domingo, 22 de janeiro de 2012

Identidade evolutiva, jogo psicológico e carga de representatividade

Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu aproveitando a queda da minha internet para escrever mais uma postagem. Vamos as novidades: Terminei o projeto do blog da psicologia evolutiva, e o resultado final foi exatamente o esperado. Mas de qualquer forma, imagino ter aprendido e organizado um bocado de coisas durante a construção do blog, além do mais, não tinha local melhor onde depositar o tempo das minhas já acabando férias. Lembro também sobre ter comentado sobre do meu outro projeto, o romance. Este ficará para a próxima. Continuo fazendo minhas pesquisas para entender a sociedade utilizando sempre como base a psicologia evolutiva, e cheguei a algumas conclusões interessante, que um dia me pode ser útil. Hoje vou escrever sobre identidade evolutiva e carga de representatividade associada com o sentimento de ser o melhor, dois conhecimentos que podem ajudar bastante a entender alguns aspectos humanos.

Identidade evolutiva:
Devido ao enorme desapego da minha personalidade e do grande domínio obtido do meu instinto, eu cheguei a uma situação bastante interessante: crise de identidade. Isto me levou a pensar sobre o que significa a personalidade de cada pessoa, e através destas reflexões eu desenvolvi o conceito de identidade evolutiva. Para entender o conceito, imaginem o seguinte cenário: há um grupo de humanos exatamente iguais, e todos eles tem o conhecimento básico sobre como funciona seu instinto e sobre como alcançar a boa evolução. Contudo, neste cenário, há vários empregos diferentes.

Como o grupo de humanos é exatamente igual e tem o conhecimento básico sobre como funciona seu instinto, o esperado é que eles ajam da mesma forma e tenham a mesma identidade. O que impede que isto aconteça é os empregos diferentes, que simulam diferentes posições sociais. É perceptível que devido a função social diferente, um humano do grupo irá desenvolver algumas habilidades enquanto que outro irá desenvolver outras habilidades, e devido a propriedade humana de sempre querer alcançar o seu melhor, isto desencadeará com que cada um desenvolva sua própria personalidade, que pode ser também chamada de identidade evolutiva.

Portanto, mesmo se todas as pessoas seguirem um conjunto de informações básicas para evitar distúrbios e guiá-la para a boa evolução, as diferentes funções que as pessoas devem obrigatoriamente exercer para a sociedade funcionar será o que irá definir a personalidade de cada uma. Este princípio é importante porque garante a individualidade das pessoas sem necessariamente obrigá-las a carregar seus distúrbios consigo. Ou seja, determinada personalidade pode se sentir bem em um cenário que outra não se sente devido às diferentes habilidades que cada uma tem, e isto não implica em distúrbios em alguma das partes.

Jogo psicológico da vulnerabilidade evolutiva:
Este jogo foi uma idéia que eu tive durante uma conversa com meu amigo e tem como objetivo saber se a pessoa está com sua evolução bem fundamentada na realidade e independente. Consiste em uma ou mais pessoas buscando fazer mal ou desequilibrar psicologicamente outra pessoa, utilizando, para isto, quaisquer meios mentais, inclusive cenários mentirosos como “tua namorada te traiu e você perdeu o emprego”. É um jogo bem perigoso, pois se for jogado por pessoas que não tem segurança daquilo que constroem, elas podem se sentir muito mal e ofendidas com algumas situações que os jogadores proporem. Ressaltando que eu nunca joguei este jogo, criei-o apenas para fins de curiosidade e o resultado e objetivo é apenas simulação.

O objetivo do jogo, como explicado, é testar se a pessoa tem sua evolução bem fundamentada na realidade. Para isto, a pessoa irá retrucar todos os cenários imaginados pelos jogadores adversários através de argumentações que sustente sua realidade e evolução e independência. Portanto, se for jogar este jogo, é necessário certificar-se que todos os jogadores buscam desenvolver um modo de vida estável e independente. Vale ressaltar que independente neste caso não está no sentido de não depender das pessoas, algo que não é saudável, mas no sentido de saber o que fazer caso elas não estejam mais lá, algo que é saudável pois leva em consideração traições, acidentes ou fatores desconhecidos.

Exemplo de jogo: Jogador um pergunta o que o jogador dois faria se sua namorada o traísse. O jogador dois argumenta que se isto acontecer, ele irá se recuperar bem, pois deposita nela só o esforço necessário para fazer o relacionamento funcionar bem, e instruí a ela a fazer o mesmo, e com isto ambos podem continuar a desenvolver suas vidas. Jogador dois pergunta a jogador um o que ele faria caso descobrisse que foi demitido, jogador dois tem filhos e se sente mal, pois nunca tinha pensado na situação e seria ruim. Através disto ele foi alertado que precisa fazer algo para contornar esta situação, e decide que irá começar a juntar dinheiro reserva no banco.

Evolução da carga de representatividade social:
O instinto humano costuma se sentir bem sempre que percebe que está fazendo parte de algo bom. Esta percepção pode ser alcançada através do conhecimento, quando se entende como a mecânica de determinado evento pode melhorar as chances de sobreviver ou reproduzir, ou através da carga de representatividade que aquele evento carrega consigo ao produzir resultados que façam bem ao instinto humano de alguma forma e que poucos conseguem, sendo, portanto, classificado como “bom” ou “melhor”. Como obter conhecimento de algo desconhecido é razoavelmente difícil, a sociedade se acostumou a evoluir através da carga de representação social que algo tem.

Para fins de entendimento, primeiro vou explicar com um exemplo, depois vou explicar no sentindo figurado. O exemplo será a indústria do entretenimento. No início da indústria do entretenimento, quando a maioria das pessoas não tinha quase nenhuma carga de representatividade associada a este ramo, quaisquer coisas que eram feitas já eram capazes de gerar bons sentimentos no publico. Um efeito especial bobinho que seja já era o suficiente. Contudo, depois que o publico se acostuma com este efeito, é necessário que ele evolua, e é diante disto que se gera um grande investimento para alcançar à melhores resultados, já que através disto é que se ganha muito dinheiro.

Deste modo acontece com a maioria das cargas de representatividade social. É necessário, para evoluir tal carga de representatividade, que ela seja continuidade de coisas que as pessoas já entendam que é bom. Por exemplo: se um artista se lançar com uma arte muito diferente de seu público, ninguém irá se identificar, por não conhecer, e irá ignorar. Entretanto, se um artista utiliza algo que o público já conhece e melhora, o público irá se identificar e apoiar isto. Notem, portanto, que já havia algo construído e que foi melhorado. Porém, o primeiro artista que introduziu o estilo é geralmente aquele que sente que existe algum modo de fazer as pessoas se sentir bem, mas que, contudo, ainda não foi criado por mais ninguém. Por exemplo, os primeiros rock’n roll eram bem simples, e tinham apenas como função fazer as pessoas mexer seus corpos. Porém, esta função foi se desenvolvendo e se tornando algo cada vez mais complexo, contudo, ao mesmo tempo em que o público pode acompanhar, e chegamos a esta evolução de inúmeros estilos que se percebe atualmente.

Encerramento:
Enfim amigos, por hoje é só. Escrevi tudo de uma vez e meio desorganizado, mas isso não importa muito. Eu ia até falar de outro princípio que eu pensei, mas vou deixar isso para a próxima postagem. Provavelmente eu vou diminuir a freqüência de atualização deste blog, não sei exatamente o porquê, mas eu estou cada vez mais com preguiça de escrever. Além do mais, dá pra perceber já nesta postagem que eu estou me preocupado cada vez menos com correção e em comunicar bem alguma idéia. A questão é que minhas idéias são razoavelmente bem desorganizadas para os modelos da metodologia científica, porque a maioria se baseia em experiências antigas, e transmitir isso é complicado, por isso a postagem sempre é trabalhosa. Vou trabalhar também em uma identidade própria, ficar meio sem identidade em nome dos estudos é complicado, mas, obviamente e como já explicado, vou assumir uma que se baseie o mínimo possível em distúrbios. Então é isso galera, até a próxima postagem, e eu irei me esforçar pra ser esse mês.

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