domingo, 11 de novembro de 2007

Indolento

A-há! Que patético, eu disse que ia ler o livro enquanto o tempo me sobrasse, e o que aconteceu? Nem toquei no livro nessa ultima semana, que merda! Talvez isso aconteça pela minha simples indolência. Varias coisas não acontecem em minha vida por minha simples indolência, e quem disse que eu me preocupo? Afinal, sou indolente. (Risos, hahahaha) Acho que me tornei indolente (Acho que esse é o termo certo) a parti do momento em que eu ignorei a dor, fiz ela ser simplesmente um sinal de que algo está errado. Isso foi um processo que começou quando eu ouvi uma frase de Budda muito profunda na aula de historia do professor Flávio. A frase era: Quem deseja, sofre. E diante de tanto sofrimento, (Um garoto totalmente fora da rede social e tão perto da felicidade que ela transmite, ia desejar o que?) Resolveu não desejar mais nada. Resolveu e conseguiu. Alias, consegui. (hehehe) Daí então tornei-me indolente. As únicas coisas das quais eu preciso são meu computador e comida. Fora os meus hormônios pedindo uma mulher de vez em quando, nada que não dê pra controlar. Por isso eu não me preocupo com mais nada alem disso, mas sei que preciso estudar. Preciso, mas não pra agora. Por isso mesmo é tão difícil e chato estudar e eu fico me perguntando, pra que tanto sacrifício? (Pergunta idiota ao meu ponto de vista, pois sei a resposta) Eu me pergunto isso porque eu acho que eu possa me virar no futuro, mesmo sem estudo. O suficiente pra manter um computador bem ruim com acesso a internet. (Internet, a-há!) Eu sei que se eu conseguisse me manter com esse pouco, ficaria satisfeito e realizado mas, eu teria alguns problemas, tais como poder ter filho, e isso realmente seria um problema pois, quero ser pai. E também não daria pra ter uma mulher descente sem o mínimo de dinheiro para poder sustentá-la de forma descente. Mas daí eu penso, eu vou morrer mesmo, pra que tudo isso? Realmente não sei, talvez seja meus genes, meu cérebro que põe em prioridade proliferar e manter a espécie. Como o Elon diz em sua teoria dawvenista: (a qual eu também sigo) São meus genes querendo ser eternos. (hehehe) Essa teoria também se aplica em outras situações, mas não pretendo comentá-las aqui. Bem, meu e real objetivo esse ano é passar de ano, todos os outros são paralelos e, bem, passar de ano não se mostra tão necessário assim mas sei que preciso e... Acabou, vocês entenderam. Até mais miguxos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mais um feriadão

Olá amiguinhos, tudo bem? Espero que sim. Vim cá para publicar algumas idéias que eu tive enquanto eu tava tomando banho. Sim, no banho, pois o banho é um dos raros momentos que eu não estou no pc e tenho tempo para pensar em coisas alheias que não computador, mas isso pouco importa, vamos às idéias! Uma coisa que está acontecendo é que eu estou lendo um livro de física, que por sinal, foi subtema de minhas publicações anteriores pra relembrar, o livro é Uma breve história do tempo, por Stephen W. Hawking e resumi a história da física com umas breves explicações sobre as idéias. O que acontece é que eu estou na metade do livro e tenho pouca coisa de concreta sobre as idéias do livro se comparado ao que eu esperar ter, para solucionar isso, vou começar a publicar meu um resumo de cada página do livro em forma de uma idéia só. O livro tem pra lá de 150 páginas, então vou tentar fazer o resumo em poucas postagens. Esse resumo tem como principal objetivo concretizar todas as idéias que o livro me passa, para assim, eu ter uma maior concretização das idéias e caso, por ventura, eu venha me esquece de alguma coisa, é só vim aqui e lê-la, se bem que eu nunca reli um texto meu. Pretendo gastar umas 2 horas por dia lendo e escrevendo, mas com certeza não vou conseguir manter ou talvez, nem começar com esse ritmo, como Flávio diz, sou muito “indolento”, digo, indolente.
Outra idéia foi a introdução de uma tabela de alimentos que eu devo consumir dia-a-dia para que eu tenha uma alimentação mais saudável. Não sei porque eu penso nisso, mas penso. Ah, quase ia me esquecendo, recebi minhas notas da escola, e como sempre, me dei mal em português e redação, por sinal, esse texto é reescrito, o primeiro que eu fiz ficou muito mau, esqueci dos parágrafos e ficou mal organizado. A professora chamou a atenção da minha mãe por causa disso, e o Elon chamou minha atenção por causa disso também. No final dessa publicação escreverei minhas notas.
Bem, agora são 00:43, e amanhã tem escola. Hoje acordei de 11 horas da manhã e com isso consegui que minha mãe me desse uma folga das gritarias do “Vá dormi!”. Se bem amanhã vou acorda cansado e com preguiça e ficar desatento na sala de aula, os professores reclamaram bastante disso, mas falta de sono quebra. Agora to escutando LCD soundsystem, uma banda de disco music, um ritmo novo pra mim, velho para os de mais, bom para todos. Bem, esse foi mais um feriadão com muito pc e mais nada, tudo o que eu preciso. Hehe, obrigado aos finados por terem morrido e feito esse dia para nós, viventes. E agora seguem as notas com o esquema: Matéria/1ª/2ª/3ª unidade (>) e o que falta pra passar de ano na 4ª unidade.
Português 6,5/5,5/7,5>8,5
nglês 8,5/7,5/7,0>5
Redação 6,5/7,0/6,0>8,5
História 8,0/9,5/9,0>1,5
Geografia 10,0/7,0/8,0>2,5
Filosofia 5,5/7,0/8,0>7,5
Atualidade 7,5/8,5/6,5>5,5
Artes 6,0/2,5/10,0>9,5
Ciências 9,5/9,0/7,5>2
Matemática 6,0/8,0/7,5>6,5
E.F 10,0/8,0/... > 10,00

OBS: Os pontinhos em E.F é sem nota.

sábado, 3 de novembro de 2007

Mais um tempo sem postar

Saudações a todos, há algum tempo eu escrevi um tópico falando que eu tinha voltado, mas mesmo assim, me ausentei bastante tempo. Hoje, passando pelo orkut e imaginando alguma coisa de interessante pra fazer enquanto eu estivesse escutando música, vi o link do meu blog lá, cliquei e vi os últimos tópicos. Muita coisa aconteceu desde então, mas nada muito interessante. Ainda estou com a idéia de ser físico, porém, agora me vejo estudando as estrelas, o universo. Ser astrólogo (acho que é assim, pois astro é estrelas e logo vem de logia que vem de estudo.) ou algo do tipo. Comecei a ler um livro graças ao incentivo de Flávio, foi ele que, numa conversa pelo msn, me sugeriu ler “Uma breve história do tempo (por Stephen Hawking)” e até me emprestou o livro. Estou na metade do livro e gostando muito, fala sobre a história da física e as principais teorias, explicando-as sem nenhuma equação. Há apenas uma equação que é E=MC² para explicar o conceito da luz. Outro fato curioso foi na suposta aula de filosofia, (Suposta pois o professor possivelmente é um ignorante e não sabe o que de fato é a filosofia) O professor começou a fazer um dialogo totalmente infantil e desinteressante sobre a comparação de dois argumentos verdadeiros para forma, um falso ou um verdadeiro. O dialogo se tratava de duas crianças falando sobre uma coisa que elas leram numa revista (que revista de criança ia falar sobre isso?) e começaram a fazer comparações retardadas. Por exemplo: Toda mulher é um animal, toda mulher é femia, logo, toda mulher é um animal femia. Até ai tudo bem, ele pode ter pegado isso de qualquer livro de filosofia, o erro não seria necessariamente só dele, mas ai ele faz uma comparação bastante conhecida. Todo homem é um animal, todo homem é raciocina, logo, todo homem é um animal que raciocina. E começa a meter pau nos humanos sobre o porquê eles fazem tantas coisas ruins, e começa a dizer que alguns humanos não raciocinam, e começa a se perguntar como o humano consegue estrupar uma garotinha, e também deu exemplo dos garotos perturbadores da escola, disse que eles não raciocinam. Em meu a esse discurso, eu ficava a me perguntar: Se o homem apenas raciocina, e se alguns deles não raciocinam, como esses alguns se movem? Melhor, se eles não raciocinam, como são levados a tais atos? O meu professor desesperado por essa resposta, mas só com base na afirmação do livro “Homem = animal racional”, essa afirmação não está errada, mas você tem que chegar nela. Vejamos onde meu professor errou. Homem = animal racional, isso implica que o homem é um animal, que raciocina. Mas e os animais que não raciocinam, como se movimentam? Instinto seria a resposta mais fácil, e o humano? Se todos os animais tem instinto, o humano seria um animal diferente? Sim, oras, o humano raciocina. Ta ai a casca de banana, o humano é o único animal capaz de raciocinar seus instintos, por isso ele é um animal que raciocina, caso contrario ele seria apenas um ser que raciocina. Professor errado, de fato. Com uma besteira dessas. Ele se prende a filosofia como a arte de pensar, mas não sabe no que pensar, então acaba pensando besteira. Uma maneira de nunca errar é pensar o porquê. Tudo no mundo consiste nisso, no porquê. Desde pequeno, eu sabia disso, não lembro como eu formulei esse pensamento, talvez assistindo o mundo de Beckman (não sei como se escreve), onde ele fazia varias experiências legais, e também por ser bastante sincero a ponto de não me convencer que estou satisfeito com uma explicação religiosa. A curiosidade também me faz fazer varias perguntas, queria sempre uma boa resposta. Provavelmente foi justamente isso que me levou ao estado de ateísmo a qual me apresento hoje. Perguntas e respostas. Filosofia. A minha consistia apenas em achar uma teoria que explicasse minha duvida. E eu fiz isso através do porquê. Hoje sigo a Darwin e a matemática pra explicar quaisquer assuntos. Vou seguir outra recomendação de Flávio e parar de ser indolente, ou, como ele diz, “indolento” (hehehehe) e terminar de ler o livro ainda esse mês, e relê-lo.

sábado, 29 de setembro de 2007

Futuro Físico

Cá estou eu, escutando Ludov, com perturbantes pausas na música, por algum maldito defeito no meu computador que, ultimamente, vem dando defeito de novo, o pior de tudo é que eu não sei o que está havendo. Está um calor desgraçado, e a única coisa que eu consigo fazer é reclamar, mas a voz da Vanessa me acalma. Estou escrevendo e baixando supa-supa, jogo da mesma empresa de skyblade, que, definitivamente parei de jogar. Acabei de alterar meu nick, pois só “Leandro”, estou fazendo isso para depois rir de mim mesmo, se eu ler isso aqui. Vou lembrar-me desse exato momento que eu estou escrevendo, quando acabou “estrelas” e começou a tocar “O dia em que seremos felizes”, duas ótimas músicas da banda Ludov.

Sim, hoje é sábado. Não faço a mínima idéia do que fazer hoje ou amanhã, por isso estou escrevendo qualquer coisa aqui, esperando o tempo passar logo. Eu considero viver uma perca de tempo, afinal, iremos morrer. Sempre estamos ou felizes, ou tristes. Normalmente os momentos de felicidade não compensam os de tristeza, mas não é sempre nessa ordem. Ruim saber que a tristeza ou felicidade são provocadas apenas por nossos corpos, que o motivo de tanto sofrimento é apenas a química que nossos corpos lançam, assim como a felicidade. Não há mágica.

Lembrei de uma parte da teoria do caos, que dizia que, para inteligência que possuísse toda a sabedora do mundo, não haveria passado presente ou futuro. Pra quem não sabe, a teoria do caos é a teoria que diz que todos os grandes resultados são resultados de pequenos resultados resultantes de resultados menores ainda, e assim por diante e que qualquer alteração desses pequenos resultados alteraria drasticamente o grande resultado. Essa teoria do caos faz parte do estudo da física e ainda está sendo estudada. Eu acredito que ela seja verdadeira, que no mundo, não há mágica, há apenas variáveis de mais para a mente humana. É por causa dessa teoria e de eu gostar de matemática que, talvez, eu vá estudar física no futuro.

Voltei

Saudações a todos, depois de um longo período sem escrever nesse blog, aqui estou eu, voltando a escrever... Como todos sabem, sou péssimo em criar bons assuntos pra escrever então, voltarei ao meu lema: O importante é atualizar!
Como passei muito tempo sem escrever, vou fazer um breve resumo sobre o porquê desse ocorrido e também sobre os futuros rumos, táticas e estratégias que pretenderei dar a minha vida.

O motivo do afastamento é basicamente simples. Tempo e preguiça. Sim, meus amigos, tenho problemas com tempo. Todos devem pensar que eu sou um nerd que não faz nada. Isso é verdade, acontece que eu estava jogando uns jogos online, primeiro bRose, depois Skyblade. Sendo que skyblade eu pretendo continuar a jogar, enquanto rose, já exclui do PC. Mas, de fato, estou enjoando de jogos online. Perco muito tempo upando alguns leveis que não me ajudaram em nada. Quem ganha uma mulher ou um emprego dizendo “Sou level 300 no tíbia.” A mina concerteza vai pensar de primeira “Nossa, que cara nerd! Nem vai ter tempo pra mim.” Por esses e mais alguns argumentos, declaro oficialmente que estou parando de jogar jogos online.

Pretendo agora fazer algum projeto que me faça pensar e aprender, mas ainda não tenho menor idéia do que fazer. Pretendo também jogar mais RPG com meus amigos e também me dedicar a matemática, fazendo alguns concursos tentando tirar em primeiro lugar para assim, eu ganhar alguma grana investir em algo. Passar de ano, claro, estou atrasado dois anos, dois anos! E isso é definitivamente ruim pra mim, mas acostuma.

Por enquanto é isso. Levarei comigo na cabeça uma lista para todas as coisas que eu pensar, eu postar. Esperem bastante lixo vindo daqui, mas também, coisas interessantes.

Abraço a todos.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Cap. III

Cap. III

Um novo dia nasce. O despertador completa sua função novamente, manhã fria e agradável. Com pouca vontade de ir para a escola, me levanto lentamente da minha confortável e desarrumada cama. Dirijo-me a cozinha e encontro o meu café da manhã pronto, feito por minha mãe. Sento-me à mesa como todos os dias e começo a comer. Naquele momento eu comecei a pensar na escola e no clã, e logo depois começo a pensar naquela garota. Tão cedo, e eu já pensando nela, coisa estranha. Talvez isso seja causado devido à inigualável presença dela, tão forte e sutil que eu nunca senti antes em nenhuma garota. Termino o café da manhã, troco de roupa e sigo pra escola. No meio do caminho, ouço a voz do meu amigo que tinha jogando videogame no dia anterior comigo. Era o Junior, ele mandava que eu o esperasse, então foi o que eu fiz. Ele atravessou a rua e começamos a andar, comentando sobre a manhã, que estava muito fria. Chegamos à escola, algumas garotas vieram falar com o Junior, que era popular entre as garotas da escola, talvez pelo seu jeito extrovertido e sistemático, sistema esse constituído por regras e mais regras de joguinhos de sedução, dos quais todas as garotas se interessam. Ao terminar de falar com as garotas, Junior sugere que fossemos direto para sala de aula, então fomos. Chegando lá, sentamos nas ultimas cadeiras da sala, que era nossas cadeiras preferidas. A sala estava quase vazia, se não fosse por nós e mais três alunos, que estavam sentados na frente. O Junior comentava sobre as garotas que ele havia pegado nas férias, quando o sinal bate. Nós preparamos para a chegada do professor. Todos os alunos que antes estavam pela escola, começam a entrar para suas respectivas salas de aula, isso causava típico barulho nos corredores. De pouco em pouco, em poucos minutos todos os alunos se encontravam na sala de aula, e o professor chegava dando bom dia. Era o primeiro dia de aula depois das férias. Alguns alunos novos, e aquele velho clima de rever os amigos depois das férias, e de entusiasmo pra voltar a estudar, que logo depois acabaria assim que as provas começassem. O professor da primeira aula era extrovertido e alegre, resolveu fazer uma dinâmica de socialização entre os alunos. Percebi que havia algumas cadeiras vazias, isso significava que alguns alunos ainda não chegaram ou faltaram ao primeiro dia de aula, o que era bem comum a primeiros dias de aula. A dinâmica era simples, deveríamos apenas escrever uma pergunta num papel, trocar os papeis entre os alunos da sala e responder o papel. Depois, ele escolheria o aluno, o aluno se levantava, dizia seu nome e de onde veio e respondia a pergunta e fazia a resposta, para outro aluno responder com o que tinha no seu papel. E assim, passamos a primeira aula com varias risadas. Havia poucos alunos novos, a maioria dos alunos do ano passado continuavam lá. Eu estava um pouco curioso para saber quais alunos haviam faltado. A dinâmica estava rolando, enquanto eu segurava o papel na mão e pensava sobre quais seriam aqueles alunos, se seriam alunos novos ou os alunos veteranos ,quando de repente, me passa à cabeça o breve pensamento daquela garota, um breve pensamento que se prolonga, e de repente, me encontro em desnorteantes pensamentos referentes a aquela inigualável garota que ainda não tinha deixado minha cabeça, pensamentos estes dela estudando na mesma sala que eu, fiquei imaginando se conseguiria me concentrar na aula com a presença dela. O sinal toca e eu volto a mim. O professor se despede dos alunos enquanto virava na porta da sala e a fechava, ninguém ligava muito. Os alunos que faltavam começaram a entrar, primeiro, entrou umas duas garotas, e depois entrou um garoto, meio nerd, usando óculos e tímido. Faltavam ainda duas pessoas, dentre elas, Juliana. O professor da segunda aula demorava a chegar, eu e os alunos antigos conversávamos sobre as férias. A porta se abria novamente, dessa vez era o professor, acompanhado por duas lindas garotas, uma delas era a Juliana, simpática e educada como sempre, e do lado dela ninguém menos que a garota que eu venho pensado desde o dia em que eu a encontrei, Amanda. Ela entrou junto com o professor e Juliana, sentou nas bancas vazias, junto com Juliana. Juliana parecia ser uma grande amiga delas, pois elas mostravam certa intimidade. Fiquei lá, na minha, chamei Junior e mostrei a garota pra ele, disse que ela parecia ser comum. Não concordei, e fiquei conversando com ele lá no fundo, sobre isso. O professor começou a aula, todos da sala começavam a dar atenção ao professor, e estava acontecendo tudo exatamente do jeito que eu imaginei. Eu não tava conseguindo me concentrar, tinha mais vontade de ficar olhando para ela do que assistir a aula do professor, mesmo sabendo que era importante. Fiquei um bom tempo apenas olhando para ela, com apenas a preocupação que ninguém percebesse, acho que o único que percebeu foi o Junior, já que eu havia contado pra ele. O tempo passou, a aula terminou, os alunos voltaram à conversa no pouco tempo que os professores trocavam de sala. Eu comentei ao Junior que não estava conseguindo me concentrar, que quase sempre me perdia em meio aos desejos calorosos que eu tinha de ter aquela garota em meus braços. Ele respondeu pra min que eu estava simplesmente ficando louco. Fiquei pensando se não estava, mas eu ainda tinha capacidade de capacidade de tomar uma decisão consciente, então não estava louco, por mais que parecesse. O recreio toca, todos saem para se destruírem e lancharem. Eu me juntei com alguns amigos e foi também. Ficamos lá no canto da quadra, sentados e conversando sobre as férias. Um certo tumulto começou no meio do recreio, no outro lado da quadra onde eu e os meus amigos estávamos sentados. Levantamos e fomos ver o que era rapidamente. Era o diretor da escola dando boas vindas para todos os alunos com uma noticia empolgante. – Sejam bem vindos todos os presentes novatos e a aqueles que voltaram de férias. Somos o colégio Spitfire, e também queremos anunciar que o torneio de clãs locais está Spitfire está aberto, organizem-se e treinem, pois irão precisar disso para conseguir uma boa colocação. As premiações serão decididas de acordo com a quantidade de clãs que se escreverem. Teremos belos combates aqui senhores, e conto com vocês no meio. Bom dia a todos, e aproveitem tudo o que poderem! Antes mesmo do diretor termina de falar, podia-se ver a euforia em muitas pessoas ali presentes. O torneio de clãs locais estava dali a alguns meses, e todos esperam pelos dias de competição. Pouco tempo depois do pronunciamento, o sinal toca, eu caminho até a sala e me separo dos outros. Ao entrar, vejo umas meninas dançando sedutoramente no meio da sala, com um aparelho de som na cadeira, ligado na tomada da parede. Eu entro e sento na minha banca, e fico olhando, calado, aquela imprópria cena. Logo mais chega Junior, Juliana e Amanda entram conversando, e, ao me ver, Junior vem direto pra cadeira do meu lado. Ele senta todo espalhado, e se inclina pro meu lado e fala – gostosas não? Eu, ao escutar aquilo dou um pequeno sorriso, e digo num tom de quem está gostando – São sim cara. Juliana começa a dançar junto com as outras, e chama Amanda pra ir, que aceita sem hesitar. As duas dançando sedutoramente, eu e o Junior ficamos com olhares vidrados nelas. Eu preferia Amanda, mas com certeza Juliana não ficava atrás. Enquanto elas dançavam, Junior se inclina um pouco pra mim e diz – Cara, eu pego a Juliana e você a Amanda ok? Eu levo um susto ao escutar aquilo, e fico com uma fisionomia um pouco assustada e respondo pra ele – Cara, a Amanda é muito linda, mas não sei se consigo ficar com ela. Junior olhou para mim espantado e também como quem não estivesse entendendo. – Como não? Ela é linda cara, e gay você não é que eu sei. Aquela outra guria que você deu um trato um dia desses até hoje não se esqueceu de você. – Pode ter certeza cara, gay não sou. Mas não me sinto à-vontade ficando com ela. Não sei explicar, mas só sei que é assim. Ele olha pra mim com uma cara feia e fica calado, e depois volta sua atenção para as meninas de novo. Nesse momento, a professora chega, dando um animado bom dia, e bastante disposta pra começar a aula. As meninas recolhem o som e arrumas as coisas. A professora fez um pequeno comentário sobre a animação das meninas. E logo depois começou a aula de inglês. Dessa vez, tentei me concentrar mais na aula, em vez de ficar apenas olhando pra ela, como eu havia fazendo nas aulas passadas. O tempo passava, às vezes eu olhava para Amanda, sem saber o porquê. Eu apenas olhava, mas gostava daquilo. Isso é de longe, a coisa mais estranha que eu já senti. O tempo continuava a passar, o sinal demorava a tocar, a professora tava dando um assunto meio chato, e fácil. Pouco antes de tocar o sinal, todos já estavam arrumando suas bolsas, para quando o sinal tocar, saírem disparados para onde tiverem que ir, isso é até engraçado. O sinal toca, e todos pegam suas bolsas e saem disparados para a porta, como sempre fazem. Isso já vem dos anos anteriores. Pego minha bolsa, e saio também, vou em direção a saída. Lá, por acaso, encontro Junior conversando com alguns caras que eu não conhecia. Ele me viu, e fez sinal para que eu o esperasse. Sentei num banco que tinha lá e fiquei esperando ele. Não demorou muito, já vinha ele, dizendo “vambora” e começando a andar. No meio do caminho, nós viemos conversando sobre varias coisas, mas nada muito importante. No meio do caminho nós nos separamos, ele pegou o caminho dele, e eu o meu, e o resto do caminho foi rápido, e eu também já estava apresando os passos, pois estava com fome. A primeira coisa que eu fiz quando cheguei em casa foi ir direto pra cozinha, pegar meu almoço. No meio da sala, eu encontrei minha mãe, um braço cruzado e com a outra mão na boca, roendo unha. Ela parecia meio preocupada com a noticia na televisão, mas eu estava com tanta fome que passei direto pra cozinha, sem nem perguntar muita coisa.
By: Leandro Moura