quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Linguagem como processo indutivo vivo

Olá amigos. Como já escrevi uma postagem chamada “desabado do renascimento”, acredito que seja muito provável que outro autor já tenha falado sobre este aspecto da linguagem. Mas, de fato, chegar a esta conclusão, para mim, foi gratificante. Afinal, gosto de escrever e de matemática, entender os aspectos mais sutis das ferramentas que uso é bom. Penso sempre que eu poderia ter encontrado algum autor que já fala sobre isso, mas, como eu não busquei e nem sei se o acesso é fácil, acredito que seja melhor me desenvolver com o que tenho que ficar parado. Assim inicio este texto.

Ao escrever meus poemas, meus textos ou seja lá o que for, sempre fiquei me questionando: por que estou fazendo isto? Na falta de resposta, uma coisa era certa: melhor escrever do que perder as ideias. Portanto, escrevi, de modo que aquilo que escrevi se tornou testemunhos de estados mentais aos quais já me apresentei. Deste modo, a linguagem, para mim, se apresenta sobre um único aspecto, que é o de registrar informações.

Entretanto, é natural que eu veja as outras pessoas divulgando seus poemas, e isto não é algo que faço com recorrência, mas desejaria fazer como uma forma de expressar meu ser aos demais e desenvolver minha identidade. Mas então sempre me veio a pergunta: por que exibir aquilo que escrevo? O que eu espero com isto? Como vou mostrar algo a alguém, através dos meus poemas, se elas não estão familiarizadas com minha linguagem? Quem desejaria perder tempo para entender aquilo que escrevo? Deste modo, sempre me frustrei ao tentar seguir por este caminho.

Ao assistir aos vídeos da profa Lúcia Helena Galvão, foi me revelado uma informação preciosa: em culturas antigas, textos sagrados eram decorados, não escritos. Escrever, ao que tudo indica, parece ser uma atitude desesperada para que algum ensinamento não morra. Contudo, a profundeza daquilo que se escreve não se equipara a profundeza daquilo que se vive e é transmitido de geração a geração. Isto foi essencial para que eu percebesse que uma característica muito importante da linguagem é servir como um elemento indutivo, e quando escrevo indutivo, refiro-me a técnica de prova por indução que aprendemos em lógica.

Na prova por indução, existe o caso base, no qual assumimos que é verdadeiro, existe a regra indutiva, que se aplica a qualquer caso e também o que queremos provar, que geralmente é uma equação geral. Assim sendo, utilizamos a regra indutiva no caso base, para mostrar que é possível sair do caso base com aquela regra e ir para um caso particular do geral. Então usamos o caso particular do geral para provar o próximo caso particular do geral, mostrando que se o passo anterior é verdadeiro, o próximo também é segundo a regra de indução.

Uma maneira mais fácil de imaginar é pensar em dominós, aonde o primeiro precisa cair para o próximo cair. Quando o próximo caí, ele leva consigo o próximo do próximo, assim por diante. A estrutura de dominós em pé é a regra indutiva, de modo que todos os dominós contidos naquela estrutura irão cair porque o primeiro caiu. Entendendo isto, temos condições de entender o porquê, para mim, a linguagem serve como um elemento indutivo, a saber, a regra indutiva.

Ora, o primeiro elemento a cair na linguagem é aquele que a desenvolveu. Se ele necessitou criar uma linguagem, é porque ele sentiu coisas para as quais a linguagem que ele recebeu não suporta descrever. Portanto, ele cria uma linguagem, a regra, e ele próprio serve como primeiro elemento. Quando ele passa sua linguagem pra alguém, essa pessoa pode ou não aceitá-la. A aceitará se este indivíduo conseguir fazer ela sentir a mesma coisa que ele, por isso pode ser que a própria linguagem contenha em si os processos de treinamento para que a pessoa se abra para a experiência. De qualquer modo, uma vez que um indivíduo sente aquilo que aquela linguagem descreve, ele provavelmente vai aderir a ela, se tornando o próximo elemento a levar a linguagem adiante.

Assim ocorre indeterminadamente, até que aquela linguagem não consiga mais desenvolver aquilo que ela se propõe a se desenvolver. Isto pode correr por cristalizarem a linguagem, não permitindo suas devidas adaptações ao momento histórico, ou porque uma linguagem o faz de maneira mais eficiente. De qualquer forma, percebam que a linguagem se mantém viva através de um processo indutivo tal como na matemática. Na matemática, no entanto, agimos no mundo das abstrações. A linguagem, contudo, age no mundo real. Muitas destas linguagens, portanto, ganham uma conotação espiritual.

Através desta perspectiva, surge algo muito interessante: toda linguagem precisa se preocupar com quem ela vai se comunicar e como vai se comunicar. Afinal, a linguagem em si precisa ser capaz de expressar algo que o indivíduo sente. Se aquele algo não for mais válido ou se o indivíduo não for capaz de compreender o que aquela linguagem quer comunicar, certamente ele não adotará tal linguagem. Isto é algo bastante necessário a se compreender, pois através disto percebemos que a linguagem por si só não é absoluta, de modo que cada ocasião se torna única. O que mantém a linguagem viva é sua capacidade média de invocar e explicar certas situações que também ocorre de modo médio e é desejado socialmente.

 Ter percebido isto tudo me leva a pensar: qual linguagem eu tenho criado? Com qual intuito? Certamente desenvolvi uma linguagem de modo isolado, apenas através de informações truncadas que recebo através da internet. Isto, de algum modo, é prejudicial, porque eu não consigo desenvolver nada que realmente impacte o mundo. No entanto, também aderi a fé cristã, e através da fé, também a linguagem cristã. Eu ainda não uso com frequência tal linguagem, mas tenho certeza que no decorrer do meu desenvolvimento e diante da necessidade de transformar as pessoas, ela virá.

Trabalho arduamente para que a linguagem cristã não entre em paradoxo com tudo o que eu acredito, e o mais surpreendente que vejo é que a linguagem cristã é muito moderna neste sentido. Através da profa Lúcia Helena Galvão, tive acesso ao Caibalion e à algumas outras filosofias que tratam sobre o espírito, e percebo que o cristianismo consegue contemplar todas.  No entanto, no fundo bate certo medo de, de repente, encontrar alguma coisa complicada de conciliar. Mas é certo que eu conseguirei! Assim encerro este texto, um abraço a todos!

Relatos de renascimento


Olá amigos. Nestes dias tenho passado por diversos processos de amadurecimento, tanto por causa da minha entrada na igreja, como também porque estou ganhando consciência de que muita coisa do que produzi já fora produzido antes. Por exemplo, estou lendo um livro que trata de maneira muito bem organizada a construção da lógica, chamado Bach, Escher e Godel. Foi certo impacto perceber isto, porque, de certa maneira, é como um processo de voltar ao zero.

Contudo, isto não é muito preocupante, e para explicar o porquê, vou recorrer a duas coisas. A primeira: tenho assistido a Dragon Ball Super, principalmente por fazer referência a nostalgia da minha infância, que descobri fazer referência a cultura chinesa. De fato, tenho pensando sobre o Goku sempre avançando a um estágio da sua linhagem de sayajin e o possível significado disto. É certo que toda transformação do Goku ocorre quando ele consumou todo poder dele, e isto, de certa forma, me lembra quando uma pessoa consome todas as suas possibilidades naturais. Neste caso, ela precisa se transformar, romper barreiras, transcender. Goku transcende à suas novas transformações.

Lembro-me também de uma categoria de jogos chamados IDLE, no qual compra coisas para que estas coisas fiquem rendendo no jogo, para você comprar mais coisas e assim avançar. Neste jogo, você avança até certo ponto, tendo o direito de renascer. No processo de renascimento, você mantém algumas características globais, mas todo resto é reiniciado, de modo que você começa da estaca zero novamente. No entanto, ao acumular estas características globais faz com que as coisas que você compre rendam mais. Ora, é ou não é um processo de renascimento, parecido com o que Goku passa? Assim também é na vida dos seres humanos, de certa forma.

No final, recorremos ao próprio Cristo, que, através da sua linguagem, nos diz que, ao renascer nele, tudo iremos reconstruir e em dobro. Ou seja, todas as experiências que vivemos anteriormente só foi basicamente um processo de morte para que pudéssemos transcender. Quando tudo mais nos falta, ainda sim temos a opção de renascer espiritualmente e acessar um grau maior de espiritualidade, que nos permitirá construir nossas vidas em bases sólidas, que é Cristo, a rocha, para então recuperarmos com folga tudo que perdemos durante nosso período de cegueira espiritual.

Ao assistir a profa. Lúcia Helena Galvão, entramos em contato com outras culturas ainda que recorrem ao mito do renascimento como forma de guiar os seres humanos em sua jornada de crescimento espiritual. Faço menção honrosa aos vídeos dela, que tanto me tem instruído quanto a espiritualidade e as filosofias de forma prática, através da escola Nova Acrópole. Embora eu seja Cristão, declarando-me seguir de Cristo, não acredito que seja sábio fechar os olhos para outras culturas. Sempre há a aprender, desde que não façamos culto a outro deus nem façamos nada que vá contra as escrituras sagradas.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Algumas mensagems sobre Cristo, parte 4

--- Se alguma verdade bíblica te parecer mentira, ignora isto, acredita na palavra com toda tua força e pratica tal verdade. Deste modo, um dia, te será revelado os modos sobrenaturais pelos quais o mundo do espírito se manifesta no mundo natural.

--- Quando Jesus pede para que os cansados e oprimidos o sigam, assim diz: sigam-me porque sua cruz será leve. No entanto, no decorrer do nosso propósito em Deus, através de Jesus, nos deparamos com desafios sobrenaturais para a formação do nosso caráter. Há quem, no entanto, confundam estes desafios com os pesos que deviam abandonar em suas vidas. Fato é que, aquele que está enfrentando um desafio para amadurecimento em seu propósito sabe que aquilo é para seu crescimento espiritual, e sente até satisfação em estar sendo testado daquele modo. No entanto, aquele que simplesmente carrega um peso que não é seu, não consegue ver satisfação. Ele deve abandonar este peso, conhecer a si próprio e ao seu propósito, para então estar apto a contribuir para a construção do reino de Deus aqui na terra.

---  Quebra as travas que tua mente criou para que tu não me percebesse, ele disse. Disse também que cada ser humano deve ter a responsabilidade de criar seus próprios símbolos, suas próprias experiências que testemunham a existência dele. Ele falou: que os testemunhos sirvam de exemplo de inspiração e fé, mas que cada um olhe para dentro de si e busque: o que é aquilo que minha fé diz para eu fazer? Que assim seja feito, pois esta será a marca da minha aliança contigo. E as obras construídas por tua mente fizeram parte da construção daquilo que tu és, mas mais importante que tuas obras é quem tu te tornaste através da tua busca por mim.

Algumas mensagens sobre Cristo, parte 3.

Acerca da autoridade política e religiosa

     Existe uma lei que diferença homens da natureza: o livre-arbítrio. No entanto, o que faria um pai ao ver seu filho colocando seu dedo na tomada? É claro que ele buscaria impedir no livre-arbítrio do seu filho, para seu próprio bem. Ele, afinal, tem essa autoridade, pois ele é pai. No entanto, certas crianças não conseguem crescer. Tornam-se adultos que, como crianças, utilizam seu livre-arbítrio para rumar ao próprio mal. Quem, portanto, teria autoridade para interceder nesta situação?

    Bem sabemos que governos estabelecidos por homens conseguem, através da lei, determinar o destino de um indivíduo. Como um pai, estes governos são constituídos de autoridade para, através da força física, alterar o curso de vida de uma pessoa. Esta autoridade vem da lei e da integridade de uma sociedade em cumpri-las. Estas leis, certamente inspiradas para evitar grandes maus ou para coordenar a sociedade de acordo com o que grandes homens indicam como correto, são aquilo que devem reger o comportamento dos indivíduos para o bem. Foram estabelecidas através de um feroz acordo entre homens, que fizeram guerras, deram suas próprias vidas, para que tais leis fossem desenvolvidas.

    No entanto, sabemos também que há outra grande fonte de autoridade, a saber, a do próprio Deus. Esta fonte emerge dentro do coração de cada homem que busca aos céus, que passa a utilizar seu livre-arbítrio para escutá-lo, segui-lo e construir uma vida baseado no seu bem. Esta fonte de autoridade, através do tempo, foi descrita por homens nas escrituras sagradas, para servirem como inspiração para que outros homens encontrem, dentro de si, também este Deus. Como um ser vivo, este Deus vai passando de geração a geração, através das escrituras, para que o homem se aperfeiçoe ao evitar erros e ensinar princípios que ele só irá entender depois de certa maturidade, tal como um pai faria.

    Ora, duas fontes de autoridade, ambas buscam aperfeiçoar o homem ao seu próprio bem. O que acontece, portanto, quando os governos não se preocupam em, como pai, proteger os seus governados das situações que os exponha a uma situação de animal, como passar fome ou temer pela própria segurança? O que acontece, portanto, quando os lideres religiosos utilizam seu próprio reino, instituído numa palavra que quer trazer o que há de melhor no ser humano, simplesmente para criar um local para a própria proteção e para proteger aqueles que fazem parte da mesma organização?

    É claro que nossa sociedade irá regredir a um estado animalesco. Cada um buscará sua própria salvação, de modo que nenhum ser humano terá condições de buscar dentro de si o que de melhor ele tem para entregar à nossa sociedade. Portanto, nossa sociedade recai na superficialidade das coisas, onde as relações humanas passam a ser cada vez mais rasas, as atividades humanas começam a ser cada vez mais imediatistas. Deste modo, a sociedade começa a se tornar menos sociedade, pois cada vez menos os indivíduos dependem dos outros para depender de si mesmo, ao ponto que, um dia, nem mesmo de sociedade poderemos nos chamar.

    São duas autoridades, portanto, que na sua mais pura essência desejam a mesma coisa: que o ser humano não destrua a si próprio, mas cresça em direção ao bem. Os governos, desenvolvendo um estado para que nos apoiemos, e a religião, nos guiando em como sermos humanos. Estaria Deus contido em apenas uma delas, a saber, na religião? Afirmar isto seria limitar Deus. Se a construção da linguagem religiosa vem do coração dos homens, utilizar força física para convencer seria ir contra o próprio livre arbítrio estabelecido por Deus. Se a construção da linguagem política vem da violência, esperar que homens possam se sensibilizar ao espírito é insensatez. É somente através do equilíbrio destas duas autoridades que encontraremos verdadeiramente a vontade de Deus.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Símbolo e matéria

    Quando pensamos acerca do cotidiano da sociedade, somos remetidos a duas coisas: matéria e símbolo. A matéria é fácil explicar, afinal, todas as coisas são constituídas dela. No entanto, o símbolo é um pouco mais complicado, pois existem pessoas que ignoram o significado simbólico das coisas. Pois bem, para entendermos o símbolo, devemos entender que toda matéria é modelada através da mente humana, e que, por isso, a mente humana acaba associando algum formato seu na matéria. Estes formatos são justamente os símbolos, que acabam sendo passados através das gerações e desenvolvem uma dimensão de evolução humana.

    Estes símbolos se manifestam nos rituais de uma sociedade, como casamento ou festa de aniversário, e também na ornamentação, que são a decoração de uma casa ou do corpo. Entretanto, devido à alta velocidade que avançamos nossa tecnologia, a sociedade vem perdendo esta dimensão simbólica. Há um grande interesse por parte da indústria que os símbolos sejam esquecidos, afinal, cada local tem seu próprio símbolo, enquanto um produto de uma indústria é feito de maneira genérica, a ponto de atender ao maior número de pessoas possível, para que seja possível a produção em larga escala.

    Como consequência disto, surge uma sociedade materialista e imediatista. Afinal, sem os símbolos, não há a dimensão de desenvolvimento cultural de uma sociedade. Tudo o que eles fazem se resume à matéria e ao seu desenvolvimento. Naturalmente, aqueles que estão envolvidos com o desenvolvimento da matéria pode achar que sua vida está completa, porém, apenas isto é insuficiente para que toda a sociedade consiga encontrar a finalidade da sua existência. É preciso, portanto, que voltemos ao desenvolvimento dos símbolos que formam bons humanos, que é, afinal, o desenvolvimento da cultura.

    Através disto, muito do vazio que é preenchido pelo consumo de drogas ou da carne voltará a ser preenchido pelo desenvolvimento da cultura. Portanto, aquilo que é produzido pelo ser humano voltará a ter dois níveis de existência, o material e o simbólico. Serão impressos, nos símbolos, os valores e princípios que fazem o ser humano ser grande, de modo que novos humanos possam entrar em contato com esta informação e buscá-las dentro de si. Assim sendo, será necessário encontrar um equilíbrio entre aqueles que massificam a matéria e aqueles que produzem o símbolo, afinal, não podemos regredir o avanço da matéria conquistado até aqui. Este equilíbrio, no entanto, é fundamental para a continuidade da nossa sociedade, ou ela se destruíra, pois cada geração terá menos de humano em si que a próxima.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Pacto de fraternidade

                Certo dia, dois homens conviviam em uma sociedade com pacto de fraternidade. Este pacto dizia que, se estivesse por baixo, outro o ajudaria a levantar, pois assim se manteria a dignidade de ambos, para que ambos fossem livres e pudessem ser tratados de igual maneira pela justiça. Aconteceu que estes dois homens começaram a desenvolver negócios em ambientes semelhantes e um não gostava do deus do outro. Portanto, ao invés de se unirem, se separaram, tornando-se rivais.

                Esta competição durou muitos anos, e durante este tempo, a rivalidade transformou-se em inimizade, de tal modo que nem mesmo eles pudessem se olhar na rua sem que houvesse desconforto. Porém, por algum motivo qualquer, um destes saiu vitorioso dessa rivalidade. Assim sendo, seu negócio tomou conta de todo o mercado. O outro teve de fechar as portas, estava velho demais para aprender a fazer outra coisa da vida e se recusava aceitar a servir ao seu adversário, por não concordar com seu deus. Preferia, portanto, morrer.

                Porém, a sociedade a qual ambos viviam dizia que, se um estivesse mal, era dever do outro ajudar. Portanto, organizou-se a pedir impostos daquele que fora vitorioso, a princípio recusara-se a pagar. Sua recusa era por saber para aonde se destinava aquele dinheiro e por não desejar tal destino, para que não alimentasse um deus que não fosse um dele. Porém, os organizadores lembraram-no: você fez um pacto conosco, e através deste pacto toda a estrutura social foi organizada para que vocês competissem com liberdade e igualdade. Agora, se você preza por essa sociedade, pague seus impostos. Do contrário, esta sociedade o recusará.

                Este homem, apesar da raiva por estar alimentando seu inimigo, pagou seus impostos, pois sabia que era justo. O outro homem, apesar da raiva que tinha da origem daquele dinheiro, o aceitou, pois sabia que aquele dinheiro vinha, na verdade, da sociedade construída através daquele pacto. Assim, aquele dinheiro fora utilizado para que o homem derrotado vivesse o fim de sua vida com dignidade, ensinasse aos seus filhos tudo o que aprendera, para que seus filhos tivessem a oportunidade de, um dia, voltar a competir por uma vida melhor através do relaxamento de seu adversário ou encontrar um novo caminho através daqueles ensinamentos.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Apedrejamentos em Deuteronômio

Em Deuteronômio 21:18-21, relata-se que um jovem comprovadamente desobediente à seus país é passível de sofrer punição de apedrejamento. Em Deuteronômio 22:20-21, relata-se que uma moça prostitui-se ainda na casa de seu pai também é passível de sofrer a punição de apedrejamento. Estas duas situações são interessantes para demonstrar o princípio da equivalência dos gêneros anteriormente já anunciado neste blog. No entanto, mais ainda, estas duas situações demonstram a degeneração do sistema familiar e os métodos que o antigo testamento utilizava para evitar que este tipo de coisa aconteça.

Explicando melhor: existe uma enorme responsabilidade espiritual em dar luz a uma vida. Dá-se luz a uma vida orgânica, vazia e carente de espírito. Este espírito, no velho testamento, deve vir dos principalmente pais, e deve ser o suficiente para preencher de vida aquele novo ser. Por estar cheio de vida, é fácil para aquele ser não se entregar ao prazer da carne, como a prostituição e a desobediência. No entanto, uma vez que os pais não sejam capazes de suprir espiritualmente seus jovens, é natural que eles comecem a explorar a vida para encontrar aquilo que falta neles, e muitas vezes essa exploração passa por erros como a desobediência e a prostituição.

Como solução para isto, o antigo testamento ordena o apedrejamento em público, de modo que aquelas vidas que profanam os princípios de Deus e trazem mal exemplo pra sociedade sejam rejeitadas. Assim, através do sofrimento, as pessoas eram incentivadas a buscar cada vez mais a Deus para que não tenham o mesmo fim e a morte física das pessoas que pecavam davam fim ao erro de geração de vida daquela família. Assim funciona o antigo testamento, que paga o pecado com a morte física. Alguns pecados com animais, outros com humanos.

Cristo, no entanto, veio para revogar esta lei. Sua morte foi o pagamento de todos os pecados, os que vieram e o que estão por vir. Além disto, Cristo instituiu o ministério da reconciliação, de modo que aquele que estiver morto espiritualmente, e que por isso peca, pode renascer ao aceitar Cristo como legítimo salvador, acessando assim o reino dos Céus e tendo condições o suficiente de desenvolver uma plena vida espiritual. Portanto, mesmo aquele que nasceu sem herança espiritual, através de Cristo, está apto a desenvolver uma vida plena em espírito.

Deus utilizou o artifício da morte para tornar seu povo guerreiro. No entanto, os tempos mudaram e tais leis não mais representavam a vontade de Deus. Afinal, nestes tempos não estavam mais sendo produzidos guerreiros de Deus, mas sim cegos pela lei. Portanto, Deus enviou seus profetas para anunciar a vinda de Cristo, para que assim a lei se renovasse. Cristo mostrou que a vontade de Deus é que sejamos bons como ele, que tenhamos a capacidade de renovar nossa mente para seguir suas instruções e reconciliemos nosso espírito para trazer o reino dos céus para a terra.