sábado, 1 de outubro de 2011

Empírico e impirico

Empírico e impirico:
Estávamos eu e meus amigos conversando sobre a realidade do universo, não demorou muito para que chegássemos ao empirismo. Segundo minha rápida pesquisa, empirismo seria todas as conclusões vindas a partir da experiência prática. Meu amigo, que acredita no mítico, diz acreditar em tarô e astrologia apenas devido a suas experiências empíricas. Meu outro amigo ateu simplesmente discordou e disse que tudo era falso. Foi através deste dialogo que eu cheguei à conclusão de que não devemos desrespeitar as experiências empíricas de alguém ou determinado grupo, pois afinal, a mente humana é extremamente volátil e não conhecemos a totalidade da realidade.

Houve também a tentativa de explicar para este meu amigo que acredita no mítico o que é ciência, e sobre o porquê, para ela, a astrologia e o tarô não têm nenhum fator além da probabilidade e das propriedades psicológicas. Ainda sim ele continuava a se apegar em seus conhecimentos empíricos os quais eu não fazia questão de invalidar. Contudo, não me parece certo comparar experiências empíricas, como esta, a experiências científicas, e isto me motivou a criar um novo termo, o “impirismo”. Sua criação tem como objetivo diferenciar todo o conhecimento vindo a partir de experiências pessoais dos conhecimentos vindos a partir de experiências padronizadas. Eu escolhi esse nome por ter pensado já tê-lo visto em algum lugar, mas não estou certo da sua existência, tanto gráfica quanto semântica.

Irei agora dar a definição formal do blog para conhecimento impirico: é todo aquele empirismo vindo de modelos tão padronizados quanto o necessário. Esta definição parte da linha de raciocínio de que enquanto for o humano quem interpreta as experiências, elas estarão submetidas ao seu subjetivismo. Porém, se tal humano respeitar a realidade dos fatos, um modelo padronizado poderá obrigá-los a chegar a conclusões que respeite o que está sendo demonstrado, e através disto ele irá criar um empirismo mais próximo da realidade. Ex: o ato de pular e voltar ao chão é um modelo impirico, pois é padrão e pode ser repetido quantas vezes for necessário. Tarô, por sua vez, é um modelo empírico, pois não é repetível.

Ninguém que respeite a realidade da reação das ações irá criar uma visão empírica do mundo que considere que não irá voltar ao chão quando pular. Já tarô, por não ser repetível, não há a possibilidade de eu, por exemplo, ter o mesmo conjunto de experiências que faz este meu amigo acreditar na sua existência. Esta é a principal diferença e vantagem em classificar o conhecimento empírico e impirico. O interessante desta definição vai um pouco mais além: se um humano é capaz de criar um modelo padrão e repetível tanto quanto necessário, significa que ele domina todos os fatores envolvidos naquele evento, ou seja, ele tem “ciência” do que está fazendo. (levando em consideração que a realidade seja como a descrita no tratado sobre a verdade. Ou, resumidamente, seja apenas uma para todos).

Encerramento: 
Depois de uma semana escrevendo essas quatro postagens, sinto-me satisfeito pelo resultado. Tenho pensado sobre a utilidade da psicologia evolutiva e de todos estes conceitos, e posso adiantar que o projeto de divulgação dela está em andamento com meu diretor. Se não conseguir resultados através da ajuda da comunidade científica local, irei deixar o tempo passar e ver se a utilidade destes conceitos em outros ambientes, e no futuro voltar a desenvolver. Ou talvez eu nem pare de qualquer forma, enfim, abraços a todos e até a próxima postagem.

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