Todo mundo tem o que merece
Olá amiguinhos, estou escrevendo hoje com o simples propósito de atualizar o blog e ocupar algum tempo. Embora não me sentindo totalmente confortável com isso, por este ser um blog pessoal que acompanha minha linha de pensamento, acredito que a única coisa cabível a escrever aqui, é sobre isso: sobre meu pensamento atual quanto à classe dos professores. Não me sinto confortável por isto ser uma crítica pesada a esta classe, porém, ultimamente eu tenho estado sem muitas novas idéias interessantes, já que a maioria delas é relacionada ao livro, e eu to sem assunto para atualizar meu blog, que eu mantenho em compromisso com minha essência filosofa. Sobre as novidades clássicas para encerrar o primeiro parágrafo, comecei a dirigir e pretendo dar entrada na papelada para, pelo menos, registrar o meu livro, e quem sabe, conseguir alguém que se interesse pelo assunto no departamento de psicologia, mas isto é algo realmente complicado, pois sinto que a recepção do sistema, enquanto sistema rígido formado por pessoas, não será muito boa, já que meu comportamento não faz parte de suas expectativas, embora que, devamos lembrar que as pessoas são flexíveis, e por isso, com o devido forçamento para fazer surgir possibilidades ocultas, talvez seja possível eu alcançar meu objetivo, e, além disso, estou me convencendo racionalmente que eu não deva sentir nenhum tempo de receio quanto ao fato de que meu livro deva ser atendido por uma instituição pública, que são as faculdades federais, bem como bem recepcionado, ou no mínimo, chame a atenção de alguém, já que devemos lembrar que minha geração é o futuro da nação, e se algum cientista velho não trata bem um cientista jovem, mesmo que ele pareça prepotente, como é a imagem que eu imagino que passarei, este cientista velho não pode reclamar do que a próxima geração se tornará, do nível que ela alcançará. Afinal, estou prestando um serviço social me sacrificando pelo bem do conhecimento que, a princípio, é o bem mais precioso das sociedades, já que dele deriva a tecnologia.
Sobre os professores, devo admitir que tenho uma visão pessoal do assunto, que se resume aos da minha escola, porém, pelos relatos dos mesmos, essa falta de respeito com os professores não se resume somente na minha, e sim, confirmado por estes dados, a uma pequena parcela das escolas recifenses, isto não levando em consideração as escolas as quais não temos nenhum dado, mas que se seguirmos o padrão de comportamento, também tem o mesmo problema, e iremos fazer isso, até mesmo apoiado no fato de que em todo a reclamação de salário de professor é no país inteiro. Enquanto que a maioria das pessoas diz que o salário de professor deva ser aumentado, e eu discordo inteiramente disso por diversos fatores. Um dos argumentos que os professores dizem para que haja o aumento de salário é que, com um salário maior, eles não precisam dar tantas aulas por dia, tendo mais tempo de preparar uma aula melhor para os alunos, argumento este que eu acredito que deva simplesmente ser forçado pelo instinto de tais professores no desejo de ganhar mais, pois quando vamos analisar psicologicamente o assunto, o professor sempre quer evoluir, e se ele quer ganhar mais, significa que sua evolução se liga a algo que o dinheiro traga, o que supõe-se que é o consumo, afinal, qual outra atividade evolutiva um professor tem, se não produzir conhecimento ou consumir? Sendo assim, mesmo que se aumente o salário do professor, ele vai consumir mais, já que ganha mais, e ao consumir mais, vai precisar trabalhar mais da mesma forma, ou ainda nem se quer deixará de reduzir sua carga horária, resultando então no mesmo cenário de antes do aumento de salário: professores endividados e trabalhando bastante, sem tempo para preparar boas aulas, a diferença é que estes professores terão um pouco mais de qualidade de vida. Outro ponto a se observar deste argumento é que, se o professor diz que ganha pouco de mais para se sacrificar para ensinar, podemos considerar isto uma profunda falta de compromisso com a função social do professor, a qual os mesmos dizem que é muito importante, já que o professor está deixando de se dedicar para melhorar a vida de seus alunos, como protesto contra o pouco ganho que o mesmo tem. Pensando por outro lado, será que o aluno tem alguma culpa pelo professor ganhar pouco? E será que a qualidade de vida daquele professor vale tanto a ponto dele sacrificar o conhecimento de seus alunos? É então que entra o argumento: ser professor é difícil, pois não há respeito no Brasil, por isso, não vou me sacrificar.
A ultima parte deste argumento já foi rebatida a cima, porém, a primeira parte, que fala sobre dificuldade e falta de respeito, será refletida neste parágrafo. Fazendo a analise do porquê ser professor é difícil, podemos perceber o seguinte: Quando se há reclamações, significa que o conjunto de expectativas referentes a alguma coisa não está sendo atendida de alguma maneira, daí então pesquisamos quais são as expectativas que não estão sendo atendidas, que são os motivos da reclamação, e percebemos principalmente duas coisas: falta de respeito dos alunos e seus respectivos pais, com os professores, e a ausência em alguns casos, do apoio da direção e dos altos cargos da escola. Abordando a primeira reclamação, é interessante os professores da minha amostra pessoal, aos quais eu tomo como modelo, costumam freqüentemente comparar os costumes do ensino médio brasileiro, com o costume dos países desenvolvidos, destacando, principalmente, o grande status que se tem lá fora, e não se tem aqui dentro, sem contar com o salário superior, porém, antes de enfatizar o clímax desta questão, que também envolve o segundo ponto de reclamação, gostaria de estender analisar esta comparação mais profundamente, em seus fatores sociais/econômicos envolvidos que acabam sendo, muitas vezes, despercebidos ou ignorados, como a enorme quantidade de dinheiro e tecnologia rolando, o que faz os pais se importarem com a qualidade de ensino dos alunos, além de vários outros aspectos, vamos a analise. Primeiro devemos nos perguntar o porquê desta falta de consideração com a profissão de professor, e com o ensino médio geral, já que os pais acabam querendo apenas que seus filhos passem de ano, ou que, quando querem que seus filhos estudem, acabam tendo a tendência de pensar que o professor é o malvado da história, e para entendermos isto, temos que voltar a história da educação do Brasil. O Brasil tem apenas 500 anos, isso dá um pouco mais que cinco gerações, se contarmos que até terceira geração, o Brasil ainda era visto como um lugar onde só se tinha agricultura, enquanto os EUA já estavam ficando ricos com a guerra, podemos ver que, em relação a educação, o povo brasileiro acabava sentindo pouca necessidade de estudar, já que a maioria trabalhava no meio rural, costume este que acabou a poucas gerações atrás, com os país, ignorantes, sentindo a necessidade de por seus filhos em uma escola para que estes estudem e consigam subir na vida, dando total autorização aos professores e diretores que, diante do grande poder em mãos, e da total falta de comprometimento com o conhecimento científico, até mesmo devido a reputação do Brasil, juntamente com falta de país que soubessem e tivessem condições de exigir os direitos de bons tratamentos dos seus filhos, deixavam que seus filho fossem submetidos a um rigoroso e ineficaz sistema de estudos, complexos e, na visão dos alunos, desnecessários, contendo inúmeras agressividades ao instinto, obrigando-o, de forma cruel, a aprender determinado assunto para sobreviver, utilizando-se de mecanismos improvisados de memorização e aprendizagem.
Este tipo de educação acabou sendo bom para aqueles que conseguiram ganhar dinheiro com isto, que passaram este tipo de ensino, embora, imagino, de forma mais razoável, aos nossos avós e pais, sendo nossos pais, os nossos professores atualmente, que respondem todo este desnecessário mecanismo de aprendizagem por meio da ameaça instintiva, com um mecanismo ameno, simplificado e livre, que dá a chance do aluno fazer suas próprias escolhas, e ensina ao aluno da maneira mais simples possível. A partir deste cenário também, é que temos nossos país, que acabam sempre acreditando no abuso de poder do professor, até mesmo por traumas de abusos de poder em suas próprias experiências de vida, e é mesmo daí que vem a agressividade dos pais, que acabam pressionando os diretores, que, para não perder dinheiro e devido a falta de provas ou tato para lidar com a situação, acaba induzindo ao professor a trabalhar com menos rigidez, ou menos simular que não viu tal ato de falta de respeito e perturbação a aula, para evitar conflito com o aluno, por isso vem a segunda reclamação. Já entendido as causas, devemos entender o que está acontecendo agora. A falta de apoio dos diretores já foi respondida, que é a causa da segunda reclamação e é causada pela pressão dos pais, tudo já explicado, agora vamos ao ponto mais interessante, que é a primeira reclamação: a dificuldade e o esforço enorme que deve ser desempenhado para dar aula. Quanto a esta reclamação, que é o principal motivo dos professores reivindicarem salários melhores, gostaria de lembrar uma propriedade bastante interessante da tecnologia em geral: quanto melhor a técnica, menor o esforço, quanto pior a técnica, maior o esforço, ambos para alcançar o mesmo resultado. Ou seja, se temos um cenário onde os professores se esforçam muito, ou significa que eles estão realmente enfrentando um problema monstruoso, cujo os conhecimentos para desenvolver tecnologia da nossa sociedade ainda não estão preparados para domar esta situação, ou a tecnologia aplicada é muito mal formulada, ou não é aplicada com sua total eficiência por falta de pericia e entendimento dos conhecimentos que a sintetizou, o que também se constitui em negligencia, já que o professor acaba por negligenciar importantes procedimentos, ou seja, ignorar informações importantes que, teoricamente, se aprendeu durante o curso de pedagogia. Contudo, devemos ainda considerar se o treinamento dado aos professores de fato é tão eficiente quanto deveria ser, ou se tal treinamento se mostra ineficiente para a nova realidade social, trazida pela inovação da internet, além do ambiente liberal que se tornou a escola, graças as pressões sofridas pelo professor.
Falando pela psicologia evolutiva, e através de várias experiências e de tentativas de extrair informações dos professores, que me levassem a entender como se constitui as cadeiras de pedagogia que todo professor é obrigado a pagar, observei que tal cadeira é bastante desatualizada, ou menos incapacitada de tecnologias para que o professor possa exercer sua função com total eficiência, função esta que será explicada a seguir, a titulo de curiosidade e com alguns comentários da psicologia evolutiva. Chego a esta conclusão através de observações feitas em sala de aula, onde cada professor tem sua metodologia de trabalho, aplicando o conjunto de comportamentos, técnicas e atitudes que acha mais cabível a situação, e acreditem, a variação é enorme, alguns chegam até a ser conflitantes e opostas, e de acordo com o principio da tecnologia, se um professor consegue chegar a um resultado, ele tem um motivo para isto, se outro professor não chega a um determinado resultado, ele também tem um motivo para isto, e se nota uma total falta de comunicação entre os professores sobre o ocorrido em suas aulas, bem como o espírito cientifico dentro destes professores, que acabam aceitando os resultados, sem se questionarem ou mesmo testarem novos métodos, novas variações. Chegamos agora, na minha opinião, a raiz do problema, que é a total falta de união da classe dos professores, bem como a falta de profissionalismo técnico/cientifico dos mesmos, e isto acaba resultando num ambiente onde o professor é fraco, tem uma técnica ruim, e diante de uma técnica ruim, que apresenta poucos resultados, tanto a população quanto os diretores não sentem necessidade instintiva de aumentar o salário dos mesmos, já que se salário representa esforço, ninguém vai se esforçar muito pra aumentar o salário destes, tendo suas técnicas melhoradas pouquíssimas, e com poucos resultados. Notem também que teoricamente, se houvesse uma reunião maior entre os professores, tal como, segundo minhas observações, há em outros sindicatos mais antigos e mais explorados, quaisquer atos de abuso de poder, sem justa causa, ou algo do tipo, seria motivo de sérios protestos e processos direcionados ao alvo de tal atitude injusta, tendo o professor mais segurança para expressar seu ponto de vista e sua verdade. Resumindo, não tem como o professor querer ganhar mais, tendo uma técnica ruim, que produz pouco resultado, e que até mesmo deixa sua classe fraca para reivindicar, juntamente com a falta de união da classe, que acaba por deixar isto mais grave. Reconheço que o professor está exposto a um ambiente hostil, contudo, acho desnecessário o professor brasileiro se comparar com os professores de outros países, pois afinal, a realidade social econômica é totalmente diferente, é a mesma coisa que na constituição da África dizer que todo o cidadão tem direito a alimentação, moradia, saúde, e nenhum africano trabalhar pra pagar ao governo para que isto se realize.
Chegando a uma conclusão pessoal, sugiro que os professores que reclamam, movam-se para melhorar, e merecerem, ou ao menos terem força de conquistar algo melhor, é interessante que, acredito eu, o professor que se move para ter algo melhor é o que menos reclama, assim como nas outras áreas da vida humana, acaba sendo um padrão de comportamento humano, mas é apenas uma observação e eu não tenho certeza disso. Agora falando segundo os conhecimentos da psicologia evolutiva, aplicado sobre o que eu entendi que é o curso de pedagogia, que lida principalmente com história e métodos, não com psicologia e funcionamento da mente humana, há muita coisa que pode ser melhorada, principalmente quando pensamos na função do professor. Afinal, qual é a função do professor? Segundo a psicologia evolutiva, é tornar o conhecimento científico, que é frio e imparcial, em humano, que é especifico e acolhedor, isto significa que o professor tem como principal diretriz pra desenvolver uma metodologia, que se interaja com o instinto humano, e consiga se especificar a cada aluno. São teoricamente, duas técnicas distintas, e igualmente importantes. A segunda se baseia no tipo de forma que os humanos guardam as informações na memória, que é através da associação de informações, tendo prioridade aquela que o instinto valoriza, que é geralmente informações que aumentam as chances de sobreviver e reproduzir, o que acaba, por conseqüência, se expandido sobre os gostos dos alunos, as informações que eles tem mais facilidade de associar ou não. Quando há um assunto que determinado aluno não consegue compreender, significa que falta nele, as informações necessárias para que ele consiga relacionar aquela informação especifica, com sua visão de mundo, e seria este o trabalho do professor, ter a certeza que o aluno foi capaz de compreender as informações cientificas dadas, para que ele tenha oportunidade de progredir em seus conhecimentos sobre o nosso universo. O segundo, é que o professor tem como objetivo de sua função, interagir com o instinto do aluno, e isto significa que o instinto do aluno deve se sentir instigado a aprender tal assunto, e isto se consegue apresentando um desafio ao aluno, um desafio que este aluno sinta que é capaz de vencer, e que também não seja tão fácil a ponto do aluno se sentir desestimulado a fazê-lo. Contudo, devemos observar também que o aluno tem que encontrar motivos para se interessar pelo desafio, e este motivo deve ser: o desafio vai melhorar as chances de sobreviver e reproduzir, desta forma, o desafio acaba se configurando como uma forma de evolução, e todo o humano gosta de evoluir. Não devemos ignorar a importância dos pais dos alunos, estes são um grande determinante para o que os alunos sabem, ou o que os alunos se interessam, no que os alunos acreditam que terão mais chances de sobreviver e reproduzir. É esta forma que, teoricamente, deve ser introduzida para estimular o gosto dos alunos, e após esta iniciação ser feita, e próximo do mercado de trabalho, é responsabilidade, que será sentida pela própria cobrança do mercado, aprender as técnicas devidas para exercer sua função, e neste caso, o aluno já terá toda a bagagem de experiência cientifica necessária para saber interpretar bem as técnicas derivadas do conhecimento.
Sem isto, o professor acaba deixando o aluno solto, e como o aluno não terá nenhum objetivo evolutivo relacionado a escola, este acabará utilizando a escola como apenas mais uma ferramenta para alcançar seus objetivos evolutivos, que geralmente se relacionam com diversão, socialização e etc., o que é agravado pela liberdade que os alunos acabam encontrando devido a nova mentalidade liberal dos professores atualmente, que ao invés de direcionar o comportamento dos alunos a hábitos saudáveis e relacionados a escola, simplesmente fazem o seu trabalho pressionados e não encontram nenhum método para melhorar. Devo admitir que este cenário é muito difícil de se obter, principalmente se o professor não for instruído com o conjunto de conhecimentos necessários para tal, porém, teoricamente, ele é o que é mais adequado para que o aluno produza ciência ou trabalhe com as técnicas de forma eficiente, que é, acredito, o principal objetivo da escola. Devemos também lembrar que, em ambientes hostis onde falta no aluno total vontade de aprender as técnicas científicas, o professor pode ir com a possibilidade de procurar a melhor alternativa para aqueles alunos, que neste caso, seriam trabalhos complementares de conscientização e estimulação do aprendizado de conhecimentos que serão úteis na perspectiva de vida deles, estou me referindo neste caso, por exemplo, em regiões pobres, onde a população não sente o mínimo estimulo pelo conhecimento, ou em escolas cuja maioria dos alunos não entenda a significância do estudo, estimulados por seus pais ou por outros fatores. Também acredito que novas cadeiras possam ser adicionadas ao ensino médio, cadeiras voltadas para que o aluno se auto-conheça e conheça o seu universo, e entenda sobre o que a metodologia científica e a tecnologia se baseiam para funcionar, como aulas de psicologia, ou aulas sobre a natureza do universo.
Enfim, concluído este artigo. Tenho a consciência que ele foi absolutamente redundante, podendo dar três páginas de Word, ao invés de cinco, mas pelo menos está registrada minha opinião. A propósito, ainda acredito que também possa ser introduzido sistemas políticos dentro das escolas, e ainda vejo algo de funcional no projeto que já fiz a algum tempo e que se encontra neste link: http://barnabasspenser.blogspot.com/2010/02/meu-novo-sistema-disciplinar-escolar.html Com isto, me despeço de todos vocês, pensava que tava atualizando pouco esse blog, mas acho que não, to quase na média de quatro por mês. Ah, e pra quem prestou atenção no título desse texto, pode encontrar explicações sobre ele aqui: http://barnabasspenser.blogspot.com/2009/05/lista-de-frases-ou-coisas-importantes.html Abraços gerais.