Introdução:
Olá amigos. Daqui a umas semanas será a prova, e eu não estou estudando. É difícil mudar este comportamento, mas amanhã tentarei fazer algum esforço para o ENEM. Quanto as novidades, passei a semana fazendo um CD de dança bem legal. Poucos erros foram encontrados, e vai ser interessante utilizá-lo como forma de ficar mais saudável e com maiores conhecimentos sobre linguagem corporal, sem contar que o trabalho de arte deste CD, especificamente, ficou ótimo, é bonito de se ver. Também continuo trabalhando nos poemas com o tema “o humano consciente de si”, estão ficando interessantes, de alguma forma. Pretendo escrever um ensaio para cada um deles, e alguns, inclusive, eu já escrevi. Isto será outro algo trabalhoso. Hoje eu tirei o dia para escrever um poema e agora escrever sobre os temas de hoje, que são fruto do meu empenho em entender as nuances consciente e inconsciente. Também vou postar alguns poemas da citada temática anterior, sendo que um deles não faz parte necessariamente da temática, e provavelmente em outra postagem irei fazer um ensaio sobre eles.
Considerações sobre o consciente e o inconsciente:
Antigamente eu já tinha feito algumas hipóteses sobre como funciona o cérebro humano, inclusive, fiz um diagrama para representar isso (link aqui). Neste diagrama, eu apresentei o funcionamento geral do cérebro, com a entrada de informações e o fluxo delas entre as memórias e a saída. Eu ainda penso que o cérebro funciona de modo semelhante ao apresentado neste diagrama, e será em cima deste esquema que iremos trabalhar, embora eu precise fazer uma atualização deste gráfico com minhas mais recentes descobertas. Sendo assim, assumiremos que o “Consciente” é o módulo de simulação, e que o “inconsciente” é o conjunto de pré-definições que estão na memória. Minha intenção é explicar como acontece, de forma mecânica, a relação entre o consciente e inconsciente. Embora eu já possa ter feito isto antigamente, suponho que agora eu um aprofundamento teórico maior pra fazer esse tipo de análise. Antes de continuar, é preciso levar em consideração os conhecimentos desta postagem: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html
As pré-definições instintivas são resultado das experiências armazenadas na memória e os sentimentos relacionados a elas. Se determinada simbologia é associada a um sentimento, sempre que esta simbologia for invocada, o sentimento irá junto. Isto acontece de forma inconsciente, ou seja, independente da vontade da pessoa, sempre que ela acionar uma simbologia na sua memória, o sentimento associado a esta simbologia irá junto. É quando entramos no módulo de simulação, ou no consciente. Lá ocorrem as associações entre memórias, experiências de forma controlada e as operações lógicas. De modo geral, é quando o instinto trabalha em cada experiência de forma individual, tem a liberdade de simular variações destas experiências e pensar nas possibilidades de atitudes e em como as coisas podiam ser diferentes. Desta forma, após interpretar a experiência de modo diferente após analisar as possibilidades, o inconsciente poderá associar aquela experiência a novos sentimentos ou poderá extrair novos comportamentos, que irá influenciar no modo como ele agirá em situação parecida.
Diferente do inconsciente, o consciente pode ser trabalhado de forma mais livre. A quantidade de informações que são invocadas enquanto o humano está mais consciente é maior, ou seja, quando ele encontra uma simbologia, ele sente se precisa de novas informações para interpretar aquilo e vai procurar ou se as informações que estão em sua memória recente são o suficiente para continuar interpretando aquela experiência. Quanto mais concentrada a pessoa estiver em seu consciente, maior será a atenção que ela irá dar para a experiência e para suas variações e interpretações e para a busca de informações na memória, chegando a tirar, inclusive, atenção do ambiente. O inconsciente, por sua vez, atua com maior intensidade em momentos em que o humano não tem tempo ou condições para fazer associações para buscar a melhor alternativa. Neste caso, o humano reage através de suas pré-definições, ou seja, se ele programa seu instinto a agir de determinada forma com tal experiência, seu instinto não irá fazer outra coisa senão aquela, porque é a única que ele sabe que irá ter vantagens e, dependendo da ocasião, ele não irá querer tentar coisas novas para não se arriscar.
Levando em consideração os níveis de raciocínio, um raciocínio de alto nível é aquele em que as simulações são feitas com experiências bem enraizadas na memória, importantes, e que estão associadas com coisas que a pessoa faz o dia-a-dia e que, devido a aquele pensamento, ela irá alterar o modo como ela faz tal algo. Um pensamento de baixo nível de raciocínio é aquele que é feito a esmo, sem relacionar as informações com as experiências na memória e sem levar em consideração no que aquele raciocínio poderá mudar a forma como ele age um dia. De forma geral, estou assumindo aqui uma interpretação prática sobre o consciente, assumindo que sua principal função é raciocinar novas formas de agir para se tornar melhor. O inconsciente, no caso, pode ser interpretado como um conjunto de gatilhos, que é ativado e modificado durante o raciocínio do consciente, mas que, contudo, dependendo da situação, desencadeia reações de forma irracional, levando a pessoa a fazer coisas que conscientemente ela não faria. Normalmente isto ocorre quando há acúmulo de sentimento em uma experiência, ou quando há uma situação que exija uma atitude instintiva.
Por fim, é possível assumir que o consciente, na verdade, é um prolongamento do inconsciente. Quando o humano vai pensar em determinada coisa, ele assume os valores do inconsciente e processa este algo de forma consciente, ou seja, buscando relacionar as informações e explorando as associações. Portanto, um inconsciente mal organizado e cheio de experiências associadas a os sentimentos estranhos, cuja função não está adequada a aquela experiência em termos gerais de evolução, pode levar a uma interpretação errada da realidade. Um exemplo é a pessoa ter uma experiência ruim com determinado algo, e assumir que todo mundo que experimentar este algo irá ter a mesma experiência que ela, e, devido a isto, lutar contra este algo, quando na verdade este algo faz bem a uma razoável quantidade de pessoas. Embora talvez ela nunca seja capaz de entender o porquê as pessoas se sentem bem com aquela experiência, as pessoas se sentem, e se ela não levar isso em consideração, ela irá assumir que as pessoas não se sentem bem com aquilo e irá lutar contra aquilo de forma errônea. Buscar o conhecimento enraizado em fatos, não em sentimentos, é uma das metodologias para evitar erros como estes.
Consciência dos caminhos
Segue teu caminho, aquele que tu constrói com teu esforço.
Descubra novas coisas, aquelas que realmente te satisfazem.
Prova, humano independente, que és o melhor que podes ser.
Então serás capaz de respeitar o caminho que segues, e seguir.
Lembra-te que vinculada a tua escolha não está somente tu,
Está também a forma com a qual te encaixas na sociedade,
A história da tua família, de teu país, do mundo onde vives.
Como humano precisarás produzir, competir, ter saúde e prazer.
Dinheiro e imagem são apenas ferramentas para estes elementos.
Mas será o teu caminho que te proporcionará isto, a tua evolução.
Se estiveres certo, serás capaz de provar a verdade da tua certeza.
Se errares, foi o erro mais sincero, fruto da tua busca pelo melhor.
Será tua a responsabilidade das conseqüências de teus atos e apostas.
Então entenderás o que cada um encontra para seguir seu caminho,
Terás certeza de que somente eles podem seguir os deles, e tu o teu.
Será quando tu responderás: eu sou o que sou porque sou; e viverás,
Porque isto é o poder de explorar e modificar tanto quanto desejares.
Divina existência do ser
Existo por causa sol,
Que bombardeia sua energia a mim.
Ela precisa ser gasta,
Crio e destruo apenas para sentir.
Seja o prazer e a dor,
Tudo aquilo que busco construir.
Assim tomarei formas,
Surgem minhas regras e condições.
Posso aceitá-las ou não,
Sou o deus da minha própria mente.
Exploro as possibilidades,
Sou o deus da minha própria existência.
Padrões na beleza
Eu sinto beleza naquilo que valorizo.
Eu valorizo a beleza sexual,
porque ela demonstra ser melhor em me dar prazer.
Eu valorizo a beleza inocente,
porque ela me induz a certeza de que será só minha.
Eu valorizo a beleza comprada,
porque ela surge da ostentação que poucos podem manter.
Eu valorizo a beleza alternativa,
porque ela desenvolve novas formas de alcançar o desejado.
Eu valorizo a beleza atlética,
porque ela sabe o valor do esforço e desenvolve boa saúde.
Eu valorizo a beleza meiga,
porque ela acha diversão e satisfação nas pequenas coisas.
Eu valorizo a beleza festeira,
porque ela encontra humor até nas adversidades da vida.
Existirão tantas belezas quanto forem os valores,
Eu valorizo a tua beleza, pessoa valiosa pra mim,
porque ela é o resultado da tua busca pelo melhor.
Todos por: Leandro de Andrade Moura
Resumo interpretativo por mim e por Bruno Pontual acerca do artigo da "obra" no Wikipédia de (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche) Friedrich Nietzsche.
"O objetivo do homem é vencer, e ele vence quando conquista a realidade, pois isto indica que ele conseguiu se superar. Embora a realidade seja coisas que "dançam ao acaso", o homem se condiciona a uma perspectiva, e para ele é preciso descobrir o que é bom e o que é ruim, o que é a vitória e então buscar ela. Quando ele faz isto, ele supera a realidade, pois, neste caso, ele supera sua própria perspectiva e encontra sua vitória nela, que é sue objetivo. São virtudes verdadeiras de quem vence: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Os ausentes destas virtudes estarão para sempre presos a sua própria perspectiva, não alçando, portanto, sua vitória, pois são estas as virtudes necessárias para o homem se superar."
Encerramento:
Hoje eu ia falar um pouco sobre condicionamento, mas eu lembrei já ter falado sobre este assunto em uma postagem anterior, e ele se chama "configuração mental". Portanto, agora percebo que o que eu devo fazer é conseguir aliar os conhecimentos de condicionamento e consciente e inconsciente ao gráfico do bem-estar evolutivo, junto também com o sentimento de empatia, muito importante para a imagem. Ou ainda eu posso estar com sono demais para falar sobre o que eu realmente quero falar de condicionamento, depois irei reorganizar esta postagem caso isto for percebido. Os poemas públicados aqui fazem parte daquela temática, exceto o segundo. O terceiro ainda está em processo de revisão, mas será algo parecido com aquilo ao ser finalizado. Minha área de trabalho está uma bagunça, vou organizar tudo isto daqui há uns dias. Vou lanchar para ir dormir agora, boa noite para vocês e até a próxima postagem.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
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domingo, 21 de outubro de 2012
Considerações sobre o consciente e inconsciente e públicações de: Consciência dos caminhos, Divina existência do ser e resumo interpretativo do artigo de Nietzsche.
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Devir Social
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22:09:00
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Estrutura do desejo e processo de adaptação a realidade
Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu para mais uma postagem. Passei a semana inteira querendo escrever sobre isso, contudo, em respeito ao meu período de estudo eu não o fiz. Se bem que ontem eu estudei pouquíssimo, um pequeno deslize. Percebi que meu modelo de estudo agora se baseia principalmente em fazer exercícios, e isto está me fazendo ter dificuldades para estudar as matérias humanas, cujos exercícios são um pouco mais complicados de achar. Ou talvez seja simplesmente preguiça de me adaptar a outro estilo de conhecimento, a outro modo de raciocinar que não seja o de exatas. Na verdade, até nos exercícios de exatas eu demoro bastante, e me pergunto se este é o modo mais eficiente de estudar. É o único que eu conheço. Testar variações seria uma boa opção mesmo estando no fim do ano. Assisti a dois filmes muito interessantes, “Freud: além da alma” e “Quando Nietzsche chorou”. Do primeiro, pude conhecer um pouco melhor sobre o trabalho dos psicanalistas e também um pouco mais sobre os casos de psicologia, como também observei a coragem do Freud em seguir suas teorias mesmo que elas revelassem o lado escuro do humano. No segundo, pude entender melhor Nietzsche e como sua filosofia é aplicada. Não pude deixar de relacionar as teorias de ambos a psicologia evolutiva. A primeira traz autoconhecimento, a segunda traz força, e a psicologia evolutiva seria aquela que organiza o instinto. A postagem de hoje será composta de um estudo mais profundo sobre alguns conceitos da psicologia evolutiva e que podem ser observados no gráfico, que são o desejo e a adaptação a realidade.
Introdução a estrutura do desejo:
A possibilidade de explorar o redirecionamento do desejo como uma forma de aumentar a qualidade de vida foi algo já previsto pela psicologia evolutiva em seu gráfico do bem-estar evolutivo. Esta capacidade, baseada na propriedade do instinto que influencia o raciocínio e vice-versa, é uma das principais formas para que, através da reorganização dos desejos, obtenha-se um aumento na qualidade de vida. Desejar é algo essencial para todo humano, pois através disto ele encontrará a vontade para se esforçar. Porém, um desejo mal formulado pelo instinto pode ser bastante nocivo, pois, além de jogar esforço fora, poderá fazer a pessoa se frustrar e abandonar uma evolução de alto nível, se entregando a uma vida cheia de distúrbios. Por isto, entender como o instinto formula e estrutura o desejo é um conhecimento bastante importante para a psicologia evolutiva. Para isto, será necessário explicar como funciona o desejo e as estruturas básicas nas quais ele surge.
Idéias gerais:
O desejo surge da necessidade do instinto humano se sentir bem. Ele funciona liberando bons sentimentos sempre que o humano alcança algo que deseja e forçando o humano conseguir isto, pois caso não consiga, ele pode ser gatilho para alguns sentimentos ruins. Ele surge naquilo que o humano considera que é o “melhor” para si, e é isto o que o torna o principal responsável por não permitir que os humanos se tornem conformados com um estilo de vida seguro e pacato. Durante algum tempo o humano se sente bem por ter alcançado algum desejo, porém, este sentimento logo é diluído e ele se sente normal novamente, precisando alcançar algum novo desejo, que pode ser diferente ou não do desejo anterior, tudo depende das circunstâncias. O gráfico do bem-estar evolutivo mostra como utilizar o desejo para a manutenção de uma boa evolução, por isto explicar este mecanismo não será a intenção desta postagem.
Definição de estrutura:
É possível perceber que na própria definição de desejo que ele é algo bastante relativo ao que o humano percebe, sente e entende. Isto é demonstrado em “o desejo surge naquilo que o humano considera o melhor para si”, onde esta consideração pode ser feita através de experiências, teorias ou observação. Contudo, o que significa melhor neste caso? É esta a grande pergunta que faz surgir alguns mecanismos de estruturação do desejo. Chamarei aqui de estruturação do desejo as propriedades humanas a quais o instinto humano se baseia para formular o que desejar e como conseguir isto. É possível perceber a existência principalmente de dois mecanismos: um é associativo, e deriva das propriedades humanas de associação de informações. O outro é adaptativo, e deriva das propriedades humanas de raciocínio que influencia o instinto e vice-versa. Agora será explicado como funciona cada um deles.
Estrutura de desejo associativa:
A capacidade associativa que o ser humano desenvolveu através dos mecanismos evolutivos o tornou mais inteligente, já que isto o tornou capaz de relacionar uma grande quantidade de sentimentos e experiências, obtendo informações novas. É através desta propriedade associativa que parte do desejo humano é concebido, e será explicado agora como isto ocorre na prática: imaginemos um grupo de pessoas cujas características são parecidas, chamaremos este grupo de A. Supondo que exista algo que algumas destas pessoas do grupo A experimentem e se sintam bem com isto, este algo logo se tornará objetivo de desejo. Porém, por terem características bem semelhantes, as outras pessoas deste mesmo grupo A, por meio da observação e associação, logo desejaram também este algo, mesmo não tendo experimentado. Ou seja, um desejo surge por meio da associação, pois se algum semelhante ao A se sente bem com algo, logo, existe uma grande probabilidade de que A também se sentirá bem com este mesmo algo, e se sentir bem é algo que ele deseja.
Estrutura de desejo adaptativa:
A estrutura adaptativa do desejo funciona através da propriedade do instinto que influencia o raciocínio e vice-versa. Este um princípio na psicologia que diz que nenhum humano deseja aquilo que acredita ser impossível, logo, o entendimento completo da realidade faz o humano desejar somente aquilo que é possível a ele. Porém, este entendimento da realidade não é algo natural ao humano, por isto ele precisa se esforçar bastante para entendê-la e com isto se adaptar a ela. Isto é o que se chama de “processo de adaptação a realidade”. Quando mais conectado a realidade o humano estiver, mais seus desejos estarão coerentes com as propriedades da realidade, e isto tornará maior as chances deles se tornarem reais. Porém, ao lembrar que o desejo tende a focar no melhor, o humano irá querer o melhor que a realidade pode fornecer, por isto existirá a tendência dele desejar coisas difíceis de serem conquistadas no sentido de exigirem muito esforço e conhecimento.
Considerações gerais sobre as estruturas:
Enquanto que os desejos formados pelo processo associativo costumam ter como característica serem mais simples e grupal, e se sustenta já que coisas que fazem bem a um grupo semelhante de pessoas geralmente tendem a ser genéricas e simples de se obter, os formados por processo de adaptação acabam sendo mais individuais e complexos, já que são formulados só após um processo de adaptação a realidade e exige muito esforço a construção de um mesmo algo. Podemos citar como exemplo de desejo formado por processo associativo a moda, onde pessoas se sentem bem por serem relacionadas a coisas que são desejadas e associadas a coisas boas, enquanto que um desejo formado por processo adaptativo é alguém que deseja desenvolver uma ferramenta bem específica, e passa algum tempo se dedicando, estudando e testando essa ferramenta para ela se adaptar a realidade e funcionar. De forma geral, é possível definir que desejos associativos bons são aqueles superficiais e de consumo rápido e coletivo, enquanto que bons desejos de adaptação sejam aqueles profundos, de produção ou consumo constante.
Benefícios de uso:
Esta definição é útil para evitar distúrbios. Supondo que uma pessoa deseje profundamente algo, mas este desejo tenha sido gerado através do processo associativo. Isto pode ser problemático, pois para o instinto dela, ela é capaz de fazer a mesma coisa que uma ou outra pessoa fez já que seu desejo surgiu através da associação, porém, a realidade pode ser diferente e talvez falte algum conhecimento, experiência ou recurso para que ela de fato seja capaz disto. Se for este o caso, existe uma enorme tendência dela se culpar por não conseguir e não entender o porquê não conseguiu. Outro exemplo é uma pessoa que apenas tem desejos superficiais, como os desejos consumistas, por exemplo. Se um dia algo, como a perca de fonte de renda, mudar a realidade dela bruscamente e ela não tiver previsto isto por não estar conectada a realidade, existirá uma grande probabilidade de ela sofrer bastante por não conseguir manter seus desejos e por ter que desenvolver desejos e estrutura de produção, algo um tanto difícil pra ser feito em pouco tempo.
Considerações finais:
O objetivo destes conhecimentos é fazer com que os desejos executem sua função, que é ser alcançado e fazer bem aos humanos. Após entendido estes dois processos, já é possível investigar as causas da maioria dos desejos e tentar modificá-los de modo saudável e coerente com a evolução, tal como explicado no gráfico do bem-estar evolutivo. O processo de adaptação da realidade será explicado melhor em um tópico exclusivo, porém, é interessante observar como, através da mutação, que pode ser considerada a descoberta acidental de algo, novos desejos surgem. Foi notado que alguma pessoa do grupo A descobriu algo, e logo este algo se espalhou por seus semelhantes, tornando-se uma característica de grupo. É possível também notar que os desejos mais profundos, que geralmente são de produção, são também aqueles auxiliados altamente pela tecnologia e pelo conhecimento, já que para se dedicar a algo por muito tempo, este algo precisa ter capacidade de continuar a se desenvolver e chegar a altos níveis de complexidade.
Processo de adaptação a realidade:
O processo de adaptação a realidade surgiu devido à necessidade que a psicologia evolutiva sentiu em possuir realmente a verdade, para então adequar o instinto humano a ela e fazer o que melhor a realidade permitir para o desenvolvimento humano. Contudo, descobrir a verdade não é uma tarefa fácil, pois o instinto humano possui muitos mecanismos de associação, que em tarefas cotidianas ajuda-o a se tornar mais eficiente, mas que cedo ou tarde, acaba caindo em alguns erros de lógica que acabam levando-o ao distúrbio. Se fossem pequenos distúrbios, não haveria tanto problema. O real problema é quando estes distúrbios são proliferados e evoluem, já que eles vão beneficiar algumas pessoas, mas vão prejudicar outras. É assim que nascem as grandes mazelas sociais: da má interpretação da realidade.
A metodologia científica nasceu como uma ferramenta de investigação da realidade. Ela se baseia nas propriedades do universo, onde cada efeito tem uma causa, e estabelece métodos para a investigação da causa e efeito com o intuito de conhecer a realidade e desenvolver mecanismos para ajudar ao humano. O exemplo disto, o computador, que, por ser projetado para respeitar a realidade lógica, física e química do universo, é capaz de executar seus milhares de cálculos com precisão e determinismo. Contudo, o modo como os humanos percebem a realidade é diferente. Devido à propriedade do instinto que influencia o raciocínio e vice-versa, a percepção da realidade humana não é simplesmente baseada em fatos, mas sim em sentimentos. Se existe um fato, este fato pode ser classificado como bom e bonito, para uma pessoa que se sente bem com isto, e ruim e feio, para outra pessoa que se sente mal com isto. Diante disto, perceber a realidade se torna algo complexo, pois afinal, o referido fato é bom ou ruim?
O processo de adaptação a realidade é um conjunto de princípios que tem como objetivo fazer a razão humana se desprender de seu instinto e, através disto, dar condições do humano buscar todos os conhecimentos necessários para dominar a realidade e usufruí-la a seu favor. É perceptível que o humano é capaz de mudar as configurações da realidade de modo que ela traga alguns resultados, mas ele não é capaz de mudar as suas propriedades. Por dominar a realidade, imaginemos aqueles que projetaram o computador: se eles não tivessem o domínio das propriedades da realidade, eles teriam conseguido organizá-la de tal modo que ela produza os efeitos do computador. Embora a metodologia científica tenha surgido há alguns séculos atrás, ela é incompleta como método de adequação do instinto a realidade porque ela apenas tem conhecimentos sobre a realidade física, química e matemática. O complemento necessário para isto são os conhecimentos da psicologia evolutiva, e por isso com ela surge esta noção de necessidade em adaptar-se a realidade bem definida.
Isto porque, enquanto que para a metodologia científica um fato é simplesmente um fato, para o instinto humano, um fato pode ganhar uma enorme quantidade de simbologias que o torna bom ou ruim. Além disto, a realidade, para os humanos, também é constituída de esforço e interesses, e um fato por si só pode ser constituído por muito esforço ou interesse de várias pessoas. Antes de se chegar quaisquer conclusões sobre a natureza boa ou ruim de algum fato, é necessário respeitar que este fato está envolvido com uma serie de processos evolutivos e buscar compreende-los, para só depois assumir uma posição seguindo um critério de julgamento. Desta forma, entende-se o porquê alguém acha bom e bonito algo e o porquê outro alguém acha ruim e feio este mesmo algo, além disto, através de um critério, é possível classificar este algo de modo que todos concordem sem desrespeitar ou ofender ninguém. Com este procedimento, é possível conhecer e adequar todos os elementos da realidade e organizá-los de modo que produzam uma evolução sustentável e saudável. Agora vamos aos princípios, que também podem ser considerados como etapas do processo de adaptação a realidade.
Etapa um: Princípio de valorização da realidade:
Valorizar a realidade acima de tudo é o inicio para o processo de adaptação a realidade. Sem isto, o humano acabará cedendo a interpretação da realidade que mais lhe agrada e não terá coragem de enfrentar aquelas interpretações que o põe em posição ruim. Neste momento, é preciso se transformar em um agente que busca a realidade, seja ela muito boa ou muito ruim ao instinto. Sem isto, aceitar que tudo aquilo que faz o instinto se sentir bem seja mentira, por exemplo, se torne algo bastante difícil, pois o instinto se sente bem estando próximo daquilo que ele valoriza, e ainda existe a tendência do instinto fazer o raciocínio se apegar a aquela interpretação da realidade que melhor agrade a ele e então pare por ai. Então, a intenção real deste princípio é fazer com que as pessoas abandonem aquilo que as façam se sentir bem ou mal, seja verdade ou mentira, para então buscar e se sentir bem primordialmente com a realidade, e só após isto iniciar o processo de evolução, que estará adaptado a realidade.
Etapa dois: Princípio da compreensão da realidade universal:
Após valorizar a realidade, é necessário compreendê-la. A necessidade de compreender a realidade existe porque é através disto que o humano irá desenvolver as técnicas necessárias para aumentar sua qualidade de vida. Porém, compreender totalmente a realidade atualmente é impossível, portanto, o que realmente interessa entender são seus princípios de funcionamento. São basicamente dois. O primeiro princípio: tudo há um porquê. Isto implica dizer que tudo no universo tem um motivo para ser como é. O segundo princípio: os motivos que fazem as coisas agirem de determinada forma são chamados de leis ou propriedades. A importância de entender estas duas características do universo é ter a capacidade de ter a noção de configurações de realidade. No exemplo do computador, nós, humanos, utilizamos e isolamos as propriedades da lógica e da eletrônica de tal forma que ela tome a configuração desejada por nós. E enquanto esta configuração se manter intacta, nada modificar este sistema, ele sempre irá funcionar e responder de acordo com o programado. É basicamente isto o que a metodologia científica nos diz, e compreender isto é essencial para desenvolver projetos e estudos para melhorar a qualidade de vida além de auxiliar o entendimento e aceitação dos conhecimentos da psicologia evolutiva.
Etapa três: Princípio compreensão da realidade humana:
Diferente da realidade universal, a realidade humana não pode ser entendida e aceita completamente apenas pela lógica e por definições. Devido ao enorme poder de relatividade da mente humana, é possível perceber comportamentos que, para alguns, não faça o menor sentido, mas para outros faz muito bem. E, embora a psicologia evolutiva entre como uma ferramenta que auxilie e organize o entendimento dos sentimentos humanos, é perceptível que em alguns casos seja necessário viver e sentir para entender. O objetivo deste princípio é fazer com que as pessoas busquem respeitar e entender a realidade de outras pessoas como forma de melhorar a qualidade de vida, e este objetivo se sustenta no fato de que, embora aparentemente estejamos conectados a algumas poucas pessoas, na prática, estas conexões funcionam como uma teia onde opiniões emitidas apenas para conhecidos podem chegar ao conhecimento de muitos desconhecidos. Além disto, outro motivo que o sustenta é que com este conhecimento humano adicional, se tornam maiores às possibilidades de encontrar comportamentos saudáveis bem como também ajude na convivência e na dinâmica em grupo, valores que, de modo geral, melhoram a comunicação, o autoconhecimento e o entrosamento familiar e social, e isto colabora no aumento de qualidade de vida.
Etapa quatro: Princípio de envolvimento com os sistemas evolutivos:
Após entender como a realidade universal e humana funcionam, é preciso iniciar um processo de evolução adaptado a realidade já que se assume, através dos conhecimentos da psicologia evolutiva, que é necessário que o humano estabeleça uma boa evolução para se sentir bem. Porém, é preciso observar que ter uma boa evolução não significa ter uma vida fácil. Isso porque por mais que o humano se esforce pra entender todos os aspectos teóricos da realidade, há uma forte tendência de que a prática não seja igual a teoria. Isto acontece porque ele não nasce conhecendo a realidade, e sim a descobre ou se adapta a ela. A descoberta se refere à realidade universal, que são as leis e propriedades da natureza, e o humano geralmente precisa estudar a ciência envolvida com aquele ramo de conhecimento e se esforçar para desenvolver métodos para descobri-la, mas uma vez feito isto, dificilmente irá mudar, apenas aperfeiçoar. A adaptação se refere à realidade humana, que é formada por sistemas humanos. Estes sistemas mudam constantemente devido a dinâmica trazida pela descoberta de novas tecnologias ou comportamentos, e se o humano não tiver sempre a preocupação de conhecer e acompanhar suas mudanças, é possível que ele se torne obsoleto ou usufrua menos dos benefícios que isto pode trazer. Portanto, é possível perceber que se envolver com os sistemas de adaptação ou descoberta da realidade está intimamente ligado com se esforçar para alcançar os resultados desejados, sendo a função dos princípios anteriores fazer com que este esforço seja corretamente direcionado.
Considerações finais sobre o processo de adaptação a realidade:
Após valorizar a realidade, entendê-la tanto do ponto de vista científico/universal e humano e aprender a aplicar o esforço de modo que ele produza alguma evolução, os conhecimentos da psicologia evolutiva são úteis apenas para organizar os setores da vida de modo geral e evidenciar as propriedades humanas, como mostrado no gráfico do bem-estar evolutivo. Contudo, como cada aspecto social, político, cultural, econômico e geográfico dos países é diferentes, cada sociedade desenvolverá sua própria configuração, e isto fará com que cada pessoa encontre seu modo específico de se adaptar a isto e desenvolver sua boa evolução. O impasse demonstrado no exemplo da introdução seria resolvido através do conhecimento sobre as duas realidades, já que haveria a percepção do por que determinada pessoa considera algo bom ou ruim. A metodologia científica também ajudará no impasse ensinando que, para se julgar algo, é preciso estabelecer critério de julgamento, pois como tudo tem um por que, se não for estabelecido nenhum critério, o julgamento acabará sendo feito pelo inconsciente das pessoas, que é fortemente movido por sentimentos que podem induzir o instinto a desejar a mentira.
Encerramento:
Enfim amigos, finalmente termino esta que foi uma das postagens mais longas que eu lembro ter feito. Comecei no sábado e só terminei no domingo. Abordei dois assuntos importantíssimos para a psicologia evolutiva de forma técnica e clara, espero. Novamente ficarei devendo a revisão, e olhe que esperava falar sobre outros temas. Já está dando hora de ir dormir, amanhã irei estudar. Esse horário de sono está me dando bastantes problemas. É difícil resolver isso. Também vou tentar reorganizar meu método de estudo para não acontecer de novo o que aconteceu na sexta-feira, fiquei um pouco chateado com aquilo. Finalizando o encerramento, boa noite a todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Cá estou eu para mais uma postagem. Passei a semana inteira querendo escrever sobre isso, contudo, em respeito ao meu período de estudo eu não o fiz. Se bem que ontem eu estudei pouquíssimo, um pequeno deslize. Percebi que meu modelo de estudo agora se baseia principalmente em fazer exercícios, e isto está me fazendo ter dificuldades para estudar as matérias humanas, cujos exercícios são um pouco mais complicados de achar. Ou talvez seja simplesmente preguiça de me adaptar a outro estilo de conhecimento, a outro modo de raciocinar que não seja o de exatas. Na verdade, até nos exercícios de exatas eu demoro bastante, e me pergunto se este é o modo mais eficiente de estudar. É o único que eu conheço. Testar variações seria uma boa opção mesmo estando no fim do ano. Assisti a dois filmes muito interessantes, “Freud: além da alma” e “Quando Nietzsche chorou”. Do primeiro, pude conhecer um pouco melhor sobre o trabalho dos psicanalistas e também um pouco mais sobre os casos de psicologia, como também observei a coragem do Freud em seguir suas teorias mesmo que elas revelassem o lado escuro do humano. No segundo, pude entender melhor Nietzsche e como sua filosofia é aplicada. Não pude deixar de relacionar as teorias de ambos a psicologia evolutiva. A primeira traz autoconhecimento, a segunda traz força, e a psicologia evolutiva seria aquela que organiza o instinto. A postagem de hoje será composta de um estudo mais profundo sobre alguns conceitos da psicologia evolutiva e que podem ser observados no gráfico, que são o desejo e a adaptação a realidade.
Introdução a estrutura do desejo:
A possibilidade de explorar o redirecionamento do desejo como uma forma de aumentar a qualidade de vida foi algo já previsto pela psicologia evolutiva em seu gráfico do bem-estar evolutivo. Esta capacidade, baseada na propriedade do instinto que influencia o raciocínio e vice-versa, é uma das principais formas para que, através da reorganização dos desejos, obtenha-se um aumento na qualidade de vida. Desejar é algo essencial para todo humano, pois através disto ele encontrará a vontade para se esforçar. Porém, um desejo mal formulado pelo instinto pode ser bastante nocivo, pois, além de jogar esforço fora, poderá fazer a pessoa se frustrar e abandonar uma evolução de alto nível, se entregando a uma vida cheia de distúrbios. Por isto, entender como o instinto formula e estrutura o desejo é um conhecimento bastante importante para a psicologia evolutiva. Para isto, será necessário explicar como funciona o desejo e as estruturas básicas nas quais ele surge.
Idéias gerais:
O desejo surge da necessidade do instinto humano se sentir bem. Ele funciona liberando bons sentimentos sempre que o humano alcança algo que deseja e forçando o humano conseguir isto, pois caso não consiga, ele pode ser gatilho para alguns sentimentos ruins. Ele surge naquilo que o humano considera que é o “melhor” para si, e é isto o que o torna o principal responsável por não permitir que os humanos se tornem conformados com um estilo de vida seguro e pacato. Durante algum tempo o humano se sente bem por ter alcançado algum desejo, porém, este sentimento logo é diluído e ele se sente normal novamente, precisando alcançar algum novo desejo, que pode ser diferente ou não do desejo anterior, tudo depende das circunstâncias. O gráfico do bem-estar evolutivo mostra como utilizar o desejo para a manutenção de uma boa evolução, por isto explicar este mecanismo não será a intenção desta postagem.
Definição de estrutura:
É possível perceber que na própria definição de desejo que ele é algo bastante relativo ao que o humano percebe, sente e entende. Isto é demonstrado em “o desejo surge naquilo que o humano considera o melhor para si”, onde esta consideração pode ser feita através de experiências, teorias ou observação. Contudo, o que significa melhor neste caso? É esta a grande pergunta que faz surgir alguns mecanismos de estruturação do desejo. Chamarei aqui de estruturação do desejo as propriedades humanas a quais o instinto humano se baseia para formular o que desejar e como conseguir isto. É possível perceber a existência principalmente de dois mecanismos: um é associativo, e deriva das propriedades humanas de associação de informações. O outro é adaptativo, e deriva das propriedades humanas de raciocínio que influencia o instinto e vice-versa. Agora será explicado como funciona cada um deles.
Estrutura de desejo associativa:
A capacidade associativa que o ser humano desenvolveu através dos mecanismos evolutivos o tornou mais inteligente, já que isto o tornou capaz de relacionar uma grande quantidade de sentimentos e experiências, obtendo informações novas. É através desta propriedade associativa que parte do desejo humano é concebido, e será explicado agora como isto ocorre na prática: imaginemos um grupo de pessoas cujas características são parecidas, chamaremos este grupo de A. Supondo que exista algo que algumas destas pessoas do grupo A experimentem e se sintam bem com isto, este algo logo se tornará objetivo de desejo. Porém, por terem características bem semelhantes, as outras pessoas deste mesmo grupo A, por meio da observação e associação, logo desejaram também este algo, mesmo não tendo experimentado. Ou seja, um desejo surge por meio da associação, pois se algum semelhante ao A se sente bem com algo, logo, existe uma grande probabilidade de que A também se sentirá bem com este mesmo algo, e se sentir bem é algo que ele deseja.
Estrutura de desejo adaptativa:
A estrutura adaptativa do desejo funciona através da propriedade do instinto que influencia o raciocínio e vice-versa. Este um princípio na psicologia que diz que nenhum humano deseja aquilo que acredita ser impossível, logo, o entendimento completo da realidade faz o humano desejar somente aquilo que é possível a ele. Porém, este entendimento da realidade não é algo natural ao humano, por isto ele precisa se esforçar bastante para entendê-la e com isto se adaptar a ela. Isto é o que se chama de “processo de adaptação a realidade”. Quando mais conectado a realidade o humano estiver, mais seus desejos estarão coerentes com as propriedades da realidade, e isto tornará maior as chances deles se tornarem reais. Porém, ao lembrar que o desejo tende a focar no melhor, o humano irá querer o melhor que a realidade pode fornecer, por isto existirá a tendência dele desejar coisas difíceis de serem conquistadas no sentido de exigirem muito esforço e conhecimento.
Considerações gerais sobre as estruturas:
Enquanto que os desejos formados pelo processo associativo costumam ter como característica serem mais simples e grupal, e se sustenta já que coisas que fazem bem a um grupo semelhante de pessoas geralmente tendem a ser genéricas e simples de se obter, os formados por processo de adaptação acabam sendo mais individuais e complexos, já que são formulados só após um processo de adaptação a realidade e exige muito esforço a construção de um mesmo algo. Podemos citar como exemplo de desejo formado por processo associativo a moda, onde pessoas se sentem bem por serem relacionadas a coisas que são desejadas e associadas a coisas boas, enquanto que um desejo formado por processo adaptativo é alguém que deseja desenvolver uma ferramenta bem específica, e passa algum tempo se dedicando, estudando e testando essa ferramenta para ela se adaptar a realidade e funcionar. De forma geral, é possível definir que desejos associativos bons são aqueles superficiais e de consumo rápido e coletivo, enquanto que bons desejos de adaptação sejam aqueles profundos, de produção ou consumo constante.
Benefícios de uso:
Esta definição é útil para evitar distúrbios. Supondo que uma pessoa deseje profundamente algo, mas este desejo tenha sido gerado através do processo associativo. Isto pode ser problemático, pois para o instinto dela, ela é capaz de fazer a mesma coisa que uma ou outra pessoa fez já que seu desejo surgiu através da associação, porém, a realidade pode ser diferente e talvez falte algum conhecimento, experiência ou recurso para que ela de fato seja capaz disto. Se for este o caso, existe uma enorme tendência dela se culpar por não conseguir e não entender o porquê não conseguiu. Outro exemplo é uma pessoa que apenas tem desejos superficiais, como os desejos consumistas, por exemplo. Se um dia algo, como a perca de fonte de renda, mudar a realidade dela bruscamente e ela não tiver previsto isto por não estar conectada a realidade, existirá uma grande probabilidade de ela sofrer bastante por não conseguir manter seus desejos e por ter que desenvolver desejos e estrutura de produção, algo um tanto difícil pra ser feito em pouco tempo.
Considerações finais:
O objetivo destes conhecimentos é fazer com que os desejos executem sua função, que é ser alcançado e fazer bem aos humanos. Após entendido estes dois processos, já é possível investigar as causas da maioria dos desejos e tentar modificá-los de modo saudável e coerente com a evolução, tal como explicado no gráfico do bem-estar evolutivo. O processo de adaptação da realidade será explicado melhor em um tópico exclusivo, porém, é interessante observar como, através da mutação, que pode ser considerada a descoberta acidental de algo, novos desejos surgem. Foi notado que alguma pessoa do grupo A descobriu algo, e logo este algo se espalhou por seus semelhantes, tornando-se uma característica de grupo. É possível também notar que os desejos mais profundos, que geralmente são de produção, são também aqueles auxiliados altamente pela tecnologia e pelo conhecimento, já que para se dedicar a algo por muito tempo, este algo precisa ter capacidade de continuar a se desenvolver e chegar a altos níveis de complexidade.
Processo de adaptação a realidade:
O processo de adaptação a realidade surgiu devido à necessidade que a psicologia evolutiva sentiu em possuir realmente a verdade, para então adequar o instinto humano a ela e fazer o que melhor a realidade permitir para o desenvolvimento humano. Contudo, descobrir a verdade não é uma tarefa fácil, pois o instinto humano possui muitos mecanismos de associação, que em tarefas cotidianas ajuda-o a se tornar mais eficiente, mas que cedo ou tarde, acaba caindo em alguns erros de lógica que acabam levando-o ao distúrbio. Se fossem pequenos distúrbios, não haveria tanto problema. O real problema é quando estes distúrbios são proliferados e evoluem, já que eles vão beneficiar algumas pessoas, mas vão prejudicar outras. É assim que nascem as grandes mazelas sociais: da má interpretação da realidade.
A metodologia científica nasceu como uma ferramenta de investigação da realidade. Ela se baseia nas propriedades do universo, onde cada efeito tem uma causa, e estabelece métodos para a investigação da causa e efeito com o intuito de conhecer a realidade e desenvolver mecanismos para ajudar ao humano. O exemplo disto, o computador, que, por ser projetado para respeitar a realidade lógica, física e química do universo, é capaz de executar seus milhares de cálculos com precisão e determinismo. Contudo, o modo como os humanos percebem a realidade é diferente. Devido à propriedade do instinto que influencia o raciocínio e vice-versa, a percepção da realidade humana não é simplesmente baseada em fatos, mas sim em sentimentos. Se existe um fato, este fato pode ser classificado como bom e bonito, para uma pessoa que se sente bem com isto, e ruim e feio, para outra pessoa que se sente mal com isto. Diante disto, perceber a realidade se torna algo complexo, pois afinal, o referido fato é bom ou ruim?
O processo de adaptação a realidade é um conjunto de princípios que tem como objetivo fazer a razão humana se desprender de seu instinto e, através disto, dar condições do humano buscar todos os conhecimentos necessários para dominar a realidade e usufruí-la a seu favor. É perceptível que o humano é capaz de mudar as configurações da realidade de modo que ela traga alguns resultados, mas ele não é capaz de mudar as suas propriedades. Por dominar a realidade, imaginemos aqueles que projetaram o computador: se eles não tivessem o domínio das propriedades da realidade, eles teriam conseguido organizá-la de tal modo que ela produza os efeitos do computador. Embora a metodologia científica tenha surgido há alguns séculos atrás, ela é incompleta como método de adequação do instinto a realidade porque ela apenas tem conhecimentos sobre a realidade física, química e matemática. O complemento necessário para isto são os conhecimentos da psicologia evolutiva, e por isso com ela surge esta noção de necessidade em adaptar-se a realidade bem definida.
Isto porque, enquanto que para a metodologia científica um fato é simplesmente um fato, para o instinto humano, um fato pode ganhar uma enorme quantidade de simbologias que o torna bom ou ruim. Além disto, a realidade, para os humanos, também é constituída de esforço e interesses, e um fato por si só pode ser constituído por muito esforço ou interesse de várias pessoas. Antes de se chegar quaisquer conclusões sobre a natureza boa ou ruim de algum fato, é necessário respeitar que este fato está envolvido com uma serie de processos evolutivos e buscar compreende-los, para só depois assumir uma posição seguindo um critério de julgamento. Desta forma, entende-se o porquê alguém acha bom e bonito algo e o porquê outro alguém acha ruim e feio este mesmo algo, além disto, através de um critério, é possível classificar este algo de modo que todos concordem sem desrespeitar ou ofender ninguém. Com este procedimento, é possível conhecer e adequar todos os elementos da realidade e organizá-los de modo que produzam uma evolução sustentável e saudável. Agora vamos aos princípios, que também podem ser considerados como etapas do processo de adaptação a realidade.
Etapa um: Princípio de valorização da realidade:
Valorizar a realidade acima de tudo é o inicio para o processo de adaptação a realidade. Sem isto, o humano acabará cedendo a interpretação da realidade que mais lhe agrada e não terá coragem de enfrentar aquelas interpretações que o põe em posição ruim. Neste momento, é preciso se transformar em um agente que busca a realidade, seja ela muito boa ou muito ruim ao instinto. Sem isto, aceitar que tudo aquilo que faz o instinto se sentir bem seja mentira, por exemplo, se torne algo bastante difícil, pois o instinto se sente bem estando próximo daquilo que ele valoriza, e ainda existe a tendência do instinto fazer o raciocínio se apegar a aquela interpretação da realidade que melhor agrade a ele e então pare por ai. Então, a intenção real deste princípio é fazer com que as pessoas abandonem aquilo que as façam se sentir bem ou mal, seja verdade ou mentira, para então buscar e se sentir bem primordialmente com a realidade, e só após isto iniciar o processo de evolução, que estará adaptado a realidade.
Etapa dois: Princípio da compreensão da realidade universal:
Após valorizar a realidade, é necessário compreendê-la. A necessidade de compreender a realidade existe porque é através disto que o humano irá desenvolver as técnicas necessárias para aumentar sua qualidade de vida. Porém, compreender totalmente a realidade atualmente é impossível, portanto, o que realmente interessa entender são seus princípios de funcionamento. São basicamente dois. O primeiro princípio: tudo há um porquê. Isto implica dizer que tudo no universo tem um motivo para ser como é. O segundo princípio: os motivos que fazem as coisas agirem de determinada forma são chamados de leis ou propriedades. A importância de entender estas duas características do universo é ter a capacidade de ter a noção de configurações de realidade. No exemplo do computador, nós, humanos, utilizamos e isolamos as propriedades da lógica e da eletrônica de tal forma que ela tome a configuração desejada por nós. E enquanto esta configuração se manter intacta, nada modificar este sistema, ele sempre irá funcionar e responder de acordo com o programado. É basicamente isto o que a metodologia científica nos diz, e compreender isto é essencial para desenvolver projetos e estudos para melhorar a qualidade de vida além de auxiliar o entendimento e aceitação dos conhecimentos da psicologia evolutiva.
Etapa três: Princípio compreensão da realidade humana:
Diferente da realidade universal, a realidade humana não pode ser entendida e aceita completamente apenas pela lógica e por definições. Devido ao enorme poder de relatividade da mente humana, é possível perceber comportamentos que, para alguns, não faça o menor sentido, mas para outros faz muito bem. E, embora a psicologia evolutiva entre como uma ferramenta que auxilie e organize o entendimento dos sentimentos humanos, é perceptível que em alguns casos seja necessário viver e sentir para entender. O objetivo deste princípio é fazer com que as pessoas busquem respeitar e entender a realidade de outras pessoas como forma de melhorar a qualidade de vida, e este objetivo se sustenta no fato de que, embora aparentemente estejamos conectados a algumas poucas pessoas, na prática, estas conexões funcionam como uma teia onde opiniões emitidas apenas para conhecidos podem chegar ao conhecimento de muitos desconhecidos. Além disto, outro motivo que o sustenta é que com este conhecimento humano adicional, se tornam maiores às possibilidades de encontrar comportamentos saudáveis bem como também ajude na convivência e na dinâmica em grupo, valores que, de modo geral, melhoram a comunicação, o autoconhecimento e o entrosamento familiar e social, e isto colabora no aumento de qualidade de vida.
Etapa quatro: Princípio de envolvimento com os sistemas evolutivos:
Após entender como a realidade universal e humana funcionam, é preciso iniciar um processo de evolução adaptado a realidade já que se assume, através dos conhecimentos da psicologia evolutiva, que é necessário que o humano estabeleça uma boa evolução para se sentir bem. Porém, é preciso observar que ter uma boa evolução não significa ter uma vida fácil. Isso porque por mais que o humano se esforce pra entender todos os aspectos teóricos da realidade, há uma forte tendência de que a prática não seja igual a teoria. Isto acontece porque ele não nasce conhecendo a realidade, e sim a descobre ou se adapta a ela. A descoberta se refere à realidade universal, que são as leis e propriedades da natureza, e o humano geralmente precisa estudar a ciência envolvida com aquele ramo de conhecimento e se esforçar para desenvolver métodos para descobri-la, mas uma vez feito isto, dificilmente irá mudar, apenas aperfeiçoar. A adaptação se refere à realidade humana, que é formada por sistemas humanos. Estes sistemas mudam constantemente devido a dinâmica trazida pela descoberta de novas tecnologias ou comportamentos, e se o humano não tiver sempre a preocupação de conhecer e acompanhar suas mudanças, é possível que ele se torne obsoleto ou usufrua menos dos benefícios que isto pode trazer. Portanto, é possível perceber que se envolver com os sistemas de adaptação ou descoberta da realidade está intimamente ligado com se esforçar para alcançar os resultados desejados, sendo a função dos princípios anteriores fazer com que este esforço seja corretamente direcionado.
Considerações finais sobre o processo de adaptação a realidade:
Após valorizar a realidade, entendê-la tanto do ponto de vista científico/universal e humano e aprender a aplicar o esforço de modo que ele produza alguma evolução, os conhecimentos da psicologia evolutiva são úteis apenas para organizar os setores da vida de modo geral e evidenciar as propriedades humanas, como mostrado no gráfico do bem-estar evolutivo. Contudo, como cada aspecto social, político, cultural, econômico e geográfico dos países é diferentes, cada sociedade desenvolverá sua própria configuração, e isto fará com que cada pessoa encontre seu modo específico de se adaptar a isto e desenvolver sua boa evolução. O impasse demonstrado no exemplo da introdução seria resolvido através do conhecimento sobre as duas realidades, já que haveria a percepção do por que determinada pessoa considera algo bom ou ruim. A metodologia científica também ajudará no impasse ensinando que, para se julgar algo, é preciso estabelecer critério de julgamento, pois como tudo tem um por que, se não for estabelecido nenhum critério, o julgamento acabará sendo feito pelo inconsciente das pessoas, que é fortemente movido por sentimentos que podem induzir o instinto a desejar a mentira.
Encerramento:
Enfim amigos, finalmente termino esta que foi uma das postagens mais longas que eu lembro ter feito. Comecei no sábado e só terminei no domingo. Abordei dois assuntos importantíssimos para a psicologia evolutiva de forma técnica e clara, espero. Novamente ficarei devendo a revisão, e olhe que esperava falar sobre outros temas. Já está dando hora de ir dormir, amanhã irei estudar. Esse horário de sono está me dando bastantes problemas. É difícil resolver isso. Também vou tentar reorganizar meu método de estudo para não acontecer de novo o que aconteceu na sexta-feira, fiquei um pouco chateado com aquilo. Finalizando o encerramento, boa noite a todos e até a próxima postagem.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Comportamentos e poderes sexuais segundo a psicologia evolutiva
Introdução:
Olá amigos. Decidi escrever após perceber que esta era a melhor opção para o fim de noite. Estes dias que se passaram desde a última atualização foram interessantes. Estou quase terminando de ler “A Batalha do Apocalipse”, emprestado de um amigo. O inicio do livro foi um pouco complicado, porque eu estava pouco familiarizado com os termos. Mas isto logo foi resolvido, e quando me acostumei a linguagem do livro, acabei me envolvendo por ele. O plano inicial para hoje a noite era continuar a leitura, mas como tem um som alto aqui do lado de casa, vou escrever essa postagem de hoje. Outra coisa legal que eu tenho feito é aprender a jogar “Dwarf Fortress”, um jogo cuja linha de aprendizagem é um tanto árdua. Decidi aprender a jogá-lo durante estas férias pra não deixar minha mente cair em preguiça. Tive a sorte, também, de encontrar um ótimo tutorial dividido em vários vídeos, que me poupou bastante esforço em procurar as funções da interface do jogo na wiki inglesa do jogo. Este jogo tem uma profundidade enorme de detalhes, tanto é que eu acho que aprendi apenas uns 70% de seus mecanismos iniciais dos quais eu tive conhecimento da existência através do tutorial. Terminada a atualização de novidades pessoais no blog, vamos agora para a postagem, que hoje será sobre uma teoria envolvendo sexualidade, ela é derivada de observações de das já conhecidas estratégias evolutivas para a reprodução e dos princípios de analise da psicologia evolutiva que busca encontrar a mais comportamental humana mais simples possível.
Introdução a poderes sexuais:
A princípio, reproduzir significa simplesmente produzir algo já troduzido. No caso dos animais, gerar mais de si mesmos, que neste caso é seus filhos. Porém, devido a seleção natural e a propriedade de hereditariedade genética, os animais que, por mutação, desenvolviam mecanismos para selecionar os parceiros que mais sobreviviam ao ambientes, transmitiam estas capacidades aos seus filhos. Tanto a capacidade de seleção como também a capacidade de sobrevivência. Devido a estes mecanismos e também a mutação genética, surgiu a diferenciação entre animais da mesma espécie em macho e fêmea, que foi benéfica por aumentar a variedade de mutações da população, tornando-a mais adaptável ao ambiente. Devido a esta forte variação e da continua ação da seleção natural, a especialização das funções do macho e da fêmea se tornou ainda mais evidente para que houvesse mais das chances de sobrevivência e reprodução para a espécie. Foi assim que surgiu as estratégias evolutivas que define “macho” e “fêmea”.
De modo geral e simplificado, o macho ficou responsável por garantir principalmente as chances de sobrevivência, gastando toda sua energia na caça e proteger a fêmeas. A fêmea, por sua vez, costuma guardar uma maior parte de energia em seu corpo para o árduo trabalho de gerar um filho, algo que consome bastante tempo e energia do indivíduo, e cuidar dele. Devido a estas características, o macho tem como objetivo encontrar formas de demonstrar que é o melhor do seu bando para conquistar uma fêmea, e a fêmea tem o objetivo de selecionar o melhor macho, para que seu filho tenha mais chances de sobreviver à seleção natural. Após este processo, há o acasalamento e a fêmea ficará grávida. A seleção atua na fêmea por meio da saúde: aquela que for mais saudável terá mais filhos, e passará essa característica a seus filhos. Para saber sobre isso de forma mais detalhada, ouça o nerdcast número 316 (link aqui). Estas informações são necessárias para, após acrescentar as propriedades que faz o humano se tornar um ser relativo, ser possível fazer uma analogia sobre como estas características estão agindo.
Relativização dos poderes sexuais:
A partir do momento em que o humano desenvolveu a capacidade de modificar o ambiente, houve também uma diluição na força da seleção natural que o ambiente exerce na espécie. Devido a isto, as técnicas que foram desenvolvidas para o humano se adaptar ao ambiente, dentre elas a diferenciação entre os sexos, também sofreram modificações. Sendo mais específico, o contexto o qual essas técnicas foram desenvolvidas deixou de existir quando o humano deixou de viver na floresta para viver em sociedade, devido a isto, a sociedade foi montada de modo a tecnologias humanas. É isto o que se chama de herança genética, algo que uma espécie recebeu sem necessariamente fazer o melhor uso disto. Quanto maior o nível tecnológico desta sociedade, maior é a capacidade do homem modificar o ambiente e também mais distante se torna a sociedade do contexto a qual as tecnologias humanas. É por isto que, em pleno século de tecnologia em que estamos ainda existem muitos distúrbios relacionados ao sexo.
Um bom exemplo sobre isso foi no inicio das primeiras organizações sociais um pouco mais complexas, onde já existia propriedade privada. A propriedade privada faz o humano precisar definir quem é seu parceiro e quem são seus filhos para que haja transmissão de conhecimentos e riquezas de forma específica. Devido a isto, um homem precisa escolher uma mulher e vice-versa, para ambos terem um filho e constituir um núcleo familiar. Contudo, enquanto que antigamente o objetivo do homem era demonstrar as fêmeas em geral que era forte e merecia ser escolhido, e o da fêmea era escolher, parir e cuidar do filho, agora o homem precisa escolher e a mulher precisa atrair. Isto encontrou um modo de ser feito através das tecnologias humanas. A mulher começou a atrair através da tecnologia da beleza, onde ela buscava ser associada a valores que os homens valorizavam, além de o homem já estabelecer seu padrão de beleza por aspectos corporais que ele considerava importante. O homem, por sua vez, começou a atrair as mulheres pela sua capacidade de dar boas condições de vida a elas e a seus filhos, e foi em conseqüência disto que surgiu o status, onde a beleza é dada através da valorização da riqueza ou poder social. Uma curiosidade é que, até o período em que a medicina não tinha condições de garantir um bom parto para mulher, o padrão de beleza era as mulheres com maior saúde para parto.
A partir de então, devido a mulher estar vinculada a necessidade de ter um filho, ela sempre foi associada a valores de saúde e a beleza. O homem, por ter tomado a responsabilidade social devido a sua necessidade de se tornar melhor e competir com os machos para ser selecionado, acabou tomando a rédea da sociedade e tomando a responsabilidade de fazê-la melhorar em relação às outras, por isto, ele é vinculado a uma imagem de produção e competição. Embora o sexo estar associado ao prazer para ambos os gêneros, a mulher, devido a responsabilidade de carregar o filho consigo, desenvolveu uma certa aversão ao sexo, enquanto que o homem, devido a ausência causada pela aversão da mulher, acabou desenvolvendo uma super-valorização ao sexo. É isto também o que explica a mulher estar associada a prazer de tal forma que faz o homem mentir para conquistá-las para apenas uma noite. Quando as mulheres perceberam isto, começaram utilizar o prazer como uma tática para atrair os homens e fazê-los compartilhar aquilo que eles produzem, e isto logo foi integrado ao sistema social. Devido a isto, é possível também assumir que a manipulação do prazer, coisas que satisfaçam o instinto, não somente no sentido sexual, estão também relacionados ao sexo feminino, já que o masculino está preocupado demais com a produção e a competição.
Como explicado anteriormente, a capacidade de se tornar relativo do humano é tão grande que, já no século passado, é possível perceber mulheres se focando exageradamente na competição e homens se focando exageradamente na beleza, coisas que ao serem comparadas com o princípio do comportamento da sexualidade pode significar uma inversão de funções. Contudo, devido à característica do sexo feminino de gerar um filho, algo que nunca mudará, é possível determinar a essência de comportamento masculino e comportamento feminino para a natureza humana. Comportamento masculino, também chamado de poder ativo por efeitos práticos, é aquele que se foca na competição e produção. Comportamento feminino, também chamado de poder passivo por efeitos práticos, é aquele que se foca na saúde e no prazer. A importância de compreender estes elementos é ter condições de observar em como atuam, na prática, a estratégia sexual masculina e feminina para atrair e escolher aquilo que desejam. Para continuar, é preciso imaginar um cenário onde já haja a tecnologia de anticoncepção e anti-dst, como nossa sociedade atual e a camisinha, e também lembrar que o comportamento humano é relativo ao ponto de uma mulher que utiliza o poder ativo conquistar o homem que utiliza o poder ativo.
Poder ativo:
O comportamento masculino é assim chamado, pois, na prática, é ele quem conquista. Isto acontece porque este comportamento, ao ter como principal característica a busca pela produção e pela competição, acaba acumulando uma boa quantidade de recursos para viver bem, porém, deseja utilizar estes recursos em coisas que lhe tragam bastante prazer e façam bem ao seu futuro. É então que ele decide investir os recursos para conquistar aquela pessoa que aparenta apresentar os melhores conhecimentos e esteja relacionada às melhores coisas, ou seja, alguém de poder passivo. Para conquistá-la, a partir deste momento, ele irá empregar seus recursos para demonstrar a essa pessoa que realmente está interessado em suas capacidades e realmente deseja dar-lhe as melhores condições de sobrevivência através destes recursos possíveis, e que não é simplesmente um charlatão querendo ter prazer através de mentiras. A partir desta movimentação de esforço é que ocorre a conquista do poder passivo, quando este se convence de que o partido é realmente alguém com bons poderes em relação às opções e deseja fazê-la bem, coisa que as outras opções podem não desejar tanto.
Poder passivo:
O comportamento feminino é assim chamado, pois, na prática, é ele quem é conquistado. Isto acontece porque este comportamento, ao ter como principal objetivo encontrar meios de gerar saúde e bem-estar para si próprio e a quem nutre afeto, acaba se associando também a coisas prazerosas para conseguir conquistar a atenção daqueles que detém os recursos para a sobrevivência. Esta associação é feita de forma instintiva, é exemplo da dança provocativa e da moda, e é bastante útil dentro do sistema social. É através disto que o poder passivo atrai a maior quantidade de poderes ativos possível, e diante de todos os que são atraídos, aquele que mais se dispõe a lhe fazer bem e tiver mais recursos será o escolhido. A competição também ocorre no poder passivo, pois afinal, aquele que atrair mais poderá ter maior oportunidade de escolha e mais certeza o poder ativo terá para investir seus recursos para a conquista. Esta competição se dá principalmente através da imagem a qual aqueles que se valem do poder passivo se associam. O poder ativo quer ter, através da imagem, garantias de que seu investimento trará resultados para futuro. Por isto, um poder passivo difícil de ser conquistado demonstra que quer realmente se envolver com alguém que queira um envolvimento sério, que realmente faça bem e não seja superficial, e isto é algo que o poder ativo valoriza.
Considerações sobre os poderes sociais na sociedade:
Este sistema de poderes sexuais se consolidou porque é ele quem específica de maneira mais acentuada as características do comportamento de sobrevivência e reprodução. O poder ativo, portanto, é o comportamento da sobrevivência, que busca meios de se tornar excelente em produzir recursos, e o comportamento passivo é o da reprodução, que busca meios de selecionar aqueles que melhor consegue produzir recursos e cuidar bem do filho. Contudo, este é um sistema genérico, pois é possível observar que existe uma enorme quantidade de variações destes poderes na sociedade. Isto porque a tecnologia e a luta pela igualdade permitiram que o comportamento passivo também buscasse sua fonte de recurso, deixando de depender somente do ativo, e que o ativo também buscasse formas de atrair o passivo por estarem associado coisas boas, deixando de depender somente de seus recursos. Podemos ver então, em alguns casos, versões diluídas destes comportamentos ou mesmo invertidas. Isto é vantajoso, pois permite uma maior gama de variações de comportamentos, o que possibilita que cada pessoa busque se adequar naquilo que ela é melhor. Existem alguns homens que são melhores em ser passivos e existem algumas mulheres que são melhores em ser ativas, se a realidade é esta, é preciso respeitar. Obviamente, diante tanta variação de comportamento, existem os distúrbios, como casais que são montados apenas por interesses superficiais, como dinheiro ou beleza, coisas que são importantes, mas que na maioria das vezes não sustentam um relacionamento voltado à família por serem enjoativos.
Parte dos grandes distúrbios socais relacionados a guerra do sexo está relacionada ao não respeito com a realidade. Embora que para algumas mulheres seja vantajoso ser passiva, isto não significa que para toda mulher é vantajoso ser da mesma forma. Foi isto o que motivou a luta pela igualdade, que poderia ser mais bem titulada como a luta pelo direito de ser igual se quiser. O mesmo vale para os homens. Outro fato que ocorreu foi a falência do núcleo familiar constituído de maneira tradicional, onde o pai trabalha e a mãe em casa cuidado dos filhos. Este sistema faliu não devido a sua estrutura, que por princípio é ótima, mas sim pelo não entendimento de sua estrutura e a falta de compromisso com a realidade e com o melhor. As esposas e maridos buscavam omitir ou mentir sobre os fatores levados pela idéia de que manter o núcleo familiar é mais importante que a verdade, e isto levava, fatalmente, a tragédias ao núcleo, como traição, casamento ruim, qualidade de vida baixa, filhos rebeldes e que não apóiam os pais, dentre outras coisas. Isto foi sustentado por muitos para manter a imagem perante a sociedade que, embora parecesse respeitosa e todos os que não estavam envolvidos no núcleo admiravam, era constituída de mentiras. É por isto que o compromisso com a verdade e a liberdade para escolher o que se acha melhor deve vir antes de toda forma de estrutura social.
Poderes sexuais e definição da sexualidade:
Através do inconsciente coletivo e através da tecnologia da beleza, as pessoas aprendem a valorizar o sexo oposto desde crianças para fins reprodutivos. Na fase adolescente, os hormônios do sexo entram em ação. Os hormônios do corpo masculino desenvolvem uma tendência de comportamento masculino, que busca ser ativo, conquistar, produzir, já os hormônios do corpo feminino desenvolvem uma tendência de comportamento feminino, a de ter uma atenção maior aos sentimentos e gostar de ser conquistada. Através disto é que surge a sexualidade que o homem busque conquistar e a mulher busque ser conquistada. Porém, devido a mutações genéticas ou a distúrbios sociais, é possível observar que uma parcela da população acaba não seguindo esta tendência. É quando surgem homens que usam o poder passivo e mulheres que usam o poder ativo.
O cérebro humano não nasce sabendo a diferença entre homem e mulher. Esta diferença é percebida durante o crescimento, na idade infantil e na adolescência. Porém, são as tendências hormonais que tem a maior tendência de estabelecer que tipo de poder cada indivíduo desejará seguir. Quando há uma mutação genética que faz o homem ter tendências homossexuais, mesmo ao ser incentivado a gostar de meninas, seu instinto passivo acaba desejando ser conquistado pelo poder ativo, aquele que representa os homens, e a partir disto ele desenvolve a valorização sexual por homens, coisa que o faz achá-los bonitos e o faz desejá-los. A mesma coisa ocorre com mulheres que, por influências hormonais, desenvolvem uma tendência ativa. Elas acabam desejando o passivo, que é representado pelo sexo feminino, e por isso aprende a valorizar sexualmente e a desejar a mulher. O mesmo pode acontecer através de distúrbios sociais, onde o homem encontra vantagem em ser passivo, mesmo tendo taxa hormonal para ser ativo, e a mulher encontra vantagem em ser ativa, mesmo tendo taxa hormonal para ser passivo. O distúrbio está em não simplesmente eles mudarem sua natureza, como também valorizarem o mesmo sexo, algo que pode diminuir a taxa de natalidade de um país além de ser maior a dificuldade para manter um núcleo familiar entre casais homossexuais. Porém, estes tipos de distúrbios sexuais costumam ser passageiros.
Para a psicologia evolutiva, os poderes sexuais servem como algo que engata uma relação familiar, contudo, não somente com eles ela se sustenta. É preciso que o casal se goste, se compreenda, queira um o melhor pro outro, sejam sinceros e tenham objetivos evolutivos parecidos. O maior benefício do núcleo familiar são os filhos, que são investimentos que duram para vida toda ou mesmo para além dela. É por isto que mesmo casais formados com gatilho homossexual também podem sustentar, embora que com mais dificuldade, um núcleo familiar por maio da adoção, pois afinal, ambos são humanos e tem o mecanismo evolutivo igual ao dos heterossexuais, só com algumas poucas configurações diferentes. Como ultima observação, é importante que tanto o homem quanto a mulher entendam como os dois tipos de poderes funcionam para melhor compreender e administrar a relação com seu parceiro. Muito dos conflitos ocorrem devido ao não entendimento, causado pela imagem de que o homem só deve ser homem e a mulher só deve ser mulher, e que um não deve entrar no mundo do outro. Na verdade, ambos compartilham as mesmas características, porém, cada um se especializa naquilo que é mais forte, embora possa compreender e sentir um pouco do outro. Isto aumentará a empatia e o entendimento entre o casal, o que aumenta a confiança e a qualidade de vida deles e de seu núcleo social.
Encerramento:
Enfim, finalizo esta postagem. Ela demorou bem mais que eu imaginava, pois, seu projeto original só detinha uma introdução e os conceitos de poder ativo e passivo. Ao iniciar a viagem histórica pelos principais fatores que modificaram a sexualidade, acabei sentindo a necessidade de explicar de onde surgiram os fatores que me fizeram criar este sistema de definições e em como eles se relacionam com os conhecimentos gerais da psicologia evolutiva. Também esqueci de afirmar que utilizei um método de elaboração teórica para chegar a essas conclusões que me induz a pensar nas tecnologias mais simples que faz o cérebro ter os resultados que é percebido, foi assim que eu concebi as tecnologias básicas da psicologia evolutiva e é assim que essa postagem também foi feita. Terminada esta postagem, está também terminando as minhas férias. Pretendo ainda alugar alguns filmes, terminar o livro e voltar à rotina de estudo que me fará me afastar novamente do computador. Desculpem-me se mais uma vez faltei com a revisão, um abraço a todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Decidi escrever após perceber que esta era a melhor opção para o fim de noite. Estes dias que se passaram desde a última atualização foram interessantes. Estou quase terminando de ler “A Batalha do Apocalipse”, emprestado de um amigo. O inicio do livro foi um pouco complicado, porque eu estava pouco familiarizado com os termos. Mas isto logo foi resolvido, e quando me acostumei a linguagem do livro, acabei me envolvendo por ele. O plano inicial para hoje a noite era continuar a leitura, mas como tem um som alto aqui do lado de casa, vou escrever essa postagem de hoje. Outra coisa legal que eu tenho feito é aprender a jogar “Dwarf Fortress”, um jogo cuja linha de aprendizagem é um tanto árdua. Decidi aprender a jogá-lo durante estas férias pra não deixar minha mente cair em preguiça. Tive a sorte, também, de encontrar um ótimo tutorial dividido em vários vídeos, que me poupou bastante esforço em procurar as funções da interface do jogo na wiki inglesa do jogo. Este jogo tem uma profundidade enorme de detalhes, tanto é que eu acho que aprendi apenas uns 70% de seus mecanismos iniciais dos quais eu tive conhecimento da existência através do tutorial. Terminada a atualização de novidades pessoais no blog, vamos agora para a postagem, que hoje será sobre uma teoria envolvendo sexualidade, ela é derivada de observações de das já conhecidas estratégias evolutivas para a reprodução e dos princípios de analise da psicologia evolutiva que busca encontrar a mais comportamental humana mais simples possível.
Introdução a poderes sexuais:
A princípio, reproduzir significa simplesmente produzir algo já troduzido. No caso dos animais, gerar mais de si mesmos, que neste caso é seus filhos. Porém, devido a seleção natural e a propriedade de hereditariedade genética, os animais que, por mutação, desenvolviam mecanismos para selecionar os parceiros que mais sobreviviam ao ambientes, transmitiam estas capacidades aos seus filhos. Tanto a capacidade de seleção como também a capacidade de sobrevivência. Devido a estes mecanismos e também a mutação genética, surgiu a diferenciação entre animais da mesma espécie em macho e fêmea, que foi benéfica por aumentar a variedade de mutações da população, tornando-a mais adaptável ao ambiente. Devido a esta forte variação e da continua ação da seleção natural, a especialização das funções do macho e da fêmea se tornou ainda mais evidente para que houvesse mais das chances de sobrevivência e reprodução para a espécie. Foi assim que surgiu as estratégias evolutivas que define “macho” e “fêmea”.
De modo geral e simplificado, o macho ficou responsável por garantir principalmente as chances de sobrevivência, gastando toda sua energia na caça e proteger a fêmeas. A fêmea, por sua vez, costuma guardar uma maior parte de energia em seu corpo para o árduo trabalho de gerar um filho, algo que consome bastante tempo e energia do indivíduo, e cuidar dele. Devido a estas características, o macho tem como objetivo encontrar formas de demonstrar que é o melhor do seu bando para conquistar uma fêmea, e a fêmea tem o objetivo de selecionar o melhor macho, para que seu filho tenha mais chances de sobreviver à seleção natural. Após este processo, há o acasalamento e a fêmea ficará grávida. A seleção atua na fêmea por meio da saúde: aquela que for mais saudável terá mais filhos, e passará essa característica a seus filhos. Para saber sobre isso de forma mais detalhada, ouça o nerdcast número 316 (link aqui). Estas informações são necessárias para, após acrescentar as propriedades que faz o humano se tornar um ser relativo, ser possível fazer uma analogia sobre como estas características estão agindo.
Relativização dos poderes sexuais:
A partir do momento em que o humano desenvolveu a capacidade de modificar o ambiente, houve também uma diluição na força da seleção natural que o ambiente exerce na espécie. Devido a isto, as técnicas que foram desenvolvidas para o humano se adaptar ao ambiente, dentre elas a diferenciação entre os sexos, também sofreram modificações. Sendo mais específico, o contexto o qual essas técnicas foram desenvolvidas deixou de existir quando o humano deixou de viver na floresta para viver em sociedade, devido a isto, a sociedade foi montada de modo a tecnologias humanas. É isto o que se chama de herança genética, algo que uma espécie recebeu sem necessariamente fazer o melhor uso disto. Quanto maior o nível tecnológico desta sociedade, maior é a capacidade do homem modificar o ambiente e também mais distante se torna a sociedade do contexto a qual as tecnologias humanas. É por isto que, em pleno século de tecnologia em que estamos ainda existem muitos distúrbios relacionados ao sexo.
Um bom exemplo sobre isso foi no inicio das primeiras organizações sociais um pouco mais complexas, onde já existia propriedade privada. A propriedade privada faz o humano precisar definir quem é seu parceiro e quem são seus filhos para que haja transmissão de conhecimentos e riquezas de forma específica. Devido a isto, um homem precisa escolher uma mulher e vice-versa, para ambos terem um filho e constituir um núcleo familiar. Contudo, enquanto que antigamente o objetivo do homem era demonstrar as fêmeas em geral que era forte e merecia ser escolhido, e o da fêmea era escolher, parir e cuidar do filho, agora o homem precisa escolher e a mulher precisa atrair. Isto encontrou um modo de ser feito através das tecnologias humanas. A mulher começou a atrair através da tecnologia da beleza, onde ela buscava ser associada a valores que os homens valorizavam, além de o homem já estabelecer seu padrão de beleza por aspectos corporais que ele considerava importante. O homem, por sua vez, começou a atrair as mulheres pela sua capacidade de dar boas condições de vida a elas e a seus filhos, e foi em conseqüência disto que surgiu o status, onde a beleza é dada através da valorização da riqueza ou poder social. Uma curiosidade é que, até o período em que a medicina não tinha condições de garantir um bom parto para mulher, o padrão de beleza era as mulheres com maior saúde para parto.
A partir de então, devido a mulher estar vinculada a necessidade de ter um filho, ela sempre foi associada a valores de saúde e a beleza. O homem, por ter tomado a responsabilidade social devido a sua necessidade de se tornar melhor e competir com os machos para ser selecionado, acabou tomando a rédea da sociedade e tomando a responsabilidade de fazê-la melhorar em relação às outras, por isto, ele é vinculado a uma imagem de produção e competição. Embora o sexo estar associado ao prazer para ambos os gêneros, a mulher, devido a responsabilidade de carregar o filho consigo, desenvolveu uma certa aversão ao sexo, enquanto que o homem, devido a ausência causada pela aversão da mulher, acabou desenvolvendo uma super-valorização ao sexo. É isto também o que explica a mulher estar associada a prazer de tal forma que faz o homem mentir para conquistá-las para apenas uma noite. Quando as mulheres perceberam isto, começaram utilizar o prazer como uma tática para atrair os homens e fazê-los compartilhar aquilo que eles produzem, e isto logo foi integrado ao sistema social. Devido a isto, é possível também assumir que a manipulação do prazer, coisas que satisfaçam o instinto, não somente no sentido sexual, estão também relacionados ao sexo feminino, já que o masculino está preocupado demais com a produção e a competição.
Como explicado anteriormente, a capacidade de se tornar relativo do humano é tão grande que, já no século passado, é possível perceber mulheres se focando exageradamente na competição e homens se focando exageradamente na beleza, coisas que ao serem comparadas com o princípio do comportamento da sexualidade pode significar uma inversão de funções. Contudo, devido à característica do sexo feminino de gerar um filho, algo que nunca mudará, é possível determinar a essência de comportamento masculino e comportamento feminino para a natureza humana. Comportamento masculino, também chamado de poder ativo por efeitos práticos, é aquele que se foca na competição e produção. Comportamento feminino, também chamado de poder passivo por efeitos práticos, é aquele que se foca na saúde e no prazer. A importância de compreender estes elementos é ter condições de observar em como atuam, na prática, a estratégia sexual masculina e feminina para atrair e escolher aquilo que desejam. Para continuar, é preciso imaginar um cenário onde já haja a tecnologia de anticoncepção e anti-dst, como nossa sociedade atual e a camisinha, e também lembrar que o comportamento humano é relativo ao ponto de uma mulher que utiliza o poder ativo conquistar o homem que utiliza o poder ativo.
Poder ativo:
O comportamento masculino é assim chamado, pois, na prática, é ele quem conquista. Isto acontece porque este comportamento, ao ter como principal característica a busca pela produção e pela competição, acaba acumulando uma boa quantidade de recursos para viver bem, porém, deseja utilizar estes recursos em coisas que lhe tragam bastante prazer e façam bem ao seu futuro. É então que ele decide investir os recursos para conquistar aquela pessoa que aparenta apresentar os melhores conhecimentos e esteja relacionada às melhores coisas, ou seja, alguém de poder passivo. Para conquistá-la, a partir deste momento, ele irá empregar seus recursos para demonstrar a essa pessoa que realmente está interessado em suas capacidades e realmente deseja dar-lhe as melhores condições de sobrevivência através destes recursos possíveis, e que não é simplesmente um charlatão querendo ter prazer através de mentiras. A partir desta movimentação de esforço é que ocorre a conquista do poder passivo, quando este se convence de que o partido é realmente alguém com bons poderes em relação às opções e deseja fazê-la bem, coisa que as outras opções podem não desejar tanto.
Poder passivo:
O comportamento feminino é assim chamado, pois, na prática, é ele quem é conquistado. Isto acontece porque este comportamento, ao ter como principal objetivo encontrar meios de gerar saúde e bem-estar para si próprio e a quem nutre afeto, acaba se associando também a coisas prazerosas para conseguir conquistar a atenção daqueles que detém os recursos para a sobrevivência. Esta associação é feita de forma instintiva, é exemplo da dança provocativa e da moda, e é bastante útil dentro do sistema social. É através disto que o poder passivo atrai a maior quantidade de poderes ativos possível, e diante de todos os que são atraídos, aquele que mais se dispõe a lhe fazer bem e tiver mais recursos será o escolhido. A competição também ocorre no poder passivo, pois afinal, aquele que atrair mais poderá ter maior oportunidade de escolha e mais certeza o poder ativo terá para investir seus recursos para a conquista. Esta competição se dá principalmente através da imagem a qual aqueles que se valem do poder passivo se associam. O poder ativo quer ter, através da imagem, garantias de que seu investimento trará resultados para futuro. Por isto, um poder passivo difícil de ser conquistado demonstra que quer realmente se envolver com alguém que queira um envolvimento sério, que realmente faça bem e não seja superficial, e isto é algo que o poder ativo valoriza.
Considerações sobre os poderes sociais na sociedade:
Este sistema de poderes sexuais se consolidou porque é ele quem específica de maneira mais acentuada as características do comportamento de sobrevivência e reprodução. O poder ativo, portanto, é o comportamento da sobrevivência, que busca meios de se tornar excelente em produzir recursos, e o comportamento passivo é o da reprodução, que busca meios de selecionar aqueles que melhor consegue produzir recursos e cuidar bem do filho. Contudo, este é um sistema genérico, pois é possível observar que existe uma enorme quantidade de variações destes poderes na sociedade. Isto porque a tecnologia e a luta pela igualdade permitiram que o comportamento passivo também buscasse sua fonte de recurso, deixando de depender somente do ativo, e que o ativo também buscasse formas de atrair o passivo por estarem associado coisas boas, deixando de depender somente de seus recursos. Podemos ver então, em alguns casos, versões diluídas destes comportamentos ou mesmo invertidas. Isto é vantajoso, pois permite uma maior gama de variações de comportamentos, o que possibilita que cada pessoa busque se adequar naquilo que ela é melhor. Existem alguns homens que são melhores em ser passivos e existem algumas mulheres que são melhores em ser ativas, se a realidade é esta, é preciso respeitar. Obviamente, diante tanta variação de comportamento, existem os distúrbios, como casais que são montados apenas por interesses superficiais, como dinheiro ou beleza, coisas que são importantes, mas que na maioria das vezes não sustentam um relacionamento voltado à família por serem enjoativos.
Parte dos grandes distúrbios socais relacionados a guerra do sexo está relacionada ao não respeito com a realidade. Embora que para algumas mulheres seja vantajoso ser passiva, isto não significa que para toda mulher é vantajoso ser da mesma forma. Foi isto o que motivou a luta pela igualdade, que poderia ser mais bem titulada como a luta pelo direito de ser igual se quiser. O mesmo vale para os homens. Outro fato que ocorreu foi a falência do núcleo familiar constituído de maneira tradicional, onde o pai trabalha e a mãe em casa cuidado dos filhos. Este sistema faliu não devido a sua estrutura, que por princípio é ótima, mas sim pelo não entendimento de sua estrutura e a falta de compromisso com a realidade e com o melhor. As esposas e maridos buscavam omitir ou mentir sobre os fatores levados pela idéia de que manter o núcleo familiar é mais importante que a verdade, e isto levava, fatalmente, a tragédias ao núcleo, como traição, casamento ruim, qualidade de vida baixa, filhos rebeldes e que não apóiam os pais, dentre outras coisas. Isto foi sustentado por muitos para manter a imagem perante a sociedade que, embora parecesse respeitosa e todos os que não estavam envolvidos no núcleo admiravam, era constituída de mentiras. É por isto que o compromisso com a verdade e a liberdade para escolher o que se acha melhor deve vir antes de toda forma de estrutura social.
Poderes sexuais e definição da sexualidade:
Através do inconsciente coletivo e através da tecnologia da beleza, as pessoas aprendem a valorizar o sexo oposto desde crianças para fins reprodutivos. Na fase adolescente, os hormônios do sexo entram em ação. Os hormônios do corpo masculino desenvolvem uma tendência de comportamento masculino, que busca ser ativo, conquistar, produzir, já os hormônios do corpo feminino desenvolvem uma tendência de comportamento feminino, a de ter uma atenção maior aos sentimentos e gostar de ser conquistada. Através disto é que surge a sexualidade que o homem busque conquistar e a mulher busque ser conquistada. Porém, devido a mutações genéticas ou a distúrbios sociais, é possível observar que uma parcela da população acaba não seguindo esta tendência. É quando surgem homens que usam o poder passivo e mulheres que usam o poder ativo.
O cérebro humano não nasce sabendo a diferença entre homem e mulher. Esta diferença é percebida durante o crescimento, na idade infantil e na adolescência. Porém, são as tendências hormonais que tem a maior tendência de estabelecer que tipo de poder cada indivíduo desejará seguir. Quando há uma mutação genética que faz o homem ter tendências homossexuais, mesmo ao ser incentivado a gostar de meninas, seu instinto passivo acaba desejando ser conquistado pelo poder ativo, aquele que representa os homens, e a partir disto ele desenvolve a valorização sexual por homens, coisa que o faz achá-los bonitos e o faz desejá-los. A mesma coisa ocorre com mulheres que, por influências hormonais, desenvolvem uma tendência ativa. Elas acabam desejando o passivo, que é representado pelo sexo feminino, e por isso aprende a valorizar sexualmente e a desejar a mulher. O mesmo pode acontecer através de distúrbios sociais, onde o homem encontra vantagem em ser passivo, mesmo tendo taxa hormonal para ser ativo, e a mulher encontra vantagem em ser ativa, mesmo tendo taxa hormonal para ser passivo. O distúrbio está em não simplesmente eles mudarem sua natureza, como também valorizarem o mesmo sexo, algo que pode diminuir a taxa de natalidade de um país além de ser maior a dificuldade para manter um núcleo familiar entre casais homossexuais. Porém, estes tipos de distúrbios sexuais costumam ser passageiros.
Para a psicologia evolutiva, os poderes sexuais servem como algo que engata uma relação familiar, contudo, não somente com eles ela se sustenta. É preciso que o casal se goste, se compreenda, queira um o melhor pro outro, sejam sinceros e tenham objetivos evolutivos parecidos. O maior benefício do núcleo familiar são os filhos, que são investimentos que duram para vida toda ou mesmo para além dela. É por isto que mesmo casais formados com gatilho homossexual também podem sustentar, embora que com mais dificuldade, um núcleo familiar por maio da adoção, pois afinal, ambos são humanos e tem o mecanismo evolutivo igual ao dos heterossexuais, só com algumas poucas configurações diferentes. Como ultima observação, é importante que tanto o homem quanto a mulher entendam como os dois tipos de poderes funcionam para melhor compreender e administrar a relação com seu parceiro. Muito dos conflitos ocorrem devido ao não entendimento, causado pela imagem de que o homem só deve ser homem e a mulher só deve ser mulher, e que um não deve entrar no mundo do outro. Na verdade, ambos compartilham as mesmas características, porém, cada um se especializa naquilo que é mais forte, embora possa compreender e sentir um pouco do outro. Isto aumentará a empatia e o entendimento entre o casal, o que aumenta a confiança e a qualidade de vida deles e de seu núcleo social.
Encerramento:
Enfim, finalizo esta postagem. Ela demorou bem mais que eu imaginava, pois, seu projeto original só detinha uma introdução e os conceitos de poder ativo e passivo. Ao iniciar a viagem histórica pelos principais fatores que modificaram a sexualidade, acabei sentindo a necessidade de explicar de onde surgiram os fatores que me fizeram criar este sistema de definições e em como eles se relacionam com os conhecimentos gerais da psicologia evolutiva. Também esqueci de afirmar que utilizei um método de elaboração teórica para chegar a essas conclusões que me induz a pensar nas tecnologias mais simples que faz o cérebro ter os resultados que é percebido, foi assim que eu concebi as tecnologias básicas da psicologia evolutiva e é assim que essa postagem também foi feita. Terminada esta postagem, está também terminando as minhas férias. Pretendo ainda alugar alguns filmes, terminar o livro e voltar à rotina de estudo que me fará me afastar novamente do computador. Desculpem-me se mais uma vez faltei com a revisão, um abraço a todos e até a próxima postagem.
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Devir Social
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sábado, 9 de junho de 2012
Publicação e explicação de dois poemas: "O caminho da grandeza" e "A vontade de melhorar"
Introdução:
Olá a todos. Hoje eu faltei aula sem querer, então eu estou a manhã toda sem fazer nada. Após visitar várias páginas e tomar café da manhã, resolvi fazer algo produtivo. Então observei que mês passado só houve uma atualização aqui. Então é uma boa hora pra escrever. Vamos as novidades: estou estudando todo dia de semana, com exceção daqueles que eu não fui pra escola ou que eu tive que fazer alguma outra coisa, estes últimos são raros. Além de estudar, este mês eu venho trabalhando numa tabela muito interessante, que provavelmente será o tema da minha próxima postagem. Hoje eu estou interessado em explicar uns poemas que eu escrevi. O primeiro nasceu de um sentimento de responsabilidade que estou começando a desenvolver devido a minhas teorias. É algo complicado, pois a partir do momento que temos o poder de mexer com a vida das pessoas, a coisa passa a entrar em outro nível de conseqüências. Eu não sou o primeiro que está caminhando neste caminho, porém, observei que é preciso entender o que cada coisa significa para então poder prosseguir. O segundo nasceu da observação de como a sociedade organizou seu lastro durante a sua história, e, embora esteja um pouco forçado, traz informações interessantes a serem pensadas. Vamos ao primeiro.
O caminho da grandeza
Eu sou um humano grande. Não porque eu simplesmente o seja:
Foi me mostrado o caminho na sociedade que me tornou deste jeito.
É o que eu desejei, me esforcei para consegui-lo. Isto me faz bem.
Não é todos que alcançam este caminho, cansativo e tentador.
É difícil definir se isto é um privilegio ou uma responsabilidade.
Alguns se corrompem no caminho e sentem-se bem fazendo o mal,
Outros não entendem que isto é um sacrifício que exige esforço,
querem tudo fácil, sem estudo, estratégia ou adaptação.
Eu sou um humano comum. Esforço-me para me tornar melhor.
Sinto-me bem através de mim, ou através das minhas extensões:
Minha família, meus amigos ou projetos. Sou também parte deles.
Através disto nos divertimos, e assim se segue uma boa vida.
Não sigo caminho para além destes: se o conheci, não o escolhi.
Talvez ele não me fosse tão atraente, minha vida já estava formada.
Ou ainda não via motivos para desejá-lo. Não me sinto parte dele.
Do que sou parte: disto, que estou construindo, que me faz bem.
Eu sou um humano pequeno. Limito-me ao meu próprio ser.
Isto me impede de encontrar outros caminhos, novos conhecimentos.
Sempre estou errado ou perdido: às vezes busco outros para culpar.
Aprenderei através dos erros que eu não sou o único que sente.
Mas antes de aprender: sofrerei. Isto expandirá meus sentimentos.
Através deste conhecimento encontrarei outros caminhos, novas visões.
Diante de tanta coisa nova, uma me fará bem: será a que vou seguir.
Através desta responsabilidade assumirei meus atos: é quando crescerei.
O primeiro parágrafo se inicia com a declaração “Eu sou um humano grande”. Inicialmente eu escrevi “eu sou um grande humano”, mas meu apego a padronização me fez inverter a ordem. Logo em seguida é explicado que, se eu sou assim, não é uma coisa que simplesmente se tornou assim, que, em outras palavras, não estava destinada a mim sem motivo específico: há motivos. Eu resumo estes motivos através de “o caminho que me tornou deste jeito”, no segundo verso. Nele também há a primeira referencia a sociedade, que há uma grande importância neste poema. Isto porque a definição de “grandeza” que está sendo usado neste poema toma como critério a grandeza social, que depende da sociedade. Por isto o caminho é definido como “o caminho na sociedade”. No terceiro verso há menção sobre como o humano grande seguiu seu caminho. Através do esforço e do desejo. Ele se sente bem porque conseguiu aquilo que desejou, que era colaborar com a sociedade. Porém, para colaborar com a sociedade de forma significativa a ponto de se tornar um grande humano, é preciso ter muito poder em mãos. Manter este poder é cansativo, e utilizá-lo para outros fins que não o do bem é tentador devido aos distúrbios que todo humano tende a ter.
O primeiro verso é uma reflexão sobre o que significa a responsabilidade de ter tanto poder em mãos. Esta responsabilidade surge porque, com tanto poder, todos os distúrbios podem se manifestar de forma dramática. Por isso é preciso ter cuidado para não cometer erros graves, que irão prejudicar muita gente. É o que as pessoas que se corrompem no caminho fazem. Se sentem bem fazendo o mal já que utilizam seu poder para saciar seus distúrbios, algo que prejudica outras pessoas. Estes dois últimos versos podem ser basicamente dois tipos de pessoas: as que estão numa posição de privilegio mas não entendem isto, e as que não estão no caminho da grande grandeza e não entendem nem respeitam ou também não entendem aqueles que estão. O objetivo deles é conscientizar que as coisas não são fáceis, é preciso sacrifício, para se tornar cada vez melhor em algo já árduo, esforço, estudo, estratégia e adaptação para se desenvolver os mecanismos que vá ajudar a sociedade. Basicamente, se define um caminho por qual seguir e todos os outros, inclusive os desconhecidos, são desconsiderados. Tornam-se apenas objetos de curiosidade e contato com outros humanos.
A terceira estrofe se inicia com a declaração do homem comum. Em seguida, é explicada ao que o homem comum dedica sua vida: a se tornar melhor. No segundo verso, é explicado que seu objetivo não é se tornar melhor para a sociedade, e sim se tornar melhor para si mesmo e para suas extensões, e se sentir bem com isto. No terceiro, há a explicação do que são estas extensões. Aqui há uma grande diferenciação entre o homem comum e o grande homem: o primeiro tende a se dedicar bastante a vários projetos de pequena importância para a sociedade, o segundo se dedica bastante a apenas um, que é o de grande importância. Porém, estes projetos de pequena importância para a sociedade, são de grande importância para o homem comum, pois são eles que garantem os bons sentimentos e a boa evolução. O grande humano, na sociedade, costuma ter a função de ajudar os humanos comuns a viverem melhor, enquanto que o humano comum simplesmente vive e se preocupa consigo mesmo e com aqueles que estão ao seu redor, que fazem parte de sua extensão.
O primeiro verso da quarta estrofe explica o porquê o homem comum não segue outro caminho, que neste caso seria o caminho para se tornar um grande homem. Há duas hipóteses, a primeira é a de ele não conhecer, e a segunda é a dele não o escolher caso conhecer. Assumindo que não é possível seguir aquilo que não se conhece, foi necessário apenas explicar a segunda hipótese. Isto é feito no segundo verso. Existem ocasiões em que pessoas comuns se deparam com a oportunidade de seguir um grande caminho, mas não o querem, às vezes porque elas já formaram toda uma expectativa de vida baseada nas coisas que já estão sendo desenvolvidas. O caminho não a atrai o suficiente para que isto seja sacrificado. Na terceira estrofe há outra justificativa para não ter seguido tal caminho. Esta justificativa também revela um pouco mais sobre as pessoas que escolheram seguir este caminho: elas costumam ter um motivo maior para fazer isto ou ainda se sentirem envolvidas. No final há a constatação sobre do que o humano comum se sente parte, se sente envolvido, se esforça. O “construindo” também pode significar evolução, que também pode significar amor. Então, é disto o que ele faz parte, de tudo aquilo que ele ama e que faz bem a ele, que são suas extensões explicadas no parágrafo anterior.
A quinta estrofe se refere ao humano pequeno, limitado a seu próprio ser. A básica entre o humano pequeno e o homem comum é que, enquanto um deles já encontrou suas extensões e aquilo que o faz bem, o outro acaba de iniciar sua busca ou simplesmente ainda não encontrou. Desta forma, humanos pequenos não se limitam apenas a adolescentes. Esta limitação é causada pela falta de conhecimento sobre como seu próprio ser funciona, e isto o impede de ter conhecimento além de si próprio, que neste caso seria coisas produzidas pela sociedade, como a cultura, economia e política. Isto foi dito no segundo verso, enquanto que o terceiro reforça sua falta de conhecimento sobre si próprio: ele sempre se encontra errado ou perdido, sintoma de quem não está conectado na realidade. Buscar alguém pra culpar, mesmo que inconscientemente, é um mecanismo freqüentemente utilizado para não assumir a responsabilidade daquilo que ele poderia melhorar, até mesmo porque ele não tem conhecimento para melhorar tais coisas. No ultimo verso dessa estrofe, é apresentada outra característica de pessoas que não conhecem como funcionam as coisas ao seu redor: por não conhecerem como funcionam as coisas ao redor e, portanto, não se envolverem com isto, a maioria de seus desejos costumam voltar a si mesmos. Por conseqüência, é muito comum supervalorizarem seus sentimentos em detrimento ao sentimento das outras pessoas. Porém, com o tempo, existe a tendência de eles aprenderem que é preciso observar a vida ao redor.
A linha de raciocínio da abertura da sexta estrofe se estabelece da seguinte forma: se uma pessoa está seguindo determinado caminho porque este caminho atrai seu instinto, a principal forma pela qual ela observará que este caminho não é bom é através do sofrimento. O fato de este caminho causar sofrimento a ela mostrará que este caminho não é bom, salve os distúrbios, que são caminhos ruins que não causam sofrimento de imediato, apenas após um longo período de tempo. A expansão de sentimento ocorrerá devido a expansão de conhecimento, assim como também devido a expansão de noção de quais coisas acontecem a seu redor. Quando obtido tal expansão, coisas que antes passavam despercebidas começam a ser notadas, é quando surge o cenário descrito no segundo verso. Esta enorme quantidade de informações novas fará com que a pessoa tenha várias oportunidades de estabelecer conexões com a realidade para iniciar seu processo de evolução. Porém, existem elementos em determinado caminho que a fará se sentir bem mais que nos outros, é este o caminho que ela provavelmente seguirá. Normalmente estes elementos estão relacionados aos desejos, algo que ela se envolveu ou desenvolveu durante seu processo de crescimento, e são eles que determinarão se a evolução será comum ou grande. Na ultima estrofe, ele assume a responsabilidade por fazer este algo que o faz bem melhorar através do esforço e conhecimento, é quando ela deixará de ser classificada como pequeno para se tornar uma das outras duas grandezas. Terminada a explicação, uma das coisas importantes é perceber que nenhuma grandeza humana é mais importante que outra. Iniciando o próximo poema.
A vontade de melhorar:
Está na guerra. – Lastro na agressão.
Está na religião. – Lastro na existência.
Está na ciência. – Lastro na realidade.
Está na política. – Lastro na educação.
Está na beleza. – Lastro na atração.
Está na família. – Lastro na afeição.
Está na riqueza. – Lastro na inteligência.
Está em mim e no meu esforço.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Peloponeso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9dia_rom%C3%A2ntica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo
A idéia para este poema surgiu durante uma conversa com meu amigo Bruno. Pelo o que eu lembre, ele estava querendo criar algum tipo de movimento pra ir de contra o movimento atual da nossa cultura, principalmente política. O que me incomodava na idéia, se bem lembro, é ele focar toda a preocupação em um só aspecto social, a política, como se, caso ela fosse resolvida, todos os problemas iriam juntos. A vontade de resolvê-lo parecia tanto que eu sentia que ele queria depositar muito esforço nesse objetivo, de modo a esquecer do equilíbrio da evolução. Porém, na tentativa de explicar a ele e às pessoas que estavam reunidas conosco que o humano sempre criou algo para esperar uma realidade melhor que a que tinha e não assumir a responsabilidade sobre sua evolução, eu dei origem a explicação desse poema. Para fins de comunicação, eu chamei este “algo” referido por mim anteriormente como vontade de melhorar, e então eu expliquei que durante a história, determinados valores eram tidos como a salvação da humanidade, e que, contudo, após possuí-los ou chegar ao máximo que eles tinham a beneficiar ao homem, novos valores eram postos no lugar. Foi então que surgiu a ordem expressa na lista que é o corpo deste “poema”. A intenção desta postagem agora será explicar o contexto histórico e o porquê tal lastro era o mais benéfico, na época.
O inicio se deu através das guerras. O homem, no inicio do seu desenvolvimento, agia com agressão para conseguir aquilo que desejava. Quando o desejo era uma área de plantio melhor possuída por outra tribo, então era natural que esta área fosse tomada a força, já que a cultura neolítica valorizava a agressividade. Tanto é que instrumentos foram construídos para o ataque e defesa. Neste contexto, é interessante observar que quando a vida ia ruim, observava-se, até mesmo pela falta de conhecimento, que a forma mais fácil de resolver era através da agressão. Por isto o lastro está direcionado a ela. A guerra do Peloponeso, embora muito depois do tempo referido a cima, demonstra que o humano ainda consegue coisas através da agressividade. Porém, agora não é a principal forma.
Após várias guerras, observou-se que as condições de vida não melhoram tanto, pois possuir ou não possuir terra era apenas uma questão temporária, pois logo outros povos viriam para dominar tais terras. Foi neste momento que o homem começou a ter conhecimento o suficiente pra observar a natureza a ponto de tentar prevê-la. Porém, os argumentos utilizados para tal previsão, devido ao desconhecimento de sua real causa, eram creditados a religiões politeístas. Porém, o conhecimento foi evoluindo e se observou que os deuses politeístas não existiam, mas o sentimento de religiosidade continuava. Isto permitiu que ela se transformasse em monoteísta, foi quando ela ganhou sua função atual: a de valorizar a existência de algo que fará com que a vida se torne melhor. Por isto o lastro na existência, que é a existência deste algo. A idade média demonstra que, duramente muito tempo, a religião foi muito forte na cultura. Isto porque, embora de forma inconsciente, ela direcionava o comportamento das pessoas de forma que fosse provado que algo existisse e desse expectativa de boa vida e pós-vida, independente da situação atual.
Após a idade média, a ciência começava a ganhar força. Foi percebido que a religião não ajudava tanto quanto se prometia, e isto colaborou para as pessoas migrarem a uma nova esperança para ter melhor qualidade de vida. A ciência surgida no positivismo prometia melhorar a vida das pessoas quando ela estivesse completamente desenvolvida, e isto motivou muita gente a se dedicar para desenvolver o pouco de ciência que se tinha. A questão é que a idéia que se tinha de ciência seria somente desenvolvida após muito tempo, pois desenvolver a ciência demanda muito mais tempo e esforço do que se imaginava. Além disto, com o surgimento da revolução industrial, se observou que não é a ciência que salvará as pessoas, mas sim as pessoas em si mesmas. Foi quando a valorização da ciência foi se diluindo e então a política foi entrando no lugar, pois a política era uma forma de organizar a ciência para que as pessoas melhorassem de vida.
O comunismo ganhou muita força por se aproveitar do lastro científico que várias pessoas ainda tinham. Isto porque ele utilizou conhecimentos matemáticos e históricos para afirmar que é possível, através de uma sociedade educada a agir de forma igualitária, que todos vivam com tudo o que é necessário para ter uma boa qualidade de vida. Porém, observou-se que educar as pessoas para se adaptarem a um sistema político totalmente racionalizado não é algo simples. É bastante complicado inclusive. A implementação do comunismo assim como de outros sistemas que tinham como objetivo educar a população a esquecer seu instinto e agir de forma padrão tendeu a falhar. Foi quando as pessoas deixaram de se preocupar com o todo e começaram a preocupar-se apenas consigo mesmas.
Foi neste período que a arte começou a ganhar força como item de consumo. As pessoas então começavam a valorizar aqueles que produziam a arte, que ganhavam dinheiro com isto. A arte trazia consigo muita novidade e muitos conhecimentos humanos, além de, também, conhecimentos técnicos e as vezes científicos. Gerava discussão que causava socialização, além de, as vezes, tratar sobre assuntos polêmicos e que, ao serem tratados, criava-se a atmosfera de aumentar a qualidade de vida da população. De qualquer forma, todo este furo foi sendo diluído por algumas camadas, que, ou não tinha dinheiro pra acompanhar o desenvolvendo da arte, ou estava preocupado com aspectos do trabalho e familiares. Contudo, a época ainda não era o capitalismo total, por isto a ter um bom núcleo familiar era o principal objetivo. A formação do núcleo familiar tradicional, mulher cuidado da casa, homem trabalhando, filho se desenvolvendo, era o que mais se desejava na época. Pessoas com este tipo de lastro, além de valorizarem os valores afetivos, também valorizam os valores nostálgicos. É o tipo de pessoa que acreditam que a presença de alguém ou a volta ao passado irá melhorar sua vida por completo.
Após os núcleos familiares começarem a se formar como desejado, os homens e mulheres começaram a não mais entenderem como um e outro funcionavam. Isto porque a formação do núcleo foi feita de forma artificial, pois o casal, ao se reunir, só idealizou até a parte deles estarem juntos, como núcleo familiar, e pensavam que apenas isto seria o suficiente para serem felizes. Contudo, após possuir o que desejavam, notou-se que era preciso mais. Alguns casais conseguiram sintonizar seus desejos e manter o núcleo familiar sem maiores distúrbios, porém outros foram obrigados a recorrer a outros caminhos para se sentirem satisfeitos. É exemplo do homem que começou a trair e da mulher que se sente sexualmente insatisfeita. Ambos prejudicando a criação do filho, que se torna rebelde. Foi quando a noção de núcleo familiar começou a se diluir, e os desejos individuais começaram a ser focados.
A partir do momento que as pessoas se focaram em sua própria individualidade, surgiu a necessidade de se tornar diferente dos outros. Desta forma, cada pessoa começa a originar seus próprios desejos daquilo que acha interessante. Entretanto, devido a enorme quantidade de coisas a se desejar na sociedade, principalmente o capitalismo com sua campanha publicitária, a falta de dinheiro começou a ser o maior empecilho. Foi então que o humano começou a valorizar a riqueza de forma geral, pois ela dará aquilo que ele precisa para seus desejos, geralmente consumismo vindo das propagandas, se tornarem real. O capitalismo acentuou isto devido a sua capacidade de dar a esperança de mobilidade de classe social. Então as pessoas começam a achar que são capazes de se tornar ricas se a sorte as ajudar, e também que saberão administrar isso com inteligência. Inteligência aqui está sendo usada no sentido mais amplo da palavra, não apenas inteligência intelectual, mas também emocional, corporal, etc. É se sustentando nesta inteligência que o desejo de riqueza se mantém.
No final, é revelado que a vontade de melhorar está em cada individuo e, que ao se juntar a um grupo e a um lastro, idealiza algo como coisa que irá melhorar a vida de todos. Porém, existe algo que todas estas coisas têm em comum, o esforço. É por isto que o esforço também faz parte da vontade de melhorar. Contudo, é importante observar que o melhoramento, em si, tanto ta na vontade de melhorar da pessoa, como no esforço, mas também em todas as coisas citadas anteriormente. Tanto é que é possível ver pessoas pensando em núcleo familiar, pensando em arte, pensando em ciência, tudo no mesmo ano em contextos culturais parecidos. Isto acontece devido ao enorme bombardeio de informações que a tecnologia nos trouxe. É complicado dizer se a humanidade irá imergir em algum novo tipo de esperança diferente dos anteriores ou se agora haverá um ambiente em que todos eles convivam. O que eu imagino é que haverá uma época, a qual a última estrofe se refere, em que o humano começará a tomar consciência de que sua evolução é produzida através de seu esforço, e utilizará os itens anteriores para evoluir e se sentir bem.
Conclusão:
Aqui finalizo esta postagem. Sinceramente, não sei se ela ficou bem escrita, mas o trabalho que me dará pra revisar isto tudo será outro dia inteiro, então eu não o farei. Espero que tenha ficado bem escrita e que fique claro o que eu quero transmitir através destes poemas. Eu estou começando a notar que to desenvolvendo o hábito de utilizar os termos no sentindo não convencional, e isto pode ser prejudicial à comunicação e a futuras interpretações. Até mesmo por isto, talvez, eu tenha feito tanta questão de escrever sobre estes poemas. A próxima postagem será sobre uma tabela bem interessante, a qual eu também utilizo termos no sentindo não convencional. Para finalizar, gostaria de comentar sobre como meu amigo Bruno relaciona esses termos com termos místicos, da cabala ou da astrologia, por exemplo. Isto me faz pensar se eles não encontraram a mesma coisa que eu estou encontrando agora, porém, sem a base teórica, e por isto tendo que por o misticismo para sustentar o conhecimento. Acho prepotência minha pensar nisto, pois o conhecimento místico está sendo construído faz tempo, e me comparar a isto é querer demais. Mas seria muito interessante. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.
Olá a todos. Hoje eu faltei aula sem querer, então eu estou a manhã toda sem fazer nada. Após visitar várias páginas e tomar café da manhã, resolvi fazer algo produtivo. Então observei que mês passado só houve uma atualização aqui. Então é uma boa hora pra escrever. Vamos as novidades: estou estudando todo dia de semana, com exceção daqueles que eu não fui pra escola ou que eu tive que fazer alguma outra coisa, estes últimos são raros. Além de estudar, este mês eu venho trabalhando numa tabela muito interessante, que provavelmente será o tema da minha próxima postagem. Hoje eu estou interessado em explicar uns poemas que eu escrevi. O primeiro nasceu de um sentimento de responsabilidade que estou começando a desenvolver devido a minhas teorias. É algo complicado, pois a partir do momento que temos o poder de mexer com a vida das pessoas, a coisa passa a entrar em outro nível de conseqüências. Eu não sou o primeiro que está caminhando neste caminho, porém, observei que é preciso entender o que cada coisa significa para então poder prosseguir. O segundo nasceu da observação de como a sociedade organizou seu lastro durante a sua história, e, embora esteja um pouco forçado, traz informações interessantes a serem pensadas. Vamos ao primeiro.
O caminho da grandeza
Eu sou um humano grande. Não porque eu simplesmente o seja:
Foi me mostrado o caminho na sociedade que me tornou deste jeito.
É o que eu desejei, me esforcei para consegui-lo. Isto me faz bem.
Não é todos que alcançam este caminho, cansativo e tentador.
É difícil definir se isto é um privilegio ou uma responsabilidade.
Alguns se corrompem no caminho e sentem-se bem fazendo o mal,
Outros não entendem que isto é um sacrifício que exige esforço,
querem tudo fácil, sem estudo, estratégia ou adaptação.
Eu sou um humano comum. Esforço-me para me tornar melhor.
Sinto-me bem através de mim, ou através das minhas extensões:
Minha família, meus amigos ou projetos. Sou também parte deles.
Através disto nos divertimos, e assim se segue uma boa vida.
Não sigo caminho para além destes: se o conheci, não o escolhi.
Talvez ele não me fosse tão atraente, minha vida já estava formada.
Ou ainda não via motivos para desejá-lo. Não me sinto parte dele.
Do que sou parte: disto, que estou construindo, que me faz bem.
Eu sou um humano pequeno. Limito-me ao meu próprio ser.
Isto me impede de encontrar outros caminhos, novos conhecimentos.
Sempre estou errado ou perdido: às vezes busco outros para culpar.
Aprenderei através dos erros que eu não sou o único que sente.
Mas antes de aprender: sofrerei. Isto expandirá meus sentimentos.
Através deste conhecimento encontrarei outros caminhos, novas visões.
Diante de tanta coisa nova, uma me fará bem: será a que vou seguir.
Através desta responsabilidade assumirei meus atos: é quando crescerei.
O primeiro parágrafo se inicia com a declaração “Eu sou um humano grande”. Inicialmente eu escrevi “eu sou um grande humano”, mas meu apego a padronização me fez inverter a ordem. Logo em seguida é explicado que, se eu sou assim, não é uma coisa que simplesmente se tornou assim, que, em outras palavras, não estava destinada a mim sem motivo específico: há motivos. Eu resumo estes motivos através de “o caminho que me tornou deste jeito”, no segundo verso. Nele também há a primeira referencia a sociedade, que há uma grande importância neste poema. Isto porque a definição de “grandeza” que está sendo usado neste poema toma como critério a grandeza social, que depende da sociedade. Por isto o caminho é definido como “o caminho na sociedade”. No terceiro verso há menção sobre como o humano grande seguiu seu caminho. Através do esforço e do desejo. Ele se sente bem porque conseguiu aquilo que desejou, que era colaborar com a sociedade. Porém, para colaborar com a sociedade de forma significativa a ponto de se tornar um grande humano, é preciso ter muito poder em mãos. Manter este poder é cansativo, e utilizá-lo para outros fins que não o do bem é tentador devido aos distúrbios que todo humano tende a ter.
O primeiro verso é uma reflexão sobre o que significa a responsabilidade de ter tanto poder em mãos. Esta responsabilidade surge porque, com tanto poder, todos os distúrbios podem se manifestar de forma dramática. Por isso é preciso ter cuidado para não cometer erros graves, que irão prejudicar muita gente. É o que as pessoas que se corrompem no caminho fazem. Se sentem bem fazendo o mal já que utilizam seu poder para saciar seus distúrbios, algo que prejudica outras pessoas. Estes dois últimos versos podem ser basicamente dois tipos de pessoas: as que estão numa posição de privilegio mas não entendem isto, e as que não estão no caminho da grande grandeza e não entendem nem respeitam ou também não entendem aqueles que estão. O objetivo deles é conscientizar que as coisas não são fáceis, é preciso sacrifício, para se tornar cada vez melhor em algo já árduo, esforço, estudo, estratégia e adaptação para se desenvolver os mecanismos que vá ajudar a sociedade. Basicamente, se define um caminho por qual seguir e todos os outros, inclusive os desconhecidos, são desconsiderados. Tornam-se apenas objetos de curiosidade e contato com outros humanos.
A terceira estrofe se inicia com a declaração do homem comum. Em seguida, é explicada ao que o homem comum dedica sua vida: a se tornar melhor. No segundo verso, é explicado que seu objetivo não é se tornar melhor para a sociedade, e sim se tornar melhor para si mesmo e para suas extensões, e se sentir bem com isto. No terceiro, há a explicação do que são estas extensões. Aqui há uma grande diferenciação entre o homem comum e o grande homem: o primeiro tende a se dedicar bastante a vários projetos de pequena importância para a sociedade, o segundo se dedica bastante a apenas um, que é o de grande importância. Porém, estes projetos de pequena importância para a sociedade, são de grande importância para o homem comum, pois são eles que garantem os bons sentimentos e a boa evolução. O grande humano, na sociedade, costuma ter a função de ajudar os humanos comuns a viverem melhor, enquanto que o humano comum simplesmente vive e se preocupa consigo mesmo e com aqueles que estão ao seu redor, que fazem parte de sua extensão.
O primeiro verso da quarta estrofe explica o porquê o homem comum não segue outro caminho, que neste caso seria o caminho para se tornar um grande homem. Há duas hipóteses, a primeira é a de ele não conhecer, e a segunda é a dele não o escolher caso conhecer. Assumindo que não é possível seguir aquilo que não se conhece, foi necessário apenas explicar a segunda hipótese. Isto é feito no segundo verso. Existem ocasiões em que pessoas comuns se deparam com a oportunidade de seguir um grande caminho, mas não o querem, às vezes porque elas já formaram toda uma expectativa de vida baseada nas coisas que já estão sendo desenvolvidas. O caminho não a atrai o suficiente para que isto seja sacrificado. Na terceira estrofe há outra justificativa para não ter seguido tal caminho. Esta justificativa também revela um pouco mais sobre as pessoas que escolheram seguir este caminho: elas costumam ter um motivo maior para fazer isto ou ainda se sentirem envolvidas. No final há a constatação sobre do que o humano comum se sente parte, se sente envolvido, se esforça. O “construindo” também pode significar evolução, que também pode significar amor. Então, é disto o que ele faz parte, de tudo aquilo que ele ama e que faz bem a ele, que são suas extensões explicadas no parágrafo anterior.
A quinta estrofe se refere ao humano pequeno, limitado a seu próprio ser. A básica entre o humano pequeno e o homem comum é que, enquanto um deles já encontrou suas extensões e aquilo que o faz bem, o outro acaba de iniciar sua busca ou simplesmente ainda não encontrou. Desta forma, humanos pequenos não se limitam apenas a adolescentes. Esta limitação é causada pela falta de conhecimento sobre como seu próprio ser funciona, e isto o impede de ter conhecimento além de si próprio, que neste caso seria coisas produzidas pela sociedade, como a cultura, economia e política. Isto foi dito no segundo verso, enquanto que o terceiro reforça sua falta de conhecimento sobre si próprio: ele sempre se encontra errado ou perdido, sintoma de quem não está conectado na realidade. Buscar alguém pra culpar, mesmo que inconscientemente, é um mecanismo freqüentemente utilizado para não assumir a responsabilidade daquilo que ele poderia melhorar, até mesmo porque ele não tem conhecimento para melhorar tais coisas. No ultimo verso dessa estrofe, é apresentada outra característica de pessoas que não conhecem como funcionam as coisas ao seu redor: por não conhecerem como funcionam as coisas ao redor e, portanto, não se envolverem com isto, a maioria de seus desejos costumam voltar a si mesmos. Por conseqüência, é muito comum supervalorizarem seus sentimentos em detrimento ao sentimento das outras pessoas. Porém, com o tempo, existe a tendência de eles aprenderem que é preciso observar a vida ao redor.
A linha de raciocínio da abertura da sexta estrofe se estabelece da seguinte forma: se uma pessoa está seguindo determinado caminho porque este caminho atrai seu instinto, a principal forma pela qual ela observará que este caminho não é bom é através do sofrimento. O fato de este caminho causar sofrimento a ela mostrará que este caminho não é bom, salve os distúrbios, que são caminhos ruins que não causam sofrimento de imediato, apenas após um longo período de tempo. A expansão de sentimento ocorrerá devido a expansão de conhecimento, assim como também devido a expansão de noção de quais coisas acontecem a seu redor. Quando obtido tal expansão, coisas que antes passavam despercebidas começam a ser notadas, é quando surge o cenário descrito no segundo verso. Esta enorme quantidade de informações novas fará com que a pessoa tenha várias oportunidades de estabelecer conexões com a realidade para iniciar seu processo de evolução. Porém, existem elementos em determinado caminho que a fará se sentir bem mais que nos outros, é este o caminho que ela provavelmente seguirá. Normalmente estes elementos estão relacionados aos desejos, algo que ela se envolveu ou desenvolveu durante seu processo de crescimento, e são eles que determinarão se a evolução será comum ou grande. Na ultima estrofe, ele assume a responsabilidade por fazer este algo que o faz bem melhorar através do esforço e conhecimento, é quando ela deixará de ser classificada como pequeno para se tornar uma das outras duas grandezas. Terminada a explicação, uma das coisas importantes é perceber que nenhuma grandeza humana é mais importante que outra. Iniciando o próximo poema.
A vontade de melhorar:
Está na guerra. – Lastro na agressão.
Está na religião. – Lastro na existência.
Está na ciência. – Lastro na realidade.
Está na política. – Lastro na educação.
Está na beleza. – Lastro na atração.
Está na família. – Lastro na afeição.
Está na riqueza. – Lastro na inteligência.
Está em mim e no meu esforço.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Peloponeso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9dia_rom%C3%A2ntica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo
A idéia para este poema surgiu durante uma conversa com meu amigo Bruno. Pelo o que eu lembre, ele estava querendo criar algum tipo de movimento pra ir de contra o movimento atual da nossa cultura, principalmente política. O que me incomodava na idéia, se bem lembro, é ele focar toda a preocupação em um só aspecto social, a política, como se, caso ela fosse resolvida, todos os problemas iriam juntos. A vontade de resolvê-lo parecia tanto que eu sentia que ele queria depositar muito esforço nesse objetivo, de modo a esquecer do equilíbrio da evolução. Porém, na tentativa de explicar a ele e às pessoas que estavam reunidas conosco que o humano sempre criou algo para esperar uma realidade melhor que a que tinha e não assumir a responsabilidade sobre sua evolução, eu dei origem a explicação desse poema. Para fins de comunicação, eu chamei este “algo” referido por mim anteriormente como vontade de melhorar, e então eu expliquei que durante a história, determinados valores eram tidos como a salvação da humanidade, e que, contudo, após possuí-los ou chegar ao máximo que eles tinham a beneficiar ao homem, novos valores eram postos no lugar. Foi então que surgiu a ordem expressa na lista que é o corpo deste “poema”. A intenção desta postagem agora será explicar o contexto histórico e o porquê tal lastro era o mais benéfico, na época.
O inicio se deu através das guerras. O homem, no inicio do seu desenvolvimento, agia com agressão para conseguir aquilo que desejava. Quando o desejo era uma área de plantio melhor possuída por outra tribo, então era natural que esta área fosse tomada a força, já que a cultura neolítica valorizava a agressividade. Tanto é que instrumentos foram construídos para o ataque e defesa. Neste contexto, é interessante observar que quando a vida ia ruim, observava-se, até mesmo pela falta de conhecimento, que a forma mais fácil de resolver era através da agressão. Por isto o lastro está direcionado a ela. A guerra do Peloponeso, embora muito depois do tempo referido a cima, demonstra que o humano ainda consegue coisas através da agressividade. Porém, agora não é a principal forma.
Após várias guerras, observou-se que as condições de vida não melhoram tanto, pois possuir ou não possuir terra era apenas uma questão temporária, pois logo outros povos viriam para dominar tais terras. Foi neste momento que o homem começou a ter conhecimento o suficiente pra observar a natureza a ponto de tentar prevê-la. Porém, os argumentos utilizados para tal previsão, devido ao desconhecimento de sua real causa, eram creditados a religiões politeístas. Porém, o conhecimento foi evoluindo e se observou que os deuses politeístas não existiam, mas o sentimento de religiosidade continuava. Isto permitiu que ela se transformasse em monoteísta, foi quando ela ganhou sua função atual: a de valorizar a existência de algo que fará com que a vida se torne melhor. Por isto o lastro na existência, que é a existência deste algo. A idade média demonstra que, duramente muito tempo, a religião foi muito forte na cultura. Isto porque, embora de forma inconsciente, ela direcionava o comportamento das pessoas de forma que fosse provado que algo existisse e desse expectativa de boa vida e pós-vida, independente da situação atual.
Após a idade média, a ciência começava a ganhar força. Foi percebido que a religião não ajudava tanto quanto se prometia, e isto colaborou para as pessoas migrarem a uma nova esperança para ter melhor qualidade de vida. A ciência surgida no positivismo prometia melhorar a vida das pessoas quando ela estivesse completamente desenvolvida, e isto motivou muita gente a se dedicar para desenvolver o pouco de ciência que se tinha. A questão é que a idéia que se tinha de ciência seria somente desenvolvida após muito tempo, pois desenvolver a ciência demanda muito mais tempo e esforço do que se imaginava. Além disto, com o surgimento da revolução industrial, se observou que não é a ciência que salvará as pessoas, mas sim as pessoas em si mesmas. Foi quando a valorização da ciência foi se diluindo e então a política foi entrando no lugar, pois a política era uma forma de organizar a ciência para que as pessoas melhorassem de vida.
O comunismo ganhou muita força por se aproveitar do lastro científico que várias pessoas ainda tinham. Isto porque ele utilizou conhecimentos matemáticos e históricos para afirmar que é possível, através de uma sociedade educada a agir de forma igualitária, que todos vivam com tudo o que é necessário para ter uma boa qualidade de vida. Porém, observou-se que educar as pessoas para se adaptarem a um sistema político totalmente racionalizado não é algo simples. É bastante complicado inclusive. A implementação do comunismo assim como de outros sistemas que tinham como objetivo educar a população a esquecer seu instinto e agir de forma padrão tendeu a falhar. Foi quando as pessoas deixaram de se preocupar com o todo e começaram a preocupar-se apenas consigo mesmas.
Foi neste período que a arte começou a ganhar força como item de consumo. As pessoas então começavam a valorizar aqueles que produziam a arte, que ganhavam dinheiro com isto. A arte trazia consigo muita novidade e muitos conhecimentos humanos, além de, também, conhecimentos técnicos e as vezes científicos. Gerava discussão que causava socialização, além de, as vezes, tratar sobre assuntos polêmicos e que, ao serem tratados, criava-se a atmosfera de aumentar a qualidade de vida da população. De qualquer forma, todo este furo foi sendo diluído por algumas camadas, que, ou não tinha dinheiro pra acompanhar o desenvolvendo da arte, ou estava preocupado com aspectos do trabalho e familiares. Contudo, a época ainda não era o capitalismo total, por isto a ter um bom núcleo familiar era o principal objetivo. A formação do núcleo familiar tradicional, mulher cuidado da casa, homem trabalhando, filho se desenvolvendo, era o que mais se desejava na época. Pessoas com este tipo de lastro, além de valorizarem os valores afetivos, também valorizam os valores nostálgicos. É o tipo de pessoa que acreditam que a presença de alguém ou a volta ao passado irá melhorar sua vida por completo.
Após os núcleos familiares começarem a se formar como desejado, os homens e mulheres começaram a não mais entenderem como um e outro funcionavam. Isto porque a formação do núcleo foi feita de forma artificial, pois o casal, ao se reunir, só idealizou até a parte deles estarem juntos, como núcleo familiar, e pensavam que apenas isto seria o suficiente para serem felizes. Contudo, após possuir o que desejavam, notou-se que era preciso mais. Alguns casais conseguiram sintonizar seus desejos e manter o núcleo familiar sem maiores distúrbios, porém outros foram obrigados a recorrer a outros caminhos para se sentirem satisfeitos. É exemplo do homem que começou a trair e da mulher que se sente sexualmente insatisfeita. Ambos prejudicando a criação do filho, que se torna rebelde. Foi quando a noção de núcleo familiar começou a se diluir, e os desejos individuais começaram a ser focados.
A partir do momento que as pessoas se focaram em sua própria individualidade, surgiu a necessidade de se tornar diferente dos outros. Desta forma, cada pessoa começa a originar seus próprios desejos daquilo que acha interessante. Entretanto, devido a enorme quantidade de coisas a se desejar na sociedade, principalmente o capitalismo com sua campanha publicitária, a falta de dinheiro começou a ser o maior empecilho. Foi então que o humano começou a valorizar a riqueza de forma geral, pois ela dará aquilo que ele precisa para seus desejos, geralmente consumismo vindo das propagandas, se tornarem real. O capitalismo acentuou isto devido a sua capacidade de dar a esperança de mobilidade de classe social. Então as pessoas começam a achar que são capazes de se tornar ricas se a sorte as ajudar, e também que saberão administrar isso com inteligência. Inteligência aqui está sendo usada no sentido mais amplo da palavra, não apenas inteligência intelectual, mas também emocional, corporal, etc. É se sustentando nesta inteligência que o desejo de riqueza se mantém.
No final, é revelado que a vontade de melhorar está em cada individuo e, que ao se juntar a um grupo e a um lastro, idealiza algo como coisa que irá melhorar a vida de todos. Porém, existe algo que todas estas coisas têm em comum, o esforço. É por isto que o esforço também faz parte da vontade de melhorar. Contudo, é importante observar que o melhoramento, em si, tanto ta na vontade de melhorar da pessoa, como no esforço, mas também em todas as coisas citadas anteriormente. Tanto é que é possível ver pessoas pensando em núcleo familiar, pensando em arte, pensando em ciência, tudo no mesmo ano em contextos culturais parecidos. Isto acontece devido ao enorme bombardeio de informações que a tecnologia nos trouxe. É complicado dizer se a humanidade irá imergir em algum novo tipo de esperança diferente dos anteriores ou se agora haverá um ambiente em que todos eles convivam. O que eu imagino é que haverá uma época, a qual a última estrofe se refere, em que o humano começará a tomar consciência de que sua evolução é produzida através de seu esforço, e utilizará os itens anteriores para evoluir e se sentir bem.
Conclusão:
Aqui finalizo esta postagem. Sinceramente, não sei se ela ficou bem escrita, mas o trabalho que me dará pra revisar isto tudo será outro dia inteiro, então eu não o farei. Espero que tenha ficado bem escrita e que fique claro o que eu quero transmitir através destes poemas. Eu estou começando a notar que to desenvolvendo o hábito de utilizar os termos no sentindo não convencional, e isto pode ser prejudicial à comunicação e a futuras interpretações. Até mesmo por isto, talvez, eu tenha feito tanta questão de escrever sobre estes poemas. A próxima postagem será sobre uma tabela bem interessante, a qual eu também utilizo termos no sentindo não convencional. Para finalizar, gostaria de comentar sobre como meu amigo Bruno relaciona esses termos com termos místicos, da cabala ou da astrologia, por exemplo. Isto me faz pensar se eles não encontraram a mesma coisa que eu estou encontrando agora, porém, sem a base teórica, e por isto tendo que por o misticismo para sustentar o conhecimento. Acho prepotência minha pensar nisto, pois o conhecimento místico está sendo construído faz tempo, e me comparar a isto é querer demais. Mas seria muito interessante. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
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sábado, 26 de maio de 2012
Tensão evolutiva e topografia social
Cada vez mais próximo da realidade
Olá amigos. Mais uma vez a postagem de hoje vem com um tema mais ou menos relacionado à minha vida pessoal. Como já explicado antes, eu estou na situação de estudante pré-vestibular. Isto implica dizer que todo meu investimento de esforço e dinheiro durante um ano se resume, a princípio, a passar no vestibular. Embora eu tenha outras vantagens em estar estudando novamente, passar ou não no vestibular é o resultado mais importante, e pensar nisto agregando uma grande quantidade de desejo a esse objetivo é um tanto aflitivo. Isto porque, caso eu não alcance meu objetivo, irei ficar extremamente insatisfeito. Porém, eu vinha me perguntando se é natural e saudável esta estrutura da sociedade, onde toda a satisfação de um indivíduo se resume a obter ou não algum objeto de desejo. Levando em consideração que eu acredito que ser evoluído é ter boa qualidade de vida, e parte da qualidade de vida se obtém através do exercício físico, a falta de tempo pra fazê-lo, devido ao vestibular, me incomoda bastante. Isto foi associado com este meu atual dilema sobre foco de desejo, então eu tive o seguinte insight: se após o vestibular eu tiver outra coisa importante, então eu também irei deixar de fazer exercícios físicos por causa disto? Ou seja, uma prova importante, um trabalho importante, uma reunião importante, etc. Foi através disto que eu observei que o que faltava ao meu conceito de evolução é prever o consumo, que é o que será feito agora.
Tensão evolutiva:
Já foi dito aqui que evoluir é aumentar as chances de sobrevivência e reprodução. É através disto que todo o processo de esforço para se tornar uma pessoa melhor é desenvolvido. Porém, é preciso observar a conseqüência de ser evoluído: Quanto mais evoluído se é, maiores as chances de sobreviver e reproduzir. Como estes dois últimos termos se traduzem em qualidade de vida, é possível observar que uma pessoa evoluída necessariamente deve ter isto. Porém, qual a finalidade da boa qualidade de vida? A resposta desta pergunta é análoga a resposta sobre o porquê evoluir: porque o humano foi feito para se sentir bem. Este se sentir bem pode ser tanto obtido através da evolução, do se sentir sempre melhor, como também através do consumo daquilo que se deseja, algo relacionado à qualidade de vida. Analisando a sobrevivência como o ato de produção, ou seja, algo que tem que dedicar esforço pra só depois ter recompensa, e o ato de reprodução como consumo, algo que pode ser consumido e traz sensação de bem-estar imediata, é possível perceber que deve haver um equilíbrio entre os dois aspectos. Tanto porque o humano precisa se sentir bem, como também porque o humano precisa conseguir produzir aquilo que o faz bem, já que nada é dado de graça na natureza.
Através desta conclusão, percebe-se que há uma dinâmica entre estas duas características da evolução que podem ser categorizadas para fins de estudo. Esta dinâmica será nomeada como Tensão evolutiva, já que ela determinará o quão estressado e a aflito será o estilo de vida de uma pessoa. Ela funciona da seguinte forma: quanto maior o esforço depositado a produção, maior será o nível de estresse de uma pessoa. Por outro lado, quanto maior o esforço no consumo, maior será a tendência dela desenvolver um comportamento parasitóide. O motivo pelo qual a produção sempre ser estressante, é porque ela, além de depender do esforço, também depende do conhecimento e de fatores externos bem difíceis de serem calculados. Isto põe o humano numa situação de difícil percepção se está ou não fazendo a coisa certa para alcançar seu objetivo, o que o faz focar toda sua atenção naquilo e ficar estressado. Um exemplo é o vestibular, ou a competição do mercado. Outro comentário é que, embora não pareça, o comportamento parasitóide, já explicado por mim em uma postagem anterior do blog, é tão cansativo e estressante quanto uma vida independente, porque ele prevê que a pessoa dependerá de outras para ter aquilo que lhe faz bem. Por isto, o ideal é o equilíbrio entre independência, através da própria produção, e do se sentir bem, através do próprio consumo.
Uma nova questão a ser abordada é a seguinte: qual o nível saudável de tensão evolutiva? Esta resposta é um tanto complicada, pois depende do panorama da vida e dos desejos da pessoa em questão. De forma geral, é possível assumir que uma tensão conscientizada é o saudável. Isto quer dizer que, se uma pessoa deseja coisas difíceis em relação à média geral da população, significa que ela irá ter que se esforçar para produzir mais que essa média para então poder aproveitar depois. Se uma pessoa quer somente consumir, mas tendo condições para isto, que o faça também. Um bom exemplo é a zona de conforto, local onde tudo aquilo que é produzido é consumido, e, portanto, não há melhora, apenas bons sentimentos e independência. Contudo, afim de evitar distúrbios, não é aconselhável uma tensão não consciente, que se exemplifica por alguém depositar todo seu desejo de produção em algo com baixíssimas chances de ser alcançado, e não se preparar psicologicamente para caso isto dê errado. Um bom modo de se preparar é perceber que não existe esforço inútil, pois todo esforço aplicado se transforma, no mínimo, em aprendizado para novas situações, sem contar com outros efeitos não calculados. Exemplo, estudar pra passar no vestibular e, mesmo não passando, aprender um bocado de coisa e saber que é capaz de aprender se quiser e tiver as condições. Ultimo detalhe interessante deste assunto: quanto mais forte a pessoa for, maior será sua resistência a tensão evolutiva. Lembrando que a força a qual estou falando se refere à falada no blog na postagem anterior.
Topografia social:
Na postagem passada eu escrevi sobre o comportamento de lastro, um conhecimento bem interessante que me permitiu entender alguns comportamentos antes um tanto complicados de serem definidos. Porém, após aplicar este conhecimento de forma mais profunda, eu observei algo mais interessante ainda: que o lastro, que é geralmente onde as pessoas esperam obter sua qualidade de vida, pode estar localizada em diversas áreas, e nisto se constitui uma propriedade interessante, a topografia social. Como explicado na postagem anterior, o lastro pode ser localizado em qualquer coisa que o humano possa valorizar ou obter qualidade de vida, e isto pode estar tanto no presente, quanto no futuro. Assim como existe o lastro positivo, existe o lastro negativo, e este se relaciona com as experiências ruins daquela pessoa e com as coisas que ela não espera ter qualidade de vida. Através destas duas informações é possível explicar uma enorme quantidade de comportamentos de uma pessoa em relação ao meio social, e quando observado em grupo, é possível perceber que pessoas que participam de grupos sociais semelhantes tendem a ter o lastro negativo e positivo voltado a locais parecidos. Sendo esta propriedade mais importante em se observar ao definir a localização dos lastros.
Esta coincidência na localização de lastros que faz as pessoas se aglomerarem em grupos, mesmo que de forma inconsciente, não é simplesmente por acaso. Ela segue o mesmo princípio do estudo social, que diz que a base de vida das pessoas é parecida, por isto elas tendem a tomar as mesmas decisões. Embora cada pessoa seja diferente, as pessoas de uma mesma classe econômica ou cultural têm a tendência de ter os lastros parecidos. É exemplo das tribos que se reúnem por um gosto musical, por um estilo de vida, por objetivos em comum, como se divertir em festas, pegar meninas, ou ganhar em algum jogo, dentre tantas outras características. De forma semelhante, existe a mesma chance de pessoas terem experiências semelhantes quanto ao lastro negativo, ou seja, não conseguir ter uma posição confortável na família, não conseguir uma boa posição nos grupos sociais da escola, ter experiências ruins com políticos, matemática, dentre outras coisas. São estes comportamentos, que tendem a surgir sistematicamente na vida das pessoas, que fazem elas terem determinada topografia social e a se aliar com pessoas parecidas com elas. Afinal, ambas desejam a mesma coisa, por isso se ajudam, e não gostam da mesma coisa, por isso se entendem e sabem como se agradar.
Quanto a localização do lastro de acordo com o tempo, esta é uma propriedade bastante interessante. Tendo em vista que o lastro é aquilo que se valoriza de alguma forma, se existem motivos para determinada pessoa valorizar seu presente, a tendência é que ela continue valorizando este presente. A partir daí, monta-se uma personalidade voltada para o consumo do presente, ou seja, buscando uma vida intensa e proveitosa. Normalmente as características que se observa neste quadro de estilo de vida são as relacionadas ao sexo, já que esta é uma das formas mais comuns que a maioria dos humanos encontra qualidade de vida de forma instantânea. É por isto, inclusive, que a cultura voltada à dinâmica das relações sexuais, que são as que falam de amor, traição, sensualidade, dentre outras, é tão forte, já que existe uma grande quantidade de pessoas com este tipo de lastro. Outras formas de lastro no presente é a diversão, competição, relações familiares, apreciação da arte e das experiências humanas, dentre outras. O tipo de personalidade de lastro voltada para o futuro normalmente são mais agressivas e intelectuais. O fato de esperar algo idealizado, que é um futuro melhor, faz as pessoas não perceberem o quão é difícil obter algum tipo de resultado. A intelectualidade é utilizada como uma forma de justificar como as coisas serão melhores. A agressividade é resultante da hostilidade com o presente, pois se esta pessoa teve que lastrear o futuro, significa que seu presente não é como ela gostaria. Músicas relacionadas ao poder e a sentimentos agressivos são comuns a este tipo de personalidade.
O lastro ao passado provavelmente é aquele tipo em que a pessoa costuma nutrir sentimentos nostálgicos e falta de valorização ao presente ou futuro. Costuma viver sem tensão evolutiva, provavelmente ocorre em pessoas com idade mais avançada. Determinar qual o lastro ideal para a evolução é semelhante a determinar qual a tensão evolutiva ideal: isto varia de pessoa para pessoa. Por motivos também parecidos, já que se o presente parece ser melhor que o futuro, que o valorize, e o vice-versa também é válido. Porém, do mesmo modo, é importante não valorizar demais apenas uma coisa com a finalidade de evitar distúrbios, pois todo presente precisa de um futuro, assim como todo futuro precisa de um presente. É importante observar mais uma propriedade interessante do lastro: quanto maior a distancia entre dois lastros, maior será a tendência de eles serem negativos um para o outro. Isto se justifica porque o humano tem a tendência de não valorizar aquilo em que ele é ruim, então se a pessoa se dedica muito para se tornar boa em uma coisa, a tendência é ela desvalorizar a outra, a qual ela não é boa. Isto traz outra observação importante: quanto mais madura sentimentalmente uma pessoa for, melhor ela saberá lidar com o lastro negativo. Pois, afinal, o lastro negativo é simplesmente uma questão de posição. Desqualificar alguém que siga um lastro a qual não se valoriza é algo totalmente desnecessário e não vantajoso, mas que muitas pessoas o fazem por não terem consciência sobre o que é importante para os humanos, que é se sentir bem.
Encerramento:
Enfim amigos, mais uma postagem sem revisão concluída. Foi muito interessantes estes dois temas, pois eles conseguiram reunir um monte de características importantes pra evolução e ainda aprofundar ainda mais seu conceito teórico. Agora só me resta por em prática estes conhecimentos pra ver se eles realmente são tão úteis quanto eu imagino. Sinto que meus conceitos estão cada vez mais próximos da realidade, e isto é interessante. Para quem quiser dá uma passadinha nas postagens que eu falei durante a postagem, aqui seguem os dois links: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2011/11/aperfeicoando-os-conceitos-ola-amigos.html e http://www.barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/05/comportamento-de-lastro-e-forca-humana.html No mais, agora vou sair com meu amigo Bruno e o resto da noite pretendo escutar o novo cd do The Ting Tings com as letras traduzidas de lado. Abraços para todos e até a próxima postagem.
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
Imersão artística e princípios das pressões de expectativa exterior e interior
Olá amigos. Percebi que esta seria uma ótima manhã pra escrever porque eu estou sem nada pra fazer e, para acentuar isto, a internet está ruim. Porém, demorei a iniciar a postagem por falta de assunto, foi então que eu me lembrei de abrir meu bloco de notas com os lembretes e vou escrever sobre algum assunto que está lá, apenas para atualizar o blog mesmo. Sobre as novidades, esta semana há algumas. Como provavelmente eu já informei em alguma postagem anterior, eu quase trocava de pré-vestibular, mas acabei não fazendo isto por alguns estresses que haveria no processo de troca por estar ficando algum tipo de laço com o meu pré-atual. Mas isto me revelou uma questão bem preocupante: minha dependência do pré-vestibular. Algumas pessoas com quem conversei me afirmaram que o aluno não pode ser dependente do andamento do pré-vestibular, tendo que, portanto, encontrar formas de estudar sozinho. Fazer isto é um grande problema pra mim, que não sei como iniciar o processo de estudo individual, se irei fazer da forma certa, e se o que estou estudando é ou não valido, e nem se o quanto eu estou estudando é o suficiente. Além disso, falta disciplina até mesmo para trabalhar em cima dessas perguntas, isto é algo que eu pretendo fazer hoje de tarde ou depois. Vamos agora à postagem.
Imersão artística:
Mais uma vez volto ao conceito de arte para a psicologia evolutiva, que é toda e qualquer técnica que mexa com os sentimentos humanos. Mas de alguns tempos prá cá eu observei que não somente a técnica mexe com os sentimentos humanos, como também o contexto. Foi isto o que me induziu a pensar na “imersão artística”, que é o esforço em se posicionar na posição do artista ou do objetivo da arte para sentir a mesma coisa que as pessoas envolvidas sentem, para então entender os sentimentos e o propósito do que está sendo produzido.O exemplo mais interessante que eu me lembro atualmente é o caso de uma banda russa chamada t.A.T.u., duas lindas garotas que produziam um som futurista bem trabalhado e se apoiavam principalmente na temática do homossexualismo para fazer com que suas letras, um tanto subliminares, fizessem algum sentido. As letras dão a entender que falam sobre elas lutando contra o preconceito e os desafios que um casal lésbico vive, e todos sentiam que isso era verdadeiro e se identificavam com o que estava sendo produzindo, sentindo os mesmos sentimentos que elas estavam vivendo e superando, por serem lésbicas.
Porém, elas não eram lésbicas. E isto desmanchou toda a magia e o sentimento de estar superando os desafios que o clima das músicas transmitia. Tanto é que no começo da banda, elas faziam certo esforço para parecem lésbicas, contudo, após revelarem que eram heterossexuais, a banda entrou em declínio. Outro exemplo interessante foi o de Azaghal, num vídeo do Jovem Nerd, que, por não concordar com a ideologia do jogo, não se sentiu a vontade em empenhar esforço para alcançar o objetivo que o jogo propunha. Porém, em outros vídeos, quando ele concordava e entendia racionalmente a dificuldade ou os sentimentos que determinado feito representavam, ele se esforçava para sentir a mesma coisa que os personagens sentiam.
Estes dois exemplos mostram que o racional influencia absurdamente na forma como a arte é sentida. Por ser racional, e partindo do princípio que o humano controla seu raciocínio, é possível fazer uma imersão artística para buscar entender e posteriormente sentir tudo aquilo que o artista está produzindo, se assim houver o desejo. Porém, principalmente para as mentes não tão bem trabalhadas no autoconhecimento, esta é uma tarefa complica. Compreender isto é importante, principalmente para quem produz ou aprecia arte, pois através deste conhecimento é possível entender e desenvolver várias funções para a arte, e posicioná-la de várias formas diferentes. Na realidade, muitos artistas já percebem isto intuitivamente, assim como os apreciadores, porém, para evitar confusões, ações despropositadas, e para aumentar a eficiência da produção e apreciação artística, é bom ter estes conhecimentos em mente.
Princípio das pressões de expectativa exterior e interior:
Faz algum tempo que eu percebi isto, porém, não tive paciência e nem estava encontrando a linha de raciocínio correta para expressar essa idéia da melhor maneira possível na última vez que eu fui escrever, o que me fez guardar este assunto para outra ocasião. Desta vez vou fazer diferente, provavelmente vai funcionar. Observando a sociedade como um todo, percebi que existem algumas pessoas que acham determinadas posições naturais pra elas, a tal ponto de se envolver completamente com tal posição. Em alguns casos, esta posição era de alto nível de poder humano, em outros casos, baixo nível de poder humano. Isto me fez pensar o que faz cada pessoa aceitar a imagem que transmite para a sociedade e se envolver com isto em vez de buscar algo melhor ou diferente, foi então que eu desenvolvi um princípio, chamado princípio das pressões de expectativa exterior e interior.
Ele se baseia principalmente nas propriedades humanas de sempre buscar a melhor forma de evoluir e de se adaptar ao meio. Na prática, ele ocorre da seguinte forma: cada pessoa busca, para si, a melhor forma de evolução. Para tomar esta decisão, ela utiliza principalmente duas formas de julgamento: o julgamento interior, que são os resultados que ela observa que consegue alcançar através de seus conhecimentos instintos e racionais, bem como seus recursos individuais, e o julgamento exterior, que é o que as pessoas esperam dela e como elas reagem a cada resultado alcançado por aquela pessoa. Quando uma pessoa tenta se desenvolver em uma área que a maioria das pessoas não esperam, ela sofre um certo tipo de pressão de expectativas, que pode ser observado principalmente através do preconceito na resistência em apreciar e valorizar. Quando, por outro lado, a maioria das pessoas espera algo de alguém, este alguém sente uma pressão enorme para atender aquelas expectativas, e quando não atende, a maioria das pessoas jogam nela sentimentos de depreciação e decepção, dentre outros ruins.
Embora a tendência seja a maioria das evoluções ocorrerem com estes dois tipos de pressões equilibradas, é possível evoluir quando há o desequilíbrio. Isto ocorre quando a pressão interna é forte o suficiente para suportar a pressão externa, em termos práticos, a pessoa é capaz de resistir a todo o preconceito e olhares depreciativos até as pessoas reconhecerem aquilo que ela está tentando produzir, como também pode ocorrer quando a pressão externa é maior que a interna, quando as pessoas sabem que aquela pessoa é capaz de produzir algo que mesmo ela não sabe que é capaz, mas através do incentivo acaba conseguindo fazer. É preciso observar que em algum momento a evolução individual precisa encontrar a grupal, pois o processo de evolução humana não se completa se for apenas individualmente. Seguindo a analogia de pressão para este comportamento, a pressão interna e a pressão externa, embora em desequilíbrio, precisam se encontrar em algum momento para ambas seguirem o fluxo da evolução, porém, elas não precisam necessariamente estar em constante equilíbrio.
Encerramento:
Bom amigo, por hoje é só. Eu pensei em escrever sobre mais dois temas, mas não vou fazer isso agora porque a postagem irá ficar muito grande e também porque eu ainda preciso trabalhar neles. Um está relacionado com os traumas de infância que podem determinar o futuro, quero entender como isso pode ser determinante nas escolhas de um adulto, e também sobre como comportamentos artificiais, ou montados instintivamente através da observação, podem gerar uma dinâmica social vantajosa. Estou acumulando textos não revisados este mês, pois este será o terceiro, mas a preguiça é maior. Enfim, até a próxima postagem e abraços.
Imersão artística:
Mais uma vez volto ao conceito de arte para a psicologia evolutiva, que é toda e qualquer técnica que mexa com os sentimentos humanos. Mas de alguns tempos prá cá eu observei que não somente a técnica mexe com os sentimentos humanos, como também o contexto. Foi isto o que me induziu a pensar na “imersão artística”, que é o esforço em se posicionar na posição do artista ou do objetivo da arte para sentir a mesma coisa que as pessoas envolvidas sentem, para então entender os sentimentos e o propósito do que está sendo produzido.O exemplo mais interessante que eu me lembro atualmente é o caso de uma banda russa chamada t.A.T.u., duas lindas garotas que produziam um som futurista bem trabalhado e se apoiavam principalmente na temática do homossexualismo para fazer com que suas letras, um tanto subliminares, fizessem algum sentido. As letras dão a entender que falam sobre elas lutando contra o preconceito e os desafios que um casal lésbico vive, e todos sentiam que isso era verdadeiro e se identificavam com o que estava sendo produzindo, sentindo os mesmos sentimentos que elas estavam vivendo e superando, por serem lésbicas.
Porém, elas não eram lésbicas. E isto desmanchou toda a magia e o sentimento de estar superando os desafios que o clima das músicas transmitia. Tanto é que no começo da banda, elas faziam certo esforço para parecem lésbicas, contudo, após revelarem que eram heterossexuais, a banda entrou em declínio. Outro exemplo interessante foi o de Azaghal, num vídeo do Jovem Nerd, que, por não concordar com a ideologia do jogo, não se sentiu a vontade em empenhar esforço para alcançar o objetivo que o jogo propunha. Porém, em outros vídeos, quando ele concordava e entendia racionalmente a dificuldade ou os sentimentos que determinado feito representavam, ele se esforçava para sentir a mesma coisa que os personagens sentiam.
Estes dois exemplos mostram que o racional influencia absurdamente na forma como a arte é sentida. Por ser racional, e partindo do princípio que o humano controla seu raciocínio, é possível fazer uma imersão artística para buscar entender e posteriormente sentir tudo aquilo que o artista está produzindo, se assim houver o desejo. Porém, principalmente para as mentes não tão bem trabalhadas no autoconhecimento, esta é uma tarefa complica. Compreender isto é importante, principalmente para quem produz ou aprecia arte, pois através deste conhecimento é possível entender e desenvolver várias funções para a arte, e posicioná-la de várias formas diferentes. Na realidade, muitos artistas já percebem isto intuitivamente, assim como os apreciadores, porém, para evitar confusões, ações despropositadas, e para aumentar a eficiência da produção e apreciação artística, é bom ter estes conhecimentos em mente.
Princípio das pressões de expectativa exterior e interior:
Faz algum tempo que eu percebi isto, porém, não tive paciência e nem estava encontrando a linha de raciocínio correta para expressar essa idéia da melhor maneira possível na última vez que eu fui escrever, o que me fez guardar este assunto para outra ocasião. Desta vez vou fazer diferente, provavelmente vai funcionar. Observando a sociedade como um todo, percebi que existem algumas pessoas que acham determinadas posições naturais pra elas, a tal ponto de se envolver completamente com tal posição. Em alguns casos, esta posição era de alto nível de poder humano, em outros casos, baixo nível de poder humano. Isto me fez pensar o que faz cada pessoa aceitar a imagem que transmite para a sociedade e se envolver com isto em vez de buscar algo melhor ou diferente, foi então que eu desenvolvi um princípio, chamado princípio das pressões de expectativa exterior e interior.
Ele se baseia principalmente nas propriedades humanas de sempre buscar a melhor forma de evoluir e de se adaptar ao meio. Na prática, ele ocorre da seguinte forma: cada pessoa busca, para si, a melhor forma de evolução. Para tomar esta decisão, ela utiliza principalmente duas formas de julgamento: o julgamento interior, que são os resultados que ela observa que consegue alcançar através de seus conhecimentos instintos e racionais, bem como seus recursos individuais, e o julgamento exterior, que é o que as pessoas esperam dela e como elas reagem a cada resultado alcançado por aquela pessoa. Quando uma pessoa tenta se desenvolver em uma área que a maioria das pessoas não esperam, ela sofre um certo tipo de pressão de expectativas, que pode ser observado principalmente através do preconceito na resistência em apreciar e valorizar. Quando, por outro lado, a maioria das pessoas espera algo de alguém, este alguém sente uma pressão enorme para atender aquelas expectativas, e quando não atende, a maioria das pessoas jogam nela sentimentos de depreciação e decepção, dentre outros ruins.
Embora a tendência seja a maioria das evoluções ocorrerem com estes dois tipos de pressões equilibradas, é possível evoluir quando há o desequilíbrio. Isto ocorre quando a pressão interna é forte o suficiente para suportar a pressão externa, em termos práticos, a pessoa é capaz de resistir a todo o preconceito e olhares depreciativos até as pessoas reconhecerem aquilo que ela está tentando produzir, como também pode ocorrer quando a pressão externa é maior que a interna, quando as pessoas sabem que aquela pessoa é capaz de produzir algo que mesmo ela não sabe que é capaz, mas através do incentivo acaba conseguindo fazer. É preciso observar que em algum momento a evolução individual precisa encontrar a grupal, pois o processo de evolução humana não se completa se for apenas individualmente. Seguindo a analogia de pressão para este comportamento, a pressão interna e a pressão externa, embora em desequilíbrio, precisam se encontrar em algum momento para ambas seguirem o fluxo da evolução, porém, elas não precisam necessariamente estar em constante equilíbrio.
Encerramento:
Bom amigo, por hoje é só. Eu pensei em escrever sobre mais dois temas, mas não vou fazer isso agora porque a postagem irá ficar muito grande e também porque eu ainda preciso trabalhar neles. Um está relacionado com os traumas de infância que podem determinar o futuro, quero entender como isso pode ser determinante nas escolhas de um adulto, e também sobre como comportamentos artificiais, ou montados instintivamente através da observação, podem gerar uma dinâmica social vantajosa. Estou acumulando textos não revisados este mês, pois este será o terceiro, mas a preguiça é maior. Enfim, até a próxima postagem e abraços.
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domingo, 18 de março de 2012
Analise sobre os motivos da corrupção social
Função Social
Olá amigos. Escrevo hoje por não ter nada melhor pra fazer e por já estar pensando neste tema há algum tempo. O tema de hoje se trata sobre o sistema corrupto, a qual todos comentam e que se instaurou atualmente na sociedade brasileira. Sobre as novidades, elas são praticamente as mesmas já comentadas na postagem anterior. Há uma pequena novidade: hoje de manhã eu assisti ao filme “Final Fantasy: Spirits Within”, um filme bem bonito que me fez entrar meio que numa viagem ruim até pouco tempo atrás. Outra novidade é que ontem eu vi um nerdcast muito interessante, o 302, o qual traz como convidado um psicólogo cognitivo que afirmou que o tamanho de certas regiões do cérebro está diretamente relacionado com certos padrões de comportamento, e isto me deixou bastante confuso. Preciso rever meus conceitos sobre algumas coisas. O que me leva escrever hoje é, além da observação diária, a realidade que o filme “Tropa de Elite 2” apresentou. Nele, vemos um estado dominado pela corrupção, e é este o tema da postagem de hoje. Como não tenho mais nada para por na introdução, vamos ao texto.
Corrupção:
Significa etimologicamente deterioração, quebra de um estado funcional e organizado (Wikipédia). Iniciei este parágrafo com esta definição só para ilustrar o que acontece num sistema social onde se diz haver corrupção. Há justamente isto, deterioração das funções sociais seja lá por qual motivo que o faça acontecer. Antes de avaliar propriamente o porquê há essa corrupção no sistema, é interessante analisar porque as funções de tal sistema se estabeleceram de tal forma, e sobre o porquê é importante mantê-lo neste formato. O sistema social foi composto principalmente com a função de proteger a sociedade, e por sociedade, lê-se qualquer cidadão capaz de pagar imposto. Este sistema foi desenvolvido porque as pessoas perceberam, através da história, que é mais barato e eficiente deixar a administração de sua cidade como um todo nas mãos de um grupo de pessoas e focar suas atenções em seus próprios projetos de vida que ter que investir nisto. Foi através disto que os sistemas de saúde, policiamento, educação, estruturação e vários outros componentes foram conectados através do sistema político, que gerencia o dinheiro e o interesse de toda a população.
Quem cria os sistemas sociais são os próprios cidadãos. Isto quer dizer que o que irá definir se as funções destes sistemas irão continuar como planejadas ou não são, também, os próprios cidadãos. Seguindo os princípios da psicologia evolutiva, para que qualquer humano deseje executar sua função, é essencial que ele acredite naquilo que ele está fazendo, que irá trazer determinado resultado ou a qualidade de vida que ele deseje. Esta essencialidade pode ser substituída quando alguma outra propriedade é posta no lugar, como a obrigação de fazer certo para ganhar dinheiro e não ser demitido, por exemplo, porém, o resultado do trabalho tende a não ser tão eficiente quanto alguém que acredita nos resultados que faz. Se uma sociedade está corrupta, isto significa que seus cidadãos não estão executando a função de suas atividades como devem ser executadas, e portanto, suas atividades estão se deteriorando. É o exemplo do estudante que vai pra escola pra conversar e se divertir, ou do policial que se torna policial não para proteger, mas para se sentir poderoso, ou do político que entra em sua função para ganhar dinheiro, ou da mulher que quer emagrecer pra conquistar homens ao invés de ficar mais saudável.
Nos exemplos anteriores é perceptível que as funções sociais são corrompidas por outros motivos, que são vantajosos em curto prazo, porém, em longo prazo podem deteriorar uma sociedade. Em tropa de elite 2 que se a população tende a não entender o porquê de sua função existir, não importa a classe social, seja política, imprensa, jurídica ou policial, haverá uma forte tendência a corrupção existir. Isto é notório quando se observa os valores dos indivíduos corruptos, todos valorizam mulheres gostosas, dinheiro, do individualismo, conforto em detrimento da figura humana, da valorização da superação, da evolução, do grupo e dos bons sentimentos. Prova disto é que se um morrer, outro com mesma característica toma o lugar, e eles só se preocupam com si próprios, por isso que no filme é demonstrado que o sistema se auto-regula e encontra novas formas de continuar existindo, enquanto existir gente com estes valores. Já os polícias não corruptos se preocupam com a figura humana, com a evolução, com os filhos e com a sociedade. Os corruptos também tendem a trabalhar pelo prazer de sentir o poder e só gostam de trabalhar quando sentem isso, já os não-corruptos tendem a trabalhar por desejo e obrigação de ter que produzir o bem.
De forma resumida, se seguirmos a risca a definição de corrupção, todos aqueles que definem ou aceitam uma função e não a cumprem são corruptos, pois estão ignorando o estado funcional daquilo que lhes é responsabilidade realizar. Como já observado, as funções sociais são definidas porque teoricamente elas são as que mais beneficiam a sociedade como um todo. É freqüente os corruptos não terem noção da responsabilidade de suas funções, ou terem algum distúrbio que os faça valorizar somente a sua própria evolução. É disto que surge a constante deterioração social que levou ao estado que a sociedade brasileira está hoje. O importante desta parte do texto é principalmente conscientizar que não é apenas uma classe de pessoas que é responsável pela corrupção, mas sim grande parte da sociedade. Afinal, se perguntarmos aos cidadãos se eles cumprem com suas funções de maneira correta, deve ser freqüente observar que um ou outro arruma um jeito de burlar seu trabalho ou seu sistema, e isto pode ser desde uma mentira pra despistar a família ou entrar na boate sendo menor de idade, até mesmo faltas de trabalho com atestado médico falso. Se estes mesmos cidadãos estivessem na política ou em algum outro cargo importante, a corrupção ocorreria.
Segundo o que eu observei, a raiz da corrupção pode ser resumida pelos valores sociais que tal sociedade cultura. No Brasil, a beleza da mulher ou o poder econômico é muito valorizado, portanto, os homens tendem a desejar querer mais dinheiro pra pegar uma mulher gostosa ao invés de usar este bem para ajudar aos demais. As mulheres, por sua vez, se dedicam para se tornarem gostosas justamente para conseguir dinheiro destes homens ao invés de dedicarem esforço aprendendo a trabalhar ou aprender a serem felizes com uma família simples, mas bem unida, que é o que um homem comum pode dar. Este parágrafo pode estar sendo generalista e pouco preciso, mas é fato que a principal das preocupações da maioria das mulheres é a beleza, assim como o principal motivo que faz um homem se aproximar de uma mulher atualmente. A mídia também pode ser vista como exemplo dos valores morais. Em um programa chamado Pânico na TV, é possível observar um quadro em que homenageiam as mulheres bonitas e ridicularizam as feias durante um ambiente de praia, e as pessoas costumam achar este quadro bastante divertido devido à ousadia dos apresentadores, porém, ao rirem e aceitarem este tipo de programa sem nenhuma contestação, há uma aceitação implícita neste tipo de valor.
Encerramento:
Enfim, espero que o texto tenha ficado nítida e enfática minha opinião quanto a este assunto. Demorei a tarde e noite inteira pra terminar esse texto, pois troquei durante sua construção fiquei bastante disperso no facebook e MSN. Devido a isto sei que é necessária a revisão, mas a preguiça me impede de fazer isto agora, além de ainda faltar o texto anterior pra revisar também. Eu pretendo usar esse texto como esqueleto para publicar em outro blog, o de uma amiga e que provavelmente tem público, esta opinião, pois acredito que ela seja bem reveladora. Mas ainda vou conversar com ela sobre isto. De qualquer forma, vou ver um bom dia para revisar os dois textos, e muito provavelmente esse mês não haverá mais nenhuma postagem. To sem assunto pra terminar o encerramento, então até mais, abraços a todos.
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