Introdução:
Olá amigos. Realmente faz um bom tempo que eu não escrevo, inclusive está quase acabando o mês. Não estou só distanciado de escrever, mas também das minhas teorias. Estou vivendo um pouco mais o lado prático da coisa agora, aprendendo a jogar league of legends e terminando de assistir algumas séries ou de fazer coisas que antes eu queria. Mas isto não significa que eu tenha abandonado o pensamento em si. Continuo observando as coisas e tenho sentido comportamentos interessantes durante a competição no LOL. Acredito que isto me enrique muito como pessoa, e também ajuda a aprofundar minhas teorias acerta do ser. Pretendo escrever sobre isso hoje e publicar um novo conto que eu fiz inspirado nas minhas idéias sobre desejo, vontade e manipulação do instinto através do raciocínio. Alias, se um dia eu realmente for publicar um livro, botarei alguns contos. Antes, gostaria de relatar que, por me concentrar demais em competição e por falta dos devidos investimentos, acabei abandonando meu programa de exercícios físicos. Próximo ano, com a chegada dos resultados do vestibular, eu terei o que é preciso para voltar a fazê-los. Agora, vamos à postagem.
Reflexões acerca do ego e minhas experiências:
O título dessa postagem é o parecido com o desse vídeo (link aqui), que foi passado por meu amigo dias atrás mas que só agora fui ver. Por coincidência, tenho tido experiências nos jogos que me iriam me motivar a falar sobre esse assunto, o ego. Nunca dei importância as teorias psicológicas consolidadas na academia científica por sempre pensar que o conhecimento devia vir a partir do momento que eu tivesse capacidade de percebê-lo ao meu redor, e parece que isto está acontecendo agora com o Ego. Pela primeira vez em muito tempo, eu senti meu ego batendo forte durante alguma ocasião, e essa ocasião foi durante as competições no League of Legends.
Sempre relatei aos meus amigos, e acredito que tenha algum registro disso aqui no blog, de que a psicologia evolutiva esmaga o ser. Na verdade ela esmaga o ego, porque põe o humano frente-a-frente com o que ele realmente é, com a verdade. Embora seja complicado definir o que seja verdade por causa dos sistemas humanos, que são um tanto mais complexos, eu geralmente assumo, desde aquela época, que verdade é a relação entre fator-resultado. Ou seja, quando eu aplicava verdade em psicologia, buscava saber quais fatores fez o humano se tornar o que é, não simplesmente assumia que o tal pessoa é como é porque é. Isso me deu um distanciamento dos sentimentos, tanto bons quanto ruins, porque eu apenas via uma relação de fator-resultado, nada além disso. Contudo, o ego é algo que vai um pouco além do fator-resultado, porque ele é a expectativa do fator-resultado que deseja ser alcançada independente da realidade. De certo modo, abandonar a expectativa de fator-resultado é abandonar o ego, já que a expectativa pode ser traduzida em desejo, foi isto o que eu acabei fazendo durante algum tempo.
Foi interessante notá-lo com força durante os jogos de LOL. Aconteceu da seguinte forma: eu ainda estou em processo de aprendizagem, portanto, ainda cometo muitos erros por falta de noção de tempo e posicionamento. Contudo, eu não jogo sozinho e com outras pessoas. Essas pessoas querem vencer, elas querem muito isso porque o tempo e esforço delas estão sendo investidos na partida. Elas querem se sentir bem com o gosto da vitória e da conquista. Porém, elas vêem a sensação essa sensação sendo perdida por causa de outra pessoa, e isso causa raiva nelas. É quando ocorrem os xingamentos a pessoa, e não ao fator-resultado, ou seja: é quando ocorrem os xingamentos ao ego. Eu tinha consciência do meu timing errado, bem como do posicionamento errado, e já estava trabalhando em melhorá-los. Já estava buscando formas. Mas a questão é que o ataque é a pessoa, não ao método. Ignora-se tudo o que a pessoa está trabalhando e ela simplesmente é chamada de “lixo” por cometer alguns erros.
Percebam então que se inicia uma disputa de egos. O ego de quem joga bem desenvolve uma expectativa de que vai ganhar o jogo, porque ele se esforçou e buscou as melhores formas de jogar e alcançar esse objetivo. Contudo, quando ele se depara com algum fator que o fará perder, algo que ele não deseja, ele sente raiva, e por impulso da raiva deseja destruir aquilo que o faz perder. O método que ele utiliza para destruir nesse caso é a agressão moral, que deseja atacar diretamente o ego da pessoa que ta fazendo o time perder. A pessoa que está perdendo e tem seu ego atacado moralmente busca se defender, porque ela sente que todas as habilidades que ela já adquiriu no jogo, que a fazem ser boa também, estão sendo ignoradas. Ela busca se defender atacando também o ego da pessoa que está ganhando, como acusar que só errou porque ele errou também, ou buscando algum defeito que não esteja sobre o domínio do seu ego para justificar os erros, como velocidade de conexão lenta, seleção de campeão ruim, time adversário muito forte contra aquele campeão, ou alguma coisa do tipo. Obviamente não existem apenas esses desfeches no conflito de egos, mas são os mais comuns. É possível notar que durante todo esse conflito o objeto final era um só: alcançar o que se deseja. Nesse caso era se sentir um bom jogador, não um jogador ruim.
Nenhum momento houve uma discussão baseada em fator-resultado durante o conflito entre os egos. Ou seja, em nenhum momento ambos os jogadores buscaram analisar o que estava fazendo quem ganhar, ganhar, ou quem perder, perder. Houve apenas acusações do que poderia ter sido feito no mundo de expectativas criado pelo ego de cada uma das pessoas. Uma fica dizendo que a outra poderia ter jogado melhor no que ela acha que poderia ter sido feito e não em consideração sobre o porquê aquela pessoa não fez aquilo. Quando leva, simplesmente assume que ele não fez porque é ruim, mas não busca realmente entender a relação entre fator-resultado que gera aquilo que ela deseja. O ego simplesmente assume que já sabe, porque fez algo parecido em algum momento mesmo sem saber como. Podemos perceber, inclusive, que o ego não se monta baseado no nada, mas sim num conjunto de experiências anteriores que se associam para projetá-lo naquilo que ela deseja. A idealização é alimentada quando, vez ou outra, por coincidência, o ego alcança o resultado que deseja já que ele é baseado em experiências anteriores idealizadas. Contudo, isto não é feito de modo consciente, pois a pessoa não busca entender toda a relação de fator-resultado que baseia aquilo que ela deseja.
O real problema da falta de consciência é esse: o ego se adaptar a um ambiente idealizado demais. O complicado disso é que, por exemplo, numa batalha do LOL, enquanto houver disputas de egos, não haverá o avanço da melhor maneira possível. Informações serão trocadas, mas informações imprecisas e manipuladas pela idealização do ego, tanto por parte de quem emite quanto por parte de quem recebe. A coisa não vai rolar tão eficiente quanto poderia ser, o esforço será mal empregado, sentimentos ruins vão ser invocados com mais freqüência que os bons devido a adaptação má estruturada. Um exemplo: durante uma partida de lol, o time sente que vai perder. A tristeza acontecerá por si só, porque perder não é o que eles desejam. Contudo, se junto a tristeza vier o sentimento de raiva, e esse sentimento for empregado em buscar um culpado, como o ego deseja, e não uma solução, haverá brigas e mais brigas e ninguém chegará a nenhuma conclusão. Caso contrário, um ego conscientizado iria buscar uma solução real para melhorar o desempenho do time, e o que antes seria motivo de acusações de culpa só se torna mais uma característica a ser melhorada entre tantas e tantas.
Eu busco construir um desejo consciente, desejar aquilo que eu sei que sou capaz por meio de associações ou analógicas, só falta esforço ou buscar outros modos. Neste caso, sei que sou capaz de me tornar bom no LOL, e estou me esforçando para isso. Eu quero isso porque é bom competir, deixa a mente afiada, acostuma ao esforço, aos erros e acertos. Contudo, durante uma dessas partidas, que foi a que eu me entreguei ao ego, o cara me chamou de lixo e eu resolvi revidar, embora soubesse que tanto eu não era o lixo, como ele não estava falando aquilo baseado em alguma linha de raciocínio, estava falando apenas por raiva. Revidei atacando seus erros, que é uma das formas padrões desse tipo de conflito se desenrolar. Realmente senti nessa ocasião que eu estava emitindo informações imprecisas, mas que eu tive que fazer para poder sustentar o ponto de vista forte que meu ego desejava para eu não me sentir ruim e fazer o cara se sentir ruim. Ou seja, eu me lembrava de algo mais ou menos parecido com o que eu tava falando, mas eu falava mesmo assim com firmeza pra não dar chance dele dizer que foi diferente, chegou a ser próximo da mentira. Isto não é necessariamente saudável, mas foi o que aconteceu. No final, a batalha nem tinha mais importância porque já estava perdida, o foco era a disputa de egos. Agora, pouco me lembro da partida, dos personagens ou quem foi o cara com quem discuti. Não devo ter aprendido muita coisa além da experiência de confronto em si, assim como ele.
Antes de encerrar esse tema, gostaria de fazer alguns acréscimos relacionados a ele: é um pouco difícil entender todos os fatores relacionados com um resultado. Tenho um amigo que ele se adaptou muito rápido ao LOL, mas ele já veio antes de jogos de PVP. Já outro amigo demorou bastante pra se adaptar ao LOL, esse jogou poucos jogos PVP, que são os de confronto entre os jogadores. Acredito que a experiência de outros jogos no estilo seja favorável a uma adaptação mais fácil, já que já se sabe o padrão de comportamento de jogadores, não do jogo em si, e se explora isso, como os erros. Esse amigo que se adaptou bem era bastante agressivo e se aproveitava muito dos erros dos outros jogadores, não do conhecimento da mecânica do jogo em si. Ela ser boa no jogo por ter experiências em outros jogos não invalida ela ser boa, apenas justifica. Do mesmo jeito, esse meu amigo que se adaptou lentamente ao jogo não pode ser chamado simplesmente de ruim, é fazer uma comparação entre os estilos de obter o resultado para descobrir o que um tem e o outro não, daí então se desenvolver um projeto pra alcançar isso também. O que falta nesse amigo nesse caso é agressividade, ele foca demais no estudo teórico da mecânica do jogo e cometia erros da dinâmica que acontece, mas que não se específica em teoria, como o tempo de ação, por exemplo. Esse amigo que ganhava bastante tinha um ego bastante idealizado. Quando perdia o jogo nunca era culpa dele, mas quando ganhava, era ele que tinha carregado o time para a vitória.
Conto:
Os chocolates e a existência
Eu adoro chocolates. Chocolates são muito bons. Minha casa é cheia deles. Estão em todos os cômodos. No quarto, no banheiro, na cozinha, na sala de estar. Vários tamanhos, formas, embalagens e sabores. Eles já fazem parte da decoração da minha casa. Li em uma pesquisa que neles há substâncias que estimulam os hormônios do prazer ao chegarem ao cérebro. Não sei se é por causa disto que eu os gosto tanto, mas como-os sempre que posso, sempre que quero me sentir bem. Muitas pessoas me criticam por este meu hábito. Sustentam-se no fato de que este excesso não é bom para a saúde.
No começo eu ignorava isso, mas agora já vejo as conseqüências. Engordei muito. Agora sinto dificuldades de fazer quaisquer tipos de atividade física. Pior, preocupo-me com minha saúde. Provavelmente viverei menos se continuar nesta condição. Não quero isto. Como chocolates para me sentir bem, mas para isso também preciso estar viva. Sem contar que preciso fazer outras coisas para me sentir bem. Já notei que o efeito prazeroso do chocolate passa caso seja consumido demais. Suponho que seja o mesmo mecanismo das drogas convencionais: quanto mais se usa, mais é necessário usar para que o mesmo efeito surja novamente. Está decidido, vou parar de comer chocolates, mas não posso simplesmente parar, eu já tentei. O desejo fala mais alto. Se eu depender meu bem-estar apenas deles, estou condenada.
Preciso descobrir como fazer isto para não dar errado como na ultima tentativa. Algo me fez comê-los, talvez se eu descobrir o que foi poderei mudar a causa e então a conseqüência. Comecei a comê-los por puro acidente. Um dia eu estava triste e buscando algo para me animar. Comi uns chocolates que estavam perto dali. A tristeza era por algo que eu não lembro mais, mas adotei o costume. Recorria a eles na maioria dos momentos que não estavam ao meu agrado. Logo comecei a deixar de ligar para as coisas que me deixavam tristes ou buscar coisas para acabar com o meu tédio. Substitui as atividades saudáveis, porém difíceis, por chocolate. Acho que sem perceber entrei em um ciclo vicioso e agora estou presa. Abandonei tudo o que me fazia bem e dava prazer por algo que dá prazer com facilidade, mas que não faz bem.
Estou onde estou por buscar facilidade sem pensar nas conseqüências. Agora começarei a buscar dificuldade pensando nas conseqüências, que neste caso será a saúde. Busco saúde, este é meu desejo agora. O que faço? Não é algo tão fácil. Exatamente, não é fácil, mas é saudável. Começarei por um esporte, depois uma dieta, e depois novos projetos para ocupar o tempo livre. Arte, estudos, entretenimento, algo que eu deseje a ponto de substituir o desejo que tenho por chocolates. Não será fácil descobrir isto, mas buscarei. Existem muitas coisas neste mundo, alguma delas há de despertar meu desejo mais que comer chocolates. Inclusive, já sei por qual esporte começar: futebol. Comprarei uma bola.
Quando criança, nas reuniões de família, meus tios costumavam organizar um enorme futebol para todas as crianças se entreterem. Formavam-se os times. Minhas primas jogavam muito bem, coisa pouco comum para meninas naqueles tempos. Isto, talvez, tenha motivado o meu desejo por jogar igual a elas, que de tão boas os primos faziam até questão da sua presença no time. Mas eu tinha pouca oportunidade para jogar futebol ao contrário delas. Contentei-me com minha situação e nunca tentei jogar. Acordarei este desejo. Encontrarei formas de realizá-los, afinal, não é algo impossível já que eu vi tantas pessoas fazendo. Entrarei numa escola de futebol. Aproveitarei e já iniciarei desenvolvendo um novo regime alimentar, próprio para o desenvolvimento saudável.
Como isto é difícil, tive que procurar um nutricionista. Ele me falou que terei que readequar meu paladar, pois o gosto da comida ruim é meu corpo estranhando a novidade e logo aprenderei a apreciar tais sabores. Talvez o corpo humano tenha certas tendências, como apreciar coisas doces ou gordurosas. Uma explicação para isto seria nossos antepassados terem passado muitas crises alimentar, e aqueles que comiam todo doce e gordura que encontravam sobreviviam mais. De qualquer forma, o nutricionista me garantiu que eu apreciarei os novos sabores assim que eu me acostumar com eles e perceber o quanto são uma boa opção alimentar. De certa forma, estou olhando o chocolate agora com certo receio enquanto que antigamente o olhava como algo maravilhoso. Se eu transformei algo tão bom em algo médio, existiria algum motivo para não conseguir transformar algo médio em algo bom?
Comecei a treinar futebol. Ai! Como eu sou ruim. As garotas preferem não me escolher. Eu as entendo, elas querem ganhar. É comum ouvir delas que eu não deveria estar ali, estou atrapalhando o ritmo de treino, a dinâmica de jogo. O professor me apóia e umas poucas também. Sou atenciosa, mas é a primeira vez que jogo com todas as regras e preposições táticas. É quantidade razoável de informações, algo que se torna um problema já que até dominar a bola é algo que eu não consigo fazer com facilidade. Minhas primas jogavam tão bem ainda com pouca idade. O pai delas as fazia sempre jogar futebol. Somos da mesma família, portanto, provavelmente temos condições corporais parecidas. Devo conseguir desenvolver as mesmas habilidades que elas, mas preciso treinar. É isto o que elas tinham e eu não tenho até hoje.
Cheguei em casa. Os chocolates continuam decorando os cômodos. A vontade de comê-los bate, mas não me entregarei. Encontrarei o prazer que antes eram deles nos meus novos projetos. Minha refeição é a que foi prescrita no regime. Continua ruim, mas agora menos ruim. O gosto fica na memória, e eu costumo associá-lo sempre a saúde e a satisfação da fome. É uma tentativa de tornar o processo de adaptação mais rápido. Mas os chocolates continuam me chamando. Comê-los faria sentir-me satisfeita rapidamente, mas eu não estou satisfeita agora? Tenho um projeto a fazer, um bom projeto. Sim, estou satisfeita, mas de um modo diferente. Estou satisfeita, mas não estou me sentindo bem. Estou neutra. Este estado já costuma chamar os chocolates, mas o que eu farei agora é outra coisa: treinarei futebol. Vou passar o resto do dia brincando com a bola nos tempos apropriados. Este acréscimo de intimidade com a bola fará eu me acostumar mais rápido com o treinamento lá na escola, sem contar que será um passa-tempo para eu não pensar nos chocolates.
Como me sinto estranha tentando fazer algo que minhas primas quando crianças faziam com tanta habilidade. Estou errando tudo, mesmo tendo mais idade. Existem crianças tão melhores que eu nisto, pensar nisso me desanima. Essa desanimação me dá vontade de comer chocolates. Oh... Não! Não irei. Se não for o futebol, será outro projeto com a mesma finalidade. De qualquer forma, crianças não devem nascer sabendo. Todos dizem que crianças aprendem rápido, talvez porque tudo seja novidade para elas e porque elas não têm medo de se divertir com as coisas mais bobas. Nestas diversões elas aprendem muito e sem perceber se tornam aptas a jogar futebol bem. Talvez até exista sentimento de competição enquanto criança, mas não o suficiente para que a diversão seja esquecida. Contudo, o mesmo não se aplica quando elas são estimuladas a competirem artificialmente. Não é o caso das minhas primas.
Vou me divertir. Não vou esquecer-me do objetivo, nem vou esquecer-me do treinamento, mas vou preferir passar mais tempo fazendo algo que me divirta do que passar pouco tempo fazendo algo sério e que eu não goste. Isto me fará mais saudável, e o objetivo final disto tudo é isso. Assim o fiz, passei horas tentando fazer certas brincadeiras com a bola. Equilibrá-la no meu pé foi um desafio, já estou conseguindo. Chutá-la na parede e deixá-la bater no chão apenas uma vez e dar outro chute. Fiz algumas adaptações na casa para poder fazer esse tipo de coisa. A parede ficou toda manchada, mas não é algo que me incomode. O dia passou rápido hoje, estou me sentindo satisfeita em ter equilibrado a bola no pé daquele jeito. Isto parece uma besteira, mas não duvido que isto vá me ajudar no treinamento e que logo estarei jogando futebol razoavelmente bem, o suficiente para não atrapalhar a dinâmica de jogo e me sentir parte de toda aquela emoção.
Quando acordei, antes de ir trabalhar, meu telefone toca. Era um parente anunciando algo terrível: minha mãe morreu. Foi um choque. Passei alguns instantes na cama, não acredito que isso aconteceu. Comecei a chorar. A morte, um acidente de trabalho. Minha mãe já estava em meia-idade, mas ainda duraria muito tempo. Ela trabalhava em uma indústria importante, porém, nova. Continuei chorando, não fui ao trabalho. Meu tio veio me buscar, não consigo acreditar. Sim, era verdade. Um representante da empresa veio falar comigo pedindo desculpas, acidentes como aquele nunca haviam ocorrido antes e medidas serão tomadas para que aquilo não aconteça novamente. Estava muito triste, voltei para casa. Não fui treinar, quis evitar chorar em público. Eles não podem me ajudar. Continuei chorando ao relembrar de todos os comportamentos que só eu e minha mãe tínhamos. Coisas vindas do nosso passado. Agora restam as lembranças. Meu pai e irmãos estão muito sensibilizados também, uma parte importante nossa se foi com muito ainda a viver. Não há o que fazer, continuaremos a nossa vida, voltei para casa.
A tristeza continua em mim. É algo ruim, quero que isso passe. Mas sempre volta quando eu penso que minha mãe morreu. Quero me sentir bem novamente. Os chocolates estão aqui perto, é só eu levantar e pegá-los. Sentirei prazer, me sentirei bem, embora isto me faça mal. Porque eu quero me sentir bem agora? Porque eu preciso me sentir bem agora? Não, eu não preciso. Minha mãe morreu, e isto é algo importante para mim. Eu quero sofrer. Eu quero sofrer como homenagem, eu quero sofrer como forma de eu me acostumar a um mundo sem ela. Não vou tentar apagar a morte dela com algo que faça mal, como os chocolates. Vou deixar meu instinto encontrar um caminho saudável para se acostumar com este novo mundo. Eu sei que ele irá fazer isto, pois todos os dias milhares pessoas diferentes perdem coisas preciosas para si e encontram o caminho para continuar vivendo. Só terei que ter paciência e viver meus sentimentos.
Alguns dias se passaram após o acidente. Preciso voltar a trabalhar, afinal, isto é minha sobrevivência. Os dias se passaram e as coisas foram voltando ao normal. Eu já não chorava por qualquer lembrança. Senti que poderia voltar ao futebol sem maiores problemas. Lá, algumas pessoas sentiram falta de mim, algo que eu não esperava. Um bom acidente talvez, que acabei aproveitando. Convidei-as para sair. Tornamos disto um hábito. Logo freqüentávamos filmes, escutávamos música, compreendíamos arte. Não era sempre bom. Havia briga algumas vezes, divergências, coisas do tipo. Mas com o tempo, depois de superar essas coisas e principalmente por participarmos da mesma escola, acabamos criando uma ligação forte, familiar. Numa noite dessas redescobri minha sensualidade numa boate. Isto foi algo bom também. A forma do meu corpo ainda não está plenamente dentro dos padrões sociais valorizados, mas bons homens saberão aproveitá-lo. São esses os que eu quero. Não ligo caso ele não chegue nestes padrões, afinal, não irei trabalhar com o corpo. Só preciso que ele seja saudável.
Agora estou aqui. Saudável, aprendendo nos momentos ruins, aproveitando os momentos bons, buscando coisas novas nos momentos de tédio, mas satisfeita em ambos os casos. Satisfeita em estar desenvolvendo um bom projeto de vida, satisfeita em conseguir as coisas que desejei, e de ter desejado coisas boas para mim. Não busco mais mentir sobre meus sentimentos ou maquiá-los. Busco redirecioná-los com meu raciocínio para uma boa direção, e, essencialmente, vivê-los. É interessante perceber como eu estava seguindo uma vida artificial, condicionada, aprisionada há alguns poucos elementos, destinada a deterioração. Agora estou livre para buscar o que quero, e o que eu quero é sentir a vida da melhor maneira possível. Quanto aos chocolates, eles ainda são uma bonita decoração. Vou deixá-los nesta situação por um bom tempo. Eles são uma lembrança de onde a minha falta de consciência sobre minha existência me levou: a quase não existência.
Encarramento:
Ao final de mais uma postagem, gostaria de comentar sobre o texto a cima. A idéia dele surgiu quando eu percebi que as pessoas tinham pequenos relances de desejo de algo mais fácil como forma de substituir um desejo mais difícil. Sofrer se tornou algo evitado em nossa cultura, e isso não é necessariamente saudável. Tento mostrar no texto, através da boa representatividade dos chocolates, que sofrer faz parte do processo de adaptação do desejo a coisas realmente boas, que é necessário que o instinto se acostume com elas mesmo sendo difíceis. É interessante notar como até mesmo as formas de entreternimento e de comemoração atualmente são baseadas em coisas de comusumo simples, mas que prejudicam, ao invés de coisas de consumo complicado mas que fazem bem. Exemplo: uma festa cheia de bebida ao invés de algum tipo de comemoração saudável e recreatíva ou esportiva. Até mesmo as danças se adaptaram a essa tendência, quando percebe-se que as pessoas dançam com pouco treinamento, mas com necessidade de estarem bem-vestidas. Enfim, até a próxima postagem amigos, abraços.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
domingo, 30 de dezembro de 2012
Reflexões acerca do ego e minhas experiências e publicação de conto: Os chocolates e a existência
Postado por:
Devir Social
às
02:32:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Criações,
Estudos,
Literatura,
Psicologia
domingo, 2 de dezembro de 2012
Configurações sociais da evolução e publicação: Energia da existência, Função do sofrimento e A entrevista da idealização
Introdução:
Olá amigos. Hoje a postagem tratará apenas de uma curiosidade que eu notei como também de publicações de dois poemas novos. Estes poemas saíram com um tanto de dificuldade, não ficaram exatamente bons, mas eu gostei do resultado e acredito ter chegado ao fim. Sobre as novidades: não vou mais pro pré-vestibular porque minha prova só é específicas, vou estudar em casa provavelmente. Minha nota da UPE parece ter sido boa, porém, não tive nenhuma outra prova pra utilizar de comparação. Dizem que minha nota do ENEM será o suficiente pra passar na Rural no curso que eu quero. Só me resta esperar. Estou jogando Lol e me divertindo bastante. No começo eu morria muito, mas já estou conseguindo me adaptar bem ao jogo e conseguindo interagir com bons jogadores. O curioso que jogar lol é a meio que a observação prática de toda a teoria sobre adaptação. Pessoas te xingando e você tendo que ser forte no que você é para agüentar e aprender, errando bastante. É preciso esperar que a mente consiga se adaptar ao cenário novo, e ela só faz isso através da tentativa, erro e acerto. Vamos à postagem de hoje.
Configurações sociais da evolução:
Explicar o que significa a evolução humana é realmente algo muito complicado. Entender a dinâmica entre o individuo e grupo, observar as várias formas que uma configuração social pode assumir, e entender quais fatores fazem isto se tornar desta forma é uma das coisas que tem me chamado muito a curiosidade. Durante as minhas observações acerca dos períodos históricos, que foram obtidas através da mídia de entretenimento ou do ensino médio, eu pude perceber as várias formas que a sociedade se organizou. Meu interesse nessa postagem será simplesmente analisar algumas delas e relacioná-las com a dinâmica grupo-indivíduo para explicar sua estabilidade, e observar quando esta estabilidade foi quebrada. Obviamente que isto será feito de forma muito superficial, só a título de curiosidade e como rascunho de futuros estudos. Como eu não estou me baseando em nenhum tipo de fonte histórica em específica, apenas em noções gerais, vou descrever algum tipo de civilização e explicar as características dela segundo as propriedades da p.e. Vamos a primeira.
Primeiro vamos começar por uma sociedade que contenha escravos. Sociedades que contém escravos é algo muito curioso, pois há um nítido contraste entre os indivíduos e as características e modos de evolução entre cada um deles. É possível explicar esse contraste através da seguinte analogia: cada pessoa teria sua parte na sociedade, porém, a escravidão faz com que a maioria dê sua parte para uma minoria, e daí surge uma minoria tendo muito e uma maioria tendo pouco. Mas o que faz uma maioria dar sua parte para a minoria? Como meu objetivo nesta postagem é explicar isto através da p.e, vou analisar isto de acordo com que os grupos fazem para se satisfazer, que seria o auge da adaptação e da evolução. O grupo rico se satisfaz mantendo seus escravos e, através de seus escravos, concretizando seus desejos. Ou seja, se seu desejo é dominar algum lugar apenas por diversão ou por necessidade de manter fontes de recursos, usará seus escravos. Se seu desejo for usar seus escravos para ele ganhar muito dinheiro para desenvolver um bom status, ele o fará. Enfim, neste sistema, os escravos sempre farão algo muito trabalhoso, mas com pouca técnica para seu dono. É possível concluir, através disto, que uma sociedade escravagista deve ter funções de baixa complexidade.
Já os escravos, por sua vez, tiveram seus desejos castrados através das gerações. Falando de outra forma, todo o tipo de coisa que eles desejavam eram negadas a eles, e aos poucos, através da capacidade associativa humana, eles foram aceitando que sua realidade era aquela e que não havia o porquê desejar coisas complexas. Acabavam por desejar coisas simples, como sobreviver, reproduzir, algumas festas talvez. Obviamente, mutações sempre ocorrem, e através de contatos dos escravos com certas experiências, principalmente em funções especiais, eles percebiam que podiam mais que ser escravos. Quero dizer, entre os escravos, havia os mais ou menos satisfeitos em serem escravos e os não satisfeitos em serem escravos. Estes buscam alternativas, estes são as mutações. O que torna os escravos presos dentro do sistema é justamente a força daqueles que impedem as mutações. Se um escravo tenta algo novo, como fugir, ele é perseguido e morto, não incentivando mais este tipo de mutação. Afinal, quem buscasse fugir daquela mesma maneira saberia que estaria morto, através da associação. Novos modos de fuga eram encontrados, alguns com sucesso, mas a força dos opressores nesse tipo de sistema costuma ser muito grande, força esta vinda da tecnologia.
Existem também escravos através da força religiosa. Pessoas que acreditam que se não servirem vão para o inferno ou algo parecido. Neste caso, podemos falar sobre as sociedades religiosas como um todo. Este tipo de sociedade utiliza seus deuses como a força da materialização de seus desejos e valores humanos. Por exemplo, se uma sociedade valoriza a guerra como forma de se satisfazer, de ter o que deseja, seus deuses serão os da guerra. Escravos neste tipo de sociedade servem com satisfação, já que acreditam que estão servindo para um bem-maior de seus deuses e que algo bom acontecerá quando eles morrerem. Obviamente, há mutações, e deve haver mecânicas para impedir estas mutações. De qualquer forma, os escravos contribuem bastante para que a civilização cresça forte. Há também uma divisão da sociedade por vontade divina. Exemplo, reis que são os próprios deuses, representantes dos deuses ou protegidos dos deuses. Isto se explica já por o rei representar a vontade da sociedade em questão. Satisfazer o rei é satisfazer a si próprio. Rei protegido, sociedade protegida. Rei agressivo, sociedade agressiva. Assim funciona a dinâmica dos desejos dessa sociedade.
Observem que nestes casos não havia direitos humanos. Direitos humanos é uma invenção muito interessante, vinda da autonomia de cada indivíduo em seus desejos. Surgiu quando a sociedade começou a desenvolver condições para o consumismo, que é uma tecnologia social que dá um motivo as pessoas para desejar e produzir de forma que seja aproveitável pela sociedade a ponto dela obter sua manutenção. Foi quando esta tecnologia se desenvolveu que a escravidão se tornou algo obsoleto, pois era mais produtivo ter gente consumindo das indústrias e concentrando o dinheiro que ter escravos só produzindo coisas com pouca complexidade e não aproveitando a indústria. A produtividade era convertida, também, em desejos para aqueles que a dominavam. O dinheiro das indústrias sendo utilizados para fazer guerra ou para agitar a competição entre os próprios donos da indústria, isto para satisfazê-los. A partir daí um novo sistema surgiu, o capitalismo. Pessoas livres para desejar, e como elas não têm poder o suficiente pra desejar qualquer outro tipo de coisa mais complexa, desejam o consumo, e ele acaba sendo utilizado para produzir o capital que torna a sociedade mais forte.
Energia da existência
Somos ferramentas de gastar energia concebidas pela realidade.
Encontra a forma de gastar a tua energia, e eu a apreciarei,
Encontrarei a minha forma de gastar energia, e tu apreciarás.
Talvez a tua forma ajude a minha, ou a minha ajude a tua,
Mas apreciaremos, pois sentir a beleza é satisfazer a existência.
Função do sofrimento
Desejar é sofrer, sofrer é se adaptar.
Ao que se adaptar? A escolha é tua,
Liberdade tu tens, descubra a si mesmo.
Pois és tu quem viverá teus sentimentos.
Teu sofrimento revela tua adaptação,
Tua adaptação revela teu ser, diferente.
A diferença mostrará tuas propriedades,
Conheça-as e utilize-as como tua força.
Força para assumir tua adaptação,
Suportar as incertezas do diferente,
Sentir o sofrimento e não desistir.
Assim darás um bom valor à liberdade,
A usarás para explorar a tua realidade,
Encontrar nela teu ser e nele se satisfazer.
A entrevista da idealização
Durante uma entrevista, surgiu a pergunta:
- Como foi a sua relação com seu pai? Você sente falta disto?
- Foi inexistente. Porém, não pense que por causa disto eu sofri ou sou insatisfeito por sentir a falta de algo na minha vida. É comum as pessoas buscarem a causa de seu sofrimento em coisas externas a si. A ausência de algum benefício, a presença de algum prejuízo, quaisquer coisas que as torne diferente do que a maioria aparenta ser se torna, portanto, motivo para justificar a própria insatisfação. De fato, eu não tive um pai e isto, de maneira padrão, representa prejuízo, pois um pai ensina a seu filho a maioria das mecânicas básicas de socialização e profissionalismo no meio masculino. Realmente, obtive este tipo de conhecimento um pouco tarde em relação à maioria das pessoas e isto pode ser considerado um prejuízo. Porém, isto não é motivo para eu me sentir insatisfeito e desejar um pai. Existem muitos fatores que compõe a vida humana, todos eles determinado por histórico ou sorte, para quem assim preferir. Ter ou não ter pai é apenas um deles. Assumir que minha vida seria melhor e eu me sentiria satisfeito só por causa da presença de um pai é assumir uma idealização. E, embora a maioria das pessoas acredite nesse tipo de idealização e se sintam insatisfeitas por não ter o que idealizam, eu entendo que isto é apenas uma mecânica do instinto humano e não entrego o meu desejo a isto. Este tipo de mecânica, que se baseia na observação do dia-a-dia das pessoas como referência de análise para a própria vida, assume determinados valores instintivos que, uma hora ou outra, se tornam idealizações de desejos. Mas uma análise pouco aprofundada acaba revelando apenas o mundo das aparências, que não contempla o que realmente se passa nos elementos observados. Observem que sempre que uma pessoa que não tem algo o idealiza, esta idealização é concebida da melhor forma possível e se assumi que, através dela, a vida seria melhor e ela finalmente se sentiria satisfeita. Ao exemplo do pai, quando o imaginam, é sempre um que pode ajudar naquilo que a função de pai se pressupõe necessária. Neste cenário, realmente, um pai pode ser algo válido a se desejar. Contudo, se ao invés disto imaginassem um pai cheio de defeitos, problemas, preconceitos e vícios, que tornasse a vida do filho pior e não melhor, ele se torna algo dispensável. Mesma analogia para todas as outras situações de idealização. Seja para namoro, trabalho ou carro, quando há a idealização também há a formação da imagem sobre como aquilo irá suprir perfeitamente a insatisfação da vida. Não se mensura todos os pequenos problemas que tais elementos podem realmente trazer caso existissem, coisa que com muita probabilidade existe, mas que a análise pouco aprofundada, que para apenas no mundo das aparências, não revela. Se isto fosse mensurado, a idealização se tornaria muito parecida com a realidade e a pessoa iria idealizar outra coisa como resposta a esta situação ou simplesmente não desejaria o que idealiza. Afinal, elas idealizam por estarem insatisfeitas, e estão assim por não saberem resolver os problemas da sua vida e da sua realidade ou não ter desejo de resolvê-los por entregá-lo a suas idealizações. Há ainda quem diga que sabe que sua idealização não é perfeita, mas que se apega na idéia de que este ideal é o suficiente para fazê-la satisfeita. É preciso lembrar que este caso ainda se trata de uma idealização, e se ela idealiza e não realiza, é porque existe algo que não está coerente entre o ideal e a realidade. O único jeito de perceber completamente a realidade é vivendo-a. Sendo assim, qualquer universo idealizado tende ter uma transição para a realidade incompleta. Porém, buscar o ideal não deve ser tratado como algo ruim. Mas é preciso buscar saber que ideal é este e como fazê-lo se tornar real antes de desejá-lo. Quando isto for feito, que utilize o desejo como ferramenta para fazer o ideal se tornar real. Se o ideal surgir apenas do mecanismo associativo do instinto humano, sem nenhuma análise se realmente é ou não algo válido, sempre surgirá elementos como motivo da insatisfação humana. Neste caso, um pai, em outros, um carro, um emprego ou um namoro melhor. Se a pessoa tiver todos estes elementos concretizados, mas ainda não souber como resolver seus problemas e fazer da sua realidade o que ela quer, fatalmente irá buscar outros elementos de idealização como resposta aos problemas que surgem pela dinâmica desconhecida da natureza e ela nunca se conectará, de fato, com sua realidade.
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Fazia tempo que eu não me permitia ser um tanto impreciso e livre nos meus textos como eu fiz no “Configurações sociais da evolução”. De qualquer forma, ele deve ter um monte de imprecisões e é apenas um rascunho feito a título de curiosidade. Sobre os poemas, eles saíram um tanto forçado, mas saíram. Cada dia mais difícil criar poemas novos sobre o tema, a fonte criativa acabando. Penso em desenvolver algum método pra ver verificar os temas que estão faltando e escrevê-los. Mas eu sinto preguiça, talvez ficasse artificial demais, talvez fosse muito trabalho a toa, não sei se teria utilidade. Vou esperar e ver o potencial e o motivo dos meus poemas. Sobre “A entrevista da idealização”, acredito que isto seja um conto. O escrevi baseado em mim como ponto de partida, até para ele ter uma força representativa maior, porém, ele vai além de mim. Ele é a tentativa de explicar um comportamento muito comum na sociedade consumista que temos, e, além disto, tentar mostrar uma solução, ou pelo menos que não se deve continuar com isto, buscar alternativas. Enfim, amigos, encerrando mais uma postagem. Vou tentar jogar Lol, se minha internet permitir, ou alugar um filme. Um abraço a todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Hoje a postagem tratará apenas de uma curiosidade que eu notei como também de publicações de dois poemas novos. Estes poemas saíram com um tanto de dificuldade, não ficaram exatamente bons, mas eu gostei do resultado e acredito ter chegado ao fim. Sobre as novidades: não vou mais pro pré-vestibular porque minha prova só é específicas, vou estudar em casa provavelmente. Minha nota da UPE parece ter sido boa, porém, não tive nenhuma outra prova pra utilizar de comparação. Dizem que minha nota do ENEM será o suficiente pra passar na Rural no curso que eu quero. Só me resta esperar. Estou jogando Lol e me divertindo bastante. No começo eu morria muito, mas já estou conseguindo me adaptar bem ao jogo e conseguindo interagir com bons jogadores. O curioso que jogar lol é a meio que a observação prática de toda a teoria sobre adaptação. Pessoas te xingando e você tendo que ser forte no que você é para agüentar e aprender, errando bastante. É preciso esperar que a mente consiga se adaptar ao cenário novo, e ela só faz isso através da tentativa, erro e acerto. Vamos à postagem de hoje.
Configurações sociais da evolução:
Explicar o que significa a evolução humana é realmente algo muito complicado. Entender a dinâmica entre o individuo e grupo, observar as várias formas que uma configuração social pode assumir, e entender quais fatores fazem isto se tornar desta forma é uma das coisas que tem me chamado muito a curiosidade. Durante as minhas observações acerca dos períodos históricos, que foram obtidas através da mídia de entretenimento ou do ensino médio, eu pude perceber as várias formas que a sociedade se organizou. Meu interesse nessa postagem será simplesmente analisar algumas delas e relacioná-las com a dinâmica grupo-indivíduo para explicar sua estabilidade, e observar quando esta estabilidade foi quebrada. Obviamente que isto será feito de forma muito superficial, só a título de curiosidade e como rascunho de futuros estudos. Como eu não estou me baseando em nenhum tipo de fonte histórica em específica, apenas em noções gerais, vou descrever algum tipo de civilização e explicar as características dela segundo as propriedades da p.e. Vamos a primeira.
Primeiro vamos começar por uma sociedade que contenha escravos. Sociedades que contém escravos é algo muito curioso, pois há um nítido contraste entre os indivíduos e as características e modos de evolução entre cada um deles. É possível explicar esse contraste através da seguinte analogia: cada pessoa teria sua parte na sociedade, porém, a escravidão faz com que a maioria dê sua parte para uma minoria, e daí surge uma minoria tendo muito e uma maioria tendo pouco. Mas o que faz uma maioria dar sua parte para a minoria? Como meu objetivo nesta postagem é explicar isto através da p.e, vou analisar isto de acordo com que os grupos fazem para se satisfazer, que seria o auge da adaptação e da evolução. O grupo rico se satisfaz mantendo seus escravos e, através de seus escravos, concretizando seus desejos. Ou seja, se seu desejo é dominar algum lugar apenas por diversão ou por necessidade de manter fontes de recursos, usará seus escravos. Se seu desejo for usar seus escravos para ele ganhar muito dinheiro para desenvolver um bom status, ele o fará. Enfim, neste sistema, os escravos sempre farão algo muito trabalhoso, mas com pouca técnica para seu dono. É possível concluir, através disto, que uma sociedade escravagista deve ter funções de baixa complexidade.
Já os escravos, por sua vez, tiveram seus desejos castrados através das gerações. Falando de outra forma, todo o tipo de coisa que eles desejavam eram negadas a eles, e aos poucos, através da capacidade associativa humana, eles foram aceitando que sua realidade era aquela e que não havia o porquê desejar coisas complexas. Acabavam por desejar coisas simples, como sobreviver, reproduzir, algumas festas talvez. Obviamente, mutações sempre ocorrem, e através de contatos dos escravos com certas experiências, principalmente em funções especiais, eles percebiam que podiam mais que ser escravos. Quero dizer, entre os escravos, havia os mais ou menos satisfeitos em serem escravos e os não satisfeitos em serem escravos. Estes buscam alternativas, estes são as mutações. O que torna os escravos presos dentro do sistema é justamente a força daqueles que impedem as mutações. Se um escravo tenta algo novo, como fugir, ele é perseguido e morto, não incentivando mais este tipo de mutação. Afinal, quem buscasse fugir daquela mesma maneira saberia que estaria morto, através da associação. Novos modos de fuga eram encontrados, alguns com sucesso, mas a força dos opressores nesse tipo de sistema costuma ser muito grande, força esta vinda da tecnologia.
Existem também escravos através da força religiosa. Pessoas que acreditam que se não servirem vão para o inferno ou algo parecido. Neste caso, podemos falar sobre as sociedades religiosas como um todo. Este tipo de sociedade utiliza seus deuses como a força da materialização de seus desejos e valores humanos. Por exemplo, se uma sociedade valoriza a guerra como forma de se satisfazer, de ter o que deseja, seus deuses serão os da guerra. Escravos neste tipo de sociedade servem com satisfação, já que acreditam que estão servindo para um bem-maior de seus deuses e que algo bom acontecerá quando eles morrerem. Obviamente, há mutações, e deve haver mecânicas para impedir estas mutações. De qualquer forma, os escravos contribuem bastante para que a civilização cresça forte. Há também uma divisão da sociedade por vontade divina. Exemplo, reis que são os próprios deuses, representantes dos deuses ou protegidos dos deuses. Isto se explica já por o rei representar a vontade da sociedade em questão. Satisfazer o rei é satisfazer a si próprio. Rei protegido, sociedade protegida. Rei agressivo, sociedade agressiva. Assim funciona a dinâmica dos desejos dessa sociedade.
Observem que nestes casos não havia direitos humanos. Direitos humanos é uma invenção muito interessante, vinda da autonomia de cada indivíduo em seus desejos. Surgiu quando a sociedade começou a desenvolver condições para o consumismo, que é uma tecnologia social que dá um motivo as pessoas para desejar e produzir de forma que seja aproveitável pela sociedade a ponto dela obter sua manutenção. Foi quando esta tecnologia se desenvolveu que a escravidão se tornou algo obsoleto, pois era mais produtivo ter gente consumindo das indústrias e concentrando o dinheiro que ter escravos só produzindo coisas com pouca complexidade e não aproveitando a indústria. A produtividade era convertida, também, em desejos para aqueles que a dominavam. O dinheiro das indústrias sendo utilizados para fazer guerra ou para agitar a competição entre os próprios donos da indústria, isto para satisfazê-los. A partir daí um novo sistema surgiu, o capitalismo. Pessoas livres para desejar, e como elas não têm poder o suficiente pra desejar qualquer outro tipo de coisa mais complexa, desejam o consumo, e ele acaba sendo utilizado para produzir o capital que torna a sociedade mais forte.
Energia da existência
Somos ferramentas de gastar energia concebidas pela realidade.
Encontra a forma de gastar a tua energia, e eu a apreciarei,
Encontrarei a minha forma de gastar energia, e tu apreciarás.
Talvez a tua forma ajude a minha, ou a minha ajude a tua,
Mas apreciaremos, pois sentir a beleza é satisfazer a existência.
Função do sofrimento
Desejar é sofrer, sofrer é se adaptar.
Ao que se adaptar? A escolha é tua,
Liberdade tu tens, descubra a si mesmo.
Pois és tu quem viverá teus sentimentos.
Teu sofrimento revela tua adaptação,
Tua adaptação revela teu ser, diferente.
A diferença mostrará tuas propriedades,
Conheça-as e utilize-as como tua força.
Força para assumir tua adaptação,
Suportar as incertezas do diferente,
Sentir o sofrimento e não desistir.
Assim darás um bom valor à liberdade,
A usarás para explorar a tua realidade,
Encontrar nela teu ser e nele se satisfazer.
A entrevista da idealização
Durante uma entrevista, surgiu a pergunta:
- Como foi a sua relação com seu pai? Você sente falta disto?
- Foi inexistente. Porém, não pense que por causa disto eu sofri ou sou insatisfeito por sentir a falta de algo na minha vida. É comum as pessoas buscarem a causa de seu sofrimento em coisas externas a si. A ausência de algum benefício, a presença de algum prejuízo, quaisquer coisas que as torne diferente do que a maioria aparenta ser se torna, portanto, motivo para justificar a própria insatisfação. De fato, eu não tive um pai e isto, de maneira padrão, representa prejuízo, pois um pai ensina a seu filho a maioria das mecânicas básicas de socialização e profissionalismo no meio masculino. Realmente, obtive este tipo de conhecimento um pouco tarde em relação à maioria das pessoas e isto pode ser considerado um prejuízo. Porém, isto não é motivo para eu me sentir insatisfeito e desejar um pai. Existem muitos fatores que compõe a vida humana, todos eles determinado por histórico ou sorte, para quem assim preferir. Ter ou não ter pai é apenas um deles. Assumir que minha vida seria melhor e eu me sentiria satisfeito só por causa da presença de um pai é assumir uma idealização. E, embora a maioria das pessoas acredite nesse tipo de idealização e se sintam insatisfeitas por não ter o que idealizam, eu entendo que isto é apenas uma mecânica do instinto humano e não entrego o meu desejo a isto. Este tipo de mecânica, que se baseia na observação do dia-a-dia das pessoas como referência de análise para a própria vida, assume determinados valores instintivos que, uma hora ou outra, se tornam idealizações de desejos. Mas uma análise pouco aprofundada acaba revelando apenas o mundo das aparências, que não contempla o que realmente se passa nos elementos observados. Observem que sempre que uma pessoa que não tem algo o idealiza, esta idealização é concebida da melhor forma possível e se assumi que, através dela, a vida seria melhor e ela finalmente se sentiria satisfeita. Ao exemplo do pai, quando o imaginam, é sempre um que pode ajudar naquilo que a função de pai se pressupõe necessária. Neste cenário, realmente, um pai pode ser algo válido a se desejar. Contudo, se ao invés disto imaginassem um pai cheio de defeitos, problemas, preconceitos e vícios, que tornasse a vida do filho pior e não melhor, ele se torna algo dispensável. Mesma analogia para todas as outras situações de idealização. Seja para namoro, trabalho ou carro, quando há a idealização também há a formação da imagem sobre como aquilo irá suprir perfeitamente a insatisfação da vida. Não se mensura todos os pequenos problemas que tais elementos podem realmente trazer caso existissem, coisa que com muita probabilidade existe, mas que a análise pouco aprofundada, que para apenas no mundo das aparências, não revela. Se isto fosse mensurado, a idealização se tornaria muito parecida com a realidade e a pessoa iria idealizar outra coisa como resposta a esta situação ou simplesmente não desejaria o que idealiza. Afinal, elas idealizam por estarem insatisfeitas, e estão assim por não saberem resolver os problemas da sua vida e da sua realidade ou não ter desejo de resolvê-los por entregá-lo a suas idealizações. Há ainda quem diga que sabe que sua idealização não é perfeita, mas que se apega na idéia de que este ideal é o suficiente para fazê-la satisfeita. É preciso lembrar que este caso ainda se trata de uma idealização, e se ela idealiza e não realiza, é porque existe algo que não está coerente entre o ideal e a realidade. O único jeito de perceber completamente a realidade é vivendo-a. Sendo assim, qualquer universo idealizado tende ter uma transição para a realidade incompleta. Porém, buscar o ideal não deve ser tratado como algo ruim. Mas é preciso buscar saber que ideal é este e como fazê-lo se tornar real antes de desejá-lo. Quando isto for feito, que utilize o desejo como ferramenta para fazer o ideal se tornar real. Se o ideal surgir apenas do mecanismo associativo do instinto humano, sem nenhuma análise se realmente é ou não algo válido, sempre surgirá elementos como motivo da insatisfação humana. Neste caso, um pai, em outros, um carro, um emprego ou um namoro melhor. Se a pessoa tiver todos estes elementos concretizados, mas ainda não souber como resolver seus problemas e fazer da sua realidade o que ela quer, fatalmente irá buscar outros elementos de idealização como resposta aos problemas que surgem pela dinâmica desconhecida da natureza e ela nunca se conectará, de fato, com sua realidade.
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Fazia tempo que eu não me permitia ser um tanto impreciso e livre nos meus textos como eu fiz no “Configurações sociais da evolução”. De qualquer forma, ele deve ter um monte de imprecisões e é apenas um rascunho feito a título de curiosidade. Sobre os poemas, eles saíram um tanto forçado, mas saíram. Cada dia mais difícil criar poemas novos sobre o tema, a fonte criativa acabando. Penso em desenvolver algum método pra ver verificar os temas que estão faltando e escrevê-los. Mas eu sinto preguiça, talvez ficasse artificial demais, talvez fosse muito trabalho a toa, não sei se teria utilidade. Vou esperar e ver o potencial e o motivo dos meus poemas. Sobre “A entrevista da idealização”, acredito que isto seja um conto. O escrevi baseado em mim como ponto de partida, até para ele ter uma força representativa maior, porém, ele vai além de mim. Ele é a tentativa de explicar um comportamento muito comum na sociedade consumista que temos, e, além disto, tentar mostrar uma solução, ou pelo menos que não se deve continuar com isto, buscar alternativas. Enfim, amigos, encerrando mais uma postagem. Vou tentar jogar Lol, se minha internet permitir, ou alugar um filme. Um abraço a todos e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
às
16:59:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Ciência,
Criações,
Estudos,
Literatura,
Psicologia
domingo, 11 de novembro de 2012
Princípio da conexão entre vontade e desejo, mutações comportamentais entre as gerações sociais e publicação: humano metasistemático e a força da competição
Introdução:
Olá amigos. Minha internet está instável e eu precisarei escrever, uma hora ou outra, então será agora. Como novidade, comecei a jogar um jogo chamado Leagues of Legends, ou lol, abreviadamente. Estou começando a pegar agora os princípios fundamentais do pra me tornar competitivo nesse jogo, mas é preciso adiantar que ele é um pouco difícil pra entender. Estou contando com a ajuda de um conhecido pra me adaptar ao estilo de jogo. Quando se aprende, se torna bem divertido. Além disto, continuo dançando. Dançar ainda é divertido pra mim, mas já estou sentindo um pouco de preguiça no início das sessões. Não sei se é por causa do corpo que está um pouco cansado ou se é porque eu já estou enjoando dos estímulos, seja lá o que for, vou buscar outra atividade e não parar de fazer exercícios. Também fiz a prova do ENEM, tirei uma nota acima da média, que com quase certeza me abrirá porta para alguns cursos, mas que, contudo, não sei se será o suficiente para eu entrar em Psicologia ou Engenharia. Estou sem planejamento nenhum de estudo pra realizar as próximas provas para outras faculdades federais daqui, e elas com certeza têm psicologia e engenharia de graça. Amanhã tentarei organizar alguma forma de estudar. Minha postagem de hoje tratará sobre umas observações que eu tenho feito sobre a harmonia entre vontade e desejo, talvez um novo princípio psicológico, bem como a publicação de novos poemas. Vamos a ela.
Princípio da conexão entre vontade e desejo:
Ultimamente eu tenho percebido a nítida diferença entre desejo e vontade. A vontade, que aqui será definida como o desejo racional, apresenta características diferentes do desejo instintivo em si. A partir da associação de vários desejos instintivos e de cálculos a partir de experiências sobre como obter estes desejos, chega-se a vontade. Isto implica dizer que enquanto que o desejo instintivo é algo mais imediatista, a vontade é algo em longo prazo, pois ela se utiliza da capacidade de raciocínio do humano para existir. Um bom exemplo disto é fazer atividades físicas, que se baseia na associação de outros desejos, como ter saúde e beleza e também com os estudos sobre como obter estes elementos a partir destes exercícios. Mesmo que fazer exercício físico não seja algo que o humano deseje, a vontade dele o guiará a fazer isto, pois é uma maneira de alcançar o que ele deseja. Diante disto, seu instinto irá se sentir motivado a seguir sua vontade, e aquilo que antes não passaria pelo desejo humano agora se torna alvo e natural a ele, como fazer exercícios. Este mesmo exemplo pode ser aplicado aos estudos, treinamentos, ou a qualquer outra coisa que exija muito esforço e longo prazo. É a vontade do humano, desejo racional baseado em seus desejos instintivos, que o faz ir tão longe. É a vontade que o faz gastar esforço naquilo que ele deseja.
Contudo, é interessante observar a harmonia entre a vontade e o desejo. Todos os humanos desejam coisas, contudo, nem todos eles se sentem motivados o suficiente para irem atrás deste algo a qual eles desejam. Muitas vezes eles desejam algo idealizado, e assumem que este algo virá com o tempo ou de alguma forma desconhecida pra eles. Normalmente isto acontece através da associação de informações, algo que é muito comum neste século da informação. Enquanto que o desejo existe, a vontade está ausente. O resultado disto é o humano a deriva de sua existência, sem saber onde empregar seu esforço, entediado e insatisfeito com isto, já que ele não alcança o que deseja. É possível assumir que, nestes casos, existe uma desconexão entre a vontade e o desejo. Isto significa que os desejos instintivos não encontram uma forma de se manifestar na realidade desta pessoa, pois se encontrassem, essa pessoa encontraria a vontade para buscar aquilo que deseja. Isto pode ser considerado um problema um tanto grave, pois leva a pessoa a gastar muito do seu tempo com coisas que não a satisfaz e não traz melhoras significativas a qualidade de vida e satisfação dela.
Neste caso, é preciso que o humano busque entender seus próprios desejos e sua própria realidade, para através disto encontrar uma forma de manifestar sua vontade. Isto é algo realmente difícil, pois requere uma grande reflexão sobre o porquê se deseja o que se deseja, e se sobre é possível obter o que se deseja e se sim, como obter. É preciso também, neste caso, explorar a realidade, pois quanto mais conhecimento sobre como as coisas funcionam, maiores são as possibilidades de a vontade encontrar formas de se manifestar. Através de uma vontade bem direcionada, coisas que parecem ruins, como estudar, treinar, trabalhar, fazer exercícios ou ter responsabilidades tornam-se naturais ao instinto humano e até mesmo satisfatórias. Uma vontade razoavelmente direcionada pode ser observada quando a pessoa sabe que deve fazer algo, mas sente preguiça e, se não fizer, se sente culpada ou insatisfeita por não ter feito, ou ainda, quando faz, não sente tanta satisfação, mas não chega a ser algo desagradável ou desnecessário. Portanto, concluí-se que o autoconhecimento e conhecimento da realidade é preciso para estabelecer uma boa conexão entre a vontade e o desejo, e desta forma desenvolver uma evolução mais satisfatória.
Mutações comportamentais entre as gerações:
Desde que eu percebi a “analogia das relações sociais com as relações ecológicas”, que foi o tema de uma postagem minha há algum tempo atrás, observar a sociedade tem se tornado mais fácil para mim. Nestas observações foi possível perceber as mutações comportamentais que ocorrem entre as gerações. Para falar sobre este assunto, vamos assumir uma sociedade razoavelmente estável, com poucos avanços tecnológicos e boa qualidade de vida. Também vamos assumir todos os conceitos da psicologia evolutiva, dando ênfase principalmente a busca do humano por sistemas do gráfico do bem-estar evolutivo, com o objetivo principal de se sentir bem. Para o humano conseguir montar um sistema com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo é preciso que ele explore bastante sua realidade. Ele precisa encontrar um nicho de evolução social em que ele seja capaz de estabelecer os quatro elementos do gráfico, produção, competição, saúde e prazer, para daí então se sentir bem e continuar a se desenvolver. Contudo, isto não é simples, pois se determinado nicho evolutivo já estiver saturado, as chances dele se tornar funcional o suficiente para estabelecer os elementos diminui. Em outras palavras, como já tem muita gente fazendo algo há algum tempo, as chances dele conseguir produzir ali ou competir ali diminui bastante, principalmente se ele é novato. É neste ambiente que se faz sentido observar as mutações comportamentais.
Quando uma nova geração chega, ela precisa se adaptar a sociedade. Essa sociedade, que é construída através das gerações, atualmente é comandada pelos pais dessa geração, e é responsabilidade deles ensinar a seus filhos a se adaptar a sociedade. Quando digo adaptar, quero dizer que é responsabilidade deles ensinarem a seus filhos obter os quatro elementos citados anteriormente. Contudo, os filhos, que iniciam sua busca pela adaptação e pela satisfação, exploram não só o que seus pais dizem e mostram como também todo um conjunto de informações novas a quais eles têm acesso. Isto acontece porque embora seus pais possivelmente também tenham acesso a estas informações, eles já sua configuração evolutiva definida, por isto não costumam se interessar ou atribuir tanta atenção a novas configurações evolutivas, que é ao que essas informações estão relacionadas. Deste modo, os filhos, que estão interessados em buscar coisas que o satisfaçam, acabam buscando nessas novas informações a satisfação e aprendendo comportamentos novos em relação aos seus pais. Percebemos, portanto, a mutação ocorrendo.
Durante o crescimento dessa geração, ela percebe que muito daqueles novos comportamentos não são sustentáveis. É quando ela volta a estabelecer o mesmo padrão de comportamento que seus pais. Porém, embora muitos daqueles novos comportamentos não sejam sustentáveis, ou seja, apresentam elementos prejudiciais ou não apresentam grande potencial evolutivo, que em outras palavras, enjoam fácil, alguns daqueles novos comportamentos se apresentam benéficos e melhoram a qualidade de vida daquela geração, sem contar que mesmo os comportamentos que enjoam fácil podem, também, contribuir para o autoconhecimento e amadurecimento desta geração. Uma fase muito marcante desta mutação é a infanto-juvenil, a qual se percebe a mutação ocorrendo com mais ênfase, pois, como já deve ser possível prever, eles têm bastante tempo livre para buscar e energia, que vem da busca pela satisfação, para explorar as informações as quais eles têm acesso. A volta dos mesmos padrões que seus pais se devem ao fato deles terem que encarar uma nova fase de vida, que é a do trabalho, e devido a isto suas vidas se tornam mais parecidas com a vida de seus pais, que é a vida de adulto. Outro fator que motiva a tendência disto acontecer é que a influencia da convivência, que por meio de associações de simbologias e comportamento, faz os filhos imitar seus pais em certos aspectos, seja porque eles não sabem como agir de forma diferente e já não estão na fase de explorar as coisas, seja porque eles guardam as lembranças dos pais e reproduzam isto de forma inconsciente.
Humano metasistemático
Meu inconsciente são as memórias das minhas experiências,
Meu consciente são as associações das minhas experiências,
Minhas memórias são meus sentimentos, eu sinto a existência.
Minhas associações são meus raciocínios, eu calculo a realidade.
A existência daquilo que eu sinto constitui meu ponto de vista,
Sobre ele desenvolvo meus cálculos, constitui-se minha ciência.
Em novas realidades há novos sentimentos, a recíproca é válida,
Busco, nesta infinita rede de relações, e isto é minha vontade.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas memórias.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas associações.
Minha vontade que surge do meu ser, do que eu acho possível.
O que eu acho possível depende do sistema ao qual eu participo,
Cuja existência procede e sucede a minha, apenas transformo,
Com a força das ferramentas a mim cedidas e da minha vontade,
É meu o dever de proliferar todas as mutações benéficas a mim.
Sou o consciente das minhas próprias ações, do meu inconsciente.
Sou o consciente dos meus próprios objetivos, da minha vontade.
Busco em minha realidade a minha adaptação, a minha satisfação,
Busco o sistema que melhor se adapte ao meu ser e meu ser a ele.
A força da competição
Nunca será forte quem não aprende a ser fraco,
Pois em tudo há competição e o mundo é selvagem.
Quem é forte por algum motivo será fraco por outro,
Força ou fraqueza é relativo à definição, ao objetivo.
Nunca será forte quem não aprender a competir,
Porque competição ensina o fracasso e o sucesso,
Ensina a tentar, a errar, a aprender e a acertar,
Através da vontade coisas inimagináveis são possíveis.
Nunca será forte quem não entende os motivos da força.
Quem não tiver humildade para assumir que não os sabe,
Quem não buscar por variações, inspirações, novidades.
Forte ou fraco tem motivo para o ser, mesmo não aparente.
Nunca será forte quem não aprende a ter prazer,
O prazer de ganhar, aprender, experimentar, apostar.
De ser fraco e se tornar forte, e se tornar melhor por isso,
O prazer de conquistar, conhecer, compartilhar e sentir.
Para que ser forte? Sentir a existência da melhor maneira,
Sentir a vida pulsando com todas as suas possibilidades,
Sentir a evolução acontecendo em torno de si e participar,
Deste enorme fluxo de satisfação, melhorias e sentimentos.
Ambos por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem, amigos. Hoje foi bastante produtivo, esperava escrever apenas um texto, mas acabei escrevendo os dois, pois o segundo já estava na fila faz tempo e era de minha vontade escrevê-lo. Quanto aos poemas, eles também fazem parte do conjunto de poemas que eu estou escrevendo sobre “o homem consciente de si” e carregam em si as ferramentas da psicologia evolutiva. Provavelmente estão terminados. O poema da postagem passada, eu alterei mesmo após ter publicado no blog. Eu busco manter todo o histórico de alterações dos poemas salvos no meu computador. Ainda hoje vou jogar um pouco mais de lol e depois vou dançar. Espero conseguir estudar amanhã para as próximas provas. A dúvida entre engenharia ou psicologia é grande, mas vou escolher a primeira, pois ela será meu modo de produção e também poderei estudar psicologia em paralelo. Evito estudar psicologia porque se não meus estudos acabaram sendo muito “meta-aplicados”, ou seja, eu estudo o comportamento humano porém, a maior parte do meu comportamento é o estudo do comportamento humano. Desejo evitar isso, fazendo com que a maior parte do meu comportamento seja outras coisas, como estudar engenharia, dentre outras. Além disso, ampliarei a quantidade de experiências e informações as quais terei acesso, é uma forma de me tornar mais abrangente, talvez. Enfim amigos, faz tempo que eu não faço um encerramento longo, abraços e até a próxima postagem.
Olá amigos. Minha internet está instável e eu precisarei escrever, uma hora ou outra, então será agora. Como novidade, comecei a jogar um jogo chamado Leagues of Legends, ou lol, abreviadamente. Estou começando a pegar agora os princípios fundamentais do pra me tornar competitivo nesse jogo, mas é preciso adiantar que ele é um pouco difícil pra entender. Estou contando com a ajuda de um conhecido pra me adaptar ao estilo de jogo. Quando se aprende, se torna bem divertido. Além disto, continuo dançando. Dançar ainda é divertido pra mim, mas já estou sentindo um pouco de preguiça no início das sessões. Não sei se é por causa do corpo que está um pouco cansado ou se é porque eu já estou enjoando dos estímulos, seja lá o que for, vou buscar outra atividade e não parar de fazer exercícios. Também fiz a prova do ENEM, tirei uma nota acima da média, que com quase certeza me abrirá porta para alguns cursos, mas que, contudo, não sei se será o suficiente para eu entrar em Psicologia ou Engenharia. Estou sem planejamento nenhum de estudo pra realizar as próximas provas para outras faculdades federais daqui, e elas com certeza têm psicologia e engenharia de graça. Amanhã tentarei organizar alguma forma de estudar. Minha postagem de hoje tratará sobre umas observações que eu tenho feito sobre a harmonia entre vontade e desejo, talvez um novo princípio psicológico, bem como a publicação de novos poemas. Vamos a ela.
Princípio da conexão entre vontade e desejo:
Ultimamente eu tenho percebido a nítida diferença entre desejo e vontade. A vontade, que aqui será definida como o desejo racional, apresenta características diferentes do desejo instintivo em si. A partir da associação de vários desejos instintivos e de cálculos a partir de experiências sobre como obter estes desejos, chega-se a vontade. Isto implica dizer que enquanto que o desejo instintivo é algo mais imediatista, a vontade é algo em longo prazo, pois ela se utiliza da capacidade de raciocínio do humano para existir. Um bom exemplo disto é fazer atividades físicas, que se baseia na associação de outros desejos, como ter saúde e beleza e também com os estudos sobre como obter estes elementos a partir destes exercícios. Mesmo que fazer exercício físico não seja algo que o humano deseje, a vontade dele o guiará a fazer isto, pois é uma maneira de alcançar o que ele deseja. Diante disto, seu instinto irá se sentir motivado a seguir sua vontade, e aquilo que antes não passaria pelo desejo humano agora se torna alvo e natural a ele, como fazer exercícios. Este mesmo exemplo pode ser aplicado aos estudos, treinamentos, ou a qualquer outra coisa que exija muito esforço e longo prazo. É a vontade do humano, desejo racional baseado em seus desejos instintivos, que o faz ir tão longe. É a vontade que o faz gastar esforço naquilo que ele deseja.
Contudo, é interessante observar a harmonia entre a vontade e o desejo. Todos os humanos desejam coisas, contudo, nem todos eles se sentem motivados o suficiente para irem atrás deste algo a qual eles desejam. Muitas vezes eles desejam algo idealizado, e assumem que este algo virá com o tempo ou de alguma forma desconhecida pra eles. Normalmente isto acontece através da associação de informações, algo que é muito comum neste século da informação. Enquanto que o desejo existe, a vontade está ausente. O resultado disto é o humano a deriva de sua existência, sem saber onde empregar seu esforço, entediado e insatisfeito com isto, já que ele não alcança o que deseja. É possível assumir que, nestes casos, existe uma desconexão entre a vontade e o desejo. Isto significa que os desejos instintivos não encontram uma forma de se manifestar na realidade desta pessoa, pois se encontrassem, essa pessoa encontraria a vontade para buscar aquilo que deseja. Isto pode ser considerado um problema um tanto grave, pois leva a pessoa a gastar muito do seu tempo com coisas que não a satisfaz e não traz melhoras significativas a qualidade de vida e satisfação dela.
Neste caso, é preciso que o humano busque entender seus próprios desejos e sua própria realidade, para através disto encontrar uma forma de manifestar sua vontade. Isto é algo realmente difícil, pois requere uma grande reflexão sobre o porquê se deseja o que se deseja, e se sobre é possível obter o que se deseja e se sim, como obter. É preciso também, neste caso, explorar a realidade, pois quanto mais conhecimento sobre como as coisas funcionam, maiores são as possibilidades de a vontade encontrar formas de se manifestar. Através de uma vontade bem direcionada, coisas que parecem ruins, como estudar, treinar, trabalhar, fazer exercícios ou ter responsabilidades tornam-se naturais ao instinto humano e até mesmo satisfatórias. Uma vontade razoavelmente direcionada pode ser observada quando a pessoa sabe que deve fazer algo, mas sente preguiça e, se não fizer, se sente culpada ou insatisfeita por não ter feito, ou ainda, quando faz, não sente tanta satisfação, mas não chega a ser algo desagradável ou desnecessário. Portanto, concluí-se que o autoconhecimento e conhecimento da realidade é preciso para estabelecer uma boa conexão entre a vontade e o desejo, e desta forma desenvolver uma evolução mais satisfatória.
Mutações comportamentais entre as gerações:
Desde que eu percebi a “analogia das relações sociais com as relações ecológicas”, que foi o tema de uma postagem minha há algum tempo atrás, observar a sociedade tem se tornado mais fácil para mim. Nestas observações foi possível perceber as mutações comportamentais que ocorrem entre as gerações. Para falar sobre este assunto, vamos assumir uma sociedade razoavelmente estável, com poucos avanços tecnológicos e boa qualidade de vida. Também vamos assumir todos os conceitos da psicologia evolutiva, dando ênfase principalmente a busca do humano por sistemas do gráfico do bem-estar evolutivo, com o objetivo principal de se sentir bem. Para o humano conseguir montar um sistema com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo é preciso que ele explore bastante sua realidade. Ele precisa encontrar um nicho de evolução social em que ele seja capaz de estabelecer os quatro elementos do gráfico, produção, competição, saúde e prazer, para daí então se sentir bem e continuar a se desenvolver. Contudo, isto não é simples, pois se determinado nicho evolutivo já estiver saturado, as chances dele se tornar funcional o suficiente para estabelecer os elementos diminui. Em outras palavras, como já tem muita gente fazendo algo há algum tempo, as chances dele conseguir produzir ali ou competir ali diminui bastante, principalmente se ele é novato. É neste ambiente que se faz sentido observar as mutações comportamentais.
Quando uma nova geração chega, ela precisa se adaptar a sociedade. Essa sociedade, que é construída através das gerações, atualmente é comandada pelos pais dessa geração, e é responsabilidade deles ensinar a seus filhos a se adaptar a sociedade. Quando digo adaptar, quero dizer que é responsabilidade deles ensinarem a seus filhos obter os quatro elementos citados anteriormente. Contudo, os filhos, que iniciam sua busca pela adaptação e pela satisfação, exploram não só o que seus pais dizem e mostram como também todo um conjunto de informações novas a quais eles têm acesso. Isto acontece porque embora seus pais possivelmente também tenham acesso a estas informações, eles já sua configuração evolutiva definida, por isto não costumam se interessar ou atribuir tanta atenção a novas configurações evolutivas, que é ao que essas informações estão relacionadas. Deste modo, os filhos, que estão interessados em buscar coisas que o satisfaçam, acabam buscando nessas novas informações a satisfação e aprendendo comportamentos novos em relação aos seus pais. Percebemos, portanto, a mutação ocorrendo.
Durante o crescimento dessa geração, ela percebe que muito daqueles novos comportamentos não são sustentáveis. É quando ela volta a estabelecer o mesmo padrão de comportamento que seus pais. Porém, embora muitos daqueles novos comportamentos não sejam sustentáveis, ou seja, apresentam elementos prejudiciais ou não apresentam grande potencial evolutivo, que em outras palavras, enjoam fácil, alguns daqueles novos comportamentos se apresentam benéficos e melhoram a qualidade de vida daquela geração, sem contar que mesmo os comportamentos que enjoam fácil podem, também, contribuir para o autoconhecimento e amadurecimento desta geração. Uma fase muito marcante desta mutação é a infanto-juvenil, a qual se percebe a mutação ocorrendo com mais ênfase, pois, como já deve ser possível prever, eles têm bastante tempo livre para buscar e energia, que vem da busca pela satisfação, para explorar as informações as quais eles têm acesso. A volta dos mesmos padrões que seus pais se devem ao fato deles terem que encarar uma nova fase de vida, que é a do trabalho, e devido a isto suas vidas se tornam mais parecidas com a vida de seus pais, que é a vida de adulto. Outro fator que motiva a tendência disto acontecer é que a influencia da convivência, que por meio de associações de simbologias e comportamento, faz os filhos imitar seus pais em certos aspectos, seja porque eles não sabem como agir de forma diferente e já não estão na fase de explorar as coisas, seja porque eles guardam as lembranças dos pais e reproduzam isto de forma inconsciente.
Humano metasistemático
Meu inconsciente são as memórias das minhas experiências,
Meu consciente são as associações das minhas experiências,
Minhas memórias são meus sentimentos, eu sinto a existência.
Minhas associações são meus raciocínios, eu calculo a realidade.
A existência daquilo que eu sinto constitui meu ponto de vista,
Sobre ele desenvolvo meus cálculos, constitui-se minha ciência.
Em novas realidades há novos sentimentos, a recíproca é válida,
Busco, nesta infinita rede de relações, e isto é minha vontade.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas memórias.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas associações.
Minha vontade que surge do meu ser, do que eu acho possível.
O que eu acho possível depende do sistema ao qual eu participo,
Cuja existência procede e sucede a minha, apenas transformo,
Com a força das ferramentas a mim cedidas e da minha vontade,
É meu o dever de proliferar todas as mutações benéficas a mim.
Sou o consciente das minhas próprias ações, do meu inconsciente.
Sou o consciente dos meus próprios objetivos, da minha vontade.
Busco em minha realidade a minha adaptação, a minha satisfação,
Busco o sistema que melhor se adapte ao meu ser e meu ser a ele.
A força da competição
Nunca será forte quem não aprende a ser fraco,
Pois em tudo há competição e o mundo é selvagem.
Quem é forte por algum motivo será fraco por outro,
Força ou fraqueza é relativo à definição, ao objetivo.
Nunca será forte quem não aprender a competir,
Porque competição ensina o fracasso e o sucesso,
Ensina a tentar, a errar, a aprender e a acertar,
Através da vontade coisas inimagináveis são possíveis.
Nunca será forte quem não entende os motivos da força.
Quem não tiver humildade para assumir que não os sabe,
Quem não buscar por variações, inspirações, novidades.
Forte ou fraco tem motivo para o ser, mesmo não aparente.
Nunca será forte quem não aprende a ter prazer,
O prazer de ganhar, aprender, experimentar, apostar.
De ser fraco e se tornar forte, e se tornar melhor por isso,
O prazer de conquistar, conhecer, compartilhar e sentir.
Para que ser forte? Sentir a existência da melhor maneira,
Sentir a vida pulsando com todas as suas possibilidades,
Sentir a evolução acontecendo em torno de si e participar,
Deste enorme fluxo de satisfação, melhorias e sentimentos.
Ambos por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem, amigos. Hoje foi bastante produtivo, esperava escrever apenas um texto, mas acabei escrevendo os dois, pois o segundo já estava na fila faz tempo e era de minha vontade escrevê-lo. Quanto aos poemas, eles também fazem parte do conjunto de poemas que eu estou escrevendo sobre “o homem consciente de si” e carregam em si as ferramentas da psicologia evolutiva. Provavelmente estão terminados. O poema da postagem passada, eu alterei mesmo após ter publicado no blog. Eu busco manter todo o histórico de alterações dos poemas salvos no meu computador. Ainda hoje vou jogar um pouco mais de lol e depois vou dançar. Espero conseguir estudar amanhã para as próximas provas. A dúvida entre engenharia ou psicologia é grande, mas vou escolher a primeira, pois ela será meu modo de produção e também poderei estudar psicologia em paralelo. Evito estudar psicologia porque se não meus estudos acabaram sendo muito “meta-aplicados”, ou seja, eu estudo o comportamento humano porém, a maior parte do meu comportamento é o estudo do comportamento humano. Desejo evitar isso, fazendo com que a maior parte do meu comportamento seja outras coisas, como estudar engenharia, dentre outras. Além disso, ampliarei a quantidade de experiências e informações as quais terei acesso, é uma forma de me tornar mais abrangente, talvez. Enfim amigos, faz tempo que eu não faço um encerramento longo, abraços e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
às
18:37:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Ciência,
Criações,
Entreterimento,
Estudos,
Pessoal,
Psicologia
domingo, 28 de outubro de 2012
Publicações: Resposta de afirmação; Materialização do ser; Mais pequenos pensamentos
Introdução:
Olá amigos. Hoje vou escrever este rápido texto para publicar algumas coisas. Antes de começar, vamos às novidades. Esta semana foi muito curiosa, senti novamente aquele breve prazer irracional de estar perto de algo grande e misterioso. Já passou, mas é bem interessante como isto é um combustível para a vontade humana. Algo que me incomoda muito é esta minha impessoalidade, algo que eu estive pensando durante algum tempo. Ela, como deve ser fácil perceber, surgiu da minha necessidade de entregar meu ser ao racional como uma tentativa de não deixar com que meus sentimentos interfiram em minhas linhas de raciocínio e na busca pela filosofia. Porém, minha impessoalidade é, na verdade, uma posição instintiva, tal como qualquer outra. Sinto-me preparado para avançar, e começar a construir uma identidade. Ano que vem veremos se eu farei tudo o que planejo e desejo, ou se algum fator desconhecido irá me desviar do pretendido. A postagem de hoje não conterá nenhuma teoria nova, apenas publicações. O motivo de eu não estar trazendo nenhuma teoria nova hoje é pelo fato de que eu realmente não observei nada de necessariamente novo, só revisei algumas situações e observo a necessidade de reorganizar a estrutura das minhas teorias. Vamos à postagem.
Resposta de afirmação:
Podem me chamar de medroso aqueles que têm coragem para entregar sua ideologia às suas experiências. Podem me chamar de fraco aqueles que dizem que eu resumo a metodologia como forma de me tornar forte. Mas saibam, todos estes que vêem em mim o medo e a fraqueza de não assumir meu próprio ser e minha própria sorte, que eu estou lutando por algo que vai além de mim, das minhas experiências ou dos meus sentimentos. Eu luto por uma utopia! E o sentimento de não alcance à utopia não será o suficiente para invalidar minhas conquistas.
Algumas vezes eu me pergunto se vale à pena dedicar tanto esforço para compreender o comportamento humano, e incluindo o meu, sendo eles são seres tão relativos e complexos. E chego a conclusão de que se eu passar metade da minha vida aprendendo a ser um bom humano, a outra metade eu viverei sendo um bom humano, e isto para mim, principalmente na fase adulta e idosa, é algo muito vantajoso. Não é raro encontrar pessoas que mesmo na velhice ainda não entendem vários aspectos importantes da vida, e que por isto não desenvolvem uma boa qualidade de vida, ou adultos que, por não entender a lógica dos sistemas humanos, se entregam facilmente a corrupção, aos maus desejos e não conseguem tirar prazer do que constroem dia-a-dia. Portanto, mesmo demorando metade de uma vida para eu aprender a ser um bom humano, acredito que isto é um bom negócio. Se eu estiver errado, não será a primeira utopia errada que surgiu neste mundo, nem a última.
Síntese de pensamentos:
“O ser humano é prático, aprende vivendo e é movido por desejos. A única utilidade da teoria é prever a realidade para que ele encontre o que deseja antes de viver.”
“Não se limite ao que você é condicionado. Um humano apenas tem a força de mil e isto demonstra que o conhecimento cresce em função exponencial, mas somente quando os gatilhos das associações tecnológicas são acionados. Portanto, sempre busque quebrar seus próprios condicionamentos, seus próprios limites, e então encontrarás a verdadeira forma de explorar a realidade.”
Todo porquê precisa do seu como.
Todo como precisa do seu porquê.
O porquê está contido no humano.
O como está contido na realidade.
Quando apenas existe o como,
Ele é o universo, desconhecido.
Quando apenas existe o porquê,
Ele é a vontade, inquietante.
O universo direciona a vontade,
A vontade descobre o universo,
Dois fatores em retro-alimentação.
Quando o porquê se vincula ao como,
A inquietude consegue se direcionar,
E, finalmente, o ser se materializar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Em resumo, a postagem de hoje foi muito mais breve que o normal. Já está tarde, e ela foi motivada principalmente pela vontade de postar meu novo poema. Pensem que ele deu um trabalho pra sair, mas estou satisfeito com ele. Irei tomar banho e ir dormir para a aula amanhã. Ultima semana antes do ENEM, amanhã irei assistir mais uns vídeos de resumo para a prova como forma de me preparar melhor. Embora eu tenha desistido de estudar da maneira convencional, acredito que estas pequenas ajudas possam ser boas, melhor que nada. Após essa semana haverá revisões para a UPE, as quais eu também pretendo me dedicar. Também estou fazendo um rascunho de livro sobre poemas, talvez fique bom. No mais, abraço para todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Hoje vou escrever este rápido texto para publicar algumas coisas. Antes de começar, vamos às novidades. Esta semana foi muito curiosa, senti novamente aquele breve prazer irracional de estar perto de algo grande e misterioso. Já passou, mas é bem interessante como isto é um combustível para a vontade humana. Algo que me incomoda muito é esta minha impessoalidade, algo que eu estive pensando durante algum tempo. Ela, como deve ser fácil perceber, surgiu da minha necessidade de entregar meu ser ao racional como uma tentativa de não deixar com que meus sentimentos interfiram em minhas linhas de raciocínio e na busca pela filosofia. Porém, minha impessoalidade é, na verdade, uma posição instintiva, tal como qualquer outra. Sinto-me preparado para avançar, e começar a construir uma identidade. Ano que vem veremos se eu farei tudo o que planejo e desejo, ou se algum fator desconhecido irá me desviar do pretendido. A postagem de hoje não conterá nenhuma teoria nova, apenas publicações. O motivo de eu não estar trazendo nenhuma teoria nova hoje é pelo fato de que eu realmente não observei nada de necessariamente novo, só revisei algumas situações e observo a necessidade de reorganizar a estrutura das minhas teorias. Vamos à postagem.
Resposta de afirmação:
Podem me chamar de medroso aqueles que têm coragem para entregar sua ideologia às suas experiências. Podem me chamar de fraco aqueles que dizem que eu resumo a metodologia como forma de me tornar forte. Mas saibam, todos estes que vêem em mim o medo e a fraqueza de não assumir meu próprio ser e minha própria sorte, que eu estou lutando por algo que vai além de mim, das minhas experiências ou dos meus sentimentos. Eu luto por uma utopia! E o sentimento de não alcance à utopia não será o suficiente para invalidar minhas conquistas.
Algumas vezes eu me pergunto se vale à pena dedicar tanto esforço para compreender o comportamento humano, e incluindo o meu, sendo eles são seres tão relativos e complexos. E chego a conclusão de que se eu passar metade da minha vida aprendendo a ser um bom humano, a outra metade eu viverei sendo um bom humano, e isto para mim, principalmente na fase adulta e idosa, é algo muito vantajoso. Não é raro encontrar pessoas que mesmo na velhice ainda não entendem vários aspectos importantes da vida, e que por isto não desenvolvem uma boa qualidade de vida, ou adultos que, por não entender a lógica dos sistemas humanos, se entregam facilmente a corrupção, aos maus desejos e não conseguem tirar prazer do que constroem dia-a-dia. Portanto, mesmo demorando metade de uma vida para eu aprender a ser um bom humano, acredito que isto é um bom negócio. Se eu estiver errado, não será a primeira utopia errada que surgiu neste mundo, nem a última.
Síntese de pensamentos:
“O ser humano é prático, aprende vivendo e é movido por desejos. A única utilidade da teoria é prever a realidade para que ele encontre o que deseja antes de viver.”
“Não se limite ao que você é condicionado. Um humano apenas tem a força de mil e isto demonstra que o conhecimento cresce em função exponencial, mas somente quando os gatilhos das associações tecnológicas são acionados. Portanto, sempre busque quebrar seus próprios condicionamentos, seus próprios limites, e então encontrarás a verdadeira forma de explorar a realidade.”
Materialização do ser
Todo como precisa do seu porquê.
O porquê está contido no humano.
O como está contido na realidade.
Quando apenas existe o como,
Ele é o universo, desconhecido.
Quando apenas existe o porquê,
Ele é a vontade, inquietante.
O universo direciona a vontade,
A vontade descobre o universo,
Dois fatores em retro-alimentação.
Quando o porquê se vincula ao como,
A inquietude consegue se direcionar,
E, finalmente, o ser se materializar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Em resumo, a postagem de hoje foi muito mais breve que o normal. Já está tarde, e ela foi motivada principalmente pela vontade de postar meu novo poema. Pensem que ele deu um trabalho pra sair, mas estou satisfeito com ele. Irei tomar banho e ir dormir para a aula amanhã. Ultima semana antes do ENEM, amanhã irei assistir mais uns vídeos de resumo para a prova como forma de me preparar melhor. Embora eu tenha desistido de estudar da maneira convencional, acredito que estas pequenas ajudas possam ser boas, melhor que nada. Após essa semana haverá revisões para a UPE, as quais eu também pretendo me dedicar. Também estou fazendo um rascunho de livro sobre poemas, talvez fique bom. No mais, abraço para todos e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
às
22:16:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Criações,
Estudos,
Literatura,
Pessoal
domingo, 21 de outubro de 2012
Considerações sobre o consciente e inconsciente e públicações de: Consciência dos caminhos, Divina existência do ser e resumo interpretativo do artigo de Nietzsche.
Introdução:
Olá amigos. Daqui a umas semanas será a prova, e eu não estou estudando. É difícil mudar este comportamento, mas amanhã tentarei fazer algum esforço para o ENEM. Quanto as novidades, passei a semana fazendo um CD de dança bem legal. Poucos erros foram encontrados, e vai ser interessante utilizá-lo como forma de ficar mais saudável e com maiores conhecimentos sobre linguagem corporal, sem contar que o trabalho de arte deste CD, especificamente, ficou ótimo, é bonito de se ver. Também continuo trabalhando nos poemas com o tema “o humano consciente de si”, estão ficando interessantes, de alguma forma. Pretendo escrever um ensaio para cada um deles, e alguns, inclusive, eu já escrevi. Isto será outro algo trabalhoso. Hoje eu tirei o dia para escrever um poema e agora escrever sobre os temas de hoje, que são fruto do meu empenho em entender as nuances consciente e inconsciente. Também vou postar alguns poemas da citada temática anterior, sendo que um deles não faz parte necessariamente da temática, e provavelmente em outra postagem irei fazer um ensaio sobre eles.
Considerações sobre o consciente e o inconsciente:
Antigamente eu já tinha feito algumas hipóteses sobre como funciona o cérebro humano, inclusive, fiz um diagrama para representar isso (link aqui). Neste diagrama, eu apresentei o funcionamento geral do cérebro, com a entrada de informações e o fluxo delas entre as memórias e a saída. Eu ainda penso que o cérebro funciona de modo semelhante ao apresentado neste diagrama, e será em cima deste esquema que iremos trabalhar, embora eu precise fazer uma atualização deste gráfico com minhas mais recentes descobertas. Sendo assim, assumiremos que o “Consciente” é o módulo de simulação, e que o “inconsciente” é o conjunto de pré-definições que estão na memória. Minha intenção é explicar como acontece, de forma mecânica, a relação entre o consciente e inconsciente. Embora eu já possa ter feito isto antigamente, suponho que agora eu um aprofundamento teórico maior pra fazer esse tipo de análise. Antes de continuar, é preciso levar em consideração os conhecimentos desta postagem: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html
As pré-definições instintivas são resultado das experiências armazenadas na memória e os sentimentos relacionados a elas. Se determinada simbologia é associada a um sentimento, sempre que esta simbologia for invocada, o sentimento irá junto. Isto acontece de forma inconsciente, ou seja, independente da vontade da pessoa, sempre que ela acionar uma simbologia na sua memória, o sentimento associado a esta simbologia irá junto. É quando entramos no módulo de simulação, ou no consciente. Lá ocorrem as associações entre memórias, experiências de forma controlada e as operações lógicas. De modo geral, é quando o instinto trabalha em cada experiência de forma individual, tem a liberdade de simular variações destas experiências e pensar nas possibilidades de atitudes e em como as coisas podiam ser diferentes. Desta forma, após interpretar a experiência de modo diferente após analisar as possibilidades, o inconsciente poderá associar aquela experiência a novos sentimentos ou poderá extrair novos comportamentos, que irá influenciar no modo como ele agirá em situação parecida.
Diferente do inconsciente, o consciente pode ser trabalhado de forma mais livre. A quantidade de informações que são invocadas enquanto o humano está mais consciente é maior, ou seja, quando ele encontra uma simbologia, ele sente se precisa de novas informações para interpretar aquilo e vai procurar ou se as informações que estão em sua memória recente são o suficiente para continuar interpretando aquela experiência. Quanto mais concentrada a pessoa estiver em seu consciente, maior será a atenção que ela irá dar para a experiência e para suas variações e interpretações e para a busca de informações na memória, chegando a tirar, inclusive, atenção do ambiente. O inconsciente, por sua vez, atua com maior intensidade em momentos em que o humano não tem tempo ou condições para fazer associações para buscar a melhor alternativa. Neste caso, o humano reage através de suas pré-definições, ou seja, se ele programa seu instinto a agir de determinada forma com tal experiência, seu instinto não irá fazer outra coisa senão aquela, porque é a única que ele sabe que irá ter vantagens e, dependendo da ocasião, ele não irá querer tentar coisas novas para não se arriscar.
Levando em consideração os níveis de raciocínio, um raciocínio de alto nível é aquele em que as simulações são feitas com experiências bem enraizadas na memória, importantes, e que estão associadas com coisas que a pessoa faz o dia-a-dia e que, devido a aquele pensamento, ela irá alterar o modo como ela faz tal algo. Um pensamento de baixo nível de raciocínio é aquele que é feito a esmo, sem relacionar as informações com as experiências na memória e sem levar em consideração no que aquele raciocínio poderá mudar a forma como ele age um dia. De forma geral, estou assumindo aqui uma interpretação prática sobre o consciente, assumindo que sua principal função é raciocinar novas formas de agir para se tornar melhor. O inconsciente, no caso, pode ser interpretado como um conjunto de gatilhos, que é ativado e modificado durante o raciocínio do consciente, mas que, contudo, dependendo da situação, desencadeia reações de forma irracional, levando a pessoa a fazer coisas que conscientemente ela não faria. Normalmente isto ocorre quando há acúmulo de sentimento em uma experiência, ou quando há uma situação que exija uma atitude instintiva.
Por fim, é possível assumir que o consciente, na verdade, é um prolongamento do inconsciente. Quando o humano vai pensar em determinada coisa, ele assume os valores do inconsciente e processa este algo de forma consciente, ou seja, buscando relacionar as informações e explorando as associações. Portanto, um inconsciente mal organizado e cheio de experiências associadas a os sentimentos estranhos, cuja função não está adequada a aquela experiência em termos gerais de evolução, pode levar a uma interpretação errada da realidade. Um exemplo é a pessoa ter uma experiência ruim com determinado algo, e assumir que todo mundo que experimentar este algo irá ter a mesma experiência que ela, e, devido a isto, lutar contra este algo, quando na verdade este algo faz bem a uma razoável quantidade de pessoas. Embora talvez ela nunca seja capaz de entender o porquê as pessoas se sentem bem com aquela experiência, as pessoas se sentem, e se ela não levar isso em consideração, ela irá assumir que as pessoas não se sentem bem com aquilo e irá lutar contra aquilo de forma errônea. Buscar o conhecimento enraizado em fatos, não em sentimentos, é uma das metodologias para evitar erros como estes.
Consciência dos caminhos
Segue teu caminho, aquele que tu constrói com teu esforço.
Descubra novas coisas, aquelas que realmente te satisfazem.
Prova, humano independente, que és o melhor que podes ser.
Então serás capaz de respeitar o caminho que segues, e seguir.
Lembra-te que vinculada a tua escolha não está somente tu,
Está também a forma com a qual te encaixas na sociedade,
A história da tua família, de teu país, do mundo onde vives.
Como humano precisarás produzir, competir, ter saúde e prazer.
Dinheiro e imagem são apenas ferramentas para estes elementos.
Mas será o teu caminho que te proporcionará isto, a tua evolução.
Se estiveres certo, serás capaz de provar a verdade da tua certeza.
Se errares, foi o erro mais sincero, fruto da tua busca pelo melhor.
Será tua a responsabilidade das conseqüências de teus atos e apostas.
Então entenderás o que cada um encontra para seguir seu caminho,
Terás certeza de que somente eles podem seguir os deles, e tu o teu.
Será quando tu responderás: eu sou o que sou porque sou; e viverás,
Porque isto é o poder de explorar e modificar tanto quanto desejares.
Divina existência do ser
Existo por causa sol,
Que bombardeia sua energia a mim.
Ela precisa ser gasta,
Crio e destruo apenas para sentir.
Seja o prazer e a dor,
Tudo aquilo que busco construir.
Assim tomarei formas,
Surgem minhas regras e condições.
Posso aceitá-las ou não,
Sou o deus da minha própria mente.
Exploro as possibilidades,
Sou o deus da minha própria existência.
Padrões na beleza
Eu sinto beleza naquilo que valorizo.
Eu valorizo a beleza sexual,
porque ela demonstra ser melhor em me dar prazer.
Eu valorizo a beleza inocente,
porque ela me induz a certeza de que será só minha.
Eu valorizo a beleza comprada,
porque ela surge da ostentação que poucos podem manter.
Eu valorizo a beleza alternativa,
porque ela desenvolve novas formas de alcançar o desejado.
Eu valorizo a beleza atlética,
porque ela sabe o valor do esforço e desenvolve boa saúde.
Eu valorizo a beleza meiga,
porque ela acha diversão e satisfação nas pequenas coisas.
Eu valorizo a beleza festeira,
porque ela encontra humor até nas adversidades da vida.
Existirão tantas belezas quanto forem os valores,
Eu valorizo a tua beleza, pessoa valiosa pra mim,
porque ela é o resultado da tua busca pelo melhor.
Todos por: Leandro de Andrade Moura
Resumo interpretativo por mim e por Bruno Pontual acerca do artigo da "obra" no Wikipédia de (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche) Friedrich Nietzsche.
"O objetivo do homem é vencer, e ele vence quando conquista a realidade, pois isto indica que ele conseguiu se superar. Embora a realidade seja coisas que "dançam ao acaso", o homem se condiciona a uma perspectiva, e para ele é preciso descobrir o que é bom e o que é ruim, o que é a vitória e então buscar ela. Quando ele faz isto, ele supera a realidade, pois, neste caso, ele supera sua própria perspectiva e encontra sua vitória nela, que é sue objetivo. São virtudes verdadeiras de quem vence: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Os ausentes destas virtudes estarão para sempre presos a sua própria perspectiva, não alçando, portanto, sua vitória, pois são estas as virtudes necessárias para o homem se superar."
Encerramento:
Hoje eu ia falar um pouco sobre condicionamento, mas eu lembrei já ter falado sobre este assunto em uma postagem anterior, e ele se chama "configuração mental". Portanto, agora percebo que o que eu devo fazer é conseguir aliar os conhecimentos de condicionamento e consciente e inconsciente ao gráfico do bem-estar evolutivo, junto também com o sentimento de empatia, muito importante para a imagem. Ou ainda eu posso estar com sono demais para falar sobre o que eu realmente quero falar de condicionamento, depois irei reorganizar esta postagem caso isto for percebido. Os poemas públicados aqui fazem parte daquela temática, exceto o segundo. O terceiro ainda está em processo de revisão, mas será algo parecido com aquilo ao ser finalizado. Minha área de trabalho está uma bagunça, vou organizar tudo isto daqui há uns dias. Vou lanchar para ir dormir agora, boa noite para vocês e até a próxima postagem.
Olá amigos. Daqui a umas semanas será a prova, e eu não estou estudando. É difícil mudar este comportamento, mas amanhã tentarei fazer algum esforço para o ENEM. Quanto as novidades, passei a semana fazendo um CD de dança bem legal. Poucos erros foram encontrados, e vai ser interessante utilizá-lo como forma de ficar mais saudável e com maiores conhecimentos sobre linguagem corporal, sem contar que o trabalho de arte deste CD, especificamente, ficou ótimo, é bonito de se ver. Também continuo trabalhando nos poemas com o tema “o humano consciente de si”, estão ficando interessantes, de alguma forma. Pretendo escrever um ensaio para cada um deles, e alguns, inclusive, eu já escrevi. Isto será outro algo trabalhoso. Hoje eu tirei o dia para escrever um poema e agora escrever sobre os temas de hoje, que são fruto do meu empenho em entender as nuances consciente e inconsciente. Também vou postar alguns poemas da citada temática anterior, sendo que um deles não faz parte necessariamente da temática, e provavelmente em outra postagem irei fazer um ensaio sobre eles.
Considerações sobre o consciente e o inconsciente:
Antigamente eu já tinha feito algumas hipóteses sobre como funciona o cérebro humano, inclusive, fiz um diagrama para representar isso (link aqui). Neste diagrama, eu apresentei o funcionamento geral do cérebro, com a entrada de informações e o fluxo delas entre as memórias e a saída. Eu ainda penso que o cérebro funciona de modo semelhante ao apresentado neste diagrama, e será em cima deste esquema que iremos trabalhar, embora eu precise fazer uma atualização deste gráfico com minhas mais recentes descobertas. Sendo assim, assumiremos que o “Consciente” é o módulo de simulação, e que o “inconsciente” é o conjunto de pré-definições que estão na memória. Minha intenção é explicar como acontece, de forma mecânica, a relação entre o consciente e inconsciente. Embora eu já possa ter feito isto antigamente, suponho que agora eu um aprofundamento teórico maior pra fazer esse tipo de análise. Antes de continuar, é preciso levar em consideração os conhecimentos desta postagem: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html
As pré-definições instintivas são resultado das experiências armazenadas na memória e os sentimentos relacionados a elas. Se determinada simbologia é associada a um sentimento, sempre que esta simbologia for invocada, o sentimento irá junto. Isto acontece de forma inconsciente, ou seja, independente da vontade da pessoa, sempre que ela acionar uma simbologia na sua memória, o sentimento associado a esta simbologia irá junto. É quando entramos no módulo de simulação, ou no consciente. Lá ocorrem as associações entre memórias, experiências de forma controlada e as operações lógicas. De modo geral, é quando o instinto trabalha em cada experiência de forma individual, tem a liberdade de simular variações destas experiências e pensar nas possibilidades de atitudes e em como as coisas podiam ser diferentes. Desta forma, após interpretar a experiência de modo diferente após analisar as possibilidades, o inconsciente poderá associar aquela experiência a novos sentimentos ou poderá extrair novos comportamentos, que irá influenciar no modo como ele agirá em situação parecida.
Diferente do inconsciente, o consciente pode ser trabalhado de forma mais livre. A quantidade de informações que são invocadas enquanto o humano está mais consciente é maior, ou seja, quando ele encontra uma simbologia, ele sente se precisa de novas informações para interpretar aquilo e vai procurar ou se as informações que estão em sua memória recente são o suficiente para continuar interpretando aquela experiência. Quanto mais concentrada a pessoa estiver em seu consciente, maior será a atenção que ela irá dar para a experiência e para suas variações e interpretações e para a busca de informações na memória, chegando a tirar, inclusive, atenção do ambiente. O inconsciente, por sua vez, atua com maior intensidade em momentos em que o humano não tem tempo ou condições para fazer associações para buscar a melhor alternativa. Neste caso, o humano reage através de suas pré-definições, ou seja, se ele programa seu instinto a agir de determinada forma com tal experiência, seu instinto não irá fazer outra coisa senão aquela, porque é a única que ele sabe que irá ter vantagens e, dependendo da ocasião, ele não irá querer tentar coisas novas para não se arriscar.
Levando em consideração os níveis de raciocínio, um raciocínio de alto nível é aquele em que as simulações são feitas com experiências bem enraizadas na memória, importantes, e que estão associadas com coisas que a pessoa faz o dia-a-dia e que, devido a aquele pensamento, ela irá alterar o modo como ela faz tal algo. Um pensamento de baixo nível de raciocínio é aquele que é feito a esmo, sem relacionar as informações com as experiências na memória e sem levar em consideração no que aquele raciocínio poderá mudar a forma como ele age um dia. De forma geral, estou assumindo aqui uma interpretação prática sobre o consciente, assumindo que sua principal função é raciocinar novas formas de agir para se tornar melhor. O inconsciente, no caso, pode ser interpretado como um conjunto de gatilhos, que é ativado e modificado durante o raciocínio do consciente, mas que, contudo, dependendo da situação, desencadeia reações de forma irracional, levando a pessoa a fazer coisas que conscientemente ela não faria. Normalmente isto ocorre quando há acúmulo de sentimento em uma experiência, ou quando há uma situação que exija uma atitude instintiva.
Por fim, é possível assumir que o consciente, na verdade, é um prolongamento do inconsciente. Quando o humano vai pensar em determinada coisa, ele assume os valores do inconsciente e processa este algo de forma consciente, ou seja, buscando relacionar as informações e explorando as associações. Portanto, um inconsciente mal organizado e cheio de experiências associadas a os sentimentos estranhos, cuja função não está adequada a aquela experiência em termos gerais de evolução, pode levar a uma interpretação errada da realidade. Um exemplo é a pessoa ter uma experiência ruim com determinado algo, e assumir que todo mundo que experimentar este algo irá ter a mesma experiência que ela, e, devido a isto, lutar contra este algo, quando na verdade este algo faz bem a uma razoável quantidade de pessoas. Embora talvez ela nunca seja capaz de entender o porquê as pessoas se sentem bem com aquela experiência, as pessoas se sentem, e se ela não levar isso em consideração, ela irá assumir que as pessoas não se sentem bem com aquilo e irá lutar contra aquilo de forma errônea. Buscar o conhecimento enraizado em fatos, não em sentimentos, é uma das metodologias para evitar erros como estes.
Consciência dos caminhos
Segue teu caminho, aquele que tu constrói com teu esforço.
Descubra novas coisas, aquelas que realmente te satisfazem.
Prova, humano independente, que és o melhor que podes ser.
Então serás capaz de respeitar o caminho que segues, e seguir.
Lembra-te que vinculada a tua escolha não está somente tu,
Está também a forma com a qual te encaixas na sociedade,
A história da tua família, de teu país, do mundo onde vives.
Como humano precisarás produzir, competir, ter saúde e prazer.
Dinheiro e imagem são apenas ferramentas para estes elementos.
Mas será o teu caminho que te proporcionará isto, a tua evolução.
Se estiveres certo, serás capaz de provar a verdade da tua certeza.
Se errares, foi o erro mais sincero, fruto da tua busca pelo melhor.
Será tua a responsabilidade das conseqüências de teus atos e apostas.
Então entenderás o que cada um encontra para seguir seu caminho,
Terás certeza de que somente eles podem seguir os deles, e tu o teu.
Será quando tu responderás: eu sou o que sou porque sou; e viverás,
Porque isto é o poder de explorar e modificar tanto quanto desejares.
Divina existência do ser
Existo por causa sol,
Que bombardeia sua energia a mim.
Ela precisa ser gasta,
Crio e destruo apenas para sentir.
Seja o prazer e a dor,
Tudo aquilo que busco construir.
Assim tomarei formas,
Surgem minhas regras e condições.
Posso aceitá-las ou não,
Sou o deus da minha própria mente.
Exploro as possibilidades,
Sou o deus da minha própria existência.
Padrões na beleza
Eu sinto beleza naquilo que valorizo.
Eu valorizo a beleza sexual,
porque ela demonstra ser melhor em me dar prazer.
Eu valorizo a beleza inocente,
porque ela me induz a certeza de que será só minha.
Eu valorizo a beleza comprada,
porque ela surge da ostentação que poucos podem manter.
Eu valorizo a beleza alternativa,
porque ela desenvolve novas formas de alcançar o desejado.
Eu valorizo a beleza atlética,
porque ela sabe o valor do esforço e desenvolve boa saúde.
Eu valorizo a beleza meiga,
porque ela acha diversão e satisfação nas pequenas coisas.
Eu valorizo a beleza festeira,
porque ela encontra humor até nas adversidades da vida.
Existirão tantas belezas quanto forem os valores,
Eu valorizo a tua beleza, pessoa valiosa pra mim,
porque ela é o resultado da tua busca pelo melhor.
Todos por: Leandro de Andrade Moura
Resumo interpretativo por mim e por Bruno Pontual acerca do artigo da "obra" no Wikipédia de (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche) Friedrich Nietzsche.
"O objetivo do homem é vencer, e ele vence quando conquista a realidade, pois isto indica que ele conseguiu se superar. Embora a realidade seja coisas que "dançam ao acaso", o homem se condiciona a uma perspectiva, e para ele é preciso descobrir o que é bom e o que é ruim, o que é a vitória e então buscar ela. Quando ele faz isto, ele supera a realidade, pois, neste caso, ele supera sua própria perspectiva e encontra sua vitória nela, que é sue objetivo. São virtudes verdadeiras de quem vence: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Os ausentes destas virtudes estarão para sempre presos a sua própria perspectiva, não alçando, portanto, sua vitória, pois são estas as virtudes necessárias para o homem se superar."
Encerramento:
Hoje eu ia falar um pouco sobre condicionamento, mas eu lembrei já ter falado sobre este assunto em uma postagem anterior, e ele se chama "configuração mental". Portanto, agora percebo que o que eu devo fazer é conseguir aliar os conhecimentos de condicionamento e consciente e inconsciente ao gráfico do bem-estar evolutivo, junto também com o sentimento de empatia, muito importante para a imagem. Ou ainda eu posso estar com sono demais para falar sobre o que eu realmente quero falar de condicionamento, depois irei reorganizar esta postagem caso isto for percebido. Os poemas públicados aqui fazem parte daquela temática, exceto o segundo. O terceiro ainda está em processo de revisão, mas será algo parecido com aquilo ao ser finalizado. Minha área de trabalho está uma bagunça, vou organizar tudo isto daqui há uns dias. Vou lanchar para ir dormir agora, boa noite para vocês e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
às
22:09:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Antropologia,
Ciência,
Criações,
Filosofia,
Literatura,
Psicologia
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Sentimento de empatia e pequenas publicações
Introdução:
Mais um texto, mais novidades: estou viciado em jogar “FTL”, um jogo de nave estilo “Roguelike” muito bem feito. Sexta, sábado e metade do domingo foram consumidos por ele. Vou tentar parar segunda pra voltar a estudar. Ultimamente eu tenho escrito alguns poemas, mas também escrevi textos, vou publicá-los aqui no blog hoje. A maioria deles só são síntese de pensamentos que não foram organizados em estrutura de poema por não serem importantes o suficiente ou serem breves demais, mas ainda sim comunicam coisas interessantes. Outro dia eu tive uma idéia de começar a fazer pesquisas de laboratório de uma forma bem simples: fazer um questionário pras pessoas responder e utilizar essas respostas pra provar uma propriedade. Embora isto não seja tão científico, já é um inicio para desenvolver idéias com base em resultados apresentáveis. Agora vamos para a postagem de hoje, que surgiu curiosamente depois de eu ter ido a uma palestra de comportamento no mundo virtual, em que o autor falou sobre “empatia”, que de forma resumida é o sentimento de envolvimento e identificação que as pessoas que vivem na internet não têm pelas pessoas que vivem em outros ambientes e vice-versa. Embora eu não soubesse como explicar teoricamente este comportamento, ele ficou gravado na minha memória. Após refletir bastante, consegue encontrar uma ligação entre o sentimento de empatia e minhas teorias. Vamos a ela.
Sentimento de empatia:
Sentimento de empatia é aquele que surge devido à identificação instintiva positiva. Isto acontece porque, devido à enorme capacidade de associação do cérebro humano, quando ele encontra em algo ou em alguma pessoa elementos que nos é comum, o cérebro joga os sentimentos associados a este algo a também aquela coisa. Esta identificação pode ser positiva, simpatia, ou negativa, antipatia. Exemplos: quando uma pessoa gosta de determinado tipo de comportamento, a tendência é que as pessoas que se comportarem daquele jeito também caiam no gosto dela. Ou ainda, quando existe algo que uma pessoa detesta, como a roupa que o ex-namorado dela usava, e alguém usar o mesmo tipo de roupa, a tendência é que este alguém passe automaticamente a não ser bem-vista por aquela pessoa. Isto porque, nos dois casos, o cérebro tende a associar que o mesmo motivo que faz com que uma pessoa seja boa, e, portanto, apresente determinada característica, fará com que a outra pessoa que apresente tal característica também seja boa naquilo. Isto costuma ser verdadeiro para a maioria dos casos.
A questão é que o sentimento de empatia é um pouco mais profundo que simplesmente associações quanto a simbologias. Isto porque existe a tendência de haver uma associação entre o ser, em que a pessoa se vê no lugar da outra. Basicamente, em dado momento, o instinto de uma pessoa associa que se aquilo acontece com alguém, e este alguém é parecido com ela, então existe a chance de acontecer com ela também. É a partir disto que o sentimento de empatia, que não precisa ser necessariamente positivo ou negativo, surge, e então algum sentimento surge e normalmente a pessoa é motivada a agir como gostaria que alguém agisse com ela. Isto é um comportamento importante, pois com isto se torna possível entender o porquê certas pessoas sentem quando outras pessoas estão em situação ruim, e ignoram quando outras pessoas estão nesta mesma situação. Um bom exemplo é quando alguém vê um drogado na rua e simplesmente o ignora, imaginando que algo como aquilo nunca aconteceria com ela e sua família. Um dia, seu filho passa a se drogar, e então ela perceber que aquilo também pode acontecer com ela. A partir deste dia, sempre que ela olha um drogado, ela se lembra da família dele e isto gera algum sentimento, que antes não existia.
De forma geral, todos podem ser iguais, se o critério de empatia for “ser humano”, como também todos podemos ser diferentes, se o critério de empatia for “conjunto de idéias e experiências”. A partir desta linha de raciocínio é possível assumir que a escolha do critério de empatia é variável de pessoa a pessoa. Ou seja, elas valorizam o critério de empatia que mais se encaixam com seu estilo de vida. Contudo, é possível assumir que exista um critério médio de empatia para a maioria dos estilos de vida, que é aquele em que a pessoa sente empatia essencialmente pelas pessoas com o mesmo estilo de vida dela. Com isto se conclui que pessoas com mesmo estilo de vida tendem a se ajudar, enquanto que pessoas com estilos de vida diferentes tendem a serem indiferentes umas pras outras. Um bom exemplo disto foi a escravidão, em que a cor foi utilizada como um forte critério de empatia. Devido a ela, surgiu duas classes, os negros e os brancos, em que os brancos dominavam e não sentiam nenhum tipo de empatia pelos negros. Foi isto que permitiu que eles fossem usados como foram sem que as pessoas achassem absurdo de modo ponto de impedir a escravidão.
O sentimento de empatia também pode ser muito observado nos eventos competitivos da sociedade. Durante a competição, é preciso haver algum tipo de negociação entre as relações políticas para que, ao mesmo tempo em que as pessoas se tornem fortes umas com as outras a ponto de vencer, também sejam poucas o suficiente para que o prêmio final não seja dividido com muita gente, e, portanto, se torne mais valioso. Nestas organizações atua também o sentimento de empatia, pois as pessoas precisam escolher parceiros de forma rápida e sem muita avaliação, e decidem isso pela imagem e empatia. O sentimento de empatia pode ser usado como forma de persuasão. Foi ele um dos fatores que tornaram possível a escravidão. Por isto, é preciso ter cuidado em como usar o sentimento de empatia em uma competição ou na hora de avaliar o que é justo ou não para as pessoas.
Foi pensando no tipo de pessoa que utiliza a empatia para fazer alianças políticas e conseguir se tornar melhor sem muito esforço que eu pensei na seguinte: “O ser quer que seus semelhantes sejam melhores que seus diferentes e que ele seja melhor que seus semelhantes. Quando todo aquele diferente se torna semelhante, a diferença que antes era ignorada agora se torna evidente, e novos diferentes surgem dos semelhantes. Disto torna possível observar que todos são semelhantes e diferentes ao mesmo tempo, tudo depende do critério valorizado. A semelhança e a diferença se tornam, portanto, apenas um mecanismo de agregação de poder para aqueles que buscam, através disto, se tornarem melhores sem muito esforço.” Este pensamento pode ter sido um pouco forçado, mas acredito que é possível observar sua existência por ai, como o EUA que faz seus cidadãos trabalhem poucos e que chineses trabalhem muito.
PS: no terceiro parágrafo, quando foi explicado que as pessoas normalmente tendem a agir como gostariam que agissem com ela, isto é provavelmente influência da mecânica do desejo, que faz as pessoas querer o melhor. Como elas são associadas a outras pessoas, elas acabam querendo o melhor para outras pessoas também. Mais sobre desejo em: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html
Contextos da realidade:
Havia um pequeno papel escrito "impossível". Não satisfeito com sua situação, determinado garoto usou suas mãos e rasgou o "im" deste papel e provou para si próprio que o impossível", na verdade, pode se tornar "possível" de acordo com seu desejo. Convencido disto, buscou o que queria, e não conseguiu.
Insatisfeito, ele foi perguntar ao seu deus o porquê daquilo não ter dado certo, se o papel o provara que funcionava. Seu deus então o mandou escrever outro papel novamente com a mesma palavra. Porém, desta vez, ele deveria rasgar o papel usando apenas seu desejo, e nenhuma outra ferramenta.
O garoto ficou horas olhando para o papel, desejando que o "impossível" escrito ali se tornasse "possível", e desistiu. Chegou a conclusão que realmente era impossível fazer isto apenas com a força do seu desejo. Precisava de mais, precisava de suas mãos, ou de qualquer outra ferramenta que exercesse a mesma função.
Pequenos pensamentos:
“Quanto mais distante do número áureo e dos valores de beleza sociais, maior será o esforço para encontrar a beleza.”
“A verdade é todo mecanismo lógico que compreende e manipula os fatores da realidade. A realidade universal é tudo aquilo que por si só existe, e a realidade humana é aquilo que depende do humano para existir.”
“O que fazer quando se sabe o que se deve fazer mas a vontade não surge? Talvez seja essa a hora de sofrer, para então o instinto acordar para a realidade e se entregar a sua vontade. Ou ainda seja essa a hora de descobrir o que realmente se deseja, de conhecer a si próprio e descobrir se aquele algo realmente deve ser feito por você ou se tudo deve mudar, e então ter coragem de mudar.”
“As únicas pessoas de quem preciso é de mim mesmo e de quem gosta de fazer as mesmas coisas que eu. Então, se eu estou sozinho, a culpa é minha e daquilo que eu faço. Cabe a mim decidir se este é ou não um bom caminho.”
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Vou jogar um jogo de dança com a finalidade de fazer exercício. Uma coisa que me preocupa é sobre a dificuldade de ser saudável. Conheço muitas pessoas inteligentes que caíram no sedentarismo. Será isto algo realmente tão difícil assim? Este pensamento me perturba, pois se for, ele quebra um pouco da estrutura teórica que eu idealizei. É esperar o tempo responder. Independente disto, dançar por si só é um exercício bem interessante, pois envolve elementos de conhecimentos sobre como fazer o movimento e recondicionar a memória corporal para executá-los. Além disso, também há a linguagem corporal, que é algo bem interessante e instintiva. Depois, vou tentar jogar mais um pouco de LTF, vai ser difícil largar esse jogo para estudar, ele tem muito conteúdo interessante, e um sistema de várias possibilidades, típico dos roguelikes. Hoje eu planejava falar também sobre objetivo de recondicionamento, mas se eu começar agora, só terminarei daqui a umas duas ou três horas, e vai ficar tarde. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.
Mais um texto, mais novidades: estou viciado em jogar “FTL”, um jogo de nave estilo “Roguelike” muito bem feito. Sexta, sábado e metade do domingo foram consumidos por ele. Vou tentar parar segunda pra voltar a estudar. Ultimamente eu tenho escrito alguns poemas, mas também escrevi textos, vou publicá-los aqui no blog hoje. A maioria deles só são síntese de pensamentos que não foram organizados em estrutura de poema por não serem importantes o suficiente ou serem breves demais, mas ainda sim comunicam coisas interessantes. Outro dia eu tive uma idéia de começar a fazer pesquisas de laboratório de uma forma bem simples: fazer um questionário pras pessoas responder e utilizar essas respostas pra provar uma propriedade. Embora isto não seja tão científico, já é um inicio para desenvolver idéias com base em resultados apresentáveis. Agora vamos para a postagem de hoje, que surgiu curiosamente depois de eu ter ido a uma palestra de comportamento no mundo virtual, em que o autor falou sobre “empatia”, que de forma resumida é o sentimento de envolvimento e identificação que as pessoas que vivem na internet não têm pelas pessoas que vivem em outros ambientes e vice-versa. Embora eu não soubesse como explicar teoricamente este comportamento, ele ficou gravado na minha memória. Após refletir bastante, consegue encontrar uma ligação entre o sentimento de empatia e minhas teorias. Vamos a ela.
Sentimento de empatia:
Sentimento de empatia é aquele que surge devido à identificação instintiva positiva. Isto acontece porque, devido à enorme capacidade de associação do cérebro humano, quando ele encontra em algo ou em alguma pessoa elementos que nos é comum, o cérebro joga os sentimentos associados a este algo a também aquela coisa. Esta identificação pode ser positiva, simpatia, ou negativa, antipatia. Exemplos: quando uma pessoa gosta de determinado tipo de comportamento, a tendência é que as pessoas que se comportarem daquele jeito também caiam no gosto dela. Ou ainda, quando existe algo que uma pessoa detesta, como a roupa que o ex-namorado dela usava, e alguém usar o mesmo tipo de roupa, a tendência é que este alguém passe automaticamente a não ser bem-vista por aquela pessoa. Isto porque, nos dois casos, o cérebro tende a associar que o mesmo motivo que faz com que uma pessoa seja boa, e, portanto, apresente determinada característica, fará com que a outra pessoa que apresente tal característica também seja boa naquilo. Isto costuma ser verdadeiro para a maioria dos casos.
A questão é que o sentimento de empatia é um pouco mais profundo que simplesmente associações quanto a simbologias. Isto porque existe a tendência de haver uma associação entre o ser, em que a pessoa se vê no lugar da outra. Basicamente, em dado momento, o instinto de uma pessoa associa que se aquilo acontece com alguém, e este alguém é parecido com ela, então existe a chance de acontecer com ela também. É a partir disto que o sentimento de empatia, que não precisa ser necessariamente positivo ou negativo, surge, e então algum sentimento surge e normalmente a pessoa é motivada a agir como gostaria que alguém agisse com ela. Isto é um comportamento importante, pois com isto se torna possível entender o porquê certas pessoas sentem quando outras pessoas estão em situação ruim, e ignoram quando outras pessoas estão nesta mesma situação. Um bom exemplo é quando alguém vê um drogado na rua e simplesmente o ignora, imaginando que algo como aquilo nunca aconteceria com ela e sua família. Um dia, seu filho passa a se drogar, e então ela perceber que aquilo também pode acontecer com ela. A partir deste dia, sempre que ela olha um drogado, ela se lembra da família dele e isto gera algum sentimento, que antes não existia.
De forma geral, todos podem ser iguais, se o critério de empatia for “ser humano”, como também todos podemos ser diferentes, se o critério de empatia for “conjunto de idéias e experiências”. A partir desta linha de raciocínio é possível assumir que a escolha do critério de empatia é variável de pessoa a pessoa. Ou seja, elas valorizam o critério de empatia que mais se encaixam com seu estilo de vida. Contudo, é possível assumir que exista um critério médio de empatia para a maioria dos estilos de vida, que é aquele em que a pessoa sente empatia essencialmente pelas pessoas com o mesmo estilo de vida dela. Com isto se conclui que pessoas com mesmo estilo de vida tendem a se ajudar, enquanto que pessoas com estilos de vida diferentes tendem a serem indiferentes umas pras outras. Um bom exemplo disto foi a escravidão, em que a cor foi utilizada como um forte critério de empatia. Devido a ela, surgiu duas classes, os negros e os brancos, em que os brancos dominavam e não sentiam nenhum tipo de empatia pelos negros. Foi isto que permitiu que eles fossem usados como foram sem que as pessoas achassem absurdo de modo ponto de impedir a escravidão.
O sentimento de empatia também pode ser muito observado nos eventos competitivos da sociedade. Durante a competição, é preciso haver algum tipo de negociação entre as relações políticas para que, ao mesmo tempo em que as pessoas se tornem fortes umas com as outras a ponto de vencer, também sejam poucas o suficiente para que o prêmio final não seja dividido com muita gente, e, portanto, se torne mais valioso. Nestas organizações atua também o sentimento de empatia, pois as pessoas precisam escolher parceiros de forma rápida e sem muita avaliação, e decidem isso pela imagem e empatia. O sentimento de empatia pode ser usado como forma de persuasão. Foi ele um dos fatores que tornaram possível a escravidão. Por isto, é preciso ter cuidado em como usar o sentimento de empatia em uma competição ou na hora de avaliar o que é justo ou não para as pessoas.
Foi pensando no tipo de pessoa que utiliza a empatia para fazer alianças políticas e conseguir se tornar melhor sem muito esforço que eu pensei na seguinte: “O ser quer que seus semelhantes sejam melhores que seus diferentes e que ele seja melhor que seus semelhantes. Quando todo aquele diferente se torna semelhante, a diferença que antes era ignorada agora se torna evidente, e novos diferentes surgem dos semelhantes. Disto torna possível observar que todos são semelhantes e diferentes ao mesmo tempo, tudo depende do critério valorizado. A semelhança e a diferença se tornam, portanto, apenas um mecanismo de agregação de poder para aqueles que buscam, através disto, se tornarem melhores sem muito esforço.” Este pensamento pode ter sido um pouco forçado, mas acredito que é possível observar sua existência por ai, como o EUA que faz seus cidadãos trabalhem poucos e que chineses trabalhem muito.
PS: no terceiro parágrafo, quando foi explicado que as pessoas normalmente tendem a agir como gostariam que agissem com ela, isto é provavelmente influência da mecânica do desejo, que faz as pessoas querer o melhor. Como elas são associadas a outras pessoas, elas acabam querendo o melhor para outras pessoas também. Mais sobre desejo em: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html
Contextos da realidade:
Havia um pequeno papel escrito "impossível". Não satisfeito com sua situação, determinado garoto usou suas mãos e rasgou o "im" deste papel e provou para si próprio que o impossível", na verdade, pode se tornar "possível" de acordo com seu desejo. Convencido disto, buscou o que queria, e não conseguiu.
Insatisfeito, ele foi perguntar ao seu deus o porquê daquilo não ter dado certo, se o papel o provara que funcionava. Seu deus então o mandou escrever outro papel novamente com a mesma palavra. Porém, desta vez, ele deveria rasgar o papel usando apenas seu desejo, e nenhuma outra ferramenta.
O garoto ficou horas olhando para o papel, desejando que o "impossível" escrito ali se tornasse "possível", e desistiu. Chegou a conclusão que realmente era impossível fazer isto apenas com a força do seu desejo. Precisava de mais, precisava de suas mãos, ou de qualquer outra ferramenta que exercesse a mesma função.
Pequenos pensamentos:
“Quanto mais distante do número áureo e dos valores de beleza sociais, maior será o esforço para encontrar a beleza.”
“A verdade é todo mecanismo lógico que compreende e manipula os fatores da realidade. A realidade universal é tudo aquilo que por si só existe, e a realidade humana é aquilo que depende do humano para existir.”
“O que fazer quando se sabe o que se deve fazer mas a vontade não surge? Talvez seja essa a hora de sofrer, para então o instinto acordar para a realidade e se entregar a sua vontade. Ou ainda seja essa a hora de descobrir o que realmente se deseja, de conhecer a si próprio e descobrir se aquele algo realmente deve ser feito por você ou se tudo deve mudar, e então ter coragem de mudar.”
“As únicas pessoas de quem preciso é de mim mesmo e de quem gosta de fazer as mesmas coisas que eu. Então, se eu estou sozinho, a culpa é minha e daquilo que eu faço. Cabe a mim decidir se este é ou não um bom caminho.”
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Vou jogar um jogo de dança com a finalidade de fazer exercício. Uma coisa que me preocupa é sobre a dificuldade de ser saudável. Conheço muitas pessoas inteligentes que caíram no sedentarismo. Será isto algo realmente tão difícil assim? Este pensamento me perturba, pois se for, ele quebra um pouco da estrutura teórica que eu idealizei. É esperar o tempo responder. Independente disto, dançar por si só é um exercício bem interessante, pois envolve elementos de conhecimentos sobre como fazer o movimento e recondicionar a memória corporal para executá-los. Além disso, também há a linguagem corporal, que é algo bem interessante e instintiva. Depois, vou tentar jogar mais um pouco de LTF, vai ser difícil largar esse jogo para estudar, ele tem muito conteúdo interessante, e um sistema de várias possibilidades, típico dos roguelikes. Hoje eu planejava falar também sobre objetivo de recondicionamento, mas se eu começar agora, só terminarei daqui a umas duas ou três horas, e vai ficar tarde. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
às
22:29:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Ciência,
Estudos,
Psicologia
sábado, 29 de setembro de 2012
Analogia de relações sociais com as relações ecológicas e o desejo reativo
Introdução:
Olá amigos. Depois de passar a tarde toda sem fazer nada e perceber que o dia já anoiteceu, resolvi fazer algo produtivo: escrever para meu blog. Esse final de semana provavelmente não terei tempo porque terei umas aulas extras do pré-vestibular. Falando em estudo, final de ano está cada vez mais desanimador. Tentarei dar um “splint” como o professor mencionou e absorver alguns assuntos antes das provas, que chegará em no máximo três meses. Eu decidi que se eu não passar em engenharia numa faculdade pública, tentarei arrumar descontos em psicologia em alguma faculdade privada. É preciso levar em consideração que eu nunca estudei seriamente na vida, apenas este ano, então minha adaptação ao pré-vestibular não foi tão eficiente quanto eu imagino que aqueles que estudavam desde o ensino médio obtiveram. Isto sem contar com a falta e a preguiça de alguns professores, e com minha própria também. Quanto a política, não sei ainda em quem votar. Não é possível definir uma posição de voto com o tanto de informação que se transmite na internet e na televisão. Acredito que seja preciso um debate mais profundo que discutir apenas o que foi feito por cada candidato e o que cada um deles irá fazer. Mas algo mais complicado que isso envolve ideologia, e ideologia é algo bastante perigoso. É uma situação bem complicada de resolver. Enfim, vamos a postagem, hoje tratará sobre analogia relações social com as ecológicas e desejo reativo.
Analogia de relações sociais com as relações ecológicas:
Na minha penúltima postagem, em “alvos e limites do desejo”, cheguei à conclusão de que o humano deseja os itens explicados no gráfico do bem-estar evolutivo, e quanto melhor ele for naquilo em relação a maioria das pessoas da sua sociedade, maior será seu desejo. Foi exemplificado o caso do computador que, ao se tornar um meio de produção, muitas pessoas começaram a desejar a se tornarem boas nisso, principalmente aquelas que participaram do inicio do desenvolvimento dos computadores e por isso já sabiam mexer nele. Isto porque ali já estava associada uma nova forma de produção, então aquelas que já sabiam se animavam, pois sabiam que se algo rolasse, seria com elas, e não com outras que teriam que aprender tudo e irão demorar tempo para isto. Desta forma, é possível assumir que a cada nova indústria que começa a se desenvolver na sociedade, e ela necessariamente está relacionada com um ou mais elementos do gráfico, surge também um novo nicho evolutivo, onde surgirão novos produtores e consumidores. Nisto se percebe a primeira relação social análogas às relações ecológicas: a de produtores e consumidores.
Um bom exemplo disto é a indústria da dança: há quem se sinta muito bem por produzir dança, principalmente porque é boa nisso por ter tendência genética ou treinar desde criança. A este tipo de pessoa cabe a pesquisa de novos estilos de dança e a execução de movimentos difíceis, ao desenvolvimento de apresentações, e isto por si só já se constitui em uma grande quantidade de tempo. Há quem consuma isto o que esta pessoa produz: aquelas que vão aos shows desta apresentação, bem como também tem aulas para aprender estes tais movimentos difíceis ou novos estilos. Mas o importante é saber o porquê, tanto a que produz quanto a que consome, se preocupam em aprender a dançar. Uma das causas é a busca pelo exercício físico, função a qual a dança exerce. Outra é a dança como um dispositivo social, que é utilizada pelas pessoas como meio de socialização. Existe também a dança com função comunicativa, que busca expressar, através do corpo, culturas, intenções, sentimentos e o que mais for possível. Nestes três casos nós vemos relações com os elementos do gráfico. No primeiro, a saúde. No segundo, a competição e a associação ao prazer. No terceiro, há a busca por conhecimento de produção e comunicação de imagens, que são as associações de sentimentos e conhecimentos aos contextos e necessidades do mundo.
Quem está produzindo a dança sente, de alguma forma, que aquilo poderá ser aproveitado um dia. E o prazer de ser boa naquilo que a maioria das pessoas, aliado com a possibilidade de viver daquilo, mesmo que não seja de modo muito luxuoso, é o suficiente para algumas pessoas se dedicarem a um nicho evolutivo. É o caso das pessoas que fazem coisas por prazer de ser amador e tem um trabalho paralelo aquele, mas buscam melhorar, até se tornarem realmente boas e conseguirem viver disto. O público destas pessoas está relacionado ao mesmo nicho na qual ela se sente bem em produzir. Por exemplo, se aquela pessoa gosta de dançar porque isto é algo saudável, o seu público gostará disto pelo mesmo motivo, contudo, ela se dedica mais tempo para aquilo que seu público, por isso ela é a produtora e seu público é consumidor. Da mesma forma acontece com os outros nichos evolutivos sociais, por exemplo: no caso do rock, a agressividade. Na música pop, a dança e atitude. Na erudita, a técnica. Na música mpb, o estilo, etc. Muitas vezes é possível perceber que o próprio fã de determinado artista o admira porque este artista faz coisas que ele deseja fazer, por algum motivo. Este motivo é porque ele sente que é melhor naquilo que a maioria das pessoas, só não tem tempo ou algum outro recurso para potencializar aquilo como seu artista tem. Além disto, este motivo tem alguma relação com o gráfico.
Entendido esta primeira relação, vamos a outra que eu percebi e inclusive, já escrevi aqui no blog. É a relação de parasitismo. Existem pessoas que simplesmente são melhores em enganar e parasitar os outros. E nisto elas sempre serão melhores, portanto, seu instinto tenderá a sempre valorizar isto. Talvez, nestes casos, isto não possa ser considerado um distúrbio muito grave, mas ainda sim é distúrbio. O ato de parasitar é se beneficiar em cima do prejuízo dos outros, e isto vai contra a responsabilidade que todo humano deve ter com a boa evolução. Contudo, é algo inevitável pela própria mecânica que a evolução encontrou para existir. Para tal, é preciso que as pessoas montem um sistema de defesa e se tornem conscientes que este tipo de pessoa existe. Outras relações sociais análogas a ecológica devem existir, contudo, não observei a relação das pessoas com a devida atenção ainda para identificá-las. Porém, é preciso perceber que, diferente das relações ecológicas, que acontece entre espécies, às relações sociais análogas a elas acontece entre os desejos e as sensações relacionadas a ele, sensação de prazer e sensação de dor, no caso, que é o que acontece quando se obtém quando se esforça para ter o que deseja ou quando este esforço dá errado, respectivamente. Uma relação interessante que eu suspeito existir é o mimetismo, em que a pessoa é boa em imitar superficialmente a outra e consegue vários benefícios através disto, coisas simples e que ela deseja.
É possível perceber que, dentro de um modelo padrão de evolução, há a especificação. Ou seja: uma pessoa que tem como nicho evolutivo o mimetismo, ela tem um estilo de vida normal, como qualquer outra, mas que, porém, ela é boa especificamente em conseguir benefícios através da imitação. Outro exemplo é uma pessoa cujo nicho dela é dançar, embora ela desenvolva um estilo de vida normal, ela se destaca em dançar e seu estilo de vida se adéqua a isto. O que eu quero dizer é que os elementos que tornam uma evolução saudável devem existir em todas as pessoas, contudo, cada uma delas especializada naquilo em que ela é melhor, surgindo daí os nichos evolutivos sociais. Por isto surgem as relações entre os nichos evolutivos sociais, pois a especialização de uma é o que a outra precisa para ter uma vida saudável, porém em menores doses, mas que só são acessíveis se existir um produtor. Através disto surge uma população que produz bem e consome bem, e através disto desenvolve uma boa qualidade de vida. Esta relação pode ser melhor visualizada nas indústrias de produtos tradicionais, que são dividas em setor primário, de matéria prima, secundário, produtor, e terciário, consumidor. Cada setor depende do outro para que seus produtos tenham produção e consumo. O comentário a seguir sobre “auxiliadores” se encaixará porque podemos assumir que toda indústria é um nicho evolutivo definido, com produção e consumo constantes.
Deste mesmo ponto de vista é possível perceber a concorrência nos nichos evolutivos sociais. Supondo que haja um nicho evolutivo com muitas pessoas que se achem boas naquilo, haverá um processo de adaptação deste nicho a sociedade em que o consumo irá determinar quantas pessoas poderá sobreviver daquilo, em média. Daí surge o processo de concorrência, que seleciona os melhores, tanto em habilidade nativa, quanto em desejo de se esforçar para se tornar bom em tal nicho. Contudo, já que quanto melhor for à pessoa naturalmente naquilo, maior será o desejo dela em se esforçar para se adaptar a aquilo, a tendência será que as pessoas que são melhores naquilo ganhar da concorrência enquanto que as que são mais ou menos irão buscar outro nicho, e futuramente poderão se tornar consumidoras ou auxiliares. Um exemplo de pessoas auxiliares é o de que, numa indústria de música, não existe apenas o cantor principal, mas também os auxiliares. Estes auxiliares não têm o conjunto de condições necessárias para lançar uma carreira, mas tem os conhecimentos necessários para auxiliar os cantores a fazer aquilo. Numa indústria de música, suponho, a equipe auxiliar costuma ser fixa, pois é técnica, enquanto que o cantor, que trás o conteúdo a ser trabalhado pela equipe, varia. Estes auxiliadores existem porque a montagem de uma indústria é algo bem mais complexo do que a maioria das pessoas pensam, pois a técnica por traz da produção é bem trabalhosa. Contudo, eles trabalham mais por dinheiro, embora seja pelo fato deles serem bons que os tenha motivado a desenvolver aquele conjunto de habilidades.
Desejo reativo:
Em “Introdução a estrutura do desejo”, eu dei duas formas básicas de formação de desejo que foram percebidas por mim. A formação associativa e a adaptativa. Contudo, foi possível perceber outro tipo de formação de desejo, o desejo reativo. Antes, uma pequena revisão sobre os outros dois desejos. “Desejo associativo” é o tipo de desejo que surge quando alguém semelhante a pessoa consegue algo que também pode ser benéfico a ela. Por semelhança, ela assume que também pode ter aquilo e por isto deseja. “Desejo adaptativo” é o tipo de desejo que surge quando a pessoa compreende como é possível produzir algo que irá beneficiar ela. Não é simplesmente uma associação, mas sim um entendimento de realidade que faz a pessoa entender que algo que seja bom a ela é possível, e então ela vai e busca isto, mesmo que ninguém tenha feito isto antes. A diferença entre um e outro desejo é basicamente esta: o associativo é preciso de alguém semelhante tenha para então fazer surgir o desejo, o adaptativo é preciso compreender a realidade para então surgir o desejo.
Este parágrafo também servirá como uma revisão e uma reorganização de conceitos já ditos por mim anteriormente. Em ambos os casos, é possível aplicar a propriedade do desejo observada na postagem “Alvos e limites dos desejos”: o humano irá desejar aquilo que ele sente que é melhor que a maioria e esteja relacionada ao gráfico, seja por associação ou por adaptação. Neste caso, em associação, já que a pessoa é semelhante da outra, seja por motivos sociais ou econômicos, a mesma coisa que possivelmente seja boa pra uma também será para a outra. Esta propriedade se alia a propriedade associativa da mente humana. Já no desejo adaptativo, ela entende como encontrar os recursos para produzir o que deseja, e faz isto através da prática e da adaptação a como funcionam as coisas na realidade. Deste modo, ou a pessoa encontra um novo nicho evolutivo social, ou reinventa o seu ou o reencontra, lembrando que nicho evolutivo está relacionado com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo.
O desejo reativo surge através dos sentimentos que reagem a desejos anteriores. Sabemos que primordialmente há o desejo, e em seguida, há as respostas ao desejo. Essas respostas são os sentimentos, que podem ser a sensação de bem-estar, de raiva, de dor, de afeto, entre outros. Sendo assim, dependendo da resposta do desejo daquela pessoa, ela pode acumular sentimentos positivos ou negativos em referencia a aquilo, e este sentimento irá guiar os futuros desejos. Por exemplo, se uma pessoa é levada a desejar a aprender um conteúdo escolar, mas não tem conhecimento o suficiente para fazer isto ou não entende o porquê irá utilizar isto, a tendência será ela associar aquilo à raiva ou a inutilidade, levando a preguiça. Isto guiará os próximos desejos dela, pois a cada repetição do mesmo resultado, o mesmo sentimento irá ser reforçado desestimulado futuros desejos. Ou ainda, se em outro caso a reação for positiva, gerando desta forma alegria ou afeto, haverá a estimulação de futuros desejos para aquele algo.
Neste ponto é possível perceber o porquê o instinto se sente estimulado quando é bom em algo que ele vê que poderá contribuir com sua evolução. Por contribuir com a evolução, ele acaba desejando, e ao obter sentimentos positivos por conseguir alcançar aquilo, seu instinto irá querer mais daquilo, e então o desejo se tornará maior a ponto dele querer o suficiente para aprender toda a parte difícil e se tornar realmente bom naquilo. Do mesmo modo, se a pessoa for ruim em algo, seu instinto irá desestimulá-la, e, portanto, ela irá ter menos estímulo para tentar ser boa naquilo. Se ainda o sentimento for forte o suficiente como raiva, ela irá buscar se distanciar de tudo aquilo associado a aquele algo. Neste caso se entende o porquê da raiva de certas pessoas por coisas que não estão necessariamente ligadas a elas. Estou dando exemplos simples até agora, mas existem exemplos mais complicados os quais eu não conheço muito bem. Existem casos em que as pessoas só associam raiva a determinado elemento de um desejo, mas ainda continua desejando ele. Então ela busca uma maneira alternativa de alcançar este desejo e, ao alcançar isto, busca uma forma de prejudicar aquilo que ela sente raiva por vingança. Outro exemplo é o de uma pessoa que associa sentimentos bons a determinado elemento da infância, e busca nisto a inspiração para sua identidade.
Encerramento:
Enfim, mais uma postagem encerrada. Faz tempo que eu estou com a analogia citada anteriormente na cabeça. O gráfico do bem-estar evolutivo foi um conhecimento chave para eu conseguir chegar a ela. Entender o que significa uma evolução humana na prática, através do sistema evolutivo, para então compreender sua especialização, que é onde o sistema evolutivo irá atuar. O que me incomoda bastante, atualmente, é a falta de definição sobre os outros sentimentos. Desde que eu desenvolvi o gráfico do bem-estar evolutivo, o desejo é o sentimento chave para desencadear os sentimentos, e isto desconfigurou meu entendimento sobre a função dos sentimentos. Reajustes serão bem-vindos. Outra coisa que vem me preocupando é minha construção da evolução aliada ao compromisso de sempre estar buscar o melhor, tanto pra mim quanto pras pessoas. Existe uma enorme tentação de construir coisas sem exatamente se preocupar com o próximo, mas isto é bastante perigoso. Após assumir compromissos com um sistema evolutivo mal feito, é difícil sair dele. Estou pensando nisso porque é difícil balancear a competição e os desejos, e durante a troca de algumas idéias, é preciso ter cuidado para não deixar que o instinto tome conta do sistema lógico de pensamento. É difícil ver as pessoas explorando as suas incertezas com a força de certezas mal fundamentadas que elas têm e não reagir a isto com certezas má fundamentadas também. Concluindo, uma boa noite para todos e até a próxima postagem
Olá amigos. Depois de passar a tarde toda sem fazer nada e perceber que o dia já anoiteceu, resolvi fazer algo produtivo: escrever para meu blog. Esse final de semana provavelmente não terei tempo porque terei umas aulas extras do pré-vestibular. Falando em estudo, final de ano está cada vez mais desanimador. Tentarei dar um “splint” como o professor mencionou e absorver alguns assuntos antes das provas, que chegará em no máximo três meses. Eu decidi que se eu não passar em engenharia numa faculdade pública, tentarei arrumar descontos em psicologia em alguma faculdade privada. É preciso levar em consideração que eu nunca estudei seriamente na vida, apenas este ano, então minha adaptação ao pré-vestibular não foi tão eficiente quanto eu imagino que aqueles que estudavam desde o ensino médio obtiveram. Isto sem contar com a falta e a preguiça de alguns professores, e com minha própria também. Quanto a política, não sei ainda em quem votar. Não é possível definir uma posição de voto com o tanto de informação que se transmite na internet e na televisão. Acredito que seja preciso um debate mais profundo que discutir apenas o que foi feito por cada candidato e o que cada um deles irá fazer. Mas algo mais complicado que isso envolve ideologia, e ideologia é algo bastante perigoso. É uma situação bem complicada de resolver. Enfim, vamos a postagem, hoje tratará sobre analogia relações social com as ecológicas e desejo reativo.
Analogia de relações sociais com as relações ecológicas:
Na minha penúltima postagem, em “alvos e limites do desejo”, cheguei à conclusão de que o humano deseja os itens explicados no gráfico do bem-estar evolutivo, e quanto melhor ele for naquilo em relação a maioria das pessoas da sua sociedade, maior será seu desejo. Foi exemplificado o caso do computador que, ao se tornar um meio de produção, muitas pessoas começaram a desejar a se tornarem boas nisso, principalmente aquelas que participaram do inicio do desenvolvimento dos computadores e por isso já sabiam mexer nele. Isto porque ali já estava associada uma nova forma de produção, então aquelas que já sabiam se animavam, pois sabiam que se algo rolasse, seria com elas, e não com outras que teriam que aprender tudo e irão demorar tempo para isto. Desta forma, é possível assumir que a cada nova indústria que começa a se desenvolver na sociedade, e ela necessariamente está relacionada com um ou mais elementos do gráfico, surge também um novo nicho evolutivo, onde surgirão novos produtores e consumidores. Nisto se percebe a primeira relação social análogas às relações ecológicas: a de produtores e consumidores.
Um bom exemplo disto é a indústria da dança: há quem se sinta muito bem por produzir dança, principalmente porque é boa nisso por ter tendência genética ou treinar desde criança. A este tipo de pessoa cabe a pesquisa de novos estilos de dança e a execução de movimentos difíceis, ao desenvolvimento de apresentações, e isto por si só já se constitui em uma grande quantidade de tempo. Há quem consuma isto o que esta pessoa produz: aquelas que vão aos shows desta apresentação, bem como também tem aulas para aprender estes tais movimentos difíceis ou novos estilos. Mas o importante é saber o porquê, tanto a que produz quanto a que consome, se preocupam em aprender a dançar. Uma das causas é a busca pelo exercício físico, função a qual a dança exerce. Outra é a dança como um dispositivo social, que é utilizada pelas pessoas como meio de socialização. Existe também a dança com função comunicativa, que busca expressar, através do corpo, culturas, intenções, sentimentos e o que mais for possível. Nestes três casos nós vemos relações com os elementos do gráfico. No primeiro, a saúde. No segundo, a competição e a associação ao prazer. No terceiro, há a busca por conhecimento de produção e comunicação de imagens, que são as associações de sentimentos e conhecimentos aos contextos e necessidades do mundo.
Quem está produzindo a dança sente, de alguma forma, que aquilo poderá ser aproveitado um dia. E o prazer de ser boa naquilo que a maioria das pessoas, aliado com a possibilidade de viver daquilo, mesmo que não seja de modo muito luxuoso, é o suficiente para algumas pessoas se dedicarem a um nicho evolutivo. É o caso das pessoas que fazem coisas por prazer de ser amador e tem um trabalho paralelo aquele, mas buscam melhorar, até se tornarem realmente boas e conseguirem viver disto. O público destas pessoas está relacionado ao mesmo nicho na qual ela se sente bem em produzir. Por exemplo, se aquela pessoa gosta de dançar porque isto é algo saudável, o seu público gostará disto pelo mesmo motivo, contudo, ela se dedica mais tempo para aquilo que seu público, por isso ela é a produtora e seu público é consumidor. Da mesma forma acontece com os outros nichos evolutivos sociais, por exemplo: no caso do rock, a agressividade. Na música pop, a dança e atitude. Na erudita, a técnica. Na música mpb, o estilo, etc. Muitas vezes é possível perceber que o próprio fã de determinado artista o admira porque este artista faz coisas que ele deseja fazer, por algum motivo. Este motivo é porque ele sente que é melhor naquilo que a maioria das pessoas, só não tem tempo ou algum outro recurso para potencializar aquilo como seu artista tem. Além disto, este motivo tem alguma relação com o gráfico.
Entendido esta primeira relação, vamos a outra que eu percebi e inclusive, já escrevi aqui no blog. É a relação de parasitismo. Existem pessoas que simplesmente são melhores em enganar e parasitar os outros. E nisto elas sempre serão melhores, portanto, seu instinto tenderá a sempre valorizar isto. Talvez, nestes casos, isto não possa ser considerado um distúrbio muito grave, mas ainda sim é distúrbio. O ato de parasitar é se beneficiar em cima do prejuízo dos outros, e isto vai contra a responsabilidade que todo humano deve ter com a boa evolução. Contudo, é algo inevitável pela própria mecânica que a evolução encontrou para existir. Para tal, é preciso que as pessoas montem um sistema de defesa e se tornem conscientes que este tipo de pessoa existe. Outras relações sociais análogas a ecológica devem existir, contudo, não observei a relação das pessoas com a devida atenção ainda para identificá-las. Porém, é preciso perceber que, diferente das relações ecológicas, que acontece entre espécies, às relações sociais análogas a elas acontece entre os desejos e as sensações relacionadas a ele, sensação de prazer e sensação de dor, no caso, que é o que acontece quando se obtém quando se esforça para ter o que deseja ou quando este esforço dá errado, respectivamente. Uma relação interessante que eu suspeito existir é o mimetismo, em que a pessoa é boa em imitar superficialmente a outra e consegue vários benefícios através disto, coisas simples e que ela deseja.
É possível perceber que, dentro de um modelo padrão de evolução, há a especificação. Ou seja: uma pessoa que tem como nicho evolutivo o mimetismo, ela tem um estilo de vida normal, como qualquer outra, mas que, porém, ela é boa especificamente em conseguir benefícios através da imitação. Outro exemplo é uma pessoa cujo nicho dela é dançar, embora ela desenvolva um estilo de vida normal, ela se destaca em dançar e seu estilo de vida se adéqua a isto. O que eu quero dizer é que os elementos que tornam uma evolução saudável devem existir em todas as pessoas, contudo, cada uma delas especializada naquilo em que ela é melhor, surgindo daí os nichos evolutivos sociais. Por isto surgem as relações entre os nichos evolutivos sociais, pois a especialização de uma é o que a outra precisa para ter uma vida saudável, porém em menores doses, mas que só são acessíveis se existir um produtor. Através disto surge uma população que produz bem e consome bem, e através disto desenvolve uma boa qualidade de vida. Esta relação pode ser melhor visualizada nas indústrias de produtos tradicionais, que são dividas em setor primário, de matéria prima, secundário, produtor, e terciário, consumidor. Cada setor depende do outro para que seus produtos tenham produção e consumo. O comentário a seguir sobre “auxiliadores” se encaixará porque podemos assumir que toda indústria é um nicho evolutivo definido, com produção e consumo constantes.
Deste mesmo ponto de vista é possível perceber a concorrência nos nichos evolutivos sociais. Supondo que haja um nicho evolutivo com muitas pessoas que se achem boas naquilo, haverá um processo de adaptação deste nicho a sociedade em que o consumo irá determinar quantas pessoas poderá sobreviver daquilo, em média. Daí surge o processo de concorrência, que seleciona os melhores, tanto em habilidade nativa, quanto em desejo de se esforçar para se tornar bom em tal nicho. Contudo, já que quanto melhor for à pessoa naturalmente naquilo, maior será o desejo dela em se esforçar para se adaptar a aquilo, a tendência será que as pessoas que são melhores naquilo ganhar da concorrência enquanto que as que são mais ou menos irão buscar outro nicho, e futuramente poderão se tornar consumidoras ou auxiliares. Um exemplo de pessoas auxiliares é o de que, numa indústria de música, não existe apenas o cantor principal, mas também os auxiliares. Estes auxiliares não têm o conjunto de condições necessárias para lançar uma carreira, mas tem os conhecimentos necessários para auxiliar os cantores a fazer aquilo. Numa indústria de música, suponho, a equipe auxiliar costuma ser fixa, pois é técnica, enquanto que o cantor, que trás o conteúdo a ser trabalhado pela equipe, varia. Estes auxiliadores existem porque a montagem de uma indústria é algo bem mais complexo do que a maioria das pessoas pensam, pois a técnica por traz da produção é bem trabalhosa. Contudo, eles trabalham mais por dinheiro, embora seja pelo fato deles serem bons que os tenha motivado a desenvolver aquele conjunto de habilidades.
Desejo reativo:
Em “Introdução a estrutura do desejo”, eu dei duas formas básicas de formação de desejo que foram percebidas por mim. A formação associativa e a adaptativa. Contudo, foi possível perceber outro tipo de formação de desejo, o desejo reativo. Antes, uma pequena revisão sobre os outros dois desejos. “Desejo associativo” é o tipo de desejo que surge quando alguém semelhante a pessoa consegue algo que também pode ser benéfico a ela. Por semelhança, ela assume que também pode ter aquilo e por isto deseja. “Desejo adaptativo” é o tipo de desejo que surge quando a pessoa compreende como é possível produzir algo que irá beneficiar ela. Não é simplesmente uma associação, mas sim um entendimento de realidade que faz a pessoa entender que algo que seja bom a ela é possível, e então ela vai e busca isto, mesmo que ninguém tenha feito isto antes. A diferença entre um e outro desejo é basicamente esta: o associativo é preciso de alguém semelhante tenha para então fazer surgir o desejo, o adaptativo é preciso compreender a realidade para então surgir o desejo.
Este parágrafo também servirá como uma revisão e uma reorganização de conceitos já ditos por mim anteriormente. Em ambos os casos, é possível aplicar a propriedade do desejo observada na postagem “Alvos e limites dos desejos”: o humano irá desejar aquilo que ele sente que é melhor que a maioria e esteja relacionada ao gráfico, seja por associação ou por adaptação. Neste caso, em associação, já que a pessoa é semelhante da outra, seja por motivos sociais ou econômicos, a mesma coisa que possivelmente seja boa pra uma também será para a outra. Esta propriedade se alia a propriedade associativa da mente humana. Já no desejo adaptativo, ela entende como encontrar os recursos para produzir o que deseja, e faz isto através da prática e da adaptação a como funcionam as coisas na realidade. Deste modo, ou a pessoa encontra um novo nicho evolutivo social, ou reinventa o seu ou o reencontra, lembrando que nicho evolutivo está relacionado com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo.
O desejo reativo surge através dos sentimentos que reagem a desejos anteriores. Sabemos que primordialmente há o desejo, e em seguida, há as respostas ao desejo. Essas respostas são os sentimentos, que podem ser a sensação de bem-estar, de raiva, de dor, de afeto, entre outros. Sendo assim, dependendo da resposta do desejo daquela pessoa, ela pode acumular sentimentos positivos ou negativos em referencia a aquilo, e este sentimento irá guiar os futuros desejos. Por exemplo, se uma pessoa é levada a desejar a aprender um conteúdo escolar, mas não tem conhecimento o suficiente para fazer isto ou não entende o porquê irá utilizar isto, a tendência será ela associar aquilo à raiva ou a inutilidade, levando a preguiça. Isto guiará os próximos desejos dela, pois a cada repetição do mesmo resultado, o mesmo sentimento irá ser reforçado desestimulado futuros desejos. Ou ainda, se em outro caso a reação for positiva, gerando desta forma alegria ou afeto, haverá a estimulação de futuros desejos para aquele algo.
Neste ponto é possível perceber o porquê o instinto se sente estimulado quando é bom em algo que ele vê que poderá contribuir com sua evolução. Por contribuir com a evolução, ele acaba desejando, e ao obter sentimentos positivos por conseguir alcançar aquilo, seu instinto irá querer mais daquilo, e então o desejo se tornará maior a ponto dele querer o suficiente para aprender toda a parte difícil e se tornar realmente bom naquilo. Do mesmo modo, se a pessoa for ruim em algo, seu instinto irá desestimulá-la, e, portanto, ela irá ter menos estímulo para tentar ser boa naquilo. Se ainda o sentimento for forte o suficiente como raiva, ela irá buscar se distanciar de tudo aquilo associado a aquele algo. Neste caso se entende o porquê da raiva de certas pessoas por coisas que não estão necessariamente ligadas a elas. Estou dando exemplos simples até agora, mas existem exemplos mais complicados os quais eu não conheço muito bem. Existem casos em que as pessoas só associam raiva a determinado elemento de um desejo, mas ainda continua desejando ele. Então ela busca uma maneira alternativa de alcançar este desejo e, ao alcançar isto, busca uma forma de prejudicar aquilo que ela sente raiva por vingança. Outro exemplo é o de uma pessoa que associa sentimentos bons a determinado elemento da infância, e busca nisto a inspiração para sua identidade.
Encerramento:
Enfim, mais uma postagem encerrada. Faz tempo que eu estou com a analogia citada anteriormente na cabeça. O gráfico do bem-estar evolutivo foi um conhecimento chave para eu conseguir chegar a ela. Entender o que significa uma evolução humana na prática, através do sistema evolutivo, para então compreender sua especialização, que é onde o sistema evolutivo irá atuar. O que me incomoda bastante, atualmente, é a falta de definição sobre os outros sentimentos. Desde que eu desenvolvi o gráfico do bem-estar evolutivo, o desejo é o sentimento chave para desencadear os sentimentos, e isto desconfigurou meu entendimento sobre a função dos sentimentos. Reajustes serão bem-vindos. Outra coisa que vem me preocupando é minha construção da evolução aliada ao compromisso de sempre estar buscar o melhor, tanto pra mim quanto pras pessoas. Existe uma enorme tentação de construir coisas sem exatamente se preocupar com o próximo, mas isto é bastante perigoso. Após assumir compromissos com um sistema evolutivo mal feito, é difícil sair dele. Estou pensando nisso porque é difícil balancear a competição e os desejos, e durante a troca de algumas idéias, é preciso ter cuidado para não deixar que o instinto tome conta do sistema lógico de pensamento. É difícil ver as pessoas explorando as suas incertezas com a força de certezas mal fundamentadas que elas têm e não reagir a isto com certezas má fundamentadas também. Concluindo, uma boa noite para todos e até a próxima postagem
Postado por:
Devir Social
às
21:16:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Ciência,
Estudos,
Psicologia
Assinar:
Postagens (Atom)