sábado, 27 de agosto de 2011

Síntese da Psicologia Evolutiva

Síntese da Psicologia Evolutiva

Olá amigos. Há alguns meses eu relatei sobre estar tentando divulgar a psicologia evolutiva, e também sobre ter pedido ajuda do meu diretor para isto. Esta semana, ao procurá-lo, ele teve a idéia de me fazer entrar em contato com algum doutor/doutora de psicologia de sua faculdade. Aceitei, e como tive alguns dias de antecedência, dois precisamente, resolvi escrever um resumo da teoria. Seguirá tal resumo no próximo parágrafo, que contém a maioria dos conceitos chave da psicologia evolutiva, para futuras divulgações.

Síntese na página: http://barnabasspenser.blogspot.com/p/sintese-da-psicologia-evolutiva.html

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Essência humana (self) segundo a P.E. e resultados X essência

Essência humana segundo a P.E.

Olá amigos. Faz um tempinho que eu venho tentando escrever, mas nunca encontrava duas horas seguidas. Curioso também é que após trocar o nome deste blog, imaginava se iria escrever de novo, pois ficaram diferentes as coisas. Mas sem neuras, cá estou eu escrevendo. Sobre as novidades além destas, continuo a esperar o progresso dos meus projetos para definir o futuro, e ando percebendo novas possibilidades sobre ele também. Expectativa é um sentimento muito importante para o humano, domá-lo torna as coisas mais fáceis de serem controladas. Além do mais, semana passada eu corri e pretendia correr hoje para manter uma vida equilibrada, mas isto é um tanto difícil, acabei deixando para outro dia ou mesmo desistindo... Talvez os humanos tendam ao distúrbio como eu imagino, talvez tenha sido apenas falta de planejamento meu, vou resolver isso também nas semanas a seguir. Agora vamos ao tema da postagem de hoje, que tratará sobre um assunto pouco trabalhado por mim, mas que vem se tornando importante para explicar o motivo de algumas escolhas: a essência humana.

É propriedade do humano buscar as melhores chances de sobreviver e reproduzir para si, contudo, a forma como o humano percebe estas chances é algo que está diretamente relacionada com suas experiências pessoais. Daí surge a essência humana, ou algo parecido, segundo Bruno, com o “self” da psicologia convencional. De modo prático, percebemos que mesmo havendo uma grande chance de sobreviver e reproduzir exercendo alguma atividade, se esta não estiver relacionada com a essência do humano que está a exercê-la, ele irá de alguma forma sentir que está perdendo seu tempo. Um exemplo bem interessante disto são as pessoas que mesmo ganhando dinheiro numa boa função, preferem sair e exercer outra, pois dizem que a anterior não foi o que ela sempre desejou. A essência humana é formada principalmente durante a infância, quando os humanos têm suas primeiras percepções de mundo, e isto faz com que sua evolução seja moldada de acordo com o que a criança sente que tem mais poder instintivo, seja por incentivo dos pais ou outros ou mesmo por alguma habilidade que ela desenvolveu mais facilmente. Entendamos, portanto, que a essência é uma “projeção de evolução” adotada durante a infância a qual um humano agrega fortes valores evolutivos.

Durante a adolescência, o que observamos é a maturação do self. É por isto que esta fase é conhecida como tão difícil, já que o humano está testando e readequando toda a sua projeção de evolução a sua realidade. Abandonar a ilusão nem sempre pode ser fácil. É nesta idade também que surge a necessidade de produzir e mostrar resultados e o contato com as várias técnicas para alcançá-lo, ou seja, vários caminhos. Dentre os vários caminhos, percebemos que o que levará o humano a escolher um ou outro nada mais é que sua essência, por exemplo: Um garoto é incentivado por seus familiares a fazer sempre o certo, e determinada técnica é associada ao correto a se fazer, portanto, ele tenderá a escolher tal técnica. Por outro lado, se um garoto, por influência de seus amigos, começa a burlar o sistema e percebe que isto trás resultados com menos esforço, mesmo que resultados falsos, e projeta sua essência baseada neste método, ele irá escolher o caminho que leve a isto, que neste caso seria comparável a filar na escola. Existem ainda outros exemplos mais sutis, como pessoas que usam a técnica de maneira razoavelmente correta, mas abrindo espaço para correr riscos tornando seu uso mais emocionante, ou ainda as pessoas que demoram a entender a necessidade de produzir resultados.

É interessante notar que quando o humano está conectado com sua essência, ele costuma se sentir completo, já que ele está preenchendo a expectativa de tudo o que ele projetou durante a infância. O exemplo dado por mim sobre a pessoa que ganha muito dinheiro, mas não exerce a função que deseja, mostra isto, pois mesmo ela estando associada a algo que garanta bastante sobrevivência, que seria “conforto”, não gera a quantidade de reprodução, que seria “emoção” que sua essência deseja. É este mesmo princípio que faz ela não seguir um método corretamente ou escolher um desafio muito grande para assumir riscos e sentir emoção ou mesmo o contrário. Através das propriedades instintivas da “mudança da ordem de importância das coisas” e “achar belo aquilo que é importante”, podemos perceber que a essência também determina quais as formas de obter chances de sobreviver e reproduzir a pessoa irá escolher. Existem pessoas que, por exemplo, desde a adolescência desejam ser médico, administrador, ter uma boa família logo ou curtir a vida até a meia-idade.

Observando que a essência humana é uma projeção que ele faz da sua própria evolução, onde ele encontrará as condições de sobreviver e reproduzir que lhe satisfará, podemos constatar que nem sempre esta projeção está de acordo com a realidade. Daí vem à necessidade de adaptar a essência a realidade. Quando esta adaptação não é bem feita, é quase que certeza que existirá uma grande quantidade de distúrbios no humano, desde pequenos e controláveis a grandes e prejudiciais. Um exemplo disto, como já citado, são as pessoas que não conseguem agregar sentimentos evolutivos ao seu trabalho ou função social, já que não era aquilo que elas desejam fazer, conseqüentemente, elas não se interessam em se tornarem boas, viram profissionais ruins e acabam prestando maus serviços a outras pessoas, que podem sentir-se prejudicadas e injustiçadas com isto. Ou ainda uma pessoa que acaba se perdendo em seu próprio poder social, assumindo compromissos que o obriga a produzir mais resultados que conviver com sua essência.

Como aparentemente todo distúrbio, isto não é nada que não possa ser resolvido com um bom trabalho de autoconhecimento e de mudanças de prioridades de importância. O problema é que é difícil o humano ganhar total consciência de como funciona seu instinto, já que o instinto e o raciocínio foram duas coisas que sempre andaram juntas. A partir do momento que o humano consegue ganhar consciência de como funciona seu instinto, é o momento que ele pode trabalhar nisto. Mais uma vez eu afirmo acreditar que a utilização da psicologia evolutiva é uma boa alternativa para o autoconhecimento. O curioso é que após conhecer um pouco das outras psicologias, é possível notar uma semelhança entre elas e a psicologia evolutiva. Bem, neste parágrafo encerrarei meu texto, que demorou razoavelmente para ser produzido. É engraçado como as coisas na imaginação são mais fáceis, e é interessante trabalhar para que isto fique próximo da realidade. Abraços a todos e até mais.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Registro do Tratado sobre a Verdade

Tratado sobre a Verdade

*(adições feitas em: 15/08/2011)
Este tratado tem por objetivo apresentar a definição de verdade sob o domínio deste blog, bem como todas as outras definições derivadas desta e que estão relacionadas ao objetivo da filosofia. Aqueles que discordarem ou apresentar uma visão diferente aqui apresentada, sintam-se a vontade para se manifestarem nos comentários da postagem de registro do tratado clicando aqui ou através de outros canais de comunicação comigo. Este tratado tem forte influência em "O discurso do método", de René Descartes, recomendá-se a leitura, agora vamos a ele.

Sobre a verdade universal:

  • Este tratado entende a verdade como realidade. Sendo assim, tudo o que está contido na realidade, independente das configurações que se apresente, é a verdade.
  • Percebe que o universo é o espaço em que estão contidos os objetos da realidade. Tais objetos são compostos de energia em diferentes estados, que são regidos pelas leis físicas e químicas.
  • Pressupõe que as propriedades do universo sejam deterministas. Significa que tudo há um motivo determinado que possa ser calculado através da lógica aplicada às leis do universo.
  • Define teoria como um mecanismo lógico capaz de prever o futuro e o passado de algum aspecto da realidade. Visto que ela é composta por várias leis e objetos próprios do universo.


Sobre a verdade humana:

  • Os humanos são capazes de observar a realidade através dos fatos. E os fatos são eventos delimitados que ocorrem de acordo com as configurações das propriedades do universo.
  • É um animal racional, pois são dotados de capacidade lógica e de interpretação dos resultados. Tendem, contudo, a interpretar de acordo com seu instinto, fugindo da verdade dos fatos.
  • Conseguem manipular os objetos da realidade e a lógica. São capazes, através disto, de criar mecanismos e funções para testar, prever, descobrir e definir a realidade de acordo com os resultados.
  • Desenvolvem, por intermédio das definições e descobertas da lógica e da realidade, atalhos, que são as técnicas, para obter determinados resultados em dadas configurações e aspectos da realidade.

Sobre a ciência:

  • Este tratado aceita que a ciência é todo o conhecimento atestadamente verdadeiro. Supõe-se que apenas com a verdade somos capazes de produzir técnicas e teorias que funcionem na realidade.
  • Tal atestado deve ser produzido por meio de metodoolgias científicas. Que são um conjunto de técnicas projetadas para testar os resultados das técnicas e teorias e averiguar sua veracidade.
  • Considera a filosofia como a busca humana pela verdade. Torna-se a ciência das ciências, já que todo o ramo da filosofia que desenvolve uma metodologia de veracidade se torna uma ciência.
  • Entende que o conhecimento técnico/científico é um bem a qual todos tem direito. Dependendo, portanto, da vontade e necessidade de cada indivíduo de escolher o quanto se dedicará a adquiri-lo.

Estes são os aspectos que este blog se esforça a respeitar, salve os enganos ou citações pessoais, em suas postagens para assumir o título “princípios da verdade”. Ele continuará com seu caráter pessoal, o que justifica seu endereço, mas prezará principalmente pela busca da verdade. Aqueles que estão interessados no mesmo objetivo que o meu e quiserem colaborar para alcançá-lo respeitando o tratado, estão convidados a também criar um blog preferencialmente chamado de “princípios da verdade” e a se tornarem meus parceiros. (passível a futuras modificações que serão registradas neste link (clique aqui)).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Racionalismo de Descartes com P.E e novo nome do blog

Princípios da Verdade

Olá a todos. Hoje eu escrevo para demonstrar a interessante coincidência entre minhas idéias e as idéias do Descartes, e também sobre a psicologia evolutiva junto a isto. Mas antes disso, vamos as novidades: Esta semana foi longa e um tanto cansativa, meu sono desregulado me fez ficar duas vezes consecutivas 24h sem dormir. Meus neurônios que me perdoem. Também continuo estudando para o vestibular através da escola e do curso pré-vestibular, embora eu não tenha feito tarefas, o que certamente atrapalha a absorção dos conteúdos. Hoje tive um aulão de redação e estou a pensar sobre a função do texto dissertativo, e qual metodologia usar para alcançar o resultado desejado, to chegando a algumas conclusões e postarei depois no blog. E agora a última novidade que também se relaciona com o tema da postagem de hoje: terminei ontem de ler um livro chamado “O discurso do método”, de René Descartes. Agora vamos a postagem. (texto iniciado em 06/080/11)

PARTE 1 - Um pouco de história

Há mais ou menos quatro anos atrás eu iniciei esse blog para escrever sobre o que eu quisesse, sem pretensão alguma, tanto é que o nome escolhido pra ele foi algo meio acaso: o nome de uma música chamada The prodigy, que na época eu escutava muito. Após ver a tradução do nome da música, pensei em algo se encaixasse com o seu significado, foi então que eu criei a frase contida na apresentação do blog logo abaixo do nome. A frase permaneceu até hoje, pois ela tange um princípio seguido por mim desde aquela época: buscar saber o porquê de todas as coisas. Este princípio foi definido por mim ainda na infância, lá pros 13~14 anos, por causa de uma aula de história cujo professor, que eu não lembro ao certo, citou a seguinte frase do Platão (ou Sócrates, também não lembro): “Tudo há um porquê”. Apeguei-me fortemente a este princípio porque na época eu tinha dificuldades de socialização, bem como alguma iniciação no campo filosófico. Já não tenha grandes coisas a perder, então busquei ganhar através da filosofia.

Fui amadurecendo e entrando em contato com várias pessoas e tendo várias imagens de filosofia. Uma delas, não sei bem porquê, é que os filósofos não fazem nada além de pensar, e eu via que apenas o pensamento não levaria a ninguém a lugar nenhum, pois precisamos trabalhar e fazer outras coisas. A outra é que a maioria das pessoas que tinham pensamentos complexos de filosofia, o faziam para se sentir superiores, pois as vezes que tentei discutir com elas no Orkut, o mínimo erro era o suficiente pra me porem numa posição de inferioridade (não de aprendizagem), e, muitas vezes, tal pensamento complexo não melhorava em nada a vida daquelas pessoas, nem sequer estavam ligados a alguma atividade que elas fazem dia-a-dia. Descartes também percebe e descreve isto no seu livro. Foi nesta época também que eu estava iniciando minhas primeiras teorias matemáticas e tendo a experiência do que, de fato, é a ciência. Foi quando com tais experiências eu percebi e resolvi construir minha própria ciência e filosofia, utilizando as informações externas apenas como dados a serem avaliados.

Foi através disto que eu dediquei muito tempo ao entendimento de comportamentos simples na matemática, como os dos monômios, polinômios, regra de sinais, até chegar às propriedades básicas do mecanismo matemático, que é sempre que somarmos uma unidade a outra haverá duas unidades, a menos que algo seja diferente. Adotando tal propriedade ao nosso universo, cheguei ao determinismo, e isto foi o que me fez perceber que todo o resultado, todas as atitudes humanas, todo o comportamento da natureza, tudo realmente havia um motivo e poderia ser descoberto e transformado em fórmula ou pelo menos em previsões aproximadas. Nas dificuldades de investigação, acabei seguindo o seguinte conselho: fazer as coisas mais complicadas do modo mais simples (não tenho certeza se isto é uma citação do Einstein, mas lembro que da fonte que eu peguei dizia que sim). Isto me ajudava muito em várias das investigações sobre os assuntos escolares, e este princípio da simplificação é também é adotado por Descartes em o método do discurso.

Neste mesmo tempo eu já estava entrando em contato com a teoria da evolução e teoria da relatividade e estudando as duas. Também buscava compreender o comportamento humano, e dado momento encontrei, na internet, a comunidade “Psicologia evolutiva”, e associei automaticamente a evolução ao mecanismo do cérebro humano. Este foi um tema que continuei a pesquisar e desenvolver por alguns anos. Contei este pequeno resumo para justificar, em parte, meu orgulho em não gostar de ler ou adotar teorias sem que haja, de fato, um motivo que me o faça fazer. Mas há pouco tempo eu notei que estou chegando a um nível profissional, e por isso necessito de resultados. Resolvi então tentar me abrir, mas mantendo minha atenção em que tipos de teorias eu iria reter, e buscar saber o porquê delas, em que fato elas se baseiam pra existir. Resolvi então, também por incentivo (e empréstimo) do meu amigo Bruno Pontual, a ler Descartes – O discurso do método -. Foi então que, para minha enorme surpresa, ele chegou a conclusões parecidas com as minhas sobre a maioria das coisas, inclusive sobre o objetivo e funcionamento da filosofia, e trabalhou bastante (imagino) pra encontrar modos bastante satisfatórios de repassar tais pensamentos (mas ainda sim necessitando de bastante atenção para um leigo absorver o conteúdo).

Achei surpreendente como alguém há 300~400 anos tenha chegado às mesmas conclusões que eu. E é fácil entender os motivos disto: utilizamos as mesmas tecnologias de pensamento e tivemos acesso a mais ou menos os mesmos dados, e por isso chegamos a várias conclusões parecidas. As tecnologias de pensamento foram desenvolvidas utilizando as mesmas inspirações: o distanciamento de quaisquer outras filosofias (pois naquela época ele também notou que algumas pessoas utilizavam a filosofia como arma instintiva), além da inspiração dos princípios das ciências exatas, pois ele também era matemático e inclusive desenvolveu coisas como o plano cartesiano. Vou além: assim como ele, também acredito que é esta a metodologia que nos leva a encontrar a verdade, prova a maior prova disto é que elas produzem tecnologias capazes de prever e manipular os objetos da realidade, e através disto organizá-los de modo a aumentar a qualidade de vida humana.

PARTE 2 – Objetivo da idéia

Durante o meu desenvolvimento científico, em que eu pesquisava apenas por achar interessante, e que a maioria das pesquisas eram superficiais, comecei a me perguntar pra que serve a ciência e filosofia, cheguei a conclusão dita a cima, também alcançada por Descartes, porém, em vez de utilizar “qualidade de vida”, que para a psicologia evolutiva significa “mais chances de sobreviver e reproduzir”, ele fala em “bem-estar”. Entendam que para mim, que acabei seguindo mesmo sem querer o método filosofo (ou científico), a psicologia evolutiva é uma ferramenta alcançada através do pressuposto da evolução, e imagino que se Descartes tivesse acesso a teoria da evolução em sua total profundidade, bem como a mesma dedicação e acesso a informações complementares que me fizeram associar a evolução ao mecanismo cerebral, ele teria também chegado a psicologia evolutiva, a ferramenta que atualmente eu mais me empenho e me guio.

Na verdade, quaisquer pessoas com o devido apego aos métodos científicos bem como as informações necessárias chegariam a tais conclusões, pois elas refletem o que a realidade dos fatos e experiências mostram. Contudo, muitas vezes a intelectualidade é usada como arma instintiva para rebaixar determinada classe de humanos que não possui tal conhecimento, e por conseqüência, ele perde sua virtude de ser produzido para melhorar a qualidade de vida e ser utilizado apenas a este fim. Utilizar o conhecimento para outros fins, como uma arma instintiva ou anti-evolutiva, pode ser decorrente de um distúrbio, que pode gerar ainda outros distúrbios, como o afastamento das pessoas comuns a prática da racionalidade simples e edificadora, o que certamente diminui a produção social como um todo.

Em “O discurso do método”, Descartes tenta fazer, assim como eu, com que as pessoas comuns consigam adquirir e, além disso, produzir conhecimentos, para assim também produzir tecnologias das mais simples até as mais ou menos complicadas (visto que as complicadas estariam a nível profissional), mas que melhoram significativamente o dia-a-dia delas. É preciso reconhecer, entretanto, que o processo de amadurecimento intelectual é árduo e que precisa ser bem conduzido para que não haja distúrbios parecidos com os citados anteriormente, isto porque, devemos sempre lembrar, o humano é uma maquina instintiva, e embora possa dominar e criar novas funções lógicas de acordo com o que sente necessário, o que ele “sente” continuará sendo as propriedades do instinto até que ele deixe de ser humano, e este instinto poderá o conduzir a um caminho confuso ou contrário.

Dominar este universo da lógica não é fácil, já que é necessário muito esforço e constantemente nos deparamos com nossa própria realidade instintiva, algo que pode não ser fácil para alguns, principalmente aqueles que constroem uma imagem de si mesmos, seja social ou instintiva, baseada em mentira. Seria, portanto, até mesmo interessante nós começarmos a treinar nossas crianças numa filosofia que busque o encontro da verdade (e não ponto de vista) desde já, e não apenas ou até mesmo em substituição a uma filosofia que busque a aquisição de poderes instintivos fora do contexto da realidade, como eu imagino que deva ser com aquelas famílias que ensinam a seus filhos a como burlar sistemas sociais ou mesmo não os guiam e dão maus exemplos.

PARTE 3 – Sobre o racionalismo evolutivo

Conversando com o Bruno P. sobre Descartes, me foi dito que o racionalismo de Descartes foi atacado por outros pensadores. Em busca de maiores informações, fui pesquisar no Wikipédia e descobri o Empirismo. Enquanto o racionalismo diz que todas as coisas podem ser entendidas através apenas da razão, o empirismo diz que o humano precisa experimentar para entender. Eu considero que as duas sejam corretas e estejam reunidas no empirismo lógico, e mais precisamente na seguinte conclusão: quando um humano for capaz de sentir a lógica em toda sua plenitude, ele se tornará racionalista ou algo muito próximo disto, salvo a necessidade de conhecer profundamente os dados com os quais trabalha. Este “sentir a lógica” pode ser bastante presente nos estudos matemáticos, e por isso eu os aprecio tanto, embora também possa ser notado em outras propriedades da natureza.

Pressuponho, porém, que este racionalismo empírico não deva ser o suficiente pra entender e provar toda complexidade humana, principalmente nos séculos onde a teoria da evolução mal tinha sido descoberta. Na impossibilidade prática da reunião de todas as variáveis decorrentes das ações humanas, é difícil montar uma teoria e/ou ao menos definir uma essência que explique toda esta variância. Imagino que por causa disto os estudos quanto à essência humana entre os racionalistas tenha variado muito, já que cada um deles interpreta os comportamentos humanos de acordo com sua visão empírica do mundo. Devido a variação de teorias, imagino que a criação de técnicas também tenha sido algo dificultoso, o que fez com que os racionalistas tivessem um baixa resultado em seus objetivos no meio social, buscando como alternativa o método da tentativa impulsiva e da reprodução dos bons resultados sem perder tempo buscando os motivos.

Observemos que os matemáticos (e/ou racionalistas) buscam compreender a matemática dos seus princípios simples, criando fórmulas, que são o resumo da lógica, e usar estas fórmulas em problemas mais complicados, para resolvê-los e encontrar uma fórmula também para tais problemas complexos (vide logaritmo, que deriva da potenciação, que deriva da multiplicação, que deriva da soma, que deriva do sistema numérico). Eles buscam isto porque sabem que com uma matemática avançada é possível resolver vários problemas de física, química, e com isto desenvolver tecnologias, como a medicina, que melhore a nossa qualidade de vida. Porém, por qual motivo estudar o comportamento humano, se o humano é tão complicado a ponto de dificilmente se desenvolver uma teoria que possa descobrir sua essência, e com isto não desenvolver técnicas para interagir com outros humanos? Imagino que seja isto o que desmotiva as pessoas a estudarem os humanos, embarcando no método descrito no final do parágrafo anterior.

Este método de tentativa impulsiva é bastante interessante para recolher informações para futuros estudos, mas basear a vida apenas nele nos impede de entender mais profundamente os mecanismos humanos e, portanto, de aperfeiçoar seu funcionamento (o que resulta no aumento de qualidade de vida). Outro problema deste método é que ele pode expor os humanos a situações bastante confusas e agressivas ao seu instinto, o que gera a tendência de desenvolvimento de distúrbios. Se o humano não se conhecer tão profundamente a ponto de perceber isto e impedir, ou se acontecer, entender e remediar, ele desenvolverá distúrbios que poderá gerar mais distúrbios. Daí a necessidade de conhecer racionalmente o mecanismo humano. O que pode diferenciar os racionalistas atuais dos antigamente, é que eles não tinham informações o suficiente para chegar à psicologia evolutiva que é, segundo minhas observações, a base de qualquer comportamento humano.

PARTE 4 – Considerações finais

Para unir a conclusão de Descartes, em “o discurso do método”, sobre o porquê e como utilizar o estudo da filosofia (que segundo minhas considerações, filosofia é a ciência que estuda as ciências de uma maneira geral) e da lógica para entender o mundo e se utilizar da melhor forma possível deste entendimento, escrevo esta consideração. Como explicado na ultima parte, eu considero que a psicologia evolutiva é uma excelente ferramenta para entender os humanos, bem como, por exemplo, a matemática é uma excelente ferramenta para entender todo universo que envolva números. É com a utilização destas ferramentas, bem como o desenvolvimento da lógica e filosofia, que os humanos terão maior oportunidade de melhorar sua qualidade de vida como um todo (não esquecendo do estudo das outras matérias).

Isto explica também meu esforço em desenvolver a psicologia evolutiva, já que eu pelo o que eu percebo, sou o único que a desenvolve com esta abordagem e não consigo (nem vejo motivos claros) de deixar de nutrir esperanças de que esta teoria um dia poderá fazer bem a muitos (sem contar que construir teorias é algo divertido pra passar o tempo e que a P.E. ajuda bastante minha vida pessoal). Enfim, em minhas idéias mais utópicas, realmente chego a pensar numa sociedade com uma cultura racionalizada e com base numa evolução definida e equilibrada, mediada pelo racional. Imagino, entretanto, que a transição deverá ser bastante demorada, algo em torno de gerações, e que o sistema deverá ser bem administrado pra não conter falhas de educação, que como hoje, iria privilegiar algumas pessoas e prejudicar outras.

Essa postagem também demonstra um pouco de um novo posicionamento que eu estou tentando tomar em relação às ciências, que é buscar novos fatos e idéias para analisá-los em vez de apenas resumir-me as minhas experiências pessoais. Isto significa ler livros e idéias de outros autores, o que antes me dava uma acerta apreensão gerada pela falta de definição das ações que me conduziram ao que sou hoje e o medo de me tornar igual a aqueles que me prejudicaram. Hoje, com a ajuda do discurso do método, se torna definido. E o que é? É a busca pela verdade que possa ser comprovada através dos fatos e não dos sentidos ou pontos de vista, já que ela pode melhorar nossa experiência na terra. (com o conhecimento da verdade se faz a técnica, que é a manipulação de seus elementos com o objetivo de algum resultado. Não lembro se havia feito essa observação).

Enfim, parágrafo de encerramento. Não me vem mais nada a cabeça sobre este assunto. Espero, novamente, ter sido menos redundante e mais objetivo. Também é altamente aconselhável que se leia o “Discurso do método”, e para aqueles que não sabem, eu escrevi um livro que fala sobre psicologia evolutiva, que em sua quinta edição pode ser encontrado neste blog. No mais, tava até pensando em mudar o nome do blog para algo como “O discurso do método”, mas não é exatamente a formulação que eu quero. Quero algo que busque a verdade, embora “O discurso do método” já indique isto a princípio. Vou ver isso depois. Abraços a todos e até a próxima postagem.

- - - - - - - - - - - - - - - - Pós-Escrito - - - - - - - - - - - - - - -
Na verdade a intenção inicial desta postagem era anunciar a mudança de nome do blog. Mas acabei me animando mudando o foco. No final, percebi que a postagem ficou aproveitavel, mas não me sentia avontade com o novo nome que pretendia dar, que era "O discurso do método". Embora este nome esteja indiretamente ligado com a busca da verdade, que é o objetivo da aplicação do método proposto por Descartes, ele não esta diretamente ligado isto, e era o que me incomada, já que eu buscava um nome que estivesse diretamente ligado a isto, tanto para os conhecedores quanto para os leigos. Após algum tempo vendo outras coisas (não lembro exatamente o quê, parece que o texto que a littlebee postou lá no forum), comecei a pensar sobre o conhecimento e a verdade, daí então surgiu "Princípios da verdade", que pra mim é um bom nome para este meu blog, já que ele também está diretamente ligado a o que me moveu por muito tempo, que é a busca da verdade. Então, esta postagem também anuncia em substituição do nome "Thier Law" este novo nome do blog, "Princípios da Verdade".

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A função social da beleza na sociedade e seus distúrbios, estudos e definições.

A beleza na nossa sociedade segundo a P.E.

PARTE 1 – Definição teórica da beleza

Olá amigos. Embora já tenha batido minha meta mensal de quatro postagens por mês, estou com muita vontade de escrever sobre esse tema. Mas antes as novidades: é uma e meia da manhã, pretendo escrever até as três. Escrevo agora principalmente porque estou aproveitando o absolutamente nada pra fazer que a falta de internet trás. A minha passou o dia com problemas e no inicio da madrugada saiu totalmente de cena. Meus dias estão sendo ocupados, tenho assistido Friends, e infelizmente já estou chegando à temporada final, Game of Trhone, um seriado interessantíssimo e bastante fiel ao contexto medieval, sobre a disputa pelos reinos, e as vídeoaulas de matemática no canal do youtube Gusalberto8, que tem me passado muitas informações novas desta disciplina tão adorada por mim. A postagem de hoje será sobre um tema que há muito se mantinha indefinido dentro da minha filosofia, tendo eu, inclusive, vários conflitos éticos a cerca desta questão, por isso tamanha satisfação em defini-lo. O tema é “a valorização da beleza externa: o que significa e o valor dela em nossas vidas.” Esta definição sempre se mostrou muito importante para meus estudos, pois existe uma enorme quantidade de distúrbios e fatores sociais que se relacionam com este tema. Para defini-lo, utilizei novamente os conceitos básicos da psicologia evolutiva juntamente com bastante reflexão. Vamos à postagem. (PS: acabei falando também sobre os distúrbios e analises dos mesmos. Não previ que iria ficar tão grande. Dividi o texto em três partes por causa disto.)

A psicologia evolutiva nos diz que o humano tende a achar belo tudo aquilo que é importante para ele, e que tende também a dar importância instintiva a uma boa qualidade genética, porque ela é importante para a saúde de nossas proles, por isso a boa genética é identificada através da beleza externa. Sabemos, contudo, que beleza externa não necessariamente signifique boa saúde, e que existe uma enorme gradiente de beleza causada pela desigualdade social. Isto significa que as pessoas com mais dinheiro se alimentam melhor, se vestem melhor e utilizam mais produtos para manter sua boa aparência, enquanto que os que têm menos dinheiro acabam desgastando mais seus corpos com o trabalho braçal e condições de vida não tão boas. Além disto, existem pessoas com maior probabilidade de nascerem com mais chances de se tornarem bonitas graças a um histórico genético-familiar que outras, já existem outras que, por exemplo, nascem com o gene da obesidade, do cabelo crespo, de um corpo fora de equilíbrio métrico, e isto se torna uma marca pro resto de suas vidas. Iremos, para efeitos de estudo, separar as pessoas em dois grupos cujas causas foram citadas anteriormente: as feias e as bonitas.

Existe uma frase que expressa bem o que este parágrafo irá comunicar: “Desculpem-me as feias, mas beleza é fundamental”. Esta frase mostra a maior facilidade que uma pessoa bonita tem em ser tratada melhor pela sociedade, visto que a sociedade é formada por humanos e eles tendem a valorizar bons poderes instintivos. Os homens tendem a tratar as mulheres bonitas melhor e vice-versa, ganhando coisas às vezes pelo simples fato de serem bonitas, como presentes de pessoas apaixonadas, maior atenção em atendimentos, favores de desconhecidos, e etc. As pessoas feias, por outro lado, além de não costumarem ter este tipo de vantagem, ainda sofrem uma maior rejeição dos grupos sociais ou dificuldade em se estabelecer neles, são mal-tratadas por pessoas de má filosofia e passam despercebidas pela maioria das pessoas. Daí surge meu conflito ético: é certo tratar uma pessoa melhor apenas por ela ser mais bonita? É certo apaixonar-se por ela graças a este mesmo motivo? Uma resposta guiada pela lógica de classes diz-nos claramente que não, pois todos são humanos e tem os mesmos sentimentos, portanto, merecem a mesma chance para as oportunidades. Porém, esta lógica não se aplica tão facilmente na prática, pois é interferida pelo prazer instintivo em estar em contato com alguém de boa beleza.

É necessário lembrar que parte do humano é instinto e ignorar as propriedades instintivas pode ser bastante prejudicial ao objetivo humano da boa evolução. Também é importante resolver este conflito ético, sobre se é certo ou não valorizar alguém por uma propriedade que ela adquiriu por sorte, lembrando que certo significa ser o melhor caminho para o alcance da boa evolução humana. Notemos então que a psicologia evolutiva põe como principal objetivo humano a boa evolução, e a resolução de todos os problemas têm como finalidade alcançar este objetivo. O mais importante (e bonito) ainda é que todos os humanos tendem a ter o mesmo objetivo, independente da posição social ou situação economia que este esteja, diferindo apenas as configurações que esta evolução se apresenta, e este objetivo é evoluir. Portanto, o certo neste caso para a psicologia evolutiva é tomar aquela atitude que gere a melhor evolução para todos os envolvidos, não ignorando as propriedades instintivas de cada um deles. Se o instinto é atraído pela beleza que uma pessoa traz, não devemos ignorar isto, mas também não devemos ignorar que somos racionais e que devemos achar uma forma saudável de lidar com isto.

Vamos agora fazer uma analise técnica e dissertativa de alguns conceitos para interligá-los: O humano pode evoluir, o que é seu objetivo, mesmo tendo poucas chances de sobrevivência e reprodução, o que significa na prática ter baixa qualidade de e conseqüentemente de evolução, já que ele terá menor probabilidade de ter bons sentimentos, conforto, saúde e etc., porém, ele tende a buscar aquela atividade ou algo que faça com que sua qualidade de vida se torne melhor, mais prolongada e satisfatória, ou seja, com boas chances de sobreviver e reproduzir e que o traga bons sentimentos e conforto. A beleza externa, para o instinto, significa boa saúde, portanto, mais chances de sobrevivência e reprodução. Unindo a conclusão de que boas chances de sobreviver e reproduzir traz maior qualidade de vida e que a beleza faz o instinto sentir maiores chances de sobreviver e reproduzir, podemos concluir que ela tem a função de aumentar a qualidade de vida (que é conforto e bons sentimentos). Isto pode ser observado na prática, amigos, pois se há duas pessoas com personalidades parecidas, porém uma feia e a outra bonita, a bonita trará um maior prazer de companhia que a feia. Há ainda outra conclusão tão ou mais importante a ser feita: podemos expandir a função da beleza, que é um poder instintivo, a todos de sua classe de qualidade, ou seja, a função de todos os poderes instintivos é trazer maior qualidade de vida.

(apenas o lembrete de definição de poderes instintivos: são todas as qualidades que um humano pode atribuir e valorizar em outro, por exemplo: bonito, simpático, engraçado, sagaz, meigo, atencioso, prestativo, estilizo, inteligente, etc.)

PARTE 2 – Distúrbios da beleza

Embora não seja tão rebuscada quanto se espera, a princípio, esta definição é muito importante para meus estudos. Principalmente porque com ela é possível estabelecer uma quantificação da saúde ou distúrbio de um comportamento ou filosofia, sejam estes individuais ou coletivos. Sem ela, esta quantificação se tornaria vaga e sem parâmetros racionais de comparação entre os valores humanos. Por exemplo, (1) se uma pessoa é feia, mas tem condições pra se arrumar e se tornar bonita, mas sabendo que nunca se tornará tão bonita quanto às pessoas que já são bonitas, vale a pena esta pessoa dedicar esforço para este objetivo? (2) E o quanto de esforço é considerado saudável para atingir este objetivo? (3) É necessário haver beleza para que haja um bom casamento? Outro exemplo: (4) O quanto um humano deve valorizar a beleza em detrimento de outras qualidades? (5) É certo tratar uma pessoa melhor apenas por ela ser bonita? (6) Por que a sociedade tende a escolher pessoas bonitas para a atuação nas campanhas de publicidade? Para demonstrar a utilidade desta definição, irei analisar e resolver os principais conflitos éticos enfrentados por mim e os distúrbios relacionados à beleza, ambos expostos nas perguntas a cima. Para isto irei fazer uma pequena reconstrução histórica do surgimento dos distúrbios e em seguida as respostas.

Lembremos que o humano deve sempre buscar sua boa evolução, ou seja, aumentar as chances de sobreviver e reproduzir, que é melhorar a qualidade de vida, para poder aproveitá-la e viver bons sentimentos. Se melhorar a beleza é um dos mecanismos capaz de melhorar a qualidade de vida, que o façamos, contudo, não deixemos isto se tornar um distúrbio, ou seja, algo que ao invés de melhorar, piore. Dado momento da sociedade em que fazer sexo livremente se tornou uma ameaça à boa evolução, seja por causa da estrutura social ou ao surgimento das DSTs, os humanos começam a passar longos períodos de abstinência sexual, coisa que o instinto humano não é adaptado a fazer. Desta abstinência surge um pequeno distúrbio: a valorização exagerada do sexo em detrimento a outras atividades. Notemos que isto é uma realidade: enquanto que existem pessoas que se esforçam muito para conseguir transar, outras têm esta oportunidade e simplesmente não o fazem, exemplo: alguns jovens e alguns casados após um longo tempo. Além disto, outras atividades que geram qualidade de vida, como a arte, a família, passeios, valorização de coisas mundanas, o conhecimento ou competições saudáveis deixam de ser valorizadas e executadas em pró de atividades que possam possivelmente trazer a oportunidade de sexo, como sair pras festas, beber, fazer coisas perigosas para chamar a atenção, fazer apelação instintiva com exibição de poder, e etc.

É comum notar a valorização exagerada em jovens, porém, devido a distúrbios, tal exagero consegue alcançar os adultos, que já deviam conhecer sua função evolutiva. Este distúrbio em si acaba causando outro distúrbio: a valorização exagerada daquelas que trazem, a princípio, uma melhor qualidade de sexo: as pessoas bonitas. Um dos motivos deste distúrbio é que quando as pessoas precisam escolher em quem depositar seu esforço a fim de conquistar e levar para cama, estas irão, em geral, escolher as pessoas bonitas. O outro é que devido à valorização exagerada das atividades envolvendo sexo em detrimento das outras atividades que geram qualidade de vida, as pessoas que desenvolvem poderes instintivos relacionados às outras qualidades de vida são ignoradas e/ou desvalorizadas, pois se tornam inúteis ao objetivo das pessoas com distúrbios, enquanto que as pessoas bonitas ou que desenvolvem poderes instintivos relacionados às atividades sexuais entram em foco e são exageradamente valorizadas. Derivam-se desta situação mais um distúrbio: as pessoas feias e envolvidas com tais distúrbios começam a querer, de qualquer forma, desenvolver poderes instintivos relacionados ao sexo, por isso passam por regimes extremos, fazem plásticas ou gastam muito dinheiro comprando roupas ou embelezando-se.

PARTE 3 – Analise sobre os distúrbios

Agora que já expostos os conhecimentos que eu acredito necessários para o entendimento do assunto, há condições de responder as perguntas feitas anteriormente. (1) (2) Como já introduzido no mesmo parágrafo, o humano deve buscar sempre melhores condições de vida, e isto inclui cuidar da sua própria beleza. Porém, se tais cuidados chegar ao ponto de prejudicar sua saúde, seja mental ou física e diminuir sua qualidade de vida, há distúrbios. Esta é a resposta das duas primeiras perguntas. (3) A questão do casamento é um tanto complicada, e inclusive há uma postagem sobre isto (http://barnabasspenser.blogspot.com/2011/06/analises-sobre-o-casamento-e-seus.html), mas resumindo: o que é interessante para um casamento é o equilíbrio entre os poderes instintivos e objetivos evolutivos em comum. Se os poderes dos cônjuges são desenvolvidos de forma saudável, então significa que o casal já encontrou seu ritmo, coisa que nem sempre pode acontecer. Ou seja, tanto o homem quanto a mulher cuidam de sua aparência para melhorar a qualidade de vida e sexo do casal, mas não ao ponto de tornar isto um distúrbio prejudicial. Contudo, é interessante não esquecer que o sexo é uma atividade que gera qualidade de vida entre duas pessoas e que, portanto, deve ser sempre praticado, bem como a manutenção da beleza pós o casamento.

Quanto à quarta pergunta (4), podemos expandir seu enunciado também para a questão da valorização do sexo em detrimento de outras atividades. A resposta novamente fica por conta de buscar aquilo que é melhor, que traz boa evolução. Isto significa que se a valorização da beleza e do sexo está sendo demais a ponto de fazer uma pessoa ignorar as outras coisas boas da vida ou não enxergar outros tipos de qualidades nas pessoas além da beleza, pode-se considerar então como um distúrbio. Exemplo: se uma pessoa gasta uma enorme quantidade de tempo em busca do sexo, não o encontra e ainda deixa de ter prazer de outras formas, sentindo no lugar sentimentos ruins, como frustração, ela está sendo prejudicada. Do mesmo modo, se pessoa ignora todas aquelas que possam trazê-la bons sentimentos, conhecimentos, experiências, buscando apenas contato com pessoas bonitas e/ou bem-cuidadas, isto é outro exemplo de distúrbio, pois impede que tal pessoa conheça mais sobre a natureza humana, algo que pode ajudá-la em sua vida profissional e pessoal, além de perder oportunidade de várias outras experiências. (As perguntas e respostas foram enumeradas para evitar repetição. Aconselha-se reler as perguntas se necessário.)

Esta quarta resposta ajuda na quinta (5). Pela lógica de classes, que é bastante racional, todo humano merece o mesmo tratamento, pois o que difere entre um e outro são apenas as configurações. Mas o instinto acaba não conseguindo ignorar esta diferença, pois sente que uma pessoa mais bonita é capaz de proporcionar melhor qualidade de vida para ele. Contudo, não são apenas as pessoas bonitas capazes de proporcionar uma melhor qualidade de vida, e é isto o que as pessoas com distúrbios não percebem. Tratar bem e ajudar qualquer pessoa e não apenas as bonitas é interessante por vários fatores, principalmente porque quando uma pessoa se sente ajudada e feliz, a princípio, ela cuida melhor do ambiente em que vive e sente mais vontade de trabalhar, gerando mais imposto e consumo, o que melhora a vida de todos. Mas tratar em especial àquelas que são capazes de trazer um acréscimo a qualidade de vida como as pessoas bonitas não é algo considerado errado, que malefícios isto pode trazer? Contudo, não são apenas as pessoas bonitas capazes de trazer melhor qualidade de vida, como também todas aquelas que se dedicam para construir bons poderes instintivos. Quando não há distúrbio, o próprio instinto das pessoas que não são tratadas em especial percebe o porquê disto e aceita, e a sexta resposta ajudará a entender isto.

De uma maneira geral, (6) a função da publicidade é mostrar ao público quais vantagens ou qualidade de vida determinado produto pode trazer ao ser adquirido. Parte dos produtos anunciados tem como propósito aumentar o status, que é a sensação de poder. Ter um carro caro significa ter conforto e condições de sobrevivência superiores à maioria das pessoas, por exemplo. Para alcançar seus objetivos, os publicitários começaram a lançar mão da estratégia de trazer pessoas bonitas aos comerciais, pois desta forma, além de chamar a atenção do instinto, seus produtos são associados à qualidade de vida que tais pessoas bonitas representam ao instinto humano (isto acontece por causa das propriedades da memória humana, que trabalha através da associação). O mais interessante é que as pessoas feias tendem a entender e aceitar isto, pois ao compararem a si com as pessoas bonitas e sabendo que apenas uma poderá fazer aquilo, seu instinto entende que quem merece estar lá é a melhor, que neste caso significa representar mais qualidade através da beleza. Isto é reforçado até mesmo porque elas sentem que se estivessem no lugar do diretor, escolheriam a pessoa bonita ao invés de si mesma para alcançar o objetivo de sua função. É esta mesma propriedade de “merecimento” que faria uma pessoa de bom equilíbrio emocional entender o porquê uma segunda trata uma terceira bem, quando esta última tem alguma qualidade a mais (situação abordada no final do parágrafo anterior).

O que a maioria das pessoas não entende são os distúrbios como a supervalorização da beleza ou os tratamentos maldosos que os complexos mecanismos sociais apresentam. Daí gera-se sentimentos ruins. Na verdade esta propriedade do “merecimento” ainda precisa ser mais trabalhada, e isto seria tema para outra postagem. Enfim amigos, postagem concluída, agora a despedida. Desculpem-me pela redundância, talvez eu tenha a feito de novo. Acho que acabo fazendo isto devido à própria intenção instrutiva minha ao fazer os textos, que me inibe de ser totalmente técnico. Demorei uns três dias pra fazer este, acho que um total de cinco horas e meia (e mais meia pra revisar), o resultado foi se encaixando e ficou bastante satisfatório. O parágrafo está meio pequeno pra terminar, mas to pensando aqui e acho que não tem mais nada pra escrever. Se eu lembrar na revisão, eu edito, se não, fica este mesmo. Abraços a todos e até mais.

sábado, 16 de julho de 2011

Tecnologias humanas sustentando o desenvolvimento da sociedade

Se antes era a religião, agora é a tecnologia

Olá a todos. Já são 16:40 e eu não lembro da metade das coisas que eu vi hoje. Eu realmente estou tentando me focar nesta nova filosofia de perder menos tempo com pequenas besteirinhas, e me concentrar em projetos maiores. Esta postagem será mais um deles, sem mais delongas, vou iniciar. Esta semana eu estava eu tive algumas aulas de sociologia e história interessante, que fizeram minha cabeça ficar cheia de idéias relacionadas ao período medieval e ao grande poder da igreja. Junto a isto, também estava amadurecendo algumas idéias sobre os distúrbios sociais que levam ao vandalismo, e sobre as possíveis soluções disso. O interessante da prática de vandalismo é que qualquer um pode fazer, contudo, há aqueles que fazem e aqueles que não fazem. E o que diferencia aqueles que fazem dos que não fazem? Segundo minhas teorias, aqueles que fazem não possui evolução definida, e encontram no vandalismo mais uma forma de quebrar limites, ganhar popularidade entre os semelhantes e buscar a essência da vida. Já aqueles que não fazem vandalismo, normalmente o que eles têm em comum é já ter uma evolução definida que não se relaciona com a demonstração de poder por meio do vandalismo, por isso simplesmente não sentem a necessidade de provar que podem, e nem vão ver vantagem em obter uma imagem relacionada a isso, até mesmo porque seu ciclo social está focado no objeto de sua evolução, além do que, na maioria das vezes, vandalizar diminui a qualidade de vida.

Embora uma das causas para o vandalismo seja uma evolução não definida, esta não pode ser apontada como única. Juntamente com o desejo do instinto em querer quebrar limites, há o raciocínio, que informa ao instinto que quebrar tal tipo de limite não é interessante. Mas se a filosofia, junção de raciocínio com os valores adquiridos enquanto criança, não tiver uma formação bem desenvolvida, a pessoa irá cair em tentação. Podemos dizer que isto é um distúrbio social, já que fatores da sociedade fazem com que os pais não tenham tempo para cuidar de seus respectivos filhos, ou ainda a desonestidade social faz com que os pais tenham distúrbios, e acabem passando isto para os próprios filhos. A questão é que, ou a sociedade tem uma estabilidade muito alta para que os pais tenham a oportunidade de ensinar devidamente aos seus filhos, ou a sociedade tende a desenvolver distúrbios como estes. De acordo com meus estudos históricos, a parte ocidental do mundo, por ser mais fragmentada, sempre foi mais instável que a parte oriental, e isto explica o porquê os orientais desenvolveram a tradição enquanto que os ocidentais desenvolveram a religião. A tradição oriental era bastante rígida, e passava a perfeição de pai para filho, a prova é que muitos preferiam a morte que serem desonrados. Já no oriente, a perfeição construída através do tempo era pouco valorizada, pois as coisas funcionavam eram as que davam resultado na hora devido a instabilidade, dentre estas, a mentira.

Em meio a um ambiente tão caótico, acredito que se não houvesse a religião para estabilizar a mente das pessoas, mesmo que de forma tão fixa, a sociedade teria algum tipo de colapso e retrocesso tecnológico. O que eu quero dizer é que, se não fosse a religião pra fazer as pessoas acreditarem que se fizessem coisas ruins, elas iriam para o inferno, as pessoas iriam começar a de fato, fazer coisas ruins devido ao alto nível de distúrbio alcançado pelas incontáveis tragédias e guerras européias. De fato, o nível de religiosidade chegou a ser um distúrbio a parte, por isso a produção de tecnologia teve um decaimento enorme, contudo, esta tecnologia ainda continuava evoluindo até chegar ao ponto da racionalidade ser mais vantajosa que a religião, é quando temos o humanismo e o renascimento. Avanços tecnológicos que contribuíram para isto foram, por exemplo, as grandes navegações, a invenção da imprensa, o início do desenvolvimento de maquinas, o grande desenvolvimento sobre as teorias políticas e humanas alcançadas pelos filósofos, para auxiliar os chefes de estados monárquicos, um exemplo disto é “o príncipe” ou “a teoria do direito divino”, dentre outras coisas. Só com o desenvolvimento de tais tecnologias é que nossa sociedade conseguiu ir se livrando, aos poucos, da religião, principalmente no que se refere aos motores básicos de desenvolvimento de tecnologias para aumentar a qualidade de vida das pessoas. Contudo, chegamos a um ponto em que a qualidade de vida está tão alta, bem como nossas tecnologias racionais estão bem desenvolvidas, que uma grande parte da nossa população não está sendo pressionada pelos dogmas religiosos, dogmas estes que podem ser considerados distúrbios que evitam distúrbios piores. É por isso que, por exemplo, um vândalo comete seus atos, porque na sua visão de mundo, aquilo não vai lhe trazer benefícios, já que deus não fará nada contra nem o homem será capaz de descobrir.

É com base nesta linha de raciocínio, um tanto geral, eu admito, que eu afirmo que é necessário por a tecnologia para exercer a mesma função da religião. Um bom exemplo disto são os vândalos, que antes não vandalizavam por terem medo de Deus está vigiando, e agora não irão vandalizar por medo de alguma câmera estar os vigiando. Contudo, amigos, não é apenas este tipo de tecnologia que eu afirmo ser necessária para o bom desenvolvimento humano, como também tecnologias humanas, como a psicologia evolutiva, ou mesmo qualquer outra psicologia, mas que dê os conhecimentos científicos para o humano conhecer a si mesmo e se preparar melhor para a vida. Outro exemplo são os órgãos públicos, que através da tecnologia, poderiam ser bem mais dinâmicos e popularizados, fazendo com que a população entenda sua função e que tal função seja efetuada com eficiência. Tudo isto visando o uma melhor qualidade de vida para a nossa população. Só para terminar, descobri ontem que é possível ir a prefeitura ver os projetos do nosso governo, e é um direito do cidadão fazer isto. Irei buscar mais informações sobre o assunto. Desculpem-me pelo texto denso, mal escrito e sem foco, o mundo das idéias é diferente do mundo prático, e a idéia que eu tive foi muito vaga.

Sobre o comportamento de valorização da figura humana

Figura humana

Olá amigos. É enfrentando muita preguiça que eu escrevo novamente. Ultimamente eu tenho observado com bastante interesse este meu novo comportamento humano. Ele se configura quando há uma aceitação e envolvimento muito grande com a figura e objetivo humano, seja ela qual for. Essa configuração normalmente acontece quando o humano em questão valoriza todo o potencial e qualidade de vida que um humano bem instruído consegue trazer, independente de suas condições. Quando estas condições não são boas, entende-se que houve motivos que levaram aquele humano a tais condições, mas ainda sim há a esperança que ele pode se tornar melhor. Por valorizar e se envolver com a figura humana, desenvolve-se um sentimento de evolução por ela, ou seja, desejo de sempre que se torne melhor. E como se sabe, quando este sentimento se liga com algum objetivo, se ligam junto sentimentos de preocupação e afeto. Nota: quando falo figura humana, quero dizer uma figura utópica que esteja perfeitamente sintonizada com a evolução.

As conseqüências desta configuração são interessantes: como parte do objetivo humano é a reprodução, os relacionamentos começam a se tornar importantes. Os laços de afetividade com quaisquer humanos com configuração parecida começam a se criados com facilidade, devido a isto, acaba tornando-se mais carente e ligado aos pequenos detalhes. É nestas horas que as informações sobre a vida pessoal do outro se tornam interessantes, pois como há um envolvimento, estas informações podem ou não ajudar nos nossos objetivos humanos. Começa-se também a torna-se mais emotivo, por exemplo: achar bebês fofinhos ou respeitar aos mais velhos, pois no primeiro há todo o futuro da evolução, no segundo, toda a experiência. Torcer e se envolver com os objetivos dos amigos, bem como com o objetivo dos personagens fictícios ou até mesmo se apaixonar por estes. Ou ainda achar chocante alguma cena em que a evolução humana é sacrificada, como cenas de morte, violência, injustiça, etc.

Entendamos que a configuração de um humano consiste em vários conceitos, filosofias, experiências. Portanto, é perfeitamente possível que um humano valorize e entenda parcialmente a figura de um humano, ou mesmo a ignore completamente e valorize outro conjunto de valores. Existem pessoas, por exemplo, que valorizam a imagem humana, mas não entende como ela se comporta, por isso acaba supervalorizando aqueles com bom comportamento, e desvalorizando aqueles com mau comportamento. Existem também pessoas que são interesseiras a ponto de só gostar das pessoas se estas tiverem um conjunto de qualidades pré-determinada e aceitável, ignorando e desvalorizando as pessoas que não se encaixam neste grupo. Ambos os casos são considerados como distúrbios, pois estas pessoas simplesmente ignoram que com o devido esforço, as pessoas podem melhorar e trazer benefícios para a sociedade.

O interessante seria todos entendessem e se envolvessem com a figura do humano, pois daí todos teriam objetivos evolutivos mais conscientes e se ajudariam mutuamente. Estou sendo utópico, obviamente. Para ter uma boa imagem dos humanos, é necessário se ter uma visão bastante vasta da realidade, coisa que os distúrbios impedem que as pessoas tenham. Cada um dos distúrbios descritos a cima tem um motivo para existir, motivos bem comuns, que normalmente se relaciona a outros distúrbios sociais ou econômicos. De qualquer forma, acredito que está é a visão mais amadurecida para se ter, pois é ela que permite aos humanos terem maior noção de suas obrigações e responsabilidades das atividades de sobrevivência e reprodução. É interessante notar que a maioria das pessoas com uma grande quantidade de conhecimento humano e profissional e com poucos distúrbios tendem a ter uma visão parecida com a explicada por mim (isso me lembra o poderoso chefão).

O instinto humano tende aos distúrbios, e com este comportamento não é diferente. Por valorizar a figura humana, há uma tendência de tornar-se dependente dela e com isto exageradamente carente. Outro grande problema também é começar a depender daquilo que as pessoas não podem ou não estão dispostas a dar, seja por má vontade, por distúrbios, por falta de tempo, dentre outras coisas. É interessante também notarmos que quem tende a desenvolver primeiro os comportamentos de valorização da figura humana são as mulheres, já que é delas a principal responsabilidade de educar os filhos e cuidar da casa. São elas também quem acabam desenvolvendo tais distúrbios primeiro, e é por isso que vemos tantos homens reclamando do nível pegajoso das mulheres. É interessante evitar distúrbios através da racionalidade, já que estes causam menor qualidade de vida e de evolução.

De qualquer forma, estou escrevendo este tópico para explicar o quão interessante é eu estar vivenciando isto, e também para definir e repensar um pouco melhor nesta nova situação. Por começar a valorizar relacionamentos, não consigo mais me dedicar a atividades com muito distanciamento disto, como um jogo online, por exemplo. Começo também a sentir necessidade de trabalhar para ostentar um poder evolutivo maior e mais condizente com minha evolução, se bem que nesta parte eu estou sendo um pouco pretensioso. Agora fora do assunto da postagem, to começando a achar minhas idéias um pouco confusas na prática. Preciso entrar em contato com o mundo científico para ver se vale à pena depositar tamanho esforço na organização disto tudo. Enfim amigos, isto é tudo e até a próxima postagem.