Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu para escrever mais uma postagem. Vamos começar pelas novidades: estou aprendendo muita coisa prática sobre relacionamentos. Curioso é saber a teoria, e depois a prática. Isto sempre me faz lembrar sobre a função das teorias para a vida das pessoas, de conseguir organizar as informações recebidas e direcionar o esforço com mais precisão, mas também a prática, que é o ato de recolher tais informações e o modo com o qual o esforço é empregado. Talvez isto seja tema de alguma próxima postagem se eu trabalhar nessa idéia. Além disto, continuo com meu treino de rugby, academia e algumas vezes LOL. Sobre a academia, meu treino tem estado pesado demais, e minha alimentação meio ruim. Logo irei me consultar com um nutricionista e acredito que terei as informações necessárias pra organizar isso. Uma ultima novidade é que eu tenho pensado seriamente em estruturar todos os tópicos falados nesse blog sobre a psicologia evolutiva num grande gráfico. Afinal, cada postagem depende dos conhecimentos das anteriores. A coisa não será tão organizada, afinal, será uma adaptação, mas pelo menos terei um mínimo de organização. Tenho tantas observações que algumas até me esqueço, ou ainda outras não são mais tão precisas. Quero organizar isto. Hoje tratei a esta postagem um novo conto que eu fiz, além de uma reflexão sobre o sofrimento, algo que eu sempre sentia, mas nunca consegui, exatamente, expressar num princípio. Vamos a postagem.
A função do sofrimento para uma boa evolução:
Há duas postagens atrás eu formalizei o sofrimento para a psicologia evolutiva, (http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2013/04/explicacoes-sobre-iteracao-entre-o.html), nesta postagem eu demonstro como sempre ele será um sentimento recorrente em todo o ser humano. Contudo, algo que eu sempre quis fazer foi especificar a função do sofrimento para uma boa evolução. Isto porque existem diversas formas em que o sofrimento pode se manifestar. Afinal, o sofrimento surge de acordo com os desejos, e existem várias maneiras de lidar com o desejo, dependendo da filosofia. Contanto, se tornou uma preocupação minha explicar quais destas formas é a mais útil para que os seres humanos desenvolvam uma boa evolução. De maneira simples, é possível assumir que a forma mais útil de sofrimento é quando se espera que dele surja uma solução. É sempre bom deixar claro que muitas pessoas já chegaram a esta concepção de sofrimento, mesmo que por experiência própria de vida, contudo, quero explicar com a linha de raciocínio da psicologia evolutiva.
Cada sofrimento resulta de uma forma de desejo, e cada desejo resulta de algo que o humano, por associação ou por experimentar, resolve que será bom para si. Acontece que nem toda associação é verdadeira, e nem toda a experiência é completa, e disto surgem desejos que não condizem com a realidade, ou seja, nunca poderão se concretizar. É exemplo disto alguém que se apega a uma forma ideal de viver, ou que não tem estrutura psicológica o suficiente para aceitar determinada realidade devido a algum trauma. Sendo a função do desejo dar ao ser humano a motivação necessária para mudar sua realidade, e com isto satisfazer, como, então, o humano irá se satisfazer desejando algo que nunca poderá se concretizar? Não irá. Portanto, este tipo de sofrimento não passa do ser humano não querendo aceitar sua realidade, continuando a desejar uma realidade que não existe, mas que é melhor para ele. Por exemplo, determinada pessoa deseja conseguir um emprego, porém, é preciso se esforçar muito para conseguir este emprego. Ela se esforça, mas não muito, não consegue, e sofre porque não entende o porque não conseguiu, e continua a desejar o emprego, e a sofrer, sem entender o porquê disto.
Contudo, diferente seria se ele assumisse que deste sofrimento deve surgir uma solução. Ou seja, ele desejaria este emprego porque ele não sabia que era necessário tanto esforço para consegui-lo, e após não conseguir, ele iria sofrer, mas iria buscar uma solução para este sofrimento, que seria justamente entender o porquê ele não conseguiu passar. Descobriria que era necessário muito mais esforço para tanto e, percebendo que seu desejo por aquele emprego não era tanto a ponto dele querer depositar esse esforço, desistiria deste desejo e ficaria livre para desejar outra coisa. Ou ainda, se de fato o desejo fosse o suficiente, ele iria estudar o suficiente e passaria em outras tentativas. Isto demonstra o porquê à psicologia evolutiva assume que a melhor forma de sofrimento é aquele que resulta em uma solução. Afinal, o homem que conseguiu se livrar do desejo de tal emprego conseguirá abrir os olhos, e seus desejos, para novas oportunidades que surgirem, enquanto que o outro ficará com aquele desejo fixado em seu inconsciente, prejudicando-o em novas experiências.
Esta conclusão sofre a funcionalidade do desejo também se baseio no princípio da realidade, aquele que diz que nenhum ser humano irá desejar aquilo que ele sente ser impossível. Quando este homem do exemplo buscou entender o porquê não passou, para solucionar a causa do seu sofrimento, ele descobriu também que era impossível passar com a quantidade de desejo que ele tinha. Então seu instinto tinha apenas duas opções: ou aumentar a quantidade de desejo, ou simplesmente desistir, pois ele não iria continuar desejando algo impossível. Isto também traria um maior autoconhecimento para este indivíduo, pois ao entender seus desejos, lutaria por eles, e esta parte do lutar significa enfrentar o sofrimento, buscando entender a realidade para saber se é ou não possível, para então, a partir do entendimento, desenvolver soluções que o faça alcançar o desejado e se satisfazer. Percebam que, para esta visão de sofrimento, o principal fator do sofrimento é a dúvida, e a solução vem junto com as certezas. Enquanto o ser humano não tem as informações necessárias para ter certeza, ele irá sofrer, mas irá lutar para conhecer a realidade, tentar modificá-la com seu esforço, criando soluções, para então, com isto, alcançar ou não o desejado, mas de forma consciente e satisfatória.
Tipos de consumos da vida e suas tendências:
Há muito eu tenho percebido os vários tipos de comportamentos. E ao analisá-los sobre os critérios de saúde e diversão, percebi algo interessante. Existem várias formas de consumir a vida, e, mais interessante que isto, existem características que determinam se uma pessoa irá decidir por um ou por outro modo. Antes disto, vou explicar algo antes. Quando eu digo consumir a vida, quero dizer o modo como aproveitá-la no decorrer do tempo. É possível consumi-la rapidamente, aproveitando com muita intensidade e vivendo pouco por causa disto, ou aproveitá-la vagarosamente, aproveitando com pouca intensidade, mas vivendo muito. Esta mecânica existe por um simples motivo: o tempo passa igual para todos. Sendo assim, existirão aqueles que irão aproveitar este tempo para consumir a vida com baixa intensidade e prolongá-la cultivando sua saúde, e outros que irão aproveitar este tempo para consumir a vida muito, porém, esquecerão de prolongá-la. Além disto, existe também nos seres humanos um elemento que aumenta a intensidade da diversão de forma quase instantânea, contudo, ele diminui o tempo de vida. Ele consegue isto burlando os mecanismos que mantém o indivíduo saudável, o que faz o indivíduo viver menos, este elemento é as drogas. Entendido isto, vamos as características determinadoras.
Durante as observações, notei que certas características tornam o instinto de uma pessoa achar mais propenso um tipo de consumo que outro. Estas características são resumidamente duas: a capacidade que ela tem de consumir a vida no presente e a expectativa que ela tem de consumir a vida no futuro. Estas capacidades são determinadas por inúmeros fatores, como poder instintivo, expectativa de vida, noção de desenvolvimento ou a pressão do desejo, tanto individual quanto social. Existem, para fins de estudo, pelo menos nove configurações que estas características podem desenvolver, e estas configurações são dadas pelas combinações dos seguintes elementos: capacidade de consumir a vida baixa, média, alta e expectativa de consumir a vida baixa, média ou alta. Por exemplo, uma pessoa com capacidade de consumir a vida baixa no presente, mas com alta expectativa de consumo de vida no futuro provavelmente irá desejar consumir a vida lentamente, cuidar da sua saúde, para quando chegar no seu futuro está tudo bem para ela se satisfazer. Enquanto que outra com muito potencial de consumo no presente e pouca expectativa no futuro irá consumir rapidamente. Há ainda aquelas com alto potencial no presente e muita expectativa, estas irão tentar viver equilibradamente, consumir a vida intenso, mas com saúde, pois o futuro também a espera, e ainda o outro extremo, as não tem capacidade de consumir a vida no presente e não tem expectativa para o futuro, estas têm uma grande tendência ao uso de drogas.
De todas as combinações, a psicologia evolutiva considera que o mais saudável é a alta capacidade de consumir a vida no presente e também uma alta expectativa de consumo para o futuro. Assim, a pessoa irá aproveitar bem a vida e ainda cuidar de sua saúde para continuar aproveitando. Mas situações como estas são raras, pois as condições para o consumo de vida no presente, sem o uso de drogas, são altos e poucas pessoas tem possibilidade de alcançá-los, e muitas pessoas que tem, só o tem devido a uma estrutura econômica má desenvolvida, que dá muitos recursos para poucos. Portanto, cada caso é um caso. O importante, de tudo, é conseguir estar sempre consciente e satisfeito com o consumo e com o que esperar da vida, e tentar consumi-la de forma saudável. Compreender isto também pode ser útil para situações de risco, a que torna alta a tendência do uso de drogas, e para tentar modificar isto de alguma maneira. A consciência, contudo, é um grande aliado, pois de forma semelhante a consciência do desejo e do sofrimento, tendo consciência sobre seu próprio ritmo de consumo de vida, se torna mais fácil lidar e entender as escolhas das outras pessoas.
Encerramento:
Enfim, finalizamos mais um texto. Eu percebi que não comentei nada sobre minha opinião nestes protestos que estão acontecendo pelo Brasil. O que eu acho é que isto é um grande tiro no escuro. Não tiveram a mínima de consciência de futuro. Foram as ruas tentar mudar algo, e pronto. Contudo, acertaram algum alvo. Algo inesperado que pode acontecer é a concretização de uma cultura anticorrupção e de maior eficiência nos órgãos públicos. Quem faz parte deles pode começar a sentir o peso de sua responsabilidade e deixar de fazer vista grossa para o que há de errado. Mas mudar não é fácil. Fiquei surpreso até com o pronunciamento da Dilma. Vamos ver o que irá acontecer daqui pra frente. Também vou postar o conto em uma postagem separada, essa já está grande o suficiente para uma página. No mais, abraço a todos e até a próxima postagem.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
sábado, 22 de junho de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Modelo estrutural do comportamento humano e fatores que influenciam na velocidade sexual e publicação: Consciência da artificialidade
Introdução:
Olá amigos. Bem vindos a mais uma postagem do blog. Sobre as novidades, continuo fazendo exercícios e passando o dia jogado. Tenho tentado aprender inglês, mas isso é algo que eu estou fazendo um pouco forçado, pois meu instinto não sente necessidade disto. Porém, assumindo várias considerações futuras, existe alguma chance de eu precisar desse conhecimento. Eu estou meio que enjoando de jogar Dwarf Fortress, faz algum tempo que não jogo. Acredito entender metade dos mecanismos do jogo pelo menos, mas ainda sim não me sinto satisfeito em montar uma fortaleza. Tirando um ou outro fato inusitado que acontece, não encontro muita diversão. Porém, vou deixá-lo instalado no meu PC, é um ótimo passa-tempo. Uma coisa interessante que eu notei nele, pelo menos. Eu senti na pele o que é ter uma indústria eficiente, porém sem consumo. Uma enorme quantidade de itens sem nenhum valor, todos armazenados numa dispensa. Acredito ser assim um sistema socialista, pois a produção, padronizada e focada apenas na utilidade, supera em muito o consumo. O desejo de ser fútil é um dos principais motores de consumo, e, conseqüentemente, produção. Porém, uma boa alternativa para a futilidade é a competição ou a saúde, de qualquer forma, são ambas mais difíceis de serem conquistadas através de sistemas sociais, pois parte do indivíduo essa vontade. Bem, devido a este fato, agora eu chamo minha fortaleza carinhosamente de fortaleza comunista. Vamos a postagem de hoje, que aprofundará conhecimentos antigos e revelará novos conhecimentos sobre o comportamento humano, além de uma nova poesia.
Modelo estrutural do comportamento humano:
Durante muito tempo o comportamento humano tem sido confuso em minhas observações. A confusão consistia basicamente em quais elementos faziam os comportamentos continuarem existindo, e se esses elementos tendiam a entrar em conflito com os elementos de outros comportamentos ou se eles podiam coexistir harmoniosamente. Um dos principais motivos para esta dúvida é o fato de que muitos comportamentos se baseiam no sentimento de “querer ser o melhor”, contudo, quando quem é pior passa muito tempo neste estado, a tendência é ele abandonar esse comportamento, enfraquecendo-o , e a buscar um novo comportamento. Com esse novo modelo estrutural, acredito ser possível estruturar os comportamentos para explicar quais deles são ou não podem coexistir e se sustentar por bastante tempo. Agora, segue o modelo e sua explicação, que consiste em organizar o comportamento humano nos seguintes três elementos: Causa; Método; Sentimento.
O modelo foi estruturado nestes três elementos porque eles parecem ser os fatores que, através de suas variações, é capaz de explicar a grande diversidade consistência dos comportamentos humanos. Isto porque todo comportamento tem uma causa, precisa se manifestar de alguma forma na realidade e precisa alcançar algum sentimento humano para continuar se manifestando. Através do estudo dessa estrutura, é possível perceber qual a função do comportamento na evolução, tanto individual quanto social, e se ele se sustenta ou precisa passar por alguma modificação para se tornar saudável. É preciso perceber que os comportamentos são análogos aos seres vivos, eles sofrem mutações e precisam ser alimentados de alguma forma. Agora explicando cada elemento mais detalhadamente:
Causa: pode ser separa em dois tipos: a causa origem e a causa modificadora. Ambas pode ser qualquer coisa. Seja um novo sentimento, um novo método, uma reação a um acontecimento, a outro comportamento, contra ou a favor, novas informações ou contatos ou mesmo herança positiva ou negativa. A causa origem é para maior aprofundamento sobre a tendência inicial de funcionamento daquele comportamento, tanto em seu método quanto em sentimento, e tornar possível um maior estudo sobre isso. Contudo, todo comportamento tende a sofrer mutações, e o motivo dessas mutações são tratadas como uma causa modificadora. De um modo ou outro, a intenção é entender como o comportamento surgiu e se tornou o que ele é hoje para poder analisar sua contribuição para a evolução humana.
Método: é a forma como o comportamento funciona na realidade. Consiste de todos os mecanismos, habilidades, recursos ou condições necessárias para que as pessoas tenham acesso a esse comportamento e o sentimento que ele manifesta. A importância de analisar este fator é entender onde e como o comportamento atua, para ter então melhores condições de lidar com ele. Basicamente, os meios de manipulação do comportamento são observados em seus métodos. É impossível um comportamento existir sem ter um como existir.
Sentimento: é basicamente o alimento do comportamento. As pessoas se comportam de uma maneira ou outra para acessarem os sentimentos que aquele comportamento irá trazer, pois é nos sentimentos humanos que se encontram os seres humanos encontram esforço para realizar algo. Os sentimentos podem ser os mais variados possíveis, como conforto, saúde, prazer, competição, ser o melhor, nostalgia, que seria a herança positiva, quando se gosta do sentimento nostálgico, ou negativa, quando não se gosta do sentimento nostálgico, dentre outros sentimentos. Um mesmo sentimento pode ser obtido através de vários comportamentos, por exemplo, o sentimento de ser campeão em um esporte pode ser parecido para dois atletas, cujos esportes são completamente diferentes. Enfim, vários e vários comportamentos surgem para explorar as sensações e sentidos humanos, e seus sentimentos, que são inumeráveis.
Essa estruturação permitiu com que as confusões que eu fazia na cabeça fosse dissipadas, pois, normalmente eu observava os sentimentos e o método do comportamento, contudo, não observava sua origem, um elemento muito importante para entender a atual situação do comportamento. Por exemplo, a causa de um comportamento pode ser uma, com uma função definida, mas, depois de várias mutações, as pessoas se apropriaram deste comportamento simplesmente para se sentirem melhores que outras. Nestes casos eu me confundia bastante. Um exemplo disso é em questões envolvendo imagem, pois é muito mais fácil um comportamento se basear em uma imagem que em um método mais complexo, e o instinto das pessoas costumam se ligar a imagem que mais benéfica parece pra ela. Mas é bem difícil observar o surgimento de um comportamento, é preciso ir a seu início mesmo.
Por exemplo, comportamento de torcedor, em que se sustenta? No começo, suponho que simplesmente os familiares próximos iam assistir aos jogos e, por se envolverem com a vontade do jogador em ganhar, torciam. Depois dos familiares, os amigos, depois amigos de amigos, e então o comportamento evoluiu. Atualmente se sustenta nos sentimentos transmitidos pela imagem daquilo que se torce através da associação. Se tal time é bom e eu sou seu torcedor, eu também sou bom. Porém, esse comportamento se tornou se transformou que é possível ver pessoas que mal se envolvem afetivamente com seu time, mas assumem um papel de torcedor. Lógico, já é possível assumir que isto é outro comportamento, pois acessa sentimentos e método diferente. Enquanto que o primeiro era necessário o envolvimento afetivo para sua concretização, o segundo surge simplesmente por associação de imagem. Futuramente pretendo fazer uma postagem explicando os tipos de causas, sentimentos e métodos, se isso for possível. Para finalizar, este é mais um daqueles conhecimentos que eu não sei bem como usá-lo ainda, mas acho importante a sua posse. Vamos agora para o próximo tópico.
Fatores que influenciam na velocidade sexual:
Nesta postagem http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2013/02/velocidade-sexual-comentario-sobre.html eu comentei sobre um conceito chamado velocidade sexual. Contudo, percebi que já é perfeitamente possível explicar quais fatores alteram a velocidade sexual de cada pessoa. É isto o que eu pretendo fazer neste tópico. Lá, eu expliquei por cima alguns fatores, minha intenção é aprofundá-los. É interessante que se leia a postagem citada antes de continuar nessa. Algo interessante de observar é que modelo estrutural do comportamento também pode ser utilizado nos comportamentos sexuais, pois afinal, eles são um comportamento humano. Vamos aos fatores.
Poderes sexuais:
Quanto mais tempo uma pessoa dedicar cultivando seu poder sexual, seja o ativo ou o passivo, mais desejo ela terá de vê-lo em ação. Este é um fator que aumenta a libido sexual, e, portanto, aumenta a quantidade de desejo que uma pessoa tem se relacionar sexualmente. Quanto mais ela se relaciona, maior será a tendência dela explorar novos comportamentos sexuais, já que as sensações antigas começaram a se tornar comuns e novas sensações serão necessárias.
Tempo disponível:
Este é um fator que influência diretamente na mecânica de exploração. Quanto mais tempo ela tiver pra se relacionar, mais tempo ela terá para explorar. O contrario também é válido, sendo isto, portanto, um fator que altera a velocidade com a qual ela irá explorar suas sensações e sentimentos. Um mesmo comportamento sexual pode enjoar em semanas ou em meses, tudo depende do tempo disponível para praticá-lo.
Exploração:
A exploração dos sentimentos e sensações é o que faz uma pessoa desenvolver novas práticas sexuais. Esta exploração depende do histórico de sensações da pessoa e de seus valores culturais e morais. A exploração também pode ser individual, em casal ou em maior número, tudo depende se o comportamento consegue se sustentar ou não. Durante o processo de exploração, tanto grandes comportamentos podem ser descobertos como também mínimos detalhes, que só as pessoas envolvidas entendem o seu significado e sensação.
Valores culturais:
O organismo pode ser considerado como um intensificador de sensações. Portanto, é comum entender o porquê as pessoas trazem sensações do seu cotidiano e introduzem-no em suas práticas sexuais. Para amplificar essas sensações. Deste modo, os valores culturais se tornam um elemento importante no desenvolvimento de novos comportamentos sexuais e em sua velocidade. Os valores sexuais também podem servir como um inibidor, quando alguma prática é considerada nociva ou sem condições para se sustentar a longo prazo.
Saúde e DST:
A saúde e as doenças sexualmente transmissíveis influenciam diretamente na velocidade sexual. A saúde, por ser um fator de seleção, já que se tende a preferir pessoas saudáveis, como também por um indivíduo com saúde boa ter normalmente mais tempo para as práticas sexuais que um doente. As DSTs influenciam diretamente na noção de promiscuidade que os valores culturais costumam ter, assim como também seu risco influencia na vontade de uma pessoa se relacionar com outra quando ele é consciente.
Enfim, a noção destes elementos pode explicar muitas coisas na velocidade com a qual a pessoa desenvolve seus comportamentos. Ela é importante, também, para conscientizar e tirar o medo. Explorar o comportamento sexual não significa diretamente desenvolver distúrbios, como sexo nocivo, mas sim se conhecer, é sempre importante esta noção.
Consciência da artificialidade
Sinto-me tão artificial, e isso me dá um pouco de medo.
Este medo que surge da idéia coletiva de naturalidade.
Natural, vocês dizem para mim, isso é o que você deve ser.
Mas eles se esquecem de que vivemos em artificialidades.
Estamos a cada dia mais longe do que se pensa por natural,
Tudo está passando pela mente humana, por seus artifícios,
Nossos hábitos e sentimentos, todos adequados as tecnologias,
Que tipo de inocência acredita em naturalidade hoje em dia?
Entrego-me a consciência dos meus artifícios, com coragem,
Para a saciedade do meu animal selvagem, sem estratégia,
Que quer provar da vida, experimentá-la a toda intensidade,
Sobreviver neste mundo, tão cheio de mecânicas e invenções.
Torno-me, portanto, diferente do considerado normal e seguro,
Mas não mais artificial que aqueles que transitam na normalidade,
Pois suas normas são artifícios que não estão em sua consciência,
Nasce disto a impressão de naturalidade a que tanto se sustentam.
Transitarei num ambiente novo: meus artifícios, meus sentimentos.
Estarei freqüentemente à beira do erro, e às vezes da descoberta,
Mas descobrir a mim mesmo, aos meus artifícios e sentimentos,
Tornar-me-á forte, e é isto o melhor para mim e para o próximo.
Pois, por ser forte, criarei meus artifícios para resolver problemas,
E assim irei descobrir a melhor forma de viver meus sentimentos.
Terei consciência da minha força, e mesmo que poucos entendam,
A usarei para transformar o mundo num lugar que eu deseje estar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Enfim, chegamos ao fim de mais uma postagem. Hoje pretendia escrever ainda sobre o princípio de impessoalidade, mas preciso desenvolver melhor esta idéia antes de apresentá-la. Um pensamento que eu gostaria de compartilhar é o seguinte: se existisse algo perfeito em todos os aspectos, a força da seleção natural faria deste algo, o padrão, para que a partir dele surgissem diferentes coisas boas em diferentes aspectos. Pensei nisso quando tava refletindo sobre os aspectos do comportamento, mas achei algo válido para quaisquer elementos que passam pela seleção natural, que são, além dos seres vivos, os elementos virtuais que estão surgindo por esses tempos, como características de jogo e etc. Sobre o poema a cima, ele foi escrito a pouco tempo. Ele se parece bastante com um chamado Consciência dos caminhos, posso até considerá-los irmãos, pois eles têm a mesma estrutura e temática, o que muda, acredito poder considerar assim, é o tópico. Um trata sobre caminhos a se seguir e o outro sobre as artificialidades encontradas no viver. Até a próxima postagem amigos, abraços.
Olá amigos. Bem vindos a mais uma postagem do blog. Sobre as novidades, continuo fazendo exercícios e passando o dia jogado. Tenho tentado aprender inglês, mas isso é algo que eu estou fazendo um pouco forçado, pois meu instinto não sente necessidade disto. Porém, assumindo várias considerações futuras, existe alguma chance de eu precisar desse conhecimento. Eu estou meio que enjoando de jogar Dwarf Fortress, faz algum tempo que não jogo. Acredito entender metade dos mecanismos do jogo pelo menos, mas ainda sim não me sinto satisfeito em montar uma fortaleza. Tirando um ou outro fato inusitado que acontece, não encontro muita diversão. Porém, vou deixá-lo instalado no meu PC, é um ótimo passa-tempo. Uma coisa interessante que eu notei nele, pelo menos. Eu senti na pele o que é ter uma indústria eficiente, porém sem consumo. Uma enorme quantidade de itens sem nenhum valor, todos armazenados numa dispensa. Acredito ser assim um sistema socialista, pois a produção, padronizada e focada apenas na utilidade, supera em muito o consumo. O desejo de ser fútil é um dos principais motores de consumo, e, conseqüentemente, produção. Porém, uma boa alternativa para a futilidade é a competição ou a saúde, de qualquer forma, são ambas mais difíceis de serem conquistadas através de sistemas sociais, pois parte do indivíduo essa vontade. Bem, devido a este fato, agora eu chamo minha fortaleza carinhosamente de fortaleza comunista. Vamos a postagem de hoje, que aprofundará conhecimentos antigos e revelará novos conhecimentos sobre o comportamento humano, além de uma nova poesia.
Modelo estrutural do comportamento humano:
Durante muito tempo o comportamento humano tem sido confuso em minhas observações. A confusão consistia basicamente em quais elementos faziam os comportamentos continuarem existindo, e se esses elementos tendiam a entrar em conflito com os elementos de outros comportamentos ou se eles podiam coexistir harmoniosamente. Um dos principais motivos para esta dúvida é o fato de que muitos comportamentos se baseiam no sentimento de “querer ser o melhor”, contudo, quando quem é pior passa muito tempo neste estado, a tendência é ele abandonar esse comportamento, enfraquecendo-o , e a buscar um novo comportamento. Com esse novo modelo estrutural, acredito ser possível estruturar os comportamentos para explicar quais deles são ou não podem coexistir e se sustentar por bastante tempo. Agora, segue o modelo e sua explicação, que consiste em organizar o comportamento humano nos seguintes três elementos: Causa; Método; Sentimento.
O modelo foi estruturado nestes três elementos porque eles parecem ser os fatores que, através de suas variações, é capaz de explicar a grande diversidade consistência dos comportamentos humanos. Isto porque todo comportamento tem uma causa, precisa se manifestar de alguma forma na realidade e precisa alcançar algum sentimento humano para continuar se manifestando. Através do estudo dessa estrutura, é possível perceber qual a função do comportamento na evolução, tanto individual quanto social, e se ele se sustenta ou precisa passar por alguma modificação para se tornar saudável. É preciso perceber que os comportamentos são análogos aos seres vivos, eles sofrem mutações e precisam ser alimentados de alguma forma. Agora explicando cada elemento mais detalhadamente:
Causa: pode ser separa em dois tipos: a causa origem e a causa modificadora. Ambas pode ser qualquer coisa. Seja um novo sentimento, um novo método, uma reação a um acontecimento, a outro comportamento, contra ou a favor, novas informações ou contatos ou mesmo herança positiva ou negativa. A causa origem é para maior aprofundamento sobre a tendência inicial de funcionamento daquele comportamento, tanto em seu método quanto em sentimento, e tornar possível um maior estudo sobre isso. Contudo, todo comportamento tende a sofrer mutações, e o motivo dessas mutações são tratadas como uma causa modificadora. De um modo ou outro, a intenção é entender como o comportamento surgiu e se tornou o que ele é hoje para poder analisar sua contribuição para a evolução humana.
Método: é a forma como o comportamento funciona na realidade. Consiste de todos os mecanismos, habilidades, recursos ou condições necessárias para que as pessoas tenham acesso a esse comportamento e o sentimento que ele manifesta. A importância de analisar este fator é entender onde e como o comportamento atua, para ter então melhores condições de lidar com ele. Basicamente, os meios de manipulação do comportamento são observados em seus métodos. É impossível um comportamento existir sem ter um como existir.
Sentimento: é basicamente o alimento do comportamento. As pessoas se comportam de uma maneira ou outra para acessarem os sentimentos que aquele comportamento irá trazer, pois é nos sentimentos humanos que se encontram os seres humanos encontram esforço para realizar algo. Os sentimentos podem ser os mais variados possíveis, como conforto, saúde, prazer, competição, ser o melhor, nostalgia, que seria a herança positiva, quando se gosta do sentimento nostálgico, ou negativa, quando não se gosta do sentimento nostálgico, dentre outros sentimentos. Um mesmo sentimento pode ser obtido através de vários comportamentos, por exemplo, o sentimento de ser campeão em um esporte pode ser parecido para dois atletas, cujos esportes são completamente diferentes. Enfim, vários e vários comportamentos surgem para explorar as sensações e sentidos humanos, e seus sentimentos, que são inumeráveis.
Essa estruturação permitiu com que as confusões que eu fazia na cabeça fosse dissipadas, pois, normalmente eu observava os sentimentos e o método do comportamento, contudo, não observava sua origem, um elemento muito importante para entender a atual situação do comportamento. Por exemplo, a causa de um comportamento pode ser uma, com uma função definida, mas, depois de várias mutações, as pessoas se apropriaram deste comportamento simplesmente para se sentirem melhores que outras. Nestes casos eu me confundia bastante. Um exemplo disso é em questões envolvendo imagem, pois é muito mais fácil um comportamento se basear em uma imagem que em um método mais complexo, e o instinto das pessoas costumam se ligar a imagem que mais benéfica parece pra ela. Mas é bem difícil observar o surgimento de um comportamento, é preciso ir a seu início mesmo.
Por exemplo, comportamento de torcedor, em que se sustenta? No começo, suponho que simplesmente os familiares próximos iam assistir aos jogos e, por se envolverem com a vontade do jogador em ganhar, torciam. Depois dos familiares, os amigos, depois amigos de amigos, e então o comportamento evoluiu. Atualmente se sustenta nos sentimentos transmitidos pela imagem daquilo que se torce através da associação. Se tal time é bom e eu sou seu torcedor, eu também sou bom. Porém, esse comportamento se tornou se transformou que é possível ver pessoas que mal se envolvem afetivamente com seu time, mas assumem um papel de torcedor. Lógico, já é possível assumir que isto é outro comportamento, pois acessa sentimentos e método diferente. Enquanto que o primeiro era necessário o envolvimento afetivo para sua concretização, o segundo surge simplesmente por associação de imagem. Futuramente pretendo fazer uma postagem explicando os tipos de causas, sentimentos e métodos, se isso for possível. Para finalizar, este é mais um daqueles conhecimentos que eu não sei bem como usá-lo ainda, mas acho importante a sua posse. Vamos agora para o próximo tópico.
Fatores que influenciam na velocidade sexual:
Nesta postagem http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2013/02/velocidade-sexual-comentario-sobre.html eu comentei sobre um conceito chamado velocidade sexual. Contudo, percebi que já é perfeitamente possível explicar quais fatores alteram a velocidade sexual de cada pessoa. É isto o que eu pretendo fazer neste tópico. Lá, eu expliquei por cima alguns fatores, minha intenção é aprofundá-los. É interessante que se leia a postagem citada antes de continuar nessa. Algo interessante de observar é que modelo estrutural do comportamento também pode ser utilizado nos comportamentos sexuais, pois afinal, eles são um comportamento humano. Vamos aos fatores.
Poderes sexuais:
Quanto mais tempo uma pessoa dedicar cultivando seu poder sexual, seja o ativo ou o passivo, mais desejo ela terá de vê-lo em ação. Este é um fator que aumenta a libido sexual, e, portanto, aumenta a quantidade de desejo que uma pessoa tem se relacionar sexualmente. Quanto mais ela se relaciona, maior será a tendência dela explorar novos comportamentos sexuais, já que as sensações antigas começaram a se tornar comuns e novas sensações serão necessárias.
Tempo disponível:
Este é um fator que influência diretamente na mecânica de exploração. Quanto mais tempo ela tiver pra se relacionar, mais tempo ela terá para explorar. O contrario também é válido, sendo isto, portanto, um fator que altera a velocidade com a qual ela irá explorar suas sensações e sentimentos. Um mesmo comportamento sexual pode enjoar em semanas ou em meses, tudo depende do tempo disponível para praticá-lo.
Exploração:
A exploração dos sentimentos e sensações é o que faz uma pessoa desenvolver novas práticas sexuais. Esta exploração depende do histórico de sensações da pessoa e de seus valores culturais e morais. A exploração também pode ser individual, em casal ou em maior número, tudo depende se o comportamento consegue se sustentar ou não. Durante o processo de exploração, tanto grandes comportamentos podem ser descobertos como também mínimos detalhes, que só as pessoas envolvidas entendem o seu significado e sensação.
Valores culturais:
O organismo pode ser considerado como um intensificador de sensações. Portanto, é comum entender o porquê as pessoas trazem sensações do seu cotidiano e introduzem-no em suas práticas sexuais. Para amplificar essas sensações. Deste modo, os valores culturais se tornam um elemento importante no desenvolvimento de novos comportamentos sexuais e em sua velocidade. Os valores sexuais também podem servir como um inibidor, quando alguma prática é considerada nociva ou sem condições para se sustentar a longo prazo.
Saúde e DST:
A saúde e as doenças sexualmente transmissíveis influenciam diretamente na velocidade sexual. A saúde, por ser um fator de seleção, já que se tende a preferir pessoas saudáveis, como também por um indivíduo com saúde boa ter normalmente mais tempo para as práticas sexuais que um doente. As DSTs influenciam diretamente na noção de promiscuidade que os valores culturais costumam ter, assim como também seu risco influencia na vontade de uma pessoa se relacionar com outra quando ele é consciente.
Enfim, a noção destes elementos pode explicar muitas coisas na velocidade com a qual a pessoa desenvolve seus comportamentos. Ela é importante, também, para conscientizar e tirar o medo. Explorar o comportamento sexual não significa diretamente desenvolver distúrbios, como sexo nocivo, mas sim se conhecer, é sempre importante esta noção.
Consciência da artificialidade
Sinto-me tão artificial, e isso me dá um pouco de medo.
Este medo que surge da idéia coletiva de naturalidade.
Natural, vocês dizem para mim, isso é o que você deve ser.
Mas eles se esquecem de que vivemos em artificialidades.
Estamos a cada dia mais longe do que se pensa por natural,
Tudo está passando pela mente humana, por seus artifícios,
Nossos hábitos e sentimentos, todos adequados as tecnologias,
Que tipo de inocência acredita em naturalidade hoje em dia?
Entrego-me a consciência dos meus artifícios, com coragem,
Para a saciedade do meu animal selvagem, sem estratégia,
Que quer provar da vida, experimentá-la a toda intensidade,
Sobreviver neste mundo, tão cheio de mecânicas e invenções.
Torno-me, portanto, diferente do considerado normal e seguro,
Mas não mais artificial que aqueles que transitam na normalidade,
Pois suas normas são artifícios que não estão em sua consciência,
Nasce disto a impressão de naturalidade a que tanto se sustentam.
Transitarei num ambiente novo: meus artifícios, meus sentimentos.
Estarei freqüentemente à beira do erro, e às vezes da descoberta,
Mas descobrir a mim mesmo, aos meus artifícios e sentimentos,
Tornar-me-á forte, e é isto o melhor para mim e para o próximo.
Pois, por ser forte, criarei meus artifícios para resolver problemas,
E assim irei descobrir a melhor forma de viver meus sentimentos.
Terei consciência da minha força, e mesmo que poucos entendam,
A usarei para transformar o mundo num lugar que eu deseje estar.
Por: Leandro de Andrade Moura
Encerramento:
Enfim, chegamos ao fim de mais uma postagem. Hoje pretendia escrever ainda sobre o princípio de impessoalidade, mas preciso desenvolver melhor esta idéia antes de apresentá-la. Um pensamento que eu gostaria de compartilhar é o seguinte: se existisse algo perfeito em todos os aspectos, a força da seleção natural faria deste algo, o padrão, para que a partir dele surgissem diferentes coisas boas em diferentes aspectos. Pensei nisso quando tava refletindo sobre os aspectos do comportamento, mas achei algo válido para quaisquer elementos que passam pela seleção natural, que são, além dos seres vivos, os elementos virtuais que estão surgindo por esses tempos, como características de jogo e etc. Sobre o poema a cima, ele foi escrito a pouco tempo. Ele se parece bastante com um chamado Consciência dos caminhos, posso até considerá-los irmãos, pois eles têm a mesma estrutura e temática, o que muda, acredito poder considerar assim, é o tópico. Um trata sobre caminhos a se seguir e o outro sobre as artificialidades encontradas no viver. Até a próxima postagem amigos, abraços.
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sábado, 27 de abril de 2013
Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas, formalização do sofrimento humano e publicação de conto: A raiz dos problemas.
Introdução:
Olá amigos. Desta vez escrevo porque não tenho nada melhor pra fazer enquanto baixo uns episódios pra assistir. Como sempre, vamos as novidades primeiro: estou em guerra pela conquista de sentimentos, meus amigos, e isto sempre é complicado. Isto me lembra que a filosofia da psicologia evolutiva é um pouco mais complicada que o que aparenta ser, preciso trabalhar bastante para deixá-la mais fluente. Isto também me lembra sobre a artificialidade instintiva. Pretendo fazer um poema ou um conto sobre isso qualquer dia, é uma boa maneira de eu me posicionar quanto a isto além de ser um bom tema. Continuo praticando Rugby e academia, mas dei uma parada de jogar LOL, embora eu ainda aprecie muito as partidas. Mas este jogo toma algum tempo e só se torna bom jogando com algum amigo. Na despedida da ultima postagem, lembro que falei sobre a minha confusão de conceito da realidade. Contudo, eu havia me esquecido que já tinha resolvido isso com o gráfico da realidade. Foi certa confusão das minhas memórias, vou tentar resolver isso de uma vez por todas, ou pelo menos tornar menos confuso por enquanto. A postagem de hoje irá tratar sobre isto, e também sobre algo muito interessante, uma tendência que talvez seja a causa da inspiração de muitos filósofos e também a uma característica humana muito importante: o sofrimento. Já faz algum tempo que eu estou afim de escrever esse assunto, vou aproveitar que ele se relaciona com o texto que eu fiz e que não há nada mais importante para escrever. Sobre o texto que eu fiz, trata-se de um conto falando sobre problemas. Enfim, com a introdução concluída, vamos a mais uma postagem:
Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas:
No gráfico da realidade, eu separei a realidade em duas: a realidade universal, a que não depende dos humanos para existir, e a realidade humana, a que depende dos humanos para existir. Contudo, é possível assumir que a realidade humana está contida na realidade universal, porém, devido a sua complexidade e seu mecanismo baseado em tendências e longas associações, é impossível calcular tudo o que acontece nas dimensões dos sentimentos humanos, pois quando se encontrar técnicas para fazer isto, o cenário humano já irá ter mudado assim como a forma como os sentimentos funcionam. Contudo, é preciso explicar um pouco melhor o modo como o ser humano lida com a realidade universal, que, embora precise ser descoberta, é de fundamental importância para a formação da realidade humana.
É preciso observar que na realidade universal existem duas coisas: as propriedades e leis. Estes dois elementos são a parte imutável da realidade. Cada propriedade é responsável pela existência de um elemento, e cada lei é responsável pela forma como estes elementos irão se interagir entre si. Estas duas coisas respeitam ao princípio do fator-resultado, exibido lá no gráfico da realidade, e se manifestam no ambiente. As propriedades e as leis se organizam no ambiente, que é o local onde estes dois elementos se encontram e se relacionam, através das configurações, e, desta forma, podemos definir o universo. Contudo, enquanto no ambiente sem a presença humana, as coisas simplesmente tende a acontecer como o previsto, devido ao enorme e complexo sistema desenvolvido pelos humanos, é possível definir, para fins de estudo, a existência de duas forças: a força que provém da realidade universal e a força que provém da realidade humana.
A primeira é simplesmente a manifestação da realidade, exemplos, a gravidade, os elementos químicos, e a os sistemas geralmente simples que estes elementos tende a formar. A segunda, contudo, é a vontade humana se manifestando na realidade universal através das suas possibilidades. Isto quer dizer que o humano tende modificar a realidade de acordo com o seu desejo e com as formas que estão disponíveis para ele fazer isto. Desta forma, o humano se torna um elemento capaz de alterar o ambiente e os seus sistemas através, contudo, não é capaz de alterar as propriedades e leis do universo. Sem utilizar a separação entre as duas forças, simplesmente é possível assumir que o ser humano é apenas mais um sistema que modifica o ambiente e suas configurações, assim como a gravidade ou os elementos químicos. Porém, como o foco deste estudo é entender principalmente a força humana, para torná-la melhor adequada aos outros sistemas, foi feito utilizado este artifício de separação.
Conclui-se, portanto, que o ser humano é capaz de alterar as configurações e sistemas as quais esta realidade se apresenta, mas não suas leis e propriedades, de acordo com as configurações e sistemas que ele mesmo tem a seu dispor. Observa-se que quanto mais o ser humano evolui, maior é a quantidade de sistemas e configurações que ele consegue adotar. Enquanto que antigamente alterar certo sistema universal era impossível para o ser humano, como a gravidade sempre mantê-los no chão, atualmente já é possível alterar este sistema para outro sistema, onde já é possível voar através de dispositivos adequados para isto, como aviões ou helicópteros. É preciso notar aqui a definição de sistemas, que é um conjunto de fatores organizados de modo a controlar algum resultado. Se o desejo do resultado muda ou os fatores que envolvem aquele resultado mudam, o sistema também deve mudar ou então ele não estará mais tão próximo da realidade quanto antes.
Formalização do sofrimento humano:
Atualmente é possível perceber certa vontade de se distanciar do sofrimento em algumas pessoas. Assim que começam a sofrer, recorrem ao consumo de produtos que diluem esta dor. Contudo, através dos pressupostos estabelecidos pela psicologia sobre como funciona o instinto humano, é possível concluir que é impossível não sofrer enquanto na condição de humano e que também o sofrimento faz parte da adaptação. A intenção desta postagem é explicar quais são estes pressupostos e como funciona este processo, para que assim as pessoas possam tirar maior proveito de seu sofrimento para se adaptarem ao que realmente importa para cada uma delas.
Tudo se inicia pela propriedade humana do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa. Ao receber informações através dos seus sentidos, o ser humano começa a organizá-las e a associá-las de modo inconsciente, e assim ele constrói sua noção de realidade que será a base para suas tomadas de decisões futuramente. Contudo, devido a tendência citada no início desse parágrafo, o instinto humano influencia seu raciocínio a organizar tais informações de modo que melhor pareça para o instinto e que ao mesmo tempo não entre em conflito com o que já foi percebido pelos sentidos. Mas nem sempre esta informação, que geralmente é o melhor cenário que o instinto consegue montar da realidade através das informações que recebe, está realmente de acordo com a realidade. Quando isto acontece, há um processo em que o humano precisa se desapegar daquilo que ele considera que é o melhor, como reação deste processo surge o sofrimento.
Portanto, o sofrimento é, na maioria das vezes, um indício de que o ser humano está recebendo novas informações de seus sentidos que demonstra que sua visão era falsa e que uma nova precisa ser construída. Esta nova visão pode não ser tão boa quanto a primeira, mas provavelmente será mais adaptada a realidade por conter um maior número de experiências envolvidas na sua formação. Uma visão de realidade perfeitamente adaptada a realidade, por exemplo, significa que o humano tem consciência de todos os elementos a sua volta e conhece sua total capacidade de modificá-los de acordo com sua vontade, tornando-os o que ele quiser e for possível. Porém, um nível de consciência tão profundo é algo utópico, pois a realidade, principalmente a humana, é algo absurdamente complexo e em constante mutação. É devido a esta constante mutação, aliás, que o sofrimento sempre estará acompanhando a evolução do ser humano, ou seja, mesmo em uma pessoa com bastante experiência de vida poderá se enganar em algum aspecto que acha que conhece. Uma tentativa de evitar este tipo de coisa é se manter sempre atualizado, porém, isto é cansativo, e o cansaço pode ser considerado como um tipo de sofrimento já que ele também leva ao desejo de evitá-lo.
Porém, esta característica do ser humano não é ruim. É isto o que o torna capaz de desenvolver a dimensão da realidade humana, que faz o ser humano desejar buscar conhecer mais e mais a realidade universal para se adaptar a ela e ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Sem isto o humano sequer existiria, e se perdêssemos esta característica por algum motivo, a humanidade simplesmente se estagnaria em um determinado sistema e deixaria de evoluir e de explorar a realidade. Isto sim é algo nocivo a vida e a evolução, pois diminui a capacidade dos seres humanos de se adaptarem a novas condições e aí a vida estaria dependendo de um sistema muito específico para existir. Bem, provavelmente outra raça que tivesse desenvolvendo tais condições de evolução substituiria caso isso acontecesse, e esta raça provavelmente teria um sistema parecido com o nosso para incentivar seus indivíduos a buscar novas formas de se adaptar as diferentes realidades. Apenas uma curiosidade, o mecanismo citado na construção da visão do mundo também é o utilizado na construção da imagem de si próprio e das outras pessoas, o que se torna parte do ego.
Conto:
A raiz dos problemas.
Problemas não são para serem vividos, mas sim resolvidos. Esta é a definição de problema, certo? Algo a ser resolvido. Porém, é perceptível que muitas pessoas vivem seus problemas, não os resolvem. Elas fazem isto não por querer, mas sim porque em seus valores subconscientes viver isto é algo natural. Pois eu, o humano que se supera, digo que isto não é natural. Afinal, se um problema não tem solução, ele não é um problema, é simplesmente um fato, uma característica da realidade. O sofrimento está presente no viver humano, nos momentos em que o humano precisa sair de sua zona de conforto e se adaptar ao que for preciso para sobreviver. Neste aspecto, sofrer para solucionar um problema se torna algo benéfico, saudável, natural. Porém, sofrer por sofrer, por achar que se deve sofrer, sofrer por uma mentira ou por uma imagem má definida da realidade que talvez nunca vá se concretizar, isto sim é prejudicial e não natural. Por isto é preciso escolher bem por quais coisas sofrer, por quais coisas buscar solução, se houver, e solucionar. A partir do processo de busca haverá o sofrimento, pois é doloroso investir esforço em algo que dá errado, mas também haverá a recompensa, quando, de tantas tentativas, algo bom surgir, e isto é bom o suficiente para tornar válido o sofrer. Não é fácil buscar uma solução. Não é fácil enfrentar o desconhecido e ir a lugares que poucas pessoas foram. Não é fácil lidar com o novo, com o preconceito daqueles que tem medo do desconhecido, com o não ter a quem pedir conselhos caso algo dê errado, porque as pessoas simplesmente não sabem onde você está, porque você foi longe demais, mais longe que a maioria das pessoas em certo aspecto da realidade. Sim, você é o único responsável si mesmo, caminhe com cuidado e estratégia. Saiba como retornar ou reagir caso algo dê errado, pois sempre existe a chance disto acontecer quando o desconhecido te cerca. Farás descobertas de soluções novas, soluções tuas, que servem apenas para ti e para teu modo de viver. Poucas são as pessoas que te conhecerão o suficiente para entender a profundidade de tuas escolhas, as coisas importantes da tua vida. Podes desenvolver uma solução que pareça um absurdo para outras pessoas, mas que te seja saudável. Por isto precisarás ter coragem e consciência do que fazes, do porque fazes, para se manter no caminho daquilo acreditas e defines como bom para tu, independente da avaliação daqueles que não te compreendem, nem compreendem teus motivos e tua vida. Mas não tenha medo de ficar só, pois viver em comunidade é uma necessidade humana e ao teu lado terás pessoas que acreditam em valores parecidos com os teus e estão dispostas a buscar, junto a ti, solução para os problemas. Portanto, escolha bem os teus valores, o que acreditas ser bom e o que desejas para ti, pois somente assim sempre surgirão bons problemas para serem resolvidos por ti e por quem estiver ao teu lado.
Por: Leandro de Andrade Moura.
Encerramento:
Enfim amigos, chegamos a mais uma postagem finalizada. Achei tão curioso eu ter escrito os dois tópicos de cima certinhos com quatro parágrafos, parece que eu estou escrevendo com mais coerência e objetividade em um assunto específico e deixando de dar umas viajadas durante a construção do texto. Isto é bom caso eu pretenda escrever para um grande publico, que precisará do material bem construído, imagino. Uma coisa que eu esqueci de dizer na introdução é que eu estou tentando estudar inglês pelo site do MEC, algo bem chatinho, estou tentando arrumar um jeito de gostar disso, e também voltei a jogar Dwarf Fortress. Dessa vez quero encontrar toda a diversão que esse jogo promete, mas vai demorar até eu aprender a maioria das coisas. São muitas coisas nesse jogo a se aprender. Eles têm uma filosofia de “Losing is fun” bem curiosa, estou começando a entender. Vou aproveitar pra jogar DF nessas férias, embora eu esteja parando de jogar lol por causa disto também. Enfim amigos, acredito que é tudo por hoje. Até a próxima postagem, que eu não imagino qual será o tema, e forte abraço.
Olá amigos. Desta vez escrevo porque não tenho nada melhor pra fazer enquanto baixo uns episódios pra assistir. Como sempre, vamos as novidades primeiro: estou em guerra pela conquista de sentimentos, meus amigos, e isto sempre é complicado. Isto me lembra que a filosofia da psicologia evolutiva é um pouco mais complicada que o que aparenta ser, preciso trabalhar bastante para deixá-la mais fluente. Isto também me lembra sobre a artificialidade instintiva. Pretendo fazer um poema ou um conto sobre isso qualquer dia, é uma boa maneira de eu me posicionar quanto a isto além de ser um bom tema. Continuo praticando Rugby e academia, mas dei uma parada de jogar LOL, embora eu ainda aprecie muito as partidas. Mas este jogo toma algum tempo e só se torna bom jogando com algum amigo. Na despedida da ultima postagem, lembro que falei sobre a minha confusão de conceito da realidade. Contudo, eu havia me esquecido que já tinha resolvido isso com o gráfico da realidade. Foi certa confusão das minhas memórias, vou tentar resolver isso de uma vez por todas, ou pelo menos tornar menos confuso por enquanto. A postagem de hoje irá tratar sobre isto, e também sobre algo muito interessante, uma tendência que talvez seja a causa da inspiração de muitos filósofos e também a uma característica humana muito importante: o sofrimento. Já faz algum tempo que eu estou afim de escrever esse assunto, vou aproveitar que ele se relaciona com o texto que eu fiz e que não há nada mais importante para escrever. Sobre o texto que eu fiz, trata-se de um conto falando sobre problemas. Enfim, com a introdução concluída, vamos a mais uma postagem:
Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas:
No gráfico da realidade, eu separei a realidade em duas: a realidade universal, a que não depende dos humanos para existir, e a realidade humana, a que depende dos humanos para existir. Contudo, é possível assumir que a realidade humana está contida na realidade universal, porém, devido a sua complexidade e seu mecanismo baseado em tendências e longas associações, é impossível calcular tudo o que acontece nas dimensões dos sentimentos humanos, pois quando se encontrar técnicas para fazer isto, o cenário humano já irá ter mudado assim como a forma como os sentimentos funcionam. Contudo, é preciso explicar um pouco melhor o modo como o ser humano lida com a realidade universal, que, embora precise ser descoberta, é de fundamental importância para a formação da realidade humana.
É preciso observar que na realidade universal existem duas coisas: as propriedades e leis. Estes dois elementos são a parte imutável da realidade. Cada propriedade é responsável pela existência de um elemento, e cada lei é responsável pela forma como estes elementos irão se interagir entre si. Estas duas coisas respeitam ao princípio do fator-resultado, exibido lá no gráfico da realidade, e se manifestam no ambiente. As propriedades e as leis se organizam no ambiente, que é o local onde estes dois elementos se encontram e se relacionam, através das configurações, e, desta forma, podemos definir o universo. Contudo, enquanto no ambiente sem a presença humana, as coisas simplesmente tende a acontecer como o previsto, devido ao enorme e complexo sistema desenvolvido pelos humanos, é possível definir, para fins de estudo, a existência de duas forças: a força que provém da realidade universal e a força que provém da realidade humana.
A primeira é simplesmente a manifestação da realidade, exemplos, a gravidade, os elementos químicos, e a os sistemas geralmente simples que estes elementos tende a formar. A segunda, contudo, é a vontade humana se manifestando na realidade universal através das suas possibilidades. Isto quer dizer que o humano tende modificar a realidade de acordo com o seu desejo e com as formas que estão disponíveis para ele fazer isto. Desta forma, o humano se torna um elemento capaz de alterar o ambiente e os seus sistemas através, contudo, não é capaz de alterar as propriedades e leis do universo. Sem utilizar a separação entre as duas forças, simplesmente é possível assumir que o ser humano é apenas mais um sistema que modifica o ambiente e suas configurações, assim como a gravidade ou os elementos químicos. Porém, como o foco deste estudo é entender principalmente a força humana, para torná-la melhor adequada aos outros sistemas, foi feito utilizado este artifício de separação.
Conclui-se, portanto, que o ser humano é capaz de alterar as configurações e sistemas as quais esta realidade se apresenta, mas não suas leis e propriedades, de acordo com as configurações e sistemas que ele mesmo tem a seu dispor. Observa-se que quanto mais o ser humano evolui, maior é a quantidade de sistemas e configurações que ele consegue adotar. Enquanto que antigamente alterar certo sistema universal era impossível para o ser humano, como a gravidade sempre mantê-los no chão, atualmente já é possível alterar este sistema para outro sistema, onde já é possível voar através de dispositivos adequados para isto, como aviões ou helicópteros. É preciso notar aqui a definição de sistemas, que é um conjunto de fatores organizados de modo a controlar algum resultado. Se o desejo do resultado muda ou os fatores que envolvem aquele resultado mudam, o sistema também deve mudar ou então ele não estará mais tão próximo da realidade quanto antes.
Formalização do sofrimento humano:
Atualmente é possível perceber certa vontade de se distanciar do sofrimento em algumas pessoas. Assim que começam a sofrer, recorrem ao consumo de produtos que diluem esta dor. Contudo, através dos pressupostos estabelecidos pela psicologia sobre como funciona o instinto humano, é possível concluir que é impossível não sofrer enquanto na condição de humano e que também o sofrimento faz parte da adaptação. A intenção desta postagem é explicar quais são estes pressupostos e como funciona este processo, para que assim as pessoas possam tirar maior proveito de seu sofrimento para se adaptarem ao que realmente importa para cada uma delas.
Tudo se inicia pela propriedade humana do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa. Ao receber informações através dos seus sentidos, o ser humano começa a organizá-las e a associá-las de modo inconsciente, e assim ele constrói sua noção de realidade que será a base para suas tomadas de decisões futuramente. Contudo, devido a tendência citada no início desse parágrafo, o instinto humano influencia seu raciocínio a organizar tais informações de modo que melhor pareça para o instinto e que ao mesmo tempo não entre em conflito com o que já foi percebido pelos sentidos. Mas nem sempre esta informação, que geralmente é o melhor cenário que o instinto consegue montar da realidade através das informações que recebe, está realmente de acordo com a realidade. Quando isto acontece, há um processo em que o humano precisa se desapegar daquilo que ele considera que é o melhor, como reação deste processo surge o sofrimento.
Portanto, o sofrimento é, na maioria das vezes, um indício de que o ser humano está recebendo novas informações de seus sentidos que demonstra que sua visão era falsa e que uma nova precisa ser construída. Esta nova visão pode não ser tão boa quanto a primeira, mas provavelmente será mais adaptada a realidade por conter um maior número de experiências envolvidas na sua formação. Uma visão de realidade perfeitamente adaptada a realidade, por exemplo, significa que o humano tem consciência de todos os elementos a sua volta e conhece sua total capacidade de modificá-los de acordo com sua vontade, tornando-os o que ele quiser e for possível. Porém, um nível de consciência tão profundo é algo utópico, pois a realidade, principalmente a humana, é algo absurdamente complexo e em constante mutação. É devido a esta constante mutação, aliás, que o sofrimento sempre estará acompanhando a evolução do ser humano, ou seja, mesmo em uma pessoa com bastante experiência de vida poderá se enganar em algum aspecto que acha que conhece. Uma tentativa de evitar este tipo de coisa é se manter sempre atualizado, porém, isto é cansativo, e o cansaço pode ser considerado como um tipo de sofrimento já que ele também leva ao desejo de evitá-lo.
Porém, esta característica do ser humano não é ruim. É isto o que o torna capaz de desenvolver a dimensão da realidade humana, que faz o ser humano desejar buscar conhecer mais e mais a realidade universal para se adaptar a ela e ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Sem isto o humano sequer existiria, e se perdêssemos esta característica por algum motivo, a humanidade simplesmente se estagnaria em um determinado sistema e deixaria de evoluir e de explorar a realidade. Isto sim é algo nocivo a vida e a evolução, pois diminui a capacidade dos seres humanos de se adaptarem a novas condições e aí a vida estaria dependendo de um sistema muito específico para existir. Bem, provavelmente outra raça que tivesse desenvolvendo tais condições de evolução substituiria caso isso acontecesse, e esta raça provavelmente teria um sistema parecido com o nosso para incentivar seus indivíduos a buscar novas formas de se adaptar as diferentes realidades. Apenas uma curiosidade, o mecanismo citado na construção da visão do mundo também é o utilizado na construção da imagem de si próprio e das outras pessoas, o que se torna parte do ego.
Conto:
A raiz dos problemas.
Problemas não são para serem vividos, mas sim resolvidos. Esta é a definição de problema, certo? Algo a ser resolvido. Porém, é perceptível que muitas pessoas vivem seus problemas, não os resolvem. Elas fazem isto não por querer, mas sim porque em seus valores subconscientes viver isto é algo natural. Pois eu, o humano que se supera, digo que isto não é natural. Afinal, se um problema não tem solução, ele não é um problema, é simplesmente um fato, uma característica da realidade. O sofrimento está presente no viver humano, nos momentos em que o humano precisa sair de sua zona de conforto e se adaptar ao que for preciso para sobreviver. Neste aspecto, sofrer para solucionar um problema se torna algo benéfico, saudável, natural. Porém, sofrer por sofrer, por achar que se deve sofrer, sofrer por uma mentira ou por uma imagem má definida da realidade que talvez nunca vá se concretizar, isto sim é prejudicial e não natural. Por isto é preciso escolher bem por quais coisas sofrer, por quais coisas buscar solução, se houver, e solucionar. A partir do processo de busca haverá o sofrimento, pois é doloroso investir esforço em algo que dá errado, mas também haverá a recompensa, quando, de tantas tentativas, algo bom surgir, e isto é bom o suficiente para tornar válido o sofrer. Não é fácil buscar uma solução. Não é fácil enfrentar o desconhecido e ir a lugares que poucas pessoas foram. Não é fácil lidar com o novo, com o preconceito daqueles que tem medo do desconhecido, com o não ter a quem pedir conselhos caso algo dê errado, porque as pessoas simplesmente não sabem onde você está, porque você foi longe demais, mais longe que a maioria das pessoas em certo aspecto da realidade. Sim, você é o único responsável si mesmo, caminhe com cuidado e estratégia. Saiba como retornar ou reagir caso algo dê errado, pois sempre existe a chance disto acontecer quando o desconhecido te cerca. Farás descobertas de soluções novas, soluções tuas, que servem apenas para ti e para teu modo de viver. Poucas são as pessoas que te conhecerão o suficiente para entender a profundidade de tuas escolhas, as coisas importantes da tua vida. Podes desenvolver uma solução que pareça um absurdo para outras pessoas, mas que te seja saudável. Por isto precisarás ter coragem e consciência do que fazes, do porque fazes, para se manter no caminho daquilo acreditas e defines como bom para tu, independente da avaliação daqueles que não te compreendem, nem compreendem teus motivos e tua vida. Mas não tenha medo de ficar só, pois viver em comunidade é uma necessidade humana e ao teu lado terás pessoas que acreditam em valores parecidos com os teus e estão dispostas a buscar, junto a ti, solução para os problemas. Portanto, escolha bem os teus valores, o que acreditas ser bom e o que desejas para ti, pois somente assim sempre surgirão bons problemas para serem resolvidos por ti e por quem estiver ao teu lado.
Por: Leandro de Andrade Moura.
Encerramento:
Enfim amigos, chegamos a mais uma postagem finalizada. Achei tão curioso eu ter escrito os dois tópicos de cima certinhos com quatro parágrafos, parece que eu estou escrevendo com mais coerência e objetividade em um assunto específico e deixando de dar umas viajadas durante a construção do texto. Isto é bom caso eu pretenda escrever para um grande publico, que precisará do material bem construído, imagino. Uma coisa que eu esqueci de dizer na introdução é que eu estou tentando estudar inglês pelo site do MEC, algo bem chatinho, estou tentando arrumar um jeito de gostar disso, e também voltei a jogar Dwarf Fortress. Dessa vez quero encontrar toda a diversão que esse jogo promete, mas vai demorar até eu aprender a maioria das coisas. São muitas coisas nesse jogo a se aprender. Eles têm uma filosofia de “Losing is fun” bem curiosa, estou começando a entender. Vou aproveitar pra jogar DF nessas férias, embora eu esteja parando de jogar lol por causa disto também. Enfim amigos, acredito que é tudo por hoje. Até a próxima postagem, que eu não imagino qual será o tema, e forte abraço.
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domingo, 7 de abril de 2013
Aperfeiçoamento: gráfico do bem-estar evolutivo
Introdução:
Olá amigos. Sinto que já faz muito tempo que eu não posto nada aqui, quase um mês. É sempre trabalhoso escrever para o blog, mas eu tenho alguns assuntos que valham o trabalho. Antes, as novidades. Comecei a treinar Rugby. Bastante interessante o jogo e sua dinâmica, além de dar um ótimo condicionamento físico. A intenção de treinar rugby é tornar o ato de desenvolver condicionamento físico menos mecânico, como é na academia. Isto a torna uma obrigação ao condicionamento físico, e o esporte um opcional, que varia de acordo com as necessidades. Ultimamente percebi que estou escrevendo textos em formato de conto, definitivamente abandonei o poema. Os assuntos que surgem para serem tratados são complicados demais para serem tratados no formato do poema, por isso acabo escrevendo os contos. Hoje será publicado mais um. Outra coisa também é que eu já vinha sentindo um incomodo no gráfico do bem-estar evolutivo faz tempo, porque ele é muito difícil de ler e algumas informações seguiam em conflito. Após ter uma conversa bastante longa com meu amigo Pedro, pude perceber alguns dos meus erros, e junto a ele, trabalhar em alguma solução. Um desses erros era a noção fechada sobre ciência, e sobre o individuo comum não ter condições para alterar a ciência. Isto estava errado, inclusive para o contexto do gráfico do bem-estar evolutivo. Outro tema que tratarei hoje é sobre as idéias de realidade e verdade, algo que eu preciso definir porque em ainda me confundo quando vou dar este tipo de explicação. Enfim, vamos a postagem.
Atualização do gráfico do bem-estar evolutivo:
A intenção desta postagem é refazer o glossário já feito em uma postagem anterior, porém, de forma mais organizada e definida, explicando cada atributo e suas relações. O gráfico não está ainda totalmente coerente, ainda há um ou outro conflito que é preciso resolver. Mas ele está mais robusto agora, certamente, e capaz de suportar uma maior aproximação com a realidade. Para começar, vou explicar novamente sua função e o modo como ele deve ser interpretado de maneira geral, e em seguida explicarei cada um dos seus termos e suas relações. Vamos começar.
Visão geral: o desenvolvimento deste gráfico tem por finalidade reunir os atributos que compõe a evolução ideal segundo a psicologia evolutiva, que é a que contém o menor número de distúrbios possível, para então utilizar este modelo como um mecanismo de análise para descobrir possíveis causas de distúrbios na evolução das pessoas. Cada elemento que compõe a evolução de uma pessoa deve necessariamente pertencer a um destes atributos, e a partir disto, organizá-los para que eles estabeleçam a relação mais próxima possível dos atributos do gráfico. É possível que uma evolução se desenvolva sem, ou estabelecendo outro tipo de relação, entre seus atributos, contudo, caso isto aconteça, é teoricamente previsto que esta evolução também haja distúrbios, algo bastante prejudicial ao bem-estar e a vida. É justamente por este objetivo, de trazer um maior bem-estar para as pessoas, que este gráfico se chama “gráfico do bem-estar evolutivo”.
Linhas pontilhadas é relação de influência. Linha contínua é relação de produção. As setas em destaque simbolizam relação de influência de acordo com a distância. Quanto mais perto deste atributo o outro estiver, mais ele é influenciado. Em baixo segue cada atributo e suas relações.
Sociedade: sociedade aqui simboliza um conjunto de indivíduos reunidos e estabelecendo diferences funções entre si de modo organizado a obter a maior eficiência em obter maiores chances de sobreviver e produzir. De modo geral, qualquer ambiente onde as pessoas se organizem de maneira razoavelmente organizada e que desenvolvam relações econômicas, sociais e políticas entre si pode ser considerado uma sociedade.
A sociedade funciona principalmente através de suas diversas funções, e elas se baseiam explicitamente no conhecimento científico que esta sociedade tem. Portanto, isto explica a influência que a ciência exerce na sociedade. Se uma descoberta importante o suficiente para alterar o modo como as pessoas vivem for demonstrado cientificamente por um indivíduo ou por algum grupo, é questão de tempo até que a sociedade se adéqüe a este novo fato. Se ela não o fizer, outra o fará e sairá na frente em competições econômicas, por exemplo, e isto a obrigará a fazer isto também. A sociedade também consegue influenciar o que se tem por ciência, pois uma descoberta científica vinda da sociedade pode ser o suficiente para alterar o estilo de vida de um indivíduo.
A sociedade estabelece uma relação com o desejo através das propriedades associativas dos seres humanos, em que o indivíduo, através da observação, passa a desejar aquilo que alguma parcela da sociedade tem ou as possibilidades de melhorias que a sociedade oferece. Outro fator que reforça a relação entre a sociedade e o desejo é o inconsciente coletivo, em que através dele as pessoas multiplicam as relações de desejos umas pras outras através da comunicação, e quanto mais forte um desejo vai ficando, mais comum e natural se torna desejá-lo e também se aumenta a pressão para aqueles que não o deseja, desejá-lo, já que a sociedade como um todo percebe que é um desejo seguro. Este comportamento tende a ser crescente até o momento em que se comece a descobrir, de maneira geral, os distúrbios dos excessos de determinado desejo.
Influencia semelhante é exercida pela sociedade sobre a produção e a competição. Quando um tipo de produção está dando certo, a tendência é as pessoas investirem nisto, e se aquelas que não investem não estão realmente seguras do que fazem, acabam sentindo-se pressionadas a fazê-lo, pois surge o medo de ficar para traz nos aspectos produtivos. As atividades competitivas também são influenciadas pela sociedade, pois como a competição está mais próxima do desejo, e muitos o fazem para sentir prazer, aqueles que sentem prazer em determinada atividade acabam influenciando outros a também exercerem tal atividade através da comunicação, até que se descubra os pontos negativos em exercer esta atividade, principalmente surgidos devido aos excessos que as relações de prazer tendem a ter, ou outra melhor.
A influência que a sociedade exerce no dinheiro é a de estabelecer quanto cada coisa vale para ela. É preciso perceber que existem outros elementos que influenciam na produção além do dinheiro, porém, o dinheiro é um dos fatores mais importantes relacionados a produtividade. A sociedade pode influenciar tanto na produção em si, ou seja, no modo como a pessoa produz algo, como também no quanto a pessoa ganha no seu modo de produção. É possível que a sociedade não concorde com algo que dê bastante dinheiro a um indivíduo, e neste caso é possível perceber que não existe um único elemento a se considerar na influência que a sociedade transmite na produção. O mesmo vale para a competição.
Ciência: ciência aqui se refere ao tipo de conhecimento composto por um fator que produza um resultado. A importância da ciência, tanto para indivíduo quanto para a sociedade, é que através dela é possível buscar os conhecimentos necessários para organizar os fatores em forma de um sistema que desenvolverá os resultados necessários para a sustentação da vida de boa qualidade.
Ela está presente em todos os atributos da tabela, pois ela é quem determina bases para o que é possível ou não ao instinto humano, seguindo o princípio da realidade. Contudo, está mais fortemente ligada aos atributos de saúde e produção, pois eles necessitam de um esforço muito bem organizado e articulado pelos conhecimentos científicos para que sejam efetivos em resultado. Também se encontra presente no prazer e na competição, porém com menor importância quando comparada ao desejo.
Para este gráfico, a ciência também se refere ao conhecimento de fator-resultado do próprio indivíduo. Portanto, o indivíduo torna-se capaz de alterar sua percepção de quais fatores produzem tais resultados a partir de sua própria experiência, principalmente quando se trata de assuntos dos quais a ciência formalizada pela sociedade desconhece. Isto é o que justifica a linha de influência do indivíduo para a ciência. Contudo, a ciência formal também tem uma grande influência no individual de cada pessoa da sociedade, pois ela se torna capaz de afirmar, com um alto grau de precisão, a relação de fator-resultado das coisas com as quais ela lida, conhecimento muito valioso para quem busca a organização de um sistema preciso e eficaz. Aqui se encontra a influência que a ciência exerce sobre a sociedade. E esta linha é dupla, pois a sociedade, através de suas várias e várias descobertas, também colabora para a ciência crescer.
Desejo: todo o esforço humano é movido por algum tipo de desejo. Quando o humano alcança o desejado, seu cérebro libera bons hormônios para recompensá-lo com boas sensações. Contudo, essas boas sensações logo são diluídas, e o instinto humano passa a ter um novo desejo a ser alcançado para se sentir bem novamente. Este é um dos principais mecanismos da evolução, segundo a psicologia evolutiva, e deve ser usado com cuidado para evitar os excessos, que levam aos distúrbios. O desejo deve ser bem distribuído entre os elementos do gráfico para que o humano possa desenvolver sempre suas atividades sem precisar se submeter a riscos muitos grandes em busca do bem-estar. Em analogia com ciência, o desejo também influência os outros atributos do gráfico de acordo com proximidade. O prazer e a competição estão diretamente mais ligados com desejo do que a saúde e a produção, embora nestes dois últimos também haja, pois se não houvesse, mesmo que de forma indireta e inconsciente, o humano não teria motivos para se esforçar nestas atividades.
Todo o resultado produzido pelos humanos pode ser resumido pela fórmula: esforço X técnica = resultado. Ou seja, quanto melhor a técnica, ou quanto maior for o esforço, melhor o resultado. Como para todo esforço humano, é preciso também que haja desejo, então esforço pode ser considerado igual a desejo, logo, desejo X técnica = resultado. Percebe-se, portanto, a importância de entender como o desejo humano funciona para podê-lo organizar bem e alcançar uma evolução saudável. A técnica é obtida através dos conhecimentos científicos. Sendo assim, é possível também fazer outra derivação, onde desejo X ciência = resultado. Obviamente que na realidade isto não é uma proporção linear, em certas atividades, esforço tem um peso maior, já em outras é o contrário. Em atividades relacionadas à saúde e a produção, por exemplo, a técnica tem um peso maior que o esforço. Contudo, em atividades relacionadas com prazer ou competição, o esforço tem um peso maior. Isto pode ser percebido no dia-a-dia através da quantidade de desejo que as pessoas depositam naquilo que o dinheiro pode comprar, o que demonstra a forte ligação entre o prazer e o desejo, ou através da observação de que atividades competitivas sempre tendem a ter grande carga de emotividade. Por outro lado, atividades relacionadas à saúde devem ser feitas com bastante cautela, e as de produção costumam envolver um sistema bem planejado a ser executado.
O indivíduo é capaz de influenciar o que deseja, já que através de suas experiências e informações recebidas dos atributos que influenciam o indivíduo, ele se torna capaz de utilizar isto para buscar aquilo que ele acha melhor para si e sua realidade, modificando o que deseja. Contudo, ele não é o único responsável por seu desejo, já que a sociedade é responsável também por influenciar uma grande parcela de seus desejos, através da já citada propriedade associativa, em que o indivíduo se compara a outra parcela da sociedade e acaba desejando algo do qual nunca experimentou, como também através da comunicação e do senso comum sobre o que é bom ou o que é ruim. Algumas vezes é possível perceber um conflito entre o desejo que surge da experiência do indivíduo, e o desejo vindo do senso comum, e este conflito tende a continuar até que o indivíduo consiga alguma informação que justifique que um dos desejos seja melhor que o outro.
O desejo de um só indivíduo, por sua vez, não consegue influenciar toda uma sociedade, embora o desejo de um único indivíduo possa ser o estopim para o desejo inconsciente ou uma semente que comece a modificar uma sociedade. Contudo, isto é uma reação mais relacionada à estrutura social do que ao desejo em si, pois é preciso que as pessoas tenham o conjunto de experiência adequado para entender e também desejar aquilo que foi proposto.
Indivíduo: fazer o indivíduo se sentir bem de forma saudável é o objetivo final do gráfico. Para isto é necessário que ele tenha acesso a saúde e prazer. Isto é demonstrado através das linhas de influência saídas destes dois atributos até o indivíduo. No indivíduo há a consciência da necessidade de buscar o melhor para si, tanto em prazer quanto em saúde. Para isto, ele utiliza as informações que recebe principalmente através das linhas de influência que chegam até ele para poder desenvolver tal consciência. Contudo, é preciso observar que esta consciência é também a nível instintivo, ou subconsciente, e que os sentimentos são também uma fonte de informação e calculo para o que o indivíduo decida se algo é prazeroso ou não, saudável ou não. Ele também possui consciência sobre as atividades competitivas e produtivas, contudo, estas não são uma influência direta aos seus instintos, mas sim indireta, como pode ser percebido pela ligação que há entre esses dois termos e dinheiro, que produz saúde e prazer. A partir de destas informações e sentimentos, o indivíduo busca aprender o conhecimento que mais lhe será útil, como também busca desejar aquilo que o faz se sentir mais satisfeito.
Saúde: ser saudável é um dos requisitos para o indivíduo ter condições de se sentir bem. Portanto, é dever do indivíduo buscar desenvolver hábitos saudáveis e que o faça ter uma vida longa e confortável. Saúde, contudo, não é algo simples de se obter. Isto porque o corpo humano foi desenvolvido para viver em um ambiente selvagem, porém, quase toda a população mundial vive com algum tipo de artificialidade desenvolvida pelos humanos agora. Como houve mudanças no ambiente natural do ser humano e o corpo humano não foi desenvolvido para este novo ambiente, é natural que se surja doenças ou distúrbios que diminuam a saúde humana. Para isto é preciso que a sociedade, através da ciência, busque formas de remediar tal acontecimento, e é aqui que surge todo o aparato tecnológico para que o humano possa desenvolver boa saúde. Porém, este aparato tende a custar algum dinheiro, e isto justifica a linha de produção de dinheiro a saúde. A saúde também pode ser obtida através dos conhecimentos do indivíduo sobre o que é bom ou não é. Isto explica a influência que ciência tem sobre saúde. Através de diversas experiências do seu cotidiano, o indivíduo percebe que certas coisas são boas, certas coisas são ruins. Para obter saúde também é preciso certa dose de desejo, porém, os elementos de conhecimento e observação envolvidos são em maior quantidade.
A saúde também tem a capacidade de influenciar a imagem do indivíduo. Isto acontece devido às leis da psicologia evolutiva, que diz que o humano considera bonito aquilo que seu instinto valoriza, e ele tem uma tendência natural a valorizar saúde. Construir saúde também é construir uma boa imagem, principalmente para aqueles que valorizam bastante a saúde. Para a psicologia evolutiva, as relações afetivas também são um sinal de saúde, só que a mental. Portanto, buscar relações que façam o indivíduo se sentir bem também é um elemento a ser introduzido no atributo saúde. Isto inclui o sexo, que é um elemento muito importante na constituição da saúde de um relacionamento conjugal, pois indica comprometimento com o bem-estar e intimidade do casal. O sexo é classificado como um elemento de saúde, não como um elemento de prazer, pois seu prazer faz parte naturalmente do instinto humano. Porém, em outras circunstancias, o sexo pode ser considerado como um atributo de prazer, principalmente quando nele está concentrado mais o desejo de consumo do que a necessidade constante do corpo. O mesmo se aplica a outros atributos da saúde que estejam associados a prazer, como comer ou praticar exercícios físicos.
Prazer: como foi explicado antes, há um desejo motivando todo o esforço humano. A recompensa de todo o desejo é o bem-estar, ou o prazer. Contudo, em todos estes casos, há um esforço motivado pelo desejo para que o bem-estar seja gerado. Neste atributo estão reunidos os prazeres dos quais não é necessário o esforço para serem gerados, pois este esforço já foi feito durante o processo de produção do indivíduo e reunido na forma de dinheiro. Portanto, o atributo prazer refere-se aos tipos de prazeres que podem ser consumidos através do dinheiro, e isto explica a linha de produção que parte do dinheiro para o prazer. A importância deste tipo específico de prazer é que ele pode ser usado como uma forma de atração entre os indivíduos, que não deve ser ignorada, pois ela existe e deve ser considerada nos cálculos de capacidade de sociabilidade. Este poder de atração explica a linha de produção que saí do prazer para a imagem, pois este é um dos meios que os indivíduos utilizam para atrair o instinto dos outros, para que através da ligação instintiva eles juntos desenvolvam atividades referentes a outros atributos ou até mesmo ao prazer, potencializando os efeitos destas atividades. O indivíduo que não utilizar esta mecânica de prazer provavelmente ficará em desvantagem em relação aos outros indivíduos em diversos aspectos, e isto prejudicará sua vida social causando distúrbios.
Este tipo de prazer também é um dos responsáveis, além da tendência humana de explorar a realidade, por fazer o indivíduo sentir a vida sobre diversos aspectos, e, deste modo, ter um grande conhecimento sobre os assuntos humanos e sociais. Isto acontece devido à própria mecânica do prazer, que precisa sempre ser renovado após seus efeitos terem durado algum tempo, ou seja, as mesmas atividades que antes causavam prazer agora não causam mais, se tornaram enjoativas ou repetitivas. Como o indivíduo utiliza seu dinheiro para acessar este tipo de prazer, a tendência é que logo esta atividade se torne enjoativa, pois há menos espera do que se o indivíduo tivesse se esforçando para produzir tal atividade. Desta forma, os elementos deste tipo de atributo são um tipo de prazer de rápido consumo, e logo enjoa. Portanto, isto força o indivíduo a buscar novos elementos capazes de trazer prazer, quando isto acontece, o indivíduo, mesmo sem perceber, começa a explorar vários sentimentos, curiosidades e aspectos de sua cultura e realidade. Contudo, é preciso tomar cuidado para o uso correto da mecânica do prazer, caso contrário ela irá resultar em distúrbio. São conhecidos os vários problemas que o consumo sem consciência pode trazer. Porém, além destes, é preciso tomar cuidado para não desenvolver desejo por algo que prejudique demais a saúde, como a alimentação em excesso ou atividades de alto risco de acidente. Outra observação é que se o indivíduo focar sua vida apenas neste tipo de prazer é provável que ele desenvolva distúrbios, pois se ele buscar vários prazeres diferentes seu dinheiro irá acabar rápido, e se ele focar em apenas uma coisa para obter prazer, ela irá enjoar logo.
Imagem: para este gráfico, imagem não se resume apenas ao que o indivíduo transmite para a sociedade. Aqui, ela também ganha o sentido do que o indivíduo projeta de si próprio. Esta projeção é baseada principalmente no conjunto de experiências e sentimentos de uma pessoa, e através da percepção deste atributo, é possível entender o porquê certas pessoas tomam determinadas decisões. Por se basear nas experiências e nos sentimentos, a imagem recebe uma forte influência da saúde e do prazer. Contudo, como o atributo imagem tem uma função dupla, que é também representar a imagem que uma pessoa passa para a sociedade, a influência vinda do prazer e da saúde se torna determinadora, se estabelecendo então uma relação de produção neste caso.
Desenvolver uma boa imagem é algo muito vantajoso para o indivíduo, pois em decisões que precisam ser rápidas, as informações consideradas pelo instinto para decidir entre uma pessoa ou outra são as obtidas através da imagem. Isto explica o fato de muitas pessoas terem uma preocupação maior com a imagem que transmite pela sociedade, pois elas entendem que quanto melhor esta imagem, maiores são as chances de algo bom acontecer. Contudo, quando uma pessoa assume certa responsabilidade através de sua imagem, é preciso que ela tenha condições de arcar com as conseqüências das reações das pessoas para esta imagem ou dispor de condições para ter o conteúdo que esta imagem aparenta ter, caso contrário isto pode resultar em complicações. Esta reação existe devido a grande capacidade associativa do cérebro humano, que após observar certas simbologias, busca quais fatores ou configurações são necessárias para aquilo existir, e, a partir disto, assume que estes fatores correspondem a simbologia em questão. Desta forma, através de uma simbologia, neste caso a imagem, é possível assumir alguns dos fatores que estão envolvidos na sua produção, que é como deve ser o estilo de vida da pessoa para que ela tenha essa imagem. É isto o que dá margem ao preconceito e ao status social, coisas que muitas vezes não estão coerentes com a realidade, contudo, outras vezes estão.
Outra característica da imagem importante é ser um fator determinante para o que a pessoa buscará produzir ou competir, o que explica as linhas de produção que saem da imagem e vão até estes dois atributos. Isto acontece devido à tendência do indivíduo buscar estar próximo daquilo que o faz se sentir bem e saudável. Desta forma, ele tende a buscar na produção e na competição aquilo que ele projeta como bom segundo sua imagem, que são as informações vindas do prazer e da saúde. Se, nesta busca, ele continuar a descobrir estas coisas que o faz se sentir bem e saudável, então ele continuará seguindo este caminho em sua produção ou competição. Caso contrário, sua imagem começará a passar por transformações buscando naquela ou em áreas semelhantes o que o faz se sentir bem.
Produção: foi devido à estrutura que a sociedade desenvolveu, em que as atividades de sobrevivência, como a caça, foram substituídas por mecanismos sociais, que este atributo surgiu. Para consumir algo da sociedade, é preciso produzir algo para ela. E este consumo e produção são medidos através do dinheiro. Portanto, o que determina se algo vale ou não algum dinheiro é a sociedade, e isto explica a linha de influência que parte dela para a produção. Como a produção tende a ser um processo mecânico, que se utiliza de um sistema bem definido, organizado e metódico a ser atingindo e também por consumir grande parte da vida das pessoas, é preciso levar este atributo em consideração na evolução dos indivíduos.
Muitas vezes desenvolver um processo de produção pode ser simples, contudo, quanto mais evoluída for uma sociedade, mais complexos tendem a ser a necessidade de seus habitantes como também tende a ser a produção destes produtos. Devido a esta complexidade, as pessoas têm que depositar alguns anos de sua vida para desenvolver determinado conhecimento técnico, para só então estar apta a produzir determinado produto para a sociedade. Porém, dedicar alguns anos da vida a qualquer atividade, e este período de estudo também é considerado como produção, não é algo simples, pois é preciso haver muito desejo envolvido, e é por isto que a imagem que a pessoa constrói de si própria torna-se um fator determinante. Porém, não só de atividades produtivas complexas vive uma sociedade, como também das simples e mecânicas. Nestes casos, há pouca preparação envolvida, porém, o que a pessoa recebe deve ser o suficiente para desenvolver os atributos básicos de uma evolução saudável, porém comum, caso contrário isto se configurará um caso de distúrbio social.
Competição: competir é uma característica inerente ao ser humano. Se tornar melhor em algo faz parte do processo evolutivo, e sem este desejo, a humanidade não teria chegado aonde chegou. Competir é um sistema complexo que, além de envolver o princípio de técnica X esforço, também estabelece que são os próprios indivíduos que devem desenvolver sua própria técnica, de forma a alcançar melhor o resultado que deseja. Isto porque competir parte do pré-suposto que não se sabe de todos os fatores envolvidos no sistema competitivo, pois se este conhecimento existisse, seria possível prever o resultado da competição antes mesmo dela se processar apenas com as informações necessárias para estabelecer seus cálculos. Embora a ciência possa atuar nos sistemas competitivos, dando certa noção do que traz ou não os melhores resultados, cada competidor deve buscar em si próprio o desejo e a técnica necessária para alcançarem o que querem através de muitas tentativas. Além destas características, saber competir é importante para uma boa evolução, justificando a existência deste atributo no gráfico, porque é esta atividade que ensina o humano os mecanismos necessários para ele se tornar cada vez melhor, entendendo que cada ação sua resulta em uma reação e utilizando esta característica nas suas atividades e para buscar o que seu desejo quiser.
Existem certos elementos que fazem parte de qualquer sistema competitivo, e quanto mais complexo for este sistema, mais elementos estarão presentes. Eles estão pareados de acordo com semelhança dentro da competição, e a ordem do pareamento está de acordo com o desconhecimento e conhecimento dos fatores, respectivamente. Segue a lista: Intenção/Ataque; Articulação/Defesa; Tempo/Estratégia; Probabilidade/Recursos; Informação/Espionagem. A intenção é como se pretende alcançar o objetivo, o ataque é o movimento para tanto. A articulação é organizar os fatores para alcançar seu objetivo, a defesa é como impedir que esta articulação seja desmontada. Tempo é quem consegue produzir mais resultado em menos tempo, e estratégia é como isto é feito e como aumentar a eficiência disto. Probabilidade está diretamente ligada à tentativa de medir o desconhecido por aproximações do que se conhece, e os recursos é o que se tem para gastar na busca pelo objetivo. A informação é a forma como melhorar os níveis de aproximação da probabilidade, para tornar maior o tempo de resposta a quaisquer operações, e a espionagem é modo de se obter tais informações ativamente. Ignorar alguns desses elementos num sistema competitivo pode ser desvantajoso, pois diminui a consciência de quais ações podem gerar determinados resultados, tanto suas como as do inimigo, para então buscar manipular os fatores para que eles produzam o que se deseja. O princípio da competição contra outras pessoas é buscar sempre uma forma de tornar melhores os resultados, baseando-se na própria descoberta como também na descoberta daqueles contra quem se disputa.
No atributo competição também se encaixa a competição contra si mesmo, em que o indivíduo busca se aperfeiçoar medindo apenas seus próprios resultados. Embora não haja outras pessoas envolvidas neste processo, ele pode ser igualmente tenso e pode chegar a bons resultados. Além disto, o indivíduo também desenvolve seus mecanismos de melhora e de percepção, principalmente se a competição for feita com desejo e consciência. Como apenas uma pessoa está envolvida no processo, a garantia de que estas técnicas são as melhores para produzir determinado resultado se torna menor, porém, em alguns casos em que a pessoa decide competir contra si mesma, este não é seu principal interesse. A partir da competição se conhece os mecanismos para se tornar melhor, e o uso destes mecanismos aumenta a capacidade do indivíduo organizar suas atividades e torná-las mais eficientes. Quando isto é usado na produção, ele produz mais dinheiro, e isto é um dos fatores que justificam a linha de produção que parte de competição até dinheiro. Outro fator é que a competição em si pode se tornar um meio de vida, pois as pessoas que não se dedicam exclusivamente a competição precisam aprender com aquelas que se dedicam a como competir bem, como melhorar e quais são os possíveis erros que ela está cometendo e não percebe. E isto tende a ser observado em eventos competitivos, como campeonatos. Portanto, esta movimentação de dinheiro que ocorre nestes eventos é outro fator que justifica a linha de produção da competição até o dinheiro.
A influência que a sociedade exerce na competição é semelhante a aquela que ela exerce sobre a produção. Através da comunicação, há tanto a pressão para que os indivíduos escolham o melhor meio de competição considerado pelo senso comum como também há que aqueles que competem exercem para mais pessoas irem competir com ele, tornando sua competição mais importante. A imagem também influência bastante no que o indivíduo escolherá competir. Isto porque o indivíduo tem a tendência de buscar algo no qual ele seja bom ou tenha potencial de se tornar bom. Portanto, se em determinada atividade ele percebe que é melhor em outra, existe uma maior tendência de que ele escolha esta atividade, e não outra. Estes fatores podem ou não estar na consciência do indivíduo, como por exemplo, tendência genética ou uma atividade que ele fazia quando criança que o fez se tornar bom em determinado aspecto, porém, estas coisas existem e influenciam no que ele é bom ou não. Isto também demonstra uma característica do ser humano: explorar o desconhecido. Ele busca no desconhecido uma atividade em que ele tenha uma boa chance de se tornar bom nela, se não encontrar, ele vai buscar nas atividades existentes, alguma a qual ele tenha potencial de se tornar bom. Inclusive, esta é uma característica não somente da competição, mas também do desejo em si, atuando, portanto, em todos os atributos e influenciando o indivíduo.
Dinheiro: atualmente, o dinheiro é o principal mecanismo de relação entre o indivíduo e a sociedade, e isto é o que justifica sua posição no gráfico. Através dele, é possível obter recursos da sociedade de forma muito facilitada. Porém, para obtê-lo, é preciso produzir ou prestar benefícios a sociedades que sejam reconhecidos através da gratificação em dinheiro.
OBS: A socialização é um elemento implícito do gráfico. Ela está presente em todos os atributos, e tem por princípio a comunicação e o aumento de potencial de suas atividades.
OBS 2: a tendência do indivíduo buscar se tornar melhor é explicada pelas propriedades evolutivas do ser humano, em que ele busca sobreviver e reproduzir. Contudo, é preciso observar que “melhor” é um termo comparativo, portanto, o indivíduo busca sempre se tornar melhor em relação a alguma coisa ou em relação a alguém. Isto é uma tendência instintiva, que deve ser observada pelo raciocínio humano para ser usada com saúde. Ela também explica a tendência do humano explorar a realidade, pois se em certa atividade ele tiver poucas chances de ser bom, ele irá buscar alguma a qual se tornar bom. Esta tendência faz parte do desejo, e atua em todas as áreas, por isto é possível perceber o indivíduo buscando alguma forma de produzir ou alguma forma de ter saúde que seja a melhor em relação às outras.
OBS 3: embora sejam muitos os tipos de atividades que cada humano possa fazer de modo a satisfazer a configuração do gráfico, e partindo do princípio de que cada humano busca o melhor para si, é preciso perceber que cada uma destas atividades tem seus pontos positivos e negativos, de acordo com os critérios de avaliação. Nenhuma é melhor ou pior em absoluto, pois caso fosse, isto anularia a tendência humana de explorar a realidade, que é um dos mecanismos responsáveis por uma gigantesca parte da evolução humana. Se a espécie humana, como um todo, se sentir satisfeita com apenas uma atividade definida, esta atividade será levada ao seu limite devido ao desejo humano de se tornar sempre melhorar, se saturaria e a partir de então não acrescentaria nada de novo as chances de evolução dos humanos. Portanto, é preciso aprender ter a consciência do porquê se é o que é, para conseguir desenvolver uma atividade de forma segura e firme, se assim sua percepção de realidade disser que é melhor. E ainda é preciso ter consciência para não investir fundo em algo que pode não ser verdadeiro ou para não cometer um erro irreparável no processo de descoberta.
Encerramento:
Esperava escrever nesta postagem sobre a reorganização do conceito de realidade que eu fiz nesses tempos. Porém, esta postagem por si só ficou enorme, portanto, considero desnecessário completá-la com outro assunto. Há muito tempo eu desejava fazer uma reorganização no conceito de realidade, pois estava muito confuso. A capacidade do ser humano desenvolver seus próprios mecanismos e axiomas, e alterar a forma como seu instinto e como algumas regras do que se considera natural funcionam foi um dos principais motivos que me levaram a confusão quanto a este conceito. Porém, acredito ter resolvido e escreverei sobre isto em uma nova postagem. Também gostaria de comentar aqui que competir é algo realmente muito complicado, e envolve uma série enorme de fatores e sentimentos. Estou aprendendo a administrar e a perceber tudo isto através dos treinos de Rugby e dos jogos de Lol, contudo, não é fácil. É de conhecimento meu que o processo de adaptação a realidade passa necessariamente pelo sofrimento, contudo, eu quero formalizar, segundo a psicologia evolutiva, o porquê isto é uma tendência ou mesmo uma regra para todo humano. Acredito que este é um conhecimento muito importante. Enfim, até a próxima postagem e um abraço a todos.
Olá amigos. Sinto que já faz muito tempo que eu não posto nada aqui, quase um mês. É sempre trabalhoso escrever para o blog, mas eu tenho alguns assuntos que valham o trabalho. Antes, as novidades. Comecei a treinar Rugby. Bastante interessante o jogo e sua dinâmica, além de dar um ótimo condicionamento físico. A intenção de treinar rugby é tornar o ato de desenvolver condicionamento físico menos mecânico, como é na academia. Isto a torna uma obrigação ao condicionamento físico, e o esporte um opcional, que varia de acordo com as necessidades. Ultimamente percebi que estou escrevendo textos em formato de conto, definitivamente abandonei o poema. Os assuntos que surgem para serem tratados são complicados demais para serem tratados no formato do poema, por isso acabo escrevendo os contos. Hoje será publicado mais um. Outra coisa também é que eu já vinha sentindo um incomodo no gráfico do bem-estar evolutivo faz tempo, porque ele é muito difícil de ler e algumas informações seguiam em conflito. Após ter uma conversa bastante longa com meu amigo Pedro, pude perceber alguns dos meus erros, e junto a ele, trabalhar em alguma solução. Um desses erros era a noção fechada sobre ciência, e sobre o individuo comum não ter condições para alterar a ciência. Isto estava errado, inclusive para o contexto do gráfico do bem-estar evolutivo. Outro tema que tratarei hoje é sobre as idéias de realidade e verdade, algo que eu preciso definir porque em ainda me confundo quando vou dar este tipo de explicação. Enfim, vamos a postagem.
Atualização do gráfico do bem-estar evolutivo:
A intenção desta postagem é refazer o glossário já feito em uma postagem anterior, porém, de forma mais organizada e definida, explicando cada atributo e suas relações. O gráfico não está ainda totalmente coerente, ainda há um ou outro conflito que é preciso resolver. Mas ele está mais robusto agora, certamente, e capaz de suportar uma maior aproximação com a realidade. Para começar, vou explicar novamente sua função e o modo como ele deve ser interpretado de maneira geral, e em seguida explicarei cada um dos seus termos e suas relações. Vamos começar.
Visão geral: o desenvolvimento deste gráfico tem por finalidade reunir os atributos que compõe a evolução ideal segundo a psicologia evolutiva, que é a que contém o menor número de distúrbios possível, para então utilizar este modelo como um mecanismo de análise para descobrir possíveis causas de distúrbios na evolução das pessoas. Cada elemento que compõe a evolução de uma pessoa deve necessariamente pertencer a um destes atributos, e a partir disto, organizá-los para que eles estabeleçam a relação mais próxima possível dos atributos do gráfico. É possível que uma evolução se desenvolva sem, ou estabelecendo outro tipo de relação, entre seus atributos, contudo, caso isto aconteça, é teoricamente previsto que esta evolução também haja distúrbios, algo bastante prejudicial ao bem-estar e a vida. É justamente por este objetivo, de trazer um maior bem-estar para as pessoas, que este gráfico se chama “gráfico do bem-estar evolutivo”.
Gráfico do bem-estar evolutivo:
Clique no gráfico para ampliá-lo.
Linhas pontilhadas é relação de influência. Linha contínua é relação de produção. As setas em destaque simbolizam relação de influência de acordo com a distância. Quanto mais perto deste atributo o outro estiver, mais ele é influenciado. Em baixo segue cada atributo e suas relações.
Sociedade: sociedade aqui simboliza um conjunto de indivíduos reunidos e estabelecendo diferences funções entre si de modo organizado a obter a maior eficiência em obter maiores chances de sobreviver e produzir. De modo geral, qualquer ambiente onde as pessoas se organizem de maneira razoavelmente organizada e que desenvolvam relações econômicas, sociais e políticas entre si pode ser considerado uma sociedade.
A sociedade funciona principalmente através de suas diversas funções, e elas se baseiam explicitamente no conhecimento científico que esta sociedade tem. Portanto, isto explica a influência que a ciência exerce na sociedade. Se uma descoberta importante o suficiente para alterar o modo como as pessoas vivem for demonstrado cientificamente por um indivíduo ou por algum grupo, é questão de tempo até que a sociedade se adéqüe a este novo fato. Se ela não o fizer, outra o fará e sairá na frente em competições econômicas, por exemplo, e isto a obrigará a fazer isto também. A sociedade também consegue influenciar o que se tem por ciência, pois uma descoberta científica vinda da sociedade pode ser o suficiente para alterar o estilo de vida de um indivíduo.
A sociedade estabelece uma relação com o desejo através das propriedades associativas dos seres humanos, em que o indivíduo, através da observação, passa a desejar aquilo que alguma parcela da sociedade tem ou as possibilidades de melhorias que a sociedade oferece. Outro fator que reforça a relação entre a sociedade e o desejo é o inconsciente coletivo, em que através dele as pessoas multiplicam as relações de desejos umas pras outras através da comunicação, e quanto mais forte um desejo vai ficando, mais comum e natural se torna desejá-lo e também se aumenta a pressão para aqueles que não o deseja, desejá-lo, já que a sociedade como um todo percebe que é um desejo seguro. Este comportamento tende a ser crescente até o momento em que se comece a descobrir, de maneira geral, os distúrbios dos excessos de determinado desejo.
Influencia semelhante é exercida pela sociedade sobre a produção e a competição. Quando um tipo de produção está dando certo, a tendência é as pessoas investirem nisto, e se aquelas que não investem não estão realmente seguras do que fazem, acabam sentindo-se pressionadas a fazê-lo, pois surge o medo de ficar para traz nos aspectos produtivos. As atividades competitivas também são influenciadas pela sociedade, pois como a competição está mais próxima do desejo, e muitos o fazem para sentir prazer, aqueles que sentem prazer em determinada atividade acabam influenciando outros a também exercerem tal atividade através da comunicação, até que se descubra os pontos negativos em exercer esta atividade, principalmente surgidos devido aos excessos que as relações de prazer tendem a ter, ou outra melhor.
A influência que a sociedade exerce no dinheiro é a de estabelecer quanto cada coisa vale para ela. É preciso perceber que existem outros elementos que influenciam na produção além do dinheiro, porém, o dinheiro é um dos fatores mais importantes relacionados a produtividade. A sociedade pode influenciar tanto na produção em si, ou seja, no modo como a pessoa produz algo, como também no quanto a pessoa ganha no seu modo de produção. É possível que a sociedade não concorde com algo que dê bastante dinheiro a um indivíduo, e neste caso é possível perceber que não existe um único elemento a se considerar na influência que a sociedade transmite na produção. O mesmo vale para a competição.
Ciência: ciência aqui se refere ao tipo de conhecimento composto por um fator que produza um resultado. A importância da ciência, tanto para indivíduo quanto para a sociedade, é que através dela é possível buscar os conhecimentos necessários para organizar os fatores em forma de um sistema que desenvolverá os resultados necessários para a sustentação da vida de boa qualidade.
Ela está presente em todos os atributos da tabela, pois ela é quem determina bases para o que é possível ou não ao instinto humano, seguindo o princípio da realidade. Contudo, está mais fortemente ligada aos atributos de saúde e produção, pois eles necessitam de um esforço muito bem organizado e articulado pelos conhecimentos científicos para que sejam efetivos em resultado. Também se encontra presente no prazer e na competição, porém com menor importância quando comparada ao desejo.
Para este gráfico, a ciência também se refere ao conhecimento de fator-resultado do próprio indivíduo. Portanto, o indivíduo torna-se capaz de alterar sua percepção de quais fatores produzem tais resultados a partir de sua própria experiência, principalmente quando se trata de assuntos dos quais a ciência formalizada pela sociedade desconhece. Isto é o que justifica a linha de influência do indivíduo para a ciência. Contudo, a ciência formal também tem uma grande influência no individual de cada pessoa da sociedade, pois ela se torna capaz de afirmar, com um alto grau de precisão, a relação de fator-resultado das coisas com as quais ela lida, conhecimento muito valioso para quem busca a organização de um sistema preciso e eficaz. Aqui se encontra a influência que a ciência exerce sobre a sociedade. E esta linha é dupla, pois a sociedade, através de suas várias e várias descobertas, também colabora para a ciência crescer.
Desejo: todo o esforço humano é movido por algum tipo de desejo. Quando o humano alcança o desejado, seu cérebro libera bons hormônios para recompensá-lo com boas sensações. Contudo, essas boas sensações logo são diluídas, e o instinto humano passa a ter um novo desejo a ser alcançado para se sentir bem novamente. Este é um dos principais mecanismos da evolução, segundo a psicologia evolutiva, e deve ser usado com cuidado para evitar os excessos, que levam aos distúrbios. O desejo deve ser bem distribuído entre os elementos do gráfico para que o humano possa desenvolver sempre suas atividades sem precisar se submeter a riscos muitos grandes em busca do bem-estar. Em analogia com ciência, o desejo também influência os outros atributos do gráfico de acordo com proximidade. O prazer e a competição estão diretamente mais ligados com desejo do que a saúde e a produção, embora nestes dois últimos também haja, pois se não houvesse, mesmo que de forma indireta e inconsciente, o humano não teria motivos para se esforçar nestas atividades.
Todo o resultado produzido pelos humanos pode ser resumido pela fórmula: esforço X técnica = resultado. Ou seja, quanto melhor a técnica, ou quanto maior for o esforço, melhor o resultado. Como para todo esforço humano, é preciso também que haja desejo, então esforço pode ser considerado igual a desejo, logo, desejo X técnica = resultado. Percebe-se, portanto, a importância de entender como o desejo humano funciona para podê-lo organizar bem e alcançar uma evolução saudável. A técnica é obtida através dos conhecimentos científicos. Sendo assim, é possível também fazer outra derivação, onde desejo X ciência = resultado. Obviamente que na realidade isto não é uma proporção linear, em certas atividades, esforço tem um peso maior, já em outras é o contrário. Em atividades relacionadas à saúde e a produção, por exemplo, a técnica tem um peso maior que o esforço. Contudo, em atividades relacionadas com prazer ou competição, o esforço tem um peso maior. Isto pode ser percebido no dia-a-dia através da quantidade de desejo que as pessoas depositam naquilo que o dinheiro pode comprar, o que demonstra a forte ligação entre o prazer e o desejo, ou através da observação de que atividades competitivas sempre tendem a ter grande carga de emotividade. Por outro lado, atividades relacionadas à saúde devem ser feitas com bastante cautela, e as de produção costumam envolver um sistema bem planejado a ser executado.
O indivíduo é capaz de influenciar o que deseja, já que através de suas experiências e informações recebidas dos atributos que influenciam o indivíduo, ele se torna capaz de utilizar isto para buscar aquilo que ele acha melhor para si e sua realidade, modificando o que deseja. Contudo, ele não é o único responsável por seu desejo, já que a sociedade é responsável também por influenciar uma grande parcela de seus desejos, através da já citada propriedade associativa, em que o indivíduo se compara a outra parcela da sociedade e acaba desejando algo do qual nunca experimentou, como também através da comunicação e do senso comum sobre o que é bom ou o que é ruim. Algumas vezes é possível perceber um conflito entre o desejo que surge da experiência do indivíduo, e o desejo vindo do senso comum, e este conflito tende a continuar até que o indivíduo consiga alguma informação que justifique que um dos desejos seja melhor que o outro.
O desejo de um só indivíduo, por sua vez, não consegue influenciar toda uma sociedade, embora o desejo de um único indivíduo possa ser o estopim para o desejo inconsciente ou uma semente que comece a modificar uma sociedade. Contudo, isto é uma reação mais relacionada à estrutura social do que ao desejo em si, pois é preciso que as pessoas tenham o conjunto de experiência adequado para entender e também desejar aquilo que foi proposto.
Indivíduo: fazer o indivíduo se sentir bem de forma saudável é o objetivo final do gráfico. Para isto é necessário que ele tenha acesso a saúde e prazer. Isto é demonstrado através das linhas de influência saídas destes dois atributos até o indivíduo. No indivíduo há a consciência da necessidade de buscar o melhor para si, tanto em prazer quanto em saúde. Para isto, ele utiliza as informações que recebe principalmente através das linhas de influência que chegam até ele para poder desenvolver tal consciência. Contudo, é preciso observar que esta consciência é também a nível instintivo, ou subconsciente, e que os sentimentos são também uma fonte de informação e calculo para o que o indivíduo decida se algo é prazeroso ou não, saudável ou não. Ele também possui consciência sobre as atividades competitivas e produtivas, contudo, estas não são uma influência direta aos seus instintos, mas sim indireta, como pode ser percebido pela ligação que há entre esses dois termos e dinheiro, que produz saúde e prazer. A partir de destas informações e sentimentos, o indivíduo busca aprender o conhecimento que mais lhe será útil, como também busca desejar aquilo que o faz se sentir mais satisfeito.
Saúde: ser saudável é um dos requisitos para o indivíduo ter condições de se sentir bem. Portanto, é dever do indivíduo buscar desenvolver hábitos saudáveis e que o faça ter uma vida longa e confortável. Saúde, contudo, não é algo simples de se obter. Isto porque o corpo humano foi desenvolvido para viver em um ambiente selvagem, porém, quase toda a população mundial vive com algum tipo de artificialidade desenvolvida pelos humanos agora. Como houve mudanças no ambiente natural do ser humano e o corpo humano não foi desenvolvido para este novo ambiente, é natural que se surja doenças ou distúrbios que diminuam a saúde humana. Para isto é preciso que a sociedade, através da ciência, busque formas de remediar tal acontecimento, e é aqui que surge todo o aparato tecnológico para que o humano possa desenvolver boa saúde. Porém, este aparato tende a custar algum dinheiro, e isto justifica a linha de produção de dinheiro a saúde. A saúde também pode ser obtida através dos conhecimentos do indivíduo sobre o que é bom ou não é. Isto explica a influência que ciência tem sobre saúde. Através de diversas experiências do seu cotidiano, o indivíduo percebe que certas coisas são boas, certas coisas são ruins. Para obter saúde também é preciso certa dose de desejo, porém, os elementos de conhecimento e observação envolvidos são em maior quantidade.
A saúde também tem a capacidade de influenciar a imagem do indivíduo. Isto acontece devido às leis da psicologia evolutiva, que diz que o humano considera bonito aquilo que seu instinto valoriza, e ele tem uma tendência natural a valorizar saúde. Construir saúde também é construir uma boa imagem, principalmente para aqueles que valorizam bastante a saúde. Para a psicologia evolutiva, as relações afetivas também são um sinal de saúde, só que a mental. Portanto, buscar relações que façam o indivíduo se sentir bem também é um elemento a ser introduzido no atributo saúde. Isto inclui o sexo, que é um elemento muito importante na constituição da saúde de um relacionamento conjugal, pois indica comprometimento com o bem-estar e intimidade do casal. O sexo é classificado como um elemento de saúde, não como um elemento de prazer, pois seu prazer faz parte naturalmente do instinto humano. Porém, em outras circunstancias, o sexo pode ser considerado como um atributo de prazer, principalmente quando nele está concentrado mais o desejo de consumo do que a necessidade constante do corpo. O mesmo se aplica a outros atributos da saúde que estejam associados a prazer, como comer ou praticar exercícios físicos.
Prazer: como foi explicado antes, há um desejo motivando todo o esforço humano. A recompensa de todo o desejo é o bem-estar, ou o prazer. Contudo, em todos estes casos, há um esforço motivado pelo desejo para que o bem-estar seja gerado. Neste atributo estão reunidos os prazeres dos quais não é necessário o esforço para serem gerados, pois este esforço já foi feito durante o processo de produção do indivíduo e reunido na forma de dinheiro. Portanto, o atributo prazer refere-se aos tipos de prazeres que podem ser consumidos através do dinheiro, e isto explica a linha de produção que parte do dinheiro para o prazer. A importância deste tipo específico de prazer é que ele pode ser usado como uma forma de atração entre os indivíduos, que não deve ser ignorada, pois ela existe e deve ser considerada nos cálculos de capacidade de sociabilidade. Este poder de atração explica a linha de produção que saí do prazer para a imagem, pois este é um dos meios que os indivíduos utilizam para atrair o instinto dos outros, para que através da ligação instintiva eles juntos desenvolvam atividades referentes a outros atributos ou até mesmo ao prazer, potencializando os efeitos destas atividades. O indivíduo que não utilizar esta mecânica de prazer provavelmente ficará em desvantagem em relação aos outros indivíduos em diversos aspectos, e isto prejudicará sua vida social causando distúrbios.
Este tipo de prazer também é um dos responsáveis, além da tendência humana de explorar a realidade, por fazer o indivíduo sentir a vida sobre diversos aspectos, e, deste modo, ter um grande conhecimento sobre os assuntos humanos e sociais. Isto acontece devido à própria mecânica do prazer, que precisa sempre ser renovado após seus efeitos terem durado algum tempo, ou seja, as mesmas atividades que antes causavam prazer agora não causam mais, se tornaram enjoativas ou repetitivas. Como o indivíduo utiliza seu dinheiro para acessar este tipo de prazer, a tendência é que logo esta atividade se torne enjoativa, pois há menos espera do que se o indivíduo tivesse se esforçando para produzir tal atividade. Desta forma, os elementos deste tipo de atributo são um tipo de prazer de rápido consumo, e logo enjoa. Portanto, isto força o indivíduo a buscar novos elementos capazes de trazer prazer, quando isto acontece, o indivíduo, mesmo sem perceber, começa a explorar vários sentimentos, curiosidades e aspectos de sua cultura e realidade. Contudo, é preciso tomar cuidado para o uso correto da mecânica do prazer, caso contrário ela irá resultar em distúrbio. São conhecidos os vários problemas que o consumo sem consciência pode trazer. Porém, além destes, é preciso tomar cuidado para não desenvolver desejo por algo que prejudique demais a saúde, como a alimentação em excesso ou atividades de alto risco de acidente. Outra observação é que se o indivíduo focar sua vida apenas neste tipo de prazer é provável que ele desenvolva distúrbios, pois se ele buscar vários prazeres diferentes seu dinheiro irá acabar rápido, e se ele focar em apenas uma coisa para obter prazer, ela irá enjoar logo.
Imagem: para este gráfico, imagem não se resume apenas ao que o indivíduo transmite para a sociedade. Aqui, ela também ganha o sentido do que o indivíduo projeta de si próprio. Esta projeção é baseada principalmente no conjunto de experiências e sentimentos de uma pessoa, e através da percepção deste atributo, é possível entender o porquê certas pessoas tomam determinadas decisões. Por se basear nas experiências e nos sentimentos, a imagem recebe uma forte influência da saúde e do prazer. Contudo, como o atributo imagem tem uma função dupla, que é também representar a imagem que uma pessoa passa para a sociedade, a influência vinda do prazer e da saúde se torna determinadora, se estabelecendo então uma relação de produção neste caso.
Desenvolver uma boa imagem é algo muito vantajoso para o indivíduo, pois em decisões que precisam ser rápidas, as informações consideradas pelo instinto para decidir entre uma pessoa ou outra são as obtidas através da imagem. Isto explica o fato de muitas pessoas terem uma preocupação maior com a imagem que transmite pela sociedade, pois elas entendem que quanto melhor esta imagem, maiores são as chances de algo bom acontecer. Contudo, quando uma pessoa assume certa responsabilidade através de sua imagem, é preciso que ela tenha condições de arcar com as conseqüências das reações das pessoas para esta imagem ou dispor de condições para ter o conteúdo que esta imagem aparenta ter, caso contrário isto pode resultar em complicações. Esta reação existe devido a grande capacidade associativa do cérebro humano, que após observar certas simbologias, busca quais fatores ou configurações são necessárias para aquilo existir, e, a partir disto, assume que estes fatores correspondem a simbologia em questão. Desta forma, através de uma simbologia, neste caso a imagem, é possível assumir alguns dos fatores que estão envolvidos na sua produção, que é como deve ser o estilo de vida da pessoa para que ela tenha essa imagem. É isto o que dá margem ao preconceito e ao status social, coisas que muitas vezes não estão coerentes com a realidade, contudo, outras vezes estão.
Outra característica da imagem importante é ser um fator determinante para o que a pessoa buscará produzir ou competir, o que explica as linhas de produção que saem da imagem e vão até estes dois atributos. Isto acontece devido à tendência do indivíduo buscar estar próximo daquilo que o faz se sentir bem e saudável. Desta forma, ele tende a buscar na produção e na competição aquilo que ele projeta como bom segundo sua imagem, que são as informações vindas do prazer e da saúde. Se, nesta busca, ele continuar a descobrir estas coisas que o faz se sentir bem e saudável, então ele continuará seguindo este caminho em sua produção ou competição. Caso contrário, sua imagem começará a passar por transformações buscando naquela ou em áreas semelhantes o que o faz se sentir bem.
Produção: foi devido à estrutura que a sociedade desenvolveu, em que as atividades de sobrevivência, como a caça, foram substituídas por mecanismos sociais, que este atributo surgiu. Para consumir algo da sociedade, é preciso produzir algo para ela. E este consumo e produção são medidos através do dinheiro. Portanto, o que determina se algo vale ou não algum dinheiro é a sociedade, e isto explica a linha de influência que parte dela para a produção. Como a produção tende a ser um processo mecânico, que se utiliza de um sistema bem definido, organizado e metódico a ser atingindo e também por consumir grande parte da vida das pessoas, é preciso levar este atributo em consideração na evolução dos indivíduos.
Muitas vezes desenvolver um processo de produção pode ser simples, contudo, quanto mais evoluída for uma sociedade, mais complexos tendem a ser a necessidade de seus habitantes como também tende a ser a produção destes produtos. Devido a esta complexidade, as pessoas têm que depositar alguns anos de sua vida para desenvolver determinado conhecimento técnico, para só então estar apta a produzir determinado produto para a sociedade. Porém, dedicar alguns anos da vida a qualquer atividade, e este período de estudo também é considerado como produção, não é algo simples, pois é preciso haver muito desejo envolvido, e é por isto que a imagem que a pessoa constrói de si própria torna-se um fator determinante. Porém, não só de atividades produtivas complexas vive uma sociedade, como também das simples e mecânicas. Nestes casos, há pouca preparação envolvida, porém, o que a pessoa recebe deve ser o suficiente para desenvolver os atributos básicos de uma evolução saudável, porém comum, caso contrário isto se configurará um caso de distúrbio social.
Competição: competir é uma característica inerente ao ser humano. Se tornar melhor em algo faz parte do processo evolutivo, e sem este desejo, a humanidade não teria chegado aonde chegou. Competir é um sistema complexo que, além de envolver o princípio de técnica X esforço, também estabelece que são os próprios indivíduos que devem desenvolver sua própria técnica, de forma a alcançar melhor o resultado que deseja. Isto porque competir parte do pré-suposto que não se sabe de todos os fatores envolvidos no sistema competitivo, pois se este conhecimento existisse, seria possível prever o resultado da competição antes mesmo dela se processar apenas com as informações necessárias para estabelecer seus cálculos. Embora a ciência possa atuar nos sistemas competitivos, dando certa noção do que traz ou não os melhores resultados, cada competidor deve buscar em si próprio o desejo e a técnica necessária para alcançarem o que querem através de muitas tentativas. Além destas características, saber competir é importante para uma boa evolução, justificando a existência deste atributo no gráfico, porque é esta atividade que ensina o humano os mecanismos necessários para ele se tornar cada vez melhor, entendendo que cada ação sua resulta em uma reação e utilizando esta característica nas suas atividades e para buscar o que seu desejo quiser.
Existem certos elementos que fazem parte de qualquer sistema competitivo, e quanto mais complexo for este sistema, mais elementos estarão presentes. Eles estão pareados de acordo com semelhança dentro da competição, e a ordem do pareamento está de acordo com o desconhecimento e conhecimento dos fatores, respectivamente. Segue a lista: Intenção/Ataque; Articulação/Defesa; Tempo/Estratégia; Probabilidade/Recursos; Informação/Espionagem. A intenção é como se pretende alcançar o objetivo, o ataque é o movimento para tanto. A articulação é organizar os fatores para alcançar seu objetivo, a defesa é como impedir que esta articulação seja desmontada. Tempo é quem consegue produzir mais resultado em menos tempo, e estratégia é como isto é feito e como aumentar a eficiência disto. Probabilidade está diretamente ligada à tentativa de medir o desconhecido por aproximações do que se conhece, e os recursos é o que se tem para gastar na busca pelo objetivo. A informação é a forma como melhorar os níveis de aproximação da probabilidade, para tornar maior o tempo de resposta a quaisquer operações, e a espionagem é modo de se obter tais informações ativamente. Ignorar alguns desses elementos num sistema competitivo pode ser desvantajoso, pois diminui a consciência de quais ações podem gerar determinados resultados, tanto suas como as do inimigo, para então buscar manipular os fatores para que eles produzam o que se deseja. O princípio da competição contra outras pessoas é buscar sempre uma forma de tornar melhores os resultados, baseando-se na própria descoberta como também na descoberta daqueles contra quem se disputa.
No atributo competição também se encaixa a competição contra si mesmo, em que o indivíduo busca se aperfeiçoar medindo apenas seus próprios resultados. Embora não haja outras pessoas envolvidas neste processo, ele pode ser igualmente tenso e pode chegar a bons resultados. Além disto, o indivíduo também desenvolve seus mecanismos de melhora e de percepção, principalmente se a competição for feita com desejo e consciência. Como apenas uma pessoa está envolvida no processo, a garantia de que estas técnicas são as melhores para produzir determinado resultado se torna menor, porém, em alguns casos em que a pessoa decide competir contra si mesma, este não é seu principal interesse. A partir da competição se conhece os mecanismos para se tornar melhor, e o uso destes mecanismos aumenta a capacidade do indivíduo organizar suas atividades e torná-las mais eficientes. Quando isto é usado na produção, ele produz mais dinheiro, e isto é um dos fatores que justificam a linha de produção que parte de competição até dinheiro. Outro fator é que a competição em si pode se tornar um meio de vida, pois as pessoas que não se dedicam exclusivamente a competição precisam aprender com aquelas que se dedicam a como competir bem, como melhorar e quais são os possíveis erros que ela está cometendo e não percebe. E isto tende a ser observado em eventos competitivos, como campeonatos. Portanto, esta movimentação de dinheiro que ocorre nestes eventos é outro fator que justifica a linha de produção da competição até o dinheiro.
A influência que a sociedade exerce na competição é semelhante a aquela que ela exerce sobre a produção. Através da comunicação, há tanto a pressão para que os indivíduos escolham o melhor meio de competição considerado pelo senso comum como também há que aqueles que competem exercem para mais pessoas irem competir com ele, tornando sua competição mais importante. A imagem também influência bastante no que o indivíduo escolherá competir. Isto porque o indivíduo tem a tendência de buscar algo no qual ele seja bom ou tenha potencial de se tornar bom. Portanto, se em determinada atividade ele percebe que é melhor em outra, existe uma maior tendência de que ele escolha esta atividade, e não outra. Estes fatores podem ou não estar na consciência do indivíduo, como por exemplo, tendência genética ou uma atividade que ele fazia quando criança que o fez se tornar bom em determinado aspecto, porém, estas coisas existem e influenciam no que ele é bom ou não. Isto também demonstra uma característica do ser humano: explorar o desconhecido. Ele busca no desconhecido uma atividade em que ele tenha uma boa chance de se tornar bom nela, se não encontrar, ele vai buscar nas atividades existentes, alguma a qual ele tenha potencial de se tornar bom. Inclusive, esta é uma característica não somente da competição, mas também do desejo em si, atuando, portanto, em todos os atributos e influenciando o indivíduo.
Dinheiro: atualmente, o dinheiro é o principal mecanismo de relação entre o indivíduo e a sociedade, e isto é o que justifica sua posição no gráfico. Através dele, é possível obter recursos da sociedade de forma muito facilitada. Porém, para obtê-lo, é preciso produzir ou prestar benefícios a sociedades que sejam reconhecidos através da gratificação em dinheiro.
OBS: A socialização é um elemento implícito do gráfico. Ela está presente em todos os atributos, e tem por princípio a comunicação e o aumento de potencial de suas atividades.
OBS 2: a tendência do indivíduo buscar se tornar melhor é explicada pelas propriedades evolutivas do ser humano, em que ele busca sobreviver e reproduzir. Contudo, é preciso observar que “melhor” é um termo comparativo, portanto, o indivíduo busca sempre se tornar melhor em relação a alguma coisa ou em relação a alguém. Isto é uma tendência instintiva, que deve ser observada pelo raciocínio humano para ser usada com saúde. Ela também explica a tendência do humano explorar a realidade, pois se em certa atividade ele tiver poucas chances de ser bom, ele irá buscar alguma a qual se tornar bom. Esta tendência faz parte do desejo, e atua em todas as áreas, por isto é possível perceber o indivíduo buscando alguma forma de produzir ou alguma forma de ter saúde que seja a melhor em relação às outras.
OBS 3: embora sejam muitos os tipos de atividades que cada humano possa fazer de modo a satisfazer a configuração do gráfico, e partindo do princípio de que cada humano busca o melhor para si, é preciso perceber que cada uma destas atividades tem seus pontos positivos e negativos, de acordo com os critérios de avaliação. Nenhuma é melhor ou pior em absoluto, pois caso fosse, isto anularia a tendência humana de explorar a realidade, que é um dos mecanismos responsáveis por uma gigantesca parte da evolução humana. Se a espécie humana, como um todo, se sentir satisfeita com apenas uma atividade definida, esta atividade será levada ao seu limite devido ao desejo humano de se tornar sempre melhorar, se saturaria e a partir de então não acrescentaria nada de novo as chances de evolução dos humanos. Portanto, é preciso aprender ter a consciência do porquê se é o que é, para conseguir desenvolver uma atividade de forma segura e firme, se assim sua percepção de realidade disser que é melhor. E ainda é preciso ter consciência para não investir fundo em algo que pode não ser verdadeiro ou para não cometer um erro irreparável no processo de descoberta.
Encerramento:
Esperava escrever nesta postagem sobre a reorganização do conceito de realidade que eu fiz nesses tempos. Porém, esta postagem por si só ficou enorme, portanto, considero desnecessário completá-la com outro assunto. Há muito tempo eu desejava fazer uma reorganização no conceito de realidade, pois estava muito confuso. A capacidade do ser humano desenvolver seus próprios mecanismos e axiomas, e alterar a forma como seu instinto e como algumas regras do que se considera natural funcionam foi um dos principais motivos que me levaram a confusão quanto a este conceito. Porém, acredito ter resolvido e escreverei sobre isto em uma nova postagem. Também gostaria de comentar aqui que competir é algo realmente muito complicado, e envolve uma série enorme de fatores e sentimentos. Estou aprendendo a administrar e a perceber tudo isto através dos treinos de Rugby e dos jogos de Lol, contudo, não é fácil. É de conhecimento meu que o processo de adaptação a realidade passa necessariamente pelo sofrimento, contudo, eu quero formalizar, segundo a psicologia evolutiva, o porquê isto é uma tendência ou mesmo uma regra para todo humano. Acredito que este é um conhecimento muito importante. Enfim, até a próxima postagem e um abraço a todos.
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Devir Social
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22:56:00
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sábado, 2 de março de 2013
Maior percepção do ego, super-ego e id e conhecimentos de percepção.
Introdução:
Olá amigos. Após algum tempo sem escrever no blog, cá estou. Começando com uma notícia bem recente: passei na federal. Pois é. Porém, vou ficar na UPE por uma série de motivos. Proteção de greves, mais perto de casa, qualidade de ensino quase no mesmo nível, menor e menos bagunçada. Embora eu vá perder o campus enorme da federal e seu prestígio. Sobre o dia-a-dia, tenho jogado muito Path of Exile. Esse jogo me pegou forte por sua semelhança com o Diablo II, um dos jogos que mais tenho afeto até hoje. Já estou em uns 60% de sua conclusão, pretendo zerá-lo ainda esse mês. Também pretendo continuar com o LOL, porém com menos freqüência. Parece que os jogos do lol voltaram a ser agradáveis por eu ter ficado um pouco fora de seu ambiente. No Path, eu jogo sozinho ou com desconhecidos, isso deixa o jogo um pouco menos divertido do que ele poderia ser. Mais uma notícia sobre o dia-a-dia, a academia vai bem. Mas também está enjoando. Eu não posso forçar tanto quanto gostaria porque não tenho acompanhamento médico nem estou investindo em suplementação, daí a coisa se torna básico e enjoativo. Pra evitar isso, pretendo fazer um esporte junto com a academia, e intercalar os dois. Segunda, quarta e sexta academia, terça e quinta um esporte. Já imagino qual, lá na rural tem umas pessoas que treinam rugby e meu amigo me convidou pra treinar também. Próxima semana vou lá conhecer. Vamos a postagem de hoje, que tratará sobre os conhecimentos nascidos através das experiências cotidianas.
Maior percepção do ego, super-ego e id:
Como estudante informal de psicologia, sempre tive a curiosidade sobre os termos “ego, super-ego e id”. Estes termos, que está meio que está no conhecimento comum das pessoas, acompanham-me faz tempo, e eu nunca soube identificá-los com precisão. É uma tarefa difícil, imagino, pois eu, mesmo com toda a minha preocupação em observar e sistematizar o comportamento humano, percebi apenas um dia desses, através do exemplo. É preciso estar com os olhos abertos para certos aspectos para se criar a condição de se observá-los. Há algum tempo eu já mencionei no blog ter percebido o “ego” em certas experiências, e esta postagem será para anunciar a observação do que eu imagino ser o “super-ego” e o “id”. Vou contar qual experiência permitiu a mim percebê-los: um conhecido postou um status no facebook dele, e eu respondi a este status discordando dele e reprovando tal afirmação que ele postou. Então ele me respondeu com certa agressividade, porque não gostou da reprovação, que inclusive, foi em público. Ele me agrediu, mesmo que de forma disfarçada, publicamente, e em seguida, me agrediu privadamente. Provavelmente essa agressão foi motivada por seu “ego”, pois na cabeça dele, tal comentário não era necessário e o prejudicou, e movido por raiva ao ser prejudicado, ele buscou uma forma de me agredir. Como eu agi neutramente, eu consegui meio que desarmá-lo, contudo, durante o processo, foi possível perceber os vários fatores que moviam o comportamento dele. Justamente o “ego”, “super-ego” e “id”. Vou explicar onde observei cada um deles.
Observei o ego justamente na motivação de raiva de seu comportamento. Seus sentimentos, ao ser prejudicado, fizeram-no acreditar que ele estava certo e eu errado, e isto seria justificativa o suficiente para me agredir. O ego, que é a interpretação de si próprio e do ambiente a sua volta da melhor maneira para seus sentimentos, o fez me agredir para satisfazer seu sentimento de raiva, e, durante o estado de excitação, que é quando ele estava se satisfazendo e me agredindo, ele publicou uma série de coisas públicas que foram o suficiente para satisfazê-lo momentaneamente. Porém, após a excitação da raiva ter acabado, entrou em ação um outro agente comportamental, o superego. O superego age em momentos de não excitação, reavaliando as experiências para saber como melhorá-las ou corrigi-las. Então, no momento em que o seu superego começou a reavaliar as publicações que ele fez no facebook, me agredindo, o seu superego observou que tais agressões seriam associadas a imagem ruim pra ele, e isso seria ruim pra ele. Portanto, mesmo tais publicações tendo sido feitas em um momento de excitação, em que apenas um pequeno conjunto de fatores estava sendo levado em consideração pelo instinto, após estes fatores serem ampliados, foi percebido que tais publicações na verdade poderiam ser nocivas. Foi quando ele apagou tais publicações.
Ele, provavelmente motivado pela raiva de eu ter feito ele apagar uma publicação, segundo suas interpretações, foi tirar satisfação comigo no chat do facebook, de forma privada. Durante a conversa, ele me acusou de ter agredido ele, por isso ele me agrediu também, e de eu não ter o direito de expor minha opinião e dele ter o direito de publicar o que quiser, afinal, o facebook é uma página social, não um site de jornalismo. Eu respondi a tais acusações de forma neutra, ou seja, evocando fatos e não sentimentos. Foi ai que eu pude perceber o ID dele. Durante a discussão, ele estava sendo motivado pela raiva, e ele queria satisfazer sua raiva. Contudo, ao evocar valores contidos no seu ID, eu pude fazer com que seu desejo de satisfação da raiva fosse, de certa forma, anulados, em determinados assuntos. Foi quando eu evoquei os princípios do Direito, aos quais ele, e seu ID, respeitam. Durante o processo, eu afirmei que ele não poderia ter me agredido daquela forma porque ele não tinha o direito disto. Neste momento eu consegui com que ele reconhecesse que errou, pedir desculpas e esquecer pelo menos daquela discussão. Contudo, qual outra entidade seria tão forte a ponto de fazê-lo a se comportar de modo contrário, apenas por ser evocada? Poucas. Por isso é possível afirmar que tal entidade está enraizada em sua psique, no ID, que é a parte onde os valores estão contidos. No caso, ele é ateu, ou algo perto disto, portanto, esta entidade pouco representa pra ele. Contudo, o Direito é uma entidade pesada em sua psique. Porém, a raiva ainda estava nele, e ele buscou outra forma de satisfazê-la, porém, não por meio da agressão, mas sim por meio de uma visão má interpretada sobre o entendimento de direito, ética, liberdade de expressão e etc.
Estes três conceitos comportamentais, que junto com o princípio do prazer e da realidade formam aparelho psíquico de Freud. Estas informações foram lidas no Wikipédia e interpretadas com o que eu já entendo e experimentei sobre o assunto, provavelmente está errado, impreciso ou incompleto. De qualquer forma, eu acredito que isto é uma mecânica desenvolvida a partir da prática que dá condições para analisar o comportamento humano. Porém, como uma mecânica, ou um aparelho de medição, ele pode não ser tão preciso. Na verdade, acredito que os conhecimentos da psicologia evolutiva são uma forma aprofundada deste aparelho, que leva em consideração seus fatores de desenvolvimento. De qualquer forma, é um passo muito interessante pra mim perceber estes conceitos. Isto me leva também a pensar sobre todo o papel dos impulsos vindos do ego, sobre como controlá-los e usá-los para desenvolver uma boa forma de evolução. Isto é um conhecimento muito importante pro desenvolvimento humano. Quanto mais se entende exatamente o que se é, melhores são as condições de desenvolver um sistema de boa evolução. Para isto, eu estou utilizando uma forma de me basear em fatos e possibilidades como forma de justificar o que se é, e inibir o ego de se espalhar e montar uma imagem muito ilusória da realidade. O real problema disto é entender o que é fato e o que é interpretação, por isto o princípio da realidade deve ser muito bem usado, além dos conhecimentos da p.e. para entender todos os fatores que compõe o ser humano.
Conhecimentos para percepção:
Ultimamente eu tenho percebido que existe uma característica do conhecimento muito interessante, e pouco utilizada: sua capacidade de aumentar a percepção sobre determinado evento. Tenho percebido isto ao me deparar com pessoas que desejam obter certos resultados, mas não tem os conhecimentos necessários para obter tais resultados. Contudo, com os devidos conhecimentos, a capacidade de percepção aumenta e então a pessoa se torna capaz de desenvolver um plano para chegar aonde quer. Um exemplo: perceber que o vestibular é, na verdade, uma competição como qualquer outra. Exige disciplina, estudo sobre os elementos da competição, noções de probabilidade, estatística, esforço, e planejamento a longo prazo. Como um dançarino, que tem que perceber quais movimentos corporais precisam ser trabalhados para alcançar os requisitos necessários para obter tal pontuação dos jurados, o aluno precisa entender quais os procedimentos são necessários pra ele obter a máxima eficiência no acerto de questões, que é o que faz alguém passar no vestibular. Porém, como alguém vai saber quais são estes procedimentos a serem trabalhados? Das duas uma: ou ela descobre, ou alguém a conta.
A parte da descoberta se assemelha a uma mutação. Por exemplo, quem passa por um processo de competição muito intenso em determinado esporte, ao ir pra outro, vai notar que parte daqueles conhecimentos podem ser adaptados para este novo esporte. A outra parte do conhecimento que falta pra ela obter uma alta eficiência neste esporte será alcançada através da variação, tentativa e erro. Ainda, uma pessoa pode começar sem a mínima noção num esporte, porém, através da variação, tentativa e erro, obter os conhecimentos para se obter uma alta eficiência naquele esporte. Porém, provavelmente a pessoa que já tem os conhecimentos de outro esporte vai desenvolver mais rapidamente a alta eficiência por haver certa “mutação” entre os conhecimentos. De certa forma, acredito que eu ter passado no vestibular este ano foi devido a justamente isto, eu ter percebido, através do discurso dos professores, bem como a observação sobre como funciona a competição, além das noções básicas de estatística e probabilidade, que o método de estudo que eu escolhi era o mais adequado para alcançar o objetivo. A maioria dos professores tem esse tipo de noção, a questão é o aluno acreditar e fazer isto.
Acredito que as escolas poderiam trabalhar um pouco melhor neste aspecto do conhecimento. A matemática é uma grande aliada dos meus raciocínios, contudo, não de forma precisa, mas sim através de suas noções. Porém, apenas obteve tais noções quando entendi, na prática, o que significava cada assunto após passar por todo processo de calculo e aprendizado. Seria interessante também, de modo geral, as pessoas desenvolverem uma noção de que, pra certas sensibilidades, é preciso certos conhecimentos. Por exemplo, pra entender uma competição bem específica ou forma artística, ou qualquer outro tipo de resultado, é preciso desenvolver certas noções. Inclusive, esse tipo de sensibilidade é desenvolvido através, também, dos conhecimentos sobre a própria percepção. Por exemplo, uma pessoa que, antes não percebia e não entendia nada, ao passar e entender muito bem algum tipo de atividade e se tornar muito sensível a ela, pode assumir também que outros tipos de atividades seguem o mesmo princípio, e pode aceitar e entender melhor a multiplicidade de sentimentos, comportamentos e atividades que outros seres humanos podem alcançar.
Encerramento:
Enfim amigos, por hoje será só isso. Faz muito tempo que eu não produzo nada relacionado a literatura. Acho que a fonte de criatividade secou. Não sei explicar exatamente, mas não vejo mais motivo pra procurar novos poemas dentro da filosofia, como fazia. Aliás, motivos eu tenho, mas não sinto a necessidade. Também era bastante trabalhoso fazer aqueles poemas, e eu precisava, de certa forma, ter novas inspirações como fonte criativa. Novas experiências ou novos conceitos a serem transpostos para poema, e que descem certo nesse formato. Contudo, não esquematizo o processo porque se não os poemas ficaram muito vulgares. O interesse seria apenas conceitos importantes. Outra curiosidade também é que tem uns tópicos no meu bloco de notas que eu não faço a menor idéia do que sejam. Eram assuntos pra escrever no blog, mas que eu esqueci sobre o que se tratam e as palavras chaves não ajudam a lembrar. Um exemplo: “diferença por diferente”. Nem imagino o que seja isso. Posso ter até uma hipótese, mas como confirmar? Pois é. Boa noite a todos, até a próxima postagem.
Olá amigos. Após algum tempo sem escrever no blog, cá estou. Começando com uma notícia bem recente: passei na federal. Pois é. Porém, vou ficar na UPE por uma série de motivos. Proteção de greves, mais perto de casa, qualidade de ensino quase no mesmo nível, menor e menos bagunçada. Embora eu vá perder o campus enorme da federal e seu prestígio. Sobre o dia-a-dia, tenho jogado muito Path of Exile. Esse jogo me pegou forte por sua semelhança com o Diablo II, um dos jogos que mais tenho afeto até hoje. Já estou em uns 60% de sua conclusão, pretendo zerá-lo ainda esse mês. Também pretendo continuar com o LOL, porém com menos freqüência. Parece que os jogos do lol voltaram a ser agradáveis por eu ter ficado um pouco fora de seu ambiente. No Path, eu jogo sozinho ou com desconhecidos, isso deixa o jogo um pouco menos divertido do que ele poderia ser. Mais uma notícia sobre o dia-a-dia, a academia vai bem. Mas também está enjoando. Eu não posso forçar tanto quanto gostaria porque não tenho acompanhamento médico nem estou investindo em suplementação, daí a coisa se torna básico e enjoativo. Pra evitar isso, pretendo fazer um esporte junto com a academia, e intercalar os dois. Segunda, quarta e sexta academia, terça e quinta um esporte. Já imagino qual, lá na rural tem umas pessoas que treinam rugby e meu amigo me convidou pra treinar também. Próxima semana vou lá conhecer. Vamos a postagem de hoje, que tratará sobre os conhecimentos nascidos através das experiências cotidianas.
Maior percepção do ego, super-ego e id:
Como estudante informal de psicologia, sempre tive a curiosidade sobre os termos “ego, super-ego e id”. Estes termos, que está meio que está no conhecimento comum das pessoas, acompanham-me faz tempo, e eu nunca soube identificá-los com precisão. É uma tarefa difícil, imagino, pois eu, mesmo com toda a minha preocupação em observar e sistematizar o comportamento humano, percebi apenas um dia desses, através do exemplo. É preciso estar com os olhos abertos para certos aspectos para se criar a condição de se observá-los. Há algum tempo eu já mencionei no blog ter percebido o “ego” em certas experiências, e esta postagem será para anunciar a observação do que eu imagino ser o “super-ego” e o “id”. Vou contar qual experiência permitiu a mim percebê-los: um conhecido postou um status no facebook dele, e eu respondi a este status discordando dele e reprovando tal afirmação que ele postou. Então ele me respondeu com certa agressividade, porque não gostou da reprovação, que inclusive, foi em público. Ele me agrediu, mesmo que de forma disfarçada, publicamente, e em seguida, me agrediu privadamente. Provavelmente essa agressão foi motivada por seu “ego”, pois na cabeça dele, tal comentário não era necessário e o prejudicou, e movido por raiva ao ser prejudicado, ele buscou uma forma de me agredir. Como eu agi neutramente, eu consegui meio que desarmá-lo, contudo, durante o processo, foi possível perceber os vários fatores que moviam o comportamento dele. Justamente o “ego”, “super-ego” e “id”. Vou explicar onde observei cada um deles.
Observei o ego justamente na motivação de raiva de seu comportamento. Seus sentimentos, ao ser prejudicado, fizeram-no acreditar que ele estava certo e eu errado, e isto seria justificativa o suficiente para me agredir. O ego, que é a interpretação de si próprio e do ambiente a sua volta da melhor maneira para seus sentimentos, o fez me agredir para satisfazer seu sentimento de raiva, e, durante o estado de excitação, que é quando ele estava se satisfazendo e me agredindo, ele publicou uma série de coisas públicas que foram o suficiente para satisfazê-lo momentaneamente. Porém, após a excitação da raiva ter acabado, entrou em ação um outro agente comportamental, o superego. O superego age em momentos de não excitação, reavaliando as experiências para saber como melhorá-las ou corrigi-las. Então, no momento em que o seu superego começou a reavaliar as publicações que ele fez no facebook, me agredindo, o seu superego observou que tais agressões seriam associadas a imagem ruim pra ele, e isso seria ruim pra ele. Portanto, mesmo tais publicações tendo sido feitas em um momento de excitação, em que apenas um pequeno conjunto de fatores estava sendo levado em consideração pelo instinto, após estes fatores serem ampliados, foi percebido que tais publicações na verdade poderiam ser nocivas. Foi quando ele apagou tais publicações.
Ele, provavelmente motivado pela raiva de eu ter feito ele apagar uma publicação, segundo suas interpretações, foi tirar satisfação comigo no chat do facebook, de forma privada. Durante a conversa, ele me acusou de ter agredido ele, por isso ele me agrediu também, e de eu não ter o direito de expor minha opinião e dele ter o direito de publicar o que quiser, afinal, o facebook é uma página social, não um site de jornalismo. Eu respondi a tais acusações de forma neutra, ou seja, evocando fatos e não sentimentos. Foi ai que eu pude perceber o ID dele. Durante a discussão, ele estava sendo motivado pela raiva, e ele queria satisfazer sua raiva. Contudo, ao evocar valores contidos no seu ID, eu pude fazer com que seu desejo de satisfação da raiva fosse, de certa forma, anulados, em determinados assuntos. Foi quando eu evoquei os princípios do Direito, aos quais ele, e seu ID, respeitam. Durante o processo, eu afirmei que ele não poderia ter me agredido daquela forma porque ele não tinha o direito disto. Neste momento eu consegui com que ele reconhecesse que errou, pedir desculpas e esquecer pelo menos daquela discussão. Contudo, qual outra entidade seria tão forte a ponto de fazê-lo a se comportar de modo contrário, apenas por ser evocada? Poucas. Por isso é possível afirmar que tal entidade está enraizada em sua psique, no ID, que é a parte onde os valores estão contidos. No caso, ele é ateu, ou algo perto disto, portanto, esta entidade pouco representa pra ele. Contudo, o Direito é uma entidade pesada em sua psique. Porém, a raiva ainda estava nele, e ele buscou outra forma de satisfazê-la, porém, não por meio da agressão, mas sim por meio de uma visão má interpretada sobre o entendimento de direito, ética, liberdade de expressão e etc.
Estes três conceitos comportamentais, que junto com o princípio do prazer e da realidade formam aparelho psíquico de Freud. Estas informações foram lidas no Wikipédia e interpretadas com o que eu já entendo e experimentei sobre o assunto, provavelmente está errado, impreciso ou incompleto. De qualquer forma, eu acredito que isto é uma mecânica desenvolvida a partir da prática que dá condições para analisar o comportamento humano. Porém, como uma mecânica, ou um aparelho de medição, ele pode não ser tão preciso. Na verdade, acredito que os conhecimentos da psicologia evolutiva são uma forma aprofundada deste aparelho, que leva em consideração seus fatores de desenvolvimento. De qualquer forma, é um passo muito interessante pra mim perceber estes conceitos. Isto me leva também a pensar sobre todo o papel dos impulsos vindos do ego, sobre como controlá-los e usá-los para desenvolver uma boa forma de evolução. Isto é um conhecimento muito importante pro desenvolvimento humano. Quanto mais se entende exatamente o que se é, melhores são as condições de desenvolver um sistema de boa evolução. Para isto, eu estou utilizando uma forma de me basear em fatos e possibilidades como forma de justificar o que se é, e inibir o ego de se espalhar e montar uma imagem muito ilusória da realidade. O real problema disto é entender o que é fato e o que é interpretação, por isto o princípio da realidade deve ser muito bem usado, além dos conhecimentos da p.e. para entender todos os fatores que compõe o ser humano.
Conhecimentos para percepção:
Ultimamente eu tenho percebido que existe uma característica do conhecimento muito interessante, e pouco utilizada: sua capacidade de aumentar a percepção sobre determinado evento. Tenho percebido isto ao me deparar com pessoas que desejam obter certos resultados, mas não tem os conhecimentos necessários para obter tais resultados. Contudo, com os devidos conhecimentos, a capacidade de percepção aumenta e então a pessoa se torna capaz de desenvolver um plano para chegar aonde quer. Um exemplo: perceber que o vestibular é, na verdade, uma competição como qualquer outra. Exige disciplina, estudo sobre os elementos da competição, noções de probabilidade, estatística, esforço, e planejamento a longo prazo. Como um dançarino, que tem que perceber quais movimentos corporais precisam ser trabalhados para alcançar os requisitos necessários para obter tal pontuação dos jurados, o aluno precisa entender quais os procedimentos são necessários pra ele obter a máxima eficiência no acerto de questões, que é o que faz alguém passar no vestibular. Porém, como alguém vai saber quais são estes procedimentos a serem trabalhados? Das duas uma: ou ela descobre, ou alguém a conta.
A parte da descoberta se assemelha a uma mutação. Por exemplo, quem passa por um processo de competição muito intenso em determinado esporte, ao ir pra outro, vai notar que parte daqueles conhecimentos podem ser adaptados para este novo esporte. A outra parte do conhecimento que falta pra ela obter uma alta eficiência neste esporte será alcançada através da variação, tentativa e erro. Ainda, uma pessoa pode começar sem a mínima noção num esporte, porém, através da variação, tentativa e erro, obter os conhecimentos para se obter uma alta eficiência naquele esporte. Porém, provavelmente a pessoa que já tem os conhecimentos de outro esporte vai desenvolver mais rapidamente a alta eficiência por haver certa “mutação” entre os conhecimentos. De certa forma, acredito que eu ter passado no vestibular este ano foi devido a justamente isto, eu ter percebido, através do discurso dos professores, bem como a observação sobre como funciona a competição, além das noções básicas de estatística e probabilidade, que o método de estudo que eu escolhi era o mais adequado para alcançar o objetivo. A maioria dos professores tem esse tipo de noção, a questão é o aluno acreditar e fazer isto.
Acredito que as escolas poderiam trabalhar um pouco melhor neste aspecto do conhecimento. A matemática é uma grande aliada dos meus raciocínios, contudo, não de forma precisa, mas sim através de suas noções. Porém, apenas obteve tais noções quando entendi, na prática, o que significava cada assunto após passar por todo processo de calculo e aprendizado. Seria interessante também, de modo geral, as pessoas desenvolverem uma noção de que, pra certas sensibilidades, é preciso certos conhecimentos. Por exemplo, pra entender uma competição bem específica ou forma artística, ou qualquer outro tipo de resultado, é preciso desenvolver certas noções. Inclusive, esse tipo de sensibilidade é desenvolvido através, também, dos conhecimentos sobre a própria percepção. Por exemplo, uma pessoa que, antes não percebia e não entendia nada, ao passar e entender muito bem algum tipo de atividade e se tornar muito sensível a ela, pode assumir também que outros tipos de atividades seguem o mesmo princípio, e pode aceitar e entender melhor a multiplicidade de sentimentos, comportamentos e atividades que outros seres humanos podem alcançar.
Encerramento:
Enfim amigos, por hoje será só isso. Faz muito tempo que eu não produzo nada relacionado a literatura. Acho que a fonte de criatividade secou. Não sei explicar exatamente, mas não vejo mais motivo pra procurar novos poemas dentro da filosofia, como fazia. Aliás, motivos eu tenho, mas não sinto a necessidade. Também era bastante trabalhoso fazer aqueles poemas, e eu precisava, de certa forma, ter novas inspirações como fonte criativa. Novas experiências ou novos conceitos a serem transpostos para poema, e que descem certo nesse formato. Contudo, não esquematizo o processo porque se não os poemas ficaram muito vulgares. O interesse seria apenas conceitos importantes. Outra curiosidade também é que tem uns tópicos no meu bloco de notas que eu não faço a menor idéia do que sejam. Eram assuntos pra escrever no blog, mas que eu esqueci sobre o que se tratam e as palavras chaves não ajudam a lembrar. Um exemplo: “diferença por diferente”. Nem imagino o que seja isso. Posso ter até uma hipótese, mas como confirmar? Pois é. Boa noite a todos, até a próxima postagem.
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sábado, 2 de fevereiro de 2013
Velocidade sexual, comentário sobre robôs, sentimentos e realidade, pequenos pensamentos.
Introdução:
Olá amigos. Novamente escrevendo sem internet, mas desta vez foi algo previsto. Faz uma semana que eu tenho uns temas legais pra escrever, e deixei para hoje justamente para ter o que fazer. Mas antes, vou falar um pouco sobre meu dia, que foi bem interessante. Hoje eu terminei de tirar a cópia da documentação necessária para me matricular na UPE. Não sei se já disse aqui, mas passei em engenharia da computação. Isto me fez entrar um pouco em conflito entre o meu desejo de fazer a psicologia evolutiva ser reconhecia e fazer engenharia da computação. Abandonar uma destas coisas não é algo que também desejasse, mas queria arrumar tempo pra desenvolver os dois ao mesmo tempo. Porém, percebi que fazer a psicologia evolutiva ser reconhecida no meio acadêmico é algo além das minhas condições conhecidas. Então revi meu desejo quanto a psicologia evolutiva, e descobri que o que eu quero é que ela chegue às pessoas comuns, a academia científica seria apenas mais um passo para isto. Sendo assim, assumindo que irei cursar engenharia da computação e arrumar um emprego razoável ao final do curso, entendi que teria algum dinheiro para investir no que quisesse. És que surge a lembrança do livro que pretendo fazer, algo que poderá fazer a psicologia evolutiva chegar ao grande público mas que também não está nos meus limites. Com o dinheiro que irei adquirir do emprego, acredito ter as condições necessárias para dar entrada no que é necessário para tornar real a publicação de um livro, e é isto o que eu vou fazer.
Outro algo interessante foi de manhã, quando eu comecei a fazer a academia. No final dos exercícios aeróbicos, passei mal. Senti uma enorme necessidade de água, porém, não quis beber pra completar o tempo estabelecido. Durante o exercício, me lembrei que vi num vídeo que a sensação de fome era hormonal, e que o corpo ganha resistência para ela. Pensei que da mesma forma funcionasse a sensação de sede, por isso, assumi que meu corpo não precisava de água com tanta urgência, embora estivesse acostumado. O curioso é que, mesmo não precisando de água, a sensação foi tão forte que foi capaz de me fazer vomitar. Vou acostumá-lo a passar um período de exercícios sem água novamente, se não será incomodo. Sobre a postagem de hoje, irei falar sobre umas idéias que eu tive na tentativa de entender os desejos corriqueiros e também ao assistir animatrix, um conjunto de animações japonesas muito interessantes baseados na mitologia de matrix. Vamos à postagem.
Velocidade sexual:
Uma coisa que começou a me intrigar no comportamento sexual era a forma como as pessoas desenvolviam seus costumes sexuais. Baseando-me em toda teoria da psicologia evolutiva, comecei a buscar uma forma de entender isto. Foi assim que eu cheguei ao conceito de velocidade sexual, que me parece ser bastante coerente com todas as informações observadas por mim até agora. Este conceito se baseia nas propriedades do gráfico do bem-estar evolutivo, principalmente o desejo, como nos conhecimentos sobre configuração mental, em que a mente organiza sua memória e seus valores de um modo específico. Vamos começar a explicação, que será feita de modo bem simplificada.
Quando o humano desejo algo, ele busca obter este algo. Se conseguir, ele se sente satisfeito por um período, mas logo passa a achar este algo normal. É quando ele busca outro desejo para se sentir satisfeito novamente. Porém, o humano não por desejos de forma aleatória, ele busca os desejos que, de alguma forma, aumentem suas chances de sobreviver e reproduzir. Porém, na sociedade, o que dá chances de sobreviver e reproduzir é muito relativo ao conjunto de valores que cada pessoa tem. É isto o que justifica cada pessoa ter seu conjunto de desejos diferentes, inclusive os sexuais. Além disto, também há o histórico pessoal da pessoa, que não necessariamente depende da sociedade em si, mas da forma como suas relações íntimas foram mapeadas pelo seu cérebro. Se ela teve bons sentimentos ao experimentar determinado aspecto sexual, ou se teve maus sentimentos ao experimentar outro aspecto sexual, isto também colabora para o conjunto de valores que ela tem em relação ao sexo.
Velocidade sexual é um conceito que se introduz justamente ao unir todas estas informações no desenvolvimento sexual de cada pessoa. Algumas pessoas chegam a comportamentos bem distantes da média, enquanto que outras simplesmente não conseguem sequer assumir os comportamentos considerados medianos. Ao tentar chegar à explicação para isto, observa-se que aquelas que têm uma alta velocidade sexual normalmente têm boas experiências relacionadas ao sexo, como também tem bastante tempo para experimentá-lo. Ou seja, ela deseja, consegue o que deseja, e busca outro algo para desejar, porém, busca algo mais avançado. Em contrapartida, pessoas com velocidade sexual lenta normalmente não tem boas experiências em relação ao sexo e também não tem tempo de buscar por estas experiências. Por isto, elas acabam desenvolvendo uma série de traumas ou simplesmente não entendem determinados desejos e acham isto tudo muito estranho. É possível assumir também teoricamente um meio termo, que pode ser composto por pessoa que tem tempo, mas experiências ruins, ou pessoas que tem experiências boas, mas não tem tempo de explorar. Estas podem até entender alguns desejos, mas não serão tão avançadas quanto as que têm velocidade rápida.
Conhecer este conceito pode ser interessante para vários aspectos. Um destes aspectos é quanto à mecânica dos relacionamentos de casamento. Em certa postagem eu já expliquei que para a psicologia evolutiva, relacionamentos de casamento basicamente consistiam de um processo de adaptação mutua, em que uma pessoa se adapta a outra e ambas conseguem co-existir com a finalidade de manter uma família. Nesta época que já imaginava que haveria alguma adaptação sexual envolvida, porém, não fazia a mínima idéia sobre como proceder com esta adaptação. Com o conceito de velocidade sexual é possível ter melhores noções sobre isso. Isto também pode ser importante para a compreensão e aceitação da posição sexual de cada pessoa. Algumas, por serem velozes, acabam atingindo um comportamento mais distante que outras, ou algumas não conseguem desenvolver comportamentos sexuais. Isto acaba se tornando uma arma social, pois a maioria pode ferir a minoria por não entender, ter medo, se sentir desvalorizado ou quaisquer outros fatores. Através da consciência, cada pessoa pode entender seu processo e se sentir segura com isto, sem precisar ferir outras pessoas ou tendo condições o suficiente de se defender caso seja atacada.
Sobre robôs, sentimentos e a realidade:
Ao assistir as animações do animatrix, fiquei muito pensativo quanto a possibilidade de robôs terem sentimentos os mecanismos para que isto seja possível. Estes pensamentos também me levaram a pensar sobre os sentimentos nos humanos, e no que tudo isto significa de modo geral para a existência. Tudo isto se juntou também a uma conversa que eu tive com meu amigo sobre inteligência artificial e sobre a possibilidade de um ser que, por si mesmo, descobrir a verdade e com um artigo que eu li que me abriu meus horizontes de possibilidades. Cheguei a conclusões talvez já conhecidas, mas que ainda sim desejo publicar no meu blog.
Neste artigo eu li algo muito interessante, chamado “teoria da incompletude”. Eu não entendi exatamente o que ela quer dizer, mas entendi que, sendo ela verdadeira, ela implica que um computador, por melhor que seja, não é capaz de resolver todos os problemas matemáticos possíveis pela própria estrutura da matemática. Eu acredito que isto seja verdade devido a matemática ser movida principalmente pelos axiomas, mas quem escolhe qual axioma é ou não verdadeiro são os humanos ou a proposta do problema que deve ser solucionado pelo sistema matemático. Sendo assim, uma matemática contendo todos os axiomas não pode existir, portanto, não existirá nenhum sistema matemático contido em um computador capaz de resolver quaisquer problemas matemáticos. Obviamente estou dando uma opinião leiga sobre o assunto, mas isto se relaciona com os sentimentos de um modo muito profundo.
Qual a função dos sentimentos nos seres humanos, afinal? Torná-los capazes de se adaptar a realidade. Mas o que é realidade ou de qual realidade estamos falando? Quem define isto são os sentimentos. Em outras palavras, falando sobre o processamento lógico da realidade, quem define os axiomas são os sentimentos. Portanto, qualquer sistema robótico que não for capaz de lidar com novos axiomas não pode ser considerado inteligente, bem como não podemos considerar que ele tenha sentimentos. Ele pode simular sentimentos e simular inteligência, mas não tem isto, assumindo inteligência como capacidade de adaptação, mas não tem isto de fato. Notamos então o quão interessante é os seres humanos, e também em quanto poderá demorar a chegada do ser que irá substituir a espécie humana na árvore evolutiva. Bem, mesmo eles substituindo nós, é possível assumir que eles serão semelhantes a nós, pois, suponho, eles precisarão de um mecanismo semelhante aos sentimentos. Ou ainda, se seguir a mesma tendência que a evolução convencional, nós iremos nos transformar neles pouco a pouco.
Outra consideração a ser feita é sobre os erros que surgem nos processos adaptativos. Nos seres humanos, isto pode acontecer através de erro de axioma, quando o humano assume como verdade algo que não é, ou por erro de lógica no processamento dos axiomas, seja por desatenção ou por não querer depositar o esforço necessário para se chegar a conclusão segura. Se um ser desenvolvido através das ferramentas artificiais viesse a ter um sistema de adaptação a realidade, parecido com os sentimentos, acredito que ele seria suscetível ao primeiro erro, mas não ao segundo. Porém, muitos dos casos que originam alguns erros também originam alguns acertos, esta variação colabora com o processo de mutação da espécie humana, que ajuda a ela se adaptar com mais eficiência. Comportamento semelhante poderia ser simulado por tal processador para conseguir esta mesma eficiência, ou não, na verdade eu não sei. O que eu sei é que isto é um assunto interessante.
Pequenos pensamentos:
“Mais que idéias, são os interesses que movem as pessoas”, por Alexis de Tocqueville.
Essa frase me fez pensar na importância de pensar não somente no fato ao qual a pessoa se baseia para expor sua idéia, posição ou teoria, mas também no interesse dela em relação a aquela teoria. Os interesses, não o modo como as pessoas entendem a realidade, são os principais provocadores de discordâncias em brigas ou discussões, mesmo algumas tidas como intelectuais. Isto será uma grande problemática para resolver ao propor novas idéias.
Numa das postagens antigas desse blog, eu escrevi sobre “imersão artística”. Lá falava que era necessário buscar entender toda a simbologia e mecânica por trás da técnica que o artista escolhe para entender quais sentimentos e valores ele quis transmitir. Percebi a algum tempo que isto é análogo a um processo de carregamento, contudo, neste caso de simbologias e sentimentos. E é isto um dos aspectos importantes que separa a arte industrial dos outros tipos de arte. Enquanto que outras artes necessitam que as pessoas busquem conhecer o determinado artista e seu contexto para poder lê-lo, ou já estejam neste contexto, mas não sendo ele o da maioria, a arte industrial lida com simbologias contidas no inconsciente coletivo, portanto, já “pré-carregadas”, o que a torna de fácil leitura.
Outra coisa que sempre me chamou atenção foi o fato das pessoas se beijarem e se abraçarem. Há tempos queria entender este comportamento, e agora acredito que já sei como funcionam suas bases. Acontece que, durante o tempo ocioso do humano, ele fica imaginando formas de como se sentir bem. Essas formas vão se definir como os seus desejos. Por princípio, o contato corpo-a-corpo realmente libera alguns bons hormônios, que causam boas sensações. Mas isto precisa ser desejado pra ser amplificado, e é o que acontece quando uma pessoa deseja entrar em contato com outra que ela gosta. Sem isso, esses hormônios não são amplificados pelo desejo, ou podem até ser inibidos caso a pessoa não goste da outra por sentimentos como raiva. Como qualquer outro desejo, ele enjoa depois de um tempo. Quanto menor o desejo, mais rápido será o enjôo. É por isso que pessoas desocupadas ou sem muito o que desejar acabam por ser mais carentes, e pessoas envolvidas com outros tipos de projetos tornam-se mais independentes neste sentido.
Encerramento:
Enfim amigos, mais uma postagem finalizada. Acredito que escrever sobre esses temas foi bem produtivo. O lance de carregar, eu tava pensando em escrever um artigo sobre isso, mas não foi necessário porque eu me lembrei do lance de imersão artística. Velocidade sexual é um conceito muito importante, e a posição sexual das pessoas lembra topografia social, só que em relação ao sexo. Mas isto é uma informação que precisa ainda ser trabalhada, por isso eu ainda não a incluí. Pra falar a verdade, o conceito de topografia no instinto é algo que ainda me deixa confuso, embora eu perceba a existência de algo relacionado a isso. O lance do contato corporal também seria um novo texto, mas foi só um parágrafo, então eu botei na sessão de pequenos pensamentos. Esses dias sem internet me fez aprender a jogar OpenTTD, um simulador de empresa de transito interessante. Quando a internet voltou, joguei no modo multiplayer e vi pessoas que sabem jogar engenhando altas estradas de ferro. No mais, boa noite para todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Novamente escrevendo sem internet, mas desta vez foi algo previsto. Faz uma semana que eu tenho uns temas legais pra escrever, e deixei para hoje justamente para ter o que fazer. Mas antes, vou falar um pouco sobre meu dia, que foi bem interessante. Hoje eu terminei de tirar a cópia da documentação necessária para me matricular na UPE. Não sei se já disse aqui, mas passei em engenharia da computação. Isto me fez entrar um pouco em conflito entre o meu desejo de fazer a psicologia evolutiva ser reconhecia e fazer engenharia da computação. Abandonar uma destas coisas não é algo que também desejasse, mas queria arrumar tempo pra desenvolver os dois ao mesmo tempo. Porém, percebi que fazer a psicologia evolutiva ser reconhecida no meio acadêmico é algo além das minhas condições conhecidas. Então revi meu desejo quanto a psicologia evolutiva, e descobri que o que eu quero é que ela chegue às pessoas comuns, a academia científica seria apenas mais um passo para isto. Sendo assim, assumindo que irei cursar engenharia da computação e arrumar um emprego razoável ao final do curso, entendi que teria algum dinheiro para investir no que quisesse. És que surge a lembrança do livro que pretendo fazer, algo que poderá fazer a psicologia evolutiva chegar ao grande público mas que também não está nos meus limites. Com o dinheiro que irei adquirir do emprego, acredito ter as condições necessárias para dar entrada no que é necessário para tornar real a publicação de um livro, e é isto o que eu vou fazer.
Outro algo interessante foi de manhã, quando eu comecei a fazer a academia. No final dos exercícios aeróbicos, passei mal. Senti uma enorme necessidade de água, porém, não quis beber pra completar o tempo estabelecido. Durante o exercício, me lembrei que vi num vídeo que a sensação de fome era hormonal, e que o corpo ganha resistência para ela. Pensei que da mesma forma funcionasse a sensação de sede, por isso, assumi que meu corpo não precisava de água com tanta urgência, embora estivesse acostumado. O curioso é que, mesmo não precisando de água, a sensação foi tão forte que foi capaz de me fazer vomitar. Vou acostumá-lo a passar um período de exercícios sem água novamente, se não será incomodo. Sobre a postagem de hoje, irei falar sobre umas idéias que eu tive na tentativa de entender os desejos corriqueiros e também ao assistir animatrix, um conjunto de animações japonesas muito interessantes baseados na mitologia de matrix. Vamos à postagem.
Velocidade sexual:
Uma coisa que começou a me intrigar no comportamento sexual era a forma como as pessoas desenvolviam seus costumes sexuais. Baseando-me em toda teoria da psicologia evolutiva, comecei a buscar uma forma de entender isto. Foi assim que eu cheguei ao conceito de velocidade sexual, que me parece ser bastante coerente com todas as informações observadas por mim até agora. Este conceito se baseia nas propriedades do gráfico do bem-estar evolutivo, principalmente o desejo, como nos conhecimentos sobre configuração mental, em que a mente organiza sua memória e seus valores de um modo específico. Vamos começar a explicação, que será feita de modo bem simplificada.
Quando o humano desejo algo, ele busca obter este algo. Se conseguir, ele se sente satisfeito por um período, mas logo passa a achar este algo normal. É quando ele busca outro desejo para se sentir satisfeito novamente. Porém, o humano não por desejos de forma aleatória, ele busca os desejos que, de alguma forma, aumentem suas chances de sobreviver e reproduzir. Porém, na sociedade, o que dá chances de sobreviver e reproduzir é muito relativo ao conjunto de valores que cada pessoa tem. É isto o que justifica cada pessoa ter seu conjunto de desejos diferentes, inclusive os sexuais. Além disto, também há o histórico pessoal da pessoa, que não necessariamente depende da sociedade em si, mas da forma como suas relações íntimas foram mapeadas pelo seu cérebro. Se ela teve bons sentimentos ao experimentar determinado aspecto sexual, ou se teve maus sentimentos ao experimentar outro aspecto sexual, isto também colabora para o conjunto de valores que ela tem em relação ao sexo.
Velocidade sexual é um conceito que se introduz justamente ao unir todas estas informações no desenvolvimento sexual de cada pessoa. Algumas pessoas chegam a comportamentos bem distantes da média, enquanto que outras simplesmente não conseguem sequer assumir os comportamentos considerados medianos. Ao tentar chegar à explicação para isto, observa-se que aquelas que têm uma alta velocidade sexual normalmente têm boas experiências relacionadas ao sexo, como também tem bastante tempo para experimentá-lo. Ou seja, ela deseja, consegue o que deseja, e busca outro algo para desejar, porém, busca algo mais avançado. Em contrapartida, pessoas com velocidade sexual lenta normalmente não tem boas experiências em relação ao sexo e também não tem tempo de buscar por estas experiências. Por isto, elas acabam desenvolvendo uma série de traumas ou simplesmente não entendem determinados desejos e acham isto tudo muito estranho. É possível assumir também teoricamente um meio termo, que pode ser composto por pessoa que tem tempo, mas experiências ruins, ou pessoas que tem experiências boas, mas não tem tempo de explorar. Estas podem até entender alguns desejos, mas não serão tão avançadas quanto as que têm velocidade rápida.
Conhecer este conceito pode ser interessante para vários aspectos. Um destes aspectos é quanto à mecânica dos relacionamentos de casamento. Em certa postagem eu já expliquei que para a psicologia evolutiva, relacionamentos de casamento basicamente consistiam de um processo de adaptação mutua, em que uma pessoa se adapta a outra e ambas conseguem co-existir com a finalidade de manter uma família. Nesta época que já imaginava que haveria alguma adaptação sexual envolvida, porém, não fazia a mínima idéia sobre como proceder com esta adaptação. Com o conceito de velocidade sexual é possível ter melhores noções sobre isso. Isto também pode ser importante para a compreensão e aceitação da posição sexual de cada pessoa. Algumas, por serem velozes, acabam atingindo um comportamento mais distante que outras, ou algumas não conseguem desenvolver comportamentos sexuais. Isto acaba se tornando uma arma social, pois a maioria pode ferir a minoria por não entender, ter medo, se sentir desvalorizado ou quaisquer outros fatores. Através da consciência, cada pessoa pode entender seu processo e se sentir segura com isto, sem precisar ferir outras pessoas ou tendo condições o suficiente de se defender caso seja atacada.
Sobre robôs, sentimentos e a realidade:
Ao assistir as animações do animatrix, fiquei muito pensativo quanto a possibilidade de robôs terem sentimentos os mecanismos para que isto seja possível. Estes pensamentos também me levaram a pensar sobre os sentimentos nos humanos, e no que tudo isto significa de modo geral para a existência. Tudo isto se juntou também a uma conversa que eu tive com meu amigo sobre inteligência artificial e sobre a possibilidade de um ser que, por si mesmo, descobrir a verdade e com um artigo que eu li que me abriu meus horizontes de possibilidades. Cheguei a conclusões talvez já conhecidas, mas que ainda sim desejo publicar no meu blog.
Neste artigo eu li algo muito interessante, chamado “teoria da incompletude”. Eu não entendi exatamente o que ela quer dizer, mas entendi que, sendo ela verdadeira, ela implica que um computador, por melhor que seja, não é capaz de resolver todos os problemas matemáticos possíveis pela própria estrutura da matemática. Eu acredito que isto seja verdade devido a matemática ser movida principalmente pelos axiomas, mas quem escolhe qual axioma é ou não verdadeiro são os humanos ou a proposta do problema que deve ser solucionado pelo sistema matemático. Sendo assim, uma matemática contendo todos os axiomas não pode existir, portanto, não existirá nenhum sistema matemático contido em um computador capaz de resolver quaisquer problemas matemáticos. Obviamente estou dando uma opinião leiga sobre o assunto, mas isto se relaciona com os sentimentos de um modo muito profundo.
Qual a função dos sentimentos nos seres humanos, afinal? Torná-los capazes de se adaptar a realidade. Mas o que é realidade ou de qual realidade estamos falando? Quem define isto são os sentimentos. Em outras palavras, falando sobre o processamento lógico da realidade, quem define os axiomas são os sentimentos. Portanto, qualquer sistema robótico que não for capaz de lidar com novos axiomas não pode ser considerado inteligente, bem como não podemos considerar que ele tenha sentimentos. Ele pode simular sentimentos e simular inteligência, mas não tem isto, assumindo inteligência como capacidade de adaptação, mas não tem isto de fato. Notamos então o quão interessante é os seres humanos, e também em quanto poderá demorar a chegada do ser que irá substituir a espécie humana na árvore evolutiva. Bem, mesmo eles substituindo nós, é possível assumir que eles serão semelhantes a nós, pois, suponho, eles precisarão de um mecanismo semelhante aos sentimentos. Ou ainda, se seguir a mesma tendência que a evolução convencional, nós iremos nos transformar neles pouco a pouco.
Outra consideração a ser feita é sobre os erros que surgem nos processos adaptativos. Nos seres humanos, isto pode acontecer através de erro de axioma, quando o humano assume como verdade algo que não é, ou por erro de lógica no processamento dos axiomas, seja por desatenção ou por não querer depositar o esforço necessário para se chegar a conclusão segura. Se um ser desenvolvido através das ferramentas artificiais viesse a ter um sistema de adaptação a realidade, parecido com os sentimentos, acredito que ele seria suscetível ao primeiro erro, mas não ao segundo. Porém, muitos dos casos que originam alguns erros também originam alguns acertos, esta variação colabora com o processo de mutação da espécie humana, que ajuda a ela se adaptar com mais eficiência. Comportamento semelhante poderia ser simulado por tal processador para conseguir esta mesma eficiência, ou não, na verdade eu não sei. O que eu sei é que isto é um assunto interessante.
Pequenos pensamentos:
“Mais que idéias, são os interesses que movem as pessoas”, por Alexis de Tocqueville.
Essa frase me fez pensar na importância de pensar não somente no fato ao qual a pessoa se baseia para expor sua idéia, posição ou teoria, mas também no interesse dela em relação a aquela teoria. Os interesses, não o modo como as pessoas entendem a realidade, são os principais provocadores de discordâncias em brigas ou discussões, mesmo algumas tidas como intelectuais. Isto será uma grande problemática para resolver ao propor novas idéias.
Numa das postagens antigas desse blog, eu escrevi sobre “imersão artística”. Lá falava que era necessário buscar entender toda a simbologia e mecânica por trás da técnica que o artista escolhe para entender quais sentimentos e valores ele quis transmitir. Percebi a algum tempo que isto é análogo a um processo de carregamento, contudo, neste caso de simbologias e sentimentos. E é isto um dos aspectos importantes que separa a arte industrial dos outros tipos de arte. Enquanto que outras artes necessitam que as pessoas busquem conhecer o determinado artista e seu contexto para poder lê-lo, ou já estejam neste contexto, mas não sendo ele o da maioria, a arte industrial lida com simbologias contidas no inconsciente coletivo, portanto, já “pré-carregadas”, o que a torna de fácil leitura.
Outra coisa que sempre me chamou atenção foi o fato das pessoas se beijarem e se abraçarem. Há tempos queria entender este comportamento, e agora acredito que já sei como funcionam suas bases. Acontece que, durante o tempo ocioso do humano, ele fica imaginando formas de como se sentir bem. Essas formas vão se definir como os seus desejos. Por princípio, o contato corpo-a-corpo realmente libera alguns bons hormônios, que causam boas sensações. Mas isto precisa ser desejado pra ser amplificado, e é o que acontece quando uma pessoa deseja entrar em contato com outra que ela gosta. Sem isso, esses hormônios não são amplificados pelo desejo, ou podem até ser inibidos caso a pessoa não goste da outra por sentimentos como raiva. Como qualquer outro desejo, ele enjoa depois de um tempo. Quanto menor o desejo, mais rápido será o enjôo. É por isso que pessoas desocupadas ou sem muito o que desejar acabam por ser mais carentes, e pessoas envolvidas com outros tipos de projetos tornam-se mais independentes neste sentido.
Encerramento:
Enfim amigos, mais uma postagem finalizada. Acredito que escrever sobre esses temas foi bem produtivo. O lance de carregar, eu tava pensando em escrever um artigo sobre isso, mas não foi necessário porque eu me lembrei do lance de imersão artística. Velocidade sexual é um conceito muito importante, e a posição sexual das pessoas lembra topografia social, só que em relação ao sexo. Mas isto é uma informação que precisa ainda ser trabalhada, por isso eu ainda não a incluí. Pra falar a verdade, o conceito de topografia no instinto é algo que ainda me deixa confuso, embora eu perceba a existência de algo relacionado a isso. O lance do contato corporal também seria um novo texto, mas foi só um parágrafo, então eu botei na sessão de pequenos pensamentos. Esses dias sem internet me fez aprender a jogar OpenTTD, um simulador de empresa de transito interessante. Quando a internet voltou, joguei no modo multiplayer e vi pessoas que sabem jogar engenhando altas estradas de ferro. No mais, boa noite para todos e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
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10:52:00
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