Introdução:
São momentos difíceis os que a igreja passa quando ela se encontra inserida numa região com bastantes problemas sociais. Em certo ponto a sociedade que não acompanha o trabalho que a igreja desenvolve impõe a ela a responsabilidade de atuar naquele local ou a taxa como aproveitadora do sofrimento alheio através de seus dízimos. De fato, a igreja desenvolve um papel de empresa, pois ela tem aspectos físicos a serem gerenciados e se utiliza de diversos aparatos tecnológicos para poder exercer sua função de acordo com o mínimo de expectativa. Algumas vezes até a própria atuação da igreja confunde a divina missão da sua existência com as expectativas que a sociedade impõe a ela. Portanto, acredito ser importante refletirmos sobre qual é o papel da igreja na atuação social.
Origem:
Começaremos partindo do princípio de que a igreja é o lugar aonde conhecemos e damos continuidade aos ensinamentos de Jesus. Sendo assim, é de extrema importância entender quem é Jesus e seus ensinamentos. Muito se pode teorizar sobre o assunto através das escrituras bíblicas, mas acredito ser possível afirmar que todo o ensinamento e exemplo que Jesus trouxe a nós através de sua vinda a terra pode ser resumido pelo amor à vida. Sendo assim, em essência, ser cristão é amar a vida. Cabe ao cristão utilizar todos os ensinamentos de Cristo e sua fé em Deus para buscar dentro de si o caminho para a vida e para o amor, para que assim encontre o sagrado em si e consiga caminhar em paz e prosperidade cristã, realizando o ide de Cristo.
Guardiã da vida:
Não é preciso que Cristo se faça carne novamente para se sacrificar por nós e nos ensinar tudo o que ele já nos ensinou. Sua vinda se mantém viva nas igrejas, que são todas as reuniões aonde haja duas ou mais pessoas que invoquem seu nome. Portanto, a própria atuação das igrejas é a vida de Cristo na terra, através do espírito santo, porque é somente através dele que temos a revelação das escrituras sobre como agir para agradar a Deus. Deste modo, acredito ser possível afirmar que o título “guardiã da vida” se adéqua bem à igreja, pois é na fé e nos ensinamentos de cristo que se desenvolve um ambiente capaz de suportar os comportamentos que geram a vida eterna. Portanto, o ambiente da igreja é um ambiente sagrado, que agrada a Deus, que gera vida.
Divisão da fé:
É preciso observar, no entanto, que cada grupo de pessoas é diferente. São culturas diferentes, situações econômicas diferentes. Isto implica diretamente em uma atuação cristã diferente, o que explica as diferentes formas de atuar de uma igreja. Porém, sendo uma igreja cristã, embora possa ter uma base diferente, seu objetivo final é claro: fazer com que aqueles que creem se assemelhem a Cristo. Qualquer igreja que se desvirtue deste propósito está se desvirtuando de sua autoridade aqui na terra, que é gerar vida. Afinal, há a maior expressão de vida que o próprio Jesus? Cristo também é a expressão da verdade. Portanto, a igreja cristã não pode ter medo da verdade sob nenhum aspecto: nem da verdade ser contra ela ou a favor dela. Em verdade sabemos que Cristo também é fé. Deste modo, tão importante quanto à verdade é a própria fé. Sem fé, a igreja perde o seu sobrenatural, buscando agir exclusivamente pelos meios naturais, sem necessitar da presença de Deus.
Os iludidos:
Há pessoas que acreditam não precisar dos ensinamentos de Cristo para encontrar a vida ou sequer se preocupam com ela, de modo que assumem comportamentos irresponsáveis ou cometem suicídio, mesmo que vagarosamente. Estes são vistos pela igreja como “mundanos” ou “profanos”, pois carregam neles ensinamentos que só funcionam em determinada temporalidade e que não necessariamente levam a vida completa e sagrada, mas sim a vida parcial, que só faz bem a eles e as pessoas que estão imediatamente próximas a eles. Estas pessoas assim o são por serem inundadas pela ilusão de conhecimento suficiente, por não terem sentido a dor da morte em suas vidas ou por nunca sentiram a paz e o amor que um cristão encontra em seu caminho para saber que isto é algo desejável sobre todas as outras coisas. Ora, mas como Cristo, tenhamos amor, pois a única coisa que separa aquele que aceitou a Cristo deles é a revelação da vida eterna.
Os semivivos:
Há cristãos que se convertem sem que tenham morrido para o mundo, de fato. Convertem-se desejando a paz e a prosperidade de Cristo em suas vidas para melhorar suas vidas mundanas. No entanto, muitas vezes eles se esquecem que o princípio de Cristo é o amor à vida, independente de que vida seja esta e estando a sua inclusa. Quando isto acontece, o medo que o “profano” supere a paz e a prosperidade de Cristo se torna maior que o próprio amor. É a partir disto que a igreja, que deveria ser a guardiã da vida, se fecha e se torna guardiã de si mesma, pois ignora tudo o que vem do mundo e perde sua capacidade de converter vidas à Cristo. As paredes da igreja, que antes deveriam representar a presença física de Deus na terra bem como sua capacidade de acolher a quem precisa e ser uma casa de oração, torna-se um muro que separa quem está dentro de quem está fora e perde sua autoridade de vida.
Descaracterização de Cristo:
Isto é algo ruim para todo o cristianismo e mesmo para nossa sociedade, por três motivos principais: o primeiro dele é que isto cria uma imagem diferente de Cristo do que ele realmente é. Ele é a verdade, a fé e a vida, e seu princípio é o amor. Afinal, por amor ele se sacrificou por nós, e sem amor, de nada vale a verdade, a fé e a vida. Ora, quando a igreja resolve se isolar do mundo, é fácil imaginarmos as pessoas que agem de forma mecânica: fazem tudo igual, da mesma forma, sempre. Este não é o verdadeiro caráter da vida, bem como não é o verdadeiro caráter de Jesus, pois a vida se transforma assim como deve se transformar a fé em busca dos caminhos para seguir a Jesus até a sua vinda. Isolamento é algo que certamente Deus não quer para nós, pois ele se manifesta por meio da verdade, mesmo na vida daqueles que nunca ouviram falar dele, pois do contrário a vida destas pessoas não funcionariam nem de modo parcial.
Cristalização da igreja:
O segundo é que a igreja perde sua capacidade de se renovar. Se há alguma verdade, se há alguma vida, certamente há um pedaço de Deus ali, esperando para ser reconhecido e amado pela igreja, e é somente através do amor que seremos capazes de reconhecer este pedaço de Deus que há ali e seremos capazes de convertê-los a vida eterna, que é a de Cristo. Através da vinda daquela pessoa para dentro da igreja, com o que há de Deus nela, há uma renovação da própria igreja, que se parecerá mais com Cristo que antes. Do contrário, imaginemos se a vida da igreja fosse puramente determinada por rituais fechados e sem renovação: poderíamos encontrar Deus em um conjunto fechado de ações se ele próprio é ilimitado? Ora, pois não, do contrário não seria necessário à atuação do espírito santo para que seja feita a vontade de Deus. Apenas através de Cristo, que é amor e que nos concede tal espírito, é que podemos conhecer ao próprio Deus.
A frieza de coração:
O terceiro, a igreja perde sua capacidade de perdoar. O desconhecido muitas vezes é um grande inibidor do agir humano, mas também é um verdadeiro trabalho de fé e sacrifício. Ao lidar com o novo, podemos ser recompensados por Deus e trazer nova vida para a nossa igreja, como também Deus pode achar que aquela não é o momento ou o propósito adequado e fazer-nos falhar, de modo que nosso sacrifício mostrará a igreja que aquele não é o caminho e receberemos o apoio e conforto da igreja como a base para nossa recuperação. Afinal, De que serviria o perdão de Cristo se não cometêssemos erros? Um erro pode ser genuíno, quando realmente inovamos por acreditar que aquele é o caminho, como também pode ser um erro trazido pelo pecado, quando ignoramos os ensinamentos de Cristo e desejamos agir à nossa própria maneira. Se não cometermos erros, mesmo que seja para melhorar a nossa própria igreja, como poderemos perdoar a nós mesmo para aprender a perdoar daquele que está perdido? De um modo ou outro, Jesus ensina o perdão.
O esfriamento:
Quando uma igreja se cristaliza, ela se transforma em uma rocha. No entanto, a rocha já é Cristo, sobre o qual se fundamenta a igreja, de modo que o que atua nela é o espírito santo, que é vivo. Quando deixamos de semear a palavra, deixamos também de transformar a morte dos perdidos em vida para Cristo, de modo que a morte deles será perdida no mundo e irá gerar mais morte. Uma vez que recebida uma nova vida, ela precisará de amor, precisará se sentir parte do reino. Se, como dito anteriormente, a igreja não tiver sabedoria para receber a esta nova vida e tudo de novo que ela traz consigo, ela poderá buscar outra igreja que assim o faça. Deste modo, uma igreja de Cristo morrerá. Porém, isto não é algo que deva ser da preocupação Cristã, pois sabemos que a vitória de Cristo é eterna. O que realmente deve ser preocupante é o esfriamento do amor de Cristo no nosso tempo histórico.
Publicidade da igreja:
Se a igreja cristã como um todo esfriar, a colheita certamente será menor, de modo que perderemos mais vidas para o mundo e perderemos ainda mais a capacidade de plantar. Com a presença de Cristo menor na terra, o mal irá prosperar com mais facilidade, trazendo sofrimento tanto para a igreja quanto para toda a sociedade. Deste modo, um espírito de desespero pode começar a surgir na sociedade. No entanto, não esqueçamos: a principal publicidade da igreja é a vida, de modo que aqueles que sintam o desejo de ver sua igreja crescendo não se preocupem fazê-la crescer por meios naturais, mas preocupem-se em viver, amar, aprender e fazer o melhor que puder pelo próximo assim como Jesus ensinou e escutando a voz do espírito santo. Esta vida irá gera um brilho, típico da luz de Jesus, que irá iluminar a obscuridade da sociedade e chamar a atenção daqueles que realmente buscam a vida eterna. É certo que também chamará a atenção dos semivivos, mas a sabedoria da igreja saberá diferenciar aquele que vive por Cristo daquele que quer somente suas bênçãos.
A fé em Cristo prevalece:
Percebam: sempre será um trabalho de fé lidar com a igreja. Afinal, sem a fé, a igreja se reduz a um grupo de pessoas que não podem dar nada que qualquer outra entidade social possa dar com mais eficácia em menor prazo, pois ela estará limitada aos ensinamentos mortos da palavra, enquanto que as entidades sociais utilizariam todos os métodos naturais possíveis para atingir o seu objetivo. Ora, sabemos que os ambientes aonde não seja necessário a fé são aqueles que certamente a mente perversa daquele que conhece a palavra e todos os métodos naturais já dominou tudo, infectando estes lugares com pecado. É nisto que percebemos: quando Cristo parece mais fraco é quando ele estará mais forte. Sua vitória é eterna e Deus certamente dará modos para aquele que crê consiga vencer o mal de seus tempos e seguir adiante com o amor de Cristo.
Conclusão:
Preocupem-se em seguir a justiça de Deus e todo resto lhes será acrescido. Aos que não estiverem prontos para aceitar vida eterna vinda de Cristo, lancem neles a palavra e o amor que todo resto Deus fará, no tempo e propósito desconhecidos por nós, mas certamente adequados para a vinda de Cristo. Uma vez que a igreja realmente haja por fé e amor, ela certamente será capaz de materializar a presença do próprio espírito santo nela, que dará provisão, sabedoria e proteção para aqueles que buscam. Estando ele na igreja, certamente ele se espalhará pela sociedade, junto com a palavra, trazendo vida para aonde antes havia morte. Deste modo a igreja não será somente um local aonde as pessoas vão para buscar a Deus, mas também será a porta de entrada do reino dos Céus para a terra. Esta deve ser a ocupação da igreja, e quando menos ela perceber, tudo estará preparado para a volta de Cristo, e ele voltará.
Seguir leis sem saber o porquê de sua existência ou significado é uma ignorância que pode levar a burrice ou perda de pontos estratégicos. Por isso, sigo apenas as minhas próprias regras. Por: Leandro Moura
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
O deserto de Deus
Certo homem já não via mais vida em sua vida. Ele não era compreendido, porque embora ele possuísse recursos naturais, isto não lhe basta. Via nestas coisas apenas morte, de modo que um dia ele mesmo transformaria sua vida em morte se ele assim continuasse. No entanto, conheceu o filho de Deus, que lhe disse: largue tudo o que tem e venha a mim, pois eu sou a vida, o caminho e a verdade. Este homem não pensou duas vezes, agarrou o pouco de vida que ainda lhe restava e foi.
O filho de Deus providenciou para ele tudo o que ele necessitava para que começasse sua jornada em direção à vida, que foi: a palavra, o exemplo e o amor. Em troca, pediu fé, fidelidade e compromisso, pois para alcançar a verdadeira vida seria necessário passar por um deserto próprio para cada homem, providenciado pelo próprio Deus.
Este homem, crente de que não tinha mais vida senão através do filho de Deus, aceitou a proposta. Seguiu para o deserto, e lá conheceu a si mesmo como em nenhum outro momento da sua vida teria oportunidade de conhecer. No entanto, este deserto era estéril, sendo ele o único humano vivo que atravessava lá. Interrogou-se: que farei eu da minha vida se vida não há aqui? O que este Deus faz de mim?
Lembrou-se, no entanto: eu tenho a palavra, tenho o exemplo de como usá-la e tenho o amor que moveu o filho do homem a me salvar! Assim sendo, terei fé, serei fiel e honrarei com meu compromisso de atravessar este deserto. Continuou andando, percebendo, através do ambiente estéril que Deus havia colocado ele, o quanto cada mínimo de vida que existia importava.
Seguiu aprendendo até que se questionou: mas Deus, até quando andarei por aqui? A resposta logo brotou, através da palavra, em seu coração: eu sou o Deus da sabedoria, o Deus da bondade e o Deus da justiça. Se tu acreditas que realmente sou este Deus e que os demais deuses nada mais são que a ausência daquilo que eu sou, confia no que meu filho diz e o segue, pois teu galardão será grande e está sendo preparado.
Esta resposta acalmou o coração do homem. No entanto, dias e dias se passavam e ele não sabia até quando mais iria caminhar. Seu coração se encheu de ira, afinal, a vida que havia dentro de si queria viver. Lembrou-se, porém, que o filho de Deus, mesmo passando por tanto sofrimento, não se enfureceu. Pelo contrário, confiou no pai e entregou sua vida, portanto, deveria ele mesmo seguir o filho e também confiar no pai. Assim acalmou o seu coração, assim seguiu em frente.
Uma última dúvida surgiu neste homem, uma dúvida capaz de converter toda sua luta pela vida através do deserto estéril na mesma morte que ali reinava: este Deus realmente é tudo aquilo que ele diz que é? Para tanto parou de caminhar, ajoelhou-se e orou: Deus, se realmente és tu o deus da Justiça, é justo que faças isto comigo? Se realmente és tu o deus da Bondade, é bom que faças isto comigo? Se realmente és tu o deus da sabedoria, é sábio que faças isto comigo?
Ao proferir estes questionamentos foram sopradas em seu coração, através da palavra, as seguintes palavras: se me amas, meu filho, tende fé e acredita: eu sou Deus. Por amor ele acreditou, e através deste amor seus questionamentos foram respondidos: meu filho, duvidas da minha sabedoria, mas sei bem o quanto podes caminhar se confiares em mim. Meu filho, duvidas da minha bondade, mas ao receber meu galardão, todo sofrimento pelo qual passastes será, para ti, como a lembrança da morte de Cristo na cruz. Meu filho, duvidas da minha justiça, mas eu dei o Éden aos teus antepassados e eles pecaram, é justo que eu espere teu espírito estar preparado para o que eu guardo para ti, para que não pequeis também.
Através desta resposta, o homem olhou para os céus com alegria e orou: Deus, por amor criastes o homem à tua imagem e semelhança para que ele também crie vida. No entanto, senhor Deus, por falta de obediência à tua palavra, que instrui para a criação da vida, eles pecaram e deram origem à morte. Agora sei que este deserto estéril por qual prossigo, meu Deus, nada mais é que resultado da escolha que o homem fez ao tentar ser igual a ti. Mas ao caminhar por este deserto com minha vida, esta que foi dada pelo próprio Cristo, me torno eu um exemplo vivo de que teu filho realmente venceu a morte.
Portanto, meu Deus, caminharei com fidelidade. Caminharei vencendo a morte, dia após dia, até que o galardão que guardas para mim esteja pronto, até que meu espírito esteja pronto para recebê-lo. Sei que somente tu sabes sobre este tempo, sei que somente suportarei esta caminhada praticando a tua palavra. Agradeço-te Deus, pois sei que este pouco de vida que me restou é o suficiente para aceitar à Cristo como meu salvador, e nele serei eterno. Sou um sacrifício vivo para tua obra, meu Deus. Usa-me, traga teu reino através de mim e nele eu prosperarei, pois agora sei que este é o teu desejo desde toda a criação.
O filho de Deus providenciou para ele tudo o que ele necessitava para que começasse sua jornada em direção à vida, que foi: a palavra, o exemplo e o amor. Em troca, pediu fé, fidelidade e compromisso, pois para alcançar a verdadeira vida seria necessário passar por um deserto próprio para cada homem, providenciado pelo próprio Deus.
Este homem, crente de que não tinha mais vida senão através do filho de Deus, aceitou a proposta. Seguiu para o deserto, e lá conheceu a si mesmo como em nenhum outro momento da sua vida teria oportunidade de conhecer. No entanto, este deserto era estéril, sendo ele o único humano vivo que atravessava lá. Interrogou-se: que farei eu da minha vida se vida não há aqui? O que este Deus faz de mim?
Lembrou-se, no entanto: eu tenho a palavra, tenho o exemplo de como usá-la e tenho o amor que moveu o filho do homem a me salvar! Assim sendo, terei fé, serei fiel e honrarei com meu compromisso de atravessar este deserto. Continuou andando, percebendo, através do ambiente estéril que Deus havia colocado ele, o quanto cada mínimo de vida que existia importava.
Seguiu aprendendo até que se questionou: mas Deus, até quando andarei por aqui? A resposta logo brotou, através da palavra, em seu coração: eu sou o Deus da sabedoria, o Deus da bondade e o Deus da justiça. Se tu acreditas que realmente sou este Deus e que os demais deuses nada mais são que a ausência daquilo que eu sou, confia no que meu filho diz e o segue, pois teu galardão será grande e está sendo preparado.
Esta resposta acalmou o coração do homem. No entanto, dias e dias se passavam e ele não sabia até quando mais iria caminhar. Seu coração se encheu de ira, afinal, a vida que havia dentro de si queria viver. Lembrou-se, porém, que o filho de Deus, mesmo passando por tanto sofrimento, não se enfureceu. Pelo contrário, confiou no pai e entregou sua vida, portanto, deveria ele mesmo seguir o filho e também confiar no pai. Assim acalmou o seu coração, assim seguiu em frente.
Uma última dúvida surgiu neste homem, uma dúvida capaz de converter toda sua luta pela vida através do deserto estéril na mesma morte que ali reinava: este Deus realmente é tudo aquilo que ele diz que é? Para tanto parou de caminhar, ajoelhou-se e orou: Deus, se realmente és tu o deus da Justiça, é justo que faças isto comigo? Se realmente és tu o deus da Bondade, é bom que faças isto comigo? Se realmente és tu o deus da sabedoria, é sábio que faças isto comigo?
Ao proferir estes questionamentos foram sopradas em seu coração, através da palavra, as seguintes palavras: se me amas, meu filho, tende fé e acredita: eu sou Deus. Por amor ele acreditou, e através deste amor seus questionamentos foram respondidos: meu filho, duvidas da minha sabedoria, mas sei bem o quanto podes caminhar se confiares em mim. Meu filho, duvidas da minha bondade, mas ao receber meu galardão, todo sofrimento pelo qual passastes será, para ti, como a lembrança da morte de Cristo na cruz. Meu filho, duvidas da minha justiça, mas eu dei o Éden aos teus antepassados e eles pecaram, é justo que eu espere teu espírito estar preparado para o que eu guardo para ti, para que não pequeis também.
Através desta resposta, o homem olhou para os céus com alegria e orou: Deus, por amor criastes o homem à tua imagem e semelhança para que ele também crie vida. No entanto, senhor Deus, por falta de obediência à tua palavra, que instrui para a criação da vida, eles pecaram e deram origem à morte. Agora sei que este deserto estéril por qual prossigo, meu Deus, nada mais é que resultado da escolha que o homem fez ao tentar ser igual a ti. Mas ao caminhar por este deserto com minha vida, esta que foi dada pelo próprio Cristo, me torno eu um exemplo vivo de que teu filho realmente venceu a morte.
Portanto, meu Deus, caminharei com fidelidade. Caminharei vencendo a morte, dia após dia, até que o galardão que guardas para mim esteja pronto, até que meu espírito esteja pronto para recebê-lo. Sei que somente tu sabes sobre este tempo, sei que somente suportarei esta caminhada praticando a tua palavra. Agradeço-te Deus, pois sei que este pouco de vida que me restou é o suficiente para aceitar à Cristo como meu salvador, e nele serei eterno. Sou um sacrifício vivo para tua obra, meu Deus. Usa-me, traga teu reino através de mim e nele eu prosperarei, pois agora sei que este é o teu desejo desde toda a criação.
Postado por:
Devir Social
às
23:37:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Liberdade Espiritual
Política através dos tempos
Introdução:
Olá amigos. Estas semanas tem sido bastante proveitosas. Tenho conhecido pessoas de diferentes segmentos de pensamento e atuação, o que me tem feito pensar bastante em democracia. Portanto, hoje será este o tema. Aproveitando, irei também escrever sobre a complicada relação entre a igreja e a política, e minha opinião e posicionamento diante disto. Afinal, tenho dedicado bastante tempo da minha vida ao estudo e à vida evangélica.
A hereditariedade da democrática:
Conversando com certos amigos, é possível perceber que existe um conflito muito grande no conceito de democracia com sua atuação. Afinal, o modelo democrático se supõe como aquele que dá a escolha de voto a todos, e, portanto, dentre os existentes, é o que maior liberdade confere ao povo. No entanto, tais amigos insistem que a democracia não traz tanta liberdade assim, afinal, quando se impõe o voto não há liberdade. Fica a pergunta: a democracia é ou não é um sistema que concede liberdade?
Para responder a esta pergunta, é preciso entender a origem e a formação do estado de direito que regula a democracia, e então observar a atuação da democracia para um pouco além de somente uma geração.
Iniciamos com a formação do estado de direito, que nada mais é que uma sociedade regulada através de uma constituição da qual dela se deriva todas as leis. Ora, a constituição é o documento mais importante de qualquer estado regido por leis, porque nele está toda a base, a intenção e a identidade da construção do direito daquela sociedade. No entanto, o que sustenta esta carta são as pessoas que nela acreditam e que a ela obedecem. Porém, sob o ponto de vista do direito, o que existe antes da formação da constituição? A resposta é que o direito nada pode dizer sobre Isto e classifica este processo como abstrato.
É possível pensar que existam inúmeros processos que levem a um país a desenvolver sua constituição. É o que vem antes que dá a cara da constituição, mas uma vez que ela é formada e o estado se consolida como de direito, então ela deve ser respeitada por todos aqueles que trabalham com a lei. A democracia, neste escopo, entra como uma lei que regula as posições de liderança desta sociedade, e é possível imaginarmos que ela foi desenvolvida de modo a adequar a cultura e a economia de um povo dentro de si. Portanto, quem se submete a um estado de direito também se submete à democracia. De outro modo, rebelar-se contra a democracia é também rebelar-se contra o estado de direito.
No momento que uma pessoa se rebela contra a constituição, ela basicamente diz que é preciso voltar ao processo abstrato de formação social, no qual o direito não tem nenhum tipo de poder. Além disto, ir contra a constituição é alterar os aspectos gerais que desenvolveram aquela constituição, como a intenção e a identidade do estado. Portanto, é algo absolutamente profundo e importante para a característica de um país. Disto podemos concluir: todos aqueles que não desejam se submeter a democracia, na realidade, não desejam submeter-se ao seu próprio país, o que implica no desejo de ou alterá-lo profundamente ou mesmo na emancipação, criando seu próprio estado.
A partir do entendimento da formação do estado do direito é possível concluir que recusar-se a se submeter a democracia é algo sério, que deve ser feito com a responsabilidade de carregar a estabilidade social de um povo em processos que não são capazes de ser previstos pelo homem. Podemos usar parte dessa explicação para estruturar nosso pensamento sobre a liberdade da democracia.
Para começar, a democracia já nasce com suporte de liberdade adequado ao seu povo. Afinal, se o estado de direito nascesse sem dar as condições de liberdade necessárias ao seu povo, ele não prosperaria, logo seria alterado ou mesmo substituído. Isto significa que aqueles que aceitaram a nacionalidade definida por aquele estado de direito, aceitam também sua carta constitucional com democracia inclusa. Portanto, esta liberdade é, de fato, garantida pela democracia e aceitada por aqueles que ascenderam a aquela nacionalidade.
No entanto, como ficam as pessoas que nasceram algumas gerações após o desenvolvimento daquele estado de direito? Afinal, elas não tiveram a oportunidade de participar da formação do estado, tão pouco escolheram ou nasceram estar nele. No entanto, é aqui que entramos numa interessante característica da democracia: ela é hereditária. Afinal, quem nasce em solo de uma nação, na maioria das constituições, herda a nacionalidade daquele solo. Ora, junto com a nacionalidade, a democracia.
Aqui enxergamos a sociedade como um processo contínuo de vida. Ora, uma vez que aqueles indivíduos aceitaram gerar uma vida em determinada nação, sabiam e estavam de acordo com as imposições feitas a eles pelo estado de direito. Do contrário, ao invés de gerar vida, eles teriam que depositar todo seu esforço para desenvolver as mudanças necessárias para viverem em um estado no qual eles estejam de acordo viver. Sei que isto parece uma situação utópica, no entanto, sob a face do declínio cultural e econômico de um país, podemos assumir que situação semelhante está acontecendo.
Portanto, todo filho que nasce herda dos pais a submissão à democracia. Disto concluímos que questionamentos feitos acerca da liberdade da democracia fazem pouco sentido. São verdadeiros somente em contextos limitados e construídos propositalmente para revelar um paradoxo que, no decorrer do desenvolvimento do real cenário de atuação da democracia, não se sustentam. Desta forma, concluo com o seguinte: todos aqueles rebelados com a democracia, ao afirmar que ela limita a própria liberdade, conversem com seus progenitores sobre tal situação. Se verificarem um cenário real de cerceamento da liberdade pelo estado de direito, unam-se com seus semelhantes e preparem-se para o desconhecido.
A igreja e a política:
Como desenvolver uma relação entre a política e a fé? Em um poema meu, da coletânea evolutiva, chamado Linguagens Sociais, eu descrevo a religião como uma linguagem declarativa, já o direito, do qual se deriva a democracia, uma linguagem de orientação a objeto. Também descrevo a própria democracia como uma linguagem estatística, ou seja, que utiliza métodos científicos para sua própria comunicação. Estou me referindo a estas definições porque, já para resumir o que será escrito aqui, acredito que se cada linguagem trabalhar estritamente para aquilo que ela foi projetada, nenhum mal irá acontecer. Sigamos o texto para uma demonstração com mais clareza.
Iniciando com religião, ela é uma linguagem declarativa. Isto significa que, na religião, coisas são declaradas e acatadas ou não através deste dispositivo. Uma pessoa, através da fé, pode declarar qualquer coisa, afinal, ela é livre. No entanto, ela terá uma maior autoridade se tiver ao seu lado o exemplo e a palavra de algum sistema religioso com aqueles que respeitam a autoridade de tais coisas. Se, por exemplo, a palavra for dita para alguém que ignora aquela autoridade, ela pode não surtir efeito imediatistas. Deste modo, a fé é a base de um sistema de hierarquia daquela religião, que busca transmitir uma forma de se ligar ao mundo.
Por outro lado o estado de direito, do qual se deriva a política, teve sua construção histórica levando em conta principalmente as dinâmicas de funcionamento da sociedade em curto e em médio prazo. Portanto, ao contrário da religião, que tradicionalmente costuma ter milênios de formação e carrega consigo questões acerca da eternidade, a política tem certo grau de imediatismo e a necessidade de construção de garantias naturais para seu funcionamento. Esta noção de construção histórica e também a construção das garantias naturais conferem ao estado maior facilidade de autoridade para pessoas sem fé ou de diferentes fontes de fé.
Entendo as diferentes bases de autoridade e atuação de cada um dos sistemas, o político e o religioso, acredito ser possível afirmar que não é adequado substituir um com o outro, mas sim vivê-los em harmonia. Isto acontece quando a liberdade que a religião confere ao seu fiel é utilizada para a busca do bem na política. A política, por outro lado, deve respeitar as posições e as restrições assumidas pelo lado religioso. Afinal, a política, por ser mais nova, tende a ser bem mais ampla em liberdade que a religião, mas sua sabedoria não é capaz de estruturar íntimos detalhes que a religião de fazer.
Para ilustrar isto, vamos imaginar uma pessoa que tenha a necessidade de equilibrar sua atuação política e religiosa. Ora, se ela deixar que seu lado religioso domine os aspectos da política, será visto casos em que se utilize fé para causar transformações impositivas na sociedade. Por exemplo, impor por meio da lei costumes que só são seguidos por religiões específicas, acredito que a imposição do ensino religioso de uma doutrina específica seja um exemplo interessante. Se, de outra forma, o lado político dominar o lado religioso, a pessoa passará a questionar costumes antigos, pois sua fé estará mais fundamentada nas fontes naturais que no espírito que rege as instituições religiosas.
Em ambos os casos ocorrerá desarmonia. Tanto a religião não gostará de ter seus costumes questionados por aqueles que não têm autoridade para tanto, como a política não gostará de ter leis impostas por núcleos de pessoas que não tem fundamento em dados naturais. Falando agora especificamente do cristianismo, o cristão deverá entender a política como mais uma ferramenta das tantas que ele usa para viver, mas não depositar sua fé nela. Assim sendo, é inconcebível que a política seja causa de rincha no corpo de Cristo. Se assim for, será claro que a fé em Cristo e as atividades exercidas pela igreja, que são a própria atuação do espírito Santo, são menores que a política, uma ferramenta criada para a atuação de homens.
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais um texto. É interessante ver a nova fase deste blog, que agora se vê norteado por temas cristãos, sem, no entanto, ter perdido seu hábito de dissertar sobre temas relacionados ao cotidiano humano. Neste texto, a política, seguida por uma reflexão de sua relação com a religião. Acredito que este texto será importante para demonstrar meu posicionamento em futuros momentos. Portanto, para o que vier, já está escrito. No mais, espero que todos lembrem que neste blog, escrevo o que acredito e o que sei, portanto, não tenho vínculo com nenhum tipo de autoridade específica além de mim mesmo. Obviamente que correções serão bem vindas, assim como conselhos. Abraços a todos e até a próxima postagem.
Olá amigos. Estas semanas tem sido bastante proveitosas. Tenho conhecido pessoas de diferentes segmentos de pensamento e atuação, o que me tem feito pensar bastante em democracia. Portanto, hoje será este o tema. Aproveitando, irei também escrever sobre a complicada relação entre a igreja e a política, e minha opinião e posicionamento diante disto. Afinal, tenho dedicado bastante tempo da minha vida ao estudo e à vida evangélica.
A hereditariedade da democrática:
Conversando com certos amigos, é possível perceber que existe um conflito muito grande no conceito de democracia com sua atuação. Afinal, o modelo democrático se supõe como aquele que dá a escolha de voto a todos, e, portanto, dentre os existentes, é o que maior liberdade confere ao povo. No entanto, tais amigos insistem que a democracia não traz tanta liberdade assim, afinal, quando se impõe o voto não há liberdade. Fica a pergunta: a democracia é ou não é um sistema que concede liberdade?
Para responder a esta pergunta, é preciso entender a origem e a formação do estado de direito que regula a democracia, e então observar a atuação da democracia para um pouco além de somente uma geração.
Iniciamos com a formação do estado de direito, que nada mais é que uma sociedade regulada através de uma constituição da qual dela se deriva todas as leis. Ora, a constituição é o documento mais importante de qualquer estado regido por leis, porque nele está toda a base, a intenção e a identidade da construção do direito daquela sociedade. No entanto, o que sustenta esta carta são as pessoas que nela acreditam e que a ela obedecem. Porém, sob o ponto de vista do direito, o que existe antes da formação da constituição? A resposta é que o direito nada pode dizer sobre Isto e classifica este processo como abstrato.
É possível pensar que existam inúmeros processos que levem a um país a desenvolver sua constituição. É o que vem antes que dá a cara da constituição, mas uma vez que ela é formada e o estado se consolida como de direito, então ela deve ser respeitada por todos aqueles que trabalham com a lei. A democracia, neste escopo, entra como uma lei que regula as posições de liderança desta sociedade, e é possível imaginarmos que ela foi desenvolvida de modo a adequar a cultura e a economia de um povo dentro de si. Portanto, quem se submete a um estado de direito também se submete à democracia. De outro modo, rebelar-se contra a democracia é também rebelar-se contra o estado de direito.
No momento que uma pessoa se rebela contra a constituição, ela basicamente diz que é preciso voltar ao processo abstrato de formação social, no qual o direito não tem nenhum tipo de poder. Além disto, ir contra a constituição é alterar os aspectos gerais que desenvolveram aquela constituição, como a intenção e a identidade do estado. Portanto, é algo absolutamente profundo e importante para a característica de um país. Disto podemos concluir: todos aqueles que não desejam se submeter a democracia, na realidade, não desejam submeter-se ao seu próprio país, o que implica no desejo de ou alterá-lo profundamente ou mesmo na emancipação, criando seu próprio estado.
A partir do entendimento da formação do estado do direito é possível concluir que recusar-se a se submeter a democracia é algo sério, que deve ser feito com a responsabilidade de carregar a estabilidade social de um povo em processos que não são capazes de ser previstos pelo homem. Podemos usar parte dessa explicação para estruturar nosso pensamento sobre a liberdade da democracia.
Para começar, a democracia já nasce com suporte de liberdade adequado ao seu povo. Afinal, se o estado de direito nascesse sem dar as condições de liberdade necessárias ao seu povo, ele não prosperaria, logo seria alterado ou mesmo substituído. Isto significa que aqueles que aceitaram a nacionalidade definida por aquele estado de direito, aceitam também sua carta constitucional com democracia inclusa. Portanto, esta liberdade é, de fato, garantida pela democracia e aceitada por aqueles que ascenderam a aquela nacionalidade.
No entanto, como ficam as pessoas que nasceram algumas gerações após o desenvolvimento daquele estado de direito? Afinal, elas não tiveram a oportunidade de participar da formação do estado, tão pouco escolheram ou nasceram estar nele. No entanto, é aqui que entramos numa interessante característica da democracia: ela é hereditária. Afinal, quem nasce em solo de uma nação, na maioria das constituições, herda a nacionalidade daquele solo. Ora, junto com a nacionalidade, a democracia.
Aqui enxergamos a sociedade como um processo contínuo de vida. Ora, uma vez que aqueles indivíduos aceitaram gerar uma vida em determinada nação, sabiam e estavam de acordo com as imposições feitas a eles pelo estado de direito. Do contrário, ao invés de gerar vida, eles teriam que depositar todo seu esforço para desenvolver as mudanças necessárias para viverem em um estado no qual eles estejam de acordo viver. Sei que isto parece uma situação utópica, no entanto, sob a face do declínio cultural e econômico de um país, podemos assumir que situação semelhante está acontecendo.
Portanto, todo filho que nasce herda dos pais a submissão à democracia. Disto concluímos que questionamentos feitos acerca da liberdade da democracia fazem pouco sentido. São verdadeiros somente em contextos limitados e construídos propositalmente para revelar um paradoxo que, no decorrer do desenvolvimento do real cenário de atuação da democracia, não se sustentam. Desta forma, concluo com o seguinte: todos aqueles rebelados com a democracia, ao afirmar que ela limita a própria liberdade, conversem com seus progenitores sobre tal situação. Se verificarem um cenário real de cerceamento da liberdade pelo estado de direito, unam-se com seus semelhantes e preparem-se para o desconhecido.
A igreja e a política:
Como desenvolver uma relação entre a política e a fé? Em um poema meu, da coletânea evolutiva, chamado Linguagens Sociais, eu descrevo a religião como uma linguagem declarativa, já o direito, do qual se deriva a democracia, uma linguagem de orientação a objeto. Também descrevo a própria democracia como uma linguagem estatística, ou seja, que utiliza métodos científicos para sua própria comunicação. Estou me referindo a estas definições porque, já para resumir o que será escrito aqui, acredito que se cada linguagem trabalhar estritamente para aquilo que ela foi projetada, nenhum mal irá acontecer. Sigamos o texto para uma demonstração com mais clareza.
Iniciando com religião, ela é uma linguagem declarativa. Isto significa que, na religião, coisas são declaradas e acatadas ou não através deste dispositivo. Uma pessoa, através da fé, pode declarar qualquer coisa, afinal, ela é livre. No entanto, ela terá uma maior autoridade se tiver ao seu lado o exemplo e a palavra de algum sistema religioso com aqueles que respeitam a autoridade de tais coisas. Se, por exemplo, a palavra for dita para alguém que ignora aquela autoridade, ela pode não surtir efeito imediatistas. Deste modo, a fé é a base de um sistema de hierarquia daquela religião, que busca transmitir uma forma de se ligar ao mundo.
Por outro lado o estado de direito, do qual se deriva a política, teve sua construção histórica levando em conta principalmente as dinâmicas de funcionamento da sociedade em curto e em médio prazo. Portanto, ao contrário da religião, que tradicionalmente costuma ter milênios de formação e carrega consigo questões acerca da eternidade, a política tem certo grau de imediatismo e a necessidade de construção de garantias naturais para seu funcionamento. Esta noção de construção histórica e também a construção das garantias naturais conferem ao estado maior facilidade de autoridade para pessoas sem fé ou de diferentes fontes de fé.
Entendo as diferentes bases de autoridade e atuação de cada um dos sistemas, o político e o religioso, acredito ser possível afirmar que não é adequado substituir um com o outro, mas sim vivê-los em harmonia. Isto acontece quando a liberdade que a religião confere ao seu fiel é utilizada para a busca do bem na política. A política, por outro lado, deve respeitar as posições e as restrições assumidas pelo lado religioso. Afinal, a política, por ser mais nova, tende a ser bem mais ampla em liberdade que a religião, mas sua sabedoria não é capaz de estruturar íntimos detalhes que a religião de fazer.
Para ilustrar isto, vamos imaginar uma pessoa que tenha a necessidade de equilibrar sua atuação política e religiosa. Ora, se ela deixar que seu lado religioso domine os aspectos da política, será visto casos em que se utilize fé para causar transformações impositivas na sociedade. Por exemplo, impor por meio da lei costumes que só são seguidos por religiões específicas, acredito que a imposição do ensino religioso de uma doutrina específica seja um exemplo interessante. Se, de outra forma, o lado político dominar o lado religioso, a pessoa passará a questionar costumes antigos, pois sua fé estará mais fundamentada nas fontes naturais que no espírito que rege as instituições religiosas.
Em ambos os casos ocorrerá desarmonia. Tanto a religião não gostará de ter seus costumes questionados por aqueles que não têm autoridade para tanto, como a política não gostará de ter leis impostas por núcleos de pessoas que não tem fundamento em dados naturais. Falando agora especificamente do cristianismo, o cristão deverá entender a política como mais uma ferramenta das tantas que ele usa para viver, mas não depositar sua fé nela. Assim sendo, é inconcebível que a política seja causa de rincha no corpo de Cristo. Se assim for, será claro que a fé em Cristo e as atividades exercidas pela igreja, que são a própria atuação do espírito Santo, são menores que a política, uma ferramenta criada para a atuação de homens.
Encerramento:
Chegamos ao fim de mais um texto. É interessante ver a nova fase deste blog, que agora se vê norteado por temas cristãos, sem, no entanto, ter perdido seu hábito de dissertar sobre temas relacionados ao cotidiano humano. Neste texto, a política, seguida por uma reflexão de sua relação com a religião. Acredito que este texto será importante para demonstrar meu posicionamento em futuros momentos. Portanto, para o que vier, já está escrito. No mais, espero que todos lembrem que neste blog, escrevo o que acredito e o que sei, portanto, não tenho vínculo com nenhum tipo de autoridade específica além de mim mesmo. Obviamente que correções serão bem vindas, assim como conselhos. Abraços a todos e até a próxima postagem.
Postado por:
Devir Social
às
04:05:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Características e funções da igreja e relativismo bíblico
Introdução:
Bem vindos a mais uma postagem. Este dia tem sido estranho, tanta coisa pra fazer que acabo não fazendo nada. Portanto, vou escrever e depois continuar a leitura de Mateus, se der tempo. Hoje venho escrever sobre mais três assuntos fundamentais para a fundamentação do meu pensamento teológico. No entanto, estes assuntos não se baseiam diretamente da leitura que tenho de Mateus, até agora, mas penso que eles estão adequados com o que está escrito na palavra.
Características e funções da igreja:
Pra que serve a igreja, afinal? Penso que em algum lugar na bíblia diz que o congregar no corpo de Cristo é um dos princípios sagrados que agradam ao próprio Deus. Isto, afinal, deve acontecer porque Deus não criou o homem para viver só, e sua a obra e presença ficam mais fortes quanto feitas em comunhão. No entanto, características extras da manifestação da fé começam a surgir através da congregação, e é sobre elas que irei falar agora.
Adaptação da palavra:
Um dos objetivos da vinda de Jesus, como explicado em “Portas do céu”, foi ser o caminho para que as pessoas acessem o paraíso. Portanto, sendo a igreja a representante de Cristo aqui na terra, ela tem função idêntica. Porém, quando começamos a estruturar uma igreja aqui na terra, nos deparamos com questões físicas a serem resolvidas, como geografia, cultura, recursos. Portanto, o conjunto de decisões estabelecidas por determinada igreja determinará como ela atua na terra.
De tal forma que, parece-me, cada igreja tem sua própria forma de acessar a Deus, todas válidas em Jesus. Para entender melhor isto, dou o seguinte exemplo: Jesus falaria da mesma forma à um camponês e a um homem da lei? Imagino que não, afinal, Jesus busca aproximar sua linguagem do cotidiano das pessoas para que elas acessem dentro de si o reino dos céus. Idem a igreja, que desenvolve sua própria linguagem e costume para acessar determinado povo específico e elevá-los a Cristo.
Isto que dizer que cada igreja tem sua base de funcionamento, mas sendo ela Cristã, todas elas devem ter como objetivo final trazer Cristo a terra. Portanto, é natural que nos identifiquemos mais com um tipo de igreja à outra. Afinal, ninguém é igual. Ainda adiciono mais: Jesus dá a autoridade para todos aqueles que conhecem sua palavra para eles mesmos montarem suas próprias igrejas. Portanto, se alguém não se sentir representado por nenhuma igreja, ele mesmo que monte a sua e convide seus semelhantes. Afinal, desde que sigam a palavra de Jesus e o declarem com o seu salvador, eles possuem a autoridade da vida.
Aprender a relacionar-se:
Outra coisa que faz o congregar ser tão importante é o aprender a relacionar-se. Aquele que se isola do relacionamento humano esfria seu coração. Por mais conhecimento que ele tenha, tanto teológico quanto natural, devido ao seu coração frio, certamente ele se afastará de Deus. É fácil imaginar que este não é o desejo do nosso criador. É possível concluir que relacionar-se na igreja é um modo de estar próximo ao criador, pois as superações diárias do convívio revelam a natureza humana para a criatura, e a necessidade dela confiar em seu criador para prosseguir.
O conhecimento obtido através do convívio na igreja deve ser aplicado no mundo. Isto significa que, ao aprendermos a nos relacionar com a igreja, estamos também aprendendo a nos relacionar com o mundo natural. Através dos desafios que a igreja nos impõe para adorarmos cada vez melhor, para conhecermos melhor a Deus, aprendemos, com o auxílio das nossas autoridades espirituais, a ser fortes em espírito. Assim, estamos fortes no espírito para realizar as obras no mundo mesmo que não tenhamos o auxílio da nossa autoridade espiritual. É através de obras cheias do Espírito Santo que abençoamos o mundo no tempo histórico que vivemos.
Calibragem no Espírito Santo:
Para finalizar, já ouvi falar de um princípio da bíblia do não escândalo, e somando isto ao fato de que precisamos escutar nossos ancestrais, explicado no conceito fundamental a equivalência do feminino e masculino, encontramos mais uma interessante característica da igreja: a autocalibragem cultural. No entanto, é preciso lembrar que estamos no contexto Cristão, portanto, aquele que deve determinar nossa cultura é o Espírito Santo. Dei alguns exemplos disto no conceito fundamental separação, mas vou dar mais uma breve explicação.
Imaginemos que cada comportamento tenha um impacto no convívio social. Na igreja em específico, este impacto será avaliado três fontes: o pai, a mãe e a autoridade espiritual de quem efetuou aquele comportamento. É preciso que os três estejam de acordo para que aquela pessoa tenha capacidade de sustentar aquele comportamento, de modo a influenciar as outras pessoas a segui-lo. Caso contrário, certamente ela será desestimulada a continuar com aquele comportamento. Se, ela ainda assim seguir em busca daquilo, significa que existe algo mal construído na vida dela, que fatalmente a levará a algum pecado.
Dado que ela consiga sustentar aquele comportamento, é chegada a hora da própria comunidade sentir o impacto daquele comportamento. A comunidade poderá segui-la ou ignorá-la. De qualquer forma, quem decidirá isto é o próprio amadurecimento espiritual das pessoas que pairam ali, de modo que a igreja se adapte às características culturais de cada local. Portanto, é perfeitamente possível um comportamento que é mal visto em uma igreja ser comum em outra, e ambas as igrejas estarem alinhadas no caminho do senhor.
Obviamente, na realidade, isto não acontece. É comum, primeiro, a igreja sofrer o impacto, para depois haver a intervenção da autoridade religiosa. Ainda, precisamos contar que nem sempre todos que entram na igreja têm uma boa estrutura familiar, faltando-lhes a figura materna e paterna, de modo que eles irão precisar suprir isto da maneira que o espírito lhes revelar. De qualquer forma, nenhuma igreja deverá ser perfeita assim como nenhum humano o é, somente Cristo, que é o destino final de ambos, igreja e humano.
Existem, ainda, muitas pessoas que precisam elevar-se espiritualmente para se adaptarem ao convívio na igreja. Certamente elas se sentem incomodadas com certos comportamentos que em essência não são maus. Portanto, este é o momento adequado para que elas amadureçam, e é esperado que elas tenham o auxílio de sua autoridade espiritual, da palavra ou mesmo do próprio Espírito Santo, através da oração, para tanto. Desta forma, a igreja se acostuma a receber vidas, e através disto crescimento, ao invés de se acomodar ao seu nível espiritual e deixar que o mundo decaia.
Relativismo bíblico:
Certa vez ouvi que um dos maiores inimigos atuais da igreja é o relativismo bíblico. Não sei se ainda é válido ou como a igreja tem se comportado a tal ataque, mas gostaria de deixar clara aqui minha posição na seguinte afirmação: este não é nosso inimigo. Digo isto pois acredito que o relativismo não é a causa, mas sim a consequência de um profundo processo de transformação que nosso mundo está sofrendo, e este processo tem haver com a crise de autoridade. No entanto, antes de explicar melhor um pouco isto, gostaria de dissertar o quão estranha me parece ser a ideia de que o relativismo é o inimigo.
Imaginemos, pois, uma pessoa que acredite na relatividade do gênero. Outra, no entanto, mostrará a bíblia e afirmará: Deus diz que se criou o homem e a mulher, e assim deve ser. Porém, aquela que acredita na relatividade dos gêneros dirá: não concordo com isto! Minha interpretação é outra. E logo haverá a acusação do relativismo bíblico, que fechará a discussão. Portanto, finalizamos com a seguinte situação: uma, por algum motivo, busca provar uma visão diferente daquela dita pela bíblia, enquanto que outra busca provar, através das escrituras, a visão da bíblia. Elas, não encontrando conciliação, se afastaram, fugindo da unidade de Deus. Portanto, percebam: a palavra de Deus, ao invés de causar união, causará separação.
É certo que Deus nos pede para nos separar do mundo e olhar para as coisas espirituais, e sua palavra certamente é nosso guia espiritual. No entanto, percebam que a pessoa que busca provar algo diferente do que está na bíblia irá se afastar do corpo de Cristo, perdendo a oportunidade de aprender. A que está no corpo de Cristo, por outro lado, perderá a oportunidade de encontrar formas de demonstrar a aquela pessoa que aquilo que ela acredita está errado. afinal, ela estará afastada à deriva das mentiras do mundo ou em busca da verdade de Deus fora das escrituras, tendo que passar por todo tipo de engano que ela poderia aprender conhecendo a palavra, mesmo que discordando de parte dela.
Isto me parece ser uma situação não desejável. Afirmo isto porque é possível imaginarmos que as pessoas que buscam ser contrárias a bíblia estão imersas em algum tipo de mentira demoníaca, e quando elas se afastam da igreja, afasta-se também a oportunidade da igreja descobrir e buscar formas de salvar pessoas desta mentira. Portanto, a igreja perde aquilo que de mais valioso há na terra, que são as vidas dos fiéis. O mesmo caso pode ser aplicado às pessoas com diferentes religiões, muitas vezes espiritualmente menos evoluídas. No entanto, é preciso deixar clara diferença entre as pessoas que buscam à Deus, mas estão submersas em mentiras, das que se convencem a servir Satanás através das mentiras e destruir a igreja. Que o espírito nos guie com a sabedoria para que diferenciemos o trigo do joio.
Ora, se aplicarmos nelas diretamente a palavra, sem que elas tenham tempo de absorver e buscar dentro de si aquilo que a palavra diz e comprovar como verdade, como esperamos que elas amadureçam espiritualmente? Certamente fazemos o contrário, a afastamos do amadurecimento, e ainda mostramos que somos nós quem precisamos amadurecer. O mesmo se aplica a quem faz mau uso da bíblia para desenvolver uma religiosidade que faz mal ao invés do bem. Não devemos atacá-las simplesmente com palavras, mas sim convencê-las através do espírito, através do exemplo, e utilizando as escrituras para validar que seu exemplo é a verdadeira vontade de Deus, assim como Jesus vez ao vir para cá.
Jesus, com sua vinda, não somente nos ensinou a verdade, como também nos mostrou que é possível vivê-la. Este é o verdadeiro amor de Cristo, esta é a verdadeira força de Cristo. As palavras certamente tem poder, contudo, quando usadas com amor, certamente são imbatíveis. Certo Cristão pode se ver frustrado ao perder certas batalhas, mas que ele mesmo se lembre de que tais batalhas são perdidas por ele, mas não por Cristo, e que nenhuma palavra lançada por ele, em Cristo, voltará vazia. Orar para ter um bom relacionamento com Deus e rogar por sabedoria certamente diminuirá suas frustrações e lhe mostrará boas colheitas, mas que principalmente seu amor por Cristo torne digno seu sacrifício. Aquele que vive por Cristo não vive pela alegria, mas por sua vida eterna.
Acredito que todo relativismo caí quando um Cristão levanta suas mãos em adoração. Porém, quem convence um Cristão a adorar é o próprio Espírito Santo. No entanto, isto é o que verdadeiramente tem se tornado mais difícil, sendo esta a verdadeira batalha a qual a igreja enfrenta. Afinal, a falta de estrutura social ao quais muitos países são submetidos faz com que o Espírito Santo dificilmente encontre pessoas preocupadas com ele, mas sim com a carne. Nestes casos, como podemos esperar que o Espírito Santo atue aonde ele não é buscado ou autorizado a agir?
Deus certamente respeita o livre-arbítrio, por isso mandou seu filho Jesus para convencer aos primeiros Cristãos a aceitarem-no, e estes foram as sementes que se espalharam pelo mundo. Estas sementes foram plantadas em terra fértil, geraram frutos, que se transformaram em sementes que chegaram até onde estamos atualmente. Porém, é certo que é necessário cada vez mais oração para que a verdade nos seja revelada pelo próprio Deus de modo que saibamos como plantar neste tempo histórico a semente de Cristo, para que assim a colheita continue a crescer. O verdadeiro inimigo, portanto, não é o relativismo bíblico, mas sim a própria igreja, que deverá orar a Deus sabedoria para seguir o bom combate ao qual Jesus nos capacitou, de tal modo que preparemos cada vez mais a terra para a atuação do Espírito Santo.
Conclusão:
Foram dois textos pesados nesta postagem! O primeiro será classificado como minha série de conceitos fundamentais acerca da teologia que eu acredito, já o segundo como liberdade espiritual, afinal, não estou propriamente fundamentado para desenvolver uma crítica tão profunda a igreja, portanto, estou usando de liberdade para tanto. Há um conceito entre o primeiro texto e o outro texto mencionado no primeiro, no entanto, vou deixar como está por enquanto, mas talvez eu faça outro texto somente com tal conceito e reorganize este dois. Está começando a ficar meio confuso, mas depois eu organizo direitinho de acordo com a necessidade de uso. No mais, finalizada mais esta postagem. Um abraço a todos e até a próxima!
Bem vindos a mais uma postagem. Este dia tem sido estranho, tanta coisa pra fazer que acabo não fazendo nada. Portanto, vou escrever e depois continuar a leitura de Mateus, se der tempo. Hoje venho escrever sobre mais três assuntos fundamentais para a fundamentação do meu pensamento teológico. No entanto, estes assuntos não se baseiam diretamente da leitura que tenho de Mateus, até agora, mas penso que eles estão adequados com o que está escrito na palavra.
Características e funções da igreja:
Pra que serve a igreja, afinal? Penso que em algum lugar na bíblia diz que o congregar no corpo de Cristo é um dos princípios sagrados que agradam ao próprio Deus. Isto, afinal, deve acontecer porque Deus não criou o homem para viver só, e sua a obra e presença ficam mais fortes quanto feitas em comunhão. No entanto, características extras da manifestação da fé começam a surgir através da congregação, e é sobre elas que irei falar agora.
Adaptação da palavra:
Um dos objetivos da vinda de Jesus, como explicado em “Portas do céu”, foi ser o caminho para que as pessoas acessem o paraíso. Portanto, sendo a igreja a representante de Cristo aqui na terra, ela tem função idêntica. Porém, quando começamos a estruturar uma igreja aqui na terra, nos deparamos com questões físicas a serem resolvidas, como geografia, cultura, recursos. Portanto, o conjunto de decisões estabelecidas por determinada igreja determinará como ela atua na terra.
De tal forma que, parece-me, cada igreja tem sua própria forma de acessar a Deus, todas válidas em Jesus. Para entender melhor isto, dou o seguinte exemplo: Jesus falaria da mesma forma à um camponês e a um homem da lei? Imagino que não, afinal, Jesus busca aproximar sua linguagem do cotidiano das pessoas para que elas acessem dentro de si o reino dos céus. Idem a igreja, que desenvolve sua própria linguagem e costume para acessar determinado povo específico e elevá-los a Cristo.
Isto que dizer que cada igreja tem sua base de funcionamento, mas sendo ela Cristã, todas elas devem ter como objetivo final trazer Cristo a terra. Portanto, é natural que nos identifiquemos mais com um tipo de igreja à outra. Afinal, ninguém é igual. Ainda adiciono mais: Jesus dá a autoridade para todos aqueles que conhecem sua palavra para eles mesmos montarem suas próprias igrejas. Portanto, se alguém não se sentir representado por nenhuma igreja, ele mesmo que monte a sua e convide seus semelhantes. Afinal, desde que sigam a palavra de Jesus e o declarem com o seu salvador, eles possuem a autoridade da vida.
Aprender a relacionar-se:
Outra coisa que faz o congregar ser tão importante é o aprender a relacionar-se. Aquele que se isola do relacionamento humano esfria seu coração. Por mais conhecimento que ele tenha, tanto teológico quanto natural, devido ao seu coração frio, certamente ele se afastará de Deus. É fácil imaginar que este não é o desejo do nosso criador. É possível concluir que relacionar-se na igreja é um modo de estar próximo ao criador, pois as superações diárias do convívio revelam a natureza humana para a criatura, e a necessidade dela confiar em seu criador para prosseguir.
O conhecimento obtido através do convívio na igreja deve ser aplicado no mundo. Isto significa que, ao aprendermos a nos relacionar com a igreja, estamos também aprendendo a nos relacionar com o mundo natural. Através dos desafios que a igreja nos impõe para adorarmos cada vez melhor, para conhecermos melhor a Deus, aprendemos, com o auxílio das nossas autoridades espirituais, a ser fortes em espírito. Assim, estamos fortes no espírito para realizar as obras no mundo mesmo que não tenhamos o auxílio da nossa autoridade espiritual. É através de obras cheias do Espírito Santo que abençoamos o mundo no tempo histórico que vivemos.
Calibragem no Espírito Santo:
Para finalizar, já ouvi falar de um princípio da bíblia do não escândalo, e somando isto ao fato de que precisamos escutar nossos ancestrais, explicado no conceito fundamental a equivalência do feminino e masculino, encontramos mais uma interessante característica da igreja: a autocalibragem cultural. No entanto, é preciso lembrar que estamos no contexto Cristão, portanto, aquele que deve determinar nossa cultura é o Espírito Santo. Dei alguns exemplos disto no conceito fundamental separação, mas vou dar mais uma breve explicação.
Imaginemos que cada comportamento tenha um impacto no convívio social. Na igreja em específico, este impacto será avaliado três fontes: o pai, a mãe e a autoridade espiritual de quem efetuou aquele comportamento. É preciso que os três estejam de acordo para que aquela pessoa tenha capacidade de sustentar aquele comportamento, de modo a influenciar as outras pessoas a segui-lo. Caso contrário, certamente ela será desestimulada a continuar com aquele comportamento. Se, ela ainda assim seguir em busca daquilo, significa que existe algo mal construído na vida dela, que fatalmente a levará a algum pecado.
Dado que ela consiga sustentar aquele comportamento, é chegada a hora da própria comunidade sentir o impacto daquele comportamento. A comunidade poderá segui-la ou ignorá-la. De qualquer forma, quem decidirá isto é o próprio amadurecimento espiritual das pessoas que pairam ali, de modo que a igreja se adapte às características culturais de cada local. Portanto, é perfeitamente possível um comportamento que é mal visto em uma igreja ser comum em outra, e ambas as igrejas estarem alinhadas no caminho do senhor.
Obviamente, na realidade, isto não acontece. É comum, primeiro, a igreja sofrer o impacto, para depois haver a intervenção da autoridade religiosa. Ainda, precisamos contar que nem sempre todos que entram na igreja têm uma boa estrutura familiar, faltando-lhes a figura materna e paterna, de modo que eles irão precisar suprir isto da maneira que o espírito lhes revelar. De qualquer forma, nenhuma igreja deverá ser perfeita assim como nenhum humano o é, somente Cristo, que é o destino final de ambos, igreja e humano.
Existem, ainda, muitas pessoas que precisam elevar-se espiritualmente para se adaptarem ao convívio na igreja. Certamente elas se sentem incomodadas com certos comportamentos que em essência não são maus. Portanto, este é o momento adequado para que elas amadureçam, e é esperado que elas tenham o auxílio de sua autoridade espiritual, da palavra ou mesmo do próprio Espírito Santo, através da oração, para tanto. Desta forma, a igreja se acostuma a receber vidas, e através disto crescimento, ao invés de se acomodar ao seu nível espiritual e deixar que o mundo decaia.
Relativismo bíblico:
Certa vez ouvi que um dos maiores inimigos atuais da igreja é o relativismo bíblico. Não sei se ainda é válido ou como a igreja tem se comportado a tal ataque, mas gostaria de deixar clara aqui minha posição na seguinte afirmação: este não é nosso inimigo. Digo isto pois acredito que o relativismo não é a causa, mas sim a consequência de um profundo processo de transformação que nosso mundo está sofrendo, e este processo tem haver com a crise de autoridade. No entanto, antes de explicar melhor um pouco isto, gostaria de dissertar o quão estranha me parece ser a ideia de que o relativismo é o inimigo.
Imaginemos, pois, uma pessoa que acredite na relatividade do gênero. Outra, no entanto, mostrará a bíblia e afirmará: Deus diz que se criou o homem e a mulher, e assim deve ser. Porém, aquela que acredita na relatividade dos gêneros dirá: não concordo com isto! Minha interpretação é outra. E logo haverá a acusação do relativismo bíblico, que fechará a discussão. Portanto, finalizamos com a seguinte situação: uma, por algum motivo, busca provar uma visão diferente daquela dita pela bíblia, enquanto que outra busca provar, através das escrituras, a visão da bíblia. Elas, não encontrando conciliação, se afastaram, fugindo da unidade de Deus. Portanto, percebam: a palavra de Deus, ao invés de causar união, causará separação.
É certo que Deus nos pede para nos separar do mundo e olhar para as coisas espirituais, e sua palavra certamente é nosso guia espiritual. No entanto, percebam que a pessoa que busca provar algo diferente do que está na bíblia irá se afastar do corpo de Cristo, perdendo a oportunidade de aprender. A que está no corpo de Cristo, por outro lado, perderá a oportunidade de encontrar formas de demonstrar a aquela pessoa que aquilo que ela acredita está errado. afinal, ela estará afastada à deriva das mentiras do mundo ou em busca da verdade de Deus fora das escrituras, tendo que passar por todo tipo de engano que ela poderia aprender conhecendo a palavra, mesmo que discordando de parte dela.
Isto me parece ser uma situação não desejável. Afirmo isto porque é possível imaginarmos que as pessoas que buscam ser contrárias a bíblia estão imersas em algum tipo de mentira demoníaca, e quando elas se afastam da igreja, afasta-se também a oportunidade da igreja descobrir e buscar formas de salvar pessoas desta mentira. Portanto, a igreja perde aquilo que de mais valioso há na terra, que são as vidas dos fiéis. O mesmo caso pode ser aplicado às pessoas com diferentes religiões, muitas vezes espiritualmente menos evoluídas. No entanto, é preciso deixar clara diferença entre as pessoas que buscam à Deus, mas estão submersas em mentiras, das que se convencem a servir Satanás através das mentiras e destruir a igreja. Que o espírito nos guie com a sabedoria para que diferenciemos o trigo do joio.
Ora, se aplicarmos nelas diretamente a palavra, sem que elas tenham tempo de absorver e buscar dentro de si aquilo que a palavra diz e comprovar como verdade, como esperamos que elas amadureçam espiritualmente? Certamente fazemos o contrário, a afastamos do amadurecimento, e ainda mostramos que somos nós quem precisamos amadurecer. O mesmo se aplica a quem faz mau uso da bíblia para desenvolver uma religiosidade que faz mal ao invés do bem. Não devemos atacá-las simplesmente com palavras, mas sim convencê-las através do espírito, através do exemplo, e utilizando as escrituras para validar que seu exemplo é a verdadeira vontade de Deus, assim como Jesus vez ao vir para cá.
Jesus, com sua vinda, não somente nos ensinou a verdade, como também nos mostrou que é possível vivê-la. Este é o verdadeiro amor de Cristo, esta é a verdadeira força de Cristo. As palavras certamente tem poder, contudo, quando usadas com amor, certamente são imbatíveis. Certo Cristão pode se ver frustrado ao perder certas batalhas, mas que ele mesmo se lembre de que tais batalhas são perdidas por ele, mas não por Cristo, e que nenhuma palavra lançada por ele, em Cristo, voltará vazia. Orar para ter um bom relacionamento com Deus e rogar por sabedoria certamente diminuirá suas frustrações e lhe mostrará boas colheitas, mas que principalmente seu amor por Cristo torne digno seu sacrifício. Aquele que vive por Cristo não vive pela alegria, mas por sua vida eterna.
Acredito que todo relativismo caí quando um Cristão levanta suas mãos em adoração. Porém, quem convence um Cristão a adorar é o próprio Espírito Santo. No entanto, isto é o que verdadeiramente tem se tornado mais difícil, sendo esta a verdadeira batalha a qual a igreja enfrenta. Afinal, a falta de estrutura social ao quais muitos países são submetidos faz com que o Espírito Santo dificilmente encontre pessoas preocupadas com ele, mas sim com a carne. Nestes casos, como podemos esperar que o Espírito Santo atue aonde ele não é buscado ou autorizado a agir?
Deus certamente respeita o livre-arbítrio, por isso mandou seu filho Jesus para convencer aos primeiros Cristãos a aceitarem-no, e estes foram as sementes que se espalharam pelo mundo. Estas sementes foram plantadas em terra fértil, geraram frutos, que se transformaram em sementes que chegaram até onde estamos atualmente. Porém, é certo que é necessário cada vez mais oração para que a verdade nos seja revelada pelo próprio Deus de modo que saibamos como plantar neste tempo histórico a semente de Cristo, para que assim a colheita continue a crescer. O verdadeiro inimigo, portanto, não é o relativismo bíblico, mas sim a própria igreja, que deverá orar a Deus sabedoria para seguir o bom combate ao qual Jesus nos capacitou, de tal modo que preparemos cada vez mais a terra para a atuação do Espírito Santo.
Conclusão:
Foram dois textos pesados nesta postagem! O primeiro será classificado como minha série de conceitos fundamentais acerca da teologia que eu acredito, já o segundo como liberdade espiritual, afinal, não estou propriamente fundamentado para desenvolver uma crítica tão profunda a igreja, portanto, estou usando de liberdade para tanto. Há um conceito entre o primeiro texto e o outro texto mencionado no primeiro, no entanto, vou deixar como está por enquanto, mas talvez eu faça outro texto somente com tal conceito e reorganize este dois. Está começando a ficar meio confuso, mas depois eu organizo direitinho de acordo com a necessidade de uso. No mais, finalizada mais esta postagem. Um abraço a todos e até a próxima!
Postado por:
Devir Social
às
15:59:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Conceito fundamental,
Liberdade Espiritual
domingo, 15 de outubro de 2017
Mateus e relacionamentos
Assumindo o lugar de Deus:
Quando te achas importante o suficiente para não ter tempo de orar a Deus, mandas uma mensagem a Ele: estou no teu lugar, não preciso de ti, dou conta! Alerto-te, neste caso: esteja preparado para aguentar o peso da responsabilidade do mundo nas tuas costas, pois estás tu mesmo te colocando na posição Dele. Afinal, preferes tu contar contigo mesmo, teu próprio esforço e sabedoria que aproveitar tua presença com Ele e adorá-lo, confiando que Ele resolverá ao modo e à sabedoria Dele tudo aquilo que está além de ti.
O peso, a graça e a honra:
Estes dias, ao ir louvar à Deus na igreja, senti um certo peso. Nada mais era que minhas preocupações invadindo o meu ser. Ao escutar isso, um amigo meu comentou que nosso pastor comentou que o peso do mundo nos impede de louvar. Isto ficou na minha cabeça. Associado a isto, em Mateus 11:28-30, Jesus diz: vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; encontrareis descanso para vossas almas. Porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Acredito que esta visão não seja novidade na igreja, pois já ouvi uma ministração que falou algo parecido com a que estou falando, e o pastor de hoje também disse que o cristão tem sua cruz, mas que ela era leve, citando também este versículo. No entanto, esta noite surgiu um questionamento: por que uns são capazes de suportar mais peso que outros? Ou, reformulando a pergunta, por que uns são mais que outros?
Muito se fala na nossa igreja sobre a graça. Em 1 coríntios 1:27 diz: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Portanto, acredito que com base neste versículo, é possível afirmar que a graça de Deus é algo imprevisível para os homens. Ora, qual seria o efeito de qualquer homem ser agraciado por Deus, se não ter a capacidade de carregar um peso maior que outros?
Desta forma, encontrei uma conexão interessante entre dois conceitos. A graça e o peso da cruz. Muitos podem questionar-se: mas por que carregar um peso maior seria uma graça? Isto me parece ser claramente respondido por outro conceito bastante citado lá na igreja que estou frequentando, que é a honra. Aquele que suporta maior peso, é mais honrado. E ele só suportará mais peso se a graça de Deus estiver nele, do contrário, ele estará carregando uma cruz maior que ele, e isto certamente não agradaria a Deus, pois o levaria a morte a qual Jesus já sofreu.
Ora, a honra é como uma forma de beleza. Assim como a beleza, a honra é uma finalidade em si, um elemento capaz de satisfazer o viver humano. Portanto, ser uma pessoa honrada é algo desejável. Por ser desejável, assim como a beleza, pode haver quem a queira através de artifícios humanos, mas a verdadeira honra vem apenas de Deus, pois é ele que nos dá a graça para suportar o peso da cruz de maneira leve e suave, mas ainda sim seguros de que a vida prosperará. Toda honra que vem de Deus é boa, mesmo que não entre para a história. É ela que alimenta nossa sociedade. Idem para beleza.
Separação:
Há um versículo interessante para que possamos introduzir o tema, em Mateus 5:32, no qual Jesus diz: Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.
Este versículo pode assustar ou parecer injusto para quem o lê sem entendimento, mas é preciso considerar que Jesus considerava que Deus criou um homem para uma mulher, e, portanto, um só casamento bastava. Portanto, o homem que colocasse sua mulher em posição de adultério, se ela o cometesse, este se separaria dela ou teria de aceitar o fato ocorrido. No entanto, caso ele se separe, não poderia mais se casar com nenhuma outra mulher, pois já era casado. Idem pra ela, e por isso que qualquer um que se case com ela também é adultero.
No entanto, ainda sim, há uma questão complicada neste versículo. Casar e assumir que, por isso, um casal irá ficar junto para o resto da vida, é um conceito complexo e que pode levar as pessoas à separação de sua comunhão com Deus ao invés da verdade plena. Pelo menos eu considero isto. Afinal, implementar apenas parte da verdade, como se ela fosse uma verdade completa, pode ser uma mentira pior que deixar que a verdade seja encontrada por si só.
Portanto, o que fazer numa situação destas? Para responder a esta pergunta, é bom que se tenha lido o conceito fundamental Renascimento. Nele está a chave para compreendermos uma visão harmônica e justa desta situação. Afinal, assim como a primeira vida, um casamento pode ter se iniciado com bases espirituais enganosas. Portanto, eu acredito que, quando há o renascimento do espírito, este mesmo espírito é lavado de um casamento ruim, pois é uma nova vida. Desta forma, percebam que os ensinamentos sagrados não nos obriga a nada. Ele apenas dá suas instruções divinas para que alcancemos aos céus, se assim acreditarmos na sua palavra.
Como foi dito no renascimento, tudo aquilo que foi construído em bases sagradas pode ser convertido para uma nova vida. Isto pode incluir o casamento, se ele resistir. Mas certamente incluirá os filhos, pois toda vida é sagrada. O convívio poderá ser convertido ou não, a depender do espírito no qual as coisas ali estão construídas. Lembremo-nos dos frutos que aqueles que vivem no espírito de Deus carregam consigo: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Quaisquer relações que apresentem estas características, certamente há algo de Deus nelas.
Assim como no renascimento, é preciso tomar cuidado para que o casamento não se torne algo banal. Este cuidado é tomado através do conceito de promiscuidade, que diz que todo comportamento sexual que avance os limites aceitáveis dentro da cultura podem ser pecaminosos. Há o pai, a mãe e/ou as autoridades religiosas de cada um dos envolvidos em um namoro, assim como a comunidade. Toda esta dinâmica de relacionamento, por si só, é capaz de determinar um comportamento sadio de construção de relacionamento que leve ao casamento, desde que todas estas pessoas estejam comprometidas com o espírito santo. Ser promíscuo é ignorar estas coisas, o que levará a desequilíbrio a ser tratado através de oração.
Lembremos que, em Gênesis, Deus criou um homem para uma mulher. Isto ainda é verdade, pois quando o homem ou a mulher renascem, é bom que eles esperem por seus pares para que assim agrademos a Deus. Sei que foge um pouco ao tema, mas para finalizar: relações sexuais por si só são vazias, a menos que aconteçam como consequência de toda a construção de vida. Neste caso, todo o vazio das relações sexuais é preenchido com vida, tanta vida que chega a transbordar tanto no espírito quanto no físico. Afinal, é através do sexo que novas criaturas são geradas, e é através do amor do pai e da mãe que novos filhos de Deus o são.
PS: o vídeo da ministração: https://www.youtube.com/watch?v=ADXNDbECEOw
Quando te achas importante o suficiente para não ter tempo de orar a Deus, mandas uma mensagem a Ele: estou no teu lugar, não preciso de ti, dou conta! Alerto-te, neste caso: esteja preparado para aguentar o peso da responsabilidade do mundo nas tuas costas, pois estás tu mesmo te colocando na posição Dele. Afinal, preferes tu contar contigo mesmo, teu próprio esforço e sabedoria que aproveitar tua presença com Ele e adorá-lo, confiando que Ele resolverá ao modo e à sabedoria Dele tudo aquilo que está além de ti.
O peso, a graça e a honra:
Estes dias, ao ir louvar à Deus na igreja, senti um certo peso. Nada mais era que minhas preocupações invadindo o meu ser. Ao escutar isso, um amigo meu comentou que nosso pastor comentou que o peso do mundo nos impede de louvar. Isto ficou na minha cabeça. Associado a isto, em Mateus 11:28-30, Jesus diz: vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; encontrareis descanso para vossas almas. Porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Acredito que esta visão não seja novidade na igreja, pois já ouvi uma ministração que falou algo parecido com a que estou falando, e o pastor de hoje também disse que o cristão tem sua cruz, mas que ela era leve, citando também este versículo. No entanto, esta noite surgiu um questionamento: por que uns são capazes de suportar mais peso que outros? Ou, reformulando a pergunta, por que uns são mais que outros?
Muito se fala na nossa igreja sobre a graça. Em 1 coríntios 1:27 diz: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Portanto, acredito que com base neste versículo, é possível afirmar que a graça de Deus é algo imprevisível para os homens. Ora, qual seria o efeito de qualquer homem ser agraciado por Deus, se não ter a capacidade de carregar um peso maior que outros?
Desta forma, encontrei uma conexão interessante entre dois conceitos. A graça e o peso da cruz. Muitos podem questionar-se: mas por que carregar um peso maior seria uma graça? Isto me parece ser claramente respondido por outro conceito bastante citado lá na igreja que estou frequentando, que é a honra. Aquele que suporta maior peso, é mais honrado. E ele só suportará mais peso se a graça de Deus estiver nele, do contrário, ele estará carregando uma cruz maior que ele, e isto certamente não agradaria a Deus, pois o levaria a morte a qual Jesus já sofreu.
Ora, a honra é como uma forma de beleza. Assim como a beleza, a honra é uma finalidade em si, um elemento capaz de satisfazer o viver humano. Portanto, ser uma pessoa honrada é algo desejável. Por ser desejável, assim como a beleza, pode haver quem a queira através de artifícios humanos, mas a verdadeira honra vem apenas de Deus, pois é ele que nos dá a graça para suportar o peso da cruz de maneira leve e suave, mas ainda sim seguros de que a vida prosperará. Toda honra que vem de Deus é boa, mesmo que não entre para a história. É ela que alimenta nossa sociedade. Idem para beleza.
Separação:
Há um versículo interessante para que possamos introduzir o tema, em Mateus 5:32, no qual Jesus diz: Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.
Este versículo pode assustar ou parecer injusto para quem o lê sem entendimento, mas é preciso considerar que Jesus considerava que Deus criou um homem para uma mulher, e, portanto, um só casamento bastava. Portanto, o homem que colocasse sua mulher em posição de adultério, se ela o cometesse, este se separaria dela ou teria de aceitar o fato ocorrido. No entanto, caso ele se separe, não poderia mais se casar com nenhuma outra mulher, pois já era casado. Idem pra ela, e por isso que qualquer um que se case com ela também é adultero.
No entanto, ainda sim, há uma questão complicada neste versículo. Casar e assumir que, por isso, um casal irá ficar junto para o resto da vida, é um conceito complexo e que pode levar as pessoas à separação de sua comunhão com Deus ao invés da verdade plena. Pelo menos eu considero isto. Afinal, implementar apenas parte da verdade, como se ela fosse uma verdade completa, pode ser uma mentira pior que deixar que a verdade seja encontrada por si só.
Portanto, o que fazer numa situação destas? Para responder a esta pergunta, é bom que se tenha lido o conceito fundamental Renascimento. Nele está a chave para compreendermos uma visão harmônica e justa desta situação. Afinal, assim como a primeira vida, um casamento pode ter se iniciado com bases espirituais enganosas. Portanto, eu acredito que, quando há o renascimento do espírito, este mesmo espírito é lavado de um casamento ruim, pois é uma nova vida. Desta forma, percebam que os ensinamentos sagrados não nos obriga a nada. Ele apenas dá suas instruções divinas para que alcancemos aos céus, se assim acreditarmos na sua palavra.
Como foi dito no renascimento, tudo aquilo que foi construído em bases sagradas pode ser convertido para uma nova vida. Isto pode incluir o casamento, se ele resistir. Mas certamente incluirá os filhos, pois toda vida é sagrada. O convívio poderá ser convertido ou não, a depender do espírito no qual as coisas ali estão construídas. Lembremo-nos dos frutos que aqueles que vivem no espírito de Deus carregam consigo: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Quaisquer relações que apresentem estas características, certamente há algo de Deus nelas.
Assim como no renascimento, é preciso tomar cuidado para que o casamento não se torne algo banal. Este cuidado é tomado através do conceito de promiscuidade, que diz que todo comportamento sexual que avance os limites aceitáveis dentro da cultura podem ser pecaminosos. Há o pai, a mãe e/ou as autoridades religiosas de cada um dos envolvidos em um namoro, assim como a comunidade. Toda esta dinâmica de relacionamento, por si só, é capaz de determinar um comportamento sadio de construção de relacionamento que leve ao casamento, desde que todas estas pessoas estejam comprometidas com o espírito santo. Ser promíscuo é ignorar estas coisas, o que levará a desequilíbrio a ser tratado através de oração.
Lembremos que, em Gênesis, Deus criou um homem para uma mulher. Isto ainda é verdade, pois quando o homem ou a mulher renascem, é bom que eles esperem por seus pares para que assim agrademos a Deus. Sei que foge um pouco ao tema, mas para finalizar: relações sexuais por si só são vazias, a menos que aconteçam como consequência de toda a construção de vida. Neste caso, todo o vazio das relações sexuais é preenchido com vida, tanta vida que chega a transbordar tanto no espírito quanto no físico. Afinal, é através do sexo que novas criaturas são geradas, e é através do amor do pai e da mãe que novos filhos de Deus o são.
PS: o vídeo da ministração: https://www.youtube.com/watch?v=ADXNDbECEOw
Postado por:
Devir Social
às
17:56:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Conceito fundamental,
Liberdade Espiritual
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Tradutores de humanidade
Tudo antes do nascimento de um ser humano assim como tudo depois da sua morte pode ser convergido em eternidade. Sendo assim, qual o significado do ínfimo sopro de existência que é um ser humano? Seria nenhum, se não fôssemos capazes de conceber a humanidade. Embora a humanidade também seja um ínfimo ponto de existência na eternidade, para o ser humano, ela é eterna, afinal, todo ele nasce e morre dentro da humanidade. Porém, diferente do ser humano, que é um vazio em busca do seu próprio preenchimento, a humanidade satisfaz a si mesma com sua própria existência.
Ora, como não assumir que todo ser humano deve preencher seu vazio com humanidade? Pois o que de melhor haveria para o ser humano que se preencher de uma satisfação que em si mesma é satisfeita? No entanto, é notável que nem todo ser humano consegue encontrar a humanidade. Preenche-se da transformação, da estabilidade, do poder, do desejo, de tarefas, de fartura, de buscas enganosas, de bondade ou de malícia, mas não de humanidade. O que seria então humanidade, se todas estas coisas são necessárias à vida, mas, em si, não possuem humanidade?
Observemos como, durante o viver humano, as transformações estão presentes. Transforma-se a tecnologia, o comportamento, os conceitos, de modo que tudo parece novo a cada geração que se passa. Contudo, para a humanidade, todas estas transformações são contempladas por sua própria existência, afinal, quem transforma é o ser humano, que por sua vez está imerso na humanidade. Portanto, as transformações que o humano impõe na sua existência nada significam para humanidade, mas o que significam estas transformações em si?
Para responder a esta pergunta, pensemos, porém, no significado da existência da humanidade. Assumimos que ela é tangível ao ser humano e que, por outro lado, as transformações efetuadas pelo ser humano não teriam efeito sobre ela. Assim sendo, porque não conceber a humanidade como algo imutável? Afinal, se o direto uso da humanidade é feita pelo ser humano, mas ele em si não consegue transformá-la, o que mais conseguiria? Portanto, a humanidade para o ser humano é imutável assim como a existência para humanidade também o é.
Embora não tenhamos respondido exatamente o que é a humanidade, descobrimos uma característica sua. Ao unir esta característica com a constatação anterior de que o ser humano deve se preencher dela para satisfazer seu vazio, é possível concluir que as transformações efetuadas por cada ser humano durante sua existência nada mais é que traduzir a humanidade para seu tempo histórico. Ou seja, a humanidade é algo que deve ser trazido para realidade através da busca humana, por cada ser humano, adaptando-a aos comportamentos, à geografia e às tecnologias, aos conceitos específicos daquele tempo que ele existe.
Ou seja: a humanidade pode estar em tudo aquilo buscado ou produzido pelo ser humano, desde que esta busca ou produção tenha como motivação trazer a humanidade para a existência. Desta forma, coisas que antes eram vazias, como descrito anteriormente, tornam-se cheias de satisfação, e nisto está incluso o próprio ser humano. Quando uma sociedade não está preocupada em traduzir a humanidade para seu tempo histórico, ela fatalmente decairá em sofrimento ou, no máximo, manterá a humanidade herdada. No entanto, quando o contrário acontece, ela viverá uma ascensão de grande satisfação em sua existência.
Postado por:
Devir Social
às
16:19:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
A introdução de Jesus em Mateus
Introdução:
Dia após dia sigo minha caminhada no amadurecimento espiritual em Cristo. Estes dias tenho estado muito ocupado com o teatro evangélico que participei recentemente, mas agora acabou e tenho tempo para voltar aos meus estudos bíblicos. Participar desta peça, porém, foi uma experiência sobrenatural. É interessante notar o mover do espírito, pois durante a peça não senti emoção precisamente, mas senti que estava num momento único e especial, dado por Deus, que aconteceu simplesmente porque era da vontade dela. Não deveria ser assim todo o proceder da vida? Obviamente, eu e meus irmãos do teatro trabalhamos bastante para seu acontecimento, oramos a Deus, criamos, para que tudo ocorresse perfeitamente, mas ainda sim não foi mérito nosso tal acontecimento, apenas honra por termos participado de tal evento.
Estou caminhando através de Mateus, atualmente. Encontro-me em Mateus 10. Até agora, vi o início da vida de Jesus, que foi pulada diretamente para o seu próprio renascimento. Acredito que esse início tenha sido mencionado para convergir certas profecias em Jesus e para dar base histórica para o que acontecerá em seguida. De qualquer forma, chegamos logo no renascimento de Jesus, através do seu batismo por João. É tão interessante quanto o próprio Jesus passou pelo processo de segunda vida. Toda vida antes do renascimento de Jesus parece ter sido ignorada, assim como todos devemos ignorar toda vida antes que tivemos no mundo. Ainda, depois do discurso que Jesus da no monte, parece-me que ele estava se descobrindo. Essa foi à sensação que eu tive. Obviamente, por espírito, ele sempre soube que ele é ele. Enfim, não há momento mais oportuno para que eu escrava sobre o que eu penso sobre o renascimento. Prossigamos.
Renascimento:
No vídeo da prof. Lúcia Helena Galvão, ela diz que o renascimento é uma prática muito recorrente em diversas culturas. Esquecer toda vida animal para então renascer espiritualmente parece fazer sentido, afinal, todo ser humano nasce na ignorância, e caminha para a luz, que é o crescimento espiritual e para nós, cristãos, o próprio Cristo. De qualquer forma, o renascimento em si pode causar uma série de confusões. Gostaria aqui de estabelecer uma visão que, a meu ver, parece lidar bem com eles. Antes, no entanto, é preciso estabelecer o cenário no qual este conceito irá atuar.
Atualmente, as igrejas cristãs buscam novos fieis ou reacender o fogo dos antigos que se distanciaram da palavra de Deus. Para ser um fiel, no entanto, é preciso declarar Jesus como verdadeiro salvador. Este é um processo de renascimento, pois quando se aceita Jesus, se toda a vida anterior construída antes dele. A partir de agora, uma nova vida irá ser construída através dos ensinamentos de Jesus. Tradicionalmente, uma única nova vida é o suficiente. Mas, para mim, não é. Para mim, devem ser necessárias tantas segundas novas vidas quanto for necessário.
Esta afirmação, no entanto, pode parecer absurda para muitos, mas quando pensamos o que é construir uma segunda vida, ela se torna factível. Porque afirmo isto? Ora, pensemos o que é construir uma segunda vida: abandona-se tudo o que traz morte na vida anterior, assim como todos os pecados, num verdadeiro processo de renovação espiritual, para então construir em cima disso o novo. Ora, a partir de então há a construção de um modo de trabalho, de uma família, de amizades e tudo mais o que tiver de haver construído para dar condições ao bom combate do homem.
Porém, este próprio processo pode ser feito de forma inadequada. Imaginemos que tal pessoa construiu sua vida em cima de uma espiritualidade pouco desenvolvida ou influenciada por pessoas que realmente não a amam, é óbvio que ela irá desenvolver esta nova vida com algum resquício de pecado. Portanto, o processo de renascer de novo é adequado, embora possa expor uma falha da influência que venha das autoridades espirituais sobre aquela pessoa. Ela, novamente, passará tudo a limpo e começará a reconstruir, e a autoridade poderá orar para melhorar sua influência.
O que acontecerá, por exemplo, num casamento em uma situação dessas? Ora, Deus tem a infinita capacidade de perdoar, seres humanos não. Se for preciso que haja a separação, que assim seja. Mas quando haver o renascimento, qualquer ligação que havia entre duas pessoas foi desfeito e precisará ser reconstruído. Imaginemos um casal que não deu certo, a pessoa escolheu renascer, se distanciou e após uns anos, tentou de novo. A outra terá a opção de escolher ou não de se casar com esta nova pessoa ou estará livre para ficar com outra. Idem acontece para quaisquer outros tipos de relação que aquela pessoa renascida tiver. Com a igreja, amigos, família, trabalho, etc etc etc.
O perdão humano deve ser sincero e todo ser humano tem o direito de ignorar outro ser humano. No entanto, peço a todos que tenham a compaixão de não ignorar um filho de Deus. Ou seja: se uma pessoa te fez mal, é direito seu de romper todo relacionamento com ela, mas é dever seu direcioná-la a um bom caminho, seja guiando-a as autoridades espirituais ou até mesmo humanas que tiver na sua região. Isto fará com que ela tenha melhor andamento em seu processo de renascimento, e para que ela saiba que, embora ela tenha cometido erros, nela existe a vida, aquela que você respeitou, para que ela reconstrua tudo, seja com você ou outra pessoa.
Obviamente, cada processo de renascimento tem um custo. E isto garante que não haja uma pessoa renascendo a cada erro que possa ser perdoado tanto por Deus quanto pelos humanos em volta e possa ser recuperado sem a necessidade de um renascimento. Por isso, o ideal é que seja feito apenas uma vez, mas como citado anteriormente, nem sempre é possível. Renascer é um processo árduo e custoso em sua própria essência, e o que cada pessoa irá perder a cada renascimento é tempo, mas o que ela irá ganhar é a oportunidade de ser restituída por Deus. Afinal, se ela realmente seguir os planos que Deus tem pra ela, assim será feito.
Há outra controvérsia no renascimento, que é a seguinte: se uma pessoa renasce, todos os seus pecados são esquecidos. Portanto, sobre o ponto de vista da carne, pequemos tanto quanto possamos para no fim da vida renasçamos. Sobre essa controvérsia, é preciso dizer o seguinte: o pecado traz a morte, e cada vez uma pessoa peca, ela mesma corre risco de morrer. Portanto, se você desejar passar toda sua vida num constante risco de morte e trazendo morte para pessoas ao seu redor, isto é uma escolha sua. Porém, imagine a glória que há para Deus quando uma pessoa que passou sua vida toda pecando aceita Jesus com sinceridade?
Qual é o melhor momento para renascer? Quando uma pessoa sente que as bases construídas em sua vida são todas falsas e quando ela reconhece em Cristo as verdadeiras bases para a vida. Por isso, preocupa-me um pouco um renascimento muito cedo, pois pode ser movido por ilusão e gerar decepção. Ainda, há certo conflito sobre como decidir quais elementos da vida anterior devem ser renascidos juntos com a pessoa. Acredito que o modo mais fácil de resolver esse conflito é através de uma autoridade religiosa que converta os elementos da vida anterior da pessoa à nova vida, declarando Jesus sobre estas coisas, se assim for adequado.
Portas do céu:
Acredito que o Mateus 7:14 seja um versículo bem conhecido. Fala que as portas do céu são estreitas. Penso que esta seja uma analogia para que eu possa expressar uma visão sobre uma coisa que pode ser melhorada na vida cristã. Atualmente, pela minha experiência de vida, muito se afirma sobre a salvação e o medo de ir para o inferno. É neste cenário que este versículo é muitas vezes usado para mostrar o quão é difícil subir aos céus. No entanto, eu acredito que possamos senti-lo de outra forma. Vejamos:
O que, afinal, fez Jesus descer à terra, se não o amor do próprio Deus com o seu povo, para que este pudesse acessar o paraíso criado pelo próprio Deus? Ora, Jesus desceu justamente para nos salvar, para nos mostrar a verdade. Jesus, que é a vida e a verdade nos diz: a porta do céu é pequena. Mas o que seria de nós se Jesus não tivesse descido para nos avisar isto? Jesus é o caminho, e o caminho é estreito, mas o que caminho existiria se Jesus não tivesse descido?
Pra mim, Jesus veio à terra para aumentar tornar a porta do céu maior. Pra mim, Jesus veio à terra para tornar o caminho aos céus menos estreito. Portanto, Jesus veio à terra para salvar mais pessoas, para que um dia nenhuma pessoa mais seja perdida. Ora, se, ao aceitarmos Jesus, damos continuidade à sua obra, o que mais deveríamos fazer, além de tentar alargar a porta e o caminho do céu, assim como Jesus fez? Estava Jesus preocupado se ele ia ou não entrar nos céus?
Quando realmente aceitamos Jesus, e seguimos seu caminho, ensinamos e ganhamos a mesma autoridade que ele, contato que ensinemos o seu nome e levemos sua palavra. Isto me indica claramente que um cristão que está mais preocupado que subir ou descer ao invés de alargar a porta dos céus está seguindo uma vida espiritual cristã de forma errônea. Ainda: dá clara diretrizes de que, uma vez seguindo um caminho de autoridade cristã, devemos nos preocupar em alargar o caminho e a porta ao invés de acusar sem nada oferecer para melhorar. Devemos lembrar que Jesus ofereceu a nós sua vida.
Este versículo pode ser uma demonstração de como uma autoridade pode utilizar de duas maneiras um versículo. Por um lado, este versículo pode ser usado como forma de medo. Siga o caminho de Deus ou então você vai para o inferno. Por outro, por amor: você já aceitou Jesus através da sua boca e o tem em seu coração, portanto, estais no céu. Vá e salve mais pessoas. Prefiro a interpretação por amor. Aumentar as portas do céu ao invés de ficar se preocupando se estamos nela ou não é algo fundamental para nossa atualidade, afinal, esta porta está tão pequena que nossas sociedades aqui na terra estão todas em puro declínio.
Se antes a principal preocupação do cristão era não pecar para não ir ao inferno, agora sua preocupação é sobreviver. Portanto, precisamos reverter este quadro nos preocupando em trazer salvação para pessoas que nem mesmo conhecemos, que nem mesmo merecem, que nem mesmo aceitaram Jesus, assim como o próprio Jesus fez ao vir. Uma vez feito isto teremos a chance de voltar a nos preocupar em não viver uma vida em pecado, quem sabe, até mesmo presenciar a volta do próprio Cristo à terra.
Encerramento:
Interessante notar como no final de Mateus 7, se fala da autoridade de Cristo. Assim espero que seja com todos aqueles que aceitem-no como salvador e que buscam encontrar sua identidade nele. Fico satisfeitos em escrever estes textos, embora eu não tenha escrito eles da melhor forma possível, vou deixá-los como registro. Futuramente quando eu falar em renascimento, estarei falando sobre este tipo de renascimento mencionado aqui. São dois conceitos fundamentais que acredito ter vindo de Jesus, o renascimento para a nova vida e a expansão das portas do céu. Um abraço a todos e até a próxima!
Dia após dia sigo minha caminhada no amadurecimento espiritual em Cristo. Estes dias tenho estado muito ocupado com o teatro evangélico que participei recentemente, mas agora acabou e tenho tempo para voltar aos meus estudos bíblicos. Participar desta peça, porém, foi uma experiência sobrenatural. É interessante notar o mover do espírito, pois durante a peça não senti emoção precisamente, mas senti que estava num momento único e especial, dado por Deus, que aconteceu simplesmente porque era da vontade dela. Não deveria ser assim todo o proceder da vida? Obviamente, eu e meus irmãos do teatro trabalhamos bastante para seu acontecimento, oramos a Deus, criamos, para que tudo ocorresse perfeitamente, mas ainda sim não foi mérito nosso tal acontecimento, apenas honra por termos participado de tal evento.
Estou caminhando através de Mateus, atualmente. Encontro-me em Mateus 10. Até agora, vi o início da vida de Jesus, que foi pulada diretamente para o seu próprio renascimento. Acredito que esse início tenha sido mencionado para convergir certas profecias em Jesus e para dar base histórica para o que acontecerá em seguida. De qualquer forma, chegamos logo no renascimento de Jesus, através do seu batismo por João. É tão interessante quanto o próprio Jesus passou pelo processo de segunda vida. Toda vida antes do renascimento de Jesus parece ter sido ignorada, assim como todos devemos ignorar toda vida antes que tivemos no mundo. Ainda, depois do discurso que Jesus da no monte, parece-me que ele estava se descobrindo. Essa foi à sensação que eu tive. Obviamente, por espírito, ele sempre soube que ele é ele. Enfim, não há momento mais oportuno para que eu escrava sobre o que eu penso sobre o renascimento. Prossigamos.
Renascimento:
No vídeo da prof. Lúcia Helena Galvão, ela diz que o renascimento é uma prática muito recorrente em diversas culturas. Esquecer toda vida animal para então renascer espiritualmente parece fazer sentido, afinal, todo ser humano nasce na ignorância, e caminha para a luz, que é o crescimento espiritual e para nós, cristãos, o próprio Cristo. De qualquer forma, o renascimento em si pode causar uma série de confusões. Gostaria aqui de estabelecer uma visão que, a meu ver, parece lidar bem com eles. Antes, no entanto, é preciso estabelecer o cenário no qual este conceito irá atuar.
Atualmente, as igrejas cristãs buscam novos fieis ou reacender o fogo dos antigos que se distanciaram da palavra de Deus. Para ser um fiel, no entanto, é preciso declarar Jesus como verdadeiro salvador. Este é um processo de renascimento, pois quando se aceita Jesus, se toda a vida anterior construída antes dele. A partir de agora, uma nova vida irá ser construída através dos ensinamentos de Jesus. Tradicionalmente, uma única nova vida é o suficiente. Mas, para mim, não é. Para mim, devem ser necessárias tantas segundas novas vidas quanto for necessário.
Esta afirmação, no entanto, pode parecer absurda para muitos, mas quando pensamos o que é construir uma segunda vida, ela se torna factível. Porque afirmo isto? Ora, pensemos o que é construir uma segunda vida: abandona-se tudo o que traz morte na vida anterior, assim como todos os pecados, num verdadeiro processo de renovação espiritual, para então construir em cima disso o novo. Ora, a partir de então há a construção de um modo de trabalho, de uma família, de amizades e tudo mais o que tiver de haver construído para dar condições ao bom combate do homem.
Porém, este próprio processo pode ser feito de forma inadequada. Imaginemos que tal pessoa construiu sua vida em cima de uma espiritualidade pouco desenvolvida ou influenciada por pessoas que realmente não a amam, é óbvio que ela irá desenvolver esta nova vida com algum resquício de pecado. Portanto, o processo de renascer de novo é adequado, embora possa expor uma falha da influência que venha das autoridades espirituais sobre aquela pessoa. Ela, novamente, passará tudo a limpo e começará a reconstruir, e a autoridade poderá orar para melhorar sua influência.
O que acontecerá, por exemplo, num casamento em uma situação dessas? Ora, Deus tem a infinita capacidade de perdoar, seres humanos não. Se for preciso que haja a separação, que assim seja. Mas quando haver o renascimento, qualquer ligação que havia entre duas pessoas foi desfeito e precisará ser reconstruído. Imaginemos um casal que não deu certo, a pessoa escolheu renascer, se distanciou e após uns anos, tentou de novo. A outra terá a opção de escolher ou não de se casar com esta nova pessoa ou estará livre para ficar com outra. Idem acontece para quaisquer outros tipos de relação que aquela pessoa renascida tiver. Com a igreja, amigos, família, trabalho, etc etc etc.
O perdão humano deve ser sincero e todo ser humano tem o direito de ignorar outro ser humano. No entanto, peço a todos que tenham a compaixão de não ignorar um filho de Deus. Ou seja: se uma pessoa te fez mal, é direito seu de romper todo relacionamento com ela, mas é dever seu direcioná-la a um bom caminho, seja guiando-a as autoridades espirituais ou até mesmo humanas que tiver na sua região. Isto fará com que ela tenha melhor andamento em seu processo de renascimento, e para que ela saiba que, embora ela tenha cometido erros, nela existe a vida, aquela que você respeitou, para que ela reconstrua tudo, seja com você ou outra pessoa.
Obviamente, cada processo de renascimento tem um custo. E isto garante que não haja uma pessoa renascendo a cada erro que possa ser perdoado tanto por Deus quanto pelos humanos em volta e possa ser recuperado sem a necessidade de um renascimento. Por isso, o ideal é que seja feito apenas uma vez, mas como citado anteriormente, nem sempre é possível. Renascer é um processo árduo e custoso em sua própria essência, e o que cada pessoa irá perder a cada renascimento é tempo, mas o que ela irá ganhar é a oportunidade de ser restituída por Deus. Afinal, se ela realmente seguir os planos que Deus tem pra ela, assim será feito.
Há outra controvérsia no renascimento, que é a seguinte: se uma pessoa renasce, todos os seus pecados são esquecidos. Portanto, sobre o ponto de vista da carne, pequemos tanto quanto possamos para no fim da vida renasçamos. Sobre essa controvérsia, é preciso dizer o seguinte: o pecado traz a morte, e cada vez uma pessoa peca, ela mesma corre risco de morrer. Portanto, se você desejar passar toda sua vida num constante risco de morte e trazendo morte para pessoas ao seu redor, isto é uma escolha sua. Porém, imagine a glória que há para Deus quando uma pessoa que passou sua vida toda pecando aceita Jesus com sinceridade?
Qual é o melhor momento para renascer? Quando uma pessoa sente que as bases construídas em sua vida são todas falsas e quando ela reconhece em Cristo as verdadeiras bases para a vida. Por isso, preocupa-me um pouco um renascimento muito cedo, pois pode ser movido por ilusão e gerar decepção. Ainda, há certo conflito sobre como decidir quais elementos da vida anterior devem ser renascidos juntos com a pessoa. Acredito que o modo mais fácil de resolver esse conflito é através de uma autoridade religiosa que converta os elementos da vida anterior da pessoa à nova vida, declarando Jesus sobre estas coisas, se assim for adequado.
Portas do céu:
Acredito que o Mateus 7:14 seja um versículo bem conhecido. Fala que as portas do céu são estreitas. Penso que esta seja uma analogia para que eu possa expressar uma visão sobre uma coisa que pode ser melhorada na vida cristã. Atualmente, pela minha experiência de vida, muito se afirma sobre a salvação e o medo de ir para o inferno. É neste cenário que este versículo é muitas vezes usado para mostrar o quão é difícil subir aos céus. No entanto, eu acredito que possamos senti-lo de outra forma. Vejamos:
O que, afinal, fez Jesus descer à terra, se não o amor do próprio Deus com o seu povo, para que este pudesse acessar o paraíso criado pelo próprio Deus? Ora, Jesus desceu justamente para nos salvar, para nos mostrar a verdade. Jesus, que é a vida e a verdade nos diz: a porta do céu é pequena. Mas o que seria de nós se Jesus não tivesse descido para nos avisar isto? Jesus é o caminho, e o caminho é estreito, mas o que caminho existiria se Jesus não tivesse descido?
Pra mim, Jesus veio à terra para aumentar tornar a porta do céu maior. Pra mim, Jesus veio à terra para tornar o caminho aos céus menos estreito. Portanto, Jesus veio à terra para salvar mais pessoas, para que um dia nenhuma pessoa mais seja perdida. Ora, se, ao aceitarmos Jesus, damos continuidade à sua obra, o que mais deveríamos fazer, além de tentar alargar a porta e o caminho do céu, assim como Jesus fez? Estava Jesus preocupado se ele ia ou não entrar nos céus?
Quando realmente aceitamos Jesus, e seguimos seu caminho, ensinamos e ganhamos a mesma autoridade que ele, contato que ensinemos o seu nome e levemos sua palavra. Isto me indica claramente que um cristão que está mais preocupado que subir ou descer ao invés de alargar a porta dos céus está seguindo uma vida espiritual cristã de forma errônea. Ainda: dá clara diretrizes de que, uma vez seguindo um caminho de autoridade cristã, devemos nos preocupar em alargar o caminho e a porta ao invés de acusar sem nada oferecer para melhorar. Devemos lembrar que Jesus ofereceu a nós sua vida.
Este versículo pode ser uma demonstração de como uma autoridade pode utilizar de duas maneiras um versículo. Por um lado, este versículo pode ser usado como forma de medo. Siga o caminho de Deus ou então você vai para o inferno. Por outro, por amor: você já aceitou Jesus através da sua boca e o tem em seu coração, portanto, estais no céu. Vá e salve mais pessoas. Prefiro a interpretação por amor. Aumentar as portas do céu ao invés de ficar se preocupando se estamos nela ou não é algo fundamental para nossa atualidade, afinal, esta porta está tão pequena que nossas sociedades aqui na terra estão todas em puro declínio.
Se antes a principal preocupação do cristão era não pecar para não ir ao inferno, agora sua preocupação é sobreviver. Portanto, precisamos reverter este quadro nos preocupando em trazer salvação para pessoas que nem mesmo conhecemos, que nem mesmo merecem, que nem mesmo aceitaram Jesus, assim como o próprio Jesus fez ao vir. Uma vez feito isto teremos a chance de voltar a nos preocupar em não viver uma vida em pecado, quem sabe, até mesmo presenciar a volta do próprio Cristo à terra.
Encerramento:
Interessante notar como no final de Mateus 7, se fala da autoridade de Cristo. Assim espero que seja com todos aqueles que aceitem-no como salvador e que buscam encontrar sua identidade nele. Fico satisfeitos em escrever estes textos, embora eu não tenha escrito eles da melhor forma possível, vou deixá-los como registro. Futuramente quando eu falar em renascimento, estarei falando sobre este tipo de renascimento mencionado aqui. São dois conceitos fundamentais que acredito ter vindo de Jesus, o renascimento para a nova vida e a expansão das portas do céu. Um abraço a todos e até a próxima!
Postado por:
Devir Social
às
16:17:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Conceito fundamental
Assinar:
Postagens (Atom)
