sábado, 19 de novembro de 2011

Princípio da manutenção dos sistemas sociais e Evolução parasitóide

Um pouco mais sobre os sistemas sociais

Olá amigos. Poucas novidades nesta postagem, principalmente porque faz pouco tempo desde que escrevi a última, mas vamos a elas: estou escrevendo por estar sem internet o dia todo, já é final de noite e passei o dia assistindo Game of Throne, provavelmente já fiz meus elogios a este seriado no blog. Na escola continuo lendo “Rainbow Six”, outro algo que está me agradando muito. Existem dois pontos interessantes em ler livros, o primeiro é específico do Rainbow Six: os livros, por ter menos ação, abordam mais os bastidores da história; está sendo bem instrutivo entender um pouco mais sobre os grupos de ações especiais, polícias e os procedimentos que trazem o controle de algum lugar na prática. Outro ponto é que os livros trazem a oportunidade de observar a linha de raciocínio do personagem, coisa que alguns autores gostam de explorar. É mais difícil ter acesso a este tipo de informação tão intimamente nos filmes. Além disto, imaginar que tipo de conhecimentos ou experiências - para não dizer configuração mental - o autor precisou ter para produzir um livro destes é algo bem curioso que nos faz notar a beleza da existência da arte. Vamos a postagem de hoje, que tratará sobre a essência das leis de uma instituição e sua relação com as chances de sobrevivência.

Princípio da manutenção dos sistemas sociais

Ao observar as regras de uma instituição e o modo como as pessoas reagem a elas, é possível observar algo bastante interessante: algumas respeitam, outras não. Seguindo os princípios da verdade, é interessante saber o motivo que faz alguém respeitar um sistema ou não, até mesmo para saber quando se deve respeitar ou o que fazer para montar um sistema a qual todos respeitem. Mais uma vez irei usar os conhecimentos e objetivos da psicologia evolutiva para analisar e chegar a uma conclusão sobre as informações. Ao investigar, observei que o principal fator que faz alguém respeitar ou não um sistema é a quantidade de chances de sobreviver e reproduzir que ela associa a ele: ela irá respeitar a mesma medida que ela ache que o sistema a beneficia. Partindo deste princípio, resta-nos conhecer quais fatores fazem alguém considerar que há ou não chances de sobrevivência e reprodução num determinado sistema.

Sabendo da propriedade do humano controlar o raciocínio com o instinto e vice-versa, uma das formas de alguém considerar que há chances de reprodução e sobrevivência num sistema é associando estas chances a ele. Isto é feito principalmente durante a construção de valores, por exemplo: se alguém que é importante, seja por prover qualidade de vida ou por quaisquer outros motivos, para uma pessoa que ainda está desenvolvendo sua visão de mundo disser que algo é certo ou errado, esta pessoa irá associar esta importância a tal informação e irá buscar construir seus conhecimentos e personalidade com base nisto. É desta forma que um pai ensina a seu filho que é preciso respeitar certos valores, e este filho busca construir sua filosofia e qualidade de vida entorno disto. Se este valor for determinado sistema ou instituição, o filho tende a associar e a buscar sobrevivência e reprodução nisto.

Outro modo de associar chances de sobreviver e reproduzir a um sistema é entendendo o porquê da sua criação, ou seja, saber como ele aumenta as chances de sobreviver e reproduzir de modo prático, e se pode fazer isto conhecendo como era antes e como ficou após sua criação, seu histórico, entender em quais fatores este sistema se propõe a controlar ou qual motivação levou alguém a criá-lo.  É com posse destes conhecimentos, e em concordância com eles, que irá gerar a conscientização das pessoas para a necessidade de respeitá-lo com a finalidade de aumentar as chances de sobrevivência e reprodução. Neste ponto é perceptível que pessoas com maior acesso a conhecimentos básicos de sua história tendem a respeitar mais o sistema. É por isto também que a posse destes conhecimentos é tão importante aos profissionais passíveis a corrupção e aos próprios cidadãos, pois com eles se aprende que um sistema social funcionando bem tende a trazer qualidade de vida melhor e mais estável que um sistema corrupto, que tende a beneficiar somente a quem dá o golpe até que outro consiga fazer o mesmo neste.

Observem que existe também a possibilidade de não concordância com o sistema ou a consideração que exista outro sistema melhor. Neste caso, ou a pessoa desconhece algum fator que torne tal sistema o mais adequado ao invés de outro, ou o sistema é moldado à base de distúrbios sociais e realmente poderia trazer mais chances de sobreviver e reproduzir a maioria da população se configurado de outra forma. Para resolver o primeiro caso é necessária a educação ou a busca pelo conhecimento, enquanto que para o segundo é necessário uma re-educação que pode ser seguida ou não de revoltas sociais, já que mesmo num sistema ruim há pessoas que se beneficiam dele, e talvez não queiram perder este beneficio em nome da maioria. Tanto para a falta de concordância como também para a falta de associação de coisas boas ao sistema, as conseqüências disto tendem a ser a mesma: a burla de sistema e a corrupção.

A psicologia evolutiva tem como um dos princípios investigativos a análise de cada uma das possibilidades de contexto para decidir aquela que trás as melhores chances de sobrevivência tanto para o grupo quanto para o individuo, e faremos isto, inclusive, com as conseqüências que trazem a burla do sistema. Existem leis que são criadas simplesmente a distúrbio do sistema, e sua inflação não traz conseqüências ao grupo e traz algum beneficio ao individual. Burlá-las é perfeitamente aceitável se os riscos ou punições forem baixos, e inclusive, os funcionários que são responsáveis por sua manutenção e sabem que não existem bons motivos para ela existir tendem a não punir ou a serem facilmente corruptíveis. Portanto, para a criação de um bom sistema é necessário que ele traga beneficio a todos e que estes estejam conscientizados, seja objetivo no que se propõe a melhorar e seja trabalhado para se adequar a todas as variações da realidade.

OBS: é interessante notar que este princípio ajuda a investigar por quais bases uma lei se sustenta num país: se por modelo de economia; tradições; falta de conhecimento por parte da população; dogmas religiosos ou por pressão daqueles que detém a riqueza. Além disto, se torna um dispositivo interessante se usado no dia-a-dia, tanto para o entendimento quanto para aperfeiçoamento de quaisquer sistemas institucionais, seja ela familiar, escolar, empresarial, política, etc.

Evolução parasitóide
O conceito de evolução parasitóide sempre me foi familiar, pois é um comportamento muito famoso no meio fictício. Trata-se de pessoas que produzem pouco e consumem muito, e compensam este déficit parasitando grandes produtores. A psicologia classifica este tipo de evolução como um distúrbio, pois a estabilidade deste tipo de evolução tende a ser arriscada e a utilizar dispositivo que degrade a evolução de outras pessoas como método de alcançar os objetivos rapidamente. O estereótipo deste conceito de evolução pode ser observado através dos ladrões de alta classe ou de pessoas que tentam se agregar a um grupo social economicamente superior ao delas através da mentira. Uma grande dúvida era se um dia poderia existir uma sociedade saudável o suficiente para, por exemplo, ser desnecessário o investimento em segurança ou para que as pessoas deixem de se preocupar com intrigas ou sabotagens e passem a se concentrar apenas na sua melhora.

A inspiração para o que talvez seja a resposta para esta pergunta veio das aulas de biologia do ensino médio, mais especificadamente o ciclo de reprodução dos vermes, algo que me impressionou muito. Esta aula me mostrou que os mecanismos que as várias espécies encontraram para ter mais chances de sobreviver e reproduzir são extremamente variados. Isto implica que onde houver chances de evolução, haverá alguma espécie que, se sofrer as devidas mutações que desenvolvam as tecnologias necessárias, irá se adaptar a preencher aquela lacuna. De forma análoga a isto estão as configurações humanas, que através de suas mutações, que são mudanças de comportamento causadas por acidentes, cansaço ou algum outro motivo, tendem a descobrir novos comportamentos, que são adotados ou não de acordo com a resposta do ambiente quanto as chances de sobrevivência e reprodução, algo semelhante a seleção natural.

Portanto, se o ambiente, neste caso a cultura de uma sociedade, apresentar uma lacuna para um tipo de evolução parasitóide, é altamente provável que as pessoas desenvolvam formas de preenchê-la. A tendência é que esta quantidade aumente à medida que forem fáceis as formas de parasitar algum ambiente, isto porque a maioria das vezes só investe em algo perigoso ou trabalhoso quem não tem opção melhor. É seguindo esta linha de raciocínio que se conclui que é indispensável o investimento em segurança para inibir a evolução parasitóide na maioria das pessoas, porém, também existe a possibilidade de haver pessoas tão boas neste tipo de evolução que o investimento para inibi-las é consideravelmente alto. Neste caso, se o investimento para inibi-las for mais alto que o que elas parasitam no sistema, o mais aconselhável é manter a situação até que se desenvolva alguma tecnologia que barateie o investimento.

OBS: a linha de pensamento da ultima parte do parágrafo anterior foi adaptada da conclusão de como resolver distúrbios do meu livro, até mesmo porque evolução parasitóide se comporta e é considerada como um distúrbio.

Encerramento:
Eu pretendia escrever sobre mais um tópico, mas ele foge do tema "sistemas sociais", por isto, vou deixá-lo para uma próxima. Esta postagem ficou razoavelmente satisfatória, pois, embora talvez tenha ficado meio confusa em alguns momentos, ao menos consolidou os conceitos. Ontem fui dormir as quatro da manhã a terminando, e hoje dei uma pequena revisada. Felizmente minha internet voltou e eu posso retornar ao The West, meu pequeno novo vício, mas esse tempo sem internet foi legal porque eu adiantei o livro e joguei Lost Laby, por isso não senti tanta falta. Ultimamente estou curtindo bastante uma banda chama "The Galaxy Asteroid Tour", que tem um som que mistura anos sessenta, R&B e rock segundo o que eu percebi. É interessante como a música deles me parece estranhamente familiar, e eu gosto disto.  Enfim amigos, abraço a todos e até a próxima postagem.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Zonas de conforto e Personificação da evolução

Aperfeiçoando os conceitos

Olá amigos. É mais vez com uma preguiça terrível e com o senso de obrigação que eu venho escrever hoje. Fim de ano, e tudo o que me resta a fazer é jogar tibia. Isto porque meus estudos estão todos mal estruturados, embora eu consiga desenvolver um ou outro assunto na maioria das matérias, mas não será o suficiente pra passar num vestibular. Esta posição nos estudos acaba me fazendo ter preguiça de me dedicar a eles, e por não trabalhar, eu fico com bastante tempo livre. No meio disso tudo ainda eu continuo fazendo minhas pesquisas e adiciono um ou outro comportamento interessante à minha biblioteca de conhecimentos. O que me inspirou ao tema de hoje foi à união de alguns conceitos desenvolvidos por mim anteriormente, que são o desenvolvimento de sistemas, junto com minha a minha abordagem relativamente nova sobre o conhecimento, que é produzir resultados. O tema de hoje será os sistemas sociais que se organizam através dos resultados.

Introdução para os dois textos:
Entender um sistema para extrair o máximo do seu resultado é bastante interessante para aumentar as chances de sobreviver e reproduzir. E isto pode ser feito através do método empírico e impírico, segundo os conceitos explicados por mim anteriormente. Contudo, independente do método escolhido para obter o conhecimento sobre um sistema, o conhecimento continua sendo um dos principais a produzir os resultados, levando em consideração que trabalho é igual a esforço vezes técnica. Devido à variação genética, algumas pessoas tendem a desenvolver maior facilidade para exercer alguma tarefa, portanto, gastam menos esforço, mesmo utilizando técnicas semelhantes a outras, ou ainda tem acesso desde cedo a determinadas informações que as privilegiem em algumas tarefas. Estas características acabam determinando desde cedo que tipo de especialização uma pessoa tenderá a adotar, já que o instinto dela irá sentir que alcançará melhores chances de sobreviver e reproduzir em relação às outras pessoas naquela atividade.

Zonas de conforto na sociedade:
Embora eu já tenha escrito através de uma noção geral sobre o que é evolução e o que determina qual tipo de evolução uma pessoa se dedicará, estes conceitos ainda não são bem definidos. Isto é algo que eu ainda pretendo trabalhar. Para este texto, irá ser definido o seguinte: Evoluir será o esforço para melhorar, algo que todo humano tende a desejar quando sente que é possível. Quando um humano alcança suas expectativas de evolução, ele entra na “zona de conforto”, que são as configurações de vida que lhe trás bons sentimentos e experiências e a ausência do estresse de se adequar a novos ambientes intelectuais ou sociais. Quanto melhor o estágio de evolução de uma pessoa, maiores serão os bons sentimentos que ela irá encontrar nesta zona de conforto.

A zona de conforto se sustenta através dos resultados que tal humano aprendeu a produzir de acordo com suas configurações mentais, que se configuram de forma empírica, ou através de seus estudos impiricos, ambos resultantes de muito esforço. Por isto, a princípio, dificilmente alguém irá conseguir ameaçar esta zona de sobrevivência e reprodução. Exemplo: numa sociedade estável, um humano que passa vinte anos se aperfeiçoando numa função dificilmente será ameaçado por um iniciante ou mesmo intermediário, isto não levando em consideração o acúmulo de capital que o tempo lhe proporciona. Sobre dúvidas quanto ao conceito de empírico e impirico abordados anteriormente, pesquise estas palavras no blog.

Existem muitas atividades que uma mente pode se configurar para ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Mas é interessante notar que só algumas destas atividades realmente trazem chances que realmente são satisfatórias ao instinto e a sociedade a ponto de gerar uma zona de conforto. O exemplo mais significativo disto é o tipo de evolução que a maioria dos adolescentes tende a seguir durante certo tempo: uma evolução instintiva que se baseia principalmente na imagem. Contudo, não demora muito para que eles sejam cobrados pela sociedade e percebam o conforto que o poder social pode trazer: é quando desistem de dedicar todo o esforço neste tipo de evolução e passam a dedicar apenas parte ou quase nada.

É perceptível no exemplo anterior que um dos principais fatores que geram uma zona de conforto é o dinheiro, responsável por trazer as chances de sobrevivência num ambiente urbanizado. É isto o que faz alguns tipos de pessoas buscarem formas alternativas ao trabalho mecânico de produzir dinheiro para a sociedade, seja por meio de inovações tecnológicas ou artísticas. Contudo, existem filtros que selecionam se tal atividade será ou não aproveitada pela sociedade, e estes filtros são configurados de acordo com nível de consumo e os tipos de necessidade que determinada sociedade tem. Isto é uma característica bastante interessante, que pode ser utilizada para avaliar o nível de desenvolvimento de uma sociedade.

 As atuais sociedades desenvolvidas tecnologicamente já são capazes de sustentar, por exemplo, uma grande indústria de entretenimento. Isto demonstra que as pessoas conseguem alcançar uma zona de conforto boa o suficiente para que, além de produzir para sua sobrevivência, sejam capazes de investir na diversão, o que aumenta a qualidade de vida. Embora eu esteja sem exemplos sólidos, é possível arriscar que o principal artifício de qualidade de vida na idade média era a religião. Outro exemplo pode ser o coliseu, que pode ser considerada uma demonstração de uma iniciativa governamental voltada à criação de uma zona de conforto em massa. Na Grécia foi muito comum a prática esportiva e artística, mas é necessária bastante estabilidade social para que a população aprenda a apreciar este tipo de atividade.

 Os países subdesenvolvidos por sua vez, além de não terem uma forte indústria de entretenimento, também são deficientes no setor de prestação de serviços ou mesmo na industrialização. Isto reflete numa qualidade de vida pior, pois ao invés de haver uma empresa com maquinas e produtos especializados em lavar roupas, oferecendo ao cidadão a oportunidade de investir seu tempo em algo mais vantajoso, ele é obrigado a lavar suas próprias roupas. Este é apenas um pequeno exemplo de como um setor de prestação de serviços bem desenvolvido é interessante para atingir uma zona de conforto mais saudável e com bons sentimentos, o que gera uma vida mais longa e de mais qualidade, ressaltando que este deveria ser o objetivo de todo humano.

Personificação da evolução:
Quando o humano está evoluindo em alguma atividade ou aspecto, a tendência é que suas configurações humanas passem a dar bastante valor a todos os fatores e conhecimentos desta área. Devido à grande capacidade representativa da mente humana e do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa, tais conhecimentos e fatores são agregados da forma que mais ajude ao humano a realizar suas tarefas ou a completar seus objetivos. É isto o que provoca certo padrão de comportamento nas pessoas com objetivos parecidos, o que comumente conhecemos como estereótipo. Embora compreendesse este princípio básico da estereotipagem, eu ainda não entendia como os aspectos visuais e comportamentais se encaixavam nisto tudo.

Para entender isto não é preciso nenhum conhecimento além dos princípios básicos da estereotipagem já explicados anteriormente, e sim um entendimento completo do seu funcionamento. Ocorre da seguinte maneira: não demora muito para que algumas configurações humanas, através do erro e acerto, percebam que o modo de se vestir ajuda a alcançar determinados objetivos. Isto acontece, como já citado, pela enorme capacidade representativa da mente humana. Certos modelos de roupas e comportamentos estão dotados de uma carga de representatividade específica, que assume que se uma pessoa veste aquilo ou se comporta daquele jeito apenas se ela for capaz de produzir determinados tipos de resultados. Por exemplo: uma mulher que corta o cabelo curto demonstra que é independente, enquanto uma de cabelos longos demonstra querer se destacar por beleza. Do mesmo modo, se uma pessoa fala uma palavra incomum, ela assume que ou é estudiosa, ou vive em um meio diferente, enquanto que outra que fala gírias locais demonstra estar envolvida com o seu meio.

Além da carga de representatividade que um visual ou um comportamento traz para as outras pessoas, ele, de fato, pode contribuir para melhorar o desempenho de alguém que o veste ou faz em alguma atividade. Isto se explica porque quando uma pessoa está vestida de determinada forma, aquela veste carrega um conjunto de representatividade que pode ajudá-la a se concentrar e a lembrar dos pontos importantes de sua função. Um exemplo enfático disto são os uniformes, graduado ou não, e o respeito que eles trazem. Do mesmo modo, ambientes ou comportamentos podem ser associados a alguma função mental que ajude a algum humano a produzir algum resultado. Isto explica e se exemplifica, por exemplo, no comportamento de alguns artistas e em seus métodos de criação.

Percebam que cada cultura tem seu modo de se vestir e comportar, e que se uma pessoa de determinada cultura se comportar de modo diferente que o já consolidado, existe a chance dela sofrer desvalorização pelos outros membros do seu grupo cultural. A resposta para este comportamento está no próprio princípio da estereotipagem: a grande capacidade representativa da mente humana e o tipo de evolução de determinada pessoa ou grupo. De modo geral, as pessoas tendem a criar uma zona de conforto que se baseie em seus valores humanos, e quando um grupo de pessoas tem a mesma estrutura social, esta zona de conforto acaba sendo compartilhada uns com outros. Da mesma forma que nesta zona de conforto há coisas valorizadas, há também as desvalorizadas: e daí surge uma parte da rejeição. Outra parte da rejeição pode vir de filosofias mal formuladas em zona de competição, mas este não é o objetivo desta postagem.

É interessante observar que como tudo no universo parece ter um motivo, a carga de representatividade ligada às roupas e aos comportamentos não é por acaso. Vejamos, quanto as roupas, o exemplo dos uniformes que carregam consigo toda a responsabilidade herdada da história de tal instituição e função. Já os comportamentos tendem a seguir certos padrões mentais de sentimentos para alcançar algum objetivo. Por exemplo, pessoas que tem tendência a desenvolver meiguice, sentimento que se baseia no afeto e sentimento paterno/materno, utilizam roupas e linguagem corporal que reforce isto com a intenção de produzir sentimentos bons e atrair boas pessoas. Já pessoas que tem tendência a desenvolver uma linguagem corporal mais sexy, tendem também a seguir este caminho com roupas e comportamentos. Não ignorando as variantes históricas e tecnológicas que cada sociedade tem, estes padrões podem ser percebidos com bastante clareza nos estereótipos, e isto os torna bastante interessantes a serem observados.

Encerramento:
Após uns cinco dias escrevendo este texto, eu o termino. Devo admitir que minha falta de planejamento e disciplina colabore um pouco para esta demora. Estou começando a aprender a pensar antes de escrever e a dar objetividade concreta a cada parágrafo ao invés de utilizar a tentativa de erro e acerto, e isto também se mostra útil a programação ou a quaisquer ambientes que necessita de alguma movimentação com objetividade. Estou observando isto, de certo, no xadrez, mas ser tão analítico desse jeito não é divertido, embora os resultados agradem, sendo este possivelmente o único motivo que leva alguém a se empenhar numa tarefa analítica. Encerrando a postagem com uma novidade de ontem: peguei um livro na biblioteca chamado “Tom Clayton’s Rainbow Six”, finalmente eu fiz algo para acabar com meus momentos de tédio escolar, e está dando certo. Livro muito interessante. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.

PS: essa pesquisa se relaciona com o que foi dito a cima: http://migre.me/69Q0z