sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Texto/poema endereçado a minha Namorada

Aqui vai um pequeno texto que eu escrevi pra minha Namorada, por quem estou relativamente bastante apaixonado:

"Agora eu sei por que os romancistas, escritores, compositores, querem eternizar o tempo, mas na verdade, não é o tempo o que eles querem eternizar, mas sim os doces abraços dos braços da sua Amada, de seu cheiro e seus beijos. Foi assim que eu me senti quando estava com você, e como um pequeno surto de realidade que passou em minha cabeça quando eu olhei aquele céu estrelado, lembrei que até o universo, um dia, se acabará, assim como nosso abraço. Assim como os nomes que escrevemos na areia, não haverá mais vestígio do que nos aconteceu, e isso me deu medo. Mas se você quer saber, isso pouco me importa, o que eu quero, apenas, é estar com você, mais uma vez, mais uma vez."

O nome dela é Luana Gadelha, só to escrevendo para fins de evitar confusões, mas eu não sei se vocês sabem, mas quando se está apaixonado, sempre pensa-se que será para sempre. E realmente, é assim que eu desejo que seja. Essa postagem só foi para escrever esse poema/texto, acho que em algum tempo eu apareço aqui com postagens sobre antropologia ou qualquer outra coisa, abraços para todos e até mais.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Psicologia infantil e a relação com profissão, sonhos e velhice

Psicologia infantil

Olá amiguinhos, é com muita preguiça que eu venho aqui para a produção de mais uma postagem. Tirando o meu recente namoro, nada de novo aconteceu ultimamente, e eu venho cá postar sobre um assunto que eu gostaria de postar a algum tempo, mas pela preguiça, só vou posta-lo agora. E esse assunto é o principio da psicologia infantil.

Eu sempre ouvi falar que, é quando se é criança, que você aprende os valores que levará pro resto da vida. De certo modo, eu sempre achei estranha essa afirmação. Pensava que, se uma criança tem uma concepção filosófica de alguma coisa, ela nunca iria mudar tal concepção, por isso, sempre achei errado.

Eu já falei aqui sobre a psicologia de pessoas velhas, e as crianças são o contrario. Os velhos, como já sabem das cosias, não precisam aprender, pois tem toda sua filosofia firmada nas experiências de sua vida, já uma criança não, aprende tudo mais rápido. Em cima dessas observações, pude notar que o idoso carrega consigo um conjunto de idéias, pelo menos primitivas, a qual ele não muda de forma alguma. Foi então que eu comecei a encontrar a relação com a frase que iniciou o primeiro parágrafo.

Outra coisa que eu não pude deixar de notar é a diversidade de pensamentos que os jovens tem consigo, principalmente no âmbito da personalidade. Alguns, acreditam que o melhor é ficar, já outros, namorar. Alguns, pensam que é melhor rock que pagode, outros, o contrario. Tudo bem que, dentro dessas situações, existe o meio em que cada um desses jovens vive, e que tal os influencia em suas decisões, contudo, uma coisa que eu notei é que, geralmente, a personalidade de cada jovem está, de certa forma, ligada a quando ele é criança.

Por exemplo, se teus pais te dão uma criação mais ou menos romântica, assim você tenderá a ser, mesmo que tudo ao seu redor tente fazer você mudar de filosofia, da mesma forma que ocorrerá caso você for um canalha, pagodeiro, rockeiro, entre outras coisas. Porém, não é apenas a influencia dos pais que conta, mas sim de qualquer pessoa que pereça, para a criança, possuidora de bastantes poderes instintivos.

Geralmente, quem possui maior poder instintivo para as crianças são seus pais, mas outras pessoas também podem influenciar, se a criança considerá-las com grandes poderes instintivos, podendo, inclusive, influenciar mais que seus pais. Isso explica o caso de, muitas vezes, as crianças crescerem com filosofias diferentes de seus pais. Se a pessoa quiser mudar sua filosofia, até conseguirá, mas não se sentirá 100% verdadeira, mesmo que vivendo bem.

Normalmente, são dessas experiências que nascem os sonhos que algumas pessoas carregam pro resto da vida, como por exemplo, ser modelo, cantor, cientista, entre outras coisas. E isso também está relacionado com a profissão que a pessoa se sente bem seguindo no futuro. Eu pude ter a confirmação disso após ser submetido a vários testes vocacionais feitos pela psicóloga da escola, nas aulas de teste vocacional, e todos eles estão se referindo a uma coisa mais profunda do seu ser, que dificilmente será modificada. Meu teste vocacional deu ciência da computação.

Ao analisar outros testes vocacionais dos meus amigos, pude confirmar isso. Bom, com isso amiguinhos, vou embora, um grande abraço pra vocês e boa noite, até a próxima postagem.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Não tão sem sentido assim - Caçadores de chuva

Não tão sem sentido assim
(Caçadores de chuva)

Guilherme estava sentado na sua cadeira, olhando para a tela do seu monitor e pensando no seu novo projeto, mais uma vez. Ele já estava cansado dessa vida de rotina, onde resumia-se em, fazer projetos de acordo com os objetivos estabelecidos pela empresa nos dias de semana, e nos finais de semana, ficar em casa, lendo algum livro, escutando alguma musica ou navegando na internet. Ele queria mudar de vida, já estava pensando sobre isso, mas não sabia como.

A ultima vez que se sentiu empolgado com alguma coisa foi quando entrou na empresa, ele levava seus trabalhos no tom de desafio e isso o empolgava, mas tal desafio se tornou também rotineiro e por isso não trazia mais empolgação. Ele queria fazer algo novo e diferente na sua vida, algo imprevisível, diferente do seu trabalho, algo que o permitisse sair totalmente da rotina e do futuro que ele estava vendo em si mesmo, ao pensar que aquela situação rotineira poderia se estender até os restos dos seus dias.

E enquanto ele olhava para a tela do seu monitor, pensando na situação em que sua vida estava e em como não queria continuar assim, ouviu o som da chuva batendo na janela e algo na mesma chamou a atenção de sua visão, que ao olhar por ela, viu pessoas correndo da chuva procurando abrigo. Aquela cena o fez lembrar-se de quando era criança e de como era divertido correr na chuva, sem direção alguma, sem ter nenhuma preocupação ou pensamento, simplesmente se divertir, pular, brincar, rir e se entregar as emoções.

Levantou-se completamente animado com a idéia e motivado por aquela sensação que experimentou quando criança, olhou pela janela e pensou, vou fazer igual ao que eu fiz quando eu era criança, vestiu uma camisa e foi correndo em direção a porta, a qual abriu com tanta empolgação que quase se esqueceu de fechar, e esqueceu de trancar. Foi em direção ao elevador, apertou o botão várias vezes, olhou o marcador e viu que o elevador estava distante, pensou ele, só são quatro andares mesmo, e então saio disparado descendo as escadas, correu até a portaria, abriu a porta e lá estava ele, na chuva.

Ele mal pôde conter sua alegria, então começou a gritar e pular, as pessoas achavam estranho, pensou que ele tinha ganho na loteria ou semelhante, mas ele não percebeu os olhares, andou pulando por alguns quarteirões, ele não pôde expressar com palavras a ótima sensação que era a água batendo em seu rosto, o gostinho da água que tocava em seus lábios e a o friozinho bom que sentia em seu corpo enquanto corria, sentia-se incrivelmente feliz naquele momento.

E aquele momento passou, assim como sua empolgação, e ele começava a pensar na bes-teira que fizera. Resolveu voltar pra casa, ele estava resmungando enquanto andava e ainda estava chovendo forte. Subindo no elevador, olhou a si próprio no espelho que havia lá, estava todo molhando, ele não pensava em outra coisa além daquilo ter sido a coisa mais louca e sem sentido que fez em sua vida e a maior perca de tempo, pois aquilo não o ajudaria aparentemente em nada.

Chegou a sua casa, notou que se esqueceu de trancar a porta por toda a empolgação, e aquilo só ajudou a firmar sua opinião de que o que tinha feito não tinha sentido algum. En-trou no chuveiro, tomou um banho rápido, pôs suas roupas e resolveu voltar ao trabalho, e lá estava ele, sentado na sua cadeira, olhando para a tela do seu monitor e pensando no seu novo projeto, mais uma vez. E enquanto olhava para tela do monitor, teve pequenos flash-backs de toda sua empolgação e dos momentos de prazer que teve enquanto corria na chuva e pensou, não foi tão ruim assim.

Por: Leandro de Andrade Moura

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Reflexão sobre a minha realidade e o futuro

Que fazer agora?

Olá amiguinhos, sinceramente, há algum tempo que eu não escrevo e que também não penso em nada de interessante, as coisas estão ficando estranhas pro lado do MSN, e o que piora é o fato deste PC está em outra casa, em vez da que eu durmo. Tudo isso ta fazendo eu ficar no PC uma coisa meio estranha, agrr. Hoje eu to escrevendo só por escrever, pra manter a média de quatro postagens por mês, mas acho que eu tenho o que falar hoje, que meus dedos me guiem!

Pra começar, esse blog ta ficando estranho também, quando eu penso em escrever sobre algum tema, eu penso, eu já escrevi sobre ele antes? E fico nessa. Outra que ninguém lê, isso é meio chato, talvez eu deva fazer um outro blog, mais profissional, pra fazer eu me valorizar mais como humano e fazer parte da evolução do mundo (em vez de ser apenas uma evolução alternativa, paralela). Outra idéia é fazer uma lista de melhores postagens do blog, coisa que vai me ajudar a ver quais temas eu já fiz ou não.

To perdendo muito tempo com jogos de novo, tenho que parar com isso, realmente a blogosfera me parece a melhor alternativa a jogos entre outras coisas. Jogo realmente tem pouco futuro, embora, com o Wesnoth, eu tenha aprendido um pouco melhor sobre táticas e esse conhecimento em ajude no futuro. A preocupação quanto ao mercado de trabalha ainda ronda os meus pensamentos, e a preguiça de fazer algo para mudar ainda continua sendo superior, principalmente em relação aos estudos, a qual eu vou deixar minha dedicação para o próximo ano.

Dia quinze vem o vestibular seriado, não estudei nada, as outras pessoas também não estudaram, pelo percebido, vou me confiar pelo o que eu sei e entendo das aulas. Acho que tirarei uma nota razoavelmente boa, principalmente sendo prova do ENEM, o qual dizem que vale mais o pensamento e conhecimento que técnicas e frases decoradas. Será realmente difícil conciliar estudos com a rotina que eu tenho em frente ao computador, mas ou eu faço isso, ou futuramente, terei um salário menor, porque provavelmente vai ser mais difícil eu entrar em faculdade e vai atrasar tudo.

Ainda estou no segundo ano, a dois do vestibular, tempo o suficiente pra estudar, prestando atenção nas aulas ainda fica melhor, pois estudar sozinho parece ser um tanto sem rumo. Pelo o que eu notei, não vou conseguir ter outro meio social, se não pela internet, por isso, é bom eu me socializar com os futuros amigos da escola como rota alternativa de socialização. Não é que eu não consiga ter outro meio social além da internet, é porque a internet me parece a melhor opção, a que dá mais futuro, entre todos os meios sociais. E, dentro da internet, de todos os meios, eu tenho que escolher uma sub-cultura, por isso eu disse que irei escolher a blogosfera em vez de jogos.

A adolescência é uma coisa engraçada para a evolução, pois é o tempo em que as pessoas tem para se dedicar ao crescimento cultural e diversificado da sociedade em torno da euforia máxima dos instintos. A arte entre os adolescentes evolui muito devagar, pois é de muito, instintiva, ao contrario da arte entre os adultos, que é mais racional e cheia de conceitos, e inovação é algo com conceito novo, entre os jovens, inovação é algo que é mais legal, e “conceito” é racional, “legal” é instintivo. Ou seja, a idade jovem é a idade em que a sociedade mais evolui a arte instintiva.

De uma certa maneira, é bonito ver essas ordens das coisas. Quando os jovens crescem, entram no mercado de trabalho, talvez aprendem a ser mais racionalizados e com isso, abandonam suas praticas anteriores, se dedicando a algo mais racional, se for seguir o caminho da arte. Eu acho engraçado é ver bandas com componentes com vinte e cinco, trinta anos, fazendo música para pessoas com menos de vinte anos. Mas eles ganham dinheiro, e é isso o que importa no final, pois o dinheiro é o medidor da evolução para a sociedade, quem tem mais, é o mais evoluído para a sociedade.

Atividades esportivas também não me atraem muito por ser instintivo de mais, só te dá vontade de fazer quando você é bom, to pensando em dançar como hobby, é divertido e é exercício físico, contudo, às vezes eu acho um pouco exposição de mais dançar, instintivo de mais, humano de mais, por isso que eu fico meio assustado quanto a isso. Porque no mundo dos humanos é assim, quando se tem uma coisa, alguns gostam, outros odeiam, e eu sou perfeccionista de mais, e quero que todo mundo goste. Tá ai um erro, isso vem deu estar sempre em cima do muro, com minha racionalização, em vez de escolher um lado do “gostar” e odiar alguma outra coisa, e não ligar para as pessoas que odeiam o que eu gosto e que eu odeie o que elas gostam, algo tipo Rock e Pagode.

Pois é, ainda perdido em minha personalidade e em meu destino, não me tornei humano, por isso aqueles pequenos versos no perfil do meu Orkut ainda são adequados para mim, “Tornei-me pensamento, Mas tento voltar a ser humano, Ou pelo menos encontrar um equilíbrio”. Quando eu fiz isso eu era muito mais pensativo, agora to mais humano, talvez quase em um equilíbrio, sem saber se é melhor continuar a transformação em humano ou não. Se eu me transformar em humano, de qualquer forma, quando eu entrar no mercado de trabalho acho que terei que voltar ao equilíbrio, mas jovens geralmente são humanos, o que me deixa meio deslocado. Pra falar a verdade eu ainda tenho uma certa aversão a humanos.

Com isso amiguinhos, termino aqui, boa noite para vocês e até a próxima postagem.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

4 Poemas: "Viver", "Sociedade à frente", "A arte", "A importância dos números"

Viver

Erguam seus corações para o alto,
Orgulhem-se de o sentir batendo,
E pensem no caminho a frente,
Pois evolução os espera!

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Sociedade à frente

Vindo o futuro
Deixando de ser criança
Descobrindo o mundo
A obrigação, a solidão, a confusão
A insegurança de um adulto

A imaginação de uma criança
Trocada pela realidade do mundo
A expectativa de ser uma grande pessoa
Confrontada com a realidade de você não ser
O único, e de o mundo não caber todos

Competitividade cada vez maior
Para aqueles que maiores querem ser
Poucos vão ser grandes e muitos serão pequenos
Que buscam sempre algo a mais para ser

E aqui estou eu, como todos alguma vez
Prestes a entrar nesse novo mundo
Sem saber se estou pronto
Para entrar na selva de concreto

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A arte

Todo artista vira sua arte,
A arte então se torna humana,
Querendo ser admirada, seguida,
Lutando pela sobrevivência,
Evoluindo!

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A importância dos números

O zero sem dúvidas é o número mais mistérioso do mundo.
Pois como sendo a ausência de qualquer coisa, o zero está em todo lugar,
E ao mesmo tempo em lugar nenhum. Na multiplação ele é malvado,
Pois quem chega perto, logo se torna ele. Já na divisão ele é um mistério.
Ele também tem diferentes efeitos em diferentes posições, como na radiciação,
Em que ele transforma qualquer número em um.

Falando em um, existe um em tudo quanto é lugar, tudo pode ser um,
talvez por isso ele passe despercebido. Em várias coisas ele é neutro,
Já em outras, ele faz muita diferença. Ele, no sistema binário, representa
A existência, e com o sistema binário pode-se fazer todos os números,
Por isso, o um pode ser considerado o representante da existência.

Um mais um é dois, esse número tem uma grande importância.
É um par, um casal, um homem e uma mulher, algo que origina um filho.
Um par de namorados, um par de olhos, um par de ouvidos, um par de membros
Um par de narinas, aparacere também na simetria, e em entre várias outras coisas.
Um par aparece muitas vezes na natureza, na vida humana também.

(Esse ainda to terminando e quem quiser ajudar, só avisar)
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Todas por: Leandro de Andrade Moura

Situação da minha escola e possiveis soluções de P.E para problemas comuns em escolas

Sobre a escola

Olá amiguinhos, hoje venho aqui por puro tédio, mas também por ter alguns assuntos. Mas antes de tudo, as novidades. Dia quinze eu tenho prova e eu não to estudando nada, estudar sozinho é um saco, é sem rumo, ano que vem vou me dedicar aos estudos, ainda há tempo, to no segundo ano. Além disso, tenho voltado novamente ao meu vicio de jogos, melhor eu voltar a estudar psicologia, acredito. (melhor mesmo é fazer agora algo que me renda dinheiro no futuro, to um tanto preocupado com isso).

Resumo e o mais importante de tudo o que eu escrevi abaixo está na parte de tópicos listados em diante. Antes da lista, é só história e lorota. Caso esteja com preguiça de ler lorotas, é só pular pra lá.

Hoje eu vim falar sobre a minha escola. Eu não sei se sou a favor ou contra o regime adotado em minha escola. Na verdade eu não tenho argumentos nem pra defender nem pra apoiar. A situação da minha escola é a seguinte: Por ela barata, mas nem tanto assim, a maioria dos alunos que está lá é de classe media-baixa, onde seus pais estão fazendo o maior esforço para deixá-los lá dentro, por isso, a maioria deles não tem uma vida estável psicologicamente, estão sobre pressão dos seus pais, que são aperreados por causa de dinheiro e por terem que trabalhar.

Isso faz com que a grande parte da sala seja mal educada. Os professores tentam ser compreensíveis, pois eles têm uma pequena base psicológica, tanto de sua experiência pessoal quanto de conselhos profissionais, de que o aluno, passando por problemas em casa, acaba por descarregar na escola, e por isso o professor deve ser tolerante. Contudo, como sendo mais da metade de sala de aula mal educada, acaba atrapalhando todo o resto, que perde o interesse de estudar por causa do barulho e do professor sendo interrompido várias vezes.

Devo dizer que, a má educação desses alunos é seguida também por falta de interesse nos estudos em grande parte deles, e também por atitudes agressivas a outros para manterem seu status superior e se divertirem, como xingar, jogar bolinha de papel, esconder caderno, gritar em sala de aula, falar palavrão na sala de aula (inclusive alguns professores escutam e não falam nada, por palavrão se tornar meio banal hoje em dia) entre outras coisas. Os professores, novamente, são tolerantes e não dão limites a esses alunos.

Essa falta de limite é extremamente prejudicial, pois se um aluno disputa pra ser melhor que o outro, se não tiver limites, essa disputa vai crescendo e crescendo até chegar a um ponto máximo e insuportável. Por exemplo, um aluno começa a falar mal do outro e a jogar bolinha de papel, depois já está xingando a mãe, o pai e a jogar cadernos, as atitudes anteriores já se tornaram normais. Algumas vezes, eles próprios notam que a coisa ta saindo de controle e param com as picuinhas instintivamente. (Não estou totalmente certo se isso acontece pois não lembro exatamente se isso já aconteceu em sala de aula, mas eu acho que sim)

No recreio, todos ficam sem nada pra fazer, pois a maioria não lancha, por isso, no recreio as brincadeiras ainda continuam. Os zeladores estão freqüentemente prestando atenção para não haver nenhuma brincadeira de violência física. O diretor, por sua vez, para conscientizar os alunos, faz uma serie de discursos com palavras fortes para ver se isso surge efeito nos alunos. Eu acredito que surge, mas pouco, pois a falta do que fazer é maior do que a consciência moral deles. Esse mesmo diretor se considera um disciplinador, onde todos tenham respeito por ele, mas já está perdendo essa fama, pois quando chega à sala de aula, os alunos ainda continuam conversando e fazendo outras coisas que não seja prestar a atenção nele.

Freqüentemente ele vai lá por causa da professora de espanhol, que não consegue dar aula de modo algum. Ela é competente, pelo o que eu vi, profissionalmente, mas humanamente ela não tem muita experiência no âmbito disciplinar, junto com sua voz baixa e sua personalidade pouco instintiva, apenas três pessoas conseguem escutar a voz dela, pois o resto da sala de aula está gritando, ao contrario de outros professores, como de matemática, que consegue manter a ordem significativamente. Por isso esse diretor ta indo freqüentemente nesses últimos tempos conversar sobre isso, pois esse é o caso mais grave entre os professores que não conseguem dar aula.

Como medida de solução, o diretor já falou que vai expulsar todos que não querem seguir a normalidade comportamental da escola, ou seja, os marginais de comportamento, e que vai diminuir o preço para o número de alunos aumentar e marketing, tendo por isso, condições de filtrar quem fica na escola ou não. Esta é à medida que ele vai usar para acabar com a situação dos alunos não conseguirem ter aula lá. O motivo dessa minha postagem é saber: Essa é ou não é a melhor solução?

Antigamente, eu considerava que a solução era simplesmente por atividades sociais para os alunos, pois eu considerava que a culpa deles perturbarem tanto era não ter nada pra fazer, pra se ocupar, algo que una eles em torno de um objetivo em comum e que também dê a eles o preenchimento do vazio que eles sentem em suas vidas, ou seja, torne eles importantes em alguma cosia, isso ajudaria em alguma coisa o comportamento deles, mais para uns, menos para outros, e principalmente nos recreios e fora da escola. Contudo, eu esqueci o fato de que para alguns professores, eles se comportem, e em outros não, então o problema também estava nos professores.

Eu já falei da de espanhol nessa postagem e do professor de português e filosofia em outra postagem, a maior diferença entre eles é o grau de bom instinto humano. O professor de português consegue dá aula que é uma beleza, assim como o de matemática, pois ambos sabem balancear o que é importante no conteúdo, passar apenas as informações necessárias para que o aluno passe de ano, e o aluno sente isso, fazendo assim o aluno prestar atenção na aula, e também não tolerando conversas. O de geografia é legal também, ele consegue manter a sala quieta a base dos gritos e da recompensa, assim como o de física, mas eles pecam um pouco, principalmente o de geografia, porque quando eles falam do assunto, não dá aquela coisa de importância, mas sim curiosidade. O de história também entra nesse quadro.

Então é isso: fazer com que o professor dê suas aulas de forma a expor o importante para o aluno passar de ano e aumentar as atividades sociais. Só não sei se iria dar certo. Uma coisa a observar também é que aquele colégio tem poucos alunos, introduzir atividades sociais ali dentro é algo muitíssimo difícil, e também cada atividade deveria ter o fator educativo e conscientizado, que nem os lutadores não poderem lutar fora do ring como regra, porque se não se tornariam atividades agressivas de qualquer forma.

Fazer discursos também com estudo na realidade da sala de aula, coisa que o diretor de lá não faz. Nos discursos dele, há varias coisas em que os alunos não concordam, e por isso, o discurso perde efeito. E os alunos não concordam porque sabem que o que ele está dizendo está fora da realidade da sala, pois realmente está. Ele fala coisas que parecem a ele, e isso é bem errado. Contudo, um diretor fazer um estudo dessa forma é difícil.

Como a postagem foi muito grande, eu vou fazer um resumo em tópicos de situação, causa e solução.

Situação:
- Os alunos conversando, brincando e gritando na aula de alguns professores, principalmente os mais tolerantes.
- Metade dos alunos com falta de interesse em sala de aula, prejudicando assim, a outra metade, pois há professores que nem mesmo conseguem dar aula.
- Falta de respeito entre os alunos.

Causa:
- Má estruturação familiar.
- Querer ser melhor que os outros.
- Professores com falta de disciplina e com aulas desinteressantes, por não fazem os alunos pensar que aquele assunto é importante, por dar curiosidades ou falta de ênfase de mais.

Solução:
- Atividades sociais.
- Treinamento humano nos professores para que eles saibam como expor o assunto de modo a chamar o interesse dos alunos.
- Conscientização de educação aos alunos.

Agora que eu to pensando bem, sinceramente, eu esqueci de mencionar meus conceitos de psicologia evolutiva nesse texto. Bem, alunos com boa estruturação familiar geralmente gostam do que são, por isso, não buscam ser melhores que ninguém e são comportados, sua filosofia os faz pensar que tem boa chances de sobreviver e reproduzir, mas não são muito de namorar, pensam também mais no futuro. Já os que não tem boa formação familiar são ao contrario, pensam no agora, querem ser os melhores para poder reproduzir, e por isso, rebaixam os outros. Eles conseguem namorar mais porque mentem para conquistar a fêmea e sabe fazer o parceiro se sentir especial e segura, tudo o parceiro quer.

Os professores falarem coisas que o aluno considera besteira, mesmo sendo interessante do ponto de vista humano-cientifico, faz com que os alunos não prestem atenção na aula, pois eles só querem coisas que façam eles terem chances de sobreviver e evoluir no agora, e isso seria conteúdo que faça eles passarem nas provas, porque com boas notas, ganham coisas dos pais. Por isso o professor tem que passar os assuntos de forma bem a cair na prova, isso ajuda ao aluno a se interessar mais, pois ai o aluno sabe que se ele prestar atenção, tira nota boa, por isso não dorme.

Quando a aula ta chata, o aluno ganha mais chances de sobreviver e evoluir no presente conversando com os seus amigos e perturbando, por isso, o fazem. Contudo, se o professor for durão e não aceitar que o aluno não converse em sala de aula, o aluno dorme, se a aula for desinteressante pra ele. Por isso, além de dar aula boa, o professor tem que se preocupar com a disciplina em sua sala de aula, pois, muitas vezes, mesmo o professor dando o conteúdo de uma boa forma, os alunos ainda estão conversando, e isso se deve ao fato dos alunos acharem que a conversa vale mais a pena evolutivamente que a aula, pois o sentimento dá mais valor ao agora que ao futuro.

Conscientização racional de que estudar agora dá mais chances de sobreviver no futuro para todos, e de que viver com respeito é melhor do que querer ser o melhor, socialmente. Isso faz com que a pessoa mude seus conceitos do que querer e se contentem em ser apenas mais uma, e viver bem, do que viver disputando por ser a melhor. Contudo, isso é bastante difícil, admito. Mas, fazendo isso, o respeito mutuo dentro de uma sala de aula iria aumentar bastante.

Atividades sociais agiria como algo que os alunos pudessem se dedicar para ocupar o tempo e também saberem que estão aumentando as chances de sobreviver e evoluir no futuro do que o agora. Fazer exercícios físicos e vez de ficar perturbando com os outros, por exemplo. Perturbar com os outros dá chances de reproduzir agora, mas no futuro não, já exercícios dá chances de sobreviver no futuro, mas agora não. Atividades sociais também aumentariam o nível de entrosamento entre as pessoas, também educando-as, fazendo o meio social ficar mais humano (o governo sabe bem disso, cheio de programas sociais por ai nos lugares pobres.) e entre outras coisas.

Bem amiguinhos, essa postagem ta enorme, faz tempo que eu não escrevo assim. Parte disso eu devo a estar meio sem rumo sobre o assunto, mas com vontade de escrever para passar o tempo. Na verdade foi um saco escrever sobre isso, mas tudo bem, eu queria escrever sobre isso há algum tempo já. A parte de baixo é importante, psicologia evolutiva é boa, e com isso eu me despeço de vocês, boa noite pra geral.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Texto/poema: Ela não sabe amar

Ela não sabe amar

Ela não sabe amar, me doe ao concluir isso, mas é a única coisa que me vem à cabeça para explicar tudo o que nós passamos juntos. Todo esse tempo e ela nunca me perguntou se eu a amava, ou se eu a queria, apenas duvidava, silenciosa, se defendia, nunca atacava, nem por um momento entre as trocas de beijo, abraços e cafungadas. Ela não sabe amar, mas sempre quis que eu a amasse, ela demonstrava isso em suas poucas conversas sobre nós, onde, por alguma pouca intimidade sentimental que tínhamos, ela desabafava que queria sentir-se envolvida e entusiasmada. Para ser sincero, eu não sabia o porquê ela estava comigo, pois era obvio para mim que eu não a fazia se sentir assim, até porque eu também desejava me sentir assim, e não me sentia, mas sua respiração, tão gostosa, perto da minha, entre os tantos beijos, me fazia desistir de abandoná-la, não sei se esse era o mesmo motivo pelo qual ela estava comigo, mas de qualquer forma, eu queria mudar aquela situação, queria dar o que ela queria ter, queria ter o que eu queria sentir, queria que nós dois sentíssemos algo juntos, algo especial, algo que nos ligasse e que nos tornasse um só, como um casal deve ser, mas parecia ser uma tarefa difícil de mais para mim, pois ela sempre me deixava um obstáculo a frente. Eu tentava conversar com ela, mas ela nunca demonstrava interesse no que eu falava. Eu tentava ouvi-la, mas ela nunca quis falar nada a mim. Pouco eu sabia de sua vida, seus medos e desejos. Pouco podia ajudar caso ela precisasse de ajuda, pois ela a mim, nunca falará nada. Eram só beijos, abraços e cafungadas. Faltavam-me idéias e esperança, quando ela chegou a mim e pediu para acabar, eu a perguntei por que, ela disse que eu não sabia amar. Fiquei triste, mas aceitei, afinal, o que ela queria era ser amada, e eu não sabia amar, mas depois de saber o que é o amor eu conclui, que primeiro deve-se amar, para depois ser amado.