domingo, 25 de março de 2012

Perfis dos jogos e construção e diversão como direcionadores da evolução

Específicações

Olá amigos. Mais um domingo que me dá uma enorme vontade de escrever sobre algo. Hoje pretendo escrever sobre coisas breves e diversificadas, umas antigas idéias que já estão anotadas no meu bloco de notas faz tempo. Ultimamente eu tenho pensado sobre a evolução das minhas idéias, pois é difícil deixar tudo organizado e registrado, contudo, eu continuo avançando em busca de conhecer mais e mais coisas. Mas quanto mais avançadas elas ficam, mais difícil se torna a comunicação com as pessoas que não tem a preocupação em ter este tipo de avanço intelectual porque eu acabo fugindo de mais dos conhecimentos e posições filosóficas comuns. Como produtor de conhecimento, eu fico também me preocupo com a distribuição, porém, é bem difícil distribuir idéias por inúmeros fatores, sendo alguma das principais dificuldades a relação estrita que as idéias têm com o instinto e também quanto à definição sobre o porquê alguém as usaria. Quanto a outras novidades, não mudou muita coisa desde as ultimas postagem, portanto, vamos à postagem.

Perfis de jogos:
Uma coisa que eu já notei é que é possível organizar os tipos de jogos em algumas categorias diante das semelhanças que cada gênero apresenta em relação a evolução. Portanto, criei quatro categorias para fins de estudo e organização, que depois pode ser ampliado ou modificado. Vamos às categorias.

Exploração: Os jogos de exploração prezam bastante pelo instinto de curiosidade, de desejo por conhecimentos novos e automotivação. Isto porquê nestes jogos, o jogador se encontra num mundo a ser explorado, onde cada cantinho pode ter uma surpresa interessante que irá beneficiar sua aventura como um todo. Nestes jogos é bastante comum encontrar itens colecionáveis, se tornando eles objetos de desejo dos jogadores que acaba se tornando um objetivo a mais no jogo apenas por diversão. É nesta diversão não obrigada que se encontre a automotivação, pois os jogadores se motivam a conquistar coisas que só os mais curiosos e desbravadores acabam por conseguir, como a coleção de todos os itens do jogo. Estes jogos não exigem nenhuma habilidade específica, mas sim um conjunto abrangente de percepção que é necessário para o jogador avançar ou encontrar coisas raras. Os gráficos destes jogos normalmente são bonitos, ricos e interativos.

Competição: Os jogos de competição costumam consistir de um mecanismo bastante dinâmico e rico de variáveis. Neste modelo, os jogadores se enfrentam com o objetivo primário de vencer, contudo, acabam realmente fazendo isto pelo prazer de um combate de alto nível, onde o conhecimento e a atenção são exigidos ao máximo. Normalmente os duelos de jogos de competição que fazem sucesso costumam consistir destas duas variáveis: conhecimento sobre o jogo e atenção durante a luta, muitas vezes havendo uma terceira variável, que é conhecer o estilo do inimigo. Isto significa que não basta apenas conhecer o jogo, pra ser melhor tem que ter mais atenção para captar todas as informações do campo de batalha e também sangue frio para processá-las. Jogos de competição costumam ser cruéis, pois sempre haverá um vencedor e outro perdedor, por isto alguns jogadores tendem a desenvolver uma filosofia um tanto agressiva e ignorante para suportar esta pressão e progredir de nível até algum razoável. A modalidade de jogador contra computador também pode ser considerada como jogo de competição, porém, o nível de dificuldade é pré programado e por isto a dificuldade tende a ser gradual para acomodar novatos e experientes. Os gráficos destes tipos de jogos precisam ser bem definidos e leves, pois a ação é o principal foco dos jogadores.

Interpretação: Podem ser considerados jogos de interpretação aqueles que consistem em posicionar o jogador numa posição dentro do cenário através de um personagem, e fazer com que o personagem evolua dentro deste cenário, fazendo com que o jogador tenha a mesma sensação do personagem. São jogos com histórias bem elaboradas e que normalmente os jogadores prezam bastante pela história, sendo ela um dos principais fatores que fazem o jogador se inserir no cenário, personagem, e acreditar naquele desenvolvimento de tal forma que sinta ele também. Os gráficos também colaboram bastante para este tipo de jogo, pois quanto mais o jogador se sentir envolvido por uma coisa bem produzida e realista, mais ele irá acreditar naquilo que está acontecendo e sentirá o desenvolvimento acontecer. Um exemplo interessante é comparar gerações diferentes do videogame, onde antigamente só era necessário um pequeno borrão na tela para as pessoas acreditarem que um monstro está se transformando, e atualmente é necessária, de fato, uma transformação bem feita para as pessoas acreditarem ao invés de constatarem que aquilo não aconteceu ou não foi bem feito.

Enigma (quebra-cabeça): São os jogos que envolvem uso dos mecanismos lógicos de forma direta. Neste caso, é preciso avaliar as propriedades de cada objeto, do cenário, a relação entre o cenário e objetos e etc. Estas propriedades são exploradas de várias formas nos diferentes níveis, e costuma-se adicionar novos elementos que aumentam as relações objeto e cenário. Vez ou outra há o tempo como um elemento a ser considerado, ou há alguma ação, mas ainda sim o jogo continua enfocado nos elementos mecânicos. Para se sair bem, o jogador precisa ter atenção e variar bastante as tentativas de solução, ou mesmo parar e pensar em alguma nova alternativa. Os gráficos costumam ser bem simples e objetivos, buscando representar de forma eficiente a relação entre os elementos.

Construção e diversão:
A definição de evolução continua em constante mutação. Isto não é necessariamente algo ruim, pois é possível perceber que ela está se tornando cada vez mais precisa e próxima a realidade observável. No começo, a definição era: tudo aquilo que aumenta as chances de sobreviver e reproduzir. Porém, logo depois de observado a propriedade de configurações mentais, foi possível adotar que evolução é a capacidade que alguém desenvolve de produzir determinados resultados, que é um aprofundamento da definição anterior, pois estes resultados aumentam as chances de sobreviver e reproduzir. Ultimamente minha principal dúvida era sobre o que faz as configurações mentais se tornarem o que são. É bastante perceptível que elas adotam um sentido de direção, pois podemos ver um enorme padrão de comportamentos a qual a indústria se aproveita para comercializar bem seus produtos, é com base nisto que minha dúvida persistia. Foi durante uma conversa com meu amigo que um insight surgiu, foi quando eu percebi que as configurações humanas são direcionadas a duas coisas: construção e diversão.

Quando eu uni estas duas palavras na mesma frase, as coisas pareceram ter sentido por vários motivos. Primeiro porque construção se relaciona com os comportamentos de sobrevivência, e diversão está se relaciona com os de reprodução. Explicando melhor, quando estamos construindo algo, estamos construindo pensando na sobrevivência que teremos futuramente, na qualidade de vida, no conforto. Estas características não estão relacionadas à reprodução em si porque são coisas construídas através do esforço e trazem sentimentos de longo prazo. A diversão ocorre sempre que há o alcance ou superação das expectativas de forma positiva e também quando há o consumo de algo que gera prazer, sendo ambos os aspectos de caráter momentâneo. Por ser momentânea, as pessoas tendem a escolher a opção que lhes parece melhor no momento em que decidem se divertir, havendo então o processo de seleção da reprodução. Além disto, enquanto que na sobrevivência existem as pessoas construindo algo para si, na reprodução há as pessoas consumindo coisas, e geralmente este consumo não é individualizado. São dois comportamentos contrários que trabalham em feedback e em mutualismo, ou seja, um precisa do outro para existir.

Quando observamos as várias configurações mentais existentes, é possível perceber que elas são especificadas em, ou construir e desenvolver algo, ou em gerar diversão ou dinâmica social. Uma pessoa que se especializa em construir, por exemplo, conhece um monte de métodos para realizar determinado trabalho, o que lhe garante dinheiro, enquanto que uma que se especializa em diversão conhece vários métodos para se interagir com as pessoas. Esta é uma relação de mutualismo porque para algo ser construído, deve haver consumo, e para haver consumo, deve haver construções. É bom esclarecer, e talvez eu esteja me comunicando mal ao fazer isto somente agora, que construção neste caso é tudo aquilo que demore um longo período de tempo pra ser concretizado. Desenvolver um conhecimento, uma empresa, uma imagem, tudo isto se relaciona com construir algo a qual se tenha orgulho depois. Diversão, como já dito, é relacionada ao consumo e ao imediatismo, gerando bons e fortes sentimentos. A diversão é necessária porque o humano gosta de se sentir no limite, e também porque é por meio dela que as pessoas se interagem e desenvolvem seus relacionamentos afetuosos.

Encerramento:
Então é isto, amigos. Minha dúvida agora é porque existem algumas evoluções que irritam outras, e embora eu saiba o princípio sobre isto, quero me aprofundar um pouco mais. Além disto, eu também estava com a idéia de fazer um “vetor da evolução”, que define a direção como a forma de evolução, e a intensidade como a força que isto é feito. Esta idéia se sustenta nas observações de que alguns tipos de pessoas conseguem produzir bem mais resultados que outras, e parte desta força vêm de uma filosofia que lide bem com os elementos da evolução, como variabilidade, relações afetuosas, posicionamento diante o desconhecido, dentre outras coisas, porém, será uma idéia a ser trabalhada, nada concluído ainda. Enfim, amigos, acabaram-se meus dizeres, até a próxima postagem.

domingo, 18 de março de 2012

Analise sobre os motivos da corrupção social

Função Social

Olá amigos. Escrevo hoje por não ter nada melhor pra fazer e por já estar pensando neste tema há algum tempo. O tema de hoje se trata sobre o sistema corrupto, a qual todos comentam e que se instaurou atualmente na sociedade brasileira. Sobre as novidades, elas são praticamente as mesmas já comentadas na postagem anterior. Há uma pequena novidade: hoje de manhã eu assisti ao filme “Final Fantasy: Spirits Within”, um filme bem bonito que me fez entrar meio que numa viagem ruim até pouco tempo atrás. Outra novidade é que ontem eu vi um nerdcast muito interessante, o 302, o qual traz como convidado um psicólogo cognitivo que afirmou que o tamanho de certas regiões do cérebro está diretamente relacionado com certos padrões de comportamento, e isto me deixou bastante confuso. Preciso rever meus conceitos sobre algumas coisas. O que me leva escrever hoje é, além da observação diária, a realidade que o filme “Tropa de Elite 2” apresentou. Nele, vemos um estado dominado pela corrupção, e é este o tema da postagem de hoje. Como não tenho mais nada para por na introdução, vamos ao texto.

Corrupção:
Significa etimologicamente deterioração, quebra de um estado funcional e organizado (Wikipédia). Iniciei este parágrafo com esta definição só para ilustrar o que acontece num sistema social onde se diz haver corrupção. Há justamente isto, deterioração das funções sociais seja lá por qual motivo que o faça acontecer. Antes de avaliar propriamente o porquê há essa corrupção no sistema, é interessante analisar porque as funções de tal sistema se estabeleceram de tal forma, e sobre o porquê é importante mantê-lo neste formato. O sistema social foi composto principalmente com a função de proteger a sociedade, e por sociedade, lê-se qualquer cidadão capaz de pagar imposto. Este sistema foi desenvolvido porque as pessoas perceberam, através da história, que é mais barato e eficiente deixar a administração de sua cidade como um todo nas mãos de um grupo de pessoas e focar suas atenções em seus próprios projetos de vida que ter que investir nisto. Foi através disto que os sistemas de saúde, policiamento, educação, estruturação e vários outros componentes foram conectados através do sistema político, que gerencia o dinheiro e o interesse de toda a população.

Quem cria os sistemas sociais são os próprios cidadãos. Isto quer dizer que o que irá definir se as funções destes sistemas irão continuar como planejadas ou não são, também, os próprios cidadãos. Seguindo os princípios da psicologia evolutiva, para que qualquer humano deseje executar sua função, é essencial que ele acredite naquilo que ele está fazendo, que irá trazer determinado resultado ou a qualidade de vida que ele deseje. Esta essencialidade pode ser substituída quando alguma outra propriedade é posta no lugar, como a obrigação de fazer certo para ganhar dinheiro e não ser demitido, por exemplo, porém, o resultado do trabalho tende a não ser tão eficiente quanto alguém que acredita nos resultados que faz. Se uma sociedade está corrupta, isto significa que seus cidadãos não estão executando a função de suas atividades como devem ser executadas, e portanto, suas atividades estão se deteriorando. É o exemplo do estudante que vai pra escola pra conversar e se divertir, ou do policial que se torna policial não para proteger, mas para se sentir poderoso, ou do político que entra em sua função para ganhar dinheiro, ou da mulher que quer emagrecer pra conquistar homens ao invés de ficar mais saudável.

Nos exemplos anteriores é perceptível que as funções sociais são corrompidas por outros motivos, que são vantajosos em curto prazo, porém, em longo prazo podem deteriorar uma sociedade. Em tropa de elite 2 que se a população tende a não entender o porquê de sua função existir, não importa a classe social, seja política, imprensa, jurídica ou policial, haverá uma forte tendência a corrupção existir. Isto é notório quando se observa os valores dos indivíduos corruptos, todos valorizam mulheres gostosas, dinheiro, do individualismo, conforto em detrimento da figura humana, da valorização da superação, da evolução, do grupo e dos bons sentimentos. Prova disto é que se um morrer, outro com mesma característica toma o lugar, e eles só se preocupam com si próprios, por isso que no filme é demonstrado que o sistema se auto-regula e encontra novas formas de continuar existindo, enquanto existir gente com estes valores. Já os polícias não corruptos se preocupam com a figura humana, com a evolução, com os filhos e com a sociedade. Os corruptos também tendem a trabalhar pelo prazer de sentir o poder e só gostam de trabalhar quando sentem isso, já os não-corruptos tendem a trabalhar por desejo e obrigação de ter que produzir o bem.

De forma resumida, se seguirmos a risca a definição de corrupção, todos aqueles que definem ou aceitam uma função e não a cumprem são corruptos, pois estão ignorando o estado funcional daquilo que lhes é responsabilidade realizar. Como já observado, as funções sociais são definidas porque teoricamente elas são as que mais beneficiam a sociedade como um todo. É freqüente os corruptos não terem noção da responsabilidade de suas funções, ou terem algum distúrbio que os faça valorizar somente a sua própria evolução. É disto que surge a constante deterioração social que levou ao estado que a sociedade brasileira está hoje. O importante desta parte do texto é principalmente conscientizar que não é apenas uma classe de pessoas que é responsável pela corrupção, mas sim grande parte da sociedade. Afinal, se perguntarmos aos cidadãos se eles cumprem com suas funções de maneira correta, deve ser freqüente observar que um ou outro arruma um jeito de burlar seu trabalho ou seu sistema, e isto pode ser desde uma mentira pra despistar a família ou entrar na boate sendo menor de idade, até mesmo faltas de trabalho com atestado médico falso. Se estes mesmos cidadãos estivessem na política ou em algum outro cargo importante, a corrupção ocorreria.

Segundo o que eu observei, a raiz da corrupção pode ser resumida pelos valores sociais que tal sociedade cultura. No Brasil, a beleza da mulher ou o poder econômico é muito valorizado, portanto, os homens tendem a desejar querer mais dinheiro pra pegar uma mulher gostosa ao invés de usar este bem para ajudar aos demais. As mulheres, por sua vez, se dedicam para se tornarem gostosas justamente para conseguir dinheiro destes homens ao invés de dedicarem esforço aprendendo a trabalhar ou aprender a serem felizes com uma família simples, mas bem unida, que é o que um homem comum pode dar. Este parágrafo pode estar sendo generalista e pouco preciso, mas é fato que a principal das preocupações da maioria das mulheres é a beleza, assim como o principal motivo que faz um homem se aproximar de uma mulher atualmente. A mídia também pode ser vista como exemplo dos valores morais. Em um programa chamado Pânico na TV, é possível observar um quadro em que homenageiam as mulheres bonitas e ridicularizam as feias durante um ambiente de praia, e as pessoas costumam achar este quadro bastante divertido devido à ousadia dos apresentadores, porém, ao rirem e aceitarem este tipo de programa sem nenhuma contestação, há uma aceitação implícita neste tipo de valor.

Encerramento:
Enfim, espero que o texto tenha ficado nítida e enfática minha opinião quanto a este assunto. Demorei a tarde e noite inteira pra terminar esse texto, pois troquei durante sua construção fiquei bastante disperso no facebook e MSN. Devido a isto sei que é necessária a revisão, mas a preguiça me impede de fazer isto agora, além de ainda faltar o texto anterior pra revisar também. Eu pretendo usar esse texto como esqueleto para publicar em outro blog, o de uma amiga e que provavelmente tem público, esta opinião, pois acredito que ela seja bem reveladora. Mas ainda vou conversar com ela sobre isto. De qualquer forma, vou ver um bom dia para revisar os dois textos, e muito provavelmente esse mês não haverá mais nenhuma postagem. To sem assunto pra terminar o encerramento, então até mais, abraços a todos.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Publicação de dois poemas: O jogo da realidade e A arte dos desoculpados

Arte ou não?

Introdução:
Olá amigos. Como era previsto, mês passado só escrevi uma vez, e talvez eu repita a dose novamente. Pretendo escrever novamente sobre um ou outro comportamento novo que eu notei por ai e achei interessante, só não sei se será esse mês. Escrevo agora para postar os dois “poemas” que eu produzi esses tempos, juntamente com alguma interpretação. Mas antes, vamos às novidades. Comecei a estudar em um curso pré-vestibular, e desta vez estou empenhado na vida de estudante. Obrigo-me a estudar pelo menos até as cinco da tarde, fazendo principalmente atividades, contudo, às vezes passo desse horário, quando são atividades de cálculos, ou quase não consigo alcançá-lo quando são matérias pra decorar nomes e funções, como biologia, geografia ou história. De qualquer forma, essa vida rotineira me leva a pensar sobre o que é a rotina, e como encontrar meios para se satisfazer. Digo isto pois é confuso entender como o humano se satisfaz no seu dia-a-dia a ponto de não sentir falta de qualquer coisa no fim da noite, e como aliar isto a uma rotina de estudos delimitados. Irei fazer teorias sobre isto e futuramente, provavelmente, as postarei no blog. Vamos a postagem de hoje:

O jogo da realidade
A vida é como um jogo, e como todo jogo,
empolga se estiver sendo dominado,
desanima se estiver sendo perdido.

Portanto, não culpe a falta de dinheiro ou beleza,
de recursos, oportunidade ou qualquer outra condição.
Culpe apenas a falta de conhecimento em como jogar.

Pois os humanos são capazes de se adaptarem ao que quiserem,
mas ao se adaptarem ou desejarem a uma mentira, assumem um risco:
o de a realidade ser muito pior do que a mentira desejada.

Então se o medo o impedir de conhecer a realidade deste jogo,
abandone-o! Enfrente o desconhecido.

Ele esconde novas verdades, ou as verdades das antigas mentiras.
Ele esconde novos caminhos ou modos para realizar os desejos,
mas apenas os esforçados serão fortes o suficiente para desbravá-lo.

Se o sofrimento for um preço a pagar para desbravar o desconhecido,
pague-o! Pois ele é um pequeno preço em troca de uma felicidade maior.

Se nada for feito e o desconhecido tomar conta,
cada comportamento da realidade tende a ser uma surpresa desagradável,
e as mentiras invadirão a capacidade de construir adaptações sólidas,
de fazer o humano descobrir a si mesmo e encontrar o seu lugar.

A vida então se torna um jogo de resultados turvos e desesperançosos,
em que apenas a sorte fornece as pequenas felicidades do dia-a-dia,
em detrimento do prazer daquilo que se constrói com esforço e sabedoria.

Por: Leandro de Andrade Moura

Sobre este primeiro poema, eu o construí pensando principalmente na analogia sobre a vida ser um jogo. Entrando na definição de jogo, temos que jogar pode ser considerado como apostar no desconhecido, administrar leis de um sistema para obter benefícios ou superar desafios através de esforço e técnica. Então se a vida é um jogo, admite-se que ela tem as mesmas características do jogo que acabaram de ser explicadas.  A declaração que a vida é um jogo é encontrada na primeira estrofe, e nela podemos também encontrar uma propriedade humana que a psicologia evolutiva, assim como a própria experiência de vida, conhece: a propriedade de gostar daquilo que se sente poder, já que poder se relaciona diretamente com as chances de evolução, exemplo: o poder de comprar uma casa, de conquistar uma pessoa, de ter o que deseja.

Sendo assim, deve-se, para obter sucesso no jogo, configurar a mente de modo a compreender esta dinâmica para a obtenção de resultados. Uma mente não configurada nesta realidade tende a responsabilizar a sua falta de sucesso a quaisquer comportamentos alheios ao seu, menos ao seu próprio. A segunda estrofe trata-se disto, pois é exemplo das desculpas que as pessoas tendem a usar para justificar seu fracasso em não alcançar determinado objetivo. O desejo de alcançar este objetivo parte da propriedade humana de gostar de posições em que se tenha poder, contudo, este desejo só é iniciado quando o humano acredita que ele pode se tornar real, o chamado princípio da realidade. Este princípio da realidade, na interpretação da psicologia evolutiva, é o que permite que o humano se adapte a qualquer sistema que lhe é apresentado. É sobre esta idéia que se monta a terceira estrofe, que fala sobre adaptar-se a realidade.

O sofrimento é um desejo não alcançado, e um desejo só existe se o humano acreditar que é possível alcançar ele. Portanto, se há sofrimento, significa que o humano pensou ser possível um desejo que, na realidade, não é. Isto só surge devido a falta de compreensão da realidade por parte dos humanos, porém, é nesta lacuna de conhecimento que se expande todo o ego humano, é ela que torna possível ele se imaginar muito melhor e mais forte do que realmente é. Daí surge o medo de enfrentá-la e descobrir que a realidade é dura e trabalhosa. É possível afirmar que a realidade é difícil para todos devido ao desejo que o humano tem de sempre querer se tornar melhor, ou seja, sempre estar evoluindo. Portanto, não importa se a pessoa já seja poderosa, ela vai querer continuar evoluindo e isto significa continuar enfrentando desafios. A falta de compreensão, na prática, faz com que estes desafios sejam muito mais fáceis que parecem ou que muitas vezes o melhor venha sem esforço, e é isto o que seduz a muitos humanos a não quererem enfrentar a realidade.

Abandonar o medo de enfrentar o desconhecido é a declaração da quarta estrofe. Estar apto a enfrentar o desconhecido significa conhecer muito bem o que se tem e o que se é. Isto porque, ao enfrentá-lo, há o risco de descobrir que aquilo que ele baseia sua felicidade e qualidade de vida seja uma mentira, e devido a isto sofrer bastante. Porém, sofrimento maior para ele e sua família será se ele não enfrentar este desconhecido e aumentar ainda mais sua carga de conhecimento sobre as várias formas que a realidade humana pode se apresentar, e construir uma com base em valores reais, universais e duradouros. A falta de conhecimento sobre os humanos pode ser bastante decisiva, por exemplo, na relação com familiares ou desconhecidos, o que promoverá uma qualidade de vida pior e, se for um aspecto cultural de determinada comunidade, uma política, economia e cultura menos desenvolvida. Por isto é importante se sempre estar buscando o crescimento, o conhecimento e enfrentar aquilo que se tem medo.

Voltando a analogia sobre a realidade ser um jogo, e em como todo jogo, para obter os resultados desejados é preciso conhecê-lo para manipulá-lo, o mesmo acontece com a vida humana. Na quinta estrofe há apenas a conscientização de alguns benefícios que o conhecimento da realidade pode trazer. Ela mostra como, ao enfrentar o desconhecido, é possível otimizar os resultados da vida. Ao observar que, de modo geral, todo resultado é constituído de esforço multiplicado pela técnica, enfrentar o desconhecido e descobrir novas técnicas significa se esforçar menos para conseguir as mesmas coisas, sobrando mais tempo para aproveitar a qualidade de vida obtida através da evolução.  Esta estrofe mostra ainda algo mais profundo, que é os caminhos de evolução que cada pessoa decide escolher, e mostra que mesmo que as pessoas a sigam ou a copiem, quem tem a força e o conhecimento necessário para continuar evoluindo e se renovando naquele caminho é ela.

A felicidade maior a qual a sexta estrofe refere-se é justamente a total compreensão da realidade. Obviamente, ela é muito árdua de ser obtida, por isso que o sofrimento será um preço a ser pago. Mas ao obtê-la, é possível ter uma alta consciência de todos os fatores que influenciam a sua vida, além de ter razoável controle sobre eles. Isto é vantajoso porque permite que o instinto se apegue bastante a esta visão de realidade, e todos os desejos que se manifestarão serão passíveis de concretização, dependendo apenas do esforço para torná-los reais. Na realidade sempre existirão fatores desconhecidos para os humanos, pois é fisicamente impossível saber de todos a todo tempo, mas haverá também uma enorme consciência em administração de riscos, uma enorme sensibilidade para prever resultados, uma boa percepção aos padrões e aos mínimos detalhes, e este conjunto de habilidades tornará muito alta a adaptabilidade de qualquer humano.

Na sétima estrofe há a tentativa de conscientizar o público do perigo que é deixar o desconhecido tomar conta. Nela é demonstrado como as habilidades advindas graças ao conhecimento podem deixar de prevenir mudanças desconfortáveis na realidade, como por exemplo, um namorado de repente enjoar da namorada e não fazer a mínima idéia do porque isto acontece, aceitando que é apenas algo natural e imutável, ou consciência do risco que é determinado investimento. Demonstra também como a falta destas habilidades irá diminuir a capacidade adaptativa humana, já que por não ser capaz de se adaptar a determinada atividade evolutiva, ou ter muita dificuldade, ele irá ter dificuldades de definir o que é e qual tipo de evolução deseja para seu futuro. Encontrar seu lugar na ultima parte desta estrofe faz referencia justamente a ter uma evolução definida e que se sustente na sociedade, pois este estar localizado nela é algo importante para uma evolução.

A oitava estrofe é uma conclusão, que tenta impactar a importância de se abrir a realidade. É possível notar que a maioria das pessoas que não tem boas expectativas para melhorar de vida também não tem controle sobre seus próprios sentimentos e sobre como se adequar à sociedade às pessoas a sua volta. É por isto que a vida deixa de ser um jogo empolgante com os riscos claros e bases definidas e passa a ser turva e desesperançosa. As pequenas felicidades do dia-a-dia é justamente o que é colhido do descontrole que acaba sendo regulado de erros sistemáticos que poderiam ter sido evitados se houvesse um mínimo de coragem e preocupação. Por exemplo, sabe-se que se envolver em tal algo é perigoso, mas por falta de conhecimento em algo melhor, envolve-se da mesma maneira. A evolução firme e ligada com aspectos da realidade, como as propriedades humanas e sociais e que é construída através do esforço e sabedora, acaba não tendo condições de sobreviver, pois não há sabedoria para depositar o esforço nas coisas certas. Agora vamos ao próximo poema:

A arte dos desocupados.

Isto tudo é arte. A arte dos desocupados.

A arte que revela quem somos nos momentos difíceis.
A arte que revela pelo que estamos dispostos a lutar.

Mas há realmente alguma razão na arte,
Ou apenas a vontade instintiva de mudar?

http://www.youtube.com/watch?v=5WilOJ81I5E&list=
PL13EE30FFB9391920&index=1&feature=plpp_video

Por: Leandro de Andrade Moura


Este poema surgiu do ocorrido mostrado deste vídeo, e ele próprio faz parte do poema. Nele é possível observar vários adolescentes que não fazem a menor idéia prática do que estão fazendo, mas estão fazendo algo seguindo um ideal. Contudo, este ideal não é definido, ele simplesmente se baseia na idéia de que o simples fato de haver a movimentação pra um protesto sem haver nenhuma ponderação das implicações do que o protesto pede, vai melhorar e mudar algo. Para se ter uma idéia, muitos destes estudantes não sabe o motivo do aumento da passagem, pois a possibilidade de mudar algo que não se saiba os motivos é baixíssima. É daí que surge a segunda declaração da primeira estrofe, “a arte dos desocupados”, pois só esta classe de pessoas seria capaz de depositar uma enorme quantidade de esforço naquilo que não se tem idéia sobre qual resultado terá ao contrário das pessoas com atividades definidas e responsabilidades, que tem uma maior tendência a ponderar sobre como gastar seu tempo.

A arte nessa declaração foi empregada de acordo com o meu conceito de arte, que significa “aquilo criado para mexer com os sentimentos”. Esta movimentação não foi criada por mecanismos racionais, mas sim por mecanismos sentimentais. O desejo de mudar independente de como a realidade configure e o romantismo de buscar algo enfrentando os vários desafios para ter o orgulho de ter participado conquistas que tenha mudado algo grande, como os antepassados fizeram, são os principias motores motivacionais segundo o que eu observei. Então, por ser movido principalmente por sentimentos, porque não chamar isto de arte? Algo parecido com os flash-mobs. Se observado, podemos notar as pessoas criando o que acreditam, como placas além de outros mecanismos para demonstrar sentimentos, e fazendo aquilo que sentem, sem nenhuma fundamentação teórica, que é certo e bom.

Mas será mesmo que isto é tão sem razão como parece ser? A pergunta da terceira estrofe serve tanto para os apoiadores destes movimentos como também para mim, que adotei uma posição de contra desde o inicio sem uma reflexão profunda. Eu poderia responder esta pergunta com minha velha máxima filosófica que é motor da minha filosofia: tudo há um porque. Mas o interessante será responder de acordo com a psicologia evolutiva, há benefícios neste comportamento? Ao que me parece, sim, mas não o benefício que a consciência instintiva dos que participam deste evento acreditam. É um benefício de autoconhecimento, tanto individual quanto coletivo. O que sustenta isso são os eventos demonstrados no segundo parágrafo, em que várias situações mexem com o sentimento daqueles que participam de forma que eles enfrentem, para o nível deles, momentos difíceis e realmente entenda o que, de fato, é importante para suas vidas. É com base nisto que a pergunta do último parágrafo é formulada, e ela ganhou sua forma final porque se não houvesse o desejo de mudança, não haveria esforço pra mudar.

Encerramento:
Bom amigos, terminei a postagem. Realmente foi longa, devo ter demorado umas duas ou três horas aqui, pior ainda será revisar. O primeiro poema eu demorei uns três dias fazendo, o segundo foi uma madrugada pra imaginar a base, e um dia pra finalizar. O interessante é que ambos vieram de um desejo de comunicar algum aspecto ou frase de forma impactante, depois foi se desenvolvendo até ganhar a forma atual. Foi trabalhado, não espontâneo. Não sei se isso pode ser considerado uma arte forte, mas ainda sim considero que estes poemas tenham algum nível artístico, principalmente levando em consideração meu conceito de arte. Enfim, o encerramento é este, abraços a todos aqueles que chegaram até aqui, até a próxima.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A arte a realidade, seus benefícios e a estética da valorização

A arte e sua relação com a realidade

Introdução:
Olá amigos. Cá estou com a enorme preguiça de sempre acompanhada por uma leve pitada de sono. Mas isto não importa muito, já que eu não vou dormir agora mesmo. Eu venho prometendo que iria escrever para o blog há umas semanas, mas só no ultimo dia do mês é que deu coragem. Porém, como já passou de meia-noite, este post acabará sendo o primeiro do mês de fevereiro. Sobre as novidades, ultimamente eu tenho deixado a mente aberta para novas idéias e tenho utilizado principalmente a Lady Gaga como musa inspiradora. Sim, amigos, durante este processo de estudo, adquiri um enorme carinho por ela e tornei-me admirador do trabalho dela, mas a cima de tudo, dela em específico. Por isto a postagem de hoje abordará essencialmente o tema artístico. Quando a vida pessoal, tudo continua na mesma. Estou iniciando minha carreira profissional, algo um tanto complicado quando não se tem nenhuma visão de mercado, mas vou me movimentar pra dar menos chances ao azar. Antes de continuar esta leitura, é aconselhável que se leia os seguintes textos, pois ela se baseia neles: http://barnabasspenser.blogspot.com/2011/10/funcoes-da-arte.html e http://barnabasspenser.blogspot.com/2012/01/identidade-evolutiva-jogo-psicologico-e.html

Funções da arte e seus benefícios:
Já expliquei anteriormente que a psicologia evolutiva considera arte como o conjunto de técnicas que mexem com os sentimentos humanos. Embora o conceito seja simples, sua prática é bastante complexa, pois os sentimentos humanos são totalmente relativos às experiências e conhecimentos individuais. É por isso, portanto, que se vê uma enorme variedade de estilos artísticos por ai, pois eles correspondem a toda riqueza de conhecimentos e experiências que as várias culturas têm. Mas devido à riqueza de variedade, é possível observar que, diante da natureza humana que mistura sentimento ao seu raciocínio e vice-versa, os motivos pelo qual se faz arte se perderam ou entraram num processo de distúrbio. Devido a isto, as pessoas acabam consumindo a arte sem saber o seu real motivo, o que tira as chances delas ter um bom proveito desta experiência.

Através das observações, é possível perceber que o principal limite para os motivos que pode fazer alguém desejar fazer arte é se ele irá ter os meios necessários para trazer à arte a realidade. Há também o limite de como o sentimento do artista ou do sentimento do público que ele pretende alcançar se sente diante de sua arte, e se isto seja algo bom o suficiente para merecer o esforço de se tornar real.  Como o sentimento humano responde também ao conhecimento e as experiências, normalmente a arte deve estar envolvida com isto para influenciá-los, caso contrario, o provável sentimento será indiferença. O avanço tecnológico permitiu uma relativa facilidade na criação de arte, é o que hoje se chama de Indústria do Entretenimento, que tem como principal função utilizar as técnicas artistas para entreter as pessoas. É devido a isto que é perceptível que a maioria das pessoas se esqueceu dos outros benefícios que uma arte bem construída pode fazer. Abaixo serão listadas das formas mais interessantes da arte observadas por mim.

Uma forma de arte que pode é bastante valorizada é aquela que trás o conhecimento. Ela pode tanto trazer conhecimentos externos, com fatos históricos, científicos, buscando imergir o humano em uma nova realidade a qual ele não teve a oportunidade de conhecer, como também pode trazer conhecimento interno, apresentando situações, comportamentos, conceitos, idéias, uniões de simbologias, tudo isto para que ele possa refletir sobre aquilo e sobre ele mesmo, se conhecer melhor e se tornar uma pessoa mais segura de si. Esse estilo de arte também pode trazer um caráter de entretenimento, porém, por ser bem mais trabalhosa, costuma ser rara. Além disso, o público necessita saber consumir desse tipo de arte, pois ao ter acesso a ela, se ele não quiser interpretar as informações em busca da riqueza de conhecimento, o que tiver de conhecimento exposto lá será ignorado, ficando apenas a imagem do que aquilo parece ser superficialmente.

A arte de identidade pode ser considerada como aquela que pega a simbologia de uma cultura, expõe e desenvolve isto. Costuma falar sobre as situações cotidianas de uma cultura, e as pessoas costumam apreciar por se identificarem com o que está sendo exposto. É também utilizada como forma de entretenimento, pois as pessoas costumam consumir esse tipo de arte enquanto estão com seus grupos ou sozinhas, apenas para passar o tempo enquanto fazem algo. A arte também pode ser utilizada para fins de socialização, pois através dos gostos pessoais, é possível identificar quais tipos de valores cada pessoa tem e também se aprofundar nas experiências pessoais dela. Além disso, existem artes, como dança, por exemplo, que por si só já se constituem em um evento social.

A arte como forma de entretenimento geralmente se baseia em construir o que há de melhor com todas as técnicas e recursos disponíveis, sendo por isto necessário uma indústria para sustentar isto. O que faz as pessoas apreciarem este tipo de arte é estarem na presença de artistas que são excelentes em suas funções de se tornarem bons naquilo que se propõe, e geralmente eles se propõe a fazer a função mais básica da arte: gerar sentimentos seja eles quais forem. Esta indústria se baseia na necessidade humana de estar sempre sentindo coisas novas e evoluindo, então enquanto a indústria evolui, todos os consumidores evoluem junto a ela e isto os deixa satisfeitos. Devido à sempre haver demanda de consumo, também há sempre gente produzindo esse tipo de arte, muitas vezes de forma mecânica, seguindo as técnicas já estabelecidas, ou inovando sempre quando possível, visto que inovar neste tipo de indústria não é algo fácil devido ao grande alto valor de produção de arte.

Um exemplo de como funciona a indústria: um artista recebe uma enorme quantia de dinheiro para produzir algo e, embora seja ele o criador e quem decide o que será feito ou não, contrata também as técnicas e visão geral de vários outros profissionais da arte para o produto final ficar com um aspecto bastante refinado e trabalhado, ao nível igual ou superior das outras produções desta indústria. Exemplo: há o diretor, o produtor de vídeo, de áudio, de moda, os agentes de marketing, o artista em si, o dinheiro para gastar em publicidade nas grandes mídias, dentre vários outros profissionais para compor alguma arte multimídia. Embora normalmente o diretor ou o artista fique com o crédito por ter definido os resultados que todos os outros profissionais devem alcançar para produzir os sentimentos desejados, ele sabe que depende da contratação destes profissionais para que o resultado que deseja se torne real.

Concluindo, percebam que nesta postagem eu não pude escapar de utilizar o termo “funções da arte”, porém, ao invés de criar classificações e querer que todos os tipos de arte se enquadrem dentro dela, a diferença é que agora eu percebo que quem cria estas funções é o artista. Ou seja, mesmo que existam alguns tipos específicos de arte que podem ser observados constantemente, porque estes são os tipos que mais fácil se manifestam na realidade, existem outros que passam despercebidos pela mídia e conseqüentemente por todo público maior.

A realidade e a arte:
Devido ao meu enorme apego pela ciência e filosofia, mentir se tornou um artifício só utilizado por mim em casos extremos. Por menor que seja a mentira, minha filosofia indica que esta seja evitada para buscar uma vida mais saudável e ligada à realidade. É devido a este enorme apego a realidade que talvez eu tenha me afastado da produção artística, já que parte da arte pode ser considerada como mentirosa, por não registrar cientificamente e meticulosamente a realidade e por parecer que se dá ao luxo de confiar apenas na percepção humana. Após analisar as várias funções da arte e como elas podem colaborar para uma vida humana mais satisfatória e de aceitar que os sentimentos são um grande influenciador do que o humano aprende e de que é ele que constrói seus próprios valores, e, portanto, pode construí-los do modo que quiser, passei a considerar que a mentira da arte não é tão ruim e incoerente com a realidade assim.

Um exemplo: antigamente eu considerava ruim as pessoas se arrumarem para aparecer nas fotos, pois indicava que elas estavam tentando parecer algo que não são. Contudo, este “parecer” é na realidade, algo que elas estão tentando buscar ser, mas que não pode ser o tempo todo devido à falta dos recursos técnicos para isto. Isto que dizer que se elas estão construindo uma imagem de beleza, e dentro disto está à maquiagem retocada, mas a maquiagem não é boa o suficiente para ficar o tempo todo retocada, pelo menos na foto irá parecer boa, pois houve um momento para o retoque. Indo mais além, durante um curto período de tempo, que é o da foto, elas conseguem parecer exatamente o que estão buscando construir, mas estes momentos são limitadas devido a tecnologia de maquiagem ainda baixa.  Ainda sim pode surgir a seguinte argumentação, que também era utilizada por mim: ao usar maquiagem, elas estão tentando parecer uma coisa que não são, pois o rosto delas não é tão bonito na realidade quanto com maquiagem.

Para esta argumentação sobre a maquiagem da beleza ser uma mentira, é apenas preciso observar uma coisa, que antes eu ignorava: com maquiagem algumas mulheres tendem a ser mais bonitas, e isto é fato. Portanto, o objetivo delas foi alcançado, construir uma imagem mais bonita de si própria. Os recursos utilizados para isto são todos vindos da tecnologia, e por isso podem ser considerados artificiais, porém, não deixam de produzir um resultado verdadeiro. Do mesmo modo, os artifícios utilizados na arte para produzir um resultado não podem ser considerados propriamente mentira, pois o instinto humano responde a isto com o resultado que quem está construindo a arte deseja. Se este resultado é ou não saudável ou enriquecedor, isto já é assunto para outra postagem, mas fica uma pergunta: o que não é, diretamente ou indiretamente, artificial hoje em dia? Afinal, do mesmo jeito que se utiliza sabonete, um produto artificial, para a higienização, também se utiliza a maquiagem para o embelezamento ou para outros fins.

Estética de valorização:
A principal inspiração para esta idéia foi a arte desenvolvida por Lady Gaga, que é apoiada por uma filosofia bastante moderna e eficiente. Ela percebeu de forma bastante peculiar que o humano encontra a beleza naquilo que ele valoriza, e está desenvolvendo seu senso estético da sua arte através de uma beleza que poucos acham natural, mas após conhecê-la, percebem que é algo bastante comprometido com a melhora das pessoas, e por isto conseguem sentir sua beleza. Na verdade a complexidade do que ela está criando vai além disso, pois ela consegue conciliar os simbolismos de uma forma bastante equilibrada, além de produzir ótimas composições musicais e ser aconselhada pelos melhores da moda. Mas tudo isto me levou a pensar no seguinte: se o humano pode valorizar diversos estilos artísticos ou mesmo estéticos, o que faria ele valorizar um ou outro específico? E a resposta veio do próprio trabalho desenvolvido pela Lady Gaga: ele deverá valorizar aquilo que é bom pra ele.

Atualmente há uma valorização muito voltada para um estilo de beleza específico: o mais eficiente para as futilidades do sexo, que seriam os corpos sarados, pois são visualmente mais propícios ao sexo. O que a Lady Gaga está mostrando para aqueles que a admiraram é que é possível gostar da beleza seja ela qual for, basta entender os motivos para apreciar. Isto é demonstrado nos vídeos em que ela aparece com cabelos diferentes e pequenas deformações corporais, e que embora as outras pessoas achem este senso estético estranho ou mesmo bizarro, seus fãs, incluindo a mim, conseguem apreciar a beleza disto. Aliando a isto está a própria música e entrevistas que ela faz, onde ela diz que as pessoas precisam aprender a apreciar sua própria forma de beleza e fazer as pessoas que estão a volta gostem dela como ela é, do mesmo jeito que a Gaga fez seus fãs apreciarem seu estilo diferente. Embora eu já saiba que este tipo de manobra seja teoricamente possível, ela mostra isto na prática, algo que eu não conseguiria se tentasse, imagino, e mesmo se conseguisse, não na escala que ela fez.

De modo semelhante, podemos apreciar vários estilos artísticos, mas devemos apreciar aqueles que são bons para nós. Atualmente, assim como a valorização do tipo de beleza mais propício ao sexo, também há a valorização da arte mais propícia a diversão e ao entretenimento em detrimento da arte que busca o conhecimento ou a socialização. Isto é algo que pode ser revisto, pois embora a arte de entretenimento seja necessária a um estilo de vida saudável, a de conhecimento e a de socialização também é, assim como os outros tipos de arte cujas funções eu não conheço, mas que pode ser utilizada para algum benefício humano. Ao desenvolver arte, os artistas também podem, além de entreter, buscar trazer algo de novo e de bom para o mundo apoiados na idéia de que a arte deles deverá ser apreciada por aqueles que entenderam seu objetivo e se unirão a isto.

Portanto, o que eu proponho e farei é entender o porquê se deve valorizar algo, ou seja, descobrir qual benefício este algo trás para nós. Naturalmente este tipo de costume pode ser expandido às outras áreas da vida, como a valorização da beleza, mostrado por Lady Gaga, ou valorização de seja lá quaisquer que forem os costumes. Para não me afastar muito do meu lado científico, e mais especificadamente da psicologia evolutiva, lembro que isto é baseado nas tecnologias de beleza como valorização do que o humano considera importante, do humano trabalhar através da associação de informações, e do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa. Enfim, talvez a Lady Gaga tenha se beneficiado da indústria para conseguir ter feito o que fez, de qualquer forma, vou terminar este texto com a seguinte declaração: sou um grande admirador de tudo o que ela já construiu e provavelmente continuarei a apreciar tudo o que ela fará.

Encerramento:
Bem amigos, esta postagem de hoje foi com a temática da arte. Embora tenha ficado meio grande, acredito que tenha ficado com um conteúdo bem legal. Pra falar a verdade, eu gostei de escrever esse texto, foi meio fluído e demorei pouco em alguns parágrafos. Em outros eu enrolei um pouco para a estética do texto ficar mais bonita, espero que não tenha ficado um tanto confuso. Pra falar a verdade eu não sei com o que enrolar neste encerramento pra dar um parágrafo, não tenho muitas novidades e deixar o texto com um parágrafo de três linhas, por exemplo, eu não gosto.  Enfim, gostaria também de deixar registrada minha preocupação com a Littlebee, que sumiu da internet faz mais de um mês e não deu nenhuma notícia. No mais amigos, vou continuar aqui vendo os vídeos de jogos, de música e no MSN enquanto não volto a estudar ou algo parecido, até a próxima postagem.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Identidade evolutiva, jogo psicológico e carga de representatividade

Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu aproveitando a queda da minha internet para escrever mais uma postagem. Vamos as novidades: Terminei o projeto do blog da psicologia evolutiva, e o resultado final foi exatamente o esperado. Mas de qualquer forma, imagino ter aprendido e organizado um bocado de coisas durante a construção do blog, além do mais, não tinha local melhor onde depositar o tempo das minhas já acabando férias. Lembro também sobre ter comentado sobre do meu outro projeto, o romance. Este ficará para a próxima. Continuo fazendo minhas pesquisas para entender a sociedade utilizando sempre como base a psicologia evolutiva, e cheguei a algumas conclusões interessante, que um dia me pode ser útil. Hoje vou escrever sobre identidade evolutiva e carga de representatividade associada com o sentimento de ser o melhor, dois conhecimentos que podem ajudar bastante a entender alguns aspectos humanos.

Identidade evolutiva:
Devido ao enorme desapego da minha personalidade e do grande domínio obtido do meu instinto, eu cheguei a uma situação bastante interessante: crise de identidade. Isto me levou a pensar sobre o que significa a personalidade de cada pessoa, e através destas reflexões eu desenvolvi o conceito de identidade evolutiva. Para entender o conceito, imaginem o seguinte cenário: há um grupo de humanos exatamente iguais, e todos eles tem o conhecimento básico sobre como funciona seu instinto e sobre como alcançar a boa evolução. Contudo, neste cenário, há vários empregos diferentes.

Como o grupo de humanos é exatamente igual e tem o conhecimento básico sobre como funciona seu instinto, o esperado é que eles ajam da mesma forma e tenham a mesma identidade. O que impede que isto aconteça é os empregos diferentes, que simulam diferentes posições sociais. É perceptível que devido a função social diferente, um humano do grupo irá desenvolver algumas habilidades enquanto que outro irá desenvolver outras habilidades, e devido a propriedade humana de sempre querer alcançar o seu melhor, isto desencadeará com que cada um desenvolva sua própria personalidade, que pode ser também chamada de identidade evolutiva.

Portanto, mesmo se todas as pessoas seguirem um conjunto de informações básicas para evitar distúrbios e guiá-la para a boa evolução, as diferentes funções que as pessoas devem obrigatoriamente exercer para a sociedade funcionar será o que irá definir a personalidade de cada uma. Este princípio é importante porque garante a individualidade das pessoas sem necessariamente obrigá-las a carregar seus distúrbios consigo. Ou seja, determinada personalidade pode se sentir bem em um cenário que outra não se sente devido às diferentes habilidades que cada uma tem, e isto não implica em distúrbios em alguma das partes.

Jogo psicológico da vulnerabilidade evolutiva:
Este jogo foi uma idéia que eu tive durante uma conversa com meu amigo e tem como objetivo saber se a pessoa está com sua evolução bem fundamentada na realidade e independente. Consiste em uma ou mais pessoas buscando fazer mal ou desequilibrar psicologicamente outra pessoa, utilizando, para isto, quaisquer meios mentais, inclusive cenários mentirosos como “tua namorada te traiu e você perdeu o emprego”. É um jogo bem perigoso, pois se for jogado por pessoas que não tem segurança daquilo que constroem, elas podem se sentir muito mal e ofendidas com algumas situações que os jogadores proporem. Ressaltando que eu nunca joguei este jogo, criei-o apenas para fins de curiosidade e o resultado e objetivo é apenas simulação.

O objetivo do jogo, como explicado, é testar se a pessoa tem sua evolução bem fundamentada na realidade. Para isto, a pessoa irá retrucar todos os cenários imaginados pelos jogadores adversários através de argumentações que sustente sua realidade e evolução e independência. Portanto, se for jogar este jogo, é necessário certificar-se que todos os jogadores buscam desenvolver um modo de vida estável e independente. Vale ressaltar que independente neste caso não está no sentido de não depender das pessoas, algo que não é saudável, mas no sentido de saber o que fazer caso elas não estejam mais lá, algo que é saudável pois leva em consideração traições, acidentes ou fatores desconhecidos.

Exemplo de jogo: Jogador um pergunta o que o jogador dois faria se sua namorada o traísse. O jogador dois argumenta que se isto acontecer, ele irá se recuperar bem, pois deposita nela só o esforço necessário para fazer o relacionamento funcionar bem, e instruí a ela a fazer o mesmo, e com isto ambos podem continuar a desenvolver suas vidas. Jogador dois pergunta a jogador um o que ele faria caso descobrisse que foi demitido, jogador dois tem filhos e se sente mal, pois nunca tinha pensado na situação e seria ruim. Através disto ele foi alertado que precisa fazer algo para contornar esta situação, e decide que irá começar a juntar dinheiro reserva no banco.

Evolução da carga de representatividade social:
O instinto humano costuma se sentir bem sempre que percebe que está fazendo parte de algo bom. Esta percepção pode ser alcançada através do conhecimento, quando se entende como a mecânica de determinado evento pode melhorar as chances de sobreviver ou reproduzir, ou através da carga de representatividade que aquele evento carrega consigo ao produzir resultados que façam bem ao instinto humano de alguma forma e que poucos conseguem, sendo, portanto, classificado como “bom” ou “melhor”. Como obter conhecimento de algo desconhecido é razoavelmente difícil, a sociedade se acostumou a evoluir através da carga de representação social que algo tem.

Para fins de entendimento, primeiro vou explicar com um exemplo, depois vou explicar no sentindo figurado. O exemplo será a indústria do entretenimento. No início da indústria do entretenimento, quando a maioria das pessoas não tinha quase nenhuma carga de representatividade associada a este ramo, quaisquer coisas que eram feitas já eram capazes de gerar bons sentimentos no publico. Um efeito especial bobinho que seja já era o suficiente. Contudo, depois que o publico se acostuma com este efeito, é necessário que ele evolua, e é diante disto que se gera um grande investimento para alcançar à melhores resultados, já que através disto é que se ganha muito dinheiro.

Deste modo acontece com a maioria das cargas de representatividade social. É necessário, para evoluir tal carga de representatividade, que ela seja continuidade de coisas que as pessoas já entendam que é bom. Por exemplo: se um artista se lançar com uma arte muito diferente de seu público, ninguém irá se identificar, por não conhecer, e irá ignorar. Entretanto, se um artista utiliza algo que o público já conhece e melhora, o público irá se identificar e apoiar isto. Notem, portanto, que já havia algo construído e que foi melhorado. Porém, o primeiro artista que introduziu o estilo é geralmente aquele que sente que existe algum modo de fazer as pessoas se sentir bem, mas que, contudo, ainda não foi criado por mais ninguém. Por exemplo, os primeiros rock’n roll eram bem simples, e tinham apenas como função fazer as pessoas mexer seus corpos. Porém, esta função foi se desenvolvendo e se tornando algo cada vez mais complexo, contudo, ao mesmo tempo em que o público pode acompanhar, e chegamos a esta evolução de inúmeros estilos que se percebe atualmente.

Encerramento:
Enfim amigos, por hoje é só. Escrevi tudo de uma vez e meio desorganizado, mas isso não importa muito. Eu ia até falar de outro princípio que eu pensei, mas vou deixar isso para a próxima postagem. Provavelmente eu vou diminuir a freqüência de atualização deste blog, não sei exatamente o porquê, mas eu estou cada vez mais com preguiça de escrever. Além do mais, dá pra perceber já nesta postagem que eu estou me preocupado cada vez menos com correção e em comunicar bem alguma idéia. A questão é que minhas idéias são razoavelmente bem desorganizadas para os modelos da metodologia científica, porque a maioria se baseia em experiências antigas, e transmitir isso é complicado, por isso a postagem sempre é trabalhosa. Vou trabalhar também em uma identidade própria, ficar meio sem identidade em nome dos estudos é complicado, mas, obviamente e como já explicado, vou assumir uma que se baseie o mínimo possível em distúrbios. Então é isso galera, até a próxima postagem, e eu irei me esforçar pra ser esse mês.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Reflexões de fim de ano

 Até o próximo ano. Parece longe, neh?

Olá a todos. Esta será a última postagem do ano, e nela não virá nenhuma teoria consolidada, apenas reflexões mesmo. Na postagem passada, eu expliquei que gostaria de iniciar alguns projetos nas férias, e realmente iniciei. Comecei um novo blog dedicado a psicologia evolutiva e comecei a jogar dota com os amigos. São duas experiências bem interessantes, vou comentar sobre cada uma delas. Antes de começar, um pequeno aviso: não passei no vestibular. Pois é, de fato, não me dediquei de modo adequado, e isto era esperado. Agora, neste próximo ano, minha vida tomará rumos desconhecidos. É esquecer todas as expectativas e me adequar ao que a realidade me der, e assim viver bem.

Primeiro sobre o blog, que se encontra neste endereço: Iniciei aquele o novo blog, www.apsicologiaevolutiva.blogspot.com, sua construção está sendo bem interessante, e embora eu tenha preguiça de iniciar cada novo texto, eu estou conseguindo manter a objetividade de cada um deles. Só não sei como exatamente este blog ganhará acessos ou servirá a sociedade, de qualquer modo, este não é meu objetivo primário, pois ao ver o blog se concretizando, sinto que estou aprimorando ainda mais minha capacidade de fazer projetos, sendo este o objetivo primário. Quem sabe, um dia, usarei estas habilidades em algum trabalho. Além disto, quero me livrar de vez da responsabilidade de divulgação da teoria. Ela estando online e com acesso facilitado ao conteúdo, se não for utilizada pelas pessoas, é porque ela não tem estrutura para ser utilizada em nossa sociedade, ou falta-me o conhecimento para estruturá-la de modo adequado, em ambos os casos, não posso fazer nada.

Agora vamos falar sobre o DotA, que é uma experiência muito interessante. Certamente um dia irei formalizar, neste blog, apenas para os fins de estudo próprio, as experiências adquiridas ao jogar dota. A guerra, seja lá qual for, é algo bem interessante. É um conjunto de sistemas que servem aos dois lados de batalha, e que cada lado tenta explorar ao máximo de modo a alcançar um resultado. Este resultado garante muita bonificação, e, sendo, portanto, o alvo de desejo. Estou falando sobre um conjunto de sistemas porque enquanto há o próprio dota, que é o jogo em si com regras delimitadas, há também os mecanismos que fazem o jogador aprender a jogar dota. Enquanto uns utilizam sites de ajuda, outros fazem testes durante o jogo, e outros seguem o conselho dos amigos, e além disto, alguns encontram amigos que sabem ensinar melhor que outros, usam sites melhores, ou tem sorte de iniciar com um personagem adequado a iniciantes.

Toda esta complexidade em aprendizagem se dá devido a riqueza de funções do jogo, que convergem a um objetivo: ganhar o game. Portanto, enquanto determinadas pessoas demoram uns dois meses para se adequar bem a determinada área, outras se dedicam a outras áreas. Quando ocorre o duelo entre duas pessoas, o que está sendo confrontado também é isto: qual delas escolheu, através de sua percepção, o sistema que trás mais resultado. Agora, imaginem isto numa guerra na realidade: pessoas duelando e explorando a realidade ao máximo em busca de formas de alcançar determinados resultados. Além disto, a pressão psicológica de quando não se conhece o inimigo, se ele está melhor que você, também faz parte da guerra. É algo bem complicado, que exige o máximo de esforço e de conhecimento para vencer.

Isto me lembra o big brother Brasil. Muitas pessoas o acham ruim, mas ele é uma zona de combate bem interessante. Cada participante sabe que realmente pode ganhar uma alta premiação, que mudará suas vidas. Ao entrarem no cenário do big brother, eles sabem que para vencer tem que fazer duas coisas: agradar ao publico e evitar o paredão. Para agradar ao publico, eles utilizam seus pré-conhecimentos sobre a sociedade a natureza humana para construir suas personalidades, para que com ela traga bom sentimento ao publico, embora eles não saibam se realmente estão ou não fazendo isto. A única situação que lhes dá informação sobre isto é o paredão, mas é um risco enorme entrar nele. Quanto a evitar os paredões, existem métodos bons e métodos ruins, e a escolha destes métodos irá ser sentido pelo publico e pelas pessoas da casa. Quanto as pessoas da casa, há mais informações, mas elas não são realmente o que interessam.

Já deu pra sentir a pressão, hein? Muitas pessoas não entendem isto. Bem, este tipo de pressão também pode ser sentido nos vestibulares, seleções de emprego ou em disputas de conquista de pessoas, como dois homens disputando por uma mulher. É muito aconselhável desenvolver conhecimentos para agüentar a pressão psicológica nestes tipos de ambientes, tanto quando o resultado for negativo como também negativo. A vida humana se tornou um conjunto de sistemas muito louco em que todas as pessoas estão inseridas e aprendendo a cada ano que vive, por isto merecem nosso respeito, mesmo quando não parecem produzir bons resultados em determinadas áreas. No fim, devemos nos contentar com aquilo que nosso esforço trás, pois, embora o sistema converge para um mesmo lugar, tudo pode ser resumido à sorte: sorte de ter nascido em boa posição da sociedade ou boa genética, sorte de ter conhecido as pessoas certas, sorte de ter aprendendo corretamente tudo aquilo que a vida tem a ensinar.

Enfim amigos, como ultima reflexão, meus blogs. O psicologia evolutiva, como falei, está meio sem expectativa de utilização, mas vou terminá-lo por dois motivos: primeiro, me focar menos na psicologia evolutiva em si, para me focar em outros projetos diretamente ligados na minha vida, e segundo: é bonitinho ver um projeto terminado, adoro olhar pro  meu livro as vezes, além disso, vou aprender a ter paciência para concretização de projetos além de outras coisas, assim espero. No mais, desculpem-me a falta de revisão e abraço a todos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Falsidade e Aversão Sexual

Envolvimento de verdades e mentiras

Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu escrevendo novamente, com a mesma preguiça de sempre. Então vamos às novidades: continuo na mesma situação apresentada na postagem anterior. Talvez ainda essa semana eu saia de férias, e então o tédio irá agravar, o que aumenta ainda mais minha necessidade de me envolver em alguma atividade. Estou pensando em voltar a escrever meu romance, Caçadores de Chuva, como forma de ocupar o tempo com algo que traga bons conhecimentos sobre produção artística. Também pondero começar a jogar Dota – ou algum outro de mesma classe -, que devido ao seu formato de “esporte eletrônico” me fará ter a oportunidade de socialização e de praticar temas como tática e estratégia em grupo, mas terei que investir algum tempo pra conhecer o jogo em si antes. Provavelmente posso fazer os dois ao mesmo tempo, mas será difícil manter a disciplina necessária para concluir o projeto do livro, que será, provavelmente, meio forçado devido ao distanciamento com o instinto. Outra possibilidade bem distante seria eu criar um site específico para os assuntos da psicologia evolutiva. Seria algo no formato colaborativo e com layout estruturado, pois imagino algo onde todos possam opinar e a estrutura me ajudaria, inclusive, a ter controle do que já foi construído, pois eu estou perdendo este controle no blog já que eu esqueço sobre o que eu já escrevi ou não. Bem, vamos à postagem.

A mecânica da falsidade:
Analisar o comportamento da falsidade será uma coisa muito positiva para a psicologia evolutiva, pois há relatos de várias pessoas que convivem com isto cotidianamente ou simples já presenciaram. A definição de falsidade pode ser dada como aquele comportamento que se esforça para aparentar alguma posição instintiva que não condiz com a realidade. A princípio esta classificação é bem simples, mas ao observar o contexto que a falsidade surge no cotidiano das pessoas, nota-se que as causas de sua existência e o modo como se manifestam varia, segundo os dados recolhidos, entre dois grupos: o de indução grupal e o de indução individual.

O grupo de falsidade por indução grupal surge quando há um sentimento ruim, como inveja ou raiva, de um indivíduo para o outro ou entre eles, mas a situação social em que estes dois se encontram obriga-os a se relacionarem para obter vantagens em suas zonas de conforto. Exemplo: uma pessoa, por algum motivo, tem raiva de outra, porém, esta outra também beneficia o grupo que a primeira pessoa participa. Deste modo, o grupo prefira ter as duas, mesmo que não se entendendo, do que ter apenas uma. Estar no grupo e conviver com a raiva, sendo, portanto, falsa, é considerado mais vantajoso por ela que criar um conflito com a pessoa alvo da raiva, pois ele pode criar uma sensação de desconforto no grupo, fazendo-o responder, ou com indiferença, ou de forma negativa.

Este comportamento pode chegar num nível tão acentuado que em certas ocasiões, quando necessário, uma pessoa chega a fingir ter uma proximidade com aquela que ela sente raiva para obter certo resultado. Por exemplo, uma pessoa sente raiva da outra, mas é obrigada a fingir que é próxima a ela para passar uma imagem de grupo unido, coisa que por ser uma característica que o avaliador valoriza, aumenta as chances de o grupo ser escolhido e todos se beneficiarem. Outro exemplo é um funcionário que evita conflito com alguém de seu trabalho que o irrita, apenas para o chefe não adquirir uma imagem ruim dele ou não atrapalhar a produtividade de sua função. Além do sentimento de raiva, outros sentimentos podem se manifestar no comportamento da falsidade, como a inveja, o ciúme e o medo.

O grupo de falsidade por indução individual ocorre de modo muito semelhante ao da indução grupal. A diferença é que enquanto o primeiro a relação do grupo que impõe as vantagens da falsidade, neste caso, é a relação dos próprios indivíduos. Ou seja, ela ocorre sempre que é mais vantajoso estar com alguém, mesmo não gostando de alguns aspectos desta pessoa, mas fingir gostar para agradá-la, do que falar a verdade e correr o risco de perder a aquela relação. Exemplo: um amigo sente inveja da conquista do outro, mas sabe que continuar a amizade será mais vantajoso que rompê-la apenas por causa do sentimento. É bem visível neste caso que a falsidade ocorre não porque não se gosta da pessoa, mas porque ela gera sentimentos ruins. Isto é uma observação importante para aprender a lidar com isto.

Sinceramente, não sei se a separação da falsidade em dois subgrupos será muito proveitosa, porém, prejudicial não há de ser. Como em todas as postagens que costumam falar sobre distúrbios são seguidas por algumas soluções que tentam ao menos amenizar o problema, agora vamos sobre o que se deve trabalhar para solucionar a falsidade: é muito comum as pessoas dizerem “eu não gosto de alguém”, contudo, é importante lembrar que na verdade, o que não se gosta é de determinada característica deste alguém, e que sem esta característica, aquela pessoa se tornará tão neutra quanto às outras. Se alguma característica trás sentimento ruim, é necessário verificar o porquê disto para evitar tal sentimento. Cada sentimento indica uma coisa, porém, como o foco da postagem não é esse, quem se interessar pode procurar no blog por meu livro, lá haverá maiores explicações disso. De forma genérica, é possível adiantar que a causa da maioria dos sentimentos ruins é a falta de consciência da realidade.

Aversão sexual:
Durante minhas observações do dia-a-dia, notei um comportamento bem interessante. Trata-se de uma aversão que algumas pessoas sentem quanto alguns comportamentos sexuais, como, por exemplo, o homossexualismo e o sexo em grupo. Em alguns casos, esta aversão chega a ser tão forte que estas pessoas iniciam até mesmo uma campanha contra tal comportamento com aqueles que sentem a mesma coisa. A princípio, tais práticas sexuais não podem ser consideradas um distúrbio, já que sexo oferece qualidade de vida, e é apenas considerado como distúrbio aquilo que prejudica o bem-estar humano. Portanto, iniciar uma campanha contra as práticas sexuais pode ser algo bastante prejudicial, pois pode gerar uma serie de distúrbios que podem diminuir a qualidade de vida dos envolvidos. O surgimento deste sentimento de aversão é algo particularmente curioso, pois se o humano sente algo, significa que aquilo está o afetando de alguma maneira, e o tipo de sentimento indica como. Neste caso, iremos investigar o porquê de práticas sexuais exercidas por outros afetam a alguém.

Antes de explicarmos o que causa este tipo de sentimentos, será interessante, primeiro, entender as diferentes funções do sexo observadas pela psicologia evolutiva até agora. A função primária do sexo é a reprodutiva, tendo o prazer sexual surgido como forma de fazer os humanos buscarem este e ato e os gratificar. Porém, o prazer sexual começou a ser utilizado como forma de aumentar a qualidade de vida, vindo, portanto, a função secundária do sexo. Algumas pessoas começaram a utilizar o sexo para também obter maiores chances de sobreviver, e fazem isto quando tem recursos para criar uma imagem que faça a maioria do sexo oposto desejar, podendo, assim, selecionar aquele com poder o suficiente para bancar suas chances de sobrevivência. Esta pode ser considerada como mais uma função sexual, a terceira, e esta terceira função tem o agente que produz a imagem sedutora, e o agente que provém às chances de sobrevivência.

Estas diferenças de funções surgiram através da re-estruturação social causada pelo desenvolvimento tecnológico juntamente com a propriedade do humano modificar o raciocínio e vice-versa. É também devido a esta propriedade que as práticas sexuais podem variar muito de uma pessoa a outra, tendo uma ou outra forma mais valorizada por acumular maior valor instintivo, ou, em outros casos, se mostra necessário ter o suporte psicológico para conseguir apreciar as diferentes formas de maneira saudável. Tal suporte psicológico pode ser resumido como a consciência de que tipo de resultados, que neste caso pode significar qualidades ou sentimentos, aquela pessoa consegue produzir, e se estes resultados irão trazer o que se espera conseguir com o sexo, ou seja, se ela é ou não capaz de executar a função proposta naquela atividade sexual. Por exemplo, no sexo grupal, é necessário que haja certo desapego ou muita segurança nos envolvidos no ato sexual, para evitar o ciúme excessivo a ponto de tirar o prazer da prática, ter consciência de que tipo de imagem isto irá transmitir aos próximos e segurança de que os resultados daquela pratica não atrapalhem as outras atividades da vida.

A maior causa das aversões sexuais, segundo o que observado até agora, é a mistura de valores entre as funções sexuais. Uma das formas: o modo de encarar o sexo da pessoa que valoriza a segunda função pode se tornar prejudicial aos objetivos que uma pessoa que valoriza a terceira função do sexo tem, por exemplo: a segunda vive em um ambiente mais descontraído, onde as pessoas se preocupam com valores simples e por isto desfrutam do sexo como qualidade de vida, já a terceira vive num ambiente mais competitivo, onde o sexo é utilizado como uma arma instintiva para obter vantagens de sobrevivência. Desta forma, se expor a alguma atividade sexual que possa comprometer tal imagem é algo que pode ser muito prejudicial, pois as concorrentes irão utilizar qualquer resultado ruim como parte da justificativa de que são melhores que aquela que se expôs, e o alvo, a pessoa poderosa que as concorrentes desejam, pode se convencer disto. É este conjunto de perigo que causa a aversão, o que provavelmente é assemelha a um medo mal definido, ao instinto desta pessoa. Além disto, se esta pessoa estiver em um ambiente em que a maioria das pessoas quer apenas em curtir, provavelmente ela irá se sentir aversão a aquela situação.

Outra forma observada que ocorre o sentimento de aversão é quando se observa um sistema do qual uma pessoa, a que sente aversão, não pode participar, mesmo sentindo desejo. Isto ocorre geralmente quando uma pessoa com baixo poder instintivo ou sem suporte psicológico se envolve em um ambiente com pessoas de alto poder instintivo e em plenas atividades de negociação sexual. Ao perceber que não irá poder aproveitar nada daquele ambiente, e que as pessoas negociam utilizando armas bem instintivas bem mais poderosas que a dela, a tendência é que ela sinta um sentimento de aversão, provavelmente algum tipo de tristeza por não ter o poder instintivo necessário para obter as chances de sobreviver ou reproduzir que deseja. Outro sentimento de aversão interessante e bem conhecido é o sentimento daqueles que valorizam a primeira função, e vêem no homossexualismo ou em outras práticas sexuais que parecem ignorar a importância do bem-estar familiar e da reprodução, um risco a continuidade de sua família. É este, provavelmente, o precursor da homofobia.

Resolver os distúrbios de aversão sexual requer bastante autoconhecimento e o conhecimento do porque das coisas. É desta forma que se investe esforço o suficiente para atingir as práticas sexuais que se deseja, e que estão dentro dos limites reais e saudáveis, para aumentar a qualidade de vida, além de ter consciência que se precisa apenas disto, e não de tudo o que os diferentes níveis que se apresentam na sociedade parecem dar. A categorização das funções sexuais foi feitas aqui para fins de estudo, porém, na realidade, o que podemos observar é que cada pessoa tem estes conceitos misturados de forma muito imprevisível às práticas sexuais. É por isto também que analisar e resolver distúrbios se torna algo mais complicado e menos previsível, pois, devido à propriedade do raciocínio modificar o instinto e vice-versa, é necessário demonstrar os argumentos que demonstrem que a filosofia mal formulada, causadora do distúrbio, não precisa ser sustentada.

Encerramento:
Enfim amigos, espero que tenham compreendido estes dois conhecimentos que eu tentei passar. Sinceramente, estou sem a menor paciência pra revisar agora, passei o dia todinho com o word aberto escrevendo sobre aversão sexual, e metade do dia anterior escrevendo sobre falsidade, farei isso próxima semana, talvez. Não sei se este tipo de texto demora mesmo pra ser escrito e eu to meio desmotivado a escrever ou se é falta de técnica minha, além disto, estou um tanto confuso quanto a minha forma de comunicação das teorias. To achando ela muito formal e desnecessária, pois não conta com a precisão técnica, afinal, minhas teorias não são tão bem estruturadas assim, e se torna algo bem confuso para quaisquer outros leitores. Isto me incomoda porque a função dos textos é comunicar, e utilizar um vocabulário complexo sem se comunicar bem de nada adianta. Tirando essa parte quanto a que vocábulo utilizar nos textos de teoria, acredito estar me comunicando bem, tanto é que eu fui bem elogiado por meus amigos no último texto narrativo que eu fiz, que pode ser vista na postagem anterior a esta. Tirando o vocabulário, a gramática é uma coisa que eu também preciso aperfeiçoar um pouco. Sinto vontade de assistir aulas especificas de português novamente, talvez eu até o faça em algum momento da minha vida. Será interessante. Abraços a todos e até a próxima postagem.