Vou ser rápido e preciso nos primeiros parágrafos e falar de abobrinhas nos últimos.(Leia também: http://barnabasspenser.blogspot.com/2008/01/homens-e-mulheres.html)
Vejo nas novelas, nos filmes, nos animes, nos programas de televisão, nas revistas, nas músicas, nos livros e nos seriados mais famosos que o amor é a coisa mais pura, inexplicável, forte, inabalável, lindo, romântico, e a única coisa que o humano precisa entre outros adjetivos. Será mesmo verdade que o amor é tudo isso? Será mesmo verdade que o amor é inexplicável? Sendo assim, por que todas as mocinhas só caiem de amores pelo mocinho principal pra causar aquela velha briga que desenrola toda a trama do filme? Por que o mocinho não cai de amor pela garota mais feia da novela/programa/filme/seriado/etc.? Afinal, o amor é inexplicável, e nada mais lindo que o mocinho mais bonito da novela se apaixone pela mocinha mais feia e a torne infinitamente feliz. Mas claro, nunca se viu isso, nem na vida real, mas por quê?
Será coincidência? Será que faz parte do inexplicável que é o amor? Eu acredito profundamente que não, amiguinhos. E mais ainda, a única coisa inexplicável é acaso, se ele existir. A explicação mais breve do amor que eu tenho pra dar a vocês é a de que, amamos o que precisamos. Isso pode ser meio frio para várias pessoas românticas, mas é só pensar direitinho. O que você ama e não precisa de nenhuma maneira, seja direta ou indiretamente? Provavelmente você não achará nada, por isso eu afirmo que amor é apenas uma forma instintiva de proteger aquilo que amamos. Sentimentos como ciúmes, querer proteger, querer dar afeto, sentir saudades, todos esses sentimentos são em nome de preservar a coisa necessitada, tais sentimentos aparecem muito freqüentemente em relações de namoro.
Mas você pode pensar que isso é um absurdo, que se pensarmos assim, não haverá romantismo nem amor, que as pessoas se tornaram anti-sociais e egoístas. Pois é, poderia, mas vou tentar esclarecer tudo nessa postagem, numa tentativa de fazer vocês pensarem mais um pouco sem conceitos nenhum, assim como eu tento fazer. Mas, quero antes esclarecer algumas coisas que possam ficar embaraçadas adiante. Quando eu falo de teorias ou conceitos como evolucionismo, estou falando neles porque acredito quase certeza que eles são verdadeiros ou para torna mais fácil a explicação.
Eu anteriormente falei que fenômenos de sentimentos são facilmente perceptíveis em namoros, e que a mídia os exalta como uma coisa inexplicável, incrível, mística, inacabável, indestrutível, entre outros... Geralmente os filmes que fazem mais sucesso são aqueles que exaltam os sentimentos, da seguinte forma. Apresentam o relacionamento entre uma mocinha bonita e um mocinho bonito querendo se amar, e uma vilã que quer pegar o mocinho bonito e tenta acabar com a mocinha bonita, e então aparece a mocinha se separando do mocinho, e em seguida, os dois tristes desejando o amor único um do outro e insubstituível um do outro, e então vai os amiguinhos fieis do casalzinho e ajuda todo o mundo contra a vilã, no final a vilã vê que ta errada e se arrepende, o casalzinho volta, e acaba todo o mundo junto cantando uma musica alegre e legal com uma mensagem dizendo que é pra sempre amar e ter esperança que as coisas vão melhorar, por pior que estejam. Por mais que eu tente, eu não consigo assistir um filme desses sem ficar com vontade de xingar os personagens principais por suas inúmeras burrices em nome do amor ou outras coisas como ser a mais popular da escola ou ser aceita em qualquer grupo da escola, achando que assim, serão felizes, coisas geralmente causadas pela imagem distorcida do fatos, que gera muito sofrimento. E os jovens são influenciados a fazer isso, porque dentro de um grupo, há maiores chances de sobrevivência. Mas te pergunto, sobreviver ao que? A escola? Com ou sem grupo, a sociedade de hoje permite a pessoa ser anti-social, basta ela ter um emprego e pronto, mantêm sua sobrevivência até morrer. Até porque, a única coisa que importa para nossos instintos é sobreviver e reproduzir, e ai é que entra a explicação fria e evolucionista dos sentimentos.
Amor? Ciúmes? Paixão? Afetividade? O que afinal são esses sentimentos? Como já disse, amor é necessidade, fria e simplesmente assim. Não há nenhum mistério, se você precisa de uma coisa, a tendência é você amá-la, independente do que for. Mas precisar pra que? Essa resposta é facilmente responda com as duas únicas coisas que um ser não racional se preocupa em fazer, se reproduzir e sobreviver. Basicamente, amamos nossos pais porque eles nos da segurança e também porque criamos laços afetivos, afetividade por sua vez, nada mais é que dependência social. Já nossos namorados, amamos porque ele nos dá chance de reproduzir, mas há um pequeno porém ai, nossos instintos não se sentem satisfeitos com qualquer um que garanta reprodução, ele também quer qualidade, e ele julga isso por meio da beleza. Quanto mais bonita a pessoa for, nossos instintos a julga mais saudável, sendo assim, uma melhor reprodutora que uma feia. Isso explica o fato de não nos sentimos muito atraídos por pessoas que não são bonitas ou quando ficamos apaixonados por uma pessoa bonita de mais. Paixão é, para nossos instintos, quando encontramos a reprodutora ideal. Geralmente, é sempre na paixão que vem os sentimentos em sua forma mais exagerada. Um ciúme doentio é um bom exemplo disso. Temos esse comportamento na paixão porque nossos instintos sabem que dificilmente teremos a chance de ter a nossa disposição um reprodutor melhor que aquele, e então, ele intensifica os sentimentos para assim, tentar reproduzir mais rapidamente antes que as chances acabem.
Criamos um amor diferente com as pessoas que convivemos, algum tipo de afetividade e querer bem. Amamos nossos pais também porque eles nos da proteção de sobrevivência, além do afeto que é grande. Entre os amigos de escola, é comum ouvi “te amo”, para mim, esse “te amo” é mais um “te quero bem” misturado com uma grande afetividade. Geralmente esse “te quero bem” é meio frágil, por isso eu não gosto de misturar “te quero bem” com “eu te amo”, e graças a afetividade, esse “eu te amo” pode virar um “eu te odeio” por uma briga qualquer, mas logo volta para o “eu te amo”.
Há também os sentimentos “ruins” como a raiva, o ódio, a inveja entre outros. Raiva é, basicamente, quando você se sente prejudicado por alguém. Esse sentimento garante a você reagir caso aconteça outras vezes pra você não ficar muito prejudicado. Ódio para a raiva é como se fosse a paixão para o amor, e geralmente acontece quando há muita raiva acumulada. Inveja é quando você acha que tendo aquelas coisas que a outra pessoa tem, você terá uma vida tão boa quando a dela ou saberá usufruir melhor daqueles bens que a outra, e se sente injustiçado diante ao fato dela ter e você não, coisa que, muitas vezes, leva a pessoa a fazer justiça com as próprias mãos, para assim reparar a injustiça. Mas o que dá ao instinto essa noção de justiça? Na verdade não é justiça, (hehehe)é garantia de sobrevivência.
Agora que eu dei uma explicada sobre o que eu acho de cada sentimento, vou lhes dizer agora o porquê de, se nos levarmos nossas vidas por meio do raciocínio e da razão verdadeira, não nos tornamos um robô anti-social e desumano. Bem, não podemos ser desumanos, porque somos humanos, simples assim. Eu falei anteriormente de um caso de uma possível pessoa anti-social, mas isso é bem difícil. Os hormônios e os instintos de uma pessoa fazem a pessoa se sentir solitária e carente até arrumar um companheiro. Bem, se a pessoa agüentar a carência a ponto de consegui se torna anti-social, muito bom pra ela, mas poucas pessoas conseguem, isso eu tenho certeza. Mas lá em cima eu falei dos grupos, coisa que eu acho desnecessária, porque não precisamos de qualidade em relação a amigos. Qualquer um pode ser seu amigo e não apenas aqueles que fazem parte de um determinado grupo.
Para algumas pessoas, aceitar qualquer um como amigo a torna menos especial ou sei lá, mas a verdade é que não somos especiais, e isso é fato.
Aquele papinho de que “devemos amar tudo a nossa volta” é meio estranho. Amar por quê? Só amaremos realmente se acharmos necessário. Uma pessoa que chega ao ponto de amar tudo ao seu redor de verdade, provavelmente acredita que precisa de tudo ao seu redor, e comete o erro de dizer as outras pessoas. Essas pessoas que não acham isso, mas acham dizer que ama legal, vão dizer que ama tudo ao redor também sem amar, é ai que precisamos ser sinceros.
A verdade pode nos revelar com confiança para nós, o que realmente nos importa a amar, e isso conseguimos com a razão. Devemos conhecer pra saber se realmente precisamos. Procurar respostas que achamos verdadeiras, não fácies. Não nos contentar com ilusão e sabermos apreciar tudo aquilo que nos roda, e saber o motivo delas serem como são e com isso, saber se precisamos ou não disso ou aquilo.