Natureza do conhecimento da psicologia evolutiva
Olá a todos. É um pouco tarde, mas após várias semanas sema atualizar o blog, estou com muita vontade de fazer isto. Estas duas semanas tem sido confusas, pois a época de vestibular é um período muito conturbado quanto às expectativas de futuro. Isto me fez pensar bastante no significado das minhas teorias, e após ter um ponto de vista de um amigo, cheguei a conclusões interessantes. Mas antes, um pouco de novidades: minhas teorias da psicologia evolutiva parecem estar fadadas a serem classificadas apenas como filosofia, pois esta semana percebi que existe um movimento brasileiro já estudando este ramo científico. Além disto, meus esforços para a sua divulgação não tem surgido muito efeito, e isto provavelmente se deve ao enorme esforço que seria uma terceira pessoa estudar minhas idéias para desenvolver ferramentas a partir disto, ou mesmo me auxiliar. Uma última novidade: estava preparando uma postagem antes desta, mas a dificuldade em organizar as informações está grande. Já dito as novidades, vamos a postagem.
Quando eu desenvolvi o conceito de “impirismo”, publicado na postagem anterior, foi com a intenção de diferençar as experiências com fundamentos conhecidos das que não tem sua fundamentação conhecida. Isto porque, seguindo o tratado da verdade, se a pessoa tem ciência de todos os fatores que envolvem um evento, ou seja, no que seu comportamento se fundamenta, ela tem capacidade de reproduzi-lo quantas vezes for necessário ou também controlar seus resultados respeitando a realidade. Já no experimento empírico, não se conhece os fundamentos de um determinado evento, se conhece apenas o padrão de resultado que aquele evento trás e as variações de padrão de acordo com os diferentes estímulos. A partir daí se desenvolvem estudos e técnicas de manipulação que agem diretamente no resultados, contudo, não se conhece exatamente quais fatores faz aquilo acontecer.
Admito que eu possa estar até mesmo dando um novo significado ao empirismo que só pode ser respeitado dentro do meu blog, mas o motivo pelo qual eu estou relembrando estes dois conceitos é que quando os relacionamos com o comportamento humano, percebe-se uma característica bem interessante: as configurações humanas se moldam principalmente através do empirismo. Ou seja: aprendemos principalmente de acordo com os diferentes estímulos que damos a determinado evento, e de como este evento responde aos estímulos. Sendo assim, fica a pergunta: onde encaixar o conhecimento impírico nisto? Sendo mais específico, pra que serve os conhecimentos da psicologia evolutiva e como/onde usá-los? Esta pergunta, muito importante para mim, se mostra também importante no campo teórico da própria psicologia evolutiva, já que através disto pode ser possível direcionar melhor a criação de ferramentas ou a transmissão de conhecimento.
Após refletir um pouco, concluí que para os eventos de grande complexidade no cotidiano, o mais adequado é se aproveitar da grande capacidade computacional da mente humana e utilizar o conhecimento empírico, já que, ou há a impossibilidade técnica de estudar o fenômeno, ou ele tem tantas variáveis que seu calculo iria demorar tanto que o evento terminaria antes da conclusão. Já para eventos simples e repetitivos, o mais adequado é utilizar o conhecimento impírico, porque além de haver tempo para estudar profundamente os pormenores de tal evento, quando conhecemos todos os seus fatores, sua otimização pode ser feita de forma máxima através das ferramentas da matemática, o que proporcionará uma melhor qualidade de vida. Exemplos de ambos os casos: o comportamento social como sendo o empirismo, pois tende a se manter padrão, mas varia, e o processo de fabricação industrial, como sendo impirismo, pois funciona de forma repetitiva em condições normais.
A grande capacidade da mente humana de trabalhar com padrões de comportamentos e sua associação é o que faz a prática ser tão importante, e ao guardar essas informações na memória, temos uma configuração humana. É por isto que mesmo na ciência, é interessante que o humano deixe sua intuição trabalhar ao tentar aproximar idéias aparentemente sem ligação, ou cujos fundamentos parecem ser distantes. Mas, teoricamente, calcular um padrão desconhecido é algo demasiadamente mais difícil, pois existe uma enorme serie de fatores que o instinto não leva em consideração. Se observarmos que a sociedade põe o humano em situações delicadas em que uma escolha muda muito do seu futuro, concluímos que ele está prestes a decidir qual será o novo padrão de resultados que ele irá ter que trabalhar. Devido ao desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade, isto tende a acontece muitas vezes.
Se ele não si conhecer fundamentalmente, nem conhecer os fundamentos de sua realidade, existe a grande possibilidade que, agindo por ilusão de boas chances de evolução, ele escolha algo que não irá alcançar suas expectativas. Daí gera-se vários distúrbios, como por exemplo, ele se esforçar muito e não alcançar seu objetivo e frustrar-se por isto, ou, ao alcançar seu objetivo, não se sentir satisfeito. Imagino que é neste cenário que se aplica bem os conhecimentos da psicologia evolutiva: descobrir como o humano se comportará e quais as melhores escolhas a serem feitas diante de fatores desconhecidos e importantes. Existe ainda outra vantagem interessante ao se conhecer fundamentalmente o comportamento dos humanos: a compreensão e a melhor eficiência ao criar mecanismos que tragam bons resultados evolutivos, tanto individualmente quanto em grupo. De forma prática, quando utilizarmos nosso conhecimento empírico para criar um cenário que traga mais qualidade de vida, iremos também levar em consideração os conhecimentos fundamentais sobre aquela realidade e criaremos algo que tenha mais chances de dar certo e ser aperfeiçoado no futuro.
Finalizando a postagem, embora as informações passadas aqui ainda estejam um pouco bagunçadas e indefinidas, sem exemplos consistentes, podemos resumir da seguinte forma: conhecimento empírico: bom para ser utilizados em padrões de resultados, estudando a variação do padrão que cada estímulo causa. Conhecimento impírico: bom para determinar quais tipos de resultados é possível produzir e destes, qual desejamos produzir. É fato que muitas vezes um bom conhecimento fundamental é transmitido pelo conhecimento popular, e isto é o suficiente para que muitos humanos vivam com boa qualidade de vida. Mas, ainda sim, existem os distúrbios. Bom amigos, isto é tudo por hoje. Abraços a todos e até a próxima postagem.