sábado, 16 de julho de 2011

Sobre o comportamento de valorização da figura humana

Figura humana

Olá amigos. É enfrentando muita preguiça que eu escrevo novamente. Ultimamente eu tenho observado com bastante interesse este meu novo comportamento humano. Ele se configura quando há uma aceitação e envolvimento muito grande com a figura e objetivo humano, seja ela qual for. Essa configuração normalmente acontece quando o humano em questão valoriza todo o potencial e qualidade de vida que um humano bem instruído consegue trazer, independente de suas condições. Quando estas condições não são boas, entende-se que houve motivos que levaram aquele humano a tais condições, mas ainda sim há a esperança que ele pode se tornar melhor. Por valorizar e se envolver com a figura humana, desenvolve-se um sentimento de evolução por ela, ou seja, desejo de sempre que se torne melhor. E como se sabe, quando este sentimento se liga com algum objetivo, se ligam junto sentimentos de preocupação e afeto. Nota: quando falo figura humana, quero dizer uma figura utópica que esteja perfeitamente sintonizada com a evolução.

As conseqüências desta configuração são interessantes: como parte do objetivo humano é a reprodução, os relacionamentos começam a se tornar importantes. Os laços de afetividade com quaisquer humanos com configuração parecida começam a se criados com facilidade, devido a isto, acaba tornando-se mais carente e ligado aos pequenos detalhes. É nestas horas que as informações sobre a vida pessoal do outro se tornam interessantes, pois como há um envolvimento, estas informações podem ou não ajudar nos nossos objetivos humanos. Começa-se também a torna-se mais emotivo, por exemplo: achar bebês fofinhos ou respeitar aos mais velhos, pois no primeiro há todo o futuro da evolução, no segundo, toda a experiência. Torcer e se envolver com os objetivos dos amigos, bem como com o objetivo dos personagens fictícios ou até mesmo se apaixonar por estes. Ou ainda achar chocante alguma cena em que a evolução humana é sacrificada, como cenas de morte, violência, injustiça, etc.

Entendamos que a configuração de um humano consiste em vários conceitos, filosofias, experiências. Portanto, é perfeitamente possível que um humano valorize e entenda parcialmente a figura de um humano, ou mesmo a ignore completamente e valorize outro conjunto de valores. Existem pessoas, por exemplo, que valorizam a imagem humana, mas não entende como ela se comporta, por isso acaba supervalorizando aqueles com bom comportamento, e desvalorizando aqueles com mau comportamento. Existem também pessoas que são interesseiras a ponto de só gostar das pessoas se estas tiverem um conjunto de qualidades pré-determinada e aceitável, ignorando e desvalorizando as pessoas que não se encaixam neste grupo. Ambos os casos são considerados como distúrbios, pois estas pessoas simplesmente ignoram que com o devido esforço, as pessoas podem melhorar e trazer benefícios para a sociedade.

O interessante seria todos entendessem e se envolvessem com a figura do humano, pois daí todos teriam objetivos evolutivos mais conscientes e se ajudariam mutuamente. Estou sendo utópico, obviamente. Para ter uma boa imagem dos humanos, é necessário se ter uma visão bastante vasta da realidade, coisa que os distúrbios impedem que as pessoas tenham. Cada um dos distúrbios descritos a cima tem um motivo para existir, motivos bem comuns, que normalmente se relaciona a outros distúrbios sociais ou econômicos. De qualquer forma, acredito que está é a visão mais amadurecida para se ter, pois é ela que permite aos humanos terem maior noção de suas obrigações e responsabilidades das atividades de sobrevivência e reprodução. É interessante notar que a maioria das pessoas com uma grande quantidade de conhecimento humano e profissional e com poucos distúrbios tendem a ter uma visão parecida com a explicada por mim (isso me lembra o poderoso chefão).

O instinto humano tende aos distúrbios, e com este comportamento não é diferente. Por valorizar a figura humana, há uma tendência de tornar-se dependente dela e com isto exageradamente carente. Outro grande problema também é começar a depender daquilo que as pessoas não podem ou não estão dispostas a dar, seja por má vontade, por distúrbios, por falta de tempo, dentre outras coisas. É interessante também notarmos que quem tende a desenvolver primeiro os comportamentos de valorização da figura humana são as mulheres, já que é delas a principal responsabilidade de educar os filhos e cuidar da casa. São elas também quem acabam desenvolvendo tais distúrbios primeiro, e é por isso que vemos tantos homens reclamando do nível pegajoso das mulheres. É interessante evitar distúrbios através da racionalidade, já que estes causam menor qualidade de vida e de evolução.

De qualquer forma, estou escrevendo este tópico para explicar o quão interessante é eu estar vivenciando isto, e também para definir e repensar um pouco melhor nesta nova situação. Por começar a valorizar relacionamentos, não consigo mais me dedicar a atividades com muito distanciamento disto, como um jogo online, por exemplo. Começo também a sentir necessidade de trabalhar para ostentar um poder evolutivo maior e mais condizente com minha evolução, se bem que nesta parte eu estou sendo um pouco pretensioso. Agora fora do assunto da postagem, to começando a achar minhas idéias um pouco confusas na prática. Preciso entrar em contato com o mundo científico para ver se vale à pena depositar tamanho esforço na organização disto tudo. Enfim amigos, isto é tudo e até a próxima postagem.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Publicação: Dúvidas

Publicação e analise

Olá a todos. Essa semana eu gastei uma hora fazendo um texto apenas pelo desejo de atualizar o blog. Não perdi muito tempo estruturando a idéia nem nada, resultado: o texto se tornou confuso e sem rumo. Curioso que há uns dois anos atrás isto seria perfeitamente aceitável, eu terminaria o texto e o publicaria. Mas atualmente não pretendo mais fazer isto, porque parte do objetivo deste blog é o desenvolvimento da minha habilidade de escrita. Ainda sim a vontade de escrever algo persistia em mim, foi quando eu tive a idéia de fazer um texto literário nos moldes do anterior “Observadores”, que seria um dialogo rápido com pequenas e explicações narrativas. O conteúdo do texto anterior era a discussão filosófica sobre a existência, bem de acordo com o que eu costumo chamar de minha religião, o agnóstico determinista. Neste texto busquei a temática da psicologia evolutiva, contudo, ficou bem disfarçado, de tal modo que irei explicar.

Dúvidas

Estávamos num momento confuso da relação. Suspeitas nos rodeavam.
- Você acredita em mim, amor?
- Sim.
Os indícios do contrário eram fortes.
- Está mentindo?
- Não.
Na verdade não sabia, estava confuso.
- Confia mesmo em mim?
- Sim.
Confiava. Só me resta isso.
- Você me ama!
- Amo, de verdade.
Por te amar espero o teu melhor.
- Eu também te amo!
- Eu acredito.
Mesmo que não me ame, o bem que você traz já me faz melhor.

Abraçamo-nos.


Sinceramente amigos, eu não conheço o poder da psicologia evolutiva. Talvez ela seja fraca, mas eu acredito que ela é forte, mas não tão forte quando eu costumo fazer parecer. Existem muitas e muitas pessoas que encontram um bom caminho humano sozinhas, mas a psicologia evolutiva é a minha tentativa de estruturar e organizar a boa evolução, aumentando sua eficiência ao máximo desejável. Pretendo fazer mais textos com base na filosofia da psicologia evolutiva, por isso senti a necessidade de expor a idéia deste parágrafo para não criar maiores expectativas (e até mesmo para eu fixar esta idéia.)

Como eu já disse anteriormente, estava com vontade de escrever algo e já sabia o formato, só me faltava à cena propriamente dita que se encaixasse com a P.E.. Baseei-me num pequeno ocorrido comigo nesta semana e que refletiu, de algum modo, o período difícil de vários casais desequilibrados. São as dúvidas que acabam ocorrendo durante os tantos relacionamentos que as pessoas tendem a ter. Junto com a dúvida, o medo de estar sendo manipulado ao bel-prazer de outra pessoa, de se esforçar muito por ela e não receber nada em troca. São conflitos que acabam tomando muito tempo do casal, ou ainda leva a separação ou a outros distúrbios piores. Este texto tenta ser a exemplificação da resolução disto seguindo a Psicologia Evolutiva.

Para a resolução desse conflito, é necessária uma filosofia que compreenda perfeitamente bem o que é o amor. Como explicado anteriormente no livro e no blog, amor é a evolução equilibrada de todas as áreas da evolução, ou seja, tanto grupal quanto individual, e dos poderes humanos, sendo o significado de evolução, o torna-se melhor. Neste texto, vemos um humano que, por amor ou paixão, tem seu namorado (a) e ambos estão passando por conflito. Notemos que embora ele esteja em dúvida (quem já passou por uma situação parecida sabe a quantidade de sentimentos fortes que rola) ele decide fazer o que é melhor para o casal, acreditar nela. Por motivos de comodidade, assumi que o humano com dúvidas é masculino, e que o que se explica é feminino.

Entendamos a complicação da situação: Para chegar ao ponto dela perguntar a ele se ele acredita nela, significa que houve uma discussão sobre a verdade, e ela expôs o ponto de vista dela, que demonstra que a situação não é o que parece, contudo, os fatos mostram o contrário. É chegada a hora de ele decidir se acreditaria ou não nela. Acontece que se ele não acreditar nela, o namoro se tornará insustentável, e ele sabe disto. Então ele raciocina: ou ela está falando a verdade ou está mentindo, e se ela está preocupada em formular uma mentira, significa que algum interesse ela tem em mim. Resolve então confiar, e obtém a resposta que ela o ama. Ele continua seu raciocínio: talvez ela esteja também mentindo nisto, e se estiver, será difícil descobrir a verdade. Não posso deixar meus afazeres de lado apenas para pensar nisto, pois afinal, minha vida é tão importante quanto à dela. Só me resta confiar e aguardar a verdade.

No final ela declara que ele a amava, e ele confirma. Explica ainda que por amá-la, e aqui eu, no meu poder de autor, defino que é de forma equilibrada, deseja o melhor dela. Por isso ele diz “de verdade”, porque é o amor que a psicologia evolutiva considera verdadeiro, o equilibrado tanto racionalmente quanto instintivamente, o que busca o melhor. No final ela declara que ama ele, e ele diz que acredita. Neste momento acontece uma coisa curiosa, ele meio que faz um jogo de verdade: ele sabe que a ama e quer apenas falar a verdade, mas existe a possibilidade dela estar mentindo, então se ela mente, ele também se permite mentir. Isto faz ele responder “eu acredito”, e agir como se de fato, acreditasse. Esta mentira irá se tornar verdade com o tempo, assim como a declaração dela irá se mostrar verdadeira. Caso a declaração for falsa, a resposta também será e ambos mentiram. De qualquer forma, ele sabe que confiar é o melhor para o namoro continuar saudável.

Agora vamos ao ultimo pensamento dele mostrado no texto. Entendam que quando a psicologia diz evolução igual a amor equilibrado, é realmente equilibrado. É por isto que ele ama a si mesmo, e por amar a si mesmo, ele quer o melhor para si, sendo aparentemente o melhor para si tal namoro. De qualquer forma, mesmo que ela não o ame, o bem temporário que ela trás a ele já é bom, ele pode se dedicar aos já citados afazeres dele, que são coisas como trabalho e estudo. É por este mesmo motivo que ele resolve não gastar muito esforço tentando buscar a verdade, e simplesmente prefere confiar nela. Se, contudo, for descoberta a mentira e o namoro acabar, a principal prejudica será ela que fez algo errado, mostrando distúrbios filosóficos que podem prejudicá-la ainda mais individualmente, e o cara estará protegido pelo amor que ele tem a si mesmo, pois ele nunca deixou de fazer suas atividades de evolução em nome dela.

Segundo minhas teorias, é comum em alguns relacionamentos os envolvidos deixarem de exercer algumas atividades por causa do outro. Explicar tecnicamente isto iria demorar, por isso vou usar um exemplo: Um casal gosta de ir pras festas dançar, ambos são ciumentos, por isso, os dois concordam que um só pode ir para as festas com o outro, e quando vão, não podem dançar como dançavam e nem ficar com desconhecidos como ficavam. Notem então que há um sacrifício do casal, e se um dos dois “quebra” este pacto de sacrifício por um motivo qualquer, o outro estará se sacrificando por nada. Pode-se considerar que neste exemplo há distúrbios, e é este tipo de distúrbio que o cara tenta evitar quando racionalmente obriga a ele mesmo a si amar. Podemos verificar que no caso da mulher, se ela estiver distúrbio, nem mesmo este princípio básico ela pode seguir, o que poderá resultar numa péssima vida pra ela.

Analise concluída, agora vou concluir a postagem. Podemos perceber que várias das coisas que foram ditas por mim de forma técnica e cansativa já são de conhecimento popular, mas que não é aceito por muitas pessoas. Não irei entrar em detalhes sobre isso. Quanto ao texto, agora percebo que talvez tenha sido meio redundante, acho que este texto não está em sua melhor forma, por isso de repente ele meio estranho, provavelmente irei tentar melhorá-lo, mas mantendo a mesma proposta. O legal é que a maioria das pessoas que eu apresentei o texto diz ter gostado. Seria interessante não ser o criado dele para ter uma noção exata do que elas sentiram. Uma curiosidade final: comecei a escrever esta postagem num dia, acabei noutro. Enfim amigos, boa noite para todos e até a próxima postagem.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Reflexão: características da arte e analogia com meu blog

A arte, suas características e meu blog

Olá a todos. Novamente ao som do Miles Davis eu escrevo. Ultimamente eu tenho passado novamente por crises com este blog. Sua função na minha vida é confusa, e o esforço para atualizá-lo é grande. Planejei escrever sobre Grease, um filme antigo que assisti com meu amigo um dia desses, mas deixarei isto pra outra postagem. Para esta, irei fazer uma reflexão sobre a função da arte na nossa sociedade, e os atuais mecanismos que a produz e consome, pondo inclusive meu blog nesta perspectiva. Como essa introdução ficou um pouco pequena, vou enrolar um pouco mais. Sobre o meu twitter, escrever sempre a 140+ caracteres é cansativo. Na verdade, sua função também está confusa. Talvez eu já tenha dito que iria resolver isso antes, mas vou primeiro resolver o blog. Um pensamento pode ajudar o outro neste caso. Além de achar uma função apropriada para o twitter, quero acabar com a mania dos 140+ caracteres, e até pensei em fazer isso, seria tão simples. Mas preciso de um estopim, um evento que justifique a mudança de comportamento, e isto eu não tenho. Enfim, vamos a postagem.

Sobre a arte meus amigos, és algo que há muito tempo não se define, mas que existe como função de vida de várias pessoas. A psicologia evolutiva define a arte em si como a atividade de desenvolver novas tecnologias humanas, seja para qual for o fim, e o ato de produzir arte como uma forma de evolução abstrata. Abstrata porque ela não depende do ambiente para ter maiores chances de sobreviver e reproduzir, e sim das pessoas que entram em contato com a arte. Obviamente que o ambiente influencia o gosto das pessoas, contudo, são as pessoas que decidem valorizar ou não tal estilo de arte. Mediante a valorização é que há maiores chances de sobreviver e reproduzir do artista, o que constitui uma boa evolução. A própria sensação de evolução causa prazer no humano, e como a arte é uma forma de evolução, muitas vezes os artistas a usam como forma de hobby. Mas o problema é que na arte também há os distúrbios, onde as pessoas tentam melhorar as coisas que não necessariamente tragam maiores chances de sobreviver e reproduzir, apenas por agregar algum sentimento de evolução ou afeto a aquele algo. (Na minha visão, existem artistas que se esquecem de ter filhos e esposa em nome da sua arte, o que não é necessariamente saudável.)

Quando falamos em tecnologias humanas, a que a arte desenvolve, queremos dizer, de fato, qualquer coisa relacionada aos humanos. Seja pelos novos sentimentos que os traga, seja pela forma que uma mensagem é comunicada, seja pela forma como aquilo é utilizado na vida de uma pessoa, dentre varias outras aplicações das tecnologias humanas, tudo isto pode ser considerado arte. É a discussão destas várias funções que a arte pode assumir que me interessa escrever hoje. Para introduzir este assunto, vou relembrar o que eu e meu amigo Bruno Pontual discutimos um dia desses sobre a arte antiga pelos lados da Grécia e Roma, se bem me lembro. O meu professor de literatura tinha me dito que naquele tempo quem escrevia as peças de teatro eram os filósofos, e eles faziam isso com o objetivo de trazer para as pessoas novas experiências e conhecimentos humanos, para que elas saiam mais enriquecidas do teatro. Comparamos isto com a arte atualmente, e notamos que a única preocupação da indústria do entretenimento parece ser produzir arte para passar o tempo iludindo o instinto, gerando o consumo.

Outro detalhe observado por mim durante as minhas conversas com ele é que antigamente era fácil definir a arte, enquanto que hoje não é. Por exemplo, podemos classificar as obras românticas em gerações de acordo com as sub-características que cada uma delas apresentam, e estas estão inseridas dentro do contexto do romantismo. As características do romantismo por sua vez podem ser diferenciadas do barroco ou do arcadismo, pois são todas bem definidas e podemos apontar as causas para cada definição destas. Já na arte atualmente é difícil apontar as causas e definir os artistas, principalmente na indústria do entretenimento. Isto acontece devido a enorme facilidade que as indústrias oferecem aos artistas quando notam nestes potencial instintivo para o consumo. O artista, por causa disto, tem pouca oportunidade de amadurecer sua filosofia e conhecimento de mundo para criar uma arte que realmente comunique a realidade, por exemplo, produzindo apenas material de consumo para o público-alvo. Em comparação com antigamente, um artista deveria se esforçar muito para conseguir as habilidades técnicas para produzir a sua arte, conseqüentemente, acabava amadurecendo com os erros e acertos da vida.

A facilidade com que uma arte é consumida também é um bom ponto a ser observado. Enquanto que artes como música e filmes são consumidos rapidamente e com pouco esforço, um livro mostra-se bem mais demorado. Estas mesmas características também são notadas na densidade de conteúdo das mídias. Conteúdos densos levam mais tempo e esforço para serem absorvidos e geram mais resultados, conteúdos simples são absorvidos rapidamente e geram poucos resultados. Quando eu digo resultados aqui, quero dizer maior conhecimento sobre os humanos e sua realidade, pois tudo o que iludi o instinto tende a se tornar mais fácil de ser consumido e absorvido. Estes elementos acabam sendo fatores que filtram o público de acordo com os interesses e expectativas. Se determinado público tem expectativa de consumir algo rápido, não irá selecionar mídias demoradas e vice-versa. Se determinado público tem interesse de consumir algo denso, que lhe mostre a realidade, não vai selecionar algo simples e instintivo, e vice-versa. Normalmente as pessoas mais estruturadas racionalmente preferem o denso, enquanto que as que se deixam levar pelo instinto preferem algo simples. A oferta de tempo disponível também é uma determinante neste caso.

Agora que já explicado várias funcionalidades e aspectos da arte, vou enfocar um pouco neste blog. Nesta postagem estou tentando fazer uma analogia entre meu blog e a arte, porém, não considero que meu blog possa ser considerado como tal. Como muito já falei aqui, a princípio, sua principal função é apenas deixar registrada minhas idéias. Mas sinceramente, amigos, apenas esta finalidade não está mais sendo o suficiente. Se adentrarmos ainda mais no meu subconsciente, entenderemos que de alguma forma este meu blog é a forma com qual eu me imponho mundo afora. É a minha construção, e por isso eu faço questão de pô-lo no meu subnick. Tornam-se então funções secundarias a de registrar a evolução das minhas idéias e treinar meu hábito de escrever. Embora as secundárias sejam importantes, o que me motiva mesmo é a primaria, e ela não é exercida completamente enquanto as pessoas não lêem meu blog. O resultado disto é que se torna muito desgastante e sem propósito escrever para o blog na maioria dos casos.

Existem muitos motivos que levam as pessoas a não lerem meu blog. Vou explicar um por um neste parágrafo. O primeiro está na objetividade do blog: Se existe alguma arte, esta arte deve ter uma tecnologia que interesse a alguém. Neste blog eu não desenvolvo nenhuma tecnologia humana propriamente dita, mas apenas o estudo das tecnologias humanas. Acontece que o estudo das tecnologias humanas é algo extremamente denso, que necessita do distanciamento do estudante do seu instinto, além de uma grande dedicação. Por isso, poucas pessoas se interessam por este objetivo ou funcionalidade. O segundo é a forma como o conteúdo é exposto: e um exemplo disto é este texto, gigantesco. Nos tempos da indústria do entretenimento – e isto explica eu tê-la explicado a cima – ninguém cria a expectativa de, por exemplo, perder um dia inteiro apenas com um texto. As pessoas com a evolução comum desejam algo de fácil e rápido consumo e absorção, até mesmo graças as atividades evolutivas que elas exercem. É este o público para qual eu divulgo meu blog.

Um terceiro motivo ainda existe: minha falta de dedicação em passar o conteúdo de forma bem produzida, o que espanta até mesmo o grupo de evolução alternativa. Isto se exemplifica pelo fato d’eu quase nunca revisar meus textos. Poderia também trabalhar um pouco de marketing e fazer coisas pra atrair o instinto humano, como por imagens e grifar as partes importantes, mas não faço nada disso. Além do mais, será raro até mesmo a parte intelectualizada e que tem a expectativa instintiva de passar o dia fazendo o estudo de um texto, se interessar no conteúdo passado por mim, já que como eu disse, tal conteúdo necessita de um distanciamento instintivo e dedicação para ser absorvido, não sendo portanto simplesmente algo posto para ser refletido pelo instinto intelectual dos mesmos e torná-los mais complexos. Meu blog está destinado à ausência de público enquanto alguns dos seus aspectos não mudar, ou através de uma imensa improbabilidade do destino de aparecer alguém com as características necessárias para se interessar por ele.

Resta-me então decidir se vou abandonar o blog, se vou mudar e como mudar. O interessante é como a arte e a personalidade está relacionada com nossos princípios, e isto acaba por se relacionar com o nosso objetivo evolutivo. Meu instinto só se interessa em desperdiçar esforço com o blog nesta função, ou tema, e neste formato, pois eles se relacionam estritamente com minha personalidade e com meus princípios. Meu instinto quer ser observado, e quer ser observado do jeito que ele é, mas ninguém quer observá-lo, daí o conflito e a necessidade de mudar. A real discussão é se eu devo ou não mudar meus princípios, e se eu fizer isto, com quais objetivos eu devo fazê-lo. O desenvolvimento desta resposta está em como o meu instinto pode melhor alcançar altos poderes humanos, e isto é respondido pelo conjunto de habilidades que eu já desenvolvi e que eu tenho maiores chances de alcançar níveis altos. Claramente estou caminhando para uma evolução de poder racional, e daí precisarei converter esta para a evolução poder social e instintivo para manter-me equilibrado (isto está melhor explicado no livro).

A maneira mais eficiente de converter poder racional para o poder instintivo é através do poder social, ou seja, preciso gerar dinheiro pra com o dinheiro, gerar poder instintivo. Este blog claramente não é uma ferramenta pela qual eu possa fazer este tipo de conversão, já que ele não presta nenhum serviço a sociedade e conseqüentemente, não gera dinheiro. Contudo, devo-me lembrar das funções secundárias deste blog, e novamente é a elas que eu me agarro para mantê-lo vivo, que são as de me fazer estar em contato com a escrita e registrar minhas idéias. A primeira das citadas anteriores me faz ter maior capacidade de comunicação, ainda mais agora que eu estou tentando escrever melhor, e isto será importante no meio acadêmico ou em algum trabalho que eu tenha que utilizar os mecanismos racionais. A segunda é curiosa, se baseia na esperança de que alguém, algum dia, se interesse por isso – mesmo que este alguém seja eu mesmo -. São pequenas vantagens, mas que faz parecer ao meu instinto que é necessário manter este blog vivo.

Despeço-me com uma reflexão que me fez ter poucas mudanças, mas certeza de que o blog irá continuar vivo. Irei me esforçar para encontrar coisas para escrever nele nos momentos de tédio ou ainda arrumar alguma alternativa. Já que eu tenho metade de um parágrafo para escrever a despedida, vou contar as novidades de alguns dias pra cá (esta postagem demorou três dias pra ser terminada.). O diretor da minha escola se engajou na minha empreitada de forçar o sistema a conhecer minha teoria e me ajudou na questão daquele folheto publicado algumas postagens antes. Deu algumas dicas de design de marketing para o folheto, que ficou bem melhor, e irá ele mesmo levar o folheto para algumas universidades particulares além de alguns amigos seus da área da psicologia. Pra falar a verdade, estou um pouco nervoso com a responsabilidade que estou assumindo de encarar a comunidade científica, mas me sinto preparado o suficiente para isto e estou confiante. Paralelamente também estou me relacionado com os humanos a tal ponto de apaixonar-me, embora eu não tenha exatamente certeza do que eu esteja fazendo. Ainda sim, seja lá qual for o desconhecido que enfrento, sinto-me preparado. Enfrentar o desconhecido é o que os humanos fazem, o problema é fazer isto sem estar preparado. Enfim, encerrando a postagem, abraço a todos e até mais amiguinhos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Publicação: Observadores

Pequena publicação

Olá a todos. Continuo na minha caminhada diária rumo à boa evolução. Estou quase decidido a levar uma vida mais disciplinada que a que eu vivo agora, mas isto me causa certo medo que ainda não sei explicar. Também estou considerando aumentar minha produção literária mesmo que para um pequeno público. Pensando bem, levar uma vida mais técnica me ajudaria neste objetivo também. Hoje a postagem será uma publicação de um pequeno texto filosófico, escrito por mim durante para uma redação de discurso direto e objetivo. Na verdade eu já estava com esta idéia a algum tempo, mas a falta de disciplina, organização, objetivo, dentre outras coisas, me atrapalharam. Espero que gostem:

Observadores

Sentou-se ao lado do seu amigo.
- Magia existe!
- Não existe! – Respondeu o garoto que já estava sentado.
- Pois me disseram que existe.
- Pois me prove.
Desafiado, o garoto olha em volta e vê uma pequena folha voando.
- Olha lá! Aquilo é magia.
- Não é. É apenas física.
- E o que rege a física? – Agora o peguei, pensou.
- Não sei. – E pegou mesmo. – Mas para tudo há um motivo que a ciência busca saber.
- E porque este motivo não é a magia?
- Porque existem leis determinando-os. Estas leis são mecânicas tais qual a exatidão de um computador.
- Mas ainda sim não sabemos o que causa estas leis, e isto pode ser a magia!
Houve uma pequena pausa no dialogo; depois a retomada.
- Só se for a magia da existência, meu amigo.
Ambos voltaram a olhar a folha, que ainda flutuava devido a força do vento. Curiosos olhares pensativos.


Eu lembro que ia falar mais alguma coisa nessa postagem, mas me esqueci. Bem, de qualquer forma, meu amigo Bruno me sugeriu escrever crônicas. Pretendo, como dito anteriormente, fazer algo ligado a literatura, uma arte barata e rica. Minhas crônicas, se concretizadas, estarão ligadas a filosofia e a psicologia evolutiva com certeza. Estou forçando pra ver se há algo mais para escrever, mas não lembro. Enfim, ainda acho que nessa postagem esta faltando alguma coisa que eu não sei o que é. Qualquer coisa que seja constará na próxima postagem, até mais amiguinhos.

sábado, 18 de junho de 2011

Publicações do novo poema "Quem sou eu" e do folheto de divulgação

Publicações

Olá a todos. Esta é apenas uma pequena postagem para postar duas coisas produzidas por mim e escrever sobre o que eu pretendo falar futuramente. Sobre o que eu pretendo escrever será: a importância da imagem em vários aspectos da vida; merda, esqueci a outra coisa, mas acho que era essa postagem mesmo. Bem senhores, essa semana eu não resisti e acabei voltando a usar o Orkut. Embora eu tenha perdido meu outro perfil tragicamente, com todas as comunidades que eu tanto gostava e todo o meu registro nele contido, a vida continua. Logicamente que eu não vou ter o mesmo apego que eu tinha antes, mas ainda sim eu valorizo um perfil bem organizado. Por isso, e por não me identificar mais com o antigo, acabei escrevendo outro poema para o “Quem sou eu”. Outra coisa que eu farei próxima semana é mandar um pequeno folheto para vários departamentos de psicologia das faculdades da região, cuja intenção estará contida nele. Vou publicar estas duas coisas hoje, vamos as publicações: Primeiro o quem sou eu ou, atualmente, sobre o Leandro:

Eu me configuro:
Sou uma máquina de sentimentos meus amigos.
Eu me sinto:
Vou explorar tudo o que a boa evolução tem a dar.

Mais sobre mim:
http://barnabasspenser.blogspot.com/
http://youtube.com/user/Kingreey
http://twitter.com/Kingreey

Agora o folheto:
Caros leitores, sou um pesquisador amador que desenvolveu uma tese e precisa de ajuda para validá-la e divulgá-la nos conformes científicos. Tal tese se trata da psicologia evolutiva, que busca entender a psique humana pré-supondo que ela foi moldada através de mecanismos que a tragam maiores chances de sobreviver e reproduzir. Tenho trabalhado nisto há algum tempo, e embora não tenha detalhamentos técnicos, a essência da idéia têm se mostrado muito prática na investigação do comportamento humano, tendo potencial, inclusive, de definir alguns conceitos até então subjetivos, como o amor, bem e mal, distúrbios, dentre outras coisas. Embora eu saiba que já existam pesquisadores que estudem este ramo da psicologia, acredito ter desenvolvido um ponto de vista próprio e eficiente, e é também objetivo deste folheto buscar a certeza disto. Interessados podem entrar em contato comigo através do e-mail: barnabas-spenser@hotmail.com

Pronto, publicações feitas. Só queria deixar registrado também que eu estou notando algumas mudanças de comportamento em mim, algo mais humanizado. Estou achando interessante tudo isso, embora eu deva organizar e processar ainda. Só não sei quando farei isso. Talvez ainda haja modificações no folheto, no poema do quem sou eu dificilmente.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Analises sobre o casamento e seus fundamentos teóricos e práticos

Casamentos

Olá amigos. É com um esforço e preguiça enorme que eu começo a escrever para atingir a meta mensal de quatro postagens. Foi difícil sair do twitter hoje e parar de escutar música, mas cá estou eu para falar de um tema mencionado na postagem passada. Não sei se alguns chegaram a ler, mas lá eu citei “avanços em teorias do relacionamento humano que não são importantes no momento.“ ou algo parecido. Pois será nesta postagem que tal assunto se tornará importante, porque afinal, vou escrever sobre ele. Sobre as novidades, desde a última vez que eu escrevi até hoje não aconteceram muitas coisas nem mesmo na minha vida pessoal, mas parte do que será escrito hoje foi pensado neste período. Vale comentar que, ao ler minha última postagem pra saber sobre o que eu tinha falado nas novidades e não repetir nada, notei alguns errinhos de ortografia, preciso começar a me perguntar sobre o porquê eu não reviso os meus textos. Vamos agora à postagem, que se iniciará partindo do pré-suposto que os leitores tenham conhecimentos básicos de psicologia evolutiva (ou da vida).

Estes pensamentos nasceram da minha própria necessidade em ser humano na prática, e quando eu digo ser humano, quero dizer evoluir equilibradamente em todos os três poderes humanos, tanto no individual quanto no grupal, enfim, amar. Embora teoricamente esteja tudo certinho, na prática, nos deparamos com uma infinidade de novos fatores que torna confuso e difícil o alcance do objetivo. Por exemplo, é interessante que todo humano encontre uma função social, e se dedique pra ser bom nela, porém, ter certeza se aquela função social é realmente a que você quer se dedicar pro resto da vida é realmente difícil. Outro exemplo é a questão da construção de uma família. O que leva duas pessoas a ficarem juntas pelo resto da vida? É interessante observar que questões como estas são difíceis de serem respondidas até mesmo por adultos ou idosos. Sentimentos a complexidade da vida. Pois é nisto que eu estou dedicando meus esforços teóricos agora, principalmente na questão de relacionamentos.

Muitas hipóteses já foram feitas por mim para definir os motivos que causam os casamentos. Novamente, acabo me deparando com o impreciso e sábio discurso popular: "Eu, x, te recebo y, como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe". Lembremos aqui o que muitos dizem: que casamento é um contrato, um negócio a ser administrado e cuidado. Não quero aqui discordar ou concordar com ambos os dizeres, e sim fazer uma analise de acordo com a psicologia evolutiva que levará a conclusão já feita por mim. No primeiro discurso, é interessante perceber o quão certo a pessoa tem que estar para se casar, aceitando o casamento até a morte. Tipicamente, os únicos que têm certeza são os apaixonados, já que os hormônios da paixão induzem ao seu instinto a entender que de todas as formas de evolução possíveis, aquela é e sempre será a melhor. Ao analisarmos o segundo discurso, notarmos a racionalidade envolvida no casamento para que ele dê certo. Algumas pessoas entendem que não é simplesmente contar com a sorte e esperar que o amor der certo, pois é necessário enfrentar as dificuldades e se esforçar pra descobrir soluções, pensar racionalmente no assunto, nos fatores que compõe o casamento e o dia-a-dia, e não somente com o sentimento, tendo o casamento, neste caso, características de uma empresa.

O que é amor? Como já dito pela psicologia evolutiva e por mim várias vezes neste blog, amor é evolução, neste caso, humana. Utilizando a linha de pensamento dos discursos anteriores com esta definição, podemos concluir que o casamento nada mais é que uma empresa de amor. Parece-me um tanto cafona escrever isto, mas é o que concluo sobre o assunto. Contudo, amigos, entender a definição torna a tarefa de casar-se e ter um bom casamento um pouco menos difícil, mas ainda sim difícil. São, teoricamente, necessário no mínimo dois requerimentos para que haja um casamento com boa qualidade de felicidade, o primeiro é o sentimento, o instinto ver naquele outro humano a oportunidade de evoluir a si igualmente com a evolução do cônjuge, ou seja, o casal terá pelo menos dois objetivos evolutivos em comum, que é o de ter filhos, e um auxiliar o outro na evolução individual para que ambos tenham condições de cuidar bem de tais filhos. Com o tempo, o casal se ligará de tal forma que irão, de fato, se identificar como uma só pessoa, mais precisamente, uma só evolução, o “outro pedaço da laranja”, a “cara metade” como se diz por ai.

É neste ponto que vem o segundo requerimento necessário: o conhecimento sobre a natureza humana e sobre as funções sociais, ou seja, o poder racional. Entendam que ao enfrentar dificuldades práticas, cada parte de um casal precisa ter bastante conhecimento de sua própria natureza e da natureza humana em geral para encontrar soluções para o problema. Saber diferenciar amor de paixão, entender o quão a linha de raciocínio interfere nos sentimentos, e como manipular isto, entender os objetivos da vida e saber desenvolver funções para alcançar tai objetivos, são esses alguns dos conhecimentos básicos necessários para um casamento de boa qualidade de felicidade. É nisto o que se baseia o amadurecimento e é por isso que dizem que casar-se cedo não é aconselhável. Além disso, também é necessário conhecimento sobre a sociedade, já que é fato que estamos em sociedade e precisamos produzir recursos para ela para ter direito de consumir nela invés de caçar como fazíamos lá pelo período pré-histórico. Dinheiro, que é o recurso social, é importante para que construamos um ambiente onde a evolução possa ser desenvolvida sem enormes distúrbios ou mesmo traumas. Por conseqüência, saber produzir dinheiro se torna importante.

Concluindo: casamento é uma empresa de amor movido por sentimentos e tecnologias humanas, que é instinto e racionalidade respectivamente, sendo a sociedade o meio onde isto ocorre. Ao entender isto, podemos também concluir que a parte racional do casamento pode ser desenvolvida, trabalhada, ensinada e aperfeiçoada através do tempo, coisa que os humanos podem fazer com o auxilio ou não da psicologia evolutiva, analisada no meu livro, por exemplo, ou de quaisquer outra. Contudo, mesmo com a parte racional toda desenvolvida, ainda sim resta a parte instintiva do relacionamento, ou seja, o que faz uma pessoa querer se esforçar pela outra? Ou ainda se levarmos em consideração que o trabalho é uma forma de relacionamento, o que faz a pessoa escolher uma profissão pro resto da vida? São estas perguntas que mais perturbam a cabeça dos noivos e dos jovens, respectivamente. É a estas perguntas que eu tento encontrar a resposta nesta postagem.

(OBS: A resposta da segunda pergunta é a seguinte: é interessante que os humanos busquem aquelas profissões em que eles tenham a maior facilidade de aprender, para que se esforcem e alcancem níveis elevados de poder social relacionados àquela função e assim, possam ter uma maior conversão de poder social pra instintivo. Na verdade não é uma regra, como a maioria dos casos humanos, não é uma regra e sim um padrão, mas que pode variar bastante. Só estou escrevendo essa OBS porque essa resposta não se encaixou no resto do texto e eu não quis atrapalhar a estrutura.)

Para entender a resposta que eu vou dar agora, é necessário entender razoavelmente como a evolução, que é o amor, de fato funciona e como os poderes instintivos estão relacionados a isto. Teoricamente, se o casamento é um empreendimento relacionado ao amor, que, a princípio, será construído com mesmo o esforço de ambos os cônjuges, então eles devem necessariamente ter a quantidade de poderes instintivos equivalentes ou muito próximas. Obviamente, casos em que haja distúrbios de poderes instintivos são freqüentes, em que um dos cônjuges se esforça mais que o outro para que o casamento dê certo, como resposta a esta observação, relembro um dos conceitos de distúrbios que diz: quanto maior o distúrbio, menor a qualidade de vida. É por isso que de fato, é interessante ter um casamento em que o casal tenha a quantidade de poderes instintivos equilibrada, para que possam construir com igual esforço todo o ambiente de amor para cada um, de um para o outro, dos dois para os filhos e parentes, amigos, etc.

Construção está sendo usado aqui como metáfora para evolução. Tão importante quanto poderes para a construção é o desejo de construir algo. É por isso que é importante o casal ter os mesmos objetivos evolutivos e conjunto de valores humanos. Os humanos tendem a atribuir valores instintivos diferentes a enorme variedade de signos existentes por ai, um exemplo disto é a cultura, e mesmo a pessoa conhecendo seus valores instintivos, muito dificilmente ela consegue os mudar totalmente. Os objetivos evolutivos estão ligados a tais valores já que a pessoa irá escolher evoluir naquilo que ela valoriza. Com este pequeno resumo, percebemos que se o casal não tiver estes dois fatores compatíveis, eles não vão ter comum acordo ao construir algo juntos, o que irá gerar conflitos e separação, caso sejam muito incompatíveis ao ponto de um achar que está perdendo tempo com o outro. Aqui vem uma pergunta de grande importância: Como saber se os poderes e o conjunto de valores humanos e objetivos evolutivos são compatíveis?

Testando e aprendendo, amigos. Esta é a resposta que eu concluí após muito pensar no caso. Percebam que existe uma enorme quantidade de fatores a serem analisados em um humano, e este conjunto de fatores tendem a se aglomerar numa única imagem. Normalmente temos um nítido exemplo dessas imagens nos rótulos dados por ai, como hippie, pagodeiro, malandro, patricinha, roqueiro, estressado, dentre outros. Porém, a imagem não é precisamente a verdade e a maioria das vezes passa longe dela. Por isso é importante que entendamos isto, e que busquemos conhecer realmente aquela pessoa, para conhecer de fato seus poderes humanos, seus valores, seus objetivos, e saber se é compatível com os nossos. Se for, ótimo, construa-se o amor. Se não for, e triste, mas haverá ao menos um maior conhecimento sobre as pessoas e mais experiência para um próximo encontro. É parecido com um emprego que a gente aprende durante uns anos, mas ao trocar de função, tem que utilizar o conjunto de experiências de um para melhor se adaptar ao outro.

Se relacionar com imagens é algo muito complicado, porque é nelas que se desenvolve a maior quantidade de artimanhas e manipulações instintivas. Por isso é necessário ter uma prévia instrução sobre relacionamentos humanos, vinda dos pais, dos amigos ou de outras fontes, para que durante o percurso de conhecimento e relacionamento não se desenvolva tantos distúrbios ou traumas. Também é necessário ter as noções de amor e paixão bem definidas para que não haja confusões e se consiga fazer uma boa analise dos sentimentos e fatos, além dos conhecimentos já citados anteriormente. Diante de tantos requerimentos, notem o quão difícil é existir duas pessoas que completem tanto a parte individual como também a parte de desejos evolutivos complementares. É igualmente interessante como não existe mágica no mundo, fazendo com que cada pessoa deva e seja a melhor para entender e resolver seus próprios problemas, porque ela melhor que ninguém entende seus valores e objetivos.

Enfim amigos. Após algumas horinhas encerro esta postagem. Gostei de tê-la escrito, e muito mais de ter criado esta teoria. Estou sempre a aperfeiçoando, pois afinal, a uso na minha vida. Novamente, desculpem-me pelos erros e pela falta de revisão. Estou pensando seriamente em revisar esse texto depois, adicionar uns subtítulos e imagens pra ficar mais atrativo ao instinto, mas é apenas um desejo. Lembrando também que este texto deve estar bastante denso, quaisquer dúvidas só me falar que eu esclareço.

domingo, 12 de junho de 2011

Hipoteses sobre D. Casmurro e novidades gerais

Ponto de vista

Olá a todos. Cada vez mais difícil atualizar esse blog, hoje não sei se começo pelas novidades ou se parto logo para a postagem de hoje, cujo tema eu também não sei qual será. Vamos para as novidades. Está decidido que eu irei divulgar minhas teorias nas faculdades, vou fazer isso escrevendo um pequeno folheto, que irá ser entregue nos departamentos de psicologia de faculdades publicas e particulares, convidando os interessados a me ajudarem a formalizar a teoria nos conformes científicos. Devo admitir que bate certos sentimentos de receio e medo, tanto para se der errado quanto para se der certo, mas eu devo enfrentar a responsabilidade das minhas idéias para saber seguramente quem eu sou. Além disso, também tenho tido alguns avanços teóricos quanto ao estilo de vida humano, tanto no aspecto reprodutivo como também de sobrevivência. Ambas as conclusões se baseiam na premissa que o humano deve procurar o que melhor a realidade pode lhe oferecer, e esta premissa se deriva das conclusões da psicologia evolutiva, onde o “melhor” é “boa evolução” neste caso. Houve outros pequenos avanços técnicos na preparação de redações e entendimento dos signos, que de alguma forma se relacionam com a eficiência de estud, mas estes são irrelevantes para o momento. Vou continuar mantendo meu plano original e escrever hoje sobre minha teoria do livro D. Casmurro.

Meu professor de literatura nos passou o livro D. Casmurro para ser lido estas semanas e para ser usado como base de uma prova tem um bom peso na média. No final do período de leitura, eu já tendo terminado o livro, ele comentou conosco sobre as hipóteses de objetivo da história, explicando que Machado de Assis quis fazer uma crítica a sociedade que valorizava os direitos masculinos a cima de tudo, já que apenas ficaríamos com pena do Bentinho, enquanto nem sequer chegamos a conhecer a versão da Capitu sobre os fatos. Também comentou que como os fatos foram explicados apenas por Bentinho, aquela pode não ser a total realidade dos acontecimentos, tendo então Bentinho, por causa do seu ciúme obsessivo, nos mostrado uma realidade confusa ou mesmo ilusória, como a cisma, que pode ser verdadeira ou não, de que seu filho se parece com o Escobar. Tudo isto tem uma coerência bastante convincente, mas o que realmente me irrita é apenas uma coisa: porque Capitu e Bentinho tiveram apenas um filho, e porque este único filho se parece com o Escobar - se isto realmente for verdade, e não apenas ilusão do bentinho -? Pois é nisto, e somente nisto, que se baseia minha teoria meus amigos. Lá vai ela.

Capitu era uma garota relativamente pobre, mas muito bonita e inteligente. Teve boa educação por parte dos seus pais e contato com amizades femininas. Por ser pobre e também ter contato com o universo dos ricos, também desejará se tornar rica, mas sua educação a fez desejar fazer isto de forma honesta. Para tal, ela observava curiosamente todo aquele universo para tentá-lo entendê-lo, aprendendo deste modo, as artimanhas do instinto humano. Sua relação com Bentinho foi sincera, ela o amava, embora este amor não se configurasse uma paixão. Ela via em Bentinho tudo o que ela desejava para o futuro, não apenas como homem, mas também como estrutura familiar e social. Enquanto que ela já tinha visão de mundo e sabia o que queria, construindo uma linha de pensamento bastante rica para alcançar seu objetivo, Bentinho ia apenas vivendo sem objetivos definidos e com a confusão do seminário na sua cabeça. Por causa disto, Capitu acabou se desenvolvendo muito mais rapidamente que o Bentinho, e além do seu maior poder instintivo por natureza, já que ela é uma jovem fêmea, também desenvolveu um poder racional que auxilia na melhoria deste poder instintivo. Bentinho sentia isso e daí vinha sua paixão por ela.

Notemos que enquanto Bentinho para Capitu era um projeto de vida, um amor, Capitu para Bentinho era uma paixão, um desejo de posse, misturado também com amor. Eles cresceram e se casaram, Bentinho desenvolveu bem seus poderes sociais e Capitu continuava com um altíssimo poder instintivo se comparado as demais fêmeas da época. Acontece que em dado momento do casamento, o desejo por um filho chega ao casal, e por motivos desconhecidos, eles não conseguem tê-lo. Quais motivos são estes que motivaram a apreensão do casal? É aqui que se encontra o ápice da minha hipótese: Bentinho era estéreo. Capitu, muito desejosa de ter um filho e criá-lo junto a Bentinho, achou como solução ter um filho ter um filho com Escobar, o melhor amigo do seu marido, tudo em segredo e dissimuladamente por causa do ciúme de seu marido. Percebam que isto faz algum sentido quando lembramos que Capitu aprendeu a dissimular bem seus sentimentos desde criança, e que contar a Bentinho que ele era estéreo poderia fazê-lo muito mal, então ela articulou com o Escobar o que já foi dito aqui. Isto explica duas coisas: porque o casal não teve outro filho e porque o filho de Bentinho se parece tanto com o Escobar.

Existem fatores que podem quebrar minha teoria, e eu os vou considerar agora. Não conhecendo muito sobre medicina e sobre os costumes daquela época, existe a possibilidade de ter poucos filhos ser uma coisa comum, embora eu não acredite nisso. Um casal rico ter apenas um filho por quê? O segundo questionamento é porque a Capitu nunca disse ao Bentinho a verdade através das tantas cartas que eles enviavam-se no durante a parte final do livro. Mas imagino que possa haver motivos, como orgulho, vingança ou sentimento de injustiça. Afinal, Capitu fez tanto por Bentinho e ele a retribuiu com ciúme e acusações, pois afinal, se pensarmos friamente, mesmo que Capitu tenha engravidado de Escobar para dar o filho ao Bentinho, ela fez isso pelo casal. De alguma forma foi um ato de amor. Nas cartas trocadas pelo casal no final do livro, sinto que Capitu ainda desejava carinho ao bentinho, como quem espera que ele mude de idéia e a traga de volta para que ambos possam ser felizes. Capitu sabia amar si mesma, por isso ela agüentou a distancia e ficar sozinha. Podemos ainda compor outras possibilidades de baixíssima probabilidade, e que de tão baixas eu não chego a acreditar, como a de Escobar e Capitu terem tido um caso, ou ela ter uma paixão secreta por Escobar, mas nunca ter revelado.

Enfim, devo terminar esta postagem elogiando as escrituras de Machado de Assis, realmente muito boa. Pra falar a verdade, espero que o professor da minha escola passe outro livro dele. Também penso escrever algo, ou mesmo filmar com o meu amigo Bruno, sobre o tema de entretenimento como indústria e como fonte de conhecimento humano. No mais, espero que gostem da minha teoria e foi legal ter perdido uns quarenta minutos escrevendo isso, desculpem-me pela repetição de nomes que possa ter havido, talvez depois eu revise. Até mais a todos e abraços.

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PS: Não sei se escrevi sobre isso antes, mas se não escrevesse agora, iria ficar encucado. Acredito que a probabilidade da teoria que o professor propôs seja mais adquada que a minha seja maior, pois ela foi composta por críticos literários que conhecem mais a filosofia do Machado de Assis. Porém, ainda sim, acredito que ele possa ter feito esta história pra mostrar que o ciúme e a insegurança pode estragar o casamento, já que a Capitu fez algo pro bem de Bentinho e ele retribuiu mandando-a para Londres e se afastando do filho do casal. Enfim, era apenas isso.