Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu aproveitando a queda da minha internet para escrever mais uma postagem. Vamos as novidades: Terminei o projeto do blog da psicologia evolutiva, e o resultado final foi exatamente o esperado. Mas de qualquer forma, imagino ter aprendido e organizado um bocado de coisas durante a construção do blog, além do mais, não tinha local melhor onde depositar o tempo das minhas já acabando férias. Lembro também sobre ter comentado sobre do meu outro projeto, o romance. Este ficará para a próxima. Continuo fazendo minhas pesquisas para entender a sociedade utilizando sempre como base a psicologia evolutiva, e cheguei a algumas conclusões interessante, que um dia me pode ser útil. Hoje vou escrever sobre identidade evolutiva e carga de representatividade associada com o sentimento de ser o melhor, dois conhecimentos que podem ajudar bastante a entender alguns aspectos humanos.
Identidade evolutiva:
Devido ao enorme desapego da minha personalidade e do grande domínio obtido do meu instinto, eu cheguei a uma situação bastante interessante: crise de identidade. Isto me levou a pensar sobre o que significa a personalidade de cada pessoa, e através destas reflexões eu desenvolvi o conceito de identidade evolutiva. Para entender o conceito, imaginem o seguinte cenário: há um grupo de humanos exatamente iguais, e todos eles tem o conhecimento básico sobre como funciona seu instinto e sobre como alcançar a boa evolução. Contudo, neste cenário, há vários empregos diferentes.
Como o grupo de humanos é exatamente igual e tem o conhecimento básico sobre como funciona seu instinto, o esperado é que eles ajam da mesma forma e tenham a mesma identidade. O que impede que isto aconteça é os empregos diferentes, que simulam diferentes posições sociais. É perceptível que devido a função social diferente, um humano do grupo irá desenvolver algumas habilidades enquanto que outro irá desenvolver outras habilidades, e devido a propriedade humana de sempre querer alcançar o seu melhor, isto desencadeará com que cada um desenvolva sua própria personalidade, que pode ser também chamada de identidade evolutiva.
Portanto, mesmo se todas as pessoas seguirem um conjunto de informações básicas para evitar distúrbios e guiá-la para a boa evolução, as diferentes funções que as pessoas devem obrigatoriamente exercer para a sociedade funcionar será o que irá definir a personalidade de cada uma. Este princípio é importante porque garante a individualidade das pessoas sem necessariamente obrigá-las a carregar seus distúrbios consigo. Ou seja, determinada personalidade pode se sentir bem em um cenário que outra não se sente devido às diferentes habilidades que cada uma tem, e isto não implica em distúrbios em alguma das partes.
Jogo psicológico da vulnerabilidade evolutiva:
Este jogo foi uma idéia que eu tive durante uma conversa com meu amigo e tem como objetivo saber se a pessoa está com sua evolução bem fundamentada na realidade e independente. Consiste em uma ou mais pessoas buscando fazer mal ou desequilibrar psicologicamente outra pessoa, utilizando, para isto, quaisquer meios mentais, inclusive cenários mentirosos como “tua namorada te traiu e você perdeu o emprego”. É um jogo bem perigoso, pois se for jogado por pessoas que não tem segurança daquilo que constroem, elas podem se sentir muito mal e ofendidas com algumas situações que os jogadores proporem. Ressaltando que eu nunca joguei este jogo, criei-o apenas para fins de curiosidade e o resultado e objetivo é apenas simulação.
O objetivo do jogo, como explicado, é testar se a pessoa tem sua evolução bem fundamentada na realidade. Para isto, a pessoa irá retrucar todos os cenários imaginados pelos jogadores adversários através de argumentações que sustente sua realidade e evolução e independência. Portanto, se for jogar este jogo, é necessário certificar-se que todos os jogadores buscam desenvolver um modo de vida estável e independente. Vale ressaltar que independente neste caso não está no sentido de não depender das pessoas, algo que não é saudável, mas no sentido de saber o que fazer caso elas não estejam mais lá, algo que é saudável pois leva em consideração traições, acidentes ou fatores desconhecidos.
Exemplo de jogo: Jogador um pergunta o que o jogador dois faria se sua namorada o traísse. O jogador dois argumenta que se isto acontecer, ele irá se recuperar bem, pois deposita nela só o esforço necessário para fazer o relacionamento funcionar bem, e instruí a ela a fazer o mesmo, e com isto ambos podem continuar a desenvolver suas vidas. Jogador dois pergunta a jogador um o que ele faria caso descobrisse que foi demitido, jogador dois tem filhos e se sente mal, pois nunca tinha pensado na situação e seria ruim. Através disto ele foi alertado que precisa fazer algo para contornar esta situação, e decide que irá começar a juntar dinheiro reserva no banco.
Evolução da carga de representatividade social:
O instinto humano costuma se sentir bem sempre que percebe que está fazendo parte de algo bom. Esta percepção pode ser alcançada através do conhecimento, quando se entende como a mecânica de determinado evento pode melhorar as chances de sobreviver ou reproduzir, ou através da carga de representatividade que aquele evento carrega consigo ao produzir resultados que façam bem ao instinto humano de alguma forma e que poucos conseguem, sendo, portanto, classificado como “bom” ou “melhor”. Como obter conhecimento de algo desconhecido é razoavelmente difícil, a sociedade se acostumou a evoluir através da carga de representação social que algo tem.
Para fins de entendimento, primeiro vou explicar com um exemplo, depois vou explicar no sentindo figurado. O exemplo será a indústria do entretenimento. No início da indústria do entretenimento, quando a maioria das pessoas não tinha quase nenhuma carga de representatividade associada a este ramo, quaisquer coisas que eram feitas já eram capazes de gerar bons sentimentos no publico. Um efeito especial bobinho que seja já era o suficiente. Contudo, depois que o publico se acostuma com este efeito, é necessário que ele evolua, e é diante disto que se gera um grande investimento para alcançar à melhores resultados, já que através disto é que se ganha muito dinheiro.
Deste modo acontece com a maioria das cargas de representatividade social. É necessário, para evoluir tal carga de representatividade, que ela seja continuidade de coisas que as pessoas já entendam que é bom. Por exemplo: se um artista se lançar com uma arte muito diferente de seu público, ninguém irá se identificar, por não conhecer, e irá ignorar. Entretanto, se um artista utiliza algo que o público já conhece e melhora, o público irá se identificar e apoiar isto. Notem, portanto, que já havia algo construído e que foi melhorado. Porém, o primeiro artista que introduziu o estilo é geralmente aquele que sente que existe algum modo de fazer as pessoas se sentir bem, mas que, contudo, ainda não foi criado por mais ninguém. Por exemplo, os primeiros rock’n roll eram bem simples, e tinham apenas como função fazer as pessoas mexer seus corpos. Porém, esta função foi se desenvolvendo e se tornando algo cada vez mais complexo, contudo, ao mesmo tempo em que o público pode acompanhar, e chegamos a esta evolução de inúmeros estilos que se percebe atualmente.
Encerramento:
Enfim amigos, por hoje é só. Escrevi tudo de uma vez e meio desorganizado, mas isso não importa muito. Eu ia até falar de outro princípio que eu pensei, mas vou deixar isso para a próxima postagem. Provavelmente eu vou diminuir a freqüência de atualização deste blog, não sei exatamente o porquê, mas eu estou cada vez mais com preguiça de escrever. Além do mais, dá pra perceber já nesta postagem que eu estou me preocupado cada vez menos com correção e em comunicar bem alguma idéia. A questão é que minhas idéias são razoavelmente bem desorganizadas para os modelos da metodologia científica, porque a maioria se baseia em experiências antigas, e transmitir isso é complicado, por isso a postagem sempre é trabalhosa. Vou trabalhar também em uma identidade própria, ficar meio sem identidade em nome dos estudos é complicado, mas, obviamente e como já explicado, vou assumir uma que se baseie o mínimo possível em distúrbios. Então é isso galera, até a próxima postagem, e eu irei me esforçar pra ser esse mês.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
domingo, 22 de janeiro de 2012
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Reflexões de fim de ano
Até o próximo ano. Parece longe, neh?
Olá a todos. Esta será a última postagem do ano, e nela não
virá nenhuma teoria consolidada, apenas reflexões mesmo. Na postagem passada, eu
expliquei que gostaria de iniciar alguns projetos nas férias, e realmente
iniciei. Comecei um novo blog dedicado a psicologia evolutiva e comecei a jogar
dota com os amigos. São duas experiências bem interessantes, vou comentar sobre
cada uma delas. Antes de começar, um pequeno aviso: não passei no vestibular.
Pois é, de fato, não me dediquei de modo adequado, e isto era esperado. Agora,
neste próximo ano, minha vida tomará rumos desconhecidos. É esquecer todas as
expectativas e me adequar ao que a realidade me der, e assim viver bem.
Primeiro sobre o blog, que se encontra neste endereço: Iniciei aquele o novo blog, www.apsicologiaevolutiva.blogspot.com, sua construção está sendo bem interessante, e embora eu tenha preguiça de iniciar cada novo texto, eu estou conseguindo manter a objetividade de cada um deles. Só não sei como exatamente este blog ganhará acessos ou servirá a sociedade, de qualquer modo, este não é meu objetivo primário, pois ao ver o blog se concretizando, sinto que estou aprimorando ainda mais minha capacidade de fazer projetos, sendo este o objetivo primário. Quem sabe, um dia, usarei estas habilidades em algum trabalho. Além disto, quero me livrar de vez da responsabilidade de divulgação da teoria. Ela estando online e com acesso facilitado ao conteúdo, se não for utilizada pelas pessoas, é porque ela não tem estrutura para ser utilizada em nossa sociedade, ou falta-me o conhecimento para estruturá-la de modo adequado, em ambos os casos, não posso fazer nada.
Agora vamos falar sobre o DotA, que é uma experiência muito interessante. Certamente um dia irei formalizar, neste blog, apenas para os fins de estudo próprio, as experiências adquiridas ao jogar dota. A guerra, seja lá qual for, é algo bem interessante. É um conjunto de sistemas que servem aos dois lados de batalha, e que cada lado tenta explorar ao máximo de modo a alcançar um resultado. Este resultado garante muita bonificação, e, sendo, portanto, o alvo de desejo. Estou falando sobre um conjunto de sistemas porque enquanto há o próprio dota, que é o jogo em si com regras delimitadas, há também os mecanismos que fazem o jogador aprender a jogar dota. Enquanto uns utilizam sites de ajuda, outros fazem testes durante o jogo, e outros seguem o conselho dos amigos, e além disto, alguns encontram amigos que sabem ensinar melhor que outros, usam sites melhores, ou tem sorte de iniciar com um personagem adequado a iniciantes.
Toda esta complexidade em aprendizagem se dá devido a riqueza de funções do jogo, que convergem a um objetivo: ganhar o game. Portanto, enquanto determinadas pessoas demoram uns dois meses para se adequar bem a determinada área, outras se dedicam a outras áreas. Quando ocorre o duelo entre duas pessoas, o que está sendo confrontado também é isto: qual delas escolheu, através de sua percepção, o sistema que trás mais resultado. Agora, imaginem isto numa guerra na realidade: pessoas duelando e explorando a realidade ao máximo em busca de formas de alcançar determinados resultados. Além disto, a pressão psicológica de quando não se conhece o inimigo, se ele está melhor que você, também faz parte da guerra. É algo bem complicado, que exige o máximo de esforço e de conhecimento para vencer.
Isto me lembra o big brother Brasil. Muitas pessoas o acham ruim, mas ele é uma zona de combate bem interessante. Cada participante sabe que realmente pode ganhar uma alta premiação, que mudará suas vidas. Ao entrarem no cenário do big brother, eles sabem que para vencer tem que fazer duas coisas: agradar ao publico e evitar o paredão. Para agradar ao publico, eles utilizam seus pré-conhecimentos sobre a sociedade a natureza humana para construir suas personalidades, para que com ela traga bom sentimento ao publico, embora eles não saibam se realmente estão ou não fazendo isto. A única situação que lhes dá informação sobre isto é o paredão, mas é um risco enorme entrar nele. Quanto a evitar os paredões, existem métodos bons e métodos ruins, e a escolha destes métodos irá ser sentido pelo publico e pelas pessoas da casa. Quanto as pessoas da casa, há mais informações, mas elas não são realmente o que interessam.
Já deu pra sentir a pressão, hein? Muitas pessoas não entendem isto. Bem, este tipo de pressão também pode ser sentido nos vestibulares, seleções de emprego ou em disputas de conquista de pessoas, como dois homens disputando por uma mulher. É muito aconselhável desenvolver conhecimentos para agüentar a pressão psicológica nestes tipos de ambientes, tanto quando o resultado for negativo como também negativo. A vida humana se tornou um conjunto de sistemas muito louco em que todas as pessoas estão inseridas e aprendendo a cada ano que vive, por isto merecem nosso respeito, mesmo quando não parecem produzir bons resultados em determinadas áreas. No fim, devemos nos contentar com aquilo que nosso esforço trás, pois, embora o sistema converge para um mesmo lugar, tudo pode ser resumido à sorte: sorte de ter nascido em boa posição da sociedade ou boa genética, sorte de ter conhecido as pessoas certas, sorte de ter aprendendo corretamente tudo aquilo que a vida tem a ensinar.
Enfim amigos, como ultima reflexão, meus blogs. O psicologia evolutiva, como falei, está meio sem expectativa de utilização, mas vou terminá-lo por dois motivos: primeiro, me focar menos na psicologia evolutiva em si, para me focar em outros projetos diretamente ligados na minha vida, e segundo: é bonitinho ver um projeto terminado, adoro olhar pro meu livro as vezes, além disso, vou aprender a ter paciência para concretização de projetos além de outras coisas, assim espero. No mais, desculpem-me a falta de revisão e abraço a todos.
Primeiro sobre o blog, que se encontra neste endereço: Iniciei aquele o novo blog, www.apsicologiaevolutiva.blogspot.com, sua construção está sendo bem interessante, e embora eu tenha preguiça de iniciar cada novo texto, eu estou conseguindo manter a objetividade de cada um deles. Só não sei como exatamente este blog ganhará acessos ou servirá a sociedade, de qualquer modo, este não é meu objetivo primário, pois ao ver o blog se concretizando, sinto que estou aprimorando ainda mais minha capacidade de fazer projetos, sendo este o objetivo primário. Quem sabe, um dia, usarei estas habilidades em algum trabalho. Além disto, quero me livrar de vez da responsabilidade de divulgação da teoria. Ela estando online e com acesso facilitado ao conteúdo, se não for utilizada pelas pessoas, é porque ela não tem estrutura para ser utilizada em nossa sociedade, ou falta-me o conhecimento para estruturá-la de modo adequado, em ambos os casos, não posso fazer nada.
Agora vamos falar sobre o DotA, que é uma experiência muito interessante. Certamente um dia irei formalizar, neste blog, apenas para os fins de estudo próprio, as experiências adquiridas ao jogar dota. A guerra, seja lá qual for, é algo bem interessante. É um conjunto de sistemas que servem aos dois lados de batalha, e que cada lado tenta explorar ao máximo de modo a alcançar um resultado. Este resultado garante muita bonificação, e, sendo, portanto, o alvo de desejo. Estou falando sobre um conjunto de sistemas porque enquanto há o próprio dota, que é o jogo em si com regras delimitadas, há também os mecanismos que fazem o jogador aprender a jogar dota. Enquanto uns utilizam sites de ajuda, outros fazem testes durante o jogo, e outros seguem o conselho dos amigos, e além disto, alguns encontram amigos que sabem ensinar melhor que outros, usam sites melhores, ou tem sorte de iniciar com um personagem adequado a iniciantes.
Toda esta complexidade em aprendizagem se dá devido a riqueza de funções do jogo, que convergem a um objetivo: ganhar o game. Portanto, enquanto determinadas pessoas demoram uns dois meses para se adequar bem a determinada área, outras se dedicam a outras áreas. Quando ocorre o duelo entre duas pessoas, o que está sendo confrontado também é isto: qual delas escolheu, através de sua percepção, o sistema que trás mais resultado. Agora, imaginem isto numa guerra na realidade: pessoas duelando e explorando a realidade ao máximo em busca de formas de alcançar determinados resultados. Além disto, a pressão psicológica de quando não se conhece o inimigo, se ele está melhor que você, também faz parte da guerra. É algo bem complicado, que exige o máximo de esforço e de conhecimento para vencer.
Isto me lembra o big brother Brasil. Muitas pessoas o acham ruim, mas ele é uma zona de combate bem interessante. Cada participante sabe que realmente pode ganhar uma alta premiação, que mudará suas vidas. Ao entrarem no cenário do big brother, eles sabem que para vencer tem que fazer duas coisas: agradar ao publico e evitar o paredão. Para agradar ao publico, eles utilizam seus pré-conhecimentos sobre a sociedade a natureza humana para construir suas personalidades, para que com ela traga bom sentimento ao publico, embora eles não saibam se realmente estão ou não fazendo isto. A única situação que lhes dá informação sobre isto é o paredão, mas é um risco enorme entrar nele. Quanto a evitar os paredões, existem métodos bons e métodos ruins, e a escolha destes métodos irá ser sentido pelo publico e pelas pessoas da casa. Quanto as pessoas da casa, há mais informações, mas elas não são realmente o que interessam.
Já deu pra sentir a pressão, hein? Muitas pessoas não entendem isto. Bem, este tipo de pressão também pode ser sentido nos vestibulares, seleções de emprego ou em disputas de conquista de pessoas, como dois homens disputando por uma mulher. É muito aconselhável desenvolver conhecimentos para agüentar a pressão psicológica nestes tipos de ambientes, tanto quando o resultado for negativo como também negativo. A vida humana se tornou um conjunto de sistemas muito louco em que todas as pessoas estão inseridas e aprendendo a cada ano que vive, por isto merecem nosso respeito, mesmo quando não parecem produzir bons resultados em determinadas áreas. No fim, devemos nos contentar com aquilo que nosso esforço trás, pois, embora o sistema converge para um mesmo lugar, tudo pode ser resumido à sorte: sorte de ter nascido em boa posição da sociedade ou boa genética, sorte de ter conhecido as pessoas certas, sorte de ter aprendendo corretamente tudo aquilo que a vida tem a ensinar.
Enfim amigos, como ultima reflexão, meus blogs. O psicologia evolutiva, como falei, está meio sem expectativa de utilização, mas vou terminá-lo por dois motivos: primeiro, me focar menos na psicologia evolutiva em si, para me focar em outros projetos diretamente ligados na minha vida, e segundo: é bonitinho ver um projeto terminado, adoro olhar pro meu livro as vezes, além disso, vou aprender a ter paciência para concretização de projetos além de outras coisas, assim espero. No mais, desculpem-me a falta de revisão e abraço a todos.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Falsidade e Aversão Sexual
Envolvimento de verdades e mentiras
Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu escrevendo novamente, com a mesma preguiça de sempre. Então vamos às novidades: continuo na mesma situação apresentada na postagem anterior. Talvez ainda essa semana eu saia de férias, e então o tédio irá agravar, o que aumenta ainda mais minha necessidade de me envolver em alguma atividade. Estou pensando em voltar a escrever meu romance, Caçadores de Chuva, como forma de ocupar o tempo com algo que traga bons conhecimentos sobre produção artística. Também pondero começar a jogar Dota – ou algum outro de mesma classe -, que devido ao seu formato de “esporte eletrônico” me fará ter a oportunidade de socialização e de praticar temas como tática e estratégia em grupo, mas terei que investir algum tempo pra conhecer o jogo em si antes. Provavelmente posso fazer os dois ao mesmo tempo, mas será difícil manter a disciplina necessária para concluir o projeto do livro, que será, provavelmente, meio forçado devido ao distanciamento com o instinto. Outra possibilidade bem distante seria eu criar um site específico para os assuntos da psicologia evolutiva. Seria algo no formato colaborativo e com layout estruturado, pois imagino algo onde todos possam opinar e a estrutura me ajudaria, inclusive, a ter controle do que já foi construído, pois eu estou perdendo este controle no blog já que eu esqueço sobre o que eu já escrevi ou não. Bem, vamos à postagem.
A mecânica da falsidade:
Analisar o comportamento da falsidade será uma coisa muito positiva para a psicologia evolutiva, pois há relatos de várias pessoas que convivem com isto cotidianamente ou simples já presenciaram. A definição de falsidade pode ser dada como aquele comportamento que se esforça para aparentar alguma posição instintiva que não condiz com a realidade. A princípio esta classificação é bem simples, mas ao observar o contexto que a falsidade surge no cotidiano das pessoas, nota-se que as causas de sua existência e o modo como se manifestam varia, segundo os dados recolhidos, entre dois grupos: o de indução grupal e o de indução individual.
O grupo de falsidade por indução grupal surge quando há um sentimento ruim, como inveja ou raiva, de um indivíduo para o outro ou entre eles, mas a situação social em que estes dois se encontram obriga-os a se relacionarem para obter vantagens em suas zonas de conforto. Exemplo: uma pessoa, por algum motivo, tem raiva de outra, porém, esta outra também beneficia o grupo que a primeira pessoa participa. Deste modo, o grupo prefira ter as duas, mesmo que não se entendendo, do que ter apenas uma. Estar no grupo e conviver com a raiva, sendo, portanto, falsa, é considerado mais vantajoso por ela que criar um conflito com a pessoa alvo da raiva, pois ele pode criar uma sensação de desconforto no grupo, fazendo-o responder, ou com indiferença, ou de forma negativa.
Este comportamento pode chegar num nível tão acentuado que em certas ocasiões, quando necessário, uma pessoa chega a fingir ter uma proximidade com aquela que ela sente raiva para obter certo resultado. Por exemplo, uma pessoa sente raiva da outra, mas é obrigada a fingir que é próxima a ela para passar uma imagem de grupo unido, coisa que por ser uma característica que o avaliador valoriza, aumenta as chances de o grupo ser escolhido e todos se beneficiarem. Outro exemplo é um funcionário que evita conflito com alguém de seu trabalho que o irrita, apenas para o chefe não adquirir uma imagem ruim dele ou não atrapalhar a produtividade de sua função. Além do sentimento de raiva, outros sentimentos podem se manifestar no comportamento da falsidade, como a inveja, o ciúme e o medo.
O grupo de falsidade por indução individual ocorre de modo muito semelhante ao da indução grupal. A diferença é que enquanto o primeiro a relação do grupo que impõe as vantagens da falsidade, neste caso, é a relação dos próprios indivíduos. Ou seja, ela ocorre sempre que é mais vantajoso estar com alguém, mesmo não gostando de alguns aspectos desta pessoa, mas fingir gostar para agradá-la, do que falar a verdade e correr o risco de perder a aquela relação. Exemplo: um amigo sente inveja da conquista do outro, mas sabe que continuar a amizade será mais vantajoso que rompê-la apenas por causa do sentimento. É bem visível neste caso que a falsidade ocorre não porque não se gosta da pessoa, mas porque ela gera sentimentos ruins. Isto é uma observação importante para aprender a lidar com isto.
Sinceramente, não sei se a separação da falsidade em dois subgrupos será muito proveitosa, porém, prejudicial não há de ser. Como em todas as postagens que costumam falar sobre distúrbios são seguidas por algumas soluções que tentam ao menos amenizar o problema, agora vamos sobre o que se deve trabalhar para solucionar a falsidade: é muito comum as pessoas dizerem “eu não gosto de alguém”, contudo, é importante lembrar que na verdade, o que não se gosta é de determinada característica deste alguém, e que sem esta característica, aquela pessoa se tornará tão neutra quanto às outras. Se alguma característica trás sentimento ruim, é necessário verificar o porquê disto para evitar tal sentimento. Cada sentimento indica uma coisa, porém, como o foco da postagem não é esse, quem se interessar pode procurar no blog por meu livro, lá haverá maiores explicações disso. De forma genérica, é possível adiantar que a causa da maioria dos sentimentos ruins é a falta de consciência da realidade.
Aversão sexual:
Durante minhas observações do dia-a-dia, notei um comportamento bem interessante. Trata-se de uma aversão que algumas pessoas sentem quanto alguns comportamentos sexuais, como, por exemplo, o homossexualismo e o sexo em grupo. Em alguns casos, esta aversão chega a ser tão forte que estas pessoas iniciam até mesmo uma campanha contra tal comportamento com aqueles que sentem a mesma coisa. A princípio, tais práticas sexuais não podem ser consideradas um distúrbio, já que sexo oferece qualidade de vida, e é apenas considerado como distúrbio aquilo que prejudica o bem-estar humano. Portanto, iniciar uma campanha contra as práticas sexuais pode ser algo bastante prejudicial, pois pode gerar uma serie de distúrbios que podem diminuir a qualidade de vida dos envolvidos. O surgimento deste sentimento de aversão é algo particularmente curioso, pois se o humano sente algo, significa que aquilo está o afetando de alguma maneira, e o tipo de sentimento indica como. Neste caso, iremos investigar o porquê de práticas sexuais exercidas por outros afetam a alguém.
Antes de explicarmos o que causa este tipo de sentimentos, será interessante, primeiro, entender as diferentes funções do sexo observadas pela psicologia evolutiva até agora. A função primária do sexo é a reprodutiva, tendo o prazer sexual surgido como forma de fazer os humanos buscarem este e ato e os gratificar. Porém, o prazer sexual começou a ser utilizado como forma de aumentar a qualidade de vida, vindo, portanto, a função secundária do sexo. Algumas pessoas começaram a utilizar o sexo para também obter maiores chances de sobreviver, e fazem isto quando tem recursos para criar uma imagem que faça a maioria do sexo oposto desejar, podendo, assim, selecionar aquele com poder o suficiente para bancar suas chances de sobrevivência. Esta pode ser considerada como mais uma função sexual, a terceira, e esta terceira função tem o agente que produz a imagem sedutora, e o agente que provém às chances de sobrevivência.
Estas diferenças de funções surgiram através da re-estruturação social causada pelo desenvolvimento tecnológico juntamente com a propriedade do humano modificar o raciocínio e vice-versa. É também devido a esta propriedade que as práticas sexuais podem variar muito de uma pessoa a outra, tendo uma ou outra forma mais valorizada por acumular maior valor instintivo, ou, em outros casos, se mostra necessário ter o suporte psicológico para conseguir apreciar as diferentes formas de maneira saudável. Tal suporte psicológico pode ser resumido como a consciência de que tipo de resultados, que neste caso pode significar qualidades ou sentimentos, aquela pessoa consegue produzir, e se estes resultados irão trazer o que se espera conseguir com o sexo, ou seja, se ela é ou não capaz de executar a função proposta naquela atividade sexual. Por exemplo, no sexo grupal, é necessário que haja certo desapego ou muita segurança nos envolvidos no ato sexual, para evitar o ciúme excessivo a ponto de tirar o prazer da prática, ter consciência de que tipo de imagem isto irá transmitir aos próximos e segurança de que os resultados daquela pratica não atrapalhem as outras atividades da vida.
A maior causa das aversões sexuais, segundo o que observado até agora, é a mistura de valores entre as funções sexuais. Uma das formas: o modo de encarar o sexo da pessoa que valoriza a segunda função pode se tornar prejudicial aos objetivos que uma pessoa que valoriza a terceira função do sexo tem, por exemplo: a segunda vive em um ambiente mais descontraído, onde as pessoas se preocupam com valores simples e por isto desfrutam do sexo como qualidade de vida, já a terceira vive num ambiente mais competitivo, onde o sexo é utilizado como uma arma instintiva para obter vantagens de sobrevivência. Desta forma, se expor a alguma atividade sexual que possa comprometer tal imagem é algo que pode ser muito prejudicial, pois as concorrentes irão utilizar qualquer resultado ruim como parte da justificativa de que são melhores que aquela que se expôs, e o alvo, a pessoa poderosa que as concorrentes desejam, pode se convencer disto. É este conjunto de perigo que causa a aversão, o que provavelmente é assemelha a um medo mal definido, ao instinto desta pessoa. Além disto, se esta pessoa estiver em um ambiente em que a maioria das pessoas quer apenas em curtir, provavelmente ela irá se sentir aversão a aquela situação.
Outra forma observada que ocorre o sentimento de aversão é quando se observa um sistema do qual uma pessoa, a que sente aversão, não pode participar, mesmo sentindo desejo. Isto ocorre geralmente quando uma pessoa com baixo poder instintivo ou sem suporte psicológico se envolve em um ambiente com pessoas de alto poder instintivo e em plenas atividades de negociação sexual. Ao perceber que não irá poder aproveitar nada daquele ambiente, e que as pessoas negociam utilizando armas bem instintivas bem mais poderosas que a dela, a tendência é que ela sinta um sentimento de aversão, provavelmente algum tipo de tristeza por não ter o poder instintivo necessário para obter as chances de sobreviver ou reproduzir que deseja. Outro sentimento de aversão interessante e bem conhecido é o sentimento daqueles que valorizam a primeira função, e vêem no homossexualismo ou em outras práticas sexuais que parecem ignorar a importância do bem-estar familiar e da reprodução, um risco a continuidade de sua família. É este, provavelmente, o precursor da homofobia.
Resolver os distúrbios de aversão sexual requer bastante autoconhecimento e o conhecimento do porque das coisas. É desta forma que se investe esforço o suficiente para atingir as práticas sexuais que se deseja, e que estão dentro dos limites reais e saudáveis, para aumentar a qualidade de vida, além de ter consciência que se precisa apenas disto, e não de tudo o que os diferentes níveis que se apresentam na sociedade parecem dar. A categorização das funções sexuais foi feitas aqui para fins de estudo, porém, na realidade, o que podemos observar é que cada pessoa tem estes conceitos misturados de forma muito imprevisível às práticas sexuais. É por isto também que analisar e resolver distúrbios se torna algo mais complicado e menos previsível, pois, devido à propriedade do raciocínio modificar o instinto e vice-versa, é necessário demonstrar os argumentos que demonstrem que a filosofia mal formulada, causadora do distúrbio, não precisa ser sustentada.
Encerramento:
Enfim amigos, espero que tenham compreendido estes dois conhecimentos que eu tentei passar. Sinceramente, estou sem a menor paciência pra revisar agora, passei o dia todinho com o word aberto escrevendo sobre aversão sexual, e metade do dia anterior escrevendo sobre falsidade, farei isso próxima semana, talvez. Não sei se este tipo de texto demora mesmo pra ser escrito e eu to meio desmotivado a escrever ou se é falta de técnica minha, além disto, estou um tanto confuso quanto a minha forma de comunicação das teorias. To achando ela muito formal e desnecessária, pois não conta com a precisão técnica, afinal, minhas teorias não são tão bem estruturadas assim, e se torna algo bem confuso para quaisquer outros leitores. Isto me incomoda porque a função dos textos é comunicar, e utilizar um vocabulário complexo sem se comunicar bem de nada adianta. Tirando essa parte quanto a que vocábulo utilizar nos textos de teoria, acredito estar me comunicando bem, tanto é que eu fui bem elogiado por meus amigos no último texto narrativo que eu fiz, que pode ser vista na postagem anterior a esta. Tirando o vocabulário, a gramática é uma coisa que eu também preciso aperfeiçoar um pouco. Sinto vontade de assistir aulas especificas de português novamente, talvez eu até o faça em algum momento da minha vida. Será interessante. Abraços a todos e até a próxima postagem.
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sábado, 10 de dezembro de 2011
O viver em uma hora - O livro do fim do mundo
Olá a todos. Faz algumas semanas que eu não atualizo o blog porque ando um pouco ocupado consumindo alguns jogos, vídeos, e o livro. Mas esta minha temporada de consumo parece já estar acabando, porque eu não estou com a menor paciência de dedicar muito tempo aos jogos, o livro eu só leio a noite, e os vídeos que estou assistindo são de canais que lançam um ou dois por dia. São apenas estas as novidades do cotidiano, e quanto as postagens aqui nos blogs, eu provavelmente tenho bons assuntos pra postar, mas ainda não dediquei um tempo pra produzi-los. Hoje a postagem será um pouco diferente da temática padrão do blog. É uma pequena história que eu criei para o site O livro do fim do mundo (se quiser curtir no facebook: http://www.olivrodofimdomundo.com.br/ler/366/o-viver-em-uma-hora), que tem como proposta fazer um livro com os contos escritos pelos próprios leitores, definindo apenas algumas regras básicas de organização e ambientação, sendo a principal: seu personagem descobrirá que o mundo irá acabar dali a uma hora às 16:15 (horário de Brasilía) do dia 12/12/2012, portanto, o mundo acabará às 17:15, e a causa do fim não pode ser especificada. Dentro desta proposta eu desenvolvi a história que segue dentro de uns dois ou três dias. A postagem hoje será apenas isto, espero que apreciem, abraços e até a próxima.
Abri os olhos como se tivesse despertado de um terrível pesadelo, mas não era apenas isso. Nele havia o algo misterioso que faz nossas mentes diferenciarem as ilusões da realidade. Ele é real, e o mundo irá acabar daqui à uma hora. Sentei-me no sofá sem esboçar nenhuma outra expressão facial além daquela que busca não acreditar naquilo que sua mente acabará de descobrir: o mundo irá acabar em menos de uma hora a partir de agora.
Levei minhas mãos à cabeça, talvez uma tentativa de não fazê-la explodir, talvez uma tentativa desnecessária, pois os pensamentos começam a se atropelar de tal forma que não consigo concluir nenhum deles. Meus pais? Meus amigos? Meus projetos? Droga! Nem ao menos tive tempo de ter uma família, ter uma esposa. Não! Preciso fazer alguma coisa. Mas o que? Não importa, preciso fazer alguma coisa.
Contar a alguém? Ninguém acreditará na minha verdade, e mesmo se acreditassem, não há nada que possa ser feito para evitar este fim. Ele virá, algo programou minha mente a não acreditar em outro destino. Que outra coisa eu faria? Fazer aquilo que sempre desejei? Construir uma família, aprender a atirar, criar um universo de RPG, gerenciar um projeto que ajude o mundo. Nada disto pode ser feito em menos de uma hora.
Não é que eu deseje apenas coisas trabalhosas, mas tento mantê-las em prioridade na minha mente. Existe uma ou outra coisa que possa ser realizada a curto prazo com os devidos recursos ou a devida sorte, mas estas eu apenas espero acontecer, e quando acontecem, as aprecio adequadamente. São coisas simples: um bom lugar, uma boa comida, disputas amigáveis e competitivas, filmes, músicas, pessoas.
Mas nenhum destes prazeres mundanos parecem ter sentido agora, nem mesmo o beijo de uma agradável mulher. O mundo irá acabar, merda! Olhei a minha volta, apenas minha sala, com o televisor, sofá, computador, varanda, tapete pendurado na parede. Este tapete me custou uma nota e é incrivelmente bonito e confortável. Tirei-o da parede e o puis no chão, deitei-me nele. Sei que isto não faz o menor sentido, e todo meu prazer se converte em dor ao lembrar que o mundo vai acabar. Preciso fazer alguma outra coisa, vou buscar isto em outro lugar.
Levantei-me pra ir à rua e logo cheguei a ela. Toda aquela vida pulsava de forma tão harmoniosa, seguindo todas as leis e condutas sociais construídas através dos milênios de desenvolvimento tecnológicas. O direito a expressão, a liberdade, a igualdade, tudo se desenvolvendo junto com a imprensa, a eletricidade, a computação. Ao mesmo tempo tudo tão caótico na cabeça destas pessoas, cercadas por seus problemas, desafios, qualidades, construções, prazeres, dilemas, defeitos, conhecimentos, amores, medos. Cada uma delas se esforçando para fazer o melhor que sua realidade a permite e se adequando ao fluxo da vida.
Eu perdi as forças das pernas e sentei no chão da calçada num rápido movimento sem jeito. Meus olhos já lacrimejavam ao perceber a interrupção do desenvolvimento coletivo e individual da sociedade. Nada restará! Todo e qualquer esforço se perderá completamente. Isto certamente é o pior de todos os cenários humanos, pois mesmo aqueles que morrem na pior das circunstâncias deixavam algum legado para a sociedade, alguma prova de sua existência no universo. Foi inevitável deixar algumas gotas de lágrima cair dos meus olhos.
Em volta observei as pessoas seguindo pela calçada. Elas percebiam minha situação e pareciam querer ajudar, mas o estilo de vida atarefado destas pessoas as fazia não ter disposição para ajudar um desconhecido. Sei disto pois já passei por esta situação, vendo as pessoas com problemas mas estando ocupado de mais melhorando minha vida que já poderia ser considerada boa. Agora nada do que foi construído por mim poderá ser usado para diminuir este sofrimento, logo ele que sempre me fora útil para mostrar onde eu deveria melhorar para evitá-lo, mas neste caso, de que adianta sofrer tanto? Nada mudará o final.
Levantei-me novamente, enxuguei as lágrimas, limpei a mente. Não há muito o que fazer, vou apenas andar. Peguei a chave do carro e comecei a dirigir pela cidade. Desviei minha atenção da pista e verifiquei no celular que já havia passado quinze minutos desde que o fim me foi revelado. Ao voltar minha atenção para pista novamente, percebi uma mulher com o mesmo olhar desesperado que o meu há alguns minutos atrás. Parei o carro imediatamente provocando o susto e as buzinas de muitos motoristas, desci e fui em direção a ela.
- Você está bem?
É bonita o suficiente para eu me apaixonar caso descubra que ela é uma boa pessoa. Ela balançou a cabeça como quem tenta afastar alguns pensamentos, ou pô-los no lugar.
- Não sei... Não há como saber, ou o que fazer.
Demorou alguns instantes para perceber o que eu fizera por ela, foi quando ela tomou a iniciativa do diálogo.
- Quem é você? Porque quer saber sobre mim?
Os carros ainda buzinam, preciso saber se o fim também foi relevado a ela.
- Te foi revelado algo hoje que mudou sua vida?
- Sim.
- O fim?
- A você também?
- A mim também. Isto é confuso, não? Suba no carro, vamos conversar.
Ela aceitou meu convite imediatamente. Ao entrar no carro, não mais me sentia solitário por ser o único a ter percebido o fim. Sentia que agora estava conectado a alguém neste evento tão extraordinário, e imagino que ela também sentia isto.
Um pouco após ter dado partida no carro, começa o nosso diálogo.
- Então você também sente o fim?
- Sim. Estava em casa quando ele me foi revelado. Foi algo absurdamente estranho, solitário, desesperador. Demorei pra processar e me acostumar a esta nova realidade.
Ela deu um longo suspiro.
- Ainda estou tentando me acostumar, mas se quer saber, não sei se vale o esforço já que nos restam apenas uns quarenta minutos. Descobri enquanto estava atendendo uma cliente lá na loja de roupas em que trabalho. Foi algo que invadiu minha cabeça e eu apenas sentei e chorei. A atenção de todos voltou-se a mim, ofereceram-me água e perguntaram o que era, se havia algo que podia ser feito. Foi assim que eu percebi que apenas eu senti isso, foi quando eu me senti tão sozinha... Saí de lá e tava indo pra casa, quando você chegou.
- Não temos muito o que fazer agora, não é?
- Tudo mudou, embora tudo pareça igual. Realmente não temos mais nossas obrigações, mas eu desejo ir à praia pela última vez, e terminar meu dia lá.
- Porque deseja isso?
- É um desejo meu voltar lá desde muito tempo, mas o emprego e os estudos me impediam. Pra mim não existe lugar melhor que a praia, vivi muitas emoções boas lá durante a infância, e é um lugar incrível para se estar em contato com a natureza.
Entendi seus sentimentos. Eu, por exemplo, me tornei programador graças às boas lembranças e ao clima mágico em torno da matemática e da lógica que meu pai criou pra mim. Dizia que tudo poderia ser traduzido em números e em propriedades lógicas, só não especificou o quão trabalhoso isto era, porém, as boas lembranças e um futuro satisfatório me fizeram continuar nos estudos. Já estava satisfeito quanto ao modo e a qualidade da minha sobrevivência, faltava-me agora uma família. Imagino que esta mulher, embora não pareça tão diferente de algumas outras que eu já conheci, tenha algo que a faça semelhante a mim, o que talvez explique o fim ter se revelado apenas a nós dois entre muitos. Se ele não tivesse tão próximo, acredito que ela se tornaria uma boa mãe para meus filhos, e uma boa mulher para mim.
- Tudo bem, vamos à praia.
- Você faria isto por mim?
Ela está muito surpresa e seu semblante demonstrou alguma animação que, de algum modo, mesmo naquele momento, foi irradiante.
- Sim. Como já disse, não tenho muito o que fazer deste restinho de vida, e seu desejo é bom a ponto de também se tornar o meu.
- Isto me deixa muito feliz. Mas lembro que a viagem durava pelo menos quarenta minutos.
- É verdade, deixe-me pensar um pouco.
Qualquer que seja minha escolha, precisarei de dinheiro.
- Vamos ao banco aqui perto fazer uma retirada enquanto eu penso em algo.
- Tudo bem.
Ela aceitou enquanto pedia permissão para ver meus CDs, concordei, e a viagem até o banco foi preenchida com comentários sobre as músicas e as lembranças que elas traziam. Não demorou mais que cinco minutos, tenho sorte de morar numa capital bem organizada, o que também me permitiu dirigir em alta velocidade. Ao chegar no banco, fui direto ao gerente explicar a retirada da alta quantia de dinheiro.
- Tá vendo aquela moça?
- Sim.
- Quero fazer a surpresa mais incrível da vida dela, vou pedi-la em casamento. Quero fazer uma retirada alta de dinheiro para isto.
O gerente se surpreendeu. Conhecia-me das minhas visitas para a manutenção das economias da minha pequena e inovadora empresa de softwares e jogos. Sempre tivera uma imagem de que eu fosse consciente do uso do meu dinheiro, e permitiu que eu retirasse apenas o meu fundo pessoal de economias sem maior burocracia, o que era o suficiente para o que eu planejei.
Estávamos eu e ela indo em direção ao aeroporto. É fácil perceber que ela está com um olhar curioso quanto ao nosso destino. Logo surgiram as perguntas, contudo, para trazê-la a empolgação da surpresa e evitar a frustração de expectativas não atendidas caso eu não conseguisse, preferi manter segredo. Já no interior do aeroporto, sugeri que ela se sentasse enquanto ia em busca da surpresa.
- Olá, você é piloto de helicóptero, certo?
- Sim senhor. Sei bem como dirigir estas belezinhas. E você, quem é?
Falou enquanto dava uma tapinha no helicóptero ao lado.
- Muito bem. Sou alguém que precisa desta sua habilidade com urgência.
Mostrei a ele a pequena fortuna que foi retirada do banco e estava em minha mala.
- Hooow, então é algo sério, hein?
- Muitíssimo. Não tenho muito tempo, mas te dou metade disto agora e metade disto quando chegarmos ao destino final, que fica certa de 40 minutos a carro daqui.
- Vamos partir agora, senhor?
Ele não pensou duas vezes. Quaisquer que fossem as punições por fazer uma decolagem não autorizada como aquela seriam facilmente remediadas por aquela quantia de dinheiro. Acenei positivamente com a cabeça e fui buscar minha companheira, que estava sentada e veio em minha direção ao me ver.
- Estou ansiosa.
- Vamos.
Puxei-a pela mão e ela se surpreendeu com o helicóptero e a ventania que empurrava seu corpo para trás. Sentamos, entreguei parte do dinheiro a ele, informei o destino através do GPS, equipamos os protetores auriculares e começamos a viagem. A previsão de chegada ao destino era dez minutos, já que o helicóptero não enfrenta as mesmas resistências que o carro, como trânsito ou desvios e curvas que alongam o caminho. Nossa viagem foi fantástica. Era assustador pensar que não há nada além do piso e das paredes do helicóptero para evitar uma queda fatal, mas não ao ponto de tirar a sensação prazerosa de ver tudo do alto. Devido à empolgação, suponho, ela segurou firme a minha mão e não a soltou durante toda viagem. Aquele definitivamente não era um momento para ter pensamentos ruins. Apenas apreciei.
O piloto encontrou um morro relativamente plano de pedras e resolveu pousar ali, que era bem próximo a faixa de areia da praia. Paguei o prometido e desembarcamos do avião, eu e ela. A descida até a praia foi algo bastante divertido, pois tivemos que escalar e pular várias pedras, o que aumentou ainda mais nossa intimidade corporal porque tive muitas vezes que pegar em suas mãos e cintura. Ao chegar à faixa praieira, sentamos um ao lado do outro apreciamos o cenário. Fim de tarde, sol se pondo e colorindo algumas nuvens densas com um vermelho alaranjado que fazia contraste ao azulado do céu. A brisa balançando os vários coqueiros que produziam um som que se misturava com os das ondas.
Ficamos alguns instantes em silêncio, apreciando a beleza daquele lugar. Eu já estava pensando em algo para falar e assim evitar os pensamentos ruins, até que ela me perguntou.
- Eu estudo e trabalho com moda, e você, o que faz?
- Sou programador e tenho uma pequena empresa de software.
- Você está bem em forma para o estereótipo de programador, hein?
Sorrimos com esta constatação curiosa.
- Obrigado, tento manter uma vida equilibrada.
- Sabe, eu escolhi a moda porque imaginei que através dela eu poderia ajudar as pessoas a se explorarem e descobrirem que podem ser melhores que imaginam, principalmente aquelas que tem coragem o suficiente, ou nada a perder, para mudarem e experimentar coisas novas. Mas existem muitas pressões da minha empresa para fazer as pessoas se sentirem bem apenas com o que é mais caro. Eu não concordo com isto, mas ela é mais forte que eu, e se eu não o fizer, perco meu emprego.
Ela se levantou, ainda estava com seu uniforme de trabalho.
- Não quero morrer com esta roupa que representa aquela empresa.
Ela se despiu de sua blusa e calça e jogou as peças ao vento, ficando apenas de calcinha e sutiã, ambas rendadas, algo que eu não pude deixar de achar sensual. Enquanto ela via suas roupas se distanciando com vento, levantei e peguei em suas mãos para obter sua atenção.
- Você é uma mulher incrível.
- Obrigada.
Respondeu-me olhando diretamente nos olhos e segurando minhas mãos com firmeza. Não resisti a este contato, peguei-a pela cintura, colei seu corpo ao meu e a beijei. Não demorou muito para que eu me despisse e jogasse as roupas ao vento também, deitamos no chão. Entreguei-me completamente a ela, tanto em corpo quanto em pensamento, e o frio da brisa praieira não era mais problema.
O sol se pôs pela última vez.
Por: Leandro de andrade Moura
O viver em uma hora
Abri os olhos como se tivesse despertado de um terrível pesadelo, mas não era apenas isso. Nele havia o algo misterioso que faz nossas mentes diferenciarem as ilusões da realidade. Ele é real, e o mundo irá acabar daqui à uma hora. Sentei-me no sofá sem esboçar nenhuma outra expressão facial além daquela que busca não acreditar naquilo que sua mente acabará de descobrir: o mundo irá acabar em menos de uma hora a partir de agora.
Levei minhas mãos à cabeça, talvez uma tentativa de não fazê-la explodir, talvez uma tentativa desnecessária, pois os pensamentos começam a se atropelar de tal forma que não consigo concluir nenhum deles. Meus pais? Meus amigos? Meus projetos? Droga! Nem ao menos tive tempo de ter uma família, ter uma esposa. Não! Preciso fazer alguma coisa. Mas o que? Não importa, preciso fazer alguma coisa.
Contar a alguém? Ninguém acreditará na minha verdade, e mesmo se acreditassem, não há nada que possa ser feito para evitar este fim. Ele virá, algo programou minha mente a não acreditar em outro destino. Que outra coisa eu faria? Fazer aquilo que sempre desejei? Construir uma família, aprender a atirar, criar um universo de RPG, gerenciar um projeto que ajude o mundo. Nada disto pode ser feito em menos de uma hora.
Não é que eu deseje apenas coisas trabalhosas, mas tento mantê-las em prioridade na minha mente. Existe uma ou outra coisa que possa ser realizada a curto prazo com os devidos recursos ou a devida sorte, mas estas eu apenas espero acontecer, e quando acontecem, as aprecio adequadamente. São coisas simples: um bom lugar, uma boa comida, disputas amigáveis e competitivas, filmes, músicas, pessoas.
Mas nenhum destes prazeres mundanos parecem ter sentido agora, nem mesmo o beijo de uma agradável mulher. O mundo irá acabar, merda! Olhei a minha volta, apenas minha sala, com o televisor, sofá, computador, varanda, tapete pendurado na parede. Este tapete me custou uma nota e é incrivelmente bonito e confortável. Tirei-o da parede e o puis no chão, deitei-me nele. Sei que isto não faz o menor sentido, e todo meu prazer se converte em dor ao lembrar que o mundo vai acabar. Preciso fazer alguma outra coisa, vou buscar isto em outro lugar.
Levantei-me pra ir à rua e logo cheguei a ela. Toda aquela vida pulsava de forma tão harmoniosa, seguindo todas as leis e condutas sociais construídas através dos milênios de desenvolvimento tecnológicas. O direito a expressão, a liberdade, a igualdade, tudo se desenvolvendo junto com a imprensa, a eletricidade, a computação. Ao mesmo tempo tudo tão caótico na cabeça destas pessoas, cercadas por seus problemas, desafios, qualidades, construções, prazeres, dilemas, defeitos, conhecimentos, amores, medos. Cada uma delas se esforçando para fazer o melhor que sua realidade a permite e se adequando ao fluxo da vida.
Eu perdi as forças das pernas e sentei no chão da calçada num rápido movimento sem jeito. Meus olhos já lacrimejavam ao perceber a interrupção do desenvolvimento coletivo e individual da sociedade. Nada restará! Todo e qualquer esforço se perderá completamente. Isto certamente é o pior de todos os cenários humanos, pois mesmo aqueles que morrem na pior das circunstâncias deixavam algum legado para a sociedade, alguma prova de sua existência no universo. Foi inevitável deixar algumas gotas de lágrima cair dos meus olhos.
Em volta observei as pessoas seguindo pela calçada. Elas percebiam minha situação e pareciam querer ajudar, mas o estilo de vida atarefado destas pessoas as fazia não ter disposição para ajudar um desconhecido. Sei disto pois já passei por esta situação, vendo as pessoas com problemas mas estando ocupado de mais melhorando minha vida que já poderia ser considerada boa. Agora nada do que foi construído por mim poderá ser usado para diminuir este sofrimento, logo ele que sempre me fora útil para mostrar onde eu deveria melhorar para evitá-lo, mas neste caso, de que adianta sofrer tanto? Nada mudará o final.
Levantei-me novamente, enxuguei as lágrimas, limpei a mente. Não há muito o que fazer, vou apenas andar. Peguei a chave do carro e comecei a dirigir pela cidade. Desviei minha atenção da pista e verifiquei no celular que já havia passado quinze minutos desde que o fim me foi revelado. Ao voltar minha atenção para pista novamente, percebi uma mulher com o mesmo olhar desesperado que o meu há alguns minutos atrás. Parei o carro imediatamente provocando o susto e as buzinas de muitos motoristas, desci e fui em direção a ela.
- Você está bem?
É bonita o suficiente para eu me apaixonar caso descubra que ela é uma boa pessoa. Ela balançou a cabeça como quem tenta afastar alguns pensamentos, ou pô-los no lugar.
- Não sei... Não há como saber, ou o que fazer.
Demorou alguns instantes para perceber o que eu fizera por ela, foi quando ela tomou a iniciativa do diálogo.
- Quem é você? Porque quer saber sobre mim?
Os carros ainda buzinam, preciso saber se o fim também foi relevado a ela.
- Te foi revelado algo hoje que mudou sua vida?
- Sim.
- O fim?
- A você também?
- A mim também. Isto é confuso, não? Suba no carro, vamos conversar.
Ela aceitou meu convite imediatamente. Ao entrar no carro, não mais me sentia solitário por ser o único a ter percebido o fim. Sentia que agora estava conectado a alguém neste evento tão extraordinário, e imagino que ela também sentia isto.
Um pouco após ter dado partida no carro, começa o nosso diálogo.
- Então você também sente o fim?
- Sim. Estava em casa quando ele me foi revelado. Foi algo absurdamente estranho, solitário, desesperador. Demorei pra processar e me acostumar a esta nova realidade.
Ela deu um longo suspiro.
- Ainda estou tentando me acostumar, mas se quer saber, não sei se vale o esforço já que nos restam apenas uns quarenta minutos. Descobri enquanto estava atendendo uma cliente lá na loja de roupas em que trabalho. Foi algo que invadiu minha cabeça e eu apenas sentei e chorei. A atenção de todos voltou-se a mim, ofereceram-me água e perguntaram o que era, se havia algo que podia ser feito. Foi assim que eu percebi que apenas eu senti isso, foi quando eu me senti tão sozinha... Saí de lá e tava indo pra casa, quando você chegou.
- Não temos muito o que fazer agora, não é?
- Tudo mudou, embora tudo pareça igual. Realmente não temos mais nossas obrigações, mas eu desejo ir à praia pela última vez, e terminar meu dia lá.
- Porque deseja isso?
- É um desejo meu voltar lá desde muito tempo, mas o emprego e os estudos me impediam. Pra mim não existe lugar melhor que a praia, vivi muitas emoções boas lá durante a infância, e é um lugar incrível para se estar em contato com a natureza.
Entendi seus sentimentos. Eu, por exemplo, me tornei programador graças às boas lembranças e ao clima mágico em torno da matemática e da lógica que meu pai criou pra mim. Dizia que tudo poderia ser traduzido em números e em propriedades lógicas, só não especificou o quão trabalhoso isto era, porém, as boas lembranças e um futuro satisfatório me fizeram continuar nos estudos. Já estava satisfeito quanto ao modo e a qualidade da minha sobrevivência, faltava-me agora uma família. Imagino que esta mulher, embora não pareça tão diferente de algumas outras que eu já conheci, tenha algo que a faça semelhante a mim, o que talvez explique o fim ter se revelado apenas a nós dois entre muitos. Se ele não tivesse tão próximo, acredito que ela se tornaria uma boa mãe para meus filhos, e uma boa mulher para mim.
- Tudo bem, vamos à praia.
- Você faria isto por mim?
Ela está muito surpresa e seu semblante demonstrou alguma animação que, de algum modo, mesmo naquele momento, foi irradiante.
- Sim. Como já disse, não tenho muito o que fazer deste restinho de vida, e seu desejo é bom a ponto de também se tornar o meu.
- Isto me deixa muito feliz. Mas lembro que a viagem durava pelo menos quarenta minutos.
- É verdade, deixe-me pensar um pouco.
Qualquer que seja minha escolha, precisarei de dinheiro.
- Vamos ao banco aqui perto fazer uma retirada enquanto eu penso em algo.
- Tudo bem.
Ela aceitou enquanto pedia permissão para ver meus CDs, concordei, e a viagem até o banco foi preenchida com comentários sobre as músicas e as lembranças que elas traziam. Não demorou mais que cinco minutos, tenho sorte de morar numa capital bem organizada, o que também me permitiu dirigir em alta velocidade. Ao chegar no banco, fui direto ao gerente explicar a retirada da alta quantia de dinheiro.
- Tá vendo aquela moça?
- Sim.
- Quero fazer a surpresa mais incrível da vida dela, vou pedi-la em casamento. Quero fazer uma retirada alta de dinheiro para isto.
O gerente se surpreendeu. Conhecia-me das minhas visitas para a manutenção das economias da minha pequena e inovadora empresa de softwares e jogos. Sempre tivera uma imagem de que eu fosse consciente do uso do meu dinheiro, e permitiu que eu retirasse apenas o meu fundo pessoal de economias sem maior burocracia, o que era o suficiente para o que eu planejei.
Estávamos eu e ela indo em direção ao aeroporto. É fácil perceber que ela está com um olhar curioso quanto ao nosso destino. Logo surgiram as perguntas, contudo, para trazê-la a empolgação da surpresa e evitar a frustração de expectativas não atendidas caso eu não conseguisse, preferi manter segredo. Já no interior do aeroporto, sugeri que ela se sentasse enquanto ia em busca da surpresa.
- Olá, você é piloto de helicóptero, certo?
- Sim senhor. Sei bem como dirigir estas belezinhas. E você, quem é?
Falou enquanto dava uma tapinha no helicóptero ao lado.
- Muito bem. Sou alguém que precisa desta sua habilidade com urgência.
Mostrei a ele a pequena fortuna que foi retirada do banco e estava em minha mala.
- Hooow, então é algo sério, hein?
- Muitíssimo. Não tenho muito tempo, mas te dou metade disto agora e metade disto quando chegarmos ao destino final, que fica certa de 40 minutos a carro daqui.
- Vamos partir agora, senhor?
Ele não pensou duas vezes. Quaisquer que fossem as punições por fazer uma decolagem não autorizada como aquela seriam facilmente remediadas por aquela quantia de dinheiro. Acenei positivamente com a cabeça e fui buscar minha companheira, que estava sentada e veio em minha direção ao me ver.
- Estou ansiosa.
- Vamos.
Puxei-a pela mão e ela se surpreendeu com o helicóptero e a ventania que empurrava seu corpo para trás. Sentamos, entreguei parte do dinheiro a ele, informei o destino através do GPS, equipamos os protetores auriculares e começamos a viagem. A previsão de chegada ao destino era dez minutos, já que o helicóptero não enfrenta as mesmas resistências que o carro, como trânsito ou desvios e curvas que alongam o caminho. Nossa viagem foi fantástica. Era assustador pensar que não há nada além do piso e das paredes do helicóptero para evitar uma queda fatal, mas não ao ponto de tirar a sensação prazerosa de ver tudo do alto. Devido à empolgação, suponho, ela segurou firme a minha mão e não a soltou durante toda viagem. Aquele definitivamente não era um momento para ter pensamentos ruins. Apenas apreciei.
O piloto encontrou um morro relativamente plano de pedras e resolveu pousar ali, que era bem próximo a faixa de areia da praia. Paguei o prometido e desembarcamos do avião, eu e ela. A descida até a praia foi algo bastante divertido, pois tivemos que escalar e pular várias pedras, o que aumentou ainda mais nossa intimidade corporal porque tive muitas vezes que pegar em suas mãos e cintura. Ao chegar à faixa praieira, sentamos um ao lado do outro apreciamos o cenário. Fim de tarde, sol se pondo e colorindo algumas nuvens densas com um vermelho alaranjado que fazia contraste ao azulado do céu. A brisa balançando os vários coqueiros que produziam um som que se misturava com os das ondas.
Ficamos alguns instantes em silêncio, apreciando a beleza daquele lugar. Eu já estava pensando em algo para falar e assim evitar os pensamentos ruins, até que ela me perguntou.
- Eu estudo e trabalho com moda, e você, o que faz?
- Sou programador e tenho uma pequena empresa de software.
- Você está bem em forma para o estereótipo de programador, hein?
Sorrimos com esta constatação curiosa.
- Obrigado, tento manter uma vida equilibrada.
- Sabe, eu escolhi a moda porque imaginei que através dela eu poderia ajudar as pessoas a se explorarem e descobrirem que podem ser melhores que imaginam, principalmente aquelas que tem coragem o suficiente, ou nada a perder, para mudarem e experimentar coisas novas. Mas existem muitas pressões da minha empresa para fazer as pessoas se sentirem bem apenas com o que é mais caro. Eu não concordo com isto, mas ela é mais forte que eu, e se eu não o fizer, perco meu emprego.
Ela se levantou, ainda estava com seu uniforme de trabalho.
- Não quero morrer com esta roupa que representa aquela empresa.
Ela se despiu de sua blusa e calça e jogou as peças ao vento, ficando apenas de calcinha e sutiã, ambas rendadas, algo que eu não pude deixar de achar sensual. Enquanto ela via suas roupas se distanciando com vento, levantei e peguei em suas mãos para obter sua atenção.
- Você é uma mulher incrível.
- Obrigada.
Respondeu-me olhando diretamente nos olhos e segurando minhas mãos com firmeza. Não resisti a este contato, peguei-a pela cintura, colei seu corpo ao meu e a beijei. Não demorou muito para que eu me despisse e jogasse as roupas ao vento também, deitamos no chão. Entreguei-me completamente a ela, tanto em corpo quanto em pensamento, e o frio da brisa praieira não era mais problema.
O sol se pôs pela última vez.
Por: Leandro de andrade Moura
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sábado, 19 de novembro de 2011
Princípio da manutenção dos sistemas sociais e Evolução parasitóide
Um pouco mais sobre os sistemas sociais
Olá amigos. Poucas novidades nesta postagem, principalmente porque faz pouco tempo desde que escrevi a última, mas vamos a elas: estou escrevendo por estar sem internet o dia todo, já é final de noite e passei o dia assistindo Game of Throne, provavelmente já fiz meus elogios a este seriado no blog. Na escola continuo lendo “Rainbow Six”, outro algo que está me agradando muito. Existem dois pontos interessantes em ler livros, o primeiro é específico do Rainbow Six: os livros, por ter menos ação, abordam mais os bastidores da história; está sendo bem instrutivo entender um pouco mais sobre os grupos de ações especiais, polícias e os procedimentos que trazem o controle de algum lugar na prática. Outro ponto é que os livros trazem a oportunidade de observar a linha de raciocínio do personagem, coisa que alguns autores gostam de explorar. É mais difícil ter acesso a este tipo de informação tão intimamente nos filmes. Além disto, imaginar que tipo de conhecimentos ou experiências - para não dizer configuração mental - o autor precisou ter para produzir um livro destes é algo bem curioso que nos faz notar a beleza da existência da arte. Vamos a postagem de hoje, que tratará sobre a essência das leis de uma instituição e sua relação com as chances de sobrevivência.
Princípio da manutenção dos sistemas sociais
Ao observar as regras de uma instituição e o modo como as pessoas reagem a elas, é possível observar algo bastante interessante: algumas respeitam, outras não. Seguindo os princípios da verdade, é interessante saber o motivo que faz alguém respeitar um sistema ou não, até mesmo para saber quando se deve respeitar ou o que fazer para montar um sistema a qual todos respeitem. Mais uma vez irei usar os conhecimentos e objetivos da psicologia evolutiva para analisar e chegar a uma conclusão sobre as informações. Ao investigar, observei que o principal fator que faz alguém respeitar ou não um sistema é a quantidade de chances de sobreviver e reproduzir que ela associa a ele: ela irá respeitar a mesma medida que ela ache que o sistema a beneficia. Partindo deste princípio, resta-nos conhecer quais fatores fazem alguém considerar que há ou não chances de sobrevivência e reprodução num determinado sistema.
Sabendo da propriedade do humano controlar o raciocínio com o instinto e vice-versa, uma das formas de alguém considerar que há chances de reprodução e sobrevivência num sistema é associando estas chances a ele. Isto é feito principalmente durante a construção de valores, por exemplo: se alguém que é importante, seja por prover qualidade de vida ou por quaisquer outros motivos, para uma pessoa que ainda está desenvolvendo sua visão de mundo disser que algo é certo ou errado, esta pessoa irá associar esta importância a tal informação e irá buscar construir seus conhecimentos e personalidade com base nisto. É desta forma que um pai ensina a seu filho que é preciso respeitar certos valores, e este filho busca construir sua filosofia e qualidade de vida entorno disto. Se este valor for determinado sistema ou instituição, o filho tende a associar e a buscar sobrevivência e reprodução nisto.
Outro modo de associar chances de sobreviver e reproduzir a um sistema é entendendo o porquê da sua criação, ou seja, saber como ele aumenta as chances de sobreviver e reproduzir de modo prático, e se pode fazer isto conhecendo como era antes e como ficou após sua criação, seu histórico, entender em quais fatores este sistema se propõe a controlar ou qual motivação levou alguém a criá-lo. É com posse destes conhecimentos, e em concordância com eles, que irá gerar a conscientização das pessoas para a necessidade de respeitá-lo com a finalidade de aumentar as chances de sobrevivência e reprodução. Neste ponto é perceptível que pessoas com maior acesso a conhecimentos básicos de sua história tendem a respeitar mais o sistema. É por isto também que a posse destes conhecimentos é tão importante aos profissionais passíveis a corrupção e aos próprios cidadãos, pois com eles se aprende que um sistema social funcionando bem tende a trazer qualidade de vida melhor e mais estável que um sistema corrupto, que tende a beneficiar somente a quem dá o golpe até que outro consiga fazer o mesmo neste.
Observem que existe também a possibilidade de não concordância com o sistema ou a consideração que exista outro sistema melhor. Neste caso, ou a pessoa desconhece algum fator que torne tal sistema o mais adequado ao invés de outro, ou o sistema é moldado à base de distúrbios sociais e realmente poderia trazer mais chances de sobreviver e reproduzir a maioria da população se configurado de outra forma. Para resolver o primeiro caso é necessária a educação ou a busca pelo conhecimento, enquanto que para o segundo é necessário uma re-educação que pode ser seguida ou não de revoltas sociais, já que mesmo num sistema ruim há pessoas que se beneficiam dele, e talvez não queiram perder este beneficio em nome da maioria. Tanto para a falta de concordância como também para a falta de associação de coisas boas ao sistema, as conseqüências disto tendem a ser a mesma: a burla de sistema e a corrupção.
A psicologia evolutiva tem como um dos princípios investigativos a análise de cada uma das possibilidades de contexto para decidir aquela que trás as melhores chances de sobrevivência tanto para o grupo quanto para o individuo, e faremos isto, inclusive, com as conseqüências que trazem a burla do sistema. Existem leis que são criadas simplesmente a distúrbio do sistema, e sua inflação não traz conseqüências ao grupo e traz algum beneficio ao individual. Burlá-las é perfeitamente aceitável se os riscos ou punições forem baixos, e inclusive, os funcionários que são responsáveis por sua manutenção e sabem que não existem bons motivos para ela existir tendem a não punir ou a serem facilmente corruptíveis. Portanto, para a criação de um bom sistema é necessário que ele traga beneficio a todos e que estes estejam conscientizados, seja objetivo no que se propõe a melhorar e seja trabalhado para se adequar a todas as variações da realidade.
OBS: é interessante notar que este princípio ajuda a investigar por quais bases uma lei se sustenta num país: se por modelo de economia; tradições; falta de conhecimento por parte da população; dogmas religiosos ou por pressão daqueles que detém a riqueza. Além disto, se torna um dispositivo interessante se usado no dia-a-dia, tanto para o entendimento quanto para aperfeiçoamento de quaisquer sistemas institucionais, seja ela familiar, escolar, empresarial, política, etc.
Evolução parasitóide
O conceito de evolução parasitóide sempre me foi familiar, pois é um comportamento muito famoso no meio fictício. Trata-se de pessoas que produzem pouco e consumem muito, e compensam este déficit parasitando grandes produtores. A psicologia classifica este tipo de evolução como um distúrbio, pois a estabilidade deste tipo de evolução tende a ser arriscada e a utilizar dispositivo que degrade a evolução de outras pessoas como método de alcançar os objetivos rapidamente. O estereótipo deste conceito de evolução pode ser observado através dos ladrões de alta classe ou de pessoas que tentam se agregar a um grupo social economicamente superior ao delas através da mentira. Uma grande dúvida era se um dia poderia existir uma sociedade saudável o suficiente para, por exemplo, ser desnecessário o investimento em segurança ou para que as pessoas deixem de se preocupar com intrigas ou sabotagens e passem a se concentrar apenas na sua melhora.
A inspiração para o que talvez seja a resposta para esta pergunta veio das aulas de biologia do ensino médio, mais especificadamente o ciclo de reprodução dos vermes, algo que me impressionou muito. Esta aula me mostrou que os mecanismos que as várias espécies encontraram para ter mais chances de sobreviver e reproduzir são extremamente variados. Isto implica que onde houver chances de evolução, haverá alguma espécie que, se sofrer as devidas mutações que desenvolvam as tecnologias necessárias, irá se adaptar a preencher aquela lacuna. De forma análoga a isto estão as configurações humanas, que através de suas mutações, que são mudanças de comportamento causadas por acidentes, cansaço ou algum outro motivo, tendem a descobrir novos comportamentos, que são adotados ou não de acordo com a resposta do ambiente quanto as chances de sobrevivência e reprodução, algo semelhante a seleção natural.
Portanto, se o ambiente, neste caso a cultura de uma sociedade, apresentar uma lacuna para um tipo de evolução parasitóide, é altamente provável que as pessoas desenvolvam formas de preenchê-la. A tendência é que esta quantidade aumente à medida que forem fáceis as formas de parasitar algum ambiente, isto porque a maioria das vezes só investe em algo perigoso ou trabalhoso quem não tem opção melhor. É seguindo esta linha de raciocínio que se conclui que é indispensável o investimento em segurança para inibir a evolução parasitóide na maioria das pessoas, porém, também existe a possibilidade de haver pessoas tão boas neste tipo de evolução que o investimento para inibi-las é consideravelmente alto. Neste caso, se o investimento para inibi-las for mais alto que o que elas parasitam no sistema, o mais aconselhável é manter a situação até que se desenvolva alguma tecnologia que barateie o investimento.
OBS: a linha de pensamento da ultima parte do parágrafo anterior foi adaptada da conclusão de como resolver distúrbios do meu livro, até mesmo porque evolução parasitóide se comporta e é considerada como um distúrbio.
Encerramento:
Eu pretendia escrever sobre mais um tópico, mas ele foge do tema "sistemas sociais", por isto, vou deixá-lo para uma próxima. Esta postagem ficou razoavelmente satisfatória, pois, embora talvez tenha ficado meio confusa em alguns momentos, ao menos consolidou os conceitos. Ontem fui dormir as quatro da manhã a terminando, e hoje dei uma pequena revisada. Felizmente minha internet voltou e eu posso retornar ao The West, meu pequeno novo vício, mas esse tempo sem internet foi legal porque eu adiantei o livro e joguei Lost Laby, por isso não senti tanta falta. Ultimamente estou curtindo bastante uma banda chama "The Galaxy Asteroid Tour", que tem um som que mistura anos sessenta, R&B e rock segundo o que eu percebi. É interessante como a música deles me parece estranhamente familiar, e eu gosto disto. Enfim amigos, abraço a todos e até a próxima postagem.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Zonas de conforto e Personificação da evolução
Aperfeiçoando os conceitos
Olá amigos. É mais vez com uma preguiça terrível e com o senso de obrigação que eu venho escrever hoje. Fim de ano, e tudo o que me resta a fazer é jogar tibia. Isto porque meus estudos estão todos mal estruturados, embora eu consiga desenvolver um ou outro assunto na maioria das matérias, mas não será o suficiente pra passar num vestibular. Esta posição nos estudos acaba me fazendo ter preguiça de me dedicar a eles, e por não trabalhar, eu fico com bastante tempo livre. No meio disso tudo ainda eu continuo fazendo minhas pesquisas e adiciono um ou outro comportamento interessante à minha biblioteca de conhecimentos. O que me inspirou ao tema de hoje foi à união de alguns conceitos desenvolvidos por mim anteriormente, que são o desenvolvimento de sistemas, junto com minha a minha abordagem relativamente nova sobre o conhecimento, que é produzir resultados. O tema de hoje será os sistemas sociais que se organizam através dos resultados.
Introdução para os dois textos:
Entender um sistema para extrair o máximo do seu resultado é bastante interessante para aumentar as chances de sobreviver e reproduzir. E isto pode ser feito através do método empírico e impírico, segundo os conceitos explicados por mim anteriormente. Contudo, independente do método escolhido para obter o conhecimento sobre um sistema, o conhecimento continua sendo um dos principais a produzir os resultados, levando em consideração que trabalho é igual a esforço vezes técnica. Devido à variação genética, algumas pessoas tendem a desenvolver maior facilidade para exercer alguma tarefa, portanto, gastam menos esforço, mesmo utilizando técnicas semelhantes a outras, ou ainda tem acesso desde cedo a determinadas informações que as privilegiem em algumas tarefas. Estas características acabam determinando desde cedo que tipo de especialização uma pessoa tenderá a adotar, já que o instinto dela irá sentir que alcançará melhores chances de sobreviver e reproduzir em relação às outras pessoas naquela atividade.
Zonas de conforto na sociedade:
Embora eu já tenha escrito através de uma noção geral sobre o que é evolução e o que determina qual tipo de evolução uma pessoa se dedicará, estes conceitos ainda não são bem definidos. Isto é algo que eu ainda pretendo trabalhar. Para este texto, irá ser definido o seguinte: Evoluir será o esforço para melhorar, algo que todo humano tende a desejar quando sente que é possível. Quando um humano alcança suas expectativas de evolução, ele entra na “zona de conforto”, que são as configurações de vida que lhe trás bons sentimentos e experiências e a ausência do estresse de se adequar a novos ambientes intelectuais ou sociais. Quanto melhor o estágio de evolução de uma pessoa, maiores serão os bons sentimentos que ela irá encontrar nesta zona de conforto.
A zona de conforto se sustenta através dos resultados que tal humano aprendeu a produzir de acordo com suas configurações mentais, que se configuram de forma empírica, ou através de seus estudos impiricos, ambos resultantes de muito esforço. Por isto, a princípio, dificilmente alguém irá conseguir ameaçar esta zona de sobrevivência e reprodução. Exemplo: numa sociedade estável, um humano que passa vinte anos se aperfeiçoando numa função dificilmente será ameaçado por um iniciante ou mesmo intermediário, isto não levando em consideração o acúmulo de capital que o tempo lhe proporciona. Sobre dúvidas quanto ao conceito de empírico e impirico abordados anteriormente, pesquise estas palavras no blog.
Existem muitas atividades que uma mente pode se configurar para ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Mas é interessante notar que só algumas destas atividades realmente trazem chances que realmente são satisfatórias ao instinto e a sociedade a ponto de gerar uma zona de conforto. O exemplo mais significativo disto é o tipo de evolução que a maioria dos adolescentes tende a seguir durante certo tempo: uma evolução instintiva que se baseia principalmente na imagem. Contudo, não demora muito para que eles sejam cobrados pela sociedade e percebam o conforto que o poder social pode trazer: é quando desistem de dedicar todo o esforço neste tipo de evolução e passam a dedicar apenas parte ou quase nada.
É perceptível no exemplo anterior que um dos principais fatores que geram uma zona de conforto é o dinheiro, responsável por trazer as chances de sobrevivência num ambiente urbanizado. É isto o que faz alguns tipos de pessoas buscarem formas alternativas ao trabalho mecânico de produzir dinheiro para a sociedade, seja por meio de inovações tecnológicas ou artísticas. Contudo, existem filtros que selecionam se tal atividade será ou não aproveitada pela sociedade, e estes filtros são configurados de acordo com nível de consumo e os tipos de necessidade que determinada sociedade tem. Isto é uma característica bastante interessante, que pode ser utilizada para avaliar o nível de desenvolvimento de uma sociedade.
As atuais sociedades desenvolvidas tecnologicamente já são capazes de sustentar, por exemplo, uma grande indústria de entretenimento. Isto demonstra que as pessoas conseguem alcançar uma zona de conforto boa o suficiente para que, além de produzir para sua sobrevivência, sejam capazes de investir na diversão, o que aumenta a qualidade de vida. Embora eu esteja sem exemplos sólidos, é possível arriscar que o principal artifício de qualidade de vida na idade média era a religião. Outro exemplo pode ser o coliseu, que pode ser considerada uma demonstração de uma iniciativa governamental voltada à criação de uma zona de conforto em massa. Na Grécia foi muito comum a prática esportiva e artística, mas é necessária bastante estabilidade social para que a população aprenda a apreciar este tipo de atividade.
Os países subdesenvolvidos por sua vez, além de não terem uma forte indústria de entretenimento, também são deficientes no setor de prestação de serviços ou mesmo na industrialização. Isto reflete numa qualidade de vida pior, pois ao invés de haver uma empresa com maquinas e produtos especializados em lavar roupas, oferecendo ao cidadão a oportunidade de investir seu tempo em algo mais vantajoso, ele é obrigado a lavar suas próprias roupas. Este é apenas um pequeno exemplo de como um setor de prestação de serviços bem desenvolvido é interessante para atingir uma zona de conforto mais saudável e com bons sentimentos, o que gera uma vida mais longa e de mais qualidade, ressaltando que este deveria ser o objetivo de todo humano.
Personificação da evolução:
Quando o humano está evoluindo em alguma atividade ou aspecto, a tendência é que suas configurações humanas passem a dar bastante valor a todos os fatores e conhecimentos desta área. Devido à grande capacidade representativa da mente humana e do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa, tais conhecimentos e fatores são agregados da forma que mais ajude ao humano a realizar suas tarefas ou a completar seus objetivos. É isto o que provoca certo padrão de comportamento nas pessoas com objetivos parecidos, o que comumente conhecemos como estereótipo. Embora compreendesse este princípio básico da estereotipagem, eu ainda não entendia como os aspectos visuais e comportamentais se encaixavam nisto tudo.
Para entender isto não é preciso nenhum conhecimento além dos princípios básicos da estereotipagem já explicados anteriormente, e sim um entendimento completo do seu funcionamento. Ocorre da seguinte maneira: não demora muito para que algumas configurações humanas, através do erro e acerto, percebam que o modo de se vestir ajuda a alcançar determinados objetivos. Isto acontece, como já citado, pela enorme capacidade representativa da mente humana. Certos modelos de roupas e comportamentos estão dotados de uma carga de representatividade específica, que assume que se uma pessoa veste aquilo ou se comporta daquele jeito apenas se ela for capaz de produzir determinados tipos de resultados. Por exemplo: uma mulher que corta o cabelo curto demonstra que é independente, enquanto uma de cabelos longos demonstra querer se destacar por beleza. Do mesmo modo, se uma pessoa fala uma palavra incomum, ela assume que ou é estudiosa, ou vive em um meio diferente, enquanto que outra que fala gírias locais demonstra estar envolvida com o seu meio.
Além da carga de representatividade que um visual ou um comportamento traz para as outras pessoas, ele, de fato, pode contribuir para melhorar o desempenho de alguém que o veste ou faz em alguma atividade. Isto se explica porque quando uma pessoa está vestida de determinada forma, aquela veste carrega um conjunto de representatividade que pode ajudá-la a se concentrar e a lembrar dos pontos importantes de sua função. Um exemplo enfático disto são os uniformes, graduado ou não, e o respeito que eles trazem. Do mesmo modo, ambientes ou comportamentos podem ser associados a alguma função mental que ajude a algum humano a produzir algum resultado. Isto explica e se exemplifica, por exemplo, no comportamento de alguns artistas e em seus métodos de criação.
Percebam que cada cultura tem seu modo de se vestir e comportar, e que se uma pessoa de determinada cultura se comportar de modo diferente que o já consolidado, existe a chance dela sofrer desvalorização pelos outros membros do seu grupo cultural. A resposta para este comportamento está no próprio princípio da estereotipagem: a grande capacidade representativa da mente humana e o tipo de evolução de determinada pessoa ou grupo. De modo geral, as pessoas tendem a criar uma zona de conforto que se baseie em seus valores humanos, e quando um grupo de pessoas tem a mesma estrutura social, esta zona de conforto acaba sendo compartilhada uns com outros. Da mesma forma que nesta zona de conforto há coisas valorizadas, há também as desvalorizadas: e daí surge uma parte da rejeição. Outra parte da rejeição pode vir de filosofias mal formuladas em zona de competição, mas este não é o objetivo desta postagem.
É interessante observar que como tudo no universo parece ter um motivo, a carga de representatividade ligada às roupas e aos comportamentos não é por acaso. Vejamos, quanto as roupas, o exemplo dos uniformes que carregam consigo toda a responsabilidade herdada da história de tal instituição e função. Já os comportamentos tendem a seguir certos padrões mentais de sentimentos para alcançar algum objetivo. Por exemplo, pessoas que tem tendência a desenvolver meiguice, sentimento que se baseia no afeto e sentimento paterno/materno, utilizam roupas e linguagem corporal que reforce isto com a intenção de produzir sentimentos bons e atrair boas pessoas. Já pessoas que tem tendência a desenvolver uma linguagem corporal mais sexy, tendem também a seguir este caminho com roupas e comportamentos. Não ignorando as variantes históricas e tecnológicas que cada sociedade tem, estes padrões podem ser percebidos com bastante clareza nos estereótipos, e isto os torna bastante interessantes a serem observados.
Encerramento:
Após uns cinco dias escrevendo este texto, eu o termino. Devo admitir que minha falta de planejamento e disciplina colabore um pouco para esta demora. Estou começando a aprender a pensar antes de escrever e a dar objetividade concreta a cada parágrafo ao invés de utilizar a tentativa de erro e acerto, e isto também se mostra útil a programação ou a quaisquer ambientes que necessita de alguma movimentação com objetividade. Estou observando isto, de certo, no xadrez, mas ser tão analítico desse jeito não é divertido, embora os resultados agradem, sendo este possivelmente o único motivo que leva alguém a se empenhar numa tarefa analítica. Encerrando a postagem com uma novidade de ontem: peguei um livro na biblioteca chamado “Tom Clayton’s Rainbow Six”, finalmente eu fiz algo para acabar com meus momentos de tédio escolar, e está dando certo. Livro muito interessante. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.
PS: essa pesquisa se relaciona com o que foi dito a cima: http://migre.me/69Q0z
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sábado, 15 de outubro de 2011
Conseqüências do empirismo e impirismo e relação com a P.E.
Natureza do conhecimento da psicologia evolutiva
Olá a todos. É um pouco tarde, mas após várias semanas sema atualizar o blog, estou com muita vontade de fazer isto. Estas duas semanas tem sido confusas, pois a época de vestibular é um período muito conturbado quanto às expectativas de futuro. Isto me fez pensar bastante no significado das minhas teorias, e após ter um ponto de vista de um amigo, cheguei a conclusões interessantes. Mas antes, um pouco de novidades: minhas teorias da psicologia evolutiva parecem estar fadadas a serem classificadas apenas como filosofia, pois esta semana percebi que existe um movimento brasileiro já estudando este ramo científico. Além disto, meus esforços para a sua divulgação não tem surgido muito efeito, e isto provavelmente se deve ao enorme esforço que seria uma terceira pessoa estudar minhas idéias para desenvolver ferramentas a partir disto, ou mesmo me auxiliar. Uma última novidade: estava preparando uma postagem antes desta, mas a dificuldade em organizar as informações está grande. Já dito as novidades, vamos a postagem.
Quando eu desenvolvi o conceito de “impirismo”, publicado na postagem anterior, foi com a intenção de diferençar as experiências com fundamentos conhecidos das que não tem sua fundamentação conhecida. Isto porque, seguindo o tratado da verdade, se a pessoa tem ciência de todos os fatores que envolvem um evento, ou seja, no que seu comportamento se fundamenta, ela tem capacidade de reproduzi-lo quantas vezes for necessário ou também controlar seus resultados respeitando a realidade. Já no experimento empírico, não se conhece os fundamentos de um determinado evento, se conhece apenas o padrão de resultado que aquele evento trás e as variações de padrão de acordo com os diferentes estímulos. A partir daí se desenvolvem estudos e técnicas de manipulação que agem diretamente no resultados, contudo, não se conhece exatamente quais fatores faz aquilo acontecer.
Admito que eu possa estar até mesmo dando um novo significado ao empirismo que só pode ser respeitado dentro do meu blog, mas o motivo pelo qual eu estou relembrando estes dois conceitos é que quando os relacionamos com o comportamento humano, percebe-se uma característica bem interessante: as configurações humanas se moldam principalmente através do empirismo. Ou seja: aprendemos principalmente de acordo com os diferentes estímulos que damos a determinado evento, e de como este evento responde aos estímulos. Sendo assim, fica a pergunta: onde encaixar o conhecimento impírico nisto? Sendo mais específico, pra que serve os conhecimentos da psicologia evolutiva e como/onde usá-los? Esta pergunta, muito importante para mim, se mostra também importante no campo teórico da própria psicologia evolutiva, já que através disto pode ser possível direcionar melhor a criação de ferramentas ou a transmissão de conhecimento.
Após refletir um pouco, concluí que para os eventos de grande complexidade no cotidiano, o mais adequado é se aproveitar da grande capacidade computacional da mente humana e utilizar o conhecimento empírico, já que, ou há a impossibilidade técnica de estudar o fenômeno, ou ele tem tantas variáveis que seu calculo iria demorar tanto que o evento terminaria antes da conclusão. Já para eventos simples e repetitivos, o mais adequado é utilizar o conhecimento impírico, porque além de haver tempo para estudar profundamente os pormenores de tal evento, quando conhecemos todos os seus fatores, sua otimização pode ser feita de forma máxima através das ferramentas da matemática, o que proporcionará uma melhor qualidade de vida. Exemplos de ambos os casos: o comportamento social como sendo o empirismo, pois tende a se manter padrão, mas varia, e o processo de fabricação industrial, como sendo impirismo, pois funciona de forma repetitiva em condições normais.
A grande capacidade da mente humana de trabalhar com padrões de comportamentos e sua associação é o que faz a prática ser tão importante, e ao guardar essas informações na memória, temos uma configuração humana. É por isto que mesmo na ciência, é interessante que o humano deixe sua intuição trabalhar ao tentar aproximar idéias aparentemente sem ligação, ou cujos fundamentos parecem ser distantes. Mas, teoricamente, calcular um padrão desconhecido é algo demasiadamente mais difícil, pois existe uma enorme serie de fatores que o instinto não leva em consideração. Se observarmos que a sociedade põe o humano em situações delicadas em que uma escolha muda muito do seu futuro, concluímos que ele está prestes a decidir qual será o novo padrão de resultados que ele irá ter que trabalhar. Devido ao desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade, isto tende a acontece muitas vezes.
Se ele não si conhecer fundamentalmente, nem conhecer os fundamentos de sua realidade, existe a grande possibilidade que, agindo por ilusão de boas chances de evolução, ele escolha algo que não irá alcançar suas expectativas. Daí gera-se vários distúrbios, como por exemplo, ele se esforçar muito e não alcançar seu objetivo e frustrar-se por isto, ou, ao alcançar seu objetivo, não se sentir satisfeito. Imagino que é neste cenário que se aplica bem os conhecimentos da psicologia evolutiva: descobrir como o humano se comportará e quais as melhores escolhas a serem feitas diante de fatores desconhecidos e importantes. Existe ainda outra vantagem interessante ao se conhecer fundamentalmente o comportamento dos humanos: a compreensão e a melhor eficiência ao criar mecanismos que tragam bons resultados evolutivos, tanto individualmente quanto em grupo. De forma prática, quando utilizarmos nosso conhecimento empírico para criar um cenário que traga mais qualidade de vida, iremos também levar em consideração os conhecimentos fundamentais sobre aquela realidade e criaremos algo que tenha mais chances de dar certo e ser aperfeiçoado no futuro.
Finalizando a postagem, embora as informações passadas aqui ainda estejam um pouco bagunçadas e indefinidas, sem exemplos consistentes, podemos resumir da seguinte forma: conhecimento empírico: bom para ser utilizados em padrões de resultados, estudando a variação do padrão que cada estímulo causa. Conhecimento impírico: bom para determinar quais tipos de resultados é possível produzir e destes, qual desejamos produzir. É fato que muitas vezes um bom conhecimento fundamental é transmitido pelo conhecimento popular, e isto é o suficiente para que muitos humanos vivam com boa qualidade de vida. Mas, ainda sim, existem os distúrbios. Bom amigos, isto é tudo por hoje. Abraços a todos e até a próxima postagem.
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