Introdução:
Olá amigos. Cá estou para mais uma postagem. Vamos as novidades. Minhas ações de divulgação da p.e. foram bastante interessantes. Percebi que se eu quiser convencer certa comunidade de algo, é preciso conectar o que é conhecimento comum de forma que ela chegue à determinada conclusão. Embora pareça algo obvio, para mim realmente só se tornou após a prática. Este quesito de prática, junto com a idéia de mapeamento instintivo, e também a idéia de explorar a realidade, me tem trazido uma noção cada vez maior de evolução e configuração mental. Ainda não sei o que será do meu futuro, mas uma das idéias é buscar uma forma de pegar os conhecimentos fundamentais da psicologia, que devem ter princípios muito importantes relacionados ao comportamento humano, e adaptá-los todos à psicologia evolutiva. Acredito que isto será possível pelo princípio de funcionalidade da realidade: se algo funciona, é porque este algo está conectado, de alguma forma, aos fatores da existência. Se a p.e. quer ser principalmente uma ferramenta funcional, que busca se conectar com os fatores, então é conclusivo que ela poderá se beneficiar dos fatores descobertos por outras pessoas. A postagem de hoje tratará disso, em como o determinismo se alia a psicologia evolutiva para desenvolver uma filosofia prática e que busca a evolução do ser humano. A esta filosofia eu chamo de psicologia evolutiva por falta de nome melhor, já que, segundo o que eu percebo e será demonstrado a seguir, a p.e. é fruto direto do determinismo. Vamos a postagem.
Gráfico da realidade:
Eu tenho certa admiração pela projeção gráfica de conceitos. A idéia de unir topograficamente idéias demonstra que elas são feitas de fatores que se influenciam de acordo com sua distância imaginária, que deriva da cadeia de associações que um fator deva ter para chegar a outro. Inspirado nisso, que já foi feito no gráfico do bem-estar evolutivo, e com o objetivo de demonstrar como minha filosofia funciona na prática de forma mais rápida e organizada, eu montei o gráfico da realidade. É com ele que eu tento organizar toda a minha produção filosófica até agora, de forma coerente e consciente, em busca de demonstrar como as realidades se comportam e também como o humano deve usar isto para obter sua evolução, e em como a evolução influencia a realidade. Enfim, vamos ao gráfico:
(Clique na imagem para ampliar.)
(A parte menor da seta implica ou produz a parte maior, dependendo dos elementos.)
Começando o gráfico temos a “Existência”. Para o determinismo, apenas a existência não tem explicação, mas dela derivam as leis e as propriedades do universo, que explicam todos os comportamentos que ocorrem no nosso universo. Este comportamento também pode ser interpretado por “fator que produz resultado”, sendo esta relação entre fator e produção determinada pelas leis e propriedades do universo. Desta forma, deriva-se a afirmação “tudo há um porquê”, já percebida por Platão há alguns milênios atrás. A realidade, por conseqüência, é tudo aquilo que está contido neste esquema, ou seja, fator-produção e leis e propriedades, e a verdade é a comunicação correta da realidade.
Da relação entre fator e produção, do desenvolvimento natural das leis e propriedades a partir do estado universal, forma-se o universo, o tempo, espaço, matéria, e a partir do desenvolvimento destes elementos, surgem às galáxias, as estrelas, os planetas. Disto inicia-se a contextualização da natureza humana, quando se chega ao planeta Terra no gráfico. Nota-se que para se chegar a este estágio, o universo demorou bilhões de anos. Mais alguns milhões de anos para a terra se resfriar e ter as condições iniciais de ambiente para dar origem às primeiras células que podem ser consideradas vivas. Daí surge o ambiente.
O ambiente é quem induzia o processo de mutação e seleção natural no início da vida. Foi este processo que deu condições das primeiras células evoluírem até seres multicelulares. Estes seres começaram a desenvolver, através da mesma seleção natural e mutação, mecanismos para que estes mesmos processos ocorressem de modo mais eficiente. Os indivíduos que desenvolviam isto, mesmo por acidente, acabavam se adaptando de forma mais eficiente também, já que são estes dois mecanismos os responsáveis pela adaptação do ser ao ambiente. Disto surgem os comportamentos “Sobreviver” e “Reproduzir”.
Estes dois comportamentos estão intimamente ligados, já que um não existe sem o outro quando se fala em existência de espécie. Uma espécie não passa para a próxima geração se não reproduzir, e nem irá durar caso não consiga sobreviver, mesmo que sobreviva muito. Estes comportamentos funcionam como feedback: quando se tem muito de um, precisa-se de outro. Para reproduzir, é preciso passar pelo mecanismo de seleção que os animais desenvolveram em que se escolhe o mais apto a sobreviver, e isto implica ser capaz de demonstrar que é capaz de sobreviver. Para tal, utilizam-se mecânicas para mostrar força ou saúde, como disputa entre animais, porém, este mecanismo em si consome muita energia e pode ser perigoso à sobrevivência. E para sobreviver, é preciso reproduzir. O próprio animal sente necessidade instintiva de reprodução, além de que, sem o mecanismo da reprodução, a espécie se tornaria fraca e fatalmente desapareceria.
Da dinâmica entre reproduzir e sobreviver, nasce à relação entre grupo e indivíduo. É possível assumir que para a existência de evolução, é obrigatória esta relação entre indivíduo e grupo. Já que, por princípio, para os seres unicamente sexuados, não existe reprodução apenas com indivíduo. Além disto, uma população maior costuma ser mais forte que uma população menor, ambas da mesma espécie, caso haja a necessidade de disputa física por território. Mas, entretanto, um grande volume de população também indica maior escassez de recursos, o que obriga aos indivíduos a pensarem em si próprios, além de haver a necessidade de se sobressair sobre os demais para aumentar as chances de reprodução. Da mesma forma que sobreviver e reproduzir, indivíduo e grupo funciona através de feedback, ou realimentação, já explicado acima.
É preciso observar que, embora com o desenvolvimento destes dois sistemas de seleção, o ambiente ainda tem uma enorme influencia sobre o resultado final do processo adaptativo. De forma geral, o indivíduo precisa se adaptar ao seu grupo, e seu grupo precisa se adaptar ao ambiente. Isto falando sobre a noção de evolução referente às espécies. Portanto, mutações e seleção natural ainda continuam sendo importantes fatores que determinam a forma como ocorre a evolução. Então se chega nela, a evolução, que pode ser considerada como o resultado final de um processo adaptativo. Disto se deriva o conceito de evoluído, que é aquele que está mais apto a se adaptar ao ambiente para desenvolver melhores chances de sobreviver e reproduzir. Disto também se deriva os conceitos de bom e ruim, sendo bom tudo aquilo que aumenta as chances de sobreviver e reproduzir, e ruim tudo aquilo que as diminui.
Da necessidade de especificar, na prática, o que significa evolução para o nosso atual estado de civilização, é que nascem os conceitos de “Qualidade de vida” e “Bem-estar”. Assume-se aqui que é de interesse de todo indivíduo se sentir bem, mas que para isto acontecer, é preciso que ele se relacione com sua sociedade. A forma como ele se sente bem é explicada no “gráfico do bem-estar evolutivo”, e sua relação com a sociedade se dá através dos mecanismos sociais, sendo qualidade de vida um indicador de eficiência entre a relação indivíduo-sociedade. Tanto qualidade de vida como bem-estar são objetivos finais do gráfico, ou seja, deles não se geram outros fatores propriamente ditos. Assim finaliza-se a análise de como, através da existência, chega-se ao objetivo humano, que é se sentir bem. Contudo, toda esta análise da dinâmica foi feita assumindo que o ambiente é fixo, o que não é verdade desde que o humano ganho a noção de modificar seu ambiente. Para corrigir isto, é preciso adicionar mais um campo de dinâmica, que é o campo de “humano produzindo resultados”, saindo também da realidade. Vamos a ele.
Ao assumir que os humanos produzem resultados, entende-se que o humano é capaz de manipular os fatores da realidade a seu querer. Ele, diferente dos outros animais, tem consciência da realidade. Desta forma, ele é capaz de modificar o próprio sistema, tornando-se um indivíduo em posição de destaque na existência. Contudo, sua consciência surge através de um processo de adaptação e de descoberta da realidade, que juntos geram “os contextos da realidade”. Quando se fala em contextos da realidade, quer dizer com isto que cada humano tem sua própria noção de mundo, que se baseia em suas experiências. Ou seja, determinado contexto de realidade é adotado quando o humano só teve acesso a certas experiências específicas, enquanto que outro contexto é assumido com outras experiências. Isto é algo um tanto comum de acontecer, já que existem pessoas que passam anos tendo o mesmo conjunto de experiências e não buscam ou não sabem como buscar novas coisas. Por conseqüência, existem coisas que são possíveis e estas pessoas não fazem idéia disso, por isto não buscam isto. Muitas vezes este contexto é determinado simplesmente por fatores históricos e geográficos.
Embora o humano tenha apenas parte da visão do que seja a realidade, ela não funciona de modo diferente. Continua sendo formada por leis e propriedades, que resultam na dinâmica de fator-resultado já explicada anteriormente. Porém, quando se trata de humano produzindo resultado, os fatores podem ser dois: os fatores universais e os fatores humanos. Fatores universais são aqueles que se baseiam estritamente na mecânica do universo, ou seja, simplesmente suas leis e propriedades. Neste sentido, o humano só faz descobrir esta realidade, não tem capacidade de modificá-la, só manipulá-la. Um exemplo disto são as leis físicas, como a da gravidade, e embora o humano nunca vá poder alterar a força da gravidade, ele pode utilizar esta força para transformá-la em energia elétrica, como nas usinas hidroelétricas. (Ler OBS1) Já a realidade humana, por sua vez, é mutável. O que é verdade hoje pode ser mentira amanhã. Bons exemplos são o conjunto ético e o padrão de beleza de uma população. Embora mudem, ainda sim são características de uma realidade, já que a ética, por exemplo, induz o humano a praticar determinado comportamento, respeitando, portanto, a definição de fator-resultado para realidade (Ler OBS2).
OBS1: se o humano conseguir alterar a gravidade, significa que ela é resultado de outras propriedades e não é uma propriedade em si. Sendo a definição de propriedade algo próprio, que caracteriza e nunca muda.
OBS2: embora a realidade humana esteja contida na realidade universal, ela é um tipo de realidade particular. O humano nunca conseguirá compreender toda a realidade humana, pois a velocidade com a qual ela muda é muito maior que a velocidade com a qual se compreende ela. Isto é garantido pelos dispositivos instintivos que foram desenvolvidos no humano. Lembrando que realidade humana não é somente o próprio contexto de realidade, mas também o contexto de realidade de todas as outras pessoas. Sempre haverá novidades.
Entendido as duas realidades presentes no cotidiano humano, é preciso entender o processo de descoberta e adaptação. O processo de descoberta ocorre com a realidade universal, já que o humano não consegue modificar tal realidade. Ele simplesmente a descobre. Esta descoberta é feita através de um longo percurso tecnológico, que pode ser acidental ou planejado. Um exemplo, dificilmente se compreenderia a física sem o auxílio da geometria, já que as análises de gráficos e vetores são importantes instrumentos para a simplificação das informações matemáticas da física. Já o processo de adaptação ocorre na realidade humana. Existem vários exemplos registrados na história da humanidade de costumes que foram modificados para melhorar a qualidade de vida de certa população. Isto acontece porque muitos costumes são construídos e adaptados a determinado setor da sociedade, quando outro se torna forte o suficiente para mudá-lo, surge a mudança. Os próprios conceitos de ética e de beleza se adaptam a estas mudanças, que podem ser de motivadas por aspectos sociais, políticos, religiosos, culturais, tecnológicos, econômicos, dentre outros (OBS3).
OBS3: os conceitos de ética e beleza não surgem de forma aleatória, eles têm sua mecânica de comportamento. Embora esta mecânica dependa de elementos de contexto social, e este contexto seja determinado pelo conjunto de todos os conhecimentos e costumes adquiridos, existem leis e propriedades que a explicam em seu nível mais fundamental. São as chamadas propriedades humanas. Nas propriedades humanas também são encontradas o funcionamento dos sentimentos, da memória, da capacidade associativa, além do gráfico do bem-estar evolutivo, cuja intenção é mostrar como funcionam os elementos básicos de uma evolução individual humana saudável.
Do conhecimento sobre a realidade universal descoberta ou da realidade humana que surge pelo processo de adaptação, temos que o humano se torna capaz de modificar o seu próprio ambiente. Isto é algo importante, pois é isto o que torna o humano um ser capaz de mudar seu próprio sistema. Como o humano modifica o ambiente, e o ambiente é responsável pela seleção natural, a própria seleção natural torna-se algo relativo. A mutação também ganha novos aspectos e novos campos de atuação, deixando de ser somente biológica. Mutação comportamental, ideológica, tecnológica são alguns exemplos. A exploração também se tornou parte da mutação, pois é através dela que o humano pode encontrar conexões que a princípio pareçam distantes, mas que são boas para melhorar a evolução. A estratégia em lidar com o desconhecido ou em como mudar também é novos aspectos dela. Mais abaixo, é possível ver que há alguns termos ligados aos elementos “reproduzir e sobreviver”. Estes termos são considerados sinônimos e foram adicionados para melhor entender como funciona o sistema de realimentação que sobreviver e reproduzir se tornou para nossa sociedade atual.
Do conceito de “Bom”, já explicado anteriormente, surge uma longa seta que se conecta a “modificar”. Ela existe porque, se maiores chances de sobreviver e reproduzir, que é a evolução, produz “bem-estar” e “qualidade de vida”, é responsabilidade do humano fazer com que estas chances sempre se tornem maiores, e isto é representado pelo “bom". Sem isto, ele poderá começar a se sentir bem com coisas que diminuam a qualidade de vida da população, como roubar, ou ainda se preocupar demais com sua sociedade e esquecer-se de si próprio, que é algo também ruim. Através disto concluí-se que aquela seta é a responsabilidade que todo humano tem em se tornar melhor, em se preocupar com a evolução, tanto sua quanto da sua sociedade. Esta preocupação em modificar o seu ambiente para melhor reflete diretamente no processo de mutação e de seleção natural. É preciso buscar, através da seleção, mutações que tornem as realidades, tanto universais quanto reais, melhores, capazes de produzir bem-estar e qualidade de vida. É daí que surgem transformações dos contextos da realidade humana. Os sinônimos da mutação se adéquam bem para explicar como esta busca é feita, e ela é precisa.
Existem muitas situações em que pessoas têm uma vida muito ruim por não terem o conhecimento ou a força necessária para mudarem seu contexto de realidade. Ou ainda, se o tem, não entendem exatamente como isto funciona e não empregam o esforço necessário para explorar as várias formas que a realidade pode assumir para então encontrar aquela que faça bem a população, e às vezes até acabam encontrando posições em que seja confortável apenas para alguns e ruim para outros. Ou mesmo desejam uma realidade que seja boa somente para si, ou que seja falsa, impossível. Para aprender a manipular bem as duas realidades e saber o que é real e o que não é, é preciso conhecê-las muito bem. Este conhecimento surge através da tentativa e erro, das mutações, da seleção, do desejo em se adaptar e descobrir o melhor, do desejo em se sentir bem e ter uma maior qualidade de vida, do desejo de buscar a verdade. Da existência surgem os humanos, molda sua mente para evoluir, então que seja isto o que ele faça. Encerrado este assunto, vamos para a publicação do meu novo poema.
Publicação do novo poema: Oh! Querida matemática:
Este soneto eu fiz com duas intenções. A primeira era homenagear a matemática, pois eu notei que ela foi uma inspiração muito importante para construção da minha filosofia atual, principalmente no modo como manipular a lógica e no desenvolvimento de definições. A segunda coisa foi a vontade que eu tenha em testar um poema com rimas e em formato fixo. Esta vontade nasceu após eu descobrir uma forma de fazer rimas, algo que eu sempre tive dificuldade, e então eu quis testar pra saber se eu estava certo. E é possível verificar, através do poema, que deu certo. Este modo basicamente é a utilização de hipérbatos e sinônimos, que é resultante do campo semântico. Esta técnica já é utilizada há muito tempo pelos literários para a criação de seus poemas, até mesmo de modo instintivo, mas eu nunca havia percebido isto, e ao perceber, foi uma grande surpresa. No Wikipédia é possível perceber, através da leitura de “separação silábica”, que os profissionais, além de rimarem no final, fazem tonicidades internas, algo bem difícil pra mim agora.
Este soneto me fez pensar sobre a utilização de estruturas fixas. Neste caso não foi prejudicial, pois a estrutura se encaixou com o que eu quis dizer, (ou meu inconsciente encaixou o que eu quis dizer a essa estrutura, não sei dizer) que é a homenagem em si e a explicação do porquê da homenagem. De qualquer forma, não sinto necessidade de quaisquer versos adicionais. Coisa parecida não aconteceria com os outros poemas que eu fiz, que foram desenvolvimentos de conceitos com fins conclusivos. Este tipo de mensagem costuma ser grande demais para a estrutura do soneto, e por isso não se adequando a ela. Terminado esta pequena explicação, vamos ao poema:
Oh! Querida matemática
Escrevo esta agradecida homenagem de despedida,
Porque meu caminho se diferenciará do teu, querida.
Mas saiba que sem tu minha direção seria diferente,
Já que mostrastes a mim que a verdade é existente.
A verdade que se define: que produz resultados,
Resultados vistos por nós a escolhidos objetivos.
Assim surge um sistema que deve nos servir bem,
Guiar o desejo a melhora é nosso dever também.
Em nossas mentes está o poder de definir, redefinir.
Explorar a verdade que a tantas formas pode assumir,
Desbravar o assumido e aperfeiçoar toda a sistemática.
Foste tu que me mostrastes, oh! Querida matemática.
Que a verdade é a relação entre definição e produção,
Cabe ao humano, então, encontrar sua compreensão.
Por: Leandro de Andrade Moura.
Encerramento:
Mais uma postagem finalizada. Foi extensa a explicação do gráfico, portanto, só postei o poema. Uma tarde inteira escrevendo, tirando as pequenas pausas. A idéia era postar hoje também sobre “desejo reativo”, mas postarei sobre isto outro dia, e aproveitarei para fazer uma revisão sobre os outros conceitos de desejo. É preciso fazer uma pequena explicação sobre a qualidade do gráfico: ele está bom para mim, eu gosto dele, mas poderia ser melhor. Ele foi feito no paint e eu estou com preguiça de fazer outro mais elaborado. Farei isto um dia, ou em breve se alguém chegar a me pedir. No mais, amigos, desejem-me sorte no estudo, final de ano difícil e com menos ritmo, e até a próxima postagem.