Introdução:
Olá amigos. Minha internet está instável e eu precisarei escrever, uma hora ou outra, então será agora. Como novidade, comecei a jogar um jogo chamado Leagues of Legends, ou lol, abreviadamente. Estou começando a pegar agora os princípios fundamentais do pra me tornar competitivo nesse jogo, mas é preciso adiantar que ele é um pouco difícil pra entender. Estou contando com a ajuda de um conhecido pra me adaptar ao estilo de jogo. Quando se aprende, se torna bem divertido. Além disto, continuo dançando. Dançar ainda é divertido pra mim, mas já estou sentindo um pouco de preguiça no início das sessões. Não sei se é por causa do corpo que está um pouco cansado ou se é porque eu já estou enjoando dos estímulos, seja lá o que for, vou buscar outra atividade e não parar de fazer exercícios. Também fiz a prova do ENEM, tirei uma nota acima da média, que com quase certeza me abrirá porta para alguns cursos, mas que, contudo, não sei se será o suficiente para eu entrar em Psicologia ou Engenharia. Estou sem planejamento nenhum de estudo pra realizar as próximas provas para outras faculdades federais daqui, e elas com certeza têm psicologia e engenharia de graça. Amanhã tentarei organizar alguma forma de estudar. Minha postagem de hoje tratará sobre umas observações que eu tenho feito sobre a harmonia entre vontade e desejo, talvez um novo princípio psicológico, bem como a publicação de novos poemas. Vamos a ela.
Princípio da conexão entre vontade e desejo:
Ultimamente eu tenho percebido a nítida diferença entre desejo e vontade. A vontade, que aqui será definida como o desejo racional, apresenta características diferentes do desejo instintivo em si. A partir da associação de vários desejos instintivos e de cálculos a partir de experiências sobre como obter estes desejos, chega-se a vontade. Isto implica dizer que enquanto que o desejo instintivo é algo mais imediatista, a vontade é algo em longo prazo, pois ela se utiliza da capacidade de raciocínio do humano para existir. Um bom exemplo disto é fazer atividades físicas, que se baseia na associação de outros desejos, como ter saúde e beleza e também com os estudos sobre como obter estes elementos a partir destes exercícios. Mesmo que fazer exercício físico não seja algo que o humano deseje, a vontade dele o guiará a fazer isto, pois é uma maneira de alcançar o que ele deseja. Diante disto, seu instinto irá se sentir motivado a seguir sua vontade, e aquilo que antes não passaria pelo desejo humano agora se torna alvo e natural a ele, como fazer exercícios. Este mesmo exemplo pode ser aplicado aos estudos, treinamentos, ou a qualquer outra coisa que exija muito esforço e longo prazo. É a vontade do humano, desejo racional baseado em seus desejos instintivos, que o faz ir tão longe. É a vontade que o faz gastar esforço naquilo que ele deseja.
Contudo, é interessante observar a harmonia entre a vontade e o desejo. Todos os humanos desejam coisas, contudo, nem todos eles se sentem motivados o suficiente para irem atrás deste algo a qual eles desejam. Muitas vezes eles desejam algo idealizado, e assumem que este algo virá com o tempo ou de alguma forma desconhecida pra eles. Normalmente isto acontece através da associação de informações, algo que é muito comum neste século da informação. Enquanto que o desejo existe, a vontade está ausente. O resultado disto é o humano a deriva de sua existência, sem saber onde empregar seu esforço, entediado e insatisfeito com isto, já que ele não alcança o que deseja. É possível assumir que, nestes casos, existe uma desconexão entre a vontade e o desejo. Isto significa que os desejos instintivos não encontram uma forma de se manifestar na realidade desta pessoa, pois se encontrassem, essa pessoa encontraria a vontade para buscar aquilo que deseja. Isto pode ser considerado um problema um tanto grave, pois leva a pessoa a gastar muito do seu tempo com coisas que não a satisfaz e não traz melhoras significativas a qualidade de vida e satisfação dela.
Neste caso, é preciso que o humano busque entender seus próprios desejos e sua própria realidade, para através disto encontrar uma forma de manifestar sua vontade. Isto é algo realmente difícil, pois requere uma grande reflexão sobre o porquê se deseja o que se deseja, e se sobre é possível obter o que se deseja e se sim, como obter. É preciso também, neste caso, explorar a realidade, pois quanto mais conhecimento sobre como as coisas funcionam, maiores são as possibilidades de a vontade encontrar formas de se manifestar. Através de uma vontade bem direcionada, coisas que parecem ruins, como estudar, treinar, trabalhar, fazer exercícios ou ter responsabilidades tornam-se naturais ao instinto humano e até mesmo satisfatórias. Uma vontade razoavelmente direcionada pode ser observada quando a pessoa sabe que deve fazer algo, mas sente preguiça e, se não fizer, se sente culpada ou insatisfeita por não ter feito, ou ainda, quando faz, não sente tanta satisfação, mas não chega a ser algo desagradável ou desnecessário. Portanto, concluí-se que o autoconhecimento e conhecimento da realidade é preciso para estabelecer uma boa conexão entre a vontade e o desejo, e desta forma desenvolver uma evolução mais satisfatória.
Mutações comportamentais entre as gerações:
Desde que eu percebi a “analogia das relações sociais com as relações ecológicas”, que foi o tema de uma postagem minha há algum tempo atrás, observar a sociedade tem se tornado mais fácil para mim. Nestas observações foi possível perceber as mutações comportamentais que ocorrem entre as gerações. Para falar sobre este assunto, vamos assumir uma sociedade razoavelmente estável, com poucos avanços tecnológicos e boa qualidade de vida. Também vamos assumir todos os conceitos da psicologia evolutiva, dando ênfase principalmente a busca do humano por sistemas do gráfico do bem-estar evolutivo, com o objetivo principal de se sentir bem. Para o humano conseguir montar um sistema com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo é preciso que ele explore bastante sua realidade. Ele precisa encontrar um nicho de evolução social em que ele seja capaz de estabelecer os quatro elementos do gráfico, produção, competição, saúde e prazer, para daí então se sentir bem e continuar a se desenvolver. Contudo, isto não é simples, pois se determinado nicho evolutivo já estiver saturado, as chances dele se tornar funcional o suficiente para estabelecer os elementos diminui. Em outras palavras, como já tem muita gente fazendo algo há algum tempo, as chances dele conseguir produzir ali ou competir ali diminui bastante, principalmente se ele é novato. É neste ambiente que se faz sentido observar as mutações comportamentais.
Quando uma nova geração chega, ela precisa se adaptar a sociedade. Essa sociedade, que é construída através das gerações, atualmente é comandada pelos pais dessa geração, e é responsabilidade deles ensinar a seus filhos a se adaptar a sociedade. Quando digo adaptar, quero dizer que é responsabilidade deles ensinarem a seus filhos obter os quatro elementos citados anteriormente. Contudo, os filhos, que iniciam sua busca pela adaptação e pela satisfação, exploram não só o que seus pais dizem e mostram como também todo um conjunto de informações novas a quais eles têm acesso. Isto acontece porque embora seus pais possivelmente também tenham acesso a estas informações, eles já sua configuração evolutiva definida, por isto não costumam se interessar ou atribuir tanta atenção a novas configurações evolutivas, que é ao que essas informações estão relacionadas. Deste modo, os filhos, que estão interessados em buscar coisas que o satisfaçam, acabam buscando nessas novas informações a satisfação e aprendendo comportamentos novos em relação aos seus pais. Percebemos, portanto, a mutação ocorrendo.
Durante o crescimento dessa geração, ela percebe que muito daqueles novos comportamentos não são sustentáveis. É quando ela volta a estabelecer o mesmo padrão de comportamento que seus pais. Porém, embora muitos daqueles novos comportamentos não sejam sustentáveis, ou seja, apresentam elementos prejudiciais ou não apresentam grande potencial evolutivo, que em outras palavras, enjoam fácil, alguns daqueles novos comportamentos se apresentam benéficos e melhoram a qualidade de vida daquela geração, sem contar que mesmo os comportamentos que enjoam fácil podem, também, contribuir para o autoconhecimento e amadurecimento desta geração. Uma fase muito marcante desta mutação é a infanto-juvenil, a qual se percebe a mutação ocorrendo com mais ênfase, pois, como já deve ser possível prever, eles têm bastante tempo livre para buscar e energia, que vem da busca pela satisfação, para explorar as informações as quais eles têm acesso. A volta dos mesmos padrões que seus pais se devem ao fato deles terem que encarar uma nova fase de vida, que é a do trabalho, e devido a isto suas vidas se tornam mais parecidas com a vida de seus pais, que é a vida de adulto. Outro fator que motiva a tendência disto acontecer é que a influencia da convivência, que por meio de associações de simbologias e comportamento, faz os filhos imitar seus pais em certos aspectos, seja porque eles não sabem como agir de forma diferente e já não estão na fase de explorar as coisas, seja porque eles guardam as lembranças dos pais e reproduzam isto de forma inconsciente.
Humano metasistemático
Meu inconsciente são as memórias das minhas experiências,
Meu consciente são as associações das minhas experiências,
Minhas memórias são meus sentimentos, eu sinto a existência.
Minhas associações são meus raciocínios, eu calculo a realidade.
A existência daquilo que eu sinto constitui meu ponto de vista,
Sobre ele desenvolvo meus cálculos, constitui-se minha ciência.
Em novas realidades há novos sentimentos, a recíproca é válida,
Busco, nesta infinita rede de relações, e isto é minha vontade.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas memórias.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas associações.
Minha vontade que surge do meu ser, do que eu acho possível.
O que eu acho possível depende do sistema ao qual eu participo,
Cuja existência procede e sucede a minha, apenas transformo,
Com a força das ferramentas a mim cedidas e da minha vontade,
É meu o dever de proliferar todas as mutações benéficas a mim.
Sou o consciente das minhas próprias ações, do meu inconsciente.
Sou o consciente dos meus próprios objetivos, da minha vontade.
Busco em minha realidade a minha adaptação, a minha satisfação,
Busco o sistema que melhor se adapte ao meu ser e meu ser a ele.
A força da competição
Nunca será forte quem não aprende a ser fraco,
Pois em tudo há competição e o mundo é selvagem.
Quem é forte por algum motivo será fraco por outro,
Força ou fraqueza é relativo à definição, ao objetivo.
Nunca será forte quem não aprender a competir,
Porque competição ensina o fracasso e o sucesso,
Ensina a tentar, a errar, a aprender e a acertar,
Através da vontade coisas inimagináveis são possíveis.
Nunca será forte quem não entende os motivos da força.
Quem não tiver humildade para assumir que não os sabe,
Quem não buscar por variações, inspirações, novidades.
Forte ou fraco tem motivo para o ser, mesmo não aparente.
Nunca será forte quem não aprende a ter prazer,
O prazer de ganhar, aprender, experimentar, apostar.
De ser fraco e se tornar forte, e se tornar melhor por isso,
O prazer de conquistar, conhecer, compartilhar e sentir.
Para que ser forte? Sentir a existência da melhor maneira,
Sentir a vida pulsando com todas as suas possibilidades,
Sentir a evolução acontecendo em torno de si e participar,
Deste enorme fluxo de satisfação, melhorias e sentimentos.
Ambos por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem, amigos. Hoje foi bastante produtivo, esperava escrever apenas um texto, mas acabei escrevendo os dois, pois o segundo já estava na fila faz tempo e era de minha vontade escrevê-lo. Quanto aos poemas, eles também fazem parte do conjunto de poemas que eu estou escrevendo sobre “o homem consciente de si” e carregam em si as ferramentas da psicologia evolutiva. Provavelmente estão terminados. O poema da postagem passada, eu alterei mesmo após ter publicado no blog. Eu busco manter todo o histórico de alterações dos poemas salvos no meu computador. Ainda hoje vou jogar um pouco mais de lol e depois vou dançar. Espero conseguir estudar amanhã para as próximas provas. A dúvida entre engenharia ou psicologia é grande, mas vou escolher a primeira, pois ela será meu modo de produção e também poderei estudar psicologia em paralelo. Evito estudar psicologia porque se não meus estudos acabaram sendo muito “meta-aplicados”, ou seja, eu estudo o comportamento humano porém, a maior parte do meu comportamento é o estudo do comportamento humano. Desejo evitar isso, fazendo com que a maior parte do meu comportamento seja outras coisas, como estudar engenharia, dentre outras. Além disso, ampliarei a quantidade de experiências e informações as quais terei acesso, é uma forma de me tornar mais abrangente, talvez. Enfim amigos, faz tempo que eu não faço um encerramento longo, abraços e até a próxima postagem.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
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domingo, 11 de novembro de 2012
Princípio da conexão entre vontade e desejo, mutações comportamentais entre as gerações sociais e publicação: humano metasistemático e a força da competição
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Devir Social
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domingo, 28 de outubro de 2012
Publicações: Resposta de afirmação; Materialização do ser; Mais pequenos pensamentos
Introdução:
Olá amigos. Hoje vou escrever este rápido texto para publicar algumas coisas. Antes de começar, vamos às novidades. Esta semana foi muito curiosa, senti novamente aquele breve prazer irracional de estar perto de algo grande e misterioso. Já passou, mas é bem interessante como isto é um combustível para a vontade humana. Algo que me incomoda muito é esta minha impessoalidade, algo que eu estive pensando durante algum tempo. Ela, como deve ser fácil perceber, surgiu da minha necessidade de entregar meu ser ao racional como uma tentativa de não deixar com que meus sentimentos interfiram em minhas linhas de raciocínio e na busca pela filosofia. Porém, minha impessoalidade é, na verdade, uma posição instintiva, tal como qualquer outra. Sinto-me preparado para avançar, e começar a construir uma identidade. Ano que vem veremos se eu farei tudo o que planejo e desejo, ou se algum fator desconhecido irá me desviar do pretendido. A postagem de hoje não conterá nenhuma teoria nova, apenas publicações. O motivo de eu não estar trazendo nenhuma teoria nova hoje é pelo fato de que eu realmente não observei nada de necessariamente novo, só revisei algumas situações e observo a necessidade de reorganizar a estrutura das minhas teorias. Vamos à postagem.
Resposta de afirmação:
Podem me chamar de medroso aqueles que têm coragem para entregar sua ideologia às suas experiências. Podem me chamar de fraco aqueles que dizem que eu resumo a metodologia como forma de me tornar forte. Mas saibam, todos estes que vêem em mim o medo e a fraqueza de não assumir meu próprio ser e minha própria sorte, que eu estou lutando por algo que vai além de mim, das minhas experiências ou dos meus sentimentos. Eu luto por uma utopia! E o sentimento de não alcance à utopia não será o suficiente para invalidar minhas conquistas.
Algumas vezes eu me pergunto se vale à pena dedicar tanto esforço para compreender o comportamento humano, e incluindo o meu, sendo eles são seres tão relativos e complexos. E chego a conclusão de que se eu passar metade da minha vida aprendendo a ser um bom humano, a outra metade eu viverei sendo um bom humano, e isto para mim, principalmente na fase adulta e idosa, é algo muito vantajoso. Não é raro encontrar pessoas que mesmo na velhice ainda não entendem vários aspectos importantes da vida, e que por isto não desenvolvem uma boa qualidade de vida, ou adultos que, por não entender a lógica dos sistemas humanos, se entregam facilmente a corrupção, aos maus desejos e não conseguem tirar prazer do que constroem dia-a-dia. Portanto, mesmo demorando metade de uma vida para eu aprender a ser um bom humano, acredito que isto é um bom negócio. Se eu estiver errado, não será a primeira utopia errada que surgiu neste mundo, nem a última.
Síntese de pensamentos:
“O ser humano é prático, aprende vivendo e é movido por desejos. A única utilidade da teoria é prever a realidade para que ele encontre o que deseja antes de viver.”
“Não se limite ao que você é condicionado. Um humano apenas tem a força de mil e isto demonstra que o conhecimento cresce em função exponencial, mas somente quando os gatilhos das associações tecnológicas são acionados. Portanto, sempre busque quebrar seus próprios condicionamentos, seus próprios limites, e então encontrarás a verdadeira forma de explorar a realidade.”
Todo porquê precisa do seu como.
Todo como precisa do seu porquê.
O porquê está contido no humano.
O como está contido na realidade.
Quando apenas existe o como,
Ele é o universo, desconhecido.
Quando apenas existe o porquê,
Ele é a vontade, inquietante.
O universo direciona a vontade,
A vontade descobre o universo,
Dois fatores em retro-alimentação.
Quando o porquê se vincula ao como,
A inquietude consegue se direcionar,
E, finalmente, o ser se materializar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Em resumo, a postagem de hoje foi muito mais breve que o normal. Já está tarde, e ela foi motivada principalmente pela vontade de postar meu novo poema. Pensem que ele deu um trabalho pra sair, mas estou satisfeito com ele. Irei tomar banho e ir dormir para a aula amanhã. Ultima semana antes do ENEM, amanhã irei assistir mais uns vídeos de resumo para a prova como forma de me preparar melhor. Embora eu tenha desistido de estudar da maneira convencional, acredito que estas pequenas ajudas possam ser boas, melhor que nada. Após essa semana haverá revisões para a UPE, as quais eu também pretendo me dedicar. Também estou fazendo um rascunho de livro sobre poemas, talvez fique bom. No mais, abraço para todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Hoje vou escrever este rápido texto para publicar algumas coisas. Antes de começar, vamos às novidades. Esta semana foi muito curiosa, senti novamente aquele breve prazer irracional de estar perto de algo grande e misterioso. Já passou, mas é bem interessante como isto é um combustível para a vontade humana. Algo que me incomoda muito é esta minha impessoalidade, algo que eu estive pensando durante algum tempo. Ela, como deve ser fácil perceber, surgiu da minha necessidade de entregar meu ser ao racional como uma tentativa de não deixar com que meus sentimentos interfiram em minhas linhas de raciocínio e na busca pela filosofia. Porém, minha impessoalidade é, na verdade, uma posição instintiva, tal como qualquer outra. Sinto-me preparado para avançar, e começar a construir uma identidade. Ano que vem veremos se eu farei tudo o que planejo e desejo, ou se algum fator desconhecido irá me desviar do pretendido. A postagem de hoje não conterá nenhuma teoria nova, apenas publicações. O motivo de eu não estar trazendo nenhuma teoria nova hoje é pelo fato de que eu realmente não observei nada de necessariamente novo, só revisei algumas situações e observo a necessidade de reorganizar a estrutura das minhas teorias. Vamos à postagem.
Resposta de afirmação:
Podem me chamar de medroso aqueles que têm coragem para entregar sua ideologia às suas experiências. Podem me chamar de fraco aqueles que dizem que eu resumo a metodologia como forma de me tornar forte. Mas saibam, todos estes que vêem em mim o medo e a fraqueza de não assumir meu próprio ser e minha própria sorte, que eu estou lutando por algo que vai além de mim, das minhas experiências ou dos meus sentimentos. Eu luto por uma utopia! E o sentimento de não alcance à utopia não será o suficiente para invalidar minhas conquistas.
Algumas vezes eu me pergunto se vale à pena dedicar tanto esforço para compreender o comportamento humano, e incluindo o meu, sendo eles são seres tão relativos e complexos. E chego a conclusão de que se eu passar metade da minha vida aprendendo a ser um bom humano, a outra metade eu viverei sendo um bom humano, e isto para mim, principalmente na fase adulta e idosa, é algo muito vantajoso. Não é raro encontrar pessoas que mesmo na velhice ainda não entendem vários aspectos importantes da vida, e que por isto não desenvolvem uma boa qualidade de vida, ou adultos que, por não entender a lógica dos sistemas humanos, se entregam facilmente a corrupção, aos maus desejos e não conseguem tirar prazer do que constroem dia-a-dia. Portanto, mesmo demorando metade de uma vida para eu aprender a ser um bom humano, acredito que isto é um bom negócio. Se eu estiver errado, não será a primeira utopia errada que surgiu neste mundo, nem a última.
Síntese de pensamentos:
“O ser humano é prático, aprende vivendo e é movido por desejos. A única utilidade da teoria é prever a realidade para que ele encontre o que deseja antes de viver.”
“Não se limite ao que você é condicionado. Um humano apenas tem a força de mil e isto demonstra que o conhecimento cresce em função exponencial, mas somente quando os gatilhos das associações tecnológicas são acionados. Portanto, sempre busque quebrar seus próprios condicionamentos, seus próprios limites, e então encontrarás a verdadeira forma de explorar a realidade.”
Materialização do ser
Todo como precisa do seu porquê.
O porquê está contido no humano.
O como está contido na realidade.
Quando apenas existe o como,
Ele é o universo, desconhecido.
Quando apenas existe o porquê,
Ele é a vontade, inquietante.
O universo direciona a vontade,
A vontade descobre o universo,
Dois fatores em retro-alimentação.
Quando o porquê se vincula ao como,
A inquietude consegue se direcionar,
E, finalmente, o ser se materializar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Em resumo, a postagem de hoje foi muito mais breve que o normal. Já está tarde, e ela foi motivada principalmente pela vontade de postar meu novo poema. Pensem que ele deu um trabalho pra sair, mas estou satisfeito com ele. Irei tomar banho e ir dormir para a aula amanhã. Ultima semana antes do ENEM, amanhã irei assistir mais uns vídeos de resumo para a prova como forma de me preparar melhor. Embora eu tenha desistido de estudar da maneira convencional, acredito que estas pequenas ajudas possam ser boas, melhor que nada. Após essa semana haverá revisões para a UPE, as quais eu também pretendo me dedicar. Também estou fazendo um rascunho de livro sobre poemas, talvez fique bom. No mais, abraço para todos e até a próxima postagem.
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Devir Social
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sábado, 9 de junho de 2012
Publicação e explicação de dois poemas: "O caminho da grandeza" e "A vontade de melhorar"
Introdução:
Olá a todos. Hoje eu faltei aula sem querer, então eu estou a manhã toda sem fazer nada. Após visitar várias páginas e tomar café da manhã, resolvi fazer algo produtivo. Então observei que mês passado só houve uma atualização aqui. Então é uma boa hora pra escrever. Vamos as novidades: estou estudando todo dia de semana, com exceção daqueles que eu não fui pra escola ou que eu tive que fazer alguma outra coisa, estes últimos são raros. Além de estudar, este mês eu venho trabalhando numa tabela muito interessante, que provavelmente será o tema da minha próxima postagem. Hoje eu estou interessado em explicar uns poemas que eu escrevi. O primeiro nasceu de um sentimento de responsabilidade que estou começando a desenvolver devido a minhas teorias. É algo complicado, pois a partir do momento que temos o poder de mexer com a vida das pessoas, a coisa passa a entrar em outro nível de conseqüências. Eu não sou o primeiro que está caminhando neste caminho, porém, observei que é preciso entender o que cada coisa significa para então poder prosseguir. O segundo nasceu da observação de como a sociedade organizou seu lastro durante a sua história, e, embora esteja um pouco forçado, traz informações interessantes a serem pensadas. Vamos ao primeiro.
O caminho da grandeza
Eu sou um humano grande. Não porque eu simplesmente o seja:
Foi me mostrado o caminho na sociedade que me tornou deste jeito.
É o que eu desejei, me esforcei para consegui-lo. Isto me faz bem.
Não é todos que alcançam este caminho, cansativo e tentador.
É difícil definir se isto é um privilegio ou uma responsabilidade.
Alguns se corrompem no caminho e sentem-se bem fazendo o mal,
Outros não entendem que isto é um sacrifício que exige esforço,
querem tudo fácil, sem estudo, estratégia ou adaptação.
Eu sou um humano comum. Esforço-me para me tornar melhor.
Sinto-me bem através de mim, ou através das minhas extensões:
Minha família, meus amigos ou projetos. Sou também parte deles.
Através disto nos divertimos, e assim se segue uma boa vida.
Não sigo caminho para além destes: se o conheci, não o escolhi.
Talvez ele não me fosse tão atraente, minha vida já estava formada.
Ou ainda não via motivos para desejá-lo. Não me sinto parte dele.
Do que sou parte: disto, que estou construindo, que me faz bem.
Eu sou um humano pequeno. Limito-me ao meu próprio ser.
Isto me impede de encontrar outros caminhos, novos conhecimentos.
Sempre estou errado ou perdido: às vezes busco outros para culpar.
Aprenderei através dos erros que eu não sou o único que sente.
Mas antes de aprender: sofrerei. Isto expandirá meus sentimentos.
Através deste conhecimento encontrarei outros caminhos, novas visões.
Diante de tanta coisa nova, uma me fará bem: será a que vou seguir.
Através desta responsabilidade assumirei meus atos: é quando crescerei.
O primeiro parágrafo se inicia com a declaração “Eu sou um humano grande”. Inicialmente eu escrevi “eu sou um grande humano”, mas meu apego a padronização me fez inverter a ordem. Logo em seguida é explicado que, se eu sou assim, não é uma coisa que simplesmente se tornou assim, que, em outras palavras, não estava destinada a mim sem motivo específico: há motivos. Eu resumo estes motivos através de “o caminho que me tornou deste jeito”, no segundo verso. Nele também há a primeira referencia a sociedade, que há uma grande importância neste poema. Isto porque a definição de “grandeza” que está sendo usado neste poema toma como critério a grandeza social, que depende da sociedade. Por isto o caminho é definido como “o caminho na sociedade”. No terceiro verso há menção sobre como o humano grande seguiu seu caminho. Através do esforço e do desejo. Ele se sente bem porque conseguiu aquilo que desejou, que era colaborar com a sociedade. Porém, para colaborar com a sociedade de forma significativa a ponto de se tornar um grande humano, é preciso ter muito poder em mãos. Manter este poder é cansativo, e utilizá-lo para outros fins que não o do bem é tentador devido aos distúrbios que todo humano tende a ter.
O primeiro verso é uma reflexão sobre o que significa a responsabilidade de ter tanto poder em mãos. Esta responsabilidade surge porque, com tanto poder, todos os distúrbios podem se manifestar de forma dramática. Por isso é preciso ter cuidado para não cometer erros graves, que irão prejudicar muita gente. É o que as pessoas que se corrompem no caminho fazem. Se sentem bem fazendo o mal já que utilizam seu poder para saciar seus distúrbios, algo que prejudica outras pessoas. Estes dois últimos versos podem ser basicamente dois tipos de pessoas: as que estão numa posição de privilegio mas não entendem isto, e as que não estão no caminho da grande grandeza e não entendem nem respeitam ou também não entendem aqueles que estão. O objetivo deles é conscientizar que as coisas não são fáceis, é preciso sacrifício, para se tornar cada vez melhor em algo já árduo, esforço, estudo, estratégia e adaptação para se desenvolver os mecanismos que vá ajudar a sociedade. Basicamente, se define um caminho por qual seguir e todos os outros, inclusive os desconhecidos, são desconsiderados. Tornam-se apenas objetos de curiosidade e contato com outros humanos.
A terceira estrofe se inicia com a declaração do homem comum. Em seguida, é explicada ao que o homem comum dedica sua vida: a se tornar melhor. No segundo verso, é explicado que seu objetivo não é se tornar melhor para a sociedade, e sim se tornar melhor para si mesmo e para suas extensões, e se sentir bem com isto. No terceiro, há a explicação do que são estas extensões. Aqui há uma grande diferenciação entre o homem comum e o grande homem: o primeiro tende a se dedicar bastante a vários projetos de pequena importância para a sociedade, o segundo se dedica bastante a apenas um, que é o de grande importância. Porém, estes projetos de pequena importância para a sociedade, são de grande importância para o homem comum, pois são eles que garantem os bons sentimentos e a boa evolução. O grande humano, na sociedade, costuma ter a função de ajudar os humanos comuns a viverem melhor, enquanto que o humano comum simplesmente vive e se preocupa consigo mesmo e com aqueles que estão ao seu redor, que fazem parte de sua extensão.
O primeiro verso da quarta estrofe explica o porquê o homem comum não segue outro caminho, que neste caso seria o caminho para se tornar um grande homem. Há duas hipóteses, a primeira é a de ele não conhecer, e a segunda é a dele não o escolher caso conhecer. Assumindo que não é possível seguir aquilo que não se conhece, foi necessário apenas explicar a segunda hipótese. Isto é feito no segundo verso. Existem ocasiões em que pessoas comuns se deparam com a oportunidade de seguir um grande caminho, mas não o querem, às vezes porque elas já formaram toda uma expectativa de vida baseada nas coisas que já estão sendo desenvolvidas. O caminho não a atrai o suficiente para que isto seja sacrificado. Na terceira estrofe há outra justificativa para não ter seguido tal caminho. Esta justificativa também revela um pouco mais sobre as pessoas que escolheram seguir este caminho: elas costumam ter um motivo maior para fazer isto ou ainda se sentirem envolvidas. No final há a constatação sobre do que o humano comum se sente parte, se sente envolvido, se esforça. O “construindo” também pode significar evolução, que também pode significar amor. Então, é disto o que ele faz parte, de tudo aquilo que ele ama e que faz bem a ele, que são suas extensões explicadas no parágrafo anterior.
A quinta estrofe se refere ao humano pequeno, limitado a seu próprio ser. A básica entre o humano pequeno e o homem comum é que, enquanto um deles já encontrou suas extensões e aquilo que o faz bem, o outro acaba de iniciar sua busca ou simplesmente ainda não encontrou. Desta forma, humanos pequenos não se limitam apenas a adolescentes. Esta limitação é causada pela falta de conhecimento sobre como seu próprio ser funciona, e isto o impede de ter conhecimento além de si próprio, que neste caso seria coisas produzidas pela sociedade, como a cultura, economia e política. Isto foi dito no segundo verso, enquanto que o terceiro reforça sua falta de conhecimento sobre si próprio: ele sempre se encontra errado ou perdido, sintoma de quem não está conectado na realidade. Buscar alguém pra culpar, mesmo que inconscientemente, é um mecanismo freqüentemente utilizado para não assumir a responsabilidade daquilo que ele poderia melhorar, até mesmo porque ele não tem conhecimento para melhorar tais coisas. No ultimo verso dessa estrofe, é apresentada outra característica de pessoas que não conhecem como funcionam as coisas ao seu redor: por não conhecerem como funcionam as coisas ao redor e, portanto, não se envolverem com isto, a maioria de seus desejos costumam voltar a si mesmos. Por conseqüência, é muito comum supervalorizarem seus sentimentos em detrimento ao sentimento das outras pessoas. Porém, com o tempo, existe a tendência de eles aprenderem que é preciso observar a vida ao redor.
A linha de raciocínio da abertura da sexta estrofe se estabelece da seguinte forma: se uma pessoa está seguindo determinado caminho porque este caminho atrai seu instinto, a principal forma pela qual ela observará que este caminho não é bom é através do sofrimento. O fato de este caminho causar sofrimento a ela mostrará que este caminho não é bom, salve os distúrbios, que são caminhos ruins que não causam sofrimento de imediato, apenas após um longo período de tempo. A expansão de sentimento ocorrerá devido a expansão de conhecimento, assim como também devido a expansão de noção de quais coisas acontecem a seu redor. Quando obtido tal expansão, coisas que antes passavam despercebidas começam a ser notadas, é quando surge o cenário descrito no segundo verso. Esta enorme quantidade de informações novas fará com que a pessoa tenha várias oportunidades de estabelecer conexões com a realidade para iniciar seu processo de evolução. Porém, existem elementos em determinado caminho que a fará se sentir bem mais que nos outros, é este o caminho que ela provavelmente seguirá. Normalmente estes elementos estão relacionados aos desejos, algo que ela se envolveu ou desenvolveu durante seu processo de crescimento, e são eles que determinarão se a evolução será comum ou grande. Na ultima estrofe, ele assume a responsabilidade por fazer este algo que o faz bem melhorar através do esforço e conhecimento, é quando ela deixará de ser classificada como pequeno para se tornar uma das outras duas grandezas. Terminada a explicação, uma das coisas importantes é perceber que nenhuma grandeza humana é mais importante que outra. Iniciando o próximo poema.
A vontade de melhorar:
Está na guerra. – Lastro na agressão.
Está na religião. – Lastro na existência.
Está na ciência. – Lastro na realidade.
Está na política. – Lastro na educação.
Está na beleza. – Lastro na atração.
Está na família. – Lastro na afeição.
Está na riqueza. – Lastro na inteligência.
Está em mim e no meu esforço.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Peloponeso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9dia_rom%C3%A2ntica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo
A idéia para este poema surgiu durante uma conversa com meu amigo Bruno. Pelo o que eu lembre, ele estava querendo criar algum tipo de movimento pra ir de contra o movimento atual da nossa cultura, principalmente política. O que me incomodava na idéia, se bem lembro, é ele focar toda a preocupação em um só aspecto social, a política, como se, caso ela fosse resolvida, todos os problemas iriam juntos. A vontade de resolvê-lo parecia tanto que eu sentia que ele queria depositar muito esforço nesse objetivo, de modo a esquecer do equilíbrio da evolução. Porém, na tentativa de explicar a ele e às pessoas que estavam reunidas conosco que o humano sempre criou algo para esperar uma realidade melhor que a que tinha e não assumir a responsabilidade sobre sua evolução, eu dei origem a explicação desse poema. Para fins de comunicação, eu chamei este “algo” referido por mim anteriormente como vontade de melhorar, e então eu expliquei que durante a história, determinados valores eram tidos como a salvação da humanidade, e que, contudo, após possuí-los ou chegar ao máximo que eles tinham a beneficiar ao homem, novos valores eram postos no lugar. Foi então que surgiu a ordem expressa na lista que é o corpo deste “poema”. A intenção desta postagem agora será explicar o contexto histórico e o porquê tal lastro era o mais benéfico, na época.
O inicio se deu através das guerras. O homem, no inicio do seu desenvolvimento, agia com agressão para conseguir aquilo que desejava. Quando o desejo era uma área de plantio melhor possuída por outra tribo, então era natural que esta área fosse tomada a força, já que a cultura neolítica valorizava a agressividade. Tanto é que instrumentos foram construídos para o ataque e defesa. Neste contexto, é interessante observar que quando a vida ia ruim, observava-se, até mesmo pela falta de conhecimento, que a forma mais fácil de resolver era através da agressão. Por isto o lastro está direcionado a ela. A guerra do Peloponeso, embora muito depois do tempo referido a cima, demonstra que o humano ainda consegue coisas através da agressividade. Porém, agora não é a principal forma.
Após várias guerras, observou-se que as condições de vida não melhoram tanto, pois possuir ou não possuir terra era apenas uma questão temporária, pois logo outros povos viriam para dominar tais terras. Foi neste momento que o homem começou a ter conhecimento o suficiente pra observar a natureza a ponto de tentar prevê-la. Porém, os argumentos utilizados para tal previsão, devido ao desconhecimento de sua real causa, eram creditados a religiões politeístas. Porém, o conhecimento foi evoluindo e se observou que os deuses politeístas não existiam, mas o sentimento de religiosidade continuava. Isto permitiu que ela se transformasse em monoteísta, foi quando ela ganhou sua função atual: a de valorizar a existência de algo que fará com que a vida se torne melhor. Por isto o lastro na existência, que é a existência deste algo. A idade média demonstra que, duramente muito tempo, a religião foi muito forte na cultura. Isto porque, embora de forma inconsciente, ela direcionava o comportamento das pessoas de forma que fosse provado que algo existisse e desse expectativa de boa vida e pós-vida, independente da situação atual.
Após a idade média, a ciência começava a ganhar força. Foi percebido que a religião não ajudava tanto quanto se prometia, e isto colaborou para as pessoas migrarem a uma nova esperança para ter melhor qualidade de vida. A ciência surgida no positivismo prometia melhorar a vida das pessoas quando ela estivesse completamente desenvolvida, e isto motivou muita gente a se dedicar para desenvolver o pouco de ciência que se tinha. A questão é que a idéia que se tinha de ciência seria somente desenvolvida após muito tempo, pois desenvolver a ciência demanda muito mais tempo e esforço do que se imaginava. Além disto, com o surgimento da revolução industrial, se observou que não é a ciência que salvará as pessoas, mas sim as pessoas em si mesmas. Foi quando a valorização da ciência foi se diluindo e então a política foi entrando no lugar, pois a política era uma forma de organizar a ciência para que as pessoas melhorassem de vida.
O comunismo ganhou muita força por se aproveitar do lastro científico que várias pessoas ainda tinham. Isto porque ele utilizou conhecimentos matemáticos e históricos para afirmar que é possível, através de uma sociedade educada a agir de forma igualitária, que todos vivam com tudo o que é necessário para ter uma boa qualidade de vida. Porém, observou-se que educar as pessoas para se adaptarem a um sistema político totalmente racionalizado não é algo simples. É bastante complicado inclusive. A implementação do comunismo assim como de outros sistemas que tinham como objetivo educar a população a esquecer seu instinto e agir de forma padrão tendeu a falhar. Foi quando as pessoas deixaram de se preocupar com o todo e começaram a preocupar-se apenas consigo mesmas.
Foi neste período que a arte começou a ganhar força como item de consumo. As pessoas então começavam a valorizar aqueles que produziam a arte, que ganhavam dinheiro com isto. A arte trazia consigo muita novidade e muitos conhecimentos humanos, além de, também, conhecimentos técnicos e as vezes científicos. Gerava discussão que causava socialização, além de, as vezes, tratar sobre assuntos polêmicos e que, ao serem tratados, criava-se a atmosfera de aumentar a qualidade de vida da população. De qualquer forma, todo este furo foi sendo diluído por algumas camadas, que, ou não tinha dinheiro pra acompanhar o desenvolvendo da arte, ou estava preocupado com aspectos do trabalho e familiares. Contudo, a época ainda não era o capitalismo total, por isto a ter um bom núcleo familiar era o principal objetivo. A formação do núcleo familiar tradicional, mulher cuidado da casa, homem trabalhando, filho se desenvolvendo, era o que mais se desejava na época. Pessoas com este tipo de lastro, além de valorizarem os valores afetivos, também valorizam os valores nostálgicos. É o tipo de pessoa que acreditam que a presença de alguém ou a volta ao passado irá melhorar sua vida por completo.
Após os núcleos familiares começarem a se formar como desejado, os homens e mulheres começaram a não mais entenderem como um e outro funcionavam. Isto porque a formação do núcleo foi feita de forma artificial, pois o casal, ao se reunir, só idealizou até a parte deles estarem juntos, como núcleo familiar, e pensavam que apenas isto seria o suficiente para serem felizes. Contudo, após possuir o que desejavam, notou-se que era preciso mais. Alguns casais conseguiram sintonizar seus desejos e manter o núcleo familiar sem maiores distúrbios, porém outros foram obrigados a recorrer a outros caminhos para se sentirem satisfeitos. É exemplo do homem que começou a trair e da mulher que se sente sexualmente insatisfeita. Ambos prejudicando a criação do filho, que se torna rebelde. Foi quando a noção de núcleo familiar começou a se diluir, e os desejos individuais começaram a ser focados.
A partir do momento que as pessoas se focaram em sua própria individualidade, surgiu a necessidade de se tornar diferente dos outros. Desta forma, cada pessoa começa a originar seus próprios desejos daquilo que acha interessante. Entretanto, devido a enorme quantidade de coisas a se desejar na sociedade, principalmente o capitalismo com sua campanha publicitária, a falta de dinheiro começou a ser o maior empecilho. Foi então que o humano começou a valorizar a riqueza de forma geral, pois ela dará aquilo que ele precisa para seus desejos, geralmente consumismo vindo das propagandas, se tornarem real. O capitalismo acentuou isto devido a sua capacidade de dar a esperança de mobilidade de classe social. Então as pessoas começam a achar que são capazes de se tornar ricas se a sorte as ajudar, e também que saberão administrar isso com inteligência. Inteligência aqui está sendo usada no sentido mais amplo da palavra, não apenas inteligência intelectual, mas também emocional, corporal, etc. É se sustentando nesta inteligência que o desejo de riqueza se mantém.
No final, é revelado que a vontade de melhorar está em cada individuo e, que ao se juntar a um grupo e a um lastro, idealiza algo como coisa que irá melhorar a vida de todos. Porém, existe algo que todas estas coisas têm em comum, o esforço. É por isto que o esforço também faz parte da vontade de melhorar. Contudo, é importante observar que o melhoramento, em si, tanto ta na vontade de melhorar da pessoa, como no esforço, mas também em todas as coisas citadas anteriormente. Tanto é que é possível ver pessoas pensando em núcleo familiar, pensando em arte, pensando em ciência, tudo no mesmo ano em contextos culturais parecidos. Isto acontece devido ao enorme bombardeio de informações que a tecnologia nos trouxe. É complicado dizer se a humanidade irá imergir em algum novo tipo de esperança diferente dos anteriores ou se agora haverá um ambiente em que todos eles convivam. O que eu imagino é que haverá uma época, a qual a última estrofe se refere, em que o humano começará a tomar consciência de que sua evolução é produzida através de seu esforço, e utilizará os itens anteriores para evoluir e se sentir bem.
Conclusão:
Aqui finalizo esta postagem. Sinceramente, não sei se ela ficou bem escrita, mas o trabalho que me dará pra revisar isto tudo será outro dia inteiro, então eu não o farei. Espero que tenha ficado bem escrita e que fique claro o que eu quero transmitir através destes poemas. Eu estou começando a notar que to desenvolvendo o hábito de utilizar os termos no sentindo não convencional, e isto pode ser prejudicial à comunicação e a futuras interpretações. Até mesmo por isto, talvez, eu tenha feito tanta questão de escrever sobre estes poemas. A próxima postagem será sobre uma tabela bem interessante, a qual eu também utilizo termos no sentindo não convencional. Para finalizar, gostaria de comentar sobre como meu amigo Bruno relaciona esses termos com termos místicos, da cabala ou da astrologia, por exemplo. Isto me faz pensar se eles não encontraram a mesma coisa que eu estou encontrando agora, porém, sem a base teórica, e por isto tendo que por o misticismo para sustentar o conhecimento. Acho prepotência minha pensar nisto, pois o conhecimento místico está sendo construído faz tempo, e me comparar a isto é querer demais. Mas seria muito interessante. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.
Olá a todos. Hoje eu faltei aula sem querer, então eu estou a manhã toda sem fazer nada. Após visitar várias páginas e tomar café da manhã, resolvi fazer algo produtivo. Então observei que mês passado só houve uma atualização aqui. Então é uma boa hora pra escrever. Vamos as novidades: estou estudando todo dia de semana, com exceção daqueles que eu não fui pra escola ou que eu tive que fazer alguma outra coisa, estes últimos são raros. Além de estudar, este mês eu venho trabalhando numa tabela muito interessante, que provavelmente será o tema da minha próxima postagem. Hoje eu estou interessado em explicar uns poemas que eu escrevi. O primeiro nasceu de um sentimento de responsabilidade que estou começando a desenvolver devido a minhas teorias. É algo complicado, pois a partir do momento que temos o poder de mexer com a vida das pessoas, a coisa passa a entrar em outro nível de conseqüências. Eu não sou o primeiro que está caminhando neste caminho, porém, observei que é preciso entender o que cada coisa significa para então poder prosseguir. O segundo nasceu da observação de como a sociedade organizou seu lastro durante a sua história, e, embora esteja um pouco forçado, traz informações interessantes a serem pensadas. Vamos ao primeiro.
O caminho da grandeza
Eu sou um humano grande. Não porque eu simplesmente o seja:
Foi me mostrado o caminho na sociedade que me tornou deste jeito.
É o que eu desejei, me esforcei para consegui-lo. Isto me faz bem.
Não é todos que alcançam este caminho, cansativo e tentador.
É difícil definir se isto é um privilegio ou uma responsabilidade.
Alguns se corrompem no caminho e sentem-se bem fazendo o mal,
Outros não entendem que isto é um sacrifício que exige esforço,
querem tudo fácil, sem estudo, estratégia ou adaptação.
Eu sou um humano comum. Esforço-me para me tornar melhor.
Sinto-me bem através de mim, ou através das minhas extensões:
Minha família, meus amigos ou projetos. Sou também parte deles.
Através disto nos divertimos, e assim se segue uma boa vida.
Não sigo caminho para além destes: se o conheci, não o escolhi.
Talvez ele não me fosse tão atraente, minha vida já estava formada.
Ou ainda não via motivos para desejá-lo. Não me sinto parte dele.
Do que sou parte: disto, que estou construindo, que me faz bem.
Eu sou um humano pequeno. Limito-me ao meu próprio ser.
Isto me impede de encontrar outros caminhos, novos conhecimentos.
Sempre estou errado ou perdido: às vezes busco outros para culpar.
Aprenderei através dos erros que eu não sou o único que sente.
Mas antes de aprender: sofrerei. Isto expandirá meus sentimentos.
Através deste conhecimento encontrarei outros caminhos, novas visões.
Diante de tanta coisa nova, uma me fará bem: será a que vou seguir.
Através desta responsabilidade assumirei meus atos: é quando crescerei.
O primeiro parágrafo se inicia com a declaração “Eu sou um humano grande”. Inicialmente eu escrevi “eu sou um grande humano”, mas meu apego a padronização me fez inverter a ordem. Logo em seguida é explicado que, se eu sou assim, não é uma coisa que simplesmente se tornou assim, que, em outras palavras, não estava destinada a mim sem motivo específico: há motivos. Eu resumo estes motivos através de “o caminho que me tornou deste jeito”, no segundo verso. Nele também há a primeira referencia a sociedade, que há uma grande importância neste poema. Isto porque a definição de “grandeza” que está sendo usado neste poema toma como critério a grandeza social, que depende da sociedade. Por isto o caminho é definido como “o caminho na sociedade”. No terceiro verso há menção sobre como o humano grande seguiu seu caminho. Através do esforço e do desejo. Ele se sente bem porque conseguiu aquilo que desejou, que era colaborar com a sociedade. Porém, para colaborar com a sociedade de forma significativa a ponto de se tornar um grande humano, é preciso ter muito poder em mãos. Manter este poder é cansativo, e utilizá-lo para outros fins que não o do bem é tentador devido aos distúrbios que todo humano tende a ter.
O primeiro verso é uma reflexão sobre o que significa a responsabilidade de ter tanto poder em mãos. Esta responsabilidade surge porque, com tanto poder, todos os distúrbios podem se manifestar de forma dramática. Por isso é preciso ter cuidado para não cometer erros graves, que irão prejudicar muita gente. É o que as pessoas que se corrompem no caminho fazem. Se sentem bem fazendo o mal já que utilizam seu poder para saciar seus distúrbios, algo que prejudica outras pessoas. Estes dois últimos versos podem ser basicamente dois tipos de pessoas: as que estão numa posição de privilegio mas não entendem isto, e as que não estão no caminho da grande grandeza e não entendem nem respeitam ou também não entendem aqueles que estão. O objetivo deles é conscientizar que as coisas não são fáceis, é preciso sacrifício, para se tornar cada vez melhor em algo já árduo, esforço, estudo, estratégia e adaptação para se desenvolver os mecanismos que vá ajudar a sociedade. Basicamente, se define um caminho por qual seguir e todos os outros, inclusive os desconhecidos, são desconsiderados. Tornam-se apenas objetos de curiosidade e contato com outros humanos.
A terceira estrofe se inicia com a declaração do homem comum. Em seguida, é explicada ao que o homem comum dedica sua vida: a se tornar melhor. No segundo verso, é explicado que seu objetivo não é se tornar melhor para a sociedade, e sim se tornar melhor para si mesmo e para suas extensões, e se sentir bem com isto. No terceiro, há a explicação do que são estas extensões. Aqui há uma grande diferenciação entre o homem comum e o grande homem: o primeiro tende a se dedicar bastante a vários projetos de pequena importância para a sociedade, o segundo se dedica bastante a apenas um, que é o de grande importância. Porém, estes projetos de pequena importância para a sociedade, são de grande importância para o homem comum, pois são eles que garantem os bons sentimentos e a boa evolução. O grande humano, na sociedade, costuma ter a função de ajudar os humanos comuns a viverem melhor, enquanto que o humano comum simplesmente vive e se preocupa consigo mesmo e com aqueles que estão ao seu redor, que fazem parte de sua extensão.
O primeiro verso da quarta estrofe explica o porquê o homem comum não segue outro caminho, que neste caso seria o caminho para se tornar um grande homem. Há duas hipóteses, a primeira é a de ele não conhecer, e a segunda é a dele não o escolher caso conhecer. Assumindo que não é possível seguir aquilo que não se conhece, foi necessário apenas explicar a segunda hipótese. Isto é feito no segundo verso. Existem ocasiões em que pessoas comuns se deparam com a oportunidade de seguir um grande caminho, mas não o querem, às vezes porque elas já formaram toda uma expectativa de vida baseada nas coisas que já estão sendo desenvolvidas. O caminho não a atrai o suficiente para que isto seja sacrificado. Na terceira estrofe há outra justificativa para não ter seguido tal caminho. Esta justificativa também revela um pouco mais sobre as pessoas que escolheram seguir este caminho: elas costumam ter um motivo maior para fazer isto ou ainda se sentirem envolvidas. No final há a constatação sobre do que o humano comum se sente parte, se sente envolvido, se esforça. O “construindo” também pode significar evolução, que também pode significar amor. Então, é disto o que ele faz parte, de tudo aquilo que ele ama e que faz bem a ele, que são suas extensões explicadas no parágrafo anterior.
A quinta estrofe se refere ao humano pequeno, limitado a seu próprio ser. A básica entre o humano pequeno e o homem comum é que, enquanto um deles já encontrou suas extensões e aquilo que o faz bem, o outro acaba de iniciar sua busca ou simplesmente ainda não encontrou. Desta forma, humanos pequenos não se limitam apenas a adolescentes. Esta limitação é causada pela falta de conhecimento sobre como seu próprio ser funciona, e isto o impede de ter conhecimento além de si próprio, que neste caso seria coisas produzidas pela sociedade, como a cultura, economia e política. Isto foi dito no segundo verso, enquanto que o terceiro reforça sua falta de conhecimento sobre si próprio: ele sempre se encontra errado ou perdido, sintoma de quem não está conectado na realidade. Buscar alguém pra culpar, mesmo que inconscientemente, é um mecanismo freqüentemente utilizado para não assumir a responsabilidade daquilo que ele poderia melhorar, até mesmo porque ele não tem conhecimento para melhorar tais coisas. No ultimo verso dessa estrofe, é apresentada outra característica de pessoas que não conhecem como funcionam as coisas ao seu redor: por não conhecerem como funcionam as coisas ao redor e, portanto, não se envolverem com isto, a maioria de seus desejos costumam voltar a si mesmos. Por conseqüência, é muito comum supervalorizarem seus sentimentos em detrimento ao sentimento das outras pessoas. Porém, com o tempo, existe a tendência de eles aprenderem que é preciso observar a vida ao redor.
A linha de raciocínio da abertura da sexta estrofe se estabelece da seguinte forma: se uma pessoa está seguindo determinado caminho porque este caminho atrai seu instinto, a principal forma pela qual ela observará que este caminho não é bom é através do sofrimento. O fato de este caminho causar sofrimento a ela mostrará que este caminho não é bom, salve os distúrbios, que são caminhos ruins que não causam sofrimento de imediato, apenas após um longo período de tempo. A expansão de sentimento ocorrerá devido a expansão de conhecimento, assim como também devido a expansão de noção de quais coisas acontecem a seu redor. Quando obtido tal expansão, coisas que antes passavam despercebidas começam a ser notadas, é quando surge o cenário descrito no segundo verso. Esta enorme quantidade de informações novas fará com que a pessoa tenha várias oportunidades de estabelecer conexões com a realidade para iniciar seu processo de evolução. Porém, existem elementos em determinado caminho que a fará se sentir bem mais que nos outros, é este o caminho que ela provavelmente seguirá. Normalmente estes elementos estão relacionados aos desejos, algo que ela se envolveu ou desenvolveu durante seu processo de crescimento, e são eles que determinarão se a evolução será comum ou grande. Na ultima estrofe, ele assume a responsabilidade por fazer este algo que o faz bem melhorar através do esforço e conhecimento, é quando ela deixará de ser classificada como pequeno para se tornar uma das outras duas grandezas. Terminada a explicação, uma das coisas importantes é perceber que nenhuma grandeza humana é mais importante que outra. Iniciando o próximo poema.
A vontade de melhorar:
Está na guerra. – Lastro na agressão.
Está na religião. – Lastro na existência.
Está na ciência. – Lastro na realidade.
Está na política. – Lastro na educação.
Está na beleza. – Lastro na atração.
Está na família. – Lastro na afeição.
Está na riqueza. – Lastro na inteligência.
Está em mim e no meu esforço.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Peloponeso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9dia_rom%C3%A2ntica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo
A idéia para este poema surgiu durante uma conversa com meu amigo Bruno. Pelo o que eu lembre, ele estava querendo criar algum tipo de movimento pra ir de contra o movimento atual da nossa cultura, principalmente política. O que me incomodava na idéia, se bem lembro, é ele focar toda a preocupação em um só aspecto social, a política, como se, caso ela fosse resolvida, todos os problemas iriam juntos. A vontade de resolvê-lo parecia tanto que eu sentia que ele queria depositar muito esforço nesse objetivo, de modo a esquecer do equilíbrio da evolução. Porém, na tentativa de explicar a ele e às pessoas que estavam reunidas conosco que o humano sempre criou algo para esperar uma realidade melhor que a que tinha e não assumir a responsabilidade sobre sua evolução, eu dei origem a explicação desse poema. Para fins de comunicação, eu chamei este “algo” referido por mim anteriormente como vontade de melhorar, e então eu expliquei que durante a história, determinados valores eram tidos como a salvação da humanidade, e que, contudo, após possuí-los ou chegar ao máximo que eles tinham a beneficiar ao homem, novos valores eram postos no lugar. Foi então que surgiu a ordem expressa na lista que é o corpo deste “poema”. A intenção desta postagem agora será explicar o contexto histórico e o porquê tal lastro era o mais benéfico, na época.
O inicio se deu através das guerras. O homem, no inicio do seu desenvolvimento, agia com agressão para conseguir aquilo que desejava. Quando o desejo era uma área de plantio melhor possuída por outra tribo, então era natural que esta área fosse tomada a força, já que a cultura neolítica valorizava a agressividade. Tanto é que instrumentos foram construídos para o ataque e defesa. Neste contexto, é interessante observar que quando a vida ia ruim, observava-se, até mesmo pela falta de conhecimento, que a forma mais fácil de resolver era através da agressão. Por isto o lastro está direcionado a ela. A guerra do Peloponeso, embora muito depois do tempo referido a cima, demonstra que o humano ainda consegue coisas através da agressividade. Porém, agora não é a principal forma.
Após várias guerras, observou-se que as condições de vida não melhoram tanto, pois possuir ou não possuir terra era apenas uma questão temporária, pois logo outros povos viriam para dominar tais terras. Foi neste momento que o homem começou a ter conhecimento o suficiente pra observar a natureza a ponto de tentar prevê-la. Porém, os argumentos utilizados para tal previsão, devido ao desconhecimento de sua real causa, eram creditados a religiões politeístas. Porém, o conhecimento foi evoluindo e se observou que os deuses politeístas não existiam, mas o sentimento de religiosidade continuava. Isto permitiu que ela se transformasse em monoteísta, foi quando ela ganhou sua função atual: a de valorizar a existência de algo que fará com que a vida se torne melhor. Por isto o lastro na existência, que é a existência deste algo. A idade média demonstra que, duramente muito tempo, a religião foi muito forte na cultura. Isto porque, embora de forma inconsciente, ela direcionava o comportamento das pessoas de forma que fosse provado que algo existisse e desse expectativa de boa vida e pós-vida, independente da situação atual.
Após a idade média, a ciência começava a ganhar força. Foi percebido que a religião não ajudava tanto quanto se prometia, e isto colaborou para as pessoas migrarem a uma nova esperança para ter melhor qualidade de vida. A ciência surgida no positivismo prometia melhorar a vida das pessoas quando ela estivesse completamente desenvolvida, e isto motivou muita gente a se dedicar para desenvolver o pouco de ciência que se tinha. A questão é que a idéia que se tinha de ciência seria somente desenvolvida após muito tempo, pois desenvolver a ciência demanda muito mais tempo e esforço do que se imaginava. Além disto, com o surgimento da revolução industrial, se observou que não é a ciência que salvará as pessoas, mas sim as pessoas em si mesmas. Foi quando a valorização da ciência foi se diluindo e então a política foi entrando no lugar, pois a política era uma forma de organizar a ciência para que as pessoas melhorassem de vida.
O comunismo ganhou muita força por se aproveitar do lastro científico que várias pessoas ainda tinham. Isto porque ele utilizou conhecimentos matemáticos e históricos para afirmar que é possível, através de uma sociedade educada a agir de forma igualitária, que todos vivam com tudo o que é necessário para ter uma boa qualidade de vida. Porém, observou-se que educar as pessoas para se adaptarem a um sistema político totalmente racionalizado não é algo simples. É bastante complicado inclusive. A implementação do comunismo assim como de outros sistemas que tinham como objetivo educar a população a esquecer seu instinto e agir de forma padrão tendeu a falhar. Foi quando as pessoas deixaram de se preocupar com o todo e começaram a preocupar-se apenas consigo mesmas.
Foi neste período que a arte começou a ganhar força como item de consumo. As pessoas então começavam a valorizar aqueles que produziam a arte, que ganhavam dinheiro com isto. A arte trazia consigo muita novidade e muitos conhecimentos humanos, além de, também, conhecimentos técnicos e as vezes científicos. Gerava discussão que causava socialização, além de, as vezes, tratar sobre assuntos polêmicos e que, ao serem tratados, criava-se a atmosfera de aumentar a qualidade de vida da população. De qualquer forma, todo este furo foi sendo diluído por algumas camadas, que, ou não tinha dinheiro pra acompanhar o desenvolvendo da arte, ou estava preocupado com aspectos do trabalho e familiares. Contudo, a época ainda não era o capitalismo total, por isto a ter um bom núcleo familiar era o principal objetivo. A formação do núcleo familiar tradicional, mulher cuidado da casa, homem trabalhando, filho se desenvolvendo, era o que mais se desejava na época. Pessoas com este tipo de lastro, além de valorizarem os valores afetivos, também valorizam os valores nostálgicos. É o tipo de pessoa que acreditam que a presença de alguém ou a volta ao passado irá melhorar sua vida por completo.
Após os núcleos familiares começarem a se formar como desejado, os homens e mulheres começaram a não mais entenderem como um e outro funcionavam. Isto porque a formação do núcleo foi feita de forma artificial, pois o casal, ao se reunir, só idealizou até a parte deles estarem juntos, como núcleo familiar, e pensavam que apenas isto seria o suficiente para serem felizes. Contudo, após possuir o que desejavam, notou-se que era preciso mais. Alguns casais conseguiram sintonizar seus desejos e manter o núcleo familiar sem maiores distúrbios, porém outros foram obrigados a recorrer a outros caminhos para se sentirem satisfeitos. É exemplo do homem que começou a trair e da mulher que se sente sexualmente insatisfeita. Ambos prejudicando a criação do filho, que se torna rebelde. Foi quando a noção de núcleo familiar começou a se diluir, e os desejos individuais começaram a ser focados.
A partir do momento que as pessoas se focaram em sua própria individualidade, surgiu a necessidade de se tornar diferente dos outros. Desta forma, cada pessoa começa a originar seus próprios desejos daquilo que acha interessante. Entretanto, devido a enorme quantidade de coisas a se desejar na sociedade, principalmente o capitalismo com sua campanha publicitária, a falta de dinheiro começou a ser o maior empecilho. Foi então que o humano começou a valorizar a riqueza de forma geral, pois ela dará aquilo que ele precisa para seus desejos, geralmente consumismo vindo das propagandas, se tornarem real. O capitalismo acentuou isto devido a sua capacidade de dar a esperança de mobilidade de classe social. Então as pessoas começam a achar que são capazes de se tornar ricas se a sorte as ajudar, e também que saberão administrar isso com inteligência. Inteligência aqui está sendo usada no sentido mais amplo da palavra, não apenas inteligência intelectual, mas também emocional, corporal, etc. É se sustentando nesta inteligência que o desejo de riqueza se mantém.
No final, é revelado que a vontade de melhorar está em cada individuo e, que ao se juntar a um grupo e a um lastro, idealiza algo como coisa que irá melhorar a vida de todos. Porém, existe algo que todas estas coisas têm em comum, o esforço. É por isto que o esforço também faz parte da vontade de melhorar. Contudo, é importante observar que o melhoramento, em si, tanto ta na vontade de melhorar da pessoa, como no esforço, mas também em todas as coisas citadas anteriormente. Tanto é que é possível ver pessoas pensando em núcleo familiar, pensando em arte, pensando em ciência, tudo no mesmo ano em contextos culturais parecidos. Isto acontece devido ao enorme bombardeio de informações que a tecnologia nos trouxe. É complicado dizer se a humanidade irá imergir em algum novo tipo de esperança diferente dos anteriores ou se agora haverá um ambiente em que todos eles convivam. O que eu imagino é que haverá uma época, a qual a última estrofe se refere, em que o humano começará a tomar consciência de que sua evolução é produzida através de seu esforço, e utilizará os itens anteriores para evoluir e se sentir bem.
Conclusão:
Aqui finalizo esta postagem. Sinceramente, não sei se ela ficou bem escrita, mas o trabalho que me dará pra revisar isto tudo será outro dia inteiro, então eu não o farei. Espero que tenha ficado bem escrita e que fique claro o que eu quero transmitir através destes poemas. Eu estou começando a notar que to desenvolvendo o hábito de utilizar os termos no sentindo não convencional, e isto pode ser prejudicial à comunicação e a futuras interpretações. Até mesmo por isto, talvez, eu tenha feito tanta questão de escrever sobre estes poemas. A próxima postagem será sobre uma tabela bem interessante, a qual eu também utilizo termos no sentindo não convencional. Para finalizar, gostaria de comentar sobre como meu amigo Bruno relaciona esses termos com termos místicos, da cabala ou da astrologia, por exemplo. Isto me faz pensar se eles não encontraram a mesma coisa que eu estou encontrando agora, porém, sem a base teórica, e por isto tendo que por o misticismo para sustentar o conhecimento. Acho prepotência minha pensar nisto, pois o conhecimento místico está sendo construído faz tempo, e me comparar a isto é querer demais. Mas seria muito interessante. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.
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Devir Social
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Publicação: Um merda feliz e Domínio do conhecimento
Também é arte
Olá amigos. Cá estou eu escrevendo mais uma vez para o blog. Desta vez demorou para o velho senso de dever vencer a preguiça. Hoje irei falar sobre uns poemas, mas antes, vamos às novidades: continuo firme com minha rotina de estudo. Não tão pesada quanto eu gostaria, mas ainda sim forte se comparada a maioria dos estudantes. Junto a rotina de estudo, também preparei uma rotina de exercício que até o momento está me satisfazendo muito. Inclusive, hoje é dia, assim que terminar esta postagem. Embora eu esteja nesta rotina apertada, tenho tido algum tempo para ter algumas idéias. Na verdade, talvez até mesmo esta rotina apertada, que consiste de novos ambientes e costumes e me permite experimentar novas coisas, tenha inspirado alguma coisa. Provavelmente algumas destas coisas serão escritas aqui no blog, basta minha coragem deixar. Hoje, como já adiantado, só irei falar duas coisas que eu escrevi apenas à caráter experimental. Quis, de certa forma, sintetizar uma simbologia forte e que comunicasse o meu desejado. Foi disto que surgiram os dois poemas que serão mostrados a seguir, mas, desta vez, não farei comentários sobre eles. Pelo menos por enquanto.
Um merda feliz.
De que a felicidade é constituída?
Por definição, eu sou feito de merda.
Precisarei mudar para constituir uma felicidade?
Para que irei eu, um merda, querer viver?
Se nunca encontrarei a felicidade em lugar algum.
O que é preciso ter para possuir a felicidade?
Algum tipo de poder? Algum objeto comprável?
E os fracos e sem dinheiro, nunca serão felizes?
Crianças pobres morrem de fome e desejam comer,
Enquanto obesos ricos desejam emagrecer.
O que se nota nesta confusão sobre a felicidade,
É que ela não se encontra em objetos ou status.
Nem em classe social ou econômica, poder ou fama.
Todos buscam a felicidade, independente do que sejam.
Nisto se conclui que ela é imaterial, transcendental.
Nunca terão o suficiente aqueles que buscam erroneamente.
Para isto, terão de buscar naquele que é o lugar mais próximo,
Mais difícil e mais comum a todos: dentro de si mesmos.
Deste modo eu descubro de que se constitui a felicidade:
Ela se constitui do que eu sou, do que há dentro de mim.
É assim que mesmo sendo um merda, eu sei que sou feliz.
Este próximo não tem formato de poema, mas também foi sintetizado. Esclarecer que quando eu digo sintetizado, quero dizer que foi criado ao método de erro, tentativa e construção de acordo com o objetivo. Ou seja, não é algo que vem através e unicamente da inspiração, e que tende a demorar um ou dois dias, pelo menos, pra ser concluído. Este não tem título, mas qualquer referência da analogia do conhecimento sendo dominado igual a um cavalo selvagem é comôdo.
O conhecimento é como um cavalo selvagem. No começo parece indomável,
até que haja a coragem para a primeira tentativa. Haverá várias quedas,
mas a cada uma delas se notará que foi possível permanecer um pouco mais
no cavalo. Quanto mais forte ele for, mais preciosa será sua montaria. É
preciso ter força para cair e levantar tantas vezes forem necessárias
até dominá-lo, segurá-lo pelas rédeas e fazer dele o que bem quiser.
Encerramento: Enfim amigos. Espero que tenham gostado do que foi escrito por mim. Agora eu estou escutando Tuatha de Danann, ter jogado Settles Online, de alguma forma, me fez voltar a gostar dessa banda. Além disso, ela tem uma ótima sonoridade. Ainda continuo muito admirador da Lady Gaga, mas quero continuar explorando o mundo da música e não deixar a comodidade da velhice me possuir. Por falar em jogo, este jogo não tá atrapalhando muito a minha rotina de estudo pois, até agora, só precisa de meia hora por dia para fazer os ajustes na economia necessários. To gostando desse jogo também porque nele me sinto um arquiteto/economista, e isto me faz pensar sobre o quanto é difícil organizar uma cidade mal estruturada, e o quão é difícil também estruturar uma cidade. Os governadores devem ser pessoas com bastante conhecimento e boa vontade para ter paciência de absorver e utilizar de forma eficiente as ferramentas que o conhecimento traz. Boa noite a todos, até a próxima postagem.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Reflexões de fim de ano
Até o próximo ano. Parece longe, neh?
Olá a todos. Esta será a última postagem do ano, e nela não
virá nenhuma teoria consolidada, apenas reflexões mesmo. Na postagem passada, eu
expliquei que gostaria de iniciar alguns projetos nas férias, e realmente
iniciei. Comecei um novo blog dedicado a psicologia evolutiva e comecei a jogar
dota com os amigos. São duas experiências bem interessantes, vou comentar sobre
cada uma delas. Antes de começar, um pequeno aviso: não passei no vestibular.
Pois é, de fato, não me dediquei de modo adequado, e isto era esperado. Agora,
neste próximo ano, minha vida tomará rumos desconhecidos. É esquecer todas as
expectativas e me adequar ao que a realidade me der, e assim viver bem.
Primeiro sobre o blog, que se encontra neste endereço: Iniciei aquele o novo blog, www.apsicologiaevolutiva.blogspot.com, sua construção está sendo bem interessante, e embora eu tenha preguiça de iniciar cada novo texto, eu estou conseguindo manter a objetividade de cada um deles. Só não sei como exatamente este blog ganhará acessos ou servirá a sociedade, de qualquer modo, este não é meu objetivo primário, pois ao ver o blog se concretizando, sinto que estou aprimorando ainda mais minha capacidade de fazer projetos, sendo este o objetivo primário. Quem sabe, um dia, usarei estas habilidades em algum trabalho. Além disto, quero me livrar de vez da responsabilidade de divulgação da teoria. Ela estando online e com acesso facilitado ao conteúdo, se não for utilizada pelas pessoas, é porque ela não tem estrutura para ser utilizada em nossa sociedade, ou falta-me o conhecimento para estruturá-la de modo adequado, em ambos os casos, não posso fazer nada.
Agora vamos falar sobre o DotA, que é uma experiência muito interessante. Certamente um dia irei formalizar, neste blog, apenas para os fins de estudo próprio, as experiências adquiridas ao jogar dota. A guerra, seja lá qual for, é algo bem interessante. É um conjunto de sistemas que servem aos dois lados de batalha, e que cada lado tenta explorar ao máximo de modo a alcançar um resultado. Este resultado garante muita bonificação, e, sendo, portanto, o alvo de desejo. Estou falando sobre um conjunto de sistemas porque enquanto há o próprio dota, que é o jogo em si com regras delimitadas, há também os mecanismos que fazem o jogador aprender a jogar dota. Enquanto uns utilizam sites de ajuda, outros fazem testes durante o jogo, e outros seguem o conselho dos amigos, e além disto, alguns encontram amigos que sabem ensinar melhor que outros, usam sites melhores, ou tem sorte de iniciar com um personagem adequado a iniciantes.
Toda esta complexidade em aprendizagem se dá devido a riqueza de funções do jogo, que convergem a um objetivo: ganhar o game. Portanto, enquanto determinadas pessoas demoram uns dois meses para se adequar bem a determinada área, outras se dedicam a outras áreas. Quando ocorre o duelo entre duas pessoas, o que está sendo confrontado também é isto: qual delas escolheu, através de sua percepção, o sistema que trás mais resultado. Agora, imaginem isto numa guerra na realidade: pessoas duelando e explorando a realidade ao máximo em busca de formas de alcançar determinados resultados. Além disto, a pressão psicológica de quando não se conhece o inimigo, se ele está melhor que você, também faz parte da guerra. É algo bem complicado, que exige o máximo de esforço e de conhecimento para vencer.
Isto me lembra o big brother Brasil. Muitas pessoas o acham ruim, mas ele é uma zona de combate bem interessante. Cada participante sabe que realmente pode ganhar uma alta premiação, que mudará suas vidas. Ao entrarem no cenário do big brother, eles sabem que para vencer tem que fazer duas coisas: agradar ao publico e evitar o paredão. Para agradar ao publico, eles utilizam seus pré-conhecimentos sobre a sociedade a natureza humana para construir suas personalidades, para que com ela traga bom sentimento ao publico, embora eles não saibam se realmente estão ou não fazendo isto. A única situação que lhes dá informação sobre isto é o paredão, mas é um risco enorme entrar nele. Quanto a evitar os paredões, existem métodos bons e métodos ruins, e a escolha destes métodos irá ser sentido pelo publico e pelas pessoas da casa. Quanto as pessoas da casa, há mais informações, mas elas não são realmente o que interessam.
Já deu pra sentir a pressão, hein? Muitas pessoas não entendem isto. Bem, este tipo de pressão também pode ser sentido nos vestibulares, seleções de emprego ou em disputas de conquista de pessoas, como dois homens disputando por uma mulher. É muito aconselhável desenvolver conhecimentos para agüentar a pressão psicológica nestes tipos de ambientes, tanto quando o resultado for negativo como também negativo. A vida humana se tornou um conjunto de sistemas muito louco em que todas as pessoas estão inseridas e aprendendo a cada ano que vive, por isto merecem nosso respeito, mesmo quando não parecem produzir bons resultados em determinadas áreas. No fim, devemos nos contentar com aquilo que nosso esforço trás, pois, embora o sistema converge para um mesmo lugar, tudo pode ser resumido à sorte: sorte de ter nascido em boa posição da sociedade ou boa genética, sorte de ter conhecido as pessoas certas, sorte de ter aprendendo corretamente tudo aquilo que a vida tem a ensinar.
Enfim amigos, como ultima reflexão, meus blogs. O psicologia evolutiva, como falei, está meio sem expectativa de utilização, mas vou terminá-lo por dois motivos: primeiro, me focar menos na psicologia evolutiva em si, para me focar em outros projetos diretamente ligados na minha vida, e segundo: é bonitinho ver um projeto terminado, adoro olhar pro meu livro as vezes, além disso, vou aprender a ter paciência para concretização de projetos além de outras coisas, assim espero. No mais, desculpem-me a falta de revisão e abraço a todos.
Primeiro sobre o blog, que se encontra neste endereço: Iniciei aquele o novo blog, www.apsicologiaevolutiva.blogspot.com, sua construção está sendo bem interessante, e embora eu tenha preguiça de iniciar cada novo texto, eu estou conseguindo manter a objetividade de cada um deles. Só não sei como exatamente este blog ganhará acessos ou servirá a sociedade, de qualquer modo, este não é meu objetivo primário, pois ao ver o blog se concretizando, sinto que estou aprimorando ainda mais minha capacidade de fazer projetos, sendo este o objetivo primário. Quem sabe, um dia, usarei estas habilidades em algum trabalho. Além disto, quero me livrar de vez da responsabilidade de divulgação da teoria. Ela estando online e com acesso facilitado ao conteúdo, se não for utilizada pelas pessoas, é porque ela não tem estrutura para ser utilizada em nossa sociedade, ou falta-me o conhecimento para estruturá-la de modo adequado, em ambos os casos, não posso fazer nada.
Agora vamos falar sobre o DotA, que é uma experiência muito interessante. Certamente um dia irei formalizar, neste blog, apenas para os fins de estudo próprio, as experiências adquiridas ao jogar dota. A guerra, seja lá qual for, é algo bem interessante. É um conjunto de sistemas que servem aos dois lados de batalha, e que cada lado tenta explorar ao máximo de modo a alcançar um resultado. Este resultado garante muita bonificação, e, sendo, portanto, o alvo de desejo. Estou falando sobre um conjunto de sistemas porque enquanto há o próprio dota, que é o jogo em si com regras delimitadas, há também os mecanismos que fazem o jogador aprender a jogar dota. Enquanto uns utilizam sites de ajuda, outros fazem testes durante o jogo, e outros seguem o conselho dos amigos, e além disto, alguns encontram amigos que sabem ensinar melhor que outros, usam sites melhores, ou tem sorte de iniciar com um personagem adequado a iniciantes.
Toda esta complexidade em aprendizagem se dá devido a riqueza de funções do jogo, que convergem a um objetivo: ganhar o game. Portanto, enquanto determinadas pessoas demoram uns dois meses para se adequar bem a determinada área, outras se dedicam a outras áreas. Quando ocorre o duelo entre duas pessoas, o que está sendo confrontado também é isto: qual delas escolheu, através de sua percepção, o sistema que trás mais resultado. Agora, imaginem isto numa guerra na realidade: pessoas duelando e explorando a realidade ao máximo em busca de formas de alcançar determinados resultados. Além disto, a pressão psicológica de quando não se conhece o inimigo, se ele está melhor que você, também faz parte da guerra. É algo bem complicado, que exige o máximo de esforço e de conhecimento para vencer.
Isto me lembra o big brother Brasil. Muitas pessoas o acham ruim, mas ele é uma zona de combate bem interessante. Cada participante sabe que realmente pode ganhar uma alta premiação, que mudará suas vidas. Ao entrarem no cenário do big brother, eles sabem que para vencer tem que fazer duas coisas: agradar ao publico e evitar o paredão. Para agradar ao publico, eles utilizam seus pré-conhecimentos sobre a sociedade a natureza humana para construir suas personalidades, para que com ela traga bom sentimento ao publico, embora eles não saibam se realmente estão ou não fazendo isto. A única situação que lhes dá informação sobre isto é o paredão, mas é um risco enorme entrar nele. Quanto a evitar os paredões, existem métodos bons e métodos ruins, e a escolha destes métodos irá ser sentido pelo publico e pelas pessoas da casa. Quanto as pessoas da casa, há mais informações, mas elas não são realmente o que interessam.
Já deu pra sentir a pressão, hein? Muitas pessoas não entendem isto. Bem, este tipo de pressão também pode ser sentido nos vestibulares, seleções de emprego ou em disputas de conquista de pessoas, como dois homens disputando por uma mulher. É muito aconselhável desenvolver conhecimentos para agüentar a pressão psicológica nestes tipos de ambientes, tanto quando o resultado for negativo como também negativo. A vida humana se tornou um conjunto de sistemas muito louco em que todas as pessoas estão inseridas e aprendendo a cada ano que vive, por isto merecem nosso respeito, mesmo quando não parecem produzir bons resultados em determinadas áreas. No fim, devemos nos contentar com aquilo que nosso esforço trás, pois, embora o sistema converge para um mesmo lugar, tudo pode ser resumido à sorte: sorte de ter nascido em boa posição da sociedade ou boa genética, sorte de ter conhecido as pessoas certas, sorte de ter aprendendo corretamente tudo aquilo que a vida tem a ensinar.
Enfim amigos, como ultima reflexão, meus blogs. O psicologia evolutiva, como falei, está meio sem expectativa de utilização, mas vou terminá-lo por dois motivos: primeiro, me focar menos na psicologia evolutiva em si, para me focar em outros projetos diretamente ligados na minha vida, e segundo: é bonitinho ver um projeto terminado, adoro olhar pro meu livro as vezes, além disso, vou aprender a ter paciência para concretização de projetos além de outras coisas, assim espero. No mais, desculpem-me a falta de revisão e abraço a todos.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Racionalismo de Descartes com P.E e novo nome do blog
Princípios da Verdade
Olá a todos. Hoje eu escrevo para demonstrar a interessante coincidência entre minhas idéias e as idéias do Descartes, e também sobre a psicologia evolutiva junto a isto. Mas antes disso, vamos as novidades: Esta semana foi longa e um tanto cansativa, meu sono desregulado me fez ficar duas vezes consecutivas 24h sem dormir. Meus neurônios que me perdoem. Também continuo estudando para o vestibular através da escola e do curso pré-vestibular, embora eu não tenha feito tarefas, o que certamente atrapalha a absorção dos conteúdos. Hoje tive um aulão de redação e estou a pensar sobre a função do texto dissertativo, e qual metodologia usar para alcançar o resultado desejado, to chegando a algumas conclusões e postarei depois no blog. E agora a última novidade que também se relaciona com o tema da postagem de hoje: terminei ontem de ler um livro chamado “O discurso do método”, de René Descartes. Agora vamos a postagem. (texto iniciado em 06/080/11)
PARTE 1 - Um pouco de história
Há mais ou menos quatro anos atrás eu iniciei esse blog para escrever sobre o que eu quisesse, sem pretensão alguma, tanto é que o nome escolhido pra ele foi algo meio acaso: o nome de uma música chamada The prodigy, que na época eu escutava muito. Após ver a tradução do nome da música, pensei em algo se encaixasse com o seu significado, foi então que eu criei a frase contida na apresentação do blog logo abaixo do nome. A frase permaneceu até hoje, pois ela tange um princípio seguido por mim desde aquela época: buscar saber o porquê de todas as coisas. Este princípio foi definido por mim ainda na infância, lá pros 13~14 anos, por causa de uma aula de história cujo professor, que eu não lembro ao certo, citou a seguinte frase do Platão (ou Sócrates, também não lembro): “Tudo há um porquê”. Apeguei-me fortemente a este princípio porque na época eu tinha dificuldades de socialização, bem como alguma iniciação no campo filosófico. Já não tenha grandes coisas a perder, então busquei ganhar através da filosofia.
Fui amadurecendo e entrando em contato com várias pessoas e tendo várias imagens de filosofia. Uma delas, não sei bem porquê, é que os filósofos não fazem nada além de pensar, e eu via que apenas o pensamento não levaria a ninguém a lugar nenhum, pois precisamos trabalhar e fazer outras coisas. A outra é que a maioria das pessoas que tinham pensamentos complexos de filosofia, o faziam para se sentir superiores, pois as vezes que tentei discutir com elas no Orkut, o mínimo erro era o suficiente pra me porem numa posição de inferioridade (não de aprendizagem), e, muitas vezes, tal pensamento complexo não melhorava em nada a vida daquelas pessoas, nem sequer estavam ligados a alguma atividade que elas fazem dia-a-dia. Descartes também percebe e descreve isto no seu livro. Foi nesta época também que eu estava iniciando minhas primeiras teorias matemáticas e tendo a experiência do que, de fato, é a ciência. Foi quando com tais experiências eu percebi e resolvi construir minha própria ciência e filosofia, utilizando as informações externas apenas como dados a serem avaliados.
Foi através disto que eu dediquei muito tempo ao entendimento de comportamentos simples na matemática, como os dos monômios, polinômios, regra de sinais, até chegar às propriedades básicas do mecanismo matemático, que é sempre que somarmos uma unidade a outra haverá duas unidades, a menos que algo seja diferente. Adotando tal propriedade ao nosso universo, cheguei ao determinismo, e isto foi o que me fez perceber que todo o resultado, todas as atitudes humanas, todo o comportamento da natureza, tudo realmente havia um motivo e poderia ser descoberto e transformado em fórmula ou pelo menos em previsões aproximadas. Nas dificuldades de investigação, acabei seguindo o seguinte conselho: fazer as coisas mais complicadas do modo mais simples (não tenho certeza se isto é uma citação do Einstein, mas lembro que da fonte que eu peguei dizia que sim). Isto me ajudava muito em várias das investigações sobre os assuntos escolares, e este princípio da simplificação é também é adotado por Descartes em o método do discurso.
Neste mesmo tempo eu já estava entrando em contato com a teoria da evolução e teoria da relatividade e estudando as duas. Também buscava compreender o comportamento humano, e dado momento encontrei, na internet, a comunidade “Psicologia evolutiva”, e associei automaticamente a evolução ao mecanismo do cérebro humano. Este foi um tema que continuei a pesquisar e desenvolver por alguns anos. Contei este pequeno resumo para justificar, em parte, meu orgulho em não gostar de ler ou adotar teorias sem que haja, de fato, um motivo que me o faça fazer. Mas há pouco tempo eu notei que estou chegando a um nível profissional, e por isso necessito de resultados. Resolvi então tentar me abrir, mas mantendo minha atenção em que tipos de teorias eu iria reter, e buscar saber o porquê delas, em que fato elas se baseiam pra existir. Resolvi então, também por incentivo (e empréstimo) do meu amigo Bruno Pontual, a ler Descartes – O discurso do método -. Foi então que, para minha enorme surpresa, ele chegou a conclusões parecidas com as minhas sobre a maioria das coisas, inclusive sobre o objetivo e funcionamento da filosofia, e trabalhou bastante (imagino) pra encontrar modos bastante satisfatórios de repassar tais pensamentos (mas ainda sim necessitando de bastante atenção para um leigo absorver o conteúdo).
Achei surpreendente como alguém há 300~400 anos tenha chegado às mesmas conclusões que eu. E é fácil entender os motivos disto: utilizamos as mesmas tecnologias de pensamento e tivemos acesso a mais ou menos os mesmos dados, e por isso chegamos a várias conclusões parecidas. As tecnologias de pensamento foram desenvolvidas utilizando as mesmas inspirações: o distanciamento de quaisquer outras filosofias (pois naquela época ele também notou que algumas pessoas utilizavam a filosofia como arma instintiva), além da inspiração dos princípios das ciências exatas, pois ele também era matemático e inclusive desenvolveu coisas como o plano cartesiano. Vou além: assim como ele, também acredito que é esta a metodologia que nos leva a encontrar a verdade, prova a maior prova disto é que elas produzem tecnologias capazes de prever e manipular os objetos da realidade, e através disto organizá-los de modo a aumentar a qualidade de vida humana.
PARTE 2 – Objetivo da idéia
Durante o meu desenvolvimento científico, em que eu pesquisava apenas por achar interessante, e que a maioria das pesquisas eram superficiais, comecei a me perguntar pra que serve a ciência e filosofia, cheguei a conclusão dita a cima, também alcançada por Descartes, porém, em vez de utilizar “qualidade de vida”, que para a psicologia evolutiva significa “mais chances de sobreviver e reproduzir”, ele fala em “bem-estar”. Entendam que para mim, que acabei seguindo mesmo sem querer o método filosofo (ou científico), a psicologia evolutiva é uma ferramenta alcançada através do pressuposto da evolução, e imagino que se Descartes tivesse acesso a teoria da evolução em sua total profundidade, bem como a mesma dedicação e acesso a informações complementares que me fizeram associar a evolução ao mecanismo cerebral, ele teria também chegado a psicologia evolutiva, a ferramenta que atualmente eu mais me empenho e me guio.
Na verdade, quaisquer pessoas com o devido apego aos métodos científicos bem como as informações necessárias chegariam a tais conclusões, pois elas refletem o que a realidade dos fatos e experiências mostram. Contudo, muitas vezes a intelectualidade é usada como arma instintiva para rebaixar determinada classe de humanos que não possui tal conhecimento, e por conseqüência, ele perde sua virtude de ser produzido para melhorar a qualidade de vida e ser utilizado apenas a este fim. Utilizar o conhecimento para outros fins, como uma arma instintiva ou anti-evolutiva, pode ser decorrente de um distúrbio, que pode gerar ainda outros distúrbios, como o afastamento das pessoas comuns a prática da racionalidade simples e edificadora, o que certamente diminui a produção social como um todo.
Em “O discurso do método”, Descartes tenta fazer, assim como eu, com que as pessoas comuns consigam adquirir e, além disso, produzir conhecimentos, para assim também produzir tecnologias das mais simples até as mais ou menos complicadas (visto que as complicadas estariam a nível profissional), mas que melhoram significativamente o dia-a-dia delas. É preciso reconhecer, entretanto, que o processo de amadurecimento intelectual é árduo e que precisa ser bem conduzido para que não haja distúrbios parecidos com os citados anteriormente, isto porque, devemos sempre lembrar, o humano é uma maquina instintiva, e embora possa dominar e criar novas funções lógicas de acordo com o que sente necessário, o que ele “sente” continuará sendo as propriedades do instinto até que ele deixe de ser humano, e este instinto poderá o conduzir a um caminho confuso ou contrário.
Dominar este universo da lógica não é fácil, já que é necessário muito esforço e constantemente nos deparamos com nossa própria realidade instintiva, algo que pode não ser fácil para alguns, principalmente aqueles que constroem uma imagem de si mesmos, seja social ou instintiva, baseada em mentira. Seria, portanto, até mesmo interessante nós começarmos a treinar nossas crianças numa filosofia que busque o encontro da verdade (e não ponto de vista) desde já, e não apenas ou até mesmo em substituição a uma filosofia que busque a aquisição de poderes instintivos fora do contexto da realidade, como eu imagino que deva ser com aquelas famílias que ensinam a seus filhos a como burlar sistemas sociais ou mesmo não os guiam e dão maus exemplos.
PARTE 3 – Sobre o racionalismo evolutivo
Conversando com o Bruno P. sobre Descartes, me foi dito que o racionalismo de Descartes foi atacado por outros pensadores. Em busca de maiores informações, fui pesquisar no Wikipédia e descobri o Empirismo. Enquanto o racionalismo diz que todas as coisas podem ser entendidas através apenas da razão, o empirismo diz que o humano precisa experimentar para entender. Eu considero que as duas sejam corretas e estejam reunidas no empirismo lógico, e mais precisamente na seguinte conclusão: quando um humano for capaz de sentir a lógica em toda sua plenitude, ele se tornará racionalista ou algo muito próximo disto, salvo a necessidade de conhecer profundamente os dados com os quais trabalha. Este “sentir a lógica” pode ser bastante presente nos estudos matemáticos, e por isso eu os aprecio tanto, embora também possa ser notado em outras propriedades da natureza.
Pressuponho, porém, que este racionalismo empírico não deva ser o suficiente pra entender e provar toda complexidade humana, principalmente nos séculos onde a teoria da evolução mal tinha sido descoberta. Na impossibilidade prática da reunião de todas as variáveis decorrentes das ações humanas, é difícil montar uma teoria e/ou ao menos definir uma essência que explique toda esta variância. Imagino que por causa disto os estudos quanto à essência humana entre os racionalistas tenha variado muito, já que cada um deles interpreta os comportamentos humanos de acordo com sua visão empírica do mundo. Devido a variação de teorias, imagino que a criação de técnicas também tenha sido algo dificultoso, o que fez com que os racionalistas tivessem um baixa resultado em seus objetivos no meio social, buscando como alternativa o método da tentativa impulsiva e da reprodução dos bons resultados sem perder tempo buscando os motivos.
Observemos que os matemáticos (e/ou racionalistas) buscam compreender a matemática dos seus princípios simples, criando fórmulas, que são o resumo da lógica, e usar estas fórmulas em problemas mais complicados, para resolvê-los e encontrar uma fórmula também para tais problemas complexos (vide logaritmo, que deriva da potenciação, que deriva da multiplicação, que deriva da soma, que deriva do sistema numérico). Eles buscam isto porque sabem que com uma matemática avançada é possível resolver vários problemas de física, química, e com isto desenvolver tecnologias, como a medicina, que melhore a nossa qualidade de vida. Porém, por qual motivo estudar o comportamento humano, se o humano é tão complicado a ponto de dificilmente se desenvolver uma teoria que possa descobrir sua essência, e com isto não desenvolver técnicas para interagir com outros humanos? Imagino que seja isto o que desmotiva as pessoas a estudarem os humanos, embarcando no método descrito no final do parágrafo anterior.
Este método de tentativa impulsiva é bastante interessante para recolher informações para futuros estudos, mas basear a vida apenas nele nos impede de entender mais profundamente os mecanismos humanos e, portanto, de aperfeiçoar seu funcionamento (o que resulta no aumento de qualidade de vida). Outro problema deste método é que ele pode expor os humanos a situações bastante confusas e agressivas ao seu instinto, o que gera a tendência de desenvolvimento de distúrbios. Se o humano não se conhecer tão profundamente a ponto de perceber isto e impedir, ou se acontecer, entender e remediar, ele desenvolverá distúrbios que poderá gerar mais distúrbios. Daí a necessidade de conhecer racionalmente o mecanismo humano. O que pode diferenciar os racionalistas atuais dos antigamente, é que eles não tinham informações o suficiente para chegar à psicologia evolutiva que é, segundo minhas observações, a base de qualquer comportamento humano.
PARTE 4 – Considerações finais
Para unir a conclusão de Descartes, em “o discurso do método”, sobre o porquê e como utilizar o estudo da filosofia (que segundo minhas considerações, filosofia é a ciência que estuda as ciências de uma maneira geral) e da lógica para entender o mundo e se utilizar da melhor forma possível deste entendimento, escrevo esta consideração. Como explicado na ultima parte, eu considero que a psicologia evolutiva é uma excelente ferramenta para entender os humanos, bem como, por exemplo, a matemática é uma excelente ferramenta para entender todo universo que envolva números. É com a utilização destas ferramentas, bem como o desenvolvimento da lógica e filosofia, que os humanos terão maior oportunidade de melhorar sua qualidade de vida como um todo (não esquecendo do estudo das outras matérias).
Isto explica também meu esforço em desenvolver a psicologia evolutiva, já que eu pelo o que eu percebo, sou o único que a desenvolve com esta abordagem e não consigo (nem vejo motivos claros) de deixar de nutrir esperanças de que esta teoria um dia poderá fazer bem a muitos (sem contar que construir teorias é algo divertido pra passar o tempo e que a P.E. ajuda bastante minha vida pessoal). Enfim, em minhas idéias mais utópicas, realmente chego a pensar numa sociedade com uma cultura racionalizada e com base numa evolução definida e equilibrada, mediada pelo racional. Imagino, entretanto, que a transição deverá ser bastante demorada, algo em torno de gerações, e que o sistema deverá ser bem administrado pra não conter falhas de educação, que como hoje, iria privilegiar algumas pessoas e prejudicar outras.
Essa postagem também demonstra um pouco de um novo posicionamento que eu estou tentando tomar em relação às ciências, que é buscar novos fatos e idéias para analisá-los em vez de apenas resumir-me as minhas experiências pessoais. Isto significa ler livros e idéias de outros autores, o que antes me dava uma acerta apreensão gerada pela falta de definição das ações que me conduziram ao que sou hoje e o medo de me tornar igual a aqueles que me prejudicaram. Hoje, com a ajuda do discurso do método, se torna definido. E o que é? É a busca pela verdade que possa ser comprovada através dos fatos e não dos sentidos ou pontos de vista, já que ela pode melhorar nossa experiência na terra. (com o conhecimento da verdade se faz a técnica, que é a manipulação de seus elementos com o objetivo de algum resultado. Não lembro se havia feito essa observação).
Enfim, parágrafo de encerramento. Não me vem mais nada a cabeça sobre este assunto. Espero, novamente, ter sido menos redundante e mais objetivo. Também é altamente aconselhável que se leia o “Discurso do método”, e para aqueles que não sabem, eu escrevi um livro que fala sobre psicologia evolutiva, que em sua quinta edição pode ser encontrado neste blog. No mais, tava até pensando em mudar o nome do blog para algo como “O discurso do método”, mas não é exatamente a formulação que eu quero. Quero algo que busque a verdade, embora “O discurso do método” já indique isto a princípio. Vou ver isso depois. Abraços a todos e até a próxima postagem.
- - - - - - - - - - - - - - - - Pós-Escrito - - - - - - - - - - - - - - -
Na verdade a intenção inicial desta postagem era anunciar a mudança de nome do blog. Mas acabei me animando mudando o foco. No final, percebi que a postagem ficou aproveitavel, mas não me sentia avontade com o novo nome que pretendia dar, que era "O discurso do método". Embora este nome esteja indiretamente ligado com a busca da verdade, que é o objetivo da aplicação do método proposto por Descartes, ele não esta diretamente ligado isto, e era o que me incomada, já que eu buscava um nome que estivesse diretamente ligado a isto, tanto para os conhecedores quanto para os leigos. Após algum tempo vendo outras coisas (não lembro exatamente o quê, parece que o texto que a littlebee postou lá no forum), comecei a pensar sobre o conhecimento e a verdade, daí então surgiu "Princípios da verdade", que pra mim é um bom nome para este meu blog, já que ele também está diretamente ligado a o que me moveu por muito tempo, que é a busca da verdade. Então, esta postagem também anuncia em substituição do nome "Thier Law" este novo nome do blog, "Princípios da Verdade".
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sábado, 18 de junho de 2011
Publicações do novo poema "Quem sou eu" e do folheto de divulgação
Publicações
Olá a todos. Esta é apenas uma pequena postagem para postar duas coisas produzidas por mim e escrever sobre o que eu pretendo falar futuramente. Sobre o que eu pretendo escrever será: a importância da imagem em vários aspectos da vida; merda, esqueci a outra coisa, mas acho que era essa postagem mesmo. Bem senhores, essa semana eu não resisti e acabei voltando a usar o Orkut. Embora eu tenha perdido meu outro perfil tragicamente, com todas as comunidades que eu tanto gostava e todo o meu registro nele contido, a vida continua. Logicamente que eu não vou ter o mesmo apego que eu tinha antes, mas ainda sim eu valorizo um perfil bem organizado. Por isso, e por não me identificar mais com o antigo, acabei escrevendo outro poema para o “Quem sou eu”. Outra coisa que eu farei próxima semana é mandar um pequeno folheto para vários departamentos de psicologia das faculdades da região, cuja intenção estará contida nele. Vou publicar estas duas coisas hoje, vamos as publicações: Primeiro o quem sou eu ou, atualmente, sobre o Leandro:
Eu me configuro:
Sou uma máquina de sentimentos meus amigos.
Eu me sinto:
Vou explorar tudo o que a boa evolução tem a dar.
Mais sobre mim:
http://barnabasspenser.blogspot.com/
http://youtube.com/user/Kingreey
http://twitter.com/Kingreey
Agora o folheto:
Caros leitores, sou um pesquisador amador que desenvolveu uma tese e precisa de ajuda para validá-la e divulgá-la nos conformes científicos. Tal tese se trata da psicologia evolutiva, que busca entender a psique humana pré-supondo que ela foi moldada através de mecanismos que a tragam maiores chances de sobreviver e reproduzir. Tenho trabalhado nisto há algum tempo, e embora não tenha detalhamentos técnicos, a essência da idéia têm se mostrado muito prática na investigação do comportamento humano, tendo potencial, inclusive, de definir alguns conceitos até então subjetivos, como o amor, bem e mal, distúrbios, dentre outras coisas. Embora eu saiba que já existam pesquisadores que estudem este ramo da psicologia, acredito ter desenvolvido um ponto de vista próprio e eficiente, e é também objetivo deste folheto buscar a certeza disto. Interessados podem entrar em contato comigo através do e-mail: barnabas-spenser@hotmail.com
Pronto, publicações feitas. Só queria deixar registrado também que eu estou notando algumas mudanças de comportamento em mim, algo mais humanizado. Estou achando interessante tudo isso, embora eu deva organizar e processar ainda. Só não sei quando farei isso. Talvez ainda haja modificações no folheto, no poema do quem sou eu dificilmente.
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domingo, 12 de junho de 2011
Hipoteses sobre D. Casmurro e novidades gerais
Ponto de vista
Olá a todos. Cada vez mais difícil atualizar esse blog, hoje não sei se começo pelas novidades ou se parto logo para a postagem de hoje, cujo tema eu também não sei qual será. Vamos para as novidades. Está decidido que eu irei divulgar minhas teorias nas faculdades, vou fazer isso escrevendo um pequeno folheto, que irá ser entregue nos departamentos de psicologia de faculdades publicas e particulares, convidando os interessados a me ajudarem a formalizar a teoria nos conformes científicos. Devo admitir que bate certos sentimentos de receio e medo, tanto para se der errado quanto para se der certo, mas eu devo enfrentar a responsabilidade das minhas idéias para saber seguramente quem eu sou. Além disso, também tenho tido alguns avanços teóricos quanto ao estilo de vida humano, tanto no aspecto reprodutivo como também de sobrevivência. Ambas as conclusões se baseiam na premissa que o humano deve procurar o que melhor a realidade pode lhe oferecer, e esta premissa se deriva das conclusões da psicologia evolutiva, onde o “melhor” é “boa evolução” neste caso. Houve outros pequenos avanços técnicos na preparação de redações e entendimento dos signos, que de alguma forma se relacionam com a eficiência de estud, mas estes são irrelevantes para o momento. Vou continuar mantendo meu plano original e escrever hoje sobre minha teoria do livro D. Casmurro.
Meu professor de literatura nos passou o livro D. Casmurro para ser lido estas semanas e para ser usado como base de uma prova tem um bom peso na média. No final do período de leitura, eu já tendo terminado o livro, ele comentou conosco sobre as hipóteses de objetivo da história, explicando que Machado de Assis quis fazer uma crítica a sociedade que valorizava os direitos masculinos a cima de tudo, já que apenas ficaríamos com pena do Bentinho, enquanto nem sequer chegamos a conhecer a versão da Capitu sobre os fatos. Também comentou que como os fatos foram explicados apenas por Bentinho, aquela pode não ser a total realidade dos acontecimentos, tendo então Bentinho, por causa do seu ciúme obsessivo, nos mostrado uma realidade confusa ou mesmo ilusória, como a cisma, que pode ser verdadeira ou não, de que seu filho se parece com o Escobar. Tudo isto tem uma coerência bastante convincente, mas o que realmente me irrita é apenas uma coisa: porque Capitu e Bentinho tiveram apenas um filho, e porque este único filho se parece com o Escobar - se isto realmente for verdade, e não apenas ilusão do bentinho -? Pois é nisto, e somente nisto, que se baseia minha teoria meus amigos. Lá vai ela.
Capitu era uma garota relativamente pobre, mas muito bonita e inteligente. Teve boa educação por parte dos seus pais e contato com amizades femininas. Por ser pobre e também ter contato com o universo dos ricos, também desejará se tornar rica, mas sua educação a fez desejar fazer isto de forma honesta. Para tal, ela observava curiosamente todo aquele universo para tentá-lo entendê-lo, aprendendo deste modo, as artimanhas do instinto humano. Sua relação com Bentinho foi sincera, ela o amava, embora este amor não se configurasse uma paixão. Ela via em Bentinho tudo o que ela desejava para o futuro, não apenas como homem, mas também como estrutura familiar e social. Enquanto que ela já tinha visão de mundo e sabia o que queria, construindo uma linha de pensamento bastante rica para alcançar seu objetivo, Bentinho ia apenas vivendo sem objetivos definidos e com a confusão do seminário na sua cabeça. Por causa disto, Capitu acabou se desenvolvendo muito mais rapidamente que o Bentinho, e além do seu maior poder instintivo por natureza, já que ela é uma jovem fêmea, também desenvolveu um poder racional que auxilia na melhoria deste poder instintivo. Bentinho sentia isso e daí vinha sua paixão por ela.
Notemos que enquanto Bentinho para Capitu era um projeto de vida, um amor, Capitu para Bentinho era uma paixão, um desejo de posse, misturado também com amor. Eles cresceram e se casaram, Bentinho desenvolveu bem seus poderes sociais e Capitu continuava com um altíssimo poder instintivo se comparado as demais fêmeas da época. Acontece que em dado momento do casamento, o desejo por um filho chega ao casal, e por motivos desconhecidos, eles não conseguem tê-lo. Quais motivos são estes que motivaram a apreensão do casal? É aqui que se encontra o ápice da minha hipótese: Bentinho era estéreo. Capitu, muito desejosa de ter um filho e criá-lo junto a Bentinho, achou como solução ter um filho ter um filho com Escobar, o melhor amigo do seu marido, tudo em segredo e dissimuladamente por causa do ciúme de seu marido. Percebam que isto faz algum sentido quando lembramos que Capitu aprendeu a dissimular bem seus sentimentos desde criança, e que contar a Bentinho que ele era estéreo poderia fazê-lo muito mal, então ela articulou com o Escobar o que já foi dito aqui. Isto explica duas coisas: porque o casal não teve outro filho e porque o filho de Bentinho se parece tanto com o Escobar.
Existem fatores que podem quebrar minha teoria, e eu os vou considerar agora. Não conhecendo muito sobre medicina e sobre os costumes daquela época, existe a possibilidade de ter poucos filhos ser uma coisa comum, embora eu não acredite nisso. Um casal rico ter apenas um filho por quê? O segundo questionamento é porque a Capitu nunca disse ao Bentinho a verdade através das tantas cartas que eles enviavam-se no durante a parte final do livro. Mas imagino que possa haver motivos, como orgulho, vingança ou sentimento de injustiça. Afinal, Capitu fez tanto por Bentinho e ele a retribuiu com ciúme e acusações, pois afinal, se pensarmos friamente, mesmo que Capitu tenha engravidado de Escobar para dar o filho ao Bentinho, ela fez isso pelo casal. De alguma forma foi um ato de amor. Nas cartas trocadas pelo casal no final do livro, sinto que Capitu ainda desejava carinho ao bentinho, como quem espera que ele mude de idéia e a traga de volta para que ambos possam ser felizes. Capitu sabia amar si mesma, por isso ela agüentou a distancia e ficar sozinha. Podemos ainda compor outras possibilidades de baixíssima probabilidade, e que de tão baixas eu não chego a acreditar, como a de Escobar e Capitu terem tido um caso, ou ela ter uma paixão secreta por Escobar, mas nunca ter revelado.
Enfim, devo terminar esta postagem elogiando as escrituras de Machado de Assis, realmente muito boa. Pra falar a verdade, espero que o professor da minha escola passe outro livro dele. Também penso escrever algo, ou mesmo filmar com o meu amigo Bruno, sobre o tema de entretenimento como indústria e como fonte de conhecimento humano. No mais, espero que gostem da minha teoria e foi legal ter perdido uns quarenta minutos escrevendo isso, desculpem-me pela repetição de nomes que possa ter havido, talvez depois eu revise. Até mais a todos e abraços.
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PS: Não sei se escrevi sobre isso antes, mas se não escrevesse agora, iria ficar encucado. Acredito que a probabilidade da teoria que o professor propôs seja mais adquada que a minha seja maior, pois ela foi composta por críticos literários que conhecem mais a filosofia do Machado de Assis. Porém, ainda sim, acredito que ele possa ter feito esta história pra mostrar que o ciúme e a insegurança pode estragar o casamento, já que a Capitu fez algo pro bem de Bentinho e ele retribuiu mandando-a para Londres e se afastando do filho do casal. Enfim, era apenas isso.
Postado por:
Devir Social
às
13:57:00
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