sábado, 2 de fevereiro de 2013

Velocidade sexual, comentário sobre robôs, sentimentos e realidade, pequenos pensamentos.

Introdução:
Olá amigos. Novamente escrevendo sem internet, mas desta vez foi algo previsto. Faz uma semana que eu tenho uns temas legais pra escrever, e deixei para hoje justamente para ter o que fazer. Mas antes, vou falar um pouco sobre meu dia, que foi bem interessante. Hoje eu terminei de tirar a cópia da documentação necessária para me matricular na UPE. Não sei se já disse aqui, mas passei em engenharia da computação. Isto me fez entrar um pouco em conflito entre o meu desejo de fazer a psicologia evolutiva ser reconhecia e fazer engenharia da computação. Abandonar uma destas coisas não é algo que também desejasse, mas queria arrumar tempo pra desenvolver os dois ao mesmo tempo. Porém, percebi que fazer a psicologia evolutiva ser reconhecida no meio acadêmico é algo além das minhas condições conhecidas. Então revi meu desejo quanto a psicologia evolutiva, e descobri que o que eu quero é que ela chegue às pessoas comuns, a academia científica seria apenas mais um passo para isto. Sendo assim, assumindo que irei cursar engenharia da computação e arrumar um emprego razoável ao final do curso, entendi que teria algum dinheiro para investir no que quisesse. És que surge a lembrança do livro que pretendo fazer, algo que poderá fazer a psicologia evolutiva chegar ao grande público mas que também não está nos meus limites. Com o dinheiro que irei adquirir do emprego, acredito ter as condições necessárias para dar entrada no que é necessário para tornar real a publicação de um livro, e é isto o que eu vou fazer.

Outro algo interessante foi de manhã, quando eu comecei a fazer a academia. No final dos exercícios aeróbicos, passei mal. Senti uma enorme necessidade de água, porém, não quis beber pra completar o tempo estabelecido. Durante o exercício, me lembrei que vi num vídeo que a sensação de fome era hormonal, e que o corpo ganha resistência para ela. Pensei que da mesma forma funcionasse a sensação de sede, por isso, assumi que meu corpo não precisava de água com tanta urgência, embora estivesse acostumado. O curioso é que, mesmo não precisando de água, a sensação foi tão forte que foi capaz de me fazer vomitar. Vou acostumá-lo a passar um período de exercícios sem água novamente, se não será incomodo. Sobre a postagem de hoje, irei falar sobre umas idéias que eu tive na tentativa de entender os desejos corriqueiros e também ao assistir animatrix, um conjunto de animações japonesas muito interessantes baseados na mitologia de matrix. Vamos à postagem.

Velocidade sexual:
Uma coisa que começou a me intrigar no comportamento sexual era a forma como as pessoas desenvolviam seus costumes sexuais. Baseando-me em toda teoria da psicologia evolutiva, comecei a buscar uma forma de entender isto. Foi assim que eu cheguei ao conceito de velocidade sexual, que me parece ser bastante coerente com todas as informações observadas por mim até agora. Este conceito se baseia nas propriedades do gráfico do bem-estar evolutivo, principalmente o desejo, como nos conhecimentos sobre configuração mental, em que a mente organiza sua memória e seus valores de um modo específico. Vamos começar a explicação, que será feita de modo bem simplificada.

Quando o humano desejo algo, ele busca obter este algo. Se conseguir, ele se sente satisfeito por um período, mas logo passa a achar este algo normal. É quando ele busca outro desejo para se sentir satisfeito novamente. Porém, o humano não por desejos de forma aleatória, ele busca os desejos que, de alguma forma, aumentem suas chances de sobreviver e reproduzir. Porém, na sociedade, o que dá chances de sobreviver e reproduzir é muito relativo ao conjunto de valores que cada pessoa tem. É isto o que justifica cada pessoa ter seu conjunto de desejos diferentes, inclusive os sexuais. Além disto, também há o histórico pessoal da pessoa, que não necessariamente depende da sociedade em si, mas da forma como suas relações íntimas foram mapeadas pelo seu cérebro. Se ela teve bons sentimentos ao experimentar determinado aspecto sexual, ou se teve maus sentimentos ao experimentar outro aspecto sexual, isto também colabora para o conjunto de valores que ela tem em relação ao sexo.

Velocidade sexual é um conceito que se introduz justamente ao unir todas estas informações no desenvolvimento sexual de cada pessoa. Algumas pessoas chegam a comportamentos bem distantes da média, enquanto que outras simplesmente não conseguem sequer assumir os comportamentos considerados medianos. Ao tentar chegar à explicação para isto, observa-se que aquelas que têm uma alta velocidade sexual normalmente têm boas experiências relacionadas ao sexo, como também tem bastante tempo para experimentá-lo. Ou seja, ela deseja, consegue o que deseja, e busca outro algo para desejar, porém, busca algo mais avançado. Em contrapartida, pessoas com velocidade sexual lenta normalmente não tem boas experiências em relação ao sexo e também não tem tempo de buscar por estas experiências. Por isto, elas acabam desenvolvendo uma série de traumas ou simplesmente não entendem determinados desejos e acham isto tudo muito estranho. É possível assumir também teoricamente um meio termo, que pode ser composto por pessoa que tem tempo, mas experiências ruins, ou pessoas que tem experiências boas, mas não tem tempo de explorar. Estas podem até entender alguns desejos, mas não serão tão avançadas quanto as que têm velocidade rápida.

Conhecer este conceito pode ser interessante para vários aspectos. Um destes aspectos é quanto à mecânica dos relacionamentos de casamento. Em certa postagem eu já expliquei que para a psicologia evolutiva, relacionamentos de casamento basicamente consistiam de um processo de adaptação mutua, em que uma pessoa se adapta a outra e ambas conseguem co-existir com a finalidade de manter uma família. Nesta época que já imaginava que haveria alguma adaptação sexual envolvida, porém, não fazia a mínima idéia sobre como proceder com esta adaptação. Com o conceito de velocidade sexual é possível ter melhores noções sobre isso. Isto também pode ser importante para a compreensão e aceitação da posição sexual de cada pessoa. Algumas, por serem velozes, acabam atingindo um comportamento mais distante que outras, ou algumas não conseguem desenvolver comportamentos sexuais. Isto acaba se tornando uma arma social, pois a maioria pode ferir a minoria por não entender, ter medo, se sentir desvalorizado ou quaisquer outros fatores. Através da consciência, cada pessoa pode entender seu processo e se sentir segura com isto, sem precisar ferir outras pessoas ou tendo condições o suficiente de se defender caso seja atacada.

Sobre robôs, sentimentos e a realidade:
Ao assistir as animações do animatrix, fiquei muito pensativo quanto a possibilidade de robôs terem sentimentos os mecanismos para que isto seja possível. Estes pensamentos também me levaram a pensar sobre os sentimentos nos humanos, e no que tudo isto significa de modo geral para a existência. Tudo isto se juntou também a uma conversa que eu tive com meu amigo sobre inteligência artificial e sobre a possibilidade de um ser que, por si mesmo, descobrir a verdade e com um artigo que eu li que me abriu meus horizontes de possibilidades. Cheguei a conclusões talvez já conhecidas, mas que ainda sim desejo publicar no meu blog.

Neste artigo eu li algo muito interessante, chamado “teoria da incompletude”. Eu não entendi exatamente o que ela quer dizer, mas entendi que, sendo ela verdadeira, ela implica que um computador, por melhor que seja, não é capaz de resolver todos os problemas matemáticos possíveis pela própria estrutura da matemática. Eu acredito que isto seja verdade devido a matemática ser movida principalmente pelos axiomas, mas quem escolhe qual axioma é ou não verdadeiro são os humanos ou a proposta do problema que deve ser solucionado pelo sistema matemático. Sendo assim, uma matemática contendo todos os axiomas não pode existir, portanto, não existirá nenhum sistema matemático contido em um computador capaz de resolver quaisquer problemas matemáticos. Obviamente estou dando uma opinião leiga sobre o assunto, mas isto se relaciona com os sentimentos de um modo muito profundo.

Qual a função dos sentimentos nos seres humanos, afinal? Torná-los capazes de se adaptar a realidade. Mas o que é realidade ou de qual realidade estamos falando? Quem define isto são os sentimentos. Em outras palavras, falando sobre o processamento lógico da realidade, quem define os axiomas são os sentimentos. Portanto, qualquer sistema robótico que não for capaz de lidar com novos axiomas não pode ser considerado inteligente, bem como não podemos considerar que ele tenha sentimentos. Ele pode simular sentimentos e simular inteligência, mas não tem isto, assumindo inteligência como capacidade de adaptação, mas não tem isto de fato. Notamos então o quão interessante é os seres humanos, e também em quanto poderá demorar a chegada do ser que irá substituir a espécie humana na árvore evolutiva. Bem, mesmo eles substituindo nós, é possível assumir que eles serão semelhantes a nós, pois, suponho, eles precisarão de um mecanismo semelhante aos sentimentos. Ou ainda, se seguir a mesma tendência que a evolução convencional, nós iremos nos transformar neles pouco a pouco.

Outra consideração a ser feita é sobre os erros que surgem nos processos adaptativos. Nos seres humanos, isto pode acontecer através de erro de axioma, quando o humano assume como verdade algo que não é, ou por erro de lógica no processamento dos axiomas, seja por desatenção ou por não querer depositar o esforço necessário para se chegar a conclusão segura. Se um ser desenvolvido através das ferramentas artificiais viesse a ter um sistema de adaptação a realidade, parecido com os sentimentos, acredito que ele seria suscetível ao primeiro erro, mas não ao segundo. Porém, muitos dos casos que originam alguns erros também originam alguns acertos, esta variação colabora com o processo de mutação da espécie humana, que ajuda a ela se adaptar com mais eficiência. Comportamento semelhante poderia ser simulado por tal processador para conseguir esta mesma eficiência, ou não, na verdade eu não sei. O que eu sei é que isto é um assunto interessante.

Pequenos pensamentos:
“Mais que idéias, são os interesses que movem as pessoas”, por Alexis de Tocqueville.
Essa frase me fez pensar na importância de pensar não somente no fato ao qual a pessoa se baseia para expor sua idéia, posição ou teoria, mas também no interesse dela em relação a aquela teoria. Os interesses, não o modo como as pessoas entendem a realidade, são os principais provocadores de discordâncias em brigas ou discussões, mesmo algumas tidas como intelectuais. Isto será uma grande problemática para resolver ao propor novas idéias.

Numa das postagens antigas desse blog, eu escrevi sobre “imersão artística”. Lá falava que era necessário buscar entender toda a simbologia e mecânica por trás da técnica que o artista escolhe para entender quais sentimentos e valores ele quis transmitir. Percebi a algum tempo que isto é análogo a um processo de carregamento, contudo, neste caso de simbologias e sentimentos. E é isto um dos aspectos importantes que separa a arte industrial dos outros tipos de arte. Enquanto que outras artes necessitam que as pessoas busquem conhecer o determinado artista e seu contexto para poder lê-lo, ou já estejam neste contexto, mas não sendo ele o da maioria, a arte industrial lida com simbologias contidas no inconsciente coletivo, portanto, já “pré-carregadas”, o que a torna de fácil leitura.

Outra coisa que sempre me chamou atenção foi o fato das pessoas se beijarem e se abraçarem. Há tempos queria entender este comportamento, e agora acredito que já sei como funcionam suas bases. Acontece que, durante o tempo ocioso do humano, ele fica imaginando formas de como se sentir bem. Essas formas vão se definir como os seus desejos. Por princípio, o contato corpo-a-corpo realmente libera alguns bons hormônios, que causam boas sensações. Mas isto precisa ser desejado pra ser amplificado, e é o que acontece quando uma pessoa deseja entrar em contato com outra que ela gosta. Sem isso, esses hormônios não são amplificados pelo desejo, ou podem até ser inibidos caso a pessoa não goste da outra por sentimentos como raiva. Como qualquer outro desejo, ele enjoa depois de um tempo. Quanto menor o desejo, mais rápido será o enjôo. É por isso que pessoas desocupadas ou sem muito o que desejar acabam por ser mais carentes, e pessoas envolvidas com outros tipos de projetos tornam-se mais independentes neste sentido. 

Encerramento:
Enfim amigos, mais uma postagem finalizada. Acredito que escrever sobre esses temas foi bem produtivo. O lance de carregar, eu tava pensando em escrever um artigo sobre isso, mas não foi necessário porque eu me lembrei do lance de imersão artística. Velocidade sexual é um conceito muito importante, e a posição sexual das pessoas lembra topografia social, só que em relação ao sexo. Mas isto é uma informação que precisa ainda ser trabalhada, por isso eu ainda não a incluí. Pra falar a verdade, o conceito de topografia no instinto é algo que ainda me deixa confuso, embora eu perceba a existência de algo relacionado a isso. O lance do contato corporal também seria um novo texto, mas foi só um parágrafo, então eu botei na sessão de pequenos pensamentos. Esses dias sem internet me fez aprender a jogar OpenTTD, um simulador de empresa de transito interessante. Quando a internet voltou, joguei no modo multiplayer e vi pessoas que sabem jogar engenhando altas estradas de ferro. No mais, boa noite para todos e até a próxima postagem.