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sábado, 20 de julho de 2013

Distúrbio dos relacionamentos alpha e beta e monogamia segundo a P.E.

Introdução:
Olá amigos. Após muitos adiamentos venho escrever este texto, aproveitando essa manhã de sábado antes que eu faça algo e acabe me esquecendo. Hoje irei falar sobre dois tópicos interessantes, porém, um deles, com um bom destaque. Porém, devo admitir que ultimamente eu tenho acumulado assuntos para escrever no blog. Acho uns dois sábados de atualização resolve isso. Sobre as novidades, continuo fazendo academia e jogando rugby, porém, praticamente parei de jogar lol. O espaço que antes era do lol foi substituído por joguinhos casuais e sociais. Se eu quiser voltar a jogar lol, terei que relembrar várias informações, porque deixar de praticar algo o torna meio que enferrujado nisso. Bem, o assunto de hoje tratará sobre um distúrbio que mistura componentes sexuais com culturais muito observado atualmente, o chamarei de distúrbio dos relacionamentos alpha e beta. A segunda coisa que eu irei falar hoje é sobre os motivos para a não traição segundo a psicologia evolutiva. Se der, ainda tentarei falar sobre um terceiro assunto, que é um princípio muito interessante descoberto ao se observar várias conseqüências das possibilidades do comportamento humano, que é o princípio das probabilidades dos pensamentos em relação a estrutura. Enfim, vamos à postagem.

Distúrbio dos relacionamentos alpha e beta:
Durante muito tempo eu venho observando o uso popular dos termos “alpha” e “beta” para classificar o modo como os homens agem diante dos relacionamentos e da vida. Estes dois termos, com origem conceitual na biologia, mais precisamente, na observação do comportamento de grupos de animais com certa organização social e que apresentam um macho que lidera e obtém a maioria das coisas primeiro, o alpha, e os machos que aceitam sua posição de subordinados, os betas, são o que irão determinar os termos que serão usados no resto desta postagem. O uso popular destes termos surgiu através da associação, em que qualquer homem que pareça ter liderança acaba sendo associado com o alpha, e o beta é qualquer homem que aceita ser liderado, e também se associa força aos que lideram e fraqueza aos que são liderados. De fato, o uso destes dois termos para classificar os homens desta forma não é algo impreciso, porém, é algo generalista e que normalmente quem faz não considera que vivemos em uma sociedade também racional, e não puramente instintiva, e por isto supervaloriza o comportamento alpha. A principal importância do uso destes termos para o uso popular é em relação ao modo em que os dois tipos de macho tratam um relacionamento. Porém, para entender este distúrbio em específico, é preciso entender especificamente o modo como eles tratam o sexo, por isso será explicada a atitude sexual que cada um destes machos costuma ter

Homens com atitude sexual alpha são aqueles que querem consumir a fêmea rapidamente, utilizando todas as suas artimanhas para tal propósito. São os que conquistam, os que deixam as fêmeas confusas e os que tentam seduzir o desejo das fêmeas, e não a razão. Normalmente a relação entre uma fêmea e um macho alpha tende a ser bastante turbulenta, cheia de nuances que tem bastante de suas motivações o desejo do consumo sexual e da conquista. Já os homens beta são os preocupados com uma relação estável e saudável, e não com o consumo sexual. São estes também os que se preocupam com a família, e geralmente tratam sua fêmea de forma bem carinhosa e verdadeira. Porém, nas relações com o beta, a fêmea tende a ter menos interesse instintivo e mais interesse racional, pois ela sabe que precisa de uma relação firme de douradora, embora que esta relação não seja tão prazerosa como a de um macho alpha. Isto porque estamos considerando uma fêmea com muito poder passivo, ou seja, capaz de atrair os olhares de vários machos, e que deseja ter seu poder passivo consumido, porém também deseja ter uma relação estável para montar uma família.

O grande distúrbio começa a surgir justamente por este desejo duplo das fêmeas, que ao mesmo tempo deseja ser consumida e também montar uma família. Quando uma fêmea é consumida por um macho, este perde o interesse sexual por ela. Desta forma, a fêmea sempre tende a se proteger, para manter os machos atraídos sexualmente por ela e assim conseguir o que deseja. Porém, a grande questão é que o macho alpha utiliza todas as armas pra conseguir com que a fêmea deixe ele consumir seu poder sexual ao máximo, enquanto que o macho beta acaba respeitando e não tentando ultrapassar os limites impostos pela fêmea para preservar os poderes sexuais dela. Este limite vai sendo ultrapassado lentamente, a medida que a fêmea se sente segura e acredita que o interesse sexual que está sendo perdido irá ser reposto por outro tipo de interesse, como o de continuar a história, manter a família, etc. De fato, uma relação entre um homem com atitude beta e uma fêmea pode durar anos sem que ele consiga consumir todo o seu poder passivo, enquanto que a relação entre um de atitude alpha e uma fêmea dura muito menos, talvez meses. Pode até durar mais se houver uma pressão social para que o macho alpha fique com a fêmea, mas será alta a chance do seu desejo fazer com que ele a traia para saciar seu instinto, e ele não se sentirá culpado por isto.

O distúrbio é ainda piorado quando o homem beta toma consciência da sua situação, em que a maioria das mulheres se interessam instintivamente pelos alphas, e disto nasce uma série de sentimentos negativos que são propulsores de outros distúrbios sociais e sexuais. O interesse de uma fêmea por um macho beta só surge quando ela, após sofrer, entende que precisa de uma relação estável e segura para formalizar uma família. É neste ponto que os betas mostram seu potencial. Porém, mesmo tendo racionalmente esta consciência, há na mulher ou em qualquer pessoa que nutra o seu poder passivo, um desejo de ser consumido por um poder ativo, portanto, mesmo que esta mulher não sinta mais necessidade de ter uma relação prazerosa sexualmente de forma racional, ela, instintivamente, sente isto, porém, está adormecido. O grande distúrbio acontece quando uma mulher destas encontra um modo de ser consumida como seu instinto deseja sem que seu marido saiba. Há um grande conflito interno nela, e se ela não tiver boas bases morais, acabará cedendo. É quando ela se entrega sexualmente a algum desconhecido e faz com ele tudo o que nunca teve coragem de fazer com seu marido.

Este tipo de consumo costuma ser curto. Logo a fêmea perde interesse por este novo homem e vice-versa, pois o consumo dos poderes sexuais é feito rapidamente e seu desejo é saciado. Porém, se o macho beta descobre isto, é um sentimento forte o suficiente para fazê-lo cometer crimes ou desistir de qualquer relacionamento com sua mulher, pois saber que ela entregou a um qualquer em pouco tempo tudo aquilo que ele demorou anos para conquistar é um sentimento de traição e revolta muito forte. Isto é o suficiente pra desmoronar uma família. Algumas vezes, inclusive, numa hipótese mais aguda do distúrbio, este novo homem em questão na realidade é também um marido, porém, de alto poder ativo cuja mulher tem medo de deixar que ele a consuma e acaba encontrando nesta outra mulher a oportunidade de consumir um poder passivo como deseja, mas que não encontra em casa. Neste caso, se forem pegos, serão duas famílias desmoronadas. Nota-se aqui a gravidade deste distúrbio e a importância de encontrar modos para solucioná-lo.

Solução:
Como solução a psicologia evolutiva recomenda o mesmo que para todos os tipos de distúrbios: a consciência. Embora a consciência de tudo o que acontece neste tipo de relação seja algo realmente difícil, é preciso desenvolver isto. Pois somente assim é possível equilibrar os poderes e desenvolver uma relação de consumo-produção com o parceiro saudável e verdadeira. Neste caso, tanto o poder passivo quanto o ativo devem entender como o seu poder é produzido, como ele é consumido, e como renová-lo, para que a dinâmica de casal nunca morra enquanto que se constrói uma família. Isto porque o poder passivo é desenvolvido para ser consumido, e o poder ativo para ser consumir, e simplesmente isto. Este dever de continuar junto após o consumo é imposto pelas estruturas sociais a qual a humanidade encontrou para conseguir desenvolver todo seu aparato racional e tecnológico.  Afinal, antigamente o sexo era só uma forma de se reproduzir, e sua finalidade era alcançada junto ao seu consumo, e para tal o instinto humano foi desenvolvido. Agora reprodução faz parte de um processo de formação de família e o sexo se tornou um elemento de dinâmica entre o casal que estabelece essa família. Entendendo isto, vamos para os principais conceitos que ambos devem ter em mente, segundo a psicologia evolutiva.

Para o poder passivo, é preciso que ela tenha consciência sobre como o seu poder é desenvolvido. Para todo consumo, é preciso uma produção. Mas é comum que o poder passivo não faça a menor idéia sobre como seu poder seja produzido, um erro muito fatal, pois nasce disto uma série de medos difíceis de lidar, como o medo de ser consumida por completa por seu parceiro e ele perder o interesse por ela. Toda a produção, contudo, é feita através do esforço. Mudar de cabelo, perfume, comportamento, roupa, estes são alguns exemplos de como o poder passivo pode se renovar. Desenvolver poder passivo requer esforço por parte do seu usuário, portanto, é preciso que a pessoa tenha consciência disto e deseje sempre reconstituir aquele poder que foi consumido para que a relação continue tendo a sua dinâmica de casal.

Para o poder ativo, é preciso que ele tenha consciência de sua função de conquistar o poder passivo. É comum o poder ativo não deixar o poder passivo livre para se fortalecer, pois quanto mais forte o poder passivo ficar, mais difícil para o poder ativo será conquistá-lo. Contudo, é algo necessário para que a dinâmica de casal sobreviva. É preciso que ele saiba também que após o consumo, é necessário o tempo para o poder passivo se renovar, e ter paciência para tanto. E após a renovação do poder passivo, é dele a responsabilidade de reconquistá-lo. E isto também demanda esforço. De certo modo, uma relação sexual se mantém ativa dentro de um casal se cada uma das partes se esforçar para tanto, e é virtualmente possível que isso dure a vida toda se os dois caminharem para evoluções sexuais parecidas.

Conseguir expor os desejos para o parceiro não é algo simples. Muito menos desenvolver um desejo junto com ele. É preciso um companheirismo e uma consciência muito boa para que isto se desenvolva de maneira saudável. A psicologia evolutiva sempre leva em consideração uma evolução perfeitamente saudável, e isto é utópico. Porém, quanto mais próximo disto um casal conseguir se aproximar, melhor será sua qualidade de vida. Brigas e desentendimentos são comuns na dinâmica do casal, afinal, é constante a negociação entre os desejos e sobre as escolhas das possibilidades de onde depositar o esforço.

Só duas curiosidades, a primeira é que eu li numa pesquisa que apenas um entre onze homens são considerados os machos alphas. Isto tem uma boa chance de ser verdade, pois apenas aquele que se sai bem sucedido com as técnicas de macho alpha conseguem continuar com este tipo de evolução. Porém, para ser bem sucedido nestas técnicas, é preciso ter os valores certos e as experiências certas, geralmente experiências bem sucedidas. Aqueles com experiências más sucedidas acabam se tornando beta. Por isto que apenas alguns homens conseguem. É algo semelhante a evolução parasitóide, se todo mundo for, não dá certo, se apenas alguns forem, eles conseguem sobreviver. Não sei se essa pesquisa é verdadeira, de qualquer forma. A outra curiosidade é que provavelmente existe também um comportamento de alpha/beta entre as mulheres, mas sobre isto eu conheço pouco.

Monogamia segundo a psicologia evolutiva:
Existe certa discussão sobre o ideal de uma relação de casamento. Alguns defendem que o instinto humano, principalmente o masculino, foi desenvolvido para uma relação poligâmica. Outros defendem que não. Porém, existem alguns princípios que defendem a relação monogâmica como a mais saudável, aquela que mais tem potencial para oferecer uma boa qualidade de vida. Seguem os motivos pelo qual a psicologia evolutiva considera isto:

Dentre todas as maneiras de se desenvolver relações sexuais e conjugais, a monogâmica parece ser a mais vantajosa. O primeiro motivo é o direcionamento do esforço para nutrir a relação. Se em determinado relacionamento houver mais de duas pessoas, como é que se organizará a força como cada uma se esforça pela outra? Isto é algo complicado, pois, é comum do ser humano querer sempre mais, e acabar esbarrando no que é da outra pessoa. Então haverá conflitos para ver quem fica com a maior quantidade de esforço, o que tornará uma longa relação algo instável. Além deste motivo, toda relação precisa de um meio para se manifestar. Organizar um meio para manifestar a relação entre mais de duas pessoas é um pouco mais complicado, pois com duas já há muita discussão, como o que fazer com o tempo livre pra se divertir, por exemplo. Se houver outro tipo de organização, tal como uma pessoa dar atenção a outra em diferentes horários, poderá surgir falta de tempo, pois assumindo que as três ou mais pessoas trabalhem, e se o único tempo delas livres coincidir, quem é que ficará com quem nesse tempo livre? Uma pessoa ficará sozinha. A monogamia se torna vantajosa por estes fatores.

Existe ainda outro cenário, o monogâmico liberal. O motivo para a psicologia evolutiva não ver este tipo de relacionamento como vantajoso é porque para ela, o ideal seria que todo o esforço que uma pessoa quer dar a outra deva ser concentrado em uma só, para que a adaptação entre o casal seja maior. Se uma pessoa separa seu esforço para outras, ela irá estar deixando de melhorar o seu cônjuge, e o motivo disto ser ruim é que o principal motivo para se manter uma relação com outra pessoa de forma monogâmica é o fato de um dia todo o ser humano desejar se reproduzir e montar uma família. Percebam que se uma pessoa começa a ter outras porque a sua não é como ela quer, e esta outra aceita, eles estarão deixando de se conhecer e de resolverem problemas juntos, e se adaptando um ao outro. Perder esta adaptação é algo muito prejudicial, pois toda ela será necessário no momento em que eles se casarem, terem filhos, trabalhar e ainda precisar desenvolver uma forma de nutrir o relacionamento de maneira saudável. A relação com os filhos é um fator primordial para determinar a monogamia como o tipo de relação com maior capacidade de oferecer qualidade de vida, pois, quanto mais desenvolvida é uma sociedade, maior o esforço para que um filho seja introduzido à este alto nível de desenvolvimento. Ou seja, o filho terá que estudar mais, entender melhor as normais sociais, tudo isto para que ele aprenda a viver bem em seu meio.

Além disto, é preciso levar em consideração que é preciso que haja uma dinâmica entre os poderes ativos e passivos no comportamento sexual para que ele seja bom. Se o sexo for muito fácil, essa dinâmica talvez não exista, então o sexo não será satisfatório. Isto é importante pois prova que para que haja um outro relacionamento é preciso de esforço, esforço este que poderia ser direcionado a pessoa com quem se pretende desenvolver uma família. Além disto, é preciso considerar as DST’s como fator de saúde num relacionamento. Caso trair se torne fácil, através de algum mecanismo social, é provável que haja transmissão de DSTs, visto que atualmente não temos tecnologia o suficiente para controlar este tipo de transmissão através de remédios ou quaisquer outros métodos, além do preservativo, segundo o que eu conheço, e que não é tão garantido assim. E sem este método, as chances de gravidez fora do relacionamento são altas, o que é o suficiente pra diminuir a qualidade de vida. Lembrando que a psicologia evolutiva considera a qualidade de vida como critério para determinar qual o comportamento mais adequado. Quem deseja outra coisa, sem ser qualidade de vida, não deve levar isto em consideração.

Encerramento:
Pois é amigos, estes dois tópicos foram o suficiente por hoje. Vou amadurecer a idéia do terceiro tópico e próximo sábado eu tento por aqui, junto com a publicação de um texto. Devo declarar que estou aprendendo bastante sobre o poder passivo e ativo na prática, e, sinceramente, não gosto muito desses nomes. Porém não consigo pensar em nada melhor. Talvez se eu melhorar a explicação para que eles sejam desse jeito, fique mais aceitável explicar isto para outra pessoa. Enfim, após uma longa tarde de sábado termino este texto. Até a próxima postagem, abraços.

sábado, 27 de abril de 2013

Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas, formalização do sofrimento humano e publicação de conto: A raiz dos problemas.

Introdução:
Olá amigos. Desta vez escrevo porque não tenho nada melhor pra fazer enquanto baixo uns episódios pra assistir. Como sempre, vamos as novidades primeiro: estou em guerra pela conquista de sentimentos, meus amigos, e isto sempre é complicado. Isto me lembra que a filosofia da psicologia evolutiva é um pouco mais complicada que o que aparenta ser, preciso trabalhar bastante para deixá-la mais fluente. Isto também me lembra sobre a artificialidade instintiva. Pretendo fazer um poema ou um conto sobre isso qualquer dia, é uma boa maneira de eu me posicionar quanto a isto além de ser um bom tema. Continuo praticando Rugby e academia, mas dei uma parada de jogar LOL, embora eu ainda aprecie muito as partidas. Mas este jogo toma algum tempo e só se torna bom jogando com algum amigo. Na despedida da ultima postagem, lembro que falei sobre a minha confusão de conceito da realidade. Contudo, eu havia me esquecido que já tinha resolvido isso com o gráfico da realidade. Foi certa confusão das minhas memórias, vou tentar resolver isso de uma vez por todas, ou pelo menos tornar menos confuso por enquanto. A postagem de hoje irá tratar sobre isto, e também sobre algo muito interessante, uma tendência que talvez seja a causa da inspiração de muitos filósofos e também a uma característica humana muito importante: o sofrimento. Já faz algum tempo que eu estou afim de escrever esse assunto, vou aproveitar que ele se relaciona com o texto que eu fiz e que não há nada mais importante para escrever. Sobre o texto que eu fiz, trata-se de um conto falando sobre problemas. Enfim, com a introdução concluída, vamos a mais uma postagem:

Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas:
No gráfico da realidade, eu separei a realidade em duas: a realidade universal, a que não depende dos humanos para existir, e a realidade humana, a que depende dos humanos para existir. Contudo, é possível assumir que a realidade humana está contida na realidade universal, porém, devido a sua complexidade e seu mecanismo baseado em tendências e longas associações, é impossível calcular tudo o que acontece nas dimensões dos sentimentos humanos, pois quando se encontrar técnicas para fazer isto, o cenário humano já irá ter mudado assim como a forma como os sentimentos funcionam. Contudo, é preciso explicar um pouco melhor o modo como o ser humano lida com a realidade universal, que, embora precise ser descoberta, é de fundamental importância para a formação da realidade humana.

É preciso observar que na realidade universal existem duas coisas: as propriedades e leis. Estes dois elementos são a parte imutável da realidade. Cada propriedade é responsável pela existência de um elemento, e cada lei é responsável pela forma como estes elementos irão se interagir entre si. Estas duas coisas respeitam ao princípio do fator-resultado, exibido lá no gráfico da realidade, e se manifestam no ambiente. As propriedades e as leis se organizam no ambiente, que é o local onde estes dois elementos se encontram e se relacionam, através das configurações, e, desta forma, podemos definir o universo. Contudo, enquanto no ambiente sem a presença humana, as coisas simplesmente tende a acontecer como o previsto, devido ao enorme e complexo sistema desenvolvido pelos humanos, é possível definir, para fins de estudo, a existência de duas forças: a força que provém da realidade universal e a força que provém da realidade humana.

A primeira é simplesmente a manifestação da realidade, exemplos, a gravidade, os elementos químicos, e a os sistemas geralmente simples que estes elementos tende a formar. A segunda, contudo, é a vontade humana se manifestando na realidade universal através das suas possibilidades. Isto quer dizer que o humano tende modificar a realidade de acordo com o seu desejo e com as formas que estão disponíveis para ele fazer isto. Desta forma, o humano se torna um elemento capaz de alterar o ambiente e os seus sistemas através, contudo, não é capaz de alterar as propriedades e leis do universo. Sem utilizar a separação entre as duas forças, simplesmente é possível assumir que o ser humano é apenas mais um sistema que modifica o ambiente e suas configurações, assim como a gravidade ou os elementos químicos. Porém, como o foco deste estudo é entender principalmente a força humana, para torná-la melhor adequada aos outros sistemas, foi feito utilizado este artifício de separação.

Conclui-se, portanto, que o ser humano é capaz de alterar as configurações e sistemas as quais esta realidade se apresenta, mas não suas leis e propriedades, de acordo com as configurações e sistemas que ele mesmo tem a seu dispor. Observa-se que quanto mais o ser humano evolui, maior é a quantidade de sistemas e configurações que ele consegue adotar. Enquanto que antigamente alterar certo sistema universal era impossível para o ser humano, como a gravidade sempre mantê-los no chão, atualmente já é possível alterar este sistema para outro sistema, onde já é possível voar através de dispositivos adequados para isto, como aviões ou helicópteros. É preciso notar aqui a definição de sistemas, que é um conjunto de fatores organizados de modo a controlar algum resultado. Se o desejo do resultado muda ou os fatores que envolvem aquele resultado mudam, o sistema também deve mudar ou então ele não estará mais tão próximo da realidade quanto antes.

Formalização do sofrimento humano:
Atualmente é possível perceber certa vontade de se distanciar do sofrimento em algumas pessoas. Assim que começam a sofrer, recorrem ao consumo de produtos que diluem esta dor. Contudo, através dos pressupostos estabelecidos pela psicologia sobre como funciona o instinto humano, é possível concluir que é impossível não sofrer enquanto na condição de humano e que também o sofrimento faz parte da adaptação. A intenção desta postagem é explicar quais são estes pressupostos e como funciona este processo, para que assim as pessoas possam tirar maior proveito de seu sofrimento para se adaptarem ao que realmente importa para cada uma delas.

Tudo se inicia pela propriedade humana do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa. Ao receber informações através dos seus sentidos, o ser humano começa a organizá-las e a associá-las de modo inconsciente, e assim ele constrói sua noção de realidade que será a base para suas tomadas de decisões futuramente. Contudo, devido a tendência citada no início desse parágrafo, o instinto humano influencia seu raciocínio a organizar tais informações de modo que melhor pareça para o instinto e que ao mesmo tempo não entre em conflito com o que já foi percebido pelos sentidos. Mas nem sempre esta informação, que geralmente é o melhor cenário que o instinto consegue montar da realidade através das informações que recebe, está realmente de acordo com a realidade. Quando isto acontece, há um processo em que o humano precisa se desapegar daquilo que ele considera que é o melhor, como reação deste processo surge o sofrimento.

Portanto, o sofrimento é, na maioria das vezes, um indício de que o ser humano está recebendo novas informações de seus sentidos que demonstra que sua visão era falsa e que uma nova precisa ser construída. Esta nova visão pode não ser tão boa quanto a primeira, mas provavelmente será mais adaptada a realidade por conter um maior número de experiências envolvidas na sua formação. Uma visão de realidade perfeitamente adaptada a realidade, por exemplo, significa que o humano tem consciência de todos os elementos a sua volta e conhece sua total capacidade de modificá-los de acordo com sua vontade, tornando-os o que ele quiser e for possível. Porém, um nível de consciência tão profundo é algo utópico, pois a realidade, principalmente a humana, é algo absurdamente complexo e em constante mutação. É devido a esta constante mutação, aliás, que o sofrimento sempre estará acompanhando a evolução do ser humano, ou seja, mesmo em uma pessoa com bastante experiência de vida poderá se enganar em algum aspecto que acha que conhece. Uma tentativa de evitar este tipo de coisa é se manter sempre atualizado, porém, isto é cansativo, e o cansaço pode ser considerado como um tipo de sofrimento já que ele também leva ao desejo de evitá-lo.

Porém, esta característica do ser humano não é ruim. É isto o que o torna capaz de desenvolver a dimensão da realidade humana, que faz o ser humano desejar buscar conhecer mais e mais a realidade universal para se adaptar a ela e ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Sem isto o humano sequer existiria, e se perdêssemos esta característica por algum motivo, a humanidade simplesmente se estagnaria em um determinado sistema e deixaria de evoluir e de explorar a realidade. Isto sim é algo nocivo a vida e a evolução, pois diminui a capacidade dos seres humanos de se adaptarem a novas condições e aí a vida estaria dependendo de um sistema muito específico para existir. Bem, provavelmente outra raça que tivesse desenvolvendo tais condições de evolução substituiria caso isso acontecesse, e esta raça provavelmente teria um sistema parecido com o nosso para incentivar seus indivíduos a buscar novas formas de se adaptar as diferentes realidades. Apenas uma curiosidade, o mecanismo citado na construção da visão do mundo também é o utilizado na construção da imagem de si próprio e das outras pessoas, o que se torna parte do ego.

Conto:

A raiz dos problemas.
Problemas não são para serem vividos, mas sim resolvidos. Esta é a definição de problema, certo? Algo a ser resolvido. Porém, é perceptível que muitas pessoas vivem seus problemas, não os resolvem. Elas fazem isto não por querer, mas sim porque em seus valores subconscientes viver isto é algo natural. Pois eu, o humano que se supera, digo que isto não é natural. Afinal, se um problema não tem solução, ele não é um problema, é simplesmente um fato, uma característica da realidade. O sofrimento está presente no viver humano, nos momentos em que o humano precisa sair de sua zona de conforto e se adaptar ao que for preciso para sobreviver. Neste aspecto, sofrer para solucionar um problema se torna algo benéfico, saudável, natural. Porém, sofrer por sofrer, por achar que se deve sofrer, sofrer por uma mentira ou por uma imagem má definida da realidade que talvez nunca vá se concretizar, isto sim é prejudicial e não natural. Por isto é preciso escolher bem por quais coisas sofrer, por quais coisas buscar solução, se houver, e solucionar. A partir do processo de busca haverá o sofrimento, pois é doloroso investir esforço em algo que dá errado, mas também haverá a recompensa, quando, de tantas tentativas, algo bom surgir, e isto é bom o suficiente para tornar válido o sofrer. Não é fácil buscar uma solução. Não é fácil enfrentar o desconhecido e ir a lugares que poucas pessoas foram. Não é fácil lidar com o novo, com o preconceito daqueles que tem medo do desconhecido, com o não ter a quem pedir conselhos caso algo dê errado, porque as pessoas simplesmente não sabem onde você está, porque você foi longe demais, mais longe que a maioria das pessoas em certo aspecto da realidade. Sim, você é o único responsável si mesmo, caminhe com cuidado e estratégia. Saiba como retornar ou reagir caso algo dê errado, pois sempre existe a chance disto acontecer quando o desconhecido te cerca. Farás descobertas de soluções novas, soluções tuas, que servem apenas para ti e para teu modo de viver. Poucas são as pessoas que te conhecerão o suficiente para entender a profundidade de tuas escolhas, as coisas importantes da tua vida. Podes desenvolver uma solução que pareça um absurdo para outras pessoas, mas que te seja saudável. Por isto precisarás ter coragem e consciência do que fazes, do porque fazes, para se manter no caminho daquilo acreditas e defines como bom para tu, independente da avaliação daqueles que não te compreendem, nem compreendem teus motivos e tua vida. Mas não tenha medo de ficar só, pois viver em comunidade é uma necessidade humana e ao teu lado terás pessoas que acreditam em valores parecidos com os teus e estão dispostas a buscar, junto a ti, solução para os problemas. Portanto, escolha bem os teus valores, o que acreditas ser bom e o que desejas para ti, pois somente assim sempre surgirão bons problemas para serem resolvidos por ti e por quem estiver ao teu lado.

Por: Leandro de Andrade Moura.

Encerramento:
Enfim amigos, chegamos a mais uma postagem finalizada. Achei tão curioso eu ter escrito os dois tópicos de cima certinhos com quatro parágrafos, parece que eu estou escrevendo com mais coerência e objetividade em um assunto específico e deixando de dar umas viajadas durante a construção do texto. Isto é bom caso eu pretenda escrever para um grande publico, que precisará do material bem construído, imagino. Uma coisa que eu esqueci de dizer na introdução é que eu estou tentando estudar inglês pelo site do MEC, algo bem chatinho, estou tentando arrumar um jeito de gostar disso, e também voltei a jogar Dwarf Fortress. Dessa vez quero encontrar toda a diversão que esse jogo promete, mas vai demorar até eu aprender a maioria das coisas. São muitas coisas nesse jogo a se aprender. Eles têm uma filosofia de “Losing is fun” bem curiosa, estou começando a entender. Vou aproveitar pra jogar DF nessas férias, embora eu esteja parando de jogar lol por causa disto também. Enfim amigos, acredito que é tudo por hoje. Até a próxima postagem, que eu não imagino qual será o tema, e forte abraço.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Velocidade sexual, comentário sobre robôs, sentimentos e realidade, pequenos pensamentos.

Introdução:
Olá amigos. Novamente escrevendo sem internet, mas desta vez foi algo previsto. Faz uma semana que eu tenho uns temas legais pra escrever, e deixei para hoje justamente para ter o que fazer. Mas antes, vou falar um pouco sobre meu dia, que foi bem interessante. Hoje eu terminei de tirar a cópia da documentação necessária para me matricular na UPE. Não sei se já disse aqui, mas passei em engenharia da computação. Isto me fez entrar um pouco em conflito entre o meu desejo de fazer a psicologia evolutiva ser reconhecia e fazer engenharia da computação. Abandonar uma destas coisas não é algo que também desejasse, mas queria arrumar tempo pra desenvolver os dois ao mesmo tempo. Porém, percebi que fazer a psicologia evolutiva ser reconhecida no meio acadêmico é algo além das minhas condições conhecidas. Então revi meu desejo quanto a psicologia evolutiva, e descobri que o que eu quero é que ela chegue às pessoas comuns, a academia científica seria apenas mais um passo para isto. Sendo assim, assumindo que irei cursar engenharia da computação e arrumar um emprego razoável ao final do curso, entendi que teria algum dinheiro para investir no que quisesse. És que surge a lembrança do livro que pretendo fazer, algo que poderá fazer a psicologia evolutiva chegar ao grande público mas que também não está nos meus limites. Com o dinheiro que irei adquirir do emprego, acredito ter as condições necessárias para dar entrada no que é necessário para tornar real a publicação de um livro, e é isto o que eu vou fazer.

Outro algo interessante foi de manhã, quando eu comecei a fazer a academia. No final dos exercícios aeróbicos, passei mal. Senti uma enorme necessidade de água, porém, não quis beber pra completar o tempo estabelecido. Durante o exercício, me lembrei que vi num vídeo que a sensação de fome era hormonal, e que o corpo ganha resistência para ela. Pensei que da mesma forma funcionasse a sensação de sede, por isso, assumi que meu corpo não precisava de água com tanta urgência, embora estivesse acostumado. O curioso é que, mesmo não precisando de água, a sensação foi tão forte que foi capaz de me fazer vomitar. Vou acostumá-lo a passar um período de exercícios sem água novamente, se não será incomodo. Sobre a postagem de hoje, irei falar sobre umas idéias que eu tive na tentativa de entender os desejos corriqueiros e também ao assistir animatrix, um conjunto de animações japonesas muito interessantes baseados na mitologia de matrix. Vamos à postagem.

Velocidade sexual:
Uma coisa que começou a me intrigar no comportamento sexual era a forma como as pessoas desenvolviam seus costumes sexuais. Baseando-me em toda teoria da psicologia evolutiva, comecei a buscar uma forma de entender isto. Foi assim que eu cheguei ao conceito de velocidade sexual, que me parece ser bastante coerente com todas as informações observadas por mim até agora. Este conceito se baseia nas propriedades do gráfico do bem-estar evolutivo, principalmente o desejo, como nos conhecimentos sobre configuração mental, em que a mente organiza sua memória e seus valores de um modo específico. Vamos começar a explicação, que será feita de modo bem simplificada.

Quando o humano desejo algo, ele busca obter este algo. Se conseguir, ele se sente satisfeito por um período, mas logo passa a achar este algo normal. É quando ele busca outro desejo para se sentir satisfeito novamente. Porém, o humano não por desejos de forma aleatória, ele busca os desejos que, de alguma forma, aumentem suas chances de sobreviver e reproduzir. Porém, na sociedade, o que dá chances de sobreviver e reproduzir é muito relativo ao conjunto de valores que cada pessoa tem. É isto o que justifica cada pessoa ter seu conjunto de desejos diferentes, inclusive os sexuais. Além disto, também há o histórico pessoal da pessoa, que não necessariamente depende da sociedade em si, mas da forma como suas relações íntimas foram mapeadas pelo seu cérebro. Se ela teve bons sentimentos ao experimentar determinado aspecto sexual, ou se teve maus sentimentos ao experimentar outro aspecto sexual, isto também colabora para o conjunto de valores que ela tem em relação ao sexo.

Velocidade sexual é um conceito que se introduz justamente ao unir todas estas informações no desenvolvimento sexual de cada pessoa. Algumas pessoas chegam a comportamentos bem distantes da média, enquanto que outras simplesmente não conseguem sequer assumir os comportamentos considerados medianos. Ao tentar chegar à explicação para isto, observa-se que aquelas que têm uma alta velocidade sexual normalmente têm boas experiências relacionadas ao sexo, como também tem bastante tempo para experimentá-lo. Ou seja, ela deseja, consegue o que deseja, e busca outro algo para desejar, porém, busca algo mais avançado. Em contrapartida, pessoas com velocidade sexual lenta normalmente não tem boas experiências em relação ao sexo e também não tem tempo de buscar por estas experiências. Por isto, elas acabam desenvolvendo uma série de traumas ou simplesmente não entendem determinados desejos e acham isto tudo muito estranho. É possível assumir também teoricamente um meio termo, que pode ser composto por pessoa que tem tempo, mas experiências ruins, ou pessoas que tem experiências boas, mas não tem tempo de explorar. Estas podem até entender alguns desejos, mas não serão tão avançadas quanto as que têm velocidade rápida.

Conhecer este conceito pode ser interessante para vários aspectos. Um destes aspectos é quanto à mecânica dos relacionamentos de casamento. Em certa postagem eu já expliquei que para a psicologia evolutiva, relacionamentos de casamento basicamente consistiam de um processo de adaptação mutua, em que uma pessoa se adapta a outra e ambas conseguem co-existir com a finalidade de manter uma família. Nesta época que já imaginava que haveria alguma adaptação sexual envolvida, porém, não fazia a mínima idéia sobre como proceder com esta adaptação. Com o conceito de velocidade sexual é possível ter melhores noções sobre isso. Isto também pode ser importante para a compreensão e aceitação da posição sexual de cada pessoa. Algumas, por serem velozes, acabam atingindo um comportamento mais distante que outras, ou algumas não conseguem desenvolver comportamentos sexuais. Isto acaba se tornando uma arma social, pois a maioria pode ferir a minoria por não entender, ter medo, se sentir desvalorizado ou quaisquer outros fatores. Através da consciência, cada pessoa pode entender seu processo e se sentir segura com isto, sem precisar ferir outras pessoas ou tendo condições o suficiente de se defender caso seja atacada.

Sobre robôs, sentimentos e a realidade:
Ao assistir as animações do animatrix, fiquei muito pensativo quanto a possibilidade de robôs terem sentimentos os mecanismos para que isto seja possível. Estes pensamentos também me levaram a pensar sobre os sentimentos nos humanos, e no que tudo isto significa de modo geral para a existência. Tudo isto se juntou também a uma conversa que eu tive com meu amigo sobre inteligência artificial e sobre a possibilidade de um ser que, por si mesmo, descobrir a verdade e com um artigo que eu li que me abriu meus horizontes de possibilidades. Cheguei a conclusões talvez já conhecidas, mas que ainda sim desejo publicar no meu blog.

Neste artigo eu li algo muito interessante, chamado “teoria da incompletude”. Eu não entendi exatamente o que ela quer dizer, mas entendi que, sendo ela verdadeira, ela implica que um computador, por melhor que seja, não é capaz de resolver todos os problemas matemáticos possíveis pela própria estrutura da matemática. Eu acredito que isto seja verdade devido a matemática ser movida principalmente pelos axiomas, mas quem escolhe qual axioma é ou não verdadeiro são os humanos ou a proposta do problema que deve ser solucionado pelo sistema matemático. Sendo assim, uma matemática contendo todos os axiomas não pode existir, portanto, não existirá nenhum sistema matemático contido em um computador capaz de resolver quaisquer problemas matemáticos. Obviamente estou dando uma opinião leiga sobre o assunto, mas isto se relaciona com os sentimentos de um modo muito profundo.

Qual a função dos sentimentos nos seres humanos, afinal? Torná-los capazes de se adaptar a realidade. Mas o que é realidade ou de qual realidade estamos falando? Quem define isto são os sentimentos. Em outras palavras, falando sobre o processamento lógico da realidade, quem define os axiomas são os sentimentos. Portanto, qualquer sistema robótico que não for capaz de lidar com novos axiomas não pode ser considerado inteligente, bem como não podemos considerar que ele tenha sentimentos. Ele pode simular sentimentos e simular inteligência, mas não tem isto, assumindo inteligência como capacidade de adaptação, mas não tem isto de fato. Notamos então o quão interessante é os seres humanos, e também em quanto poderá demorar a chegada do ser que irá substituir a espécie humana na árvore evolutiva. Bem, mesmo eles substituindo nós, é possível assumir que eles serão semelhantes a nós, pois, suponho, eles precisarão de um mecanismo semelhante aos sentimentos. Ou ainda, se seguir a mesma tendência que a evolução convencional, nós iremos nos transformar neles pouco a pouco.

Outra consideração a ser feita é sobre os erros que surgem nos processos adaptativos. Nos seres humanos, isto pode acontecer através de erro de axioma, quando o humano assume como verdade algo que não é, ou por erro de lógica no processamento dos axiomas, seja por desatenção ou por não querer depositar o esforço necessário para se chegar a conclusão segura. Se um ser desenvolvido através das ferramentas artificiais viesse a ter um sistema de adaptação a realidade, parecido com os sentimentos, acredito que ele seria suscetível ao primeiro erro, mas não ao segundo. Porém, muitos dos casos que originam alguns erros também originam alguns acertos, esta variação colabora com o processo de mutação da espécie humana, que ajuda a ela se adaptar com mais eficiência. Comportamento semelhante poderia ser simulado por tal processador para conseguir esta mesma eficiência, ou não, na verdade eu não sei. O que eu sei é que isto é um assunto interessante.

Pequenos pensamentos:
“Mais que idéias, são os interesses que movem as pessoas”, por Alexis de Tocqueville.
Essa frase me fez pensar na importância de pensar não somente no fato ao qual a pessoa se baseia para expor sua idéia, posição ou teoria, mas também no interesse dela em relação a aquela teoria. Os interesses, não o modo como as pessoas entendem a realidade, são os principais provocadores de discordâncias em brigas ou discussões, mesmo algumas tidas como intelectuais. Isto será uma grande problemática para resolver ao propor novas idéias.

Numa das postagens antigas desse blog, eu escrevi sobre “imersão artística”. Lá falava que era necessário buscar entender toda a simbologia e mecânica por trás da técnica que o artista escolhe para entender quais sentimentos e valores ele quis transmitir. Percebi a algum tempo que isto é análogo a um processo de carregamento, contudo, neste caso de simbologias e sentimentos. E é isto um dos aspectos importantes que separa a arte industrial dos outros tipos de arte. Enquanto que outras artes necessitam que as pessoas busquem conhecer o determinado artista e seu contexto para poder lê-lo, ou já estejam neste contexto, mas não sendo ele o da maioria, a arte industrial lida com simbologias contidas no inconsciente coletivo, portanto, já “pré-carregadas”, o que a torna de fácil leitura.

Outra coisa que sempre me chamou atenção foi o fato das pessoas se beijarem e se abraçarem. Há tempos queria entender este comportamento, e agora acredito que já sei como funcionam suas bases. Acontece que, durante o tempo ocioso do humano, ele fica imaginando formas de como se sentir bem. Essas formas vão se definir como os seus desejos. Por princípio, o contato corpo-a-corpo realmente libera alguns bons hormônios, que causam boas sensações. Mas isto precisa ser desejado pra ser amplificado, e é o que acontece quando uma pessoa deseja entrar em contato com outra que ela gosta. Sem isso, esses hormônios não são amplificados pelo desejo, ou podem até ser inibidos caso a pessoa não goste da outra por sentimentos como raiva. Como qualquer outro desejo, ele enjoa depois de um tempo. Quanto menor o desejo, mais rápido será o enjôo. É por isso que pessoas desocupadas ou sem muito o que desejar acabam por ser mais carentes, e pessoas envolvidas com outros tipos de projetos tornam-se mais independentes neste sentido. 

Encerramento:
Enfim amigos, mais uma postagem finalizada. Acredito que escrever sobre esses temas foi bem produtivo. O lance de carregar, eu tava pensando em escrever um artigo sobre isso, mas não foi necessário porque eu me lembrei do lance de imersão artística. Velocidade sexual é um conceito muito importante, e a posição sexual das pessoas lembra topografia social, só que em relação ao sexo. Mas isto é uma informação que precisa ainda ser trabalhada, por isso eu ainda não a incluí. Pra falar a verdade, o conceito de topografia no instinto é algo que ainda me deixa confuso, embora eu perceba a existência de algo relacionado a isso. O lance do contato corporal também seria um novo texto, mas foi só um parágrafo, então eu botei na sessão de pequenos pensamentos. Esses dias sem internet me fez aprender a jogar OpenTTD, um simulador de empresa de transito interessante. Quando a internet voltou, joguei no modo multiplayer e vi pessoas que sabem jogar engenhando altas estradas de ferro. No mais, boa noite para todos e até a próxima postagem.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sobre o dia-a-dia e publicações: Conversa sobre o amor e A descoberta do erro

Olá amigos. Estou sem internet e por isso resolvi escrever um pouco para passar o tempo. Tenho novidades interessantes pra compartilhar, provavelmente esta postagem só será sobre isso e sobre novas publicações. Faz um pouco de tempo que eu não me lembro de ter avançado um pouco mais nos conhecimentos da psicologia evolutiva, mas sinto que a necessidade agora não é avançar, mas sim organizar. Após organizar, tornar utilizável a ponto de tornar profissional. A questão é que isto será algo complicadíssimo, porque pressupõe a participação de profissionais, coisa que eu não tenho atualmente. Profissionais da psicologia, que topassem em desenvolver a teoria comigo e demonstrar a quais resultados ela pode chegar, isso é algo que estou muito distante de ter, e realmente não é fácil. Tirando estas preocupações, passei no vestibular. Em engenharia da computação, então não terei preocupações com trabalho, mas sim com estudos. Não será fácil, sinto que como eu não consigo desenvolver o projeto da psicologia evolutiva, outros desejos acabam ocupando o lugar deste projeto. Desejos mais simples, porém que envolvem riscos. Sinto que isto é meu instinto buscando uma forma mais fácil de evoluir, sem precisar levar em frente estes projetos. Mas estes riscos são uma problemática que eu não quero ter. Acredito que valha mais a pena, pelo menos nesse período, buscar fundar a psicologia evolutiva.

Outra coisa me preocupa além desta. É sobre a criação de literatura que envolva a psicologia evolutiva. Acredito que esteja no senso comum que o artista produz sua arte com naturalidade. Não é o meu caso. Produzo minha arte com esforço. É cansativo, parece um trabalho de parto. Preciso buscar e buscar. Mas o porquê faço isso é o que meu preocupa bastante. Antigamente era um pouco mais simples, eu fazia por naturalidade, só para experimentar coisas novas. Agora o trabalho de busca precisa ser direcionado, não é exatamente natural. Isto me preocupa. Contudo, por naturalidade, o trabalho não surge mais. Minha mente não está mais preocupada com estas questões porque os dilemas que faziam minha poesia ser produzida com naturalidade saíram do meu dia-a-dia. Eu simplesmente já tenho tudo organizado e não tenho vivido novas, e isto não faz surgir poesia. Daí então que vem este trabalho de busca, que procura na organização algo a ser mostrado, e que precisa buscar como isto será mostrado. Naturalmente eu não faria isto, mas é possível forçar. Mas para que forçar? Pra falar a verdade, não lembro exatamente como era o tempo em que os poemas saíam com certa naturalidade, acredito que era quando eu vivia coisas novas e a vontade inconsciente de exteriorizar isso. Era mais pessoal. Agora é mais artificial. Porém, mesmo artificial, acredito que seja algo com a mesma qualidade que o natural, porque eu faço até me sentir satisfeito, embora seja mais difícil.

Esta vontade de exteriorizar continua presente, mas ela agora é mais consciente. Além disto, não tenho vivido coisas novas. Vivo coisas que desejo, que atualmente é me tornar bom no LOL e passar no vestibular, mas isto não é poético, é mecânico. Já devo ter transformado essa mecânica em poesia nos meus poemas anteriores. A poesia é a descoberta, e agora eu não estou descobrindo, e sim produzindo o que eu já sei. Mas continuo querer a produzir porque quero ter conteúdo pra mostrar que se relacionem com a psicologia evolutiva. E mais ainda, quero tornar a psicologia evolutiva, como já falei, algo profissional. Estes poemas seriam uma forma de demonstrar os resultados da psicologia evolutiva, por isso eu busco criá-los. Não é por outro motivo. Não sou romântico a ponto de criar pra demonstrar que eu sou uma boa pessoa, ou dizer que não me preocupo se as pessoas não vão ver, mas, no fundo, desejar que elas vejam e gostem. Se fosse este o caso, criaria algo que evocasse valores instintivos que estivessem no inconsciente coletivo e fosse capaz de atingir as pessoas, e não algo que busque demonstrar a estruturação da p.e.. Pelo menos eu acredito nisto. Também não criaria nada apenas por criar, por me sentir bem com a criação. Toda a ação humana precisa estar ligada a algo que aumente suas chances de sobreviver e reproduzir, seja a nível consciente ou subconsciente. A regra é essa, devem existir exceções, mas não imagino nenhuma no momento. No meu caso, eu crio porque tenho um objetivo de um dia exibir para demonstrar meu ponto de vista. Mas é cansativo, e talvez eu nem alcance este objetivo. Não que isto seja algo totalmente ruim, estou aprendendo, mas é cansativo sustentar isso.

Sobre o LOL, estou entrando numa fase um pouco complicada. Não jogo tão bem quanto esperava jogar, e fico imaginando se isso é culpa do meu computador. Esta dúvida me faz pensar se eu devo continuar jogando pra progredir, pois a potencia do computador não influencia, ou se devo parar de jogar já que não tenho condições de ser tão competitivo quanto as pessoas que tem PC bom, algo que eu desejo. Um amigo irá trocar de computador, provavelmente ele irá rodar o LOL com a tela fluída, coisa que eu na tenho e ele também não tem. Dependendo do que ele disser, poderei concluir se a velocidade do computador influencia no desempenho do jogo. Eu acredito que sim, mas só terei condições de comprar um PC novo daqui há algum tempo. Além de jogar LOL, estou no facebook, criando poemas, não faço muita coisa além disso. Provavelmente entrarei na academia esse mês, isto será interessante. Fazia um bom tempo que eu não tinha uma conversa aleatória neste blog, mas os assuntos já estão acabando. Sendo assim, essa postagem não estará na estrutura normal, apenas terá essa conversa e as publicações. As publicações, por sinal, que acredito ter ficado boa, embora foram feitas de modo artificial, ou seja, através de artifícios, como a busca. Não nasceram de forma espontânea, quero dizer. Enfim, um abraço a todos e fiquem com as publicações.



Conversa sobre o amor

Vou defini-lo.
Não tenha medo,
Se você aceitar,
Irá se acostumar.

O amor, um sentimento?
Não somente um sentimento,
Um equilíbrio, és a explicação:

Quem não sabe amar, não ama.
Quem não quer amar, não ama.
Só ama quem sabe e quem quer amar.

Pois de que adianta ter as melhores intenções,
Se não haver condições de ajudar o que se ama?

Amor é um conceito simples,
Mas não se engane,
Sua simplicidade não implica em facilidade,
Amar é difícil!

Como começar a conceituar?
Observando o objeto do conceito.
Neste caso, o amor, com todas as suas faces.
Amor a família, aos amigos, ao trabalho,
Há algo presente em todos os casos:
Amar é fazer algo se tornar melhor.

Observe: é isto o que tu sentes por tudo o que amas!
Se tu amas e não fazes o melhor, isso não é amor.
É qualquer confusão de sentimentos ou pensamentos,
Mas não amor.

Começas a perceber a definição? Vou declará-la:
O equilíbrio que produz, entre
O pensamento e o sentimento,
A evolução, é o amor.

Amar é evoluir!

Se achares que definir o amor deste modo é um erro,
Entenderas esta relação com as seguintes questões:
O que fez a espécie humana surgir tal como surgiu,
E ainda continua moldando seu comportamento?

A evolução!

É esta a linha de raciocínio que permite entender
A importância da evolução para a raça humana.
Mas, de forma geral, é possível também assumir,
Que todos consideram algo importante em suas vidas:

O Amor!

Porque não concluir que,
O mais importante para o individuo,
O mais importante para a espécie,
São uma única coisa?
Amar é evoluir, e evoluir é amar.

Não pense que definição é limitação.
Mesmo definida, a evolução é ilimitada,
Assim como as formas de viver e de amar.

Agora entendes:
Não adianta ter apenas desejo,
É preciso ter as condições para fazer algo evoluir.
E não adianta ter apenas tais condições,
O desejo também é necessário para a evolução.

É algo simples, porém, não é algo fácil.
Perceberás respondendo com sinceridade:
Tens condições de fazer evoluir ao que desejas?
É teu desejo fazer evoluir ao que tens condições?

Tornou-se possível perceber o quão difícil é
A união destes dois elementos?
Pois é, amar é difícil.

Mas não desista nem tenha medo,
Todo humano foi feito para amar,
Todo humano foi feito para evoluir,
Porque é isto o que define um ser:
Humano.



A descoberta do erro


Estavam dois amigos discutindo sobre uma idéia:
- Você está errado.
- Não estou.
- Está sim.
- Como você sabe? Por acaso está na minha posição para saber?
- Não preciso estar. Já vivi algo semelhante, por isso digo que você está errado.
- Semelhante não é igual. Isto não é o suficiente para me convencer.
- Você é muito teimoso. Simplesmente aceite que está errado, vai ser melhor pra você.
- Não concordo com isso.
- Como não? Vai correr o risco de realmente errar em algo que podia ser evitado?
- Eu acho necessário. Isto é o que realmente vai ser melhor pra mim.
- Por quê? Eu já estou dizendo vai ser ruim pra você.
- Você acredita nisso, eu não. Por mais que você alerte, apenas por meio da experiência poderei descobrir se isto é ou não bom pra mim. Você pode até saber da verdade, mas eu preciso descobrir isso também.
- Ora, você é um ser inteligente! Não precisa sentir se isto é bom ou não, eu estou te dizendo que não é e te expliquei os motivos. Utilize seu raciocínio e preveja o que acontecerá.
- Seus motivos são carregados de sentimentos, mas são os seus sentimentos. Eu quero descobrir quais sentimentos eu experimentarei caso faça isso.
- Mas é perigoso... Não quero que faça isto.
- Sim, mas segundo o que você me diz, eu posso me recuperar caso eu realmente esteja errado. Não é um erro irreparável. Só será trabalhoso, mas saciar esta dúvida e conhecer estes sentimentos valerá o trabalho.
- E se isto fosse um erro irreparável?
- Se fosse este o caso, eu usaria o acontecido para alertar a todos e buscar uma forma para que isto não aconteça novamente. Afinal, as medidas de seguranças só existem por causa dos acidentes. Bem, este não é um erro irreparável. Acredito que vai dar certo na verdade. Preciso saber.
- Então você irá querer cometer todos os erros só pra saber? Isto irá te fazer perder um tempo absurdo cuidando de coisas que poderiam ser evitadas.
- Mas não são do meu interesse todos os erros. Só são aqueles que podem influenciar no meu dia-a-dia, que eu sinta que fará diferença no modo em que eu acredito como as coisas funcionam. Este é um deles.
- Ok. Faça como achar melhor pra você. Talvez o erro seja meu.

Ambos por: Leandro de Andrade Moura.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Configurações sociais da evolução e publicação: Energia da existência, Função do sofrimento e A entrevista da idealização

Introdução:
Olá amigos. Hoje a postagem tratará apenas de uma curiosidade que eu notei como também de publicações de dois poemas novos. Estes poemas saíram com um tanto de dificuldade, não ficaram exatamente bons, mas eu gostei do resultado e acredito ter chegado ao fim. Sobre as novidades: não vou mais pro pré-vestibular porque minha prova só é específicas, vou estudar em casa provavelmente. Minha nota da UPE parece ter sido boa, porém, não tive nenhuma outra prova pra utilizar de comparação. Dizem que minha nota do ENEM será o suficiente pra passar na Rural no curso que eu quero. Só me resta esperar. Estou jogando Lol e me divertindo bastante. No começo eu morria muito, mas já estou conseguindo me adaptar bem ao jogo e conseguindo interagir com bons jogadores. O curioso que jogar lol é a meio que a observação prática de toda a teoria sobre adaptação. Pessoas te xingando e você tendo que ser forte no que você é para agüentar e aprender, errando bastante. É preciso esperar que a mente consiga se adaptar ao cenário novo, e ela só faz isso através da tentativa, erro e acerto. Vamos à postagem de hoje.

Configurações sociais da evolução:
Explicar o que significa a evolução humana é realmente algo muito complicado. Entender a dinâmica entre o individuo e grupo, observar as várias formas que uma configuração social pode assumir, e entender quais fatores fazem isto se tornar desta forma é uma das coisas que tem me chamado muito a curiosidade. Durante as minhas observações acerca dos períodos históricos, que foram obtidas através da mídia de entretenimento ou do ensino médio, eu pude perceber as várias formas que a sociedade se organizou. Meu interesse nessa postagem será simplesmente analisar algumas delas e relacioná-las com a dinâmica grupo-indivíduo para explicar sua estabilidade, e observar quando esta estabilidade foi quebrada. Obviamente que isto será feito de forma muito superficial, só a título de curiosidade e como rascunho de futuros estudos. Como eu não estou me baseando em nenhum tipo de fonte histórica em específica, apenas em noções gerais, vou descrever algum tipo de civilização e explicar as características dela segundo as propriedades da p.e. Vamos a primeira.

Primeiro vamos começar por uma sociedade que contenha escravos. Sociedades que contém escravos é algo muito curioso, pois há um nítido contraste entre os indivíduos e as características e modos de evolução entre cada um deles. É possível explicar esse contraste através da seguinte analogia: cada pessoa teria sua parte na sociedade, porém, a escravidão faz com que a maioria dê sua parte para uma minoria, e daí surge uma minoria tendo muito e uma maioria tendo pouco. Mas o que faz uma maioria dar sua parte para a minoria? Como meu objetivo nesta postagem é explicar isto através da p.e, vou analisar isto de acordo com que os grupos fazem para se satisfazer, que seria o auge da adaptação e da evolução. O grupo rico se satisfaz mantendo seus escravos e, através de seus escravos, concretizando seus desejos. Ou seja, se seu desejo é dominar algum lugar apenas por diversão ou por necessidade de manter fontes de recursos, usará seus escravos. Se seu desejo for usar seus escravos para ele ganhar muito dinheiro para desenvolver um bom status, ele o fará. Enfim, neste sistema, os escravos sempre farão algo muito trabalhoso, mas com pouca técnica para seu dono. É possível concluir, através disto, que uma sociedade escravagista deve ter funções de baixa complexidade.

Já os escravos, por sua vez, tiveram seus desejos castrados através das gerações. Falando de outra forma, todo o tipo de coisa que eles desejavam eram negadas a eles, e aos poucos, através da capacidade associativa humana, eles foram aceitando que sua realidade era aquela e que não havia o porquê desejar coisas complexas. Acabavam por desejar coisas simples, como sobreviver, reproduzir, algumas festas talvez. Obviamente, mutações sempre ocorrem, e através de contatos dos escravos com certas experiências, principalmente em funções especiais, eles percebiam que podiam mais que ser escravos. Quero dizer, entre os escravos, havia os mais ou menos satisfeitos em serem escravos e os não satisfeitos em serem escravos. Estes buscam alternativas, estes são as mutações. O que torna os escravos presos dentro do sistema é justamente a força daqueles que impedem as mutações. Se um escravo tenta algo novo, como fugir, ele é perseguido e morto, não incentivando mais este tipo de mutação. Afinal, quem buscasse fugir daquela mesma maneira saberia que estaria morto, através da associação. Novos modos de fuga eram encontrados, alguns com sucesso, mas a força dos opressores nesse tipo de sistema costuma ser muito grande, força esta vinda da tecnologia.

Existem também escravos através da força religiosa. Pessoas que acreditam que se não servirem vão para o inferno ou algo parecido. Neste caso, podemos falar sobre as sociedades religiosas como um todo. Este tipo de sociedade utiliza seus deuses como a força da materialização de seus desejos e valores humanos. Por exemplo, se uma sociedade valoriza a guerra como forma de se satisfazer, de ter o que deseja, seus deuses serão os da guerra. Escravos neste tipo de sociedade servem com satisfação, já que acreditam que estão servindo para um bem-maior de seus deuses e que algo bom acontecerá quando eles morrerem. Obviamente, há mutações, e deve haver mecânicas para impedir estas mutações. De qualquer forma, os escravos contribuem bastante para que a civilização cresça forte. Há também uma divisão da sociedade por vontade divina. Exemplo, reis que são os próprios deuses, representantes dos deuses ou protegidos dos deuses. Isto se explica já por o rei representar a vontade da sociedade em questão. Satisfazer o rei é satisfazer a si próprio. Rei protegido, sociedade protegida. Rei agressivo, sociedade agressiva. Assim funciona a dinâmica dos desejos dessa sociedade.

Observem que nestes casos não havia direitos humanos. Direitos humanos é uma invenção muito interessante, vinda da autonomia de cada indivíduo em seus desejos. Surgiu quando a sociedade começou a desenvolver condições para o consumismo, que é uma tecnologia social que dá um motivo as pessoas para desejar e produzir de forma que seja aproveitável pela sociedade a ponto dela obter sua manutenção. Foi quando esta tecnologia se desenvolveu que a escravidão se tornou algo obsoleto, pois era mais produtivo ter gente consumindo das indústrias e concentrando o dinheiro que ter escravos só produzindo coisas com pouca complexidade e não aproveitando a indústria.  A produtividade era convertida, também, em desejos para aqueles que a dominavam. O dinheiro das indústrias sendo utilizados para fazer guerra ou para agitar a competição entre os próprios donos da indústria, isto para satisfazê-los. A partir daí um novo sistema surgiu, o capitalismo. Pessoas livres para desejar, e como elas não têm poder o suficiente pra desejar qualquer outro tipo de coisa mais complexa, desejam o consumo, e ele acaba sendo utilizado para produzir o capital que torna a sociedade mais forte.



Energia da existência

Somos ferramentas de gastar energia concebidas pela realidade.
Encontra a forma de gastar a tua energia, e eu a apreciarei,
Encontrarei a minha forma de gastar energia, e tu apreciarás.
Talvez a tua forma ajude a minha, ou a minha ajude a tua,
Mas apreciaremos, pois sentir a beleza é satisfazer a existência.



Função do sofrimento

Desejar é sofrer, sofrer é se adaptar.
Ao que se adaptar? A escolha é tua,
Liberdade tu tens, descubra a si mesmo.
Pois és tu quem viverá teus sentimentos.

Teu sofrimento revela tua adaptação,
Tua adaptação revela teu ser, diferente.
A diferença mostrará tuas propriedades,
Conheça-as e utilize-as como tua força.

Força para assumir tua adaptação,
Suportar as incertezas do diferente,
Sentir o sofrimento e não desistir.

Assim darás um bom valor à liberdade,
A usarás para explorar a tua realidade,
Encontrar nela teu ser e nele se satisfazer.



A entrevista da idealização

Durante uma entrevista, surgiu a pergunta:
- Como foi a sua relação com seu pai? Você sente falta disto?
- Foi inexistente. Porém, não pense que por causa disto eu sofri ou sou insatisfeito por sentir a falta de algo na minha vida. É comum as pessoas buscarem a causa de seu sofrimento em coisas externas a si. A ausência de algum benefício, a presença de algum prejuízo, quaisquer coisas que as torne diferente do que a maioria aparenta ser se torna, portanto, motivo para justificar a própria insatisfação. De fato, eu não tive um pai e isto, de maneira padrão, representa prejuízo, pois um pai ensina a seu filho a maioria das mecânicas básicas de socialização e profissionalismo no meio masculino. Realmente, obtive este tipo de conhecimento um pouco tarde em relação à maioria das pessoas e isto pode ser considerado um prejuízo. Porém, isto não é motivo para eu me sentir insatisfeito e desejar um pai. Existem muitos fatores que compõe a vida humana, todos eles determinado por histórico ou sorte, para quem assim preferir. Ter ou não ter pai é apenas um deles. Assumir que minha vida seria melhor e eu me sentiria satisfeito só por causa da presença de um pai é assumir uma idealização. E, embora a maioria das pessoas acredite nesse tipo de idealização e se sintam insatisfeitas por não ter o que idealizam, eu entendo que isto é apenas uma mecânica do instinto humano e não entrego o meu desejo a isto. Este tipo de mecânica, que se baseia na observação do dia-a-dia das pessoas como referência de análise para a própria vida, assume determinados valores instintivos que, uma hora ou outra, se tornam idealizações de desejos. Mas uma análise pouco aprofundada acaba revelando apenas o mundo das aparências, que não contempla o que realmente se passa nos elementos observados. Observem que sempre que uma pessoa que não tem algo o idealiza, esta idealização é concebida da melhor forma possível e se assumi que, através dela, a vida seria melhor e ela finalmente se sentiria satisfeita. Ao exemplo do pai, quando o imaginam, é sempre um que pode ajudar naquilo que a função de pai se pressupõe necessária. Neste cenário, realmente, um pai pode ser algo válido a se desejar. Contudo, se ao invés disto imaginassem um pai cheio de defeitos, problemas, preconceitos e vícios, que tornasse a vida do filho pior e não melhor, ele se torna algo dispensável. Mesma analogia para todas as outras situações de idealização. Seja para namoro, trabalho ou carro, quando há a idealização também há a formação da imagem sobre como aquilo irá suprir perfeitamente a insatisfação da vida. Não se mensura todos os pequenos problemas que tais elementos podem realmente trazer caso existissem, coisa que com muita probabilidade existe, mas que a análise pouco aprofundada, que para apenas no mundo das aparências, não revela. Se isto fosse mensurado, a idealização se tornaria muito parecida com a realidade e a pessoa iria idealizar outra coisa como resposta a esta situação ou simplesmente não desejaria o que idealiza. Afinal, elas idealizam por estarem insatisfeitas, e estão assim por não saberem resolver os problemas da sua vida e da sua realidade ou não ter desejo de resolvê-los por entregá-lo a suas idealizações. Há ainda quem diga que sabe que sua idealização não é perfeita, mas que se apega na idéia de que este ideal é o suficiente para fazê-la satisfeita. É preciso lembrar que este caso ainda se trata de uma idealização, e se ela idealiza e não realiza, é porque existe algo que não está coerente entre o ideal e a realidade. O único jeito de perceber completamente a realidade é vivendo-a. Sendo assim, qualquer universo idealizado tende ter uma transição para a realidade incompleta. Porém, buscar o ideal não deve ser tratado como algo ruim. Mas é preciso buscar saber que ideal é este e como fazê-lo se tornar real antes de desejá-lo. Quando isto for feito, que utilize o desejo como ferramenta para fazer o ideal se tornar real. Se o ideal surgir apenas do mecanismo associativo do instinto humano, sem nenhuma análise se realmente é ou não algo válido, sempre surgirá elementos como motivo da insatisfação humana. Neste caso, um pai, em outros, um carro, um emprego ou um namoro melhor.  Se a pessoa tiver todos estes elementos concretizados, mas ainda não souber como resolver seus problemas e fazer da sua realidade o que ela quer, fatalmente irá buscar outros elementos de idealização como resposta aos problemas que surgem pela dinâmica desconhecida da natureza e ela nunca se conectará, de fato, com sua realidade.


Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Fazia tempo que eu não me permitia ser um tanto impreciso e livre nos meus textos como eu fiz no “Configurações sociais da evolução”. De qualquer forma, ele deve ter um monte de imprecisões e é apenas um rascunho feito a título de curiosidade. Sobre os poemas, eles saíram um tanto forçado, mas saíram. Cada dia mais difícil criar poemas novos sobre o tema, a fonte criativa acabando. Penso em desenvolver algum método pra ver verificar os temas que estão faltando e escrevê-los. Mas eu sinto preguiça, talvez ficasse artificial demais, talvez fosse muito trabalho a toa, não sei se teria utilidade. Vou esperar e ver o potencial e o motivo dos meus poemas. Sobre “A entrevista da idealização”, acredito que isto seja um conto. O escrevi baseado em mim como ponto de partida, até para ele ter uma força representativa maior, porém, ele vai além de mim. Ele é a tentativa de explicar um comportamento muito comum na sociedade consumista que temos, e, além disto, tentar mostrar uma solução, ou pelo menos que não se deve continuar com isto, buscar alternativas. Enfim, amigos, encerrando mais uma postagem. Vou tentar jogar Lol, se minha internet permitir, ou alugar um filme. Um abraço a todos e até a próxima postagem.

domingo, 11 de novembro de 2012

Princípio da conexão entre vontade e desejo, mutações comportamentais entre as gerações sociais e publicação: humano metasistemático e a força da competição

Introdução:
Olá amigos. Minha internet está instável e eu precisarei escrever, uma hora ou outra, então será agora. Como novidade, comecei a jogar um jogo chamado Leagues of Legends, ou lol, abreviadamente. Estou começando a pegar agora os princípios fundamentais do pra me tornar competitivo nesse jogo, mas é preciso adiantar que ele é um pouco difícil pra entender. Estou contando com a ajuda de um conhecido pra me adaptar ao estilo de jogo. Quando se aprende, se torna bem divertido. Além disto, continuo dançando. Dançar ainda é divertido pra mim, mas já estou sentindo um pouco de preguiça no início das sessões. Não sei se é por causa do corpo que está um pouco cansado ou se é porque eu já estou enjoando dos estímulos, seja lá o que for, vou buscar outra atividade e não parar de fazer exercícios. Também fiz a prova do ENEM, tirei uma nota acima da média, que com quase certeza me abrirá porta para alguns cursos, mas que, contudo, não sei se será o suficiente para eu entrar em Psicologia ou Engenharia. Estou sem planejamento nenhum de estudo pra realizar as próximas provas para outras faculdades federais daqui, e elas com certeza têm psicologia e engenharia de graça. Amanhã tentarei organizar alguma forma de estudar. Minha postagem de hoje tratará sobre umas observações que eu tenho feito sobre a harmonia entre vontade e desejo, talvez um novo princípio psicológico, bem como a publicação de novos poemas. Vamos a ela.

Princípio da conexão entre vontade e desejo:
Ultimamente eu tenho percebido a nítida diferença entre desejo e vontade. A vontade, que aqui será definida como o desejo racional, apresenta características diferentes do desejo instintivo em si.  A partir da associação de vários desejos instintivos e de cálculos a partir de experiências sobre como obter estes desejos, chega-se a vontade. Isto implica dizer que enquanto que o desejo instintivo é algo mais imediatista, a vontade é algo em longo prazo, pois ela se utiliza da capacidade de raciocínio do humano para existir. Um bom exemplo disto é fazer atividades físicas, que se baseia na associação de outros desejos, como ter saúde e beleza e também com os estudos sobre como obter estes elementos a partir destes exercícios. Mesmo que fazer exercício físico não seja algo que o humano deseje, a vontade dele o guiará a fazer isto, pois é uma maneira de alcançar o que ele deseja. Diante disto, seu instinto irá se sentir motivado a seguir sua vontade, e aquilo que antes não passaria pelo desejo humano agora se torna alvo e natural a ele, como fazer exercícios.  Este mesmo exemplo pode ser aplicado aos estudos, treinamentos, ou a qualquer outra coisa que exija muito esforço e longo prazo. É a vontade do humano, desejo racional baseado em seus desejos instintivos, que o faz ir tão longe. É a vontade que o faz gastar esforço naquilo que ele deseja.

Contudo, é interessante observar a harmonia entre a vontade e o desejo. Todos os humanos desejam coisas, contudo, nem todos eles se sentem motivados o suficiente para irem atrás deste algo a qual eles desejam. Muitas vezes eles desejam algo idealizado, e assumem que este algo virá com o tempo ou de alguma forma desconhecida pra eles. Normalmente isto acontece através da associação de informações, algo que é muito comum neste século da informação. Enquanto que o desejo existe, a vontade está ausente. O resultado disto é o humano a deriva de sua existência, sem saber onde empregar seu esforço, entediado e insatisfeito com isto, já que ele não alcança o que deseja. É possível assumir que, nestes casos, existe uma desconexão entre a vontade e o desejo. Isto significa que os desejos instintivos não encontram uma forma de se manifestar na realidade desta pessoa, pois se encontrassem, essa pessoa encontraria a vontade para buscar aquilo que deseja. Isto pode ser considerado um problema um tanto grave, pois leva a pessoa a gastar muito do seu tempo com coisas que não a satisfaz e não traz melhoras significativas a qualidade de vida e satisfação dela.

Neste caso, é preciso que o humano busque entender seus próprios desejos e sua própria realidade, para através disto encontrar uma forma de manifestar sua vontade. Isto é algo realmente difícil, pois requere uma grande reflexão sobre o porquê se deseja o que se deseja, e se sobre é possível obter o que se deseja e se sim, como obter. É preciso também, neste caso, explorar a realidade, pois quanto mais conhecimento sobre como as coisas funcionam, maiores são as possibilidades de a vontade encontrar formas de se manifestar. Através de uma vontade bem direcionada, coisas que parecem ruins, como estudar, treinar, trabalhar, fazer exercícios ou ter responsabilidades tornam-se naturais ao instinto humano e até mesmo satisfatórias. Uma vontade razoavelmente direcionada pode ser observada quando a pessoa sabe que deve fazer algo, mas sente preguiça e, se não fizer, se sente culpada ou insatisfeita por não ter feito, ou ainda, quando faz, não sente tanta satisfação, mas não chega a ser algo desagradável ou desnecessário. Portanto, concluí-se que o autoconhecimento e conhecimento da realidade é preciso para estabelecer uma boa conexão entre a vontade e o desejo, e desta forma desenvolver uma evolução mais satisfatória.

Mutações comportamentais entre as gerações:
Desde que eu percebi a “analogia das relações sociais com as relações ecológicas”, que foi o tema de uma postagem minha há algum tempo atrás, observar a sociedade tem se tornado mais fácil para mim. Nestas observações foi possível perceber as mutações comportamentais que ocorrem entre as gerações. Para falar sobre este assunto, vamos assumir uma sociedade razoavelmente estável, com poucos avanços tecnológicos e boa qualidade de vida. Também vamos assumir todos os conceitos da psicologia evolutiva, dando ênfase principalmente a busca do humano por sistemas do gráfico do bem-estar evolutivo, com o objetivo principal de se sentir bem. Para o humano conseguir montar um sistema com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo é preciso que ele explore bastante sua realidade. Ele precisa encontrar um nicho de evolução social em que ele seja capaz de estabelecer os quatro elementos do gráfico, produção, competição, saúde e prazer, para daí então se sentir bem e continuar a se desenvolver. Contudo, isto não é simples, pois se determinado nicho evolutivo já estiver saturado, as chances dele se tornar funcional o suficiente para estabelecer os elementos diminui. Em outras palavras, como já tem muita gente fazendo algo há algum tempo, as chances dele conseguir produzir ali ou competir ali diminui bastante, principalmente se ele é novato. É neste ambiente que se faz sentido observar as mutações comportamentais.

Quando uma nova geração chega, ela precisa se adaptar a sociedade. Essa sociedade, que é construída através das gerações, atualmente é comandada pelos pais dessa geração, e é responsabilidade deles ensinar a seus filhos a se adaptar a sociedade. Quando digo adaptar, quero dizer que é responsabilidade deles ensinarem a seus filhos obter os quatro elementos citados anteriormente. Contudo, os filhos, que iniciam sua busca pela adaptação e pela satisfação, exploram não só o que seus pais dizem e mostram como também todo um conjunto de informações novas a quais eles têm acesso. Isto acontece porque embora seus pais possivelmente também tenham acesso a estas informações, eles já sua configuração evolutiva definida, por isto não costumam se interessar ou atribuir tanta atenção a novas configurações evolutivas, que é ao que essas informações estão relacionadas. Deste modo, os filhos, que estão interessados em buscar coisas que o satisfaçam, acabam buscando nessas novas informações a satisfação e aprendendo comportamentos novos em relação aos seus pais. Percebemos, portanto, a mutação ocorrendo.

Durante o crescimento dessa geração, ela percebe que muito daqueles novos comportamentos não são sustentáveis. É quando ela volta a estabelecer o mesmo padrão de comportamento que seus pais. Porém, embora muitos daqueles novos comportamentos não sejam sustentáveis, ou seja, apresentam elementos prejudiciais ou não apresentam grande potencial evolutivo, que em outras palavras, enjoam fácil, alguns daqueles novos comportamentos se apresentam benéficos e melhoram a qualidade de vida daquela geração, sem contar que mesmo os comportamentos que enjoam fácil podem, também, contribuir para o autoconhecimento e amadurecimento desta geração. Uma fase muito marcante desta mutação é a infanto-juvenil, a qual se percebe a mutação ocorrendo com mais ênfase, pois, como já deve ser possível prever, eles têm bastante tempo livre para buscar e energia, que vem da busca pela satisfação, para explorar as informações as quais eles têm acesso. A volta dos mesmos padrões que seus pais se devem ao fato deles terem que encarar uma nova fase de vida, que é a do trabalho, e devido a isto suas vidas se tornam mais parecidas com a vida de seus pais, que é a vida de adulto. Outro fator que motiva a tendência disto acontecer é que a influencia da convivência, que por meio de associações de simbologias e comportamento, faz os filhos imitar seus pais em certos aspectos, seja porque eles não sabem como agir de forma diferente e já não estão na fase de explorar as coisas, seja porque eles guardam as lembranças dos pais e reproduzam isto de forma inconsciente.



Humano metasistemático

Meu inconsciente são as memórias das minhas experiências,
Meu consciente são as associações das minhas experiências,
Minhas memórias são meus sentimentos, eu sinto a existência.
Minhas associações são meus raciocínios, eu calculo a realidade.

A existência daquilo que eu sinto constitui meu ponto de vista,
Sobre ele desenvolvo meus cálculos, constitui-se minha ciência.
Em novas realidades há novos sentimentos, a recíproca é válida,
Busco, nesta infinita rede de relações, e isto é minha vontade.

Minha vontade que surge do meu ser, das minhas memórias.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas associações.
Minha vontade que surge do meu ser, do que eu acho possível.

O que eu acho possível depende do sistema ao qual eu participo,
Cuja existência procede e sucede a minha, apenas transformo,
Com a força das ferramentas a mim cedidas e da minha vontade,
É meu o dever de proliferar todas as mutações benéficas a mim.

Sou o consciente das minhas próprias ações, do meu inconsciente.
Sou o consciente dos meus próprios objetivos, da minha vontade.
Busco em minha realidade a minha adaptação, a minha satisfação,
Busco o sistema que melhor se adapte ao meu ser e meu ser a ele.



A força da competição

Nunca será forte quem não aprende a ser fraco,
Pois em tudo há competição e o mundo é selvagem.
Quem é forte por algum motivo será fraco por outro,
Força ou fraqueza é relativo à definição, ao objetivo.

Nunca será forte quem não aprender a competir,
Porque competição ensina o fracasso e o sucesso,
Ensina a tentar, a errar, a aprender e a acertar,
Através da vontade coisas inimagináveis são possíveis.

Nunca será forte quem não entende os motivos da força.
Quem não tiver humildade para assumir que não os sabe,
Quem não buscar por variações, inspirações, novidades.
Forte ou fraco tem motivo para o ser, mesmo não aparente.

Nunca será forte quem não aprende a ter prazer,
O prazer de ganhar, aprender, experimentar, apostar.
De ser fraco e se tornar forte, e se tornar melhor por isso,
O prazer de conquistar, conhecer, compartilhar e sentir.

Para que ser forte? Sentir a existência da melhor maneira,
Sentir a vida pulsando com todas as suas possibilidades,
Sentir a evolução acontecendo em torno de si e participar,
Deste enorme fluxo de satisfação, melhorias e sentimentos.



Ambos por: Leandro de Andrade Moura

Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem, amigos. Hoje foi bastante produtivo, esperava escrever apenas um texto, mas acabei escrevendo os dois, pois o segundo já estava na fila faz tempo e era de minha vontade escrevê-lo. Quanto aos poemas, eles também fazem parte do conjunto de poemas que eu estou escrevendo sobre “o homem consciente de si” e carregam em si as ferramentas da psicologia evolutiva. Provavelmente estão terminados. O poema da postagem passada, eu alterei mesmo após ter publicado no blog. Eu busco manter todo o histórico de alterações dos poemas salvos no meu computador. Ainda hoje vou jogar um pouco mais de lol e depois vou dançar. Espero conseguir estudar amanhã para as próximas provas. A dúvida entre engenharia ou psicologia é grande, mas vou escolher a primeira, pois ela será meu modo de produção e também poderei estudar psicologia em paralelo. Evito estudar psicologia porque se não meus estudos acabaram sendo muito “meta-aplicados”, ou seja, eu estudo o comportamento humano porém, a maior parte do meu comportamento é o estudo do comportamento humano. Desejo evitar isso, fazendo com que a maior parte do meu comportamento seja outras coisas, como estudar engenharia, dentre outras. Além disso, ampliarei a quantidade de experiências e informações as quais terei acesso, é uma forma de me tornar mais abrangente, talvez. Enfim amigos, faz tempo que eu não faço um encerramento longo, abraços e até a próxima postagem.

domingo, 21 de outubro de 2012

Considerações sobre o consciente e inconsciente e públicações de: Consciência dos caminhos, Divina existência do ser e resumo interpretativo do artigo de Nietzsche.

Introdução:
Olá amigos. Daqui a umas semanas será a prova, e eu não estou estudando. É difícil mudar este comportamento, mas amanhã tentarei fazer algum esforço para o ENEM. Quanto as novidades, passei a semana fazendo um CD de dança bem legal. Poucos erros foram encontrados, e vai ser interessante utilizá-lo como forma de ficar mais saudável e com maiores conhecimentos sobre linguagem corporal, sem contar que o trabalho de arte deste CD, especificamente, ficou ótimo, é bonito de se ver. Também continuo trabalhando nos poemas com o tema “o humano consciente de si”, estão ficando interessantes, de alguma forma. Pretendo escrever um ensaio para cada um deles, e alguns, inclusive, eu já escrevi. Isto será outro algo trabalhoso. Hoje eu tirei o dia para escrever um poema e agora escrever sobre os temas de hoje, que são fruto do meu empenho em entender as nuances consciente e inconsciente. Também vou postar alguns poemas da citada temática anterior, sendo que um deles não faz parte necessariamente da temática, e provavelmente em outra postagem irei fazer um ensaio sobre eles.

Considerações sobre o consciente e o inconsciente:
Antigamente eu já tinha feito algumas hipóteses sobre como funciona o cérebro humano, inclusive, fiz um diagrama para representar isso (link aqui). Neste diagrama, eu apresentei o funcionamento geral do cérebro, com a entrada de informações e o fluxo delas entre as memórias e a saída. Eu ainda penso que o cérebro funciona de modo semelhante ao apresentado neste diagrama, e será em cima deste esquema que iremos trabalhar, embora eu precise fazer uma atualização deste gráfico com minhas mais recentes descobertas. Sendo assim, assumiremos que o “Consciente” é o módulo de simulação, e que o “inconsciente” é o conjunto de pré-definições que estão na memória. Minha intenção é explicar como acontece, de forma mecânica, a relação entre o consciente e inconsciente. Embora eu já possa ter feito isto antigamente, suponho que agora eu um aprofundamento teórico maior pra fazer esse tipo de análise. Antes de continuar, é preciso levar em consideração os conhecimentos desta postagem: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html

As pré-definições instintivas são resultado das experiências armazenadas na memória e os sentimentos relacionados a elas. Se determinada simbologia é associada a um sentimento, sempre que esta simbologia for invocada, o sentimento irá junto. Isto acontece de forma inconsciente, ou seja, independente da vontade da pessoa, sempre que ela acionar uma simbologia na sua memória, o sentimento associado a esta simbologia irá junto. É quando entramos no módulo de simulação, ou no consciente. Lá ocorrem as associações entre memórias, experiências de forma controlada e as operações lógicas. De modo geral, é quando o instinto trabalha em cada experiência de forma individual, tem a liberdade de simular variações destas experiências e pensar nas possibilidades de atitudes e em como as coisas podiam ser diferentes. Desta forma, após interpretar a experiência de modo diferente após analisar as possibilidades, o inconsciente poderá associar aquela experiência a novos sentimentos ou poderá extrair novos comportamentos, que irá influenciar no modo como ele agirá em situação parecida.

Diferente do inconsciente, o consciente pode ser trabalhado de forma mais livre. A quantidade de informações que são invocadas enquanto o humano está mais consciente é maior, ou seja, quando ele encontra uma simbologia, ele sente se precisa de novas informações para interpretar aquilo e vai procurar ou se as informações que estão em sua memória recente são o suficiente para continuar interpretando aquela experiência. Quanto mais concentrada a pessoa estiver em seu consciente, maior será a atenção que ela irá dar para a experiência e para suas variações e interpretações e para a busca de informações na memória, chegando a tirar, inclusive, atenção do ambiente. O inconsciente, por sua vez, atua com maior intensidade em momentos em que o humano não tem tempo ou condições para fazer associações para buscar a melhor alternativa. Neste caso, o humano reage através de suas pré-definições, ou seja, se ele programa seu instinto a agir de determinada forma com tal experiência, seu instinto não irá fazer outra coisa senão aquela, porque é a única que ele sabe que irá ter vantagens e, dependendo da ocasião, ele não irá querer tentar coisas novas para não se arriscar.

Levando em consideração os níveis de raciocínio, um raciocínio de alto nível é aquele em que as simulações são feitas com experiências bem enraizadas na memória, importantes, e que estão associadas com coisas que a pessoa faz o dia-a-dia e que, devido a aquele pensamento, ela irá alterar o modo como ela faz tal algo. Um pensamento de baixo nível de raciocínio é aquele que é feito a esmo, sem relacionar as informações com as experiências na memória e sem levar em consideração no que aquele raciocínio poderá mudar a forma como ele age um dia. De forma geral, estou assumindo aqui uma interpretação prática sobre o consciente, assumindo que sua principal função é raciocinar novas formas de agir para se tornar melhor. O inconsciente, no caso, pode ser interpretado como um conjunto de gatilhos, que é ativado e modificado durante o raciocínio do consciente, mas que, contudo, dependendo da situação, desencadeia reações de forma irracional, levando a pessoa a fazer coisas que conscientemente ela não faria. Normalmente isto ocorre quando há acúmulo de sentimento em uma experiência, ou quando há uma situação que exija uma atitude instintiva.

Por fim, é possível assumir que o consciente, na verdade, é um prolongamento do inconsciente. Quando o humano vai pensar em determinada coisa, ele assume os valores do inconsciente e processa este algo de forma consciente, ou seja, buscando relacionar as informações e explorando as associações. Portanto, um inconsciente mal organizado e cheio de experiências associadas a os sentimentos estranhos, cuja função não está adequada a aquela experiência em termos gerais de evolução, pode levar a uma interpretação errada da realidade. Um exemplo é a pessoa ter uma experiência ruim com determinado algo, e assumir que todo mundo que experimentar este algo irá ter a mesma experiência que ela, e, devido a isto, lutar contra este algo, quando na verdade este algo faz bem a uma razoável quantidade de pessoas. Embora talvez ela nunca seja capaz de entender o porquê as pessoas se sentem bem com aquela experiência, as pessoas se sentem, e se ela não levar isso em consideração, ela irá assumir que as pessoas não se sentem bem com aquilo e irá lutar contra aquilo de forma errônea. Buscar o conhecimento enraizado em fatos, não em sentimentos, é uma das metodologias para evitar erros como estes.



Consciência dos caminhos

Segue teu caminho, aquele que tu constrói com teu esforço.
Descubra novas coisas, aquelas que realmente te satisfazem.
Prova, humano independente, que és o melhor que podes ser.
Então serás capaz de respeitar o caminho que segues, e seguir.

Lembra-te que vinculada a tua escolha não está somente tu,
Está também a forma com a qual te encaixas na sociedade,
A história da tua família, de teu país, do mundo onde vives.

Como humano precisarás produzir, competir, ter saúde e prazer.
Dinheiro e imagem são apenas ferramentas para estes elementos.
Mas será o teu caminho que te proporcionará isto, a tua evolução.

Se estiveres certo, serás capaz de provar a verdade da tua certeza.
Se errares, foi o erro mais sincero, fruto da tua busca pelo melhor.
Será tua a responsabilidade das conseqüências de teus atos e apostas.

Então entenderás o que cada um encontra para seguir seu caminho,
Terás certeza de que somente eles podem seguir os deles, e tu o teu.
Será quando tu responderás: eu sou o que sou porque sou; e viverás,
Porque isto é o poder de explorar e modificar tanto quanto desejares.



Divina existência do ser

Existo por causa sol,
Que bombardeia sua energia a mim.
Ela precisa ser gasta,
Crio e destruo apenas para sentir.
Seja o prazer e a dor,
Tudo aquilo que busco construir.
Assim tomarei formas,
Surgem minhas regras e condições.
Posso aceitá-las ou não,
Sou o deus da minha própria mente.
Exploro as possibilidades,
Sou o deus da minha própria existência.




Padrões na beleza

Eu sinto beleza naquilo que valorizo.

Eu valorizo a beleza sexual,
porque ela demonstra ser melhor em me dar prazer.
Eu valorizo a beleza inocente,
porque ela me induz a certeza de que será só minha.
Eu valorizo a beleza comprada,
porque ela surge da ostentação que poucos podem manter.
Eu valorizo a beleza alternativa,
porque ela desenvolve novas formas de alcançar o desejado.
Eu valorizo a beleza atlética,
porque ela sabe o valor do esforço e desenvolve boa saúde.
Eu valorizo a beleza meiga,
porque ela acha diversão e satisfação nas pequenas coisas.
Eu valorizo a beleza festeira,
porque ela encontra humor até nas adversidades da vida.

Existirão tantas belezas quanto forem os valores,
Eu valorizo a tua beleza, pessoa valiosa pra mim,
porque ela é o resultado da tua busca pelo melhor.


Todos por: Leandro de Andrade Moura


Resumo interpretativo por mim e por Bruno Pontual acerca do artigo da "obra" no Wikipédia de (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche) Friedrich Nietzsche.

"O objetivo do homem é vencer, e ele vence quando conquista a realidade, pois isto indica que ele conseguiu se superar. Embora a realidade seja coisas que "dançam ao acaso", o homem se condiciona a uma perspectiva, e para ele é preciso descobrir o que é bom e o que é ruim, o que é a vitória e então buscar ela. Quando ele faz isto, ele supera a realidade, pois, neste caso, ele supera sua própria perspectiva e encontra sua vitória nela, que é sue objetivo. São virtudes verdadeiras de quem vence: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Os ausentes destas virtudes estarão para sempre presos a sua própria perspectiva, não alçando, portanto, sua vitória, pois são estas as virtudes necessárias para o homem se superar."

Encerramento:

Hoje eu ia falar um pouco sobre condicionamento, mas eu lembrei já ter falado sobre este assunto em uma postagem anterior, e ele se chama "configuração mental". Portanto, agora percebo que o que eu devo fazer é conseguir aliar os conhecimentos de condicionamento e consciente e inconsciente ao gráfico do bem-estar evolutivo, junto também com o sentimento de empatia, muito importante para a imagem. Ou ainda eu posso estar com sono demais para falar sobre o que eu realmente quero falar de condicionamento, depois irei reorganizar esta postagem caso isto for percebido. Os poemas públicados aqui fazem parte daquela temática, exceto o segundo. O terceiro ainda está em processo de revisão, mas será algo parecido com aquilo ao ser finalizado. Minha área de trabalho está uma bagunça, vou organizar tudo isto daqui há uns dias. Vou lanchar para ir dormir agora, boa noite para vocês e até a próxima postagem.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sentimento de empatia e pequenas publicações

Introdução:
Mais um texto, mais novidades: estou viciado em jogar “FTL”, um jogo de nave estilo “Roguelike” muito bem feito. Sexta, sábado e metade do domingo foram consumidos por ele. Vou tentar parar segunda pra voltar a estudar. Ultimamente eu tenho escrito alguns poemas, mas também escrevi textos, vou publicá-los aqui no blog hoje.  A maioria deles só são síntese de pensamentos que não foram organizados em estrutura de poema por não serem importantes o suficiente ou serem breves demais, mas ainda sim comunicam coisas interessantes. Outro dia eu tive uma idéia de começar a fazer pesquisas de laboratório de uma forma bem simples: fazer um questionário pras pessoas responder e utilizar essas respostas pra provar uma propriedade. Embora isto não seja tão científico, já é um inicio para desenvolver idéias com base em resultados apresentáveis. Agora vamos para a postagem de hoje, que surgiu curiosamente depois de eu ter ido a uma palestra de comportamento no mundo virtual, em que o autor falou sobre “empatia”, que de forma resumida é o sentimento de envolvimento e identificação que as pessoas que vivem na internet não têm pelas pessoas que vivem em outros ambientes e vice-versa. Embora eu não soubesse como explicar teoricamente este comportamento, ele ficou gravado na minha memória. Após refletir bastante, consegue encontrar uma ligação entre o sentimento de empatia e minhas teorias. Vamos a ela.

Sentimento de empatia:
Sentimento de empatia é aquele que surge devido à identificação instintiva positiva. Isto acontece porque, devido à enorme capacidade de associação do cérebro humano, quando ele encontra em algo ou em alguma pessoa elementos que nos é comum, o cérebro joga os sentimentos associados a este algo a também aquela coisa. Esta identificação pode ser positiva, simpatia, ou negativa, antipatia. Exemplos: quando uma pessoa gosta de determinado tipo de comportamento, a tendência é que as pessoas que se comportarem daquele jeito também caiam no gosto dela. Ou ainda, quando existe algo que uma pessoa detesta, como a roupa que o ex-namorado dela usava, e alguém usar o mesmo tipo de roupa, a tendência é que este alguém passe automaticamente a não ser bem-vista por aquela pessoa. Isto porque, nos dois casos, o cérebro tende a associar que o mesmo motivo que faz com que uma pessoa seja boa, e, portanto, apresente determinada característica, fará com que a outra pessoa que apresente tal característica também seja boa naquilo. Isto costuma ser verdadeiro para a maioria dos casos.

A questão é que o sentimento de empatia é um pouco mais profundo que simplesmente associações quanto a simbologias. Isto porque existe a tendência de haver uma associação entre o ser, em que a pessoa se vê no lugar da outra. Basicamente, em dado momento, o instinto de uma pessoa associa que se aquilo acontece com alguém, e este alguém é parecido com ela, então existe a chance de acontecer com ela também. É a partir disto que o sentimento de empatia, que não precisa ser necessariamente positivo ou negativo, surge, e então algum sentimento surge e normalmente a pessoa é motivada a agir como gostaria que alguém agisse com ela. Isto é um comportamento importante, pois com isto se torna possível entender o porquê certas pessoas sentem quando outras pessoas estão em situação ruim, e ignoram quando outras pessoas estão nesta mesma situação. Um bom exemplo é quando alguém vê um drogado na rua e simplesmente o ignora, imaginando que algo como aquilo nunca aconteceria com ela e sua família. Um dia, seu filho passa a se drogar, e então ela perceber que aquilo também pode acontecer com ela. A partir deste dia, sempre que ela olha um drogado, ela se lembra da família dele e isto gera algum sentimento, que antes não existia.

De forma geral, todos podem ser iguais, se o critério de empatia for “ser humano”, como também todos podemos ser diferentes, se o critério de empatia for “conjunto de idéias e experiências”. A partir desta linha de raciocínio é possível assumir que a escolha do critério de empatia é variável de pessoa a pessoa. Ou seja, elas valorizam o critério de empatia que mais se encaixam com seu estilo de vida. Contudo, é possível assumir que exista um critério médio de empatia para a maioria dos estilos de vida, que é aquele em que a pessoa sente empatia essencialmente pelas pessoas com o mesmo estilo de vida dela. Com isto se conclui que pessoas com mesmo estilo de vida tendem a se ajudar, enquanto que pessoas com estilos de vida diferentes tendem a serem indiferentes umas pras outras. Um bom exemplo disto foi a escravidão, em que a cor foi utilizada como um forte critério de empatia. Devido a ela, surgiu duas classes, os negros e os brancos, em que os brancos dominavam e não sentiam nenhum tipo de empatia pelos negros. Foi isto que permitiu que eles fossem usados como foram sem que as pessoas achassem absurdo de modo ponto de impedir a escravidão.

O sentimento de empatia também pode ser muito observado nos eventos competitivos da sociedade. Durante a competição, é preciso haver algum tipo de negociação entre as relações políticas para que, ao mesmo tempo em que as pessoas se tornem fortes umas com as outras a ponto de vencer, também sejam poucas o suficiente para que o prêmio final não seja dividido com muita gente, e, portanto, se torne mais valioso. Nestas organizações atua também o sentimento de empatia, pois as pessoas precisam escolher parceiros de forma rápida e sem muita avaliação, e decidem isso pela imagem e empatia. O sentimento de empatia pode ser usado como forma de persuasão. Foi ele um dos fatores que tornaram possível a escravidão. Por isto, é preciso ter cuidado em como usar o sentimento de empatia em uma competição ou na hora de avaliar o que é justo ou não para as pessoas.

Foi pensando no tipo de pessoa que utiliza a empatia para fazer alianças políticas e conseguir se tornar melhor sem muito esforço que eu pensei na seguinte: “O ser quer que seus semelhantes sejam melhores que seus diferentes e que ele seja melhor que seus semelhantes. Quando todo aquele diferente se torna semelhante, a diferença que antes era ignorada agora se torna evidente, e novos diferentes surgem dos semelhantes. Disto torna possível observar que todos são semelhantes e diferentes ao mesmo tempo, tudo depende do critério valorizado. A semelhança e a diferença se tornam, portanto, apenas um mecanismo de agregação de poder para aqueles que buscam, através disto, se tornarem melhores sem muito esforço.” Este pensamento pode ter sido um pouco forçado, mas acredito que é possível observar sua existência por ai, como o EUA que faz seus cidadãos trabalhem poucos e que chineses trabalhem muito.

PS: no terceiro parágrafo, quando foi explicado que as pessoas normalmente tendem a agir como gostariam que agissem com ela, isto é provavelmente influência da mecânica do desejo, que faz as pessoas querer o melhor. Como elas são associadas a outras pessoas, elas acabam querendo o melhor para outras pessoas também. Mais sobre desejo em:  http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html

Contextos da realidade:
Havia um pequeno papel escrito "impossível". Não satisfeito com sua situação, determinado garoto usou suas mãos e rasgou o "im" deste papel e provou para si próprio que o impossível", na verdade, pode se tornar "possível" de acordo com seu desejo. Convencido disto, buscou o que queria, e não conseguiu.

Insatisfeito, ele foi perguntar ao seu deus o porquê daquilo não ter dado certo, se o papel o provara que funcionava. Seu deus então o mandou escrever outro papel novamente com a mesma palavra. Porém, desta vez, ele deveria rasgar o papel usando apenas seu desejo, e nenhuma outra ferramenta.

O garoto ficou horas olhando para o papel, desejando que o "impossível" escrito ali se tornasse "possível", e desistiu. Chegou a conclusão que realmente era impossível fazer isto apenas com a força do seu desejo. Precisava de mais, precisava de suas mãos, ou de qualquer outra ferramenta que exercesse a mesma função.

Pequenos pensamentos:
“Quanto mais distante do número áureo e dos valores de beleza sociais, maior será o esforço para encontrar a beleza.”

“A verdade é todo mecanismo lógico que compreende e manipula os fatores da realidade. A realidade universal é tudo aquilo que por si só existe, e a realidade humana é aquilo que depende do humano para existir.”

“O que fazer quando se sabe o que se deve fazer mas a vontade não surge? Talvez seja essa a hora de sofrer, para então o instinto acordar para a realidade e se entregar a sua vontade. Ou ainda seja essa a hora de descobrir o que realmente se deseja, de conhecer a si próprio e descobrir se aquele algo realmente deve ser feito por você ou se tudo deve mudar, e então ter coragem de mudar.”

“As únicas pessoas de quem preciso é de mim mesmo e de quem gosta de fazer as mesmas coisas que eu. Então, se eu estou sozinho, a culpa é minha e daquilo que eu faço. Cabe a mim decidir se este é ou não um bom caminho.”

Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Vou jogar um jogo de dança com a finalidade de fazer exercício. Uma coisa que me preocupa é sobre a dificuldade de ser saudável. Conheço muitas pessoas inteligentes que caíram no sedentarismo. Será isto algo realmente tão difícil assim? Este pensamento me perturba, pois se for, ele quebra um pouco da estrutura teórica que eu idealizei. É esperar o tempo responder. Independente disto, dançar por si só é um exercício bem interessante, pois envolve elementos de conhecimentos sobre como fazer o movimento e recondicionar a memória corporal para executá-los. Além disso, também há a linguagem corporal, que é algo bem interessante e instintiva. Depois, vou tentar jogar mais um pouco de LTF, vai ser difícil largar esse jogo para estudar, ele tem muito conteúdo interessante, e um sistema de várias possibilidades, típico dos roguelikes. Hoje eu planejava falar também sobre objetivo de recondicionamento, mas se eu começar agora, só terminarei daqui a umas duas ou três horas, e vai ficar tarde. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.