Específicações
Olá amigos. Mais um domingo que me dá uma enorme vontade de escrever sobre algo. Hoje pretendo escrever sobre coisas breves e diversificadas, umas antigas idéias que já estão anotadas no meu bloco de notas faz tempo. Ultimamente eu tenho pensado sobre a evolução das minhas idéias, pois é difícil deixar tudo organizado e registrado, contudo, eu continuo avançando em busca de conhecer mais e mais coisas. Mas quanto mais avançadas elas ficam, mais difícil se torna a comunicação com as pessoas que não tem a preocupação em ter este tipo de avanço intelectual porque eu acabo fugindo de mais dos conhecimentos e posições filosóficas comuns. Como produtor de conhecimento, eu fico também me preocupo com a distribuição, porém, é bem difícil distribuir idéias por inúmeros fatores, sendo alguma das principais dificuldades a relação estrita que as idéias têm com o instinto e também quanto à definição sobre o porquê alguém as usaria. Quanto a outras novidades, não mudou muita coisa desde as ultimas postagem, portanto, vamos à postagem.
Perfis de jogos:
Uma coisa que eu já notei é que é possível organizar os tipos de jogos em algumas categorias diante das semelhanças que cada gênero apresenta em relação a evolução. Portanto, criei quatro categorias para fins de estudo e organização, que depois pode ser ampliado ou modificado. Vamos às categorias.
Exploração: Os jogos de exploração prezam bastante pelo instinto de curiosidade, de desejo por conhecimentos novos e automotivação. Isto porquê nestes jogos, o jogador se encontra num mundo a ser explorado, onde cada cantinho pode ter uma surpresa interessante que irá beneficiar sua aventura como um todo. Nestes jogos é bastante comum encontrar itens colecionáveis, se tornando eles objetos de desejo dos jogadores que acaba se tornando um objetivo a mais no jogo apenas por diversão. É nesta diversão não obrigada que se encontre a automotivação, pois os jogadores se motivam a conquistar coisas que só os mais curiosos e desbravadores acabam por conseguir, como a coleção de todos os itens do jogo. Estes jogos não exigem nenhuma habilidade específica, mas sim um conjunto abrangente de percepção que é necessário para o jogador avançar ou encontrar coisas raras. Os gráficos destes jogos normalmente são bonitos, ricos e interativos.
Competição: Os jogos de competição costumam consistir de um mecanismo bastante dinâmico e rico de variáveis. Neste modelo, os jogadores se enfrentam com o objetivo primário de vencer, contudo, acabam realmente fazendo isto pelo prazer de um combate de alto nível, onde o conhecimento e a atenção são exigidos ao máximo. Normalmente os duelos de jogos de competição que fazem sucesso costumam consistir destas duas variáveis: conhecimento sobre o jogo e atenção durante a luta, muitas vezes havendo uma terceira variável, que é conhecer o estilo do inimigo. Isto significa que não basta apenas conhecer o jogo, pra ser melhor tem que ter mais atenção para captar todas as informações do campo de batalha e também sangue frio para processá-las. Jogos de competição costumam ser cruéis, pois sempre haverá um vencedor e outro perdedor, por isto alguns jogadores tendem a desenvolver uma filosofia um tanto agressiva e ignorante para suportar esta pressão e progredir de nível até algum razoável. A modalidade de jogador contra computador também pode ser considerada como jogo de competição, porém, o nível de dificuldade é pré programado e por isto a dificuldade tende a ser gradual para acomodar novatos e experientes. Os gráficos destes tipos de jogos precisam ser bem definidos e leves, pois a ação é o principal foco dos jogadores.
Interpretação: Podem ser considerados jogos de interpretação aqueles que consistem em posicionar o jogador numa posição dentro do cenário através de um personagem, e fazer com que o personagem evolua dentro deste cenário, fazendo com que o jogador tenha a mesma sensação do personagem. São jogos com histórias bem elaboradas e que normalmente os jogadores prezam bastante pela história, sendo ela um dos principais fatores que fazem o jogador se inserir no cenário, personagem, e acreditar naquele desenvolvimento de tal forma que sinta ele também. Os gráficos também colaboram bastante para este tipo de jogo, pois quanto mais o jogador se sentir envolvido por uma coisa bem produzida e realista, mais ele irá acreditar naquilo que está acontecendo e sentirá o desenvolvimento acontecer. Um exemplo interessante é comparar gerações diferentes do videogame, onde antigamente só era necessário um pequeno borrão na tela para as pessoas acreditarem que um monstro está se transformando, e atualmente é necessária, de fato, uma transformação bem feita para as pessoas acreditarem ao invés de constatarem que aquilo não aconteceu ou não foi bem feito.
Enigma (quebra-cabeça): São os jogos que envolvem uso dos mecanismos lógicos de forma direta. Neste caso, é preciso avaliar as propriedades de cada objeto, do cenário, a relação entre o cenário e objetos e etc. Estas propriedades são exploradas de várias formas nos diferentes níveis, e costuma-se adicionar novos elementos que aumentam as relações objeto e cenário. Vez ou outra há o tempo como um elemento a ser considerado, ou há alguma ação, mas ainda sim o jogo continua enfocado nos elementos mecânicos. Para se sair bem, o jogador precisa ter atenção e variar bastante as tentativas de solução, ou mesmo parar e pensar em alguma nova alternativa. Os gráficos costumam ser bem simples e objetivos, buscando representar de forma eficiente a relação entre os elementos.
Construção e diversão:
A definição de evolução continua em constante mutação. Isto não é necessariamente algo ruim, pois é possível perceber que ela está se tornando cada vez mais precisa e próxima a realidade observável. No começo, a definição era: tudo aquilo que aumenta as chances de sobreviver e reproduzir. Porém, logo depois de observado a propriedade de configurações mentais, foi possível adotar que evolução é a capacidade que alguém desenvolve de produzir determinados resultados, que é um aprofundamento da definição anterior, pois estes resultados aumentam as chances de sobreviver e reproduzir. Ultimamente minha principal dúvida era sobre o que faz as configurações mentais se tornarem o que são. É bastante perceptível que elas adotam um sentido de direção, pois podemos ver um enorme padrão de comportamentos a qual a indústria se aproveita para comercializar bem seus produtos, é com base nisto que minha dúvida persistia. Foi durante uma conversa com meu amigo que um insight surgiu, foi quando eu percebi que as configurações humanas são direcionadas a duas coisas: construção e diversão.
Quando eu uni estas duas palavras na mesma frase, as coisas pareceram ter sentido por vários motivos. Primeiro porque construção se relaciona com os comportamentos de sobrevivência, e diversão está se relaciona com os de reprodução. Explicando melhor, quando estamos construindo algo, estamos construindo pensando na sobrevivência que teremos futuramente, na qualidade de vida, no conforto. Estas características não estão relacionadas à reprodução em si porque são coisas construídas através do esforço e trazem sentimentos de longo prazo. A diversão ocorre sempre que há o alcance ou superação das expectativas de forma positiva e também quando há o consumo de algo que gera prazer, sendo ambos os aspectos de caráter momentâneo. Por ser momentânea, as pessoas tendem a escolher a opção que lhes parece melhor no momento em que decidem se divertir, havendo então o processo de seleção da reprodução. Além disto, enquanto que na sobrevivência existem as pessoas construindo algo para si, na reprodução há as pessoas consumindo coisas, e geralmente este consumo não é individualizado. São dois comportamentos contrários que trabalham em feedback e em mutualismo, ou seja, um precisa do outro para existir.
Quando observamos as várias configurações mentais existentes, é possível perceber que elas são especificadas em, ou construir e desenvolver algo, ou em gerar diversão ou dinâmica social. Uma pessoa que se especializa em construir, por exemplo, conhece um monte de métodos para realizar determinado trabalho, o que lhe garante dinheiro, enquanto que uma que se especializa em diversão conhece vários métodos para se interagir com as pessoas. Esta é uma relação de mutualismo porque para algo ser construído, deve haver consumo, e para haver consumo, deve haver construções. É bom esclarecer, e talvez eu esteja me comunicando mal ao fazer isto somente agora, que construção neste caso é tudo aquilo que demore um longo período de tempo pra ser concretizado. Desenvolver um conhecimento, uma empresa, uma imagem, tudo isto se relaciona com construir algo a qual se tenha orgulho depois. Diversão, como já dito, é relacionada ao consumo e ao imediatismo, gerando bons e fortes sentimentos. A diversão é necessária porque o humano gosta de se sentir no limite, e também porque é por meio dela que as pessoas se interagem e desenvolvem seus relacionamentos afetuosos.
Encerramento:
Então é isto, amigos. Minha dúvida agora é porque existem algumas evoluções que irritam outras, e embora eu saiba o princípio sobre isto, quero me aprofundar um pouco mais. Além disto, eu também estava com a idéia de fazer um “vetor da evolução”, que define a direção como a forma de evolução, e a intensidade como a força que isto é feito. Esta idéia se sustenta nas observações de que alguns tipos de pessoas conseguem produzir bem mais resultados que outras, e parte desta força vêm de uma filosofia que lide bem com os elementos da evolução, como variabilidade, relações afetuosas, posicionamento diante o desconhecido, dentre outras coisas, porém, será uma idéia a ser trabalhada, nada concluído ainda. Enfim, amigos, acabaram-se meus dizeres, até a próxima postagem.