sábado, 19 de outubro de 2013

Média de expectativa nas fases evolutivas e Princípio da probabilidade da descoberta em relação ao processamento e a estrutura

Introdução:
Olá amigos. Fazem realmente alguns meses que eu não escrevo nada para o blog. Realmente. Mas eu não tenho parado de produzir, apenas estou meio sem vontade de oficializar novas teorias enquanto não organizo as que já tenho. De qualquer forma, tenho algumas boas para escrever hoje. Antes disso, as novidades. Estou jogando Starcraft, abandonei o LOL. Sinto-me mais satisfeito jogando SC2 que LOL, acho que por ser um ambiente com menos variáveis pra se levar em consideração e com partidas significativamente mais curtas. Continuo na academia e no rugby, meu peso está estável e espero manter após começar a estudar no mês que vem. Também tenho tentado publicar um livro com meus poemas sobre a psicologia evolutiva, inclusive já publiquei vários aqui. Está em processo de edição, mas acho que só vai sair daqui a uns dois anos, quando eu começar a estagiar. Bem, hoje irei falar sobre o fases da evolução humana, característica muito interessante e que pode ser útil para o aumento da consciência sobre a evolução, e também sobre um princípio de pensamento em relação a estrutura. Vamos a postagem.

Média de expectativa nas fases evolutivas:
É possível perceber que todo o ser humano durante o seu processo de desenvolvimento passa por momentos diferentes. Quando estes momentos se prolongam por bastante tempo, e isto geralmente acontece devido a algum processo de estruturação da sua evolução, é possível chamar este momento de fase. A fase evolutiva pode adotar diferentes aspectos de acordo como aquela evolução se estrutura, e é justamente sobre isto o que eu pretendo discutir hoje.

Um dos principais elementos a ser observado durante as fases evolutivas é a expectativa. Neste blog eu já expliquei os três tipos de desejos, o associativo, o adaptativo e o reativo. A expectativa surge principalmente do desejo associativo, quando a pessoa observa seu ambiente e seus semelhantes e se associa a eles, desenvolvendo a expectativa de ter coisas parecidas com as quais eles têm como forma de suprir suas necessidades. A partir de como a situação daquela pessoa se relaciona com suas expectativas é possível determinar o estado da fase evolutiva dela. Estes estados são caracterizados principalmente pelo sentimento que mais aquela pessoa sente naquela fase. Por exemplo, se o sentimento que ela mais sente naquela fase é alegria, então aquele estado é um estado alegre, empolgante. Se, caso contrário, ela sente tristeza ou incerteza, então o estado é difícil, ruim.

O que determina como será a situação de uma pessoa é justamente as características da realidade dela, que podem ser favoráveis ou não ao que suas expectativas desejam. Situação financeira é um bom exemplo disto. Porém, além das expectativas e da situação da realidade dela, também existe a sua satisfação, que é aquilo que vem dela e do seu processo de raciocínio entre suas experiências e desejos. É perfeitamente possível uma pessoa numa fase ruim de sentimentos se sentir satisfeita. Isto acontece quando ela percebe que para alcançar aquilo que a satisfará, ela terá que abrir mão de coisas que sua expectativa diz que é natural já que todo mundo tem. Geralmente em períodos de estudo ou de crescimento que exige algum tipo de sacrifício para que seja possível isto acontece.

Outra situação é que quando uma pessoa está numa fase boa, a tendência é ela querer se manter naquela fase, continuar com suas atividades que a mantém bem. Por outro lado, quando uma pessoa está numa fase ruim, a tendência é que ela comece a buscar alternativas para alcançar aquilo que irá a satisfazer, caso ela ainda não saiba como alcançar. É possível perceber que cada pessoa tem uma média de expectativa evolutiva, e que quando ela está a cima desta média, ela tende querer continuar nela, porém, quando está abaixo desta média, ela tende a querer encontrar formas de voltar a média. Isto é algo muito produtivo para a evolução humana, já que isto permite novas formas de se sentir bem, o que se configura como mutações comportamentais.

Contudo, a consciência da existência das fases evolutivas é algo importante para o ser humano. Entender o que faz de uma fase ruim e qual a relação de se passar por isto para alcançar algo que leve o ser humano a uma satisfação maior é algo que dá forças para ele seguir em frente. Além disto, entender do que se constitui a própria média de expectativa é algo bem interessante para o autoconhecimento. Cada média se constrói através das influencias culturais de cada pessoa, e através disto é possível perceber que cada pessoa possui um conjunto único nessa média, assim como um conjunto único de desejos. Uma pessoa pode se sentir bem estando em uma posição que outra se sentiria mal, justamente por diferença entre as médias de expectativa.

Princípio da probabilidade da descoberta em relação ao processamento e a estrutura:
Este princípio nasceu da observação de que o raciocínio humano é constituído principalmente de associação. Quando se estuda lógica, se percebe que ao se associar duas informações, surge uma terceira informação derivada das duas anteriores. É seguindo este princípio que o raciocínio humano se constitui. Porém, além de informações, o instinto humano também processa com sentimentos. Através da propriedade da memória humana de destacar aquelas memórias com mais sentimentos, e sendo a memória uma forma de informação, é possível perceber que o ser humano, além de processar através dos fundamentos da lógica tradicional, ele também atribui peso as informações que serão associadas. Desta forma, ele tende a encontrar informações com maior relevância para o seu meio, já que é o seu meio que influencia nos sentimentos que marcam a memória. Pensando nisto é que nasce este princípio, que tenta estabelecer uma propriedade de descoberta levando em consideração a estrutura sobre a evolução que aquela pessoa é montada, ou seja, aquilo que ela considera importante e que a satisfaz, em relação ao quanto de tempo ela tem pra processar as informações e descobrir coisas novas.

De certo modo, para se fazer alguma descoberta realmente importante, além do ambiente adequado, que seria a estrutura, é preciso também ter o tempo de processamento da informação. Ou seja, vamos supor que uma pessoa tenha nas suas memórias duas informações, que ao serem conectadas, irão levar a uma nova descoberta importante. Porém, existem incontáveis informações em sua memória, e irá demorar um tempo até que aquelas duas em específico sejam conectadas e a descoberta seja feita. É justamente este tempo o tempo de processamento que uma pessoa precisa para descobrir. Se uma pessoa é estimulada demais e não tiver tempo para processar as informações que a estimularam, provavelmente ela não vai ter as condições necessárias para associar aquelas duas informações na sua mente e fazer alguma descoberta importante para ela. Quando adicionamos os pesos sentimentais a estas informações, é possível perceber que fica um pouco natural em certos casos, como um matemático trabalhando com descobertas matemáticas, e um pouco dificultosas em outro, como uma pessoa que se preocupa em ganhar dinheiro descobrir alguma formula matemática, embora ela trabalhe o tempo todo com números. A primeira valoriza a relação entre os números em si, e a segunda valoriza os números como um instrumento para o seu trabalho com o dinheiro.

O processo de descoberta é realmente algo bem sutil que exige observação e reflexão. Contudo, quanto mais empenhada uma pessoa está em descobrir algo, mas ela irá cercar com aquelas informações e, fatalmente, ela irá conectar tais informações e irá descobrir o que quer, caso isso realmente exista. É preciso observar a importância, porém, de como buscar valorizar e sentir as coisas. Quem desenvolve uma boa estrutura para o pensamento, valorizando informações boas e importantes, tem maior probabilidade de descobrir coisas boas. Isto porque, afinal, as informações importantes estarão com o peso maior em sua memória, já que esta informação está atrelada a bons sentimentos. Quem, por outro lado, desenvolver uma estrutura ruim pro pensamento, irá fatalmente chegar a conclusões ruins sobre a vida. De certo modo, é possível aplicar isto as camadas sociais, onde aqueles que convivem com violência freqüentemente são levados a pensar na violência como algo natural e por isto a maioria das descobertas que eles fazem para resolver alguma solução contém este elemento. Outro exemplo são os artistas, desenvolvendo novas formas de arte, ou os esportistas, descobrindo cada vez novas formas para se tornar melhor no seu esporte.

Encerramento:
Pois é, depois de alguns meses sem postar, cá está mais uma atualização. Faz tempo que eu não trabalho nas minhas teorias, porém, elas estão todas guardadas na minha cabeça. Agora estou começando a ver outras coisas na vida, e voltar a esses assuntos só daqui a uns anos, talvez. Portanto, talvez a taxa de atualização nesse blog diminua consideravelmente. Quem sabe eu poste sobre outros assuntos. Segunda feira irei começar a faculdade, então, talvez tenha algum assunto sim a postar. No mais, um abraço a todos e até a próxima.

sábado, 20 de julho de 2013

Distúrbio dos relacionamentos alpha e beta e monogamia segundo a P.E.

Introdução:
Olá amigos. Após muitos adiamentos venho escrever este texto, aproveitando essa manhã de sábado antes que eu faça algo e acabe me esquecendo. Hoje irei falar sobre dois tópicos interessantes, porém, um deles, com um bom destaque. Porém, devo admitir que ultimamente eu tenho acumulado assuntos para escrever no blog. Acho uns dois sábados de atualização resolve isso. Sobre as novidades, continuo fazendo academia e jogando rugby, porém, praticamente parei de jogar lol. O espaço que antes era do lol foi substituído por joguinhos casuais e sociais. Se eu quiser voltar a jogar lol, terei que relembrar várias informações, porque deixar de praticar algo o torna meio que enferrujado nisso. Bem, o assunto de hoje tratará sobre um distúrbio que mistura componentes sexuais com culturais muito observado atualmente, o chamarei de distúrbio dos relacionamentos alpha e beta. A segunda coisa que eu irei falar hoje é sobre os motivos para a não traição segundo a psicologia evolutiva. Se der, ainda tentarei falar sobre um terceiro assunto, que é um princípio muito interessante descoberto ao se observar várias conseqüências das possibilidades do comportamento humano, que é o princípio das probabilidades dos pensamentos em relação a estrutura. Enfim, vamos à postagem.

Distúrbio dos relacionamentos alpha e beta:
Durante muito tempo eu venho observando o uso popular dos termos “alpha” e “beta” para classificar o modo como os homens agem diante dos relacionamentos e da vida. Estes dois termos, com origem conceitual na biologia, mais precisamente, na observação do comportamento de grupos de animais com certa organização social e que apresentam um macho que lidera e obtém a maioria das coisas primeiro, o alpha, e os machos que aceitam sua posição de subordinados, os betas, são o que irão determinar os termos que serão usados no resto desta postagem. O uso popular destes termos surgiu através da associação, em que qualquer homem que pareça ter liderança acaba sendo associado com o alpha, e o beta é qualquer homem que aceita ser liderado, e também se associa força aos que lideram e fraqueza aos que são liderados. De fato, o uso destes dois termos para classificar os homens desta forma não é algo impreciso, porém, é algo generalista e que normalmente quem faz não considera que vivemos em uma sociedade também racional, e não puramente instintiva, e por isto supervaloriza o comportamento alpha. A principal importância do uso destes termos para o uso popular é em relação ao modo em que os dois tipos de macho tratam um relacionamento. Porém, para entender este distúrbio em específico, é preciso entender especificamente o modo como eles tratam o sexo, por isso será explicada a atitude sexual que cada um destes machos costuma ter

Homens com atitude sexual alpha são aqueles que querem consumir a fêmea rapidamente, utilizando todas as suas artimanhas para tal propósito. São os que conquistam, os que deixam as fêmeas confusas e os que tentam seduzir o desejo das fêmeas, e não a razão. Normalmente a relação entre uma fêmea e um macho alpha tende a ser bastante turbulenta, cheia de nuances que tem bastante de suas motivações o desejo do consumo sexual e da conquista. Já os homens beta são os preocupados com uma relação estável e saudável, e não com o consumo sexual. São estes também os que se preocupam com a família, e geralmente tratam sua fêmea de forma bem carinhosa e verdadeira. Porém, nas relações com o beta, a fêmea tende a ter menos interesse instintivo e mais interesse racional, pois ela sabe que precisa de uma relação firme de douradora, embora que esta relação não seja tão prazerosa como a de um macho alpha. Isto porque estamos considerando uma fêmea com muito poder passivo, ou seja, capaz de atrair os olhares de vários machos, e que deseja ter seu poder passivo consumido, porém também deseja ter uma relação estável para montar uma família.

O grande distúrbio começa a surgir justamente por este desejo duplo das fêmeas, que ao mesmo tempo deseja ser consumida e também montar uma família. Quando uma fêmea é consumida por um macho, este perde o interesse sexual por ela. Desta forma, a fêmea sempre tende a se proteger, para manter os machos atraídos sexualmente por ela e assim conseguir o que deseja. Porém, a grande questão é que o macho alpha utiliza todas as armas pra conseguir com que a fêmea deixe ele consumir seu poder sexual ao máximo, enquanto que o macho beta acaba respeitando e não tentando ultrapassar os limites impostos pela fêmea para preservar os poderes sexuais dela. Este limite vai sendo ultrapassado lentamente, a medida que a fêmea se sente segura e acredita que o interesse sexual que está sendo perdido irá ser reposto por outro tipo de interesse, como o de continuar a história, manter a família, etc. De fato, uma relação entre um homem com atitude beta e uma fêmea pode durar anos sem que ele consiga consumir todo o seu poder passivo, enquanto que a relação entre um de atitude alpha e uma fêmea dura muito menos, talvez meses. Pode até durar mais se houver uma pressão social para que o macho alpha fique com a fêmea, mas será alta a chance do seu desejo fazer com que ele a traia para saciar seu instinto, e ele não se sentirá culpado por isto.

O distúrbio é ainda piorado quando o homem beta toma consciência da sua situação, em que a maioria das mulheres se interessam instintivamente pelos alphas, e disto nasce uma série de sentimentos negativos que são propulsores de outros distúrbios sociais e sexuais. O interesse de uma fêmea por um macho beta só surge quando ela, após sofrer, entende que precisa de uma relação estável e segura para formalizar uma família. É neste ponto que os betas mostram seu potencial. Porém, mesmo tendo racionalmente esta consciência, há na mulher ou em qualquer pessoa que nutra o seu poder passivo, um desejo de ser consumido por um poder ativo, portanto, mesmo que esta mulher não sinta mais necessidade de ter uma relação prazerosa sexualmente de forma racional, ela, instintivamente, sente isto, porém, está adormecido. O grande distúrbio acontece quando uma mulher destas encontra um modo de ser consumida como seu instinto deseja sem que seu marido saiba. Há um grande conflito interno nela, e se ela não tiver boas bases morais, acabará cedendo. É quando ela se entrega sexualmente a algum desconhecido e faz com ele tudo o que nunca teve coragem de fazer com seu marido.

Este tipo de consumo costuma ser curto. Logo a fêmea perde interesse por este novo homem e vice-versa, pois o consumo dos poderes sexuais é feito rapidamente e seu desejo é saciado. Porém, se o macho beta descobre isto, é um sentimento forte o suficiente para fazê-lo cometer crimes ou desistir de qualquer relacionamento com sua mulher, pois saber que ela entregou a um qualquer em pouco tempo tudo aquilo que ele demorou anos para conquistar é um sentimento de traição e revolta muito forte. Isto é o suficiente pra desmoronar uma família. Algumas vezes, inclusive, numa hipótese mais aguda do distúrbio, este novo homem em questão na realidade é também um marido, porém, de alto poder ativo cuja mulher tem medo de deixar que ele a consuma e acaba encontrando nesta outra mulher a oportunidade de consumir um poder passivo como deseja, mas que não encontra em casa. Neste caso, se forem pegos, serão duas famílias desmoronadas. Nota-se aqui a gravidade deste distúrbio e a importância de encontrar modos para solucioná-lo.

Solução:
Como solução a psicologia evolutiva recomenda o mesmo que para todos os tipos de distúrbios: a consciência. Embora a consciência de tudo o que acontece neste tipo de relação seja algo realmente difícil, é preciso desenvolver isto. Pois somente assim é possível equilibrar os poderes e desenvolver uma relação de consumo-produção com o parceiro saudável e verdadeira. Neste caso, tanto o poder passivo quanto o ativo devem entender como o seu poder é produzido, como ele é consumido, e como renová-lo, para que a dinâmica de casal nunca morra enquanto que se constrói uma família. Isto porque o poder passivo é desenvolvido para ser consumido, e o poder ativo para ser consumir, e simplesmente isto. Este dever de continuar junto após o consumo é imposto pelas estruturas sociais a qual a humanidade encontrou para conseguir desenvolver todo seu aparato racional e tecnológico.  Afinal, antigamente o sexo era só uma forma de se reproduzir, e sua finalidade era alcançada junto ao seu consumo, e para tal o instinto humano foi desenvolvido. Agora reprodução faz parte de um processo de formação de família e o sexo se tornou um elemento de dinâmica entre o casal que estabelece essa família. Entendendo isto, vamos para os principais conceitos que ambos devem ter em mente, segundo a psicologia evolutiva.

Para o poder passivo, é preciso que ela tenha consciência sobre como o seu poder é desenvolvido. Para todo consumo, é preciso uma produção. Mas é comum que o poder passivo não faça a menor idéia sobre como seu poder seja produzido, um erro muito fatal, pois nasce disto uma série de medos difíceis de lidar, como o medo de ser consumida por completa por seu parceiro e ele perder o interesse por ela. Toda a produção, contudo, é feita através do esforço. Mudar de cabelo, perfume, comportamento, roupa, estes são alguns exemplos de como o poder passivo pode se renovar. Desenvolver poder passivo requer esforço por parte do seu usuário, portanto, é preciso que a pessoa tenha consciência disto e deseje sempre reconstituir aquele poder que foi consumido para que a relação continue tendo a sua dinâmica de casal.

Para o poder ativo, é preciso que ele tenha consciência de sua função de conquistar o poder passivo. É comum o poder ativo não deixar o poder passivo livre para se fortalecer, pois quanto mais forte o poder passivo ficar, mais difícil para o poder ativo será conquistá-lo. Contudo, é algo necessário para que a dinâmica de casal sobreviva. É preciso que ele saiba também que após o consumo, é necessário o tempo para o poder passivo se renovar, e ter paciência para tanto. E após a renovação do poder passivo, é dele a responsabilidade de reconquistá-lo. E isto também demanda esforço. De certo modo, uma relação sexual se mantém ativa dentro de um casal se cada uma das partes se esforçar para tanto, e é virtualmente possível que isso dure a vida toda se os dois caminharem para evoluções sexuais parecidas.

Conseguir expor os desejos para o parceiro não é algo simples. Muito menos desenvolver um desejo junto com ele. É preciso um companheirismo e uma consciência muito boa para que isto se desenvolva de maneira saudável. A psicologia evolutiva sempre leva em consideração uma evolução perfeitamente saudável, e isto é utópico. Porém, quanto mais próximo disto um casal conseguir se aproximar, melhor será sua qualidade de vida. Brigas e desentendimentos são comuns na dinâmica do casal, afinal, é constante a negociação entre os desejos e sobre as escolhas das possibilidades de onde depositar o esforço.

Só duas curiosidades, a primeira é que eu li numa pesquisa que apenas um entre onze homens são considerados os machos alphas. Isto tem uma boa chance de ser verdade, pois apenas aquele que se sai bem sucedido com as técnicas de macho alpha conseguem continuar com este tipo de evolução. Porém, para ser bem sucedido nestas técnicas, é preciso ter os valores certos e as experiências certas, geralmente experiências bem sucedidas. Aqueles com experiências más sucedidas acabam se tornando beta. Por isto que apenas alguns homens conseguem. É algo semelhante a evolução parasitóide, se todo mundo for, não dá certo, se apenas alguns forem, eles conseguem sobreviver. Não sei se essa pesquisa é verdadeira, de qualquer forma. A outra curiosidade é que provavelmente existe também um comportamento de alpha/beta entre as mulheres, mas sobre isto eu conheço pouco.

Monogamia segundo a psicologia evolutiva:
Existe certa discussão sobre o ideal de uma relação de casamento. Alguns defendem que o instinto humano, principalmente o masculino, foi desenvolvido para uma relação poligâmica. Outros defendem que não. Porém, existem alguns princípios que defendem a relação monogâmica como a mais saudável, aquela que mais tem potencial para oferecer uma boa qualidade de vida. Seguem os motivos pelo qual a psicologia evolutiva considera isto:

Dentre todas as maneiras de se desenvolver relações sexuais e conjugais, a monogâmica parece ser a mais vantajosa. O primeiro motivo é o direcionamento do esforço para nutrir a relação. Se em determinado relacionamento houver mais de duas pessoas, como é que se organizará a força como cada uma se esforça pela outra? Isto é algo complicado, pois, é comum do ser humano querer sempre mais, e acabar esbarrando no que é da outra pessoa. Então haverá conflitos para ver quem fica com a maior quantidade de esforço, o que tornará uma longa relação algo instável. Além deste motivo, toda relação precisa de um meio para se manifestar. Organizar um meio para manifestar a relação entre mais de duas pessoas é um pouco mais complicado, pois com duas já há muita discussão, como o que fazer com o tempo livre pra se divertir, por exemplo. Se houver outro tipo de organização, tal como uma pessoa dar atenção a outra em diferentes horários, poderá surgir falta de tempo, pois assumindo que as três ou mais pessoas trabalhem, e se o único tempo delas livres coincidir, quem é que ficará com quem nesse tempo livre? Uma pessoa ficará sozinha. A monogamia se torna vantajosa por estes fatores.

Existe ainda outro cenário, o monogâmico liberal. O motivo para a psicologia evolutiva não ver este tipo de relacionamento como vantajoso é porque para ela, o ideal seria que todo o esforço que uma pessoa quer dar a outra deva ser concentrado em uma só, para que a adaptação entre o casal seja maior. Se uma pessoa separa seu esforço para outras, ela irá estar deixando de melhorar o seu cônjuge, e o motivo disto ser ruim é que o principal motivo para se manter uma relação com outra pessoa de forma monogâmica é o fato de um dia todo o ser humano desejar se reproduzir e montar uma família. Percebam que se uma pessoa começa a ter outras porque a sua não é como ela quer, e esta outra aceita, eles estarão deixando de se conhecer e de resolverem problemas juntos, e se adaptando um ao outro. Perder esta adaptação é algo muito prejudicial, pois toda ela será necessário no momento em que eles se casarem, terem filhos, trabalhar e ainda precisar desenvolver uma forma de nutrir o relacionamento de maneira saudável. A relação com os filhos é um fator primordial para determinar a monogamia como o tipo de relação com maior capacidade de oferecer qualidade de vida, pois, quanto mais desenvolvida é uma sociedade, maior o esforço para que um filho seja introduzido à este alto nível de desenvolvimento. Ou seja, o filho terá que estudar mais, entender melhor as normais sociais, tudo isto para que ele aprenda a viver bem em seu meio.

Além disto, é preciso levar em consideração que é preciso que haja uma dinâmica entre os poderes ativos e passivos no comportamento sexual para que ele seja bom. Se o sexo for muito fácil, essa dinâmica talvez não exista, então o sexo não será satisfatório. Isto é importante pois prova que para que haja um outro relacionamento é preciso de esforço, esforço este que poderia ser direcionado a pessoa com quem se pretende desenvolver uma família. Além disto, é preciso considerar as DST’s como fator de saúde num relacionamento. Caso trair se torne fácil, através de algum mecanismo social, é provável que haja transmissão de DSTs, visto que atualmente não temos tecnologia o suficiente para controlar este tipo de transmissão através de remédios ou quaisquer outros métodos, além do preservativo, segundo o que eu conheço, e que não é tão garantido assim. E sem este método, as chances de gravidez fora do relacionamento são altas, o que é o suficiente pra diminuir a qualidade de vida. Lembrando que a psicologia evolutiva considera a qualidade de vida como critério para determinar qual o comportamento mais adequado. Quem deseja outra coisa, sem ser qualidade de vida, não deve levar isto em consideração.

Encerramento:
Pois é amigos, estes dois tópicos foram o suficiente por hoje. Vou amadurecer a idéia do terceiro tópico e próximo sábado eu tento por aqui, junto com a publicação de um texto. Devo declarar que estou aprendendo bastante sobre o poder passivo e ativo na prática, e, sinceramente, não gosto muito desses nomes. Porém não consigo pensar em nada melhor. Talvez se eu melhorar a explicação para que eles sejam desse jeito, fique mais aceitável explicar isto para outra pessoa. Enfim, após uma longa tarde de sábado termino este texto. Até a próxima postagem, abraços.

sábado, 22 de junho de 2013

A função do sofrimento para uma boa evolução e tipos de consumos da vida e suas tendências

Introdução:
Olá amigos. Cá estou eu para escrever mais uma postagem. Vamos começar pelas novidades: estou aprendendo muita coisa prática sobre relacionamentos. Curioso é saber a teoria, e depois a prática. Isto sempre me faz lembrar sobre a função das teorias para a vida das pessoas, de conseguir organizar as informações recebidas e direcionar o esforço com mais precisão, mas também a prática, que é o ato de recolher tais informações e o modo com o qual o esforço é empregado. Talvez isto seja tema de alguma próxima postagem se eu trabalhar nessa idéia. Além disto, continuo com meu treino de rugby, academia e algumas vezes LOL. Sobre a academia, meu treino tem estado pesado demais, e minha alimentação meio ruim. Logo irei me consultar com um nutricionista e acredito que terei as informações necessárias pra organizar isso. Uma ultima novidade é que eu tenho pensado seriamente em estruturar todos os tópicos falados nesse blog sobre a psicologia evolutiva num grande gráfico. Afinal, cada postagem depende dos conhecimentos das anteriores. A coisa não será tão organizada, afinal, será uma adaptação, mas pelo menos terei um mínimo de organização. Tenho tantas observações que algumas até me esqueço, ou ainda outras não são mais tão precisas. Quero organizar isto. Hoje tratei a esta postagem um novo conto que eu fiz, além de uma reflexão sobre o sofrimento, algo que eu sempre sentia, mas nunca consegui, exatamente, expressar num princípio. Vamos a postagem.

A função do sofrimento para uma boa evolução:
Há duas postagens atrás eu formalizei o sofrimento para a psicologia evolutiva, (http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2013/04/explicacoes-sobre-iteracao-entre-o.html), nesta postagem eu demonstro como sempre ele será um sentimento recorrente em todo o ser humano. Contudo, algo que eu sempre quis fazer foi especificar a função do sofrimento para uma boa evolução. Isto porque existem diversas formas em que o sofrimento pode se manifestar. Afinal, o sofrimento surge de acordo com os desejos, e existem várias maneiras de lidar com o desejo, dependendo da filosofia. Contanto, se tornou uma preocupação minha explicar quais destas formas é a mais útil para que os seres humanos desenvolvam uma boa evolução. De maneira simples, é possível assumir que a forma mais útil de sofrimento é quando se espera que dele surja uma solução. É sempre bom deixar claro que muitas pessoas já chegaram a esta concepção de sofrimento, mesmo que por experiência própria de vida, contudo, quero explicar com a linha de raciocínio da psicologia evolutiva.

Cada sofrimento resulta de uma forma de desejo, e cada desejo resulta de algo que o humano, por associação ou por experimentar, resolve que será bom para si. Acontece que nem toda associação é verdadeira, e nem toda a experiência é completa, e disto surgem desejos que não condizem com a realidade, ou seja, nunca poderão se concretizar. É exemplo disto alguém que se apega a uma forma ideal de viver, ou que não tem estrutura psicológica o suficiente para aceitar determinada realidade devido a algum trauma. Sendo a função do desejo dar ao ser humano a motivação necessária para mudar sua realidade, e com isto satisfazer, como, então, o humano irá se satisfazer desejando algo que nunca poderá se concretizar? Não irá. Portanto, este tipo de sofrimento não passa do ser humano não querendo aceitar sua realidade, continuando a desejar uma realidade que não existe, mas que é melhor para ele. Por exemplo, determinada pessoa deseja conseguir um emprego, porém, é preciso se esforçar muito para conseguir este emprego. Ela se esforça, mas não muito, não consegue, e sofre porque não entende o porque não conseguiu, e continua a desejar o emprego, e a sofrer, sem entender o porquê disto.

Contudo, diferente seria se ele assumisse que deste sofrimento deve surgir uma solução. Ou seja, ele desejaria este emprego porque ele não sabia que era necessário tanto esforço para consegui-lo, e após não conseguir, ele iria sofrer, mas iria buscar uma solução para este sofrimento, que seria justamente entender o porquê ele não conseguiu passar. Descobriria que era necessário muito mais esforço para tanto e, percebendo que seu desejo por aquele emprego não era tanto a ponto dele querer depositar esse esforço, desistiria deste desejo e ficaria livre para desejar outra coisa. Ou ainda, se de fato o desejo fosse o suficiente, ele iria estudar o suficiente e passaria em outras tentativas. Isto demonstra o porquê à psicologia evolutiva assume que a melhor forma de sofrimento é aquele que resulta em uma solução. Afinal, o homem que conseguiu se livrar do desejo de tal emprego conseguirá abrir os olhos, e seus desejos, para novas oportunidades que surgirem, enquanto que o outro ficará com aquele desejo fixado em seu inconsciente, prejudicando-o em novas experiências.

Esta conclusão sofre a funcionalidade do desejo também se baseio no princípio da realidade, aquele que diz que nenhum ser humano irá desejar aquilo que ele sente ser impossível. Quando este homem do exemplo buscou entender o porquê não passou, para solucionar a causa do seu sofrimento, ele descobriu também que era impossível passar com a quantidade de desejo que ele tinha. Então seu instinto tinha apenas duas opções: ou aumentar a quantidade de desejo, ou simplesmente desistir, pois ele não iria continuar desejando algo impossível. Isto também traria um maior autoconhecimento para este indivíduo, pois ao entender seus desejos, lutaria por eles, e esta parte do lutar significa enfrentar o sofrimento, buscando entender a realidade para saber se é ou não possível, para então, a partir do entendimento, desenvolver soluções que o faça alcançar o desejado e se satisfazer. Percebam que, para esta visão de sofrimento, o principal fator do sofrimento é a dúvida, e a solução vem junto com as certezas. Enquanto o ser humano não tem as informações necessárias para ter certeza, ele irá sofrer, mas irá lutar para conhecer a realidade, tentar modificá-la com seu esforço, criando soluções, para então, com isto, alcançar ou não o desejado, mas de forma consciente e satisfatória.

Tipos de consumos da vida e suas tendências:
Há muito eu tenho percebido os vários tipos de comportamentos. E ao analisá-los sobre os critérios de saúde e diversão, percebi algo interessante. Existem várias formas de consumir a vida, e, mais interessante que isto, existem características que determinam se uma pessoa irá decidir por um ou por outro modo. Antes disto, vou explicar algo antes. Quando eu digo consumir a vida, quero dizer o modo como aproveitá-la no decorrer do tempo. É possível consumi-la rapidamente, aproveitando com muita intensidade e vivendo pouco por causa disto, ou aproveitá-la vagarosamente, aproveitando com pouca intensidade, mas vivendo muito. Esta mecânica existe por um simples motivo: o tempo passa igual para todos. Sendo assim, existirão aqueles que irão aproveitar este tempo para consumir a vida com baixa intensidade e prolongá-la  cultivando sua saúde, e outros que irão aproveitar este tempo para consumir a vida muito, porém, esquecerão de prolongá-la. Além disto, existe também nos seres humanos um elemento que aumenta a intensidade da diversão de forma quase instantânea, contudo, ele diminui o tempo de vida. Ele consegue isto burlando os mecanismos que mantém o indivíduo saudável, o que faz o indivíduo viver menos, este elemento é as drogas. Entendido isto, vamos as características determinadoras.

Durante as observações, notei que certas características tornam o instinto de uma pessoa achar mais propenso um tipo de consumo que outro. Estas características são resumidamente duas: a capacidade que ela tem de consumir a vida no presente e a expectativa que ela tem de consumir a vida no futuro. Estas capacidades são determinadas por inúmeros fatores, como poder instintivo, expectativa de vida, noção de desenvolvimento ou a pressão do desejo, tanto individual quanto social. Existem, para fins de estudo, pelo menos nove configurações que estas características podem desenvolver, e estas configurações são dadas pelas combinações dos seguintes elementos: capacidade de consumir a vida baixa, média, alta e expectativa de consumir a vida baixa, média ou alta. Por exemplo, uma pessoa com capacidade de consumir a vida baixa no presente, mas com alta expectativa de consumo de vida no futuro provavelmente irá desejar consumir a vida lentamente, cuidar da sua saúde, para quando chegar no seu futuro está tudo bem para ela se satisfazer. Enquanto que outra com muito potencial de consumo no presente e pouca expectativa no futuro irá consumir rapidamente. Há ainda aquelas com alto potencial no presente e muita expectativa, estas irão tentar viver equilibradamente, consumir a vida intenso, mas com saúde, pois o futuro também a espera, e ainda o outro extremo, as não tem capacidade de consumir a vida no presente e não tem expectativa para o futuro, estas têm uma grande tendência ao uso de drogas.

De todas as combinações, a psicologia evolutiva considera que o mais saudável é a alta capacidade de consumir a vida no presente e também uma alta expectativa de consumo para o futuro. Assim, a pessoa irá aproveitar bem a vida e ainda cuidar de sua saúde para continuar aproveitando. Mas situações como estas são raras, pois as condições para o consumo de vida no presente, sem o uso de drogas, são altos e poucas pessoas tem possibilidade de alcançá-los, e muitas pessoas que tem, só o tem devido a uma estrutura econômica má desenvolvida, que dá muitos recursos para poucos. Portanto, cada caso é um caso. O importante, de tudo, é conseguir estar sempre consciente e satisfeito com o consumo e com o que esperar da vida, e tentar consumi-la de forma saudável. Compreender isto também pode ser útil para situações de risco, a que torna alta a tendência do uso de drogas, e para tentar modificar isto de alguma maneira. A consciência, contudo, é um grande aliado, pois de forma semelhante a consciência do desejo e do sofrimento, tendo consciência sobre seu próprio ritmo de consumo de vida, se torna mais fácil lidar e entender as escolhas das outras pessoas.

Encerramento:
Enfim, finalizamos mais um texto. Eu percebi que não comentei nada sobre minha opinião nestes protestos que estão acontecendo pelo Brasil. O que eu acho é que isto é um grande tiro no escuro. Não tiveram a mínima de consciência de futuro. Foram as ruas tentar mudar algo, e pronto. Contudo, acertaram algum alvo. Algo inesperado que pode acontecer é a concretização de uma cultura anticorrupção e de maior eficiência nos órgãos públicos. Quem faz parte deles pode começar a sentir o peso de sua responsabilidade e deixar de fazer vista grossa para o que há de errado. Mas mudar não é fácil. Fiquei surpreso até com o pronunciamento da Dilma. Vamos ver o que irá acontecer daqui pra frente. Também vou postar o conto em uma postagem separada, essa já está grande o suficiente para uma página. No mais, abraço a todos e até a próxima postagem.

domingo, 26 de maio de 2013

Modelo estrutural do comportamento humano e fatores que influenciam na velocidade sexual e publicação: Consciência da artificialidade

Introdução:
Olá amigos. Bem vindos a mais uma postagem do blog. Sobre as novidades, continuo fazendo exercícios e passando o dia jogado. Tenho tentado aprender inglês, mas isso é algo que eu estou fazendo um pouco forçado, pois meu instinto não sente necessidade disto. Porém, assumindo várias considerações futuras, existe alguma chance de eu precisar desse conhecimento. Eu estou meio que enjoando de jogar Dwarf Fortress, faz algum tempo que não jogo. Acredito entender metade dos mecanismos do jogo pelo menos, mas ainda sim não me sinto satisfeito em montar uma fortaleza. Tirando um ou outro fato inusitado que acontece, não encontro muita diversão. Porém, vou deixá-lo instalado no meu PC, é um ótimo passa-tempo. Uma coisa interessante que eu notei nele, pelo menos. Eu senti na pele o que é ter uma indústria eficiente, porém sem consumo. Uma enorme quantidade de itens sem nenhum valor, todos armazenados numa dispensa. Acredito ser assim um sistema socialista, pois a produção, padronizada e focada apenas na utilidade, supera em muito o consumo. O desejo de ser fútil é um dos principais motores de consumo, e, conseqüentemente, produção. Porém, uma boa alternativa para a futilidade é a competição ou a saúde, de qualquer forma, são ambas mais difíceis de serem conquistadas através de sistemas sociais, pois parte do indivíduo essa vontade. Bem, devido a este fato, agora eu chamo minha fortaleza carinhosamente de fortaleza comunista. Vamos a postagem de hoje, que aprofundará conhecimentos antigos e revelará novos conhecimentos sobre o comportamento humano, além de uma nova poesia.

Modelo estrutural do comportamento humano:
Durante muito tempo o comportamento humano tem sido confuso em minhas observações. A confusão consistia basicamente em quais elementos faziam os comportamentos continuarem existindo, e se esses elementos tendiam a entrar em conflito com os elementos de outros comportamentos ou se eles podiam coexistir harmoniosamente. Um dos principais motivos para esta dúvida é o fato de que muitos comportamentos se baseiam no sentimento de “querer ser o melhor”, contudo, quando quem é pior passa muito tempo neste estado, a tendência é ele abandonar esse comportamento, enfraquecendo-o , e a buscar um novo comportamento. Com esse novo modelo estrutural, acredito ser possível estruturar os comportamentos para explicar quais deles são ou não podem coexistir e se sustentar por bastante tempo. Agora, segue o modelo e sua explicação, que consiste em organizar o comportamento humano nos seguintes três elementos: Causa; Método; Sentimento.

 O modelo foi estruturado nestes três elementos porque eles parecem ser os fatores que, através de suas variações, é capaz de explicar a grande diversidade consistência dos comportamentos humanos. Isto porque todo comportamento tem uma causa, precisa se manifestar de alguma forma na realidade e precisa alcançar algum sentimento humano para continuar se manifestando. Através do estudo dessa estrutura, é possível perceber qual a função do comportamento na evolução, tanto individual quanto social, e se ele se sustenta ou precisa passar por alguma modificação para se tornar saudável. É preciso perceber que os comportamentos são análogos aos seres vivos, eles sofrem mutações e precisam ser alimentados de alguma forma.  Agora explicando cada elemento mais detalhadamente:

Causa: pode ser separa em dois tipos: a causa origem e a causa modificadora. Ambas pode ser qualquer coisa. Seja um novo sentimento, um novo método, uma reação a um acontecimento, a  outro comportamento, contra ou a favor, novas informações ou contatos ou mesmo herança positiva ou negativa. A causa origem é para maior aprofundamento sobre a tendência inicial de funcionamento daquele comportamento, tanto em seu método quanto em sentimento, e tornar possível um maior estudo sobre isso. Contudo, todo comportamento tende a sofrer mutações, e o motivo dessas mutações são tratadas como uma causa modificadora. De um modo ou outro, a intenção é entender como o comportamento surgiu e se tornou o que ele é hoje para poder analisar sua contribuição para a evolução humana.

Método: é a forma como o comportamento funciona na realidade. Consiste de todos os mecanismos, habilidades, recursos ou condições necessárias para que as pessoas tenham acesso a esse comportamento e o sentimento que ele manifesta. A importância de analisar este fator é entender onde e como o comportamento atua, para ter então melhores condições de lidar com ele. Basicamente, os meios de manipulação do comportamento são observados em seus métodos. É impossível um comportamento existir sem ter um como existir.

Sentimento: é basicamente o alimento do comportamento. As pessoas se comportam de uma maneira ou outra para acessarem os sentimentos que aquele comportamento irá trazer, pois é nos sentimentos humanos que se encontram os seres humanos encontram esforço para realizar algo. Os sentimentos podem ser os mais variados possíveis, como conforto, saúde, prazer, competição, ser o melhor, nostalgia, que seria a herança positiva, quando se gosta do sentimento nostálgico, ou negativa, quando não se gosta do sentimento nostálgico, dentre outros sentimentos. Um mesmo sentimento pode ser obtido através de vários comportamentos, por exemplo, o sentimento de ser campeão em um esporte pode ser parecido para dois atletas, cujos esportes são completamente diferentes. Enfim, vários e vários comportamentos surgem para explorar as sensações e sentidos humanos, e seus sentimentos, que são inumeráveis.

Essa estruturação permitiu com que as confusões que eu fazia na cabeça fosse dissipadas, pois, normalmente eu observava os sentimentos e o método do comportamento, contudo, não observava sua origem, um elemento muito importante para entender a atual situação do comportamento. Por exemplo, a causa de um comportamento pode ser uma, com uma função definida, mas, depois de várias mutações, as pessoas se apropriaram deste comportamento simplesmente para se sentirem melhores que outras. Nestes casos eu me confundia bastante. Um exemplo disso é em questões envolvendo imagem, pois é muito mais fácil um comportamento se basear em uma imagem que em um método mais complexo, e o instinto das pessoas costumam se ligar a imagem que mais benéfica parece pra ela. Mas é bem difícil observar o surgimento de um comportamento, é preciso ir a seu início mesmo.

Por exemplo, comportamento de torcedor, em que se sustenta? No começo, suponho que simplesmente os familiares próximos iam assistir aos jogos e, por se envolverem com a vontade do jogador em ganhar, torciam. Depois dos familiares, os amigos, depois amigos de amigos, e então o comportamento evoluiu. Atualmente se sustenta nos sentimentos transmitidos pela imagem daquilo que se torce através da associação. Se tal time é bom e eu sou seu torcedor, eu também sou bom. Porém, esse comportamento se tornou se transformou que é possível ver pessoas que mal se envolvem afetivamente com seu time, mas assumem um papel de torcedor. Lógico, já é possível assumir que isto é outro comportamento, pois acessa sentimentos e método diferente. Enquanto que o primeiro era necessário o envolvimento afetivo para sua concretização, o segundo surge simplesmente por associação de imagem. Futuramente pretendo fazer uma postagem explicando os tipos de causas, sentimentos e métodos, se isso for possível. Para finalizar, este é mais um daqueles conhecimentos que eu não sei bem como usá-lo ainda, mas acho importante a sua posse. Vamos agora para o próximo tópico.

Fatores que influenciam na velocidade sexual:
Nesta postagem http://barnabasspenser.blogspot.com.br/2013/02/velocidade-sexual-comentario-sobre.html eu comentei sobre um conceito chamado velocidade sexual. Contudo, percebi que já é perfeitamente possível explicar quais fatores alteram a velocidade sexual de cada pessoa. É isto o que eu pretendo fazer neste tópico. Lá, eu expliquei por cima alguns fatores, minha intenção é aprofundá-los. É interessante que se leia a postagem citada antes de continuar nessa. Algo interessante de observar é que modelo estrutural do comportamento também pode ser utilizado nos comportamentos sexuais, pois afinal, eles são um comportamento humano. Vamos aos fatores.

Poderes sexuais:
Quanto mais tempo uma pessoa dedicar cultivando seu poder sexual, seja o ativo ou o passivo, mais desejo ela terá de vê-lo em ação. Este é um fator que aumenta a libido sexual, e, portanto, aumenta a quantidade de desejo que uma pessoa tem se relacionar sexualmente. Quanto mais ela se relaciona, maior será a tendência dela explorar novos comportamentos sexuais, já que as sensações antigas começaram a se tornar comuns e novas sensações serão necessárias.

Tempo disponível:
Este é um fator que influência diretamente na mecânica de exploração. Quanto mais tempo ela tiver pra se relacionar, mais tempo ela terá para explorar. O contrario também é válido, sendo isto, portanto, um fator que altera a velocidade com a qual ela irá explorar suas sensações e sentimentos.  Um mesmo comportamento sexual pode enjoar em semanas ou em meses, tudo depende do tempo disponível para praticá-lo.

Exploração:
A exploração dos sentimentos e sensações é o que faz uma pessoa desenvolver novas práticas sexuais. Esta exploração depende do histórico de sensações da pessoa e de seus valores culturais e morais. A exploração também pode ser individual, em casal ou em maior número, tudo depende se o comportamento consegue se sustentar ou não. Durante o processo de exploração, tanto grandes comportamentos podem ser descobertos como também mínimos detalhes, que só as pessoas envolvidas entendem o seu significado e sensação.

Valores culturais:
O organismo pode ser considerado como um intensificador de sensações. Portanto, é comum entender o porquê as pessoas trazem sensações do seu cotidiano e introduzem-no em suas práticas sexuais. Para amplificar essas sensações. Deste modo, os valores culturais se tornam um elemento importante no desenvolvimento de novos comportamentos sexuais e em sua velocidade. Os valores sexuais também podem servir como um inibidor, quando alguma prática é considerada nociva ou sem condições para se sustentar a longo prazo.

Saúde e DST:
A saúde e as doenças sexualmente transmissíveis influenciam diretamente na velocidade sexual. A saúde, por ser um fator de seleção, já que se tende a preferir pessoas saudáveis, como também por um indivíduo com saúde boa ter normalmente mais tempo para as práticas sexuais que um doente. As DSTs influenciam diretamente na noção de promiscuidade que os valores culturais costumam ter, assim como também seu risco influencia na vontade de uma pessoa se relacionar com outra quando ele é consciente.

Enfim, a noção destes elementos pode explicar muitas coisas na velocidade com a qual a pessoa desenvolve seus comportamentos. Ela é importante, também, para conscientizar e tirar o medo. Explorar o comportamento sexual não significa diretamente desenvolver distúrbios, como sexo nocivo, mas sim se conhecer, é sempre importante esta noção.

Consciência da artificialidade

Sinto-me tão artificial, e isso me dá um pouco de medo.
Este medo que surge da idéia coletiva de naturalidade.
Natural, vocês dizem para mim, isso é o que você deve ser.
Mas eles se esquecem de que vivemos em artificialidades.

Estamos a cada dia mais longe do que se pensa por natural,
Tudo está passando pela mente humana, por seus artifícios,
Nossos hábitos e sentimentos, todos adequados as tecnologias,
Que tipo de inocência acredita em naturalidade hoje em dia?

Entrego-me a consciência dos meus artifícios, com coragem,
Para a saciedade do meu animal selvagem, sem estratégia,
Que quer provar da vida, experimentá-la a toda intensidade,
Sobreviver neste mundo, tão cheio de mecânicas e invenções.

Torno-me, portanto, diferente do considerado normal e seguro,
Mas não mais artificial que aqueles que transitam na normalidade,
Pois suas normas são artifícios que não estão em sua consciência,
Nasce disto a impressão de naturalidade a que tanto se sustentam.

Transitarei num ambiente novo: meus artifícios, meus sentimentos.
Estarei freqüentemente à beira do erro, e às vezes da descoberta,
Mas descobrir a mim mesmo, aos meus artifícios e sentimentos,
Tornar-me-á forte, e é isto o melhor para mim e para o próximo.

Pois, por ser forte, criarei meus artifícios para resolver problemas,
E assim irei descobrir a melhor forma de viver meus sentimentos.
Terei consciência da minha força, e mesmo que poucos entendam,
A usarei para transformar o mundo num lugar que eu deseje estar.

Por: Leandro de Andrade Moura


Encerramento:
Enfim, chegamos ao fim de mais uma postagem. Hoje pretendia escrever ainda sobre o princípio de impessoalidade, mas preciso desenvolver melhor esta idéia antes de apresentá-la. Um pensamento que eu gostaria de compartilhar é o seguinte: se existisse algo perfeito em todos os aspectos, a força da seleção natural faria deste algo, o padrão, para que a partir dele surgissem diferentes coisas boas em diferentes aspectos. Pensei nisso quando tava refletindo sobre os aspectos do comportamento, mas achei algo válido para quaisquer elementos que passam pela seleção natural, que são, além dos seres vivos, os elementos virtuais que estão surgindo por esses tempos, como características de jogo e etc. Sobre o poema a cima, ele foi escrito a pouco tempo. Ele se parece bastante com um chamado Consciência dos caminhos, posso até considerá-los irmãos, pois eles têm a mesma estrutura e temática, o que muda, acredito poder considerar assim, é o tópico. Um trata sobre caminhos a se seguir e o outro sobre as artificialidades encontradas no viver. Até a próxima postagem amigos, abraços.

sábado, 27 de abril de 2013

Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas, formalização do sofrimento humano e publicação de conto: A raiz dos problemas.

Introdução:
Olá amigos. Desta vez escrevo porque não tenho nada melhor pra fazer enquanto baixo uns episódios pra assistir. Como sempre, vamos as novidades primeiro: estou em guerra pela conquista de sentimentos, meus amigos, e isto sempre é complicado. Isto me lembra que a filosofia da psicologia evolutiva é um pouco mais complicada que o que aparenta ser, preciso trabalhar bastante para deixá-la mais fluente. Isto também me lembra sobre a artificialidade instintiva. Pretendo fazer um poema ou um conto sobre isso qualquer dia, é uma boa maneira de eu me posicionar quanto a isto além de ser um bom tema. Continuo praticando Rugby e academia, mas dei uma parada de jogar LOL, embora eu ainda aprecie muito as partidas. Mas este jogo toma algum tempo e só se torna bom jogando com algum amigo. Na despedida da ultima postagem, lembro que falei sobre a minha confusão de conceito da realidade. Contudo, eu havia me esquecido que já tinha resolvido isso com o gráfico da realidade. Foi certa confusão das minhas memórias, vou tentar resolver isso de uma vez por todas, ou pelo menos tornar menos confuso por enquanto. A postagem de hoje irá tratar sobre isto, e também sobre algo muito interessante, uma tendência que talvez seja a causa da inspiração de muitos filósofos e também a uma característica humana muito importante: o sofrimento. Já faz algum tempo que eu estou afim de escrever esse assunto, vou aproveitar que ele se relaciona com o texto que eu fiz e que não há nada mais importante para escrever. Sobre o texto que eu fiz, trata-se de um conto falando sobre problemas. Enfim, com a introdução concluída, vamos a mais uma postagem:

Explicações sobre a interação entre o humano e a realidade e seus sistemas:
No gráfico da realidade, eu separei a realidade em duas: a realidade universal, a que não depende dos humanos para existir, e a realidade humana, a que depende dos humanos para existir. Contudo, é possível assumir que a realidade humana está contida na realidade universal, porém, devido a sua complexidade e seu mecanismo baseado em tendências e longas associações, é impossível calcular tudo o que acontece nas dimensões dos sentimentos humanos, pois quando se encontrar técnicas para fazer isto, o cenário humano já irá ter mudado assim como a forma como os sentimentos funcionam. Contudo, é preciso explicar um pouco melhor o modo como o ser humano lida com a realidade universal, que, embora precise ser descoberta, é de fundamental importância para a formação da realidade humana.

É preciso observar que na realidade universal existem duas coisas: as propriedades e leis. Estes dois elementos são a parte imutável da realidade. Cada propriedade é responsável pela existência de um elemento, e cada lei é responsável pela forma como estes elementos irão se interagir entre si. Estas duas coisas respeitam ao princípio do fator-resultado, exibido lá no gráfico da realidade, e se manifestam no ambiente. As propriedades e as leis se organizam no ambiente, que é o local onde estes dois elementos se encontram e se relacionam, através das configurações, e, desta forma, podemos definir o universo. Contudo, enquanto no ambiente sem a presença humana, as coisas simplesmente tende a acontecer como o previsto, devido ao enorme e complexo sistema desenvolvido pelos humanos, é possível definir, para fins de estudo, a existência de duas forças: a força que provém da realidade universal e a força que provém da realidade humana.

A primeira é simplesmente a manifestação da realidade, exemplos, a gravidade, os elementos químicos, e a os sistemas geralmente simples que estes elementos tende a formar. A segunda, contudo, é a vontade humana se manifestando na realidade universal através das suas possibilidades. Isto quer dizer que o humano tende modificar a realidade de acordo com o seu desejo e com as formas que estão disponíveis para ele fazer isto. Desta forma, o humano se torna um elemento capaz de alterar o ambiente e os seus sistemas através, contudo, não é capaz de alterar as propriedades e leis do universo. Sem utilizar a separação entre as duas forças, simplesmente é possível assumir que o ser humano é apenas mais um sistema que modifica o ambiente e suas configurações, assim como a gravidade ou os elementos químicos. Porém, como o foco deste estudo é entender principalmente a força humana, para torná-la melhor adequada aos outros sistemas, foi feito utilizado este artifício de separação.

Conclui-se, portanto, que o ser humano é capaz de alterar as configurações e sistemas as quais esta realidade se apresenta, mas não suas leis e propriedades, de acordo com as configurações e sistemas que ele mesmo tem a seu dispor. Observa-se que quanto mais o ser humano evolui, maior é a quantidade de sistemas e configurações que ele consegue adotar. Enquanto que antigamente alterar certo sistema universal era impossível para o ser humano, como a gravidade sempre mantê-los no chão, atualmente já é possível alterar este sistema para outro sistema, onde já é possível voar através de dispositivos adequados para isto, como aviões ou helicópteros. É preciso notar aqui a definição de sistemas, que é um conjunto de fatores organizados de modo a controlar algum resultado. Se o desejo do resultado muda ou os fatores que envolvem aquele resultado mudam, o sistema também deve mudar ou então ele não estará mais tão próximo da realidade quanto antes.

Formalização do sofrimento humano:
Atualmente é possível perceber certa vontade de se distanciar do sofrimento em algumas pessoas. Assim que começam a sofrer, recorrem ao consumo de produtos que diluem esta dor. Contudo, através dos pressupostos estabelecidos pela psicologia sobre como funciona o instinto humano, é possível concluir que é impossível não sofrer enquanto na condição de humano e que também o sofrimento faz parte da adaptação. A intenção desta postagem é explicar quais são estes pressupostos e como funciona este processo, para que assim as pessoas possam tirar maior proveito de seu sofrimento para se adaptarem ao que realmente importa para cada uma delas.

Tudo se inicia pela propriedade humana do instinto influenciar o raciocínio e vice-versa. Ao receber informações através dos seus sentidos, o ser humano começa a organizá-las e a associá-las de modo inconsciente, e assim ele constrói sua noção de realidade que será a base para suas tomadas de decisões futuramente. Contudo, devido a tendência citada no início desse parágrafo, o instinto humano influencia seu raciocínio a organizar tais informações de modo que melhor pareça para o instinto e que ao mesmo tempo não entre em conflito com o que já foi percebido pelos sentidos. Mas nem sempre esta informação, que geralmente é o melhor cenário que o instinto consegue montar da realidade através das informações que recebe, está realmente de acordo com a realidade. Quando isto acontece, há um processo em que o humano precisa se desapegar daquilo que ele considera que é o melhor, como reação deste processo surge o sofrimento.

Portanto, o sofrimento é, na maioria das vezes, um indício de que o ser humano está recebendo novas informações de seus sentidos que demonstra que sua visão era falsa e que uma nova precisa ser construída. Esta nova visão pode não ser tão boa quanto a primeira, mas provavelmente será mais adaptada a realidade por conter um maior número de experiências envolvidas na sua formação. Uma visão de realidade perfeitamente adaptada a realidade, por exemplo, significa que o humano tem consciência de todos os elementos a sua volta e conhece sua total capacidade de modificá-los de acordo com sua vontade, tornando-os o que ele quiser e for possível. Porém, um nível de consciência tão profundo é algo utópico, pois a realidade, principalmente a humana, é algo absurdamente complexo e em constante mutação. É devido a esta constante mutação, aliás, que o sofrimento sempre estará acompanhando a evolução do ser humano, ou seja, mesmo em uma pessoa com bastante experiência de vida poderá se enganar em algum aspecto que acha que conhece. Uma tentativa de evitar este tipo de coisa é se manter sempre atualizado, porém, isto é cansativo, e o cansaço pode ser considerado como um tipo de sofrimento já que ele também leva ao desejo de evitá-lo.

Porém, esta característica do ser humano não é ruim. É isto o que o torna capaz de desenvolver a dimensão da realidade humana, que faz o ser humano desejar buscar conhecer mais e mais a realidade universal para se adaptar a ela e ter maiores chances de sobreviver e reproduzir. Sem isto o humano sequer existiria, e se perdêssemos esta característica por algum motivo, a humanidade simplesmente se estagnaria em um determinado sistema e deixaria de evoluir e de explorar a realidade. Isto sim é algo nocivo a vida e a evolução, pois diminui a capacidade dos seres humanos de se adaptarem a novas condições e aí a vida estaria dependendo de um sistema muito específico para existir. Bem, provavelmente outra raça que tivesse desenvolvendo tais condições de evolução substituiria caso isso acontecesse, e esta raça provavelmente teria um sistema parecido com o nosso para incentivar seus indivíduos a buscar novas formas de se adaptar as diferentes realidades. Apenas uma curiosidade, o mecanismo citado na construção da visão do mundo também é o utilizado na construção da imagem de si próprio e das outras pessoas, o que se torna parte do ego.

Conto:

A raiz dos problemas.
Problemas não são para serem vividos, mas sim resolvidos. Esta é a definição de problema, certo? Algo a ser resolvido. Porém, é perceptível que muitas pessoas vivem seus problemas, não os resolvem. Elas fazem isto não por querer, mas sim porque em seus valores subconscientes viver isto é algo natural. Pois eu, o humano que se supera, digo que isto não é natural. Afinal, se um problema não tem solução, ele não é um problema, é simplesmente um fato, uma característica da realidade. O sofrimento está presente no viver humano, nos momentos em que o humano precisa sair de sua zona de conforto e se adaptar ao que for preciso para sobreviver. Neste aspecto, sofrer para solucionar um problema se torna algo benéfico, saudável, natural. Porém, sofrer por sofrer, por achar que se deve sofrer, sofrer por uma mentira ou por uma imagem má definida da realidade que talvez nunca vá se concretizar, isto sim é prejudicial e não natural. Por isto é preciso escolher bem por quais coisas sofrer, por quais coisas buscar solução, se houver, e solucionar. A partir do processo de busca haverá o sofrimento, pois é doloroso investir esforço em algo que dá errado, mas também haverá a recompensa, quando, de tantas tentativas, algo bom surgir, e isto é bom o suficiente para tornar válido o sofrer. Não é fácil buscar uma solução. Não é fácil enfrentar o desconhecido e ir a lugares que poucas pessoas foram. Não é fácil lidar com o novo, com o preconceito daqueles que tem medo do desconhecido, com o não ter a quem pedir conselhos caso algo dê errado, porque as pessoas simplesmente não sabem onde você está, porque você foi longe demais, mais longe que a maioria das pessoas em certo aspecto da realidade. Sim, você é o único responsável si mesmo, caminhe com cuidado e estratégia. Saiba como retornar ou reagir caso algo dê errado, pois sempre existe a chance disto acontecer quando o desconhecido te cerca. Farás descobertas de soluções novas, soluções tuas, que servem apenas para ti e para teu modo de viver. Poucas são as pessoas que te conhecerão o suficiente para entender a profundidade de tuas escolhas, as coisas importantes da tua vida. Podes desenvolver uma solução que pareça um absurdo para outras pessoas, mas que te seja saudável. Por isto precisarás ter coragem e consciência do que fazes, do porque fazes, para se manter no caminho daquilo acreditas e defines como bom para tu, independente da avaliação daqueles que não te compreendem, nem compreendem teus motivos e tua vida. Mas não tenha medo de ficar só, pois viver em comunidade é uma necessidade humana e ao teu lado terás pessoas que acreditam em valores parecidos com os teus e estão dispostas a buscar, junto a ti, solução para os problemas. Portanto, escolha bem os teus valores, o que acreditas ser bom e o que desejas para ti, pois somente assim sempre surgirão bons problemas para serem resolvidos por ti e por quem estiver ao teu lado.

Por: Leandro de Andrade Moura.

Encerramento:
Enfim amigos, chegamos a mais uma postagem finalizada. Achei tão curioso eu ter escrito os dois tópicos de cima certinhos com quatro parágrafos, parece que eu estou escrevendo com mais coerência e objetividade em um assunto específico e deixando de dar umas viajadas durante a construção do texto. Isto é bom caso eu pretenda escrever para um grande publico, que precisará do material bem construído, imagino. Uma coisa que eu esqueci de dizer na introdução é que eu estou tentando estudar inglês pelo site do MEC, algo bem chatinho, estou tentando arrumar um jeito de gostar disso, e também voltei a jogar Dwarf Fortress. Dessa vez quero encontrar toda a diversão que esse jogo promete, mas vai demorar até eu aprender a maioria das coisas. São muitas coisas nesse jogo a se aprender. Eles têm uma filosofia de “Losing is fun” bem curiosa, estou começando a entender. Vou aproveitar pra jogar DF nessas férias, embora eu esteja parando de jogar lol por causa disto também. Enfim amigos, acredito que é tudo por hoje. Até a próxima postagem, que eu não imagino qual será o tema, e forte abraço.

domingo, 7 de abril de 2013

Aperfeiçoamento: gráfico do bem-estar evolutivo

Introdução:
Olá amigos. Sinto que já faz muito tempo que eu não posto nada aqui, quase um mês. É sempre trabalhoso escrever para o blog, mas eu tenho alguns assuntos que valham o trabalho. Antes, as novidades. Comecei a treinar Rugby. Bastante interessante o jogo e sua dinâmica, além de dar um ótimo condicionamento físico. A intenção de treinar rugby é tornar o ato de desenvolver condicionamento físico menos mecânico, como é na academia. Isto a torna uma obrigação ao condicionamento físico, e o esporte um opcional, que varia de acordo com as necessidades. Ultimamente percebi que estou escrevendo textos em formato de conto, definitivamente abandonei o poema. Os assuntos que surgem para serem tratados são complicados demais para serem tratados no formato do poema, por isso acabo escrevendo os contos. Hoje será publicado mais um. Outra coisa também é que eu já vinha sentindo um incomodo no gráfico do bem-estar evolutivo faz tempo, porque ele é muito difícil de ler e algumas informações seguiam em conflito. Após ter uma conversa bastante longa com meu amigo Pedro, pude perceber alguns dos meus erros, e junto a ele, trabalhar em alguma solução. Um desses erros era a noção fechada sobre ciência, e sobre o individuo comum não ter condições para alterar a ciência. Isto estava errado, inclusive para o contexto do gráfico do bem-estar evolutivo. Outro tema que tratarei hoje é sobre as idéias de realidade e verdade, algo que eu preciso definir porque em ainda me confundo quando vou dar este tipo de explicação. Enfim, vamos a postagem.

Atualização do gráfico do bem-estar evolutivo:
A intenção desta postagem é refazer o glossário já feito em uma postagem anterior, porém, de forma mais organizada e definida, explicando cada atributo e suas relações. O gráfico não está ainda totalmente coerente, ainda há um ou outro conflito que é preciso resolver. Mas ele está mais robusto agora, certamente, e capaz de suportar uma maior aproximação com a realidade. Para começar, vou explicar novamente sua função e o modo como ele deve ser interpretado de maneira geral, e em seguida explicarei cada um dos seus termos e suas relações. Vamos começar.

Visão geral: o desenvolvimento deste gráfico tem por finalidade reunir os atributos que compõe a evolução ideal segundo a psicologia evolutiva, que é a que contém o menor número de distúrbios possível, para então utilizar este modelo como um mecanismo de análise para descobrir possíveis causas de distúrbios na evolução das pessoas. Cada elemento que compõe a evolução de uma pessoa deve necessariamente pertencer a um destes atributos, e a partir disto, organizá-los para que eles estabeleçam a relação mais próxima possível dos atributos do gráfico. É possível que uma evolução se desenvolva sem, ou estabelecendo outro tipo de relação, entre seus atributos, contudo, caso isto aconteça, é teoricamente previsto que esta evolução também haja distúrbios, algo bastante prejudicial ao bem-estar e a vida. É justamente por este objetivo, de trazer um maior bem-estar para as pessoas, que este gráfico se chama “gráfico do bem-estar evolutivo”.

Gráfico do bem-estar evolutivo:
Clique no gráfico para ampliá-lo.

Linhas pontilhadas é relação de influência. Linha contínua é relação de produção. As setas em destaque simbolizam relação de influência de acordo com a distância. Quanto mais perto deste atributo o outro estiver, mais ele é influenciado. Em baixo segue cada atributo e suas relações.

Sociedade: sociedade aqui simboliza um conjunto de indivíduos reunidos e estabelecendo diferences funções entre si de modo organizado a obter a maior eficiência em obter maiores chances de sobreviver e produzir. De modo geral, qualquer ambiente onde as pessoas se organizem de maneira razoavelmente organizada e que desenvolvam relações econômicas, sociais e políticas entre si pode ser considerado uma sociedade.

A sociedade funciona principalmente através de suas diversas funções, e elas se baseiam explicitamente no conhecimento científico que esta sociedade tem. Portanto, isto explica a influência que a ciência exerce na sociedade. Se uma descoberta importante o suficiente para alterar o modo como as pessoas vivem for demonstrado cientificamente por um indivíduo ou por algum grupo, é questão de tempo até que a sociedade se adéqüe a este novo fato. Se ela não o fizer, outra o fará e sairá na frente em competições econômicas, por exemplo, e isto a obrigará a fazer isto também. A sociedade também consegue influenciar o que se tem por ciência, pois uma descoberta científica vinda da sociedade pode ser o suficiente para alterar o estilo de vida de um indivíduo.

A sociedade estabelece uma relação com o desejo através das propriedades associativas dos seres humanos, em que o indivíduo, através da observação, passa a desejar aquilo que alguma parcela da sociedade tem ou as possibilidades de melhorias que a sociedade oferece. Outro fator que reforça a relação entre a sociedade e o desejo é o inconsciente coletivo, em que através dele as pessoas multiplicam as relações de desejos umas pras outras através da comunicação, e quanto mais forte um desejo vai ficando, mais comum e natural se torna desejá-lo e também se aumenta a pressão para aqueles que não o deseja, desejá-lo,  já que a sociedade como um todo percebe que é um desejo seguro. Este comportamento tende a ser crescente até o momento em que se comece a descobrir, de maneira geral, os distúrbios dos excessos de determinado desejo.

Influencia semelhante é exercida pela sociedade sobre a produção e a competição. Quando um tipo de produção está dando certo, a tendência é as pessoas investirem nisto, e se aquelas que não investem não estão realmente seguras do que fazem, acabam sentindo-se pressionadas a fazê-lo, pois surge o medo de ficar para traz nos aspectos produtivos. As atividades competitivas também são influenciadas pela sociedade, pois como a competição está mais próxima do desejo, e muitos o fazem para sentir prazer, aqueles que sentem prazer em determinada atividade acabam influenciando outros a também exercerem tal atividade através da comunicação, até que se descubra os pontos negativos em exercer esta atividade, principalmente surgidos devido aos excessos que as relações de prazer tendem a ter, ou outra melhor.

A influência que a sociedade exerce no dinheiro é a de estabelecer quanto cada coisa vale para ela. É preciso perceber que existem outros elementos que influenciam na produção além do dinheiro, porém, o dinheiro é um dos fatores mais importantes relacionados a produtividade. A sociedade pode influenciar tanto na produção em si, ou seja, no modo como a pessoa produz algo, como também no quanto a pessoa ganha no seu modo de produção. É possível que a sociedade não concorde com algo que dê bastante dinheiro a um indivíduo, e neste caso é possível perceber que não existe um único elemento a se considerar na influência que a sociedade transmite na produção. O mesmo vale para a competição.

Ciência: ciência aqui se refere ao tipo de conhecimento composto por um fator que produza um resultado. A importância da ciência, tanto para indivíduo quanto para a sociedade, é que através dela é possível buscar os conhecimentos necessários para organizar os fatores em forma de um sistema que desenvolverá os resultados necessários para a sustentação da vida de boa qualidade.

Ela está presente em todos os atributos da tabela, pois ela é quem determina bases para o que é possível ou não ao instinto humano, seguindo o princípio da realidade. Contudo, está mais fortemente ligada aos atributos de saúde e produção, pois eles necessitam de um esforço muito bem organizado e articulado pelos conhecimentos científicos para que sejam efetivos em resultado. Também se encontra presente no prazer e na competição, porém com menor importância quando comparada ao desejo.

Para este gráfico, a ciência também se refere ao conhecimento de fator-resultado do próprio indivíduo. Portanto, o indivíduo torna-se capaz de alterar sua percepção de quais fatores produzem tais resultados a partir de sua própria experiência, principalmente quando se trata de assuntos dos quais a ciência formalizada pela sociedade desconhece. Isto é o que justifica a linha de influência do indivíduo para a ciência. Contudo, a ciência formal também tem uma grande influência no individual de cada pessoa da sociedade, pois ela se torna capaz de afirmar, com um alto grau de precisão, a relação de fator-resultado das coisas com as quais ela lida, conhecimento muito valioso para quem busca a organização de um sistema preciso e eficaz. Aqui se encontra a influência que a ciência exerce sobre a sociedade. E esta linha é dupla, pois a sociedade, através de suas várias e várias descobertas, também colabora para a ciência crescer.

Desejo: todo o esforço humano é movido por algum tipo de desejo. Quando o humano alcança o desejado, seu cérebro libera bons hormônios para recompensá-lo com boas sensações. Contudo, essas boas sensações logo são diluídas, e o instinto humano passa a ter um novo desejo a ser alcançado para se sentir bem novamente. Este é um dos principais mecanismos da evolução, segundo a psicologia evolutiva, e deve ser usado com cuidado para evitar os excessos, que levam aos distúrbios. O desejo deve ser bem distribuído entre os elementos do gráfico para que o humano possa desenvolver sempre suas atividades sem precisar se submeter a riscos muitos grandes em busca do bem-estar. Em analogia com ciência, o desejo também influência os outros atributos do gráfico de acordo com proximidade. O prazer e a competição estão diretamente mais ligados com desejo do que a saúde e a produção, embora nestes dois últimos também haja, pois se não houvesse, mesmo que de forma indireta e inconsciente, o humano não teria motivos para se esforçar nestas atividades.

Todo o resultado produzido pelos humanos pode ser resumido pela fórmula: esforço X técnica = resultado. Ou seja, quanto melhor a técnica, ou quanto maior for o esforço, melhor o resultado. Como para todo esforço humano, é preciso também que haja desejo, então esforço pode ser considerado igual a desejo, logo, desejo X técnica = resultado. Percebe-se, portanto, a importância de entender como o desejo humano funciona para podê-lo organizar bem e alcançar uma evolução saudável. A técnica é obtida através dos conhecimentos científicos. Sendo assim, é possível também fazer outra derivação, onde desejo X ciência = resultado. Obviamente que na realidade isto não é uma proporção linear, em certas atividades, esforço tem um peso maior, já em outras é o contrário. Em atividades relacionadas à saúde e a produção, por exemplo, a técnica tem um peso maior que o esforço. Contudo, em atividades relacionadas com prazer ou competição, o esforço tem um peso maior. Isto pode ser percebido no dia-a-dia através da quantidade de desejo que as pessoas depositam naquilo que o dinheiro pode comprar, o que demonstra a forte ligação entre o prazer e o desejo, ou através da observação de que atividades competitivas sempre tendem a ter grande carga de emotividade. Por outro lado, atividades relacionadas à saúde devem ser feitas com bastante cautela, e as de produção costumam envolver um sistema bem planejado a ser executado.

O indivíduo é capaz de influenciar o que deseja, já que através de suas experiências e informações recebidas dos atributos que influenciam o indivíduo, ele se torna capaz de utilizar isto para buscar aquilo que ele acha melhor para si e sua realidade, modificando o que deseja. Contudo, ele não é o único responsável por seu desejo, já que a sociedade é responsável também por influenciar uma grande parcela de seus desejos, através da já citada propriedade associativa, em que o indivíduo se compara a outra parcela da sociedade e acaba desejando algo do qual nunca experimentou, como também através da comunicação e do senso comum sobre o que é bom ou o que é ruim. Algumas vezes é possível perceber um conflito entre o desejo que surge da experiência do indivíduo, e o desejo vindo do senso comum, e este conflito tende a continuar até que o indivíduo consiga alguma informação que justifique que um dos desejos seja melhor que o outro.

O desejo de um só indivíduo, por sua vez, não consegue influenciar toda uma sociedade, embora o desejo de um único indivíduo possa ser o estopim para o desejo inconsciente ou uma semente que comece a modificar uma sociedade. Contudo, isto é uma reação mais relacionada à estrutura social do que ao desejo em si, pois é preciso que as pessoas tenham o conjunto de experiência adequado para entender e também desejar aquilo que foi proposto.

Indivíduo: fazer o indivíduo se sentir bem de forma saudável é o objetivo final do gráfico. Para isto é necessário que ele tenha acesso a saúde e prazer. Isto é demonstrado através das linhas de influência saídas destes dois atributos até o indivíduo. No indivíduo há a consciência da necessidade de buscar o melhor para si, tanto em prazer quanto em saúde. Para isto, ele utiliza as informações que recebe principalmente através das linhas de influência que chegam até ele para poder desenvolver tal consciência. Contudo, é preciso observar que esta consciência é também a nível instintivo, ou subconsciente, e que os sentimentos são também uma fonte de informação e calculo para o que o indivíduo decida se algo é prazeroso ou não, saudável ou não. Ele também possui consciência sobre as atividades competitivas e produtivas, contudo, estas não são uma influência direta aos seus instintos, mas sim indireta, como pode ser percebido pela ligação que há entre esses dois termos e dinheiro, que produz saúde e prazer. A partir de destas informações e sentimentos, o indivíduo busca aprender o conhecimento que mais lhe será útil, como também busca desejar aquilo que o faz se sentir mais satisfeito.

Saúde: ser saudável é um dos requisitos para o indivíduo ter condições de se sentir bem. Portanto, é dever do indivíduo buscar desenvolver hábitos saudáveis e que o faça ter uma vida longa e confortável. Saúde, contudo, não é algo simples de se obter. Isto porque o corpo humano foi desenvolvido para viver em um ambiente selvagem, porém, quase toda a população mundial vive com algum tipo de artificialidade desenvolvida pelos humanos agora. Como houve mudanças no ambiente natural do ser humano e o corpo humano não foi desenvolvido para este novo ambiente, é natural que se surja doenças ou distúrbios que diminuam a saúde humana. Para isto é preciso que a sociedade, através da ciência, busque formas de remediar tal acontecimento, e é aqui que surge todo o aparato tecnológico para que o humano possa desenvolver boa saúde. Porém, este aparato tende a custar algum dinheiro, e isto justifica a linha de produção de dinheiro a saúde. A saúde também pode ser obtida através dos conhecimentos do indivíduo sobre o que é bom ou não é. Isto explica a influência que ciência tem sobre saúde. Através de diversas experiências do seu cotidiano, o indivíduo percebe que certas coisas são boas, certas coisas são ruins. Para obter saúde também é preciso certa dose de desejo, porém, os elementos de conhecimento e observação envolvidos são em maior quantidade.

A saúde também tem a capacidade de influenciar a imagem do indivíduo. Isto acontece devido às leis da psicologia evolutiva, que diz que o humano considera bonito aquilo que seu instinto valoriza, e ele tem uma tendência natural a valorizar saúde. Construir saúde também é construir uma boa imagem, principalmente para aqueles que valorizam bastante a saúde. Para a psicologia evolutiva, as relações afetivas também são um sinal de saúde, só que a mental. Portanto, buscar relações que façam o indivíduo se sentir bem também é um elemento a ser introduzido no atributo saúde. Isto inclui o sexo, que é um elemento muito importante na constituição da saúde de um relacionamento conjugal, pois indica comprometimento com o bem-estar e intimidade do casal. O sexo é classificado como um elemento de saúde, não como um elemento de prazer, pois seu prazer faz parte naturalmente do instinto humano. Porém, em outras circunstancias, o sexo pode ser considerado como um atributo de prazer, principalmente quando nele está concentrado mais o desejo de consumo do que a necessidade constante do corpo. O mesmo se aplica a outros atributos da saúde que estejam associados a prazer, como comer ou praticar exercícios físicos.

Prazer: como foi explicado antes, há um desejo motivando todo o esforço humano. A recompensa de todo o desejo é o bem-estar, ou o prazer. Contudo, em todos estes casos, há um esforço motivado pelo desejo para que o bem-estar seja gerado. Neste atributo estão reunidos os prazeres dos quais não é necessário o esforço para serem gerados, pois este esforço já foi feito durante o processo de produção do indivíduo e reunido na forma de dinheiro. Portanto, o atributo prazer refere-se aos tipos de prazeres que podem ser consumidos através do dinheiro, e isto explica a linha de produção que parte do dinheiro para o prazer. A importância deste tipo específico de prazer é que ele pode ser usado como uma forma de atração entre os indivíduos, que não deve ser ignorada, pois ela existe e deve ser considerada nos cálculos de capacidade de sociabilidade. Este poder de atração explica a linha de produção que saí do prazer para a imagem, pois este é um dos meios que os indivíduos utilizam para atrair o instinto dos outros, para que através da ligação instintiva eles juntos desenvolvam atividades referentes a outros atributos ou até mesmo ao prazer, potencializando os efeitos destas atividades. O indivíduo que não utilizar esta mecânica de prazer provavelmente ficará em desvantagem em relação aos outros indivíduos em diversos aspectos, e isto prejudicará sua vida social causando distúrbios.

Este tipo de prazer também é um dos responsáveis, além da tendência humana de explorar a realidade, por fazer o indivíduo sentir a vida sobre diversos aspectos, e, deste modo, ter um grande conhecimento sobre os assuntos humanos e sociais. Isto acontece devido à própria mecânica do prazer, que precisa sempre ser renovado após seus efeitos terem durado algum tempo, ou seja, as mesmas atividades que antes causavam prazer agora não causam mais, se tornaram enjoativas ou repetitivas. Como o indivíduo utiliza seu dinheiro para acessar este tipo de prazer, a tendência é que logo esta atividade se torne enjoativa, pois há menos espera do que se o indivíduo tivesse se esforçando para produzir tal atividade. Desta forma, os elementos deste tipo de atributo são um tipo de prazer de rápido consumo, e logo enjoa. Portanto, isto força o indivíduo a buscar novos elementos capazes de trazer prazer, quando isto acontece, o indivíduo, mesmo sem perceber, começa a explorar vários sentimentos, curiosidades e aspectos de sua cultura e realidade. Contudo, é preciso tomar cuidado para o uso correto da mecânica do prazer, caso contrário ela irá resultar em distúrbio. São conhecidos os vários problemas que o consumo sem consciência pode trazer. Porém, além destes, é preciso tomar cuidado para não desenvolver desejo por algo que prejudique demais a saúde, como a alimentação em excesso ou atividades de alto risco de acidente. Outra observação é que se o indivíduo focar sua vida apenas neste tipo de prazer é provável que ele desenvolva distúrbios, pois se ele buscar vários prazeres diferentes seu dinheiro irá acabar rápido, e se ele focar em apenas uma coisa para obter prazer, ela irá enjoar logo.

Imagem: para este gráfico, imagem não se resume apenas ao que o indivíduo transmite para a sociedade. Aqui, ela também ganha o sentido do que o indivíduo projeta de si próprio. Esta projeção é baseada principalmente no conjunto de experiências e sentimentos de uma pessoa, e através da percepção deste atributo, é possível entender o porquê certas pessoas tomam determinadas decisões. Por se basear nas experiências e nos sentimentos, a imagem recebe uma forte influência da saúde e do prazer. Contudo, como o atributo imagem tem uma função dupla, que é também representar a imagem que uma pessoa passa para a sociedade, a influência vinda do prazer e da saúde se torna determinadora, se estabelecendo então uma relação de produção neste caso.

Desenvolver uma boa imagem é algo muito vantajoso para o indivíduo, pois em decisões que precisam ser rápidas, as informações consideradas pelo instinto para decidir entre uma pessoa ou outra são as obtidas através da imagem. Isto explica o fato de muitas pessoas terem uma preocupação maior com a imagem que transmite pela sociedade, pois elas entendem que quanto melhor esta imagem, maiores são as chances de algo bom acontecer. Contudo, quando uma pessoa assume certa responsabilidade através de sua imagem, é preciso que ela tenha condições de arcar com as conseqüências das reações das pessoas para esta imagem ou dispor de condições para ter o conteúdo que esta imagem aparenta ter, caso contrário isto pode resultar em complicações. Esta reação existe devido a grande capacidade associativa do cérebro humano, que após observar certas simbologias, busca quais fatores ou configurações são necessárias para aquilo existir, e, a partir disto, assume que estes fatores correspondem a simbologia em questão. Desta forma, através de uma simbologia, neste caso a imagem, é possível assumir alguns dos fatores que estão envolvidos na sua produção, que é como deve ser o estilo de vida da pessoa para que ela tenha essa imagem. É isto o que dá margem ao preconceito e ao status social, coisas que muitas vezes não estão coerentes com a realidade, contudo, outras vezes estão.

Outra característica da imagem importante é ser um fator determinante para o que a pessoa buscará produzir ou competir, o que explica as linhas de produção que saem da imagem e vão até estes dois atributos. Isto acontece devido à tendência do indivíduo buscar estar próximo daquilo que o faz se sentir bem e saudável. Desta forma, ele tende a buscar na produção e na competição aquilo que ele projeta como bom segundo sua imagem, que são as informações vindas do prazer e da saúde. Se, nesta busca, ele continuar a descobrir estas coisas que o faz se sentir bem e saudável, então ele continuará seguindo este caminho em sua produção ou competição. Caso contrário, sua imagem começará a passar por transformações buscando naquela ou em áreas semelhantes o que o faz se sentir bem.

Produção: foi devido à estrutura que a sociedade desenvolveu, em que as atividades de sobrevivência, como a caça, foram substituídas por mecanismos sociais, que este atributo surgiu. Para consumir algo da sociedade, é preciso produzir algo para ela. E este consumo e produção são medidos através do dinheiro. Portanto, o que determina se algo vale ou não algum dinheiro é a sociedade, e isto explica a linha de influência que parte dela para a produção. Como a produção tende a ser um processo mecânico, que se utiliza de um sistema bem definido, organizado e metódico a ser atingindo e também por consumir grande parte da vida das pessoas, é preciso levar este atributo em consideração na evolução dos indivíduos.

Muitas vezes desenvolver um processo de produção pode ser simples, contudo, quanto mais evoluída for uma sociedade, mais complexos tendem a ser a necessidade de seus habitantes como também tende a ser a produção destes produtos. Devido a esta complexidade, as pessoas têm que depositar alguns anos de sua vida para desenvolver determinado conhecimento técnico, para só então estar apta a produzir determinado produto para a sociedade. Porém, dedicar alguns anos da vida a qualquer atividade, e este período de estudo também é considerado como produção, não é algo simples, pois é preciso haver muito desejo envolvido, e é por isto que a imagem que a pessoa constrói de si própria torna-se um fator determinante. Porém, não só de atividades produtivas complexas vive uma sociedade, como também das simples e mecânicas. Nestes casos, há pouca preparação envolvida, porém, o que a pessoa recebe deve ser o suficiente para desenvolver os atributos básicos de uma evolução saudável, porém comum, caso contrário isto se configurará um caso de distúrbio social.

Competição: competir é uma característica inerente ao ser humano. Se tornar melhor em algo faz parte do processo evolutivo, e sem este desejo, a humanidade não teria chegado aonde chegou. Competir é um sistema complexo que, além de envolver o princípio de técnica X esforço, também estabelece que são os próprios indivíduos que devem desenvolver sua própria técnica, de forma a alcançar melhor o resultado que deseja. Isto porque competir parte do pré-suposto que não se sabe de todos os fatores envolvidos no sistema competitivo, pois se este conhecimento existisse, seria possível prever o resultado da competição antes mesmo dela se processar apenas com as informações necessárias para estabelecer seus cálculos.  Embora a ciência possa atuar nos sistemas competitivos, dando certa noção do que traz ou não os melhores resultados, cada competidor deve buscar em si próprio o desejo e a técnica necessária para alcançarem o que querem através de muitas tentativas. Além destas características, saber competir é importante para uma boa evolução, justificando a existência deste atributo no gráfico, porque é esta atividade que ensina o humano os mecanismos necessários para ele se tornar cada vez melhor, entendendo que cada ação sua resulta em uma reação e utilizando esta característica nas suas atividades e para buscar o que seu desejo quiser.

Existem certos elementos que fazem parte de qualquer sistema competitivo, e quanto mais complexo for este sistema, mais elementos estarão presentes. Eles estão pareados de acordo com semelhança dentro da competição, e a ordem do pareamento está de acordo com o desconhecimento e conhecimento dos fatores, respectivamente. Segue a lista: Intenção/Ataque; Articulação/Defesa; Tempo/Estratégia; Probabilidade/Recursos; Informação/Espionagem. A intenção é como se pretende alcançar o objetivo, o ataque é o movimento para tanto. A articulação é organizar os fatores para alcançar seu objetivo, a defesa é como impedir que esta articulação seja desmontada. Tempo é quem consegue produzir mais resultado em menos tempo, e estratégia é como isto é feito e como aumentar a eficiência disto. Probabilidade está diretamente ligada à tentativa de medir o desconhecido por aproximações do que se conhece, e os recursos é o que se tem para gastar na busca pelo objetivo. A informação é a forma como melhorar os níveis de aproximação da probabilidade, para tornar maior o tempo de resposta a quaisquer operações, e a espionagem é modo de se obter tais informações ativamente. Ignorar alguns desses elementos num sistema competitivo pode ser desvantajoso, pois diminui a consciência de quais ações podem gerar determinados resultados, tanto suas como as do inimigo, para então buscar manipular os fatores para que eles produzam o que se deseja. O princípio da competição contra outras pessoas é buscar sempre uma forma de tornar melhores os resultados, baseando-se na própria descoberta como também na descoberta daqueles contra quem se disputa.

No atributo competição também se encaixa a competição contra si mesmo, em que o indivíduo busca se aperfeiçoar medindo apenas seus próprios resultados. Embora não haja outras pessoas envolvidas neste processo, ele pode ser igualmente tenso e pode chegar a bons resultados. Além disto, o indivíduo também desenvolve seus mecanismos de melhora e de percepção, principalmente se a competição for feita com desejo e consciência. Como apenas uma pessoa está envolvida no processo, a garantia de que estas técnicas são as melhores para produzir determinado resultado se torna menor, porém, em alguns casos em que a pessoa decide competir contra si mesma, este não é seu principal interesse. A partir da competição se conhece os mecanismos para se tornar melhor, e o uso destes mecanismos aumenta a capacidade do indivíduo organizar suas atividades e torná-las mais eficientes. Quando isto é usado na produção, ele produz mais dinheiro, e isto é um dos fatores que justificam a linha de produção que parte de competição até dinheiro. Outro fator é que a competição em si pode se tornar um meio de vida, pois as pessoas que não se dedicam exclusivamente a competição precisam aprender com aquelas que se dedicam a como competir bem, como melhorar e quais são os possíveis erros que ela está cometendo e não percebe. E isto tende a ser observado em eventos competitivos, como campeonatos. Portanto, esta movimentação de dinheiro que ocorre nestes eventos é outro fator que justifica a linha de produção da competição até o dinheiro.

A influência que a sociedade exerce na competição é semelhante a aquela que ela exerce sobre a produção. Através da comunicação, há tanto a pressão para que os indivíduos escolham o melhor meio de competição considerado pelo senso comum como também há que aqueles que competem exercem para mais pessoas irem competir com ele, tornando sua competição mais importante. A imagem também influência bastante no que o indivíduo escolherá competir. Isto porque o indivíduo tem a tendência de buscar algo no qual ele seja bom ou tenha potencial de se tornar bom. Portanto, se em determinada atividade ele percebe que é melhor em outra, existe uma maior tendência de que ele escolha esta atividade, e não outra. Estes fatores podem ou não estar na consciência do indivíduo, como por exemplo, tendência genética ou uma atividade que ele fazia quando criança que o fez se tornar bom em determinado aspecto, porém, estas coisas existem e influenciam no que ele é bom ou não. Isto também demonstra uma característica do ser humano: explorar o desconhecido. Ele busca no desconhecido uma atividade em que ele tenha uma boa chance de se tornar bom nela, se não encontrar, ele vai buscar nas atividades existentes, alguma a qual ele tenha potencial de se tornar bom. Inclusive, esta é uma característica não somente da competição, mas também do desejo em si, atuando, portanto, em todos os atributos e influenciando o indivíduo.

Dinheiro: atualmente, o dinheiro é o principal mecanismo de relação entre o indivíduo e a sociedade, e isto é o que justifica sua posição no gráfico. Através dele, é possível obter recursos da sociedade de forma muito facilitada. Porém, para obtê-lo, é preciso produzir ou prestar benefícios a sociedades que sejam reconhecidos através da gratificação em dinheiro.

OBS: A socialização é um elemento implícito do gráfico. Ela está presente em todos os atributos, e tem por princípio a comunicação e o aumento de potencial de suas atividades.

OBS 2: a tendência do indivíduo buscar se tornar melhor é explicada pelas propriedades evolutivas do ser humano, em que ele busca sobreviver e reproduzir. Contudo, é preciso observar que “melhor” é um termo comparativo, portanto, o indivíduo busca sempre se tornar melhor em relação a alguma coisa ou em relação a alguém. Isto é uma tendência instintiva, que deve ser observada pelo raciocínio humano para ser usada com saúde. Ela também explica a tendência do humano explorar a realidade, pois se em certa atividade ele tiver poucas chances de ser bom, ele irá buscar alguma a qual se tornar bom. Esta tendência faz parte do desejo, e atua em todas as áreas, por isto é possível perceber o indivíduo buscando alguma forma de produzir ou alguma forma de ter saúde que seja a melhor em relação às outras.

OBS 3: embora sejam muitos os tipos de atividades que cada humano possa fazer de modo a satisfazer a configuração do gráfico, e partindo do princípio de que cada humano busca o melhor para si, é preciso perceber que cada uma destas atividades tem seus pontos positivos e negativos, de acordo com os critérios de avaliação. Nenhuma é melhor ou pior em absoluto, pois caso fosse, isto anularia a tendência humana de explorar a realidade, que é um dos mecanismos responsáveis por uma gigantesca parte da evolução humana. Se a espécie humana, como um todo, se sentir satisfeita com apenas uma atividade definida, esta atividade será levada ao seu limite devido ao desejo humano de se tornar sempre melhorar, se saturaria e a partir de então não acrescentaria nada de novo as chances de evolução dos humanos. Portanto, é preciso aprender ter a consciência do porquê se é o que é, para conseguir desenvolver uma atividade de forma segura e firme, se assim sua percepção de realidade disser que é melhor. E ainda é preciso ter consciência para não investir fundo em algo que pode não ser verdadeiro ou para não cometer um erro irreparável no processo de descoberta.

Encerramento:
Esperava escrever nesta postagem sobre a reorganização do conceito de realidade que eu fiz nesses tempos. Porém, esta postagem por si só ficou enorme, portanto, considero desnecessário completá-la com outro assunto. Há muito tempo eu desejava fazer uma reorganização no conceito de realidade, pois estava muito confuso. A capacidade do ser humano desenvolver seus próprios mecanismos e axiomas, e alterar a forma como seu instinto e como algumas regras do que se considera natural funcionam foi um dos principais motivos que me levaram a confusão quanto a este conceito. Porém, acredito ter resolvido e escreverei sobre isto em uma nova postagem. Também gostaria de comentar aqui que competir é algo realmente muito complicado, e envolve uma série enorme de fatores e sentimentos. Estou aprendendo a administrar e a perceber tudo isto através dos treinos de Rugby e dos jogos de Lol, contudo, não é fácil. É de conhecimento meu que o processo de adaptação a realidade passa necessariamente pelo sofrimento, contudo, eu quero formalizar, segundo a psicologia evolutiva, o porquê isto é uma tendência ou mesmo uma regra para todo humano. Acredito que este é um conhecimento muito importante. Enfim, até a próxima postagem e um abraço a todos.