quarta-feira, 27 de julho de 2011

A função social da beleza na sociedade e seus distúrbios, estudos e definições.

A beleza na nossa sociedade segundo a P.E.

PARTE 1 – Definição teórica da beleza

Olá amigos. Embora já tenha batido minha meta mensal de quatro postagens por mês, estou com muita vontade de escrever sobre esse tema. Mas antes as novidades: é uma e meia da manhã, pretendo escrever até as três. Escrevo agora principalmente porque estou aproveitando o absolutamente nada pra fazer que a falta de internet trás. A minha passou o dia com problemas e no inicio da madrugada saiu totalmente de cena. Meus dias estão sendo ocupados, tenho assistido Friends, e infelizmente já estou chegando à temporada final, Game of Trhone, um seriado interessantíssimo e bastante fiel ao contexto medieval, sobre a disputa pelos reinos, e as vídeoaulas de matemática no canal do youtube Gusalberto8, que tem me passado muitas informações novas desta disciplina tão adorada por mim. A postagem de hoje será sobre um tema que há muito se mantinha indefinido dentro da minha filosofia, tendo eu, inclusive, vários conflitos éticos a cerca desta questão, por isso tamanha satisfação em defini-lo. O tema é “a valorização da beleza externa: o que significa e o valor dela em nossas vidas.” Esta definição sempre se mostrou muito importante para meus estudos, pois existe uma enorme quantidade de distúrbios e fatores sociais que se relacionam com este tema. Para defini-lo, utilizei novamente os conceitos básicos da psicologia evolutiva juntamente com bastante reflexão. Vamos à postagem. (PS: acabei falando também sobre os distúrbios e analises dos mesmos. Não previ que iria ficar tão grande. Dividi o texto em três partes por causa disto.)

A psicologia evolutiva nos diz que o humano tende a achar belo tudo aquilo que é importante para ele, e que tende também a dar importância instintiva a uma boa qualidade genética, porque ela é importante para a saúde de nossas proles, por isso a boa genética é identificada através da beleza externa. Sabemos, contudo, que beleza externa não necessariamente signifique boa saúde, e que existe uma enorme gradiente de beleza causada pela desigualdade social. Isto significa que as pessoas com mais dinheiro se alimentam melhor, se vestem melhor e utilizam mais produtos para manter sua boa aparência, enquanto que os que têm menos dinheiro acabam desgastando mais seus corpos com o trabalho braçal e condições de vida não tão boas. Além disto, existem pessoas com maior probabilidade de nascerem com mais chances de se tornarem bonitas graças a um histórico genético-familiar que outras, já existem outras que, por exemplo, nascem com o gene da obesidade, do cabelo crespo, de um corpo fora de equilíbrio métrico, e isto se torna uma marca pro resto de suas vidas. Iremos, para efeitos de estudo, separar as pessoas em dois grupos cujas causas foram citadas anteriormente: as feias e as bonitas.

Existe uma frase que expressa bem o que este parágrafo irá comunicar: “Desculpem-me as feias, mas beleza é fundamental”. Esta frase mostra a maior facilidade que uma pessoa bonita tem em ser tratada melhor pela sociedade, visto que a sociedade é formada por humanos e eles tendem a valorizar bons poderes instintivos. Os homens tendem a tratar as mulheres bonitas melhor e vice-versa, ganhando coisas às vezes pelo simples fato de serem bonitas, como presentes de pessoas apaixonadas, maior atenção em atendimentos, favores de desconhecidos, e etc. As pessoas feias, por outro lado, além de não costumarem ter este tipo de vantagem, ainda sofrem uma maior rejeição dos grupos sociais ou dificuldade em se estabelecer neles, são mal-tratadas por pessoas de má filosofia e passam despercebidas pela maioria das pessoas. Daí surge meu conflito ético: é certo tratar uma pessoa melhor apenas por ela ser mais bonita? É certo apaixonar-se por ela graças a este mesmo motivo? Uma resposta guiada pela lógica de classes diz-nos claramente que não, pois todos são humanos e tem os mesmos sentimentos, portanto, merecem a mesma chance para as oportunidades. Porém, esta lógica não se aplica tão facilmente na prática, pois é interferida pelo prazer instintivo em estar em contato com alguém de boa beleza.

É necessário lembrar que parte do humano é instinto e ignorar as propriedades instintivas pode ser bastante prejudicial ao objetivo humano da boa evolução. Também é importante resolver este conflito ético, sobre se é certo ou não valorizar alguém por uma propriedade que ela adquiriu por sorte, lembrando que certo significa ser o melhor caminho para o alcance da boa evolução humana. Notemos então que a psicologia evolutiva põe como principal objetivo humano a boa evolução, e a resolução de todos os problemas têm como finalidade alcançar este objetivo. O mais importante (e bonito) ainda é que todos os humanos tendem a ter o mesmo objetivo, independente da posição social ou situação economia que este esteja, diferindo apenas as configurações que esta evolução se apresenta, e este objetivo é evoluir. Portanto, o certo neste caso para a psicologia evolutiva é tomar aquela atitude que gere a melhor evolução para todos os envolvidos, não ignorando as propriedades instintivas de cada um deles. Se o instinto é atraído pela beleza que uma pessoa traz, não devemos ignorar isto, mas também não devemos ignorar que somos racionais e que devemos achar uma forma saudável de lidar com isto.

Vamos agora fazer uma analise técnica e dissertativa de alguns conceitos para interligá-los: O humano pode evoluir, o que é seu objetivo, mesmo tendo poucas chances de sobrevivência e reprodução, o que significa na prática ter baixa qualidade de e conseqüentemente de evolução, já que ele terá menor probabilidade de ter bons sentimentos, conforto, saúde e etc., porém, ele tende a buscar aquela atividade ou algo que faça com que sua qualidade de vida se torne melhor, mais prolongada e satisfatória, ou seja, com boas chances de sobreviver e reproduzir e que o traga bons sentimentos e conforto. A beleza externa, para o instinto, significa boa saúde, portanto, mais chances de sobrevivência e reprodução. Unindo a conclusão de que boas chances de sobreviver e reproduzir traz maior qualidade de vida e que a beleza faz o instinto sentir maiores chances de sobreviver e reproduzir, podemos concluir que ela tem a função de aumentar a qualidade de vida (que é conforto e bons sentimentos). Isto pode ser observado na prática, amigos, pois se há duas pessoas com personalidades parecidas, porém uma feia e a outra bonita, a bonita trará um maior prazer de companhia que a feia. Há ainda outra conclusão tão ou mais importante a ser feita: podemos expandir a função da beleza, que é um poder instintivo, a todos de sua classe de qualidade, ou seja, a função de todos os poderes instintivos é trazer maior qualidade de vida.

(apenas o lembrete de definição de poderes instintivos: são todas as qualidades que um humano pode atribuir e valorizar em outro, por exemplo: bonito, simpático, engraçado, sagaz, meigo, atencioso, prestativo, estilizo, inteligente, etc.)

PARTE 2 – Distúrbios da beleza

Embora não seja tão rebuscada quanto se espera, a princípio, esta definição é muito importante para meus estudos. Principalmente porque com ela é possível estabelecer uma quantificação da saúde ou distúrbio de um comportamento ou filosofia, sejam estes individuais ou coletivos. Sem ela, esta quantificação se tornaria vaga e sem parâmetros racionais de comparação entre os valores humanos. Por exemplo, (1) se uma pessoa é feia, mas tem condições pra se arrumar e se tornar bonita, mas sabendo que nunca se tornará tão bonita quanto às pessoas que já são bonitas, vale a pena esta pessoa dedicar esforço para este objetivo? (2) E o quanto de esforço é considerado saudável para atingir este objetivo? (3) É necessário haver beleza para que haja um bom casamento? Outro exemplo: (4) O quanto um humano deve valorizar a beleza em detrimento de outras qualidades? (5) É certo tratar uma pessoa melhor apenas por ela ser bonita? (6) Por que a sociedade tende a escolher pessoas bonitas para a atuação nas campanhas de publicidade? Para demonstrar a utilidade desta definição, irei analisar e resolver os principais conflitos éticos enfrentados por mim e os distúrbios relacionados à beleza, ambos expostos nas perguntas a cima. Para isto irei fazer uma pequena reconstrução histórica do surgimento dos distúrbios e em seguida as respostas.

Lembremos que o humano deve sempre buscar sua boa evolução, ou seja, aumentar as chances de sobreviver e reproduzir, que é melhorar a qualidade de vida, para poder aproveitá-la e viver bons sentimentos. Se melhorar a beleza é um dos mecanismos capaz de melhorar a qualidade de vida, que o façamos, contudo, não deixemos isto se tornar um distúrbio, ou seja, algo que ao invés de melhorar, piore. Dado momento da sociedade em que fazer sexo livremente se tornou uma ameaça à boa evolução, seja por causa da estrutura social ou ao surgimento das DSTs, os humanos começam a passar longos períodos de abstinência sexual, coisa que o instinto humano não é adaptado a fazer. Desta abstinência surge um pequeno distúrbio: a valorização exagerada do sexo em detrimento a outras atividades. Notemos que isto é uma realidade: enquanto que existem pessoas que se esforçam muito para conseguir transar, outras têm esta oportunidade e simplesmente não o fazem, exemplo: alguns jovens e alguns casados após um longo tempo. Além disto, outras atividades que geram qualidade de vida, como a arte, a família, passeios, valorização de coisas mundanas, o conhecimento ou competições saudáveis deixam de ser valorizadas e executadas em pró de atividades que possam possivelmente trazer a oportunidade de sexo, como sair pras festas, beber, fazer coisas perigosas para chamar a atenção, fazer apelação instintiva com exibição de poder, e etc.

É comum notar a valorização exagerada em jovens, porém, devido a distúrbios, tal exagero consegue alcançar os adultos, que já deviam conhecer sua função evolutiva. Este distúrbio em si acaba causando outro distúrbio: a valorização exagerada daquelas que trazem, a princípio, uma melhor qualidade de sexo: as pessoas bonitas. Um dos motivos deste distúrbio é que quando as pessoas precisam escolher em quem depositar seu esforço a fim de conquistar e levar para cama, estas irão, em geral, escolher as pessoas bonitas. O outro é que devido à valorização exagerada das atividades envolvendo sexo em detrimento das outras atividades que geram qualidade de vida, as pessoas que desenvolvem poderes instintivos relacionados às outras qualidades de vida são ignoradas e/ou desvalorizadas, pois se tornam inúteis ao objetivo das pessoas com distúrbios, enquanto que as pessoas bonitas ou que desenvolvem poderes instintivos relacionados às atividades sexuais entram em foco e são exageradamente valorizadas. Derivam-se desta situação mais um distúrbio: as pessoas feias e envolvidas com tais distúrbios começam a querer, de qualquer forma, desenvolver poderes instintivos relacionados ao sexo, por isso passam por regimes extremos, fazem plásticas ou gastam muito dinheiro comprando roupas ou embelezando-se.

PARTE 3 – Analise sobre os distúrbios

Agora que já expostos os conhecimentos que eu acredito necessários para o entendimento do assunto, há condições de responder as perguntas feitas anteriormente. (1) (2) Como já introduzido no mesmo parágrafo, o humano deve buscar sempre melhores condições de vida, e isto inclui cuidar da sua própria beleza. Porém, se tais cuidados chegar ao ponto de prejudicar sua saúde, seja mental ou física e diminuir sua qualidade de vida, há distúrbios. Esta é a resposta das duas primeiras perguntas. (3) A questão do casamento é um tanto complicada, e inclusive há uma postagem sobre isto (http://barnabasspenser.blogspot.com/2011/06/analises-sobre-o-casamento-e-seus.html), mas resumindo: o que é interessante para um casamento é o equilíbrio entre os poderes instintivos e objetivos evolutivos em comum. Se os poderes dos cônjuges são desenvolvidos de forma saudável, então significa que o casal já encontrou seu ritmo, coisa que nem sempre pode acontecer. Ou seja, tanto o homem quanto a mulher cuidam de sua aparência para melhorar a qualidade de vida e sexo do casal, mas não ao ponto de tornar isto um distúrbio prejudicial. Contudo, é interessante não esquecer que o sexo é uma atividade que gera qualidade de vida entre duas pessoas e que, portanto, deve ser sempre praticado, bem como a manutenção da beleza pós o casamento.

Quanto à quarta pergunta (4), podemos expandir seu enunciado também para a questão da valorização do sexo em detrimento de outras atividades. A resposta novamente fica por conta de buscar aquilo que é melhor, que traz boa evolução. Isto significa que se a valorização da beleza e do sexo está sendo demais a ponto de fazer uma pessoa ignorar as outras coisas boas da vida ou não enxergar outros tipos de qualidades nas pessoas além da beleza, pode-se considerar então como um distúrbio. Exemplo: se uma pessoa gasta uma enorme quantidade de tempo em busca do sexo, não o encontra e ainda deixa de ter prazer de outras formas, sentindo no lugar sentimentos ruins, como frustração, ela está sendo prejudicada. Do mesmo modo, se pessoa ignora todas aquelas que possam trazê-la bons sentimentos, conhecimentos, experiências, buscando apenas contato com pessoas bonitas e/ou bem-cuidadas, isto é outro exemplo de distúrbio, pois impede que tal pessoa conheça mais sobre a natureza humana, algo que pode ajudá-la em sua vida profissional e pessoal, além de perder oportunidade de várias outras experiências. (As perguntas e respostas foram enumeradas para evitar repetição. Aconselha-se reler as perguntas se necessário.)

Esta quarta resposta ajuda na quinta (5). Pela lógica de classes, que é bastante racional, todo humano merece o mesmo tratamento, pois o que difere entre um e outro são apenas as configurações. Mas o instinto acaba não conseguindo ignorar esta diferença, pois sente que uma pessoa mais bonita é capaz de proporcionar melhor qualidade de vida para ele. Contudo, não são apenas as pessoas bonitas capazes de proporcionar uma melhor qualidade de vida, e é isto o que as pessoas com distúrbios não percebem. Tratar bem e ajudar qualquer pessoa e não apenas as bonitas é interessante por vários fatores, principalmente porque quando uma pessoa se sente ajudada e feliz, a princípio, ela cuida melhor do ambiente em que vive e sente mais vontade de trabalhar, gerando mais imposto e consumo, o que melhora a vida de todos. Mas tratar em especial àquelas que são capazes de trazer um acréscimo a qualidade de vida como as pessoas bonitas não é algo considerado errado, que malefícios isto pode trazer? Contudo, não são apenas as pessoas bonitas capazes de trazer melhor qualidade de vida, como também todas aquelas que se dedicam para construir bons poderes instintivos. Quando não há distúrbio, o próprio instinto das pessoas que não são tratadas em especial percebe o porquê disto e aceita, e a sexta resposta ajudará a entender isto.

De uma maneira geral, (6) a função da publicidade é mostrar ao público quais vantagens ou qualidade de vida determinado produto pode trazer ao ser adquirido. Parte dos produtos anunciados tem como propósito aumentar o status, que é a sensação de poder. Ter um carro caro significa ter conforto e condições de sobrevivência superiores à maioria das pessoas, por exemplo. Para alcançar seus objetivos, os publicitários começaram a lançar mão da estratégia de trazer pessoas bonitas aos comerciais, pois desta forma, além de chamar a atenção do instinto, seus produtos são associados à qualidade de vida que tais pessoas bonitas representam ao instinto humano (isto acontece por causa das propriedades da memória humana, que trabalha através da associação). O mais interessante é que as pessoas feias tendem a entender e aceitar isto, pois ao compararem a si com as pessoas bonitas e sabendo que apenas uma poderá fazer aquilo, seu instinto entende que quem merece estar lá é a melhor, que neste caso significa representar mais qualidade através da beleza. Isto é reforçado até mesmo porque elas sentem que se estivessem no lugar do diretor, escolheriam a pessoa bonita ao invés de si mesma para alcançar o objetivo de sua função. É esta mesma propriedade de “merecimento” que faria uma pessoa de bom equilíbrio emocional entender o porquê uma segunda trata uma terceira bem, quando esta última tem alguma qualidade a mais (situação abordada no final do parágrafo anterior).

O que a maioria das pessoas não entende são os distúrbios como a supervalorização da beleza ou os tratamentos maldosos que os complexos mecanismos sociais apresentam. Daí gera-se sentimentos ruins. Na verdade esta propriedade do “merecimento” ainda precisa ser mais trabalhada, e isto seria tema para outra postagem. Enfim amigos, postagem concluída, agora a despedida. Desculpem-me pela redundância, talvez eu tenha a feito de novo. Acho que acabo fazendo isto devido à própria intenção instrutiva minha ao fazer os textos, que me inibe de ser totalmente técnico. Demorei uns três dias pra fazer este, acho que um total de cinco horas e meia (e mais meia pra revisar), o resultado foi se encaixando e ficou bastante satisfatório. O parágrafo está meio pequeno pra terminar, mas to pensando aqui e acho que não tem mais nada pra escrever. Se eu lembrar na revisão, eu edito, se não, fica este mesmo. Abraços a todos e até mais.

sábado, 16 de julho de 2011

Tecnologias humanas sustentando o desenvolvimento da sociedade

Se antes era a religião, agora é a tecnologia

Olá a todos. Já são 16:40 e eu não lembro da metade das coisas que eu vi hoje. Eu realmente estou tentando me focar nesta nova filosofia de perder menos tempo com pequenas besteirinhas, e me concentrar em projetos maiores. Esta postagem será mais um deles, sem mais delongas, vou iniciar. Esta semana eu estava eu tive algumas aulas de sociologia e história interessante, que fizeram minha cabeça ficar cheia de idéias relacionadas ao período medieval e ao grande poder da igreja. Junto a isto, também estava amadurecendo algumas idéias sobre os distúrbios sociais que levam ao vandalismo, e sobre as possíveis soluções disso. O interessante da prática de vandalismo é que qualquer um pode fazer, contudo, há aqueles que fazem e aqueles que não fazem. E o que diferencia aqueles que fazem dos que não fazem? Segundo minhas teorias, aqueles que fazem não possui evolução definida, e encontram no vandalismo mais uma forma de quebrar limites, ganhar popularidade entre os semelhantes e buscar a essência da vida. Já aqueles que não fazem vandalismo, normalmente o que eles têm em comum é já ter uma evolução definida que não se relaciona com a demonstração de poder por meio do vandalismo, por isso simplesmente não sentem a necessidade de provar que podem, e nem vão ver vantagem em obter uma imagem relacionada a isso, até mesmo porque seu ciclo social está focado no objeto de sua evolução, além do que, na maioria das vezes, vandalizar diminui a qualidade de vida.

Embora uma das causas para o vandalismo seja uma evolução não definida, esta não pode ser apontada como única. Juntamente com o desejo do instinto em querer quebrar limites, há o raciocínio, que informa ao instinto que quebrar tal tipo de limite não é interessante. Mas se a filosofia, junção de raciocínio com os valores adquiridos enquanto criança, não tiver uma formação bem desenvolvida, a pessoa irá cair em tentação. Podemos dizer que isto é um distúrbio social, já que fatores da sociedade fazem com que os pais não tenham tempo para cuidar de seus respectivos filhos, ou ainda a desonestidade social faz com que os pais tenham distúrbios, e acabem passando isto para os próprios filhos. A questão é que, ou a sociedade tem uma estabilidade muito alta para que os pais tenham a oportunidade de ensinar devidamente aos seus filhos, ou a sociedade tende a desenvolver distúrbios como estes. De acordo com meus estudos históricos, a parte ocidental do mundo, por ser mais fragmentada, sempre foi mais instável que a parte oriental, e isto explica o porquê os orientais desenvolveram a tradição enquanto que os ocidentais desenvolveram a religião. A tradição oriental era bastante rígida, e passava a perfeição de pai para filho, a prova é que muitos preferiam a morte que serem desonrados. Já no oriente, a perfeição construída através do tempo era pouco valorizada, pois as coisas funcionavam eram as que davam resultado na hora devido a instabilidade, dentre estas, a mentira.

Em meio a um ambiente tão caótico, acredito que se não houvesse a religião para estabilizar a mente das pessoas, mesmo que de forma tão fixa, a sociedade teria algum tipo de colapso e retrocesso tecnológico. O que eu quero dizer é que, se não fosse a religião pra fazer as pessoas acreditarem que se fizessem coisas ruins, elas iriam para o inferno, as pessoas iriam começar a de fato, fazer coisas ruins devido ao alto nível de distúrbio alcançado pelas incontáveis tragédias e guerras européias. De fato, o nível de religiosidade chegou a ser um distúrbio a parte, por isso a produção de tecnologia teve um decaimento enorme, contudo, esta tecnologia ainda continuava evoluindo até chegar ao ponto da racionalidade ser mais vantajosa que a religião, é quando temos o humanismo e o renascimento. Avanços tecnológicos que contribuíram para isto foram, por exemplo, as grandes navegações, a invenção da imprensa, o início do desenvolvimento de maquinas, o grande desenvolvimento sobre as teorias políticas e humanas alcançadas pelos filósofos, para auxiliar os chefes de estados monárquicos, um exemplo disto é “o príncipe” ou “a teoria do direito divino”, dentre outras coisas. Só com o desenvolvimento de tais tecnologias é que nossa sociedade conseguiu ir se livrando, aos poucos, da religião, principalmente no que se refere aos motores básicos de desenvolvimento de tecnologias para aumentar a qualidade de vida das pessoas. Contudo, chegamos a um ponto em que a qualidade de vida está tão alta, bem como nossas tecnologias racionais estão bem desenvolvidas, que uma grande parte da nossa população não está sendo pressionada pelos dogmas religiosos, dogmas estes que podem ser considerados distúrbios que evitam distúrbios piores. É por isso que, por exemplo, um vândalo comete seus atos, porque na sua visão de mundo, aquilo não vai lhe trazer benefícios, já que deus não fará nada contra nem o homem será capaz de descobrir.

É com base nesta linha de raciocínio, um tanto geral, eu admito, que eu afirmo que é necessário por a tecnologia para exercer a mesma função da religião. Um bom exemplo disto são os vândalos, que antes não vandalizavam por terem medo de Deus está vigiando, e agora não irão vandalizar por medo de alguma câmera estar os vigiando. Contudo, amigos, não é apenas este tipo de tecnologia que eu afirmo ser necessária para o bom desenvolvimento humano, como também tecnologias humanas, como a psicologia evolutiva, ou mesmo qualquer outra psicologia, mas que dê os conhecimentos científicos para o humano conhecer a si mesmo e se preparar melhor para a vida. Outro exemplo são os órgãos públicos, que através da tecnologia, poderiam ser bem mais dinâmicos e popularizados, fazendo com que a população entenda sua função e que tal função seja efetuada com eficiência. Tudo isto visando o uma melhor qualidade de vida para a nossa população. Só para terminar, descobri ontem que é possível ir a prefeitura ver os projetos do nosso governo, e é um direito do cidadão fazer isto. Irei buscar mais informações sobre o assunto. Desculpem-me pelo texto denso, mal escrito e sem foco, o mundo das idéias é diferente do mundo prático, e a idéia que eu tive foi muito vaga.

Sobre o comportamento de valorização da figura humana

Figura humana

Olá amigos. É enfrentando muita preguiça que eu escrevo novamente. Ultimamente eu tenho observado com bastante interesse este meu novo comportamento humano. Ele se configura quando há uma aceitação e envolvimento muito grande com a figura e objetivo humano, seja ela qual for. Essa configuração normalmente acontece quando o humano em questão valoriza todo o potencial e qualidade de vida que um humano bem instruído consegue trazer, independente de suas condições. Quando estas condições não são boas, entende-se que houve motivos que levaram aquele humano a tais condições, mas ainda sim há a esperança que ele pode se tornar melhor. Por valorizar e se envolver com a figura humana, desenvolve-se um sentimento de evolução por ela, ou seja, desejo de sempre que se torne melhor. E como se sabe, quando este sentimento se liga com algum objetivo, se ligam junto sentimentos de preocupação e afeto. Nota: quando falo figura humana, quero dizer uma figura utópica que esteja perfeitamente sintonizada com a evolução.

As conseqüências desta configuração são interessantes: como parte do objetivo humano é a reprodução, os relacionamentos começam a se tornar importantes. Os laços de afetividade com quaisquer humanos com configuração parecida começam a se criados com facilidade, devido a isto, acaba tornando-se mais carente e ligado aos pequenos detalhes. É nestas horas que as informações sobre a vida pessoal do outro se tornam interessantes, pois como há um envolvimento, estas informações podem ou não ajudar nos nossos objetivos humanos. Começa-se também a torna-se mais emotivo, por exemplo: achar bebês fofinhos ou respeitar aos mais velhos, pois no primeiro há todo o futuro da evolução, no segundo, toda a experiência. Torcer e se envolver com os objetivos dos amigos, bem como com o objetivo dos personagens fictícios ou até mesmo se apaixonar por estes. Ou ainda achar chocante alguma cena em que a evolução humana é sacrificada, como cenas de morte, violência, injustiça, etc.

Entendamos que a configuração de um humano consiste em vários conceitos, filosofias, experiências. Portanto, é perfeitamente possível que um humano valorize e entenda parcialmente a figura de um humano, ou mesmo a ignore completamente e valorize outro conjunto de valores. Existem pessoas, por exemplo, que valorizam a imagem humana, mas não entende como ela se comporta, por isso acaba supervalorizando aqueles com bom comportamento, e desvalorizando aqueles com mau comportamento. Existem também pessoas que são interesseiras a ponto de só gostar das pessoas se estas tiverem um conjunto de qualidades pré-determinada e aceitável, ignorando e desvalorizando as pessoas que não se encaixam neste grupo. Ambos os casos são considerados como distúrbios, pois estas pessoas simplesmente ignoram que com o devido esforço, as pessoas podem melhorar e trazer benefícios para a sociedade.

O interessante seria todos entendessem e se envolvessem com a figura do humano, pois daí todos teriam objetivos evolutivos mais conscientes e se ajudariam mutuamente. Estou sendo utópico, obviamente. Para ter uma boa imagem dos humanos, é necessário se ter uma visão bastante vasta da realidade, coisa que os distúrbios impedem que as pessoas tenham. Cada um dos distúrbios descritos a cima tem um motivo para existir, motivos bem comuns, que normalmente se relaciona a outros distúrbios sociais ou econômicos. De qualquer forma, acredito que está é a visão mais amadurecida para se ter, pois é ela que permite aos humanos terem maior noção de suas obrigações e responsabilidades das atividades de sobrevivência e reprodução. É interessante notar que a maioria das pessoas com uma grande quantidade de conhecimento humano e profissional e com poucos distúrbios tendem a ter uma visão parecida com a explicada por mim (isso me lembra o poderoso chefão).

O instinto humano tende aos distúrbios, e com este comportamento não é diferente. Por valorizar a figura humana, há uma tendência de tornar-se dependente dela e com isto exageradamente carente. Outro grande problema também é começar a depender daquilo que as pessoas não podem ou não estão dispostas a dar, seja por má vontade, por distúrbios, por falta de tempo, dentre outras coisas. É interessante também notarmos que quem tende a desenvolver primeiro os comportamentos de valorização da figura humana são as mulheres, já que é delas a principal responsabilidade de educar os filhos e cuidar da casa. São elas também quem acabam desenvolvendo tais distúrbios primeiro, e é por isso que vemos tantos homens reclamando do nível pegajoso das mulheres. É interessante evitar distúrbios através da racionalidade, já que estes causam menor qualidade de vida e de evolução.

De qualquer forma, estou escrevendo este tópico para explicar o quão interessante é eu estar vivenciando isto, e também para definir e repensar um pouco melhor nesta nova situação. Por começar a valorizar relacionamentos, não consigo mais me dedicar a atividades com muito distanciamento disto, como um jogo online, por exemplo. Começo também a sentir necessidade de trabalhar para ostentar um poder evolutivo maior e mais condizente com minha evolução, se bem que nesta parte eu estou sendo um pouco pretensioso. Agora fora do assunto da postagem, to começando a achar minhas idéias um pouco confusas na prática. Preciso entrar em contato com o mundo científico para ver se vale à pena depositar tamanho esforço na organização disto tudo. Enfim amigos, isto é tudo e até a próxima postagem.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Publicação: Dúvidas

Publicação e analise

Olá a todos. Essa semana eu gastei uma hora fazendo um texto apenas pelo desejo de atualizar o blog. Não perdi muito tempo estruturando a idéia nem nada, resultado: o texto se tornou confuso e sem rumo. Curioso que há uns dois anos atrás isto seria perfeitamente aceitável, eu terminaria o texto e o publicaria. Mas atualmente não pretendo mais fazer isto, porque parte do objetivo deste blog é o desenvolvimento da minha habilidade de escrita. Ainda sim a vontade de escrever algo persistia em mim, foi quando eu tive a idéia de fazer um texto literário nos moldes do anterior “Observadores”, que seria um dialogo rápido com pequenas e explicações narrativas. O conteúdo do texto anterior era a discussão filosófica sobre a existência, bem de acordo com o que eu costumo chamar de minha religião, o agnóstico determinista. Neste texto busquei a temática da psicologia evolutiva, contudo, ficou bem disfarçado, de tal modo que irei explicar.

Dúvidas

Estávamos num momento confuso da relação. Suspeitas nos rodeavam.
- Você acredita em mim, amor?
- Sim.
Os indícios do contrário eram fortes.
- Está mentindo?
- Não.
Na verdade não sabia, estava confuso.
- Confia mesmo em mim?
- Sim.
Confiava. Só me resta isso.
- Você me ama!
- Amo, de verdade.
Por te amar espero o teu melhor.
- Eu também te amo!
- Eu acredito.
Mesmo que não me ame, o bem que você traz já me faz melhor.

Abraçamo-nos.


Sinceramente amigos, eu não conheço o poder da psicologia evolutiva. Talvez ela seja fraca, mas eu acredito que ela é forte, mas não tão forte quando eu costumo fazer parecer. Existem muitas e muitas pessoas que encontram um bom caminho humano sozinhas, mas a psicologia evolutiva é a minha tentativa de estruturar e organizar a boa evolução, aumentando sua eficiência ao máximo desejável. Pretendo fazer mais textos com base na filosofia da psicologia evolutiva, por isso senti a necessidade de expor a idéia deste parágrafo para não criar maiores expectativas (e até mesmo para eu fixar esta idéia.)

Como eu já disse anteriormente, estava com vontade de escrever algo e já sabia o formato, só me faltava à cena propriamente dita que se encaixasse com a P.E.. Baseei-me num pequeno ocorrido comigo nesta semana e que refletiu, de algum modo, o período difícil de vários casais desequilibrados. São as dúvidas que acabam ocorrendo durante os tantos relacionamentos que as pessoas tendem a ter. Junto com a dúvida, o medo de estar sendo manipulado ao bel-prazer de outra pessoa, de se esforçar muito por ela e não receber nada em troca. São conflitos que acabam tomando muito tempo do casal, ou ainda leva a separação ou a outros distúrbios piores. Este texto tenta ser a exemplificação da resolução disto seguindo a Psicologia Evolutiva.

Para a resolução desse conflito, é necessária uma filosofia que compreenda perfeitamente bem o que é o amor. Como explicado anteriormente no livro e no blog, amor é a evolução equilibrada de todas as áreas da evolução, ou seja, tanto grupal quanto individual, e dos poderes humanos, sendo o significado de evolução, o torna-se melhor. Neste texto, vemos um humano que, por amor ou paixão, tem seu namorado (a) e ambos estão passando por conflito. Notemos que embora ele esteja em dúvida (quem já passou por uma situação parecida sabe a quantidade de sentimentos fortes que rola) ele decide fazer o que é melhor para o casal, acreditar nela. Por motivos de comodidade, assumi que o humano com dúvidas é masculino, e que o que se explica é feminino.

Entendamos a complicação da situação: Para chegar ao ponto dela perguntar a ele se ele acredita nela, significa que houve uma discussão sobre a verdade, e ela expôs o ponto de vista dela, que demonstra que a situação não é o que parece, contudo, os fatos mostram o contrário. É chegada a hora de ele decidir se acreditaria ou não nela. Acontece que se ele não acreditar nela, o namoro se tornará insustentável, e ele sabe disto. Então ele raciocina: ou ela está falando a verdade ou está mentindo, e se ela está preocupada em formular uma mentira, significa que algum interesse ela tem em mim. Resolve então confiar, e obtém a resposta que ela o ama. Ele continua seu raciocínio: talvez ela esteja também mentindo nisto, e se estiver, será difícil descobrir a verdade. Não posso deixar meus afazeres de lado apenas para pensar nisto, pois afinal, minha vida é tão importante quanto à dela. Só me resta confiar e aguardar a verdade.

No final ela declara que ele a amava, e ele confirma. Explica ainda que por amá-la, e aqui eu, no meu poder de autor, defino que é de forma equilibrada, deseja o melhor dela. Por isso ele diz “de verdade”, porque é o amor que a psicologia evolutiva considera verdadeiro, o equilibrado tanto racionalmente quanto instintivamente, o que busca o melhor. No final ela declara que ama ele, e ele diz que acredita. Neste momento acontece uma coisa curiosa, ele meio que faz um jogo de verdade: ele sabe que a ama e quer apenas falar a verdade, mas existe a possibilidade dela estar mentindo, então se ela mente, ele também se permite mentir. Isto faz ele responder “eu acredito”, e agir como se de fato, acreditasse. Esta mentira irá se tornar verdade com o tempo, assim como a declaração dela irá se mostrar verdadeira. Caso a declaração for falsa, a resposta também será e ambos mentiram. De qualquer forma, ele sabe que confiar é o melhor para o namoro continuar saudável.

Agora vamos ao ultimo pensamento dele mostrado no texto. Entendam que quando a psicologia diz evolução igual a amor equilibrado, é realmente equilibrado. É por isto que ele ama a si mesmo, e por amar a si mesmo, ele quer o melhor para si, sendo aparentemente o melhor para si tal namoro. De qualquer forma, mesmo que ela não o ame, o bem temporário que ela trás a ele já é bom, ele pode se dedicar aos já citados afazeres dele, que são coisas como trabalho e estudo. É por este mesmo motivo que ele resolve não gastar muito esforço tentando buscar a verdade, e simplesmente prefere confiar nela. Se, contudo, for descoberta a mentira e o namoro acabar, a principal prejudica será ela que fez algo errado, mostrando distúrbios filosóficos que podem prejudicá-la ainda mais individualmente, e o cara estará protegido pelo amor que ele tem a si mesmo, pois ele nunca deixou de fazer suas atividades de evolução em nome dela.

Segundo minhas teorias, é comum em alguns relacionamentos os envolvidos deixarem de exercer algumas atividades por causa do outro. Explicar tecnicamente isto iria demorar, por isso vou usar um exemplo: Um casal gosta de ir pras festas dançar, ambos são ciumentos, por isso, os dois concordam que um só pode ir para as festas com o outro, e quando vão, não podem dançar como dançavam e nem ficar com desconhecidos como ficavam. Notem então que há um sacrifício do casal, e se um dos dois “quebra” este pacto de sacrifício por um motivo qualquer, o outro estará se sacrificando por nada. Pode-se considerar que neste exemplo há distúrbios, e é este tipo de distúrbio que o cara tenta evitar quando racionalmente obriga a ele mesmo a si amar. Podemos verificar que no caso da mulher, se ela estiver distúrbio, nem mesmo este princípio básico ela pode seguir, o que poderá resultar numa péssima vida pra ela.

Analise concluída, agora vou concluir a postagem. Podemos perceber que várias das coisas que foram ditas por mim de forma técnica e cansativa já são de conhecimento popular, mas que não é aceito por muitas pessoas. Não irei entrar em detalhes sobre isso. Quanto ao texto, agora percebo que talvez tenha sido meio redundante, acho que este texto não está em sua melhor forma, por isso de repente ele meio estranho, provavelmente irei tentar melhorá-lo, mas mantendo a mesma proposta. O legal é que a maioria das pessoas que eu apresentei o texto diz ter gostado. Seria interessante não ser o criado dele para ter uma noção exata do que elas sentiram. Uma curiosidade final: comecei a escrever esta postagem num dia, acabei noutro. Enfim amigos, boa noite para todos e até a próxima postagem.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Reflexão: características da arte e analogia com meu blog

A arte, suas características e meu blog

Olá a todos. Novamente ao som do Miles Davis eu escrevo. Ultimamente eu tenho passado novamente por crises com este blog. Sua função na minha vida é confusa, e o esforço para atualizá-lo é grande. Planejei escrever sobre Grease, um filme antigo que assisti com meu amigo um dia desses, mas deixarei isto pra outra postagem. Para esta, irei fazer uma reflexão sobre a função da arte na nossa sociedade, e os atuais mecanismos que a produz e consome, pondo inclusive meu blog nesta perspectiva. Como essa introdução ficou um pouco pequena, vou enrolar um pouco mais. Sobre o meu twitter, escrever sempre a 140+ caracteres é cansativo. Na verdade, sua função também está confusa. Talvez eu já tenha dito que iria resolver isso antes, mas vou primeiro resolver o blog. Um pensamento pode ajudar o outro neste caso. Além de achar uma função apropriada para o twitter, quero acabar com a mania dos 140+ caracteres, e até pensei em fazer isso, seria tão simples. Mas preciso de um estopim, um evento que justifique a mudança de comportamento, e isto eu não tenho. Enfim, vamos a postagem.

Sobre a arte meus amigos, és algo que há muito tempo não se define, mas que existe como função de vida de várias pessoas. A psicologia evolutiva define a arte em si como a atividade de desenvolver novas tecnologias humanas, seja para qual for o fim, e o ato de produzir arte como uma forma de evolução abstrata. Abstrata porque ela não depende do ambiente para ter maiores chances de sobreviver e reproduzir, e sim das pessoas que entram em contato com a arte. Obviamente que o ambiente influencia o gosto das pessoas, contudo, são as pessoas que decidem valorizar ou não tal estilo de arte. Mediante a valorização é que há maiores chances de sobreviver e reproduzir do artista, o que constitui uma boa evolução. A própria sensação de evolução causa prazer no humano, e como a arte é uma forma de evolução, muitas vezes os artistas a usam como forma de hobby. Mas o problema é que na arte também há os distúrbios, onde as pessoas tentam melhorar as coisas que não necessariamente tragam maiores chances de sobreviver e reproduzir, apenas por agregar algum sentimento de evolução ou afeto a aquele algo. (Na minha visão, existem artistas que se esquecem de ter filhos e esposa em nome da sua arte, o que não é necessariamente saudável.)

Quando falamos em tecnologias humanas, a que a arte desenvolve, queremos dizer, de fato, qualquer coisa relacionada aos humanos. Seja pelos novos sentimentos que os traga, seja pela forma que uma mensagem é comunicada, seja pela forma como aquilo é utilizado na vida de uma pessoa, dentre varias outras aplicações das tecnologias humanas, tudo isto pode ser considerado arte. É a discussão destas várias funções que a arte pode assumir que me interessa escrever hoje. Para introduzir este assunto, vou relembrar o que eu e meu amigo Bruno Pontual discutimos um dia desses sobre a arte antiga pelos lados da Grécia e Roma, se bem me lembro. O meu professor de literatura tinha me dito que naquele tempo quem escrevia as peças de teatro eram os filósofos, e eles faziam isso com o objetivo de trazer para as pessoas novas experiências e conhecimentos humanos, para que elas saiam mais enriquecidas do teatro. Comparamos isto com a arte atualmente, e notamos que a única preocupação da indústria do entretenimento parece ser produzir arte para passar o tempo iludindo o instinto, gerando o consumo.

Outro detalhe observado por mim durante as minhas conversas com ele é que antigamente era fácil definir a arte, enquanto que hoje não é. Por exemplo, podemos classificar as obras românticas em gerações de acordo com as sub-características que cada uma delas apresentam, e estas estão inseridas dentro do contexto do romantismo. As características do romantismo por sua vez podem ser diferenciadas do barroco ou do arcadismo, pois são todas bem definidas e podemos apontar as causas para cada definição destas. Já na arte atualmente é difícil apontar as causas e definir os artistas, principalmente na indústria do entretenimento. Isto acontece devido a enorme facilidade que as indústrias oferecem aos artistas quando notam nestes potencial instintivo para o consumo. O artista, por causa disto, tem pouca oportunidade de amadurecer sua filosofia e conhecimento de mundo para criar uma arte que realmente comunique a realidade, por exemplo, produzindo apenas material de consumo para o público-alvo. Em comparação com antigamente, um artista deveria se esforçar muito para conseguir as habilidades técnicas para produzir a sua arte, conseqüentemente, acabava amadurecendo com os erros e acertos da vida.

A facilidade com que uma arte é consumida também é um bom ponto a ser observado. Enquanto que artes como música e filmes são consumidos rapidamente e com pouco esforço, um livro mostra-se bem mais demorado. Estas mesmas características também são notadas na densidade de conteúdo das mídias. Conteúdos densos levam mais tempo e esforço para serem absorvidos e geram mais resultados, conteúdos simples são absorvidos rapidamente e geram poucos resultados. Quando eu digo resultados aqui, quero dizer maior conhecimento sobre os humanos e sua realidade, pois tudo o que iludi o instinto tende a se tornar mais fácil de ser consumido e absorvido. Estes elementos acabam sendo fatores que filtram o público de acordo com os interesses e expectativas. Se determinado público tem expectativa de consumir algo rápido, não irá selecionar mídias demoradas e vice-versa. Se determinado público tem interesse de consumir algo denso, que lhe mostre a realidade, não vai selecionar algo simples e instintivo, e vice-versa. Normalmente as pessoas mais estruturadas racionalmente preferem o denso, enquanto que as que se deixam levar pelo instinto preferem algo simples. A oferta de tempo disponível também é uma determinante neste caso.

Agora que já explicado várias funcionalidades e aspectos da arte, vou enfocar um pouco neste blog. Nesta postagem estou tentando fazer uma analogia entre meu blog e a arte, porém, não considero que meu blog possa ser considerado como tal. Como muito já falei aqui, a princípio, sua principal função é apenas deixar registrada minhas idéias. Mas sinceramente, amigos, apenas esta finalidade não está mais sendo o suficiente. Se adentrarmos ainda mais no meu subconsciente, entenderemos que de alguma forma este meu blog é a forma com qual eu me imponho mundo afora. É a minha construção, e por isso eu faço questão de pô-lo no meu subnick. Tornam-se então funções secundarias a de registrar a evolução das minhas idéias e treinar meu hábito de escrever. Embora as secundárias sejam importantes, o que me motiva mesmo é a primaria, e ela não é exercida completamente enquanto as pessoas não lêem meu blog. O resultado disto é que se torna muito desgastante e sem propósito escrever para o blog na maioria dos casos.

Existem muitos motivos que levam as pessoas a não lerem meu blog. Vou explicar um por um neste parágrafo. O primeiro está na objetividade do blog: Se existe alguma arte, esta arte deve ter uma tecnologia que interesse a alguém. Neste blog eu não desenvolvo nenhuma tecnologia humana propriamente dita, mas apenas o estudo das tecnologias humanas. Acontece que o estudo das tecnologias humanas é algo extremamente denso, que necessita do distanciamento do estudante do seu instinto, além de uma grande dedicação. Por isso, poucas pessoas se interessam por este objetivo ou funcionalidade. O segundo é a forma como o conteúdo é exposto: e um exemplo disto é este texto, gigantesco. Nos tempos da indústria do entretenimento – e isto explica eu tê-la explicado a cima – ninguém cria a expectativa de, por exemplo, perder um dia inteiro apenas com um texto. As pessoas com a evolução comum desejam algo de fácil e rápido consumo e absorção, até mesmo graças as atividades evolutivas que elas exercem. É este o público para qual eu divulgo meu blog.

Um terceiro motivo ainda existe: minha falta de dedicação em passar o conteúdo de forma bem produzida, o que espanta até mesmo o grupo de evolução alternativa. Isto se exemplifica pelo fato d’eu quase nunca revisar meus textos. Poderia também trabalhar um pouco de marketing e fazer coisas pra atrair o instinto humano, como por imagens e grifar as partes importantes, mas não faço nada disso. Além do mais, será raro até mesmo a parte intelectualizada e que tem a expectativa instintiva de passar o dia fazendo o estudo de um texto, se interessar no conteúdo passado por mim, já que como eu disse, tal conteúdo necessita de um distanciamento instintivo e dedicação para ser absorvido, não sendo portanto simplesmente algo posto para ser refletido pelo instinto intelectual dos mesmos e torná-los mais complexos. Meu blog está destinado à ausência de público enquanto alguns dos seus aspectos não mudar, ou através de uma imensa improbabilidade do destino de aparecer alguém com as características necessárias para se interessar por ele.

Resta-me então decidir se vou abandonar o blog, se vou mudar e como mudar. O interessante é como a arte e a personalidade está relacionada com nossos princípios, e isto acaba por se relacionar com o nosso objetivo evolutivo. Meu instinto só se interessa em desperdiçar esforço com o blog nesta função, ou tema, e neste formato, pois eles se relacionam estritamente com minha personalidade e com meus princípios. Meu instinto quer ser observado, e quer ser observado do jeito que ele é, mas ninguém quer observá-lo, daí o conflito e a necessidade de mudar. A real discussão é se eu devo ou não mudar meus princípios, e se eu fizer isto, com quais objetivos eu devo fazê-lo. O desenvolvimento desta resposta está em como o meu instinto pode melhor alcançar altos poderes humanos, e isto é respondido pelo conjunto de habilidades que eu já desenvolvi e que eu tenho maiores chances de alcançar níveis altos. Claramente estou caminhando para uma evolução de poder racional, e daí precisarei converter esta para a evolução poder social e instintivo para manter-me equilibrado (isto está melhor explicado no livro).

A maneira mais eficiente de converter poder racional para o poder instintivo é através do poder social, ou seja, preciso gerar dinheiro pra com o dinheiro, gerar poder instintivo. Este blog claramente não é uma ferramenta pela qual eu possa fazer este tipo de conversão, já que ele não presta nenhum serviço a sociedade e conseqüentemente, não gera dinheiro. Contudo, devo-me lembrar das funções secundárias deste blog, e novamente é a elas que eu me agarro para mantê-lo vivo, que são as de me fazer estar em contato com a escrita e registrar minhas idéias. A primeira das citadas anteriores me faz ter maior capacidade de comunicação, ainda mais agora que eu estou tentando escrever melhor, e isto será importante no meio acadêmico ou em algum trabalho que eu tenha que utilizar os mecanismos racionais. A segunda é curiosa, se baseia na esperança de que alguém, algum dia, se interesse por isso – mesmo que este alguém seja eu mesmo -. São pequenas vantagens, mas que faz parecer ao meu instinto que é necessário manter este blog vivo.

Despeço-me com uma reflexão que me fez ter poucas mudanças, mas certeza de que o blog irá continuar vivo. Irei me esforçar para encontrar coisas para escrever nele nos momentos de tédio ou ainda arrumar alguma alternativa. Já que eu tenho metade de um parágrafo para escrever a despedida, vou contar as novidades de alguns dias pra cá (esta postagem demorou três dias pra ser terminada.). O diretor da minha escola se engajou na minha empreitada de forçar o sistema a conhecer minha teoria e me ajudou na questão daquele folheto publicado algumas postagens antes. Deu algumas dicas de design de marketing para o folheto, que ficou bem melhor, e irá ele mesmo levar o folheto para algumas universidades particulares além de alguns amigos seus da área da psicologia. Pra falar a verdade, estou um pouco nervoso com a responsabilidade que estou assumindo de encarar a comunidade científica, mas me sinto preparado o suficiente para isto e estou confiante. Paralelamente também estou me relacionado com os humanos a tal ponto de apaixonar-me, embora eu não tenha exatamente certeza do que eu esteja fazendo. Ainda sim, seja lá qual for o desconhecido que enfrento, sinto-me preparado. Enfrentar o desconhecido é o que os humanos fazem, o problema é fazer isto sem estar preparado. Enfim, encerrando a postagem, abraço a todos e até mais amiguinhos.