O vendedor de sonhos
Eu tinha três coisas importantes e legais para falar pra vocês, mas agora eu me esqueci, e como minha memória é fraca, provavelmente eu não lembrarei. Entretanto, vou esquecer esse assunto, se realmente for importante, provavelmente eu lembrarei. Meu PC quebrou, por isso eu não pude escrever quando quis, entretanto, como meu PC chegou, vou fazer uma postagem em comemoração e com um assunto qualquer.
Lembrei de uma coisa muito boa para se falar. Estou terminando de ler um livro, chamado: O vendedor de sonhos. De August Cury. Estou nos últimos capítulos, por isso posso adianta que minha leitura até agora foi excelente, eu comecei a ler o livro antes do meu PC quebrar. Vou fazer uma rápida sinopse sobre o livro.
A historia fala sobre um homem que apareceu do nada para vender sonhos para um intelectual que pretendia se matar. E ai começa a jornada deles, vendendo sonhos por ai. Acabou a sinopse. Mas onde se lê sonhos, na verdade são emoções humanas. O vendedor de sonhos até agora me mostrou uma realidade que eu pouco estive pensando, em ser completamente humano. Algo que para mim, é dificílimo. Mas o vendedor de sonhos tem uma larga experiência de vida e consegue fazer as pessoas se comoverem apenas com poucas frases de efeito moral, consegue fazer o mundo de mentira delas cair e fazer elas enxergarem o que é importante.
Discutir sobre esse livro é um ótimo assunto para essa postagem de hoje, por isso vou fazer render o assunto. Eu acredito que alguém que leu meu blog uma ou duas vezes sobre os casos de psicologia, já ouviu eu falar no tempo “animal e racional”. Para mim, isso é a principal essência do ser humano, mesclar o animal com a capacidade de racionar. O instinto é mais forte que o racional, mas o racional pode redirecionar o objetivo do instinto, para onde o racional convencer o instinto que há melhores chances de sobrevivência.
Mas, o racional pode consegui conformar o instinto, mas o instinto fica aprisionado num certo grau de insatisfação aceitável. O que o vendedor de sonhos pretende é liberar essa conformação e fazer as pessoas viverem mais intensamente e melhor, fazer com que as pessoas sejam muito bem equilibradas entre animal e racional, equilíbrio este que, certamente, eu não tenho. E tal equilíbrio seria muito útil para uma sociedade totalmente desequilibrada como a nossa, por causa do capitalismo e da religião. Ele propõe que paremos de ser parte do sistema e sejamos mais seres humanos.
O problema é que eu acho essa idéia extremamente complexa, devido ao fato de que só pessoas que sofrem aceitariam essa idéia, a maioria das outras pessoas iriam continuar no seu status de poder enquanto não fossem destronadas, provavelmente ele pensou nisso, ele só resgatou aqueles que precisavam, não força ninguém a mudar de vida, seus discípulos eram todos problemáticos, mas se mostraram bons homens depois de segui-lo, aprendendo a arte de vender sonhos, de fazer as pessoas se sentirem melhor e etc.
Ele falou de Jesus, o chamou de O Mestre dos Mestres. Simplesmente nunca concordarei com esta afirmação, Jesus pode ser sim uma grande fonte inspiradora de ótimas idéias, mas Jesus, na condição de filho de Deus, conseguindo fazer milagres e curar doentes, não merecia ser reverenciado, pois tal dom não foi desenvolvido por ele, e sim, simplesmente dado por Deus. E quem garante que deus não fez Jesus justamente para ser daquele jeito? Uma possibilidade que eu cogito é de Jesus ter sido um humano comum, mas portador de um grande conhecimento, tal coisa que o fez entrar para as lendas e ser usado em várias religiões. Mas é só uma teoria.
E de fato, eu não consigo o equilibro que o tal Vendedor dos sonhos queria vender, não consigo, pelo menos por enquanto, me socializar bem com as pessoas, faze-las felizes, falar as coisas certas, consola-las e etc. E ainda mais que o meu lado animal pede por poder, é difícil você não se encantar pela vida fácil e falsa que é o status. Status é meio comparável a religião, num curto período de tempo funciona, mas num longo não funciona, mas todos continuam por serem muitíssimos incentivados. Mas também acho que preciso de um pouco de status para me relacionar nessa sociedade, levando em consideração que a maioria das pessoas, de qualquer classe, valorizem algum tipo de status.
Então eu pensei, vou criar um status pra mim. O problema é que eu me sinto falso em fazer isso, por isso eu desisti da idéia, voltei a tentar ser o velho racional que tenta entender todo o mundo mas não trás nenhuma emoção pra ninguém. A sociedade capitalista usa muito a emoção como fonte pra render dinheiro, pois o dinheiro consegue aumentar o status e o status, por sua vez, aumenta a emoção. Mas me impressionei muito com o tipo de emoção sugerida pelo Vendedor de sonhos, é bem ao contrario.
Ele quer mudar a filosofia das pessoas, e não o sistema a qual elas vivem. Mas se as pessoas mudassem, parassem de ser consumistas e começassem a filosofar e ter apenas o necessário para a vida delas, o sistema capitalista cairia em uma grande depressão, porque pessoas que pensam consomem menos e gerariam menos lucro. Também já ouvi falar que já temos tecnologia o suficiente para sermos auto-sustentáveis, mas ainda queimamos petróleo porque esse é um gigantesco mercado.
As pessoas hoje em dia se preocupam de mais com cultura, status, dinheiro, poder e se preocupam de menos com suas próprias emoções, o que é realmente importante para a vida de um ser humano ser completa e equilibrada e era isso o que o vendedor de sonhos queria alertar a todos. Eu já estava meio alerta, pegando um pouquinho de status para entrar mais na sociedade, mas esse livro foi muito esclarecedor. O que é necessário para se viver equilibradamente? O equilibro, simplesmente isso. Não, não é tão simples, na verdade é, quando se sabe todos os fatores, o problema é saber todos os fatores.
Para você querer o equilíbrio, você tem que se desequilibrar, porque se não o equilíbrio é instável. É como uma ótima frase dita pelo vendedor de sonhos no livro, “Para se achar, é necessário se perder” e “quanto maior a confusão, maior a compreensão”. O cara que fez o livro é um psicólogo, não sei que linha terapêutica ele segue, mas gostei em parte do livro, tirando as partes de Jesus e os personagem serem meio forçados, mas não se são bem forçados, sabe... Podem até ser reais, conheço pouca quantidade de pessoas.
E eu acho que preciso melhorar minha vida nisso, conhecer mais gente e me divertir mais ao lado de humanos, assim eu terei mais cobaias pra continuar estudando e a vida vai ficar mais alegre, não é fácil ser filosofo, mas não reclamo, é bom também. Eu ainda sou fraco, o vendedor de sonhos é fortíssimo se comparado a mim, em termos de experiência com humanos, leiam o livro. Com isso amiguinhos, vou tomar banho e ir dormir, forte abraço a todos.