Distúrbios tendem a se propagar
Olá galera, essa semana eu entrei em conflito com o método de raciocínio que eu utilizo, que se baseava na técnica de procurar cada fator envolvido em um acontecimento, para a partir destas informações, montar uma linha de raciocínio. Esse método é bastante interessante para pesquisa e investigação, mas para raciocínio rápido, não é tão interessante, pois devemos admitir a complexidade do universo, observada, por exemplo, nas inúmeras propriedades que existem nos átomos, e em como tais propriedades, se juntadas com a física, apresentam reações bastante diferentes ainda no contexto da química. Acabei voltando a adotar um método mais intuitivo, pensando em grandezas, não em detalhes, já que para raciocinar grandezas, se tais grandezas forem compostas da maneira correta, daí necessária a investigação para compor tais grandezas de tal maneira, é mais eficiente. Já no segundo dia trabalhando com este novo método de raciocínio, notei pequenas diferenças. Mas este não é o assunto principal da postagem de hoje, assim como não é a única coisa de interessante que aconteceu essa semana comigo. Como todos sabem, terminei meu livro que eu demorei uns seis meses para escrever, sem contar com as outras versões e com a própria criação do conteúdo, isto significa que eu desempenhei bastante esforço nele, ele acabou se tornando meu objetivo evolutivo, e como tal, preciso concluir este objetivo, que é, se não conseguir, pelo menos tentar que minha teoria da psicologia evolutiva seja divulgada. Como eu estou me sentindo muito prepotente em ir numa faculdade pedir que alguns acadêmicos avaliem meu livro, eu antes, também incentivado por alguns sentimentos de curiosidade e por ter compartilhado com algumas pessoas sobre meu objetivo evolutivo, que é o livro, principalmente com meus amigos, decidi mostrar meu livro na escola, a todos os professores e aos meus amigos. Devo admitir que, em parti, nutri uma expectativa positiva sobre a recepção dos professores, já que eu fiz o livro ficar quase exatamente como eu queria, e isto me faz pensar que ele tem bastante qualidade para chamar a atenção de acadêmicos, como deveria ser o caso dos professores. Cometi um engano parcial.
Houve várias e várias reações, variando do professor. Alguns leram a introdução, outros simplesmente ignoraram, outros me deram conselhos, e um deles até se interessou em ler, interesse esse que parece ter sido esquecido nas aulas seguintes. Imaginei que eles, por serem acadêmicos e por lidarem com os humanos no seu dia-a-dia, se sentiriam interessados em pelo menos, em buscar novos conhecimentos sobre os humanos, pois a final, acredito que a suposição mais básica é que se eu fiz um livro com uma estrutura bem formulada, algo que pode ser verificado no índice de conteúdo, eu poderia ter algumas informações novas e interessantes a serem usadas no dia-a-dia, mas nem isso. Ao pensar sobre as possibilidades destes comportamentos, pensei em preguiça, falta de interesse, falta de tempo ou até mesmo inveja, já que até mesmo minha professora, a qual os professores costumam elogiar, diz ter feito uma monografia menor que o meu livro, lembrando que meu livro só ficou grande por causa da redundância e deu ter tentado abordar um espectro muito grande de assuntos. Há ainda outra possibilidade a ser abordada, que acredito eu, será um empecilho quando eu for mostrar meu livro a alguma universidade, que é a descrença na minha capacidade, enquanto estudante de ensino médio, de fazer ciência de qualidade, mesmo num assunto tão pouco explorado e cheio de informações como a psicologia, ou seja, os acadêmicos vão apresentar uma forte resistência por minha, em parte, falta de atenção com os dispositivos da metodologia cientifica, como a falta de compromisso em registrar as fontes que eu pesquisei para me auxiliar em minha teoria, bem como as observações feitas por mim, para montar as premissas de tal teoria, coisa que de fato, terei muita dificuldade em demonstrar, caso necessário, já que muitas delas se baseiam na simples observação do dia-a-dia.
Sinceramente, eu esperava ao menos algumas perguntas, alguma excitação, afinal, estão em frente a um trabalho bastante interessante, pelo menos para mim que conheço o trabalho, que poderia ajudá-los quanto ao comportamento dos alunos em sala de aula, imagino eu, mas isto não ocorreu. Eu realmente não sei por quais motivos isto aconteceu, e tenho como melhores palpites, os que eu já dei a cima, deste modo, se for por alguns destes motivos, posso considerar de certa forma um distúrbio, já que eles nem mesmo se interessaram em ler o índice de conteúdo e fazer perguntas, o que, de alguma forma, se os conhecimentos do livro realmente forem o bastante para fazer ótimas ferramentas para trabalhar com os humanos, como imagino, iria ajudar muito no trabalho deles, de professores, falando de uma outra forma, por eles não conhecerem o mínimo do meu livro, e se meu livro for bom, eles perderam chances de sobreviver e reproduzir ao ter a falta de curiosidade, julgarem pela capa, ou qualquer outro comportamento e/ou sentimento que os impediram de conhecer uma nova coisa importante, sem contar em outras coisas. Por falar em distúrbio, devo admitir também que ter trabalhado um ano inteiro em todas as versões somadas desse livro, ou mesmo ter formulado essa teoria nesta fase da minha vida, já pode ser considerada se não um distúrbio, já que eu não tenho certeza se isto de fato me fará perder chances de sobreviver e reproduzir, mesmo que no presente já tenha feito, um comportamento bastante anormal se comparado com o comportamento de todos os outros jovens da minha idade, já que eu histórico bastante diferenciado, por fatores pessoas que acabaram me levando para o estudo das atividades racionais e a busca da verdade desde cedo, juntamente com a novíssima ferramenta que a internet, se comparada aos tempos das gerações, não tenho certeza o quanto, mas estou próximo, inclusive, da tão falada geração Y do noticiário, ou seja, a geração que já nasceu com tecnologia.
Uma coisa devo admitir, por ter trabalhado tanto tempo no livro, tendo ele acabado se tornando meu objetivo evolutivo, e por ter criado uma expectativa mais positiva quanto a recepção dos professores, é muito improvável que eu receba essa má recepção sem nenhum tipo de sentimento ruim, algo misturado entre raiva e vingança passou pela minha cabeça, onde, por exemplo, em vez de tentar ajudar a todos ensinando-os minha teoria, mesmo tendo consciência que eles não sentem que precisam, não pediram ou mesmo não precisam de verdade, utilizar todos os conhecimentos da psicologia evolutiva, bem como os do funcionamento dos mecanismos racionais, que eu acabei, acredito eu, compreendendo de forma bastante próxima durante o desenvolvimento do livro, apenas para mim, em vez de tentar transmitir através do livro e me esforçar em tentar divulgar, como eu estou fazendo. Teoricamente, isto que eu estou fazendo pode ser chamado de sacrifício, ou, de forma mais precisa, jogada arriscada, já que eu depositei bastante tempo na construção de algo, pensando nos outros e sacrificando minhas próprias chances de evolução, com a intenção de ter colher coisas melhores no futuro, e caso não dê certo, pensando de forma não aprofundada, perdi meu esforço, pois o certo seria eu fazer algo pensando em mim e no grupo, e não somente no grupo, por isso meu instinto acaba tendo sentimentos agressivos. De qualquer forma, ao retornar ao conceito da racionalização, eu entendo que amadureci bastante fazendo esse livro, e que além disso, eles realmente não pediram, acham que não precisam ou realmente não precisam, motivos que mesmo de forma superficial, já se mostram bastante convincentes para apoiar o comportamento deles de forma que meu instinto aceite bem, ou seja, eu só fico com raiva porque eu penso: eles bem que poderiam ter sido mais curiosos, eles deveriam ter sido mais curiosos, e por não terem sido, eles acabaram me atrapalhando; quando o pensamento correto é: se eles não foram curiosos, há um motivo real para isto, e devo aceitar e, ou buscar uma forma de mudar estes motivos, ou procurar outra coisa pra fazer. É necessário também falar que é difícil absorver a raiva e transformar, através da racionalização, em atitudes equilibradas, que gerem evolução, já que a raiva me faz querer eliminar tudo aquilo que me atrapalhou, mas é algo necessário, afinal, isto tudo é um enorme distúrbio, e eu posso escolher entre continuar ou não com isso, já que eu tenho o domínio sobre as técnicas racionais/instintivas, e eles aparentemente não.
Enfim, seja lá como esta história se desenrolar, pois foi esta semana que aconteceu isto tudo e ainda não acabou, eu vou tentar me racionalizar e me sacrificar um pouco mais, pois ainda tenho esperanças de completar o meu objetivo, mesmo que ele seja um distúrbio, e salientando que como eu falei antes, todo mundo tem seu distúrbios, e este distúrbio está me fazendo aprender muitas coisas, que podem ser usadas quando se um dia eu me recuperar dele, ou mesmo se eu ainda estiver nele. Para encerrar o assunto, continuo me sentindo prepotente em ir numa faculdade e mostrar esse livro, mas como eu considero que ele foi o resultado de um distúrbio, eu irei continuar até acabar a esperança, como eu disse antes, mesmo que isso me faça passar por ridículo na faculdade, tentando sugerir algo aos acadêmicos, pois como meu amigo falou antes, embora eu chame o conteúdo do meu livro de teoria, ele é apenas uma opinião cientifica. Enfim amiguinhos, é tudo por hoje, vou assistir the walking dead, depois the big bang theory, depois, quem sabe, estudar um pouco os assuntos do ensino médio e jogar diablo II, mas só até completar uma ou duas missões. No mais, um grande abraço para vocês e até a próxima postagem.