Introdução:
Olá amigos. Novamente escrevendo sem internet, mas desta vez foi algo previsto. Faz uma semana que eu tenho uns temas legais pra escrever, e deixei para hoje justamente para ter o que fazer. Mas antes, vou falar um pouco sobre meu dia, que foi bem interessante. Hoje eu terminei de tirar a cópia da documentação necessária para me matricular na UPE. Não sei se já disse aqui, mas passei em engenharia da computação. Isto me fez entrar um pouco em conflito entre o meu desejo de fazer a psicologia evolutiva ser reconhecia e fazer engenharia da computação. Abandonar uma destas coisas não é algo que também desejasse, mas queria arrumar tempo pra desenvolver os dois ao mesmo tempo. Porém, percebi que fazer a psicologia evolutiva ser reconhecida no meio acadêmico é algo além das minhas condições conhecidas. Então revi meu desejo quanto a psicologia evolutiva, e descobri que o que eu quero é que ela chegue às pessoas comuns, a academia científica seria apenas mais um passo para isto. Sendo assim, assumindo que irei cursar engenharia da computação e arrumar um emprego razoável ao final do curso, entendi que teria algum dinheiro para investir no que quisesse. És que surge a lembrança do livro que pretendo fazer, algo que poderá fazer a psicologia evolutiva chegar ao grande público mas que também não está nos meus limites. Com o dinheiro que irei adquirir do emprego, acredito ter as condições necessárias para dar entrada no que é necessário para tornar real a publicação de um livro, e é isto o que eu vou fazer.
Outro algo interessante foi de manhã, quando eu comecei a fazer a academia. No final dos exercícios aeróbicos, passei mal. Senti uma enorme necessidade de água, porém, não quis beber pra completar o tempo estabelecido. Durante o exercício, me lembrei que vi num vídeo que a sensação de fome era hormonal, e que o corpo ganha resistência para ela. Pensei que da mesma forma funcionasse a sensação de sede, por isso, assumi que meu corpo não precisava de água com tanta urgência, embora estivesse acostumado. O curioso é que, mesmo não precisando de água, a sensação foi tão forte que foi capaz de me fazer vomitar. Vou acostumá-lo a passar um período de exercícios sem água novamente, se não será incomodo. Sobre a postagem de hoje, irei falar sobre umas idéias que eu tive na tentativa de entender os desejos corriqueiros e também ao assistir animatrix, um conjunto de animações japonesas muito interessantes baseados na mitologia de matrix. Vamos à postagem.
Velocidade sexual:
Uma coisa que começou a me intrigar no comportamento sexual era a forma como as pessoas desenvolviam seus costumes sexuais. Baseando-me em toda teoria da psicologia evolutiva, comecei a buscar uma forma de entender isto. Foi assim que eu cheguei ao conceito de velocidade sexual, que me parece ser bastante coerente com todas as informações observadas por mim até agora. Este conceito se baseia nas propriedades do gráfico do bem-estar evolutivo, principalmente o desejo, como nos conhecimentos sobre configuração mental, em que a mente organiza sua memória e seus valores de um modo específico. Vamos começar a explicação, que será feita de modo bem simplificada.
Quando o humano desejo algo, ele busca obter este algo. Se conseguir, ele se sente satisfeito por um período, mas logo passa a achar este algo normal. É quando ele busca outro desejo para se sentir satisfeito novamente. Porém, o humano não por desejos de forma aleatória, ele busca os desejos que, de alguma forma, aumentem suas chances de sobreviver e reproduzir. Porém, na sociedade, o que dá chances de sobreviver e reproduzir é muito relativo ao conjunto de valores que cada pessoa tem. É isto o que justifica cada pessoa ter seu conjunto de desejos diferentes, inclusive os sexuais. Além disto, também há o histórico pessoal da pessoa, que não necessariamente depende da sociedade em si, mas da forma como suas relações íntimas foram mapeadas pelo seu cérebro. Se ela teve bons sentimentos ao experimentar determinado aspecto sexual, ou se teve maus sentimentos ao experimentar outro aspecto sexual, isto também colabora para o conjunto de valores que ela tem em relação ao sexo.
Velocidade sexual é um conceito que se introduz justamente ao unir todas estas informações no desenvolvimento sexual de cada pessoa. Algumas pessoas chegam a comportamentos bem distantes da média, enquanto que outras simplesmente não conseguem sequer assumir os comportamentos considerados medianos. Ao tentar chegar à explicação para isto, observa-se que aquelas que têm uma alta velocidade sexual normalmente têm boas experiências relacionadas ao sexo, como também tem bastante tempo para experimentá-lo. Ou seja, ela deseja, consegue o que deseja, e busca outro algo para desejar, porém, busca algo mais avançado. Em contrapartida, pessoas com velocidade sexual lenta normalmente não tem boas experiências em relação ao sexo e também não tem tempo de buscar por estas experiências. Por isto, elas acabam desenvolvendo uma série de traumas ou simplesmente não entendem determinados desejos e acham isto tudo muito estranho. É possível assumir também teoricamente um meio termo, que pode ser composto por pessoa que tem tempo, mas experiências ruins, ou pessoas que tem experiências boas, mas não tem tempo de explorar. Estas podem até entender alguns desejos, mas não serão tão avançadas quanto as que têm velocidade rápida.
Conhecer este conceito pode ser interessante para vários aspectos. Um destes aspectos é quanto à mecânica dos relacionamentos de casamento. Em certa postagem eu já expliquei que para a psicologia evolutiva, relacionamentos de casamento basicamente consistiam de um processo de adaptação mutua, em que uma pessoa se adapta a outra e ambas conseguem co-existir com a finalidade de manter uma família. Nesta época que já imaginava que haveria alguma adaptação sexual envolvida, porém, não fazia a mínima idéia sobre como proceder com esta adaptação. Com o conceito de velocidade sexual é possível ter melhores noções sobre isso. Isto também pode ser importante para a compreensão e aceitação da posição sexual de cada pessoa. Algumas, por serem velozes, acabam atingindo um comportamento mais distante que outras, ou algumas não conseguem desenvolver comportamentos sexuais. Isto acaba se tornando uma arma social, pois a maioria pode ferir a minoria por não entender, ter medo, se sentir desvalorizado ou quaisquer outros fatores. Através da consciência, cada pessoa pode entender seu processo e se sentir segura com isto, sem precisar ferir outras pessoas ou tendo condições o suficiente de se defender caso seja atacada.
Sobre robôs, sentimentos e a realidade:
Ao assistir as animações do animatrix, fiquei muito pensativo quanto a possibilidade de robôs terem sentimentos os mecanismos para que isto seja possível. Estes pensamentos também me levaram a pensar sobre os sentimentos nos humanos, e no que tudo isto significa de modo geral para a existência. Tudo isto se juntou também a uma conversa que eu tive com meu amigo sobre inteligência artificial e sobre a possibilidade de um ser que, por si mesmo, descobrir a verdade e com um artigo que eu li que me abriu meus horizontes de possibilidades. Cheguei a conclusões talvez já conhecidas, mas que ainda sim desejo publicar no meu blog.
Neste artigo eu li algo muito interessante, chamado “teoria da incompletude”. Eu não entendi exatamente o que ela quer dizer, mas entendi que, sendo ela verdadeira, ela implica que um computador, por melhor que seja, não é capaz de resolver todos os problemas matemáticos possíveis pela própria estrutura da matemática. Eu acredito que isto seja verdade devido a matemática ser movida principalmente pelos axiomas, mas quem escolhe qual axioma é ou não verdadeiro são os humanos ou a proposta do problema que deve ser solucionado pelo sistema matemático. Sendo assim, uma matemática contendo todos os axiomas não pode existir, portanto, não existirá nenhum sistema matemático contido em um computador capaz de resolver quaisquer problemas matemáticos. Obviamente estou dando uma opinião leiga sobre o assunto, mas isto se relaciona com os sentimentos de um modo muito profundo.
Qual a função dos sentimentos nos seres humanos, afinal? Torná-los capazes de se adaptar a realidade. Mas o que é realidade ou de qual realidade estamos falando? Quem define isto são os sentimentos. Em outras palavras, falando sobre o processamento lógico da realidade, quem define os axiomas são os sentimentos. Portanto, qualquer sistema robótico que não for capaz de lidar com novos axiomas não pode ser considerado inteligente, bem como não podemos considerar que ele tenha sentimentos. Ele pode simular sentimentos e simular inteligência, mas não tem isto, assumindo inteligência como capacidade de adaptação, mas não tem isto de fato. Notamos então o quão interessante é os seres humanos, e também em quanto poderá demorar a chegada do ser que irá substituir a espécie humana na árvore evolutiva. Bem, mesmo eles substituindo nós, é possível assumir que eles serão semelhantes a nós, pois, suponho, eles precisarão de um mecanismo semelhante aos sentimentos. Ou ainda, se seguir a mesma tendência que a evolução convencional, nós iremos nos transformar neles pouco a pouco.
Outra consideração a ser feita é sobre os erros que surgem nos processos adaptativos. Nos seres humanos, isto pode acontecer através de erro de axioma, quando o humano assume como verdade algo que não é, ou por erro de lógica no processamento dos axiomas, seja por desatenção ou por não querer depositar o esforço necessário para se chegar a conclusão segura. Se um ser desenvolvido através das ferramentas artificiais viesse a ter um sistema de adaptação a realidade, parecido com os sentimentos, acredito que ele seria suscetível ao primeiro erro, mas não ao segundo. Porém, muitos dos casos que originam alguns erros também originam alguns acertos, esta variação colabora com o processo de mutação da espécie humana, que ajuda a ela se adaptar com mais eficiência. Comportamento semelhante poderia ser simulado por tal processador para conseguir esta mesma eficiência, ou não, na verdade eu não sei. O que eu sei é que isto é um assunto interessante.
Pequenos pensamentos:
“Mais que idéias, são os interesses que movem as pessoas”, por Alexis de Tocqueville.
Essa frase me fez pensar na importância de pensar não somente no fato ao qual a pessoa se baseia para expor sua idéia, posição ou teoria, mas também no interesse dela em relação a aquela teoria. Os interesses, não o modo como as pessoas entendem a realidade, são os principais provocadores de discordâncias em brigas ou discussões, mesmo algumas tidas como intelectuais. Isto será uma grande problemática para resolver ao propor novas idéias.
Numa das postagens antigas desse blog, eu escrevi sobre “imersão artística”. Lá falava que era necessário buscar entender toda a simbologia e mecânica por trás da técnica que o artista escolhe para entender quais sentimentos e valores ele quis transmitir. Percebi a algum tempo que isto é análogo a um processo de carregamento, contudo, neste caso de simbologias e sentimentos. E é isto um dos aspectos importantes que separa a arte industrial dos outros tipos de arte. Enquanto que outras artes necessitam que as pessoas busquem conhecer o determinado artista e seu contexto para poder lê-lo, ou já estejam neste contexto, mas não sendo ele o da maioria, a arte industrial lida com simbologias contidas no inconsciente coletivo, portanto, já “pré-carregadas”, o que a torna de fácil leitura.
Outra coisa que sempre me chamou atenção foi o fato das pessoas se beijarem e se abraçarem. Há tempos queria entender este comportamento, e agora acredito que já sei como funcionam suas bases. Acontece que, durante o tempo ocioso do humano, ele fica imaginando formas de como se sentir bem. Essas formas vão se definir como os seus desejos. Por princípio, o contato corpo-a-corpo realmente libera alguns bons hormônios, que causam boas sensações. Mas isto precisa ser desejado pra ser amplificado, e é o que acontece quando uma pessoa deseja entrar em contato com outra que ela gosta. Sem isso, esses hormônios não são amplificados pelo desejo, ou podem até ser inibidos caso a pessoa não goste da outra por sentimentos como raiva. Como qualquer outro desejo, ele enjoa depois de um tempo. Quanto menor o desejo, mais rápido será o enjôo. É por isso que pessoas desocupadas ou sem muito o que desejar acabam por ser mais carentes, e pessoas envolvidas com outros tipos de projetos tornam-se mais independentes neste sentido.
Encerramento:
Enfim amigos, mais uma postagem finalizada. Acredito que escrever sobre esses temas foi bem produtivo. O lance de carregar, eu tava pensando em escrever um artigo sobre isso, mas não foi necessário porque eu me lembrei do lance de imersão artística. Velocidade sexual é um conceito muito importante, e a posição sexual das pessoas lembra topografia social, só que em relação ao sexo. Mas isto é uma informação que precisa ainda ser trabalhada, por isso eu ainda não a incluí. Pra falar a verdade, o conceito de topografia no instinto é algo que ainda me deixa confuso, embora eu perceba a existência de algo relacionado a isso. O lance do contato corporal também seria um novo texto, mas foi só um parágrafo, então eu botei na sessão de pequenos pensamentos. Esses dias sem internet me fez aprender a jogar OpenTTD, um simulador de empresa de transito interessante. Quando a internet voltou, joguei no modo multiplayer e vi pessoas que sabem jogar engenhando altas estradas de ferro. No mais, boa noite para todos e até a próxima postagem.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
sábado, 2 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Sobre o dia-a-dia e publicações: Conversa sobre o amor e A descoberta do erro
Olá amigos. Estou sem internet e por isso resolvi escrever um pouco para passar o tempo. Tenho novidades interessantes pra compartilhar, provavelmente esta postagem só será sobre isso e sobre novas publicações. Faz um pouco de tempo que eu não me lembro de ter avançado um pouco mais nos conhecimentos da psicologia evolutiva, mas sinto que a necessidade agora não é avançar, mas sim organizar. Após organizar, tornar utilizável a ponto de tornar profissional. A questão é que isto será algo complicadíssimo, porque pressupõe a participação de profissionais, coisa que eu não tenho atualmente. Profissionais da psicologia, que topassem em desenvolver a teoria comigo e demonstrar a quais resultados ela pode chegar, isso é algo que estou muito distante de ter, e realmente não é fácil. Tirando estas preocupações, passei no vestibular. Em engenharia da computação, então não terei preocupações com trabalho, mas sim com estudos. Não será fácil, sinto que como eu não consigo desenvolver o projeto da psicologia evolutiva, outros desejos acabam ocupando o lugar deste projeto. Desejos mais simples, porém que envolvem riscos. Sinto que isto é meu instinto buscando uma forma mais fácil de evoluir, sem precisar levar em frente estes projetos. Mas estes riscos são uma problemática que eu não quero ter. Acredito que valha mais a pena, pelo menos nesse período, buscar fundar a psicologia evolutiva.
Outra coisa me preocupa além desta. É sobre a criação de literatura que envolva a psicologia evolutiva. Acredito que esteja no senso comum que o artista produz sua arte com naturalidade. Não é o meu caso. Produzo minha arte com esforço. É cansativo, parece um trabalho de parto. Preciso buscar e buscar. Mas o porquê faço isso é o que meu preocupa bastante. Antigamente era um pouco mais simples, eu fazia por naturalidade, só para experimentar coisas novas. Agora o trabalho de busca precisa ser direcionado, não é exatamente natural. Isto me preocupa. Contudo, por naturalidade, o trabalho não surge mais. Minha mente não está mais preocupada com estas questões porque os dilemas que faziam minha poesia ser produzida com naturalidade saíram do meu dia-a-dia. Eu simplesmente já tenho tudo organizado e não tenho vivido novas, e isto não faz surgir poesia. Daí então que vem este trabalho de busca, que procura na organização algo a ser mostrado, e que precisa buscar como isto será mostrado. Naturalmente eu não faria isto, mas é possível forçar. Mas para que forçar? Pra falar a verdade, não lembro exatamente como era o tempo em que os poemas saíam com certa naturalidade, acredito que era quando eu vivia coisas novas e a vontade inconsciente de exteriorizar isso. Era mais pessoal. Agora é mais artificial. Porém, mesmo artificial, acredito que seja algo com a mesma qualidade que o natural, porque eu faço até me sentir satisfeito, embora seja mais difícil.
Esta vontade de exteriorizar continua presente, mas ela agora é mais consciente. Além disto, não tenho vivido coisas novas. Vivo coisas que desejo, que atualmente é me tornar bom no LOL e passar no vestibular, mas isto não é poético, é mecânico. Já devo ter transformado essa mecânica em poesia nos meus poemas anteriores. A poesia é a descoberta, e agora eu não estou descobrindo, e sim produzindo o que eu já sei. Mas continuo querer a produzir porque quero ter conteúdo pra mostrar que se relacionem com a psicologia evolutiva. E mais ainda, quero tornar a psicologia evolutiva, como já falei, algo profissional. Estes poemas seriam uma forma de demonstrar os resultados da psicologia evolutiva, por isso eu busco criá-los. Não é por outro motivo. Não sou romântico a ponto de criar pra demonstrar que eu sou uma boa pessoa, ou dizer que não me preocupo se as pessoas não vão ver, mas, no fundo, desejar que elas vejam e gostem. Se fosse este o caso, criaria algo que evocasse valores instintivos que estivessem no inconsciente coletivo e fosse capaz de atingir as pessoas, e não algo que busque demonstrar a estruturação da p.e.. Pelo menos eu acredito nisto. Também não criaria nada apenas por criar, por me sentir bem com a criação. Toda a ação humana precisa estar ligada a algo que aumente suas chances de sobreviver e reproduzir, seja a nível consciente ou subconsciente. A regra é essa, devem existir exceções, mas não imagino nenhuma no momento. No meu caso, eu crio porque tenho um objetivo de um dia exibir para demonstrar meu ponto de vista. Mas é cansativo, e talvez eu nem alcance este objetivo. Não que isto seja algo totalmente ruim, estou aprendendo, mas é cansativo sustentar isso.
Sobre o LOL, estou entrando numa fase um pouco complicada. Não jogo tão bem quanto esperava jogar, e fico imaginando se isso é culpa do meu computador. Esta dúvida me faz pensar se eu devo continuar jogando pra progredir, pois a potencia do computador não influencia, ou se devo parar de jogar já que não tenho condições de ser tão competitivo quanto as pessoas que tem PC bom, algo que eu desejo. Um amigo irá trocar de computador, provavelmente ele irá rodar o LOL com a tela fluída, coisa que eu na tenho e ele também não tem. Dependendo do que ele disser, poderei concluir se a velocidade do computador influencia no desempenho do jogo. Eu acredito que sim, mas só terei condições de comprar um PC novo daqui há algum tempo. Além de jogar LOL, estou no facebook, criando poemas, não faço muita coisa além disso. Provavelmente entrarei na academia esse mês, isto será interessante. Fazia um bom tempo que eu não tinha uma conversa aleatória neste blog, mas os assuntos já estão acabando. Sendo assim, essa postagem não estará na estrutura normal, apenas terá essa conversa e as publicações. As publicações, por sinal, que acredito ter ficado boa, embora foram feitas de modo artificial, ou seja, através de artifícios, como a busca. Não nasceram de forma espontânea, quero dizer. Enfim, um abraço a todos e fiquem com as publicações.
Conversa sobre o amor
Vou defini-lo.
Não tenha medo,
Se você aceitar,
Irá se acostumar.
O amor, um sentimento?
Não somente um sentimento,
Um equilíbrio, és a explicação:
Quem não sabe amar, não ama.
Quem não quer amar, não ama.
Só ama quem sabe e quem quer amar.
Pois de que adianta ter as melhores intenções,
Se não haver condições de ajudar o que se ama?
Amor é um conceito simples,
Mas não se engane,
Sua simplicidade não implica em facilidade,
Amar é difícil!
Como começar a conceituar?
Observando o objeto do conceito.
Neste caso, o amor, com todas as suas faces.
Amor a família, aos amigos, ao trabalho,
Há algo presente em todos os casos:
Amar é fazer algo se tornar melhor.
Observe: é isto o que tu sentes por tudo o que amas!
Se tu amas e não fazes o melhor, isso não é amor.
É qualquer confusão de sentimentos ou pensamentos,
Mas não amor.
Começas a perceber a definição? Vou declará-la:
O equilíbrio que produz, entre
O pensamento e o sentimento,
A evolução, é o amor.
Amar é evoluir!
Se achares que definir o amor deste modo é um erro,
Entenderas esta relação com as seguintes questões:
O que fez a espécie humana surgir tal como surgiu,
E ainda continua moldando seu comportamento?
A evolução!
É esta a linha de raciocínio que permite entender
A importância da evolução para a raça humana.
Mas, de forma geral, é possível também assumir,
Que todos consideram algo importante em suas vidas:
O Amor!
Porque não concluir que,
O mais importante para o individuo,
O mais importante para a espécie,
São uma única coisa?
Amar é evoluir, e evoluir é amar.
Não pense que definição é limitação.
Mesmo definida, a evolução é ilimitada,
Assim como as formas de viver e de amar.
Agora entendes:
Não adianta ter apenas desejo,
É preciso ter as condições para fazer algo evoluir.
E não adianta ter apenas tais condições,
O desejo também é necessário para a evolução.
É algo simples, porém, não é algo fácil.
Perceberás respondendo com sinceridade:
Tens condições de fazer evoluir ao que desejas?
É teu desejo fazer evoluir ao que tens condições?
Tornou-se possível perceber o quão difícil é
A união destes dois elementos?
Pois é, amar é difícil.
Mas não desista nem tenha medo,
Todo humano foi feito para amar,
Todo humano foi feito para evoluir,
Porque é isto o que define um ser:
Humano.
A descoberta do erro
Estavam dois amigos discutindo sobre uma idéia:
- Você está errado.
- Não estou.
- Está sim.
- Como você sabe? Por acaso está na minha posição para saber?
- Não preciso estar. Já vivi algo semelhante, por isso digo que você está errado.
- Semelhante não é igual. Isto não é o suficiente para me convencer.
- Você é muito teimoso. Simplesmente aceite que está errado, vai ser melhor pra você.
- Não concordo com isso.
- Como não? Vai correr o risco de realmente errar em algo que podia ser evitado?
- Eu acho necessário. Isto é o que realmente vai ser melhor pra mim.
- Por quê? Eu já estou dizendo vai ser ruim pra você.
- Você acredita nisso, eu não. Por mais que você alerte, apenas por meio da experiência poderei descobrir se isto é ou não bom pra mim. Você pode até saber da verdade, mas eu preciso descobrir isso também.
- Ora, você é um ser inteligente! Não precisa sentir se isto é bom ou não, eu estou te dizendo que não é e te expliquei os motivos. Utilize seu raciocínio e preveja o que acontecerá.
- Seus motivos são carregados de sentimentos, mas são os seus sentimentos. Eu quero descobrir quais sentimentos eu experimentarei caso faça isso.
- Mas é perigoso... Não quero que faça isto.
- Sim, mas segundo o que você me diz, eu posso me recuperar caso eu realmente esteja errado. Não é um erro irreparável. Só será trabalhoso, mas saciar esta dúvida e conhecer estes sentimentos valerá o trabalho.
- E se isto fosse um erro irreparável?
- Se fosse este o caso, eu usaria o acontecido para alertar a todos e buscar uma forma para que isto não aconteça novamente. Afinal, as medidas de seguranças só existem por causa dos acidentes. Bem, este não é um erro irreparável. Acredito que vai dar certo na verdade. Preciso saber.
- Então você irá querer cometer todos os erros só pra saber? Isto irá te fazer perder um tempo absurdo cuidando de coisas que poderiam ser evitadas.
- Mas não são do meu interesse todos os erros. Só são aqueles que podem influenciar no meu dia-a-dia, que eu sinta que fará diferença no modo em que eu acredito como as coisas funcionam. Este é um deles.
- Ok. Faça como achar melhor pra você. Talvez o erro seja meu.
Ambos por: Leandro de Andrade Moura.
Outra coisa me preocupa além desta. É sobre a criação de literatura que envolva a psicologia evolutiva. Acredito que esteja no senso comum que o artista produz sua arte com naturalidade. Não é o meu caso. Produzo minha arte com esforço. É cansativo, parece um trabalho de parto. Preciso buscar e buscar. Mas o porquê faço isso é o que meu preocupa bastante. Antigamente era um pouco mais simples, eu fazia por naturalidade, só para experimentar coisas novas. Agora o trabalho de busca precisa ser direcionado, não é exatamente natural. Isto me preocupa. Contudo, por naturalidade, o trabalho não surge mais. Minha mente não está mais preocupada com estas questões porque os dilemas que faziam minha poesia ser produzida com naturalidade saíram do meu dia-a-dia. Eu simplesmente já tenho tudo organizado e não tenho vivido novas, e isto não faz surgir poesia. Daí então que vem este trabalho de busca, que procura na organização algo a ser mostrado, e que precisa buscar como isto será mostrado. Naturalmente eu não faria isto, mas é possível forçar. Mas para que forçar? Pra falar a verdade, não lembro exatamente como era o tempo em que os poemas saíam com certa naturalidade, acredito que era quando eu vivia coisas novas e a vontade inconsciente de exteriorizar isso. Era mais pessoal. Agora é mais artificial. Porém, mesmo artificial, acredito que seja algo com a mesma qualidade que o natural, porque eu faço até me sentir satisfeito, embora seja mais difícil.
Esta vontade de exteriorizar continua presente, mas ela agora é mais consciente. Além disto, não tenho vivido coisas novas. Vivo coisas que desejo, que atualmente é me tornar bom no LOL e passar no vestibular, mas isto não é poético, é mecânico. Já devo ter transformado essa mecânica em poesia nos meus poemas anteriores. A poesia é a descoberta, e agora eu não estou descobrindo, e sim produzindo o que eu já sei. Mas continuo querer a produzir porque quero ter conteúdo pra mostrar que se relacionem com a psicologia evolutiva. E mais ainda, quero tornar a psicologia evolutiva, como já falei, algo profissional. Estes poemas seriam uma forma de demonstrar os resultados da psicologia evolutiva, por isso eu busco criá-los. Não é por outro motivo. Não sou romântico a ponto de criar pra demonstrar que eu sou uma boa pessoa, ou dizer que não me preocupo se as pessoas não vão ver, mas, no fundo, desejar que elas vejam e gostem. Se fosse este o caso, criaria algo que evocasse valores instintivos que estivessem no inconsciente coletivo e fosse capaz de atingir as pessoas, e não algo que busque demonstrar a estruturação da p.e.. Pelo menos eu acredito nisto. Também não criaria nada apenas por criar, por me sentir bem com a criação. Toda a ação humana precisa estar ligada a algo que aumente suas chances de sobreviver e reproduzir, seja a nível consciente ou subconsciente. A regra é essa, devem existir exceções, mas não imagino nenhuma no momento. No meu caso, eu crio porque tenho um objetivo de um dia exibir para demonstrar meu ponto de vista. Mas é cansativo, e talvez eu nem alcance este objetivo. Não que isto seja algo totalmente ruim, estou aprendendo, mas é cansativo sustentar isso.
Sobre o LOL, estou entrando numa fase um pouco complicada. Não jogo tão bem quanto esperava jogar, e fico imaginando se isso é culpa do meu computador. Esta dúvida me faz pensar se eu devo continuar jogando pra progredir, pois a potencia do computador não influencia, ou se devo parar de jogar já que não tenho condições de ser tão competitivo quanto as pessoas que tem PC bom, algo que eu desejo. Um amigo irá trocar de computador, provavelmente ele irá rodar o LOL com a tela fluída, coisa que eu na tenho e ele também não tem. Dependendo do que ele disser, poderei concluir se a velocidade do computador influencia no desempenho do jogo. Eu acredito que sim, mas só terei condições de comprar um PC novo daqui há algum tempo. Além de jogar LOL, estou no facebook, criando poemas, não faço muita coisa além disso. Provavelmente entrarei na academia esse mês, isto será interessante. Fazia um bom tempo que eu não tinha uma conversa aleatória neste blog, mas os assuntos já estão acabando. Sendo assim, essa postagem não estará na estrutura normal, apenas terá essa conversa e as publicações. As publicações, por sinal, que acredito ter ficado boa, embora foram feitas de modo artificial, ou seja, através de artifícios, como a busca. Não nasceram de forma espontânea, quero dizer. Enfim, um abraço a todos e fiquem com as publicações.
Conversa sobre o amor
Vou defini-lo.
Não tenha medo,
Se você aceitar,
Irá se acostumar.
O amor, um sentimento?
Não somente um sentimento,
Um equilíbrio, és a explicação:
Quem não sabe amar, não ama.
Quem não quer amar, não ama.
Só ama quem sabe e quem quer amar.
Pois de que adianta ter as melhores intenções,
Se não haver condições de ajudar o que se ama?
Amor é um conceito simples,
Mas não se engane,
Sua simplicidade não implica em facilidade,
Amar é difícil!
Como começar a conceituar?
Observando o objeto do conceito.
Neste caso, o amor, com todas as suas faces.
Amor a família, aos amigos, ao trabalho,
Há algo presente em todos os casos:
Amar é fazer algo se tornar melhor.
Observe: é isto o que tu sentes por tudo o que amas!
Se tu amas e não fazes o melhor, isso não é amor.
É qualquer confusão de sentimentos ou pensamentos,
Mas não amor.
Começas a perceber a definição? Vou declará-la:
O equilíbrio que produz, entre
O pensamento e o sentimento,
A evolução, é o amor.
Amar é evoluir!
Se achares que definir o amor deste modo é um erro,
Entenderas esta relação com as seguintes questões:
O que fez a espécie humana surgir tal como surgiu,
E ainda continua moldando seu comportamento?
A evolução!
É esta a linha de raciocínio que permite entender
A importância da evolução para a raça humana.
Mas, de forma geral, é possível também assumir,
Que todos consideram algo importante em suas vidas:
O Amor!
Porque não concluir que,
O mais importante para o individuo,
O mais importante para a espécie,
São uma única coisa?
Amar é evoluir, e evoluir é amar.
Não pense que definição é limitação.
Mesmo definida, a evolução é ilimitada,
Assim como as formas de viver e de amar.
Agora entendes:
Não adianta ter apenas desejo,
É preciso ter as condições para fazer algo evoluir.
E não adianta ter apenas tais condições,
O desejo também é necessário para a evolução.
É algo simples, porém, não é algo fácil.
Perceberás respondendo com sinceridade:
Tens condições de fazer evoluir ao que desejas?
É teu desejo fazer evoluir ao que tens condições?
Tornou-se possível perceber o quão difícil é
A união destes dois elementos?
Pois é, amar é difícil.
Mas não desista nem tenha medo,
Todo humano foi feito para amar,
Todo humano foi feito para evoluir,
Porque é isto o que define um ser:
Humano.
A descoberta do erro
Estavam dois amigos discutindo sobre uma idéia:
- Você está errado.
- Não estou.
- Está sim.
- Como você sabe? Por acaso está na minha posição para saber?
- Não preciso estar. Já vivi algo semelhante, por isso digo que você está errado.
- Semelhante não é igual. Isto não é o suficiente para me convencer.
- Você é muito teimoso. Simplesmente aceite que está errado, vai ser melhor pra você.
- Não concordo com isso.
- Como não? Vai correr o risco de realmente errar em algo que podia ser evitado?
- Eu acho necessário. Isto é o que realmente vai ser melhor pra mim.
- Por quê? Eu já estou dizendo vai ser ruim pra você.
- Você acredita nisso, eu não. Por mais que você alerte, apenas por meio da experiência poderei descobrir se isto é ou não bom pra mim. Você pode até saber da verdade, mas eu preciso descobrir isso também.
- Ora, você é um ser inteligente! Não precisa sentir se isto é bom ou não, eu estou te dizendo que não é e te expliquei os motivos. Utilize seu raciocínio e preveja o que acontecerá.
- Seus motivos são carregados de sentimentos, mas são os seus sentimentos. Eu quero descobrir quais sentimentos eu experimentarei caso faça isso.
- Mas é perigoso... Não quero que faça isto.
- Sim, mas segundo o que você me diz, eu posso me recuperar caso eu realmente esteja errado. Não é um erro irreparável. Só será trabalhoso, mas saciar esta dúvida e conhecer estes sentimentos valerá o trabalho.
- E se isto fosse um erro irreparável?
- Se fosse este o caso, eu usaria o acontecido para alertar a todos e buscar uma forma para que isto não aconteça novamente. Afinal, as medidas de seguranças só existem por causa dos acidentes. Bem, este não é um erro irreparável. Acredito que vai dar certo na verdade. Preciso saber.
- Então você irá querer cometer todos os erros só pra saber? Isto irá te fazer perder um tempo absurdo cuidando de coisas que poderiam ser evitadas.
- Mas não são do meu interesse todos os erros. Só são aqueles que podem influenciar no meu dia-a-dia, que eu sinta que fará diferença no modo em que eu acredito como as coisas funcionam. Este é um deles.
- Ok. Faça como achar melhor pra você. Talvez o erro seja meu.
Ambos por: Leandro de Andrade Moura.
Postado por:
Devir Social
às
20:53:00
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Ciência,
Literatura
domingo, 30 de dezembro de 2012
Reflexões acerca do ego e minhas experiências e publicação de conto: Os chocolates e a existência
Introdução:
Olá amigos. Realmente faz um bom tempo que eu não escrevo, inclusive está quase acabando o mês. Não estou só distanciado de escrever, mas também das minhas teorias. Estou vivendo um pouco mais o lado prático da coisa agora, aprendendo a jogar league of legends e terminando de assistir algumas séries ou de fazer coisas que antes eu queria. Mas isto não significa que eu tenha abandonado o pensamento em si. Continuo observando as coisas e tenho sentido comportamentos interessantes durante a competição no LOL. Acredito que isto me enrique muito como pessoa, e também ajuda a aprofundar minhas teorias acerta do ser. Pretendo escrever sobre isso hoje e publicar um novo conto que eu fiz inspirado nas minhas idéias sobre desejo, vontade e manipulação do instinto através do raciocínio. Alias, se um dia eu realmente for publicar um livro, botarei alguns contos. Antes, gostaria de relatar que, por me concentrar demais em competição e por falta dos devidos investimentos, acabei abandonando meu programa de exercícios físicos. Próximo ano, com a chegada dos resultados do vestibular, eu terei o que é preciso para voltar a fazê-los. Agora, vamos à postagem.
Reflexões acerca do ego e minhas experiências:
O título dessa postagem é o parecido com o desse vídeo (link aqui), que foi passado por meu amigo dias atrás mas que só agora fui ver. Por coincidência, tenho tido experiências nos jogos que me iriam me motivar a falar sobre esse assunto, o ego. Nunca dei importância as teorias psicológicas consolidadas na academia científica por sempre pensar que o conhecimento devia vir a partir do momento que eu tivesse capacidade de percebê-lo ao meu redor, e parece que isto está acontecendo agora com o Ego. Pela primeira vez em muito tempo, eu senti meu ego batendo forte durante alguma ocasião, e essa ocasião foi durante as competições no League of Legends.
Sempre relatei aos meus amigos, e acredito que tenha algum registro disso aqui no blog, de que a psicologia evolutiva esmaga o ser. Na verdade ela esmaga o ego, porque põe o humano frente-a-frente com o que ele realmente é, com a verdade. Embora seja complicado definir o que seja verdade por causa dos sistemas humanos, que são um tanto mais complexos, eu geralmente assumo, desde aquela época, que verdade é a relação entre fator-resultado. Ou seja, quando eu aplicava verdade em psicologia, buscava saber quais fatores fez o humano se tornar o que é, não simplesmente assumia que o tal pessoa é como é porque é. Isso me deu um distanciamento dos sentimentos, tanto bons quanto ruins, porque eu apenas via uma relação de fator-resultado, nada além disso. Contudo, o ego é algo que vai um pouco além do fator-resultado, porque ele é a expectativa do fator-resultado que deseja ser alcançada independente da realidade. De certo modo, abandonar a expectativa de fator-resultado é abandonar o ego, já que a expectativa pode ser traduzida em desejo, foi isto o que eu acabei fazendo durante algum tempo.
Foi interessante notá-lo com força durante os jogos de LOL. Aconteceu da seguinte forma: eu ainda estou em processo de aprendizagem, portanto, ainda cometo muitos erros por falta de noção de tempo e posicionamento. Contudo, eu não jogo sozinho e com outras pessoas. Essas pessoas querem vencer, elas querem muito isso porque o tempo e esforço delas estão sendo investidos na partida. Elas querem se sentir bem com o gosto da vitória e da conquista. Porém, elas vêem a sensação essa sensação sendo perdida por causa de outra pessoa, e isso causa raiva nelas. É quando ocorrem os xingamentos a pessoa, e não ao fator-resultado, ou seja: é quando ocorrem os xingamentos ao ego. Eu tinha consciência do meu timing errado, bem como do posicionamento errado, e já estava trabalhando em melhorá-los. Já estava buscando formas. Mas a questão é que o ataque é a pessoa, não ao método. Ignora-se tudo o que a pessoa está trabalhando e ela simplesmente é chamada de “lixo” por cometer alguns erros.
Percebam então que se inicia uma disputa de egos. O ego de quem joga bem desenvolve uma expectativa de que vai ganhar o jogo, porque ele se esforçou e buscou as melhores formas de jogar e alcançar esse objetivo. Contudo, quando ele se depara com algum fator que o fará perder, algo que ele não deseja, ele sente raiva, e por impulso da raiva deseja destruir aquilo que o faz perder. O método que ele utiliza para destruir nesse caso é a agressão moral, que deseja atacar diretamente o ego da pessoa que ta fazendo o time perder. A pessoa que está perdendo e tem seu ego atacado moralmente busca se defender, porque ela sente que todas as habilidades que ela já adquiriu no jogo, que a fazem ser boa também, estão sendo ignoradas. Ela busca se defender atacando também o ego da pessoa que está ganhando, como acusar que só errou porque ele errou também, ou buscando algum defeito que não esteja sobre o domínio do seu ego para justificar os erros, como velocidade de conexão lenta, seleção de campeão ruim, time adversário muito forte contra aquele campeão, ou alguma coisa do tipo. Obviamente não existem apenas esses desfeches no conflito de egos, mas são os mais comuns. É possível notar que durante todo esse conflito o objeto final era um só: alcançar o que se deseja. Nesse caso era se sentir um bom jogador, não um jogador ruim.
Nenhum momento houve uma discussão baseada em fator-resultado durante o conflito entre os egos. Ou seja, em nenhum momento ambos os jogadores buscaram analisar o que estava fazendo quem ganhar, ganhar, ou quem perder, perder. Houve apenas acusações do que poderia ter sido feito no mundo de expectativas criado pelo ego de cada uma das pessoas. Uma fica dizendo que a outra poderia ter jogado melhor no que ela acha que poderia ter sido feito e não em consideração sobre o porquê aquela pessoa não fez aquilo. Quando leva, simplesmente assume que ele não fez porque é ruim, mas não busca realmente entender a relação entre fator-resultado que gera aquilo que ela deseja. O ego simplesmente assume que já sabe, porque fez algo parecido em algum momento mesmo sem saber como. Podemos perceber, inclusive, que o ego não se monta baseado no nada, mas sim num conjunto de experiências anteriores que se associam para projetá-lo naquilo que ela deseja. A idealização é alimentada quando, vez ou outra, por coincidência, o ego alcança o resultado que deseja já que ele é baseado em experiências anteriores idealizadas. Contudo, isto não é feito de modo consciente, pois a pessoa não busca entender toda a relação de fator-resultado que baseia aquilo que ela deseja.
O real problema da falta de consciência é esse: o ego se adaptar a um ambiente idealizado demais. O complicado disso é que, por exemplo, numa batalha do LOL, enquanto houver disputas de egos, não haverá o avanço da melhor maneira possível. Informações serão trocadas, mas informações imprecisas e manipuladas pela idealização do ego, tanto por parte de quem emite quanto por parte de quem recebe. A coisa não vai rolar tão eficiente quanto poderia ser, o esforço será mal empregado, sentimentos ruins vão ser invocados com mais freqüência que os bons devido a adaptação má estruturada. Um exemplo: durante uma partida de lol, o time sente que vai perder. A tristeza acontecerá por si só, porque perder não é o que eles desejam. Contudo, se junto a tristeza vier o sentimento de raiva, e esse sentimento for empregado em buscar um culpado, como o ego deseja, e não uma solução, haverá brigas e mais brigas e ninguém chegará a nenhuma conclusão. Caso contrário, um ego conscientizado iria buscar uma solução real para melhorar o desempenho do time, e o que antes seria motivo de acusações de culpa só se torna mais uma característica a ser melhorada entre tantas e tantas.
Eu busco construir um desejo consciente, desejar aquilo que eu sei que sou capaz por meio de associações ou analógicas, só falta esforço ou buscar outros modos. Neste caso, sei que sou capaz de me tornar bom no LOL, e estou me esforçando para isso. Eu quero isso porque é bom competir, deixa a mente afiada, acostuma ao esforço, aos erros e acertos. Contudo, durante uma dessas partidas, que foi a que eu me entreguei ao ego, o cara me chamou de lixo e eu resolvi revidar, embora soubesse que tanto eu não era o lixo, como ele não estava falando aquilo baseado em alguma linha de raciocínio, estava falando apenas por raiva. Revidei atacando seus erros, que é uma das formas padrões desse tipo de conflito se desenrolar. Realmente senti nessa ocasião que eu estava emitindo informações imprecisas, mas que eu tive que fazer para poder sustentar o ponto de vista forte que meu ego desejava para eu não me sentir ruim e fazer o cara se sentir ruim. Ou seja, eu me lembrava de algo mais ou menos parecido com o que eu tava falando, mas eu falava mesmo assim com firmeza pra não dar chance dele dizer que foi diferente, chegou a ser próximo da mentira. Isto não é necessariamente saudável, mas foi o que aconteceu. No final, a batalha nem tinha mais importância porque já estava perdida, o foco era a disputa de egos. Agora, pouco me lembro da partida, dos personagens ou quem foi o cara com quem discuti. Não devo ter aprendido muita coisa além da experiência de confronto em si, assim como ele.
Antes de encerrar esse tema, gostaria de fazer alguns acréscimos relacionados a ele: é um pouco difícil entender todos os fatores relacionados com um resultado. Tenho um amigo que ele se adaptou muito rápido ao LOL, mas ele já veio antes de jogos de PVP. Já outro amigo demorou bastante pra se adaptar ao LOL, esse jogou poucos jogos PVP, que são os de confronto entre os jogadores. Acredito que a experiência de outros jogos no estilo seja favorável a uma adaptação mais fácil, já que já se sabe o padrão de comportamento de jogadores, não do jogo em si, e se explora isso, como os erros. Esse amigo que se adaptou bem era bastante agressivo e se aproveitava muito dos erros dos outros jogadores, não do conhecimento da mecânica do jogo em si. Ela ser boa no jogo por ter experiências em outros jogos não invalida ela ser boa, apenas justifica. Do mesmo jeito, esse meu amigo que se adaptou lentamente ao jogo não pode ser chamado simplesmente de ruim, é fazer uma comparação entre os estilos de obter o resultado para descobrir o que um tem e o outro não, daí então se desenvolver um projeto pra alcançar isso também. O que falta nesse amigo nesse caso é agressividade, ele foca demais no estudo teórico da mecânica do jogo e cometia erros da dinâmica que acontece, mas que não se específica em teoria, como o tempo de ação, por exemplo. Esse amigo que ganhava bastante tinha um ego bastante idealizado. Quando perdia o jogo nunca era culpa dele, mas quando ganhava, era ele que tinha carregado o time para a vitória.
Conto:
Os chocolates e a existência
Eu adoro chocolates. Chocolates são muito bons. Minha casa é cheia deles. Estão em todos os cômodos. No quarto, no banheiro, na cozinha, na sala de estar. Vários tamanhos, formas, embalagens e sabores. Eles já fazem parte da decoração da minha casa. Li em uma pesquisa que neles há substâncias que estimulam os hormônios do prazer ao chegarem ao cérebro. Não sei se é por causa disto que eu os gosto tanto, mas como-os sempre que posso, sempre que quero me sentir bem. Muitas pessoas me criticam por este meu hábito. Sustentam-se no fato de que este excesso não é bom para a saúde.
No começo eu ignorava isso, mas agora já vejo as conseqüências. Engordei muito. Agora sinto dificuldades de fazer quaisquer tipos de atividade física. Pior, preocupo-me com minha saúde. Provavelmente viverei menos se continuar nesta condição. Não quero isto. Como chocolates para me sentir bem, mas para isso também preciso estar viva. Sem contar que preciso fazer outras coisas para me sentir bem. Já notei que o efeito prazeroso do chocolate passa caso seja consumido demais. Suponho que seja o mesmo mecanismo das drogas convencionais: quanto mais se usa, mais é necessário usar para que o mesmo efeito surja novamente. Está decidido, vou parar de comer chocolates, mas não posso simplesmente parar, eu já tentei. O desejo fala mais alto. Se eu depender meu bem-estar apenas deles, estou condenada.
Preciso descobrir como fazer isto para não dar errado como na ultima tentativa. Algo me fez comê-los, talvez se eu descobrir o que foi poderei mudar a causa e então a conseqüência. Comecei a comê-los por puro acidente. Um dia eu estava triste e buscando algo para me animar. Comi uns chocolates que estavam perto dali. A tristeza era por algo que eu não lembro mais, mas adotei o costume. Recorria a eles na maioria dos momentos que não estavam ao meu agrado. Logo comecei a deixar de ligar para as coisas que me deixavam tristes ou buscar coisas para acabar com o meu tédio. Substitui as atividades saudáveis, porém difíceis, por chocolate. Acho que sem perceber entrei em um ciclo vicioso e agora estou presa. Abandonei tudo o que me fazia bem e dava prazer por algo que dá prazer com facilidade, mas que não faz bem.
Estou onde estou por buscar facilidade sem pensar nas conseqüências. Agora começarei a buscar dificuldade pensando nas conseqüências, que neste caso será a saúde. Busco saúde, este é meu desejo agora. O que faço? Não é algo tão fácil. Exatamente, não é fácil, mas é saudável. Começarei por um esporte, depois uma dieta, e depois novos projetos para ocupar o tempo livre. Arte, estudos, entretenimento, algo que eu deseje a ponto de substituir o desejo que tenho por chocolates. Não será fácil descobrir isto, mas buscarei. Existem muitas coisas neste mundo, alguma delas há de despertar meu desejo mais que comer chocolates. Inclusive, já sei por qual esporte começar: futebol. Comprarei uma bola.
Quando criança, nas reuniões de família, meus tios costumavam organizar um enorme futebol para todas as crianças se entreterem. Formavam-se os times. Minhas primas jogavam muito bem, coisa pouco comum para meninas naqueles tempos. Isto, talvez, tenha motivado o meu desejo por jogar igual a elas, que de tão boas os primos faziam até questão da sua presença no time. Mas eu tinha pouca oportunidade para jogar futebol ao contrário delas. Contentei-me com minha situação e nunca tentei jogar. Acordarei este desejo. Encontrarei formas de realizá-los, afinal, não é algo impossível já que eu vi tantas pessoas fazendo. Entrarei numa escola de futebol. Aproveitarei e já iniciarei desenvolvendo um novo regime alimentar, próprio para o desenvolvimento saudável.
Como isto é difícil, tive que procurar um nutricionista. Ele me falou que terei que readequar meu paladar, pois o gosto da comida ruim é meu corpo estranhando a novidade e logo aprenderei a apreciar tais sabores. Talvez o corpo humano tenha certas tendências, como apreciar coisas doces ou gordurosas. Uma explicação para isto seria nossos antepassados terem passado muitas crises alimentar, e aqueles que comiam todo doce e gordura que encontravam sobreviviam mais. De qualquer forma, o nutricionista me garantiu que eu apreciarei os novos sabores assim que eu me acostumar com eles e perceber o quanto são uma boa opção alimentar. De certa forma, estou olhando o chocolate agora com certo receio enquanto que antigamente o olhava como algo maravilhoso. Se eu transformei algo tão bom em algo médio, existiria algum motivo para não conseguir transformar algo médio em algo bom?
Comecei a treinar futebol. Ai! Como eu sou ruim. As garotas preferem não me escolher. Eu as entendo, elas querem ganhar. É comum ouvir delas que eu não deveria estar ali, estou atrapalhando o ritmo de treino, a dinâmica de jogo. O professor me apóia e umas poucas também. Sou atenciosa, mas é a primeira vez que jogo com todas as regras e preposições táticas. É quantidade razoável de informações, algo que se torna um problema já que até dominar a bola é algo que eu não consigo fazer com facilidade. Minhas primas jogavam tão bem ainda com pouca idade. O pai delas as fazia sempre jogar futebol. Somos da mesma família, portanto, provavelmente temos condições corporais parecidas. Devo conseguir desenvolver as mesmas habilidades que elas, mas preciso treinar. É isto o que elas tinham e eu não tenho até hoje.
Cheguei em casa. Os chocolates continuam decorando os cômodos. A vontade de comê-los bate, mas não me entregarei. Encontrarei o prazer que antes eram deles nos meus novos projetos. Minha refeição é a que foi prescrita no regime. Continua ruim, mas agora menos ruim. O gosto fica na memória, e eu costumo associá-lo sempre a saúde e a satisfação da fome. É uma tentativa de tornar o processo de adaptação mais rápido. Mas os chocolates continuam me chamando. Comê-los faria sentir-me satisfeita rapidamente, mas eu não estou satisfeita agora? Tenho um projeto a fazer, um bom projeto. Sim, estou satisfeita, mas de um modo diferente. Estou satisfeita, mas não estou me sentindo bem. Estou neutra. Este estado já costuma chamar os chocolates, mas o que eu farei agora é outra coisa: treinarei futebol. Vou passar o resto do dia brincando com a bola nos tempos apropriados. Este acréscimo de intimidade com a bola fará eu me acostumar mais rápido com o treinamento lá na escola, sem contar que será um passa-tempo para eu não pensar nos chocolates.
Como me sinto estranha tentando fazer algo que minhas primas quando crianças faziam com tanta habilidade. Estou errando tudo, mesmo tendo mais idade. Existem crianças tão melhores que eu nisto, pensar nisso me desanima. Essa desanimação me dá vontade de comer chocolates. Oh... Não! Não irei. Se não for o futebol, será outro projeto com a mesma finalidade. De qualquer forma, crianças não devem nascer sabendo. Todos dizem que crianças aprendem rápido, talvez porque tudo seja novidade para elas e porque elas não têm medo de se divertir com as coisas mais bobas. Nestas diversões elas aprendem muito e sem perceber se tornam aptas a jogar futebol bem. Talvez até exista sentimento de competição enquanto criança, mas não o suficiente para que a diversão seja esquecida. Contudo, o mesmo não se aplica quando elas são estimuladas a competirem artificialmente. Não é o caso das minhas primas.
Vou me divertir. Não vou esquecer-me do objetivo, nem vou esquecer-me do treinamento, mas vou preferir passar mais tempo fazendo algo que me divirta do que passar pouco tempo fazendo algo sério e que eu não goste. Isto me fará mais saudável, e o objetivo final disto tudo é isso. Assim o fiz, passei horas tentando fazer certas brincadeiras com a bola. Equilibrá-la no meu pé foi um desafio, já estou conseguindo. Chutá-la na parede e deixá-la bater no chão apenas uma vez e dar outro chute. Fiz algumas adaptações na casa para poder fazer esse tipo de coisa. A parede ficou toda manchada, mas não é algo que me incomode. O dia passou rápido hoje, estou me sentindo satisfeita em ter equilibrado a bola no pé daquele jeito. Isto parece uma besteira, mas não duvido que isto vá me ajudar no treinamento e que logo estarei jogando futebol razoavelmente bem, o suficiente para não atrapalhar a dinâmica de jogo e me sentir parte de toda aquela emoção.
Quando acordei, antes de ir trabalhar, meu telefone toca. Era um parente anunciando algo terrível: minha mãe morreu. Foi um choque. Passei alguns instantes na cama, não acredito que isso aconteceu. Comecei a chorar. A morte, um acidente de trabalho. Minha mãe já estava em meia-idade, mas ainda duraria muito tempo. Ela trabalhava em uma indústria importante, porém, nova. Continuei chorando, não fui ao trabalho. Meu tio veio me buscar, não consigo acreditar. Sim, era verdade. Um representante da empresa veio falar comigo pedindo desculpas, acidentes como aquele nunca haviam ocorrido antes e medidas serão tomadas para que aquilo não aconteça novamente. Estava muito triste, voltei para casa. Não fui treinar, quis evitar chorar em público. Eles não podem me ajudar. Continuei chorando ao relembrar de todos os comportamentos que só eu e minha mãe tínhamos. Coisas vindas do nosso passado. Agora restam as lembranças. Meu pai e irmãos estão muito sensibilizados também, uma parte importante nossa se foi com muito ainda a viver. Não há o que fazer, continuaremos a nossa vida, voltei para casa.
A tristeza continua em mim. É algo ruim, quero que isso passe. Mas sempre volta quando eu penso que minha mãe morreu. Quero me sentir bem novamente. Os chocolates estão aqui perto, é só eu levantar e pegá-los. Sentirei prazer, me sentirei bem, embora isto me faça mal. Porque eu quero me sentir bem agora? Porque eu preciso me sentir bem agora? Não, eu não preciso. Minha mãe morreu, e isto é algo importante para mim. Eu quero sofrer. Eu quero sofrer como homenagem, eu quero sofrer como forma de eu me acostumar a um mundo sem ela. Não vou tentar apagar a morte dela com algo que faça mal, como os chocolates. Vou deixar meu instinto encontrar um caminho saudável para se acostumar com este novo mundo. Eu sei que ele irá fazer isto, pois todos os dias milhares pessoas diferentes perdem coisas preciosas para si e encontram o caminho para continuar vivendo. Só terei que ter paciência e viver meus sentimentos.
Alguns dias se passaram após o acidente. Preciso voltar a trabalhar, afinal, isto é minha sobrevivência. Os dias se passaram e as coisas foram voltando ao normal. Eu já não chorava por qualquer lembrança. Senti que poderia voltar ao futebol sem maiores problemas. Lá, algumas pessoas sentiram falta de mim, algo que eu não esperava. Um bom acidente talvez, que acabei aproveitando. Convidei-as para sair. Tornamos disto um hábito. Logo freqüentávamos filmes, escutávamos música, compreendíamos arte. Não era sempre bom. Havia briga algumas vezes, divergências, coisas do tipo. Mas com o tempo, depois de superar essas coisas e principalmente por participarmos da mesma escola, acabamos criando uma ligação forte, familiar. Numa noite dessas redescobri minha sensualidade numa boate. Isto foi algo bom também. A forma do meu corpo ainda não está plenamente dentro dos padrões sociais valorizados, mas bons homens saberão aproveitá-lo. São esses os que eu quero. Não ligo caso ele não chegue nestes padrões, afinal, não irei trabalhar com o corpo. Só preciso que ele seja saudável.
Agora estou aqui. Saudável, aprendendo nos momentos ruins, aproveitando os momentos bons, buscando coisas novas nos momentos de tédio, mas satisfeita em ambos os casos. Satisfeita em estar desenvolvendo um bom projeto de vida, satisfeita em conseguir as coisas que desejei, e de ter desejado coisas boas para mim. Não busco mais mentir sobre meus sentimentos ou maquiá-los. Busco redirecioná-los com meu raciocínio para uma boa direção, e, essencialmente, vivê-los. É interessante perceber como eu estava seguindo uma vida artificial, condicionada, aprisionada há alguns poucos elementos, destinada a deterioração. Agora estou livre para buscar o que quero, e o que eu quero é sentir a vida da melhor maneira possível. Quanto aos chocolates, eles ainda são uma bonita decoração. Vou deixá-los nesta situação por um bom tempo. Eles são uma lembrança de onde a minha falta de consciência sobre minha existência me levou: a quase não existência.
Encarramento:
Ao final de mais uma postagem, gostaria de comentar sobre o texto a cima. A idéia dele surgiu quando eu percebi que as pessoas tinham pequenos relances de desejo de algo mais fácil como forma de substituir um desejo mais difícil. Sofrer se tornou algo evitado em nossa cultura, e isso não é necessariamente saudável. Tento mostrar no texto, através da boa representatividade dos chocolates, que sofrer faz parte do processo de adaptação do desejo a coisas realmente boas, que é necessário que o instinto se acostume com elas mesmo sendo difíceis. É interessante notar como até mesmo as formas de entreternimento e de comemoração atualmente são baseadas em coisas de comusumo simples, mas que prejudicam, ao invés de coisas de consumo complicado mas que fazem bem. Exemplo: uma festa cheia de bebida ao invés de algum tipo de comemoração saudável e recreatíva ou esportiva. Até mesmo as danças se adaptaram a essa tendência, quando percebe-se que as pessoas dançam com pouco treinamento, mas com necessidade de estarem bem-vestidas. Enfim, até a próxima postagem amigos, abraços.
Olá amigos. Realmente faz um bom tempo que eu não escrevo, inclusive está quase acabando o mês. Não estou só distanciado de escrever, mas também das minhas teorias. Estou vivendo um pouco mais o lado prático da coisa agora, aprendendo a jogar league of legends e terminando de assistir algumas séries ou de fazer coisas que antes eu queria. Mas isto não significa que eu tenha abandonado o pensamento em si. Continuo observando as coisas e tenho sentido comportamentos interessantes durante a competição no LOL. Acredito que isto me enrique muito como pessoa, e também ajuda a aprofundar minhas teorias acerta do ser. Pretendo escrever sobre isso hoje e publicar um novo conto que eu fiz inspirado nas minhas idéias sobre desejo, vontade e manipulação do instinto através do raciocínio. Alias, se um dia eu realmente for publicar um livro, botarei alguns contos. Antes, gostaria de relatar que, por me concentrar demais em competição e por falta dos devidos investimentos, acabei abandonando meu programa de exercícios físicos. Próximo ano, com a chegada dos resultados do vestibular, eu terei o que é preciso para voltar a fazê-los. Agora, vamos à postagem.
Reflexões acerca do ego e minhas experiências:
O título dessa postagem é o parecido com o desse vídeo (link aqui), que foi passado por meu amigo dias atrás mas que só agora fui ver. Por coincidência, tenho tido experiências nos jogos que me iriam me motivar a falar sobre esse assunto, o ego. Nunca dei importância as teorias psicológicas consolidadas na academia científica por sempre pensar que o conhecimento devia vir a partir do momento que eu tivesse capacidade de percebê-lo ao meu redor, e parece que isto está acontecendo agora com o Ego. Pela primeira vez em muito tempo, eu senti meu ego batendo forte durante alguma ocasião, e essa ocasião foi durante as competições no League of Legends.
Sempre relatei aos meus amigos, e acredito que tenha algum registro disso aqui no blog, de que a psicologia evolutiva esmaga o ser. Na verdade ela esmaga o ego, porque põe o humano frente-a-frente com o que ele realmente é, com a verdade. Embora seja complicado definir o que seja verdade por causa dos sistemas humanos, que são um tanto mais complexos, eu geralmente assumo, desde aquela época, que verdade é a relação entre fator-resultado. Ou seja, quando eu aplicava verdade em psicologia, buscava saber quais fatores fez o humano se tornar o que é, não simplesmente assumia que o tal pessoa é como é porque é. Isso me deu um distanciamento dos sentimentos, tanto bons quanto ruins, porque eu apenas via uma relação de fator-resultado, nada além disso. Contudo, o ego é algo que vai um pouco além do fator-resultado, porque ele é a expectativa do fator-resultado que deseja ser alcançada independente da realidade. De certo modo, abandonar a expectativa de fator-resultado é abandonar o ego, já que a expectativa pode ser traduzida em desejo, foi isto o que eu acabei fazendo durante algum tempo.
Foi interessante notá-lo com força durante os jogos de LOL. Aconteceu da seguinte forma: eu ainda estou em processo de aprendizagem, portanto, ainda cometo muitos erros por falta de noção de tempo e posicionamento. Contudo, eu não jogo sozinho e com outras pessoas. Essas pessoas querem vencer, elas querem muito isso porque o tempo e esforço delas estão sendo investidos na partida. Elas querem se sentir bem com o gosto da vitória e da conquista. Porém, elas vêem a sensação essa sensação sendo perdida por causa de outra pessoa, e isso causa raiva nelas. É quando ocorrem os xingamentos a pessoa, e não ao fator-resultado, ou seja: é quando ocorrem os xingamentos ao ego. Eu tinha consciência do meu timing errado, bem como do posicionamento errado, e já estava trabalhando em melhorá-los. Já estava buscando formas. Mas a questão é que o ataque é a pessoa, não ao método. Ignora-se tudo o que a pessoa está trabalhando e ela simplesmente é chamada de “lixo” por cometer alguns erros.
Percebam então que se inicia uma disputa de egos. O ego de quem joga bem desenvolve uma expectativa de que vai ganhar o jogo, porque ele se esforçou e buscou as melhores formas de jogar e alcançar esse objetivo. Contudo, quando ele se depara com algum fator que o fará perder, algo que ele não deseja, ele sente raiva, e por impulso da raiva deseja destruir aquilo que o faz perder. O método que ele utiliza para destruir nesse caso é a agressão moral, que deseja atacar diretamente o ego da pessoa que ta fazendo o time perder. A pessoa que está perdendo e tem seu ego atacado moralmente busca se defender, porque ela sente que todas as habilidades que ela já adquiriu no jogo, que a fazem ser boa também, estão sendo ignoradas. Ela busca se defender atacando também o ego da pessoa que está ganhando, como acusar que só errou porque ele errou também, ou buscando algum defeito que não esteja sobre o domínio do seu ego para justificar os erros, como velocidade de conexão lenta, seleção de campeão ruim, time adversário muito forte contra aquele campeão, ou alguma coisa do tipo. Obviamente não existem apenas esses desfeches no conflito de egos, mas são os mais comuns. É possível notar que durante todo esse conflito o objeto final era um só: alcançar o que se deseja. Nesse caso era se sentir um bom jogador, não um jogador ruim.
Nenhum momento houve uma discussão baseada em fator-resultado durante o conflito entre os egos. Ou seja, em nenhum momento ambos os jogadores buscaram analisar o que estava fazendo quem ganhar, ganhar, ou quem perder, perder. Houve apenas acusações do que poderia ter sido feito no mundo de expectativas criado pelo ego de cada uma das pessoas. Uma fica dizendo que a outra poderia ter jogado melhor no que ela acha que poderia ter sido feito e não em consideração sobre o porquê aquela pessoa não fez aquilo. Quando leva, simplesmente assume que ele não fez porque é ruim, mas não busca realmente entender a relação entre fator-resultado que gera aquilo que ela deseja. O ego simplesmente assume que já sabe, porque fez algo parecido em algum momento mesmo sem saber como. Podemos perceber, inclusive, que o ego não se monta baseado no nada, mas sim num conjunto de experiências anteriores que se associam para projetá-lo naquilo que ela deseja. A idealização é alimentada quando, vez ou outra, por coincidência, o ego alcança o resultado que deseja já que ele é baseado em experiências anteriores idealizadas. Contudo, isto não é feito de modo consciente, pois a pessoa não busca entender toda a relação de fator-resultado que baseia aquilo que ela deseja.
O real problema da falta de consciência é esse: o ego se adaptar a um ambiente idealizado demais. O complicado disso é que, por exemplo, numa batalha do LOL, enquanto houver disputas de egos, não haverá o avanço da melhor maneira possível. Informações serão trocadas, mas informações imprecisas e manipuladas pela idealização do ego, tanto por parte de quem emite quanto por parte de quem recebe. A coisa não vai rolar tão eficiente quanto poderia ser, o esforço será mal empregado, sentimentos ruins vão ser invocados com mais freqüência que os bons devido a adaptação má estruturada. Um exemplo: durante uma partida de lol, o time sente que vai perder. A tristeza acontecerá por si só, porque perder não é o que eles desejam. Contudo, se junto a tristeza vier o sentimento de raiva, e esse sentimento for empregado em buscar um culpado, como o ego deseja, e não uma solução, haverá brigas e mais brigas e ninguém chegará a nenhuma conclusão. Caso contrário, um ego conscientizado iria buscar uma solução real para melhorar o desempenho do time, e o que antes seria motivo de acusações de culpa só se torna mais uma característica a ser melhorada entre tantas e tantas.
Eu busco construir um desejo consciente, desejar aquilo que eu sei que sou capaz por meio de associações ou analógicas, só falta esforço ou buscar outros modos. Neste caso, sei que sou capaz de me tornar bom no LOL, e estou me esforçando para isso. Eu quero isso porque é bom competir, deixa a mente afiada, acostuma ao esforço, aos erros e acertos. Contudo, durante uma dessas partidas, que foi a que eu me entreguei ao ego, o cara me chamou de lixo e eu resolvi revidar, embora soubesse que tanto eu não era o lixo, como ele não estava falando aquilo baseado em alguma linha de raciocínio, estava falando apenas por raiva. Revidei atacando seus erros, que é uma das formas padrões desse tipo de conflito se desenrolar. Realmente senti nessa ocasião que eu estava emitindo informações imprecisas, mas que eu tive que fazer para poder sustentar o ponto de vista forte que meu ego desejava para eu não me sentir ruim e fazer o cara se sentir ruim. Ou seja, eu me lembrava de algo mais ou menos parecido com o que eu tava falando, mas eu falava mesmo assim com firmeza pra não dar chance dele dizer que foi diferente, chegou a ser próximo da mentira. Isto não é necessariamente saudável, mas foi o que aconteceu. No final, a batalha nem tinha mais importância porque já estava perdida, o foco era a disputa de egos. Agora, pouco me lembro da partida, dos personagens ou quem foi o cara com quem discuti. Não devo ter aprendido muita coisa além da experiência de confronto em si, assim como ele.
Antes de encerrar esse tema, gostaria de fazer alguns acréscimos relacionados a ele: é um pouco difícil entender todos os fatores relacionados com um resultado. Tenho um amigo que ele se adaptou muito rápido ao LOL, mas ele já veio antes de jogos de PVP. Já outro amigo demorou bastante pra se adaptar ao LOL, esse jogou poucos jogos PVP, que são os de confronto entre os jogadores. Acredito que a experiência de outros jogos no estilo seja favorável a uma adaptação mais fácil, já que já se sabe o padrão de comportamento de jogadores, não do jogo em si, e se explora isso, como os erros. Esse amigo que se adaptou bem era bastante agressivo e se aproveitava muito dos erros dos outros jogadores, não do conhecimento da mecânica do jogo em si. Ela ser boa no jogo por ter experiências em outros jogos não invalida ela ser boa, apenas justifica. Do mesmo jeito, esse meu amigo que se adaptou lentamente ao jogo não pode ser chamado simplesmente de ruim, é fazer uma comparação entre os estilos de obter o resultado para descobrir o que um tem e o outro não, daí então se desenvolver um projeto pra alcançar isso também. O que falta nesse amigo nesse caso é agressividade, ele foca demais no estudo teórico da mecânica do jogo e cometia erros da dinâmica que acontece, mas que não se específica em teoria, como o tempo de ação, por exemplo. Esse amigo que ganhava bastante tinha um ego bastante idealizado. Quando perdia o jogo nunca era culpa dele, mas quando ganhava, era ele que tinha carregado o time para a vitória.
Conto:
Os chocolates e a existência
Eu adoro chocolates. Chocolates são muito bons. Minha casa é cheia deles. Estão em todos os cômodos. No quarto, no banheiro, na cozinha, na sala de estar. Vários tamanhos, formas, embalagens e sabores. Eles já fazem parte da decoração da minha casa. Li em uma pesquisa que neles há substâncias que estimulam os hormônios do prazer ao chegarem ao cérebro. Não sei se é por causa disto que eu os gosto tanto, mas como-os sempre que posso, sempre que quero me sentir bem. Muitas pessoas me criticam por este meu hábito. Sustentam-se no fato de que este excesso não é bom para a saúde.
No começo eu ignorava isso, mas agora já vejo as conseqüências. Engordei muito. Agora sinto dificuldades de fazer quaisquer tipos de atividade física. Pior, preocupo-me com minha saúde. Provavelmente viverei menos se continuar nesta condição. Não quero isto. Como chocolates para me sentir bem, mas para isso também preciso estar viva. Sem contar que preciso fazer outras coisas para me sentir bem. Já notei que o efeito prazeroso do chocolate passa caso seja consumido demais. Suponho que seja o mesmo mecanismo das drogas convencionais: quanto mais se usa, mais é necessário usar para que o mesmo efeito surja novamente. Está decidido, vou parar de comer chocolates, mas não posso simplesmente parar, eu já tentei. O desejo fala mais alto. Se eu depender meu bem-estar apenas deles, estou condenada.
Preciso descobrir como fazer isto para não dar errado como na ultima tentativa. Algo me fez comê-los, talvez se eu descobrir o que foi poderei mudar a causa e então a conseqüência. Comecei a comê-los por puro acidente. Um dia eu estava triste e buscando algo para me animar. Comi uns chocolates que estavam perto dali. A tristeza era por algo que eu não lembro mais, mas adotei o costume. Recorria a eles na maioria dos momentos que não estavam ao meu agrado. Logo comecei a deixar de ligar para as coisas que me deixavam tristes ou buscar coisas para acabar com o meu tédio. Substitui as atividades saudáveis, porém difíceis, por chocolate. Acho que sem perceber entrei em um ciclo vicioso e agora estou presa. Abandonei tudo o que me fazia bem e dava prazer por algo que dá prazer com facilidade, mas que não faz bem.
Estou onde estou por buscar facilidade sem pensar nas conseqüências. Agora começarei a buscar dificuldade pensando nas conseqüências, que neste caso será a saúde. Busco saúde, este é meu desejo agora. O que faço? Não é algo tão fácil. Exatamente, não é fácil, mas é saudável. Começarei por um esporte, depois uma dieta, e depois novos projetos para ocupar o tempo livre. Arte, estudos, entretenimento, algo que eu deseje a ponto de substituir o desejo que tenho por chocolates. Não será fácil descobrir isto, mas buscarei. Existem muitas coisas neste mundo, alguma delas há de despertar meu desejo mais que comer chocolates. Inclusive, já sei por qual esporte começar: futebol. Comprarei uma bola.
Quando criança, nas reuniões de família, meus tios costumavam organizar um enorme futebol para todas as crianças se entreterem. Formavam-se os times. Minhas primas jogavam muito bem, coisa pouco comum para meninas naqueles tempos. Isto, talvez, tenha motivado o meu desejo por jogar igual a elas, que de tão boas os primos faziam até questão da sua presença no time. Mas eu tinha pouca oportunidade para jogar futebol ao contrário delas. Contentei-me com minha situação e nunca tentei jogar. Acordarei este desejo. Encontrarei formas de realizá-los, afinal, não é algo impossível já que eu vi tantas pessoas fazendo. Entrarei numa escola de futebol. Aproveitarei e já iniciarei desenvolvendo um novo regime alimentar, próprio para o desenvolvimento saudável.
Como isto é difícil, tive que procurar um nutricionista. Ele me falou que terei que readequar meu paladar, pois o gosto da comida ruim é meu corpo estranhando a novidade e logo aprenderei a apreciar tais sabores. Talvez o corpo humano tenha certas tendências, como apreciar coisas doces ou gordurosas. Uma explicação para isto seria nossos antepassados terem passado muitas crises alimentar, e aqueles que comiam todo doce e gordura que encontravam sobreviviam mais. De qualquer forma, o nutricionista me garantiu que eu apreciarei os novos sabores assim que eu me acostumar com eles e perceber o quanto são uma boa opção alimentar. De certa forma, estou olhando o chocolate agora com certo receio enquanto que antigamente o olhava como algo maravilhoso. Se eu transformei algo tão bom em algo médio, existiria algum motivo para não conseguir transformar algo médio em algo bom?
Comecei a treinar futebol. Ai! Como eu sou ruim. As garotas preferem não me escolher. Eu as entendo, elas querem ganhar. É comum ouvir delas que eu não deveria estar ali, estou atrapalhando o ritmo de treino, a dinâmica de jogo. O professor me apóia e umas poucas também. Sou atenciosa, mas é a primeira vez que jogo com todas as regras e preposições táticas. É quantidade razoável de informações, algo que se torna um problema já que até dominar a bola é algo que eu não consigo fazer com facilidade. Minhas primas jogavam tão bem ainda com pouca idade. O pai delas as fazia sempre jogar futebol. Somos da mesma família, portanto, provavelmente temos condições corporais parecidas. Devo conseguir desenvolver as mesmas habilidades que elas, mas preciso treinar. É isto o que elas tinham e eu não tenho até hoje.
Cheguei em casa. Os chocolates continuam decorando os cômodos. A vontade de comê-los bate, mas não me entregarei. Encontrarei o prazer que antes eram deles nos meus novos projetos. Minha refeição é a que foi prescrita no regime. Continua ruim, mas agora menos ruim. O gosto fica na memória, e eu costumo associá-lo sempre a saúde e a satisfação da fome. É uma tentativa de tornar o processo de adaptação mais rápido. Mas os chocolates continuam me chamando. Comê-los faria sentir-me satisfeita rapidamente, mas eu não estou satisfeita agora? Tenho um projeto a fazer, um bom projeto. Sim, estou satisfeita, mas de um modo diferente. Estou satisfeita, mas não estou me sentindo bem. Estou neutra. Este estado já costuma chamar os chocolates, mas o que eu farei agora é outra coisa: treinarei futebol. Vou passar o resto do dia brincando com a bola nos tempos apropriados. Este acréscimo de intimidade com a bola fará eu me acostumar mais rápido com o treinamento lá na escola, sem contar que será um passa-tempo para eu não pensar nos chocolates.
Como me sinto estranha tentando fazer algo que minhas primas quando crianças faziam com tanta habilidade. Estou errando tudo, mesmo tendo mais idade. Existem crianças tão melhores que eu nisto, pensar nisso me desanima. Essa desanimação me dá vontade de comer chocolates. Oh... Não! Não irei. Se não for o futebol, será outro projeto com a mesma finalidade. De qualquer forma, crianças não devem nascer sabendo. Todos dizem que crianças aprendem rápido, talvez porque tudo seja novidade para elas e porque elas não têm medo de se divertir com as coisas mais bobas. Nestas diversões elas aprendem muito e sem perceber se tornam aptas a jogar futebol bem. Talvez até exista sentimento de competição enquanto criança, mas não o suficiente para que a diversão seja esquecida. Contudo, o mesmo não se aplica quando elas são estimuladas a competirem artificialmente. Não é o caso das minhas primas.
Vou me divertir. Não vou esquecer-me do objetivo, nem vou esquecer-me do treinamento, mas vou preferir passar mais tempo fazendo algo que me divirta do que passar pouco tempo fazendo algo sério e que eu não goste. Isto me fará mais saudável, e o objetivo final disto tudo é isso. Assim o fiz, passei horas tentando fazer certas brincadeiras com a bola. Equilibrá-la no meu pé foi um desafio, já estou conseguindo. Chutá-la na parede e deixá-la bater no chão apenas uma vez e dar outro chute. Fiz algumas adaptações na casa para poder fazer esse tipo de coisa. A parede ficou toda manchada, mas não é algo que me incomode. O dia passou rápido hoje, estou me sentindo satisfeita em ter equilibrado a bola no pé daquele jeito. Isto parece uma besteira, mas não duvido que isto vá me ajudar no treinamento e que logo estarei jogando futebol razoavelmente bem, o suficiente para não atrapalhar a dinâmica de jogo e me sentir parte de toda aquela emoção.
Quando acordei, antes de ir trabalhar, meu telefone toca. Era um parente anunciando algo terrível: minha mãe morreu. Foi um choque. Passei alguns instantes na cama, não acredito que isso aconteceu. Comecei a chorar. A morte, um acidente de trabalho. Minha mãe já estava em meia-idade, mas ainda duraria muito tempo. Ela trabalhava em uma indústria importante, porém, nova. Continuei chorando, não fui ao trabalho. Meu tio veio me buscar, não consigo acreditar. Sim, era verdade. Um representante da empresa veio falar comigo pedindo desculpas, acidentes como aquele nunca haviam ocorrido antes e medidas serão tomadas para que aquilo não aconteça novamente. Estava muito triste, voltei para casa. Não fui treinar, quis evitar chorar em público. Eles não podem me ajudar. Continuei chorando ao relembrar de todos os comportamentos que só eu e minha mãe tínhamos. Coisas vindas do nosso passado. Agora restam as lembranças. Meu pai e irmãos estão muito sensibilizados também, uma parte importante nossa se foi com muito ainda a viver. Não há o que fazer, continuaremos a nossa vida, voltei para casa.
A tristeza continua em mim. É algo ruim, quero que isso passe. Mas sempre volta quando eu penso que minha mãe morreu. Quero me sentir bem novamente. Os chocolates estão aqui perto, é só eu levantar e pegá-los. Sentirei prazer, me sentirei bem, embora isto me faça mal. Porque eu quero me sentir bem agora? Porque eu preciso me sentir bem agora? Não, eu não preciso. Minha mãe morreu, e isto é algo importante para mim. Eu quero sofrer. Eu quero sofrer como homenagem, eu quero sofrer como forma de eu me acostumar a um mundo sem ela. Não vou tentar apagar a morte dela com algo que faça mal, como os chocolates. Vou deixar meu instinto encontrar um caminho saudável para se acostumar com este novo mundo. Eu sei que ele irá fazer isto, pois todos os dias milhares pessoas diferentes perdem coisas preciosas para si e encontram o caminho para continuar vivendo. Só terei que ter paciência e viver meus sentimentos.
Alguns dias se passaram após o acidente. Preciso voltar a trabalhar, afinal, isto é minha sobrevivência. Os dias se passaram e as coisas foram voltando ao normal. Eu já não chorava por qualquer lembrança. Senti que poderia voltar ao futebol sem maiores problemas. Lá, algumas pessoas sentiram falta de mim, algo que eu não esperava. Um bom acidente talvez, que acabei aproveitando. Convidei-as para sair. Tornamos disto um hábito. Logo freqüentávamos filmes, escutávamos música, compreendíamos arte. Não era sempre bom. Havia briga algumas vezes, divergências, coisas do tipo. Mas com o tempo, depois de superar essas coisas e principalmente por participarmos da mesma escola, acabamos criando uma ligação forte, familiar. Numa noite dessas redescobri minha sensualidade numa boate. Isto foi algo bom também. A forma do meu corpo ainda não está plenamente dentro dos padrões sociais valorizados, mas bons homens saberão aproveitá-lo. São esses os que eu quero. Não ligo caso ele não chegue nestes padrões, afinal, não irei trabalhar com o corpo. Só preciso que ele seja saudável.
Agora estou aqui. Saudável, aprendendo nos momentos ruins, aproveitando os momentos bons, buscando coisas novas nos momentos de tédio, mas satisfeita em ambos os casos. Satisfeita em estar desenvolvendo um bom projeto de vida, satisfeita em conseguir as coisas que desejei, e de ter desejado coisas boas para mim. Não busco mais mentir sobre meus sentimentos ou maquiá-los. Busco redirecioná-los com meu raciocínio para uma boa direção, e, essencialmente, vivê-los. É interessante perceber como eu estava seguindo uma vida artificial, condicionada, aprisionada há alguns poucos elementos, destinada a deterioração. Agora estou livre para buscar o que quero, e o que eu quero é sentir a vida da melhor maneira possível. Quanto aos chocolates, eles ainda são uma bonita decoração. Vou deixá-los nesta situação por um bom tempo. Eles são uma lembrança de onde a minha falta de consciência sobre minha existência me levou: a quase não existência.
Encarramento:
Ao final de mais uma postagem, gostaria de comentar sobre o texto a cima. A idéia dele surgiu quando eu percebi que as pessoas tinham pequenos relances de desejo de algo mais fácil como forma de substituir um desejo mais difícil. Sofrer se tornou algo evitado em nossa cultura, e isso não é necessariamente saudável. Tento mostrar no texto, através da boa representatividade dos chocolates, que sofrer faz parte do processo de adaptação do desejo a coisas realmente boas, que é necessário que o instinto se acostume com elas mesmo sendo difíceis. É interessante notar como até mesmo as formas de entreternimento e de comemoração atualmente são baseadas em coisas de comusumo simples, mas que prejudicam, ao invés de coisas de consumo complicado mas que fazem bem. Exemplo: uma festa cheia de bebida ao invés de algum tipo de comemoração saudável e recreatíva ou esportiva. Até mesmo as danças se adaptaram a essa tendência, quando percebe-se que as pessoas dançam com pouco treinamento, mas com necessidade de estarem bem-vestidas. Enfim, até a próxima postagem amigos, abraços.
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domingo, 2 de dezembro de 2012
Configurações sociais da evolução e publicação: Energia da existência, Função do sofrimento e A entrevista da idealização
Introdução:
Olá amigos. Hoje a postagem tratará apenas de uma curiosidade que eu notei como também de publicações de dois poemas novos. Estes poemas saíram com um tanto de dificuldade, não ficaram exatamente bons, mas eu gostei do resultado e acredito ter chegado ao fim. Sobre as novidades: não vou mais pro pré-vestibular porque minha prova só é específicas, vou estudar em casa provavelmente. Minha nota da UPE parece ter sido boa, porém, não tive nenhuma outra prova pra utilizar de comparação. Dizem que minha nota do ENEM será o suficiente pra passar na Rural no curso que eu quero. Só me resta esperar. Estou jogando Lol e me divertindo bastante. No começo eu morria muito, mas já estou conseguindo me adaptar bem ao jogo e conseguindo interagir com bons jogadores. O curioso que jogar lol é a meio que a observação prática de toda a teoria sobre adaptação. Pessoas te xingando e você tendo que ser forte no que você é para agüentar e aprender, errando bastante. É preciso esperar que a mente consiga se adaptar ao cenário novo, e ela só faz isso através da tentativa, erro e acerto. Vamos à postagem de hoje.
Configurações sociais da evolução:
Explicar o que significa a evolução humana é realmente algo muito complicado. Entender a dinâmica entre o individuo e grupo, observar as várias formas que uma configuração social pode assumir, e entender quais fatores fazem isto se tornar desta forma é uma das coisas que tem me chamado muito a curiosidade. Durante as minhas observações acerca dos períodos históricos, que foram obtidas através da mídia de entretenimento ou do ensino médio, eu pude perceber as várias formas que a sociedade se organizou. Meu interesse nessa postagem será simplesmente analisar algumas delas e relacioná-las com a dinâmica grupo-indivíduo para explicar sua estabilidade, e observar quando esta estabilidade foi quebrada. Obviamente que isto será feito de forma muito superficial, só a título de curiosidade e como rascunho de futuros estudos. Como eu não estou me baseando em nenhum tipo de fonte histórica em específica, apenas em noções gerais, vou descrever algum tipo de civilização e explicar as características dela segundo as propriedades da p.e. Vamos a primeira.
Primeiro vamos começar por uma sociedade que contenha escravos. Sociedades que contém escravos é algo muito curioso, pois há um nítido contraste entre os indivíduos e as características e modos de evolução entre cada um deles. É possível explicar esse contraste através da seguinte analogia: cada pessoa teria sua parte na sociedade, porém, a escravidão faz com que a maioria dê sua parte para uma minoria, e daí surge uma minoria tendo muito e uma maioria tendo pouco. Mas o que faz uma maioria dar sua parte para a minoria? Como meu objetivo nesta postagem é explicar isto através da p.e, vou analisar isto de acordo com que os grupos fazem para se satisfazer, que seria o auge da adaptação e da evolução. O grupo rico se satisfaz mantendo seus escravos e, através de seus escravos, concretizando seus desejos. Ou seja, se seu desejo é dominar algum lugar apenas por diversão ou por necessidade de manter fontes de recursos, usará seus escravos. Se seu desejo for usar seus escravos para ele ganhar muito dinheiro para desenvolver um bom status, ele o fará. Enfim, neste sistema, os escravos sempre farão algo muito trabalhoso, mas com pouca técnica para seu dono. É possível concluir, através disto, que uma sociedade escravagista deve ter funções de baixa complexidade.
Já os escravos, por sua vez, tiveram seus desejos castrados através das gerações. Falando de outra forma, todo o tipo de coisa que eles desejavam eram negadas a eles, e aos poucos, através da capacidade associativa humana, eles foram aceitando que sua realidade era aquela e que não havia o porquê desejar coisas complexas. Acabavam por desejar coisas simples, como sobreviver, reproduzir, algumas festas talvez. Obviamente, mutações sempre ocorrem, e através de contatos dos escravos com certas experiências, principalmente em funções especiais, eles percebiam que podiam mais que ser escravos. Quero dizer, entre os escravos, havia os mais ou menos satisfeitos em serem escravos e os não satisfeitos em serem escravos. Estes buscam alternativas, estes são as mutações. O que torna os escravos presos dentro do sistema é justamente a força daqueles que impedem as mutações. Se um escravo tenta algo novo, como fugir, ele é perseguido e morto, não incentivando mais este tipo de mutação. Afinal, quem buscasse fugir daquela mesma maneira saberia que estaria morto, através da associação. Novos modos de fuga eram encontrados, alguns com sucesso, mas a força dos opressores nesse tipo de sistema costuma ser muito grande, força esta vinda da tecnologia.
Existem também escravos através da força religiosa. Pessoas que acreditam que se não servirem vão para o inferno ou algo parecido. Neste caso, podemos falar sobre as sociedades religiosas como um todo. Este tipo de sociedade utiliza seus deuses como a força da materialização de seus desejos e valores humanos. Por exemplo, se uma sociedade valoriza a guerra como forma de se satisfazer, de ter o que deseja, seus deuses serão os da guerra. Escravos neste tipo de sociedade servem com satisfação, já que acreditam que estão servindo para um bem-maior de seus deuses e que algo bom acontecerá quando eles morrerem. Obviamente, há mutações, e deve haver mecânicas para impedir estas mutações. De qualquer forma, os escravos contribuem bastante para que a civilização cresça forte. Há também uma divisão da sociedade por vontade divina. Exemplo, reis que são os próprios deuses, representantes dos deuses ou protegidos dos deuses. Isto se explica já por o rei representar a vontade da sociedade em questão. Satisfazer o rei é satisfazer a si próprio. Rei protegido, sociedade protegida. Rei agressivo, sociedade agressiva. Assim funciona a dinâmica dos desejos dessa sociedade.
Observem que nestes casos não havia direitos humanos. Direitos humanos é uma invenção muito interessante, vinda da autonomia de cada indivíduo em seus desejos. Surgiu quando a sociedade começou a desenvolver condições para o consumismo, que é uma tecnologia social que dá um motivo as pessoas para desejar e produzir de forma que seja aproveitável pela sociedade a ponto dela obter sua manutenção. Foi quando esta tecnologia se desenvolveu que a escravidão se tornou algo obsoleto, pois era mais produtivo ter gente consumindo das indústrias e concentrando o dinheiro que ter escravos só produzindo coisas com pouca complexidade e não aproveitando a indústria. A produtividade era convertida, também, em desejos para aqueles que a dominavam. O dinheiro das indústrias sendo utilizados para fazer guerra ou para agitar a competição entre os próprios donos da indústria, isto para satisfazê-los. A partir daí um novo sistema surgiu, o capitalismo. Pessoas livres para desejar, e como elas não têm poder o suficiente pra desejar qualquer outro tipo de coisa mais complexa, desejam o consumo, e ele acaba sendo utilizado para produzir o capital que torna a sociedade mais forte.
Energia da existência
Somos ferramentas de gastar energia concebidas pela realidade.
Encontra a forma de gastar a tua energia, e eu a apreciarei,
Encontrarei a minha forma de gastar energia, e tu apreciarás.
Talvez a tua forma ajude a minha, ou a minha ajude a tua,
Mas apreciaremos, pois sentir a beleza é satisfazer a existência.
Função do sofrimento
Desejar é sofrer, sofrer é se adaptar.
Ao que se adaptar? A escolha é tua,
Liberdade tu tens, descubra a si mesmo.
Pois és tu quem viverá teus sentimentos.
Teu sofrimento revela tua adaptação,
Tua adaptação revela teu ser, diferente.
A diferença mostrará tuas propriedades,
Conheça-as e utilize-as como tua força.
Força para assumir tua adaptação,
Suportar as incertezas do diferente,
Sentir o sofrimento e não desistir.
Assim darás um bom valor à liberdade,
A usarás para explorar a tua realidade,
Encontrar nela teu ser e nele se satisfazer.
A entrevista da idealização
Durante uma entrevista, surgiu a pergunta:
- Como foi a sua relação com seu pai? Você sente falta disto?
- Foi inexistente. Porém, não pense que por causa disto eu sofri ou sou insatisfeito por sentir a falta de algo na minha vida. É comum as pessoas buscarem a causa de seu sofrimento em coisas externas a si. A ausência de algum benefício, a presença de algum prejuízo, quaisquer coisas que as torne diferente do que a maioria aparenta ser se torna, portanto, motivo para justificar a própria insatisfação. De fato, eu não tive um pai e isto, de maneira padrão, representa prejuízo, pois um pai ensina a seu filho a maioria das mecânicas básicas de socialização e profissionalismo no meio masculino. Realmente, obtive este tipo de conhecimento um pouco tarde em relação à maioria das pessoas e isto pode ser considerado um prejuízo. Porém, isto não é motivo para eu me sentir insatisfeito e desejar um pai. Existem muitos fatores que compõe a vida humana, todos eles determinado por histórico ou sorte, para quem assim preferir. Ter ou não ter pai é apenas um deles. Assumir que minha vida seria melhor e eu me sentiria satisfeito só por causa da presença de um pai é assumir uma idealização. E, embora a maioria das pessoas acredite nesse tipo de idealização e se sintam insatisfeitas por não ter o que idealizam, eu entendo que isto é apenas uma mecânica do instinto humano e não entrego o meu desejo a isto. Este tipo de mecânica, que se baseia na observação do dia-a-dia das pessoas como referência de análise para a própria vida, assume determinados valores instintivos que, uma hora ou outra, se tornam idealizações de desejos. Mas uma análise pouco aprofundada acaba revelando apenas o mundo das aparências, que não contempla o que realmente se passa nos elementos observados. Observem que sempre que uma pessoa que não tem algo o idealiza, esta idealização é concebida da melhor forma possível e se assumi que, através dela, a vida seria melhor e ela finalmente se sentiria satisfeita. Ao exemplo do pai, quando o imaginam, é sempre um que pode ajudar naquilo que a função de pai se pressupõe necessária. Neste cenário, realmente, um pai pode ser algo válido a se desejar. Contudo, se ao invés disto imaginassem um pai cheio de defeitos, problemas, preconceitos e vícios, que tornasse a vida do filho pior e não melhor, ele se torna algo dispensável. Mesma analogia para todas as outras situações de idealização. Seja para namoro, trabalho ou carro, quando há a idealização também há a formação da imagem sobre como aquilo irá suprir perfeitamente a insatisfação da vida. Não se mensura todos os pequenos problemas que tais elementos podem realmente trazer caso existissem, coisa que com muita probabilidade existe, mas que a análise pouco aprofundada, que para apenas no mundo das aparências, não revela. Se isto fosse mensurado, a idealização se tornaria muito parecida com a realidade e a pessoa iria idealizar outra coisa como resposta a esta situação ou simplesmente não desejaria o que idealiza. Afinal, elas idealizam por estarem insatisfeitas, e estão assim por não saberem resolver os problemas da sua vida e da sua realidade ou não ter desejo de resolvê-los por entregá-lo a suas idealizações. Há ainda quem diga que sabe que sua idealização não é perfeita, mas que se apega na idéia de que este ideal é o suficiente para fazê-la satisfeita. É preciso lembrar que este caso ainda se trata de uma idealização, e se ela idealiza e não realiza, é porque existe algo que não está coerente entre o ideal e a realidade. O único jeito de perceber completamente a realidade é vivendo-a. Sendo assim, qualquer universo idealizado tende ter uma transição para a realidade incompleta. Porém, buscar o ideal não deve ser tratado como algo ruim. Mas é preciso buscar saber que ideal é este e como fazê-lo se tornar real antes de desejá-lo. Quando isto for feito, que utilize o desejo como ferramenta para fazer o ideal se tornar real. Se o ideal surgir apenas do mecanismo associativo do instinto humano, sem nenhuma análise se realmente é ou não algo válido, sempre surgirá elementos como motivo da insatisfação humana. Neste caso, um pai, em outros, um carro, um emprego ou um namoro melhor. Se a pessoa tiver todos estes elementos concretizados, mas ainda não souber como resolver seus problemas e fazer da sua realidade o que ela quer, fatalmente irá buscar outros elementos de idealização como resposta aos problemas que surgem pela dinâmica desconhecida da natureza e ela nunca se conectará, de fato, com sua realidade.
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Fazia tempo que eu não me permitia ser um tanto impreciso e livre nos meus textos como eu fiz no “Configurações sociais da evolução”. De qualquer forma, ele deve ter um monte de imprecisões e é apenas um rascunho feito a título de curiosidade. Sobre os poemas, eles saíram um tanto forçado, mas saíram. Cada dia mais difícil criar poemas novos sobre o tema, a fonte criativa acabando. Penso em desenvolver algum método pra ver verificar os temas que estão faltando e escrevê-los. Mas eu sinto preguiça, talvez ficasse artificial demais, talvez fosse muito trabalho a toa, não sei se teria utilidade. Vou esperar e ver o potencial e o motivo dos meus poemas. Sobre “A entrevista da idealização”, acredito que isto seja um conto. O escrevi baseado em mim como ponto de partida, até para ele ter uma força representativa maior, porém, ele vai além de mim. Ele é a tentativa de explicar um comportamento muito comum na sociedade consumista que temos, e, além disto, tentar mostrar uma solução, ou pelo menos que não se deve continuar com isto, buscar alternativas. Enfim, amigos, encerrando mais uma postagem. Vou tentar jogar Lol, se minha internet permitir, ou alugar um filme. Um abraço a todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Hoje a postagem tratará apenas de uma curiosidade que eu notei como também de publicações de dois poemas novos. Estes poemas saíram com um tanto de dificuldade, não ficaram exatamente bons, mas eu gostei do resultado e acredito ter chegado ao fim. Sobre as novidades: não vou mais pro pré-vestibular porque minha prova só é específicas, vou estudar em casa provavelmente. Minha nota da UPE parece ter sido boa, porém, não tive nenhuma outra prova pra utilizar de comparação. Dizem que minha nota do ENEM será o suficiente pra passar na Rural no curso que eu quero. Só me resta esperar. Estou jogando Lol e me divertindo bastante. No começo eu morria muito, mas já estou conseguindo me adaptar bem ao jogo e conseguindo interagir com bons jogadores. O curioso que jogar lol é a meio que a observação prática de toda a teoria sobre adaptação. Pessoas te xingando e você tendo que ser forte no que você é para agüentar e aprender, errando bastante. É preciso esperar que a mente consiga se adaptar ao cenário novo, e ela só faz isso através da tentativa, erro e acerto. Vamos à postagem de hoje.
Configurações sociais da evolução:
Explicar o que significa a evolução humana é realmente algo muito complicado. Entender a dinâmica entre o individuo e grupo, observar as várias formas que uma configuração social pode assumir, e entender quais fatores fazem isto se tornar desta forma é uma das coisas que tem me chamado muito a curiosidade. Durante as minhas observações acerca dos períodos históricos, que foram obtidas através da mídia de entretenimento ou do ensino médio, eu pude perceber as várias formas que a sociedade se organizou. Meu interesse nessa postagem será simplesmente analisar algumas delas e relacioná-las com a dinâmica grupo-indivíduo para explicar sua estabilidade, e observar quando esta estabilidade foi quebrada. Obviamente que isto será feito de forma muito superficial, só a título de curiosidade e como rascunho de futuros estudos. Como eu não estou me baseando em nenhum tipo de fonte histórica em específica, apenas em noções gerais, vou descrever algum tipo de civilização e explicar as características dela segundo as propriedades da p.e. Vamos a primeira.
Primeiro vamos começar por uma sociedade que contenha escravos. Sociedades que contém escravos é algo muito curioso, pois há um nítido contraste entre os indivíduos e as características e modos de evolução entre cada um deles. É possível explicar esse contraste através da seguinte analogia: cada pessoa teria sua parte na sociedade, porém, a escravidão faz com que a maioria dê sua parte para uma minoria, e daí surge uma minoria tendo muito e uma maioria tendo pouco. Mas o que faz uma maioria dar sua parte para a minoria? Como meu objetivo nesta postagem é explicar isto através da p.e, vou analisar isto de acordo com que os grupos fazem para se satisfazer, que seria o auge da adaptação e da evolução. O grupo rico se satisfaz mantendo seus escravos e, através de seus escravos, concretizando seus desejos. Ou seja, se seu desejo é dominar algum lugar apenas por diversão ou por necessidade de manter fontes de recursos, usará seus escravos. Se seu desejo for usar seus escravos para ele ganhar muito dinheiro para desenvolver um bom status, ele o fará. Enfim, neste sistema, os escravos sempre farão algo muito trabalhoso, mas com pouca técnica para seu dono. É possível concluir, através disto, que uma sociedade escravagista deve ter funções de baixa complexidade.
Já os escravos, por sua vez, tiveram seus desejos castrados através das gerações. Falando de outra forma, todo o tipo de coisa que eles desejavam eram negadas a eles, e aos poucos, através da capacidade associativa humana, eles foram aceitando que sua realidade era aquela e que não havia o porquê desejar coisas complexas. Acabavam por desejar coisas simples, como sobreviver, reproduzir, algumas festas talvez. Obviamente, mutações sempre ocorrem, e através de contatos dos escravos com certas experiências, principalmente em funções especiais, eles percebiam que podiam mais que ser escravos. Quero dizer, entre os escravos, havia os mais ou menos satisfeitos em serem escravos e os não satisfeitos em serem escravos. Estes buscam alternativas, estes são as mutações. O que torna os escravos presos dentro do sistema é justamente a força daqueles que impedem as mutações. Se um escravo tenta algo novo, como fugir, ele é perseguido e morto, não incentivando mais este tipo de mutação. Afinal, quem buscasse fugir daquela mesma maneira saberia que estaria morto, através da associação. Novos modos de fuga eram encontrados, alguns com sucesso, mas a força dos opressores nesse tipo de sistema costuma ser muito grande, força esta vinda da tecnologia.
Existem também escravos através da força religiosa. Pessoas que acreditam que se não servirem vão para o inferno ou algo parecido. Neste caso, podemos falar sobre as sociedades religiosas como um todo. Este tipo de sociedade utiliza seus deuses como a força da materialização de seus desejos e valores humanos. Por exemplo, se uma sociedade valoriza a guerra como forma de se satisfazer, de ter o que deseja, seus deuses serão os da guerra. Escravos neste tipo de sociedade servem com satisfação, já que acreditam que estão servindo para um bem-maior de seus deuses e que algo bom acontecerá quando eles morrerem. Obviamente, há mutações, e deve haver mecânicas para impedir estas mutações. De qualquer forma, os escravos contribuem bastante para que a civilização cresça forte. Há também uma divisão da sociedade por vontade divina. Exemplo, reis que são os próprios deuses, representantes dos deuses ou protegidos dos deuses. Isto se explica já por o rei representar a vontade da sociedade em questão. Satisfazer o rei é satisfazer a si próprio. Rei protegido, sociedade protegida. Rei agressivo, sociedade agressiva. Assim funciona a dinâmica dos desejos dessa sociedade.
Observem que nestes casos não havia direitos humanos. Direitos humanos é uma invenção muito interessante, vinda da autonomia de cada indivíduo em seus desejos. Surgiu quando a sociedade começou a desenvolver condições para o consumismo, que é uma tecnologia social que dá um motivo as pessoas para desejar e produzir de forma que seja aproveitável pela sociedade a ponto dela obter sua manutenção. Foi quando esta tecnologia se desenvolveu que a escravidão se tornou algo obsoleto, pois era mais produtivo ter gente consumindo das indústrias e concentrando o dinheiro que ter escravos só produzindo coisas com pouca complexidade e não aproveitando a indústria. A produtividade era convertida, também, em desejos para aqueles que a dominavam. O dinheiro das indústrias sendo utilizados para fazer guerra ou para agitar a competição entre os próprios donos da indústria, isto para satisfazê-los. A partir daí um novo sistema surgiu, o capitalismo. Pessoas livres para desejar, e como elas não têm poder o suficiente pra desejar qualquer outro tipo de coisa mais complexa, desejam o consumo, e ele acaba sendo utilizado para produzir o capital que torna a sociedade mais forte.
Energia da existência
Somos ferramentas de gastar energia concebidas pela realidade.
Encontra a forma de gastar a tua energia, e eu a apreciarei,
Encontrarei a minha forma de gastar energia, e tu apreciarás.
Talvez a tua forma ajude a minha, ou a minha ajude a tua,
Mas apreciaremos, pois sentir a beleza é satisfazer a existência.
Função do sofrimento
Desejar é sofrer, sofrer é se adaptar.
Ao que se adaptar? A escolha é tua,
Liberdade tu tens, descubra a si mesmo.
Pois és tu quem viverá teus sentimentos.
Teu sofrimento revela tua adaptação,
Tua adaptação revela teu ser, diferente.
A diferença mostrará tuas propriedades,
Conheça-as e utilize-as como tua força.
Força para assumir tua adaptação,
Suportar as incertezas do diferente,
Sentir o sofrimento e não desistir.
Assim darás um bom valor à liberdade,
A usarás para explorar a tua realidade,
Encontrar nela teu ser e nele se satisfazer.
A entrevista da idealização
Durante uma entrevista, surgiu a pergunta:
- Como foi a sua relação com seu pai? Você sente falta disto?
- Foi inexistente. Porém, não pense que por causa disto eu sofri ou sou insatisfeito por sentir a falta de algo na minha vida. É comum as pessoas buscarem a causa de seu sofrimento em coisas externas a si. A ausência de algum benefício, a presença de algum prejuízo, quaisquer coisas que as torne diferente do que a maioria aparenta ser se torna, portanto, motivo para justificar a própria insatisfação. De fato, eu não tive um pai e isto, de maneira padrão, representa prejuízo, pois um pai ensina a seu filho a maioria das mecânicas básicas de socialização e profissionalismo no meio masculino. Realmente, obtive este tipo de conhecimento um pouco tarde em relação à maioria das pessoas e isto pode ser considerado um prejuízo. Porém, isto não é motivo para eu me sentir insatisfeito e desejar um pai. Existem muitos fatores que compõe a vida humana, todos eles determinado por histórico ou sorte, para quem assim preferir. Ter ou não ter pai é apenas um deles. Assumir que minha vida seria melhor e eu me sentiria satisfeito só por causa da presença de um pai é assumir uma idealização. E, embora a maioria das pessoas acredite nesse tipo de idealização e se sintam insatisfeitas por não ter o que idealizam, eu entendo que isto é apenas uma mecânica do instinto humano e não entrego o meu desejo a isto. Este tipo de mecânica, que se baseia na observação do dia-a-dia das pessoas como referência de análise para a própria vida, assume determinados valores instintivos que, uma hora ou outra, se tornam idealizações de desejos. Mas uma análise pouco aprofundada acaba revelando apenas o mundo das aparências, que não contempla o que realmente se passa nos elementos observados. Observem que sempre que uma pessoa que não tem algo o idealiza, esta idealização é concebida da melhor forma possível e se assumi que, através dela, a vida seria melhor e ela finalmente se sentiria satisfeita. Ao exemplo do pai, quando o imaginam, é sempre um que pode ajudar naquilo que a função de pai se pressupõe necessária. Neste cenário, realmente, um pai pode ser algo válido a se desejar. Contudo, se ao invés disto imaginassem um pai cheio de defeitos, problemas, preconceitos e vícios, que tornasse a vida do filho pior e não melhor, ele se torna algo dispensável. Mesma analogia para todas as outras situações de idealização. Seja para namoro, trabalho ou carro, quando há a idealização também há a formação da imagem sobre como aquilo irá suprir perfeitamente a insatisfação da vida. Não se mensura todos os pequenos problemas que tais elementos podem realmente trazer caso existissem, coisa que com muita probabilidade existe, mas que a análise pouco aprofundada, que para apenas no mundo das aparências, não revela. Se isto fosse mensurado, a idealização se tornaria muito parecida com a realidade e a pessoa iria idealizar outra coisa como resposta a esta situação ou simplesmente não desejaria o que idealiza. Afinal, elas idealizam por estarem insatisfeitas, e estão assim por não saberem resolver os problemas da sua vida e da sua realidade ou não ter desejo de resolvê-los por entregá-lo a suas idealizações. Há ainda quem diga que sabe que sua idealização não é perfeita, mas que se apega na idéia de que este ideal é o suficiente para fazê-la satisfeita. É preciso lembrar que este caso ainda se trata de uma idealização, e se ela idealiza e não realiza, é porque existe algo que não está coerente entre o ideal e a realidade. O único jeito de perceber completamente a realidade é vivendo-a. Sendo assim, qualquer universo idealizado tende ter uma transição para a realidade incompleta. Porém, buscar o ideal não deve ser tratado como algo ruim. Mas é preciso buscar saber que ideal é este e como fazê-lo se tornar real antes de desejá-lo. Quando isto for feito, que utilize o desejo como ferramenta para fazer o ideal se tornar real. Se o ideal surgir apenas do mecanismo associativo do instinto humano, sem nenhuma análise se realmente é ou não algo válido, sempre surgirá elementos como motivo da insatisfação humana. Neste caso, um pai, em outros, um carro, um emprego ou um namoro melhor. Se a pessoa tiver todos estes elementos concretizados, mas ainda não souber como resolver seus problemas e fazer da sua realidade o que ela quer, fatalmente irá buscar outros elementos de idealização como resposta aos problemas que surgem pela dinâmica desconhecida da natureza e ela nunca se conectará, de fato, com sua realidade.
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem. Fazia tempo que eu não me permitia ser um tanto impreciso e livre nos meus textos como eu fiz no “Configurações sociais da evolução”. De qualquer forma, ele deve ter um monte de imprecisões e é apenas um rascunho feito a título de curiosidade. Sobre os poemas, eles saíram um tanto forçado, mas saíram. Cada dia mais difícil criar poemas novos sobre o tema, a fonte criativa acabando. Penso em desenvolver algum método pra ver verificar os temas que estão faltando e escrevê-los. Mas eu sinto preguiça, talvez ficasse artificial demais, talvez fosse muito trabalho a toa, não sei se teria utilidade. Vou esperar e ver o potencial e o motivo dos meus poemas. Sobre “A entrevista da idealização”, acredito que isto seja um conto. O escrevi baseado em mim como ponto de partida, até para ele ter uma força representativa maior, porém, ele vai além de mim. Ele é a tentativa de explicar um comportamento muito comum na sociedade consumista que temos, e, além disto, tentar mostrar uma solução, ou pelo menos que não se deve continuar com isto, buscar alternativas. Enfim, amigos, encerrando mais uma postagem. Vou tentar jogar Lol, se minha internet permitir, ou alugar um filme. Um abraço a todos e até a próxima postagem.
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domingo, 11 de novembro de 2012
Princípio da conexão entre vontade e desejo, mutações comportamentais entre as gerações sociais e publicação: humano metasistemático e a força da competição
Introdução:
Olá amigos. Minha internet está instável e eu precisarei escrever, uma hora ou outra, então será agora. Como novidade, comecei a jogar um jogo chamado Leagues of Legends, ou lol, abreviadamente. Estou começando a pegar agora os princípios fundamentais do pra me tornar competitivo nesse jogo, mas é preciso adiantar que ele é um pouco difícil pra entender. Estou contando com a ajuda de um conhecido pra me adaptar ao estilo de jogo. Quando se aprende, se torna bem divertido. Além disto, continuo dançando. Dançar ainda é divertido pra mim, mas já estou sentindo um pouco de preguiça no início das sessões. Não sei se é por causa do corpo que está um pouco cansado ou se é porque eu já estou enjoando dos estímulos, seja lá o que for, vou buscar outra atividade e não parar de fazer exercícios. Também fiz a prova do ENEM, tirei uma nota acima da média, que com quase certeza me abrirá porta para alguns cursos, mas que, contudo, não sei se será o suficiente para eu entrar em Psicologia ou Engenharia. Estou sem planejamento nenhum de estudo pra realizar as próximas provas para outras faculdades federais daqui, e elas com certeza têm psicologia e engenharia de graça. Amanhã tentarei organizar alguma forma de estudar. Minha postagem de hoje tratará sobre umas observações que eu tenho feito sobre a harmonia entre vontade e desejo, talvez um novo princípio psicológico, bem como a publicação de novos poemas. Vamos a ela.
Princípio da conexão entre vontade e desejo:
Ultimamente eu tenho percebido a nítida diferença entre desejo e vontade. A vontade, que aqui será definida como o desejo racional, apresenta características diferentes do desejo instintivo em si. A partir da associação de vários desejos instintivos e de cálculos a partir de experiências sobre como obter estes desejos, chega-se a vontade. Isto implica dizer que enquanto que o desejo instintivo é algo mais imediatista, a vontade é algo em longo prazo, pois ela se utiliza da capacidade de raciocínio do humano para existir. Um bom exemplo disto é fazer atividades físicas, que se baseia na associação de outros desejos, como ter saúde e beleza e também com os estudos sobre como obter estes elementos a partir destes exercícios. Mesmo que fazer exercício físico não seja algo que o humano deseje, a vontade dele o guiará a fazer isto, pois é uma maneira de alcançar o que ele deseja. Diante disto, seu instinto irá se sentir motivado a seguir sua vontade, e aquilo que antes não passaria pelo desejo humano agora se torna alvo e natural a ele, como fazer exercícios. Este mesmo exemplo pode ser aplicado aos estudos, treinamentos, ou a qualquer outra coisa que exija muito esforço e longo prazo. É a vontade do humano, desejo racional baseado em seus desejos instintivos, que o faz ir tão longe. É a vontade que o faz gastar esforço naquilo que ele deseja.
Contudo, é interessante observar a harmonia entre a vontade e o desejo. Todos os humanos desejam coisas, contudo, nem todos eles se sentem motivados o suficiente para irem atrás deste algo a qual eles desejam. Muitas vezes eles desejam algo idealizado, e assumem que este algo virá com o tempo ou de alguma forma desconhecida pra eles. Normalmente isto acontece através da associação de informações, algo que é muito comum neste século da informação. Enquanto que o desejo existe, a vontade está ausente. O resultado disto é o humano a deriva de sua existência, sem saber onde empregar seu esforço, entediado e insatisfeito com isto, já que ele não alcança o que deseja. É possível assumir que, nestes casos, existe uma desconexão entre a vontade e o desejo. Isto significa que os desejos instintivos não encontram uma forma de se manifestar na realidade desta pessoa, pois se encontrassem, essa pessoa encontraria a vontade para buscar aquilo que deseja. Isto pode ser considerado um problema um tanto grave, pois leva a pessoa a gastar muito do seu tempo com coisas que não a satisfaz e não traz melhoras significativas a qualidade de vida e satisfação dela.
Neste caso, é preciso que o humano busque entender seus próprios desejos e sua própria realidade, para através disto encontrar uma forma de manifestar sua vontade. Isto é algo realmente difícil, pois requere uma grande reflexão sobre o porquê se deseja o que se deseja, e se sobre é possível obter o que se deseja e se sim, como obter. É preciso também, neste caso, explorar a realidade, pois quanto mais conhecimento sobre como as coisas funcionam, maiores são as possibilidades de a vontade encontrar formas de se manifestar. Através de uma vontade bem direcionada, coisas que parecem ruins, como estudar, treinar, trabalhar, fazer exercícios ou ter responsabilidades tornam-se naturais ao instinto humano e até mesmo satisfatórias. Uma vontade razoavelmente direcionada pode ser observada quando a pessoa sabe que deve fazer algo, mas sente preguiça e, se não fizer, se sente culpada ou insatisfeita por não ter feito, ou ainda, quando faz, não sente tanta satisfação, mas não chega a ser algo desagradável ou desnecessário. Portanto, concluí-se que o autoconhecimento e conhecimento da realidade é preciso para estabelecer uma boa conexão entre a vontade e o desejo, e desta forma desenvolver uma evolução mais satisfatória.
Mutações comportamentais entre as gerações:
Desde que eu percebi a “analogia das relações sociais com as relações ecológicas”, que foi o tema de uma postagem minha há algum tempo atrás, observar a sociedade tem se tornado mais fácil para mim. Nestas observações foi possível perceber as mutações comportamentais que ocorrem entre as gerações. Para falar sobre este assunto, vamos assumir uma sociedade razoavelmente estável, com poucos avanços tecnológicos e boa qualidade de vida. Também vamos assumir todos os conceitos da psicologia evolutiva, dando ênfase principalmente a busca do humano por sistemas do gráfico do bem-estar evolutivo, com o objetivo principal de se sentir bem. Para o humano conseguir montar um sistema com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo é preciso que ele explore bastante sua realidade. Ele precisa encontrar um nicho de evolução social em que ele seja capaz de estabelecer os quatro elementos do gráfico, produção, competição, saúde e prazer, para daí então se sentir bem e continuar a se desenvolver. Contudo, isto não é simples, pois se determinado nicho evolutivo já estiver saturado, as chances dele se tornar funcional o suficiente para estabelecer os elementos diminui. Em outras palavras, como já tem muita gente fazendo algo há algum tempo, as chances dele conseguir produzir ali ou competir ali diminui bastante, principalmente se ele é novato. É neste ambiente que se faz sentido observar as mutações comportamentais.
Quando uma nova geração chega, ela precisa se adaptar a sociedade. Essa sociedade, que é construída através das gerações, atualmente é comandada pelos pais dessa geração, e é responsabilidade deles ensinar a seus filhos a se adaptar a sociedade. Quando digo adaptar, quero dizer que é responsabilidade deles ensinarem a seus filhos obter os quatro elementos citados anteriormente. Contudo, os filhos, que iniciam sua busca pela adaptação e pela satisfação, exploram não só o que seus pais dizem e mostram como também todo um conjunto de informações novas a quais eles têm acesso. Isto acontece porque embora seus pais possivelmente também tenham acesso a estas informações, eles já sua configuração evolutiva definida, por isto não costumam se interessar ou atribuir tanta atenção a novas configurações evolutivas, que é ao que essas informações estão relacionadas. Deste modo, os filhos, que estão interessados em buscar coisas que o satisfaçam, acabam buscando nessas novas informações a satisfação e aprendendo comportamentos novos em relação aos seus pais. Percebemos, portanto, a mutação ocorrendo.
Durante o crescimento dessa geração, ela percebe que muito daqueles novos comportamentos não são sustentáveis. É quando ela volta a estabelecer o mesmo padrão de comportamento que seus pais. Porém, embora muitos daqueles novos comportamentos não sejam sustentáveis, ou seja, apresentam elementos prejudiciais ou não apresentam grande potencial evolutivo, que em outras palavras, enjoam fácil, alguns daqueles novos comportamentos se apresentam benéficos e melhoram a qualidade de vida daquela geração, sem contar que mesmo os comportamentos que enjoam fácil podem, também, contribuir para o autoconhecimento e amadurecimento desta geração. Uma fase muito marcante desta mutação é a infanto-juvenil, a qual se percebe a mutação ocorrendo com mais ênfase, pois, como já deve ser possível prever, eles têm bastante tempo livre para buscar e energia, que vem da busca pela satisfação, para explorar as informações as quais eles têm acesso. A volta dos mesmos padrões que seus pais se devem ao fato deles terem que encarar uma nova fase de vida, que é a do trabalho, e devido a isto suas vidas se tornam mais parecidas com a vida de seus pais, que é a vida de adulto. Outro fator que motiva a tendência disto acontecer é que a influencia da convivência, que por meio de associações de simbologias e comportamento, faz os filhos imitar seus pais em certos aspectos, seja porque eles não sabem como agir de forma diferente e já não estão na fase de explorar as coisas, seja porque eles guardam as lembranças dos pais e reproduzam isto de forma inconsciente.
Humano metasistemático
Meu inconsciente são as memórias das minhas experiências,
Meu consciente são as associações das minhas experiências,
Minhas memórias são meus sentimentos, eu sinto a existência.
Minhas associações são meus raciocínios, eu calculo a realidade.
A existência daquilo que eu sinto constitui meu ponto de vista,
Sobre ele desenvolvo meus cálculos, constitui-se minha ciência.
Em novas realidades há novos sentimentos, a recíproca é válida,
Busco, nesta infinita rede de relações, e isto é minha vontade.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas memórias.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas associações.
Minha vontade que surge do meu ser, do que eu acho possível.
O que eu acho possível depende do sistema ao qual eu participo,
Cuja existência procede e sucede a minha, apenas transformo,
Com a força das ferramentas a mim cedidas e da minha vontade,
É meu o dever de proliferar todas as mutações benéficas a mim.
Sou o consciente das minhas próprias ações, do meu inconsciente.
Sou o consciente dos meus próprios objetivos, da minha vontade.
Busco em minha realidade a minha adaptação, a minha satisfação,
Busco o sistema que melhor se adapte ao meu ser e meu ser a ele.
A força da competição
Nunca será forte quem não aprende a ser fraco,
Pois em tudo há competição e o mundo é selvagem.
Quem é forte por algum motivo será fraco por outro,
Força ou fraqueza é relativo à definição, ao objetivo.
Nunca será forte quem não aprender a competir,
Porque competição ensina o fracasso e o sucesso,
Ensina a tentar, a errar, a aprender e a acertar,
Através da vontade coisas inimagináveis são possíveis.
Nunca será forte quem não entende os motivos da força.
Quem não tiver humildade para assumir que não os sabe,
Quem não buscar por variações, inspirações, novidades.
Forte ou fraco tem motivo para o ser, mesmo não aparente.
Nunca será forte quem não aprende a ter prazer,
O prazer de ganhar, aprender, experimentar, apostar.
De ser fraco e se tornar forte, e se tornar melhor por isso,
O prazer de conquistar, conhecer, compartilhar e sentir.
Para que ser forte? Sentir a existência da melhor maneira,
Sentir a vida pulsando com todas as suas possibilidades,
Sentir a evolução acontecendo em torno de si e participar,
Deste enorme fluxo de satisfação, melhorias e sentimentos.
Ambos por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem, amigos. Hoje foi bastante produtivo, esperava escrever apenas um texto, mas acabei escrevendo os dois, pois o segundo já estava na fila faz tempo e era de minha vontade escrevê-lo. Quanto aos poemas, eles também fazem parte do conjunto de poemas que eu estou escrevendo sobre “o homem consciente de si” e carregam em si as ferramentas da psicologia evolutiva. Provavelmente estão terminados. O poema da postagem passada, eu alterei mesmo após ter publicado no blog. Eu busco manter todo o histórico de alterações dos poemas salvos no meu computador. Ainda hoje vou jogar um pouco mais de lol e depois vou dançar. Espero conseguir estudar amanhã para as próximas provas. A dúvida entre engenharia ou psicologia é grande, mas vou escolher a primeira, pois ela será meu modo de produção e também poderei estudar psicologia em paralelo. Evito estudar psicologia porque se não meus estudos acabaram sendo muito “meta-aplicados”, ou seja, eu estudo o comportamento humano porém, a maior parte do meu comportamento é o estudo do comportamento humano. Desejo evitar isso, fazendo com que a maior parte do meu comportamento seja outras coisas, como estudar engenharia, dentre outras. Além disso, ampliarei a quantidade de experiências e informações as quais terei acesso, é uma forma de me tornar mais abrangente, talvez. Enfim amigos, faz tempo que eu não faço um encerramento longo, abraços e até a próxima postagem.
Olá amigos. Minha internet está instável e eu precisarei escrever, uma hora ou outra, então será agora. Como novidade, comecei a jogar um jogo chamado Leagues of Legends, ou lol, abreviadamente. Estou começando a pegar agora os princípios fundamentais do pra me tornar competitivo nesse jogo, mas é preciso adiantar que ele é um pouco difícil pra entender. Estou contando com a ajuda de um conhecido pra me adaptar ao estilo de jogo. Quando se aprende, se torna bem divertido. Além disto, continuo dançando. Dançar ainda é divertido pra mim, mas já estou sentindo um pouco de preguiça no início das sessões. Não sei se é por causa do corpo que está um pouco cansado ou se é porque eu já estou enjoando dos estímulos, seja lá o que for, vou buscar outra atividade e não parar de fazer exercícios. Também fiz a prova do ENEM, tirei uma nota acima da média, que com quase certeza me abrirá porta para alguns cursos, mas que, contudo, não sei se será o suficiente para eu entrar em Psicologia ou Engenharia. Estou sem planejamento nenhum de estudo pra realizar as próximas provas para outras faculdades federais daqui, e elas com certeza têm psicologia e engenharia de graça. Amanhã tentarei organizar alguma forma de estudar. Minha postagem de hoje tratará sobre umas observações que eu tenho feito sobre a harmonia entre vontade e desejo, talvez um novo princípio psicológico, bem como a publicação de novos poemas. Vamos a ela.
Princípio da conexão entre vontade e desejo:
Ultimamente eu tenho percebido a nítida diferença entre desejo e vontade. A vontade, que aqui será definida como o desejo racional, apresenta características diferentes do desejo instintivo em si. A partir da associação de vários desejos instintivos e de cálculos a partir de experiências sobre como obter estes desejos, chega-se a vontade. Isto implica dizer que enquanto que o desejo instintivo é algo mais imediatista, a vontade é algo em longo prazo, pois ela se utiliza da capacidade de raciocínio do humano para existir. Um bom exemplo disto é fazer atividades físicas, que se baseia na associação de outros desejos, como ter saúde e beleza e também com os estudos sobre como obter estes elementos a partir destes exercícios. Mesmo que fazer exercício físico não seja algo que o humano deseje, a vontade dele o guiará a fazer isto, pois é uma maneira de alcançar o que ele deseja. Diante disto, seu instinto irá se sentir motivado a seguir sua vontade, e aquilo que antes não passaria pelo desejo humano agora se torna alvo e natural a ele, como fazer exercícios. Este mesmo exemplo pode ser aplicado aos estudos, treinamentos, ou a qualquer outra coisa que exija muito esforço e longo prazo. É a vontade do humano, desejo racional baseado em seus desejos instintivos, que o faz ir tão longe. É a vontade que o faz gastar esforço naquilo que ele deseja.
Contudo, é interessante observar a harmonia entre a vontade e o desejo. Todos os humanos desejam coisas, contudo, nem todos eles se sentem motivados o suficiente para irem atrás deste algo a qual eles desejam. Muitas vezes eles desejam algo idealizado, e assumem que este algo virá com o tempo ou de alguma forma desconhecida pra eles. Normalmente isto acontece através da associação de informações, algo que é muito comum neste século da informação. Enquanto que o desejo existe, a vontade está ausente. O resultado disto é o humano a deriva de sua existência, sem saber onde empregar seu esforço, entediado e insatisfeito com isto, já que ele não alcança o que deseja. É possível assumir que, nestes casos, existe uma desconexão entre a vontade e o desejo. Isto significa que os desejos instintivos não encontram uma forma de se manifestar na realidade desta pessoa, pois se encontrassem, essa pessoa encontraria a vontade para buscar aquilo que deseja. Isto pode ser considerado um problema um tanto grave, pois leva a pessoa a gastar muito do seu tempo com coisas que não a satisfaz e não traz melhoras significativas a qualidade de vida e satisfação dela.
Neste caso, é preciso que o humano busque entender seus próprios desejos e sua própria realidade, para através disto encontrar uma forma de manifestar sua vontade. Isto é algo realmente difícil, pois requere uma grande reflexão sobre o porquê se deseja o que se deseja, e se sobre é possível obter o que se deseja e se sim, como obter. É preciso também, neste caso, explorar a realidade, pois quanto mais conhecimento sobre como as coisas funcionam, maiores são as possibilidades de a vontade encontrar formas de se manifestar. Através de uma vontade bem direcionada, coisas que parecem ruins, como estudar, treinar, trabalhar, fazer exercícios ou ter responsabilidades tornam-se naturais ao instinto humano e até mesmo satisfatórias. Uma vontade razoavelmente direcionada pode ser observada quando a pessoa sabe que deve fazer algo, mas sente preguiça e, se não fizer, se sente culpada ou insatisfeita por não ter feito, ou ainda, quando faz, não sente tanta satisfação, mas não chega a ser algo desagradável ou desnecessário. Portanto, concluí-se que o autoconhecimento e conhecimento da realidade é preciso para estabelecer uma boa conexão entre a vontade e o desejo, e desta forma desenvolver uma evolução mais satisfatória.
Mutações comportamentais entre as gerações:
Desde que eu percebi a “analogia das relações sociais com as relações ecológicas”, que foi o tema de uma postagem minha há algum tempo atrás, observar a sociedade tem se tornado mais fácil para mim. Nestas observações foi possível perceber as mutações comportamentais que ocorrem entre as gerações. Para falar sobre este assunto, vamos assumir uma sociedade razoavelmente estável, com poucos avanços tecnológicos e boa qualidade de vida. Também vamos assumir todos os conceitos da psicologia evolutiva, dando ênfase principalmente a busca do humano por sistemas do gráfico do bem-estar evolutivo, com o objetivo principal de se sentir bem. Para o humano conseguir montar um sistema com os elementos do gráfico do bem-estar evolutivo é preciso que ele explore bastante sua realidade. Ele precisa encontrar um nicho de evolução social em que ele seja capaz de estabelecer os quatro elementos do gráfico, produção, competição, saúde e prazer, para daí então se sentir bem e continuar a se desenvolver. Contudo, isto não é simples, pois se determinado nicho evolutivo já estiver saturado, as chances dele se tornar funcional o suficiente para estabelecer os elementos diminui. Em outras palavras, como já tem muita gente fazendo algo há algum tempo, as chances dele conseguir produzir ali ou competir ali diminui bastante, principalmente se ele é novato. É neste ambiente que se faz sentido observar as mutações comportamentais.
Quando uma nova geração chega, ela precisa se adaptar a sociedade. Essa sociedade, que é construída através das gerações, atualmente é comandada pelos pais dessa geração, e é responsabilidade deles ensinar a seus filhos a se adaptar a sociedade. Quando digo adaptar, quero dizer que é responsabilidade deles ensinarem a seus filhos obter os quatro elementos citados anteriormente. Contudo, os filhos, que iniciam sua busca pela adaptação e pela satisfação, exploram não só o que seus pais dizem e mostram como também todo um conjunto de informações novas a quais eles têm acesso. Isto acontece porque embora seus pais possivelmente também tenham acesso a estas informações, eles já sua configuração evolutiva definida, por isto não costumam se interessar ou atribuir tanta atenção a novas configurações evolutivas, que é ao que essas informações estão relacionadas. Deste modo, os filhos, que estão interessados em buscar coisas que o satisfaçam, acabam buscando nessas novas informações a satisfação e aprendendo comportamentos novos em relação aos seus pais. Percebemos, portanto, a mutação ocorrendo.
Durante o crescimento dessa geração, ela percebe que muito daqueles novos comportamentos não são sustentáveis. É quando ela volta a estabelecer o mesmo padrão de comportamento que seus pais. Porém, embora muitos daqueles novos comportamentos não sejam sustentáveis, ou seja, apresentam elementos prejudiciais ou não apresentam grande potencial evolutivo, que em outras palavras, enjoam fácil, alguns daqueles novos comportamentos se apresentam benéficos e melhoram a qualidade de vida daquela geração, sem contar que mesmo os comportamentos que enjoam fácil podem, também, contribuir para o autoconhecimento e amadurecimento desta geração. Uma fase muito marcante desta mutação é a infanto-juvenil, a qual se percebe a mutação ocorrendo com mais ênfase, pois, como já deve ser possível prever, eles têm bastante tempo livre para buscar e energia, que vem da busca pela satisfação, para explorar as informações as quais eles têm acesso. A volta dos mesmos padrões que seus pais se devem ao fato deles terem que encarar uma nova fase de vida, que é a do trabalho, e devido a isto suas vidas se tornam mais parecidas com a vida de seus pais, que é a vida de adulto. Outro fator que motiva a tendência disto acontecer é que a influencia da convivência, que por meio de associações de simbologias e comportamento, faz os filhos imitar seus pais em certos aspectos, seja porque eles não sabem como agir de forma diferente e já não estão na fase de explorar as coisas, seja porque eles guardam as lembranças dos pais e reproduzam isto de forma inconsciente.
Humano metasistemático
Meu inconsciente são as memórias das minhas experiências,
Meu consciente são as associações das minhas experiências,
Minhas memórias são meus sentimentos, eu sinto a existência.
Minhas associações são meus raciocínios, eu calculo a realidade.
A existência daquilo que eu sinto constitui meu ponto de vista,
Sobre ele desenvolvo meus cálculos, constitui-se minha ciência.
Em novas realidades há novos sentimentos, a recíproca é válida,
Busco, nesta infinita rede de relações, e isto é minha vontade.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas memórias.
Minha vontade que surge do meu ser, das minhas associações.
Minha vontade que surge do meu ser, do que eu acho possível.
O que eu acho possível depende do sistema ao qual eu participo,
Cuja existência procede e sucede a minha, apenas transformo,
Com a força das ferramentas a mim cedidas e da minha vontade,
É meu o dever de proliferar todas as mutações benéficas a mim.
Sou o consciente das minhas próprias ações, do meu inconsciente.
Sou o consciente dos meus próprios objetivos, da minha vontade.
Busco em minha realidade a minha adaptação, a minha satisfação,
Busco o sistema que melhor se adapte ao meu ser e meu ser a ele.
A força da competição
Nunca será forte quem não aprende a ser fraco,
Pois em tudo há competição e o mundo é selvagem.
Quem é forte por algum motivo será fraco por outro,
Força ou fraqueza é relativo à definição, ao objetivo.
Nunca será forte quem não aprender a competir,
Porque competição ensina o fracasso e o sucesso,
Ensina a tentar, a errar, a aprender e a acertar,
Através da vontade coisas inimagináveis são possíveis.
Nunca será forte quem não entende os motivos da força.
Quem não tiver humildade para assumir que não os sabe,
Quem não buscar por variações, inspirações, novidades.
Forte ou fraco tem motivo para o ser, mesmo não aparente.
Nunca será forte quem não aprende a ter prazer,
O prazer de ganhar, aprender, experimentar, apostar.
De ser fraco e se tornar forte, e se tornar melhor por isso,
O prazer de conquistar, conhecer, compartilhar e sentir.
Para que ser forte? Sentir a existência da melhor maneira,
Sentir a vida pulsando com todas as suas possibilidades,
Sentir a evolução acontecendo em torno de si e participar,
Deste enorme fluxo de satisfação, melhorias e sentimentos.
Ambos por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais uma postagem, amigos. Hoje foi bastante produtivo, esperava escrever apenas um texto, mas acabei escrevendo os dois, pois o segundo já estava na fila faz tempo e era de minha vontade escrevê-lo. Quanto aos poemas, eles também fazem parte do conjunto de poemas que eu estou escrevendo sobre “o homem consciente de si” e carregam em si as ferramentas da psicologia evolutiva. Provavelmente estão terminados. O poema da postagem passada, eu alterei mesmo após ter publicado no blog. Eu busco manter todo o histórico de alterações dos poemas salvos no meu computador. Ainda hoje vou jogar um pouco mais de lol e depois vou dançar. Espero conseguir estudar amanhã para as próximas provas. A dúvida entre engenharia ou psicologia é grande, mas vou escolher a primeira, pois ela será meu modo de produção e também poderei estudar psicologia em paralelo. Evito estudar psicologia porque se não meus estudos acabaram sendo muito “meta-aplicados”, ou seja, eu estudo o comportamento humano porém, a maior parte do meu comportamento é o estudo do comportamento humano. Desejo evitar isso, fazendo com que a maior parte do meu comportamento seja outras coisas, como estudar engenharia, dentre outras. Além disso, ampliarei a quantidade de experiências e informações as quais terei acesso, é uma forma de me tornar mais abrangente, talvez. Enfim amigos, faz tempo que eu não faço um encerramento longo, abraços e até a próxima postagem.
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domingo, 28 de outubro de 2012
Publicações: Resposta de afirmação; Materialização do ser; Mais pequenos pensamentos
Introdução:
Olá amigos. Hoje vou escrever este rápido texto para publicar algumas coisas. Antes de começar, vamos às novidades. Esta semana foi muito curiosa, senti novamente aquele breve prazer irracional de estar perto de algo grande e misterioso. Já passou, mas é bem interessante como isto é um combustível para a vontade humana. Algo que me incomoda muito é esta minha impessoalidade, algo que eu estive pensando durante algum tempo. Ela, como deve ser fácil perceber, surgiu da minha necessidade de entregar meu ser ao racional como uma tentativa de não deixar com que meus sentimentos interfiram em minhas linhas de raciocínio e na busca pela filosofia. Porém, minha impessoalidade é, na verdade, uma posição instintiva, tal como qualquer outra. Sinto-me preparado para avançar, e começar a construir uma identidade. Ano que vem veremos se eu farei tudo o que planejo e desejo, ou se algum fator desconhecido irá me desviar do pretendido. A postagem de hoje não conterá nenhuma teoria nova, apenas publicações. O motivo de eu não estar trazendo nenhuma teoria nova hoje é pelo fato de que eu realmente não observei nada de necessariamente novo, só revisei algumas situações e observo a necessidade de reorganizar a estrutura das minhas teorias. Vamos à postagem.
Resposta de afirmação:
Podem me chamar de medroso aqueles que têm coragem para entregar sua ideologia às suas experiências. Podem me chamar de fraco aqueles que dizem que eu resumo a metodologia como forma de me tornar forte. Mas saibam, todos estes que vêem em mim o medo e a fraqueza de não assumir meu próprio ser e minha própria sorte, que eu estou lutando por algo que vai além de mim, das minhas experiências ou dos meus sentimentos. Eu luto por uma utopia! E o sentimento de não alcance à utopia não será o suficiente para invalidar minhas conquistas.
Algumas vezes eu me pergunto se vale à pena dedicar tanto esforço para compreender o comportamento humano, e incluindo o meu, sendo eles são seres tão relativos e complexos. E chego a conclusão de que se eu passar metade da minha vida aprendendo a ser um bom humano, a outra metade eu viverei sendo um bom humano, e isto para mim, principalmente na fase adulta e idosa, é algo muito vantajoso. Não é raro encontrar pessoas que mesmo na velhice ainda não entendem vários aspectos importantes da vida, e que por isto não desenvolvem uma boa qualidade de vida, ou adultos que, por não entender a lógica dos sistemas humanos, se entregam facilmente a corrupção, aos maus desejos e não conseguem tirar prazer do que constroem dia-a-dia. Portanto, mesmo demorando metade de uma vida para eu aprender a ser um bom humano, acredito que isto é um bom negócio. Se eu estiver errado, não será a primeira utopia errada que surgiu neste mundo, nem a última.
Síntese de pensamentos:
“O ser humano é prático, aprende vivendo e é movido por desejos. A única utilidade da teoria é prever a realidade para que ele encontre o que deseja antes de viver.”
“Não se limite ao que você é condicionado. Um humano apenas tem a força de mil e isto demonstra que o conhecimento cresce em função exponencial, mas somente quando os gatilhos das associações tecnológicas são acionados. Portanto, sempre busque quebrar seus próprios condicionamentos, seus próprios limites, e então encontrarás a verdadeira forma de explorar a realidade.”
Todo porquê precisa do seu como.
Todo como precisa do seu porquê.
O porquê está contido no humano.
O como está contido na realidade.
Quando apenas existe o como,
Ele é o universo, desconhecido.
Quando apenas existe o porquê,
Ele é a vontade, inquietante.
O universo direciona a vontade,
A vontade descobre o universo,
Dois fatores em retro-alimentação.
Quando o porquê se vincula ao como,
A inquietude consegue se direcionar,
E, finalmente, o ser se materializar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Em resumo, a postagem de hoje foi muito mais breve que o normal. Já está tarde, e ela foi motivada principalmente pela vontade de postar meu novo poema. Pensem que ele deu um trabalho pra sair, mas estou satisfeito com ele. Irei tomar banho e ir dormir para a aula amanhã. Ultima semana antes do ENEM, amanhã irei assistir mais uns vídeos de resumo para a prova como forma de me preparar melhor. Embora eu tenha desistido de estudar da maneira convencional, acredito que estas pequenas ajudas possam ser boas, melhor que nada. Após essa semana haverá revisões para a UPE, as quais eu também pretendo me dedicar. Também estou fazendo um rascunho de livro sobre poemas, talvez fique bom. No mais, abraço para todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Hoje vou escrever este rápido texto para publicar algumas coisas. Antes de começar, vamos às novidades. Esta semana foi muito curiosa, senti novamente aquele breve prazer irracional de estar perto de algo grande e misterioso. Já passou, mas é bem interessante como isto é um combustível para a vontade humana. Algo que me incomoda muito é esta minha impessoalidade, algo que eu estive pensando durante algum tempo. Ela, como deve ser fácil perceber, surgiu da minha necessidade de entregar meu ser ao racional como uma tentativa de não deixar com que meus sentimentos interfiram em minhas linhas de raciocínio e na busca pela filosofia. Porém, minha impessoalidade é, na verdade, uma posição instintiva, tal como qualquer outra. Sinto-me preparado para avançar, e começar a construir uma identidade. Ano que vem veremos se eu farei tudo o que planejo e desejo, ou se algum fator desconhecido irá me desviar do pretendido. A postagem de hoje não conterá nenhuma teoria nova, apenas publicações. O motivo de eu não estar trazendo nenhuma teoria nova hoje é pelo fato de que eu realmente não observei nada de necessariamente novo, só revisei algumas situações e observo a necessidade de reorganizar a estrutura das minhas teorias. Vamos à postagem.
Resposta de afirmação:
Podem me chamar de medroso aqueles que têm coragem para entregar sua ideologia às suas experiências. Podem me chamar de fraco aqueles que dizem que eu resumo a metodologia como forma de me tornar forte. Mas saibam, todos estes que vêem em mim o medo e a fraqueza de não assumir meu próprio ser e minha própria sorte, que eu estou lutando por algo que vai além de mim, das minhas experiências ou dos meus sentimentos. Eu luto por uma utopia! E o sentimento de não alcance à utopia não será o suficiente para invalidar minhas conquistas.
Algumas vezes eu me pergunto se vale à pena dedicar tanto esforço para compreender o comportamento humano, e incluindo o meu, sendo eles são seres tão relativos e complexos. E chego a conclusão de que se eu passar metade da minha vida aprendendo a ser um bom humano, a outra metade eu viverei sendo um bom humano, e isto para mim, principalmente na fase adulta e idosa, é algo muito vantajoso. Não é raro encontrar pessoas que mesmo na velhice ainda não entendem vários aspectos importantes da vida, e que por isto não desenvolvem uma boa qualidade de vida, ou adultos que, por não entender a lógica dos sistemas humanos, se entregam facilmente a corrupção, aos maus desejos e não conseguem tirar prazer do que constroem dia-a-dia. Portanto, mesmo demorando metade de uma vida para eu aprender a ser um bom humano, acredito que isto é um bom negócio. Se eu estiver errado, não será a primeira utopia errada que surgiu neste mundo, nem a última.
Síntese de pensamentos:
“O ser humano é prático, aprende vivendo e é movido por desejos. A única utilidade da teoria é prever a realidade para que ele encontre o que deseja antes de viver.”
“Não se limite ao que você é condicionado. Um humano apenas tem a força de mil e isto demonstra que o conhecimento cresce em função exponencial, mas somente quando os gatilhos das associações tecnológicas são acionados. Portanto, sempre busque quebrar seus próprios condicionamentos, seus próprios limites, e então encontrarás a verdadeira forma de explorar a realidade.”
Materialização do ser
Todo como precisa do seu porquê.
O porquê está contido no humano.
O como está contido na realidade.
Quando apenas existe o como,
Ele é o universo, desconhecido.
Quando apenas existe o porquê,
Ele é a vontade, inquietante.
O universo direciona a vontade,
A vontade descobre o universo,
Dois fatores em retro-alimentação.
Quando o porquê se vincula ao como,
A inquietude consegue se direcionar,
E, finalmente, o ser se materializar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Em resumo, a postagem de hoje foi muito mais breve que o normal. Já está tarde, e ela foi motivada principalmente pela vontade de postar meu novo poema. Pensem que ele deu um trabalho pra sair, mas estou satisfeito com ele. Irei tomar banho e ir dormir para a aula amanhã. Ultima semana antes do ENEM, amanhã irei assistir mais uns vídeos de resumo para a prova como forma de me preparar melhor. Embora eu tenha desistido de estudar da maneira convencional, acredito que estas pequenas ajudas possam ser boas, melhor que nada. Após essa semana haverá revisões para a UPE, as quais eu também pretendo me dedicar. Também estou fazendo um rascunho de livro sobre poemas, talvez fique bom. No mais, abraço para todos e até a próxima postagem.
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Devir Social
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22:16:00
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