domingo, 21 de outubro de 2012

Considerações sobre o consciente e inconsciente e públicações de: Consciência dos caminhos, Divina existência do ser e resumo interpretativo do artigo de Nietzsche.

Introdução:
Olá amigos. Daqui a umas semanas será a prova, e eu não estou estudando. É difícil mudar este comportamento, mas amanhã tentarei fazer algum esforço para o ENEM. Quanto as novidades, passei a semana fazendo um CD de dança bem legal. Poucos erros foram encontrados, e vai ser interessante utilizá-lo como forma de ficar mais saudável e com maiores conhecimentos sobre linguagem corporal, sem contar que o trabalho de arte deste CD, especificamente, ficou ótimo, é bonito de se ver. Também continuo trabalhando nos poemas com o tema “o humano consciente de si”, estão ficando interessantes, de alguma forma. Pretendo escrever um ensaio para cada um deles, e alguns, inclusive, eu já escrevi. Isto será outro algo trabalhoso. Hoje eu tirei o dia para escrever um poema e agora escrever sobre os temas de hoje, que são fruto do meu empenho em entender as nuances consciente e inconsciente. Também vou postar alguns poemas da citada temática anterior, sendo que um deles não faz parte necessariamente da temática, e provavelmente em outra postagem irei fazer um ensaio sobre eles.

Considerações sobre o consciente e o inconsciente:
Antigamente eu já tinha feito algumas hipóteses sobre como funciona o cérebro humano, inclusive, fiz um diagrama para representar isso (link aqui). Neste diagrama, eu apresentei o funcionamento geral do cérebro, com a entrada de informações e o fluxo delas entre as memórias e a saída. Eu ainda penso que o cérebro funciona de modo semelhante ao apresentado neste diagrama, e será em cima deste esquema que iremos trabalhar, embora eu precise fazer uma atualização deste gráfico com minhas mais recentes descobertas. Sendo assim, assumiremos que o “Consciente” é o módulo de simulação, e que o “inconsciente” é o conjunto de pré-definições que estão na memória. Minha intenção é explicar como acontece, de forma mecânica, a relação entre o consciente e inconsciente. Embora eu já possa ter feito isto antigamente, suponho que agora eu um aprofundamento teórico maior pra fazer esse tipo de análise. Antes de continuar, é preciso levar em consideração os conhecimentos desta postagem: http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html

As pré-definições instintivas são resultado das experiências armazenadas na memória e os sentimentos relacionados a elas. Se determinada simbologia é associada a um sentimento, sempre que esta simbologia for invocada, o sentimento irá junto. Isto acontece de forma inconsciente, ou seja, independente da vontade da pessoa, sempre que ela acionar uma simbologia na sua memória, o sentimento associado a esta simbologia irá junto. É quando entramos no módulo de simulação, ou no consciente. Lá ocorrem as associações entre memórias, experiências de forma controlada e as operações lógicas. De modo geral, é quando o instinto trabalha em cada experiência de forma individual, tem a liberdade de simular variações destas experiências e pensar nas possibilidades de atitudes e em como as coisas podiam ser diferentes. Desta forma, após interpretar a experiência de modo diferente após analisar as possibilidades, o inconsciente poderá associar aquela experiência a novos sentimentos ou poderá extrair novos comportamentos, que irá influenciar no modo como ele agirá em situação parecida.

Diferente do inconsciente, o consciente pode ser trabalhado de forma mais livre. A quantidade de informações que são invocadas enquanto o humano está mais consciente é maior, ou seja, quando ele encontra uma simbologia, ele sente se precisa de novas informações para interpretar aquilo e vai procurar ou se as informações que estão em sua memória recente são o suficiente para continuar interpretando aquela experiência. Quanto mais concentrada a pessoa estiver em seu consciente, maior será a atenção que ela irá dar para a experiência e para suas variações e interpretações e para a busca de informações na memória, chegando a tirar, inclusive, atenção do ambiente. O inconsciente, por sua vez, atua com maior intensidade em momentos em que o humano não tem tempo ou condições para fazer associações para buscar a melhor alternativa. Neste caso, o humano reage através de suas pré-definições, ou seja, se ele programa seu instinto a agir de determinada forma com tal experiência, seu instinto não irá fazer outra coisa senão aquela, porque é a única que ele sabe que irá ter vantagens e, dependendo da ocasião, ele não irá querer tentar coisas novas para não se arriscar.

Levando em consideração os níveis de raciocínio, um raciocínio de alto nível é aquele em que as simulações são feitas com experiências bem enraizadas na memória, importantes, e que estão associadas com coisas que a pessoa faz o dia-a-dia e que, devido a aquele pensamento, ela irá alterar o modo como ela faz tal algo. Um pensamento de baixo nível de raciocínio é aquele que é feito a esmo, sem relacionar as informações com as experiências na memória e sem levar em consideração no que aquele raciocínio poderá mudar a forma como ele age um dia. De forma geral, estou assumindo aqui uma interpretação prática sobre o consciente, assumindo que sua principal função é raciocinar novas formas de agir para se tornar melhor. O inconsciente, no caso, pode ser interpretado como um conjunto de gatilhos, que é ativado e modificado durante o raciocínio do consciente, mas que, contudo, dependendo da situação, desencadeia reações de forma irracional, levando a pessoa a fazer coisas que conscientemente ela não faria. Normalmente isto ocorre quando há acúmulo de sentimento em uma experiência, ou quando há uma situação que exija uma atitude instintiva.

Por fim, é possível assumir que o consciente, na verdade, é um prolongamento do inconsciente. Quando o humano vai pensar em determinada coisa, ele assume os valores do inconsciente e processa este algo de forma consciente, ou seja, buscando relacionar as informações e explorando as associações. Portanto, um inconsciente mal organizado e cheio de experiências associadas a os sentimentos estranhos, cuja função não está adequada a aquela experiência em termos gerais de evolução, pode levar a uma interpretação errada da realidade. Um exemplo é a pessoa ter uma experiência ruim com determinado algo, e assumir que todo mundo que experimentar este algo irá ter a mesma experiência que ela, e, devido a isto, lutar contra este algo, quando na verdade este algo faz bem a uma razoável quantidade de pessoas. Embora talvez ela nunca seja capaz de entender o porquê as pessoas se sentem bem com aquela experiência, as pessoas se sentem, e se ela não levar isso em consideração, ela irá assumir que as pessoas não se sentem bem com aquilo e irá lutar contra aquilo de forma errônea. Buscar o conhecimento enraizado em fatos, não em sentimentos, é uma das metodologias para evitar erros como estes.



Consciência dos caminhos

Segue teu caminho, aquele que tu constrói com teu esforço.
Descubra novas coisas, aquelas que realmente te satisfazem.
Prova, humano independente, que és o melhor que podes ser.
Então serás capaz de respeitar o caminho que segues, e seguir.

Lembra-te que vinculada a tua escolha não está somente tu,
Está também a forma com a qual te encaixas na sociedade,
A história da tua família, de teu país, do mundo onde vives.

Como humano precisarás produzir, competir, ter saúde e prazer.
Dinheiro e imagem são apenas ferramentas para estes elementos.
Mas será o teu caminho que te proporcionará isto, a tua evolução.

Se estiveres certo, serás capaz de provar a verdade da tua certeza.
Se errares, foi o erro mais sincero, fruto da tua busca pelo melhor.
Será tua a responsabilidade das conseqüências de teus atos e apostas.

Então entenderás o que cada um encontra para seguir seu caminho,
Terás certeza de que somente eles podem seguir os deles, e tu o teu.
Será quando tu responderás: eu sou o que sou porque sou; e viverás,
Porque isto é o poder de explorar e modificar tanto quanto desejares.



Divina existência do ser

Existo por causa sol,
Que bombardeia sua energia a mim.
Ela precisa ser gasta,
Crio e destruo apenas para sentir.
Seja o prazer e a dor,
Tudo aquilo que busco construir.
Assim tomarei formas,
Surgem minhas regras e condições.
Posso aceitá-las ou não,
Sou o deus da minha própria mente.
Exploro as possibilidades,
Sou o deus da minha própria existência.




Padrões na beleza

Eu sinto beleza naquilo que valorizo.

Eu valorizo a beleza sexual,
porque ela demonstra ser melhor em me dar prazer.
Eu valorizo a beleza inocente,
porque ela me induz a certeza de que será só minha.
Eu valorizo a beleza comprada,
porque ela surge da ostentação que poucos podem manter.
Eu valorizo a beleza alternativa,
porque ela desenvolve novas formas de alcançar o desejado.
Eu valorizo a beleza atlética,
porque ela sabe o valor do esforço e desenvolve boa saúde.
Eu valorizo a beleza meiga,
porque ela acha diversão e satisfação nas pequenas coisas.
Eu valorizo a beleza festeira,
porque ela encontra humor até nas adversidades da vida.

Existirão tantas belezas quanto forem os valores,
Eu valorizo a tua beleza, pessoa valiosa pra mim,
porque ela é o resultado da tua busca pelo melhor.


Todos por: Leandro de Andrade Moura


Resumo interpretativo por mim e por Bruno Pontual acerca do artigo da "obra" no Wikipédia de (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche) Friedrich Nietzsche.

"O objetivo do homem é vencer, e ele vence quando conquista a realidade, pois isto indica que ele conseguiu se superar. Embora a realidade seja coisas que "dançam ao acaso", o homem se condiciona a uma perspectiva, e para ele é preciso descobrir o que é bom e o que é ruim, o que é a vitória e então buscar ela. Quando ele faz isto, ele supera a realidade, pois, neste caso, ele supera sua própria perspectiva e encontra sua vitória nela, que é sue objetivo. São virtudes verdadeiras de quem vence: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior, a vontade de poder. Os ausentes destas virtudes estarão para sempre presos a sua própria perspectiva, não alçando, portanto, sua vitória, pois são estas as virtudes necessárias para o homem se superar."

Encerramento:

Hoje eu ia falar um pouco sobre condicionamento, mas eu lembrei já ter falado sobre este assunto em uma postagem anterior, e ele se chama "configuração mental". Portanto, agora percebo que o que eu devo fazer é conseguir aliar os conhecimentos de condicionamento e consciente e inconsciente ao gráfico do bem-estar evolutivo, junto também com o sentimento de empatia, muito importante para a imagem. Ou ainda eu posso estar com sono demais para falar sobre o que eu realmente quero falar de condicionamento, depois irei reorganizar esta postagem caso isto for percebido. Os poemas públicados aqui fazem parte daquela temática, exceto o segundo. O terceiro ainda está em processo de revisão, mas será algo parecido com aquilo ao ser finalizado. Minha área de trabalho está uma bagunça, vou organizar tudo isto daqui há uns dias. Vou lanchar para ir dormir agora, boa noite para vocês e até a próxima postagem.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sentimento de empatia e pequenas publicações

Introdução:
Mais um texto, mais novidades: estou viciado em jogar “FTL”, um jogo de nave estilo “Roguelike” muito bem feito. Sexta, sábado e metade do domingo foram consumidos por ele. Vou tentar parar segunda pra voltar a estudar. Ultimamente eu tenho escrito alguns poemas, mas também escrevi textos, vou publicá-los aqui no blog hoje.  A maioria deles só são síntese de pensamentos que não foram organizados em estrutura de poema por não serem importantes o suficiente ou serem breves demais, mas ainda sim comunicam coisas interessantes. Outro dia eu tive uma idéia de começar a fazer pesquisas de laboratório de uma forma bem simples: fazer um questionário pras pessoas responder e utilizar essas respostas pra provar uma propriedade. Embora isto não seja tão científico, já é um inicio para desenvolver idéias com base em resultados apresentáveis. Agora vamos para a postagem de hoje, que surgiu curiosamente depois de eu ter ido a uma palestra de comportamento no mundo virtual, em que o autor falou sobre “empatia”, que de forma resumida é o sentimento de envolvimento e identificação que as pessoas que vivem na internet não têm pelas pessoas que vivem em outros ambientes e vice-versa. Embora eu não soubesse como explicar teoricamente este comportamento, ele ficou gravado na minha memória. Após refletir bastante, consegue encontrar uma ligação entre o sentimento de empatia e minhas teorias. Vamos a ela.

Sentimento de empatia:
Sentimento de empatia é aquele que surge devido à identificação instintiva positiva. Isto acontece porque, devido à enorme capacidade de associação do cérebro humano, quando ele encontra em algo ou em alguma pessoa elementos que nos é comum, o cérebro joga os sentimentos associados a este algo a também aquela coisa. Esta identificação pode ser positiva, simpatia, ou negativa, antipatia. Exemplos: quando uma pessoa gosta de determinado tipo de comportamento, a tendência é que as pessoas que se comportarem daquele jeito também caiam no gosto dela. Ou ainda, quando existe algo que uma pessoa detesta, como a roupa que o ex-namorado dela usava, e alguém usar o mesmo tipo de roupa, a tendência é que este alguém passe automaticamente a não ser bem-vista por aquela pessoa. Isto porque, nos dois casos, o cérebro tende a associar que o mesmo motivo que faz com que uma pessoa seja boa, e, portanto, apresente determinada característica, fará com que a outra pessoa que apresente tal característica também seja boa naquilo. Isto costuma ser verdadeiro para a maioria dos casos.

A questão é que o sentimento de empatia é um pouco mais profundo que simplesmente associações quanto a simbologias. Isto porque existe a tendência de haver uma associação entre o ser, em que a pessoa se vê no lugar da outra. Basicamente, em dado momento, o instinto de uma pessoa associa que se aquilo acontece com alguém, e este alguém é parecido com ela, então existe a chance de acontecer com ela também. É a partir disto que o sentimento de empatia, que não precisa ser necessariamente positivo ou negativo, surge, e então algum sentimento surge e normalmente a pessoa é motivada a agir como gostaria que alguém agisse com ela. Isto é um comportamento importante, pois com isto se torna possível entender o porquê certas pessoas sentem quando outras pessoas estão em situação ruim, e ignoram quando outras pessoas estão nesta mesma situação. Um bom exemplo é quando alguém vê um drogado na rua e simplesmente o ignora, imaginando que algo como aquilo nunca aconteceria com ela e sua família. Um dia, seu filho passa a se drogar, e então ela perceber que aquilo também pode acontecer com ela. A partir deste dia, sempre que ela olha um drogado, ela se lembra da família dele e isto gera algum sentimento, que antes não existia.

De forma geral, todos podem ser iguais, se o critério de empatia for “ser humano”, como também todos podemos ser diferentes, se o critério de empatia for “conjunto de idéias e experiências”. A partir desta linha de raciocínio é possível assumir que a escolha do critério de empatia é variável de pessoa a pessoa. Ou seja, elas valorizam o critério de empatia que mais se encaixam com seu estilo de vida. Contudo, é possível assumir que exista um critério médio de empatia para a maioria dos estilos de vida, que é aquele em que a pessoa sente empatia essencialmente pelas pessoas com o mesmo estilo de vida dela. Com isto se conclui que pessoas com mesmo estilo de vida tendem a se ajudar, enquanto que pessoas com estilos de vida diferentes tendem a serem indiferentes umas pras outras. Um bom exemplo disto foi a escravidão, em que a cor foi utilizada como um forte critério de empatia. Devido a ela, surgiu duas classes, os negros e os brancos, em que os brancos dominavam e não sentiam nenhum tipo de empatia pelos negros. Foi isto que permitiu que eles fossem usados como foram sem que as pessoas achassem absurdo de modo ponto de impedir a escravidão.

O sentimento de empatia também pode ser muito observado nos eventos competitivos da sociedade. Durante a competição, é preciso haver algum tipo de negociação entre as relações políticas para que, ao mesmo tempo em que as pessoas se tornem fortes umas com as outras a ponto de vencer, também sejam poucas o suficiente para que o prêmio final não seja dividido com muita gente, e, portanto, se torne mais valioso. Nestas organizações atua também o sentimento de empatia, pois as pessoas precisam escolher parceiros de forma rápida e sem muita avaliação, e decidem isso pela imagem e empatia. O sentimento de empatia pode ser usado como forma de persuasão. Foi ele um dos fatores que tornaram possível a escravidão. Por isto, é preciso ter cuidado em como usar o sentimento de empatia em uma competição ou na hora de avaliar o que é justo ou não para as pessoas.

Foi pensando no tipo de pessoa que utiliza a empatia para fazer alianças políticas e conseguir se tornar melhor sem muito esforço que eu pensei na seguinte: “O ser quer que seus semelhantes sejam melhores que seus diferentes e que ele seja melhor que seus semelhantes. Quando todo aquele diferente se torna semelhante, a diferença que antes era ignorada agora se torna evidente, e novos diferentes surgem dos semelhantes. Disto torna possível observar que todos são semelhantes e diferentes ao mesmo tempo, tudo depende do critério valorizado. A semelhança e a diferença se tornam, portanto, apenas um mecanismo de agregação de poder para aqueles que buscam, através disto, se tornarem melhores sem muito esforço.” Este pensamento pode ter sido um pouco forçado, mas acredito que é possível observar sua existência por ai, como o EUA que faz seus cidadãos trabalhem poucos e que chineses trabalhem muito.

PS: no terceiro parágrafo, quando foi explicado que as pessoas normalmente tendem a agir como gostariam que agissem com ela, isto é provavelmente influência da mecânica do desejo, que faz as pessoas querer o melhor. Como elas são associadas a outras pessoas, elas acabam querendo o melhor para outras pessoas também. Mais sobre desejo em:  http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/alvos-e-limites-do-desejo-e-niveis-de.html

Contextos da realidade:
Havia um pequeno papel escrito "impossível". Não satisfeito com sua situação, determinado garoto usou suas mãos e rasgou o "im" deste papel e provou para si próprio que o impossível", na verdade, pode se tornar "possível" de acordo com seu desejo. Convencido disto, buscou o que queria, e não conseguiu.

Insatisfeito, ele foi perguntar ao seu deus o porquê daquilo não ter dado certo, se o papel o provara que funcionava. Seu deus então o mandou escrever outro papel novamente com a mesma palavra. Porém, desta vez, ele deveria rasgar o papel usando apenas seu desejo, e nenhuma outra ferramenta.

O garoto ficou horas olhando para o papel, desejando que o "impossível" escrito ali se tornasse "possível", e desistiu. Chegou a conclusão que realmente era impossível fazer isto apenas com a força do seu desejo. Precisava de mais, precisava de suas mãos, ou de qualquer outra ferramenta que exercesse a mesma função.

Pequenos pensamentos:
“Quanto mais distante do número áureo e dos valores de beleza sociais, maior será o esforço para encontrar a beleza.”

“A verdade é todo mecanismo lógico que compreende e manipula os fatores da realidade. A realidade universal é tudo aquilo que por si só existe, e a realidade humana é aquilo que depende do humano para existir.”

“O que fazer quando se sabe o que se deve fazer mas a vontade não surge? Talvez seja essa a hora de sofrer, para então o instinto acordar para a realidade e se entregar a sua vontade. Ou ainda seja essa a hora de descobrir o que realmente se deseja, de conhecer a si próprio e descobrir se aquele algo realmente deve ser feito por você ou se tudo deve mudar, e então ter coragem de mudar.”

“As únicas pessoas de quem preciso é de mim mesmo e de quem gosta de fazer as mesmas coisas que eu. Então, se eu estou sozinho, a culpa é minha e daquilo que eu faço. Cabe a mim decidir se este é ou não um bom caminho.”

Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Vou jogar um jogo de dança com a finalidade de fazer exercício. Uma coisa que me preocupa é sobre a dificuldade de ser saudável. Conheço muitas pessoas inteligentes que caíram no sedentarismo. Será isto algo realmente tão difícil assim? Este pensamento me perturba, pois se for, ele quebra um pouco da estrutura teórica que eu idealizei. É esperar o tempo responder. Independente disto, dançar por si só é um exercício bem interessante, pois envolve elementos de conhecimentos sobre como fazer o movimento e recondicionar a memória corporal para executá-los. Além disso, também há a linguagem corporal, que é algo bem interessante e instintiva. Depois, vou tentar jogar mais um pouco de LTF, vai ser difícil largar esse jogo para estudar, ele tem muito conteúdo interessante, e um sistema de várias possibilidades, típico dos roguelikes. Hoje eu planejava falar também sobre objetivo de recondicionamento, mas se eu começar agora, só terminarei daqui a umas duas ou três horas, e vai ficar tarde. Enfim, abraço a todos e até a próxima postagem.

sábado, 29 de setembro de 2012

Analogia de relações sociais com as relações ecológicas e o desejo reativo

Introdução:
Olá amigos. Depois de passar a tarde toda sem fazer nada e perceber que o dia já anoiteceu, resolvi fazer algo produtivo: escrever para meu blog. Esse final de semana provavelmente não terei tempo porque terei umas aulas extras do pré-vestibular. Falando em estudo, final de ano está cada vez mais desanimador. Tentarei dar um “splint” como o professor mencionou e absorver alguns assuntos antes das provas, que chegará em no máximo três meses. Eu decidi que se eu não passar em engenharia numa faculdade pública, tentarei arrumar descontos em psicologia em alguma faculdade privada. É preciso levar em consideração que eu nunca estudei seriamente na vida, apenas este ano, então minha adaptação ao pré-vestibular não foi tão eficiente quanto eu imagino que aqueles que estudavam desde o ensino médio obtiveram. Isto sem contar com a falta e a preguiça de alguns professores, e com minha própria também. Quanto a política, não sei ainda em quem votar. Não é possível definir uma posição de voto com o tanto de informação que se transmite na internet e na televisão. Acredito que seja preciso um debate mais profundo que discutir apenas o que foi feito por cada candidato e o que cada um deles irá fazer. Mas algo mais complicado que isso envolve ideologia, e ideologia é algo bastante perigoso. É uma situação bem complicada de resolver. Enfim, vamos a postagem, hoje tratará sobre analogia relações social com as ecológicas e desejo reativo.

Analogia de relações sociais com as relações ecológicas:
Na minha penúltima postagem, em “alvos e limites do desejo”, cheguei à conclusão de que o humano deseja os itens explicados no gráfico do bem-estar evolutivo, e quanto melhor ele for naquilo em relação a maioria das pessoas da sua sociedade, maior será seu desejo. Foi exemplificado o caso do computador que, ao se tornar um meio de produção, muitas pessoas começaram a desejar a se tornarem boas nisso, principalmente aquelas que participaram do inicio do desenvolvimento dos computadores e por isso já sabiam mexer nele. Isto porque ali já estava associada uma nova forma de produção, então aquelas que já sabiam se animavam, pois sabiam que se algo rolasse, seria com elas, e não com outras que teriam que aprender tudo e irão demorar tempo para isto. Desta forma, é possível assumir que a cada nova indústria que começa a se desenvolver na sociedade, e ela necessariamente está relacionada com um ou mais elementos do gráfico, surge também um novo nicho evolutivo, onde surgirão novos produtores e consumidores. Nisto se percebe a primeira relação social análogas às relações ecológicas: a de produtores e consumidores.

Um bom exemplo disto é a indústria da dança: há quem se sinta muito bem por produzir dança, principalmente porque é boa nisso por ter tendência genética ou treinar desde criança. A este tipo de pessoa cabe a pesquisa de novos estilos de dança e a execução de movimentos difíceis, ao desenvolvimento de apresentações, e isto por si só já se constitui em uma grande quantidade de tempo. Há quem consuma isto o que esta pessoa produz: aquelas que vão aos shows desta apresentação, bem como também tem aulas para aprender estes tais movimentos difíceis ou novos estilos. Mas o importante é saber o porquê, tanto a que produz quanto a que consome, se preocupam em aprender a dançar. Uma das causas é a busca pelo exercício físico, função a qual a dança exerce. Outra é a dança como um dispositivo social, que é utilizada pelas pessoas como meio de socialização. Existe também a dança com função comunicativa, que busca expressar, através do corpo, culturas, intenções, sentimentos e o que mais for possível. Nestes três casos nós vemos relações com os elementos do gráfico. No primeiro, a saúde. No segundo, a competição e a associação ao prazer. No terceiro, há a busca por conhecimento de produção e comunicação de imagens, que são as associações de sentimentos e conhecimentos aos contextos e necessidades do mundo.

Quem está produzindo a dança sente, de alguma forma, que aquilo poderá ser aproveitado um dia. E o prazer de ser boa naquilo que a maioria das pessoas, aliado com a possibilidade de viver daquilo, mesmo que não seja de modo muito luxuoso, é o suficiente para algumas pessoas se dedicarem a um nicho evolutivo. É o caso das pessoas que fazem coisas por prazer de ser amador e tem um trabalho paralelo aquele, mas buscam melhorar, até se tornarem realmente boas e conseguirem viver disto. O público destas pessoas está relacionado ao mesmo nicho na qual ela se sente bem em produzir. Por exemplo, se aquela pessoa gosta de dançar porque isto é algo saudável, o seu público gostará disto pelo mesmo motivo, contudo, ela se dedica mais tempo para aquilo que seu público, por isso ela é a produtora e seu público é consumidor. Da mesma forma acontece com os outros nichos evolutivos sociais, por exemplo: no caso do rock, a agressividade. Na música pop, a dança e atitude. Na erudita, a técnica. Na música mpb, o estilo, etc. Muitas vezes é possível perceber que o próprio fã de determinado artista o admira porque este artista faz coisas que ele deseja fazer, por algum motivo. Este motivo é porque ele sente que é melhor naquilo que a maioria das pessoas, só não tem tempo ou algum outro recurso para potencializar aquilo como seu artista tem. Além disto, este motivo tem alguma relação com o gráfico.

Entendido esta primeira relação, vamos a outra que eu percebi e inclusive, já escrevi aqui no blog. É a relação de parasitismo. Existem pessoas que simplesmente são melhores em enganar e parasitar os outros. E nisto elas sempre serão melhores, portanto, seu instinto tenderá a sempre valorizar isto. Talvez, nestes casos, isto não possa ser considerado um distúrbio muito grave, mas ainda sim é distúrbio. O ato de parasitar é se beneficiar em cima do prejuízo dos outros, e isto vai contra a responsabilidade que todo humano deve ter com a boa evolução. Contudo, é algo inevitável pela própria mecânica que a evolução encontrou para existir. Para tal, é preciso que as pessoas montem um sistema de defesa e se tornem conscientes que este tipo de pessoa existe. Outras relações sociais análogas a ecológica devem existir, contudo, não observei a relação das pessoas com a devida atenção ainda para identificá-las. Porém, é preciso perceber que, diferente das relações ecológicas, que acontece entre espécies, às relações sociais análogas a elas acontece entre os desejos e as sensações relacionadas a ele, sensação de prazer e sensação de dor, no caso, que é o que acontece quando se obtém quando se esforça para ter o que deseja ou quando este esforço dá errado, respectivamente. Uma relação interessante que eu suspeito existir é o mimetismo, em que a pessoa é boa em imitar superficialmente a outra e consegue vários benefícios através disto, coisas simples e que ela deseja.

É possível perceber que, dentro de um modelo padrão de evolução, há a especificação. Ou seja: uma pessoa que tem como nicho evolutivo o mimetismo, ela tem um estilo de vida normal, como qualquer outra, mas que, porém, ela é boa especificamente em conseguir benefícios através da imitação. Outro exemplo é uma pessoa cujo nicho dela é dançar, embora ela desenvolva um estilo de vida normal, ela se destaca em dançar e seu estilo de vida se adéqua a isto. O que eu quero dizer é que os elementos que tornam uma evolução saudável devem existir em todas as pessoas, contudo, cada uma delas especializada naquilo em que ela é melhor, surgindo daí os nichos evolutivos sociais. Por isto surgem as relações entre os nichos evolutivos sociais, pois a especialização de uma é o que a outra precisa para ter uma vida saudável, porém em menores doses, mas que só são acessíveis se existir um produtor. Através disto surge uma população que produz bem e consome bem, e através disto desenvolve uma boa qualidade de vida. Esta relação pode ser melhor visualizada nas indústrias de produtos tradicionais, que são dividas em setor primário, de matéria prima, secundário, produtor, e terciário, consumidor. Cada setor depende do outro para que seus produtos tenham produção e consumo. O comentário a seguir sobre “auxiliadores” se encaixará porque podemos assumir que toda indústria é um nicho evolutivo definido, com produção e consumo constantes.

Deste mesmo ponto de vista é possível perceber a concorrência nos nichos evolutivos sociais. Supondo que haja um nicho evolutivo com muitas pessoas que se achem boas naquilo, haverá um processo de adaptação deste nicho a sociedade em que o consumo irá determinar quantas pessoas poderá sobreviver daquilo, em média. Daí surge o processo de concorrência, que seleciona os melhores, tanto em habilidade nativa, quanto em desejo de se esforçar para se tornar bom em tal nicho. Contudo, já que quanto melhor for à pessoa naturalmente naquilo, maior será o desejo dela em se esforçar para se adaptar a aquilo, a tendência será que as pessoas que são melhores naquilo ganhar da concorrência enquanto que as que são mais ou menos irão buscar outro nicho, e futuramente poderão se tornar consumidoras ou auxiliares. Um exemplo de pessoas auxiliares é o de que, numa indústria de música, não existe apenas o cantor principal, mas também os auxiliares. Estes auxiliares não têm o conjunto de condições necessárias para lançar uma carreira, mas tem os conhecimentos necessários para auxiliar os cantores a fazer aquilo. Numa indústria de música, suponho, a equipe auxiliar costuma ser fixa, pois é técnica, enquanto que o cantor, que trás o conteúdo a ser trabalhado pela equipe, varia. Estes auxiliadores existem porque a montagem de uma indústria é algo bem mais complexo do que a maioria das pessoas pensam, pois a técnica por traz da produção é bem trabalhosa. Contudo, eles trabalham mais por dinheiro, embora seja pelo fato deles serem bons que os tenha motivado a desenvolver aquele conjunto de habilidades.

Desejo reativo:
Em “Introdução a estrutura do desejo”, eu dei duas formas básicas de formação de desejo que foram percebidas por mim. A formação associativa e a adaptativa. Contudo, foi possível perceber outro tipo de formação de desejo, o desejo reativo. Antes, uma pequena revisão sobre os outros dois desejos. “Desejo associativo” é o tipo de desejo que surge quando alguém semelhante a pessoa consegue algo que também pode ser benéfico a ela. Por semelhança, ela assume que também pode ter aquilo e por isto deseja. “Desejo adaptativo” é o tipo de desejo que surge quando a pessoa compreende como é possível produzir algo que irá beneficiar ela. Não é simplesmente uma associação, mas sim um entendimento de realidade que faz a pessoa entender que algo que seja bom a ela é possível, e então ela vai e busca isto, mesmo que ninguém tenha feito isto antes. A diferença entre um e outro desejo é basicamente esta: o associativo é preciso de alguém semelhante tenha para então fazer surgir o desejo, o adaptativo é preciso compreender a realidade para então surgir o desejo.

Este parágrafo também servirá como uma revisão e uma reorganização de conceitos já ditos por mim anteriormente. Em ambos os casos, é possível aplicar a propriedade do desejo observada na postagem “Alvos e limites dos desejos”: o humano irá desejar aquilo que ele sente que é melhor que a maioria e esteja relacionada ao gráfico, seja por associação ou por adaptação. Neste caso, em associação, já que a pessoa é semelhante da outra, seja por motivos sociais ou econômicos, a mesma coisa que possivelmente seja boa pra uma também será para a outra. Esta propriedade se alia a propriedade associativa da mente humana. Já no desejo adaptativo, ela entende como encontrar os recursos para produzir o que deseja, e faz isto através da prática e da adaptação a como funcionam as coisas na realidade. Deste modo, ou a pessoa encontra um novo nicho evolutivo social, ou reinventa o seu ou o reencontra, lembrando que nicho evolutivo está relacionado com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo.

O desejo reativo surge através dos sentimentos que reagem a desejos anteriores. Sabemos que primordialmente há o desejo, e em seguida, há as respostas ao desejo. Essas respostas são os sentimentos, que podem ser a sensação de bem-estar, de raiva, de dor, de afeto, entre outros. Sendo assim, dependendo da resposta do desejo daquela pessoa, ela pode acumular sentimentos positivos ou negativos em referencia a aquilo, e este sentimento irá guiar os futuros desejos. Por exemplo, se uma pessoa é levada a desejar a aprender um conteúdo escolar, mas não tem conhecimento o suficiente para fazer isto ou não entende o porquê irá utilizar isto, a tendência será ela associar aquilo à raiva ou a inutilidade, levando a preguiça. Isto guiará os próximos desejos dela, pois a cada repetição do mesmo resultado, o mesmo sentimento irá ser reforçado desestimulado futuros desejos. Ou ainda, se em outro caso a reação for positiva, gerando desta forma alegria ou afeto, haverá a estimulação de futuros desejos para aquele algo.

Neste ponto é possível perceber o porquê o instinto se sente estimulado quando é bom em algo que ele vê que poderá contribuir com sua evolução. Por contribuir com a evolução, ele acaba desejando, e ao obter sentimentos positivos por conseguir alcançar aquilo, seu instinto irá querer mais daquilo, e então o desejo se tornará maior a ponto dele querer o suficiente para aprender toda a parte difícil e se tornar realmente bom naquilo. Do mesmo modo, se a pessoa for ruim em algo, seu instinto irá desestimulá-la, e, portanto, ela irá ter menos estímulo para tentar ser boa naquilo. Se ainda o sentimento for forte o suficiente como raiva, ela irá buscar se distanciar de tudo aquilo associado a aquele algo. Neste caso se entende o porquê da raiva de certas pessoas por coisas que não estão necessariamente ligadas a elas. Estou dando exemplos simples até agora, mas existem exemplos mais complicados os quais eu não conheço muito bem. Existem casos em que as pessoas só associam raiva a determinado elemento de um desejo, mas ainda continua desejando ele. Então ela busca uma maneira alternativa de alcançar este desejo e, ao alcançar isto, busca uma forma de prejudicar aquilo que ela sente raiva por vingança. Outro exemplo é o de uma pessoa que associa sentimentos bons a determinado elemento da infância, e busca nisto a inspiração para sua identidade.

Encerramento:
Enfim, mais uma postagem encerrada. Faz tempo que eu estou com a analogia citada anteriormente na cabeça. O gráfico do bem-estar evolutivo foi um conhecimento chave para eu conseguir chegar a ela. Entender o que significa uma evolução humana na prática, através do sistema evolutivo, para então compreender sua especialização, que é onde o sistema evolutivo irá atuar. O que me incomoda bastante, atualmente, é a falta de definição sobre os outros sentimentos. Desde que eu desenvolvi o gráfico do bem-estar evolutivo, o desejo é o sentimento chave para desencadear os sentimentos, e isto desconfigurou meu entendimento sobre a função dos sentimentos. Reajustes serão bem-vindos. Outra coisa que vem me preocupando é minha construção da evolução aliada ao compromisso de sempre estar buscar o melhor, tanto pra mim quanto pras pessoas. Existe uma enorme tentação de construir coisas sem exatamente se preocupar com o próximo, mas isto é bastante perigoso. Após assumir compromissos com um sistema evolutivo mal feito, é difícil sair dele. Estou pensando nisso porque é difícil balancear a competição e os desejos, e durante a troca de algumas idéias, é preciso ter cuidado para não deixar que o instinto tome conta do sistema lógico de pensamento. É difícil ver as pessoas explorando as suas incertezas com a força de certezas mal fundamentadas que elas têm e não reagir a isto com certezas má fundamentadas também. Concluindo, uma boa noite para todos e até a próxima postagem

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Publicação do gráfico da realidade e do poema: Oh! Querida matemática.

Introdução:
Olá amigos. Cá estou para mais uma postagem. Vamos as novidades. Minhas ações de divulgação da p.e. foram bastante interessantes. Percebi que se eu quiser convencer certa comunidade de algo, é preciso conectar o que é conhecimento comum de forma que ela chegue à determinada conclusão. Embora pareça algo obvio, para mim realmente só se tornou após a prática. Este quesito de prática, junto com a idéia de mapeamento instintivo, e também a idéia de explorar a realidade, me tem trazido uma noção cada vez maior de evolução e configuração mental. Ainda não sei o que será do meu futuro, mas uma das idéias é buscar uma forma de pegar os conhecimentos fundamentais da psicologia, que devem ter princípios muito importantes relacionados ao comportamento humano, e adaptá-los todos à psicologia evolutiva. Acredito que isto será possível pelo princípio de funcionalidade da realidade: se algo funciona, é porque este algo está conectado, de alguma forma, aos fatores da existência. Se a p.e. quer ser principalmente uma ferramenta funcional, que busca se conectar com os fatores, então é conclusivo que ela poderá se beneficiar dos fatores descobertos por outras pessoas. A postagem de hoje tratará disso, em como o determinismo se alia a psicologia evolutiva para desenvolver uma filosofia prática e que busca a evolução do ser humano. A esta filosofia eu chamo de psicologia evolutiva por falta de nome melhor, já que, segundo o que eu percebo e será demonstrado a seguir, a p.e. é fruto direto do determinismo. Vamos a postagem.

Gráfico da realidade:
Eu tenho certa admiração pela projeção gráfica de conceitos. A idéia de unir topograficamente idéias demonstra que elas são feitas de fatores que se influenciam de acordo com sua distância imaginária, que deriva da cadeia de associações que um fator deva ter para chegar a outro. Inspirado nisso, que já foi feito no gráfico do bem-estar evolutivo, e com o objetivo de demonstrar como minha filosofia funciona na prática de forma mais rápida e organizada, eu montei o gráfico da realidade. É com ele que eu tento organizar toda a minha produção filosófica até agora, de forma coerente e consciente, em busca de demonstrar como as realidades se comportam e também como o humano deve usar isto para obter sua evolução, e em como a evolução influencia a realidade. Enfim, vamos ao gráfico:

 (Clique na imagem para ampliar.)
(A parte menor da seta implica ou produz a parte maior, dependendo dos elementos.)

Começando o gráfico temos a “Existência”. Para o determinismo, apenas a existência não tem explicação, mas dela derivam as leis e as propriedades do universo, que explicam todos os comportamentos que ocorrem no nosso universo. Este comportamento também pode ser interpretado por “fator que produz resultado”, sendo esta relação entre fator e produção determinada pelas leis e propriedades do universo. Desta forma, deriva-se a afirmação “tudo há um porquê”, já percebida por Platão há alguns milênios atrás. A realidade, por conseqüência, é tudo aquilo que está contido neste esquema, ou seja, fator-produção e leis e propriedades, e a verdade é a comunicação correta da realidade.

Da relação entre fator e produção, do desenvolvimento natural das leis e propriedades a partir do estado universal, forma-se o universo, o tempo, espaço, matéria, e a partir do desenvolvimento destes elementos, surgem às galáxias, as estrelas, os planetas. Disto inicia-se a contextualização da natureza humana, quando se chega ao planeta Terra no gráfico. Nota-se que para se chegar a este estágio, o universo demorou bilhões de anos. Mais alguns milhões de anos para a terra se resfriar e ter as condições iniciais de ambiente para dar origem às primeiras células que podem ser consideradas vivas. Daí surge o ambiente.

O ambiente é quem induzia o processo de mutação e seleção natural no início da vida. Foi este processo que deu condições das primeiras células evoluírem até seres multicelulares. Estes seres começaram a desenvolver, através da mesma seleção natural e mutação, mecanismos para que estes mesmos processos ocorressem de modo mais eficiente. Os indivíduos que desenvolviam isto, mesmo por acidente, acabavam se adaptando de forma mais eficiente também, já que são estes dois mecanismos os responsáveis pela adaptação do ser ao ambiente. Disto surgem os comportamentos “Sobreviver” e “Reproduzir”.

Estes dois comportamentos estão intimamente ligados, já que um não existe sem o outro quando se fala em existência de espécie. Uma espécie não passa para a próxima geração se não reproduzir, e nem irá durar caso não consiga sobreviver, mesmo que sobreviva muito. Estes comportamentos funcionam como feedback: quando se tem muito de um, precisa-se de outro. Para reproduzir, é preciso passar pelo mecanismo de seleção que os animais desenvolveram em que se escolhe o mais apto a sobreviver, e isto implica ser capaz de demonstrar que é capaz de sobreviver. Para tal, utilizam-se mecânicas para mostrar força ou saúde, como disputa entre animais, porém, este mecanismo em si consome muita energia e pode ser perigoso à sobrevivência. E para sobreviver, é preciso reproduzir. O próprio animal sente necessidade instintiva de reprodução, além de que, sem o mecanismo da reprodução, a espécie se tornaria fraca e fatalmente desapareceria.

Da dinâmica entre reproduzir e sobreviver, nasce à relação entre grupo e indivíduo. É possível assumir que para a existência de evolução, é obrigatória esta relação entre indivíduo e grupo. Já que, por princípio, para os seres unicamente sexuados, não existe reprodução apenas com indivíduo. Além disto, uma população maior costuma ser mais forte que uma população menor, ambas da mesma espécie, caso haja a necessidade de disputa física por território. Mas, entretanto, um grande volume de população também indica maior escassez de recursos, o que obriga aos indivíduos a pensarem em si próprios, além de haver a necessidade de se sobressair sobre os demais para aumentar as chances de reprodução. Da mesma forma que sobreviver e reproduzir, indivíduo e grupo funciona através de feedback, ou realimentação, já explicado acima.

É preciso observar que, embora com o desenvolvimento destes dois sistemas de seleção, o ambiente ainda tem uma enorme influencia sobre o resultado final do processo adaptativo. De forma geral, o indivíduo precisa se adaptar ao seu grupo, e seu grupo precisa se adaptar ao ambiente. Isto falando sobre a noção de evolução referente às espécies. Portanto, mutações e seleção natural ainda continuam sendo importantes fatores que determinam a forma como ocorre a evolução. Então se chega nela, a evolução, que pode ser considerada como o resultado final de um processo adaptativo. Disto se deriva o conceito de evoluído, que é aquele que está mais apto a se adaptar ao ambiente para desenvolver melhores chances de sobreviver e reproduzir. Disto também se deriva os conceitos de bom e ruim, sendo bom tudo aquilo que aumenta as chances de sobreviver e reproduzir, e ruim tudo aquilo que as diminui.

Da necessidade de especificar, na prática, o que significa evolução para o nosso atual estado de civilização, é que nascem os conceitos de “Qualidade de vida” e “Bem-estar”. Assume-se aqui que é de interesse de todo indivíduo se sentir bem, mas que para isto acontecer, é preciso que ele se relacione com sua sociedade. A forma como ele se sente bem é explicada no “gráfico do bem-estar evolutivo”, e sua relação com a sociedade se dá através dos mecanismos sociais, sendo qualidade de vida um indicador de eficiência entre a relação indivíduo-sociedade. Tanto qualidade de vida como bem-estar são objetivos finais do gráfico, ou seja, deles não se geram outros fatores propriamente ditos. Assim finaliza-se a análise de como, através da existência, chega-se ao objetivo humano, que é se sentir bem. Contudo, toda esta análise da dinâmica foi feita assumindo que o ambiente é fixo, o que não é verdade desde que o humano ganho a noção de modificar seu ambiente. Para corrigir isto, é preciso adicionar mais um campo de dinâmica, que é o campo de “humano produzindo resultados”, saindo também da realidade. Vamos a ele.

Ao assumir que os humanos produzem resultados, entende-se que o humano é capaz de manipular os fatores da realidade a seu querer. Ele, diferente dos outros animais, tem consciência da realidade. Desta forma, ele é capaz de modificar o próprio sistema, tornando-se um indivíduo em posição de destaque na existência. Contudo, sua consciência surge através de um processo de adaptação e de descoberta da realidade, que juntos geram “os contextos da realidade”. Quando se fala em contextos da realidade, quer dizer com isto que cada humano tem sua própria noção de mundo, que se baseia em suas experiências. Ou seja, determinado contexto de realidade é adotado quando o humano só teve acesso a certas experiências específicas, enquanto que outro contexto é assumido com outras experiências. Isto é algo um tanto comum de acontecer, já que existem pessoas que passam anos tendo o mesmo conjunto de experiências e não buscam ou não sabem como buscar novas coisas. Por conseqüência, existem coisas que são possíveis e estas pessoas não fazem idéia disso, por isto não buscam isto. Muitas vezes este contexto é determinado simplesmente por fatores históricos e geográficos.

Embora o humano tenha apenas parte da visão do que seja a realidade, ela não funciona de modo diferente. Continua sendo formada por leis e propriedades, que resultam na dinâmica de fator-resultado já explicada anteriormente. Porém, quando se trata de humano produzindo resultado, os fatores podem ser dois: os fatores universais e os fatores humanos. Fatores universais são aqueles que se baseiam estritamente na mecânica do universo, ou seja, simplesmente suas leis e propriedades. Neste sentido, o humano só faz descobrir esta realidade, não tem capacidade de modificá-la, só manipulá-la. Um exemplo disto são as leis físicas, como a da gravidade, e embora o humano nunca vá poder alterar a força da gravidade, ele pode utilizar esta força para transformá-la em energia elétrica, como nas usinas hidroelétricas. (Ler OBS1) Já a realidade humana, por sua vez, é mutável. O que é verdade hoje pode ser mentira amanhã. Bons exemplos são o conjunto ético e o padrão de beleza de uma população. Embora mudem, ainda sim são características de uma realidade, já que a ética, por exemplo, induz o humano a praticar determinado comportamento, respeitando, portanto, a definição de fator-resultado para realidade (Ler OBS2).

OBS1: se o humano conseguir alterar a gravidade, significa que ela é resultado de outras propriedades e não é uma propriedade em si. Sendo a definição de propriedade algo próprio, que caracteriza e nunca muda.
OBS2: embora a realidade humana esteja contida na realidade universal, ela é um tipo de realidade particular. O humano nunca conseguirá compreender toda a realidade humana, pois a velocidade com a qual ela muda é muito maior que a velocidade com a qual se compreende ela. Isto é garantido pelos dispositivos instintivos que foram desenvolvidos no humano. Lembrando que realidade humana não é somente o próprio contexto de realidade, mas também o contexto de realidade de todas as outras pessoas. Sempre haverá novidades.

 Entendido as duas realidades presentes no cotidiano humano, é preciso entender o processo de descoberta e adaptação. O processo de descoberta ocorre com a realidade universal, já que o humano não consegue modificar tal realidade. Ele simplesmente a descobre. Esta descoberta é feita através de um longo percurso tecnológico, que pode ser acidental ou planejado. Um exemplo, dificilmente se compreenderia a física sem o auxílio da geometria, já que as análises de gráficos e vetores são importantes instrumentos para a simplificação das informações matemáticas da física.  Já o processo de adaptação ocorre na realidade humana. Existem vários exemplos registrados na história da humanidade de costumes que foram modificados para melhorar a qualidade de vida de certa população. Isto acontece porque muitos costumes são construídos e adaptados a determinado setor da sociedade, quando outro se torna forte o suficiente para mudá-lo, surge a mudança. Os próprios conceitos de ética e de beleza se adaptam a estas mudanças, que podem ser de motivadas por aspectos sociais, políticos, religiosos, culturais, tecnológicos, econômicos, dentre outros (OBS3).

OBS3: os conceitos de ética e beleza não surgem de forma aleatória, eles têm sua mecânica de comportamento. Embora esta mecânica dependa de elementos de contexto social, e este contexto seja determinado pelo conjunto de todos os conhecimentos e costumes adquiridos, existem leis e propriedades que a explicam em seu nível mais fundamental. São as chamadas propriedades humanas. Nas propriedades humanas também são encontradas o funcionamento dos sentimentos, da memória, da capacidade associativa, além do gráfico do bem-estar evolutivo, cuja intenção é mostrar como funcionam os elementos básicos de uma evolução individual humana saudável.

Do conhecimento sobre a realidade universal descoberta ou da realidade humana que surge pelo processo de adaptação, temos que o humano se torna capaz de modificar o seu próprio ambiente. Isto é algo importante, pois é isto o que torna o humano um ser capaz de mudar seu próprio sistema. Como o humano modifica o ambiente, e o ambiente é responsável pela seleção natural, a própria seleção natural torna-se algo relativo. A mutação também ganha novos aspectos e novos campos de atuação, deixando de ser somente biológica. Mutação comportamental, ideológica, tecnológica são alguns exemplos. A exploração também se tornou parte da mutação, pois é através dela que o humano pode encontrar conexões que a princípio pareçam distantes, mas que são boas para melhorar a evolução. A estratégia em lidar com o desconhecido ou em como mudar também é novos aspectos dela. Mais abaixo, é possível ver que há alguns termos ligados aos elementos “reproduzir e sobreviver”. Estes termos são considerados sinônimos e foram adicionados para melhor entender como funciona o sistema de realimentação que sobreviver e reproduzir se tornou para nossa sociedade atual.

Do conceito de “Bom”, já explicado anteriormente, surge uma longa seta que se conecta a “modificar”. Ela existe porque, se maiores chances de sobreviver e reproduzir, que é a evolução, produz “bem-estar” e “qualidade de vida”, é responsabilidade do humano fazer com que estas chances sempre se tornem maiores, e isto é representado pelo “bom". Sem isto, ele poderá começar a se sentir bem com coisas que diminuam a qualidade de vida da população, como roubar, ou ainda se preocupar demais com sua sociedade e esquecer-se de si próprio, que é algo também ruim. Através disto concluí-se que aquela seta é a responsabilidade que todo humano tem em se tornar melhor, em se preocupar com a evolução, tanto sua quanto da sua sociedade. Esta preocupação em modificar o seu ambiente para melhor reflete diretamente no processo de mutação e de seleção natural. É preciso buscar, através da seleção, mutações que tornem as realidades, tanto universais quanto reais, melhores, capazes de produzir bem-estar e qualidade de vida. É daí que surgem transformações dos contextos da realidade humana. Os sinônimos da mutação se adéquam bem para explicar como esta busca é feita, e ela é precisa.

Existem muitas situações em que pessoas têm uma vida muito ruim por não terem o conhecimento ou a força necessária para mudarem seu contexto de realidade. Ou ainda, se o tem, não entendem exatamente como isto funciona e não empregam o esforço necessário para explorar as várias formas que a realidade pode assumir para então encontrar aquela que faça bem a população, e às vezes até acabam encontrando posições em que seja confortável apenas para alguns e ruim para outros. Ou mesmo desejam uma realidade que seja boa somente para si, ou que seja falsa, impossível. Para aprender a manipular bem as duas realidades e saber o que é real e o que não é, é preciso conhecê-las muito bem. Este conhecimento surge através da tentativa e erro, das mutações, da seleção, do desejo em se adaptar e descobrir o melhor, do desejo em se sentir bem e ter uma maior qualidade de vida, do desejo de buscar a verdade. Da existência surgem os humanos, molda sua mente para evoluir, então que seja isto o que ele faça. Encerrado este assunto, vamos para a publicação do meu novo poema.

Publicação do novo poema: Oh! Querida matemática:
Este soneto eu fiz com duas intenções. A primeira era homenagear a matemática, pois eu notei que ela foi uma inspiração muito importante para construção da minha filosofia atual, principalmente no modo como manipular a lógica e no desenvolvimento de definições. A segunda coisa foi a vontade que eu tenha em testar um poema com rimas e em formato fixo. Esta vontade nasceu após eu descobrir uma forma de fazer rimas, algo que eu sempre tive dificuldade, e então eu quis testar pra saber se eu estava certo. E é possível verificar, através do poema, que deu certo. Este modo basicamente é a utilização de hipérbatos e sinônimos, que é resultante do campo semântico. Esta técnica já é utilizada há muito tempo pelos literários para a criação de seus poemas, até mesmo de modo instintivo, mas eu nunca havia percebido isto, e ao perceber, foi uma grande surpresa. No Wikipédia é possível perceber, através da leitura de “separação silábica”, que os profissionais, além de rimarem no final, fazem tonicidades internas, algo bem difícil pra mim agora.

Este soneto me fez pensar sobre a utilização de estruturas fixas. Neste caso não foi prejudicial, pois a estrutura se encaixou com o que eu quis dizer, (ou meu inconsciente encaixou o que eu quis dizer a essa estrutura, não sei dizer) que é a homenagem em si e a explicação do porquê da homenagem. De qualquer forma, não sinto necessidade de quaisquer versos adicionais. Coisa parecida não aconteceria com os outros poemas que eu fiz, que foram desenvolvimentos de conceitos com fins conclusivos. Este tipo de mensagem costuma ser grande demais para a estrutura do soneto, e por isso não se adequando a ela. Terminado esta pequena explicação, vamos ao poema:

Oh! Querida matemática

Escrevo esta agradecida homenagem de despedida,
Porque meu caminho se diferenciará do teu, querida.
Mas saiba que sem tu minha direção seria diferente,
Já que mostrastes a mim que a verdade é existente.

A verdade que se define: que produz resultados,

Resultados vistos por nós a escolhidos objetivos.
Assim surge um sistema que deve nos servir bem,
Guiar o desejo a melhora é nosso dever também.

Em nossas mentes está o poder de definir, redefinir.

Explorar a verdade que a tantas formas pode assumir,
Desbravar o assumido e aperfeiçoar toda a sistemática.

Foste tu que me mostrastes, oh! Querida matemática.

Que a verdade é a relação entre definição e produção,
Cabe ao humano, então, encontrar sua compreensão.

Por: Leandro de Andrade Moura.

Encerramento:
Mais uma postagem finalizada. Foi extensa a explicação do gráfico, portanto, só postei o poema. Uma tarde inteira escrevendo, tirando as pequenas pausas. A idéia era postar hoje também sobre “desejo reativo”, mas postarei sobre isto outro dia, e aproveitarei para fazer uma revisão sobre os outros conceitos de desejo. É preciso fazer uma pequena explicação sobre a qualidade do gráfico: ele está bom para mim, eu gosto dele, mas poderia ser melhor. Ele foi feito no paint e eu estou com preguiça de fazer outro mais elaborado. Farei isto um dia, ou em breve se alguém chegar a me pedir. No mais, amigos, desejem-me sorte no estudo, final de ano difícil e com menos ritmo, e até a próxima postagem.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Alvos e limites do desejo e níveis de raciocínio

Introdução:
Olá amigos. Os procedimentos os quais imaginei para salvar o restinho do meu ano letivo estão dando certo. Eles são basicamente o seguinte: continuar com minha metodologia de estudo para os assuntos de exatas, que tem dado razoavelmente certo: se resumem a resolver os exercícios enquanto se explora a teoria. Já os assuntos da área de humana, meu problema, foram resolvidos assistindo aulas no Youtube. Não simplesmente assistindo aulas, como também anotando as informações importantes no caderno. É interessante perceber que, se desprovido de um caderno e caneta para sintetizar as informações importantes no caderno, eu tenho uma grande tendência a tirar minha atenção da aula, principalmente tendo facebook na janela ao lado. Isto são coisas que a variação de comportamento consegue descobrir. Mais uma vez, sem surpresa pra ninguém, irei falar sobre psicologia evolutiva. Não me sinto mais com propriedade para utilizar este termo após descobrir que ele já é algo consolidado na acadêmica científica, embora, pelo o que eu percebi, pouco direcionado. De qualquer forma, por falta de termo melhor, continuarei usando ele. Organizar esta filosofia será meu próximo ponto, estou desenvolvendo conceitos demais, e a ligação entre eles está cada vez mais dispersa, a exemplo desta postagem, que tratará sobre o detalhamento do desejo, que foi explicado numa postagem anterior. Segundo o que eu percebo, a organização possivelmente será feita em torno do gráfico do bem-estar evolutivo. Além disto, farei um trabalho enorme de referencia, pois muito do que eu observei foi também observado por outros cientistas. Por hoje, irei explorar um pouco mais o funcionamento do desejo.

Alvos e limites do desejo:
É possível observar na sociedade que a falta do limite causa muitos acidentes, que eventualmente se transformam em distúrbios sérios. É exemplo, principalmente, do excesso de desejo de pessoas com distúrbio sexuais que submetem outras a efeitos altamente danosos ao seu instinto. Por isto, entender como funciona os limites do desejo é uma das minhas principais preocupações quanto ao desejo é o seu limite. Para entender como funcionam seus limites, vamos relembrar sua função: estimular o humano a se esforçar para alcançar o objetivo do desejo, para então liberar sensações de bem-estar. Entendido isto, é importante observar quais tipos de coisas costumam ser alvo do desejo. Este conhecimento só foi observado por mim há pouco tempo atrás, e ainda está em período de observação, mas provavelmente é isto, pois não há fatores para ser de outra forma. Embora não pareça, devido a enorme capacidade de associação da mente humana, estas coisas alvo do desejo costumam ser os elementos do gráfico, ou seja: saúde, produção, competição e prazer. Quando não é isto, ele é derivado dos próprios sentimentos, como raiva e afeto, e estes sentimentos são derivados de desejos anteriores. Então, de forma indireta, estes desejos dos sentimentos também se relacionam com os elementos do gráfico.

De forma geral, o desejo atua naqueles elementos do gráfico em que o humano sente que pode ter mais que a maioria das pessoas. Exemplificando, vamos supor que exista uma nova forma de produzir na sociedade que beneficie aqueles que, desde cedo, mexem com computador. Obviamente, todos aqueles que mexem com computador desde cedo, e que, portanto, se adéquam a este modo de produção, irão se sentir bem produzindo isto, pois são melhores nisto que a maioria da sociedade. Outro exemplo é alguém que é melhor que a maioria da sociedade em certo tipo de competição. A tendência é que ela goste de fazer isto. Ou ainda, imaginemos crianças que, embora não sejam boas, são estimuladas a pensarem que poderão ser boas mais que a maioria da sociedade. A tendência é que elas valorizarem aquilo. Não estou levando em consideração aqui outras complicações, como, por exemplo, por alguma reação a experiência ruim, uma pessoa possa associar coisas ruins a algo que ela faz melhor que a maioria da sociedade. Sendo assim, será assumido isto: o desejo atua mais fortemente naquele elemento do gráfico que o humano se considera melhor que a maioria da sociedade. Portanto, ele sentirá bem-estar quando sentir que está caminhando nesta direção.

Sendo assim, já temos condições de entender como funciona o limite dos desejos. Como o humano tende a desejar aquilo que ele se considera melhor que a maioria das pessoas no gráfico do bem-estar evolutivo, existe um motivo para ele ser melhor naquilo. Seja tendência genética, posicionamento social, estilo de vida, ou algum outro fator, ou mesmo engano quanto à interpretação da realidade, ele existe. Porém, estes são apenas fatores que fazem a pessoa ser ter mais vantagem naquilo que as outras, porém, sem esforço, estas vantagens não aproveitáveis. Sendo assim, é preciso o desejo de esforço para transformar aquela vantagem em desejo, e aquele desejo em resultado. Porém, é durante o processo que faz alguém desejar algo é que há a quantificação do limite. Ou seja: quanto mais desejo, mais longe a pessoa está disposta a ir para alcançar os resultados que quer. O limite surge quando este “mais longe” esbarra em coisas que possam prejudicar a saúde ou as outras pessoas, ofender valores éticos, morais, religiosos, ou a outras pessoas, causar desequilíbrio na vida, ou quaisquer outros limites que façam o desejo se tornar prejudicial ao invés de benéfico. É preciso considerar que os limites como o de saúde, por exemplo, são impostos quando o indivíduo entende que aquilo o faz mal, e quanto mais ele tiver compreensão daquilo, maior será à força do limite.

É interessante notar este limite na idade média, quando a religião era de forte influência na vida das pessoas. Elas provavelmente iam com seu desejo até o limite imposto pela moral religiosa da igreja que poderiam. Porém, este limite é puramente abstrato, criado a partir de uma idéia de pecado que raramente condiz com um cenário que realmente faça mal à sociedade ou aos indivíduos envolvidos com a prática. Portanto, não era raro o instinto falar mais alto e as pessoas ultrapassarem um pouco deste limite. Após o período de excitação hormonal, as pessoas se sentiam culpadas pelo o que fizeram. Daí nascia à prática de se confessar, que era a forma de tirar a culpa e os malefícios que ultrapassar o limite poderiam causar. É, inclusive, pensando na culpa religiosa com o gráfico de crescimento populacional, onde o desejo seria o crescimento e a culpa a resistência do ambiente, foi que eu me inspirei para traçar esta teoria. Percebam a variação que ocorre no desejo começa a oscilar quando chega ao seu eixo limite, tal como a resistência do ambiente. Isto demonstra que o humano precisa errar para descobrir quais são os limites em alguns casos.  Vou montar este gráfico a seguir, só por curiosidade:

(Clique para ampliar o esboço)
(resultado pode ser considerado diretamente proporcional ao esforço e a técnica, e inversamente proporcional a dificuldade. Como técnica é constante e a quantidade de esforço é igual a de desejo, monta-se o segundo gráfico.)


A falta de compreensão da realidade que uma pessoa com distúrbios filosóficos apresenta pode tornar a variância do limite algo bastante perigoso. Imaginemos uma pessoa que, por distúrbio, deseja algo já bastante perigoso. A tendência será ela ir um pouco mais profundo nisto, até perceber que é perigoso demais. Porém, neste nível de perigo ocorrem as coisas realmente graves, irreversíveis, como fortes danos ao psicológico e ao físico, ou mesmo a morte. A variância do limite tem características curiosas para pessoas sem grandes distúrbios. É aí onde a pessoa conseguirá o máximo do que o desejo pode lhe proporcionar de bom, e é onde ela sentirá mais vontade de se esforçar para concretizar algo e se sentirá bastante viva. Devido a esta grande importância, é comum haver a mistura de adrenalina com o hormónio que faz a pessoa se sentir bem, a levando um estado bastante inteso de concentração e emoção. Esta sensação pode ser muitas vezes viciante, coisa preocupante a se observar. Quando um desejo já deu tudo o que tinha que dar para beneficiar a evolução, e geralmente isto também é na variância do limite, o interessante é começar a buscar outras coisas para desfocar o desejo daquilo e também aumentar o leque de benefícios evolutivos. Por exemplo, se a variância do desejo ocorre no elemento de competição, e a pessoa está competindo muito por isto, talvez seja uma boa hora dela buscar saúde ou prazer para evitar vícios, que levam ao distúrbio, e um estilo de vida dependente de apenas uma atividade.

Agora aqui vai uma especulação minha: é possível notar que as pessoas com distúrbios, de um modo ou de outro, buscam o melhor. Uma pessoa que faz mal a outras, faz isto porque assume que elas são idiotas, e que merecem isto. Uma interpretação errada da realidade, pois, na verdade, aquelas pessoas nunca tiveram, ou não quiseram, por algum motivo, chance de treinarem para se defender da maldade. Outro exemplo é o dos distúrbios do sexo, onde o agressor acredita que o que ele faz será facilmente superado pela vítima. Ou ao menos seu instinto o faz assumir isto diante a grande oferta de prazer fácil, embora perigoso, a qual ele se dispõe a fazer por ser um dos poucos da sociedade com coragem de fazer aquilo. Isto porque existe um princípio na psicologia, que é o princípio da empatia, que diz que as pessoas se põem no lugar de outras que considera semelhante a si, e ao fazerem isso, desenvolvem empatia e não querem pra elas o que não querem para si. Devido a isto é que é se nota este posicionamento filosófico de achar inferior a quem se vai fazer mal. Ou ainda talvez haja distúrbios mais profundos, de ordem mental. Este princípio foi visto por mim numa palestra que eu participei sobre vida digital e ele não está enunciado como eu vi lá, mas sim como eu interpretei. Este parágrafo é apenas especulativo e de caráter curioso.

Níveis de raciocínio:
Este lance de “limite assumido” me fez perceber uma coisa interessante. Existem cadeias de raciocínio que realmente conseguem influenciar o instinto, e outras cadeias que não conseguem. Embora já seja de conhecimento meu que o raciocínio consiga influenciar o instinto, a questão é entender exatamente quais tipos de cadeia de pensamento realmente conseguem fazer isto. De forma geral, a cadeia de pensamento que é trabalhada mais profundamente com o auxilio do instinto das informações da memória, é aquela com maior capacidade de influenciar no limite assumido pelo desejo. As que são simplesmente observadas, mas não passam por um processo de "digestão" costumam não fazer diferenças no dia-a-dia. Se, por exemplo, for apresentado um fato importante para uma pessoa, e ela não buscar compreender aquilo, ela, de fato, não vai compreender, e então o limite dos seus instintos irão ignorar aquilo. Por outro lado, se ela conseguir se convencer a ponto de querer modificar seu instinto para se adequar a aquela informação, é quando observa-se que há uma alteração na percepção de realidade da pessoa. Para compreender melhor esta situação, serão apresentados dois exemplos, e logo após entenderemos a diferença entre eles.

Vamos ao primeiro: Imaginem uma pessoa que, diante de um fato novo de um assunto que a interessa muito, começa a explorar suas lembranças e buscar referências que possam se conectar a este fato, além de tentar entender quais implicações terá aquele fato para as suas atitudes na atividade que exerce. É com posse dessa informação que ela irá fazer modificações práticas no seu dia-a-dia, como estabelecer limites ou alterar seu comportamento de algum modo, pois ela entendeu e acredita naquela informação, e que se seguir sua linha de raciocínio, as coisas ficaram melhores. O segundo exemplo é o de uma pessoa que, após se deparar com uma nova informação, simplesmente a lê repetidamente até absorver ou então a ignora. Ou ainda, percebe que aquela informação é importante, mas, porém, não faz nenhum tipo de esforço para associá-la ao dia-a-dia ou às suas memórias. Ou seja, ela acaba não percebendo como a informação altera sua realidade, e como isto pode fazer algo se tornar melhor. Se ainda sim ela perceber isso, é necessário saber se ela quer que aquele algo se torne melhor.

Através destes dois exemplos é possível notar claramente os níveis de raciocínio. No primeiro, a pessoa logo de cara percebe que a informação é importante, pois o assunto a interessa muito. Diante deste nível de interesse, que já implica que aquele assunto está ligado de alguma forma com a sua evolução, o instinto junto com as associações daquele assunto que a memória tem indicam ao raciocínio que é preciso digerir a informação, fazendo o conjunto de associações citado anteriormente. No segundo caso, não há este esforço ou o conjunto de associações com que faça a pessoa perceba onde a informação poderá ser importante e como ela poderá modificar a realidade, ou ainda a realidade a qual aquela pessoa explora não está muito relacionada com aquela informação. Para um historiador, uma equação física pode não fazer tanta diferença, mas um objeto que comprove seu ponto de vista sobre um período histórico pode ser um item muito valioso, que buscará ser visto de várias formas e extrair a máxima quantidade de informação dali, pois só o historiador e sua classe conhecem toda a informação envolvida ali. O vice-versa também é válido. No próprio ensino médio, a maioria das informações é tratada como decorativas, contudo, sob outra ótica de observação, que pode ser obtida através de uma boa contextualização das informações, elas podem ser o suficiente pra mudar a interpretação de uma pessoa sobre o mundo.

Neste ponto, observa-se que a contextualização instintiva é tão importante quanto à informação racional propriamente dita. Quando digo contextualização instintiva, quero dizer toda esta carga de importância voltada a uma informação, sobre como ela pode modificar e melhorar a vida na prática, no dia-a-dia, ou mesmo em situações pouco prováveis e ainda sim importantes. É também interessante notar como isto reforça o conceito de configuração mental, que diz que a mente das pessoas se adapta ao seu estilo de vida através das propriedades da memória e da relatividade humana. A persistência ou não em determinada cadeia de pensamento é outro algo que faz parte das propriedades das configurações mentais, pois isto é uma característica que mistura o instinto ao racional. Quanto mais desejo de se adaptar a determinado contexto da realidade, maior será o esforço de explorar as informações em busca disto. Obviamente que noções de lógica, experiências em lidar com sistemas ou em como resolver desafios e problemas podem ajudar no processo de digestão da informação, pois isto reúne experiências boas para o instinto ter coragem de enfrentar e explorar a realidade desconhecida.

Encerramento:
Enfim, encerro mais um texto. Novamente sem correção, desta vez demorei um domingo e uma tarde de segunda para produzi-lo. Gostei das noções desenvolvidas por mim nesses dois assuntos, bem importante, ambas. A consolidação dos níveis de raciocínio pode ser algo interessante pra comunicação de idéias, e a noção de limite de desejo é algo importante principalmente pra quebrar preconceitos e medos em explorar a vida. É também interessante notar que a “contextualização instintiva” é, na verdade, outra forma de dizer “posição no mapeamento instintivo”, idéia mostrada em um texto anterior. Isto mais uma vez demonstra a confusão das minhas idéias. Por enquanto, estas idéias estão surgindo de forma compatível e complementar às minhas experiências, e isto é certa garantia de que eu não esquecerei nada nem confundirei quando for organizar. Para todo caso, ainda haverá estes escritos do blog, que serão utilizados por mim no processo de organização. Próxima postagem pretendo também trazer um pouco mais de características que podem ser extraídas do gráfico e a curiosa retomada de uns antigos conceitos meus que podem ser observados nele. Abraços a todos e até a próxima postagem.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Coletânea de poemas com o tema "O homem tomando consciência de si"

O fluxo da vida

Havia dois pontos e uma estrada ligando eles.
No primeiro ponto está o humano, incompleto.
No segundo ponto está o objetivo, esperando.
Por instinto, o humano deseja alcançar seu objetivo.

O humano caminha na estrada e alcança seu desejo.
As coisas são simples. Ele se sente bem, se sente vivo.
Quando seu objetivo o deixar de ser, um novo surgirá,
E assim o humano continuará caminhando: evoluindo.

Mas é cansativo caminhar, o humano deseja melhorar.
Desenvolve ferramentas, mecanismos, explora a realidade.
Encontra uma maneira melhor para alcançar seu objetivo,
Um automóvel, então com menos esforço se obtém o que deseja.

A sociedade evolui. Humanos seguem caminhos diferentes.
Alguns, por sorte, alcançam logo os automóveis. Outros não.
Então a estrada se torna diversificada, todos se olham entre si.
Os que andam, cansados, desejam obter sua própria melhora.

Então o que antes era o meio de transporte se torna o desejo.
O objetivo se torna um ponto, algo para ser alcançado sem esforço.
Apenas um ponto qualquer, não se entende mais o objetivo.
Se chega nele apenas por costume, desaprendeu-se como usá-lo.

Agora todos têm automóveis, mas os avanços continuam.
O que antes era bom em poupar esforço deixou de ser.
Apareceu um melhor. As pessoas não se sentem mais satisfeitas.
Estão presas num transito sem sentido. Desejam o que nunca tem.

Aqueles que conseguem estar sempre com o que há de melhor.
São os poucos que se sentem satisfeito neste trânsito maluco.
Pois isto os permite mudar de realidade de acordo com sua vontade.
Sem consciência do que são. Insatisfeitos com sua própria satisfação.

Há ainda quem consiga conquistar o melhor através de seu trabalho.
Estes se tornam escravos do sistema. Não desfrutam do conquistado.
É notório o distúrbio na definição de melhor. Na definição de satisfação.
A identidade se torna perdida. Os objetivos, esquecidos. A vida, vendida.

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Desejar o viver bem

Nenhum humano sofre pelo impossível.
Há quem chore por não viver em marte?
Concluí-se: o conhecimento molda o instinto,
Mas o que seria da razão sem a emoção?

O humano precisa desejar para se esforçar,
Assim ele sente, vive. Enfrenta o desconhecido.
Adapta-se ao que for necessário para sobreviver.

Todo humano tem o dever de melhorar.
A si próprio, o lar, o cotidiano, a quem ama.
Do desejo vem a o esforço, e disto a melhora.

Mas como melhorar o que não se conhece?
Como conhecer sem tentar, e errar, e errar...?
Da variação de tentativas, a seleção natural.
Da boa utilização dos sentimentos, a evolução.

Como se satisfazer desejando o impossível?
Mas e quando o impossível se torna possível,
Através das mentiras, trapaças e egoísmo?

A corrupção invade os desejos, o ser humano.
Inicia-se a construção do um futuro mentiroso.
Logo surge o desrespeito, a vontade do tudo fácil.

É preciso desejar o melhor que a realidade oferece,
Ter forças para não deixar o desejo se corromper,
Vencer os sentimentos ruins, saber o valor do esforço,
E assim seguir o caminho da boa evolução, o viver bem.

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Amigos na realidade

Você é meu amigo, quero te fazer sofrer.
Quero transformar sua dor em força.
Quero você forte, quero sua companhia,
No mundo melhor que nós criaremos.

O mundo da verdade, do conhecimento.
O mundo do esforço, da estratégia.
O mundo melhor. Para todos. Para nós.

Se tua identidade for teu mal, abandone-a.
A realidade é tua: faz dela o que bem quiseres.
Inclusive tua nova identidade, teu novo melhor.
Só precisas de tu para seres além do que já és.

Destrua o mal que te prende, te cega.
Destrua o mal que te ilude, te anestesia.
Destrua o mal que te impede de ver a verdade.

Não utilize drogas para amenizar sua dor.
Seja ela física ou mental. Agüente firme.
No peso da realidade, descubra o melhor.
Se conecte a ela, a vida, ao mundo.

O mundo físico, o que você toca.
O mundo humano, o que você sente.
O mundo interior, o que você deseja.

Quando descobres o mundo e entendê-lo,
Compartilharemos nossa melhora mútua,
Competiremos pelo prazer da disputa,
Assim, um novo mundo surgirá do atual.
 


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O caminho da grandeza

Eu sou um humano grande. Não porque eu simplesmente o seja:
Foi me mostrado o caminho na sociedade que me tornou deste jeito.
É o que eu desejei, me esforcei para consegui-lo. Isto me faz bem.
Não é todos que alcançam este caminho, cansativo e tentador.

É difícil definir se isto é um privilegio ou uma responsabilidade.
Alguns se corrompem no caminho e sentem-se bem fazendo o mal,
Outros não entendem que isto é um sacrifício que exige esforço,
querem tudo fácil, sem estudo, estratégia ou adaptação.

Eu sou um humano comum. Esforço-me para me tornar melhor.
Sinto-me bem através de mim, ou através das minhas extensões:
Minha família, meus amigos ou projetos. Sou também parte deles.
Através disto nos divertimos, e assim se segue uma boa vida.

Não sigo caminho para além destes: se o conheci, não o escolhi.
Talvez ele não me fosse tão atraente, minha vida já estava formada.
Ou ainda não via motivos para desejá-lo. Não me sinto parte dele.
Do que sou parte: disto, que estou construindo, que me faz bem.

Eu sou um humano pequeno. Limito-me ao meu próprio ser.
Isto me impede de encontrar outros caminhos, novos conhecimentos.
Sempre estou errado ou perdido: às vezes busco outros para culpar.
Aprenderei através dos erros que eu não sou o único que sente.

Mas antes de aprender: sofrerei. Isto expandirá meus sentimentos.
Através deste conhecimento encontrarei outros caminhos, novas visões.
Diante de tanta coisa nova, uma me fará bem: será a que vou seguir.
Através desta responsabilidade assumirei meus atos: é quando crescerei.

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A vontade de melhorar:

Está na guerra. – Lastro na agressão.
Está na religião. – Lastro na existência.
Está na ciência. – Lastro na realidade.
Está na política. – Lastro na educação.
Está na beleza. – Lastro na atração.
Está na família. – Lastro na afeição.
Está na riqueza. – Lastro na inteligência.

Está em mim e no meu esforço.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Peloponeso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9dia_rom%C3%A2ntica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo

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Um merda feliz

De que a felicidade é constituída?
Por definição, eu sou feito de merda.

Precisarei mudar para constituir uma felicidade?

Para que irei eu, um merda, querer viver?

Se nunca encontrarei a felicidade em lugar algum.
O que é preciso ter para possuir a felicidade?

Algum tipo de poder? Algum objeto comprável?

E os fracos e sem dinheiro, nunca serão felizes?
Crianças pobres morrem de fome e desejam comer,
Enquanto obesos ricos desejam emagrecer.

O que se nota nesta confusão sobre a felicidade,

É que ela não se encontra em objetos ou status.
Nem em classe social ou econômica, poder ou fama.
Todos buscam a felicidade, independente do que sejam.

Nisto se conclui que ela é imaterial, transcendental.

Nunca terão o suficiente aqueles que buscam erroneamente.
Para isto, terão de buscar naquele que é o lugar mais próximo,
Mais difícil e mais comum a todos: dentro de si mesmos.

Deste modo eu descubro de que se constitui a felicidade:

Ela se constitui do que eu sou, do que há dentro de mim.
É assim que mesmo sendo um merda, eu sei que sou feliz.

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O jogo da realidade

A vida é como um jogo, e como todo jogo,
empolga se estiver sendo dominado,
desanima se estiver sendo perdido.

Portanto, não culpe a falta de dinheiro ou beleza,
de recursos, oportunidade ou qualquer outra condição.
Culpe apenas a falta de conhecimento em como jogar.

Pois os humanos são capazes de se adaptarem ao que quiserem,
mas ao se adaptarem ou desejarem a uma mentira, assumem um risco:
o de a realidade ser muito pior do que a mentira desejada.

Então se o medo o impedir de conhecer a realidade deste jogo,
abandone-o! Enfrente o desconhecido.

Ele esconde novas verdades, ou as verdades das antigas mentiras.
Ele esconde novos caminhos ou modos para realizar os desejos,
mas apenas os esforçados serão fortes o suficiente para desbravá-lo.

Se o sofrimento for um preço a pagar para desbravar o desconhecido,
pague-o! Pois ele é um pequeno preço em troca de uma felicidade maior.

Se nada for feito e o desconhecido tomar conta,
cada comportamento da realidade tende a ser uma surpresa desagradável,
e as mentiras invadirão a capacidade de construir adaptações sólidas,
de fazer o humano descobrir a si mesmo e encontrar o seu lugar.

A vida então se torna um jogo de resultados turvos e desesperançosos,
em que apenas a sorte fornece as pequenas felicidades do dia-a-dia,
em detrimento do prazer daquilo que se constrói com esforço e sabedoria.


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A arte dos desocupados

Isto tudo é arte. A arte dos desocupados.

A arte que revela quem somos nos momentos difíceis.
A arte que revela pelo que estamos dispostos a lutar.

Mas há realmente alguma razão na arte,
Ou apenas a vontade instintiva de mudar?

http://www.youtube.com/watch?v=5WilOJ81I5E&list=
PL13EE30FFB9391920&index=1&feature=plpp_video


Por: Leandro de Andrade Moura

Poemas respectivamente nas seguintes postagens:
(http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/09/mapeamento-dos-v-instintivos-e.html)
(http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/06/previa.html)
(http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/04/um-merda-feliz.html)
(http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2012/03/publicacao-de-dois-poemas-o-jogo-da.html)
*Exceto "amigos na realidade".


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O humano, o mestre e o discípulo

Era uma vez um humano em frente a um completo desconhecido.
Este humano não tinha nada, além de seu esforço e sua curiosidade.
Através do tempo e de tantos erros ele construiu um conhecimento.
Assim ele adquiriu uma habilidade que o destacava entre os demais:
Este humano tornou-se um mestre.

Era uma vez um humano que queria ser tão hábil quanto o mestre.
Além deste desejo, ele não tinha nada além do que o mestre já teve.
Ele não encontrava maneiras de se tornar tão hábil quanto o mestre.
Cansado, pediu ajuda ao mestre, que si reconheceu nele e o ajudou:
Este humano tornou-se um discípulo.

Esta então era a relação entre dois humanos frente a uma habilidade.
Habilidade que preenchia suas vidas e os tornava aptos a se destacar.
Assim, o mestre transmitia ao seu discípulo tudo aquilo o que ele era.
E o discípulo usava aquele ensinamento para encontrar, dentro de si,
O necessário para domar a habilidade.

Com o tempo, o discípulo se torna tão habilidoso quanto o mestre.
Mas só será possível descobrir sua verdadeira habilidade quando,
Assim como o mestre um dia, ele estiver em frente ao desconhecido.
É quando ele realmente terá de usar tudo aquilo o que seu mestre,
Tornou-se e se esforçou para ensinar.

Se este discípulo encontrou o necessário para ser um bom mestre,
Ele terá sucesso em melhorar a habilidade e transmiti-la a outros humanos.
Se este discípulo se contentou em se tornar um humano habilidoso,
Ele terá sucesso em usar esta habilidade para manter-se em bom estado.
Isto é algo que ninguém pode prever.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mapeamento dos v. instintivos e publicação: O fluxo da vida e Desejar o viver bem.

Introdução:
Olá amigos. Vamos a mais uma postagem. Hoje estou sem internet, embora já pretendesse escrever, vou passar o resto da noite só fazendo isso aparentemente. Passei o dia assistindo a dois filmes, achei os dois interessantes. Ultimamente eu tenho dedicado algum tempo a tentar compor poemas pra resumir a filosofia e comunicá-la com força, acredito que disto tenha surgido algo legal. Contudo, uma coisa me preocupa: meus poemas, assim como minha filosofia, parecem ser muitos de auto-ajuda. Sempre tive uma visão negativa quanto a filosofia auto-ajuda, ela geralmente tenda maquiar a verdade ou desenvolver algum modo mecânico de resolver as coisas que não pode ser muito bom. O que me faz pensar que ela não é igual as filosofias anteriores é que ela se preocupa principalmente em não maquiar a realidade, mas sim encará-la e se acostumar com ela, para então melhorar. Como meu amigo Elon disse, ciência é auto-ajuda, desta forma, minha filosofia, que se baseia na ciência, acaba herdando também esta característica. Também estou me notando cada vez mais tímido, talvez seja a pouca convivência com pessoas diferentes. Vou pensar em ser um pouco mais orgânico, pra me permitir errar um pouco mais e me adaptar a isso. Perder o medo de me expor talvez também seja bom, mas terei que administrar isso bem pra não ter objetivos prejudicados. Se bem que talvez um objetivo o qual eu tenha que não me expor para alcançar não seja assim tão bom, pois isto pode ser considerado algo próximo a mentir. Encerrando a introdução, vamos a postagem, que hoje será mais uma vez sobre psicologia e também será a publicação de dois poemas que eu fiz recentemente.

Mapeamento e transmissão dos valores instintivos:
Em uma postagem anterior eu descrevi um pouco sobre como ocorre o processo de adaptação de um individuo aos sistemas evolutivos. Lá eu expliquei que de forma bastante resumida que o humano, através de erros e acertos, vai se adaptando a determinado sistema evolutivo. Contudo, após fazer bastantes observações sobre o conjunto de valores de uma pessoa, aliando isto com os conhecimentos do gráfico do bem-estar evolutivo e também com o pensamento de mutação comportamental, eu pude perceber algo bem mais interessante: o mapeando dos valores instintivos. Enquanto que no texto anterior simplesmente eu assumo que as pessoas têm acesso a experiências e conhecimentos diferentes, e, portanto, são guiadas a sistemas evolutivos diferentes, agora se torna mais concreto o entendimento sobre como ocorre este processo. Considero que este conhecimento será muito interessante para a psicologia evolutiva por ele dar melhores condições de autoconhecimento e de fazer o raciocínio encontrar melhores soluções para os conflitos instintivos.

 No texto anterior, eu, com licença para fins de estudo, resumi que a fase infantil era a fase de descobrimento e observação de como funciona a realidade. Contudo, o instinto humano, mesmo nesta fase, já aflora. A criança não somente tem sentimentos de sobrevivência, como também tem desejos. Na maioria dos casos, os desejos infantis são simples, pois elas conhecem pouco da realidade para entenderem que podem desejar coisas mais complexas, porém, ainda sim existe. Com o desejo, há o acarretamento dos outros sentimentos, tais como alegria, raiva, medo, ciúme, inveja e tristeza. Isto significa que desde cedo, o indivíduo já começa a criando uma biblioteca de experiências associando cada elemento a seu respectivo sentimento. Sendo assim, sempre que o indivíduo quiser experimentar aquele sentimento novamente, ele recorrerá ao elemento que sua memória associa com aquele sentimento, e por desconhecimento, se for o caso, ele não irá recorrer a nenhum outro elemento. Observa-se, portanto, um tipo de mapeamento de experiências instintivas que levam a pessoa agir de determinada forma sem o consciente de ela estar diretamente envolvido.

Por exemplo: vamos supor que existe uma criança que, por algum motivo, deseje andar com determinada tribo na sua escola. Esta tribo não a aceita, e por isto esta criança acaba sentindo raiva dos indivíduos desta tribo. Este sentimento de raiva a quaisquer grupos parecidos com aquele que a negou a acompanhará até a fase da adolescência ou mesmo adulta. É interessante também observar que este sentimento leva a estereotipagem, e que geralmente isto monta um sistema em si, onde nem o grupo aceita a outra pessoa pela imagem, nem ela gosta do grupo, sentido raiva. Por isso esse sentimento é levado até a adolescência ou mesmo fase adulta, e geralmente a pessoa deseja o grupo principal porque lá há bons parceiros sexuais. Durante este período, ela irá buscar se sentir bem com algo, e quando encontrar, é a este algo que ela irá associar coisas boas. Então se percebe que, mesmo sendo apresentado algo novo a esta pessoa, ela irá continuar recorrendo ao que faz bem a ela para se sentir bem, pois isto seu instinto sabe que funciona e com o menor esforço. É comum notar que há uma supervalorização de determinada atividade para mantê-la alvo do desejo. Porém, é algo que acontece de forma orgânica pela própria propriedade do lastro de que o indivíduo olha com bons olhos aquilo que lhe faz bem e com maus olhos aquilo que lhe faz mal.

O perigo disto, e é onde a psicologia evolutiva pretende atuar, é que estes sentimentos podem ser causa de distúrbio. Vamos supor que, devido a uma grande experiência ruim, se apegue demais a uma coisa só e sinta raiva das outras. Sua visão da realidade irá ficar presa ao que ele acha bom e ao que ele acha ruim, e isto o inibirá de descobrir novas formas de se tornar uma pessoa melhor. Para exemplificar, vamos supor que o indivíduo comentado no parágrafo anterior tenha se tornado um bom político, e que os indivíduos da tribo citada anteriormente seja parte importante da sociedade, mas que, contudo, não tem atividade política. Logo, devido à raiva, o político não irá tentar ajudar a esta parte importante da sociedade, e com isto atrapalhará não somente a si, como também as pessoas não envolvidas com tudo isto. Também é preciso observar que a falta de conhecimento que aquela raiva irá trazer irá lhe atrapalhar também em suas atividades de socialização, de educação, de transmissão de valores, dentre tantas e tantas coisas. Aos indivíduos da tribo que não aceitaram o rapaz que agora é um bom político também vale o mesmo, se eles ainda nutrirem sentimentos ruins e preconceituosos contra aqueles que são diferentes deles.

Embora este exemplo tenha sido um bastante clichê, provavelmente ele foi o suficiente para entender como funciona o mapeamento de valores instintivos. Contudo, é interessante observar algo mais profundo ainda: imaginemos que haja algo bem difícil de obter, mas que a pessoa é levada a desejar aquilo devido a pressões externas. Mas, por perceber que aquilo estava muito longe de sua realidade e o esforço para obtê-la seria absurdo de grande, se comparado a outras pessoas mais estruturadas, a pessoa irá recorrer às coisas que a faz bem. É através disto que novos sistemas evolutivos surgem, podendo, portanto, ser considerado como uma mutação de comportamento. Vamos supor que, um adolescente, incentivado a fazer engenharia civil, porém, sempre viveu em computadores e se sente bem com aquilo, e sabe que tem futuro. Embora para seus pais, o que haja futuro é a engenharia civil, porque é isso o que o mapeamento instintivo deles indica, o adolescente, com um novo mapeamento instintivo, vai lá e aposta na engenharia de computadores, e então consegue ganhar dinheiro e montar um sistema evolutivo. Se não fosse por essa mutação de comportamento, possibilitada pelo avanço tecnológico, o jovem iria concorrer num mercado saturado que é a engenharia civil neste contexto, talvez até mesmo ganhando menos e tendo uma qualidade de vida menor.

Neste exemplo também é possível perceber a transição de mapeamento instintivo que acontece dos pais pros filhos, e que pode haver mutações neste processo, positivas ou negativas. Sendo assim, é preciso estar atento as boas mutações, para incentivá-las com responsabilidade, e as más mutações, para corrigi-las. Más mutações são distúrbios, e para corrigir um distúrbio, é preciso primeiro identificá-lo, daí a utilidade de fazer um mapeamento dos valores instintivos, para então corrigir o que for possível e não for saudável. Existe um ditado popular que diz “os filhos são espelhos da criação familiar”, e esta frase parece ter sua fundamentação nesta propriedade. Se existir uma família cuja transmissão de valores seja feita de forma forte, o filho irá tender a ter aqueles mesmos valores. Porém, se a família for fraca em sua transmissão de valores, o filho provavelmente poderá desenvolver distúrbios, algo próprio das mutações humanas. É importante lembrar que não apenas os familiares têm influência nas transmissões de valores, como também os amigos, conhecidos, televisão, enfim, todos e tudo aquilo que aparente ter um bom poder instintivo. Para finalizar, entendo que a utilização destes conhecimentos como estou descrevendo pode ser bastante utópico, porém, já é o suficiente para uma nova percepção de realidade e para pequenos melhoramentos.

O fluxo da vida

Havia dois pontos e uma estrada ligando eles.
No primeiro ponto está o humano, incompleto.
No segundo ponto está o objetivo, esperando.
Por instinto, o humano deseja alcançar seu objetivo.

O humano caminha na estrada e alcança seu desejo.
As coisas são simples. Ele se sente bem, se sente vivo.
Quando seu objetivo o deixar de ser, um novo surgirá,
E assim o humano continuará caminhando: evoluindo.

Mas é cansativo caminhar, o humano deseja melhorar.
Desenvolve ferramentas, mecanismos, explora a realidade.
Encontra uma maneira melhor para alcançar seu objetivo,
Um automóvel, então com menos esforço se obtém o que deseja.

A sociedade evolui. Humanos seguem caminhos diferentes.
Alguns, por sorte, alcançam logo os automóveis. Outros não.
Então a estrada se torna diversificada, todos se olham entre si.
Os que andam, cansados, desejam obter sua própria melhora.

Então o que antes era o meio de transporte se torna o desejo.
O objetivo se torna um ponto, algo para ser alcançado sem esforço.
Apenas um ponto qualquer, não se entende mais o objetivo.
Se chega nele apenas por costume, desaprendeu-se como usá-lo.

Agora todos têm automóveis, mas os avanços continuam.
O que antes era bom em poupar esforço deixou de ser.
Apareceu um melhor. As pessoas não se sentem mais satisfeitas.
Estão presas num transito sem sentido. Desejam o que nunca tem.

Aqueles que conseguem estar sempre com o que há de melhor.
São os poucos que se sentem satisfeito neste transito maluco.
Pois isto os permite mudar de realidade de acordo com sua vontade.
Sem consciência do que são. Insatisfeitos com sua própria satisfação.

Há ainda quem consiga conquistar o melhor através de seu trabalho.
Estes se tornam escravos do sistema. Não desfrutam do conquistado.
É notório o distúrbio na definição de melhor. Na definição de satisfação.
A identidade se torna perdida. Os objetivos, esquecidos. A vida, vendida.

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Desejar o viver bem.

Nenhum humano sofre pelo impossível.
Há quem chore por não viver em marte?
Concluí-se: o conhecimento molda o instinto,
Mas o que seria da razão sem a emoção?

O humano precisa desejar para se esforçar,
Assim ele sente, vive. Enfrenta o desconhecido.
Adapta-se ao que for necessário para sobreviver.

Todo humano tem o dever de melhorar.
A si próprio, o lar, o cotidiano, a quem ama.
Do desejo vem a o esforço, e disto a melhora.

Mas como melhorar o que não se conhece?
Como conhecer sem tentar, e errar, e errar...?
Da variação de tentativas, a seleção natural.
Da boa utilização dos sentimentos, a evolução.

Como se satisfazer desejando o impossível?
Mas e quando o impossível se torna possível,
Através das mentiras, trapaças e egoísmo?

A corrupção invade os desejos, o ser humano.
Inicia-se a construção do um futuro mentiroso.
Logo surge o desrespeito, a vontade do tudo fácil.

É preciso desejar o melhor que a realidade oferece,
Ter forças para não deixar o desejo se corromper,
Vencer os sentimentos ruins, saber o valor do esforço,
E assim seguir o caminho da boa evolução, o viver bem.

Encerramento:
Hoje eu planejava fazer a explicação dos dois poemas, mas isto irá render uma postagem enorme se eu levar em consideração que cada estrofe será um parágrafo.  Acredito que explicar a linha de raciocínio que eu quis expor ao desenvolver o poema seja algo interessante pela própria proposta do poema, que é transmitir pensamentos filosóficos de modo mais impactante. Estou tentando desenvolver soluções para salvar o final de ano letivo que ainda tenho, mas está difícil. Percebi que possa haver uma rede de valores instintivos um pouco mais extensas do que imaginei para explicar meu comportamento, que se estendem a configurações humanas. Amanhã iniciarei os procedimentos para por minha solução em prática. Salvar este resto de ano letivo é necessário para situações que eu ainda não defini muito bem, mas que estão acontecendo por ai. Finalizando, abraços a todos e até a próxima postagem.