quarta-feira, 11 de março de 2009

Livro: O vendedor de sonhos. Pequena analise sobre sistema capitalismo e psicologia humana.

O vendedor de sonhos

Eu tinha três coisas importantes e legais para falar pra vocês, mas agora eu me esqueci, e como minha memória é fraca, provavelmente eu não lembrarei. Entretanto, vou esquecer esse assunto, se realmente for importante, provavelmente eu lembrarei. Meu PC quebrou, por isso eu não pude escrever quando quis, entretanto, como meu PC chegou, vou fazer uma postagem em comemoração e com um assunto qualquer.

Lembrei de uma coisa muito boa para se falar. Estou terminando de ler um livro, chamado: O vendedor de sonhos. De August Cury. Estou nos últimos capítulos, por isso posso adianta que minha leitura até agora foi excelente, eu comecei a ler o livro antes do meu PC quebrar. Vou fazer uma rápida sinopse sobre o livro.

A historia fala sobre um homem que apareceu do nada para vender sonhos para um intelectual que pretendia se matar. E ai começa a jornada deles, vendendo sonhos por ai. Acabou a sinopse. Mas onde se lê sonhos, na verdade são emoções humanas. O vendedor de sonhos até agora me mostrou uma realidade que eu pouco estive pensando, em ser completamente humano. Algo que para mim, é dificílimo. Mas o vendedor de sonhos tem uma larga experiência de vida e consegue fazer as pessoas se comoverem apenas com poucas frases de efeito moral, consegue fazer o mundo de mentira delas cair e fazer elas enxergarem o que é importante.

Discutir sobre esse livro é um ótimo assunto para essa postagem de hoje, por isso vou fazer render o assunto. Eu acredito que alguém que leu meu blog uma ou duas vezes sobre os casos de psicologia, já ouviu eu falar no tempo “animal e racional”. Para mim, isso é a principal essência do ser humano, mesclar o animal com a capacidade de racionar. O instinto é mais forte que o racional, mas o racional pode redirecionar o objetivo do instinto, para onde o racional convencer o instinto que há melhores chances de sobrevivência.

Mas, o racional pode consegui conformar o instinto, mas o instinto fica aprisionado num certo grau de insatisfação aceitável. O que o vendedor de sonhos pretende é liberar essa conformação e fazer as pessoas viverem mais intensamente e melhor, fazer com que as pessoas sejam muito bem equilibradas entre animal e racional, equilíbrio este que, certamente, eu não tenho. E tal equilíbrio seria muito útil para uma sociedade totalmente desequilibrada como a nossa, por causa do capitalismo e da religião. Ele propõe que paremos de ser parte do sistema e sejamos mais seres humanos.

O problema é que eu acho essa idéia extremamente complexa, devido ao fato de que só pessoas que sofrem aceitariam essa idéia, a maioria das outras pessoas iriam continuar no seu status de poder enquanto não fossem destronadas, provavelmente ele pensou nisso, ele só resgatou aqueles que precisavam, não força ninguém a mudar de vida, seus discípulos eram todos problemáticos, mas se mostraram bons homens depois de segui-lo, aprendendo a arte de vender sonhos, de fazer as pessoas se sentirem melhor e etc.

Ele falou de Jesus, o chamou de O Mestre dos Mestres. Simplesmente nunca concordarei com esta afirmação, Jesus pode ser sim uma grande fonte inspiradora de ótimas idéias, mas Jesus, na condição de filho de Deus, conseguindo fazer milagres e curar doentes, não merecia ser reverenciado, pois tal dom não foi desenvolvido por ele, e sim, simplesmente dado por Deus. E quem garante que deus não fez Jesus justamente para ser daquele jeito? Uma possibilidade que eu cogito é de Jesus ter sido um humano comum, mas portador de um grande conhecimento, tal coisa que o fez entrar para as lendas e ser usado em várias religiões. Mas é só uma teoria.

E de fato, eu não consigo o equilibro que o tal Vendedor dos sonhos queria vender, não consigo, pelo menos por enquanto, me socializar bem com as pessoas, faze-las felizes, falar as coisas certas, consola-las e etc. E ainda mais que o meu lado animal pede por poder, é difícil você não se encantar pela vida fácil e falsa que é o status. Status é meio comparável a religião, num curto período de tempo funciona, mas num longo não funciona, mas todos continuam por serem muitíssimos incentivados. Mas também acho que preciso de um pouco de status para me relacionar nessa sociedade, levando em consideração que a maioria das pessoas, de qualquer classe, valorizem algum tipo de status.

Então eu pensei, vou criar um status pra mim. O problema é que eu me sinto falso em fazer isso, por isso eu desisti da idéia, voltei a tentar ser o velho racional que tenta entender todo o mundo mas não trás nenhuma emoção pra ninguém. A sociedade capitalista usa muito a emoção como fonte pra render dinheiro, pois o dinheiro consegue aumentar o status e o status, por sua vez, aumenta a emoção. Mas me impressionei muito com o tipo de emoção sugerida pelo Vendedor de sonhos, é bem ao contrario.

Ele quer mudar a filosofia das pessoas, e não o sistema a qual elas vivem. Mas se as pessoas mudassem, parassem de ser consumistas e começassem a filosofar e ter apenas o necessário para a vida delas, o sistema capitalista cairia em uma grande depressão, porque pessoas que pensam consomem menos e gerariam menos lucro. Também já ouvi falar que já temos tecnologia o suficiente para sermos auto-sustentáveis, mas ainda queimamos petróleo porque esse é um gigantesco mercado.

As pessoas hoje em dia se preocupam de mais com cultura, status, dinheiro, poder e se preocupam de menos com suas próprias emoções, o que é realmente importante para a vida de um ser humano ser completa e equilibrada e era isso o que o vendedor de sonhos queria alertar a todos. Eu já estava meio alerta, pegando um pouquinho de status para entrar mais na sociedade, mas esse livro foi muito esclarecedor. O que é necessário para se viver equilibradamente? O equilibro, simplesmente isso. Não, não é tão simples, na verdade é, quando se sabe todos os fatores, o problema é saber todos os fatores.

Para você querer o equilíbrio, você tem que se desequilibrar, porque se não o equilíbrio é instável. É como uma ótima frase dita pelo vendedor de sonhos no livro, “Para se achar, é necessário se perder” e “quanto maior a confusão, maior a compreensão”. O cara que fez o livro é um psicólogo, não sei que linha terapêutica ele segue, mas gostei em parte do livro, tirando as partes de Jesus e os personagem serem meio forçados, mas não se são bem forçados, sabe... Podem até ser reais, conheço pouca quantidade de pessoas.

E eu acho que preciso melhorar minha vida nisso, conhecer mais gente e me divertir mais ao lado de humanos, assim eu terei mais cobaias pra continuar estudando e a vida vai ficar mais alegre, não é fácil ser filosofo, mas não reclamo, é bom também. Eu ainda sou fraco, o vendedor de sonhos é fortíssimo se comparado a mim, em termos de experiência com humanos, leiam o livro. Com isso amiguinhos, vou tomar banho e ir dormir, forte abraço a todos.

domingo, 1 de março de 2009

Big Brother, prostituição e um pouquinho de poder

Politicamente certinho

Olá amiguinhos, a tarde se mostra mais longa do que realmente é quando se está com sono e sem nada pra fazer, por isso, to escrevendo aqui para passar o tempo. Eu poderia ter começado o mês de fevereiro com quatro postagens, temas eu tenho, o que me impede é preguiça. Hoje eu vou falar sobre Big Brother novamente, algo que eu notei, comentei com minha mãe mas nunca vi ninguém dando atenção.

Eu estava assistindo o big brother, como sempre, tentando reter alguma informação de útil. Estava em uma prova de resistência, e vi todos os participantes lutando mentalmente contra seus próprios corpos em nome de ganhar a prova de resistência. Achei um absurdo alguém estar fazendo aquilo, lutando contra o próprio corpo, se submetendo a condições sub-humanas em nome de um prêmio.

O prêmio, que é uma quantia razoável em dinheiro, é considerado pelos participantes como algo suficientemente grande a ponto de achar que vale a pena se submeter a condições sub-humanas em nome do dinheiro. O que realmente pode ser verdade, e a sociedade em peso concorda com isso, mas este fato também me lembra de uma cosia, das muitas garotas e garotos que vendem o seu corpo em troca de dinheiro. O qual é a diferença entre isso e o big brother? Ambos se submetem a condições sub-humanas para ganhar dinheiro, então eu posso concluir que ser um participante do big brother é se prostituir.

Mas então, qual o motivo de terem preconceito contra prostitutas normais e as prostitutas do Big Brother Brasil(BBB)? O BBB é politicamente certinho, pois as pessoas não tem como discordar que realmente é algo que valha a pena, mas no caso da prostituição, além de ser uma coisa que cause má imagem, atrapalhe a vida de vários casais ou futuros casais e que ninguém gosta de ver seu filho se prostituindo sexualmente por causa de dinheiro, muitas pessoas discordam que é necessário se prostituir, e por isso tem preconceito com as várias garotas de classe baixa que se prostituem.

Não irei julgar aqui se é ignorância ou não da parte das pessoas que fazem esse julgamento, mas acredito que se alguém chega ao ponto de se prostituir, seja por motivos decentes ou não, é porque pensa que precisa. Considero um motivo descente se prostituir pra sobreviver e um motivo não descente é se prostituir pra ganhar dinheiro e com esse dinheiro, sustentar uma vida além do necessário e se habituar a essa vida, de qualquer forma, acredito que cabe a pessoa que está se prostituindo julgar se seus motivos, para ela, são descentes ou não, pois se algo é descente ou não, é relativo ao que se compara ou ao objetivo.

Eu pessoalmente não gosto de coisas excessivas, como por exemplo, poder. Dinheiro é poder, se prostituir pra ganhar dinheiro é se prostituir pra ganhar poder, e poder é algo desnecessário e fútil que só causa desejo de poder nas outras pessoas, o que desequilibra a sociedade, é algo como, ignorância gera ignorância, por isso eu não concordo com quem tem ambição por muito poder. É possível viver feliz tendo um mínimo de poder, acredito eu.

Alias, o motivo de muitas várias outras pessoas julgarem prostituição como ruim é para se sentirem melhores que aqueles que prostituem, eles simplesmente chegam a conclusão que são melhores sem realmente pensar a fundo sobre o assunto, isso ajuda a melhorar o ego deles, e também há aqueles que valorizam e desvalorizam o big brother, tudo uma questão de egos. Isso é assunto para outro tópico, com isso amiguinhos, vou terminando este tópico, bom inicio de mês a todos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Poema: Pozinho de areia

Pozinho de areia

Havia muitos pozinhos de areia naquele local,
Todos juntinhos formando um montinho de areia,
Aproximei-me, o montinho se desmontou.

Havia vários pozinhos de areia espalhados naquele local,
Uns deles mais próximos a mim, outros mais distantes.
Agachei-me, peguei o pozinho de areia mais próximo a mim.

Pozinho de areia, porque você foi o que mais se aproximou de mim?
És especial? Único? Pôs-se a frente porque sabia que eu iria te escolher?
Ou simplesmente é acaso do destino tu estás próximo a mim?

Os outros pozinhos foram levados suavemente pelo vento,
Enquanto isso, apenas o que eu escolhi foi ficando comigo.
Nos olhávamos pensativos, ambos sem entender o sentindo da vida.


Por: Leandro de Andrade Moura

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Alienação: Religião culpada, novelas ajudam, filosofia de rua

A verdadeira culpada da alienação

Faz muito tempo que eu não atualizo meu blog, por isso, resolvi fazer um esforço pra atualizar pelo menos umas quatro vezes esse mês, pra continuar no ritmo de quatro postagens por mês. Pois bem, essa será a primeira. Eu falei anterior mente sobre uma alienação das massas, sobre as novelas influenciarem o povo a valorizar falsos valores. Uma coisa que eu ouvi falar que influenciou minha idéia sobre isso foi à seguinte: Um ateu não deixa de ser ateu por escutar falarem de deus. Meu professor de filosofia falou isso, enquanto tivemos uma breve conversa sobre filosofia, e essa frase me fez pensar na questão da alienação.

Será mesmo que eu, ao assistir muito novelas, mesmo com todo o conhecimento que eu tenho, iria acreditar naqueles valores transmitidos pelos autores? Não só pelas novelas, mas pelas músicas, filmes e peças teatrais. Eu sinceramente acredito que não, continuarei acreditar que tais valores transmitidos pelas novelas são besteiras de romantismo. Isso significa que as novelas só são capazes de influenciar as pessoas em dúvida sobre seus conceitos. Novelas não são exatamente alienadoras. Minha professora de filosofia diz que se sentimos a poesia que a novela quer passar para nós, somos capazes de nos enriquecer como humanos. Também não acredito que seja bem assim, mas acredito que novela possa ser um bom instrumento para estudo psicológico, assim como o big brother, devido ao fato dos autores se basearem em fatos reais para escrever seus roteiros. Mas não estou muito certo dessa idéia.

Uma grande curiosidade que eu tenho que ainda eu não consegui descobrir é o que motiva as pessoas a assistirem coisas como big brother e novelas. Eu tenho quase certeza que só assisto por objetivos psicológicos, quando eu era pequeno, eu assistia por assistir, não fazia questão de assistir a não ser quando assuntos me interessavam. Isso significa que as novelas são feitas para um publico mais velho, que entende de amor, que tem como sentir a poesia das novelas, que já se apaixonou e sabe o que os personagens estão sentindo. Mesma coisa são os filmes, por isso que a maioria dos filmes tem recomendação para “16” anos para cima, embora eu sempre pensei que fosse a maior besteira do mundo, pois eu com 12, assistia e entendia o enredo, sabia que era uma historinha de amor e tudo mais.

Então porque um publico mais jovem se interessaria pelas novelas? Embora eu não tenho certeza de nenhuma das afirmações, pois são todas a base de suposições e não de bases numéricas, suponho que minhas suposições estejam corretas, sendo assim, a resposta da pergunta que eu fiz ao abrir esse parágrafo se mostra bastante mais abrangente do que eu imaginava, se a pergunta tiver um valor real. A resposta que eu suponho que seja a correta é a seguinte: Devido ao fato da sociedade brasileira ser meio liberal, os jovens entram bem cedo no mundo de relacionamentos físicos, não estou certo quanto a isso, mas acredito ser devido ao fato de as crianças ao verem os adultos se beijando, seja lá onde for, sentem vontade de imitar, pois já ouvi falar que a criança aprende grande parte do que sabe imitando aos adultos.

Não sei se também há causas instintivas nisso, se na natureza, encontraríamos casais de espécies no período antes de engravidar já namorando, isso é uma coisa que eu tentarei descobrir em breve. Mas, supondo que todas as minhas suposições a cima estejam certas, não é exatamente as novelas que fazem mal, elas só ajudam, mas não são as responsáveis. Quem é o culpado disso? Na verdade, eu acho que é a falta de equilíbrio da sociedade, que ao pecarem em educar seus filhos, cada vez mais, a coisa vai se tornando mais desequilibrada. O que ajuda nessa falta de equilíbrio na sociedade?

Em minha opinião, educação, principalmente. Acho que se todas as pessoas tivessem uma compreensão boa sobre a teoria de evolução e a teoria do big bang, as pessoas poderiam pensar melhor em suas atitudes, mas como a religião atrapalha as escolas, que se sentem coagidas ao ensinarem essas duas teorias, a coisa não funciona bem. A religião, principalmente a cristã, também contribui para a má formação filosófica das pessoas, embora a bíblia seja uma grande fonte de conhecimento, a bíblia ignora muitas coisas psicológicas, enfatiza muito o amor, eu não sei nem o que é amor para falar a verdade a vocês, e essas ignorâncias psicológicas tornam aqueles que a seguem, também ignorantes. Na verdade, uma das grandes causadoras de males para o mundo foi a religião cristã, algumas outras eu até acho a filosofia bonita, mas a cristã, realmente, é a pior.

Para vocês terem uma idéia, eu acho que é do tempo dos grandes filósofos gregos que duas belas frases que me inspiram até hoje foram criadas, “No meio está a virtude” e “Tudo há um porque”, são essas duas frases. Outra budista também me inspira muito, “Desejar é sofrer”. Notem que a bíblia prega que você tem que pedir e desejar, ter fé em deus, ter desejo forte, para deus realizar seu desejo, e que também devemos ser totalmente desapegados das coisas materiais, e que tudo existe porque deus quer e as coisas funcionam mediante a vontade de deus. Posso estar falando alguma besteira, pois, não sou muito conhecedor da religião cristã, mas, acredito que em algo eu esteja correto. Uma sociedade que segue esses ensinamentos e não os questionam, suponho eu, se uma sociedade no mínimo, desequilibrada.

Religião e ciência, ambas são filosofias. No caso da filosofia cristã, torna as pessoas que a seguem meio cegas para as evidencias e por tanto, com menos capacidade de resolver problemas, criando assim maior confusão e menos paz. Imaginem uma sociedade seguindo essa filosofia. A filosofia geral dessa sociedade torna-se cada vez mais pior, até chegar ao que eu chamo hoje de filosofia de rua, uma mistura de religião e praticas que as pessoas usam para se habituar melhor a sociedade. Todos adeptos dessa filosofia de rua, seguem-na sem perceber, eles dizem que acreditam em deus mas mesmo assim, seguem suas vidas sem o mínimo respeito aos ensinamentos do senhor.

Essa filosofia de rua também sempre está mudando, os deixando sempre na moda, mas é mudando sempre para uma forma mais pratica de se viver, de ganhar poder. No final, essa filosofia de rua se resume a isso, ganhar mais poder para ter mais parceiros, e para isso, essa filosofia sugere uma serie de praticas que de fato, aumenta suas chances de arrumar parceiros, mas de forma enganadora. Não sei explicar exatamente, mas é como se essa pratica atingisse o ponto fraco do sexo oposto, e esses pontos fracos existem porque deus criou o mundo assim, mais ou menos isso. Ao crescerem, alguns vão saindo dessa filosofia, evoluindo, outros continuam nela, mas não são muitos, suponho eu. Lembrando que todas as afirmações a cima são em base de experiências pessoais.

O capitalismo ajuda pois a filosofia de rua muito dinheiro para o capitalismo, alem de aumentar a distancia entre os status sociais das classes sociais entre outras coisas, novelas, filmes, teatros, a maioria das coisas são capitalistas pois precisa-se de dinheiro para fazê-las, na televisão, ganha-se dinheiro com propagandas, muito bem boladas para aumentar a filosofia de rua e ganhar dinheiro, as novelas precisam ser atrativas para atrair pessoas e estas verem as propagandas, por isso as novelas são capitalistas, os teatros precisam de publico, por isso os teatros são capitalistas e apelam também, os filmes a mesma coisa.

Enfim, acho que estou sendo meio obsessivo com essa coisa de filosofia de rua, preciso rever meus conceitos, não só sobre filosofia de rua, sobre outras coisas também. Com isso amiguinhos, vou terminar esse tópico e vou jogar Diablo 2, pois estou no maior vicio. Espero que tenham gostado, lembrando que eu tenho preguiça de revisar meus textos. Forte abraço pra geral.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Novelas, Big brother e alienação

O mal da alienação

Olá amiguinhos, vou começar falando que estou muito irritado, pois além de eu achar que ultimamente minha memória ta igual à de um velho, eu acho que esqueci um assunto interessantíssimo que eu ia falar aqui no blog, eu digo, acho que esqueci, porque eu acho que lembrei, mas como minha memória ta ruim, eu fico só achando mesmo. Por isso, eu vou voltar com meu velho bloco de notas, anotando os assuntos interessantes e ficar compromissado de atualizar o blog quatro vezes por mês com os assuntos de lá.

Hoje eu vou falar sobre uma coisa que me irrita muito, que é as novelas. Eu odeio as novelas da globo, odeio muito, muito mesmo. São essas malditas novelas que ajudam a fazer com que o povo brasileiro se deteriore ainda mais exibindo situações fictícias onde no final, tudo sempre acaba bem. Nunca o personagem principal morre e se morre, é porque ganha mais dinheiro assim e comove mais o publico, e com certeza, o par romântico desse personagem tem outro cara a disposição. Em novelas, todo o mundo é bonito dependo do seu papel, nunca temos um personagem principal muito feio, e isso tudo pra ganhar dinheiro e chamar a atenção do povo instintivamente.

Não é só as novelas da globo não, qualquer uma novela ou coisa comercial, é tudo apelando pro instinto, tudo dizendo que o amor vale mais que tudo e que tudo sempre vai acabar bem, as pessoas gostam de ver isso e acabam levando isso pra vida delas, e vão perdendo aos pouco as capacidade de se questionar sobre o que se deve fazer em tal situação, já que novela já indica que você deve seguir seu coração e fazer o que achar certo. Sendo o coração, o instinto, claro, pois coração é só um músculo do tamanho de um punho fechado.

Novelas e religião são as duas coisas que mais deixam o povo alheio no mundo. Acho que já falei sobre religião nesse blog, mas nem preciso falar, a quantidade de blogs falando sobre religião são muitos, mas essas novelas são muito ruins, ainda bem que eu cresci assistindo só as divertidas. Eu queria muito ter exemplos pra dar aqui, mas infelizmente, eu não tenho paciência de assistir novela. Os melhores exemplos que eu consigo pensar são os que eu já disse, os personagens principais são sempre bonitos, sempre acabam juntos e dão mais importância ao amor do que qualquer outra coisa. Amor? Em novela não tem amor, apenas paixão.

Malhação mesmo, credo, ta péssimo, antigamente dava-se para assistir, mas agora a comicidade está apostando na idiotice dos personagens e na aceitação de como eles são, eu realmente não tenho muito sobre o que falar, mas realmente é um lixo. Essas novelas que mexem com culturas diferentes também, nada haver mexer com a cultura dos outros, eu acho a maior idiotice isso, eles mostram a cultura dos outros, nós achamos estranhos e eles fazem nós consideramos a nossa melhor por sermos livres, como é o caso dessa nova novela agora, mas eu tenho certeza que se a cultura perdura por anos, é porque ela funciona.

Eu acho que o destino dessa nova novela agora vai ser um cara de casta inferior se misturando com uma garota de casta superior, essas castas são bastante úteis na cultura deles, vai lá a globo e vai fazer uma novela dizendo que isso é idiotice e faz Juliana Paes namorar com aquele cara lá, um casal bonito daqueles, principalmente pela Juliana, vai fazer o povo torcer pelo casal e esquecer as tradições, quer dizer, quebrar regras. Imaginem só como seria se tirassem o sistema de castas lá na índia, a sociedade ficaria meio bagunçada eu acho, e eu estou falando isso sem nem conhecer o sistema econômico de lá, talvez eu esteja enganado, mas tenho quase certeza que não.

O ruim dessas novelas também é que fazem as pessoas aceitarem só conviverem com aqueles que elas são apaixonados, e também as novelas não passam uma visão real do que, para mim, é o amor, a mesma coisa são essas músicas que são hits de novela e que às vezes viram mania. Mas essa é uma questão complicada de mais, eu nem sei se a culpa é totalmente das novelas, ao certo, dividido também pra religião e pra educação escolar e familiar.

Muita gente fala mal do BBB, eu acho o BBB interessantíssimo para analisar os candidatos e tentar adivinhar quem sai e quem fica por meios de raciocínio psicológicos. Muita gente tem preconceito, mas eu realmente acredito que BBB é um laboratório humano cujo o principal objetivo de todos os que estão dentro da casa é obter o premio com um desejo comparável ao de viver. Ai eles usam táticas de sobrevivência e é interessante ver, pena que a globo passa pouquíssimas cenas e fica difícil avaliar o relacionamento e o perfil de todos os brothers. Pena que a maioria das pessoas só vejam o BBB como fonte de fofoca.

Gostaria de todos que lêem o meu blog vissem os humanos com o olhar de “sobreviver e reproduzir”. Sendo reproduzir o melhor filho pra ele sobreviver mais. Evoluam com seus erros e pensem em todas as possibilidades, tentem sempre aprender, façam eu não esquecer disso também, e com isso eu vou dormi, abraços a todos!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Zeitgeist, sociedade racional possivel para instintivos?

Sociedade racional

É com muita preguiça que eu começo a escrever essa postagem, estou escrevendo principalmente porque eu to achando a minha taxa de atualização do blog baixa, eu espero fazer uma média de quatro postagens pro mês. Eu falei na postagem anterior numa sociedade totalmente tecnológica, esse assunto me interessa profundamente, tanto como analise comparativa a nossa sociedade atual quanto como por curiosidade sobre com o comportamento humano em tal sociedade.

Uma sociedade totalmente tecnológica, segundo o documentário chamado Zeitgeist, já é possível. Temos condições de fazer energia renovável o suficiente para nunca mais precisarmos queimar combustível fóssil, e além do mais, temos tecnologia robótica o suficiente para trocarmos os humanos por robôs, e já que humanos não são mais necessário para o trabalho na sociedade. A sociedade então produziria muita coisa, graças a energia e os robôs, e como a ciência é um bem de todos, essa riqueza produzida seria compartilhada para todo o mundo, fazendo com que todas as pessoas tenham ótimas condições de vida no planeta sem precisar trabalhar.

Isto é totalmente contraria a nossa sociedade, que apenas 4% da população mundial retém a maior quantidade de riqueza do planeta enquanto há milhares de crianças morrendo todo o dia na áfrica, e de fome. Na sociedade atual, não somos todos iguais e os melhores tendem a crescer de vida, os piores a descerem, formando assim, o topo da pirâmide, com os melhores, e a base, com o resto. Nosso sistema também adora fazer com que as pessoas desejem para assim, fazer elas desejarem ser melhores, trabalharem mais e com isso, aumentar a competição e os lucros.

Eu costumava dividir os humanos entre racionais e instintivos porque isso é muito prático. Levando a base dos conceitos que me fizeram pensar que se podia mais ou menos dividir os humanos em racionais e instintivos, nossa sociedade atual é instintiva, pois ela prega que devemos ser e valorizar os melhores. Mas tal coisa é feita de forma muito sutil, nós mal percebemos, e ela faz isso apelando para o nosso instinto, pois o nosso ainda está adaptado ao tempo em que apenas os melhores conseguiam sobreviver, e ele, ao ver o melhor, trata de fazer com que nós tenhamos desejo por aquilo, mesmo não havendo necessidade real nenhuma de precisarmos. Antigamente, uma pessoa sem uma perna ou braço morria rapidamente, hoje em dia, conseguem até se reproduzir.

Nossa sociedade faz isso devido à esperteza de algumas pessoas que souberam usar-se do trabalho dos outros para se dar bem, mas na sociedade tecnológica, não precisaríamos trabalhar e por isso, não tem como alguém reter a maioria do lucro, já que assim como a ciência, tudo o que seria produzido por ela é de todos. Esse é o conceito de instintivo, sempre bem busca do melhor, e o do racional, sempre em busca do necessário para a manutenção da vida. Em teoria, essa sociedade tecnológica, racional, seria ótima e já temos condições técnicas de fazê-la, como o documentário diz. Todo mundo estaria feliz, já que todo mundo tem tudo o que precisa e não precisa mais trabalhar nem nada disso, pode ocupar seu tempo com outras cosias, como diversão e família.

Bem, na pratica eu não sei bem se ocorreria isso. Primeiramente, ficaríamos totalmente dependentes de maquinas, e querendo ou não, alguém controla as maquinas, e ai vem outro problema, não seriamos todos iguais e a ciência não é de todos, a ciência só é de todos a partir do momento que o cientista resolve doar sua descoberta pra comunidade cientifica, e quem controla as maquinas é diferente das pessoas que não controla, tem um trabalho extra, seria injusto. Ou os caras fazem um sistema pra suprir essa necessidade ou ainda continuará existindo pessoas diferentes de outras. Ok, supondo que essa necessidade seja suprida e todo mundo seja igual a todo o mundo. Então entra uma coisa muito importante, o principal motivo de existir a evolução e do capitalismo consegui se arrastar por muitos anos, o instinto humano em busca do melhor.

Todas essas confusões da nossa sociedade atual, tais como os vários tipos de racismo e descriminação, violência, pessoas se sentindo ruins de mais ou boas de mais, entre outras coisas, é culpa desse instinto humano fortíssimo que é querer ser o melhor. Em outras palavras, será mesmo que seria possível uma sociedade racional? É muito complicada essa questão, eu apostaria numa sociedade tecnológica onde as pessoas disputariam novos valores, como arte, habilidade, beleza e inteligência, tal como é disputado hoje, mas não seria dinheiro o premio e sim, credibilidade. Isso só não aconteceria caso fossemos controlados pelo governo ou então desde pequenos fossemos ensinados a controlar nossos instintos, saber que todo o mundo é igual do ponto de vista de que todos são feitos de átomos regidos pela mesma lei, isso significa que você seria exatamente a outra pessoa se tivesse a mesma formação de átomos que ela.

Então ai tudo bem, com uma certa dificuldade, as pessoas aceitariam que é besteira duelar pra ver quem é o melhor e só se preocupariam em avançar a ciência e contemplar a arte, mas não de forma de disputa. Mas uma outra coisa que me preocupa é quanto ao controle populacional e voltando ao assunto, a aqueles que cuidam da ciência. Bem, o que se relaciona com controle populacional é o fato de todas as pessoas, para a seleção natural, não são iguais. Eu considero que a seleção natural no sistema capitalista haja fazendo os bons serem felizes e tendo filhos e os ruins tendo vidas difíceis e sem ter filho. Nesse caso, não importa dinheiro. Meu pai tem um monte de filho e nem rico é, mas gente rica, com um monte de dinheiro, só tem um ou dois filhos. Também precisamos ver a qualidade dos filhos neh, esses dois filhos que um rico possa ter podem sobreviver mais do que o monte de filho do meu pai, mas isso é muito variável.

Como agiria a seleção natural num ambiente sem competição? Sem dificuldades? Será que os cientistas selecionariam os melhores genes? Será que nesse ponto, chegamos ao auge do desenvolvimento biológico, já que podemos modificar todo o ambiente a nossa volta e então, passaríamos a evoluir apenas as teorias e a ciência? Eu suponho que o mais provável seja esse de evoluirmos a partir de então apenas as teorias. E outra coisa, a população cresceria descontroladamente? Mas isso é fácil resolver. Enfim, o que me preocupa mesmo é a questão do instinto, se continuar competição, vai ser a mesma coisa que agora, só que mais fácil de sobreviver.

Não sei se essa postagem rendeu muito, acho que eu enrolei de mais, mas to com preguiça de reescrever, com isso eu vou me despedindo e mais uma vez atualizando o blog. O que eu me preocupo mesmo é com essa questão do seleção natural e instinto nesse tipo de sociedade, mas ainda ta muito longe de se tornar realidade, se um dia isso for acontecer, por da grande influencia que o poder exerce em muitos de nossa população. Abraços pra geral.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Personalidade Artistica e relação com DNA

Personalidade Artistica

Olá amiguinhos, faz um bom tempo que eu não atualizo meu blog, tenho feito nada de mais ultimamente, apenas no dilema se devo ou não usar cobaias humanas e se devo ou não escutar música, mas isso não é assunto para esse tópico hoje. Hoje, eu declarei como finalizada minha teoria de humano instintivo e racional, isso é muito indeterminado, por isso eu tentarei estudar psicologia pra traçar uns estereótipos melhores, um dos grandes problemas é saber o quanto o DNA influencia na personalidade de alguém, por isso meus planos de estudo estão meio confusos, verei o que farei.

Estou com um pouco de sono, o assunto que eu venho falar hoje está relacionado com DNA, personalidade e arte. Eu já defini aqui que meu conceito de arte é a criação de novas técnicas, ou aprimoramento, imitar uma técnica já conhecida é fácil. Entretanto, eu notei que algumas pessoas conseguem fazer desenhos sem nunca ter aprendido uma técnica, conseguem desenhar só de ver, algo bom, eu definitivamente sou ruim para desenhos, então, o que eles têm que eu não tenho?

Passou algo relacionado à arte na televisão, minha mãe olhou e disse: isso só pra quem tem o dom. Seguindo meu conceito de arte, não se precisa ter o dom, apenas estudar, ser criativo, ter treino com as técnicas e ir se aprimorando sempre. Mas isso seria falso com essas pessoas que tivessem esse possível “dom”, levando em consideração que elas não precisariam treinar, pois já nascem com uma habilidade manual altíssima para a arte, no sentindo técnico e talvez, expressivo.

Então, a onde está o aprimoramento da técnica nesses casos? E quem não tem o dom, como fica? Será que quem não tem o dom para tal coisa, simplesmente não aprenderá? Não sei, conheço poucos casos de dom ou talento, eu teria que pesquisar mais sobre isso. Entretanto, se é necessário ter dom ou talento para se fazer algo, o que faz algumas pessoas se tornarem tão importante para a arte? Levando em consideração que existe muitíssima gente no mundo, e com isso, muitas pessoas com o mesmo dom.

Eu realmente acredito que meu conceito sobre a definição de arte seja válido, com um acréscimo, tem que se ter um mínimo de dom, ou até mesmo não, a técnica e o treinamento superem o dom. Mas se levarmos em conta que grandes músicos, pintores e etc. até hoje foram inesquecíveis e inigualáveis no seu estilo de criação de arte, significa que essas pessoas têm algo a mais que apenas dom. Claro, copiar, qualquer pessoa que tenha capacidade técnica copia e faz umas misturas ou amplia um pouco mais, mas criar o começo é algo a ser levado em consideração.

Essas pessoas, acredito eu, não tem apenas o dom, a criatividade e a capacidade de criação técnica, tem também a historia de vida e a dedicação para tal arte e os meios para ela poder viver e consegui fazer os trabalhos artísticos. O que eu to falando é de uma grande quantidade de elementos necessário para a criação de alguém realmente relevante na arte. Hoje em dia, está tudo muito conectado e muito desgastado de certa forma, mas eu não sei de muita coisa.

Sobre ser filosófico ou matemático também, uma coisa que eu sempre achei que eu sou por causa de influencias familiares, talvez eu tenha uma certa tendência a natural a seguir o raciocínio lógico, mas eu acho que isso não é dom nem nada, qualquer pessoa que esteja preocupada com a pura verdade, consegue chegar em conclusões parecidas com as minhas. Bem, talvez não, mas provavelmente siga uma boa linha de filosofia, não igual a minha, pois não teremos as mesmas experiências.

A mesma coisa pode acontecer com tal artista, por exemplo: um cara nasce com um bom dom, mas nunca teve oportunidade de desenvolver pois nunca esteve em contato com a área, já outro não tem dom nem vontade nenhuma de aprender e seu pai o obriga a aprender. Pode ser o caso também do cara não ter tempo, motivação, ter que trabalhar de outras formas e etc. Deve ser muito bom para o artista viver de arte, pode desenvolver a técnica e se tornar cada vez melhor.

É por isso que eu acredito que dentre milhares de pessoas, apenas um ou dois se destacam por terem uma vida muito favorável a tal, em relação a tudo. Vocês deviam fazer idéia da quantidade de pessoas que existem no mundo, e ver a quantidade de artistas se resumido a mil, artistas famosos, músicos principalmente, conheço pouca coisa dessa área pra falar a verdade, e quase nada das outras, mas suponho que seja isso. E isso explica o fato dessas pessoas ganharem tanto dinheiro, pois elas trazem entretenimento para toda uma sociedade e poucos podem fazê-lo.

Enfim, embora eu tenha me afeiçoado ao conceito de sociedade tecnológica que um documentário ai, cujo qual eu irei falar nos próximos tópicos fala, o capitalismo, para caso uma sociedade totalmente capitalista ainda não seja possível, é o melhor sistema, mas eu não sei. Com isso, eu vou me despedindo, até a próxima postagem, acho que será em breve e eu irei falar sobre esse documentário e sua sociedade tecnológica que eu falei agora, mas não lembro o nome. Até mais.