Envolvimento de verdades e mentiras
Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu escrevendo novamente, com a mesma preguiça de sempre. Então vamos às novidades: continuo na mesma situação apresentada na postagem anterior. Talvez ainda essa semana eu saia de férias, e então o tédio irá agravar, o que aumenta ainda mais minha necessidade de me envolver em alguma atividade. Estou pensando em voltar a escrever meu romance, Caçadores de Chuva, como forma de ocupar o tempo com algo que traga bons conhecimentos sobre produção artística. Também pondero começar a jogar Dota – ou algum outro de mesma classe -, que devido ao seu formato de “esporte eletrônico” me fará ter a oportunidade de socialização e de praticar temas como tática e estratégia em grupo, mas terei que investir algum tempo pra conhecer o jogo em si antes. Provavelmente posso fazer os dois ao mesmo tempo, mas será difícil manter a disciplina necessária para concluir o projeto do livro, que será, provavelmente, meio forçado devido ao distanciamento com o instinto. Outra possibilidade bem distante seria eu criar um site específico para os assuntos da psicologia evolutiva. Seria algo no formato colaborativo e com layout estruturado, pois imagino algo onde todos possam opinar e a estrutura me ajudaria, inclusive, a ter controle do que já foi construído, pois eu estou perdendo este controle no blog já que eu esqueço sobre o que eu já escrevi ou não. Bem, vamos à postagem.
A mecânica da falsidade:
Analisar o comportamento da falsidade será uma coisa muito positiva para a psicologia evolutiva, pois há relatos de várias pessoas que convivem com isto cotidianamente ou simples já presenciaram. A definição de falsidade pode ser dada como aquele comportamento que se esforça para aparentar alguma posição instintiva que não condiz com a realidade. A princípio esta classificação é bem simples, mas ao observar o contexto que a falsidade surge no cotidiano das pessoas, nota-se que as causas de sua existência e o modo como se manifestam varia, segundo os dados recolhidos, entre dois grupos: o de indução grupal e o de indução individual.
O grupo de falsidade por indução grupal surge quando há um sentimento ruim, como inveja ou raiva, de um indivíduo para o outro ou entre eles, mas a situação social em que estes dois se encontram obriga-os a se relacionarem para obter vantagens em suas zonas de conforto. Exemplo: uma pessoa, por algum motivo, tem raiva de outra, porém, esta outra também beneficia o grupo que a primeira pessoa participa. Deste modo, o grupo prefira ter as duas, mesmo que não se entendendo, do que ter apenas uma. Estar no grupo e conviver com a raiva, sendo, portanto, falsa, é considerado mais vantajoso por ela que criar um conflito com a pessoa alvo da raiva, pois ele pode criar uma sensação de desconforto no grupo, fazendo-o responder, ou com indiferença, ou de forma negativa.
Este comportamento pode chegar num nível tão acentuado que em certas ocasiões, quando necessário, uma pessoa chega a fingir ter uma proximidade com aquela que ela sente raiva para obter certo resultado. Por exemplo, uma pessoa sente raiva da outra, mas é obrigada a fingir que é próxima a ela para passar uma imagem de grupo unido, coisa que por ser uma característica que o avaliador valoriza, aumenta as chances de o grupo ser escolhido e todos se beneficiarem. Outro exemplo é um funcionário que evita conflito com alguém de seu trabalho que o irrita, apenas para o chefe não adquirir uma imagem ruim dele ou não atrapalhar a produtividade de sua função. Além do sentimento de raiva, outros sentimentos podem se manifestar no comportamento da falsidade, como a inveja, o ciúme e o medo.
O grupo de falsidade por indução individual ocorre de modo muito semelhante ao da indução grupal. A diferença é que enquanto o primeiro a relação do grupo que impõe as vantagens da falsidade, neste caso, é a relação dos próprios indivíduos. Ou seja, ela ocorre sempre que é mais vantajoso estar com alguém, mesmo não gostando de alguns aspectos desta pessoa, mas fingir gostar para agradá-la, do que falar a verdade e correr o risco de perder a aquela relação. Exemplo: um amigo sente inveja da conquista do outro, mas sabe que continuar a amizade será mais vantajoso que rompê-la apenas por causa do sentimento. É bem visível neste caso que a falsidade ocorre não porque não se gosta da pessoa, mas porque ela gera sentimentos ruins. Isto é uma observação importante para aprender a lidar com isto.
Sinceramente, não sei se a separação da falsidade em dois subgrupos será muito proveitosa, porém, prejudicial não há de ser. Como em todas as postagens que costumam falar sobre distúrbios são seguidas por algumas soluções que tentam ao menos amenizar o problema, agora vamos sobre o que se deve trabalhar para solucionar a falsidade: é muito comum as pessoas dizerem “eu não gosto de alguém”, contudo, é importante lembrar que na verdade, o que não se gosta é de determinada característica deste alguém, e que sem esta característica, aquela pessoa se tornará tão neutra quanto às outras. Se alguma característica trás sentimento ruim, é necessário verificar o porquê disto para evitar tal sentimento. Cada sentimento indica uma coisa, porém, como o foco da postagem não é esse, quem se interessar pode procurar no blog por meu livro, lá haverá maiores explicações disso. De forma genérica, é possível adiantar que a causa da maioria dos sentimentos ruins é a falta de consciência da realidade.
Aversão sexual:
Durante minhas observações do dia-a-dia, notei um comportamento bem interessante. Trata-se de uma aversão que algumas pessoas sentem quanto alguns comportamentos sexuais, como, por exemplo, o homossexualismo e o sexo em grupo. Em alguns casos, esta aversão chega a ser tão forte que estas pessoas iniciam até mesmo uma campanha contra tal comportamento com aqueles que sentem a mesma coisa. A princípio, tais práticas sexuais não podem ser consideradas um distúrbio, já que sexo oferece qualidade de vida, e é apenas considerado como distúrbio aquilo que prejudica o bem-estar humano. Portanto, iniciar uma campanha contra as práticas sexuais pode ser algo bastante prejudicial, pois pode gerar uma serie de distúrbios que podem diminuir a qualidade de vida dos envolvidos. O surgimento deste sentimento de aversão é algo particularmente curioso, pois se o humano sente algo, significa que aquilo está o afetando de alguma maneira, e o tipo de sentimento indica como. Neste caso, iremos investigar o porquê de práticas sexuais exercidas por outros afetam a alguém.
Antes de explicarmos o que causa este tipo de sentimentos, será interessante, primeiro, entender as diferentes funções do sexo observadas pela psicologia evolutiva até agora. A função primária do sexo é a reprodutiva, tendo o prazer sexual surgido como forma de fazer os humanos buscarem este e ato e os gratificar. Porém, o prazer sexual começou a ser utilizado como forma de aumentar a qualidade de vida, vindo, portanto, a função secundária do sexo. Algumas pessoas começaram a utilizar o sexo para também obter maiores chances de sobreviver, e fazem isto quando tem recursos para criar uma imagem que faça a maioria do sexo oposto desejar, podendo, assim, selecionar aquele com poder o suficiente para bancar suas chances de sobrevivência. Esta pode ser considerada como mais uma função sexual, a terceira, e esta terceira função tem o agente que produz a imagem sedutora, e o agente que provém às chances de sobrevivência.
Estas diferenças de funções surgiram através da re-estruturação social causada pelo desenvolvimento tecnológico juntamente com a propriedade do humano modificar o raciocínio e vice-versa. É também devido a esta propriedade que as práticas sexuais podem variar muito de uma pessoa a outra, tendo uma ou outra forma mais valorizada por acumular maior valor instintivo, ou, em outros casos, se mostra necessário ter o suporte psicológico para conseguir apreciar as diferentes formas de maneira saudável. Tal suporte psicológico pode ser resumido como a consciência de que tipo de resultados, que neste caso pode significar qualidades ou sentimentos, aquela pessoa consegue produzir, e se estes resultados irão trazer o que se espera conseguir com o sexo, ou seja, se ela é ou não capaz de executar a função proposta naquela atividade sexual. Por exemplo, no sexo grupal, é necessário que haja certo desapego ou muita segurança nos envolvidos no ato sexual, para evitar o ciúme excessivo a ponto de tirar o prazer da prática, ter consciência de que tipo de imagem isto irá transmitir aos próximos e segurança de que os resultados daquela pratica não atrapalhem as outras atividades da vida.
A maior causa das aversões sexuais, segundo o que observado até agora, é a mistura de valores entre as funções sexuais. Uma das formas: o modo de encarar o sexo da pessoa que valoriza a segunda função pode se tornar prejudicial aos objetivos que uma pessoa que valoriza a terceira função do sexo tem, por exemplo: a segunda vive em um ambiente mais descontraído, onde as pessoas se preocupam com valores simples e por isto desfrutam do sexo como qualidade de vida, já a terceira vive num ambiente mais competitivo, onde o sexo é utilizado como uma arma instintiva para obter vantagens de sobrevivência. Desta forma, se expor a alguma atividade sexual que possa comprometer tal imagem é algo que pode ser muito prejudicial, pois as concorrentes irão utilizar qualquer resultado ruim como parte da justificativa de que são melhores que aquela que se expôs, e o alvo, a pessoa poderosa que as concorrentes desejam, pode se convencer disto. É este conjunto de perigo que causa a aversão, o que provavelmente é assemelha a um medo mal definido, ao instinto desta pessoa. Além disto, se esta pessoa estiver em um ambiente em que a maioria das pessoas quer apenas em curtir, provavelmente ela irá se sentir aversão a aquela situação.
Outra forma observada que ocorre o sentimento de aversão é quando se observa um sistema do qual uma pessoa, a que sente aversão, não pode participar, mesmo sentindo desejo. Isto ocorre geralmente quando uma pessoa com baixo poder instintivo ou sem suporte psicológico se envolve em um ambiente com pessoas de alto poder instintivo e em plenas atividades de negociação sexual. Ao perceber que não irá poder aproveitar nada daquele ambiente, e que as pessoas negociam utilizando armas bem instintivas bem mais poderosas que a dela, a tendência é que ela sinta um sentimento de aversão, provavelmente algum tipo de tristeza por não ter o poder instintivo necessário para obter as chances de sobreviver ou reproduzir que deseja. Outro sentimento de aversão interessante e bem conhecido é o sentimento daqueles que valorizam a primeira função, e vêem no homossexualismo ou em outras práticas sexuais que parecem ignorar a importância do bem-estar familiar e da reprodução, um risco a continuidade de sua família. É este, provavelmente, o precursor da homofobia.
Resolver os distúrbios de aversão sexual requer bastante autoconhecimento e o conhecimento do porque das coisas. É desta forma que se investe esforço o suficiente para atingir as práticas sexuais que se deseja, e que estão dentro dos limites reais e saudáveis, para aumentar a qualidade de vida, além de ter consciência que se precisa apenas disto, e não de tudo o que os diferentes níveis que se apresentam na sociedade parecem dar. A categorização das funções sexuais foi feitas aqui para fins de estudo, porém, na realidade, o que podemos observar é que cada pessoa tem estes conceitos misturados de forma muito imprevisível às práticas sexuais. É por isto também que analisar e resolver distúrbios se torna algo mais complicado e menos previsível, pois, devido à propriedade do raciocínio modificar o instinto e vice-versa, é necessário demonstrar os argumentos que demonstrem que a filosofia mal formulada, causadora do distúrbio, não precisa ser sustentada.
Encerramento:
Enfim amigos, espero que tenham compreendido estes dois conhecimentos que eu tentei passar. Sinceramente, estou sem a menor paciência pra revisar agora, passei o dia todinho com o word aberto escrevendo sobre aversão sexual, e metade do dia anterior escrevendo sobre falsidade, farei isso próxima semana, talvez. Não sei se este tipo de texto demora mesmo pra ser escrito e eu to meio desmotivado a escrever ou se é falta de técnica minha, além disto, estou um tanto confuso quanto a minha forma de comunicação das teorias. To achando ela muito formal e desnecessária, pois não conta com a precisão técnica, afinal, minhas teorias não são tão bem estruturadas assim, e se torna algo bem confuso para quaisquer outros leitores. Isto me incomoda porque a função dos textos é comunicar, e utilizar um vocabulário complexo sem se comunicar bem de nada adianta. Tirando essa parte quanto a que vocábulo utilizar nos textos de teoria, acredito estar me comunicando bem, tanto é que eu fui bem elogiado por meus amigos no último texto narrativo que eu fiz, que pode ser vista na postagem anterior a esta. Tirando o vocabulário, a gramática é uma coisa que eu também preciso aperfeiçoar um pouco. Sinto vontade de assistir aulas especificas de português novamente, talvez eu até o faça em algum momento da minha vida. Será interessante. Abraços a todos e até a próxima postagem.