Psicologia Evolutiva
“Ensaio geral sobre uma nova forma de ver o mundo”
(Livro ainda em construção: Quaisquer dúvidas, sugestões, comentários ou analises serão bem-vindas)
Por: Leandro de Andrade Moura
4ª Edição
Conteúdo
Introdução.
Teoria da Evolução.
A história da Evolução Humana.
Poderes humanos e formação de valores.
Conceito do belo segundo a psicologia evolutiva.
Conceito de amor segundo a psicologia evolutiva.
Diferenças entre sobreviver e reproduzir.
Argumentos racionais e instintivos.
Resumo de conceitos e definições para a Psicologia Evolutiva.
Mecanismos sentimentais humanos.
Os comportamentos básicos a sobrevivência:
Os comportamentos básicos a reprodução:
As propriedades humanas:
Paixão:
Desejo:
Felicidade:
Tristeza:
Ansiedade:
Raiva:
Ciúme:
Inveja:
Humor:
Curiosidade:
Esperança:
Coragem:
Culpa:
Medo:
Estresse:
Afeto:
Objetivo evolutivo:
A importância de entender os sentimentos:
Formação da personalidade humana.
Mecanismos sociais humanos.
Cultura:
Política:
Economia:
Conclusão:
Mecanismos racionais humanos.
Qual é a realidade e como ela exatamente funciona?.
Matemática:
Tecnologia:
Como o humano raciocina:
Modulo de simulação:
A importância do conhecimento:
O que é e como compor uma teoria:
Conceito da filosofia e arte segundo a psicologia evolutiva:
Racionalização dos sentimentos.
Como adotar uma boa filosofia.
Despedida e contatos do autor.
Nota: Utilizar ferramenta de busca do seu navegador para ir mais rápido aos capitulos.
Ela é normalmente encontrada em "Ferramentas" ou "Editar"
Introdução
Psicologia Evolutiva é um ramo da psicologia bem interessante. Ela é simples, pois seu principio de estudo é bem objetivo, estudar os sentimentos a partir do pré-suposto que eles foram moldados para nos dar maiores chances de sobreviver e reproduzir, mas se torna complexo a partir do momento em que se busca compreender eventos mais complicados.
Explicando melhor o que será abordado aqui, irei mostrar como o sentimento se moldou a base do objetivo de sobreviver e reproduzir e garantiu nossa evolução até o presente momento da nossa sociedade sobre suas várias formas, entre elas, culturais, científicas e econômicas, e como isso está ligado com nós mesmos e com todas as cadeias de comportamentos da sociedade e o motivo das coisas serem como são.
Assim, para aqueles que buscam conhecimento, este livro pode ser a oportunidade de conhecer uma nova teoria cientifica capaz de explicar os acontecimentos sociais em sua volta com uma maior profundidade e base de argumentação, e para aqueles que não estão no mundo cientifico, esta é uma chance de se envolverem no mundo da ciência e da argumentação, já que pretendo passar as informações aqui de uma forma bem clara e objetiva.
E, supondo que os leitores desejem encontrar uma filosofia que ao mesmo tempo em que seja coerente com os conhecimentos de psicologia evolutiva apresentados no livro, seja coerente com o fato de sermos humanos, mostro-os uma filosofia que se adequar bem a essa realidade evolutiva e que, com base nisso, ele possa construir uma filosofia que se adéqüe e seja coerente com sua realidade sócio-cultural e sua personalidade.
O livro primeiro conterá principalmente conceitos, definições e teorias que dará suporte a próxima fase, que é uma fase mais prática e didática sobre o comportamento humano. Após isso, irei passar pra filosofia dita por mim a cima e alguns comentários, e assim o livro estará completo.
Contudo, gostaria de advertir que para aqueles que começam e tem medo que a psicologia evolutiva tire sua personalidade e as transforme em modelos padrões de comportamento que não se preocupem, pois como eu vou explicar no livro, há uma parte do em todo humano que não dá pra ser mudada, que são seus instintos, seus traços de personalidade e suas experiências de vida. O que se pode mudar é sua forma de raciocínio através de novos conhecimentos e experiências, e é isso o que eu irei passar no livro.
Existe uma enorme diferença entre entender o sentimento e viver o sentimento, no decorrer do livro, espero que vocês descubram.
Teoria da Evolução
Esta teoria é o motivo pelo qual se nomeia este ramo da psicologia de “Evolutiva”. Assim como na psicologia evolutiva, que estuda os sentimentos como uma forma de adaptação humana para evoluir melhor, a teoria da evolução nos diz que isso acontece em todos os seres vivos e que um dia, há muito tempo atrás, fomos apenas simples seres unicelulares, e a partir destes seres evoluímos e fomos nos adaptando as diferentes regiões da terra, e com isso, criando diferentes tipos de espécies.
Para aqueles que tem pouco acesso a essa teoria, isso pode parecer muito estranho, mas ao se entender a lógica, ela parece natural e a mais provável forma de surgimento da vida na terra, além do mais, muitos anos de estudo para se chegar a essa teoria cientifica de acordo com as provas não pode ter sido a toa. Esses seres unicelulares provavelmente surgidos ao acaso no berço das águas e tinham as características que permitem a evolução, que é a reprodução e a mutação.
Os seres se reproduziam fazendo seres semelhantes a eles, mas esses seres não eram exatamente iguais ao ser que os originou, seja por motivo externo ou interno, sofriam pequenas mutações. Dentre essas mutações, os seres que sofressem mutações mais vantajosas em relação ao ambiente em que estavam tinham maiores chances sobreviver e, portanto, mais tempo para ele se reproduzir, enquanto os seres que sofressem mutações piores sobreviviam menos tempo e se reproduziam menos.
Este é o principio da lógica evolutiva que pode se aplicar, por exemplo, em seres que estão em um ambiente quente. As reproduções que melhor se adaptam a esse ambiente, continuam a reproduzir e as que não agüentam o calor, morrem. O surgimento de várias espécies se deu a partir do momento em que os seres começaram a se espalhar, por força da correnteza, e pararam em águas frias. Os que antes morriam por causa do calor, agora sobrevivem por causa do frio e os que antes sobreviviam por causa do calor, morrem por causa do frio.
Lembrem-se que estamos falando de seres frágeis e unicelulares, que agora, através da mutação, começam a deixar de ser unicelulares e passam a ser poli-celulares, pois isto os ofereceu uma estabilidade de sobrevivência e reprodução melhor. E assim continuou através de muitos milhares de anos e gerações, até chegar aos peixes, que começaram a dominar os mares e aos poucos, conseguirem respirar também na atmosfera, onde há uma maior oferta de oxigênio e alimentos. Neste ponto, as plantas já tinham conseguido se adaptar bem a vida fora d’água, por serem mais estáveis e fotossintéticas, e isso garantiu alimento para as primeiras espécies terrestres.
E então, foi neste mesmo processo de bilhares de anos que começaram dominar a terra e depois, os ares. Para quem se interessar mais, basta buscar maiores informações em livros didáticos ou internet, mas é um assunto bastante interessante a história da evolução das espécies. Mas dentre essas espécies, uma se destacou graças às habilidades necessárias para o domino de ferramentas, da comunicação e da transmissão de conhecimentos, os humanos, e com isso, essa espécie se organizar de tal forma que conseguiu dominar a maior parte das regiões do planeta.
Com a aparição da reprodução por meio do sexo entre as espécies, e do macho e da fêmea, também começou a haver uma seleção não somente por meio do ambiente, mas também entre as espécies. Um individuo por instinto procura outro individuo do sexo oposto que tenha mais qualidades em relação ao grupo, para assim passar essas características para sua prole, acelerando assim o processo de evolução e tomando o lugar daqueles seres que não usam esse processo, e assim a ordem de evolução para a maioria dos animais é: Sobreviver e reproduzir.
Sobreviver e reproduzir são dois comportamentos que são interligados, mas são diferentes principalmente na espécie humana, e utilizá-los juntos significa colaborar com a evolução da espécie. Essa evolução é um fator muito determinante para a formação da nossa sociedade do jeito que é hoje e só acontece na sua melhor forma se houver esses dois comportamentos juntos. Mostrarei nos próximos capítulos como os comportamentos de sobreviver e reproduzir se separam e como a evolução fica prejudicada se só houver uma dessas duas características.
A história da Evolução Humana
Os humanos ganharam um capitulo desse livro para contar a história de sua evolução à parte por dois motivos: O foco principal desse livro são os humanos e sendo assim, saber como eles chegaram na atual situação ajudará a explicar o que é essa atual situação sobre uma visão mais ampla; E também o humano tem uma história evolutiva bastante diferente das outras espécies e bem interessante, tendo características que nenhuma outra espécie mostrou com tal profundidade até agora.
Essas características são muito importante para a história do desenvolvimento humano. Podemos encontrá-las separadas em outras espécies, mas não na eficiência mostrada pelos humanos ao juntar todas elas. Isto foi o que permitiu ao homem se desenvolver de forma diferenciada das outras espécies, a partir do momento que ele conseguiu ter o domínio da lógica, da transmissão de conhecimentos, da capacidade de utilizar ferramentas, da capacidade de comunicação, da capacidade de modificar o ambiente e agir em grupo e com isso, formar sociedades que mais se assemelham a organismos vivos, mas isso não aconteceu de repente. Vou aqui narrar brevemente essa história focando apenas nas informações importantes, que foram descobertas a partir de fosseis, pinturas, objetos e achados arqueológicos que mostrem comportamento como, por exemplo, muitos esqueletos em cavernas ou construções.
A primeira espécie do tipo Homo foi a H. Habilis, considerada o começo da sua espécie em 2,4 de anos atrás, viveu um ancestral muito antigo da família Homo, a qual nós pertencemos, e esse ancestral foi o primeiro a se separar da família dos Australopitecos, que era uma família dos macacos hoje já extinta. O gênero homo foi considerado diferente dos Australopitecos por serem mais inteligentes e com molares menores. Esses dois grupos provavelmente viveram juntos, mas a família Homo conseguiu sobreviver melhor, pois, devido a sua inteligência maior e ao fato de serem bípedes, conseguiram utilizar algumas ferramentas e já se organizavam em grupos para caçar e viver em caverna.
Graças à capacidade de usar ferramentas, os indivíduos da espécie Homo mais inteligentes e, portanto, que melhor sabia utilizar as ferramentas foram reproduzindo mais, seguindo o mesmo principio descrito no capitulo anterior, já os que não usavam as ferramentas bem, não. E assim a espécie foi ficando no geral, mais inteligente, assim como algumas modificações corporais também foram selecionadas pelo ambiente devido à melhor adaptação ao mesmo. E então, há 1,8 milhões de anos atrás, a espécie se transformou a tal ponto que já não mais foi considerada como H. Habilis, mas sim agora como H. Erectus. A família Homo foi evoluindo, passando por algumas gerações de espécies até chegar à espécie H. Sapiens, que somos nós, atualmente.
Nesta evolução da família Homo, as características que mais foram determinantes em sua evolução foram as mentais e a capacidade de utilizar ferramentas que juntas fizeram a família homo desenvolver e transmitir tecnologia através das gerações, e isso determinou o rumo do desenvolvimento da espécie e da sociedade. A história das formações sociais humanas nos ajudará a entender melhor como a sociedade se apresenta agora e os comportamentos humanos, além de fazer parte da evolução humana. Essa história atravessa muitas gerações de espécies da família Homo, por isso não vou me preocupar em especificá-las por haver pouca importância para agora e por isso, vou falar da espécie homo como humanos. Eu só mencionei as espécies a cima para mostrar como os cientistas utilizam as informações para definir espécies e registrar a evolução.
Os primeiros humanos já eram bípedes e onívoros, evoluções que ocorreram em espécies anteriores para economizar energia e os deixar mais ágeis. Ao contrario de antigamente, a tendência agora era os seres se tornarem menores e mais inteligentes, pois a maioria dos seres já haviam desenvolvido comportamentos de agir em grupo e inteligência, e os humanos fizeram isso bem. Já se organizavam para caçar em grupos e colher, moravam em caverna e se juntavam para manter um fogo acesso para se manter aquecido e protegido dos animais quando por acaso, algum fenômeno da natureza o criava. Com isso, foram desenvolvendo inteligência de comportamento em grupo ainda melhor, ferramentas para a caça que a maioria utilizava, e então eles conseguiam caçar grandes animais. Sempre que a comida disponível ao redor da caverna acabava, eles migravam pra outra onde pudessem encontrar alimentos, já tendo noção de família e religião. Também descobriram como fazer fogo, através das técnicas de esfregar madeira e duas pedras.
Os humanos também foram criando capacidades de observar e interpretar o ambiente para melhor caçar e se proteger, e isso os permitiu observar que, quando colhiam e comiam as frutas e jogava suas sementes, naquela área germinava plantas, então eles começavam a descobrir a agricultura. A descoberta da agricultura foi uma coisa bem importante, pois permitiu aos humanos se fixarem em um lugar em vez de andar de lugar a lugar já que o alimento estava garantido e também diminuíram sua dependência da caça, pesca e colheita. O tempo ganho dessas perca de dependências contribuiu para um maior convívio social entre os humanos, o que permitiu um desenvolvimento melhor de linguagem, mais fabricação de ferramentas, descoberta da domesticação de animais, maiores noções de família e religião.
Nestes tempos, os grupos humanos já tinham um bom tamanho e procuravam sempre bons lugares para se fixar. A sociedade já estava organizada, sendo as mulheres responsáveis por atividades locais como agricultura, e os homens responsáveis pela caça e pesca. Foi neste tempo que começou as diferenças sociais, já que, a partir do momento em que uma pessoa ficava responsável por algo, é natural que ela ganhe mais experiência e domínio sobre tal área, tornando-a importante para desenvolver aquela atividade. A partir do momento em que algumas atividades ficaram importantes na sociedade, as pessoas que as exerciam também ficavam importantes, e por isso, diferenciadas na sociedade. A cada nova invenção que se fazia, diminuía o esforço de trabalho em determinada área e por isso, aumentava o tempo livre dos humanos na aldeia, e isso os permitia ou aumentar o nível de sua cultura arrumando coisas para se fazer ou expandir suas terras, quando as condições eram favoráveis.
Neste período, começaram-se as disputas entre esses grupos por territórios mais favoráveis, seja por motivos de expansão ou sobrevivência. O interessante a se notar é que essas disputas não somente ganhava o grupo mais forte, mas sim o sistema econômico, social e tecnológico do grupo mais forte, pois como as aldeias já tinham um razoável tamanho, as que tivessem um melhor conjunto dos três fatores venciam. Com isso, os modelos econômicos, sociais e tecnológicos das aldeias foram filtrados de tal forma que as aldeias se desenvolvessem em todas as áreas necessárias para manter a sobrevivência e a reprodução.
Por exemplo, se uma aldeia desenvolvesse tecnologia demais sem necessidade, e se esquecesse de se desenvolver socialmente e economicamente, mesmo tendo tecnologia, não conseguia vencer um grupo onde a organização social e economia previa o treinamento de guerreiros armados, pois, embora a tecnologia fosse importante, ela não estava num nível bom o suficiente para vencer a força física. Se um grupo desenvolvesse treinamento de mais nos guerreiros e se esquecesse da economia e tecnologia para prever a fabricação de armas, esse grupo poderia ser vencido por outro que treinasse seus guerreiros e fabricasse suas armas. Aos poucos, cada região foi se desenvolvendo a seu tempo em relação aos grupos vizinhos, as ofertas de recursos e a característica geográfica do planeta.
Mas notem que assim como os animais, há uma seleção de melhor modelo de grupo humano necessário relativo aquele tempo e região e desta forma uma seleção natural, que cada vez mais se desprende do ambiente, já que a capacidade do humano de modificar o ambiente está associada ao seu nível tecnológico. É por isso que adoto a analogia que a nossa sociedade é um organismo vivo e que evolui por si só em cima das propriedades dos humanos, que são as células da sociedade. Cada país é comparável a uma espécie onde o que determinou suas características foi sua posição geografia (ambiente) e o contato e conflitos (decisão de quem é o melhor) com outros povos e por causa disso, cada um deles teve uma história de evolução diferente, cheia de batalhas e conflitos por expansões e defesas de território, descobertas tecnológicas, modelos de convívio social e religiosos e os melhores países em relação ao seu ambiente foram sobrevivendo e evoluindo através das gerações humanas.
Contudo, devido à tecnologia, está surgindo o efeito da globalização, que significa que todos os países aos poucos estão se unificando em torno de uma economia mundial, onde, se uma parte do planeta vai mal economicamente, afeta todo o planeta.
Poderes humanos e formação de valores
Antes de falar sobre os sentimentos propriamente em si, precisarei passar alguns conceitos e definições para facilitar a explicação e o entendimento. Este é o primeiro deles. Este capítulo se dedica a explicação de como cada humano forma suas noções de valores e poderes e em como isto é relativo ao meio e as influencias externas em sua formação, que normalmente ocorre na fase infantil, quando a criança está desenvolvendo sua filosofia.
Quando se é criança, se tem poucas noções e conceitos sobre o mundo, e por isso, se absorve mais facilmente aquilo que lhe é passado. É através disso que ela começa a formar os valores humanos e conceitos sobre as coisas ao seu redor, como certo ou errado, bom ou ruim, como tratar e valorizar as pessoas entre outras questões. Os que mais tem poder para formar o conceito de uma criança são seus pais ou os responsáveis pela criação da mesma, devido ao fato da criança confiar muito neles por eles prover sua sobrevivência, além de relações sociais. Mas também podem receber influencia de outras pessoas que aparentam ter muito poder e as crianças se identifiquem, como familiares mais próximos ou amigos, até mesmo desconhecidos.
Se há a tendência também de se valorizar poderes que faça bem a você e desvalorizar poderes que faça mal a você. Isto porque o instinto e o raciocínio agem juntos em busca de uma boa filosofia que, se bem formada, valorize suas qualidades e desvalorize aquilo que te faz mal. É ai que entra a relação entre o poder instintivo, já que quase todo poder instintivo é relativo aos seus próprios conceitos de filosofia e cultura. Para se ter um exemplo prático, existe uma forte tendência de pessoas inteligentes valorizem inteligência, de mulheres sensuais valorizarem a sensualidade, mulheres românticas valorizarem o romantismo e etc. porque para cada um deles, valorizar o que há em si aumenta suas chances de sobrevivência e reprodução, e isto é mostrado na prática.
Por exemplo, um homem inteligente, com poucas habilidades sociais e muitas habilidades técnicas, teria que se esforçar muito para conseguir conquistar uma mulher sensual a qual a maioria dos homens gostam porque ele teria que enfrentar a concorrência de por exemplo, homens com altos poderes instintivos e sociais. Para ele aumentar seu nível de poder social ou instintivo, por outro lado, é complicado, porque existe uma serie de fatores que o faz ser daquele jeito, como genética, experiências de vida, formação profissional, cultural e filosófica, e pra mudar tudo isso seria necessário um enorme gasto de energia ou até mesmo impossível. Por outro lado, se ele gostasse de uma mulher inteligente e que valorizasse a inteligência que há nele em vez de valorizar outros poderes instintivos de outros homens, ele teria mais chance de conquistá-la.
Outro exemplo seria o de uma mulher romântica, que mesmo tendo poder instintivo e social, não consegue vencer aquela que por natureza, é sensual e atrai o instinto de todos os homens. Essa mulher então começaria a desenvolver uma espécie de romantismo que desvalorizasse futilidades sensuais e valorizasse beleza em si, assim como também iria desvalorizar namoros descompromissados e começaria a valorizar namoros firmes e sérios, principalmente porque a característica dos namoros descompromissados é a futilidade e a característica dos namoros sérios é o compromisso. Valorizando o compromisso e sendo romântica, portanto, trás vantagens pra ela em relação à mulher sensual e suas futilidades. As futilidades a qual me refiro aqui são a exibição de poder instintivo sem necessidade, onde tal poder pode se traduzir em exibições de seus dotes corporais genéticos e capacidade de fazer qualquer homem se interessar por ela devido as suas artimanhas de sensualidade.
Mulheres sensuais valorizam seus corpos porque é a forma de poder que ela tem. E embora todo mundo fale mal, elas no fundo sabem que aquilo é uma mistura de sentimento de desejo e medo devido a seu poder. Há mulheres sensuais românticas ou não, onde se ela é romântica, deseja encontrar um cara com alto poder instintivo equiparável ao dela, e que goste dela. Essas têm uma tendência maior a ter um romantismo maior, ou seja, ter ética e respeito. Já as não românticas querem um cara com alto poder social ou então só querem curtir a vida, mas tem menos tendência a ter ética e respeito. Mas são só tendências, e tais tendências sofrem variações de acordo com o estado atual, formação cultural, filosófica, influencias internas e externas de pessoa.
Um caso de pessoas que desenvolvem filosofias contra o que são boas é o de pessoas que não são incentivadas por seus pais a fazerem aquilo que são boas, tendo uma desvalorização instintiva por aquilo, ou quando não encontram aquilo que são boas, neste caso, normalmente se adota uma filosofia neutra. Mas é fato que as pessoas são diferentes, e justamente por serem diferentes, tem uma maior capacidade de desenvolver ou terem habilidades ou não. Qualquer coisa pode ser considerada como poder instintivo, podendo ou não ser melhorado através do raciocínio ou outras técnicas, como por exemplo, carisma, beleza física ou outros atributos corporais, inteligência, educação, sensibilidade, dons artísticos, conhecimentos técnicos ou abstratos, entre outros. Isto porque qualquer coisa pode servir como qualidade para a pessoa que observa.
Podemos notar também que se somarmos a média de poder instintivo, há pessoas mais instintivamente poderosas que outras, assim como em habilidades individuais, uma pessoa com média baixa pode superar outras com média normal ou alta. Mas poder instintivo não é a única coisa que influencia na sociedade e na vida das pessoas. Há pessoas com alto poder instintivo, mas insatisfeitas com sua vida. Temos que levar em consideração também o poder social e o poder racional, que são coisas que também influenciam na sociedade e na vida dos humanos, como por exemplo, a personalidade. A personalidade pode ser considerada como um conjunto de cultura, costumes pessoais, filosofias e gostos que uma pessoa tem devido a seu histórico sócio geográfico e genético que a torna diferente das outras pessoas e pode ser considerada como um poder social e instintivo, porque se a pessoa tem uma personalidade boa e interessante, tem mais chances de arrumar um emprego e se manter bem lá ou evoluir, principalmente ligado a área de humanas.
Habilidades individuais, principalmente quando são úteis, podem ser aproveitadas pela sociedade, sendo recompensadas por prestigio social e/ou dinheiro. Sendo então classificado poder social como todo o tipo de poder que pode ser aproveitado pela sociedade do modo geral e recompensado com dinheiro ou prestigio social. O dinheiro é considerado como um poder social e humano, já que através dele, se obtém meios de sobrevivência e serviços sociais, já que, dinheiro não é simplesmente um pedaço de papel, mas sim a representação física de um valor abstrato de colaboração social, onde todos têm que colaborar para ter condições de comer, se vestir e ter onde morar porque principalmente na zona urbana, ninguém mais planta sua comida. O conceito de poder social e a necessidade do dinheiro na sociedade vêm justamente daí.
Por isso, socialmente falando, um médico é mais importante que um gari, já que para ser um médico, é necessário desenvolver bastante conhecimento através de estudo, já para ser o gari não. E por isso, um médico é mais recompensado socialmente que um gari. Contudo, tanto médico quanto o gari são importantes pra sociedade, pois se não existisse gari, os médicos teriam que trabalhar como gari. Do mesmo modo que há poderes sociais ou instintivos bons, há os ruins. Um médico pode ser socialmente poderoso, mas humanamente ruim, a partir do momento em que ele trata mal seus familiares e não contribui para a cidadania. Assim como um gari pode ser socialmente sem importância, mas humanamente bom, quando ele é um bom cidadão e contribui para o crescimento familiar. Os atributos necessários para se dar bem na nossa sociedade são os sociais, contudo, os atributos necessários para se dar bem como humano, são os humanos.
O poder racional pode ser considerado humano e social ao mesmo tempo, já que ele é o responsável por de certa forma, equilibrar os dois. Ele modifica o poder instintivo a partir do momento em que uma filosofia é formada e ela vai dizer o que a pessoa considera importante ou não para ser feliz, e também quando a partir dele, uma pessoa consegue ver melhor a realidade da nossa sociedade e encontra meios de colaborar com a sociedade, como por exemplo, na construção de uma filosofia que o permita trabalhar bem, quando ele acha boas soluções para conflitos entre humanos e principalmente, na produção da ciência e tecnologia da sociedade. Contudo, é também através do poder racional e de filosofias má formada que já foram feitas atrocidades humanas, como por exemplo, o nazismo, o suicídio, descriminação, atos religiosos contra a ciência, além de traumas, distúrbios e outras pequenas coisas sociais. É muito importante tomar ciência disso.
Filosofia aqui é conceituada como o conjunto de conceitos racionais que podem ser descritos com argumentos ou experiências. Se for constituída mais a argumentos, é uma filosofia mais racional, cientifica, porém, se for constituída mais de experiências, é uma filosofia mais instintiva e humana. O ato de filosofar significa expandir ou repensar seu conjunto de conceitos e pode ser feito através do pensamento, onde nele, podem ser conectados um fato a outro afim arrumar uma explicação, ser produzido um argumento para explicar alguma conceito ou os dois. Com novos conceitos sobre o que é importante ou não para si ou qual a atitude certa a tomar em determinado caso, seu padrão de comportamento se modifica e desta forma, o que você valoriza ou deixa de valorizar. A filosofia passa a ser ciência quando é capaz de prever e/ou responder um determinado resultado comprovadamente através de testes.
É este conjunto de criação de conceitos e experiências para apoiá-los que faz tão difícil mudar a filosofia de alguém adulta e tão mais fácil mudar a filosofia de alguma criança, por isso a idade infantil é a ideal para começar a introduzir uma filosofia onde a permita exercer ter uma boa noção do mundo e também a sempre querer melhorar onde poder para assim, contribuir melhor para a evolução de nossa sociedade e para a própria evolução.
Conceito do belo segundo a psicologia evolutiva
Dentre os poderes instintivos, provavelmente a beleza é um dos mais poderosos. Em tudo o que existe, pode haver beleza. Seja na arte, nos humanos, nos animais, nas idéias, no virtual, tudo isso pode haver beleza, desde que haja um humano para apreciá-la. O conceito de beleza pode ser muito amplo, e por isso, cada humano ter o seu. Contudo, para fins de estudo, é importante definir o que em comum há naquilo que todas as pessoas acham bonito, foi então que eu comecei meus estudos utilizando os conceitos da psicologia evolutiva.
O que se pode concluir sobre a beleza segundo a psicologia evolutiva, é que a beleza é a forma que o instinto encontra de nos alertar que algo é importante para nós. Como dito anteriormente, o instinto humano tem uma tendência a valorizar aquilo que é bom pra nós, e parte desse valor é dado com a beleza. Como cada humano tem sua vida e valores diferentes do que é importante ou não para si, eles também tem sentimentos diferentes do que acham ou não belo. Só para ilustrar isso, é por isso que determinadas pessoas tem preferência por tal gosto e estilo cultural em vez doutro. Ela normalmente se adapta ao estilo que melhor se adéqua a ela, na maioria das vezes, a menos quando há algum distúrbio ou trauma.
Por exemplo, se uma pessoa gosta de um determinado objeto ou estilo musical, é porque aquilo representa algo importante pra ela. Seja uma valorização social, uma identificação com sua vida ou importante para o instinto dela de outras maneiras. É tudo uma questão relativa entre a filosofia e o instinto humano e o que está sendo apresentando a ele. Porém, isso não se aplica exatamente para a beleza física humana, já que existem pré-definições para acharmos uma pessoa bonita ou não, e essa pré-definição é que para o nosso instinto, a beleza humana está relacionada com as chances de reprodução da pessoa me questão. Achamos uma pessoa bonita porque, para nossos instintos, ela é a que seria a melhor reprodutora para nosso gene e a achamos feia quando, para o nossos instintos, ela não seria uma boa escolha para a reprodução, e isso normalmente independe do que achamos da pessoa, embora, o raciocínio também consegue mudar essas pré-definições.
Por exemplo, nos homens, o que atrai o instinto feminino são ombros largos e quadril menor que os ombros, músculos definidos. Isso porque, para o instinto feminino, homem ter ombros largos significa força para manobras entre as arvores e confronto físico, quadril menor que os ombros significa agilidade e músculos definidos, a prova da força, portanto, isto garantiria por meio da herança genética que seu filho tenha essas qualidades para viver na floresta. Já no instinto masculino, o que influencia na escolha da mulher é quadril largo, cintura fina e seios volumosos, porque para o instinto masculino, quadril largo significa que ela tem boas chances de ter o parto com sucesso, cintura fina significa que ela tem espaço para a geração do filho além de agilidade caso necessite lutar pela sobrevivência, e seios volumosos significa boa amamentação e fertilidade. Ou seja, boas chances de ter uma reprodução sucedida da espécie.
Essa concepção instintivas de beleza humana foi moldada através da seleção natural, onde, os humanos que tivessem essa concepção de beleza de valorizar o melhor, teriam filhos com mais chances de sobreviver e reproduzir, e portanto, aqueles que não o tivessem, teriam menos chances. E aos poucos, a população que tem o comportamento que aumenta as chances de evoluir foram selecionadas pelo meio, ou seja, pelo ambiente que dava maiores chances de sobreviver às pessoas com as características citadas acima. Contudo, devido à tecnologia, esse ambiente que selecionou tais comportamentos não existe mais e nenhuma outra característica do ambiente que temos atualmente influencia nesse comportamento, por isso, nossos instintos continuam até hoje. É o que chamamos de herança genética. É também por esse motivo que os passarinhos continuam a dançar para seduzir a fêmea, embora já tenham tudo o que precisam pra sobreviver sem precisar evoluir, que a principio é saber voar, conseguir arrumar alimentos e uma boa camuflagem.
Quando eu digo que a tecnologia realmente mudou o ambiente, quero dizer que graças a tecnologia, o comportamento de sobrevivência se tornou muito mais simples, onde, quando antigamente era necessário utilizar todos os instintos para sobreviver, agora, com básico esforço, qualquer pessoa é capaz de produzir recursos para sociedade e portanto, conseguir sua sobrevivência nela. Os homens não precisam ser mais musculosos e fortes para conseguir sobreviver na floresta e as mulheres não precisam ser mais boas parteiras para os filhos conseguirem sobreviver bem, já que temos uma tecnologia muito avançada que substitui isso, mas o instinto humano continua o mesmo de quando isso era necessário.
Embora o instinto valorize pessoas que aparentam ter maiores chances de sobreviver, ele faz isso relativo ao grupo. Quando ele encontra alguém com uma enorme quantidade de chances de sobreviver e ele não tem chance de reproduzir com ela, normalmente ele não atribui aquilo reais chances de sobrevivência, já que ele nunca vai ter chance de realmente reproduzir e, portanto, não se torna necessário atribuir sentimentos aquilo. Contudo, quando a pessoa encontra dentro do seu grupo ou das suas chances de reproduzir, alguém com alto poder instintivo, ela normalmente agrega muito valor instintivo a aquela pessoa e se apaixona. A tendência é ela continuar daquele jeito enquanto não se convencer racionalmente de que as chances com aquela pessoa realmente são baixas ou nenhuma. E então, instintivamente, ela passa para a próxima pessoa com maiores poderes instintiva a que ela tem acesso. Essa característica de achar bonito aquilo que é importante também é responsável por fazer as pessoas adorarem bebês, já que eles serão o futuro da espécie, e faz com que as mães na maioria das vezes achem seus filhos a coisa mais linda do mundo, já que o filho, para ela, aquele filho é o maior ato de humanidade e a maior responsabilidade humana que existe.
Assim como acontece com cultura e gostos musicais. O normal é, instintivamente, uma pessoa buscar aquilo que traga a ela maiores chances de sobreviver e reproduzir de acordo com sua genética e sua filosofia. Por exemplo, pessoas que querem se socializar valoriza uma cultura que as permita fazer isso de uma melhor forma, que em ultima estância, pode ser representada pelo estilo musical. Por outro lado, uma pessoa que deseja mostrar seu poder racional para a sociedade de uma forma produtiva, valoriza culturas com altos níveis racionais, assim como uma pessoa que tem orgulho da terra de onde vive e da cultura nela formada gosta de músicas regionais. Ou ainda, uma pessoa que tenha um aspecto físico mais fofinho valore culturas que valorizam isso. Podemos notar em então que a beleza é algo muito relativo de pessoa para pessoa, e isso se mostra muito importante para o histórico da formação de nossa sociedade da forma como é hoje e está estreitamente relacionada a propriedades básicas dos humanos, que será explicada quando eu entrar no tema “comportamento de sobrevivência e reprodução”.
Conceito de amor segundo a psicologia evolutiva
Da mesma forma que beleza, cada pessoa pode ter seu próprio conceito de amor baseado em suas experiências de vida e no conceito que a faz bem, e todos esses conceitos tem um fundo de verdade. Mas para fins de estudo eu também tive que definir amor, pois se eu não o fizesse, seria muito complicado diferenciar, por exemplo, o que é paixão, interesse ou amor. Para definir o que é amor, eu procurei que tipo de comportamento nos humanos se parece com o que falam sobre o amor, e por isso, antes, vou dar uma definição popular sobre o amor.
Amor, segundo a definição popular, é o sentimento mais nobre que o humano é capaz de sentir, pois ele é responsável por fazer as pessoas melhorarem e quererem ser boas, ajudarem ao próximo sem querer nada em troca, sentirem-se felizes a todo o momento que senti-lo, o sentimento capaz de ajudar o mundo, pois o amor nunca quer o mal das outras pessoas nem o próprio mal. Existem também vários tipos de amor: amor de pai e mãe pra filho, de namorado, de amigo, pela pátria, por alguma atividade, entre outros. Quando adicionamos interpretações apaixonadas sobre o amor, é quando encontramos as definições mais exageradas, como por exemplo, o amor é maior que nós mesmos, amor é o sentimento maior do universo, sem o amor dele eu não consigo viver, etc.
Como vocês irão perceber quando eu explicar sentimentos, paixão não conta para a definição do amor, pois ele tem uma causa fixa na evolução e é interesseiro, assim como todos os outros que ficam sempre buscando onde melhorar as chances de sobreviver e reproduzir individualmente, não se importando com os outros. Portanto, o instinto humano é por natureza, individualista. Por isso que definições de amor muito forçadas pela paixão não são interessantes para a psicologia evolutiva. O motivo pelo qual o instinto humano é interesseiro é porque assim como as pré-definições sobre beleza, ele foi moldado no tempo da pré-história e continua até hoje da mesma forma, e naquela época não havia espaço e nem necessidade para um sentimento parecido com o amor, e por isso, ele na verdade não é um sentimento, mas sim uma filosofia. O sentimento mais próximo de amor que eu notei é o sentimento que uma mãe e um pai sentem por seu filho, contudo, este sentimento também tende a variação de filosofia.
Amar para a psicologia evolutiva pode ser considerado como qualquer forma de filosofia que contribua para a boa evolução individual e coletiva e para a transmissão da evolução através das gerações. Esta filosofia foi o mais próximo que eu encontrei do amor abstrato, poético, no mundo real, mas não deve ser desvalorizada, pois afinal, se supormos que o humano realmente veio da evolução e que seus instintos foram feitos pra evoluir, o que seria mais importante para ele além da evolução? Evoluir faz surgir os sentimentos mencionados no amor, e quanto mais rápida a evolução aparenta ser, maior a intensidade dos sentimentos. Existem muitos detalhes no amor que o torna muito difícil de ser vivido completamente, mesmo para alguém que estuda ou saiba a teoria, já que, para amar, você tem que passar por cima de seus traumas e distúrbios, conseguir achar um equilíbrio entre você e o grupo, entre o modelo de sociedade que você vive e nunca desistir desse objetivo ou desviar dele. Como amor é uma filosofia que se adapta para o bem da evolução, há as filosofias que se adaptam apenas parcialmente, ou seja, por algum motivo qualquer, seja distúrbio, trauma, experiências de vida ou modo de criação, a pessoa não desenvolve em si a máxima capacidade de evoluir que sua situação a permitiria se não fosse esse motivo, ou então, ela não sabe fazer as pessoas ao redor dela evoluírem também.
Também é considerado uma evolução parcial alguém que evolui apenas algum tipo de poder humano. Vou dar um exemplo de cada: se a pessoa evolui apenas o seu lado social, mas não o humano, é considerado uma evolução parcial. Ela produz muito recurso pra sociedade mas esquece de si mesma. Se uma pessoa evolui apenas seu lado instintivo, embora ela consiga manter boas relações humanas, não terá como sobreviver ou aumentar seu poder social, que também pode ser considerado como um poder humano, tendo dificuldades de se manter na sociedade. E também, se uma pessoa apenas aumenta sua capacidade de raciocínio, ela não se tornará nem boa para os humanos nem boa pra sociedade, e portanto, terá dificuldades de relacionamento e sobrevivência. Porém, há uma exceção devido à capacidade de converter um poder a outro e por isso, é aconselhável que você se foque mais na área que tem mais potencial, mas também não se esqueça das outras, pois devido ao instinto humano, a tendência é a pessoa sempre focar naquilo que ela é melhor e esquecer-se do resto, e ao fazer isso, esquece de se estruturar humanamente para agüentar altos níveis de poder e ainda sim, saber amar.
Por exemplo, se você tem uma boa habilidade técnica, que é um poder social, e com isso consegue um bom salário, utilize esse salário para adotar um bom estilo de vida como humano e utilize os conhecimentos técnicos e racionais para entender as propriedades humanas e consiga achar uma boa filosofia. Se você tem facilidade com poder instintivo, utilize sua capacidade de socialização para conhecer pessoas interessantes e procure dentro delas, uma com boa filosofia e veja se essa filosofia funciona pra você melhor que a anterior. Além do mais, utilize sua capacidade de instintivo para conseguir trabalhos ligados à área de humana ou então procure aprender com seus amigos com maior capacidade técnica, algumas técnicas e arrume um trabalho por essa área, desenvolver capacidade lógica também é bom. Para aqueles que têm bom poder de raciocínio, é bom utilizar seu poder de raciocínio para achar uma filosofia que se adéqüe bem a sociedade e aos humanos, e sempre buscar entender cada vez mais e mais para sempre se tornar melhor e suprir a falta de tendências com o lado humano e social. Essas são as formas mais práticas de converter um poder a outro.
É preciso manter a preocupação de sempre evoluir por um bom caminho, pois este é o único que pode ser considerado amor. O que a psicologia evolutiva define como bom para o humano sendo tudo aquilo que aumente suas chances de sobreviver e reproduzir assim como a do grupo, e o mal é o contrario, é tudo aquilo que diminui suas chances de sobreviver e reproduzir assim como o do grupo. Como eu irei explicar nos próximos exemplos, é importante evoluir individualmente e grupalmente. Mas antes dos exemplos, apenas mais duas definições, a do distúrbio e do trauma. Como o objetivo do humano é evoluir para o bem, qualquer comportamento que ele desenvolva e que o desvie desse caminho, pode ser considerado como distúrbio ou trauma. A diferença entre os dois está na velocidade e na forma com que se adquire. O distúrbio é adquirido aos poucos, às vezes nem se percebe, pois normalmente é adquirido com experiências instintivas pequenas, que isoladamente, o instinto não faz nada, mas aos poucos, através da repetição, o instinto acaba criando uma relação entre a experiência e o sentimento. Além do mais, também é apoiado pela filosofia certas vezes sustentada pelo argumento da experiência.
O trauma acontece devido a alguma experiência muito forte, principalmente instintiva, onde o instinto e o raciocínio daquela pessoa não estavam preparados para enfrentar, por isso, o instinto libera uma grande quantidade de sentimento em relação a aquela situação e normalmente quando acontece algo semelhante ou que faça a pessoa se lembrar daquela situação, o sentimento dela a faz mudar de comportamento. Exemplo de distúrbio é quando sofre algum tipo de injustiça varias vezes e não faz nada e um dia, devido a acumulação de pequenos sentimentos, toma uma atitude exagerada. Ou então sempre que ele faz algo, acontece algo ruim referente a esse algo, por isso, ele não o faz mais, como se aproximar de uma garota ou de pessoas agressivas. O trauma pode ser exemplificado pela experiência que um cidadão comum passa quando é assaltado ou fica frente a frente com a morte. Esses dois comportamentos também podem vir com a educação e normalmente vem, como por exemplo, se um pai cria seu filho pra ser violento, canalha ou metido a esperto, ele vai ser. Nesse caso é apoiado tanto pelo instinto quanto pela filosofia. Agora vamos aos exemplos.
Imaginem que uma pessoa, por algum distúrbio, só pense em ajudar aos outros. Aos poucos, essa pessoa vai esquecendo de si mesmas de tanto focar nas outras pessoas e por isso, acaba esquecendo de investir esforço e tempo na evolução de seus poderes humanos. Algum tempo depois, ela começa a perder poder em seu ciclo social e com isso, a capacidade de ajudar as pessoas. E ao precisar da ajuda de alguém, existe uma forte chance desse alguém negar, principalmente se ele não tiver uma boa filosofia, pois para o instinto dele, não é um bom investimento perder tempo com uma pessoa com tão pouco poder. A pessoa que ajuda os outros vai se sentir vitima, e pode ou continuar do modo que está, se juntando com pessoas parecidas com elas ou com o mesmo nível de poder, ou tentar mudar, e ai pode mudar para o bem ou para o mal. Notem então que é importante aumentar o poder individual para se manter no nível do grupo e assim, ganhar o interesse instintivo deles, além do racional. Além do mais, a própria pessoa que não tem poder individual, por instinto, vai querer se juntar com gente mais poderosa que ela, então neste tipo de comportamento não há culpados.
Agora, imaginem uma pessoa que tem namorada e um grupo de amigos, mas por qualquer motivo, trauma ou algum distúrbio que só se manifestou agora, resolve que quer evoluir e deseja fazer isso sozinha. Então começa a se esforçar e botar o grupo de lado e namorada de lado. Devido ao grande esforço, ela consegue aumentar seus poderes sociais e com isso, arrumar um bom emprego. Começa a ganhar mais dinheiro que seus amigos e, continua seu investimento na evolução social. Aos poucos, os laços de amizade com os amigos vão acabando, porque já que aquela pessoa está focando demais na evolução individual, não está com tempo de cultivar as amizades, da mesma forma que o namoro, mas o namoro se estende e rola até casamento, já que ela foi a primeira namorada dele ou ela é muito apaixonada por ele ou algum outro motivo. Ele continua a crescer socialmente e a ter amigos com o mesmo nível de poder dele e muitas mulheres dando em cima dele, e como ele evoluiu muito e a namorada dele não, ele acaba a traindo devido as tentações instintivas. Notem aqui a primeira conseqüência, que é a traição. Se ele soubesse amar, ele faria a mulher evoluir junto com ele, mas como ele não sabe, embora pense que sabe, acabou se deixando seduzir pela tentação instintiva.
Continuando, ele então se separa da mulher e se casa com alguma outra com mais poder e também esquece dos amigos antigos e se junta a sua rede social de amigos poderosos. Notem que esse pessoal vai ter um difícil relacionamento, já que eles não tem um compromisso de ficarem juntos pra evoluir, e sim por simplesmente, atração de poderes instintivos, pois o poder humano sempre quer mais. Com essa nova mulher ou esses novos amigos, quaisquer conflitos novos que houverem logo serão motivos para acabar com a aliança, já que nenhum deles está disposto a evoluir humanamente para superar esses conflitos e continuarem se ajudando. Notem então que esse cara vai sentir uma grande falta de humanismo na vida dele e provavelmente vai tentar suprir isso com vida social, desenvolvendo alguns distúrbios. E tudo isso poderia ser resolvido se, ao invés de abandonar a antiga esposa dele e os amigos, ele tivesse tentando fazer todo mundo evoluir junto, em todas as áreas do poder, não somente a social. É interessante também você se juntar com pessoas com capacidade de evoluir também, principalmente para casar, já que é o primeiro caso para a maior responsabilidade humana que há, que é continuar a espécie. Mas ajudar qualquer pessoa é bom, já que se você ajuda alguém e esse alguém ajuda a sociedade, a sociedade melhora, assim como você, além de outras propriedades de instinto grupal que eu explicarei no próximo capitulo. Se você evoluir de mais, ajude ao grupo, se o grupo evolui de mais, ajude a si mesmo. Mantenha o equilibro.
Um bom exemplo de como traumas e distúrbios podem ser gerados pela sociedade é o caso do governo do Rio de Janeiro, que há alguns séculos atrás, iludido pelo modelo de sociedade francesa, retirou a força todos as pessoas pobres do centro da cidade para dessa forma, o centro da cidade ser um local para os ricos. O que aconteceu foi que esse pessoal pobre, sem auxilio do governo e sem ter onde morar, acabou migrando para os morros e lá começaram a viver. Devido ao processo de ocupação ser todo no improviso, as condições de vida lá eram péssimas, além do povo lá não ter condições de se educar com o ensino médio e ter acesso a atividades de cidadania. Isso cansou naquela população, uma falta de treinamento social e por isso, muito desemprego. Então para sobreviver, eles foram obrigados a começar a roubar e a traficar drogas para ter fonte de rendas, e para se proteger da policia, tiveram que se armar fortemente. E então temos a situação que encontramos no Rio de Janeiro. Essa pequena parte da população afeta as intermediações do Rio, já que o trauma que é sofrer um assalto, para um cidadão comum, o faz valorizar segurança e individualismo. E aos poucos, começa-se a ter um distúrbio social maior ainda, que é quando a população geral do Rio começa a valorizar o poder social, principalmente como forma de se proteger e como forma de demonstração de poder humano. Isso leva a mais ondas de violência e etc. Notem como uma coisa leva a outra e se não for devidamente cuidada com a racionalidade, pode terminar em serias conseqüências para a boa evolução humana, como a falta de amor e evolução boa entre as pessoas e más condições de vida na sociedade, além do atraso evolutivo que essa desorganização trás.
Só para concluir o capitulo e para mais uma vez, provar como essa o princípio dessa definição pode ser aplicado aos vários tipos de amor, sofrendo pouca alteração ou até mesmo sem sofrer. Amor de amigo é ter alguém para evoluir com você e que te faça evoluir também. Amor de namorado, a mesma coisa, só que com relacionamentos íntimos e físicos. Amor de pai e mãe para filho é fazer o garoto evoluir pelo simples prazer humano, amor por si mesmo é querer sua própria evolução e amor pelos outros é fazer querer que eles evoluam da mesma forma que você gostaria que alguém fizesse você evoluir. Amor pela pátria é algo parecido com o do filho. Amor por alguma atividade é quando essa atividade te faz evoluir. Enfim, o amar pode ou não ser recíproco, mas o importante mesmo é amar e ter uma boa evolução individual e grupal.
Diferenças entre sobreviver e reproduzir
Este é só um capitulo para diferenciar, de forma prática, os comportamentos de sobreviver e evoluir e a racionalização. Como já dito aqui varias vezes, esses comportamentos são muito importantes para o humano e estão interligados, mostrei agora como e a diferença entre cada um. Para isso, iremos supor que todos os exemplos citados aqui estão se referindo a uma época onde a evolução filosofia das pessoas era baixa, mas elas já tinham uma boa quantidade de tecnologia para sobreviver sem ser necessário muito esforço, como por exemplo, a época em que os humanos viviam de agricultura principalmente.
Suponhamos que um humano trabalhe como agricultor, fazendo atividades repetitivas mas conseguindo com isso, produzir recursos para sociedade e isso faz com que suas chances de sobrevivência se tornem alta, e ele fica com muito tempo livre, mas nesse tempo livre, não faz nada que o nada de muito interessante que o faça melhorar. Por isso, ele para de se movimentar e perde massa muscular, dando uma aparência de fraco para ele. E, embora que ele tenha boas chances de sobreviver, as fêmeas o consideram como fraco e por isso, suas chances de reproduzir diminuem, já que elas preferem um reprodutor, que embora tenha chance de sobreviver menor que a do agricultor, os caçadores se movimentam mais e aproveitam melhor o seu tempo com atividades que os tornem fortes para proteger a família.
Se o agricultor aproveitasse seu tempo livre para treinar algo ou melhorar suas técnicas de agricultura, a tribo se tornaria mais depende dele e por isso, as fêmeas iriam ver que ele vale mais que a maioria dos caçadores, e por isso, as chances de reprodução dele iriam aumentar. Notem então a diferença entre atividades que garantam sobrevivência e atividades que garantam reprodução. No caso do caçador, a atividade dele garante reprodução e sobrevivência, meio a meio. Um caso de atividade que garante mais reprodução que sobrevivência, seria o de alguém que treinasse alguma habilidade única e exclusivamente para exibição, onde, qualquer um que treinasse conseguiria desenvolver tão habilidade, mas só ele treina e por isso, só ele é capaz de exibir tal habilidade e isso agrega a ele um valor diferenciado que o faz destacar da maioria dos machos, e as fêmeas que querem também se sentir diferenciadas sentem-se atraídas por ele e por conseqüência, aumenta as chances dele de reprodução. Notem que conseguir sobreviver já conta para a reprodução.
Além do mais, existem mais fatores envolvidos nesse processo. Se o agricultor que não faz nada além de suas atividades de sobrevivência, por exemplo, tiver fêmeas interessadas nessa atividade de sobrevivência, provavelmente ele vai atribuir pouco valor instintivo para elas, já que elas se interessam nele sem nem mesmo ele se esforçar pra conquistá-las. Já uma que ele teria que se esforçar pra conquistar, essa sim seria uma fêmea a quem ele agregaria um valor de interesse, já que, se ele se esforça pra conquistá-la, significa que ele precisa ser o melhor dele para conseguir o melhor que ele consegue. Ele até poderia se contentar racionalmente com algumas das fêmeas citadas anteriormente, mas seria essa fêmea que despertaria maiores emoções e desejo de viver nele. Até mesmo por isso as fêmeas desenvolveram a tática de só ceder depois de muita insistência do macho, já que, geralmente é o macho quem toma atitude no mundo animal e a fêmea espera para ser copulada, porque ela necessita ser copulada pelo macho que vencer a disputa por ela, porque ela vai carregar o filho daquele macho durante nove meses. Para conseguir a disputa entre machos melhores, a fêmea normalmente presa por sua valorização, contudo, quando adicionamos o racional ou a tecnologia no meio, onde as diferenças entre machos e fêmeas diminuem drasticamente, como a sociedade, por exemplo, a responsabilidade de copulo se torna cada vez mais igual para os dois lados.
O motivo pelo qual a evolução não funciona corretamente sem um desses dois comportamentos pode ser deduzido pelo o que dito a cima, pois, no caso do agricultor que perde muito tempo sem fazer nada e não houvesse o comportamento de reprodução, a velocidade da evolução seria muito menor, já que, aqueles que aproveitam melhor seu tempo não iriam ser beneficiados se não fossem valorizados. Isso pode se estender a todos os animais. Eles também tem uma forma de escolher qual a melhor opção para reproduzir por meios de comportamento reprodutivos. Os comportamentos para escolha do parceiro reprodutivo normalmente são exibição de poder, onde, aquele que se mostra mais poderoso, consegue conquistar aquele que seleciona que é normalmente a fêmea.
Se uma espécie tivesse esse comportamento reprodutivo de escolher o mais poderoso e a outra não, a que não tivesse o comportamento teria mais chances de ser substituída por uma espécie que tivesse. Como dito a cima, comportamento de sobrevivência já conta como comportamento de reprodução, e comportamento de reprodução também como de sobrevivência, por isso estão interligados.
Argumentos racionais e instintivos
Os conceitos passados a seguir são simples, mas bem importantes para discussões cientificas ou não. Se conhecidos, podem ser de grande auxilio para o rumo da discussão, evitando confrontos instintivos ou redundância de argumentos. Como dito anteriormente, o humano consegue misturar o racional com o instintivo, através de suas filosofias. O que parece bom na experiência de um, é ruim na experiência de outro, e ao iniciar-se tais conversas, geralmente acabam em desentendimentos devido a argumentos desconhecidos. Além do mais, nota-se as vezes uma grande dificuldade de caracterizar um argumento como bom ou ruim. É sobre tudo isso que este capítulo vai tratar.
Existem basicamente dois tipos de argumentos: O instintivo e o racional. O instintivo se apóia em experiências de vida, comparações e conclusões instintivas que normalmente não consegue dar-se a devida explicação, como por exemplo, quando sentimos simpatia por algumas pessoas e por outras não, ou então quando sentimos simpatia por uma idéia e por outras não. Além do mais, normalmente em argumentos instintivos, a idéia parece ótima pra você, e mesmo você explicado pra pessoa, ela não consegue compreender ou continua achando a idéia dela melhor ou simplesmente não quer seguir a sua.
No argumento racional, esse tipo de coisa acontece com bem menos freqüência, principalmente devido aos argumentos racionais se basearem em fatos incontestáveis, e por isso, o argumento racional não pode ser negado, só pode ser amplificado. Ele pode ser amplificado com o achado de novos fatos a qual aquele argumento não consiga explicar, e por isso, ele precisa passar por mudanças para se adequar a aquele novo fato ou quando algum outro argumento surge e tem maior capacidade de explicação que ele. Mas para argumento racional, é fácil definir qual é o melhor ou o pior, é só perceber qual consegue explicar o maior numero de acontecimentos, e este será o melhor.
O nível de racionalização se refere justamente a isso, há quantos fatos o argumento consegue englobar em sua explicação e a capacidade desse argumento conseguir prever resultados. Essa ultima característica também é importante, pois quem conhece os métodos científicos sabe que as vezes, um fato não é o que parece ser, e por isso, aquele argumento que consegue prever de uma maneira melhor que o outro tem mais chances de está para a explicação do que acontece na realidade. E o que falta no argumento instintivo é isso, nível de racionalização. Principalmente devido à característica do argumento instintivo, que é uma conclusão feita a partir de sentimentos e experiências feitas por nós.
O motivo pelo qual um argumento instintivo parece bom para nós e ruim para as outras pessoas, é porque foram nossas experiências e nossos sentimentos que chegaram a conclusão daquele sentimento, e ao não sabermos expor isso, a pessoa não vai entender o porquê aquele argumento instintivo é bom ou então, os sentimentos e as experiências de vida dela negam aquela idéia, mesmo ela não sabendo explicar como. É por isso que é importante identificar quando um argumento é instintivo ou não, principalmente porque existem muitos casos de argumentos que parecem racionais, mas na verdade, são instintivos, ou tem um nível de racionalidade baixo que o assemelha ser instintivo.
Um bom exemplo de argumento instintivo é: “Matar é feio.”. Quase todo mundo concorda com isso porque “Ser feito” está dando uma qualidade ruim a “matar”, e realmente, matar é ruim. Contudo, o nível de racionalização deste argumento é baixo, pois podemos pedir por inúmeras explicações sobre as causas do porque matar é feito. Porém, os argumentos instintivos normalmente são melhores que os racionais para o caso de humano para humano, mas saber respeitar o argumento instintivo do outro é necessário, pois existem vários argumentos ocultos que dão sustentabilidade ao argumento daquela pessoa e você não sabe, e por isso, julga o argumento instintivo dela ruim, por exemplo.
Por exemplo, uma mulher sensual tenta ensinar para uma intelectual a como ser sensual e a intelectual tenta ensinar a sensual, a ser intelectual. Ambas discutem para saber qual dos dois casos é o melhor para ser. A intelectual não gosta do comportamento sensual socialmente falando, é muito agressivo e moralmente mal visto. E, embora a intelectual tente explicar isso de todas as formas e também mostrar a sensual as vantagens de cultivar a inteligência, a sensual não aceita se esforçar tanto para isso, pois para ela, todo conhecimento pra viver que ela precisa, ela já tem, inclusive o sobre humanos, e, portanto, não deseja mais sobre isso. Contudo, deseja sim se tornar sensual pra conquistar um homem melhor e ter uma família dessa forma, e tenta convencer a intelectual disso. Mas a intelectual não aceita essa filosofia, já que, para ela, a melhor forma de se montar uma família é mostrando inteligência em vez de sensualidade, já que, sensualidade um dia acaba, mas inteligência dura muito mais. Além do mais, o homem que busca inteligência em vez de sensualidade provavelmente será um melhor pai, devido a seu interesse por assuntos realmente importante, em vez de futilidades humanas.
Decidir quem está certo e errado neste exemplo não nos interessa muito, embora, segundo as definições da psicologia evolutiva, a melhor filosofia seria aquela que se mostrasse melhor na evolução geral dos poderes humanos e na transmissão para seus descentes. No caso, ambas tem suas qualidades de poderes, a mulher sensual sendo boa em poder humano e a mulher racional, sendo boa em poder racional, ambas boas em poder social. O importante aqui é analisar o porquê uma não aceita os argumentos da outra. Para isso, temos que nos lembrar do principio humano de sempre procurar a melhor filosofia para si, e por causa disso, existe um motivo para a intelectual ter escolhido ser intelectual e a sensual ter escolhido ser sensual, e ambas não sabem disso. É esses motivos que eu chamo de “argumentos ocultos”, onde um alto nível de racionalização poderia revelá-los, mas como não o há, consideramo-los como argumentos instintivos, já que são geralmente formados, como dito antes, por sentimentos e experiências de vida. Uma provável hipótese para os motivos do exemplo citado a cima, é que a intelectual tem mais potencial para evoluir o poder intelectual, enquanto a sensual tem mais potencial para evoluir seu poder humano, e por isso, cada uma escolheu essa área e não quer abandoná-la, pois seria muito mais difícil evoluir em outra área. Outras possíveis causas podem ser distúrbios, experiências de vida e formação moral quando criança, ou tudo junto.
Se uma conseguisse expressar esses argumentos ocultos a outra, uma entenderia a outra e uma se contentaria com o jeito que a outra é, porque racionalmente, ambas iriam entender que o melhor para as duas é continuar ser como elas são e continuar a evoluir. A menos que o objetivo delas seja diferente do de buscar o melhor para ambas. É por isso que, saber expressar os argumentos ocultos ou pelo menos entender que ele existe é muito importante para qualquer discussão instintiva ou racional. Desta forma, muitas discussões que acabam em xingamentos por um não entender o outro poderiam ser compreendidas, evitadas e ainda, as partes envolvidas com a discussão poderiam, a cada argumento, procurar em si mesmo os argumentos ocultos que ele mesmo não conhece para dar razão a sua opinião e assim, chegarem a um nível de racionalização muito melhor assim como melhorar suas teorias. É principalmente devido a esses argumentos que há uma se começa a ter uma repetição de argumentos nas discussões, porque a principio, se alguém não aceita uma coisa ou se algo não é entendido, há um motivo, e este motivo é o argumento oculto, e por isso, achá-lo e revelá-lo pode ser o caminho mais fácil para a não repetição dos argumentos.
Há argumentos que sempre serão considerados como instintivos, principalmente os que se baseiam em propriedades humanas, mesmo que essas propriedades humanas sejam racionalizadas, e é essa a diferença entre entender o sentimento e sentir o sentimento. Por exemplo, se você sente raiva de alguém por este alguém ter te prejudicado em algo que você queria muito, mesmo que você saiba o motivo de você querer aquele algo e mesmo que você saiba o motivo pelo qual aquele alguém te prejudicou, mesmo assim, você continuará sentindo raiva, a menos que você desista instintivamente daquilo que queria ou se contente racionalmente com a nova situação e mas ainda continue desejando. O desejar e o querer viver sempre serão argumentos instintivos, mesmo quando o conhecimento científico conseguir identificar como cada processo do cérebro funciona com 100% de certeza, nada nos fará deixar de ser humanos se ainda continuarmos com nossa configuração mental e genética sem interferências maiores além da própria evolução.
Resumo de conceitos e definições para a Psicologia Evolutiva
- Sobreviver e reproduzir: Embora sejam dois comportamentos diferentes, agem interligados com o propósito evolutivo, onde, sem um dos dois, a evolução não ocorre ou ocorre de forma parcial.
- Poderes humanos: Características que permitem aos humanos exercer influencias ou ações.
- Poder instintivo: Poder responsável por gerar e manipular os sentimentos humanos.
- Poder social: Qualquer comportamento que o humano tenha e seja aproveitado pela sociedade, pode ser considerado como poder social.
- Poder racional: Capacidade de criar uma boa filosofia, boas linhas de raciocínio e lógica.
- Beleza: Importância relativa ao instinto do individuo.
- Bom segundo a psicologia evolutiva: Tudo aquilo que ajude a melhorar as chances de evoluir.
- Mal segundo a psicologia evolutiva: Tudo aquilo que piore as chances de evoluir.
- Boa evolução: Qualquer evolução que ajude a melhorar as chances de sobreviver e evoluir tanto do individuo quanto do grupo.
- Má evolução: Qualquer evolução que atrapalhe as chances de sobreviver e evoluir , seja do individuo e/ou do grupo.
- Amor: Evolução boa.
- Amar: Saber ter uma boa evolução e fazer os outros terem uma boa evolução também.
- Valores humanos: Qualquer valorização ou desvalorização de alguma coisa.
- Filosofia: Valores humanos apoiados com argumentos instintivos ou racionais.
- Distúrbio: Comportamento gerado devido a alguma experiência repetitiva, filosofia ou genética que trás ao individuo comportamentos de má evolução ou sutis comportamentos indesejados.
- Trauma: Comportamento adquirido devido à associação sentimental com alguma experiência que o individuo está tendo e o trauma. O trauma pode ser gerado através de um evento sentimentalmente forte onde o individuo não esteja com suporte racional e instintivo para suportá-lo.
- Argumentos racionais: Qualquer argumento baseado em fatos e com alto nível de racionalização.
- Argumentos instintivos: Qualquer argumento baseado em experiências de vida e/ou suposições intuitivas.
- Nível de racionalização: Se refere ao nível racional de um argumento, ou seja, a quantidade de fatos que ele consegue explicar sem entrar em contradição. Quanto melhor for um argumento racional, mais fatos ele vai conseguir explicar e menos contradição ele vai ter.
- Argumentos ocultos: Todo o argumento não apresentado numa discussão racional ou instintiva que pode fazer diferença na concordância do argumento entre as partes envolvidas na discussão instintiva ou racional. Pode ser sentindo a falta deste argumento principalmente quando os argumentos anteriores começarem a se repetir.
Mecanismos sentimentais humanos
Nos capítulos anteriores, eu falei sobre os principais fundamentos da psicologia evolutiva. Como os principais conceitos e idéias são vistas pela psicologia evolutiva e como o mundo parece ser compreensível por ela. A partir desta parte do livro, eu começarei a tratar dos sentimentos humanos mais individualmente, explicando as teorias de como os sentimentos surgiram e como eles atuam atualmente com interferências da sociedade. Como este capítulo ficará enorme, ele será dividido em partes que podem ser localizadas no índice. Mas antes de começar, um exemplo.
Os sentimentos apareceram primeiramente como resposta ao ambiente. Fazendo referencia ao segundo capitulo, imaginem que um micro-organismo consegue se adaptar de água quente para água fria, e ela faz isso por meio de uma reação química ou física que, ao sentir a água mudando de temperatura, envia sinais para seu corpo se adaptar a aquele meio, ou seja, quando determinadas moléculas do seu corpo entram em contato com as moléculas da água se agitando mais ou menos, faz uma reação em cadeia que adapta a célula para aquela temperatura. Este é um exemplo de sentimento muito primitivo que ajuda ao micro-organismo a se adaptar as temperaturas, mas notem que a diferença desse sentimento primitivo para o nosso está na evolução, ao grau de adaptação com o qual conseguimos lidar com as coisas. Enquanto um micro-organismo só consegue se adaptar a temperatura, nós, humanos, conseguimos fazer incontáveis atos de adaptação ao ambiente devido ao nosso grau de evolução.
Embora todo sentimento que ajude a sobreviver, ajude a reproduzir e vice-versa, cada sentimento pode ser definido como sentimentos de sobrevivência ou reprodução de acordo com qual comportamento ele contribui mais. Contudo, existem comportamentos que são básicos a sobrevivência e outros que são básicos a reprodução, e há também os que contribuem igualmente para os dois lados, estes são chamados de propriedades humanas. Explicarei os comportamentos básicos da sobrevivência e reprodução e também as propriedades humanas, e após isso, iniciarei a falar sobre cada sentimento especificadamente.
Os comportamentos básicos a sobrevivência:
Auto-preservação: Sentimento importantíssimo, pois, sem ele, qualquer animal teria fortes tendências a se matar. Cometer suicídio pode ser considerado como o maior ato anti-evolutivo que há, e é este forte sentimento que o combate é auxiliado por outros sentimentos de sobrevivência.
Ajudar aos alheios: É por este sentimento que o humano sente vontade de ajudar a qualquer um que está em condições que ele não gostaria de estar. Ele é demonstrado principalmente em crianças e bebês, já que são eles o futuro da nossa da espécie humana. Este costuma ser inibido por filosofias ou medo, entretanto, ele existe, pois sem ele, o humano não seria capaz de evoluir em grupo, transmitir ensinamentos e tecnologias, agir em grupo, ter aliados por algum objetivo entre outras coisas. Ele parte do pré-suposto de que, se a sua evolução for divida com as outras pessoas, o grupo terá mais chances de criar mais evolução individualmente e conseqüentemente, grupalmente, e desta forma aumentar as chances de evolução do grupo. A maioria dos humanos que não tiveram esse comportamento na fase pré-histórica provavelmente não foram selecionados pela seleção natural.
Associar-se a grupos: Este comportamento garante que você tente se interagir socialmente com algum grupo ou cultura, para desta forma, aumentar suas chances de sobreviver e reproduzir. É considerado mais um comportamento de sobreviver que reproduzir pois, estando em grupo, suas chances de se defender ou atacar daquilo que vai ao interesse do grupo aumentam as chances de sobrevivência graças a ajuda mutua e a maior capacidade de organização para alcançar o objetivo coletivo. Esse objetivo varia bastante e as vezes é simplesmente um desejo de união entre pessoas que se gostam para aumentar a ajuda mutua e dessa forma, as chances de sobrevivência. Ou também pode ser com um objetivo reprodutivo, como por exemplo, aliados para melhorarem suas técnicas de conquistar uma fêmea além do apoio instintivo que o grupo trás.
Os comportamentos básicos a reprodução:
Querer evoluir: Este comportamento é o resultado final de uma serie de outros comportamentos que serão especificados ainda neste capitulo, contudo, se não fosse ele, o humano iria apenas se contentar em querer ter um lugar para viver com boas chances de sobreviver e se multiplicar, sem mais nenhum outro tipo de evolução. Se quiser um exemplo, pense na época da agricultura, se o homem não tivesse o “querer evoluir”, ele iria se contentar em apenas plantar, colher e reproduzir. O querer evoluir faz a pessoa tentar encontrar melhores meios para desenvolver suas chances de sobreviver e reproduzir, e isso implicam diretamente em um comportamento básico. O de fazer o humano buscar uma forma de tornar-se diferente. Quando você torna-se diferente da maioria das pessoas, significa que tanto suas qualidades quanto defeitos também vão ser diferentes dos outros, e por isso você se torna único. Por ser único, você acaba encontrando alguma forma de se destacar, ela normalmente está relacionada com os tipos de poderes que você exerce mais facilmente em relação ao grupo. Desta forma, as chances de você atrair pessoas especificamente interessadas pela forma que você se destaca aumentam, e isso é interessante porque aumentam as chances de ter uma compatibilidade de personalidade, coisa que não aconteceria se você tentasse atrair todo mundo, e por isso, suas chances de reprodução aumentam e você passa a conviver melhor com seus defeitos. Em casos de distúrbio, essa forma de se destacar é negativa e pode ser provocada por uma serie de fatores.
Valorizar poder humano: Todo e qualquer humano se sente atraído por poderes humanos, e esta propriedade é importante grupalmente, mas também ajuda individualmente. Ele faz com que se valorizem as pessoas no grupo que apresente maior poder humano e ao valorizá-la, aumentar as chances de sobreviver e reproduzir dela, passando assim aquele poder para as próximas gerações ou para as outras pessoas do grupo. Além do mais, o poder humano daquela pessoa valorizada pode ajudar melhor ao grupo que outra pessoa com menos poder, e ao ajudar ao grupo, indiretamente ajuda ao individual.
Demonstrar poder humano: Este comportamento assim como o de “querer evoluir” é o resultado da mistura de sentimentos individuais. Todo o humano também gosta de demonstrar seus poderes, principalmente para pessoas importantes para seus objetivos pessoais, como a fêmea com quem quer reproduzir. Ele auxilia a vontade de querer evoluir, pois já que alguém evolui, não adianta evoluir se não tem para quem se exibir. Contudo, é devido a este sentimento que o sentimento de reprodução toma rumo diferente ao de sobrevivência, já que quando se vai demonstrar poder, este poder é referente ao grupo a qual aquela pessoa pertence, e se tiver mais de uma pessoa querendo demonstrar poder, e muito provavelmente terá, poderá então haver um conflito para medir quem tem o grau de evolução maior. Por isso, demonstrações de poder são associadas a riscos de perigo, e passar por perigo é um comportamento anti-sobrevivência. Este comportamento é o que mais demonstra riscos se aliado a uma má filosofia, pois devido à má filosofia que em um conflito, em vez de só ser medido o grau de evolução, pode também entrar fatores de desvalorização de evolução e isso é ruim, como por exemplo, sabotagens para o outro se dar mal e não conseguir demonstrar que é melhor.
As propriedades humanas:
Mudar a ordem de importância das coisas: Essa propriedade humana é muito importante. É graças a ela que os humanos têm a capacidade de mudar a prioridade dos seus instintos para aquilo que realmente o traga benefícios, como por exemplo, dar importância ao fogo e a morar em cavernas, como forma de se proteger ou ainda, mesmo que seu instinto o diga que é prioridade arrumar a melhor fêmea, se aquela fêmea não estiver ao seu alcance, mas outra de nível inferior estiver, o instinto se apega a melhor fêmea que está ao seu alcance. É por causa desse comportamento que temos concepções diferentes de beleza referente a aquilo importante para nós, como foi dito aqui antes, e também temos a capacidade de mudar nossas definições instintivas para seguir nosso o raciocínio ou filosofia. Ao mudar a importância de alguma coisa, também se muda a forma como o raciocínio instintivo processa essa coisa. Por exemplo, o que antes poderia ser considerado e analisado pelo nosso racional como importante, ao ser mudado de importância, ele já passa a ser não mais importante. Por isso o instinto consegue mudar a forma como o raciocínio age também. Mas há uma coisa básica que ele normalmente não consegue mudar, que são os comportamentos de sobrevivência e reprodução, contudo, ele consegue mudar a forma como estes comportamentos se manifestam.
Conseguir raciocinar e memorizar as coisas: Esta propriedade humana veio com a mistura de seus instintos e se transformou de tal forma que agora, conseguimos pensar logicamente em uma solução para um determinado problema. Ela teve origem em decisões simples, como por exemplo, descer da árvore e pegar aquela fruta e correr perigo ou ficar aqui em cima e esperar o perigo passar, mesmo correndo o risco da fruta ser pega por outro? Esse tipo de decisão foi o principio e também teve a ajuda da propriedade de dar importância diferente aos objetos de acordo com a necessidade para se conseguir raciocinar melhor, porque era necessário a analise do ambiente, dos perigos, da relação de perigo-medo e necessidade-fome e entre outras coisas. Além do mais, a memória humana também serve de base de dados para ele tomar essas decisões. A memória humana é muito boa, pois ela guarda informações instintivas importantes durante muito tempo, como por exemplo, alguma escolha ruim para não mais ser feita, enquanto as instintivas não importantes, ela esquece rápido. Ela faz uma filtragem por meio do sentimento, pois é o sentimento de um modo geral quem decide que memória é ou não importante.
Capacidade de simulação e interpretação do ambiente: Graças a esta propriedade, o homem conseguiu ter uma razoável noção de como agir em situações de perigo, principalmente quando tinha que tomar decisões rápidas como pular para um galho perto ou para o chão, sua capacidade de interpretar o ambiente o fazia escolher a melhor opção para ter mais chances de sobreviver, além disso, ele conseguiu identificar padrões de comportamentos na natureza e interagir com ele e junto com a memória, dar características vivas a esses objetos. Por exemplo, quando uma planta tem alguma propriedade venenosa que faz mal a ele, ele identifica aquela planta como ruim, mas quando uma planta faz bem a ele, ele a identifica como boa. Assim como outras coisas, por exemplo, trovão, fogo. Foi graças a isso que o humano conseguiu identificar que ao se jogar uma semente no chão, lá cresce uma planta. Além de identificar movimentos estranhos no ambiente, como uma arvore se mexendo diferente das de mais, ele já fica alerta a isto. Da mesma forma que ele dá características de “bom ou ruim”, ele consegue dar outras características típicas dos humanos, como raiva ou bondade, dependendo de como você trata o objeto e como ele te responde. Foi graças a este principio que o humano começou a ter uma noção de religiosidade.
Paixão:
Origem e utilidade: Originou-se principalmente devido a propriedade do humano mudar o grau de importância das coisas. Quando um macho, por exemplo, encontrava uma fêmea com altos poderes instintivos, ele dava uma importância instintiva muito maior do que aquela fêmea representa, apostando assim todo o seu sentimento para conquistar aquela fêmea e assim, conseguir seu objetivo de reproduzir com uma boa parceira. Ao conseguir, passou essa característica de se apaixonar para o filho. Por isso, a paixão se mostrou muito útil, pois garantiu que humanos com menos poderes conseguissem conquistar humanos ou coisas com mais poderes devido à dedicação e ao esforço típico da disposição que a paixão trás a pessoa que está apaixonada.
Funcionamento: Existem dois tipos de paixão. A paixão instintiva e racional. A primeira ocorre em pessoas, que é quando encontramos alguém com alto poder instintivo em relação a nós e ao nosso alcance reprodutivo, então nos apaixonamos por ela e a paixão faz o nosso cérebro liberar certo hormônio que nos torna viciados no alvo da paixão, e por isso, todos os sentimentos são focados e intensificados nele, inclusive nosso poder racional. É graças a este hormônio que a paixão é um sentimento a parte. A paixão racional ocorre quando o cérebro se convence racionalmente de que aquela coisa é a melhor coisa a qual nós podemos depositar nossos os sentimentos e evolução. Normalmente ocorrido em objetos, idéias, empregos, arte e humanos. Quando ocorre a paixão racional, pode-se notar alterações sentimentais típicas da paixão instintiva, e vice-versa. Isso é devido à capacidade que o instinto tem de mudar o raciocínio e vice-versa, por isso, notamos que a paixão instintiva normalmente é apoiada pelo raciocínio e a paixão racional é normalmente apoiada pelo instinto.
Distúrbios atuais: Os principais distúrbios atuais da paixão ocorrem devido à má formação filosófica e a enorme gradiente de poderes que há hoje em nossa sociedade, devido às classes sociais. Eles ocorrem principalmente na paixão instintiva, quando você se apaixona por alguém com muito mais poder instintivo que o seu, e você não tem uma boa filosofia. Devido à dificuldade de se conquistar uma pessoa com muito mais poder instintivo referente ao seu, se você não tiver uma boa filosofia, você vai se sentir fortemente tentando a utilizar de sabotagens instintivas para conseguir conquistar aquela pessoa, como por exemplo, fingir ser alguém mais poderoso para chegar perto do poder instintivo da pessoa, tentar rebaixar o poder instintivo dela por meio de humilhações, difamações, para desta forma ela se desvalorizar e você conseguir ter mais chances de conquistá-la, e em casos extremos, violência física para demonstração de poder instintivo. Isso ocorre principalmente quando a pessoa não quer desistir da paixão e acha que tudo vale a pena para consegui conquistá-la. A paixão também ilude o raciocínio e acabamos por não enxergar coisas que realmente valem a pena ser evoluídas ou coisas que podem ajudar na nossa evolução, inclusive referente à paixão, e por isso não é aconselhável se entregar totalmente a paixão e se esquecer do resto.
Como evitar distúrbios: Ao se apaixonar, procure evoluir de verdade para conquistar aquele alguém e procure não desvalorizá-la por meio da mentira. Se for realmente impossível conquistá-la ou ela não valer tanto esforço, contente-se racionalmente e espere o hormônio da paixão passar. Se for uma paixão racional, tente não se iludir e ver se realmente aquele algo por qual você está apaixonado vale realmente apenas ou se é apenas um conceito temporário, e se realmente valer a pena, tente pensar racionalmente em todas as formas de melhor evoluí-lo para não cometer o erro de se iludir e esquecer que o resultado também é importante.
Desejo:
Origem e utilidade: O desejo se originou como a forma do cérebro alcançar seus objetivos de sobrevivência e reprodução. Na verdade, ele é o que se pode considerar como primeira atitude para alcançarmos nossos objetivos de manutenção de sobrevivência de reprodução. Ou seja, se ta faltando algo para a nossa sobrevivência ou reprodução, o desejo é responsável por nos fazer buscar este algo. As origens do desejo se deu provavelmente com as espécies que já tinham uma boa evolução corporal e precisavam do desejo para buscar o que lhes faltava para garantir a manutenção a cima.
Funcionamento: O desejo funciona para garantir nossas necessidades básicas para sobreviver e reproduzir. Contudo, o mais interessante e notável no funcionamento do desejo é que ele está relacionado com nossa filosofia, e portanto, nossas pré-definições sobre aquilo o que precisamos para sobreviver e reproduzir. Ou seja, cada pessoa vai ter um nível e um tipo de desejo diferente de acordo com o que ela considera necessário para garantir a manutenção de sua sobrevivência e reprodução.
Distúrbios atuais: Devido ao desejo estar ligado à manutenção da sobrevivência e evolução, e esta manutenção ser controlada pelas pré-definições que por sua vez, são controladas pela filosofia, e desta forma, dependendo da filosofia da pessoa, essa pessoa pode haver ou não uma quantidade de desejos exagerados. Distúrbio de desejo é caracterizado quando uma pessoa começa a focar sua evolução instintiva na obtenção daquilo que desejam, seja desejo de conquistar algo instintivo ou o desejo de ter posse de algo material. É as pessoas desejarem conquistar uma mulher, por exemplo, ou deseja um carro do ano. Contudo, começa a se tornar um distúrbio quando o instinto nunca se satisfaz com isso, e desta forma, sempre que um desejo é alcançado, outro vem e toma seu lugar. O problema disso é que a pessoa perde tanto tempo correndo atrás de seus desejos que acabam esquecendo-se de evoluir seus poderes racionais e sociais. Desta forma, acabam por fazer a sua vida ficar meio desequilibrada, principalmente quando o desejo instintivo é focado em uma coisa só: Ou na obtenção de conquistas instintivas ou na obtenção de posses para se mostrar.
Como evitar distúrbios: Levar uma vida equilibrada tentando evoluir sempre sobre varias formas. Conseguir aquilo que o desejo te dá trás uma ótima sensação, contudo, é temporário e se você se viciar nisso, não vai saber onde parar. É necessário pensar na vida e em como se vai evoluir seus poderes instintivos, racionais e sociais, e em como ter suporte para um dia passar sua evolução para um filho, e em como aquele desejo vai te ajudar em tudo isso. Contudo, se as pré-condições que você pensou para alcançar seus objetivos de planejamento de vida já tiverem sido alcançadas, o resto de tempo que lhe resta pode ser dividido na evolução do que você quiser, inclusive a dos desejos. Por exemplo, virar um conquistador de mulheres, colecionador ou então possuir itens bons.
Felicidade:
Origem e utilidade: Existem duas felicidades, a felicidade racional e a felicidade instintiva. A felicidade racional veio através do contentamento racional com sua situação no geral. Neste caso, felicidade representa nada mais que satisfação. Já a felicidade instintiva está ligada aos instintos e ela é responsável por nos dar uma sensação boa quando conseguimos algo que nós desejamos ou que seja bom para nós, para desta forma, nós continuemos a ter este algo que nos faça feliz. A felicidade instintiva foi muito útil para os humanos, pois foi através dela que o humano teve sempre a vontade de conquistar e conquistar. Além do mais, ela auxilia na memória, pois momentos felizes são mais facilmente lembrados do que momentos sem emoção. Um exemplo de como a felicidade nos ajuda, é quando vamos pular da árvore de uma certa altura. Nós pulamos, conseguimos, nos sentimos felizes por saber que somos capazes de fazer aquilo, ao repetirmos o pulo, sentimo-nos felizes por ter conseguido de novo, mas menos, assim até aquele pulo perder a emoção e nos fazer procurar algo que nos traga emoção de volta, como um pulo mais alto. Isso é importante para o nosso auto-reconhecimento.
Funcionamento: A felicidade racional nos faz ficar satisfeitos se alcançamos todos os nossos objetivos racionais, que são construídos com uma mistura de objetivos de vida, filosofia, esforço para conseguir as coisas e o quanto a situação nos permitiu evoluir. Mas ela só trás contentamento e satisfação com a situação geral, não emoção, pois quem faz isso é a felicidade instintiva. A felicidade instintiva funciona fazendo o cérebro liberar hormônios que fazem ele se sentir bem. Uma pessoa se sente feliz instintivamente quando algum desejo ou evento é realizado, e a relação de felicidade para o desejo e o evento é a seguinte: quanto mais desejo a pessoa por no objetivo, maior será o grau de satisfação ao completá-lo. Quanto melhor a pessoa perceber que este evento é pra ela, mais feliz ela vai se sentir. A felicidade demonstrada pode ser chamada de alegria.
Distúrbios atuais: Distúrbios de felicidade instintiva podem ser comparados aos distúrbios do desejo, pois é devido à felicidade que o desejo se torna vicioso. Contudo, há alguns distúrbios de felicidade racional a se notar, como por exemplo, quando uma pessoa não está satisfeita com sua vida e sente-se infeliz. É uma questão muito complicada porque envolvem muitos fatores, mas a forma mais aconselhável de mudar essa situação é o autoconhecimento. A partir do momento em que você conhece a si mesmo e percebe que está fazendo tudo o que pode, ou que fez tudo o que pôde, e que se não o fez, houve o motivo para não tê-lo feito, tudo isso dentro dos limites humanos, você percebe que, embora seus sonhos fossem um, inúmeras circunstâncias da vida te levaram a ter aquela vida, e a única coisa que te resta fazer agora é procurar um bom caminho para evoluir, que é realmente o que interessa, e desta forma, se satisfazer racionalmente com sua atual situação.
Como evitar distúrbios: Como dito antes, o caso da felicidade é o mesmo que o do desejo. No caso da felicidade racional, já foi dito aqui uma forma de se amenizar a infelicidade ou até mesmo saná-la, contudo, uma forma de previna-la o quanto antes, é você se auto-conhecer e planejar os caminhos da sua vida para conseguir uma melhor evolução, principalmente porque o motivo de ser humano como dito aqui antes, é evoluir. Contudo, mesmo que você faça escolhas erradas, lembre-se de que suas escolhas tiveram um motivo naquele momento de serem feitas, e que não poderia ser diferente. Se você ainda continuar achando que poderiam ser diferentes, procure pensar em como poderiam ser diferentes e em porque não foram diferentes.
Tristeza:
Origem e utilidade: É o contrario da felicidade. Quando se fica triste é porque há uma insatisfação. Também há as tristezas instintivas e racionais. A origem é a mesma coisa que a felicidade, só que em vez de se ficar feliz porque um evento ruim ocorreu, fica-se triste, para desta forma, não o fazer mais. A tristeza também tem a capacidade de mudar a memória humana, e quando ocorre uma grande carga de tristeza de uma vez em uma memória, pode ocorrer um distúrbio ou trauma, assim como os outros sentimentos.
Funcionamento: Funciona da mesma forma que a felicidade, só que ao contrario. Em vez dela deixar o humano satisfeito com um evento bom, ela faz o humano ficar insatisfeito com um evento ruim, para desta forma, ele mudar e aquele evento ruim não o prejudicar. A relação entre a tristeza é a mesma da felicidade. Quanto mais desejado é o evento que não ocorre, mais triste é quando ele não correr. Quanto pior for o evento ocorrido, mais tristeza ele vai trazer. Pior ou melhor neste caso também em relação ao instinto, no mesmo sentido que as definições de bom e ruim para a psicologia evolutiva ditas a cima.
Distúrbios atuais: Acredito que não haja muitos distúrbios relacionados com a tristeza. Porém, podem haver traumas, já que se uma pessoa associa uma grande carga de tristeza referente a um evento, qualquer coisa que seja relacionado a esse evento pode trazer a pessoa lembranças ruim e conseqüentemente, mudança de comportamento. Isto não é um trauma ruim, é um trauma normal de humano. Só passa a ser ruim quando esse trauma atrapalha as chances de sobreviver e reproduzir da pessoa, ai sim se deve ter cuidado e pensar em seus traumas e distúrbios racionalmente, pensar se eles são realmente o que parecem ser e o quão ruim será se isso acontecer de novo, e desta forma, enfrentar-los.
Como evitar distúrbios: Estando preparado para psicologicamente para quaisquer experiências fortes que você possa vir a ter. Não é exatamente eficiente, mas se você simular mentalmente situações perigosas que há chances de acontecer e como se livrar delas da melhor forma possível, como por exemplo, se você for assaltada na rua, não reagir. Desta forma, o susto pode ser menor e você já vai ter uma noção do que fazer, e assim, experiência pode trazer menos trauma. Embora que a simulação por si só já traga preocupações instintivas como, por exemplo, ficar alerta ao andar a rua.
Ansiedade:
Origem e utilidade: A ansiedade veio da necessidade humana de ter um sentimento que o ajudasse a redobrar a atenção em algum evento instintivamente importante, como por exemplo, o movimento das árvores para achar alguma caça ou predador. E ele serve justamente para isso, prender nossa atenção em eventos importantes para nós. A ansiedade também pode ser considerada como estado de atenção, já que, quando estamos em estado de atenção, significa que algo vai acontecer. Mas também tem a ansiedade mais leves, para acontecimentos que envolvam também o social e o racional, como por exemplo, a ansiedade de esperar alguém chegar ou algum resultado sair. Estes não são necessariamente estado de atenção, mas são ansiedades, já que o corpo todo está concentrado naquele algo.
Funcionamento: A ansiedade funciona fazendo nosso corpo focar naquilo que consideramos importante instintivamente, como por exemplo, numa caça. Ele vai garantir que nosso corpo responda rápido a qualquer movimento que seja o que esperamos e com isso, aumente nossas chances de alcançar os objetivos. Já quando envolve o racional e o social, a ansiedade se mostra de uma forma mais simples, pois o corpo considera que de nada vai adiantar ficar tenso, e por isso se relaxa, mas o enfoque dos pensamentos continua sendo naquele algo a qual esperamos.
Distúrbios atuais: Os distúrbios atuais da ansiedade se devem a grande carga de pressão social que há em algumas pessoas pela espera de resultados ou coisas importantes, e essa pressão social é tão grande e muda tanto o foco do pensamento de nosso cérebro, que ele, devido a sua capacidade de mudar a importância das coisas, acaba se esquecendo de coisas importantes para a manutenção da sobrevivência para só pensar naquele algo, como por exemplo, se esquece de comer, dormir, se divertir ou relaxar. Isso acaba se tornando ruim pois prejudica a saúde corporal do individuo sem necessidade.
Como evitar distúrbios: Neste caso, o que se pode fazer é convencer-se racionalmente que não há nada mais para se fazer além de esperar os resultados e tentar eliminar, pelo menos da mente, quaisquer tipos de pressão que faça seu corpo ou sua mente se sentirem mal. É importante pensar sobre a situação sobre uma forma relaxada para se julgar justamente isso, se há ou não algo a se fazer para melhorar suas chances de alcançar o objetivo alvo de sua ansiedade. Portanto, se algo pode ser feito para alcançar seu objetivo, faça, se não poder, não faça, e você terá feito tudo o que pode fazer e pode eliminar tranqüilo e com justificativa racional todas as formas de pressão que prejudicam sua saúde.
Raiva:
Origem e utilidade: A raiva surgiu como um sentimento de sobrevivência muito útil, pois é a partir dele que nós nos afastamos ou tentamos eliminar coisas que piore nossas chances de sobreviver e reproduzir. Por exemplo, se um animal te morte, você tenta fugir dele ou eliminá-lo, pois se você não fizer nada, ele provavelmente continuará a te morder e você se prejudicará com isso. A mesma coisa quando um humano te atrapalha naquilo que você acha importante, você não o entende e fica com raiva dele, e a raiva te faz tomar uma atitude afim de fazê-lo não te atrapalhar mais. Quando focalizamos muita raiva em um algo, é comum a chamarmos de ódio.
Funcionamento: O funcionamento da raiva é simples. Sentimos raiva daquilo que atrapalha nossas chances instintivas de sobreviver e reproduzir. Contudo, notem que como varia de acordo com nossa filosofia aquilo que consideramos como importante para sobreviver e reproduzir, também mudará os comportamentos a quais achamos que nos prejudica.
Distúrbios atuais: Um dos distúrbios da raiva mais notável é quando não sabemos lidar com ela, e acabamos por tentar ignorá-la. Ignorar a raiva é uma questão complicada, pois se temos raiva, há um motivo, e esse motivo é porque normalmente algo que nós consideramos importante está sendo prejudicado. Para ignorar a raiva, normalmente temos que convencer racionalmente nosso instinto de que aquilo que está em questão não é importante ou possa pode ser deixado para outra hora. Mas se o instinto considera aquele algo importante, existe um motivo, e ele continuará o considerando até algo mude esse motivo, e se nós tentarmos convencer racionalmente de que aquele algo não é importante, nosso instinto só se convencerá disso temporariamente, pois o algo que faz aquilo ser importante para o nosso instinto não foi mudado. O resultado disso é que cada vez mais que nós ignoramos a raiva, o algo vai sendo prejudicado cada vez mais e conseqüentemente, a raiva vai se acumulando. E continuará assim até que o nosso raciocínio não tenha mais capacidade de convencer nosso instinto, e ele acabará nos obrigando a tomar alguma atitude extremista, como por exemplo, violência física, moral ou desistências de coisas muito importantes, como moral, personalidade, emprego, família, etc. Além do mais, a quantidade de sentimentos associado à raiva será o suficiente pra causar outros tipos de distúrbios.
Como evitar distúrbios: Como dito antes, se você tem sente raiva, existe um motivo para você sentir raiva. A coisa mais recomendada aqui é uma auto-reflexão para você si conhecer e entender melhor o que é realmente importante para você e seu instinto e o porquê. Quando você descobrir o que é realmente importante pra você, comece a entender como a atitude que te trás raiva te prejudica, e ao fazer isso, se vale mesmo a pena combater aquela atitude. Se valer, procure encontrar bons meios para fazer isso. Seja por meio da lei, por meio de parcerias, amizades ou meios políticos, ou por meio da sinceridade. Violência é um ato extremista para resolver qualquer situação, é para isso que existe na nossa sociedade, a lei. Pense nas conseqüências de suas atitudes e reflita sobre o que vale mais a pena: Utilizar tal meio para a partir deste, você obter tais resultados e conseqüências. Será que os resultados valem mais que as conseqüências? Se não, procure outras alternativas ou até mesmo desista, mesmo que temporariamente, do seu objetivo instintivo e dos agrados que ele lhe trás. De qualquer forma, reorganize seus pensamentos e suas prioridades para melhor se desenvolver e evoluir na sua vida.
Ciúme:
Origem e utilidade: O ciúme surgiu como forma de garantir que seu instinto tenha mais condições de proteger aquilo que ele considera importante para a sua sobrevivência ou reprodução. Sem ele, as chances de você perder algo que lhe traga maiores chances de sobreviver e evoluir seriam maiores. Embora o ciúme seja mais visto em pessoas, também há ciúme em objeto ou em tudo aquilo que possa ser alvo de desejo e possa ser conquistado e perdido. Ele era útil antigamente como uma forma de um macho, por exemplo, ao conquistar uma fêmea com grandes poderes instintivos, sentisse ciúme dela para desta forma, se prevenir contra possíveis concorrentes que também a queira conquistar. Se o macho nesse exemplo não tivesse ciúme, ele iria permitir aproximação de outros machos a sua fêmea, aumentando as chances de vir outro com poder instintivo maior que o dele e conseguir conquistá-la, o fazendo perder, deste modo, a reprodução. Desta forma, todos os humanos que apresentaram ciúmes conseguiram passar esse comportamento para os seus filhos. Acontece quase o mesmo processo com objetos, a diferença é que objetos não têm vontade própria, e por isso é menos complicado.
Funcionamento: O ciúme funciona a partir do principio de que, se temos algo que nos dá maiores chances de sobreviver e reproduzir, este algo também o dará a outras pessoas e por isso fará com que elas desejem esse algo. Com isso, o ciúme surge como uma forma de prevenir que roubem esse algo de nós fazendo-nos sentir algo que nos force a proteger aquilo de qualquer coisa que consideramos um possível perigo.
Distúrbios atuais: Ciúme é um sentimento normal a tudo aquilo que temos e que é importante a nós. Contudo, começa a ser um distúrbio quando passa a ser excessivo a tal ponto que prejudique a saúde do casal ou das partes envolvidas. Antigamente não ocorriam casos de distúrbios de ciúmes, porque o poder humano na pré-história era mais distribuído, pois todos tinham uma quantidade média de chances de sobreviver e reproduzir, e por isso, não se via casos de pessoas uma quantidade excessiva de poder em relação às outras. Contudo, hoje em dia vemos muito isso graças às classes sociais e a variedade genética que a falta de seleção natural trouxe para a sociedade, e por isso, é comum vermos casais onde um deles tem uma quantidade de poder instintivo maior que o outro, e este outro, para compensar, utiliza-se de técnicas instintivas, sociais ou mentiras para conquistar e manter o relacionamento. Normalmente nestes casos, a pessoa que se utilizou das técnicas sabem técnicas ou filosofias para prevenir ou lidar com o ciúme, contudo, se ele for muito grande ou a pessoa não souber lidar com ele, o resultado pode ser catastrófico, e vai de pequenas violências morais ou físicas, atitudes que prejudiquem a evolução ou uma obsessão até tudo isso dito anteriormente, mas de uma forma mais grave. Além disso, há outras formas de coagir socialmente ou instintivamente o alvo do ciúme, mas ai é em casos muito extremos onde também haja outros distúrbios além desse.
Como evitar distúrbios: O que evita ciúme é confiança no alvo e autoconfiança. Mas a coisa não é tão simples. Normalmente em namoros onde há uma grande quantidade de ciúme, é o namoro explicado a cima, onde há uma diferença grande de poderes entre o casal. Neste caso, não há muito o que se fazer, ou utiliza-se técnicas instintivas para controlar o ciúmes, ou então se acaba o namoro. Normalmente a principal intenção dos namoros explicados anteriormente é a de divertimento, já que esses casais normalmente não pensam em reprodução. Contudo, se for um namoro para reprodução, deve-se ser pensado se a diferença de poderes não vai atrapalhar no futuro ou se é uma coisa aceitável. Normalmente, se o casal consegue ficar junto sem a necessidade de utilização exagerada de técnicas instintivas, significa que o casal tem um razoável equilíbrio de poder. Técnicas instintivas nesse caso são o conjunto de atitudes que forçam a você ser o que não é ou o que não deseja, por exemplo, se você deseja ligar pra uma pessoa, e não liga pra não dizer que está interessada de mais, isto é uma técnica instintiva. Além do mais, a todas as pessoas que tem uma filosofia a qual põe a paixão num grau de importância muito alto, é bom uma reflexão igual à aconselhada no distúrbio de desejo. Nos demais casos, sinceridade pode ser a melhor saída.
Inveja:
Origem e utilidade: A inveja é utilizada pelo humano para conseguir conquistar aquilo que ele considera que fará melhor uso que o possuidor. Ela surgiu quando, por exemplo, uma fêmea notava que uma fêmea com menos poderes instintivos que ela estava com um macho com uma quantidade de poder muito boa, e por isso, ela se sentia mais merecedora deste poder que aquela fêmea. É a inveja o sentimento responsável por fazer essa fêmea ir lá disputar o macho com a outra, e assim, a fêmea que tivesse mais poder instintivo venceria o conflito, e a que tivesse menos poder instintivo iria se conformar com o resultado e não sentiria inveja. E provavelmente acontecia muito, já que o sentimento de inveja foi passado através das gerações.
Funcionamento: A inveja funciona através do desejo. Quando alguém tem algo que você deseja, e você se acha mais merecedor instintivo de ter aquele algo que aquela pessoa tem, você sente inveja como estimulo de tomar alguma atitude e conquistar aquele algo para si. Seu instinto mede quem merece mais o que a partir de medições instintivas que ele mesmo faz, comparando você com a outra pessoa e definindo quem é a melhor a partir de suas pré-definições do que é melhor ou não. O alvo da inveja é a pessoa que possui o objeto que nós desejamos, podendo o objeto ser humano ou quaisquer outras coisas que provoquem desejo.
Distúrbios atuais: Assim como o ciúme, a inveja também é um sentimento normal aos humanos, mas começa a se tornar distúrbio quando começa a prejudicar a saúde mental ou física de alguém. Normalmente o motivo que faz a inveja se tornar um distúrbio é também por má filosofia. Normalmente a configuração filosófica de alguém que apresenta inveja é a de alguém que quer ser o que não é. O motivo disso são vários, normalmente podem ser por pressão dos pais, do trabalho ou social. Quando a pessoa passa a desejar ser o que não é, normalmente começa a desejar também ter o que não merece ter, ou seja, ter o que não tem poder instintivo o suficiente pra ter, e desta forma, começa a tentar a ter as coisas que deseja de uma forma forçada, por meio de técnicas instintivas ou mentiras. Quando ela consegue obter aquilo que deseja por outros meios que não sejam a evolução ou o merecimento instintivo dela, ela começa a acreditar que realmente é o que pensa ser, e isso é muito ruim, porque além de atrapalhar a evolução das pessoas que merecem ter aquilo que lhes é tomado pelas mentiras da pessoa inveja, a própria não encontra seu lugar na sociedade para conseguir evoluir e, portanto, não consegue ter uma boa evolução e encontrar a si própria.
Como evitar distúrbios: Novamente, a melhor forma de se evitar distúrbios é se tendo autoconhecimento. E no caso da inveja, a reflexão deve ser focada no que você é e no que você merece ter e no porque você merece ter o que tem. Porque se você tem o que tem, existe algum motivo para tê-lo, será mesmo que todos esses motivos são por esforço da sua boa evolução ou seu merecimento instintivo? É bom você saber o porque tem o que tem ou como conseguiu ter o que tem, porque isso te trará mais segurança, satisfação e menos ciúmes ou inveja. Por exemplo, se você tem um grande poder instintivo que lhe foi dado através da genética, como beleza, é bom você ter consciência disso e saber o quanto, e estar satisfeita com este quanto, pois assim como existe gente com pouco poder instintivo dado pela genética, existe gente com muita, e isso é apenas uma questão de sorte. Também procure sempre se esforçar para melhorar e evoluir sempre, para ter as coisas por merecimento de seu esforço, além da sorte de ter uma boa configuração genética. Se você tem uma posição social boa, saiba se isso lhe foi dado por sorte ou esforço. Se foi por esforço, procure saber o porquê deu certo e continue a evoluir nesse aspecto, se quiser. Se foi por sorte, procure ser honesto e estar disposto a evoluir para ser merecedor daquela posição, do mesmo modo que quem não teve sorte, mereceria. Qualquer pessoa que sente inveja de você nessas condições tem distúrbio ou não sabe da verdade, da mesma maneira que você, focando em sua boa evolução e em como evoluir e não nos somente nos resultados, estará evitando distúrbios de inveja.
Humor:
Origem e utilidade: O humor, ou a capacidade de achar algo engraçado ou rir, ou demonstrar tristeza, cansaço entre outras coisas por expressão social, até agora só é encontrado em humano. Provavelmente esse comportamento surgiu quando os humanos começaram a dar ênfase à sociedade, no começo do convívio em grupo, onde originaram-se as primeiras noções de família, onde a habilidade de humor se desenvolveu como uma importante forma de se interagir e se expressar. O humor tem muitas utilidades, mas a principal é demonstrar aprovação ou reprovação instintiva, e isso é muito importante para o aprendizado e o convívio em grupo, como por exemplo, se o bebê de uma mãe na pré-história fizesse algo bom e ela não expressasse uma boa reação, ele poderia pensar que instintivamente, aquilo significou pouca coisa. Contudo, se ela expressasse felicidade, ele saberia instintivamente que aquilo que ele fez foi bom, as mesmas coisas para convívio em grupo. O humor surgiu como uma forma mais especifica dos instintos básicos como raiva, felicidade e tristeza, onde aqueles humanos que conseguiam ter a melhor percepção do humor, conseguiria se interagir melhor em grupo aumentando suas chances de reproduzir e passando essa característica pro filho.
Funcionamento: O humor funciona como forma de comunicação instintiva, onde quando aprovamos algum ato social ou instintivo, nos expressamos com felicidade, quando reprovamos algum ato social ou instintivo, nos expressamos com tristeza. Quem considera o que merece ser aprovado ou reprovado é o nosso próprio instinto, apoiado pela filosofia, que julga entre outras coisas, a aprovação social ou instintiva do fato e da pessoa quem o está fazendo. Por isso, o humor além de ser relativo as suas atitudes, é relativa a imagem social para as outras pessoas e se elas aprovam isso de um modo geral ou não, e isso pode variar de cultura para cultura.
Distúrbios atuais: Em relação ao humor a poucos distúrbios, principalmente pelo fato dele ser um sentimento social e depender da aprovação de um grupo para continuar. O que se pode notar aqui são as pessoa que não tem muito convívio social e por conseqüência, não sabem fazer humor ou tem pouco poder pra isso, mas querem fazer humor, e ai fica estranho, forçado. Pode acontecer também de alguém querer ser engraçado para outros grupos que não o seu.
Como evitar distúrbios: O motivo pelo qual o grupo acha algo engraçado é por este algo estar na aprovação deles, e por isso, alguém fora do grupo ou com cultura diferente ao grupo tem poucas chances de entrar bem no grupo por meio do humor, a menos que o grupo seja bem receptível. Por isso o humor se torna mais uma questão de convívio. O aconselhável aqui é você conviver mais com o grupo. Além do mais, como o humor também está relacionado com a imagem social que você tem, quanto melhor sua imagem for para o grupo alvo, mais chances você terá de fazer humor. Contudo, o realmente aconselhável é você ser sincero e buscar pessoas parecidas com você, para assim formar um grupo e fazer atividades sociais, e com isso, encontrar uma identidade grupal e se desenvolver junto com eles, e não tentar ser o que não é.
Curiosidade:
Origem e utilidade: A curiosidade é o instinto que permite ao humano colher informações sobre coisas que ele tenha pouco ou nenhum conhecimento, mas que não exercem uma influencia direta a vida deles, mas sim indireta. Por exemplo, se um objeto estranho está no chão e o humano nunca o viu antes, é por meio da curiosidade que o humano cria interesse naquele objeto e passa a conhecê-lo. O objeto pode ser algo interessante ou não. Mas se for algo interessante, aumenta as chances de sobrevivência do humano que tem curiosidade. Os humanos que não desenvolveram a curiosidade, ao ver esse mesmo objeto no chão, não apresentam nenhum tipo de interesse e por isso, deixa de descobrir que esse objeto pode aumentar suas chances de sobreviver e reproduzir. Desta forma, a seleção natural foi filtrando aqueles humanos que tem curiosidade dos que não tem.
Funcionamento: A curiosidade funciona como um impulso instintivo que faz com que você queira descobrir coisas novas sobre algo que seu instinto julgue como interessante ou não tenha conhecimentos. Quando conhecemos algo novo, o instinto humano compara aquele algo novo com o que nós conhecemos. Se aquele algo for parecido com algo que nós gostamos, é gerado o interesse, se não for, não é gerado o interesse, e se nós não tivemos nada para associar aquilo, há uma grande chance daquilo gerar o interesse, principalmente se o objetivo for convidativo. O interesse nesse caso é determinado pela filosofia da pessoa e também segue a linha de “formação de valores” explicada anteriormente aqui, por causa disso, quanto mais amadurecida a filosofia da pessoa vai ficando, mais restrita vai ficando a curiosidade dela, porque ela já conhece uma grande quantidade de coisas e só quer saber das que a interessa.
Distúrbios atuais: A falta ou o excesso de curiosidade pode ser considerado como distúrbio, pois ambos atrapalham a boa evolução, principalmente o excesso, pois normalmente é ele quem atrapalha mais quando mal direcionado. A falta de curiosidade é ruim porque você deixa de obter informações importantes sobre coisas alheias da vida que podem te ser útil algum dia, ou pode te ajudar a construir uma teia de informação que te permite compreender uma maior quantidade de assuntos. Por isso, focar a curiosidade apenas naquilo que te interessa não é muito aconselhado, porque o mundo todo está conectado, e quanto mais conhecer o mundo, melhor pode ser pra você se interagir com ele. O excesso de curiosidade mal direcionada é ruim porque normalmente quem tem esse distúrbio, tem uma filosofia voltada aos humanos, e excesso de curiosidade sobre a vida dos humanos as vezes incomoda ao lavo da curiosidade, além disso, há uma grande chance de se criar informações distorcidas ou pré-conceitos referente a esse alvo quando não se tem um bom conhecimento sobre o comportamento humano, e isso pode prejudicar sua socialização com as pessoas.
Como evitar distúrbios: Quanto à falta de interesse ou curiosidade, o melhor que se há a fazer é buscar saber. Se você realmente não sente vontade de fazer isso, significa que seu amadurecimento filosófico já foi alcançado e está satisfeito com o lugar onde chegou. Neste caso, procure novos objetivos para continuar a evoluir, e procure saber tudo que se interage com esse objetivo, desta forma, é possível que sua curiosidade pelas coisas volte. O importante também neste caso é não parar de evoluir, pois se falta curiosidade, significa que a necessidade de conhecimentos pra sua atual visão de mundo já foi suprida, então busque entender novos comportamentos ou situações como objetivo ou busque novos objetivos, e compreende-los, porque daí você irá continuar a encarar o desconhecido e a evoluir. Já ao excesso de curiosidade que se torna inconveniente, isso se torna inconveniente por causa dos pré-conceitos e das distorções de verdade, além da invasão de privacidade que normalmente ocorre. Isso deve ocorrer principalmente por seu interesse instintivo em humanos devido a sua aproximação ou a algum outro motivo. O é aconselhado a se fazer nestes casos é procurar outra coisa a qual se interessar e evoluir, pois se seu interesse é muito focado nos humanos, pode significa que você tem uma evolução ou uma convivência muito grande referente a eles. Se você conseguir algo para dividir essa evolução, você vai se interessar menos pela vida alheia. Além do mais, se você utilizar o bom-senso mais a dica anterior, você pode conseguir criar uma boa imagem em relação às outras pessoas.
Esperança:
Origem e utilidade: Provavelmente a esperança chegou depois que as propriedades humanas foram fixadas, pois a esperança é usada para que o humano acredite no desconhecido. Por exemplo, para um humano investir em algo muito trabalhoso, ele precisa, pelo menos, acreditar que vai dar certo para tomar a iniciativa. Se não fosse esse “acreditar”, ele não se sentiria motivado em apostar no desconhecido e talvez conquistar uma coisa importante. Por isso, as pessoas que tinham esse comportamento foram selecionadas pela seleção natural, já que as que não tinham, desistiam mais facilmente das coisas difíceis que normalmente eram as melhores. Notem ai que provavelmente já há uma capacidade de raciocínio, pois aqui envolvemos apostas e a esperança sendo o sentimento que aumenta as chances de uma pessoa querer apostar, e não simplesmente instinto. Além do mais, ao se misturar com a capacidade de dar características vivas a coisas inanimadas com a esperança faz com que os humanos esperem o melhor de todo o desconhecido, que naquela época era muita coisa, e criem uma noção que além de tentar compreender o mundo, espera o melhor dele. Ou seja, as primeiras noções de religiosidade. A mudança de grau de importância das coisas misturada com essa noção de religiosidade alterou o comportamento dos humanos, e então começa-se a perceber rituais e entre outras coisas.
Funcionamento: A esperança funciona como uma forma do instinto persuadir o raciocínio a acreditar no que no que o instinto quer e desta forma, fazer com que ele tome atitudes que lhe garantam aquilo, mesmo que tais atitudes sejam difíceis ou com pouca probabilidade de resultado do esperado. A esperança também motiva o esforço, já que faz o instinto motivar uma grande quantidade de sentimentos para o objetivo desejado. Em graus muito elevados, pode ser chamada de fé.
Distúrbios atuais: O distúrbio mais comum da esperança está quando se deixa tudo a deriva da sorte ou o do esforço, se esquecendo do racional. Se esquecer do racional é um grande problema, pois é ele quem garante que a probabilidade do evento esperado dar certo aumente, e ele faz isso a partir do conhecimento e do raciocínio. Quanto mais se conhece sobre algo e mais raciocínio se deposita para a solução de um problema, mais chances tem de você está seguindo o caminho racional certo daquele problema e portanto, aumentam as chances do resultado esperado acontecer. Contudo, quando se esquece de se raciocinar e pensa que apenas com a sorte ou o esforço que a esperança trás, vai dar tudo certo, ai sim deixa-se de ganhar a porcentagem de chance que iria se ganhar com o raciocínio e por conseqüência, diminui as chances do que você deseja, dê certo. Além do mais, poder-se-ia também economizar esforço ou melhor aplicá-lo se, com o raciocínio e conhecimento, fosse encontrado um meio mais fácil se esforçar pelo resultado desejado.
Como evitar distúrbios: Procurar ter, além da esperança, bastante conhecimento e raciocínio sobre o assunto. Buscar saber como funciona, o porquê funciona daquele modo, como se interagir e quaisquer informações adicionais ajudam a desenvolver uma teoria melhor com um nível de racionalização bom sobre determinado evento, para desta forma, melhor aplicar o esforço e aumentar ainda mais as chances do algo dar certo, para deixar a serviço da esperança, só realmente o desconhecido.
Coragem:
Origem e utilidade: A coragem não é um sentimento surgido devido à seleção natural, mas sim devido à mistura de outros sentimentos com a racionalidade. A coragem é uma mistura de esperança e desejo aliado a racionalidade. Isso porque, se uma atitude for apenas um ato desesperado de sobrevivência, como por exemplo, pular do alto de uma árvore sem saber se vai conseguir ou não alcançar o outro lado, mas sendo este o ultimo modo de fugir de uma fera que irá te comer, isso não é necessariamente coragem, já que o instinto fez um calculo obvio de que existiria mais chances de sobreviver se pular do que se ficar. É em situações mais complexas que a coragem surge e pode ser resumida na maioria das vezes como: Quando a pessoa tem escolha entre apostar na sorte onde o que está em jogo é ter o que se deseja ou conseqüências maiores.
Funcionamento: A coragem é a mistura que surge entre a esperança e o desejo junto com a filosofia da pessoa, que define o quanto se deve valorizar a esperança e o desejo. A coragem pode ser medida por: Quanto menor a quantidade de chances do algo dar certo e quanto maior as conseqüências ruins, maior a coragem. Como coragem não é um sentimento mas sim uma mistura de outros dois com a filosofia, a coragem não inibe exatamente o medo, mas sim o enfrenta.
Distúrbios atuais: Os distúrbios da coragem podem ser vários, pois existe uma enorme quantidade de sentimentos envolvidos. Alguém com falta de coragem pode ser assim por falta de poderes humanos ou auto-confiança, pois falta de coragem aumenta a idéia de que algo tenha menos chances de acontecer. Alguém com muita coragem pode estar ligado a uma alta quantidade de esperança ou autoconfiança, e isso pode ser ruim, já que o medo ajuda a pessoa a se prevenir de perigos e também é uma forma de alertar que a pessoa não está preparada para tal ato, pode haver acidentes ou coisas mais perigosas, que atrapalhem a boa evolução.
Como evitar distúrbios: Ser moderado neste caso é bom, e novamente, autoconhecimento. Saber do que você é capaz, o que está em risco e o quanto se deseja, e se realmente aquilo vale o que se deseja ou se vale as conseqüências caso dê errado, e se vale apena apostar, é aconselhável que se analise tudo isso. Além do mais, prevenir por meio de treinamento ou outras formas de melhorar fatores ruins e que possam te atrapalhar ou te ajudaram a alcançar teu objetivo, pode ser uma boa forma de se alcançar aquilo que se deseja, sendo então papel da coragem realmente casos cruciais.
Culpa:
Origem e utilidade: Mais um sentimento que não foi gerado pela seleção natural, a culpa se forma a partir da idéia de que algo muito importante não ocorreu por um ato feito por você. Este algo importante normalmente está relacionado ao desejo ou as chances de sobreviver e evoluir de alguém ou de um grupo, e a sua consciência e seu raciocínio te faz pensar que a responsabilidade foi sua, e que por sua culpa aquela pessoa está sofrendo. Devido a característica de ajudar os alheios, você se põe no lugar daquela pessoa ou grupo e pensa na situação ruim que você a deixou, e por isso, sente necessidade de fazer alguma coisa para mudar aquilo ou outros tipos de sentimentos. O arrependimento pode ser considerado como o ato de reconhecimento da culpa e a declaração que faria diferente, se pudesse.
Funcionalidade: Funciona através do raciocínio unido ao sentimento grupal. Quando você faz algo que prejudique a alguém ou a algum grupo, o sentimento grupal te faz pensar que o que você fez foi ruim e que é sua responsabilidade fazer algo para mudar aquilo e você passa a desejar isso. A partir de então, qualquer coisa que te lembre aquilo vai fazer você se sentir culpado, até que você veja que a pessoa ou grupo conseguiu se recuperar ou nada te faça lembrar.
Distúrbios atuais: Principalmente nos sentimentos que não foram gerados pela seleção natural, mas sim pela união de outros sentimentos com a racionalidade, os efeitos colaterais podem ser variados. No caso da culpa, é muito comum as pessoas buscarem algo para aliviar-se dela ou fazer algo para compensá-la, porém, há grandes chances desse algo se tornar um distúrbio serio se a pessoa chegar a medidas extremas. Isso normalmente pode ser provocado pela filosofia da pessoa unida a outros fatores de pressão externa que pode levar a alguém a cometer atos que de nada adiantam para contribuir para boa evolução ou recuperação do caso em questão. Como por exemplo, uma pessoa se sentir culpada por ter feito algo, e outra pessoa usar essa culpa para conseguir outros objetivos que não tenha relação ao algo feito pela pessoa que se sente culpada.
Como evitar distúrbios: A culpa é causada principalmente pela linha de raciocínio, que ativa outros sentimentos que caracteriza o sentimento de culpa. Se a pessoa utilizar a linha de raciocínio certa, pode perceber que errou, mas que não poderia ter feito nada diferente. Por exemplo, se você esqueceu de um pequeno detalhe importante ao fazer a organização de algo muito grande, e esse detalhe levar a um acidente, a culpa não é sua. Para você ter certeza disso, basta raciocinar e procurar os motivos. O que te levou a errar? Grande quantidade de informações. Quem foi que te deu a grande quantidade de informações pra processar? Seu chefe. Porque ele fez isso? Porque ele imaginou que um humano seria capaz de lidar com tanta coisa. Porque ele imaginou isso? Porque ele estava pressionado pelo mercado e não tinha experiência no assunto. Porque ele não tinha experiência no assunto? Porque ele nunca viveu algo parecido ou não conseguiu aproveitar as experiências. Porque não conseguiu aproveitar as experiências? Porque ele não foi educado dessa forma. Porque ele não foi educado dessa forma? Porque ele teve uma educação muito instintiva. E por quê? Enfim, a quantidade de eventos relacionados a um único evento são enormes e interligados, e por isso pode-se achar facilmente uma explicação racional para o ocorrido, e como sabe-se a explicação, pode-se buscar formas de solucionar. No caso do erro, mesmo sem a pessoa se sentir culpada, é saudável ela tentar recompensar os prejudicados de alguma forma até mesmo pelo instinto grupal.
Medo:
Origem e utilidade: O medo é um sentimento muito necessário para os humanos, principalmente porque é através dele que nós conhecemos nossos limites e, esporadicamente, o ultrapassamos. Sem o medo, nosso instinto não conseguiria avisar ao nosso raciocínio que tal ato é perigoso, e por conseqüência, diminuiria as chances de sobreviver, já que, por exemplo, o humano poderia tentar pular do alto de uma árvore por um impulso de emoção sem estar preparado ou saber se conseguiu ou não pular de alturas ao menos mais baixas. Quando o nosso instinto vai descobrindo nossa capacidade, vai aumentando a confiança em nossa capacidade de fazer as coisas e por conseqüente, diminuir nosso medo. Por exemplo, se pularmos de certa altura de uma árvore, e depois pularmos um pouco mais alto, e depois um pouco mais alto, sentiremos medo, mas ao chegar numa altura superior, a altura inferior, a qual nós já conseguimos pular, não nos trará mais medo. O medo libera adrenalina e emoções para o nosso corpo, pois ele indica diretamente a presença de desafios e dificuldades, e quando conseguimos ultrapassar esses desafios, normalmente sentimos felicidade, já que a situação de perigo foi ultrapassada com sucesso, e isso é um evento bom.
Funcionamento: O medo age como um inibidor de atitudes nos afastando de situações para o qual o instinto humano não sabe se está ou não preparado. Quanto mais preparado o instinto se sentir para aquela situação ou atitude, menos medo o instinto irá sentir. Da mesma forma que a felicidade, ciúme, raiva, etc. o medo faz o cérebro ter reações que o afaste do perigo, para desta forma, aumentar as chances de sobreviver do humano.
Distúrbios atuais: Medo é um dos sentimentos que mais podem trazer trauma para as pessoas, porque quando elas se defrontam com algo muito perigoso e não tenham a menor idéia de como se comportar com aquele algo, a quantidade de sentimento de medo associado aquela memória será tamanha que qualquer coisa parecida, causará a mudança de comportamento dela.
Como evitar distúrbios: Não há muito como evitar como explicado aqui na quando falei de traumas, contudo, dá pra se enfrentar o medo e aos poucos, ir desassociando o sentimento de medo ao evento traumático. E isso é importante, pois há traumas que atrapalham o modo de vida das pessoas e isso prejudica as chances delas de evoluir.
Estresse:
Origem e utilidade: O estresse, assim como a coragem, não é um sentimento, mas sim uma combinação entre vários e a combinação com filosofia. O estresse é bem mais novo, ele se iniciou devido à competição e a responsabilidade das pessoas, normalmente em empregos, para tomar muitas decisões. Mas o estresse não ocorre somente em empregos, ocorre geralmente quando alguém tem que fazer uma serie de escolhas racionais importantes, e acaba passando a responsabilidade dessas também para o corpo e para o sentimento. É difícil se livrar do estresse justamente por isso, por ele está ligado aos sentimentos. Ele também é ligado a filosofia pelo fato de que está relacionado a tomar decisões “importantes”, ou seja, decisões que a pessoa considera importante, e por isso, pode existir uma serie de pessoas estressadas com diferentes coisas.
Funcionamento: O estresse não tem um funcionamento útil, pode ser considerado como um efeito colateral devido à alta carga de responsabilidade e importância das escolhas. De tanta responsabilidade, o cérebro foca todos os sentimentos, atenção, tempo e raciocínio naquela escolha e isso o deixa atento a quaisquer informações, e então há uma carga sentimental e o desejo de acertar, sem contar nos processos de medo e auto-estima, que podem deixar a pessoa abalada emocionalmente por determinados instantes e por isso, acaba descontando nos demais ao redor.
Distúrbios atuais: O próprio estresse é um distúrbio problemático, porque quando você está em estado de estresse, que normalmente surge quando você está pensando em algo importante e problemático, você volta todo o seu sentimento e raciocínio para aquilo e o deixa de prestar atenção no resto, e quando esse resto te atrapalha, normalmente também atrapalha seu pensamento e o sentimento defende-se com raiva ou esquiva, além do mais, quando você precisa tomar uma atitude sem ser em relação ao foco do estresse, toma qualquer uma. Isso atrapalha bastante a vida pessoal. Em casos mais graves, onde a pessoa não consegue se livrar dos pensamentos devido à grande carga de responsabilidade que tem, e principalmente as responsabilidades que exigem tempo, o sentimento carrega o estresse aonde ele for, principalmente para não poder tempo e por isso ele dificilmente ficará tranqüilo. Trabalhar com tanta tensão direto também pode ser prejudicial ao corpo, como indica vários estudos na área, pois o corpo nada pode fazer mediante as decisões racionais a serem tomadas, mas fica preparado para fazer alguma coisa, e isso prejudica.
Como evitar distúrbios: O instinto tem uma tendência natural a focalizar de mais nas coisas que ele considera instintivamente importante, e somente nisso, e põe as outras coisas de lado, coisas que podem ser deixadas para depois, mas que na verdade, precisam de manutenção, como relacionamentos pessoais e atividades de lazer. Por isso, é importante ter consciência que a manutenção deve ser feita, e que o estresse tem que ter um limite, e que esse limite seja quando você começa a socializar, por exemplo. Contudo, como as escolhas do estresse são decisões importantes, ignorá-los por completo provavelmente não seria a alternativa mais eficiente para seus projetos, por isso, o que se aconselha aqui é ter certeza de algumas coisas. Primeira, que o esforço que você está dedicando a sua responsabilidade é o suficiente pra não prejudicar sua vida, mas também para não fazer com que você não tenha tempo de pensar no tal fato. Segundo, ter certeza que todo o esforço que você está aplicando no tempo que você dedica a sua responsabilidade é aplicado da melhor maneira, ou seja, se você não está pensando demais na mesma coisa ou está utilizando um método menos eficiente para pensar no assunto, ou ainda se poderia pedir ajuda a alguém para melhorar. Terceiro, por ter certeza que está se esforçando da melhor forma, dentro dos limites, tentar se envolver emocionalmente menos na sua responsabilidade, para que desta forma, o raciocínio atue mais no assunto que o instinto e você ter menos tensões físicas e abalos sentimentais, além do mais, isso te permitirá pensar no assunto em momentos vagos sem te deixar estressado. Desta forma estará tudo mais organizado, e vencerá uma competição, por exemplo, quem tiver o melhor método e/ou perder mais tempo no pensamento, recolhimento de dados e raciocínio. Mas se você perder terá consciência que fez tudo o que podia fazer, dentro das suas prioridades.
Afeto:
Origem e utilidade: Afeto é um sentimento muito importante para a convivência dos humanos, ele surgiu provavelmente quando os humanos começaram a ter noção de família. fazia com que os humanos zelassem por seus familiares, amigos e filhos, não somente como forma de usar o outro para sobreviver, mas também como forma de preocupação e de carinho. É o fato que garante que você continuará gostando daquilo que sempre te acompanhou e te fez bem, seja objeto ou pessoa, e isso ajudou a raça humana a sobreviver e reproduzir, pois garantiu que ela não troque coisas não muito boas, mas confiáveis e funcionais por coisas novas e aparentemente melhores, mas que podem apresentar comportamentos não muito confiáveis ou que na verdade, não sejam tão boas assim, como por exemplo, amigos. Além do mais, a parceria criada através do afeto aumenta as chances do grupo se entrosar melhor e por isso, evoluir melhor.
Como funciona: Ao se associar com algo ou alguém, o afeto faz que você queira que o alvo do sentimento evolua, e isso é o que faz o afeto ser tão importante, já que, se você quer que alguém evolua e esse alguém quer que você evolua, a evolução ocorre melhor. A principal forma de demonstração do afeto é através de contatos corporais, como carinhos, beijos, abraços ou até mesmo aperto de mão. Este sentimento é pequeno e vai ganhando firmeza através do tempo. Embora pequeno, ele é importante, mas também por ser pequeno, as chances de algum sentimento o substituir é maior, assim como as chances do raciocínio conseguir controlá-lo ou ignorá-lo.
Distúrbios atuais: O afeto é muito importante, pois sem ele, trataríamos as coisas como simples meios de alcançarmos nosso objetivo. Ignorá-lo faz com que nós realmente tratemos as coisas como simples meios de alcançarmos nosso objetivo, e isso é uma coisa ruim grupalmente e individualmente falando. Podemos dar aqui como um exemplo, o caso do homem individualista citado no capitulo sobre amor, onde ele cresce e cresce sozinho e esquece-se do grupo e acaba por isso, se tornando sozinho. Além do mais, o esforço é mais bem distribuído quando é feito em grupo na maioria das vezes. Há também o distúrbio de não dar valor ao que se tem devido à grande quantidade de oferta, o que na maioria das vezes, é um erro, já que o que não é importante para você, é importante para outras pessoas. E também, esse tipo de distúrbio deixa as coisas tão superficiais que a pessoa acaba perdendo grande sentimento de afeto que ela poderia ter em relação tanto as coisas, quanto as pessoas. E é o sentimento de afeto que faz a pessoa se sentir preenchida.
Como evitar distúrbios: O distúrbio descrito a cima normalmente ocorre quando se dá valor de mais a evolução social e esquece-se da evolução instintiva. Dentre a evolução instintiva, está sua relações de amizades instintivas, relação familiar e namoros. Esse distúrbio de valorizar de mais as formas de poderes sociais é comum, porque o poder social é uma forma de exibir poder instintivo, e por isso, devido a algumas pessoas sem poderes instintivos mas com muito poder social se exibir de mais de uma forma agressiva a outras pessoas, essas outras pessoas acabam adotando uma filosofia de, ou desvalorizar de mais ou valorizar de mais o poder social. No caso de quando valorizam de mais o poder social, há o distúrbio de afeto. Quando desvalorizam o poder social, há o distúrbio de falta afeto a si mesmo, o que eu descrevi no exemplo lá em cima como “a pessoa que só se preocupa com os outros”. Por isso, é importante manter um equilíbrio e dar valor as relações de amizades e ajudar, compartilhar, não de uma forma lesada para um, mas sim de uma forma justa, onde o bem é para os dois, não somente para um. No caso do distúrbio dos objetos, onde as pessoas não dão valor ao que tem, isso não é muito bom, já que além de representar um desperdício, a vida da pessoa fica mais artificial e sem sentimentos do que realmente poderia ser se ela valorizasse objetos físicos, que é um valor de trabalho indiretamente. Para isso, a melhor solução é sempre comprar as coisas pensando em sua necessidade ou por ser algo que você realmente goste ou queira, não por impulso de consumo ou querer se mostrar socialmente. Você poderá saber se comprou certo se ao longo do tempo, usar ou guardar algum sentimento bom pelo objeto.
Objetivo evolutivo:
Objetivo evolutivo é normalmente aquilo que dedicamos todos os nossos esforços e concentramos todos os nossos sentimentos para evoluir. Normalmente é considerado também como paixão ou motivo de viver, é a coisa mais importante para alguém, e esta pessoa tem motivos racionais e instintivos para se convencer disso. Embora logicamente seja claro que mesmo sem aquele algo, aquela pessoa irá continuando a viver, a vida que ela está se referindo são os sentimentos e a evolução sendo sentida pelo humano. Normalmente esta evolução é realmente concreta, outras vezes, é só aparente, e quando é só aparente, muda muito rápido ou depois de algum tempo, a pessoa enjoa, além de não haver muito esforço da pessoa para conseguir tal evolução. Na verdade, evolução aparente significa que a pessoa, por alguma condição, tem muito poder em uma determinada área e não se esforçou para consegui-lo, ou se esforçou muito pouco, de forma a ao se esforçar mais, poder alcançar melhores graus de evolução, e ai sim seria considerado uma evolução concreta.
É através do objetivo evolutivo, seja ele aparente ou concreto, que ocorrem as maiores manifestações do sentimento, tanto os bons quanto os ruins, assim como os conflitos. Os conflitos é algo interessante a se falar, pois quando ocorrem, mistura-se uma grande quantidade de sentimentos, e às vezes dessa mistura, origina-se uma grande quantidade de sentimentos ruins e que às vezes, são desnecessários e geram outros confrontos, além do confronto realmente importante, que é referente ao objetivo evolutivo. Ou seja, quando duas pessoas brigam por um objetivo evolutivo que só uma pode ter, a mistura de sentimentos acontece e após aquele conflito terminar e sair uma vencedora, normalmente a que mais merecer, continua-se certa quantidade de sentimentos ruins uma em relação a outra, e as vezes isso pode prejudicar no convívio social. Quando o objetivo evolutivo é concreto, ambas as partes entendem-se que aquilo foi algo realmente importante e necessário, e que vale a pena lutar com todas as armas, contudo, quando o objetivo é aparente, representativo, há uma grande quantidade de sentimentos ruins gerados a toa, e por isso, nem sempre vale a pena utilizar mentiras e outras coisas para alcançar o objetivo.
A importância de entender os sentimentos:
A importância de entender os sentimentos é muito maior do que se costuma pensar. É por meio do entendimento que encontramos justiça, razão, pensamento, raciocínio, táticas, estratégias e capacidade de analisar o que é ou não bom para nós, a curto ou longo prazo, e isso tem aplicação não somente ao nosso modo de vida num aspecto individual, mas também no coletivo, já que por meio do entendimento do sentimento, você terá melhor capacidade de entender os mecanismos sociais humanos, e desta forma, também poderá atuar melhor na sua comunidade local ou a nível de pais. Pois afinal, o humano pode se adaptar a quaisquer formas de vida, por isso, é compromisso de todo humano buscar a melhor para si.
Entender melhor os mecanismos sociais significa entender melhor a justiça, a política, a economia, a moda, a arte, entre outras coisas. E isso pode ser de grande utilidade na sua vida, principalmente por causa dos empregos. Além das razões sociais, há também as razões individuais que não podem ser esquecidas. Quando se tem uma base de conhecimento maior sobre as atitudes dos humanos, esse mesmo conhecimento aplica-se sobre si mesmo, e ao se conhecer, você terá uma maior segurança e entendimento de sua atitude, desta forma, se você fizer algo de errado, você saberá o porquê fez e como se recuperar, ou pelo menos terá melhores meios de fazer isso. A segurança que você ganhará também te permitirá se defender melhor de pessoas mal intencionadas ou que não compreendem sua situação, já que, a partir do momento que você tem argumentos para a sua atitude, que veio por meio do conhecimento, será mais fácil explicar e se fazer entender por outras pessoas.
Sem contar quanto na relação com as outras pessoas, que será bem mais organizada. Se pelo menos um entre dois amigos tiver um bom conhecimento sobre os humanos, ele poderá ter melhores meios de conduzir o relacionamento a um bom caminho, além de evitar conflitos à toa ou problemas que aparentemente são complicados. A mente humana não é simples de se entender, existem muitas explicações para um comportamento. Não é muito raro também um comportamento aparentar ser uma coisa, embora seja outra. Por isso é importante desenvolver uma boa filosofia que seja capaz de lidar com as mais variadas situações no cotidiano social e pessoal, para que dessa forma, a evolução se dê de uma melhor maneira.
Formação da personalidade humana
Lá no capitulo sobre “Poderes humanos e formação de valores”, eu conceituei a personalidade como ”um conjunto de cultura, costumes individuais, filosofias e gostos que uma pessoa tem devido a seu histórico sócio geográfico e genético que a torna diferente das outras pessoas.”. Agora eu vou explicar como cada elemento influencia na formação da personalidade e em como a personalidade se comporta individualmente e grupalmente. São vários elementos influenciadores, por isso, eu vou começar pelos mais básicos, que são os individuais.
A genética pode ser considerada como o mais básico de todos, pois é ela que determina a tendência de comportamento e conseqüentemente, o padrão de atitudes de uma pessoa. Além do mais, a genética vai determinar o quanto de poder instintivo a pessoa terá. Se será bonita ou feio, estressado ou não, ativo ou passivo, inteligente ou não. Não se sabe ao certo o quanto a genética influencia no aspecto de comportamento, gostos e inteligência, contudo, podemos supor que ao menos, a genética influencie tais coisas, já que podemos notar comportamentos estão presentes tanto nos pais quanto nos filhos.
O poder instintivo que a pessoa tem em relação ao meio é bastante determinador, pois junto com a filosofia, indicará que tipos de atitudes uma pessoa tem e em qual tipo de grupo ela prefere se juntar, se é ao alternativo ou ao principal. O grupo neste caso representa a cultura, que é o conjunto de pessoas com filosofias, costumes ou gostos pessoas parecido ou de mesma origem. As atitudes mais comuns de se terem são as agressivas, defensivas ou esquivas. Atitudes agressivas costumam ser as de marcar presença no grupo ou as de iniciar conflitos instintivos para provar que são as melhores, pessoas normalmente adotam personalidades agressivas por terem uma boa quantidade de poder humano e uma filosofia não muito boa. Pessoas defensivas costumam gostar de estar no grupo e só agirem para defender sua posição, assim em conflitos instintivo, personalidades assim normalmente tem uma quantidade menor de poder que a agressiva, mas tem uma filosofia melhor. Pessoas esquivas geralmente são mais individualistas e preferem não entrar em combates instintivos, e por isso, costumam esquivar quando recebem alguma provocação, mas essas pessoas costumam ter uma boa filosofia também.
A relação entre filosofia e poder instintivo com as atitudes está justamente pelo controle filosófico que a pessoa dá a seu instinto. Todas as pessoas têm um potencial para crescer, seja para o bom ou para o ruim, a filosofia é o que regula isto. Por exemplo, uma pessoa pode ser esquiva por ter uma boa filosofia, mas se ela resolvesse mudar de filosofia, ela poderia começar a tentar humilhar a todo mundo e estabelecer relações políticas com pessoas com alto poder instintivo para se dar bem socialmente, contudo, ela iria ter que demonstrar poder e provavelmente fará isso rebaixando o poder das outras pessoas, por meio de mentiras ou truques ruins, por isso, ela passa a ter uma filosofia ruim, embora consiga ser agressiva. Lembrando que o poder instintivo dito aqui é em relação ao grupo a comunidade a qual a pessoa pertence. A própria filosofia também está ligada ao poder instintivo, como eu falei anteriormente, por isso, o poder e as tendências instintivas que vem da genética são importantes para determinar isso. Explicar como funcionam as culturas não cabe a este capitulo, por isso, “cultura principal e alternativa” será explicada no próximo capitulo. Mas cultura sendo como os costumes e gostos grupais, temos também os costumes e gostos individuais, e estes cabem a ser explicados aqui.
Costumes e gostos individuais é uma coisa bem mais ampla e difícil de determinar que as culturas. Tudo pode influenciar a personalidade como, por exemplo, família, amigos, mídia, religião, sociedade, algum desconhecido e entre outras coisas. E isto pode influenciar sua personalidade de uma maneira única. Por isso você pode apresenta um gosto ou um comportamento diferente dos de mais e nem imagina o porquê, mas que na verdade, está relacionado a uma influencia antiga. Desta forma, podem existir bilhares de combinações diferentes e únicas. Contudo, do mesmo modo que a formação de valores humanos, as chances de algo te influenciar estão ligadas ao poder instintivo que ele lhe aparenta ter, mas não a somente isto, mas sim também em como aquela influencia te ajuda a encontrar uma personalidade que se adéqüe ou ajude a seu desejo instintivo de evolução.
A personalidade como sendo um poder instintivo, ela pode te ajudar a fazer alguém se interessar ou não por você, e por isso, ela também está ligada às propriedades e comportamentos básicos do instinto humano, e isso trás uma propriedade muito forte que determina o rumo que a personalidade pode tomar em grupo e que tipo de influencias pessoas ela pode aceitar. Esta propriedade é: buscar aquilo que te torne diferente e te valorize, de acordo com suas concepções filosóficas e seus valores humanos. Esta propriedade tem uma responsabilidade muito grande na formação da personalidade de alguém, e por isso merece destaque. É por causa dela que alguém consegue definir se a influencia é boa ou não para aumentar seu poder instintivo e melhorar suas características e valores básicos. É através dela que o instinto consegue dar a personalidade suas características de atitude e de valorização individual e grupal.
Esta propriedade funciona principalmente a base da propriedade “Querer evoluir”, e ela funciona da seguinte maneira. Se você nota algum comportamento novo ou até mesmo cria, o que vai decidir se você vai ou não adotá-lo é uma mistura entre a facilidade que você tem de adotar aquele comportamento com a importância que ele vai ter para você. A importância que ele vai ter para você pode vir dele significar um laço afetivo entre você e uma pessoa que você considera importante ou entre você e seu grupo. Além disso, devido à propriedade do “querer evoluir” de busca do individualismo, seu instinto procura a melhor forma de se tornar especial, ou seja, ele busca aquele comportamento que se adapta melhor aos seus poderes humanos. Quando eu falo aqui comportamento, também me refiro a gostos pessoais, pois eles são uma forma de reforçar seu comportamento e filosofia. Por exemplo, se você gosta mais de musica romântica em vez de rock pesado, isso significa que seus comportamentos e sua filosofia seguem uma linha romântica e mais passiva, onde o rock pesado é agressivo e ativo. As ligações entre você e o grupo se dão devido à propriedade de sobrevivência de grupo, onde um apóia o outro e etc. Devido a essas ligações, as pessoas têm uma forte tendência de desenvolverem gostos e comportamentos grupais, reforçando o instinto de grupo, e é dessa forma que surgem as culturas.
Desenvolver uma personalidade que seja equilibrado tanto no grupal quanto no individual tem a mesma importância de amar tanto a si mesmo quanto as outras pessoas. Estar em grupo, como dito aqui, garante melhores apoios para se desenvolver instintivamente ou socialmente, e por isso o instinto sente falta de se organizar em grupo, caso não esteja. Contudo, se desenvolver individualmente também é importante, porque se você não se desenvolve individualmente, pois ficar dependente do grupo pode trazer conseqüências ruins, como por exemplo, se alguém do grupo perceber isso, pode tentar te usar, ou então você passa a ser simplesmente mais uma do grupo, sem nada mais a oferecer de novo. Como também sem individualismo e muito dependente do seu grupo, situações onde serão necessárias atitudes individuais ou situações onde seu grupo não te apóia serão muito difíceis pra você e isso prejudicará suas chances de evoluir. Então procure encontrar uma personalidade que seja de acordo com seu histórico, suas influencias sociais e culturais, uma que você não precise mentir para conseguir chegar a altos graus de poder, apenas se realmente necessário e se for levar a uma verdadeira evolução, pois no final, o que importa nos humanos é isso, ter uma boa evolução.
Mecanismos sociais humanos
Agora que já explicado como os sentimentos agem nos humanos, é chegada a hora de explicar os mecanismos sociais que os humanos foram capazes de criar através de seu raciocínio e tecnologia. Os mecanismos sociais têm um papel muito fundamental na sociedade, pois é através deles que os humanos conseguem se organizar socialmente de uma forma produtiva e eficaz, onde cada um tenha uma função e esta função está interligada e dependente de todas as outras. A especialização de funções é importante, pois desta forma, uma pessoa é capaz de produzir mais recursos do que produziria se fosse responsável por varias funções, e os mecanismos sociais têm justamente o papel de organizar todas essas funções da melhor forma possível.
De um modo geral, uma sociedade é constituída por cultura, política e economia, onde a cultura determina a identidade e as atividades de um povo para passar tempo, a política determina o que o povo e a economia podem ou não fazer para a sociedade e a economia determina o que esse povo produz. Podemos fazer a analogia da sociedade com um humano, onde a cultura é o que o povo faz em seu tempo livre, ou seja, instinto reprodutivo, a política os valores filosóficos e administrativos, ou seja, o racional, e a economia o que o povo faz para se sustentar, ou seja, instinto de sobrevivência. Uma coisa é dependente da outra. Assim como eu fiz como especifiquei os sentimentos, também especificarei essas características. Mas antes é importante lembrar que, como dito no capitulo desse livro onde eu conto a história da evolução humana, cada país se desenvolveu de uma forma única e relativa à sua região e seus conflitos, por isso, os mecanismos sociais variam um pouco entre pais a país. Utilizando um modelo padrão podemos saber mais ou menos como a mecânica dos países funcionam, pois este exemplo padrão utilizado por mim foi um bom meio que a maioria dos países conseguiram achar para se organizar.
Cultura:
A cultura é definida como o conjunto de hábitos que um povo costuma fazer. E entendê-la vai nos ajudar a explicar a situação política e econômica de um país. A cultura se forma através do tempo ocioso do povo, onde, por meio da curiosidade e do tédio, um povo começa a explorar os locais e a desenvolver idéias e costumes com o que eles têm na mão. Ou seja, quaisquer coisas feitas quando as pessoas estão desocupadas, pode ser considerada como cultura. Podemos notar uma inúmera quantidade de culturas, com uma enorme variedade de costumes e tradições como culinária, dança, música, rituais, artesanato, dialeto, arquitetura, modelo econômico e etc. e essas coisas são muito influenciadas pelo meio, pois é ele quem determina qual tipo de material será usado, qual o clima da região, que tipo de sentimento a região trás, e outros pequenos detalhes que influenciam no imaginativo das pessoas. Por isso, a situação geográfica do país é bastante determinadora no estilo cultural do povo.
Devido a falta de mecanismos racionais e a necessidade do povo de entender o mundo a sua volta para melhor se interagir com ele, começou-se a ser criado as primeiras noções de religião. Ela é bastante importante na cultura, pois no começo das civilizações, é por meio dela que se cria a filosofia principal, que é a concepção da maioria do povo do que era certo ou errado. As primeiras noções de religião provavelmente nasceram simples, para tentar se interagir com o meio e explicar fenômenos da natureza, contudo, a religião que privava pela melhor evolução do povo, este povo tinha mais chances de sobreviver numa batalha, e conseqüentemente, a religião. Por isso houve filtrações de religião ou modificação nas mesmas, de modo a permitir o povo se desenvolver tanto tecnologicamente e conseqüentemente, racionalmente, quanto socialmente, servindo para a organização do povo, dando, por exemplo, status sociais para pessoas de cargo administrativo como a realeza.
As modificações nas religiões estavam diretamente ligadas à filosofia das pessoas, e por conseqüência, ao instinto e ao racional delas. E devido à propriedade do instinto consegui modificar o raciocínio e vice-versa, as modificações nas religiões eram feitas de acordo com a necessidade e vontade do povo numa forma geral. Por exemplo, se há dois costumes, um fácil, porém às vezes dava errado e o outro difícil, porém sempre dava certo, provavelmente o povo adotaria o que dava certo e arrumaria uma explicação para explicar o porquê ele dava certo. E essas explicações normalmente se baseavam na religião, já que o povo ainda não tinha mecanismos racionais o suficiente para explicar os fatos de outra maneira. Mais adiante, com o avanço das tecnologias e o numero de conflitos por terra, as religiões que não tinham uma boa organização social foram pouco a pouco sendo conquistadas, junto com o seu povo e cultura, por outras religiões. Normalmente as religiões que tinham uma maior organização social eram aquelas em que abria uma boa perspectiva de política e/ou interpretações religiosas para os intelectuais da época poderem adaptar e manipular o povo, e isso os ajudava a fazer o povo produzir mais por mais barato, além de aceitar certos tipos de costume que aumente a probabilidade de vitoria numa guerra, por exemplo.
As religiões que começaram a se espalhar pelo planeta então eram as que permitiam interpretações religiosas diferentes. A enorme diversidade cultural começou a diminuir, mas ainda sim, mesmo com a dominação dessas novas religiões, elas continuavam, graças à capacidade que as tais religiões tem. Por exemplo, se um povo da Europa domina um povo da áfrica, mesmo o povo da áfrica sendo da religião européia, continuava com a maioria das características de sua cultura ou ainda com sua própria religião viva em algumas pessoas que não aceitaram totalmente a nova. Havia os casos também de tentativas de mesclar as religiões, e quando dava certo, a religião dominadora era um pouco modificada de acordo com a região. Além disso, junto com as diferentes interpretações religiosas que os grupos de pessoas começavam a ter, e aos poucos, foram-se iniciando conflitos dentro da própria religião. Em alguns casos, estes conflitos chegavam a pontos extremos onde se partia para a violência física, e ao ver isso, os responsáveis pela religião começaram a notar que não era possível manter todos sobre a mesma visão religiosa dos costumes e mandamentos, por isso, começou-se a criar certa tolerância religiosa e que aos poucos, tornou aceitável a divisão de uma mesma religião em dos sub-grupos, e conseqüentemente, a cultura em dois sub-grupos.
Do mesmo modo que na religião, em países que tem a filosofia como sua principal fonte de tradição, também houve isso. Mas diferente da religião que era imposta por alheios, a filosofia e tradição eram transmitidos de pai para filho seguindo aquele modelo de “costumes com bons resultados, mas difíceis continuem”. As pessoas notavam que o mais fácil nem sempre era o melhor, e por isso iam continuando suas tradições, que foram moldadas através dos séculos, por isso, é mais difícil a probabilidade de países baseados mais em filosofia que em religião criarem sub-culturas. Religião aqui sendo conceituada como qualquer tipo de costume ou explicação que tinham como principal argumento, a fé, enquanto filosofia se baseia em experiências anteriores e explicações racionais ou instintivas. Continuando com a religião, onde havia dois sub-grupos, esses dois também houveram conflitos e se dividiram em quatro sub-grupos, e assim por diante. Desta forma, criou-se uma tolerância religiosa muito grande em certos países a ponto de tolerar até mesmo aqueles sem religião, que o faziam principalmente por ter auxilio da ciência e tecnologia, que já estavam avançadas.
Entretanto, isto não ocorreu igualmente em todos os países por uma enorme quantidade de fatores. Como sendo religião também uma forma de filosofia que se baseia somente na fé, esta filosofia pode mudar a concepção do instinto sobre o modo que ele vê as coisas, por isso podemos notar países com uma enorme variedade de costumes e tradições. Alguns países tem seus costumes e tradições que podem ser considerados, a primeira vista, não muito bons para a evolução geral para a população. Em outros países, a coisa ficou tão seria devido a distúrbios racionais que houve até atos realmente anti-evolutivos, como assassinato em massa de todos aqueles que não são parecidos com eles. Há também os casos da religião ser tão forte e marcante no país que ela predomina até hoje, ignorando até certo ponto, a visão cientifica sobre o mundo e ainda tendo costumes abusivos. Em todos os casos em que mostrarem comportamentos anti-evolutivos ou que atrapalhem a evolução geral do povo, podemos considerar como distúrbios ou traumas, e assim como pessoas, esses países precisam de tratamento, se eles aceitarem que precisam de ajuda e quiserem evoluir.
Normalmente as culturas são passadas de pai para o filho, onde os filhos fazem o que o pai ensina, mas se adaptando as evoluções sociais e tecnológicas de sua região. Essa cultura, ou seja, costumes, crenças, filosofia e religião, normalmente são moldadas através de varias e varias gerações para melhor desempenhar um papel social na sua região. Contudo, devido às propriedades instintivas dos humanos, onde haja tolerância filosófica, cultural e religiosa, é comum vermos varias pessoas seguindo culturas que normalmente seus pais nem fazem idéia do principio filosófico a qual ela segue, ou seja, as culturas alternativas. Enquanto que a cultura principal se preocupa com a evolução social e segue uma tendência na maioria das pessoas, as culturas alternativas se preocupam com mais com a evolução instintiva apoiada pelo grupo, ou seja, se preocupam com sua evolução individual através principalmente da propriedade “querer evoluir”, mas também agem em grupo, através do instinto “Associar-se a grupos”.
Explicando melhor como funciona, basicamente usam-se as duas propriedades “Querer evoluir” e “associar-se em grupos” junto com a educação neste caso. Quando a pessoa tem uma educação onde sua filosofia se adapte a cultura principal, nela esta terá uma tendência maior de ficar, onde se a pessoa tiver alto poder instintivo nesta cultura, a tendência dela ficar é maior ainda, contudo, se a pessoa tiver baixo poder instintivo, há chances de, ao entrar em contato com culturas alternativas e se nelas, essa pessoa encontrar mais chances de evoluir do que na principal, há uma forte tendência dessa pessoa adaptar sua filosofia para aquela cultura alternativa e nela ingressar. A educação referida aqui são os métodos e filosofia da cultura principal, e se passado pelos pais, provavelmente será mais forte, contudo, também pode ser passada por amigos e a pessoa gostar. Mas caso essa pessoa não tenha essa educação ou tenha uma educação diferente ou ainda tinha baixo poder instintivo na cultura principal, há uma grande chance de ela mesma desenvolver uma cultura alternativa ou se juntar a um grupo alternativo onde tenha maior poder ou suas idéias são de acordo, sem contar que fazendo parte da cultura principal, você se torna mais exclusivo, único, e isso também influencia.
A cultura alternativa não pode ser considerada como negativa, já que é através dela que pessoas conseguem apoio instintivo para evoluírem melhor seu lado social. Contudo, há casos em que as culturas alternativas também apresentam distúrbios ou má evolução, e para estes dou o mesmo conselho que dito anteriormente para os países onde sua própria evolução principal tenha distúrbios ou traumas, um tratamento se eles quiserem ajuda. Tirando isso, podemos considerar a cultura alternativa como uma forma de preencher as lacunas evolucionais da sociedade, ou seja, se consideramos que a sociedade é um ambiente onde as espécies mais populosas são os principais, as alternativas são uma forma que a natureza encontra de preencher as outras possibilidades de evolução não notadas pela principal, e a partir do momento em que a cultura alternativa encontra boas evoluções, há uma tendência da principal seguir. É importante também explicar que é normal encontrarmos pessoas que são metade cultura principal e metade alternativa, ou mais cultura alternativa mesmo tendo um pouco de cultura principal em si e vice-versa. E isso é possível graças aos ambientes que aquela pessoa transita, a quantidade de influencias, informações e experiências que ela carrega em si e ao fato dela querer se tornar única e sempre procurar por novas formas de sê-lo, seja na principal ou alternativa.
Política:
A política é o que põe a sociedade a sociedade em ordem para que desta forma, as pessoas que nela vivem consigam ter estabilidade o suficiente para evoluírem em todos os aspectos. Embora ela tenha começado de uma forma simples como eu expliquei anteriormente, ela evoluiu a partir do momento em que as pessoas sentiram necessidade de organizarem em grandes comunidades e com as funções bem definidas, principalmente porque as probabilidades de um país ser conquistado se tiver muita gente ou as funções forem bem definidas são menores, se ocorrer as duas condições, menores ainda, mas conseguir não é fácil atingir este objetivo. Os principais obstáculos são fazer o povo aceitar a divisão de tarefas onde terá pessoas mais importantes que outras e conseguir fazer uma grande população sobreviver com saúde e boas condições.
A primeira dificuldade se dá devido à especialização que ocorre quando se faz uma função por muito tempo e ao fato de que há funções mais importantes que outras. Pessoas que lidavam com o comando do exercito, por exemplo, eram mais importantes que os soldados, que apenas treinavam pra lutar, se seguirmos a mesma lógica no caso do médico e do gari. Por isso, deveria ser comum a revolta das pessoas que possuíam cargos menores, que podiam simplesmente desistir de exercer seu trabalho e ir sobreviver sozinha ou com sua família, floresta afora, porque era mais fácil, embora perigoso, que trabalhar nas sociedades, principalmente porque ainda nesta época de organização da estrutura social, não havia muita tecnologia. Um país que perde a base do seu trabalho fica bastante enfraquecido, podendo desta forma ser conquistado por um país bem estruturado, e isto era uma forma de seleção natural. Os países bem estruturados naquela época eram aqueles que tinham um povo regido por religião ou filosofia que os fazia aceitar suas condições de base de trabalho e aceitar ordem dos superiores e não abandonar sua sociedade e aceitar as condições de evolução que elas ofereciam. Por isso a importância da cultura e o surgimento de rituais e tradições, para enfatizar isso para um povo, além de agradá-los ou dar-lhes uma forma alternativa de evoluir e aumentar a satisfação. Temos como exemplo os a associação religiosa e a atribuição de status muito grande aos lideres das sociedades, isto os fazia ter um domínio maior de persuasão sobre os povos. Outro exemplo é o sistema de castas ou tradição familiar que alguns países até hoje adotam e que organiza o país para cada família ter sua função por gerações.
Com o povo já contentado com sua atual situação de mão de obra de um país, restava então somente fazer com que o país continuasse a crescer, se não fosse pela falta de tecnologia e organização da época que dificultava o crescimento dos países, principalmente devido a falta de alimentação e problemas de saúde. Por isso, muitas das pessoas que embora contentadas em ser apenas mão de obra, se sentiam pressionadas de mais por, além de serem mão de obra, não conseguirem garantiras básicas de sobrevivência, por isso, se juntavam ou iam sozinhas para outro lugar onde possam viver plantar e caçar sem ter que dividir com os outros, embora as chances de proteção diminuíssem. Porém, isso acontecia de acordo com a pressão religiosa e/ou filosófica que cada país tinha, e aos poucos, as sociedades foram se adaptando a isso, seja por seleção natural onde quem ganhava as guerras eram os países mais organizados, como também por estratégia dos lideres como a organização e divisão de tarefas feita através do poder que o líder tem com o seu povo, onde, por exemplo, ele decide quem vai plantar, construir o sistema de hidráulico, supervisionar os serviçais, trabalhar no mercado, nas construções de casas e etc.. O comércio, que também faz parte da política por ter necessidade de ser organizado, já começava a evoluir, desenvolvendo moedas e formas de negociação entre os países. Além disso, os países buscavam sempre aumentar suas terras para conseguir mais área para plantar e se desenvolver, e aos poucos, foram crescendo de acordo com suas capacidades, que aconteciam sempre que um país queria crescer e esbarrava nas áreas de outro país ou conquistar algo possuído ou feito pelo outro, como a estrutura das cidades ou uma região próxima ao mar.
E desta forma continuaram acomodados por muito tempo devido à religião e a falta de mecanismos de racionalização. Aos poucos as tecnologias foram se desenvolvendo, facilitando a vida das pessoas e aumentando a qualidade de trabalho, e conseqüentemente diminuindo as taxas de mortalidade, o que antigamente era um problema sério devido à falta de higiene, longos períodos sem plantio devido a fenômenos naturais e falta de conhecimento medicinal. A cultura pôde então se desenvolver bastante, e junto com a cultura, a religião e a filosofia e também a política e as formas de liderar os países. E assim os países foram se expandindo para a maioria das áreas que dão boas condições de se viver e continuaram a desenvolver tecnologia. Mas a partir do momento que a tecnologia foi aumentando, os métodos racionais também foram, assim como a dependência do povo pela sociedade e os pensadores racionais começaram a surgir, então começamos a ter as primeiras formas de políticas que conhecemos hoje, que é a política por meio da argumentação e raciocínio lógico.
A primeira democracia surgiu na Grécia principalmente devido aos grandes filósofos gregos que utilizavam da racionalidade para traçar as primeiras formas de teorias cientificas sobre o mundo. Assim como a evolução animal onde o humano teve todas as pré-condições para conseguir desenvolver o raciocínio lógico, enquanto os outros animais não, a Grécia foi a primeira a ter todas as pré-condições necessárias para desenvolver a política racional que é a que nós utilizamos agora. A cultura grega, assim como sua mitologia, dava certa liberdade aos humanos, e aliado com a estabilidade que Grécia tinha por ter um razoável isolamento geográfico foi o que permitiu o desenvolvimento dos filósofos e por conseqüência, o desenvolvimento da democracia. Entretanto, devido à ausência desses fatores, não aconteceu o mesmo com os outros países, pois continuaram sendo governados a base da religião e do instinto até mesmo depois que a democracia conseguiu chegar num estágio mais avançado, ou seja, muito tempo depois, e até hoje ainda existem países que na prática, não são democráticos.
Contudo, cada país desenvolveu uma forma de se racionalizar de acordo com o seu povo. Aqueles que conseguiam continuar sendo instintivos continuavam, principalmente pela vontade humana de quem está no poder tem de continuar nele, porém, quando o povo se reunia para tornar um país racional, pouca coisa o estado podia fazer. Isto ocorre principalmente graças a economia, que se não for racionalizada, pode trazer sérios prejuízos a países com grande atividade economia e conseqüentemente, ao mundo. O que vai definir se um país vai se racionalizar ou se vai continuar instintivo, ou seja, continuar a seguir as tradições, é a cultura. Se um país se torna racionalizado, as chances da economia crescer aumentam, principalmente porque o consumismo também vai aumentar, porque embora o país se torne racionalizado, ele se baseia em humanos, e os humanos sempre terão a vontade instintiva de evoluírem, e por isso, sem bloqueios instintivos como religião ou filosofia, os humanos tem mais condições de encontrarem melhores caminhos para evoluir e conseqüentemente, aumentar a produção e consumo dos países. Há fatores para os países que ainda não se racionalizaram não terem o feito, estes fatores pode ser por tradição instintiva muito forte de religião ou filosofia, ou então por trauma do povo em relação a alguma coisa ou falta de condições básicas para a economia, que por conseqüência, faz o povo se preocuparem mais em sobreviver que em evoluir. Como eu expliquei a cima em “Cultura”, os países também têm traumas.
A política racionalizada pode ser definida como quaisquer tipos de política que se faz através da racionalidade, ou seja, teorias e fatos. Política instintiva é toda a política feita através das propriedades instintivas. Política por sua vez pode ser definida como quaisquer formas de organização e administração de funções para alcançar algum objetivo, neste caso, o objetivo de manter a sociedade funcionando. Em ambos os casos, seja o racional ou o instintivo, a política se utiliza de vários mecanismos para conseguir que as ações humanas se adaptem e trabalhem em pró de tal objetivo, e é isto que torna a política tão cheia de diferentes sistemas, funções, classes, conceitos, poderes, atitudes e ideologias. Contudo, devido ao fato da política ser constituída de pessoas e elas nem sempre serem racionais, a definição racional da política pode ter falhas geradas pelo instinto, e por isso podemos notar nos países racionais coisas como corrupção ou utilização de poderes instintivos para influenciar o racional. Nos países instintivos também há isso, mas como o povo não nota pela confiança instintiva dada ao líder, isto não causa tanta polemica ou problemas para o povo, devido ao fato de também o próprio líder ter um envolvimento instintivo com a situação.
A principal intenção de criar os mecanismos racionais é não dar poder racional de mais para uma pessoa ou um grupo só, pois estes mesmos podem ser corrompidos pelo instinto. Por isso, na maioria dos mecanismos racionais, há sempre uma tentativa de criar grupos de pessoas com poderes diferentes e que uma possa controlar racionalmente o instinto da outra, para que desta forma as coisas ocorram realmente racionais. Um exemplo disso são os três poderes utilizados no Brasil e pensados pelo filosofo e político Montesquieu, o legislativo, judiciário e executivo. O legislativo cria as leis, o judiciário julga e fiscaliza os dois outros poderes com as tais leis e o executivo, executa as leis e administra o país. Além disso, o Brasil utiliza o presidente da republica como maior representante do povo, e a ele é atribuído as maiores responsabilidades do poder executivo, como aceitar ou reprovar atitudes administrativas e eleger os lideres, ou ministros, dos vários ministérios do Brasil. Tais ministérios são uma extensão do poder executivo responsável por administrar determinados assuntos, como educação, turismo, esporte, saúde, cultura, justiça, previdência social, comunicações, ciência e tecnologia e alguns outros. Cada ministério tem seu orçamento definido pela a aprovação do Congresso Nacional, que é formado por pessoas escolhidas pelo povo, e pelo presidente, representante do povo.
O interessante deste sistema é que, ao mesmo tempo em que os políticos são escolhidos pelo povo, eles tem a responsabilidade administrativa de impulsionar a economia do país e manter as leis em ordem, aonde às vezes, o interesse do povo não vai de acordo com esse objetivo, e é por isso que existem tantas artimanhas para se eleger e continuar no poder. Embora que também, essas artimanhas sejam mal usadas devido à corrupção e acabe por prejudicar o povo, por isso é importante haver esses mecanismos e sistemas. Podemos agora ver a importância que a cultura tem para a política, pois de acordo com as concepções culturas do povo do que é certo ou errado, são feitas as leis e a administração do país, de forma que o povo aceite e não se junte para se revoltar. Os políticos sabem a importância disto não acontecer, pois atrapalha totalmente o andamento da sociedade, por isso eles sempre tentam unir o interesse de determinado grupo com o interesse publico por meio de bons discurso e boa lábia, pois se fosse de forma diferente, um pequeno grupo revoltado com qualquer revoltado com qualquer dificuldade social, as vezes nem tão séria assim, poderia por exemplo, que podem ir desde por pneus para parar o transito e atrapalhar o fluxo social ou acampar na frente da prefeitura até protestos mais violentos, com presença de vandalismo e violência física.
Nestes casos, se o pequeno grupo for preso sem ter sido agressivo e pensando apenas em seus direitos, ele tem uma relativa facilidade para chamar a atenção da mídia e desta forma, ter a atenção social. Com a atenção social, as pessoas importantes e que privam pelo direito cidadão das pessoas podem agir contra a atitude tomada pelo governo ou policia de prendê-los. Contudo, quando há violência ou vandalismo, o grupo perde a razão e a policia tem o dever de agir. A policia e as forças armadas podem ser consideradas como a força instintiva do país, pois é através do uso racional destas forças instintivas que os lideres governamentais são capazes de conter reações populares instintivas para então poder-se iniciar um dialogo racional. Contudo, essas forças também são humanas, e estão sugestas ao raciocínio. Quando um líder militar apoiado por seus soldados, por exemplo, dá um golpe militar e toma o governo, mesmo que parte da população se revolte, não adianta, pois os soldados são capazes de controlar e mandar nesta parte do povo e até mesmo ser apoiados pela outra parte, por isso nestes casos, a revolta tem que ser geral. Assim como essas grandes pressões políticas coletivas citadas a cima, os políticos também estão sensíveis a ameaças instintivas individuais, quando, por exemplo, um político ou cidadão ameaça os interesses de outro político e este o ameaça ou suborna instintivamente através dos poderes humanos para que seus objetivos não sejam atrapalhados.
A mídia também pode ser considerada como uma forma de poder político, já que através das informações passadas por ela, pode-se persuadir ou enganar a maioria da população em pró de um objetivo político. Por isso há muito interesse político na mídia em coisas com censura, exposição política que uma emissora dá a certo candidato, ou o direito a fala e resposta são de grande gravidade. Ela pode ser exemplo para mostrar como a tecnologia torna-se mais um fator dentro da política, pois é através dela que um número maior de informações pode ser trocado para um numero maior de pessoas em uma maior velocidade de tempo. Além do exemplo da mídia, temos atualmente as propagandas via escrita ou sonora nas ruas e a internet. Contudo, essas coisas são fiscalizadas para não virar bagunça e não dar vantagem aos candidatos como, por exemplo, quem pagar melhor consegue fazer mais propagandas e conseqüentemente será mais privilegiado. Mas podemos notar também como a tecnologia, assim como a racionalidade ajudam a política evoluir. Se montarmos um sistema político totalmente baseado na tecnologia, as chances de haver corrupção diminuem, já que a tecnologia tem a capacidade de registrar tudo, e com os registros, capacidade de provar. Além do mais, com ciências como criminologia e justiça, junto ao avanço tecnológico, fica cada vez mais difícil de fazer ameaças instintivas individualmente, pois há uma maior facilidade de arrumar provas, tanto a policia quanto a pessoa ameaçada, e essa facilidade se dá através da tecnologia.
Quanto mais se usa a tecnologia num sistema político, mais este tende a ser racional, ou seja, baseado em argumentos. Isto porque a tecnologia é lógica, matemática, e uma vez programada, só muda se algum humano mandar, e os únicos humanos capazes de mudar tais tecnologias são os que dominam o conhecimento técnico sobre o assunto. Assim, se um programa é feito com o intuito de buscar corrupções nas contas políticas, este programa o encontrará, não importa quem seja. Além disso, os programas têm a capacidade de nos mostrar e calcular fatos matemáticos para nós, e desta forma, temos uma maior base de argumento econômico para agir, sem contar com os estudos que o banco central, que é considerado o banco dos bancos e tem como objetivo cuidar da economia do país, ou os governos promovem. E todo esse sistema político racional pode ser programado com um objetivo: Fazer a nossa sociedade ter uma boa evolução tanto economicamente quanto culturalmente. Embora teoricamente seja simples, assim como a maioria das ideologias políticas, as coisas se complicam quando percebemos que a nosso nível de tecnologia e ciência, além da mídia e outros fatores políticos não são o suficiente para acabar com a corrupção e a ameaça instintiva na política ou se for, são caros de mais atualmente, e por isso não são implantados.
Economia:
A economia se resume no que nós produzimos, consumimos e como fazemos isso. Embora pareça simples, quando consideramos que o “nós” em questão é o mundo e seus países com diferentes culturas, políticas e interesses, começamos a ter uma idéia melhor do quanto isso pode se tornar complexo. Mas a economia surgiu de uma forma muito simples, quando os humanos conseguiram fazer a alguma coisa além de sobreviver e reproduzir, e notaram que poderiam trocar isso por alguma outra coisa que eles não possuíam. Mais precisamente, este momento foi quando os humanos começaram a conhecer a agricultura e começaram a ter idéias mais abstratas, como posse, funções e família. Antes disso, eles já se organizavam em grupo, mas tudo o que era conseguido era também dividido para que o grupo inteiro sobrevivesse igualmente, já que as funções eram simples e todo grupo colaborava igualmente, e o que era obtido, geralmente era o suficiente pra todo mundo. As mulheres cuidavam das crianças, que eram o futuro da espécie, enquanto os homens caçavam. Neste período antes da agricultura, costumava-se morrer muito cedo devido a vida difícil de caça e de algumas vezes, escassez de alimento, que obrigava as pessoas a mudarem de caverna e a andarem bastante. Por isso as pessoas mais idosas e com menos resistência tinham mais chances de morrer, e assim o grupo continuava funcional.
Mas com a descoberta da agricultura, as coisas mudaram. Os humanos deixaram de ser nômades, pois a garantia que a agricultura os dava de alimento era o suficiente para eles se desenvolverem, além disso, por deixarem de ser nômades, eles ganharam tempo livre para começar a se desenvolver. Então começou a haver a separação dos trabalhos onde as mulheres geralmente ficavam com a colheita, cuidar dos animais e da família, enquanto os homens caçavam, pescavam e cuidavam da segurança, e isto ocorria devido as diferenças físicas principalmente. Esta organização deixou a aldeia mais funcional e por isso, começou-se a haver chances extras de sobreviver. Tais chances fizeram com que a população começasse a ter mais tempo livre ainda, por isso começou-se a desenvolver coisas como cultura, comunicação, artesanato e tecnologia, que por sua vez, aumentava ainda mais o tempo livre, e aos poucos, a agricultura começa a abastecer o grupo de tal forma que começa a haver funções que não eram relacionadas à sobrevivência do grupo, mas sim a reprodução, como por exemplo, pessoas que trabalham fazendo artesanato, entretendo a aldeia, religião, rituais, organizando, desenvolvendo e ensinando coisas como agricultura e artesanato e etc. Tudo o que era produzido era divido para a própria aldeia, contudo, era comum haver excessos de sementes ou artesanatos, e este excesso era comercializado com outras vilas. Começou-se então a notar a necessidade de dar valor aos objetos, e como as sementes era o mais importante da época, a primeira moeda foram as sementes.
Moeda significa algo que sirva como referencia de valor para a troca entre objetos, e as sementes eram as tais referencias da época. Por exemplo, tal artesanato vale tal quantidade de sementes de tal tipo. Os lideres das tribos geralmente eram pessoas com forte poder religioso, segundo a concepção da aldeia, já que as religiões das tribos também se desenvolveram através do tempo livre, e por isso costumava-se ser os lideres quem organizavam quem trabalhava aonde e no que, e isso ocorria mediante a necessidade da aldeia. Aos poucos, os sistemas de organização foram filtrados pela seleção natural entre as aldeias explicadas já em um capitulo anterior, sobrando só aqueles grupos com um bom equilíbrio entre a cultura, a tecnologia e a tradição de guerra. Mas através da guerra, também se formaram aliados econômicos e políticos, e com isso, o comercio começava a criar uma forma mais organizada. Para lidar melhor com o comercio e plantações, os povos começaram a desenvolver tecnologias para o registro das coisas. Primeiro começou-se com técnicas bem rudimentares como, por exemplo, gravação de ilustrações em pedra e representação de números por objetos físicos tais como, cada sacola de semente é uma pedra, mas aos poucos, começou-se a descobrir formas de melhor comunicar-se, e então surgiram os primeiros alfabetos fonéticos e as primeiras técnicas matemáticas.
Antes da escrita ser fonética, ela era muito rudimentar, e apenas os escribas conseguiam decifrá-las. Até depois de ser fonética, era comum grande parte da população, inclusive os lideres dos países, serem analfabetos, e por isso, os escribas eram uma classe muito importante na sociedade. A partir de então, a escrita foi melhorando e tornando-se mais fácil de ser compreendida, assim como as técnicas matemáticas, e desta forma, o esforço para se aprender a escrever era menor e cada vez mais pessoas tinham acesso a escrever, contudo, o esforço para aprender a escrever e a ler ainda era muito grande, por isso apenas os cargos importantes da sociedade tinham acesso a tal coisa. As funções da sociedade também foram se desenvolvendo devido ao aumento da tecnológica, como a descoberta do mental, que passou a ser a principal moeda, melhor organização política através dos sistemas econômicos como por exemplo, os sistemas feudais, melhor tecnologia para a manipulação de couro, tecidos, jóias, etc. O valor que era definido para as coisas antigamente era bastante relativo aos interesses de pessoa por pessoa, e por isso, era muito comum haver troca de coisas com pouco valor por coisas com muito valor, como por exemplo, uma pessoa trocar um boi por um quilo de bronze, e com esse um quilo de bronze trocar por três blusas, quando na verdade, um boi vale muito mais comercialmente que três blusas devido ao coro e a carne que se pode retirar dele, mas já que a pessoa tinha muito boi e nenhuma blusa, ela achava essa troca justa. A este tipo de comercialização, se dá o nome de escambo.
Aos poucos a população geral notou que fazer escambo era muito desvantajoso, e com a ajuda das técnicas de escrita, começou-se a criar tabelas de preço e comércios organizados. Começaram a aparecer os grandes pensadores que geralmente se ligavam as classes da sociedade que necessitavam de conhecimentos técnicos ou os conseguia de alguma forma, contudo, a população geral ainda não estava preparada para a racionalidade que tais pensadores apresentavam, e por isso continuavam sobre a influência da religião, respeitando os lideres dos países. Neste tempo, não se tinha a idéia de consumo, mas sim de expansão, por isso havia tantos conflitos e guerras. A escravidão foi uma forma que os lideres acharam para conseguir mais força de trabalho com o menor gasto de recursos possível, e faziam obrigando instintivamente as pessoas a fazerem o que eles queriam. A população aceitava isso por meio da filosofia racional de que quem era escravizado, era inferior, e a maioria da população aceitava isso e por isso, o instinto de sobrevivência grupal não era ativado nestes casos. Mas foi as idéias desses grandes pensadores que organizaram melhor o governo e os fizeram ter melhores desempenhos econômicos que se refletiram em melhores resultados nas guerras, e por causa disso, aos poucos as ciências foram se tornando um importante investimento para os países.
As técnicas de escritas e matemáticas já estavam bastante desenvolvidas, permitindo que elas sejam ensinadas com menos esforço e que as técnicas cientificas sejam mais eficientes. Isto permitiu que cada vez mais pessoas pudessem ter acesso a ciência e a escrita, contudo, a igreja católica, que neste tempo já era uma das maiores religiões, começou a impedir a disseminação da ciência, pois percebeu que iria perder muito poder por causa disso, e como a religião cristã é uma religião de muita interpretação, eles acharam certo acabar com todo o tipo de avanço cientifico que não os interessasse. E assim se passou durante muito tempo, mas a ciência também estava resistindo através das pessoas que as conhecia e passava para de geração em geração, assim como o conceito geral da população estava mudando sobre a religião e o que ela pode ou não fazer. Foi então que se começou a surgir faculdades da ciência como justiça, ética, história, medicina e outras coisas. A partir do resultado destas como por exemplo, a eficiência da medicina que a religião não tem, a ciência foi ganhando força popular, e aos poucos, a religião foi perdendo seu espaço na vida das pessoas importantes, que formam o lado racional da sociedade, ou seja, estão nos grandes cargos, sendo então substituída pela lógica e a racionalização.
Com as técnicas racionais, algumas pessoas começaram a ganhar muito dinheiro e se tornarem importantes na sociedade, dando origem as classes sociais e exibição de poder. Ou seja, pessoas que tinham capacidade de escrever e utilizar as técnicas matemáticas eram melhor remuneradas que aquelas que não obtinham tais técnicas, estas, sendo obrigadas a disputar o mercado braçal. As mulheres conseguiam mais poder social através do poder instintivo, enquanto os homens, através do poder racional. Por isso nossa cultura formou-se machista, porque é o homem a priori, manda na nossa sociedade racional, enquanto a mulher se tornava responsável pela sociedade instintiva, e isto ocorreu principalmente por causa das diferenças corporais entre o homem e a mulher, onde o homem tem mais facilidade de demonstrar poder físico e conseqüentemente, conquistar, enquanto a mulher tem mais capacidade de seduzir e atrair. Além do mais, o fato das fêmeas passarem nove meses grávidas faz com que a mulher seja instintivamente mais seletiva em relação ao homem, e por isso, prefere investir em poder de sedução para que um bom homem venha conquistá-la ou até mesmo disputá-la com outros. A questão é que isso se refletiu no mercado econômico, já que o meio instintivo que os homens encontravam para conquistar as mulheres, numa terra de lei, era através de presentes e cortejos, além de demonstração de dotes sociais.
O comercio neste ponto já estava bastante organizado, pois se deixava de ter problemas com alimentos devido ao planejamento e as pessoas começavam a ter a mentalidade de saber fazer negócios e ganhar dinheiro, mesmo sem ter estudo, pois tendo comida, que é o básico, as pessoas podem se dedicar a outras atividades econômicas. As classes sociais tornavam-se cada vez mais evidentes devido ao esforço obtido ao baixo custo de produção graças ao trabalho escravo e com o aumento da tecnologia concentrada na mão de poucas pessoas, o resto da população sobrevivia à custa e pelos pequenos comércios e artesanatos. Aos poucos, devido ao envolvimento e as crueldades, a população foi notando que a filosofia de que os escravos eram inferiores era errada, e por isso, cada vez mais movimentos políticos em pró do abolicionismo eram criados. Até que um dia, se conseguiu. Contudo, as pessoas que ficaram no lugar dos negros tiveram que se acostumar a péssimas qualidades de trabalho, já que era tudo muito organizado na classe trabalhadora. Então se preferia trabalhar com poucas condições que ficar desempregado, já que o emprego que antes era da maioria da população, agora é das maquinas, e a vontade dos empresários de lucrarem fazia a população ficar empobrecida.
Foi neste momento que ocorreu a revolução industrial, e com isso, as coisas na economia começaram a se tornar mais racional, ou seja, os investimentos mais programados para retornarem em lucros, e isso era uma coisa muito importante, já que a maioria das indústrias eram investimentos privados. Foi então que começou-se uma serie de estudos sobre como otimizar os ganhos através de técnicas como marketing, distribuição eficiente, estudos de estatísticas para prever vendas e lucros, estudos de oferta e procura, entre outras coisas. Surgiu também as concorrências de grande influencia, e por isso, se exigia cada vez mais dos trabalhadores das empresas para produzirem mais e recebendo menos, aumentando o lucro para reinvestir. As maquinas cada vez mais tomavam o lugar dos trabalhadores, e os que restavam, aceitavam trabalhar por condições sub-humanas para não ficarem desempregados, já que se eles ficassem, as empresas conseguiam facilmente recolocar outro alguém no lugar. Após graves acidentes e acontecimentos, a classe trabalhadora começou a se organizar e exigir melhores condições de trabalho, foi então que começaram-se a surgir os sindicados para lutar em pró dos interesses de tal classe trabalhadora. Classe significa coisas com algumas características definidas, e quando uma classe trabalhadora faz greve, quaisquer pessoas com funções relacionadas com o sindicado se recusam a trabalhar, para assim, pressionar as empresas a fazerem o que elas querem. As empresas, não querendo perder, aceitavam negociar melhores condições de forma a satisfazer a maioria para eles voltarem ao trabalho, e assim, o trabalho foi se regularizando e transformando-se em lei. Outra coisa boa a se atentar são as manobras que às vezes algumas empresas fazem para se dar bem, e conseguem isso por estarem em algum lugar ou acharem uma brecha no sistema que somente ela, na mesma classe de empresa, possui, e utiliza isso para crescer mais que as outras. Neste caso, o governo fica de olho para não haver nenhum tipo de competição desleal ou fraudes no sistema financeiro. Tudo isso faz parte da burocracia que se criou em torno das empresas e funcionários para tudo funcionar bem.
Há algum tempo antes da revolução industrial, os governos já notaram a necessidade de cobrar impostos para que objetivos em comum da população sejam atendidos, como proteção policial, saúde e criação de ruas, estradas. Mas com a chegada das empresas e do aumento de produção-consumo que elas trouxeram, o governo notou que seria necessário aumentar ainda mais todos os serviços prestados, por isso criaram uma maior quantidade de impostos e organizaram as finanças. A relação entre consumo e produção é interessante, pois quando se produz algo, se gera recursos, e quando se consume, se usufrui desses recursos gerados. As formas como se produz e se consomem variam. Geralmente a produção vem de matéria prima dada de graça pela natureza ou pelo esforço humano para transformar algo, e o consumo pode ser feito através de bens duráveis e não duráveis, ou seja, pode-se demorar para consumir algo ou este algo ser consumido de imediato. E para se produzir mais, é necessário uma melhor organização, e para se consumir, é necessário incentivar ao povo a duas coisas, primeiro gerar o recurso e depois ter vontade de consumir, já que ninguém vai dar o que produziu de graça, e esta vontade é estimulada através do desejo das pessoas se tornarem melhor e mais poderosas. Entre a produção e o consumo de recursos está o governo, que cobra impostos para que parte da produção seja utilizada para construções publicas de infra-estrutura ou de organização social, para facilitar ainda mais as produções e o consumo. No fim, isto se tornou necessário porque o governo que melhor consegue criar uma infra-estrutura e boas organizações sociais, tem mais chances de passar por crises, guerras ou catástrofes com menor perca de evolução social possível.
Através da necessidade que o governo notou de se criar uma população que consiga cada vez produzir e consumir, para então conseguir arrecadar mais impostos, começou-se a implantar a educação nas sociedades. E então ele implantou a educação paga e era cara, por isso foi se popularizando aos poucos. O governo estava satisfeito com isso, pois devido à baixa quantidade de cargos com funções racionais e muita necessidade de mão de obra devido ao pouco avanço da tecnologia, muita gente racionalizada não teria utilidade. Foi então que as igrejas começaram a perder seus domínios perante a sociedade e a cultura do consumo começou a ganhar força, principalmente apoiadas pela justiça, política e outras entidades do governo. A população começava então a produzir, consumir, as empresas a crescerem, os governos a ganharem com os impostos, que faziam o país ter cada vez melhor em infra-estrutura como estradas, educação, saúde e segurança. Embora que estes sejam básicos para a maioria da população, para só quem conseguir produzir tenha direito a melhores sistemas, para que também o governo consiga arrecadar impostos e fazer o país crescer economicamente em outras áreas. Os governos também notaram que seria um ótimo ter investimentos em infra-estruturas que amplie as características boas daquele local, como por exemplo, se a região é bonita ou tiver cultura peculiar, investir em turismo, se as terras são boas, investir em agricultura, se a região tiver muita mão de obra, investe em industrias e em estradas ou ainda, se tiver muita matéria-prima de determinado produto, investe-se em estradas para poder transportá-lo, e assim por diante. Desta forma, cada país vai ter sua identidade econômica, que às vezes também pode surgir por fatores históricos. E por isso, ao se estudar economia, é importante notar isso.
A economia continuou a evoluir e coisas como marketing e estudos de desenvolvimento e competição se tornaram essenciais, pois as marcas das empresas, junto com o marketing e com a facilidade de publicação que a televisão e outros instrumentos tecnológicos trazem, tornam a marca da empresa um sinônimo de qualidade e poder social, principalmente através do status, que funciona graças à capacidade do humano de dar importância às coisas, status então seria a concentração de importância sobre um algo. Toda a economia se unificou e globalizou através da capacidade que as empresas ganharam de abastecer um país inteiro, e através de pequenas modificações de juros ou de presos em coisas essenciais como a energia que move as empresas ou o custo da matéria prima em relação ao mercado trazem tanto impacto as grande empresas que só uma modificação errada, pode trazer um aumento de preços no produto final, que pode diminuir a quantidade de consumo em tal produto e diminuir os lucros da empresa e deixá-la totalmente endivida e com centenas de trabalhadores sem receber o salário, e estes trabalhadores por sua vez vão deixar de consumir, e ao deixar de consumir, outras empresas de outros setores também vão começar a se endividar podendo assim, passar isso para os seus funcionários ou para o produto final, que fica mais caro, impedindo ainda mais o consumo, formando assim um ciclo de crise. O governo, assim como o banco central, tem como responsabilidade fazer empréstimos, incentivar ou não ao consumo e fazer taxas boas para que tanto às empresas quanto às pessoas possam continuar crescendo.
Atualmente, devido principalmente ao alto nível de informática que estamos chegando, cada vez é mais necessário que pessoas tenham um bom treinamento racional para lidarem com situações em empresas, por isso é necessário cada vez mais as pessoas se especializarem em técnicas para conseguirem bons empregos. Além disso, as empresas cada vez mais buscam se renovar e melhorar suas formas de administração, pois assim como países ou pessoas, elas também evoluem, e o melhor sistema que a empresa adota dá melhores chances dela continuar no mercado e crescer ainda mais. A competitividade é algo a se levar em consideração, já que se uma empresa num determinado ramo consegue vender um produto mais barato enquanto outra não consegue, há algo de errado com algumas das duas. Ou a primeira está usando formas ilícitas para baratear o produto ou a segunda está deixando de fora alguma técnica ou tecnologia que poderia baratear o preço do seu produto. Por isso, atualmente há uma enorme necessidade de se investir em tecnologia, e além dos impostos e serviços do governo, a segunda coisa que o consumo diretamente gera atualmente é o desenvolvimento tecnológico. Desenvolver-se tecnologicamente atualmente tem sido uma necessidade para as empresas, pois através da informática, por exemplo, as empresas ganham um grande potencial organizacional e velocidade entre as trocas de informações. Por este motivo, a sociedade está cada vez mais exigindo treinamento racional do humano, e como o treinamento racional é basicamente a utilização da lógica para compreender nosso universo, pode-se tornar cada vez mais comum as pessoas ficarem frias e sem entender o sentido da natureza humana. Portanto, é bastante importante entender pelo menos os princípios humanos e buscar um rumo evolutivo ou um caminho de vida e desenvolver algumas técnicas para se compreender o humano, ou seja, a si mesmo.
Conclusão:
As maiorias dos outros efeitos sociais quase sempre são uma mistura pela história e característica desses três fatores. Podemos também notar como o fator geográfico influencia em cada um deles, e conseqüentemente, influencia a história, e em cada história, uma forma de evolução em cada país. Pode-se reafirmar também como cada país pode ser comparado com uma pessoa, onde como explicado anteriormente, a cultura é o instinto, pois é o que um povo faz pra evoluir quando não tem nada pra fazer, a política é a filosofia instintiva e racional de um país, já que cada política está diretamente associada a cultura e aos costumes do povo, juntamente com a sua evolução racional e experiências de vida, e a economia como sendo a parte racional, já que um país precisa desenvolver técnicas econômicas para conseguir segurar bem a produção-consumo, deixar todos os setores da economia equilibrados, não cometer injustiças e ainda conseguir se desenvolver através de estudos e cálculos matemáticos para assim ter uma boa evolução tanto na infra-estrutura quanto socialmente.
Mas, assim como pessoas, países também têm traumas ou distúrbios a serem analisados, convividos ou tratados. Desta forma, cabe a cada pessoa conhecer o seu país e analisar se nele há algum distúrbio ou trauma que prejudique a boa evolução da população e fazer algo, se possível, para melhorar, ou então aprender a conviver com tais características e continuar a ter uma boa evolução. Já expliquei aqui os mecanismos sentimentais e agora, acabei de explicar os mecanismos sociais, que é como os mecanismos sentimentais humanos agem juntos com a lógica a fim de alcançar o objetivo evolutivo da natureza humana, agora irei explicar a lógica e os mecanismos sociais que são utilizados pela nossa sociedade atualmente através da ciência e suas técnicas. Além disso, também irei explicar como desenvolver a lógica e utilizá-la para compreender nosso universo e como as ferramentas técnicas da ciência nos ajuda com isso.
Mecanismos racionais humanos
Os mecanismos racionais foram criados para haver o raciocínio, que é o conjunto de pensamentos humanos voltados a um objetivo, que geralmente é encontrar uma solução para determinado problema. Porém, normalmente para encontrarmos a solução de algo, primeiro precisamos saber qual é a realidade. E qual é a realidade? Como tudo exatamente se comporta? Para problemas simples do cotidiano, essas perguntas parecem ser obvias. Contudo, quando nos deparamos com problemas realmente mais complicados, com uma enorme quantidade de comportamentos que parecem tão imprevisíveis a ponto de se pensar que não há lógica neles, ai sim é que as perguntas “Qual é a realidade” e “Como tudo exatamente se comporta” pode parecer importante. Mas como descobrir isso? É para responder a estas perguntas que os cientistas, através da história, indo de pequenos em pequenos avanços, desenvolveram técnicas e conceitos científicos interessantes para se trabalhar com essas duas perguntas. O que se pode notar através da experiência cientifica que veio através da história, é que descobrir a verdade é uma tarefa muito complicada e que exige uma grande quantidade de esforço. Mas é a traves da verdade e de como ela funciona que nós podemos desenvolver a tecnologia e descobrir como viver melhor, e por isso, vale a pena.
Outra coisa que a história cientifica nos ensina é que, aparentemente, nosso universo é regido por regras físicas e químicas que podem ser escritas através da matemática. Como a matemática é a ciência da lógica, ou a pura manifestação da lógica, pode-se presumir que nosso universo também é constituído por lógica. Tal lógica se manifesta através das definições físicas e químicas e das leis matemáticas, como as formulas utilizadas na química e física para prever comportamentos de objetos. Contudo, não podemos afirmar nada com certeza, pois a experiência cientifica também nos mostra que normalmente quando pessoas afirmam ter encontrado a realidade, esta realidade na verdade, mostrou-se falsa para alguns eventos ou não consegue explicar todos os eventos do nosso universo, e por isso, precisou-se de ajustes ou de melhoramentos. O conceito de nível de racionalização vem justamente da ciência, pois para a ciência, a melhor teoria é aquela que consegue explicar e prever o maior número de comportamentos, e uma teoria com um alto nível de racionalização consegue fazer isso.
Tudo há um por quê. Frase do filosofo grego Platão que traduz o que nossa ciência pensa. Descobrir o porquê das coisas é importante, e quase sempre esse porque é físico-químico e pode ser escrito através da matemática. É por esse motivo que a comunidade cientifica não dá muito credito a teorias espíritas e míticas, já que, embora haja comportamentos que a ciência não consiga explicar e o misticismo consiga, há a idéia, passada através da história, de que muitos comportamentos que antes eram considerados míticos, agora se mostram lógicos e científicos, e da mesma maneira é estes atuais comportamento que a ciência ainda não consegue explicar. A frase que iniciou esse parágrafo diz mais do que parece, pois quando dizemos, “tudo há um porquê”, significa que tudo há uma explicação racional, e se essa explicação não for racional, é uma explicação mágica. E até agora, tirando a nossa própria existência e algumas questões fundamentais do universo, nós temos uma razoável idéia sobre como tudo funciona, e é através dessas idéias e conhecimentos que construímos nossa tecnologia, e a prova que pelo menos parte desse conhecimento é verdadeiro é que nossa tecnologia funciona.
Qual é a realidade e como ela exatamente funciona?
É com essa pergunta que começamos a pensar racionalmente no universo. O que é realmente real? Embora pareça simples determinar isso já que temos uma grande quantidade de informações sobre a realidade através de nossos sentidos, há questões que eles não podem explicar, como por exemplo, se o nosso universo é infinito ou se existe vida após a morte, ou então eles podem se enganar, como por exemplo, quando pensamos que é o sol que roda em relação à terra ou se a terra é plana ou redonda. É comum também nossos instintos nos iludirem através das varias informações sem explicações que encontramos, através da propriedade humana de dar características vivas a coisas inanimadas ou então através do sentimento, quando queremos ser ou ter mais do que temos ou somos. É por isso que através da realidade, podemos pensar melhor em como utilizá-la para alcançar nossos objetivos.
Descobrir qual é a realidade e como ela exatamente funciona é o trabalho dois cientistas, pois eles são os responsáveis por terem e produzir o conhecimento de determinada área, e por conseqüência, presumi-se que este conhecimento é real e não imaginativo. Quando descobrimos como exatamente a realidade funciona, somos capazes de utilizá-la para criar e engenhar coisas ao nosso favor e com isso, aumentar nossas chances de sobreviver e reproduzir. Mas descobrir qual é realmente a realidade e como ela funciona é um trabalho árduo e difícil, por isso o mundo da ciência é tão complicado e abstrato. Como eu já disse, aparentemente nosso universo é feito por regras matemáticas, físicas e químicas, e por isso às vezes há coisas que não parecem naturais a concepção de realidade que temos, como por exemplo, como funciona os átomos, a energia, a mecânica quântica e clássica, entre outros conhecimentos. Só para se ter uma idéia, atualmente com a mecânica quântica, estamos conseguido fabricar os chamados metamateriais, que são matérias com propriedades únicas e totalmente diferentes dos demais materiais, coisas como por exemplo, materiais capazes de atrasar, controlar e mudar a forma da luz e materiais super resistentes.
Além disso, há teorias muito difíceis de imaginar, como por exemplo, a teoria do big bang, que diz que todo universo veio de um ponto só. Mas quando vamos pensar racionalmente nos para o qual os teóricos fizeram essa teoria, como por exemplo, perguntas como de onde veio a força para as nossas galáxias se moverem umas contra as outras, superando a força da gravidade, é que vemos que essa é uma boa teoria, já que a força da gravidade foi a responsável por um dia, ter juntado toda a matéria do universo num só ponto com infinitamente denso e pequeno para então, este ponto ter explodido e ter dado origem ao nosso universo como ele é atualmente. Embora essas sejam as idéias mais prováveis atualmente, elas podem não ser totalmente coerentes com a realidade. Contudo, é o mais próximo que conseguimos chegar para explicar todos os fatos que encontramos pela frente.
Matemática:
Como eu falei antes, matemática é uma coisa muito importante no mundo das ciências práticas, exatas. É através da matemática que alguns cientistas buscam argumentos para provar suas teorias, e uma vez que uma coisa é provada matematicamente, dificilmente alguém contestará sua idéia, a menos que se prove que ela está racionalmente mal montada, embora isso dificilmente ocorra, pois quando os resultados matemáticos estão de acordos com a realidade, significa que você acertou em muitas coisas. Isto ocorre porque a matemática é a pura manifestação da lógica, ela é simplesmente lógica e não sofre interferência de nada, se não da própria lógica. Quando tentamos adaptar a matemática para algo real, estamos na verdade, tentando adaptar a lógica para a realidade, e quando criamos técnicas matemáticas, estamos criando modos de antecipar os resultados que logicamente dariam certo.
Por exemplo, a igualdade sempre será exata, pois ela se baseia na lógica de que quando nós afirmamos que dois objetos são iguais mesmo com um índice desconhecido, este índice necessariamente terá que ser o que falta para o objeto ser igual ao outro. Outro exemplo é a multiplicação, que é utilizada para antecipar a soma, e a soma, que é utilizada para antecipar a idéia de a junção de dois grupos de objetos. Já a potenciação antecipa a multiplicação, assim como todas as características da mesma, juntando elas e ganhando novas características, e todas essas características se baseiam na lógica. Além do mais, existem os gráficos matemáticos, que determinam visualmente a tendência que uma expressão matemática tem, e se essa expressão matemática simulando um objeto, este gráfico mostrará as tendências que o tal objeto pode ter. Também é comum utilizar técnicas para misturar dois fatores como calor e tempo, para então dar um coeficiente onde mostre o resultado da quantidade de calor em relação ao tempo, assim como poderíamos fazer em relação ao consumo e produção, e com isso, antecipar o que precisaríamos para termos ter a quantidade produção certa para o consumo e perder o menos possível.
A estatística é uma técnica matemática amplamente utilizada, pois com ela, podemos ver tendências de padrões matemáticos muito complexos e com elementos desconhecidos como, por exemplo, o crescimento populacional de uma cidade. É através das estatísticas também que podemos notar mudanças nesses padrões matemáticos e fazermos estudos sobre ele, como por exemplo, quando uma população deixa de crescer o que ela crescia em média por mês e sobre o porquê isto aconteceu, e pode haver vários motivos para isso como falta de espaço físico ou falta de investimentos em uma área necessária para a população como infra-estrutura. Da mesma forma que quando esse padrão número começa a crescer de mais, como por exemplo, quando uma indústria se instala em determinado local e contrata gente de fora para trabalhar neste local, quando por algum motivo, as pessoas migram de outros lugares para este, quando há uma boa economia que maximiza as boas condições de vida e por conseqüência, faz as pessoas se casarem e engravidarem mais, entre outros motivos. Podemos passar isso para a economia ou para quaisquer outros tipos de estudo que interessar.
Na verdade, estatísticas são possibilidades em aberto para quando não sabemos quais fatores formam aquelas possibilidades. Por exemplo, existe uma em duas chances de uma moeda cair de face para cima, se soubéssemos todas as formulas matemáticas e toda configuração do ambiente, teríamos condições de calcular em que posição aquela moeda cairia, mas como não sabemos, dizemos que há a possibilidade dela cair 50%. E mesmo se soubéssemos, ao jogar a moeda muitas vezes, iria cair 50% de um lado e 50% do outro mais ou menos, pois é como a mistura de fatores e suas mudanças fazem a moeda se comportar. Se ela caísse 30% de um lado e 70% do outro, por exemplo, haveria um fator que a faria cair mais de um lado que do outro, e qual fator seria esse? Isto já é uma forma de investigação cientifica. Saber essa diferença e porque isto ocorre já é uma técnica cientifica muito utilizada em economia e política, e muito importante. Percebam que todo resultado matemático quer nos dizer alguma coisa. Há coisas fixas em nosso universo, e essas coisas são chamadas de leis ou propriedades, como por exemplo, a lei da gravidade e a propriedade física dos átomos, como a quantidade de força mecânica que um átomo se separa do outro.
A matemática é puramente racional justamente por ser puramente lógica, e através desses exemplos podemos ter uma prova disso e notar a importância da matemática e como ela personifica a lógica para prever os resultados. E como o nosso universo é aparentemente feito de lógica, podemos por meio da matemática, descobrir a lógica do universo para então utilizar esta lógica a nosso favor numa configuração que nos dê melhores chances de sobreviver e evoluir. Contudo, trabalhar a lógica não é uma tarefa fácil, exige dedicação e muito trabalho mental para todos os modelos lógicos serem compreendidos, associados e interpretados pela sua mente de uma ótima maneira, e assim, você compreenderá os erros comuns e terá experiência no pensamento racional.
Tecnologia:
Tecnologia está diretamente ligada ao conhecimento, pois tecnologia significa o estudo de fazer técnicas, e todo estudo exige conhecimento. Portanto, há casos em que os cientistas são os grandes responsáveis por desenvolver tecnologias, mas quem por definição são os responsáveis por essa tarefa são os engenheiros, pois os cientistas, também por definição, só produzem conhecimento utilizando ou não as tecnologias. Engenharias são os estudos que produzem técnicas de utilizar e modificar a configuração do universo a nosso favor, ou seja, utilizamos os princípios da eletricidade, por exemplo, para desenvolver técnicas de transmitir eletricidades por fios, para fazer com que essa eletricidade chegue as lâmpadas, e aconteça uma reação química ou física que produza energia e assim, termos luz sem precisarmos fazer fogo. E isto diminui as chances de acidente além de ser mais cômodo.
A tecnologia também nos ajuda a produzir e a testar conhecimentos, pois se um conhecimento se baseia nas configurações da matéria física, modificar a matéria física a ponto de testar os limites desse conhecimento através de técnicas é uma forma de dotar conhecimento prático sobre como nosso universo funciona, como por exemplo, quando os cientistas fazem diversos testes em reatores nucleares ou aceleradores de partículas, para entender o comportamento dos átomos sobre os mais diferentes tipos de pressão e testar os conhecimentos até agora. Se novos fatos forem descobertos, novas teorias a se traçar, se não, ótimo e novos testes. Contudo, a quantidade de conhecimentos utilizados para se produzir reatores nucleares ou aceleradores de partícula são enormes, e eles são utilizados para testar outros conhecimentos mais complexos ainda. Podemos também citar o exemplo do computador, que utiliza amplamente as propriedades dos elétrons e fótons que estão presente nos mentais e em suas reações físicas e químicas, além do amplo conhecimento matemático envolvido nele.
O que é mais interessante da engenharia é que antigamente era bastante comum as pessoas inventarem coisas, e atualmente, isso se tornou um pouco raro. Mas o principal objetivo da tecnologia é facilitar a vida humana para que nós possamos gastar menos esforços com problemas já resolvidos, e nos focar nos problemas que realmente temos que resolver para continuar nossa evolução, economizando também tempo. Com uma quantidade cada vez maior de tecnologia, poderemos notar cada vez mais melhores condições de vida para as pessoas.
Como o humano raciocina:
O raciocínio humano funciona principalmente graças à capacidade do humano aprender, ou seja, guardar na memória, interpretar qual seria a melhor escolha a fazer e ter a capacidade de julgar se seus atos foram ou não bons para a sua sobrevivência. Essa serie de características foram alcançadas graças a mistura das propriedades humanas, como a memória que armazena fatos instintivamente importantes, a capacidade de mudar a importância instintiva das coisas, a vontade do humano de sempre querer evoluir e sobreviver e a capacidade de observação do ambiente. Na pratica, nós colhemos uma determinada quantidade de informações do ambiente através dos nossos sentidos, mandamos essa informação para o módulo de simulação, que é a capacidade do humano simular as coisas, que a priori, foi desenvolvida para simular o ambiente, mas que agora está sendo utilizado para simular quaisquer informações. E ele irá testar aquelas informações através de suas experiências armazenadas na memória sobre como as coisas funcionam e irá dar um objetivo instintivo para aquele conjunto de raciocínio, e este objetivo é determinado por outros raciocínios que são guardados na memória pois são considerados importantes pelo modulo evolutivo, ou seja, o conjunto de propriedades humanas que tem como responsabilidade analisar o comportamento humano para garantir que ele sempre dê melhores chances de sobreviver e evoluir para si mesmo.
Ou seja, temos na pratica três fatores atuando no raciocínio, nossa memória que com suas experiências, dirá razoavelmente como as coisas funcionam além de fornecer as informações necessárias para o processamento, nosso módulo de simulação que é responsável por juntar várias características da memória e simulá-las, e o módulo evolutivo, que é responsável por dar objetivos humanos ao raciocínio, ou seja, quando raciocinamos algo ruim, que diminua nossas chances de sobreviver e evoluir, ele manda sinais que fazem nosso cérebro se sentirem infelizes e aquele tipo de raciocínio não é mais processado, contudo, quando o contrario acontece, nosso cérebro manda sinais que nos faz sentir bem, e então ele continua a processar aquela informação e guarda tais informações em nossa memória. Então a evolução do pensamento ocorre, pois a partir do momento que você gera pensamentos bons, eles são guardados, se você gera pensamentos ruins, eles são jogados fora ou então armazenados para deixar seu instinto alerta aos perigos e assim, te dar melhores chances de sobreviver. Lembrando que devido a propriedade de mudar a importância das coisas, o que é bom ou ruim para o nosso modulo evolutivo também depende de nossa filosofia e nossas experiências. Notem também a importância da memória, das experiências e do esforço aplicado para se chegar a algum objetivo.
A maioria das crianças hoje em dia vai aprendendo que o melhor pensamento é aquele que tenha resultados, e ela consegue ver melhor pensamento ou não através dos resultados e da quantidade de informações que ela consegue absorver do ambiente, que atualmente funciona com uma velocidade muito maior, principalmente devido à filosofia passada através das gerações e de tecnologias, como televisão, internet, livros, escola, arte, principalmente filmes, músicas e jogos. Por isso desenvolver raciocínios lógicos tem se tornado mais fácil. Outra coisa que ocorre é o fato da criança absorver melhor as informações que os mais velhos, e isto acontece primeiramente por causa do envelhecimento mental, mas não só por isso. Também porque os mais velhos têm toda uma estrutura da experiência que reforçam suas idéias e pensamentos a quais seus instintos consideram como bons o suficiente para sobreviver, e por isso, não sentem necessidade evolutiva de absorverem mais experiências do que já tem, e é por causa disso também que ocorre a falta de memória. Além disso, preocupações como reprodução ou evolução normalmente passam a ser inexistentes, e por isso, eles se dedicam a ensinar sua evolução aos outros, uma coisa importante para a evolução grupal.
Modulo de simulação:
O modulo de simulação merece um destaque devido a sua importância para o raciocínio humano. É devido ao modulo de simulação que temos a capacidade de sonhar ou imaginar coisas. Quando nós sonhamos, é porque o nosso sono está leve e conseguirmos ter muito uma baixa capacidade de consciência, e esta consciência se reflete em pensamentos e simulações simples e conectadas com pouca coerência, normalmente, e estas reflexões e simulações são os sonhos. Quando imaginamos acordados a ponto de perder a atenção ao ambiente, estamos dando atenção também ao modulo de simulação. Enfim, ele serve para simular modelos ou coisas que queremos imaginar além de conseguir raciocinar logicamente.
A importância de saber utilizá-lo é devida principalmente aos modelos teóricos que podemos criar, onde neste modelo seja possível guardar a maior quantidade de informações possíveis ocupando menos espaço. E como eu falei antes, nosso cérebro trabalha por associação, e a maneira mais eficaz de guardar a maior quantidade de informações ocupando menos espaço é através do módulo de simulação. Digo isso principalmente por dois motivos. Primeiro, através do modulo de simulação, você tem capacidade de juntar duas informações e gerar uma terceira, te desobrigando, desta forma, a lembrar e decorar de tudo. Além do mais, quando você começa a dominar o seu raciocínio, o modulo de simulação é bastante utilizado para testar mentalmente seus raciocínios. O segundo motivo, é que com a nossa capacidade de imaginar formas, imagens, sons, ou seja, tudo que podemos perceber nos sonhos, o módulo de simulação é uma poderosa ferramenta que podemos usar para associar grandes informações a imagens ou formas, nos desobrigando, assim, de decorar tal quantidade de informações exatamente como elas são, pois através dessas imagens ou formas com o resto da pouca quantidade de informações que temos, nós podemos pré-supor e raciocinar o resto.
Além disso, o módulo de simulação pode nos ajudar a organizar as informações através de sua capacidade de testar e guardar na memória quando achamos importante. Organizar as informações do nosso cérebro é muito importante, pois isto nos permite uma melhor associação de causa e conseqüência, sem contar que com as informações organizadas, temos mais capacidade de descobrir novas características de objetos, além de atribuir as características que já conhecemos a objetos novos, e isto é importante para quando nós formos estudar e formular teorias. Com isso, aproveitaremos melhor quaisquer conhecimentos passados para nós, seja os conhecimentos abstratos, ou seja, conhecimento impreciso, parcial mas significante sobre alguma coisa, ou o conhecimento técnico, que é preciso e completo, mas limitado. Poderemos associar melhor estes conhecimentos ao nosso, já que saberemos se ele faz ou não parte de nosso conhecimento, se não fizer o introduziremos, mas se fizer então ótimo, e assim, aumentar nossa capacidade de compor boas teorias, aprender, e viver melhor no mundo.
A importância do conhecimento:
O conhecimento geral das coisas é algo muito importante no momento de compor uma teoria, porque o nosso modulo de simulação pode trabalhar com uma maior quantidade de informações e previsões e também quando você tentar abordar o raciocínio de outro modo, encontrará mais informações sobre como fazer isso. Além do mais, se pensarmos que o conhecimento referido aqui é o conhecimento sobre a realidade, e que a realidade é apenas uma, mas que se mostra sobre uma enorme variedade de configurações e maneiras, podemos pré-supor que o conhecimento está interligado, e portanto, quanto mais nós conhecemos, mais fácil fica para criar idéias, argumentações e raciocínios sobre qualquer assunto.
Não podemos desprezar também a diferença entre informações técnicas e informações abstratas. Como eu falei anteriormente, informações técnicas é algo muito preciso e correto, e por isso, de menos aproveitamento se o objetivo for reter conhecimento geral sobre alguma coisa, mas não por tal conhecimento em pratica, já o conhecimento abstrato faz isso perfeitamente bem, já que ele é amplo, menos preciso e mais fácil de ser interligado com outras informações, conseqüentemente, mais fácil de aprender e se lembrar. Um exemplo de informação abstrato e técnico pode ser claramente encontrado na física, quando vemos que algumas pessoas interessadas no assunto conseguem entender todas as teorias básicas da física atualmente, como a do big bang, mas não conhece nenhuma teoria realmente técnica, ou seja, escrita através de formulas. De qualquer forma, estas pessoas provavelmente nunca irão precisar de alguma formula física no seu cotidiano, e se precisarem, as chances delas encontrarem esta informação devido ao conhecimento abstrato aumenta, sem contar nos registros em livros e internet que há hoje em dia sobre isso, mas o conhecimento abstrato sobre como se formou nosso universo as ajuda entender questões básicas da terra e do universo além de formular teorias.
Existem também diferentes áreas de informações abstratas, e isso também deve ser levado em consideração. É aconselhável buscar sempre um equilíbrio entre as áreas das informações abstratas ao se desejar conhecê-las, pois isto garante que você compreenda razoavelmente muitas coisas e se foque apenas naquela que irá lhe ser útil tecnicamente. Ou seja, não adianta se você for físico, falar e conhecer apenas de física, se na realidade, você também é humano e também está no meio social, e para você ser bom em ambas as coisas também é necessário conhecer os conhecimentos abstratos ou pelo menos básicos sobre os humanos, a arte, a sociedade, os mecanismos sociais e as outras ciências. Isto irá lhe garantir pelo menos, uma melhor condição para sobreviver e reproduzir quando o dinheiro que você ganha com seus conhecimentos técnicos já atuar da melhor forma que ele pode para fazer isso. Ou seja, o que o dinheiro do conhecimento técnico não pode conseguir pra você, com mais conhecimentos abstratos, sua chance aumenta, assim como alguém que se preocupe em melhorar sua vida social pode aumentar suas chances com conhecimentos abstratos sobre as ciências e em como raciocinar, e com estes conhecimentos, ter um melhor desempenho no trabalho e assim, ganhar mais dinheiro para investir mais em vida social. Portanto, o conhecimento é muito bom para aumentar suas chances de evoluir, sendo você de exatas ou humanas.
O que é e como compor uma teoria:
Para começar a explicar como compor uma teoria, vou fazer uma pequena introdução falando o que é uma teoria. Uma teoria são justamente as tentativas de responder as perguntas “Qual é a realidade” e principalmente “Como exatamente ela funciona”. A utilidade de uma teoria é conhecer o universo, então teoria pode ser definida como um conjunto de explicações que consigam explicar determinado fato. Mas se nós conseguimos explicar tal fato, se pressupõe que temos condições o suficiente para através da lógica da explicação, nós antecedermos como este fato irá se comportar. Mas se não conseguirmos fazer isso, porque não conseguimos? É um outro fato sem explicação e por isso, devemos compor uma teoria para entender isso também. Resumindo, uma teoria serve para explicar e prever as coisas para utilizarmos este conhecimento para desenvolver tecnologia ou para suprir nossas necessidades de conhecimento, e fazer uma teoria é basicamente um processo de três etapas: Colher os fatos, compor uma explicação e testá-las sempre a cada novo fato. E então uma teoria estará pronta para ser usada e aperfeiçoada sempre, até que seja encontrado algum fato em que ela não pode ser modificada para explicar, se houver, e então compor outra.
Fatos:
Para ciência é muito importante encontrar os fatos. Ou seja, o comportamento ou existência de algum objeto que tudo mundo concorde que aquilo exista. Definir quais são os fatos é o ponto de partida para se fazer uma teoria cientifica, pois é em cima dos fatos que toda a lógica, explicação e tentativa de prever os resultados acontecem, inclusive, a previsão de resultados também é feita através de como esses fatos se comportam. É comum as pessoas discordarem de determinados fatos, e quando isso acontece, não podemos considerá-los como fatos, mas sim como pontos de vista. Para evitar este tipo de discordância, a matemática ou instrumentos tecnológico são usados, como por exemplo, estatísticas, sistemas e modelos matemáticas, fotografias, vídeos, e testes físicos e químicos cujos resultados possam ser repetidos. Utilizando algum desses dos objetos, dificilmente alguém discordará da existência de um fato ou comportamento, a menos que esta pessoa tenha motivos instintivos ou algum outro motivo racional para isto.
Compondo uma explicação:
Para compor explicações, é necessário que nós associemos informações e consigamos achar alguma lógica ou alguma outra informação que seja o motivo do comportamento para as informações que nós queremos entender. Por isso a importância do conhecimento, que é a fonte de nossas informações, e do módulo de simulação, que é onde associamos informações. Podemos então achar teorias abstratas, que explicam parcialmente alguma coisa, mas de um modo mais abrangente, ou técnica, que explicam exatamente uma coisa, mas de um modo limitado. Resumindo, pegamos um conjunto de informações da nossa memória (ou de alguma outra fonte de informação como livros ou imagens, por ex.), passamos para o nosso modulo de simulação e começamos a raciocinar e a tentar entender o porquê cada objeto ou comportamento se comporta daquela maneira. Na teoria abstrata, encontramos explicações racionais e que podem ser ligadas com razoável precisão e de uma maneira bem mais fácil pelo nosso modulo de simulação, contudo, na teoria técnica, pela necessidade da precisão que a tecnologia necessita, encontramos formulas matemáticas e uma grande variedade de conceitos científicos mais trabalhados, e por isso, torna-se mais difícil compor uma teoria técnica e armazenar as informações e simular isto no cérebro, e conseqüentemente, aprender sobre isto, enquanto que a teoria abstrata, não.
Notem também uma coisa interessante que acontece com nosso módulo de simulação quando ele tenta encontrar alguma explicação, ele pega as informações principais e roda todo o seu raciocínio em torno delas, principalmente devido ao fato do módulo de simulação só buscar novas informações na memória quando o modulo evolutivo acha necessário e, portanto, é muito comum acontecer de ao tentarmos compor uma teoria, o conjunto de informações que nós juntamos para raciocinar não seja o suficiente para encontrar uma solução, mas ao adicionarmos outras informações que geralmente nós não percebemos, aquela solução é encontrada. É por isso que às vezes quando pensamos bastante em uma coisa, não encontramos a resposta, e em outra hora, quando estamos despreocupados e começamos a pensar novamente, mas sem o compromisso de achar uma resposta, procuramos outras informações e com estas novas informações, achamos a resposta, e isto acontece principalmente porque todas as áreas do conhecimento, de alguma forma, são interligadas. Por isso é sempre bom, além da dedicação para achar uma resposta, procurar novas informações ou novas linhas de raciocínio para alcançar o objetivo.
Também podemos utilizar o “Tudo há um porque” para encontrar novas explicações ou informações, pois é muito comum, devido à falta de organização ou percepção que estamos sujeitos devido a sentimentos humanos ou falta de treinamento, passar despercebidas algumas coisas importantes. Por isso, procurar o porquê de tudo na hora da explicação é muito bom, e converter isso em lógica e números, é melhor ainda, pois a informação torna-se além de abstrata, técnica e com maior nível de racionalização e argumentos, e desta forma, quando você for ter alguma discussão cientifica, sua quantidade de argumentos e seu treinamento racional será melhor e você conseguirá expor melhor seus pensamentos.
Testar as teorias sempre a cada novo fato:
Testar as teorias é importante basicamente por um motivo: Saber se a explicação é realmente correta e não parcialmente correta. E isto é importante por dois motivos: Às vezes nossa teoria parece explicar uma coisa, mas quando vamos testá-la, notamos que ela ainda precisa se aperfeiçoar e também porque, a cada novo fato, aumenta a necessidade de sua teoria se aperfeiçoar, já que se presume que quando você fez a teoria, não levava em conta aquele fato. Essas duas coisas são importantes. É muito comum também ocorrer de uma teoria explicar algo que aparenta ser aquilo sobre determinado ponto de vista, mas quando fazemos de outro modo, as coisas acontecem diferentes de como prevíamos, nos mostrando assim novos fatos e também que a teoria é parcialmente incorreta. Portanto, também se mostra necessário testar a teoria sobre diferentes formas, contextos e técnicas.
As informações dadas à cima são importantes e são bastante utilizadas pelos cientistas atualmente, pois a história da ciência nos ensinou que é muito comum ocorrer de um cientista ter encontrado apenas a verdade parcial sobre algum determinado assunto, ou que alguma experiência cientifica, vista de outra forma tem resultados diferentes do que os cientistas previam, e é por isso que é importante, para sua teoria sempre melhorar, seguir os conselhos a cima. É justamente por esses acontecidos na história da evolução científica que nossa ciência atual é tão técnica e burocrática, e é também pela evolução cientifica que a ciência cada vez mais exige que nós nos dediquemos mais para compreender os níveis técnicos mais avançados das teorias atuais. Por isso, caso você não seja um cientista técnico e se interesse apenas pela teoria pelo prazer de obter conhecimento ou por qualquer outro motivo, aconselho que você simplesmente conheça as informações abstratas, que são as informais úteis para você entender o funcionamento geral da teoria.
Definição:
Definir é uma coisa importante, pois através da definição, se concretiza uma idéia e evita confusões. Como eu falei aqui, para se chegar a uma explicação técnica é um caminho mais complicado, e por isso é comum as pessoas esquecerem como chegaram a tais conclusões, e por isso, se a definição não for criada como forma de fixar a idéia, pode haver esquecimento de algumas coisas. Também existem técnicas para por a definição de alguma idéia a prova, para que a definição seja a mais precisa possível e desta forma, as coisas sejam mais organizadas e funcionais. Devido a capacidade do humano de criar funções, palavras, idéias, é através da definição que estas coisas serão definidas e utilizadas normalmente da melhor maneira, porque normalmente as definições mais corretas e importantes são criadas por pessoas que dedicaram muito tempo para desenvolver o conhecimento técnico do respectivo assunto, e aprender apenas a definição é uma forma de atalhar todo aquele caminho percorrido anteriormente pela pessoa e apenas usufruir dos proveitos que o conhecimento técnico trás.
Não raramente ocorre de uma definição não ser muito exata ou estar errada, e isso significa que algo da idéia abstrata relacionada com aquele assunto não está coerente, contudo, a princípio, apenas pessoas tecnicamente especializadas naquele assunto podem propor soluções ou modificações, já que pessoas não tecnicamente especializadas não sabem algumas idéias que levam aquela definição, mesmo não completamente certa, ser a melhor. Por isso, sempre em alguma duvida com relação a alguma definição, a melhor coisa é perguntar a alguém que entenda tecnicamente o assunto ou tentar entender a linha de raciocínio daquela definição, ou ainda, se conseguir, propor uma solução individual, pois não existe garantias de que os técnicos vão concordar com sua definição. Uma boa parte da ciência é constituída por definições que a maioria da comunidade cientifica concordam, mas que não exatamente são certas, assim como a cultura e a política, e é importante saber convencer o coletivo com os argumentos, e se não conseguir, ou há um motivo racional para isso, que normalmente são os argumentos ocultos, ou há um motivo instintivo para isso, um interesse a mais que você não tenha percebido.
Diferença entre definição e conceito:
Não raramente escutamos as pessoas falando sobre conceitos e definições, e é importante diferenciar estas duas coisas. Definição como eu falei a cima, serve para definir uma idéia concreta, do conhecimento técnico, prático. E concreta aqui podemos ler como técnicos, definidos, imutável, imparcial ao ponto de vista. Ou seja, definição é utilizada para estudos técnicos, onde na definição, haja poucas chances de diferentes pontos de vistas ou interpretações. Já o conceito é referente ao conhecimento abstrato, e refere-se normalmente a idéias ou conhecimentos abstratos e não propriamente é definido, abrangendo uma maior quantidade de informações e características não técnicas, o que significa que essas características podem ser apenas pontos de vista ou ainda não foram exatamente definidas. É muito comum um mesmo conceito ter diferentes interpretações, e que às vezes, essas novas interpretações passam a ser novos conceitos.
Ensinar e divulgar uma teoria:
Para ensinar e divulgar uma teoria, é importante saber transmitir a idéia de explicação e em que fatos ela se baseia e provas que a teoria é consegue realmente explicar a verdade. Embora pareça simples, é uma tarefa complicada, porque como o humano aprende por associação de memórias e com a utilização do modulo instintivo, não depende somente de você querer que aquela pessoa aprenda, mas sim também, da própria vontade daquela pessoa de pegar sua idéia e ligar as experiências e a visão de mundo que ela tem e ver se realmente a sua idéia explica melhor os fatos do que a idéia dela. Notem que estamos aqui falando do instintivo de cada pessoa. Existem idéias fáceis de se transmitir, pois as explicações que ela dá são de coisas de fácil associação na cabeça de alguns tipos de pessoas, contudo, outras idéias se tornam mais complicadas devido a dificuldade que aquelas pessoas tem de associar as memórias e a explicação no modulo instintivo, e por isso, pode acontecer de uma pessoa demorar algum tempo passa associar um fato a outro. Por isso, ao tentar entender ou transmitir uma idéia complexa, não espere que tudo aconteça instantaneamente, espere um pouco, reflita sobre a idéia no seu modulo evolutivo e ai sim, poderás entender melhor pelo menos, o que a pessoa quis dizer com aquilo. É mais difícil, mas pelo menos será mais garantido. E se ainda sim você não compreendeu ou não conseguiu transmitir a idéia, é devido ao problema que eu disse a cima, argumentos ocultos ou há um motivo instintivo para isso, um interesse a mais que você não tenha percebido, e por isso é sempre bom fazer perguntas para obter os argumentos ocultos que lhe faltam para a compreensão.
Conceito da filosofia e arte segundo a psicologia evolutiva:
Assim como amor e beleza, para fins de estudo, precisamos definir o que é arte e filosofia. Como eu falei anteriormente, definir é uma coisa importante, e se não fosse por definições em amor e beleza, parte do estudo desenvolvido neste livro seria atrapalhado, e por isso também a necessidade de ter uma definição própria para a psicologia evolutiva de arte e filosofia. Elas são basicamente parecidas, pois representam evoluções humanas e sempre representaram isso, é por isso que a filosofia e a arte são tão valorizadas pelos humanos. A diferença entre elas duas, é que a filosofia é a evolução do pensamento racional, enquanto que a arte é a evolução do pensamento instintivo. Como eu falei anteriormente, existem dois ramos de evolução, o ramo principal e o ramo alternativo, e o mesmo acontece na arte e na filosofia, mas além desses dois grupos, existem mais dois, que é o coletivo e o individual.
Alternativa e o principal neste caso têm as mesmas definições e conceitos que eu expliquei anteriormente. Ou seja, filosofia e arte alternativa é um pequeno grupo de pessoas se comparado ao ramo principal, e que não se preocupam exatamente com os resultados, mas com outros fatores, como a ideologia e a propriedade de querem ser diferentes. Já o ramo principal da arte e filosofia é o ramo onde reúne a maioria das pessoas e ele está preocupado mais com os resultados que com qualquer outra coisa, e por isso, normalmente é desse grupo a filosofia e a arte envolvidas diretamente com o sistema econômico e político. Já as definições de coletivo e individual estão relacionadas com a história das culturas e com a história individual de cada pessoa. Mas antes de explicar isso, direi o conceito exato de arte e filosofia.
Filosofar é qualquer tipo de raciocínio que direcionado relacionado com a busca da verdade, e conseqüentemente, com a resolução de problemas, onde esta linha de raciocínio não já seja uma ciência. Ou seja, filosofia é o conjunto de idéias e raciocínio de todo o assunto para o qual não haja ciência, pois havendo ciência, a coisa torna-se técnica e não abstrata, e portanto, não se trata mais de somente pensar, mas sim de pensar e procurar os resultados. É através da filosofia, ou seja, do pensamento em todas as coisas, que surge as ciências. Já a arte pode ser conceituada como o conjunto de técnicas voltadas para atuar nos sentimentos humanos. E da mesma forma que filosofia, a arte pode ser estudada e transformada em técnicas, transformando-se assim, em ciência. Portanto, qualquer arte ou filosofia que após ser estudada, transforma-se em técnica e em conhecimento, não pode ser mais considerada coletivamente como arte ou filosofia, mas sim como ciência. Por este motivo, toda nova técnica de atuar nos sentimentos humanos ou forma de raciocinar que não já sejam estudadas pela ciência, é considerada arte e filosofia. E é por isso que se pode deduzir que sempre existirá filosofia e arte, já que a principio é improvável que os humanos consigam esgotar as formas de inovação da técnica e das coisas a se raciocinar.
Notem que anteriormente eu falei “coletivamente”, e este é um dos conceitos. A definição para este conceito é simples, a arte e filosofia coletiva significam a evolução geral destas duas coisas, ou seja, quando a arte ou filosofia possui movimentos e pessoas já veteranas onde uma ensina a outra e assim, o movimento ganha força e expressão, e neste caso, são artes e filosofias novas e que não foram criadas anteriormente e transformadas em ciência. Em contrapartida, existe a arte e filosofia individual, ou seja, o esforço individual de cada pessoa para evoluir dentro de si, a filosofia ou a arte. A evolução individual surge devido ao esforço que cada pessoa tem de criar suas técnicas artistas e suas idéias filosóficas, pois se não existisse esse tipo de arte ou filosofia, não poderíamos chamar, por exemplo, pessoas que tocam instrumentos de uma forma padrão, já criada a séculos, de artistas, ou pessoas que pensam em coisas já resolvidas de filósofas, mas é fato que elas são, pois afinal, houve um esforço dela para evoluir aquela arte individualmente. A forma que a ciência define a arte e a filosofia é pelos elementos que aqueles movimentos apresentam, como por exemplo, quais instrumentos aquele movimento artístico tem e de que formas eles são tocados, qual é o pensamento daquela para se criar as técnicas daquela arte e porque ela funcionava, como aquela arte surgiu, como foi suas evoluções, por que tipos de técnicas ela foi influenciada e quem ela influenciou, assim por diante. O mesmo para filosofia, ou seja, levando em consideração os contextos históricos, os fatos e os elementos e buscando encontrar o motivo racional de cada um deles.
Mas uma coisa importante a se pensar é: Pra que serve a arte e a filosofia? E ambas tem a mesma resposta, e por elas são tão parecidas. Para continuar a evoluir. O ato de filosofar individualmente significa o esforço de a pessoa tentar entender quaisquer acontecimentos onde ela não saiba a explicação cientifica daquilo, e filosofia individual significa o conjunto dos argumentos instintivos e racionais que aquela pessoa carrega em si para acreditar sua própria filosofia, ou seja, idéias e conceitos. Já coletivamente, significa a busca do humano por novas formas de verdade em coisas que em sua época, a ciência não conseguia chegar, contudo, não pela fé, pois dessa forma seria religião, mas sim pelo argumento. O esforço para a pessoa alcançar um bom nível evolutivo de arte individual serve para a pessoa alcançar a seu desejo de evoluir ou ser diferente, principalmente para aquelas pessoas que tem pouca evolução em sua vida devido a traumas, distúrbios e outros fatores sociais, ou que trabalham com coisas técnicas de mais, e por isso, não conseguem achar uma forma de evoluir naquilo que as faz sobreviver. Portanto, a arte individual, tanto a pratica de curtir quanto a pratica de fazer, é a complementação da evolução da pessoa, pois aumenta suas chances de reproduzir. Já a forma coletiva de evolução significa o quanto e como o humano sempre pode se inovar e ser diferente, sair da mesmice, tocar de forma diferente os sentimentos humanos, ou seja, o quanto as técnicas, de uma forma geral, podem evoluir e como elas fazem isso.
Racionalização dos sentimentos
Racionalização dos sentimentos foi um conceito criado para determinar o ato de alguém parar e utilizar os mecanismos racionais nos próprios sentimentos e ações, para que desta forma, ela compreender melhor o que se passa com os seus sentimentos ou com os sentimentos dos outros e consiga utilizar melhor o que foi dito em “A importância de entender os sentimentos”. Isto porque, os nossos sentimentos são uma das formas de nós interpretarmos o mundo e sociedade, e se ele tiver bem interpretado, também poderemos interpretar o mundo e a sociedade. Como dito anteriormente, “Tudo há um por que”, e isto ocorre também nossos sentimentos e ações. Descobrindo e conhecendo melhor a nós mesmos, também podemos ter condições de conhecer nossos objetivos evolutivos, sobre coisas importantes para nós, sobre os nossos traumas e distúrbios, sobre pelo o que vale a pena se esforçar e concentrar os sentimentos, sobre onde e qual a melhor forma da evoluirmos. Parar para conhecer a si próprio e racionalizar os seus sentimentos é algo bastante importante para te auxiliar no entendimento da verdade, ou seja, criar teorias sobre o sentimento, como ele funciona e como ele se formou e ver se essas teorias são corretas ou não, e melhor ainda se utilizar os conhecimentos passados através desse livro, que nada mais são que uma teoria sobre como os sentimentos funcionam, além das demonstrações práticas e teóricas em relação ao nosso cotidiano e nossa história.
Como adotar uma boa filosofia
A presença deste capítulo é explicada através do pressuposto de que não seja todo mundo que tenha uma filosofia coerente com os ensinamentos passados pela psicologia evolutiva, ou seja, que algumas ou muitas de suas idéias tenham sido formuladas sem os conhecimentos passados neste livro, e se tivesse sido formulada com os conhecimentos passados por ele, seriam diferentes. Portanto, agora que o conhecimento foi passado, é necessário rever alguns conceitos sobre as idéias e mudar. Mas mudar nem sempre é fácil e exige dedicação, e muitas vezes ocorrem às perguntas “Por que mudar?”, “Vale a pena mudar?”, “Como mudar?”, e para estas perguntas, a presença deste capítulo.
“Por que mudar?”. Como já falei anteriormente, a princípio, todo humano tem um objetivo em vida que é evoluir, independente de como seja. E se mudar significa uma melhor forma de evoluir, então, para atender aos princípios humanos, que a mudança ocorra. “Vale a pena mudar?” Para esta pergunta, a resposta é a mesma para “Vale a pena viver?”, pois se vale a pena viver, vale a pena mudar, pois viver para os humanos é evoluir, já que através da evolução, os humanos conseguem sentir seus sentimentos da melhor forma possível. E sim, vale a pena viver, porque não? Se viver é sorte, uma dádiva, uma maldição, no momento não importa, pois isto são perguntas meramente filosofias, o que ocorre na pratica é que todos podem evoluir, assim como devem, devido ao seu compromisso de ser humano. “Como mudar?” Esta pergunta é realmente o que complica. Existem muitos estilos de vida, muitos traumas e distúrbios, muitos compromissos, muitas filosofias e religiões e muitas condições de vida e sobrevivência e, portanto, responder isto de uma forma uniformizada torna-se inviável. Contudo, o que se pode fazer é dar um conjunto de conselhos que para determinado grupo pode valer mais que para outro determinado grupo, mas que no geral, estes conselhos valham para todos. Os conselhos serão dados na mesma ordem que o índice do livro.
Entender de onde viemos e a nossa história é importante, pois desta forma, temos argumentos racionais para convencer ao nosso instinto que não somos nem melhores nem piores que pensamos, que somos apenas humanos e que temos condições de evoluir, independente de nossa situação atual que a história nos conduziu. Da mesma forma que devemos entender nossa própria história de vida, o que nos levou a tal situação, a tal pensamento, preconceito ou trauma, e se isso é realmente bom ou não para nós, de uma forma individual e grupal. Também devemos ter consciência de nossos poderes para que então tenhamos auto-confiança para fazer as coisas, mas que nem por isso, desprezemos as pessoas com menos poderes que nós, já que sabemos que se uma pessoa é inferior ou superior a nós, é devido a sua história e configuração social ou genética. Mas ainda sim, devemos respeito a aqueles que contribuem com o bem da evolução social ou sejam neutros por escolha, e tentar mudar aqueles que contribuem para a má evolução grupal, ou seja, aqueles que evoluem para um caminho que diminua as chances da sociedade sobreviver e reproduzir.
Com as informações passadas por esse livro, também poderás rever seus conceitos básicos sobre beleza, amor, religião, filosofia, sociedade, sentimentos e outras coisas, alcançando desta forma, melhor clareza em sua vida e na hora de pensar o que é melhor ou pior para você e para os outros, assim como na hora de necessitar valorizar ou escolher alguém ou alguma coisa. Isto te garantirá uma vida mais organizada e por isso, melhor condições de vida e de socialização com as outras pessoas. Além do mais, entendendo os sentimentos, a origem, como funciona e o motivo de todos eles existirem, você poderá entender melhor a si mesmo e as outras pessoas, aprender a entender e a conviver com traumas e distúrbios e em como melhorar isto, caso realmente seja prejudicial em sua vida, pois traumas e distúrbios são coisas mais comuns nas pessoas que imaginamos, e dificilmente encontramos alguém que não os tenha, pelo menos em doses imperceptíveis. Seu lado instintivo ficará mais organizado, seu lado racional poderá trabalhar melhor para entender as coisas através dos argumentos racionais e instintivos.
Entender a sociedade também é importante, assim como os principais fatores que a formam, como a política, economia e cultura. Entendendo como a sociedade funciona e em como ela se baseia nos humanos para crescer, você terá melhores condições de encontrar melhores formas de contribuir para o bom desenvolvimento da mesma, e dessa forma, contribuir para o bom desenvolvimento da sua própria vida e da vida das pessoas a quem você mais ama. Além do mais, entendo melhor a história do seu país e criando uma relação de amor e identidade com ele, e com isso se envolver emocionalmente com os mecanismos sociais nele presente, buscando cada vez mais melhorá-los para tornar o país melhor, e desta forma, por meio da globalização, tornar o mundo também melhor.
Poderás então entender melhor como contribuir racionalmente com a sociedade devido aos mecanismos racionais, fazer melhor estudos e entender mais significativamente os dados que os meios de mídia te mostram para que possas fazer a melhor escolha na hora de dirigir sua seu negocio, sua carreira ou sua vida. Poderás também utilizar os mecanismos racionais para traçar teorias para entender o comportamento humano, juntamente com os ensinamentos dados aqui, e entender melhor as pessoas ao seu redor e a si mesmo, através da racionalização do sentimento. E desta forma, de um modo geral, saberás aproveitar melhor a arte e a filosofia, juntamente com as contribuições com a sociedade. Embora seja difícil racionalizar e entender pelo menos de forma abstrata tudo isso e seja necessário se esforçar, com as condições de conhecimentos e o compromisso humano que temos em construir uma boa evolução, poderemos fazer deste mundo, um mundo melhor para todos.
Despedida e contatos do autor
É com muito carinho e afeto que eu me despeço de vocês e deste livro, e espero ter alcançado meu objetivo principal ao escrevê-lo, que é passar melhores conhecimentos e noções teorias sobre o humano e tudo o que os envolva para que as pessoas tenham melhores condições de fazer escolhas, conhecer o comportamento humano, se socializarem melhor e melhorarem a sociedade, aumentando as chances grupais e individuais de todos de sobreviver e evoluir, ou seja, como eu muito disse neste livro, evoluir.
Para entrar em contato comigo podem acessar;
http://www.barnabasspenser.blogspot.com
Onde terão acesso ao meu Orkut e as atualizações do meu blog,
Poderão entrar em contato e encontraram um
Acervo próprio de poemas, idéias, textos, listas de
Frases, sites interessantes entre outras coisas.
Agradecimento a todos que contribuíram,
Diretamente ou indiretamente com a minha,
Evolução teórica e humana,
E me ajudaram a ver a verdade.
Adeus a todos e boa leitura.