social pode assumir, e entender quais fatores fazem isto se tornar desta forma é uma das coisas que tem me chamado muito a curiosidade. Durante as minhas observações acerca dos períodos históricos, que foram obtidas através da mídia de entretenimento ou do ensino médio, eu pude perceber as várias formas que a sociedade se organizou. Meu interesse nessa postagem será simplesmente analisar algumas delas e relacioná-las com a dinâmica grupo-indivíduo para explicar sua estabilidade, e observar quando esta estabilidade foi quebrada. Obviamente que isto será feito de forma muito superficial, só a título de curiosidade e como rascunho de futuros estudos. Como eu não estou me baseando em nenhum tipo de fonte histórica em específica, apenas em noções gerais, vou descrever algum tipo de civilização e explicar as características dela segundo as propriedades da p.e. Vamos a primeira.
Primeiro vamos começar por uma sociedade que contenha escravos. Sociedades que contém escravos é algo muito curioso, pois há um nítido contraste entre os indivíduos e as características e modos de evolução entre cada um deles. É possível explicar esse contraste através da seguinte analogia: cada pessoa teria sua parte na sociedade, porém, a escravidão faz com que a maioria dê sua parte para uma minoria, e daí surge uma minoria tendo muito e uma maioria tendo pouco. Mas o que faz uma maioria dar sua parte para a minoria? Como meu objetivo nesta postagem é explicar isto através da p.e, vou analisar isto de acordo com que os grupos fazem para se satisfazer, que seria o auge da adaptação e da evolução. O grupo rico se satisfaz mantendo seus escravos e, através de seus escravos, concretizando seus desejos. Ou seja, se seu desejo é dominar algum lugar apenas por diversão ou por necessidade de manter fontes de recursos, usará seus escravos. Se seu desejo for usar seus escravos para ele ganhar muito dinheiro para desenvolver um bom status, ele o fará. Enfim, neste sistema, os escravos sempre farão algo muito trabalhoso, mas com pouca técnica para seu dono. É possível concluir, através disto, que uma sociedade escravagista deve ter funções de baixa complexidade.
Já os escravos, por sua vez, tiveram seus desejos castrados através das gerações. Falando de outra forma, todo o tipo de coisa que eles desejavam eram negadas a eles, e aos poucos, através da capacidade associativa humana, eles foram aceitando que sua realidade era aquela e que não havia o porquê desejar coisas complexas. Acabavam por desejar coisas simples, como sobreviver, reproduzir, algumas festas talvez. Obviamente, mutações sempre ocorrem, e através de contatos dos escravos com certas experiências, principalmente em funções especiais, eles percebiam que podiam mais que ser escravos. Quero dizer, entre os escravos, havia os mais ou menos satisfeitos em serem escravos e os não satisfeitos em serem escravos. Estes buscam alternativas, estes são as mutações. O que torna os escravos presos dentro do sistema é justamente a força daqueles que impedem as mutações. Se um escravo tenta algo novo, como fugir, ele é perseguido e morto, não incentivando mais este tipo de mutação. Afinal, quem buscasse fugir daquela mesma maneira saberia que estaria morto, através da associação. Novos modos de fuga eram encontrados, alguns com sucesso, mas a força dos opressores nesse tipo de sistema costuma ser muito grande, força esta vinda da tecnologia.
Existem também escravos através da força religiosa. Pessoas que acreditam que se não servirem vão para o inferno ou algo parecido. Neste caso, podemos falar sobre as sociedades religiosas como um todo. Este tipo de sociedade utiliza seus deuses como a força da materialização de seus desejos e valores humanos. Por exemplo, se uma sociedade valoriza a guerra como forma de se satisfazer, de ter o que deseja, seus deuses serão os da guerra. Escravos neste tipo de sociedade servem com satisfação, já que acreditam que estão servindo para um bem-maior de seus deuses e que algo bom acontecerá quando eles morrerem. Obviamente, há mutações, e deve haver mecânicas para impedir estas mutações. De qualquer forma, os escravos contribuem bastante para que a civilização cresça forte. Há também uma divisão da sociedade por vontade divina. Exemplo, reis que são os próprios deuses, representantes dos deuses ou protegidos dos deuses. Isto se explica já por o rei representar a vontade da sociedade em questão. Satisfazer o rei é satisfazer a si próprio. Rei protegido, sociedade protegida. Rei agressivo, sociedade agressiva. Assim funciona a dinâmica dos desejos dessa sociedade.
Observem que nestes casos não havia direitos humanos. Direitos humanos é uma invenção muito interessante, vinda da autonomia de cada indivíduo em seus desejos. Surgiu quando a sociedade começou a desenvolver condições para o consumismo, que é uma tecnologia social que dá um motivo as pessoas para desejar e produzir de forma que seja aproveitável pela sociedade a ponto dela obter sua manutenção. Foi quando esta tecnologia se desenvolveu que a escravidão se tornou algo obsoleto, pois era mais produtivo ter gente consumindo das indústrias e concentrando o dinheiro que ter escravos só produzindo coisas com pouca complexidade e não aproveitando a indústria. A produtividade era convertida, também, em desejos para aqueles que a dominavam. O dinheiro das indústrias sendo utilizados para fazer guerra ou para agitar a competição entre os próprios donos da indústria, isto para satisfazê-los. A partir daí um novo sistema surgiu, o capitalismo. Pessoas livres para desejar, e como elas não têm poder o suficiente pra desejar qualquer outro tipo de coisa mais complexa, desejam o consumo, e ele acaba sendo utilizado para produzir o capital que torna a sociedade mais forte.
Energia da existência
Somos ferramentas de gastar energia concebidas pela realidade.
Encontra a forma de gastar a tua energia, e eu a apreciarei,
Encontrarei a minha forma de gastar energia, e tu apreciarás.
Talvez a tua forma ajude a minha, ou a minha ajude a tua,
Mas apreciaremos, pois sentir a beleza é satisfazer a existência.
Função do sofrimento
Desejar é sofrer, sofrer é se adaptar.
Ao que se adaptar? A escolha é tua,
Liberdade tu tens, descubra a si mesmo.
Pois és tu quem viverá teus sentimentos.
Teu sofrimento revela tua adaptação,
Tua adaptação revela teu ser, diferente.
A diferença mostrará tuas propriedades,
Conheça-as e utilize-as como tua força.
Força para assumir tua adaptação,
Suportar as incertezas do diferente,
Sentir o sofrimento e não desistir.
Assim darás um bom valor à liberdade,
A usarás para explorar a tua realidade,
Encontrar nela teu ser e nele se satisfazer.
A entrevista da idealização
Durante uma entrevista, surgiu a pergunta:
- Como foi a sua relação com seu pai? Você sente falta disto?
- Foi inexistente. Porém, não pense que por causa disto eu sofri ou sou insatisfeito por sentir a falta de algo na minha vida. É comum as pessoas buscarem a causa de seu sofrimento em coisas externas a si. A ausência de algum benefício, a presença de algum prejuízo, quaisquer coisas que as torne diferente do que a maioria aparenta ser se torna, portanto, motivo para justificar a própria insatisfação. De fato, eu não tive um pai e isto, de maneira padrão, representa prejuízo, pois um pai ensina a seu filho a maioria das mecânicas básicas de socialização e profissionalismo no meio masculino. Realmente, obtive este tipo de conhecimento um pouco tarde em relação à maioria das pessoas e isto pode ser considerado um prejuízo. Porém, isto não é motivo para eu me sentir insatisfeito e desejar um pai. Existem muitos fatores que compõe a vida humana, todos eles determinado por histórico ou sorte, para quem assim preferir. Ter ou não ter pai é apenas um deles. Assumir que minha vida seria melhor e eu me sentiria satisfeito só por causa da presença de um pai é assumir uma idealização. E, embora a maioria das pessoas acredite nesse tipo de idealização e se sintam insatisfeitas por não ter o que idealizam, eu entendo que isto é apenas uma mecânica do instinto humano e não entrego o meu desejo a isto. Este tipo de mecânica, que se baseia na observação do dia-a-dia das pessoas como referência de análise para a própria vida, assume determinados valores instintivos que, uma hora ou outra, se tornam idealizações de desejos. Mas uma análise pouco aprofundada acaba revelando apenas o mundo das aparências, que não contempla o que realmente se passa nos elementos observados. Observem que sempre que uma pessoa que não tem algo o idealiza, esta idealização é concebida da melhor forma possível e se assumi que, através dela, a vida seria melhor e ela finalmente se sentiria satisfeita. Ao exemplo do pai, quando o imaginam, é sempre um que pode ajudar naquilo que a função de pai se pressupõe necessária. Neste cenário, realmente, um pai pode ser algo válido a se desejar. Contudo, se ao invés disto imaginassem um pai cheio de defeitos, problemas, preconceitos e vícios, que tornasse a vida do filho pior e não melhor, ele se torna algo dispensável. Mesma analogia para todas as outras situações de idealização. Seja para namoro, trabalho ou carro, quando há a idealização também há a formação da imagem sobre como aquilo irá suprir perfeitamente a insatisfação da vida. Não se mensura todos os pequenos problemas que tais elementos podem realmente trazer caso existissem, coisa que com muita probabilidade existe, mas que a análise pouco aprofundada, que para apenas no mundo das aparências, não revela. Se isto fosse mensurado, a idealização se tornaria muito parecida com a realidade e a pessoa iria idealizar outra coisa como resposta a esta situação ou simplesmente não desejaria o que idealiza. Afinal, elas idealizam por estarem insatisfeitas, e estão assim por não saberem resolver os problemas da sua vida e da sua realidade ou não ter desejo de resolvê-los por entregá-lo a suas idealizações. Há ainda quem diga que sabe que sua idealização não é perfeita, mas que se apega na idéia de que este ideal é o suficiente para fazê-la satisfeita. É preciso lembrar que este caso ainda se trata de uma idealização, e se ela idealiza e não realiza, é porque existe algo que não está coerente entre o ideal e a realidade. O único jeito de perceber completamente a realidade é vivendo-a. Sendo assim, qualquer universo idealizado tende ter uma transição para a realidade incompleta. Porém, buscar o ideal não deve ser tratado como algo ruim. Mas é preciso buscar saber que ideal é este e como fazê-lo se tornar real antes de desejá-lo. Quando isto for feito, que utilize o desejo como ferramenta para fazer o ideal se tornar real. Se o ideal surgir apenas do mecanismo associativo do instinto humano, sem nenhuma análise se realmente é ou não algo válido, sempre surgirá elementos como motivo da insatisfação humana. Neste caso, um pai, em outros, um carro, um emprego ou um namoro melhor. Se a pessoa tiver todos estes elementos concretizados, mas ainda não souber como resolver seus problemas e fazer da sua realidade o que ela quer, fatalmente irá buscar outros elementos de idealização como resposta aos problemas que surgem pela dinâmica desconhecida da natureza e ela nunca se conectará, de fato, com sua realidade.
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Fazia tempo que eu não me permitia ser um tanto impreciso e livre nos meus textos como eu fiz no “Configurações sociais da evolução”. De qualquer forma, ele deve ter um monte de imprecisões e é apenas um rascunho feito a título de curiosidade. Sobre os poemas, eles saíram um tanto forçado, mas saíram. Cada dia mais difícil criar poemas novos sobre o tema, a fonte criativa acabando. Penso em desenvolver algum método pra ver verificar os temas que estão faltando e escrevê-los. Mas eu sinto preguiça, talvez ficasse artificial demais, talvez fosse muito trabalho a toa, não sei se teria utilidade. Vou esperar e ver o potencial e o motivo dos meus poemas. Sobre “A entrevista da idealização”, acredito que isto seja um conto. O escrevi baseado em mim como ponto de partida, até para ele ter uma força representativa maior, porém, ele vai além de mim. Ele é a tentativa de explicar um comportamento muito comum na sociedade consumista que temos, e, além disto, tentar mostrar uma solução, ou pelo menos que não se deve continuar com isto, buscar alternativas. Enfim, amigos, encerrando mais uma postagem. Vou tentar jogar Lol, se minha internet permitir, ou alugar um filme. Um abraço a todos e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
às
16:59:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Ciência,
Criações,
Estudos,
Literatura,
Psicologia
domingo, 28 de outubro de 2012
Publicações: Resposta de afirmação; Materialização do ser; Mais pequenos pensamentos
Introdução:
Olá amigos. Hoje vou escrever este rápido texto para publicar algumas coisas. Antes de começar, vamos às novidades. Esta semana foi muito curiosa, senti novamente aquele breve prazer irracional de estar perto de algo grande e misterioso. Já passou, mas é bem interessante como isto é um combustível para a vontade humana. Algo que me incomoda muito é esta minha impessoalidade, algo que eu estive pensando durante algum tempo. Ela, como deve ser fácil perceber, surgiu da minha necessidade de entregar meu ser ao racional como uma tentativa de não deixar com que meus sentimentos interfiram em minhas linhas de raciocínio e na busca pela filosofia. Porém, minha impessoalidade é, na verdade, uma posição instintiva, tal como qualquer outra. Sinto-me preparado para avançar, e começar a construir uma identidade. Ano que vem veremos se eu farei tudo o que planejo e desejo, ou se algum fator desconhecido irá me desviar do pretendido. A postagem de hoje não conterá nenhuma teoria nova, apenas publicações. O motivo de eu não estar trazendo nenhuma teoria nova hoje é pelo fato de que eu realmente não observei nada de necessariamente novo, só revisei algumas situações e observo a necessidade de reorganizar a estrutura das minhas teorias. Vamos à postagem.
Resposta de afirmação:
Podem me chamar de medroso aqueles que têm coragem para entregar sua ideologia às suas experiências. Podem me chamar de fraco aqueles que dizem que eu resumo a metodologia como forma de me tornar forte. Mas saibam, todos estes que vêem em mim o medo e a fraqueza de não assumir meu próprio ser e minha própria sorte, que eu estou lutando por algo que vai além de mim, das minhas experiências ou dos meus sentimentos. Eu luto por uma utopia! E o sentimento de não alcance à utopia não será o suficiente para invalidar minhas conquistas.
Algumas vezes eu me pergunto se vale à pena dedicar tanto esforço para compreender o comportamento humano, e incluindo o meu, sendo eles são seres tão relativos e complexos. E chego a conclusão de que se eu passar metade da minha vida aprendendo a ser um bom humano, a outra metade eu viverei sendo um bom humano, e isto para mim, principalmente na fase adulta e idosa, é algo muito vantajoso. Não é raro encontrar pessoas que mesmo na velhice ainda não entendem vários aspectos importantes da vida, e que por isto não desenvolvem uma boa qualidade de vida, ou adultos que, por não entender a lógica dos sistemas humanos, se entregam facilmente a corrupção, aos maus desejos e não conseguem tirar prazer do que constroem dia-a-dia. Portanto, mesmo demorando metade de uma vida para eu aprender a ser um bom humano, acredito que isto é um bom negócio. Se eu estiver errado, não será a primeira utopia errada que surgiu neste mundo, nem a última.
Síntese de pensamentos:
“O ser humano é prático, aprende vivendo e é movido por desejos. A única utilidade da teoria é prever a realidade para que ele encontre o que deseja antes de viver.”
“Não se limite ao que você é condicionado. Um humano apenas tem a força de mil e isto demonstra que o conhecimento cresce em função exponencial, mas somente quando os gatilhos das associações tecnológicas são acionados. Portanto, sempre busque quebrar seus próprios condicionamentos, seus próprios limites, e então encontrarás a verdadeira forma de explorar a realidade.”
Todo porquê precisa do seu como.
Todo como precisa do seu porquê.
O porquê está contido no humano.
O como está contido na realidade.
Quando apenas existe o como,
Ele é o universo, desconhecido.
Quando apenas existe o porquê,
Ele é a vontade, inquietante.
O universo direciona a vontade,
A vontade descobre o universo,
Dois fatores em retro-alimentação.
Quando o porquê se vincula ao como,
A inquietude consegue se direcionar,
E, finalmente, o ser se materializar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Em resumo, a postagem de hoje foi muito mais breve que o normal. Já está tarde, e ela foi motivada principalmente pela vontade de postar meu novo poema. Pensem que ele deu um trabalho pra sair, mas estou satisfeito com ele. Irei tomar banho e ir dormir para a aula amanhã. Ultima semana antes do ENEM, amanhã irei assistir mais uns vídeos de resumo para a prova como forma de me preparar melhor. Embora eu tenha desistido de estudar da maneira convencional, acredito que estas pequenas ajudas possam ser boas, melhor que nada. Após essa semana haverá revisões para a UPE, as quais eu também pretendo me dedicar. Também estou fazendo um rascunho de livro sobre poemas, talvez fique bom. No mais, abraço para todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Hoje vou escrever este rápido texto para publicar algumas coisas. Antes de começar, vamos às novidades. Esta semana foi muito curiosa, senti novamente aquele breve prazer irracional de estar perto de algo grande e misterioso. Já passou, mas é bem interessante como isto é um combustível para a vontade humana. Algo que me incomoda muito é esta minha impessoalidade, algo que eu estive pensando durante algum tempo. Ela, como deve ser fácil perceber, surgiu da minha necessidade de entregar meu ser ao racional como uma tentativa de não deixar com que meus sentimentos interfiram em minhas linhas de raciocínio e na busca pela filosofia. Porém, minha impessoalidade é, na verdade, uma posição instintiva, tal como qualquer outra. Sinto-me preparado para avançar, e começar a construir uma identidade. Ano que vem veremos se eu farei tudo o que planejo e desejo, ou se algum fator desconhecido irá me desviar do pretendido. A postagem de hoje não conterá nenhuma teoria nova, apenas publicações. O motivo de eu não estar trazendo nenhuma teoria nova hoje é pelo fato de que eu realmente não observei nada de necessariamente novo, só revisei algumas situações e observo a necessidade de reorganizar a estrutura das minhas teorias. Vamos à postagem.
Resposta de afirmação:
Podem me chamar de medroso aqueles que têm coragem para entregar sua ideologia às suas experiências. Podem me chamar de fraco aqueles que dizem que eu resumo a metodologia como forma de me tornar forte. Mas saibam, todos estes que vêem em mim o medo e a fraqueza de não assumir meu próprio ser e minha própria sorte, que eu estou lutando por algo que vai além de mim, das minhas experiências ou dos meus sentimentos. Eu luto por uma utopia! E o sentimento de não alcance à utopia não será o suficiente para invalidar minhas conquistas.
Algumas vezes eu me pergunto se vale à pena dedicar tanto esforço para compreender o comportamento humano, e incluindo o meu, sendo eles são seres tão relativos e complexos. E chego a conclusão de que se eu passar metade da minha vida aprendendo a ser um bom humano, a outra metade eu viverei sendo um bom humano, e isto para mim, principalmente na fase adulta e idosa, é algo muito vantajoso. Não é raro encontrar pessoas que mesmo na velhice ainda não entendem vários aspectos importantes da vida, e que por isto não desenvolvem uma boa qualidade de vida, ou adultos que, por não entender a lógica dos sistemas humanos, se entregam facilmente a corrupção, aos maus desejos e não conseguem tirar prazer do que constroem dia-a-dia. Portanto, mesmo demorando metade de uma vida para eu aprender a ser um bom humano, acredito que isto é um bom negócio. Se eu estiver errado, não será a primeira utopia errada que surgiu neste mundo, nem a última.
Síntese de pensamentos:
“O ser humano é prático, aprende vivendo e é movido por desejos. A única utilidade da teoria é prever a realidade para que ele encontre o que deseja antes de viver.”
“Não se limite ao que você é condicionado. Um humano apenas tem a força de mil e isto demonstra que o conhecimento cresce em função exponencial, mas somente quando os gatilhos das associações tecnológicas são acionados. Portanto, sempre busque quebrar seus próprios condicionamentos, seus próprios limites, e então encontrarás a verdadeira forma de explorar a realidade.”
Materialização do ser
Todo como precisa do seu porquê.
O porquê está contido no humano.
O como está contido na realidade.
Quando apenas existe o como,
Ele é o universo, desconhecido.
Quando apenas existe o porquê,
Ele é a vontade, inquietante.
O universo direciona a vontade,
A vontade descobre o universo,
Dois fatores em retro-alimentação.
Quando o porquê se vincula ao como,
A inquietude consegue se direcionar,
E, finalmente, o ser se materializar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Em resumo, a postagem de hoje foi muito mais breve que o normal. Já está tarde, e ela foi motivada principalmente pela vontade de postar meu novo poema. Pensem que ele deu um trabalho pra sair, mas estou satisfeito com ele. Irei tomar banho e ir dormir para a aula amanhã. Ultima semana antes do ENEM, amanhã irei assistir mais uns vídeos de resumo para a prova como forma de me preparar melhor. Embora eu tenha desistido de estudar da maneira convencional, acredito que estas pequenas ajudas possam ser boas, melhor que nada. Após essa semana haverá revisões para a UPE, as quais eu também pretendo me dedicar. Também estou fazendo um rascunho de livro sobre poemas, talvez fique bom. No mais, abraço para todos e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
às
22:16:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Criações,
Estudos,
Literatura,
Pessoal
domingo, 21 de outubro de 2012
Considerações sobre o consciente e inconsciente e públicações de: Consciência dos caminhos, Divina existência do ser e resumo interpretativo do artigo de Nietzsche.
Introdução:
Olá amigos. Daqui a umas semanas será a prova, e eu não estou estudando. É difícil mudar este comportamento, mas amanhã tentarei fazer algum esforço para o ENEM. Quanto as novidades, passei a semana fazendo um CD de dança bem legal. Poucos erros foram encontrados, e vai ser interessante utilizá-lo como forma de ficar mais saudável e com maiores conhecimentos sobre linguagem corporal, sem contar que o trabalho de arte deste CD, especificamente, ficou ótimo, é bonito de se ver. Também continuo trabalhando nos poemas com o tema “o humano consciente de si”, estão ficando interessantes, de alguma forma. Pretendo escrever um ensaio para cada um deles, e alguns, inclusive, eu já escrevi. Isto será outro algo trabalhoso. Hoje eu tirei o dia para escrever um poema e agora escrever sobre os temas de hoje, que são fruto do meu empenho em entender as nuances consciente e inconsciente. Também vou postar alguns poemas da citada temática anterior, sendo que um deles não faz parte necessariamente da temática, e provavelmente em outra postagem irei fazer um ensaio sobre eles.
Considerações sobre o consciente e o inconsciente:
Antigamente eu já tinha feito algumas hipóteses sobre como funciona o cérebro humano, inclusive, fiz um diagrama para representar isso (link aqui). Neste diagrama, eu apresentei o funcionamento geral do cérebro, com a entrada de informações e o fluxo delas entre as memórias e a saída. Eu ainda penso que o cérebro funciona de modo semelhante ao apresentado neste diagrama, e será em cima deste esquema que iremos trabalhar, embora eu precise fazer uma atualização deste gráfico com minhas mais recentes descobertas. Sendo assim, assumiremos que o “Consciente” é o módulo de simulação, e que o “inconsciente” é o conjunto de pré-definições que estão na memória. Minha intenção é explicar como acontece, de forma mecânica, a relação entre o consciente e inconsciente. Embora eu já possa ter feito isto antigamente, suponho que agora eu um aprofundamento teórico maior pra fazer esse tipo de análise. Antes de continuar, é preciso levar em consideração os conhecimentos desta postagem: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html
As pré-definições instintivas são resultado das experiências armazenadas na memória e os sentimentos relacionados a elas. Se determinada simbologia é associada a um sentimento, sempre que esta simbologia for invocada, o sentimento irá junto. Isto acontece de forma inconsciente, ou seja, independente da vontade da pessoa, sempre que ela acionar uma simbologia na sua memória, o sentimento associado a esta simbologia irá junto. É quando entramos no módulo de simulação, ou no consciente. Lá ocorrem as associações entre memórias, experiências de forma controlada e as operações lógicas. De modo geral, é quando o instinto trabalha em cada experiência de forma individual, tem a liberdade de simular variações destas experiências e pensar nas possibilidades de atitudes e em como as coisas podiam ser diferentes. Desta forma, após interpretar a experiência de modo diferente após analisar as possibilidades, o inconsciente poderá associar aquela experiência a novos sentimentos ou poderá extrair novos comportamentos, que irá influenciar no modo como ele agirá em situação parecida.
Diferente do inconsciente, o consciente pode ser trabalhado de forma mais livre. A quantidade de informações que são invocadas enquanto o humano está mais consciente é maior, ou seja, quando ele encontra uma simbologia, ele sente se precisa de novas informações para interpretar aquilo e vai procurar ou se as informações que estão em sua memória recente são o suficiente para continuar interpretando aquela experiência. Quanto mais concentrada a pessoa estiver em seu consciente, maior será a atenção que ela irá dar para a experiência e para suas variações e interpretações e para a busca de informações na memória, chegando a tirar, inclusive, atenção do ambiente. O inconsciente, por sua vez, atua com maior intensidade em momentos em que o humano não tem tempo ou condições para fazer associações para buscar a melhor alternativa. Neste caso, o humano reage através de suas pré-definições, ou seja, se ele programa seu instinto a agir de determinada forma com tal experiência, seu instinto não irá fazer outra coisa senão aquela, porque é a única que ele sabe que irá ter vantagens e, dependendo da ocasião, ele não irá querer tentar coisas novas para não se arriscar.
Levando em consideração os níveis de raciocínio, um raciocínio de alto nível é aquele em que as simulações são feitas com experiências bem enraizadas na memória, importantes, e que estão associadas com coisas que a pessoa faz o dia-a-dia e que, devido a aquele pensamento, ela irá alterar o modo como ela faz tal algo. Um pensamento de baixo nível de raciocínio é aquele que é feito a esmo, sem relacionar as informações com as experiências na memória e sem levar em consideração no que aquele raciocínio poderá mudar a forma como ele age um dia. De forma geral, estou assumindo aqui uma interpretação prática sobre o consciente, assumindo que sua principal função é raciocinar novas formas de agir para se tornar melhor. O inconsciente, no caso, pode ser interpretado como um conjunto de gatilhos, que é ativado e modificado durante o raciocínio do consciente, mas que, contudo, dependendo da situação, desencadeia reações de forma irracional, levando a pessoa a fazer coisas que conscientemente ela não faria. Normalmente isto ocorre quando há acúmulo de sentimento em uma experiência, ou quando há uma situação que exija uma atitude instintiva.
Por fim, é possível assumir que o consciente, na verdade, é um prolongamento do inconsciente. Quando o humano vai pensar em determinada coisa, ele assume os valores do inconsciente e processa este algo de forma consciente, ou seja, buscando relacionar as informações e explorando as associações. Portanto, um inconsciente mal organizado e cheio de experiências associadas a os sentimentos estranhos, cuja função não está adequada a aquela experiência em termos gerais de evolução, pode levar a uma interpretação errada da realidade. Um exemplo é a pessoa ter uma experiência ruim com determinado algo, e assumir que todo mundo que experimentar este algo irá ter a mesma experiência que ela, e, devido a isto, lutar contra este algo, quando na verdade este algo faz bem a uma razoável quantidade de pessoas. Embora talvez ela nunca seja capaz de entender o porquê as pessoas se sentem bem com aquela experiência, as pessoas se sentem, e se ela não levar isso em consideração, ela irá assumir que as pessoas não se sentem bem com aquilo e irá lutar contra aquilo de forma errônea. Buscar o conhecimento enraizado em fatos, não em sentimentos, é uma das metodologias para evitar erros como estes.
Consciência dos caminhos
Segue teu caminho, aquele que tu constrói com teu esforço.
Descubra novas coisas, aquelas que realmente te satisfazem.
Prova, humano independente, que és o melhor que podes ser.
Então serás capaz de respeitar o caminho que segues, e seguir.
Lembra-te que vinculada a tua escolha não está somente tu,
Está também a forma com a qual te encaixas na sociedade,
A história da tua família, de teu país, do mundo onde vives.
Como humano precisarás produzir, competir, ter saúde e prazer.
Dinheiro e imagem são apenas ferramentas para estes elementos.
Mas será o teu caminho que te proporcionará isto, a tua evolução.
Se estiveres certo, serás capaz de provar a verdade da tua certeza.
Se errares, foi o erro mais sincero, fruto da tua busca pelo melhor.
Será tua a responsabilidade das conseqüências de teus atos e apostas.
Então entenderás o que cada um encontra para seguir seu caminho,
Terás certeza de que somente eles podem seguir os deles, e tu o teu.
Será quando tu responderás: eu sou o que sou porque sou; e viverás,
Porque isto é o poder de explorar e modificar tanto quanto desejares.
Divina existência do ser
Existo por causa sol,
Que bombardeia sua energia a mim.
Ela precisa ser gasta,
Crio e destruo apenas para sentir.
Seja o prazer e a dor,
Tudo aquilo que busco construir.
Assim tomarei formas,
Surgem minhas regras e condições.
Posso aceitá-las ou não,
Sou o deus da minha própria mente.
Exploro as possibilidades,
Sou o deus da minha própria existência.
Padrões na beleza
Eu sinto beleza naquilo que valorizo.
Eu valorizo a beleza sexual,
porque ela demonstra ser melhor em me dar prazer.
Eu valorizo a beleza inocente,
porque ela me induz a certeza de que será só minha.
Eu valorizo a beleza comprada,
porque ela surge da ostentação que poucos podem manter.
Eu valorizo a beleza alternativa,
porque ela desenvolve novas formas de alcançar o desejado.
Eu valorizo a beleza atlética,
porque ela sabe o valor do esforço e desenvolve boa saúde.
Eu valorizo a beleza meiga,
porque ela acha diversão e satisfação nas pequenas coisas.
Eu valorizo a beleza festeira,
porque ela encontra humor até nas adversidades da vida.
Existirão tantas belezas quanto forem os valores,
Eu valorizo a tua beleza, pessoa valiosa pra mim,
porque ela é o resultado da tua busca pelo melhor.
Todos por: Leandro de Andrade Moura
Resumo interpretativo por mim e por Bruno Pontual acerca do artigo da "obra" no Wikipédia de (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche) Friedrich Nietzsche.
"O objetivo do homem é vencer, e ele vence quando conquista a realidade, pois isto indica que ele conseguiu se superar. Embora a realidade seja coisas que "dançam ao acaso", o homem se condiciona a uma perspectiva, e para ele é preciso descobrir o que é bom e o que é ruim, o que é a vitória e então buscar ela. Quando ele faz isto, ele supera a realidade, pois, neste caso, ele supera sua própria perspectiva e encontra sua vitória nela, que é sue objetivo. São virtudes verdadeiras de quem vence: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Os ausentes destas virtudes estarão para sempre presos a sua própria perspectiva, não alçando, portanto, sua vitória, pois são estas as virtudes necessárias para o homem se superar."
Encerramento:
Hoje eu ia falar um pouco sobre condicionamento, mas eu lembrei já ter falado sobre este assunto em uma postagem anterior, e ele se chama "configuração mental". Portanto, agora percebo que o que eu devo fazer é conseguir aliar os conhecimentos de condicionamento e consciente e inconsciente ao gráfico do bem-estar evolutivo, junto também com o sentimento de empatia, muito importante para a imagem. Ou ainda eu posso estar com sono demais para falar sobre o que eu realmente quero falar de condicionamento, depois irei reorganizar esta postagem caso isto for percebido. Os poemas públicados aqui fazem parte daquela temática, exceto o segundo. O terceiro ainda está em processo de revisão, mas será algo parecido com aquilo ao ser finalizado. Minha área de trabalho está uma bagunça, vou organizar tudo isto daqui há uns dias. Vou lanchar para ir dormir agora, boa noite para vocês e até a próxima postagem.
Olá amigos. Daqui a umas semanas será a prova, e eu não estou estudando. É difícil mudar este comportamento, mas amanhã tentarei fazer algum esforço para o ENEM. Quanto as novidades, passei a semana fazendo um CD de dança bem legal. Poucos erros foram encontrados, e vai ser interessante utilizá-lo como forma de ficar mais saudável e com maiores conhecimentos sobre linguagem corporal, sem contar que o trabalho de arte deste CD, especificamente, ficou ótimo, é bonito de se ver. Também continuo trabalhando nos poemas com o tema “o humano consciente de si”, estão ficando interessantes, de alguma forma. Pretendo escrever um ensaio para cada um deles, e alguns, inclusive, eu já escrevi. Isto será outro algo trabalhoso. Hoje eu tirei o dia para escrever um poema e agora escrever sobre os temas de hoje, que são fruto do meu empenho em entender as nuances consciente e inconsciente. Também vou postar alguns poemas da citada temática anterior, sendo que um deles não faz parte necessariamente da temática, e provavelmente em outra postagem irei fazer um ensaio sobre eles.
Considerações sobre o consciente e o inconsciente:
Antigamente eu já tinha feito algumas hipóteses sobre como funciona o cérebro humano, inclusive, fiz um diagrama para representar isso (link aqui). Neste diagrama, eu apresentei o funcionamento geral do cérebro, com a entrada de informações e o fluxo delas entre as memórias e a saída. Eu ainda penso que o cérebro funciona de modo semelhante ao apresentado neste diagrama, e será em cima deste esquema que iremos trabalhar, embora eu precise fazer uma atualização deste gráfico com minhas mais recentes descobertas. Sendo assim, assumiremos que o “Consciente” é o módulo de simulação, e que o “inconsciente” é o conjunto de pré-definições que estão na memória. Minha intenção é explicar como acontece, de forma mecânica, a relação entre o consciente e inconsciente. Embora eu já possa ter feito isto antigamente, suponho que agora eu um aprofundamento teórico maior pra fazer esse tipo de análise. Antes de continuar, é preciso levar em consideração os conhecimentos desta postagem: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html
As pré-definições instintivas são resultado das experiências armazenadas na memória e os sentimentos relacionados a elas. Se determinada simbologia é associada a um sentimento, sempre que esta simbologia for invocada, o sentimento irá junto. Isto acontece de forma inconsciente, ou seja, independente da vontade da pessoa, sempre que ela acionar uma simbologia na sua memória, o sentimento associado a esta simbologia irá junto. É quando entramos no módulo de simulação, ou no consciente. Lá ocorrem as associações entre memórias, experiências de forma controlada e as operações lógicas. De modo geral, é quando o instinto trabalha em cada experiência de forma individual, tem a liberdade de simular variações destas experiências e pensar nas possibilidades de atitudes e em como as coisas podiam ser diferentes. Desta forma, após interpretar a experiência de modo diferente após analisar as possibilidades, o inconsciente poderá associar aquela experiência a novos sentimentos ou poderá extrair novos comportamentos, que irá influenciar no modo como ele agirá em situação parecida.
Diferente do inconsciente, o consciente pode ser trabalhado de forma mais livre. A quantidade de informações que são invocadas enquanto o humano está mais consciente é maior, ou seja, quando ele encontra uma simbologia, ele sente se precisa de novas informações para interpretar aquilo e vai procurar ou se as informações que estão em sua memória recente são o suficiente para continuar interpretando aquela experiência. Quanto mais concentrada a pessoa estiver em seu consciente, maior será a atenção que ela irá dar para a experiência e para suas variações e interpretações e para a busca de informações na memória, chegando a tirar, inclusive, atenção do ambiente. O inconsciente, por sua vez, atua com maior intensidade em momentos em que o humano não tem tempo ou condições para fazer associações para buscar a melhor alternativa. Neste caso, o humano reage através de suas pré-definições, ou seja, se ele programa seu instinto a agir de determinada forma com tal experiência, seu instinto não irá fazer outra coisa senão aquela, porque é a única que ele sabe que irá ter vantagens e, dependendo da ocasião, ele não irá querer tentar coisas novas para não se arriscar.
Levando em consideração os níveis de raciocínio, um raciocínio de alto nível é aquele em que as simulações são feitas com experiências bem enraizadas na memória, importantes, e que estão associadas com coisas que a pessoa faz o dia-a-dia e que, devido a aquele pensamento, ela irá alterar o modo como ela faz tal algo. Um pensamento de baixo nível de raciocínio é aquele que é feito a esmo, sem relacionar as informações com as experiências na memória e sem levar em consideração no que aquele raciocínio poderá mudar a forma como ele age um dia. De forma geral, estou assumindo aqui uma interpretação prática sobre o consciente, assumindo que sua principal função é raciocinar novas formas de agir para se tornar melhor. O inconsciente, no caso, pode ser interpretado como um conjunto de gatilhos, que é ativado e modificado durante o raciocínio do consciente, mas que, contudo, dependendo da situação, desencadeia reações de forma irracional, levando a pessoa a fazer coisas que conscientemente ela não faria. Normalmente isto ocorre quando há acúmulo de sentimento em uma experiência, ou quando há uma situação que exija uma atitude instintiva.
Por fim, é possível assumir que o consciente, na verdade, é um prolongamento do inconsciente. Quando o humano vai pensar em determinada coisa, ele assume os valores do inconsciente e processa este algo de forma consciente, ou seja, buscando relacionar as informações e explorando as associações. Portanto, um inconsciente mal organizado e cheio de experiências associadas a os sentimentos estranhos, cuja função não está adequada a aquela experiência em termos gerais de evolução, pode levar a uma interpretação errada da realidade. Um exemplo é a pessoa ter uma experiência ruim com determinado algo, e assumir que todo mundo que experimentar este algo irá ter a mesma experiência que ela, e, devido a isto, lutar contra este algo, quando na verdade este algo faz bem a uma razoável quantidade de pessoas. Embora talvez ela nunca seja capaz de entender o porquê as pessoas se sentem bem com aquela experiência, as pessoas se sentem, e se ela não levar isso em consideração, ela irá assumir que as pessoas não se sentem bem com aquilo e irá lutar contra aquilo de forma errônea. Buscar o conhecimento enraizado em fatos, não em sentimentos, é uma das metodologias para evitar erros como estes.
Consciência dos caminhos
Segue teu caminho, aquele que tu constrói com teu esforço.
Descubra novas coisas, aquelas que realmente te satisfazem.
Prova, humano independente, que és o melhor que podes ser.
Então serás capaz de respeitar o caminho que segues, e seguir.
Lembra-te que vinculada a tua escolha não está somente tu,
Está também a forma com a qual te encaixas na sociedade,
A história da tua família, de teu país, do mundo onde vives.
Como humano precisarás produzir, competir, ter saúde e prazer.
Dinheiro e imagem são apenas ferramentas para estes elementos.
Mas será o teu caminho que te proporcionará isto, a tua evolução.
Se estiveres certo, serás capaz de provar a verdade da tua certeza.
Se errares, foi o erro mais sincero, fruto da tua busca pelo melhor.
Será tua a responsabilidade das conseqüências de teus atos e apostas.
Então entenderás o que cada um encontra para seguir seu caminho,
Terás certeza de que somente eles podem seguir os deles, e tu o teu.
Será quando tu responderás: eu sou o que sou porque sou; e viverás,
Porque isto é o poder de explorar e modificar tanto quanto desejares.
Divina existência do ser
Existo por causa sol,
Que bombardeia sua energia a mim.
Ela precisa ser gasta,
Crio e destruo apenas para sentir.
Seja o prazer e a dor,
Tudo aquilo que busco construir.
Assim tomarei formas,
Surgem minhas regras e condições.
Posso aceitá-las ou não,
Sou o deus da minha própria mente.
Exploro as possibilidades,
Sou o deus da minha própria existência.
Padrões na beleza
Eu sinto beleza naquilo que valorizo.
Eu valorizo a beleza sexual,
porque ela demonstra ser melhor em me dar prazer.
Eu valorizo a beleza inocente,
porque ela me induz a certeza de que será só minha.
Eu valorizo a beleza comprada,
porque ela surge da ostentação que poucos podem manter.
Eu valorizo a beleza alternativa,
porque ela desenvolve novas formas de alcançar o desejado.
Eu valorizo a beleza atlética,
porque ela sabe o valor do esforço e desenvolve boa saúde.
Eu valorizo a beleza meiga,
porque ela acha diversão e satisfação nas pequenas coisas.
Eu valorizo a beleza festeira,
porque ela encontra humor até nas adversidades da vida.
Existirão tantas belezas quanto forem os valores,
Eu valorizo a tua beleza, pessoa valiosa pra mim,
porque ela é o resultado da tua busca pelo melhor.
Todos por: Leandro de Andrade Moura
Resumo interpretativo por mim e por Bruno Pontual acerca do artigo da "obra" no Wikipédia de (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche) Friedrich Nietzsche.
"O objetivo do homem é vencer, e ele vence quando conquista a realidade, pois isto indica que ele conseguiu se superar. Embora a realidade seja coisas que "dançam ao acaso", o homem se condiciona a uma perspectiva, e para ele é preciso descobrir o que é bom e o que é ruim, o que é a vitória e então buscar ela. Quando ele faz isto, ele supera a realidade, pois, neste caso, ele supera sua própria perspectiva e encontra sua vitória nela, que é sue objetivo. São virtudes verdadeiras de quem vence: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Os ausentes destas virtudes estarão para sempre presos a sua própria perspectiva, não alçando, portanto, sua vitória, pois são estas as virtudes necessárias para o homem se superar."
Encerramento:
Hoje eu ia falar um pouco sobre condicionamento, mas eu lembrei já ter falado sobre este assunto em uma postagem anterior, e ele se chama "configuração mental". Portanto, agora percebo que o que eu devo fazer é conseguir aliar os conhecimentos de condicionamento e consciente e inconsciente ao gráfico do bem-estar evolutivo, junto também com o sentimento de empatia, muito importante para a imagem. Ou ainda eu posso estar com sono demais para falar sobre o que eu realmente quero falar de condicionamento, depois irei reorganizar esta postagem caso isto for percebido. Os poemas públicados aqui fazem parte daquela temática, exceto o segundo. O terceiro ainda está em processo de revisão, mas será algo parecido com aquilo ao ser finalizado. Minha área de trabalho está uma bagunça, vou organizar tudo isto daqui há uns dias. Vou lanchar para ir dormir agora, boa noite para vocês e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
às
22:09:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Antropologia,
Ciência,
Criações,
Filosofia,
Literatura,
Psicologia
Assinar:
Postagens (Atom)