domingo, 13 de setembro de 2020

A incorporação da jornada do herói à visão dos organismos sociais

Introdução:
    Olá a todos. Hoje venho para uma postagem que venho pensando faz algum tempo, mas estive esperando terminar a leitura de uns capítulos de um livro para iniciá-la. Trata-se da incorporação da jornada do herói à visão dos organismos sociais. Para mim, isto é muito importante, pois encontrei na jornada do herói os elementos necessários para fechar uma lacuna que havia na visão dos organismos sociais, que é a questão do indivíduo. Explicando melhor, a visão iniciou-se através de um olhar macro, onde busca-se enxergar as grandes estruturas de uma sociedade, o que elas produzem, como elas se relacionam e funcionam. Por isso, sempre tive uma grande dificuldade em explicar o indivíduo, resumindo-o a aquele fazer parte de um ou mais desses organismos. Através da jornada do herói, é possível trazer uma abordagem mais completa sobre o indivíduo, desejável para completar essa visão filosófica que busco construir.

A jornada do herói:
    Trata-se de uma metalinguagem que busca estruturar as formas como as narrativas mitológicas são estruturadas para, assim, poder extrair o máximo de informações e ensinamentos delas. Desta forma, pode servir como ferramenta para auxiliar quem busca construir ou compreender narrativas, seja para si mesmo como também para a sociedade. Iniciou-se com Joseph Campbell, que rascunhou algumas etapas nas quais a maioria das narrativas tendem a passar, mas aqui estou trabalhando com uma simplificação trazida por Christopher Vogler. Para mim, em especial, a jornada do herói tipifica as fases de evolução que cada indivíduo tende a passar em busca de si mesmo baseando-se na observação de centenas de anos e histórias. No entanto, é preciso ressaltar que eu não trato a jornada do herói como uma estrutura que mapeia de maneira precisa e definitiva o desenvolvimento humano. Portanto, trata-se apenas de uma referência que tem bastante relevância e significância para mim, pois pode ser observada até mesmo nas mitologias.

   Explicando um pouco da jornada do herói em si: ela é composta, segundo o que é definido por Vogler, por dose estágios, sendo cinco do primeiro ato, quatro do segundo e três do terceiro. Os estágios são os seguintes: 1) Mundo comum, 2) Chamado à aventura, 3) Recusa do Chamado, 4) Encontro com o mentor, 5) Travessia do primeiro limiar, 6) Testes, aliados, inimigos, 7) Aproximação da caverna oculta, 8) Provação, 9) Recompensa (Apanhando a espada), 10) Caminho de volta, 11) Ressurreição,12) Retorno com o Elixir. De um modo geral, entendo que essa estrutura narra a forma como um indivíduo saí do seu mundo comum para embarcar numa aventura no “mundo especial”. Lá, ele passará por desafios tão grandes ao ponto de arriscar sua vida. Se conseguir passar vivo por estes desafios, conquistará um prêmio. Então ele poderá retornar como seu prêmio para o mundo comum e isto fará este um lugar melhor. Existem muitas formas de interpretar esta estrutura, podendo ser ela literal, metafórica, espiritual, uma mistura destas coisas, todas elas sendo igualmente válidas. Também não necessariamente encontra-se todos os elementos nesta ordem ou presentes.

Incorporação à visão dos organismos sociais:
    No segundo texto foi dado três exemplos de importantes organismos sociais para a atualidade. Um deles era a religião, cuja principal produção é a adoração. Lá também foi explicado que adoração é tudo aquilo que traz paz interna, satisfação. Em outro texto, há a generalização de que adoração é qualquer coisa que tem finalidade em si mesma. Portanto, observa-se a definição de adoração, que é a produção da religião, é definido apenas abstratamente. Assim surge a pergunta: o que é algo adorável? Respondo: adorável é a recompensa da jornada do herói. Portanto, é esta pergunta e esta resposta incorporação da jornada do herói à visão dos organismos sociais. É perceptível, no entanto, que a resposta continua sendo a nível abstrato. Uma resposta concreta disto seria um sistema de crenças e percepções específico, deixando de lado todas as demais, e assim se perderia a generalização desejada neste conceito. No entanto, é preciso explicar melhor o seguinte: o objetivo desta ser um critério para classificar o que é adorável ou não. Até porque isto é possível, já que a jornada pode ser subjetiva, assim como a recompensa. Seu objetivo, no entanto, é fornecer uma fonte de informação genérica para aqueles que desejam investigar melhor o que pode ser adorável e buscar sua própria percepção do porquê disto.

A importância da incorporação:
    Para entender a importância desta incorporação, serão ressaltadas duas coisas que foram ditas no resumo da jornada: a primeira é que o herói precisa pôr em risco sua própria vida; a segunda é que o herói retornará, se sobreviver, com sua recompensa para mundo comum, e isto tornará o mundo comum um lugar melhor. Esta segunda parte indica claramente que todo herói traz algo que beneficia os organismos de alguma maneira. Uma nova tecnologia, uma nova identidade, uma forma correta de proceder na sociedade. Sempre há um aprendizado na jornada do herói ou algo concreto que é aproveitado por todos. Portanto, esta é a fonte da inovação dos organismos sociais. Em períodos em que algum organismo social esteja falindo, são atitudes heroicas que podem trazer sobrevida ou mesmo iniciar um novo organismo social de modo que os indivíduos consigam seguir seu curso. A primeira parte indica que isto sempre será uma atividade arriscada. Este risco, na jornada, é de morte, mas essa morte pode ser interpretada de diversas maneiras, mas sempre significa algo muito custoso para o indivíduo que inicia a jornada de busca pela renovação.

Recompensa como herança:
    É possível pensar que há indivíduos que passem a vida sem precisar fazer algo muito arriscado para conseguir seu objeto de adoração. Em outras palavras, eles não precisam passar pela jornada para ter a recompensa. Ou, se precisam passar por alguma jornada, os riscos são menores. Ou seja: em vez de arriscar a própria vida, literalmente, arrisca-se uma posição de prestígio na sociedade ou algo equivalente. É possível argumentar que todo ser humano necessita passar pela jornada do herói para alcançar sua recompensa. Suponho não ser possível afirmar nem que sim e nem que não sobre isto. No entanto, acredito ser claro que seres humanos possuem mecanismos de heranças, de diversos tipos. Portanto, a afirmação de que a recompensa pode ser transmitida como herança parece ser aceitável e é mesmo reafirmada por um ou outro texto sagrado e até mesmo pelos sistemas jurídicos.

Recompensa como beneficiadora do mundo comum:

    Para compreender bem esta afirmação, é preciso lembrar que estamos falando não de uma recompensa qualquer, mas de uma recompensa digna de ser considerada como algo adorável, para então ser institucionalizada e tornar-se um organismo social ou encontrar alguma outra maneira de romper a barreira do indivíduo. É possível que haja recompensas que beneficiem somente o indivíduo e, portanto, não ao mundo comum. No entanto, não considero saudável nomear tais recompensas como heroicas e sugiro, portanto, classificá-las como psicóticas ou neuróticas. Isto porque ela é somente aplicável à aquele indivíduo em específico, com aquela neurose ou psicose em específico. É possível também que um conjunto de pessoas se reúnam em torno de alguma recompensa que não faça bem ao mundo comum, mas somente a elas. Neste caso, o mundo comum buscará meios de rejeitar esta recompensa, rejeitando-as também, por consequência. Ironicamente, pode existir recompensas que faça bem ao mundo comum, mas ele, ainda sim, rejeitá-la. Aqui é exemplo onde observa-se os riscos da jornada do herói.

Cristianismo e jornada do herói:

    Como já foi dito em outro texto, construo a visão dos organismos sociais genérica o suficiente para se adequar a outras religiões, mas específica o suficiente para conter o cristianismo. Portanto, este paragrafo faz parte deste contexto um pouco mais pessoal, e não necessariamente possa ser do interesse de quem deseja conhecer a jornada do herói ou a visão dos organismos sociais. Quando iniciei meus estudos logo surgiu-me a pergunta: qual a relação entre o cristianismo e a jornada do herói? A resposta ficou clara logo que eu percebi que a recompensa da jornada do herói nem sempre pode ser saudável. Isto implica na seguinte pergunta: o que faz um recompensa e sua jornada serem saudáveis ou não? Logo me veio duas coisas: a primeira é o compreender sua recompensa a segunda é ele estar satisfeito com ela. A jornada do herói está ai para ser trilhada por todo aquele que está insatisfeito. Portanto, é escolha de cada um segui-la ou não. Porém, o que dizer das pessoas que satisfazem com suas neuroses ou psicoses?

    Naturalmente é possível recomendar-lhes um psicólogo. No entanto, nós, cristãos, acreditamos que conhecer a bíblia e a Cristo pode fazer com que o indivíduo tenha uma consciência mais expandida e, portanto, maior capacidade de percepção que aquele que não conhece. Afinal, basta ler a bíblia para se ter relatos de toda a fragilidade ou horror que o ser humano pode alcançar, mas também dos exemplos heroicos de fé que alguns personagens bíblicos têm. Isto tudo também colabora para que tenhamos um grau de satisfação mais sofisticado para a recompensa, não aceitando, portanto, as neuroses ou psicoses, mas buscando, através da graça de Cristo, até que alcancemos uma recompensa verdadeiramente heroica. Assim sendo, ser cristão não nos isenta de termos nossa própria jornada, nossa própria cruz, de buscarmos no “mundo especial”, que para o cristianismo é o visualizamos através da inspiração de Deus, a recompensa para dar a este mundo comum, pecador, um pouco mais de evidências da bondade de Deus e auxiliá-lo na espera pela volta de Cristo. Ainda, o sacrifício de Cristo nos protege de qualquer tipo de pensamento não saudável, pois é através da graça que faremos a jornada, e se não conseguirmos, mas estarmos de consciência limpa de que fizemos o que foi possível dentro de nossos limites enquanto pecadores, então não há condenação, estamos salvos.

Conclusão:
    Ler sobre a jornada do herói foi bastante enriquecedor. Também sinto-me bastante gratificado por ter preenchido esta lacuna que havia na visão dos organismos sociais, além de registrar a relação entre a lenda do herói com o cristianismo. Aqui notei duas correções oportunas que posso fazer futuramente na visão, a primeira é que indivíduos não precisam ser organismos sociais, a segunda é que eu dei duas definições de adoração, mas nesse texto consegui fazer meio que uma arrumação nisso. Mas, talvez, um dia eu vá precisar organizar isso com mais seriedade. No mais, continuo seguindo minha vida. Estagiando, na faculdade, na igreja. Deixo abaixo os links nos quais eu cito sobre adoração. Abraço a todos e até a próxima postagem.

http://devirsocial.blogspot.com/2018/08/analise-das-autoridades-segundo.html
https://barnabasspenser.blogspot.com/2020/08/a-hierarquia-da-adoracao.html

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

A hierarquia da adoração

Introdução:
Olá amigos. Hoje escrevo com pouca motivação. Parece-me que o objetivo principal desse blog, que era simplesmente ser um acervo de pensamentos, tem se tornado fraco, pois eu ultimamente estou sentindo a necessidade de outros objetivos para escrever. No entanto, cá estou hoje fazendo um esforço para escrever acerca de algo que há tempos venho pensando: hierarquia da adoração. Sei que este assunto pode ser meio complicado, mas vou adicioná-lo, pois ele é uma consequência direta do meu conceito de adoração que eu adoto na minha filosofia da visão dos organismos sociais. Portanto, hoje dedicarei algum tempo para formalizar um pouco melhor o sentido de adoração e sua hierarquia na visão dos organismos sociais, bem como vou fazer alguns comentários adicionais aplicados ao contexto cristão.

Adoração:
Adoração é qualquer coisa cuja finalidade é si mesma. Esta definição tem uma consequência direta: é necessário ter seres humanos para dar sentido de finalidade. Portanto, adoração assim definido é algo que está diretamente ligado ao contexto humano, podendo tomar uma grande incontável quantidade de formas, podendo ser apresentada de maneira objetiva ou subjetiva, intencional ou inconsciente. Assim sendo, por exemplo, é possível que o comer se torne um ato de adoração, quando a alimentação não se restringe ao propósito dela ao corpo, mas o saborear a comida torna-se o objetivo final. Idem para andar em um carro luxuoso, por exemplo, ou exercer as diversas formas de artes.

Aplicar este conceito ao contexto cristão pode ser problemático para algumas doutrinas. No entanto, facilita-se quando assume-se a premissa de que todo ser humano nasce pecador. Isto significa que sua adoração está voltada à matéria, ele não teve o despertar espiritual para ser capaz de a Deus. Portanto, a história de amadurecimento espiritual do ser humano é a trajetória do adorar à matéria para o adorar ao espírito, que, para os cristãos, é Deus. Assim faz sentido falar de outras adorações, e em específico uma hierarquia de adorações, pois o ser humano, enquanto matéria, sempre terá a tendência de adorar a matéria, portanto, independente do quão maturo espiritualmente ele seja, ainda sim ele adorará a matéria de alguma maneira. Isto só mudará quando ele deixar de ser matéria e passar a ser espírito, então sua própria natureza mudará e ele se tornará completamente capaz de adorar a Deus.

Porém, é preciso deixar claro que, embora seja a tendência humana adorar a matéria, ainda sim isto é pecado. Porém, para mim, isto não é problema, pois Cristo sabe que somos pecadores, e, portanto, sua graça nos alcança. Quando aceitamos a Cristo, ascendemos ao seu reino, mas também cremos em seu nome como salvador e, portanto, sentaremos no trono do Pai quando deixarmos a matéria. Isto claramente está de acordo com o que foi dito acima. Naturalmente, o quanto cada ser humano puder fazer para não pecar e amadurecer, através da graça do espírito santo, o seu espírito para adorar cada vez menos às coisas materiais e cada vez mais as coisas espirituais é escolha dele fazer. Deus tem seu justo julgamento sobre todas as coisas.

Hierarquia das adorações:
A medida que existem várias formas de adoração, existem várias formas de organizá-las. Meu intuito ao falar sobre a “hierarquia das adorações” é trazer à consciência algo que já ocorre naturalmente, e talvez com o objetivo de tentar melhorar este processo e torná mais eficaz seu funcionamento e sua comunicação. Ora, se adoração é a finalidade em si mesmo, categorizar adorações por sua finalidade parece-me não ter propósito, a menos que seja no contexto religioso para classificar o que é pecado ou não. Porém, quando observa-se o contexto em que aquela adoração é produzida, daí então é possível categorizá-las de alguma maneira.

Segundo minhas observações, há algumas adorações importantes à serem mencionadas: as adorações relacionadas ao corpo, a descoberta dos sentidos. As adorações relacionadas à origem, como as festas tradicionais. As adorações relacionadas ao poder, ao status quo. As adorações relacionadas aos conhecimentos da matéria, os que detém os métodos do conhecer. As adorações relacionadas à religião, a religação com o eterno. Estas são algumas categorias que eu penso agora por cabeça, mas a importância dessa categorização, neste momento, não está em si na categoria, mas para trazer a tona a seguinte consciência: a depender da posição do indivíduo na sociedade, ele tenderá a adorar mais ou menos a alguma coisa.

Isto quer dizer que, se por exemplo, o indivíduo estiver numa posição em que seu trabalho esteja relacionado, por exemplo, a produzir sensações aos sentidos, como um cozinheiro, ou um músico, sua adoração estará na muito mais próxima dos sentidos do que uma pessoa que trabalha, por exemplo, com o desenvolvimento do conhecimento humano nas academias científicas. No entanto, há de se observar que as adorações podem se entrelaçar, quando, por exemplo, através de uma comida regional, um cozinheiro ao mesmo tempo em que está adorando ao sabor também está adorando à origem da sua terra.

Neste caso, aonde está a adoração: no sabor? Na origem? Não se sabe, o que se sabe é que o ato de saborear aquela comida é uma adoração, pois a comida está servido para além do seu objetivo fisiológico, que é nutrir. Isto leva a outra consequência: ou algo serve para adorar, ou algo serve para dar condições do ser humano adorar. Afinal, o que significa o ato da alimentação, se este ato não for um ato de adoração? Este ato significará que o ser humano está se alimentando para ter energia e assim adorar. O mesmo relaciona-se ao trabalho, ao transportar-se, à qualquer outra coisa.

No contexto cristão, isto significa que pode ser mais fácil para uma pessoa que vive no contexto de igreja ter uma vida de adoração a Deus, pois ela está no centro social desta atividade. No entanto, como sabemos que, para uma pessoa ser salva, basta que ela creia que Jesus é o salvador, significa que mesmo aquela que está longe do núcleo de adoração a Deus, por ter de adorar a outras coisas por causa do seu contexto social, ainda sim ela é salva. Cabe a ela encontrar, para seu próprio amadurecimento e através da ajuda do espírito santo, uma forma de converter aquela adoração a uma adoração a Deus, ou exercer aquela atividade não como um ato de adoração, mas como um ato de existência.

Aqui vai um lembrete: mesmo que externamente uma pessoa aparente adorar a Deus, este ato pode ser, na verdade, apenas algo que a leve para sua verdadeira adoração. Exemplo: uma pessoa que se curva para Deus, mas seu objetivo é conquistar fiéis para ganhar poder, sua verdadeira adoração.

Encerramento:
Meu objetivo ao criar um conceito de adoração tão genérico foi conseguir lidar com as religiões também de uma maneira genérica, mas conseguindo trazer as especificações necessárias para conseguir contemplar de maneira bastante precisa o cristianismo. Penso que essa conceituação pode ser importante no futuro também para que haja algum tipo de combate contra as práticas de aculturação que algumas lideranças tendem a fazer. Ou seja: para implementar o cristianismo, é preciso tirar as raízes culturais de um povo. Para mim isto não é nada razoável. Espero que um dia as religiões consigam conversar de maneira bastante tranquila entendendo a questão da hierarquia, sabendo que, no núcleo de toda religião está a busca a Deus. Afinal, imagino que seja certo o encontro de tipologias de Cristo em outras religiões. Em breve também pretendo escrever sobre dois conceitos que eu tenho visto como importantes: “a virtualização da jornada do herói” e “a polarização da jornada do herói”. Neste caso, vale até mesmo pensar em como a jornada do herói pode se encaixar com minha visão sobre os organismos sociais. Esta pode ser uma tarefa difícil, mas que talvez amadureça bastante uma coisa ou outra. Por fim, agradeço aos que chegaram aqui. Até a próxima postagem.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

A origem do herói e do vilão

Do mesmo lugar que vem os vilões também surgem os heróis. A diferença entre um e outro é que o vilão reconhece a si mesmo em seus erros, enquanto que o herói, ao cometê-los, sabe que sua verdadeira identidade está guardada por Deus, que é pai. Portanto, em sua jornada para alcançá-la, o herói não se deixa entregar por sentimentos ruins ou baixos, mas sempre olha pra cima. Independente dos monstros que o que ronda, de suas derrotas temporárias, ele busca forças para levantar-se no pai e pergunta a ele qual o caminho. O vilão, por sua vez, tenta domesticar estes monstros para usá-los, e em vez de perguntar ao pai, traça seus objetivos de acordo com sua força, que é apenas no que confia. Acha-se maior que o herói, e muitas vezes o é. Mas o pai não é o pai a toa, e sim porque sua autoridade excede a do vilão, a do herói, a de qualquer outro. O herói conhece a bondade e sabedoria do pai, sabe que seus planos são os melhores. Se preciso for, o herói entregará sua vida para que a vontade do pai seja feita. Já o vilão, por não confiar no pai, nunca conseguirá fazer um ato que não traga benefício para si. A princesa, guardada pelo pai, alegra-se em recompensar o bem. O vilão busca dominá-la através da sua força, e talvez consiga, mas ela nunca se entregará a ele. Já o herói talvez consiga completar sua jornada heroica, então a princesa se entregará a ele com prazer, o pai os abençoará e todos os erros e sofrimentos do herói se tornarão irrelevantes. Não se sabe, pois o heroísmo está justamente em ter coragem de sacrificar a si mesmo, pela vontade do pai, sem saber se a recompensa virá ou não. Mas uma coisa é certa: o vilão cairá no esquecimento enquanto que aqueles que buscam fazer a vontade do pai nunca morrerão, pelo contrário, ressuscitarão, pois é o amor do pai que guarda a verdadeira vida.

terça-feira, 26 de maio de 2020

O verdadeiro inimigo do Cristianismo

O pior inimigo de qualquer ser humano é separar-se de seus próprios princípios. Pois através dos princípios uma comunidade é construída, e, através de uma comunidade, uma nação.

O espírito bolsonarista, para mim, representa o maior inimigo de certa parcela do cristianismo, uma vez que os separa de seus próprios princípios. Aquilo que muito se ouve na igreja, Bolsonaro traí através da sua ignorância e ódio.

No entanto, eles utilizam, para justificar o comportamento do seu líder, subterfúgios de estar lutando contra o verdadeiro inimigo, um mal oculto, que só os iniciados ou iluminados podem enxergar.

Porém, esquecem-se do que representa o cristianismo: o sacrifício para a luz. Ao exporem este inimigo que os persegue à luz, são repudiados. Logo afirmam: estes não sabem a verdade. Apenas nós sabemos e não temos a capacidade revelá-la a eles.

Portanto, ao invés de sacrificar a si mesmos através da luz, escondem-se nas sombras e concentram-se naquele que pode defender sua sobrevivência: aquele que carrega consigo as sombras. Falham, deste modo, no princípio cristão, e tornam-se eles mesmos seus próprios inimigos.

domingo, 12 de abril de 2020

Identidade e símbolo segundo a visão dos organismos sociais

Introdução:
         Olá amigos. Bem vindos à mais um texto meu. Na postagem anterior falei, no final, comentei sobre "identidade". Pois bem, hoje encaro o desafio de escrever sobre identidade. Posterguei este momento porque eu suponho isto ser um conceito complexo, então eu estava esperando uma oportunidade para pensá-lo, mas ela não veio então pensarei enquanto escrevo. Anteriormente, quando eu escrevi sobre linguagem, eu comentei que ela tinha uma dimensão simbólica e outra ética. Naquela época, meu entendimento unia símbolo e identidade numa única coisa. Atualmente, contudo, entendo que ambas são coisas diferentes e que identidade, ética e símbolo não fazem parte da linguagem, mas do organismo. É sobre isto que escrevei hoje e mais algumas questões envolvendo identidade. Portanto, vamos à postagem.
Link da postagem anterior: https://barnabasspenser.blogspot.com/2020/04/complemento-visao-dos-organismos.html

Identidade e símbolo:
      Inicialmente, ao pensar sobre esta questão, eu os via como uma coisa só. No entanto, esta postagem tratará de dividi-los. Símbolo trata-se dos aspectos concretos de um organismo social. Isto significa que a dimensão simbólica de um organismo refere-se a tudo aquilo que ele precisa lidar na sua realidade material para efetivar sua comunicação e produção. Quando eu refiro-me a esta dimensão prática como símbolo, entendo de imediato que faz parte da atividade do organismo sentir sua realidade, abstraí-la através de símbolos para então poder raciocinar e estruturar sua cadeia de produção. A identidade, por outro lado, não refere-se a interação do organismo com a realidade, mas sim da sua interação consigo mesmo e com os demais organismos. Desta forma, a identidade compõe de elementos capazes de diferenciar cada organismo dos demais e definir quem ele é através do tempo e espaço.

Construtores da identidade:
     É possível observar que a construção de identidade parte de alguns elementos. O primeiro deles é a aleatoriedade. A partir do momento que um organismo interage com a realidade, há eventos aleatórios acontecendo o tempo todo. Uma vez que este evento ocorra e, através dele, um organismo é dotado de alguma singularidade, isto pode ser interpretado pelo organismo como algo a ser ignorado ou como algo a ser incorporado à sua identidade. Por exemplo: um organismo trabalha com química e descobriu algum processo que produz uma cor específica, que outros organismos tem dificuldade em acessá-la. Logo, ele tem a ideia de atribuir para si a aquela cor, incorporando-a em sua identidade. Outro exemplo: um organismo descobre uma técnica de produzir estátuas de maneira muito específica, de modo que destaca-se dos demais organismos. Logo, ele busca construir grandes estátuas e inserir aquilo na sua identidade. Naturalmente, ambos os eventos poderiam ter sido ignorados, então o organismo, ao se deparar com estes eventos, consegue incorporá-los através de alguma justificativa que relaciona-os com si.

    O segundo elemento construtor de identidade é a história. Através da história, tais elementos podem construídos através da aleatoriedade podem ser herdados através das gerações de um organismo. Estes elementos podem ser rejeitados ou aceitos pelas próximas gerações. Se rejeitados, significa que aquele organismo está perdendo indivíduos, sendo estes convertidos à algum outro organismo. Se aceitos, significa que haverá uma cultura, uma identidade, que se reproduziu e continuará por mais uma geração. Esta identidade pode ser constituída por diversas coisas, como por exemplo, rituais, sacrifícios, padrões de beleza, moda, comportamentos, etc. A identidade pode se tornar algo muito importante para um organismo, pois é através dela que se cria as condições para que os indivíduos pertencentes à ele possam reproduzir sua ética, identificar-se uns aos outros e se ajudarem mutuamente. No entanto, assim como na natureza, é possível identificar indivíduos mímicos, ou seja, que não pertencem ao organismo social, mas buscam associar-se a alguma identidade para beneficiar-se. Portanto, construir uma identidade não é algo simples. Quanto maior o organismo ou mais visível ele for em sua sociedade, maiores são as pressões que ele sofrerá para manter sua integridade.

Conclusão:
      Enfim amigos, termino mais uma postagem. Tenho a impressão de que quando a identidade torna-se algo muito importante numa sociedade, é possível observar que a rivalidade entre organismos sociais rivais pode chegar ao ponto de materializar-se um conflito físico. No entanto, para escrever sobre isto, eu precisaria de um pouco mais de contexto pra justificar essa sensação. Além do mais, modernamente, temos o estado, cuja função é organizar os organismos para que não haja um conflito a este nível. No entanto, minha preocupação, provavelmente, é acerca das questões internacionais. Não há um estado global e, portanto, um organismo, no caso país, pode exaltar tanto a sua própria identidade a ponto de deteriorar as demais. Penso eu que isto já deva ser assunto de alguma disciplina e, portanto, não discorrerei sobre isto, só deixo claro que é possível chegar a pensamentos como estes através da visão dos organismos sociais. Assim, despeço-me. Um abraço para todos.


quinta-feira, 9 de abril de 2020

Complemento à visão dos organismos sociais: não iniciados, filosofia e arte.

Introdução:
    Olá a todos. Hoje trago para vocês um complemento da construção que venho fazendo chamada organismos sociais, os conceitos de não-iniciados, filosofia e arte. Acredito que entender como estes elementos são identificados dentro da visão dos organismos sociais pode ser algo bastante esclarecedor e definidor, resultando numa melhor compreensão de sociedade. Além disto, também volta a mostrar a capacidade dessa construção de conceituar grandes temas humanos de maneira consistente, bem definida, e geral o suficiente para se adequar as diversas transformações temporárias que ocorrem nas sociedades. Lembrando da estrutura básica dos organismos sociais, há uma autoridade, que exerce uma linguagem para efetivar uma produção. Aos que desejam obter a leitura inicial dos organismos sociais, aqui estão os links dos três textos que definem a estrutura básica:
http://devirsocial.blogspot.com/2018/08/linguagem-dos-agentes-sociais.html
http://devirsocial.blogspot.com/2018/08/analise-das-autoridades-segundo.html
https://barnabasspenser.blogspot.com/2018/08/a-relacao-do-individuo-com-verdade.html

Não iniciados:
    Aqui entenderemos não iniciados como todos aqueles que não fazem parte de algum organismo social. Isto significa que todos os indivíduos são não iniciados para algum organismo social, pois assumiremos que é impossível um indivíduo fazer parte de todos os organismos sociais ao mesmo tempo. No entanto, é possível que ele seja iniciado em mais de um organismo social ao mesmo tempo, e isto é uma característica importante a ser notada, pois, para mim, para que as futuras sociedades sejam saudáveis elas devem constituir-se de indivíduos que sejam iniciados pelo menos nos três principais organismos sociais citados no texto sobre a análise das autoridades: a política, a ciência e a religião. Entende-se que o processo de iniciação política é pedir votos, o da ciência é produzir algo com o método científico, o da religião é aceitar algum tipo de fé.

    O ser humano nasce não iniciado. Isto significa que é necessário um esforço das autoridades para iniciá-los em seus organismos sociais. Algumas vezes isto acontece de maneira natural, pois os genitores introduzem sua prole ao organismo através de um processo hereditário. No entanto, é uma preocupação válida das autoridades desenvolver formas de alcançar novas pessoas. Neste sentido, a autoridade busca usar todo o potencial da sua linguagem, demonstrando que sua produção é benéfica tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Desta forma, quanto mais pessoas envolvidas naquele organismo, mais forte e relevante socialmente ele se torna. Isto pode chegar ao ponto de tornar-se uma questão de sobrevivência. Portanto, a noção de que existe os não iniciados implica na importância da autoridade entender da necessidade de tornar sua produção útil para a sociedade.

    Para algumas pessoas pode parecer absurdo algum tipo de organismo social deixar de existir, principalmente tratando-se dos três citados anteriormente. No entanto, sociedades podem reduzir-se à, por exemplo, ignorar a ciência, de modo que seu governo não busque sustentar seus mestres de doutores. Ou, por outro lado, a religião pode ser suprimida ou ignorada, fazendo o estado buscar tomar controle completo dos processos de identidade do povo ou deixar este processo alienado pelo consumo. Ainda, o próprio estado democrático de direito pode morrer, constituindo, portanto, um retrocesso social, uma vez que toda configuração dos organismos sociais de destituí retrocedendo aos modelos sociais já superados. Portanto, é necessário que as autoridades sempre tenham cuidado em tornar sua linguagem acessível, divugável, mas não ao ponto da sua identidade ser descaracterizada, ou seja: sem que sua produção, autoridade ou linguagem sejam perdidas.

Filosofia:
    A visão dos organismos sociais entende a filosofia como um meta processo. Isto significa que ela é um processo que ocorre sobre o processo. Ela é a produção que ocorre sobre a produção, a linguagem que ocorre sobre a linguagem, a autoridade que ocorre sobre a autoridade. Embora seja possível considerar que sua produção, linguagem e autoridade existam, eles meta existem e, portanto, ela não é constituída um organismo social. Por outro lado, todo organismo social possuí alguma filosofia, e as filosofias podem conversar entre si, influenciando-se, alterando-se. Qualquer um pode ser iniciado à filosofia, basta iniciar-se à reflexão. No entanto, nem todos o são e seguem, portanto, o fluxo do ou dos organismos sociais aos quais eles pertencem.

    A própria visão dos organismos sociais é uma filosofia, inclusive este conceito de filosofia. Cada autor filosófico tem o direito de ter seu próprio conceito, ele é autoridade sobre si mesmo e os outros podem ou não aceitar suas premissas e conclusões. Na religião, política, ciência, também há filosofia. De uma maneira geral, filosofias são premissas. O que difere a premissa filosófica da fé é a adoração: a filosofia, por definição da visão filosófica deste texto, não é capaz de produzir adoração. Na política, a premissa constitucional rege a forma como se organiza as leis. Já na ciência, estabelece como o método científico é constituído. Filosofias são estabelecidas através de consenso e sua diversidade é mantida por aqueles que respeitam e admiram as possibilidades de ser humano.

Arte:
    Durante o texto no qual foi analisado as autoridades, foi comentado que a religião tem como produção a adoração. Isto pode ser um pouco confuso, mas é preciso lembrar que, na visão dos organismos sociais, adoração é tudo aquilo que tem finalidade em si mesmo, e a finalidade da religião é conectar o ser humano à dimensão eterna do espírito. Por ser espiritual, esta conexão não pode ter uma produção material, portanto, sua produção é uma produção espiritual. De todas as coisas que são produzidas pelos organismos, a mais não material de todas é a adoração, pois é neste estado que o ser humano contenta-se somente com aquilo que ele pode adorar, e isto não precisa ser algo físico, mas tão somente uma fé.  entanto, é preciso considerar que a análise das autoridades feitas pelo texto é levando em consideração um mundo ideal. Na prática é possível, por exemplo, que políticos sejam adorados, de modo que as pessoas deem suas próprias vidas em nome de figuras com localização no tempo e espaço. Ou seja, em muitos casos presencia-se a adoração de elementos    localizados no tempo e espaço, ou mesmo materiais.

    Isto foi dito porque para a visão dos organismos sociais, a arte é a materialização da adoração. Isto significa que aonde haja adoração, há arte sendo manifesta, de alguma forma. Mesmo que o espírito não seja material, o ser humano o é. E a matéria do ser humano expressa a adoração que ocorre em seu espírito de alguma forma, ele sempre vai encontrar uma maneira. Esta forma é a arte. A arte foi produzida de diversas maneiras durante a história da humanidade, e em todas elas é possível observar algum senso de finalidade em si, constituindo-se, portando, como uma adoração. Toda arte, por ser matéria, tem uma identidade localizada no tempo e no espaço. No entanto, é possível observar elementos de adoração que são transcendentais em algumas delas, nas outras vezes ela traduz o “espírito” daquela época, demonstrando a maturidade, os sentimentos e os valores da humanidade.

Conclusão:
    Pois bem amigos, este curto texto traz três conceitos importantes para a “visão” ou filosofia dos organismos sociais. Sinceramente, estou com vontade de gravar vídeos explicando essa filosofia e divulgar para amigos para ver se consigo mais críticas. Ademais, também vejo como importante eu falar sobre “identidade” um dia, e estruturá-la na tríade da moral e ética. Também quero entender o significado dessas tríades. Parece que minha filosofia é cheia de tríades. Provavelmente escrevei sobre identidade quando escrever sobre estas tais tríades. Ou então também tratarei de entender de maneira mais profunda as implicâncias da identidade numa sociedade, e em como um tipo de identidade (que se relaciona com o organismo social como um todo) afeta outros tipos de identidade. Depois desta enrolação, amigos, finalizo esta postagem. Abraço a todos.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Minha contribuição à Cristo:

    Senhor Deus, tenho caído no engano de que tu tenhas botado algo especial em mim, e, portanto, sinto medo de morrer. Sim, meu Deus, sei que é engano, pois tu, senhor, és dono de todas as coisas, e se tem algo de especial que tu botaste em mim, este algo foi teu filho, Cristo Jesus. Não nego, meu Deus, que tu podes ter colocado algo em mim. Mas se foi isto, quem sou eu para ter medo de morrer? Se tu pusestes em mim, porás em outro, se assim for necessário, para que teu plano de amor para nossa humanidade se concretize.
    Também, meu Deus, busquei te conhecer. Até mesmo cometi pecados, para buscar-te. Pequei, e perguntei: por que isto é pecado, meu Deus? Não compreendo, e ainda não te conheço. Revela-te a mim. E tu te revelaste, e me demonstrasse, cada pecado que eu cometia, cada pequena parte de mim que morria, era algo a mais teu que nascia dentro de mim. Observo outras pessoas, parece-me que algumas aprendem a confiar em ti, entregam-se com mais facilidade à morte, sem precisar pecar contra ti. Não tive ninguém, senhor, em que eu confiasse, e que me ensinasse, mas tenho tua misericórdia, e teu amor, e tua graça, e isto me basta.
    Escrevo estas coisas, meu Senhor, pois talvez sejam elas aquelas que tu puseste dentro de mim, e se assim for, tua vontade foi satisfeita. Ainda se não forem da tua vontade estas coisas que eu escrevo, é da tua vontade que eu honre o nome do teu Filho, reconhecendo-o e declarando-o como meu salvador. Assim estou fazendo, e anunciando para todos que lerem: ele é a vida eterna. Meu Deus, busquei viver muitas coisas, para aprender, para conhecer-te. Hoje, todas elas são sem gosto. Realmente és o sal do mundo, Cristo. És a luz, pois, do contrário, tudo não tem significado. Devo confiar em ti, louvar a ti, adorar a ti, pois só tu és a vida eterna.
    Meu senhor! Tanto percorri pra te conhecer. Parece-me, no entanto, que eu estou no mesmo lugar de onde partir. Parece que minha vida não mudou, continuo com os mesmos medos, mesmos desejos, mas agora sei de uma coisa: eu te conheço, meu Deus, e isto mudará tudo! Que minha alma não se entristeça mais, que eu seja capaz de sentir sabor no teu louvor. Que eu seja forte para esperar o que tens preparado para mim, que eu seja sábio para fazer aquilo que pusestes sobre minha responsabilidade. Oh, sim, meu Deus! Tu me capacitas. Certamente confio na tua capacitação, e temo em não atender às tuas expectativas. Que o meu temor me proteja de perder o que tens de precioso para mim.
    Posso ainda cometer pecados, erros do passados, ou mesmo pensamentos impuros, mas sei que teu perdão me alcança, e tua graça me fortalece. Creio que vai chegar que meus pecados contra ti serão tão pequenos que nunca sairão da minha cabeça, e mesmo um dia que eu não mais pecarei, que será quando eu terei meu corpo eternizado pela glória. No entanto, mesmo sabendo que tu me perdoas, senhor, eu faço meu melhor, pois sei que tu sondas meu coração e que teu julgamento é justo e amoroso. Oh, senhor Deus, que eu seja merecedor de teus galardões grandiosos, pois que recompensa maior eu poderia querer? Sei que são justos e infinitos, pois infinito é teu poder. Tudo nesta terra há de virar pó, mas teu nome é eterno.